2.

1- INTRODUÇÃO Uma das características mais expressivas dos minerais é o fato deles ocorrerem freqüentemente com formas geométricas regulares e, nessa condição, são denominados genericamente de cristais. Entretanto, a maioria dos cristalógrafos utiliza atualmente o termo cristal referindo-se a qualquer substância sólida com estrutura interna ordenada, possuindo ou não faces externas geometricamente regulares. As faces regulares dos cristais se desenvolvem somente em condições de formação favoráveis, quando a velocidade de cristalização é lenta e há disponibilidade de espaço para o crescimento das faces. Desse modo, a presença de faces pode ser considerada um acidente do crescimento dos cristais e desde que sua ausência não altere as propriedades fundamentais das substâncias cristalinas, essa definição ampla de cristal é aceitável. Cristal seria, então, um sólido homogêneo com estrutura interna ordenada que, sob condições favoráveis, pode se manifestar externamente com faces geometricamente regulares. O estudo dos cristais e das leis que governam seu crescimento, forma externa e estrutura interna, denomina-se Cristalografia. Embora a cristalografia tenha se originado como um ramo da mineralogia, ela tornou-se atualmente uma ciência independente que lida não somente com minerais, mas com qualquer substância cristalina, inclusive materiais sintéticos. Além da geologia (mineralogia), a cristalografia se interrelaciona com outras áreas da ciência como química, física, metalurgia e ciências dos materiais, com aplicação em numerosos setores da indústria, como ligas metálicas, semi-condutores, gemas sintéticas, indústria farmacêutica, etc. Física Química Geologia Metalurgia Ciências dos materiais Ligas metálicas Semi-condutores Gemas sintéticas Indústria farmacêutica Cerâmica

Cristalografia

A ocorrência de faces bem formadas e a ausência completa dessas feições são apenas duas situações extremas, havendo estados intermediários entre elas que variam continuamente de um extremo ao outro. Essa variação no aspecto externo dos cristais, em decorrência das condições de sua formação, é referida como grau de cristalinidade. De acordo com o grau de cristalinidade as substâncias cristalinas podem ser bem cristalizadas, quando apresentam faces bem formadas, e progressivamente mais mal cristalizadas, à medida que as faces tornam-se mal formadas ou não identificadas. O sentido amplo do termo cristal é frequentemente utilizado com modificadores que expressam o grau de cristalinidade das substâncias cristalinas. Desse modo, um cristal com faces bem formadas, em escala macroscópica, é denominado de cristal euédrico (ou idiomórfico); um cristal com faces imperfeitamente desenvolvidas é referido como cristal subédrico (ou subdiomórfico), e um cristal sem faces identificáveis é denominado de cristal anédrico (ou informe). Um cristal anédrico, para ser caracterizado como tal, é necessário que sua natureza cristalina seja reconhecida. Se os diminutos cristais só podem ser reconhecidos com auxílio de um microscópio, os mesmos são denominados de substância microcristalina. Certas substâncias cristalinas cristalizam-se tão rápido e com granulação tão fina que sua natureza cristalina, imperceptível ao microscópio, só pode identificada através da difração dos raios-X, sendo, nessa condição, referida como substância criptocristalina. A ausência completa de estrutura interna ordenada é reconhecida quando a substância não difrata os raios-X, sendo denominada de substância amorfa. A maioria das substâncias amorfas não é sólida, existindo, porém, alguns sólidos amorfos. Os sólidos amorfos de ocorrência natural são denominados de mineralóides, como, por exemplo, o vidro vulcânico e a opala, os quais não fazem parte do escopo da cristalografia que é restrita às substâncias cristalinas.

A precipitação da halita pode ocorrer também por diminuição da solubilidade até que esta se iguale a concentração da solução. a concentração da solução pode aumentar progressivamente até atingir o seu ponto de saturação. água do mar). pressão e concentração. massa em fusão ou vapor. Se a precipitação da halita for lenta. que competem entre si. qualquer aumento adicional de concentração torna a solução supersaturada. Ao contrário. por abaixamento da temperatura. A partir de uma solução salina. através de mudanças de temperatura. começando pelos minerais de maior ponto de fusão e terminando pelos de menor ponto de fusão. as moléculas H2O que moviamse livremente no líquido. se a precipitação for rápida. Quando o magma resfria. cristalizando-se em gelo. atuam sobre os átomos ou grupos de átomos: 1) vibração térmica das . O exemplo mais simples e comum é a formação de cristais de gelo a partir do congelamento da água. pois o magma é uma fusão com muitos componentes. provocando a precipitação do soluto e iniciando a cristalização da halita. a cristalização dos minerais começa quando seus pontos de fusão são alcançados. originando um agregado de muitos cristais diminutos mal formados. As substâncias cristalinas podem se formar a partir de: solução. A cristalização a partir de um meio aquoso (solução) ocorre por precipitação do soluto quando a solução atinge o seu ponto de saturação ou solubilidade (quantidade máxima de soluto que a solução consegue manter por unidade de volume). aproximadamente com a mesma orientação cristalográfica. Em uma massa em fusão duas forças contrárias. através da evaporação do solvente ou adição de soluto. através da adição de soluto ou evaporação do solvente (água). A cristalização a partir de massa em fusão se inicia quando o ponto de fusão da substância é alcançado. com orientação cristalográfica aleatória. começam a ocupar posições fixas no espaço. Em um estado desordenado. originando cristais bem formados e desenvolvidos. Quando o ponto de fusão da água é atingido. os quais se agregam em um arranjo ordenado característico do estado cristalino. ou por diminuição da solubilidade através do abaixamento da temperatura ou pressão. com uma determinada concentração abaixo de sua solubilidade (por ex. os átomos ou grupos de átomos estão distribuídos de maneira aleatória. os íons de sódio e cloro que se juntam formam poucos núcleos de cristalização.PROCESSOS DE CRISTALIZAÇÃO Os processos de formação das substâncias cristalinas (processos de cristalização) ocorrem a partir de um estado desordenado da matéria (líquido ou gasoso) que evolui para um estado cristalino final (sólido).2. cada um com seu ponto de fusão. A solubilidade da solução pode ser alcançada por aumento da concentração. contendo halita (NaCl). muitos núcleos de cristalização se formarão. A partir deste ponto.Grau de cristalinidade dos cristais Cristais Cristais euédricos Faces regulares Cristais subédricos Faces imperfeitas Cristais anédricos Não difrata os Raios X Substâncias amorfas Estrutura desordenada Sem faces Faces observadas Difrata os Cristais Cristais ao microscópio microcristalinos criptocristalinos Raios X Sem faces macroscópicas Velocidade de cristalização 2. A formação das rochas ígneas a partir de magmas é mais complicada. em uma ordem tridimensional definida. por abaixamento progressivo da temperatura.

há também uma tendência dos NCs serem reabsorvidos pela solução ou fusão. o inicio da cristalização. Como embriões da matéria cristalina. Com o resfriamento do gás. os NCs possuem uma grande área superficial em relação aos seus diminutos volumes. A energia da superfície dos NCs é reduzida quando átomos ou íons são agregados a ela e a intensidade da energia liberada depende do local na superfície dos núcleos onde as partículas são agregadas.2. Existe ainda um quarto mecanismo de cristalização que se processa através da recristalização de material previamente cristalizado. A atuação do metamorfismo sobre as rochas provoca recristalização das mesmas.1. Mas como os núcleos de cristalização evoluem e crescem para formar cristais bem desenvolvidos ? A formação de cristais desenvolvidos é geralmente precedida pela formação aleatória de um grande número de NCs. embora seja bem menos frequentes que estes dois últimos processos. em consequência da tendência natural dos átomos ou íons constituintes da matéria se agregar para formar o estágio inicial da estrutura cristalina em condições de baixa energia. através de mudanças de temperatura e pressão. pois a maior perda de energia ocorre nos vértices. O exemplo natural mais típico deste processo é o metamorfismo. portanto. desta maneira. Os princípios da cristalização a partir de vapor são basicamente os mesmos da cristalização a partir de solução e fusão. nos quais a maioria dos átomos ou íons é interna e. Em substâncias iônicas o maior crescimento dos cristais ocorre em degraus na sua superfície. Em cristais não iônicos as partículas são agregadas às superfícies externas dos cristais precoces como grupos de átomos que formam degraus na superfície das faces. Com o abaixamento da temperatura a vibração térmica das partículas diminui progressivamente até que o predomínio da atração entre as partículas é alcançado. permitindo. onde normalmente ocorre o menor crescimento (Fig. com muitos átomos ou íons com ligações livres na superfície desses núcleos. ele terá grande chance de evoluir para um cristal maior. tornando difícil a sua reabsorção. Se um NC atingir um tamanho crítico. sem ligações livres. O exemplo mais comum deste modo de cristalização é a formação de flocos de neve a partir do ar carregado de vapor de água.2). .partículas que tende a destruir qualquer núcleo de cristalização e 2) força de atração entre as partículas que tende a agregá-las para formar núcleos de cristalização. cuja maioria não chega a formar cristais porque em uma solução saturada ou em uma massa fundida próximo do ponto de fusão. Outro exemplo é a formação de cristais de enxofre a partir de vapores impregnados de enxofre das fumarolas vulcânicas. gerando novas rochas com novos minerais. 1). Os núcleos de cristalização (NC) se formam em um ambiente de estado energético declinante. 2. O seu crescimento será alimentado pela acresção ordenada de átomos ou íons atraídos pelas ligações livres das partículas na superfície dos NCs (Fig. os átomos ou moléculas dissociadas são atraídos entre si. seguido das arestas e dos centros das faces desses cristais.CRESCIMENTO DOS CRISTAIS O primeiro estágio do processo de cristalização é a nucleação. responsável pela formação das rochas metamórficas. tornando-os mais solúveis (em uma solução) ou com maior possibilidade de serem refundidos (em uma fusão) que cristais ou grãos minerais com maior volume. podendo passar diretamente para o estado sólido com estrutura cristalina definida. a partir dos quais novas camadas externas de material cristalizado se formam.

Inversão: repetição invertida do objeto (motivo) em relação a um centro (elemento de simetria). 5).3. Figura 2. são: Rotação: repetição do objeto (motivo) através de uma rotação em relação a um eixo (elemento de simetria). sendo o eixo e o centro os elementos de simetria (fig.Simetria de Rotação Figura 3.Evaporação Água de um lago salino Saturado com HCl a c b Figura 1. Existe ainda uma quarta operação de simetria resultante da combinação entre a rotação e a inversão. denominada de inversão rotatória: repetição invertida do objeto (motivo) através de uma rotação em relação a um eixo combinada com uma inversão em relação a um centro. mostrando íons na parte interna do cristal com ligações químicas saturadas (=) e íons na superfície do cristal com ligações químicas livres (∼) que atraem íons de Na+ e Cl− acrescidos em degraus submicroscópicos da estrutura (b e c).Seção em um cristal de halita (a). reconhecidos nos cristais. resultando na repetição do objeto em torno do eixo (fig. As três operações fundamentais de simetria e seus respectivos elementos.Simetria de Reflexão . 2. resultando em duas imagens enantiomorfas invertidas do motivo (fig. formado através da evaporação da água de um lago salino. z Objeto rotacionado Objeto original Objeto Refletido z Objeto original y Rotação de 180° y Espelho x x Figura 2.Representação esquemática de um núcleo de halita (NaCl) com 125 ions de Na+ e Cl−. resultando em duas imagens enantiomorfas (espelhadas) do motivo (fig. 4). que com o contínuo crescimento dará origem a um cristal de halita. 3). Ela é caracterizada por meio dos elementos e operações de simetria. Reflexão: repetição do objeto (motivo) através de uma reflexão em relação a um plano (elemento de simetria). 2).SIMETRIA DOS CRISTAIS A simetria exibida pelos cristais bem formados é uma conseqüência direta da regularidade geométrica de suas faces e formas externas.

b). a b Figura 6. com ângulo de rotação de 90° (Fig. 10a. com ângulo de rotação de 180° (Fig. 9a. Simetria de rotação: duas ou mais feições simétricas do mineral são derivadas. Rotação ternária: três repetições em um giro completo de 360°.b). Rotação senária: seis repetições em um giro completo de 360°.z Objeto original Objeto rotacionado z Objeto original y Objeto invertido y x x Objeto final rotação + inversão Figura 4. onde duas feições repetidas e rotacionadas a 180° são simétricas em relação ao eixo binário . por uma rotação em relação a um eixo de simetria.Simetria de Inversão Rotatória Simetria de reflexão: duas feições simétricas do mineral são derivadas. como se uma fosse a imagem espelhada (refletida) da outra (Fig.Simetria de reflexão em um mineral (a) e em uma casa (b). Rotação quaternária: quatro repetições em um giro completo de 360°. uma em relação à outra.b). com ângulo de rotação de 120° (Fig. onde o plano de reflexão (espelho) divide o objeto (mineral e casa) em duas bandas simétricas (espelhadas). uma em relação às outras.Simetria de rotação binária em um mineral (a) e em uma balança (b). com ângulo de rotação de 60° (Fig.b).b). 7a. 6a. 8a. A simetria de rotação pode ser de quatro tipos: Rotação binária: duas repetições em um giro completo de 360°.Simetria de Inversão Figura 5. a b Figura 7. pela reflexão em relação a um plano de simetria.

uma em relação à outra. Simetria de inversão: duas feições simétricas do mineral são derivadas. a b Figura 9. onde três feições repetidas e rotacionadas a 120° são simétricas em relação ao eixo ternário. 11a.Simetria de rotação ternária em um mineral (a) e em uma hélice de ventilador (b). a b Figura 10. onde duas feições invertidas são simétricas em relação a um centro de simetria (i).b).a b Figura 8.Simetria de inversão em um mineral (a) e em uma sala (b). pela inversão em relação a um centro de simetria (Fig. onde quatro feições repetidas e rotacionadas a 90° são simétricas em relação ao eixo quaternário.Simetria de rotação quaternária em um mineral (a) e em uma hélice de cata-vento (b). a b Figura 11.Simetria de rotação senária em um mineral (a) e em uma flor (b). onde seis feições repetidas e rotacionadas a 60° são simétricas em relação ao eixo senário. .

condutibilidade elétrica e térmica. A simetria exibida pelos cristais bem formados é uma decorrência da regularidade geométrica de suas faces e formas externas. os cristais tendem a ser perfeitos e mantêm sempre as mesmas formas com os mesmos ângulos interfaciais. os seis eixos binários pelo número 2 e entre os 9 planos. onde o eixo senário é representado pelo número 6. 3.6A2 . onde n representa a ordem da simetria de rotação (2. Os eixos de inversão rotatória são diferenciados com uma − barra em cima do An (An). as quais refletem a sua estrutura interna ordenada por meio de um padrão de repetição de uma unidade básica de constituição. 3 são perpendiculares a cada um dos eixos quaternários (4/m) e 6 são perpendiculares a cada um dos eixos binários (2/m). os 4 − eixos ternários de inversão pelo número 3. como conseqüência da estrutura interna ordenada dos cristais. a difração dos raios-X e a clivagem são propriedades vetoriais . 2.4A3 .ESTRUTURA CRTISTALINA NOS MINERAIS Evidências da estrutura interna ordenada nos cristais As principais evidências da estrutura interna ordenada nas substâncias cristalinas residem em algumas características e propriedades apresentadas por estas substâncias. seria representada por i. a simetria 3A4 . os planos de simetria pela letra m. e o centro (i) é omitido. a dureza. os quais indicam a ordem da rotação. um é perpendicular ao eixo senário. 4 e 6). sua simetria seria representada por − 3A4 .7m.6A2 . enquanto que a velocidade de crescimento dos cristais. Os planos de simetria são representados pela letra m. Quanto aos 7 planos. pois existem 3 eixos binários face com face (representado por um 2) e mais 3 eixos binários aresta com aresta (representado pelo outro 2). Os símbolos − dos eixos e planos são expressos sem vírgula.6A2 . a velocidade de dissolução. na qual os diferentes planos atômicos da estrutura possuem diferentes vizinhanças atômicas. 2) Propriedades vetoriais: são propriedades que apresentam variação em função da direção cristalográfica considerada. sem informar o número de planos. que é subentendido para cada sistema cristalino e a presença de centro de inversão (i) também é omitida. por exemplo. pois considera-se que é subtendido. planos perpendiculares a eixos são representados pela simbologia eixo/m.Notação de simetria É a maneira de representar a simetria dos cristais. ou seja. expansão térmica e velocidade da luz são propriedades vetoriais contínuas. pois considera-se que é subtendido.4A3 . 4 ou 6). pois considera-se.9m. os seis eixos binários são representados pelos números 2 2. esclarecendo o tipo e número dos elementos de simetria presentes no cristal. Simbologia Hermann-Mauguin: é um sistema de notação mais compacto e mais informativo e o mais utilizado internacionalmente pelos cristalógrafos e mineralogistas. 2/m significa um ou mais planos perpendicular(es) a eixo(s) binário(s). um cristal com 3 eixos quaternários. Por exemplo.9m é − representada por 4/m32/m. por exemplo. 4 eixos ternários de inversão.6A2 . A2 (eixo binário). 3. onde os 3 eixos quaternários são representados pelo número 4. 6 eixos binários e 9 planos de simetria. pois considera-se que é subentendido para cada sistema cristalino. Os eixos de simetria são representados por números (2. porém o número de eixos não é informado. A variação exibida por estas propriedades pode ser contínua ou descontínua. Os centros de simetria são representados pela letra i. 6 eixos binário e 7 planos de simetria. os eixos de simetria por An. também. tais como: 1) Forma externa geometricamente regular e simetria dos cristais: em condições favoráveis de formação. A simbologia Herman-Mauguin distingue ainda eixos de mesma ordem e planos diferentes. A3 (eixo ternário). 1 eixo senário.1A6 . Entretanto.1A6 . e a simetria de um cristal com 1 centro de simetria. Por exemplo. a simetria i. três são perpendiculares aos três binários face com face e os outros três são perpendiculares aos três binários aresta com aresta.7m é representada por 6/m2/m2/m.4. A4 (eixo quaternário) e A6 (eixo senário). Por exemplo.

γ) Cubo Octaedro Dodecaedro Figura 13. b e c (fig. O comportamento destas propriedades só pode ser explicado através de uma estrutura interna ordenada.descontínuas. a estrutura cristalina dos minerais é considerada como um retículo formado pela repetição tridimensional da cela unitária (fig. definidas no espaço pelos eixos cristalográficos a. c) e os ângulos entre os eixos (α. Os parâmetros básicos que caracterizam a estrutura cristalina são os mecanismos de repetição da cela unitária para formar o retículo cristalino e a forma e as dimensões da cela unitária. como o vidro. Substâncias amorfas. β. ou seja. b a Cloro Sódio c ° 2RNa + 2RCl = 5. Como cada mineral tem a sua estrutura interna característica.Mecanismos de repetição de celas unitárias cúbicas gerando cristais com diferentes formas. b. então. 12b. 13). 12c). jamais apresentam formas externas com faces regulares naturais. dependendo. o comportamento das propriedades vetoriais é sempre o mesmo em qualquer amostra de um determinado mineral e as formas dos cristais são compatíveis com essas estruturas. Além disso. não só da forma da cela unitária. portanto.Arranjo ordenado de tijolos (a) e de íons na cela unitária da halita (b). 13). . grupos iônicos ou moléculas) que formam as unidades básicas das substâncias cristalinas.66 A Figura 12. A forma externa dos cristais seria. Eixos cristalográficos (a. a luz propaga-se sempre com a mesma velocidade (e o mesmo índice de refração) e os raios-X não são difratados por tais substâncias. Estrutura cristalina É caracterizada pela disposição ordenada no espaço das partículas constituintes dos minerais (átomos. pois a variação das propriedades ocorre em função da variação da densidade e distribuição dos átomos na estrutura interna dos minerais. um reflexo da sua estrutura interna ordenada. Como uma parede formada pela repetição bidimensional de tijolos (fig. 12a). denominada de cela unitária. mas também do mecanismo de repetição destas unidades (fig. as propriedades destas substâncias não apresentam comportamento vetorial. independente da direção de propagação. íons.

b.2H2O Titanita CaTiSiO5 Talco Mg3(Si4O10)(OH)2 Microclínio (K. γ = 120o 1 eixo senário (eixo c) Hexagonal Hexagonal-R a1 = a2 = a3 ≠ c α = β = δ = 90o. c) ou 1 eixo binário e 2 planos Hexagonal-H a1 = a2 = a3 ≠ c α = β = δ = 90o. diferenciados pelas dimensões dos eixos cristalográficos e dos ângulos entre eles: Sistema Isométrico a=b=c α = β = γ = 90o 4 eixos ternários Eixos Cristalográficos Simetria Principal Exemplos de Minerais Diamante C Halita NaCl Fluorita CaF2 Pirita FeS2 Galena PbS Tetragonal a=b≠c α = β = γ = 90o 1 eixo quaternário (eixo c) Rutilo TiO2 Cassiterita SnO2 Zircão ZrSiO4 Calcopirita CuFeS2 Enxofre S Aragonita CaCO3 Estibinita Sb2S3 Olivina (Mg. γ = 120o 1 eixo ternário (eixo c) Monoclínico a≠b≠c α = γ = 90o ≠ β 1 eixo binário (b) e/ou 1 plano contendo os eixos aec Triclínico a≠b≠c α ≠ β ≠ γ ≠ 90o 1 centro de simetria ou sem simetria .Al)3O8 Wollastonita CaSiO3 Ortorrômbico a≠b≠c α = β = γ = 90o 3 eixos binários (a.De acordo com a forma da cela unitária.Ca)Al(Si.Fe)SiO4 Quartzo-β SiO2 Molibdenita MoS2 Pirrotita Fe1-xS Berilo Be3Al2(Si6O18) Quartzo-α SiO2 Calcita CaCO3 Coríndon Al2O3 Hematita Fe2O3 Turmalina Ortoclásio KAlSi3O8 Gipso CaSO4.Na)AlSi3O8 Plagioclásio (Na. existem seis sistemas cristalinos seguintes.

No padrão americano o sistema hexagonal é dividido em duas divisões seguintes: hexagonal-H. fazendo um ângulo de 60° entre si (Fig. A translação t1 ocorre pela repetição do deslocamento do motivo ou unidade de repetição (ponto) ao longo do eixo b. coincidentes com as arestas da cela romboédrica (Fig. 13a. ao logo do eixo a. No padrão europeu. 13c) que fazem ângulos iguais entre eles. ao longo dos eixos a. 14a) e oblíquas.b). formando o retículo cristalino (c). enquanto que a translação t2 ocorre pela repetição do deslocamento da linha de pontos formada pela translação t1. como no hexagonal-R. A figura 14d mostra uma terceira translação (t3) que ocorre pela repetição do deslocamento do plano formado pelas translações t1 e t2 na direção do eixo c. formando o retículo cristalino. Os ângulos entre os 3 eixos horizontais e o eixo vertical são ortogonais (α = β = δ = 90°) e o ângulo entre os eixos horizontais (γ) é 120°. y (b) e z (c). A translação tridimensional (Fig. As figuras 14b e 14c mostram um mecanismo de repetição bidimensional através de duas translações (t1 e t2) perpendiculares (Fig. t2 e t3) que ocorrem ao longo dos eixos x (a). com cela romboédrica na qual o eixo c é um eixo ternário (Fig. ao longo dos eixos a e b. o sistema hexagonal corresponde somente a divisão hexagonal-H e a divisão hexagonal-R corresponde a outro sistema denominado trigonal com cela romboédrica. Mecanismo de repetição bidimensional através de 2 translações (t1 e t2) perpendiculares (b) e oblíquas (c).O sistema hexagonal é referenciado com 4 eixos cristalográficos. Mecanismo de repetição tridimensional da cela unitária através de 3 translações (t1. t2 e t3). b e c. O padrão cristalográfico europeu utiliza. porém diferentes de 90° (α = β = γ ≠ 90°).Sistema hexagonal-H e hexagonal-R referenciados com 4 eixos (a e b) e Sistema trigonal referenciado com apenas 3 eixos (c). O mecanismo de repetição da cela unitária que resulta na formação do retículo cristalino ocorre por meio de uma operação tridimensional denominada translação. No sistema trigonal o eixo ternário não coincide com o eixo (c). com o mesmo incremento (dimensão do eixo a). referenciada com apenas 3 eixos iguais (a = b = c). 14b). . 14a) pode ser compreendida como resultado de três translações (t1. a b d c Figura 14. com o mesmo incremento (dimensão do eixo c). com cela hexagonal na qual o eixo c é um eixo senário e hexagonal-R. a2 e a3) e um vertical (c). portanto. O resultado destas três translações simultâneas é a repetição da cela unitária no espaço tridimensional. sete sistemas cristalinos. nas direções dos eixos cristalográficos a e b.Translação tridimensional (a). Hexagonal-H Hexagonal-R c Trigonal a b Figura 13. 3 horizontais (a1. com o mesmo incremento (dimensão do eixo b).

A cela P é a única que ocorre em todos os sistemas cristalinos. demonstraram que não podem existir mais do que 14 tipos de retículos espaciais que mantenham a mesma vizinhança em torno de todos os pontos do retículo. 15). ou seja. os quais passaram a ser conhecidos como os 14 retículos de Bravais (Fig. . Experimentos geométricos realizados pelo físico francês Auguste Bravais. o mesmo número de pontos arranjados da mesma maneira ao longo das três direções espaciais. em 1848. Existem 4 tipos de cela unitária seguintes: cela primitiva (P) com pontos somente nos vértices da cela. Os retículos se diferenciam entre si pelo tipo e forma da cela unitária. Isométrico Tetragonal Hexagonal Ortorrômbico Monoclínico Triclínico Figura 15. os demais tipos de cela ocorrem apenas em alguns sistemas.Como o retículo cristalino é uma estrutura de repetição tridimensional da cela unitária.Os 14 retículos espaciais de Bravais. todos os pontos do retículo possuem idêntica vizinhança. esta última definida pelos sistemas cristalinos. cela C com pontos nos vértices e no centro de duas faces opostas. Cela F com pontos nos vértices e no centro de todas as faces e cela I com pontos nos vértices e no centro da cela unitária.

16).811 : 1 : 1.47 A a:b:c = 10.87 ⇒ a:b:c = 0. Para os casos mais simples.Cela unitária tetragonal tipo C com 2 pontos (a): 1 ponto tipo P nos vértices (esferas vermelhas) + 1 pontos tipo C no centro de duas faces opostas(esferas azuis).49/12. As relações axiais obtidas por meio das . As dimensões relativas dos eixos cristalográficos.87:24. Desse modo. as relações axiais de cristais euédricos podem ser obtidas pelas dimensões relativas das arestas do cristal que se mantém aproximadamente inalteradas em relação às dimensões relativas das arestas da cela unitária coincidentes com os eixos cristalográficos.87:12. são representadas por a:b:c e obtidas pela relação das dimensões dos três eixos cristalográficos pelo valor de um deles. a b Cela unitária tetragonal tipo C com 2 pontos: 1 ponto P (⅛ × 8) + 1 ponto C (½ × 2). totalizando 2 pontos na cela C (1 ponto dos vértices + 1 ponto no centro das faces) e 3 pontos na cela F (1 ponto dos vértices + 2 pontos no centro das faces). 17). as dimensões de um cristal centimétricos representariam uma ampliação das dimensões da cela unitária em torno de 100 milhões de vezes. no início do século 20. b = 12.47/12. cada ponto no centro das faces conta apenas ½ para cada cela (Fig.NOTAÇÃO CRISTALOGRÁFICA DAS FACES DOS CRISTAIS As faces dos cristais são referenciadas por meio de suas relações de corte com os eixos cristalográficos. mostrando o ponto vermelho central tipo P dividido entre 8 celas vizinhas (4 acima + 4 abaixo do plano central) e os pontos C (azuis) divididos entre duas celas (uma acima e outra abaixo).Como os pontos das celas tipo P são dividido entre 8 celas vizinhas. pelo menos relativas.87 A ° . os cristalógrafos já haviam determinado as relações axiais com base nas relações morfológicas dos cristais e na premissa de que as formas cristalinas são um reflexo da cela unitária dos cristais. c = 24. 2.900 Figura 17.5. Como nas celas C e F os pontos no centro das faces são divididos entre duas celas vizinhas. com oito celas unitárias (b). tipo C.49 A ° 1A ° = 10-7 mm a = 10. Retículo tetragonal tipo C. normalmente o eixo b. cálculo das relações axiais para o mineral enxofre (Fig. Para tanto. 16). do sistema ortorrômbico: Relações axiais a partir das dimensões da cela unitária do enxofre: ° .87/12.Cálculo das relações axiais do mineral enxofre do sistema ortorrômbico: Mesmo antes de se conhecer as dimensões absolutas das celas unitárias. A cela I totaliza 2 pontos por cela (1 ponto dos vértices + 1 ponto no centro da cela). Somente a partir da difração dos raios-X pelos cristais. utilizado como referência.8135:1:1. totalizando 1 ponto por cela (Fig. Por exemplo. cada ponto conta apenas ⅛ para cada cela. foi possível determinar as dimensões absolutas das celas unitárias dos cristais e dos eixos cristalográficos. dos eixos cristalográficos. mantendo as mesmas proporções e as mesmas dimensões relativas. é necessário conhecer as dimensões. Figura 16. denominadas relações axiais.9029 Relações axiais a partir das arestas de cristais euédricos de enxofre: a:b:c = 0.

1. Os parâmetros de uma face representam não apenas aquela face.1b. 1b. mas todas as faces paralelas aquele plano. 0. deve ser determinado a que distância relativa a face corta cada eixo. 1c e 1a. 2b. orientar o cristal e definir quais eixos a face é paralela e quais ela corta.5b. Figura 18. ∞c Plano A’-A’: 2a.5). ⅔ c ou 1a. ∞c Plano B-B: ∞a. ∞b. 1b.1b. 1. é necessário reconhecer o sistema cristalino. são atribuídos arbitrariamente parâmetros unitários para os eixos cortados pela face. 2b. Por exemplo. as quais cortam os eixos em diferentes distâncias absolutas. ∞c. b=12. porém em distâncias relativas iguais.5c ou 1a.1c para as três primeiras que cortam os 3 eixos (simplificando por 2 e por 1. 2c. ∞c. Cristal bipiramidal com faces com parâmetros não unitários (b). com variação somente na terceira casa decimal.dimensões das arestas de cristais euédricos divergem muito pouco em relação aos valores reais obtidos pelas dimensões absolutas da cela unitária. com ° . ∞c Plano AB: 1a. Por exemplo. ∞b. 1. 0. como as faces 1a.5a.∞c para as três últimas que cortam 2 eixos (simplificando por 2 e por 1. ∞c da figura 19a. 1b. 1b.47 A mostrando os parâmetros de 5 planos verticais (paralelos ao eixo c): Plano A-A: 1a. ∞c. 1b. a b Face cinza escura: 2a. ∞c Se uma face corta dois ou três eixos cristalográficos de um cristal cujas dimensões de sua cela unitária são desconhecidas. 2a. terão parâmetros 1a. utilizando o tamanho do eixo como unidade.5a. pode ser paralela a um eixo e cortar os outros dois ou cortar todos os três eixos. 2b. a face pode ser paralela a dois eixos e cortar o terceiro. faces com as seguintes distâncias de corte: 1a. 1b. denominadas de parâmetros. 1b. 1b.5) e 1a. 2a.5b. ∞c Plano AB’: 1a. 1c Figura 19. a = 10.18). Além disso.87 A ° e c perpendicular ao plano a-b. 1c. . Para definir as relações de corte das faces com os eixos cristalográficos.Cristal com faces com parâmetros unitários (a). como mostrado na figura 17 para cristais de enxofre.Plano a-b de um cristal ortorrômbico. ⅓ c (÷ 2) Face cinza clara: 1a. 2b. Uma face paralela a um determinado eixo intercepta este eixo somente no infinito e sua relação de corte com tal eixo será ∞ (Fig.

1c e seus índices de Miller são.1c (× 3) etc. Nesta figura. Seus parâmetros seriam. 1 ¯1 ¯1 ¯ . A face cinza vermelha corta os eixos a e c a 1¾ de suas dimensões. seus parâmetros seriam 2. H. 1c ⇒ ×2: 1a. independentemente da distância de corte. obtidos pela inversão dos parâmetros e. com corte positivo no eixo c (111. por apresentar muitas vantagens sobre os parâmetros. ∞b. 01 ¯ 1) e 4 inferiores.5a. 1b. Uma seção passando pelo eixo c e pela bissetriz do ângulo γ (diagonal entre a e b) mostra o corte da face 111 no eixo c a 2. ⅔ c representam duas faces paralelas (a primeira mais interna) que são representadas pelos parâmetros mais simples (1a.5). 2b. ∞c 1a. 1. Esta face é apenas uma das oito faces do cristal que corta dois eixos e é paralela ao terceiro. com corte negativo no eixo c (111 ¯. 20b).75a e 1. 1b. 1b. Exemplos: Parâmetros 1a. Na figura 19b. 1c e ∞a. 7⁄4 a. 011. 111. as duas faces cinza de um cristal bipiramidal são inclinadas entre si e seus parâmetros são: Face cinza clara: 1a. pela eliminação dos denominadores das frações. ⅓c (dividindo os três parâmetros por 2). 2. sendo 4 superiores. 1c Inversão e eliminação dos denominadores 1a. 2b. 1/∞ ⇒ 1a. 1 ¯ 01 ¯ . ⅔ c (× 2). as faces 1a. Os índices de Miller são números inteiros. quando necessário. Uma seção perpendicular ao eixo b (passando pelos eixos a e c) mostra os cortes da face 101 nos eixos a e c a 1. ∞c na figura 19a. 1c e seus índices de Miller são. 3a. 011 ¯.5b. como as faces 1a. ⅓c 2a. 2b. Esta face é apenas uma das oito faces do cristal que corta os três eixos.5c ⇒ simplificando (÷ 2): 1a. ∞c. ⅓ c. ∞b. 11 ¯1 ¯). 01 ¯1 ¯). 1b.5a. com corte negativo no eixo c (101 ¯ .8a e 1. 0c 1a. um outro método de notação das faces dos cristais com base nas suas relações de corte com os eixos cristalinos.75c e é paralela ao eixo b. 11 ¯ 1) e 4 inferiores. Miller propôs. 1b. a 1. como 1. 1b.5b.75c (Fig. 7⁄4 c ⇒ simplificando (÷ 7⁄4 ): 1a. . com corte positivo no eixo c (101. 1c e ∞a. 1c e Face cinza escura: 2a. ∞b.3b.5c (× 1. utilizando um fator adequado aos três números.Qualquer face que corte apenas um eixo. as quais. O mineralogista e cristalógrafo britânico W. 1b. 20c). ⅓c) os quais representam um conjunto infinito de faces paralelas ao plano 1a. É importante enfatizar que os parâmetros 1a. portanto. os quais podem ser simplificados para 1a. 2a. 1 ¯ 01. resultam nos parâmetros ∞a. 1b. 1b.5c (Fig. então. 1b. 1 ¯1 ¯ 1. 1 ¯ 11.8c e projetando estas faces até os eixos a e b elas cortam estes eixos a uma distância 1. Os cortes da face 111 a 2. 1b. seu parâmetro para o eixo cortado será unitário. 1b. 1b. 1b. ¯ 1 11 ¯.8b respectivamente. embora as faces cinza não possuam cortes unitários. 0. ⅓c e 2a. 1b.5 dos eixos a e b também podem ser visualizados em seções semelhantes passando pelo eixo a e diagonal entre b e c (corte no eixo a) e pelo eixo b e diagonal entre a e c (corte no eixo b). ∞b. os parâmetros e os índices de Miller são todos unitários. portanto. sem letras e sem vírgulas. 101. ou seja. 2. 2c Índices de Miller 110 113 122 No cristal isométrico da figura 20. estabeleceu-se como o sistema mais universalmente utilizado de notação das faces cristalinas.8. 2b. ∞c e ∞a. simplificando por 1.75a e 1. ou seja. 3c ½a. Os parâmetros de duas faces serão diferentes somente se elas não forem paralelas. denominados índices de Miller que. em 1839. ⅔ c. 1b. sendo 4 superiores. 1c cortam o eixo c a uma distância 1. A face cinza azul corta os três eixos a 2½ de cada eixo. 1b.

Face 102: parâmetros 2a.Cristal isométrico. Seção a-b mostrando os cortes da face (101) à 1. no corte duplicado o índice de Miller fica unitário e no corte unitário o índice de Miller fica 2. ½c (×2) ⇒ 201 Estas duas faces fazem parte de um conjunto. para eliminar o denominador 2. Seção c-diagonal ab mostrando os cortes da face (111) à 2. 1c Inversão dos parâmetros: ½a.76c (b).76a e 1. sendo um corte unitário e o outro duplicado. O corte duplicado quando invertido para gerar os índices de Miller fica ½ e. sendo um dos corte unitário e o outro duplicado. totalizando 24 faces. 0b.Cristal isométrico com faces com parâmetros e índices de Miller unitários (a). São oito faces paralelas a cada um dos três eixos (a. ∞b. . 0b.29c. 0b. Figura 21. ½c Índices de Miller: 1a. multiplicase os parâmetros por 2. No cristal isométrico da figura 21 todas as faces cortam dois eixos e são paralelas ao terceiro eixo. b e c). todas paralelas a um eixo e corta os outros dois. ∞b. 1c Índices de Miller: ½a. 0b. Desse modo. 1c (×2) ⇒ 102 Face 201: parâmetros 1a. 2c Inversão dos parâmetros: 1a. denominado tetraexaedro. cujas faces são paralelas a um eixo e cortam os outros dois.a b c Figura 20.

c = 7. ½b. b = 10. ⅔ b. c = 7.175 mm. Face 1: a = 35. Em relação aos cortes da face mais interna. com os cortes da face mais interna (cinza) a ⅓a. ⅔ c (× 3 2 ) ⇒ (111) 10. Não é necessário utilizar o fator de conversão de Ângstron para milímetro pois ele é um mesmo fator para as três medidas e pode ser suprimido.5b 3 2 a. b = 10. conhecendo-se as dimensões absolutas que as faces cortam os eixos cristalográficos e os tamanhos absolutos desses eixos. o que corresponde aos índices de Miller 321. Face 2: 13.15 mm.92.1c (× 2) : 1a. 5× (face lilás) e 6× (face azul escuro). 3 2 b. c = 7.175 ÷ 5. mmmmmmmmmmmm.9 × 10-7 ÷ 5.Faces paralelas em um retículo ortorrômbico. 3 2 c ⇒ ⅔ a.88 A determine os índices de Miller das faces com os cortes nos três eixos (a. 1c.15 × 10 ÷ 7. Face 2: a = 13.66 mm.88 = 4 × 10-7 a 10.90 mm. Os índices de Miller só são diferentes.88 = 1. Figura 22.15 mm Resolução: Face 1: 35. portanto.45 A ° . Face 4: a = 5.15 = 1 × 10 c Obs.52 mm. b = 5.15 mm. para faces não paralelas.35 mm. ½b. não uma única face. pode-se calcular os parâmetros dividindo-se as dimensões de corte pelo tamanho dos eixos.725 mm.32 mm. sabendo-se que as ° . Como as dimensões dos eixos cristalográficos são utilizados como unidade para os índices de Miller. todas com o mesmo índice de Miller 321.2b.725 ÷ 7.32 ÷ 8. 4× (face laranja).45 = 1. dimensões da cela unitária de um mineral ortorrômbico são: a = 8. com cortes diferentes mas com os mesmos índices de Miller 321.15 = 1. Mmmmmmmmmm Face 3: a = 6.52 × 10-7 ÷ 8. c = 10. mas um conjunto infinito de faces paralelas. 3× (face verde). Por exemplo.A figura 22 mostra 6 faces paralelas em um retículo ortorrômbico.5a 8. os cortes das outras faces paralelas são 2× (face azul claro).4c ⇒ (124) 7.15 A °. b = 16.5c .45 = 2 × 10-7 b -7 -7 1 4 a. mostrando que um conjunto de índices de Miller representa.90 mm. b = 8. c = 7. b e c) especificados abaixo.

2b. ½ b.6- .75 A °.925 mm..3b. Face 3: a = 9.96 A Face 1: a = 12.88 = 0. 2b.40 mm.92 ÷ 8. 3b.45 = 2b 7.0 mm.35 ÷ 5.97 mm.1c ⇒ 3 2 a.666.9 ÷ 5.1c ⇒ ⅔ a. b e c).15 ÷ 7.15 = 1c Exercício 6 9 a.45 = 3b 7.75 mm.75a 16.97 A ° .94 mm.1c ⇒ ¾ a. 2.. a partir dos cortes das faces nos 3 eixos cristalográficos (a. b = 15.48 mm.375 mm. c = 24. c = 9.1c (×3) ⇒ (413) Face 4: 5. Face 2: a = 2. c = 13.Face 3: 6.a 10. b = 19.15 = 1c 75 100 a.66 ÷ 8. unitária do mineral são: a = 4.88 = 0. c = 9.1c ⇒ 4 3 a.15 ÷ 7. sabendo-se que as dimensões da cela ° . ⅓b.92 mm.1c (×2) ⇒ (313) Determine os índices de Miller das faces abaixo de um mineral ortorrômbico. b = 7. b = 7.