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A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DA LUTA REGIONAL BAHIANA DO MESTRE BIMBA: Esdras Magalhães dos Santos – Mestre Damião Tenho

comparecido a algumas exibições e encontros de Capoeira e, em contato com alguns capoeiristas, sempre ouço um comentário de que a uta !egional do Mestre "imba te#e a sua origem in$luenciada pelo m%todo do antigo e ilustre capoeirista do !io de &aneiro ANNIBAL BURLAMA UI !"UMA#$ 'ntrigado com a re$erida in$ormação, passei a in#estigá(la incessantemente) *or sorte, chegou(me +s mãos a !e#ista M,-./ C0*/E'!0 -1) 2, 0-/ ', maio de 2333) -ela, como se pode #eri$icar no 0-E4/ 2 ao presente trabalho, encontra(se uma entre#ista atribu5da ao *ro$essor S%rgio ui6 de Sou6a 7ieira, *residente da Con$ederação "rasileira de Capoeira, sob o t5tulo 8-EM S9 .E "'M"0 : 0 !E;'/-0 <) -o texto da re$erida entre#ista estão contidas in#erdades e considerações absurdas que dese=o re$utar, na qualidade de antigo aluno do Mestre "imba, na d%cada de 23>? @>A, >B e >CD, tendo com ele con#i#ido bem de perto e como tal me $amiliari6ado com a estEria e histEria da criação de sua uta !egional) 0ssim sendo, irei comentar as re$eridas in#encionices assacadas contra a memEria de M0-/E ./S !E'S M0CF0./ @Mestre "imbaD, na ordem em que se segueG %RIMEIRA: 8/ capoeirista recebeu outras in$luHncias) 0prendeu uma no#a $orma de $a6er Capoeira, de modo =á desporti#o, entre o $inal dos anos I? e o começo da d%cada de 23J?, no !io de &aneiro, com o capoeirista 0--'"0 ",! 0M0K,', conhecido como L,M0)< COMENT&RIO: 0 in$ormação supra % uma tremenda in#erdade) Mestre "imba =amais este#e no !io de &aneiro nas %pocas citadas) Ele saiu da "ahia pela primeira #e6 em =aneiro de 23>3, tra6ido para São *aulo por mim, ;arrido, *ere6 e o cantor paulista "atista de Sou6a, a $im de reali6ar exibições em São *aulo, con$orme explicitado no li#ro 8Con#ersando sobre Capoeira<, de minha autoria) !etornou para Sal#ador("ahia na primeira quin6ena de $e#ereiro de 23>3, de lá saindo a partir da d%cada de 23M? para um simpEsio e apresentações no !io de &aneiro e outros Estados)

SEGUNDA: 8Kuem ler o li#ro de 0--'"0 ",! 0M0K,' #ai encontrar nele a base da Capoeira !egional praticada ho=eG rasteira, rabo de arraia, cabeçada, banda de $rente, tesoura, suic5dio e queixada, entre outros golpes, =á esta#am lá, muito bem explicados)< COMENT&RIO: Tais declarações são de uma pobre6a histErica e de uma le#iandade sem limites) Kuem conhece a histEria da Capoeira !egional sabe muito bem que ela % oriunda da antiga Capoeira 0ngola, tamb%m chamada por alguns historiadores de 8Capoeira Mãe<) Mestre "imba, em entre#ista ao =ornal 80 T0!.E<, de Sal#ador, edição de 2A de março de 23JA @#ide 0-E4/ JD, declara que começou a ensinar Capoeira desde 232C, e ato cont5nuo explicita para a posteridade como criou a sua uta !egional) "imba $oi o melhor angoleiro de seu tempo) &á como Mestre de sua !egional, desa$iou e #enceu todos os ad#ersários que se apresentaram para disputar com ele o t5tulo de Campeão de Capoeira, no antigo *arque /deon, em Sal#ador, con$orme registraram os =ornais da %poca constantes dos 0nexos I e J deste trabalho) *ediria ao leitor que, por interm%dio do texto e das $iguras que seguem logo abaixo, analisasse pelo m%todo comparati#o a SE;,-.0 in#encionice, constante do parágra$o em negrito logo acima, no que tange + 8acentuada semelhança entre os golpes da Capoeira !egional do Mestre "imba e os da capoeiragem do Mestre 0nnibal "urlamaqui<)

Tra's(re)emos a se*+ir ,artes -o m.to-o -e B+r/ama0+i1 ,reser)a'-o a 2orma *ramati(a/ -a .,o(a$ M3TODO DE BURLAMA UI A RASTEIRA: / =ogador da capoeiragem pEde dar a rasteira em p% ou descahido @quasi deitadoD) .ando este golpe descahido pode(se tamb%m dar á este golpe o nome de corta(capim) *ara se chamar uma rasteira #erdadeira % preciso que se=a dada em p%, isto %, que o =ogador este=a ri=o, $irme) -o entretanto, % muito commum, ainda, entre nEs, um bom capoeira abaixar(se e, apoiando(se nas mãos @á gui6a de corta(capimD e no p% esquerdo ou direito, arrastar c%lere o p% direito @% con$orme o p% que se apEiaD estendidoN naturalmente o contendor se $Or pouco esperto tomba a $io de comprido)

con$orme o treno indi#idual do =ogadorD. isto %. o =oelho empurra naturalmente as pernas ad#ersárias. edição de 23>M. de um homem contra di#ersos) A BANDA DE 5RENTE: : uma segunda rasteira. $oram substitu5das no texto que segue e na transcrição do anexo M deste trabalho por desenhos das mesmas.0M'R/#: 2) -ão existe no M%todo @"urlamaquiD $oto do golpe supracitadoN I) -a uta !egional "ahiana não existe golpe parecido com a 8banda de $rente< acima descritaN J) 0chando(se com pouca nitide6 as $otos do M%todo de "urlamaqui em meu poder. editada pelo Minist%rio da Educação e SaSde) . por%m % dada sendo a=udada com o =oelho da perna com que se dá a rasteira. 'mprensa -acional. da autoria de 'ne6il *enna Marinho.O CORTA4CA%IMG / corta(capim % um golpe sPmpathico pelo seu estPlo. constantes da publicação 8Subs5dios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem<. pois % dado de uma $Erma toda especial) 0baixa(se o corpo repentinamente @ou na perna direita ou esquerda. e esticando(se a perna não apoiada $a6(se com que esta gPre #iolentamente) Este golpe quasi sempre % dado nQuma luta desegual. pegando(as pela $rente) OBSERVAÇ6ES DO AUTOR DESTE TRABALHO !MEST!E . isto %.

isto %.0(. para em seguida arrasta(lo com a mesma perna @!0STE'!0D) Ele se de$ende com o !/ U ou S0V.0TR/ O RA%A: !asteira dada pegando(se a gui6a de rapagem nos calcanhares.E(0W) .M3TODO DE BURLAMA UI – C/-T'-. desequilibrando(o. com a perna bem estirada) BANDA TRAÇADA: *rocure dar uma pancada com a coxa na perna do seu oponente. arrastando(o #iolentamente. no lado de $Era do p% do ad#ersário @p% direito ou esquerdoD) CA%OEIRA REGIONAL !MESTRE BIMBA# 7 C/M*0!0TR/ RASTEIRA DEITADA E EM %3: RASTEIRA: Comece gingando) Caindo para trás. apEie(se no solo com as mãos e procure derrubar o ad#ersário.

% de uma $atal consequencia para aquelle que o recebe) / capoeira dará o rabo de arraia pondo as palmas das mãos no chão e.0TR/ O RABO DE ARRAIA: Este golpe % um dos mais perigosos. dando apparentemente um salto mortal. sendo bem dado.M3TODO DE BURLAMA UI 7 C/-T'-. $ará com que as plantas dos p%s toquem no peito ou no rosto ou nQoutra parte escolhida pelo =ogador e resulta sempre o ad#ersário cahir para tra6) / rabo de arraia tem di#ersos modos de se executar) *ara pratical(o com precisão % preciso conhecer um pouco @pelo menosD de saltos. pois depende do salto e da ligeire6a este golpe) . como para o que o recebe. por%m. tanto para o =ogador que o pratica.

apoiando com rapide6 as duas mãos no chão. bate com os dois p%s no rosto ou no peito do ad#ersário) Xoi com este golpe que o nosso CPriaco #enceu o =apone6 com o =iu( =itsu. gPra(se de modo que as mãos se $irmem no chão. e assim ti#emos a supremacia no =ogo) @''D Com uma perna de lado – Este golpe % bello pelo seu estPlo. no rosto ou nos ou#idos) Este golpe % quasi sempre certo e de bOas consequencias) . e o outro p% bata horri#elmente no ad#ersário. pois depende somente de intelligencia) .@'D Com as duas pernas de $rente – / =ogador 8peneirando< @)))D ameaça rapido e.á(se ao ad#ersário um dos p%s @direito ou esquerdoDN chama(se golpe de tapiação e depois delle segural(o.

% demasiadamente terr5#el para quem o le#a) . com o p%) Este se de$ende com a queda(de(cocorinha) / exerc5cio de#e ser praticado > #e6es. sendo bem dado. gire completamente o corpo.CA%OEIRA REGIONAL !MESTRE BIMBA# 7 C/M*0!0TR/ MEIA4LUA4DE4COM%ASSO OU RABO4DE4ARRAIA: UEDA4DE4COCORINHA !DE5ESA#: Comece gingando) Coloque as duas mãos no chão.0TR/ A CABEÇADA: 0 cabeçada % dada muito simplesmente) 0proximando(se do ad#ersário e abaixando(se repentinamente $a6(se com que a cabeça bata ou na parte in$erior dos queixos ou no peito. tentando atingir o ad#ersário na cabeça. na barriga ou ainda no rosto) Este golpe % um segundo rabo de arraia pelas suas conseqYHncias porque. com ambas as pernas) M3TODO DE BURLAMA UI – C/-T'-. le#ante uma perna bem estirada.

#irando(as #iolentamente.CA%OEIRA REGIONAL !MESTRE BIMBA# 7 COM%ARAÇÃO A CABEÇADA: Este golpe % uma #erdadeira 8marrada< des$erida com #iolent5ssimo impulso no meio da cara ou no peito do indi#5duo) Sua aplicação requer muita mal5cia) / golpe em causa =á existia desde a Capoeira primiti#a @0ngolaD) M3TODO DE BURLAMA UI – C/-T'-.0TR/ A THESOURA: : dada @o que #ae dar a thesoura =oga(se ao chão com a barriga para baixo ou para cimaD. cru6ando ao mesmo tempo as pernas com as do ad#ersário e. $a6 com que o ad#ersário caia para o lado esquerdo ou direito) .

mais rapido ainda. mettam(se entre os p%s do inimigo e. encolhe(se uma das pernas de maneira que o =oelho anteponha(se entre os dois que lutam) . $a6(se com que o inimigo tombe sobre o que ataca e.0TR/ O SUIC8DIO: 0#ança(se peneirando. e rapido descai(se o corpo. $a6endo com que os p%s.CA%OEIRA REGIONAL !MESTRE BIMBA# – C/M*0!0TR/ A TESOURA: 0 tesoura =á existia desde quando Mestre "imba pratica#a a Capoeira 0ngola) Com a criação da !egional ele instituiu a tesoura aberta @de costasD e posteriormente a de $rente e a de lado) -ote que nenhuma das pernas de quem aplica o golpe % introdu6ida entre as pernas do ad#ersário) M3TODO DE BURLAMA UI – C/-T'-. num brusco empurrão de pernas. cur#os. rentes ao chão.

@Este golpe % original e terri#el. pula(se com a máxima $orça com os dois p%s em cima dele.0TR/ A UEI9ADA: . @direita ou esquerdaD $a6(se com que o p% @direito ou esquerdoD bata no queixo do ad#ersário) . @calculando sempre a distanciaD suspendendo(se a perna com ligeire6a.á(se um passo + $rente do ad#ersário e. porque se o inimigo esti#er armado de punhal ou $aca suicida(se in$alli#elmente)D @Tal#e6 $aça mal em descre#el(oD) CA%OEIRA REGIONAL !MESTRE BIMBA# – C/M*0!0TR/ O SUIC8DIO: / suic5dio % um golpe que sE era ensinado no Curso de Especiali6ação) 0o derrubar um indi#5duo. a barriga ou a #irilha) Trata(se de um golpe #iolent5ssimo e per#erso) M3TODO DE BURLAMA UI – C/-T'-. procurando atingir o peito.

rabo de arraia. oriundos da Capoeira 0ngola. tamb%m citados na SE.CA%OEIRA REGIONAL !MESTRE BIMBA# – C/M*0!0TR/ UEI9ADA: UEDA4DE4COCORINHA !DE5ESA# Consiste este golpe no le#antamento circular da perna. banda de $rente. creio que o leitor agora tem uma id%ia completa sobre a di$erença entre os golpes dos m%todos de Capoeira dos Mestres "urlamaqui e "imba) Con#enhamos que os golpes cabeçada e tesoura. em nada se parecem com os do m%todo de "imba) .0 in#encionice @no começo deste trabalhoD.. ob=eti#ando atingir em cheio o queixo de uma pessoa com o p%) : praticamente um tapa com o lado externo do p%) COMENT&RIO DO AUTOR !MESTRE DAMIÃO#: 0o $amiliari6ar(se com a exposição $eita por interm%dio do M%todo Comparati#o. suic5dio e queixada. entretanto possuem acentuada di$erença na maneira de serem aplicados) Kuanto aos demaisG rasteira. de dentro para $ora @#ide linha pontilhadaD. guardam uma certa semelhança.-.

e isto se poderá constatar em outros centros mais adiantados onde a Capoeira assume aspectos de sensação e cartaz. o *ro$) S%rgio interpreta a seu modo o pensamento do Mestre. ao lermos sua tese de mestrado apresentada + *onti$5cia . o que não era pre#isto na obra do citado autor. #eri$ica(se que ele nega peremptoriamente a autoria da entre#ista como $oi publicada. onde ele. isso sim.” Em seguida. ao mesmo tempo em que en#ia + !e#ista um telegrama @#ide texto no rodap% de sua -/T0 /X'C'0 – 0-E4/ >D. acusando(a de conter in$undadas e in#er5dicas a$irmações. $a6. % não ha#er o *ro$) S%rgio especi$icado em sua aludida -ota quais $oram as in$undadas e in#er5dicas a$irmações publicadas pela re$erida !e#ista) E mais. solicitando espaço para a reti$icação da mat%ria publicada) Xato curioso. em sua -/T0 /X'C'0 .SOBRE A NOTA O5ICIAL DA CON5EDERAÇÃO BRASILEIRA DE CA%OEIRA !ANE9O :#: / que me deixou intrigado $oi a $orma do desmentido sobre a re$erida entre#ista $eita pelo *ro$) S%rgio 7ieira. ao $a6er tais obser#ações. apEs transcre#er as declarações de "imba acima citadas.ni#ersidade CatElica de São *aulo.iário da "ahia. principalmente no que tange + não adoção de instrumentos musicais na competição de capoeira da %poca. demonstra o seu dese=o acendrado de tentar pro#ar a todo custo a in$luHncia do m%todo de "urlamaqui sobre o de "imba) E o que eu acabo de declarar pode ser compro#ado $acilmente. $eitas pelo Mestre "imba ao re$erido =ornal. colocando o seguinte entre parHntesesG @Me) "imba declara o não uso do berimbau na luta e promo#e outras cidades mais adiantadas em Capoeira no "rasilD) COMENT&RIO: / *ro$) S%rgio. #alendo(se de uma entre#ista do Mestre "imba ao =ornal . $ls) CJ. supracitada) -o documento em causa. a$irmações in#er5dicas e análises in$undadas sobre as declarações abaixo especi$icadas. cu=os comentários sinto(me na obrigação de $a6erG %RIMEIRA DECLARAÇÃO DE BIMBA DE UE TRATA A NOTA O5ICIAL !ANE9O :#: 8)))Ao som do berimbau e do pandeiro não podem medir forças dois capoeiristas que tentem a posse de uma faixa de campeão. que por sua #e6 trata#a a capoeira como uma luta sem qualquer ritual)< . edição de 2J de março de 23JA @0-E4/ ID. $a6 tamb%m estas obser#açõesG 8Com isto podemos obser#ar a grande in$luHncia de Luma @"urlamaquiD no in5cio do trabalho de Mestre "imba. entretanto.

empobrecendo(o historicamente.o(a -+ra'te a rea/i>a?ão -e +ma /+ta$ Note4se 0+e e+ es(re)i LUTA) E isto se pode constatar por interm%dio das ra6ões explicitadas em suas entre#istas nos =ornais constantes dos 0-E4/S I e J deste trabalho) .e(e+ -e . e não – absolutamente não –. =á tratamos anteriormente) 0 respeito da promoção por "imba de outras cidades mais adiantadas em Capoeira no "rasil @o gri$o % meuD. sobre a segunda parte da primeira declaração do Mestre "imba..estaca(se em especial o 0-E4/ J – 80 T0!.erto (omo e+ o Mestre Bim<a e tam<. como quer em sua 8in#encionice< o *ro$) S%rgioG 8cidades mais adiantadas em capoeira no "rasil< @o gri$o % meuD) . existe uma interpretação gramatical incoerente do *ro$) S%rgio sobre o texto original) 0 interpretação mansa e pac5$ica das pala#ras de "imba quando $alou em centros mais adiantados onde a Capoeira assume aspectos de sensação e carta6.m (o')i)e+ (om o se+ tem. edição de 2AZ?JZ23JA. bem como de outras sobre a não adoção do berimbau e pandeiro em competições e do crit%rio adotado para a contagem de pontos durante a reali6ação de lutas) 7e=amos agora as obser#ações entre parHnteses $eitas pelo re$erido *ro$essor. ocasião em que ele declara para a posteridade como criou a sua uta !egional) : entretanto pro$undamente lastimá#el que o *ro$) S%rgio tenha ignorado a existHncia de tal documento em seu trabalho de mestrado. uma #e6 que se trata de in$ormações #alios5ssimas sobre a origem da L+ta Re*io'a/ Ba. % a de que ele se re$eriu pura e simplesmente a centros urbanos mais desen#ol#idos onde a capoeira assume aspectos de sensação e carta6. constante de sua -ota /$icial @0-E4/ >D. como se segueG 8)))e isto se poderá constatar em outros centros mais adiantados onde a Capoeira assume aspectos de sensação e cartaz” 8@Me) "imba declara o não uso do berimbau na luta e promo#e outras cidades mais adiantadas em Capoeira no "rasilD)< COMENT&RIO: Kuanto ao não uso do berimbau durante a luta. de Sal#ador.E<.COMENT&RIO: +em (o'.erame'to <e/i(oso1 sa<e m+ito <em 0+e e/e =amais a-miti+ o +so -e i'str+me'tos m+si(ais em 0+a/0+er .ia'a prestadas por seu criador.

e que com ele con#i#eu desde 23JC. contou(me que Cis'a'-o1 . inclusi#e sobre como são contados os pontos para os resultados das lutas.ia'a. ou se=a. como apregoa com inconsistHncia o *ro$) S%rgio) "imba.SEGUNDA DECLARAÇÃO DE BIMBA1 CONSTANTE DA NOTA O5ICIAL !ANE9O :#: 8A . ignorada lamenta#elmente pelo *ro$) S%rgio em seu trabalho de mestrado. sobre a regulamentação pela pol5cia das demonstrações de capoeira de acordo com a obra de "urlamaqui.iário da "ahia. segundo declarações de um ex(aluno de "imba.i6er que o m%todo de 0nnibal "urlamaqui não era conhecido por ningu%m na "ahia na d%cada de J? seria uma desa#ergonhada mentira.E<. Ma'oe/ Ro>e'-o. no Sltimo parágra$o da publicação constante do 0-E4/ I) 0 in$ormação transmitida pelo Mestre "imba @0-E4/ ID. dá outras in$ormações Steis. como =á dito anteriormente. basta relermos a entre#ista de "imba publicada no =ornal 80 T0!. mesmo porque a cidade de Sal#ador não era uma aldeia))) Mestre . Mestre "imba não se re$eriu mais + regulamentação pela pol5cia das demonstrações de capoeira de acordo com a obra de "urlamaqui) /bser#em que em suas declarações @0-E4/ ID "imba não sugere nem pede a adoção das regras do m%todo de "urlamaqui) Ele @"imbaD presta apenas uma in$ormação) 7ale salientar que as normas para a reali6ação de lutas eram traçadas pela . de 2AZ?JZ23JA @0-E4/ JD. em sua entre#ista a 80 T0!. como =á dissemos mais de uma #e6.oeira1 -e a(or-o (om a o<ra -e A''i<a/ B+r/ama0+i !"+ma#1 e-ita-a 'o Rio -e Da'eiro em EFGH< 8@aparece em Sal#ador uma in$luHncia do trabalho de Luma. de atribuir #alores num%ricos para os golpes aplicados que por#entura atin=am os lutadores) .E< de 2AZ?JZ23JA @0-E4/ JD. con$orme pode ser compro#ado pela leitura dos =ornais da %poca. do Mestre "imba. =amais se concreti6ou. e #eri$icaremos que. um ano antes da o$iciali6ação da chamada 8 uta !egional<D<) COMENT&RIO: Examinemos agora a análise $eita acima entre parHnteses pelo *ro$) S%rgio sobre a declaração supra de Mestre "imba) *ara isto. a adoção do m%todo simples e consagrado no mundo antigo do boxe.ireção do %ar0+e O-eo'. em Sal#adorZ"ahia) 'sto pro#a que realmente a uta !egional "ahiana. em 2JZ?JZ23JA @0-E4/ ID.o/@(ia re*+/ame'tarA essas eBi<i?Ces -e (a. al%m de explicitar como criou sua uta !egional. o mais antigo aluno do Mestre "imba ainda #i#o e atuante. não so$reu em tempo algum qualquer in$luHncia da obra do ilustre Mestre "urlamaqui. decorridos trHs @JD dias da reali6ação da entre#ista concedida ao =ornal . participando ati#amente da $ase do aper$eiçoamento da L+ta Re*io'a/ Ba.ecanio.

ro2+'-o -e =i+4=its+1 <oBe e /+ta *re(o4 roma'a1 ao 0+a/ e'si'o+ Ca.e(e-or . mo-i2i(o+ a Ca.se+ *ra'-e ami*o e a/ma *Imea1 m. por conseguinte.oss+@a o M.oeira A'*o/a.es -e o+tras /+tas1 tais (omo o <oBe1 o =i+4=its+1 a *re(o4roma'a e o <at+0+e !/+ta a2ri(a'a#1 <em (omo a (i't+ra -es.este relacionamento começaram a nascer os primeiros entendimentos para a criação da uta !egional "ahiana) Segundo declarações de Mestre ./ MEST!E "'M"0<.e*o+ M Ba. completamente $amiliari6ado ha#ia bastante tempo com todos os procedimentos daquela Capoeira @0-E4/ J deste trabalhoD) Mestre "imba possu5a um temperamento <asta'te <e/i(oso) Era sem sombra de dS#ida o melhor capoeirista do seu tempo na "ahia) Sonha#a com uma Capoeira bem mais impetuosa.ro)a)e/me'te (.re>a-a e se+s <a/Ces$ Criou uma seqYHncia genial de ensino mediante a qual são des$eridos com #igor golpes e contragolpes oriundos de um gingado manhoso.rAti(a e e'si'o -a Ca.EC0-'/ @amigo 5ntimo e contempor[neo de CisnandoD.e(e+ +m est+-a'te -e me-i(i'a1 (eare'se1 CISNANDO1 (o'. da autoria do Mestre 'tapoan) E a ensiná(la a partir de 232C.to-o -o Mestre B+r/ama0+i 2oi e-ita-o 'o Rio -e Da'eiro em EFGH e .oeira$ . #oltada exclusi#amente para o estilo de$esa pessoal) 0ssim sendo.itão -a Cia$ -e Na)e*a?ão Ba. da qual era um ex5mio possuidor) .to-o -e A''i<a/ B+r/ama0+i$ Entretanto.o1 (a. legou a seu modo + sua uta !egional excepcional dose de mal5cia. quando "imba =á possu5a 2C anos de .-i(o (omo e/e1 e 0+e (o/a<oro+ i'te'si)ame'te (om Bim<a 'a (ria?ão -a Re*io'a/1 . obedecendo rigorosamente a cadHncia imprimida pelos toques do berimbau) E mais.oeira A'*o/a @seis anos por ha#er começado a aprendH(la em 232I mais do6e anos por ter começado a ensiná(la em 232CD) 0cha#a(se.or )o/ta -e EFKL.ia (om Cis'a'-o .ia'a. con$orme suas declarações na publicação constante do 0-E4/ J do presente trabalho) %or )o/ta -e EFKL1 (o'. a decisão $inal da con#eniHncia ou não da inclusão dos mesmos na uta !egional sempre $oi do Mestre "imba) Va/e sa/ie'tar 0+e o m. nada deste m%todo $oi utili6ado por eles !Cis'a'-oJBim<a# durante a criação da re$erida luta) E isto % $ácil de ser compro#ado) "imba nasceu em 23?? @existe uma outra certidão de nascimento de 2C33) !aciocinemos com a de 23??)))D) Ele começou a aprender Ca.oeira A'*o/a aos -o>e a'os1 (om o a2ri(a'o Be'ti'. apesar de este apresentar ao Mestre os golpes e contragolpes das lutas supracitadas. con$orme se acha explicitado +s $ls) 2M do li#ro 80 S0. retirando dela alguns golpes e introdu6indo outros inclusi#e por ele criados) I'tro-+>i+ *o/.0 .

es e (o'tra*o/.istNria1 (o'si-era?Ces so<re os es. acusando(a de conter in$undadas e in#er5dicas a$irmações) amento pro$undamente que o re$erido pro$essor não tenha usado o cargo que ocupa no mundo da capoeira para de$ender uma das maiores $iguras da capoeira nacional.amiãoD !. tentando pro#ar de maneira $antasiosa a in$luHncia do m%todo de ". uma #e6 que o *ro$) S%rgio nega em sua -/T0 /X'C'0 @0-E4/ >D ha#er concedido a entre#ista supracitada na $orma publicada. o leitor perceberá de pronto que a L+ta Re*io'a/ Ba.ortes1 m. isto sim. ao deixar de enumerar de $orma cristalina por interm%dio de uma re#ista ou mesmo uma -/T0 /X'C'0 de sua Con$ederação quais são as in$undadas e in#er5dicas a$irmações assacadas contra a memEria do Mestre "imba constantes da re$erida entre#ista) Xe6.'/-0 <. acredito que. transcre#o no 0-E4/ M mais algumas regras e procedimentos do seu #aloroso trabalho) Cumpre(me ressaltar que me ati#e a contraditar a entre#ista 8-EM S9 .' sobre o de Mestre "imba.! 0M0K. o consagrado Mestre "imba.ia'a1 -o Mestre Bim<a.') Considero seu m%todo uma colaboração inestimá#el e altamente patriEtica para a preser#ação de nossa Capoeira) Co'stam -o se+ m.! 0M0K. atentando para as in$ormações contidas no texto do presente trabalho.re'-i>a*em -e s+a Gi'Asti(a Na(io'a/ !(a. %poca na qual a Capoeira acha#a(se proscrita por lei em todo o territErio nacional.ara a a.CONSIDERAÇ6ES 5INAIS: Kuero deixar bem expl5cito aqui que em nenhum momento ti#e a intenção de menospre6ar o trabalho reali6ado pelo ilustre Mestre ". em sua -/T0 /X'C'0 @0-E4/ >D e em seu trabalho de mestrado.E "'M"0 : 0 !E. re$erido mais acima neste trabalho. por mim contraditadas) Xinalmente.es1 eBer(@(ios e re0+isitos . considerações in$undadas e in#er5dicas.oeira*em#$ Sua ação para organi6ar e publicar o seu M%todo no ano de EFGH.to-o: . sem poder identi$icar o seu #erdadeiro autor.G JCJJA(Maer /"S)G Este trabalho somente poderá ser reprodu6ido para $ins didáticos e sem ob=eti#os comerciais) . =amais so$reu durante a sua criação qualquer in$luHncia do m%todo do ilustre Mestre "urlamaqui) São &os% dos Campos.to-os e re*ras1 *o/. retrata muito bem a nobre6a do seu patriotismo e de sua coragem indOmita) 0 $im de que o leitor possa se $amiliari6ar mais um pouco com o seu M%todo. I2 de abril de I??I) Esdras Magalhães dos Santos @Mestre .

entretanto.*asso a transcre#er ipsis literis o texto dos 0-E4/S I. para maior comodidade dos leitores) ANE9O G 7 DI&RIO DA BAHIA 7 EKJMARÇOJEFKO: MancheteG O T8TULO M&9IMO DA CA%OEIRA BAHIANA Subt5tuloG "imba re$uta as allegações de Samuel de Sou6a e prompti$ica(se a luctar pela posse da alme=ada $aixa Este#e hontem em nossa redacção o conhecido capoeirista bahiano Manoel dos !eis Machado. aqui estou. ou#imosG 8 – -ão me abracei ao t5tulo de campeão. > E M. de re$erHncia aos tEpicos publicados. e a agilidade a 7ictoria) 0o som do berimbau e o pandeiro não podem medir $orças dois capoeiras que tentem a posse de uma $aixa de campeão. uma #e6 que pelos =ornaes desa$iei a todos os capoeiristas deste Estado e somente subiu o 8ring< o #aloroso ad#ersário Fenrique "ahia. o conhecido campeão re$eriu(se a uma nota di#ulgada por um con$rade matutino em que apparecia a $igura do sr) Samuel de Sou6a) . que consegui derrotar ante numerosa assistHncia) Mar%. @LumaD editada em 23IC no !io de &aneiro) Se o meu $uturo ad#ersário pretende demonstrar as suas aptidões ao som do berimbau e do pandeiro. de#eria apparecer naquella epocha e não agora em noticiário posterior) !esta porem esclarecer o seguinteG – 0 capoeira dQ0ngola apenas poderá ser#ir para demonstrações rithmadas e não para lucta em que a $orça caracterisará a #iolHncia.e "imba. disposto a mostrar que não soube apenas ampliar aquelle methodo de di#ersão) 0inda está no esp5rito pSblico a 8lucta< de capoeira dQ0ngola disputada por Fenrique "ahia e 0m%rico 8Suissa<) / po#o e a imprensa $oram un[nimes em repro#ar tal comedia) / t5tulo bahiano. como merecedor do t5tulo máximo. como se este $osse propriedade minha. #ulgarmente conhecido por "imba) Xalando sobre o actual mo#imento dQaquelle ramo de lucta. uma #e6 que di$$ere bastante da capoeira dQ0ngola. J. sE poderá ser disputado de maneira di#ersa e para este % que #olto a desa$iar o proclamado campeão Mar%) . genuinamente nacional. e isto se poderá constatar em centros mais adiantados. Mar%. onde a capoeira assume aspecto de sensação e carta6) 0 pol5cia regulamentará estas demonstrações de capoeira de accordo com a obra de 0nnibal "urlamaqui. penso que mais merecidamente $icará elle commigo que com o meu companheiro de esporte. no duro.

estes golpes – proseguiu Mestre "imba – retirei doisG encru6ilhada e deslocamento) E accrescentei os seguintesG #ingati#a. praticada por meu mestre. godeme. leque. como nSmeros obrigados. sopapo. banda traçada. chibata. esporte exEtico. poisG – Fá de6oito annos que ensino capoeiragem) 0daptei #ários golpes á chamada capoeira de 0ngola. meia lua armada. con$orme se tem #eri$icado) ANE9O K 7 A TARDE 7 BAHIA1 SEGUNDA45EIRA1 EO DE MARÇO DE EFKO: MancheteG 8MESTRE BIMBAP1 QCAM%EÃO DA CA%OEIRAP DESA5IA TODOS OS LUCTADORES BAHIANOS 0 8capoeira<. uma explicação ao publico. rasteira. tesoura aberta. mas saga6 e atilado. cintura despre6ada. sem dS#ida.Kuanto ao sr) Samuel de Sou6a. para que o po#o que tanto nos conhece não se=a ludibriado<) 0ntes de deixar a nossa redacção "imba apresentou(nos um seu disc5pulo Manoel !o6endo de SantQ0nna. que apro#eitou para lançar de pSblico um desa$io ao sr) Samuel Sou6a para uma lucta pelas normas traçadas pela direcção do *arque /deon. tesoura $echada. $a6endo parte. o mais conhecido delles. por isso que muita gente não entende pata#ina dos segredos dessa arte singular de ataque e de$e6a) Xoi por isso que. pedimos ao seu campeão. mas interessante. meia lua de compasso @rabo de arraiaD. raspa. calcanheira. a 8capoeira< está sendo apreciada com enthusiasmo. balão 8colar< de $orça. balão em p%.e certa %poca a esta parte. cabeçada. ultimamente está sendo praticada na "ahia com mani$esto interesse geral) 0t% há pouco tempo não era tão cobiçado o curioso espectaculo) . aS pela direita e pela esquerda. encru6ilhada e deslocamento) . cintura de rins. galopante. balão arqueado. noticiando uma dessas exhibições. muito interessantes) . a benção.isse(nos elle. entretanto. salta pescoço. o a$ricano "entinho) /s golpes do =ogo de 0ngola são estesG meia lua de $rente. attendendo ao nosso appelQo. com seu nostálgico. de golpes $elinos. $ica ao seu inteiro dispOr uma lucta ou uma demonstração. de $esti#aes esporti#os) Fá dias. encru6ilhada. gra#ata cinturada. balão. coto#ello e dentinho) . Mestre "imba @seu nome % Manoel dos !eis MachadoD este#e hontem nesta redacção) 7inha dar(nos as explicações pedidas) E estas são.

2N meia lua e armada na $ace. deixou a redacção) Teem os leitores. com L%P\ – Sahi #encedor por 2M pontos contra I e não como $oi noticiado) Esses pontos são assim contadosG cabeçada no aS @derrubadaD.*ara e#itar enganos e más interpretações e no intuito de tornar os encontros de capoeiragem mais interessantes e mais #iolentos. dentada e puxamento de cabellos) 0 capoeira 0ngola não % para ser praticada em ring. IN tesoura attingida. duas tesouras attingidas. sem decisão) *or queG SimplesmenteG capoeira 0ngola. pois. por di6el(o. 2N cabeçada derrubada. com os golpes determinados ou regulados pelo berimbáo e pelo pandeiro) Mas a #erdadeira capoeira % aquella com que a gente se de$ende e en$renta o inimigo] *ois então. a exhibição entre "ahia e 0m%rico Sciencia. \N Xi6 uma cabeçada no aS @atting)D. porque % uma lucta instincti#a) Mas como se trata de um assalto corte6. 2N tesoura derrubada. acompanhado de seu manager. ao mesmo tempo. um balão açoitado e um colar de $orça) L%P $e6 apenas uma meia lua e armada attingida e uma tesoura atingida) E mestre "imba. aos sons desses instrumentos) 0inda no dia 2C hou#e. serão considerados golpes prohibidosG dedo nos olhos. uma preciosa explicação da capoeira e. mas com pandeiro e berimbáo. duas meia luas e armada attingida. 2N balão açoitado. naquelle parque. como tamb%m a qualquer outro luctador @=iu(=itsu etc)D) / que qui6erem) Eu os en$rentarei com minha capoeira] – E há golpes prohibidos na capoeira\ – perguntamos(lhe) – Em #erdade não de#eria existir golpes prohibidos em capoeira. pancada nos Ergãos sexuaes. $ica lançado o desa$io do campeão bahiano aos demais lutadores) . porque todos os golpes obedecem. uma meia lua e armada na $ace. uma cabeçada attingida. 2N meia lua e armada attingida. 2N calcanheira. JN cabeçada no aS @attingidaD. IN balão arqueado. IN cabeçada attingida. em qualquer logar. sou atacado e #ou esperar pelo berimbáo para reagir\ -em berimbáo nem pandeiro] 0 coisa tem que #irar mesmo))) – E sua lucta. IN colar de $orça. no *arque /deon. todos os golpes e \\\\ de capoeiragem entrarão em =ogo) /s ad#ersários poderão se apresentar com os golpes que conhecerem) Xica assim lançado o desa$io aos que praticam ou conhecem a capoeiragem.

-. com uma nomenclatura ilustrada de golpes. contragolpes. intitulada 8-EM S9 . demonstrando que a Capoeira =á era aceita socialmente e at% pela pol5cia. que em a mat%ria da !E7'ST0 M.!0 *0!0 . um ano antes da o$iciali6ação da chamada 8 uta !egional<D) /corre que se Mestre "imba ti#esse obtido a o$iciali6ação de sua academia na "ahia. T.. que $oi o primeiro autor a apresentar uma codi$icação desporti#a. os responsá#eis pela re$erida mat%ria. intitulada C0*/E'!0G M0T!'L C. ele dá o seguinte depoimentoG 8)))ao som do berimbau e do pandeiro. a Tese $a6 uma re#isão de literatura dos autores que de$endiam a Capoeira como uma prática desporti#a.rupos. a todos os praticantes de Capoeira.issertação de Mestrado em CiHncias Sociais @0ntropologiaD. sob o pretexto de darem uma 8redação =ornal5stica< para o texto cient5$ico. $a6endo in$undadas e in#er5dicas a$irmações. #em pelo presente.T0 "!0S' E'!0 =á a partir de 23?C.E "'M"0 : 0 !E. Entidades de *rática. pela *. na Tese de .0 "0F'0. e ao pSblico em geral. mudaram o texto original. que nos $e6 interessantes declarações<. como a . $ormação de árbitros. sob o t5tuloG 8"imba. ao tra6er na página de esportes uma entre#ista com Mestre "imba.'^!'/ . em sua edição de 2JZ?JZJA. crit%rios de arbitragem. no !io de &aneiro.CZS* – 23BB. não com o nome de . cu=o T5tulo da mat%ria @sicD $oiG 8"imba re$uta as alegações de Samuel Sou6a e pronti$ica(se a lutar pela $aixa<. tra6endo ainda uma chamada ilustrada com sua $oto.ANE9O : CON5EDERAÇÃO BRASILEIRA DE CA%OEIRA NOTA O5ICIAL DE G:JLRJEFFFG 0 Con$ederação "rasileira de Capoeira.C0TR/ XVS'C0 "!0S' E'!0 de autoria de seu *residente *ro$) S%rgio ui6 de Sou6a 7ieira. desde meados de 2CA?. inclusi#e atra#%s das sensacionalistas chamadas do re$erido artigo) -a realidade. . não condi6. processos pedagEgicos para aprendi6agem e aspectos histEricos) *ara a %poca este trabalho $oi um a#anço $antástico. e cu=os exemplares se encontram nas principais uni#ersidades brasileiras) amenta#elmente.'/-0 <. a ponto do &/!-0 . de acordo com a obra de 0nnibal "urlamaqui @LumaD. passando por 0nnibal "urlamaqui. não podem medir $orças dois capoeiristas que tentem a posse de uma $aixa de campeão. con$orme poderá ser constatado. em 23IC. igas. comunicar a todos os *residentes de Xederações./ C0*/E'!0.M0 E. editada no !io de &aneiro em 23IC< @aparece em Sal#ador uma in$luHncia do trabalho de Luma. e isto se poderá constatar em outros centros mais adiantados onde a Capoeira assume aspectos de sensação e carta6< @Me) "imba declara o não uso do berimbau na luta e promo#e outras cidades mais adiantadas em Capoeira no "rasilD) Mais adiante ainda temosG 80 pol5cia regulamentará estas exibições de capoeiras.

E M'-F0 *!/.E M'-F0 'M0.'T/! !ES*/-S^7E C/-CE. principalmente apEs o depoimento de Me) *astinha.0. S*.E "'M"0 : 0 !E.'TR/ *0!0 / .'TR/ . remetemos á mesma um telegrama @em anexoD e estaremos tomando medidas =udiciais contra a !e#ista para a reparação e indeni6ação em #irtude destes erros absurdos) .'!E'T/ . ho=e a FistEria da Capoeira seria outra.E >C F/!0S 0*9S / !ECE"'ME-T/ *0!0 C/-X'!M0TR/ */! ESC!'T/ . mas sim com o nome de 8 uta "rasileira<.0 *!'ME'!0 E./ E.E-.uarulhos.E S/.'.TR/ C'E-TVX'C0 -EM 0 E4* /!0TR/ C/ME!C'0 .8 uta !egional<. I> de maio de 2333) *ro$) Sergio ui6 7ieira de Sou6a 7ieira 0ntropElogo e *ro$) Educação X5sica *residente TE-.T/!'LE' 0 *.-.'L . em seu disco.0S &.'ST/!T_ES -0 M0T:!'0 8-EM S9 ..0S E SE-S0C'/-0 'ST0S .E !ET'X'C0TR/ .EM) 0TE-C'/S0ME-TE S:!.'/ .EST0 !E7'ST0 7E-F/ *E / *!ESE-TE EST0"E ECE! / *!0L/ . quando a$irma 8*astinha =á $oi + ^$rica ))) $oi mostrar a Capoeira do "rasil<) Toda#ia..L0 7'E'!0) .0 M0T:!'0) 0*9S ESTE *E!V/. publicando ainda uma produção cient5$ica e utili6ado $otos do autor para $ins comerciais.'/-0 < ./ SEM T0 C/-CETR/ E-T!0!E' C/M ME." 'C0TR/ . em #irtude das absurdas distorções e in#erdades da mat%ria da !e#ista Mundo Capoeira./ / MESM/ ES*0T/ -0 *!94'M0 E. sem que obti#esse autori6ação para ambas situações.'C'0'S C/-T!0 /S !ES*/-S^7E'S *E 0 !E7'ST0) -R/ 0./ EM 7'ST0 '-X.

o campo % uma circum$erencia e interiormente nota(se a letra L. eil(oG Como #emos. se pudesse realisar a . $eita por linhas e pontos @' e ''. a parte in$erior do LN ''a e '''a.`M-0ST'C0 "!0S' E'!0) Este campo % simples e de uma $ácil comprehensão. não sE porque Luma % a quarta parte do meu segundo nome. com espaço su$iciente. uma linha inclinada que sae da parte superior do L at% tocar na linha da circum$erencia pequena @interior da circum$erencia grandeDN 'a e ''a. a parte superior do LN '' e '''.') 0pellidei este methodo. di$$erenciando(o dos campos de sports communs) *rimeiramente idealisei um campo de luta onde.M0<. como tamb%m porque uma $eli6 coincidHncia $aça com que se perceba nitidamente a letra L no centro do campo de luta que adoptei para o meu m%todo de capoeiragem.! 0M0K.ANE9O R NOTA DO AUTOR DESTE TRABALHO !MESTRE DAMIÃO#: 0cham(se transcritos neste 0-E4/ regras e procedimentos que regem a prática do m%todo do Mestre 0--'"0 ". de 8L. uma outra linha inclinada que sae da parte in$erior do L at% tocar a linha da circum$erencia pequena @interior da circum$erencia grandeD) . puramente meu.

mas para $acilitar a apresentação dos =ogadores @capoeirasDN porque. isto %. então. en$rentar(se(ão. se o $oot ball tem o seu campo. nesta ocasião. o "ox e a luta(greco(romana tHm a apresentação dos lutadores. > metros – m5nimo de dimensãoD) Estas dimensões podem #ariar a mais. um $icará no ponto ' e o outro no ponto '1. pensei.Xi6 este campo. isto %. os lutadores pularão ao mesmo tempo. > metros – m5nimo de dimensãoD) 0 linha de 'a a ''a terá I metros e a de ''a a '''a terá mais I metros @total. o que esti#er no ponto ' pulará ao ponto '' e.orta'te: – 0 pequena circum$erencia que se #H no interior da circum$erencia maior $oi $eita para o in5cio da luta) /s =ogadores depois de chegarem a linha da circum$erencia pequena. pulando do ponto '1 ao ''1 e $inalmente ao '''1 @linha da circum$erencia pequenaD) Nota im. por%m aconselho aos amadores executal(a sempre para a bOa ordem da luta) . o di[metro terá C metros) / di[metro da circum$erencia pequena terá 2 metro) Estas não são as dimensões $ixas. $ormarão o pulo ou ainda cahirão em guarda @7er $igura abaixoD) -ão será obrigatEria a apresentação todas as #e6es depois dos descanços. de#e estar no meio do raio da circum$erencia grandeD e. issto %. descendo @pulandoD ao ponto ''' @linha da circum$erencia pequenaDN o que esti#er no ponto '1 $ará o mesmo que o companheiro de luta. está claro que a capoeiragem tamb%m a possa ter) DIMENS6ES DO " 0 linha de ' a '' terá I metros e a de '' a ''' terá mais I metros @total. isto %. nesta ocasião o =ui6 dará a sahida @este. con$orme a combinação dos lutadores @capoeirasD) DIMENS6ES DO C8RCULO GRANDE E %E UE-/ / raio da circum$erencia grande terá > metros) / raio da circum$erencia pequena terá M? cent5metros) Sabendo(se que o raio da circum$erencia grande tem > metros. não com intuito de embelle6ar o =ogo da capoeiragem. porquanto podem #ariar con$orme a #ontade dos lutadores @capoeirasD) A%RESENTAÇÃO DOS LUTADORES /s lutadores $icarão em posições opostas.

será então proclamado #encedor aquelle que $e6 o ad#ersário cahir mais #e6es) Kuando hou#er esta combinação a luta tornar(se(á bella. porque os capoeiras dobrarão de agilidade e destre6a. $a6endo(os recomeçar a luta no centro do campo) . por acaso. isto %. por%m. isto %. quando $or de trato a luta em pontos. e não terá descanço) Fa#erá empate quando não hou#er queda mortal. sahirem do c5rculo o =ui6 apitará e os $ará #oltar ao centro da circum$erencia. pois aquelle que possuir mais agilidade terá mais probabilidade de ser o #encedor) /s capoeiras @=ogadoresD se. então será proclamado #encedor aquelle que $e6 cahir o ad#ersário @dentro do c5rculoD) Fa#erá ainda #ictoria. sE terminará quando hou#er um #encedor. sal#o nos casos extraordinários) / tempo total não poderá passar de uma hora @sal#o se hou#e empate na luta anteriorD) -o caso de empate a luta seguinte será augmentada de meia hora de tempo. e. desde o in5cio do =ogo at% o $im) @'7D / =ui6 de#e descontar o tempo perdido por moti#o de accidente ou outra qualquer causa) @7D / =ui6 determinará o descanço apitando uma #e6 e determinará o $inal da luta apitando duas #e6es) @7'D / =ui6 apitará tamb%m no caso dos =ogadores sahirem dos limites da circum$erencia.EM%ATE E DESEM%ATE /s tempos de luta serão de J minutos. apitando no#amente a$im de recomeçar a luta) O DUI" @'D / =ui6 de#e ser uma pessoa conhecida pelos I =ogadores da capoeiragem) @''D / =ui6 será uma pessoa reconhecidamente competente e imparcial) @'''D / =ui6 tem pleno poder para tomar decisões por #iolação das regras commettidas dentro ou $ora dos limites do campo @circum$erenciaD. quando os =ogadores se conser#arem $irmes at% $indar o tempo total @quando digo $irmes não quero di6er que os =ogadores deixem de le#ar quedas e sim emquanto se conser#arem dispostos + luta) Fa#erá #ictoria quando um dos capoeiras le#ar uma queda desastrosa e se conser#ar cahido at% o =ui6 contar de6 #e6es em #o6 alta. isto %. os mesmos I minutos de descanço nos inter#alos de tre6 minutos de luta) Se ainda no desempate não hou#er #encedor a luta seguinte será + morte. quando um dos capoeiras le#ar mais quedas @nos limites do tempo de lutaD. tendo. se por #entura assim combinarem os capoeiras @=ogadoresD. no $im dos quaes ha#erá o descanço) / descanço será de I minutos.

!0 0 "0F'0-0 / .E'!0 /.0.0 0 "0-.E 0!!0'0 / C/!T0 C0*'M C0 T/ 0 C0"ET0.0 / ESC/!R/ / *E-TE0! /.0 &/. com treinos regulares./.!0.0 0M0!!0.E 0.E X!E-TE / !0*0 / "0FW 0 TFES/.0 X/!T0.0 @do autorD / S./ M/!CE. % que os poderemos aprender conscientemente) /s principais sãoG 0 !0STE'!0 / !0"/ .0 / ME ESK. pois. *E-E'!0! / T/M"/ . tendo pelo menos quatro cent5metros de largura.E CE.0 0 "0-. / 0!!0STR/ / T!0-C/ 0 CF'-CF0 0 4.0 .O CAM%O @'D / campo de capoeiragem poderá ser de pre$erHncia nQum campo de $oot ball. '*0 0 "0-./-F0 @do autorD 0 E-C!.ECE / 7// ./ 0 ES*0. estes campos de sports se adaptam extraordinariamente bem + capoeiragem.0 / X0CR/ 0 "0-. sendo aconselhá#el o uso da cal para essas marcações) TRAVES E BOT6ES DAS BOTINAS @'D /s =ogadores não podem usar nas botinas pregos salientes. porque as grammas amortecem as quedas e não contHm poeira) @''DTanto as circum$erencias como todos os pontos do L de#em ser demarcados por linhas bem #is5#eis. $irmes e constantes.'/ .'CV.E'40.L' F0.0 @do autorD / *0SS/ . chapas de metal etc) -o emtanto poderão usar nas solas das botinas barras trans#ersaes de borrachas ou rosetas de borrachas uma #e6 que não salientem mais de cinco millimetros e as botinas serão en$iadas por cordões e não poderão ter botões ou cousa semelhante) @''D 0s botinas poderão ter as solas completamente de borrachas) @'''D *ara a boa ordem da luta os capoeiras @lutadoresD de#erão usar botinas e não sapatos que poderão sahir no decorrer da luta) OS GOL%ES /s golpes na capoeiragem são muitos e somente praticando(os./ 0 K.

$ixando(se o tronco $irmemente.A GUARDA: 0 primeira posição da capoeiragem % a guarda) 0 guarda % caracter5stica. sobre a retaguarda. num aprumo natural. nos do ad#ersário) Ergam(se depois os calcanhares no momento da acção. porem. nobre e leal. da rainha das gPmnasticas nacionaes. em attitude nobre e erecta. indispensá#el em toda a sua integridade ao exerc5cio da tão perseguida e tão Stil gPmnastica) : por essa bellica attitude que se começa a aprendi6agem da capoeiragemG %re. oita#a(se + direita ou + esquerda) Tira(se a perna + retaguarda) . cahindo.ararS Atte'?ãoS Em *+ar-aS e#a(se + riba o corpo. poderemos accommeter os demOnios) O %ENTEAR OU %ENEIRAR &oga(se os braços e o corpo em todos os sentidos em ginga. dobram(se os =oelhos. % essencial. amplamente para a $rente do ad#ersário. de modo a perturbar a attenção do ad#ersario e preparar melhor o golpe decisi#o) . como querendo impellil(o para tra6) /s dedos. com a qual. descansando todo o peso do corpo sobre a perna de tra6) / peito. naturalmente a perna dianteira.uardada a linha. agYentando(se o peso do corpo na ponta dos p%s) Eis ahi a guarda) Eis no seu con=unto a primeira posição. armados e de$endidos por uma per$eita e boa intelligencia. em linhas quebradas e separadas entre si) /s dentes cerrados) 0 cabeça bem emquadrada sobre os hombros) /s olhos $ixos.

estamos brindando os leitores com a gra#ura de um belo 8$urdunço< entre capoeiras ocorrido no !io de &aneiro.amiãoDG Trata( se de algo como um gingado) -este Sltimo 0-E4/. no $inal do s%culo 47'''. publicada em uma re#ista da %poca. onde se pode #er a e$iciHncia de uma rasteira @estilo corta(capimD anulando completamente a pontaria de um tiro de re#El#er))) .OBSERVAÇÃO DO AUTOR DESTE TRABALHO @M) .