Aula 01

Curso: Administração de Recursos Materiais p/ TRT-SP - Analista Judiciário (Área
Administrativa)
Professor: Felipe Petrachini
Administração de Recursos Materiais para Analista Judiciário Área
Administrativa do TRT 2ª Região
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AULA 01 – Estoques: planejamento, processos e
políticas de administração de estoques; determinação de
níveis de estoque, tempo de ressuprimento e estoques de
segurança; avaliação de estoques - métodos; Previsão e
Controle de Estoque.


SUMÁRIO PÁGINA
Sumário
Estoques: Planejamento, Processo e Políticas de Administração de Estoque 2
3. Gestão de Estoques .................................................................................... 2
3.1 Políticas de Estoque .............................................................................. 5
3.2 Métodos de Previsão da Demanda ........................................................ 7
3.3 Determinação dos Níveis de Estoque .................................................. 11
3.4 Reposição de Estoques ....................................................................... 15
3.4.1 Níveis de Estoque – Tempo de Ressuprimento e Estoque de
Segurança ......................................................................................................... 15
3.5 Rotatividade ou giro dos estoques ....................................................... 20
3.6 Nível de Serviço (nível de atendimento) .............................................. 21
3.7 Economicidade na Função Suprimento - Lote Econômico de Compra 21
3.7.1 Custos ........................................................................................... 21
3.7.2 Lote Econômico de Compra .......................................................... 24
3.8 Controle de Estoques .......................................................................... 26
3.9 Métodos de avaliação de estoques ...................................................... 37
3.10 Sistemas de Estocagem .................................................................... 43
4. Classificação ABC ..................................................................................... 44
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4.1 Metodologia de cálculo da curva ABC ................................................. 46
Dúvidas comuns sobre os pontos desta Aula ................................................ 54
Questões Comentadas .................................................................................. 62
Questões Propostas (Sem Comentários) ...................................................... 97

Bem vindo ao resto do curso :P. É com grande prazer que descubro que você
resolveu confiar em mim para alcançar sua aprovação. Neste caso, farei por
merecer tamanha honra :D.
Está na hora da dor de cabeça :P.
A aula 00 era apenas uma demonstração da mecânica da aula. Não se
assuste se alguns temas aparecerem novamente aqui. Se acontecer, é
simplesmente para manter o encadeamento do raciocínio. Pode até pular aquela
parte se quiser :P (embora eu não recomende).
Estoques: Planejamento, Processo e Políticas de
Administração de Estoque
Tirando o tópico “Políticas de Estoque”, todos os demais tópicos desta aula, e
os de recebimento e armazenamento da aula que vem, estão relacionados aos
temas “Planejamento e Processo de Estoque”, então, ao terminar a Aula 01 e 02,
você, sem querer, já terá visto estes temas :P.
Vamos começar.
3. Gestão de Estoques
Para que servem os estoques? E como se administra um estoque?
Os estoques servem para armazenar os materiais enquanto estes não são
necessários ao processo produtivo. A gestão do estoque poderá assumir várias
formas de acordo com o tipo de produção da empresa.
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Ao falar sobre a gestão de estoques, Chiavenato afirma que: “No sistema de
gestão por encomenda, é quase sempre o produto que permanece imóvel, enquanto
tudo o mais gira em ao redor dele.” Esta produção por encomenda e baseada em
uma solicitação dos clientes, ou seja, o produto somente é produzido após o cliente
ter solicitado.
Seria simples para a administração de estoques se tudo se resumisse a
produção por encomenda, não é mesmo? MAS A REALIDADE NÃO É ASSIM.
Lembra o que eu falei sobre o setor financeiro da empresa? Se dependesse deles, a
empresa esperaria um pedido de 100 unidades para comprar matéria prima para
somente 100 unidades, fabricar estes produtos e entrega-los, sempre com o
estoque zerado.
Mas nem sempre é possível fazer desse jeito, pois existe também a
produção em lotes (onde se produz quantidades limitadas de determinado produto
por vez, por isto o nome “em lotes”) e a produção contínua (onde o produto e
produzido sem paralisações e por um período longo de tempo).
Nestes dois modos de produção, a atenção se volta para o sistema produtivo
(que foi apresentado na aula passada), porque nestes casos, diferentemente do que
ocorre na produção por encomenda, a produção não para nunca, não podendo,
deste modo, faltar materiais indispensáveis a ela.
É neste momento é que a figura dos estoques será importante.
Os estoques irão garantir a continuidade da produção, sendo que para
isso os chamados níveis de estoque de segurança serão necessários. O estoque
garante o abastecimento de materiais à empresa, assim, atrasos no fornecimento ou
sazonalidades (eventos que alteram a demanda de materiais sensivelmente de
tempos em tempos) no suprimento não prejudicarão a produção.
O estudo de estoques visa basicamente impedir que haja desabastecimento
tanto de matérias-primas e semiacabados dentro da fábrica, assim como na hora
em que os clientes façam o pedido.
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Imagine uma fábrica grande como a Nestlé. Se o Carrefour pedir 100 caixas
de pudim de chocolate para daqui 10 dias, certamente a fábrica, se iniciar a
produção hoje, conseguirá entregar o pedido. Mas imagine que a Nestlé tenha no
seu portfolio mais de 300 produtos diferentes e que haja 2000 pedidos por semana,
para serem entregues em poucos dias, como é que a empresa irá honrar esses
pedidos se começar a produzir hoje? Provavelmente irá falhar miseravelmente.
E como podemos conceituar o estoque?
Quem melhor para definir isso do que uma banca de concursos né:
Informação CESPE (2005/TRT 16ª Região): “Estoque é toda
porção armazenada de mercadoria, ou seja, aquilo que é reservado
para ser utilizado em tempo oportuno.”

O estoque total de uma empresa é a soma, a composição, de todos os
elementos apresentados na aula passada. Relembrando: matérias-primas, materiais
em processamento, materiais semiacabados, matérias acabados, produtos
acabados. Relembrar é viver:

Estes materiais estão armazenados para serem utilizados em momento
oportuno. Seguindo definição, agora da doutrina:
“O estoque constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui e
utiliza no processo de produção de seus produtos e serviços.”
1


1
Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 67.
Materias- primas
Materiais em
processamento
Materiais
semiacabados
Materiais
acabados ou
componentes
Produtos
acabados
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Gestão do estoque é o gerenciamento, a própria administração, voltada
aos materiais estocados.
Antes de passarmos para o próximo ponto, vamos lembrar o que a
Administração de Recursos Materiais busca controlar:

Nessa parte da aula, vamos nos concentrar na quantidade, para que falemos
sobre o dimensionamento do estoque, que nada mais é que uma das facetas da
gestão do mesmo.
3.1 Políticas de Estoque
Você acabou de ler que os estoques existem para garantir a continuidade da
produção.
Entretanto, organizar o estoque não envolve apenas a análise de quanto
material a empresa precisará para determinado período, mas também o contexto
em que ela está inserida.
Por exemplo: uma empresa que opera em um mercado acometido por uma
forte inflação terá de levar em consideração não só a sua própria produção, mas a
constante revisão de preços dos produtos e matérias primas no mercado, bem como
a retração do consumo de seus próprios produtos. E, no final das contas, pode ser
que o lucro sobre as vendas realizadas termine por não superar o custo de
reposição do estoque, resultando em desastre!
Pois bem, para isto existem as políticas de estoque.
Dentro de um processo produtivo, a Administração de Materias (AM) precisa controlar:
A Quantidade (para que se
evite a falta ou os excessos)
O Tempo ( o momento em
que os materias estarão
disponíveis)
A Localização (não basta o
material estar disponível ele
também precisa estar
disponível no local certo)
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No entender de DIAS:
“A administração deverá determinar ao departamento de materiais o
programa de objetivos a serem atingidos, isto é, estabelecer certos padrões que
sirvam de guia aos programadores e controladores, e também de critérios para
medir o desempenho para medir desempenho do departamento.”.
Veja que, no meio de sua frase, DIAS já explica o que é política de estoque: o
programa de objetivos a serem atingidos. Políticas de estoque são metas, ideais,
propósitos, que a administração fixa e que o departamento de materiais deve
atingir.
Veja algumas metas importantes a serem fixadas e atingidas:

Todos os exemplos acima tem a mesma razão de ser: o que a Administração
espera dos setores envolvidos com os materiais e como deseja que o fluxo de
materiais opere.
Desta forma, qualquer alternativa que trate de objetivos a serem atingidos
tem enorme potencial para enquadrar-se na definição.
Metas quanto a tempo
de entrega dos
produtos
Definição do número
de depósitos e
almoxarifados
Níveis de flutuação dos
estoques, para que
atendam períodos de
alta ou baixa na
demanda
Tolerância à especulação com
os estoques (comprar mais em
períodos de baixa ou em maior
quantidade para obter
desconto)
Definição da
Rotatividade dos
estoques
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3.2 Métodos de Previsão da Demanda
As empresas, embora não possam adivinhar como funcionará a demanda de
materiais no futuro, ainda assim, tentarão. E do mesmo modo que é impossível
descobrir com exatidão o número de materiais que serão demandados, também não
se trata de exercício de premonição.
Existem algumas variantes que podem ser levadas em consideração, a fim
de tentar se aproximar do valor real de materiais a ser consumidos no futuro.
Estas variantes podem ser divididas em dois grupos principais:
Variáveis Quantitativas:
São chamadas assim pois levam em consideração fatores que podem ser
numericamente quantificados. Exemplos:
- Evolução das vendas em períodos anteriores;
- Variáveis ligadas diretamente às vendas;
- Variáveis de fácil previsão ligadas às vendas, entre as quais, a renda do
mercado consumidor, crescimento da população, e outras que sua imaginação se
permitir pensar.
- Variáveis Qualitativas:
Estas levam em conta experiência dos profissionais envolvidos na produção,
baseando-se em opiniões. Como estes profissionais estão envolvidos com alguma
fase da produção, não se trata de mero palpite ou “chute” desprovido de
compromisso com a realidade. Temos como exemplos:
- Opinião de gerentes;
- Opinião de vendedores;
- Opinião de compradores;
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- Pesquisas de mercado (que normalmente sintetizam as opiniões dos
compradores).
Dito isto, as técnicas mais comuns de previsão de consumo são as seguintes:
- Explicação: Faz uso de regras estatísticas, explicando porque se acredita
que o consumo será daquela determinada forma. Como fará uso de dados
quantitativos para fazer esta análise, diz-se que este tipo de técnica tem natureza
quantitativa.
- Projeção: Através das vendas anteriores, busca-se tentar prever o
consumo de épocas posteriores, acreditando-se que o futuro buscará imitar o
passado, dele não se afastando. Também é uma técnica quantitativa.
- Predileção: Aqui se busca, através da experiência dos envolvidos na
produção, dimensionar o consumo dos novos períodos. É um método baseado
principalmente na opinião dos envolvidos na produção, e assim sendo, é uma
técnica qualitativa.
As técnicas quantitativas são também chamadas matemáticas (não se
importam com opiniões, apenas para números), ao passo que as técnicas
qualitativas são chamadas de não-matemáticas.
Mas não fiquemos por aí. Também devemos estudar os modelos de evolução
do consumo. Aqui já adianto a vocês que são modelos muito melhor estudados em
disciplinas de exatas, mas você tem de sair daqui pelo menos conhecendo os três
principais modelos de evolução: 76309585010
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O modelo acima é o mais fácil de ser identificado. É o modelo de evolução
horizontal de consumo. Note que, embora o consumo oscile ao longo do tempo,
não há tendência de crescimento no mesmo, sempre oscilando em torno de uma
quantidade fixa de materiais consumidos. A linha pontilhada representa tendência
constante, ou invariável.

Segundo participante :P. Agora estamos diante do Modelo de Evolução de
Consumo Sujeito a Tendência. O nome é grande, mas não justifica pânico algum.
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Antes de qualquer coisa, definamos tendência, segundo os grandes sábios
ancestrais: tendência é força pela qual um corpo é levado a mover-se em direção a
alguma coisa.
Nos nossos gráficos, a tal força é o consumo, ou ascendente, ou
descendente, o que provocará oscilação no gráfico. Observem o exemplo acima:
por mais que o consumo se reduza, ele não chega a ficar tão baixo quanto a queda
do período anterior, o que é uma excelente pista para identificarmos o gráfico. Mas
lembre-se: isto é só uma pista! O que define este modelo é a existência de uma
força que desloque o gráfico, para baixo, ou para cima, de maneira constante e
gradual.

Agora conheça o monstrengo. Nosso terceiro modelo é o que talvez te traga
mais dificuldades. Mas o tio ta aqui pra isso. Nome do monstro: Modelo de
Evolução Sazonal de Consumo.
Primeiro: até agora eu estava usando 50 unidades como exemplo, sempre.
Agora, inventei de utilizar um tal de 50+25%. Porque fiz isso!!?? Porque este é o
primeiro indicativo deste modelo. A sazonalidade se apresenta com desvios de
ao menos 25% em torno do consumo médio.
Mas este nem é o ponto mais importante. A sazonalidade é caracterizada
pela oscilação regular e condicionada a determinadas causas.
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Para que não fique tão nebuloso, tome este exemplo: é normal, e
perfeitamente justificável que as vendas de cobertores elétricos aumentem
vertigionsamente nos meses de inverno, em relação aos meses de verão.
Alias, quase ninguém estava comprando cobertores elétricos durante o
verão, de maneira que, quando o inverno vem, as compras sobem para muito além
dos tais 25%. Mas este frenesi de vendas não vai durar muito, e assim que o
inverno acabar, haverá novo decréscimo no consumo. E isto tende a ocorrer
ciclicamente, afinal, todo ano tem inverno :P.

3.3 Determinação dos Níveis de Estoque
É fundamental que uma empresa possa dimensionar seus estoques e assim
estabelecer níveis de estoque adequados (entenda-se, nem ter itens em excesso
nem em número insuficiente).
A questão é que a empresa tem de chegar a
uma conclusão de qual seria o nível adequado de
estoque. Entretanto, como ela pode fazê-lo?
Imagino que um dos motivos de você estar
lendo o curso agora é porque gostaria de poder ir ao
mercado todos os meses e abastecer a geladeira, sem
ter usar cheques voadores na praça, porque seu
patrão resolveu, as cinco da tarde da sexta feira,que
seus serviços não são mais necessários :P. To certo?
Entretanto, você ainda vai ao mercado. Como é
que você sabe quantos quilos de arroz, feijão, carne,
tomate, banana e uma infinidade de outros itens você
terá que comprar? Aposto que você planeja! Vê quanto arroz foi consumido no mês
passado (consumo do último período), se estamos no mês de dezembro (que
devido ao incremento sazonal de consumo, vai precisar de uma geladeira mais
cheia) e por aí vai.
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Mas essas coisas que você faz já foram estudas e documentadas, e para
prova, existem três métodos que normalmente são utilizados para prever a
demanda de um material, cada um deles com algumas vantagens e desvantagens.
São eles: o consumo do último período; o da média móvel; e o da média móvel
ponderada. A tabela acima tem como Fonte: CESPE/ TST/ 2008.
O consumo do último período.
Este método é bastante simples, consiste em se analisar a demanda (ou
consumo) do período imediatamente anterior e, baseando nisto, prever-se o
consumo do próximo período.
Veja que esta previsão é bastante simples, mas estará sujeita às mais
diversas sazonalidades, além de haver grandes possibilidades da demanda
prevista, tendo por base o período anterior, não se refletir na demanda efetiva.
No Exemplo ao lado, se fosse solicitada a previsão de consumo para julho
de 2007 utilizando o método do último período, essa previsão seria de 490
unidades (o que corresponde ao consumo do último período, no caso junho de
2007).
Basicamente, este método é justamente o responsável por você errar a
compra de mercado em dezembro baseando-se no consumo de novembro.
Dezembro é natal, e você não compra chester todo o mês :P
A média móvel.
Este método não tem como base um único período, mas sim a média de
consumo de mais de um período anterior.
“As desvantagens residem no fato de que as médias móveis são
influenciadas por valores extremos e de que os períodos mais antigos têm o
mesmo peso dos atuais.”
2
(grifos nossos)

2
Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 74.
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Influência de valores extremos no cálculo da média móvel:
O valor muito alto de um determinado período influencia para
mais o resultado final, superestimando a demanda.
O valor muito baixo de um determinado período influencia para
menos o resultado final, subestimando a demanda.
Vamos tomar a tabela anterior como exemplo. Imagine que o examinador
solicitasse o consumo do mês de janeiro de 2008, com base na média móvel para
cinco períodos:

560+580+580+570+560
5
=570
Neste exemplo não houve nenhuma influencia porque não há valores
extremos, uma vez que os valores são muito próximos.
Agora, imagine que no mês de setembro o consumo tenha sido de apenas
100 unidades:
560+100+580+570+560
5
=474
Nesta segunda situação, o mês de setembro, por apresentar um valor
extremo, influenciou para menos o resultado final. Deste modo, a demanda pode
estar subestimada.
É inerente ao funcionamento da média que isso aconteça, sendo uma
desvantagem do método.
A média móvel ponderada
Neste método busca-se reduzir os problemas do método anterior (a presença
de valores extremos e os períodos mais antigos de tempo), esta ponderação é feita


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atribuindo-se pesos diferentes para períodos de tempo diferentes, ficando os
períodos mais recentes com maior peso.
É mais ou menos uma mescla dos dois primeiros métodos.
Média móvel exponencialmente ponderada
Já aviso que este tópico foi cobrado tão poucas vezes pela CESPE (e falo da
CESPE porque nem a FCC teve coragem de cobrar este conteúdo :P) que eu quase
sou capaz de recomendar que você pule esta parte. Entretanto, eu preciso ministra-
la :P. Veja só:
É uma fórmula tão pouco cobrada, que mesmo quando é, não nos é
solicitado que façamos o cálculo. Mas você está aqui, então, observe:
C
t
= C
t-1
+ o - (C
t-1
- C
t-1
, ), com u ¸ o ¸ 1
Tenso né? Por isso, não se costuma exigir esta fórmula em prova, apenas o
entendimento dela. Vamos aos parâmetros
C
t
– Previsão de consumo para o próximo período
C
t-1
– Previsão de consumo para o período passado
C
t-1
– Consumo efetivo no período passado
o – Coeficiente de ajustamento
ou mais claro:
Próxima Previsão = Previsão anterior + Constante de amortecimento * Erro
de Previsão
Só por curiosidade, alfa costuma apresentar valor entre 0,1 e 0,3.
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O que você precisa saber desta fórmula? O que Dias já disse em suas obras:
Apenas três valores são necessários para gerar a previsão do próximo
período:
- a previsão do último período;
- o consumo ocorrido no último período;
- uma constante que determina o valor ou ponderação dada aos valores
mais recentes.
E a única pergunta do CESPE (alias, a única questão “at all” que conheço
envolvendo este assunto):
CESPE - 2008 - TST - Técnico Judiciário - Área Administrativa Caso essa
empresa tivesse empregado o método da média móvel com ponderação
exponencial para previsão do seu consumo em janeiro de 2008, os dados de janeiro
a dezembro de 2007 teriam sido utilizados nesse cálculo.
Comentários: A questão utiliza a seguinte sentença: “os dados de janeiro a
dezembro de 2007 teriam sido utilizados nesse cálculo”. Dá para afirmar isto com
certeza? Não! A fórmula teria dado certo apenas com aquelas três variantes que
citamos.
Item errado.
3.4 Reposição de Estoques
3.4.1 Níveis de Estoque Tempo de Ressuprimento e Estoque de Segurança
Seria muito bom se possível fazer previsões que informassem a demanda
com precisão, no entanto, pelas mais diversas incertezas, na prática isto não é
possível.
Diante da imprevisibilidade é necessário se determinar um estoque adicional,
um estoque de garantia, para que a empresa possa amortecer efeitos de
acontecimentos não previstos quando estes ocorrerem.
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Você se recorda do diagrama da página 04. O item precisa estar na
quantidade certa, na hora certa e no local certo. Uma forma de se permitir que isto
aconteça e também de se proteger o sistema produtivo é tendo estoques de
segurança.
O estoque de segurança é o estoque mínimo que uma empresa deve
dispor, estando intimamente ligado à demanda e velocidade de reposição de
um determinado material, que poderão se apresentar da forma de demanda e
reposição fixas ou variáveis.
É natural que todo sistema de produção esteja sujeito a
contingências (situações não previstas, eventualidades), mas por meio de
estoques de segurança uma empresa pode se proteger, reduzindo, por
consequência, este risco.
Na figura a seguir temos dois gráficos: o primeiro apresentando estoque
mínimo (20 unidades), já no segundo temos a ruptura do dente de serra, justamente
por não haver estoque mínimo.

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Observe a linha pontilhada. É justamente a linha pontilhada que indica a
ruptura do gráfico dente de serra.
Por outro lado, note como o estoque mínimo desloca a linha dente de serra
para cima e para a esquerda (gráfico de cima). No caso do gráfico, 20 unidades
passaram a ser considerados o "novo zero" do gráfico. Assim, a empresa pode
continuar produzindo por mais um tempo, sem se comprometer.
A área da figura pontilhada no gráfico debaixo mostra o quanto a empresa
precisou do estoque naquele período, e por consequência, o quanto deixou de
ganhar com sua produção.
Tempo de Reposição (Tempo de Ressuprimento)
O tempo de reposição é o tempo que se gasta desde a constatação da
necessidade de se adquirir um material e a sua efetiva chegada ao almoxarifado da
empresa.
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Para fins meramente didáticos, costuma-se dividir este tempo em três partes
mais evidentes:
a) emissão do pedido: tempo que leva desde a emissão do pedido de compra
até ele chegar ao fornecedor;
b) preparação do pedido: tempo que leva desde o fornecedor fabricar os
produtos, separar os produtos, emitir faturamento até deixa-los em condições de
serem transportados;
c) transporte: tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela
empresa dos materiais encomendados.
Ponto de pedido
É o momento que, quando atingido, provoca um novo pedido de compra, em
função do consumo médio, do tempo de reposição e do estoque mínimo. É definido
pela seguinte equação:
Ponto do pedido (PP) = Consumo médio X Tempo de Reposição +
Estoque Mínimo. Segue o quadro dos itens da fórmula:



Item da Fórmula Definição
Ponto de Pedido (PP)
É a quantidade de um determinado produto em
estoque que, sempre que atingida, deve gerar
um novo pedido de compra. Com esta
quantidade, a empresa deve ser capaz de
continuar a produzir até que os novos produtos
encomendados cheguem
Tempo de Reposição
O tempo de reposição é o tempo que se gasta
desde a constatação da necessidade de se
adquirir um material e a sua efetiva chegada ao
almoxarifado da empresa. Pode ser chamado
também de Lead Time. Aqui deve ser levado
em consideração o tempo e processamento do
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pedido, providencias do fornecedor e o próprio
recebimento pela empresa
Estoque Mínimo ou
de Segurança (ES)
Trata-se do estoque adicional, a margem de
segurança que a empresa tem para se proteger
de atrasos na reposição, ou aumentos
imprevistos no consumo
Consumo Médio
É a quantidade de produto consumido por
unidade de tempo pela empresa. Por isso
multiplicamos pelo tempo de reposição.

Só aplicar a fórmula, encaixando os dados dos enunciados com os conceitos
acima. Tranquilo.
Já alerto: as expressões “ponto de pedido” e “ponto de ressuprimento” são
tratadas como sinônimas na maior parte dos livros sobre o assunto. Mas, em uma
única questão, pude notar que a banca fez a seguinte diferenciação:
PONTO DE PEDIDO – Nível de controle frente ao saldo em estoque
monitorado. Quando a quantidade em estoque diminui chegando ao limite ou abaixo
dele, adota-se ação para reabastecimento do estoque. O ponto de pedido é
determinado a partir do lead time de entrega do Fornecedor e estoque de
segurança.
PONTO DE RESSUPRIMENTO - Quantidade determinada para que
ocorra o acionamento da solicitação do Pedido de Compra. Também
determinado "Estoque Mínimo".
Diferenças nestas duas definições? O ponto de ressuprimento trabalharia
exclusivamente com a variável “quantidade em estoque”. Se o ponto de
ressuprimento for dez unidades, e este for o nível do estoque, hora de comprar.
O Ponto de Pedido, por sua vez, levaria em consideração “quanto tempo
o fornecedor leva para entregar o material”, devendo a compra ser realizada
quando a empresa constatar que precisará do material daqui a x dias, e que o
fornecedor também leva estes mesmos x dias para entregar o material.
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Fique atento!
3.5 Rotatividade ou giro dos estoques
Um ponto importante que é cobrado em concursos é a rotatividade de
estoques, esta nada mais é do que uma avaliação que é feita comparando dois
números do processo produtivo: o do estoque e o do custo de vendas em período
(valor consumido). Assim podemos ter:
R = custo de vendas / Estoques.
Exemplificando:
Imagine uma empresa que teve um custo anual de vendas de R$100.000 e
investimento em estoques de R$ 50.000. A rotatividade dos estoques é dada por –--
R = custo de vendas / Estoques
R= R$100.000 / R$ 50.000 R = 2
Ou seja, o estoque da empresa gira 2 (duas) vezes no ano.
IMPORTANTE: “Quanto maior for o número da rotatividade, melhor será a
administração logística da empresa, menores serão seus custos e maior será a sua
competitividade.”
Existe ainda outro conceito que seria recomendável que você tivesse na
cabeça: antigiro ou “taxa de cobertura”.
Taxa de Cobertura, ou Antigiro, segundo DIAS, é o período de tempo em que
um dado estoque é capaz de atender à demanda da empresa. Seu cálculo é feito da
seguinte forma:
Antigiro = Estoque Médio/Consumo.
É simples, a gente fecha a porta da empresa, não deixa material nenhum
entrar e espera para ver quanto tempo ela leva para consumir tudo.
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Basicamente, queremos saber quanto tempo, em caso de um desastre, a
empresa é capaz de sobreviver e manter sua produção, ou por quanto tempo está
“coberta”.
São conceitos complementares: a giro de estoques indica o número de
renovações do estoque, ao passo que o antigiro demonstra por quanto tempo o
estoque da empresa sobrevive se não houver mais nenhuma renovação.
3.6 Nível de Serviço (nível de atendimento)
Determina se o estoque foi ou não eficaz para atender as requisições dos
setores de produção. Relaciona deste modo o número de requisições atendidas
com o número de requisições efetuadas:
Ni:cl Jc Scr:iço =
Nº Jc Rcquisiçõcs otcnJiJos
Nº Jc Rcquisiçõcs c¡ctuoJos

Um nível de serviço perfeito será igual a 1.
3.7 Economicidade na Função Suprimento - Lote Econômico de
Compra
3.7.1 Custos
Este tema não está previsto expressamente no seu edital, mas creio ser
prudente tratar dele, para que você tenha não seja pego de surpresa em uma
questão que os aborde tangencialmente.
Pois bem, se você já vai ver o tópico "Lote Econômico de Compra", e
descobrirá que existe um volume ideal de determinado material que a organização
pode adquirir.
Só para apresentar o assunto, a fórmula que veremos a seguir é a seguinte:
IEC
2
= 2. Ð.
P
C

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Sendo que:
LEC = Lote Econômico de Compra
D = demanda no período (em unidades)
P = custo unitário do pedido
C = custo unitário de armazenagem
Esta fórmula, acredite você ou não, é uma equação de segundo grau. Como
sei disso? Ela segue o modelo geral:
ox
2
+bx +c = u
Não que seja do meu interesse confundir você com noções de matemática,
mas acredito que vai ficar bem mais fácil entender os custos depois dessa
explicação.
Se eu passar o Lote Econômico de Compra para "o outro lado" da equação,
ela vai igualar a zero, e o nosso coeficiente ox
2
vai assumir valor negativo.
Passando para o plano cartesiano, essa equação de 2º grau forma uma
parábola "invertida", com um único valor máximo (topo da parábola), razão pela qual
o Lote Econômico de Compra assume apenas um único valor "ótimo".
Agora, a razão disso tudo: existem alguns custos que não oscilam em função
da quantidade demandada, produzida ou estocada pela organização. Outros,
inclusive, diminuem à medida que o número de unidades produzidas ou
demandadas aumenta. Entretanto, embora esse raciocínio dê a falsa ilusão de
"quanto mais, melhor", lembre-se que estocar é custo, havendo limites para o
aproveitamento de "pechinchas". É isso que veremos agora.
Os custos, na disciplina de Administração de Recursos Materiais, são
divididos em três categorias:
- Custos fixos (ou independentes)
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- Custos de carregamento (diretamente proporcionais)
- Custos inversamente proporcionais
Falemos dos três
Os custos fixos são aqueles que não variam com a quantidade de itens
estocados. Se a empresa estiver com o estoque zerado, ou se estiver abarrotada
de itens armazenados, estes custos serão sempre os mesmos. Pense aqui no
aluguel do prédio onde os produtos são estocados: o dono do imóvel não quer saber
se o prédio está cheio de mercadorias ou de ar, ele quer receber o valor pactuado.
Em uma aula de contabilidade de custos, eu diria que a apropriação destes
custos nas mercadorias dependeria do volume de mercadorias em estoque, já que
com mais mercadorias, eu posso ratear este custo fixo um pouquinho em cada
produto, ao invés de apropria-lo integralmente em único item, ou amargar o prejuízo
nos casos em que não tenho mercadoria no estoque. Mas como não é aula de
contabilidade, lembre-se: o custo fixo não varia com a quantidade de itens de
estoque. O valor a ser pago por ele é sempre o mesmo.
Os custos diretamente proporcionais (de carregamento) são aqueles
que aumentam na medida em que aumentam os itens em estoque. Quanto mais
itens eu tiver no estoque, maiores serão estes custos. Se eu tenho mais produtos,
preciso de mais espaço para guarda-los, mais prateleiras no almoxarifado, mais
gente para vigiar o local contra roubos. Os exemplos são infinitos, então, ao olhar a
questão, veja se a variação de determinado fator provocaria um aumento no custo
da empresa.
E para acabar, os custos inversamente proporcionais são aqueles que
diminuem à medida que o número de itens no estoque aumenta (sim, isso
também é possível).
Quer um exemplo? Eu pago meus funcionários em dia, eu já tenho os
computadores na empresa, mas eles consomem energia e já pago a conta de
telefone.
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Quando o dono da empresa ordena a requisição de novos pedidos, esse
funcionário vai usar o computador para pesquisar na internet e pegar o telefone para
solicitar a quantidade de itens. Concorda comigo que não há diferença no dispêndio
desses recursos se ele marcar 1 unidade ou 1000? Entretanto, como eu já gastei
com conta de luz e telefone e salário, este gasto tem de ser direcionado para as
mercadorias (o dono da empresa não quer prejuízo). Se ele comprou só um item,
este custo de estoque vai todo para este item, mas se comprou 1000, é possível
ratear a despesa, e assim, o custo de estoque diminuiu.
E tem mais uma possibilidade. Comprar no atacado dá desconto. Se eu
compro vários itens, é bem provável que eu vá pagar menos por cada item
individualmente (experimentem fazer compras em um mercado atacadista, é
sensacional ver isso funcionar :P).
Como os custos fixos são, por definição, invariáveis, uma produção com
poucos itens fará com que cada produto sofra um rateio maior destes custos, ao
passo que, com mais itens, cada produto tem de suportar uma parcela menor do
custo. Qualquer dúvida, estou no fórum para isso.
Professor: os custos inversamente proporcionais não seriam custos fixos por
definição? Afinal, tanto a conta telefônica como o aluguel do prédio são pagos
independentemente da produção, não havendo diferença prática entre os exemplos.
Sim, meu caro aluno, é uma observação pertinente. Contudo,
doutrinariamente, os custos inversamente proporcionais estão ligados diretamente à
obtenção dos materiais. A linha telefônica foi utilizada diretamente para solicitar
materiais para o estoque, ao passo que o aluguel do prédio não tem essa
característica. Aliás, os "custos de obtenção de materiais" são os frequentemente
citados como exemplos de custos inversamente proporcionais.
Para fins de prova, sugiro que fique bastante atento a essa peculiaridade.
3.7.2 Lote Econômico de Compra
O lote econômico de compra, como o próprio nome remete, consiste no
cálculo do lote otimizado de compra para determinado produto (Ex: matéria-prima).
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Por otimizado, você deve entender: lote de compra com a melhor combinação
entre o custo de armazenagem do produto e o custo do pedido, para certa
demanda. Não entendeu coisa alguma? :P. Acompanhe, caro aluno:
Lembra o que eu falei sobre custos fixos, proporcionais e inversamente
proporcionais? Tenha-os em mente nos próximos passos.
Por exemplo, na fabricação de camisetas do Atibaia Futebol Clube, uma das
matérias-primas é o tecido do manto sagrado. Supondo que o fornecedor faça a
entrega de um rolo de tecido e cobre R$200 de frete. No entanto, se a organização
pedir cinco rolos, o fornecedor cobraria (neste exemplo) o mesmo frete.
Então o que compensa mais, a organização solicitar: um rolo ou cinco rolos?
Aparentemente, compensaria pedir os cinco rolos de uma vez não?
A resposta é “depende”.
Não podemos nos esquecer da máxima da Administração de Materiais:
“estoque parado é dinheiro parado”. Isto quer dizer que se a organização comprar
muitos rolos, é possível que, com isso, deixe dinheiro parado, que poderia circular
para propósitos mais importantes, sobretudo geração de mais dinheiro.
Então, para que todas as variantes encontrem o seu equilíbrio, devemos
inseri-las na fórmula que vou mostrar a vocês.
IEC
2
= 2. Ð.
P
C

Sendo que:
LEC = Lote Econômico de Compra
D = demanda no período (em unidades)
P = custo unitário do pedido
C = custo unitário de armazenagem
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Observações importantes: o custo unitário do pedido engloba todos os
custos nos quais a organização incorrerá ao comprar o produto, excluído o custo do
próprio material.
3.8 Controle de Estoques
Ok, a empresa já planejou quanto de estoque de cada item pretende ter. Mas
planejamento é só uma ideia. Precisamos verificar se aquilo que foi planejado está
se realizando. Em outras palavras, a empresa precisa controlar seu estoque para ter
certeza de que este se mantem nos níveis pretendidos.
A doutrina identifica quatro métodos principais de controle de estoques (o
Just in Time não é propriamente um método de controle de estoques, como
veremos mais à frente):
1 – Sistema de duas gavetas
2 – Sistema dos máximos-mínimos
3 – Sistema das reposições periódicas
4 – Planejamento das necessidades materiais (MRP e MRPII)
5 - Just in Time
Comecemos:
Sistema de duas gavetas: É o método mais simples de controle de
estoques, e você já verá a razão.
Imagine duas gavetas (é dessa ideia que vem o nome do método). Na gaveta
A eu guardarei uma quantidade de itens suficiente para atender o consumo do
período planejado. Toda vez que o almoxarifado precisa enviar itens ao processo
produtivo, ele retirará os itens requisitados desta gaveta A, até que ela fique
completamente vazia.
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Quando a gaveta A ficar completamente vazia, o almoxarifado enviará ao
setor de compras um pedido com uma nova quantidade de itens, para satisfazer as
necessidades do próximo período.
Enquanto se aguarda a chegada dos novos materiais (para encher a
gaveta A de novo), toda vez que o almoxarifado receber uma solicitação de
materiais, ele enviará materiais que estavam acondicionados na gaveta B, de
maneira que o abastecimento não fica prejudicado. A gaveta B contém uma
quantidade de materiais suficiente para atender a demanda durante o tempo
necessário à reposição do estoque, adicionado do estoque de segurança.
Assim sendo, a gaveta B é o estoque de reserva, e mais, se você lembrar-
se do gráfico dente de serra, o estoque de segurança.
Quando o material solicitado do setor de compras for entregue no
almoxarifado, se reporá o material da gaveta B de novo, e o resto do material irá
para a gaveta A, recomeçando o ciclo.
Se a separação entre as gavetas não for física (se eu não tiver, realmente,
duas gavetas no almoxarifado), o sistema será chamado de estoque mínimo,
havendo separação entre uma gaveta e outra apenas na ficha de estoque.
O sistema de duas gavetas é ideal para controlar os itens da Classe C,
devido a grande variedade de itens de pequeno valor que compôem esta classe
(tais como porcas, arruelas, parafusos, e o que mais você achar que deve ir em uma
gaveta :P), sendo encontrado principalmente no comércio varejista de pequeno
porte.

Gaveta A (estoque
normal de
atendimento)
Gaveta B (estoque
reserva + estoque de
segurança)
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Sistema dos máximos-mínimos:
Também conhecido por sistema de quantidades fixas. A empresa pode se
utilizar deste método em situações em que for muito difícil determinar o consumo de
maneira precisa, ou ainda, em casos nos quais ocorreu variação no tempo de
reposição. Só relembrando: tempo de preposição é o tempo gasto desde o
momento em que se verificou a necessidade de repor o estoque até a chegada
do material fornecido no almoxarifado da empresa.
E no que consiste este sistema? A empresa estimará seus estoques
máximos e mínimos para todos os itens que desejar manter em estoque, em função
de sua expectativa de consumo para aquele determinado período. O estoque
oscilará entre estes limites (máximo e mínimo).
A partir daí, calculamos o Ponto de Pedido. Você já viu este tópico na parte
de Níveis de Estoque, e é essencialmente a mesma coisa aqui:
Ponto do pedido (PP) = Consumo médio do material X Tempo de
Reposição do material+ Estoque Mínimo do material.
Segue o quadro dos itens da fórmula:
Item da Fórmula Definição
Ponto de Pedido
(PP)
É a quantidade de um determinado produto
em estoque que, sempre que atingida, deve
gerar um novo pedido de compra. Com esta
quantidade, a empresa deve ser capaz de
continuar a produzir até que os novos produtos
encomendados cheguem
Tempo de
Reposição
É justamente o tempo entre o pedido e a
chegada do material no almoxarifado. Pode
ser chamado também de Lead Time. Aqui
deve ser levado em consideração o tempo e
processamento do pedido, providencias do
fornecedor e o próprio recebimento pela
empresa
Estoque Mínimo
ou de Segurança
(ES)
Trata-se do estoque adicional, a margem de
segurança que a empresa tem para se
proteger de atrasos na reposição, ou
aumentos imprevistos no consumo
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Consumo Médio
É a quantidade de produto consumido por
unidade de tempo pela empresa. Por isso
multiplicamos pelo tempo de reposição.

Lembre-se apenas que as unidades utilizadas na fórmula devem ser sempre
as mesmas. Se o enunciado falar em dias em uma parte e anos em outra, você terá
de converter essas unidades de medida para uma delas. Se falar em arrobas e
quilos, mesma coisa e assim por diante.
O Estoque Mínimo já foi conceituado na tabela, mas não falamos do Estoque
Máximo. O estoque máximo é simplesmente a soma do Estoque Mínimo com o Lote
de Compra. E o lote de compra, intuitivamente, é a quantidade de material adquirida
pelo setor de compras, a mando do almoxarifado. É também a quantidade máxima
de itens que a empresa pretende ter em estoque.
E a fórmula é bem simples:
Estoque Máximo = Estoque Mínimo + Lote de Compra
E não por acaso, o gráfico do consumo de materiais ao longo do tempo
seguindo essa metodologia forma a nossa curva dente de serra:

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Só retomando rapidamente: olhando o gráfico de cima, eu consigo ver que o
estoque mínimo é de 20 unidades do material (pois a empresa naõ permite que a
quantidade estocada caia abaixo deste valor), e o estoque máximo é 140, já que a
empresa adquire o material até este patamar, além de o ponto máximo do gráfico
nunca ultrapassar este valor.
O Lote de compra é simplesmente um valor menos o outro: 120 unidades.
O ponto de pedido é calculado segundo a fórmula que já mostrei a vocês,
deixando o gráfico muito próximo da figura abaixo:






Fonte: Chiavenato, Idalberto
O intervalo entre reposições (IR) é a distância entre dois pontos de pedido
(PP). Como vocês podem observar no gráfico, o IR é de duas vezes o tempo entre o
envio do pedido de materiais e o atingimento do nível de estoque mínimo (momento
no qual, se tudo der certo, o material será imediatamente resposto).
Sistema das reposições periódicas:
A premissa deste método consiste em fazer pedidos de preposição dos
materiais em um intervalo de tempo pré-estabelecido para cada item. Desta
forma, cada item possui seu período de reposição, sempre em ciclos iguais,
chamados de “períodos de reposição”.
A quantidade de material solicitada é igual à demanda do próximo período de
tempo. Tal como o sistema dos Máximos-Mínimos, é também baseado em um
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estoque mínimo, que previne o consumo acima do normal, ou ainda, eventuais
atrasos nas entregas.
Não tem muito segredo: a empresa compra uma determinada quantia de
materiais necessária para satisfazer suas necessidades a cada 15 dias, dois meses,
seis meses, um ano, e assim por diante. O ciclo de tempo é sempre igual.
Veja o gráfico:







Só esclarecendo: PR neste gráfico é o Ponto de Reposição (o mesmo que
Ponto de Pedido). Q equivale a quantidade de material em estoque e T é o decorrer
do tempo. Veja que os intervalos em T são sempre iguais.
Planejamento das necessidades materiais (MRP E MRP II):
Este é o sistema mais complexo a ser estudado aqui. A sigla em inglês
significa Material Requirements Plannings. Alias, se compararem este tópico da
aula com os capítulos dedicados a este tema na literatura, vão ter certeza de que o
que fiz aqui é uma simplificação do método.
Para elaborar este método e aplica-lo sobre os estoques da empresa, deve-
se partir da previsão de vendas. Entretanto, a empresa já possui alguns materiais
estocados, de maneira que devo subtraí-los da previsão e assim, obter o valor da
previsão líquida de vendas. E faz sentido, a empresa não precisará produzir todos
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os produtos previstos para venda, vez que alguns deles já estão estocados no
depósito, prontos para ser entregues.
É voltada para a previsão líquida de vendas que a empresa elabora o
planejamento. A empresa elaborará um programa de produção, e a partir deste
programa serão feitos os pedidos de compra e abastecimento do almoxarifado. Em
linhas gerais, pegamos a programação de produção e se multiplica pela lista de
materiais, resultando nas necessidades (brutas) de materiais. Veja o esquema
abaixo:



Fonte: Chiavenato, Idalberto
Mas precisamos entender o produto final a ser fabricado com os
materiais adquiridos, de maneira a conhecermos qual a real necessidade de
material da empresa. Um carro, por exemplo é composto de uma infinidade de
peças que precisam ser todas adquiridas ou fabricadas, a fim de ao final, a empresa
ter um veículo pronto.
E para não esquecer absolutamente nenhuma parte do produto, a empresa
se utilizará do “gráfico de explosão do produto” ou ainda a “árvore de
estrutura do produto”. Estes gráficos discriminam todos os materiais constitutivos
do produto, em suas quantidades e qualidades. Não se importe tanto com a
aparência ou estrutura dele, o importante é que o gráfico possua todos os itens
necessários à fabricação do produto final. Veja um exemplo:




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Fonte: Gonçalves, Paulo Sergio
Neste esquema em árvore nós identificamos que para cada unidade do
produto X, precisaremos de uma unidade do material A e duas do material B. O
material A, por sua vez, para ser fabricado, precisará de duas unidades do material
C e três undiades do material D.
Antes de continuar, gostaria que você desse uma olhada no esquema abaixo:








Fonte: Chiavenato, Idalberto
Este quadro abrange tudo que você precisa saber para dominar o tema de
MRP para fins de prova (ou iniciar seus estudos em MRP para fins de doutorado :P).
Já falamos que a lista de materiais multiplicada pelo programa de
produção resulta nas necessidades de materiais. Só que essas necessidades
são brutas (necessidade de material única e exclusivamente para produção,
desconsiderando eventual estoque anterior).
Para alcançar as necessidades líquidas (necessidade real de materiais),
devemos ainda adicionar o estoque de segurança (que não é necessário à
produção, mas é mantido para fins de proteção) e subtrair o estoque de Produtos
Acabados (pois estes não precisarão ser fabricados, bem como as Ordens de
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Compra já expedidas (pois o material, embora não esteja em estoque, em breve
estará, não havendo necessidade de proceder a nova compra).
Quando estendemos este conceito não só para o estoque, mas para a
empresa como um todo, temos o MRPII. A estratégia de estocagem não abrangerá
somente as necessidades do setor produtivo, mas fará parte também do
planejamento financeiro e operacional.
Justi in Time (Kanban)
O Just-in-time (JIT) é um sistema ativo, que tem como uma de suas filosofias
(objetivos) a eliminação do desperdício, dentre outras coisas, pela produção sem
estoques. É um sistema de produção que prega que nada deve ser produzido,
comprado ou transportado, antes (ou depois) da hora certa. Nesta sistemática, eu a
organização só produzirá para atender o que foi demandado, comprará matérias-
primas no tempo certo (não haverá estoques parados além do necessário) e
entregará no prazo que o consumidor solicitou.
Segundo Marco Aurélio P. Dias
3
: “Nos processos produtivos, os estoques
criam independência entre as fases, ou seja, os problemas que surgem em uma não
interferem na outra. Na filosofia Just-in-time, ao contrário, os estoques são
“personas non grata” por razões obvias: primeiro porque ocupam espaço e
segundo porque custa dinheiro.”
No sistema JIT há um controle recíproco entre fases do processo
produtivo, isto porque um erro em uma fase “1” será percebido ao trazer
repercussões em uma fase “2”. Assim, quem estiver trabalhando nesta fase ”2”
comunicará a ocorrência para que se busque a sua resolução.

3
Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e
gestão, Ed. Atlas, 6ª ed., pág. 132.
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Neste sentido, a identificação de falhas é vista como uma importante fonte de
informação para evitar a sua repetição
4
. Perceba que no JIT há uma
interdependência entre as operações.
Para você entender na prática o just-in-time veja este exemplo dado por
Gonçalves
5
(a Doutrina as vezes tem exemplos que eu mesmo não conseguiria
fazer melhor):
“Um exemplo aqui no Brasil é a fabrica da Volkswagen, situada na cidade de Resende, no
Estado do Rio de Janeiro. No mesmo terreno, situam-se as instalações dos fornecedores de peças.
Após recebido o pedido, a VW de imediato solicita aos fornecedores as peças necessárias, no que
prontamente é atendida. Nesse caso, todos os processos são realizados em tempo bem menor do
que em outros métodos de produção. Também há uma economia no tempo e no custo do transporte
entre fornecedor e a empresa solicitante.”
Fonte: Paulo Sérgio Gonçalves, Administração de Materiais, Ed. Campus 2010, 3ª ed. pág. 228.
Você já deve ter percebido que não é exatamente um sistema de controle de
estoque, porque a ideia do Justi in Time é justamente eliminá-lo do processo
produtivo da empresa. Mas, como é tratado enquanto tal, pode ser cobrado na sua
prova.
Quanto ao Kanban, consiste em um sistema de cartões e painéis visuais,
que busca auxiliar no atingimento da filosofia "Just-in-time", na produção e na
administração de estoques.
O sistema é simples, mas muito eficiente. Através do controle de cartões
coloridos, a organização conseguirá direcionar a produção e o consumo de
materiais na fábrica, de modo que haja o máximo de sincronização entre o que é
produzido e o que é solicitado de material.

4
Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e
gestão, Ed. Atlas, 6ª ed.
5
Gonçalves, Paulo Sérgio, Administração de Materiais, Ed. Campus 2010, 3ª ed.
pág. 228.
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Há como introduzir esquemas de prioridades e até programar "set-ups"
(parada de manutenção para adaptar a máquina para produzir outro produto).
Com o advento do Kanban, os estoques intermediários (semiacabados e
matérias-primas para operações intermediárias) foram bastante enxugados, pois a
sistemática busca justamente produzir apenas o que é necessário e,
consequentemente, requisitar materiais só para atender tais produções.
O Kanban é uma ferramenta para que se atinja o "just-in-time" quanto a
produzir e comprar na hora certa, sem desperdícios, nem estoques desnecessários.
Atualmente, muitas empresas têm os estoques "abertos" aos fornecedores e
clientes. Assim, cada organização pode visualizar o quanto seus parceiros tem
disponível, sem precisar gastar com burocracia comercial, produzir no tempo certo
para que o estoque deles seja reposto.
Olha como é simples e, ao mesmo tempo, elegante:

http://www.dkjsinalizacao.com.br/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/k/a/ka
nban-dos-5s.jpg
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3.9 Métodos de avaliação de estoques
A chamada avaliação financeira de estoques é feita por alguns métodos,
pensando em prova serão apresentados três deles: Custo Médio; Método “PEPS”
(Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair); “UEPS” (Último a Entrar, Primeiro a Sair).
Veja a ficha estoque abaixo:
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Custo médio.
É a avaliação mais utilizada. O custo unitário é determinado pela média
aritmética encontrada da soma de todos os custos dividida pelo número total de
unidades. “Esse processo é dinâmico visto que, a cada entrada em estoque, um
novo preço médio passa a ser calculado.”
6

Na ficha de estoque deve ser analisado cada momento:
Momento 1. Em 10/01/2009 o custo unitário é de R$ 1,00 e o total é de R$
5,00 (5 unidades).

6
Gonçalves, Paulo Sérgio, Administração de Materiais, Ed. Campus 2010, 3ª ed., pág. 185.
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Momento 2. Em 11/01/2009 o total passou a ser 2 unidades e um total de R$
2,00 (2*R$1,00).
Momento 3. Em 18/01/2009 tivemos entrada de 10 mercadorias a R$ 0,80
(total R$ 8,00). Portanto:

O custo passa a ser R$0,83.
Momento 4. Em 20/01/2009 tivemos saídas de 11 itens a R$=0,83 cada (total
R$9,14). Saldo, uma unidade a R$ 0,83.
Momento 5. Em 25/01/2009 tivemos entrada de 15 mercadorias a R$ 0,6
(total R$ 9,00). Portanto:

Os métodos PEPS e UEPS consideram nas saídas os respectivos preços de
entradas dos itens. Trazem repercussões significativas em períodos inflacionários e
deflacionários.
Na resolução de questões que envolvem estes dois métodos, cada unidade
fica estocada pelo seu valor de entrada (não é feito nenhuma média de valores). Por
isso mesmo, facilita bastante se você conseguir imaginar que aquele item
específico, o primeiro (PEPS) ou o último (UEPS), é o que está saindo de estoque.
PEPS
Veja o histórico abaixo. Quando há saídas de estoque, é como se as
unidades mais antigas que entraram em estoque (logicamente, com seus
respectivos custos) seriam as primeiras a sair.
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Deste modo no período 3 (03/03/12) teriam saído de estoque 4 unidades a
R$ 1 cada (valor das primeira que entrou) e restariam 1 a R$ 1,00 e 3 a R$1,5,
totalizando 4 itens.
No período 4 (05/04/12) teriam saído de estoque 2 unidades, a que ainda
restava R$ 1 e a outra a R$1,5. Restariam 2 unidades, as duas de R$ 1,5 cada.
UEPS
É o raciocínio inverso do PEPS, segue a ordem inversa do histórico de
entrada. As saídas de estoques são valoradas de acordo com as últimas entradas.
Por isso a sua análise deve ser sempre de “baixo pra cima”. Vamos utilizar o mesmo
exemplo:

Deste modo, no período 3 (03/03/12) teriam saído de estoque 4 unidades,
todas as 3 de R$ 1,5 (valor da última que entrou) e mais uma a R$ 1,00. Restariam
4 unidades a R$ 1,00 cada.
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No período 4 (05/04/12) teriam saído de estoque 2 unidades a R$ 1,00 cada
e restariam 2 unidades, também a R$ 1,00 cada.
OBS: O método UEPS não é permitido pela legislação brasileira. Mas é
importante você saber efetuá-lo, isto pensando em aplicação em provas.
Tem uma última coisa que precisa ser dita. Existe mais um método de
controle de estoques, chamado de custo de reposição. Em teoria, este seria o
método mais "correto" para avaliação de estoques, vez que calcula extamente o
valor do item que sai do estoque pelo custo de sua aquisição no mercado à época
da saída. É como se eu pudesse comprar um item igual a ele com o valor do
material que acabou de sair do estoque.
Entretanto, o método do custo de reposição só é funcional para itens de
alto valor agregado (por exemplo, carros em uma concessionária), já que seria
inviável ficar catalogando o preço de aquisição de 30 mil lapis adquiridos em mais
de uma centena de oportunidades e descontar exatamente aquele valor (R$ 0,30,
R$ 0,35, R$ 0,52 entre outras das infinitas possibilidades pelas quais eu posso
pagar por um lápis). Para isso existem os métodos PEPS, UEPS e custo médio, que
embora não sejam precisos, chegam em um resultado muito próximo com um
dispêndio muito menor de tempo. E tempo também é dinheiro.
FEFO: Não se supreenda se esta coisa horrorosa brotar na sua prova do
nada. Apareceu certa vez em uma questão do CESPE, e depois, nunca mais em
lugar nenhum (e sim, isto inclui a sua banca :P). A sigla significa First-Expire, First
Out, ou Primeiro a Expirar, Primeiro a Sair.
O First Expire, First Out segue uma metodologia própria: as mercadorias que
tenham prazo de validade mais próximo de expirar são as que primeiro devem ser
postas pra fora em uma venda.
Assim sendo, caso a empresa tenha um lote de bandejas de iogurte para
vencer em 29/04/2013 e outro lote para 29/06/2013, dará saída das unidades que
vencem mais cedo, independentemente da data de aquisição das mesmas.

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3.10 Sistemas de Estocagem
Não é mera repetição do tópico anterior. Você conheceu as técnicas, que
seria a faceta mais “braçal” da estocagem. Nos sistemas, você vai aprender como
“pensar” ao realizar a estocagem.
Na guarda de materiais há dois tipos de sistemas que podem ser utilizados
normalmente: o de estocagem fixa e o de estocagem livre.

Na estocagem fixa os materiais ficam sempre em um mesmo local (por
isso o nome), já na estocagem livre isto não ocorre, sendo que os materiais são
colocados nos locais, nos espaços físicos, que estiverem disponíveis.
A principal vantagem de uma estocagem fixa é a facilidade de localização
do material quando se precisa dele, o que obviamente não ocorre quando a
estocagem é livre. No entanto, no caso de estocagem fixa pode haver um
desperdício de espaços, que podem ficar desocupados por estar destinados a um
determinado material, em situações que os estoques deste material estiverem
baixos.
Importante: Alguns materiais denominados de estocagem especial,
mesmo no sistema de estocagem livre, serão armazenados em locais fixos. Por
exemplo, um material inflamável deve ser armazenado em local específico e não em
qualquer lugar. É uma exceção.
Exemplo: eu tenho diversas prateleiras no meu almoxarifado, cada uma com
o nome do produto (no mais das vezes, o tipo de produto) que vai ali. Enquanto a
etiqueta estiver lá, eu só vou guardar aquele tipo de produto ali. Não me interessa
se a prateleira está vazia e eu tenho vários produtos para os quais não tenho lugar
para guardar (pois suas respectivas prateleiras estão cheias), aquela prateleira fica
vazia até que chegue um material daquele tipo.
Sistemas de estocagem
1. fixa 2. livre
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Embora isso pareça ruim, quando eu precisar pegar algum material, eu só
terei de ir ao corredor daquele material, já que ali só são guardados materiais
daquele tipo.
Como você pôde perceber, as características dos materiais também deverão
ser levadas em consideração na hora de armazená-lo, um material inflamável deve
ficar muito bem protegido e em embalagem adequada, alguns materiais poderão
ficar em lugares descobertos, já outros exigirão uma área coberta. E por aí vai
(lembra o que eu falei sobre imaginação?)
A vantagem da estocagem livre é justamente a contrária: há o
aproveitamento de todos os espaços existentes, já que o material novo vai ser
armazenado onde quer que haja espaço para ele. Entretanto, se eu não aplicar um
sistema rigoroso de controle, o material vai ficar “perdido” nas prateleiras.
4. Classificação ABC
Sim, este e o próximo ponto da aula (Metodologia de cálculo) teoricamente
seriam da Aula 02. Mas já estamos aqui, e o tema está muito próximo da função
suprimento e do tema “Estoques”. Então, vou adiantar a matéria agora mesmo :P.
A classificação dos materiais utilizando a chamada curva ABC é, também,
uma ferramenta administrativa, sendo uma maneira muito útil para se conhecer e
controlar estoques sem aumentar custos. Esta classificação leva em consideração
a importância de relativa dos itens.
Também denominada curva de Pareto, “baseia-se no princípio de que a
maior parte do investimento em materiais está concentrada em um pequeno número
de itens”
7
. Por esta classificação demonstra-se que poucos itens, algo em torno de
10% a 20% do total de itens, respondem por mais ou menos 80% do capital
empregado em estoques.

7
Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 79.
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Segundo Marco Aurélio P. Dias
8
: “A curva ABC é um importante instrumento
para o administrador; ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e
tratamento adequados quanto à sua administração.”
As classes da chamada curva ABC são definidas da seguinte forma:
Classe A: Itens mais importantes e em menor número
(Quantidade em geral, em torno de 20% dos itens).
Classe B: Itens em situação intermediária (30% dos itens).
Classe C: Itens menos importantes e em maior número
(Quantidade no geral, em torno de 50% dos itens).

Afirmação CESPE (2010 AGU): “Na classificação ABC para planejamento e
controle de estoque, os itens classificados como C são aqueles que correspondem
à faixa de 40% a 50% do total de itens de estoque, mas cujo valor financeiro é de
pouca importância quando se considera o estoque total.”
Para estabelecer a importância relativa dos materiais, a curva ABC leva em
consideração o seu valor e a sua quantidade, ou seja, qual o investimento feito em
determinado material e qual a sua quantidade.


8
Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e
gestão, ed. Atlas, 6ª ed., pág. 73.

Maior Grau de importância CLASSE A
Maior Quantidade de itens CLASSE C
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A atenção da empresa deverá ser concentrada nos itens da Classe A,
porque, embora em menor quantidade, é neles que estará a maior parte do capital
investido em estoques. Isto é muito importante, lembre-se então que o controle de
estoques pela chamada curva ABC considera os produtos de forma desigual, os
itens do grupo A que representam entre 10% e 20% da quantidade do estoque,
respondem por 80% do capital empregado em estoques.
4.1 Metodologia de cálculo da curva ABC
Caro aluno, eu não repeti o item anterior desnecessariamente. Comparado
ao que está por vir, a parte anterior era moleza :P. Vou desvendar junto com vocês
a construção e interpretação da curva ABC, que é a manifestação gráfica da
classificação anterior.
Como eu explanei no item anterior, a classificação ABC considera os
produtos de forma desigual. E o faz baseando-se em uma realidade: existem itens
em estoque que são mais importantes do que outros itens.
Assim sendo, é razoável esperar que, por exemplo, 20% dos itens em
estoque acabem respondendo por um custo de 80% do mesmo.
Também devo lembra-lo que ESTOQUE É CUSTO. O setor financeiro de
uma empresa se pudesse, não permitiria que um único lápis fosse armazenado sem
Classe A. Representam poucos
itens em estoque, mas são mais
importantes, porque repondem
pelo maior custo monetário.

Classe B. Quantidade média
de itens, grau médio de
importância.
Classe C. Maior número de itens,
mas de pouca significância
financeira.
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que estivesse em pleno uso. Pior, só deixaria o dono da empresa comprar outro
lápis quando aquele que estou usando já estivesse no talo. Neste momento, ele
sairia correndo na papelaria mais perto e compraria um novo, que já deveria
começar a ser utilizado de imediato.
Mas você já leu na aula passada que essa situação “ideal” não é possível,
vez que a empresa talvez não possa esperar nem um instante sequer por outro
lápis, ou pior, a papelaria pode estar fechada quando chegar a hora de comprar o
item.
Dessa forma, estocamos para nos proteger das flutuações externas
(disponibilidade do item em mercado, preços crescentes em períodos inflacionários,
entre outras possibilidades).
E já que a empresa tem de estocar, e que isso representa um custo para ela,
é melhor que o faça de maneira inteligente.
E aqui chegamos na curva ABC. Com ela, identificaremos itens que
justificam atenção redobrada na sua administração e itens que, embora não
possam ser esquecidos, podem sofrer um “relaxamento” em seu controle.
Pois bem, agora vem a parte não tão legal: essa curva é matematicamente
determinável. Sim, tem uma fórmula para isso, e não, você não precisará saber para
a prova :P. Entretanto, vai ter de saber ao menos como construir a curva. É um
tema longo e bem chatinho, mas se conseguir entender a metodologia utilizada
aqui, será capaz de resolver quaisquer exercícios que utilizem este tipo de gráfico, e
ainda, como bônus, conseguirá descartar alternativas esdrúxulas, que fogem ao
conceito da curva. Vamos lá:

Material Preço Unitário
Consumo do período em
Unidades
Valor do Consumo
Total
Colocação em nível
de Importância
A 1 10.000 10000 8
B 12 10.200 122400 2
C 3 90.000 270000 1
D 6 4.500 27000 4
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E 10 7.000 70000 3
F 1200 20 24000 6
G 0,6 42.000 25200 5
H 28 800 22400 7
I 4 1.800 7200 10
J 60 130 7800 9

Essa tabela é composta de dados brutos, sem qualquer classificação. No pior
cenário, é diante dela que o examinador vai te colocar na frente. Lógico que
nenhuma banca vai colocar tantos itens, mas se você aprender por aqui, vai saber
fazer qualquer uma que aparecer.
Alias, você acaba de aprender algo, só de olhar para essa tabela zoneada: O
preço unitário dos itens não tem quase nenhuma importância para classifica-lo na
categoria A, B ou C.
Como os itens do estoque de uma grande empresa dificilmente podem
ser agrupados em uma única categoria, temos de usar o denominador comum de
toda a civilização ocidental: o dinheiro $$$$. Mas não utilizamos o custo unitário
de cada item, e sim, o valor do consumo total.
Veja que o item que ficou em primeiro lugar (item C) tem um custo
unitário insignificante se comparado ao do item F, por exemplo. Ainda assim,
como a empresa comprou no período 10.200 unidades deste item, isso acabou de
promovê-lo ao item mais importante da tabela.
Se ainda está difícil de entender, procure imaginar o seguinte: imagine uma
borracha que custe R$1,00. Baratinha, fácil de achar, inofensiva à organização de
qualquer empresa. Agora, imagine que a demanda de borrachas de determinada
empresa é... hum, vejamos, 3 milhões de borrachas por mês. É lógico que o gestor
do estoque não vai poder sair na hora do almoço para ir à papelaria do lado para
comprar 3 milhões de borracha. Pelo volume demandado (e, portanto, por conta do
consumo total), este item se tornou crítico, devendo a empresa se atentar ao seu
estoque e controla-lo mais de perto.
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Voltando à tabela, agora seria hora de organiza-la de acordo com a
importância dos itens:
Material Preço Unitário
Consumo Anual
em unidades Valor do Consumo
Colocação em nível
de Importância
C 3 90.000 270000 1
B 12 10.200 122400 2
E 10 7.000 70000 3
D 6 4.500 27000 4
G 0,6 42.000 25200 5
F 1200 20 24000 6
H 28 80 22400 7
A 1 10.000 10000 8
J 60 130 7800 9
I 4 1.800 7200 10

Bem mais palatável. Só de olhar para essa tabela, já sei que os itens que
provavelmente comporão a classificação A serão os itens C e B, e com um pouco
de sorte, o item E, mas com certeza C e B, e nunca, em hipótese alguma, o item I,
ou o item J.
Se você já estudou estatística, deve ter ouvido falar de frequência
acumulada, se não estudou, vai descobrir o que é na próxima tabela:

Material Preço Unitário
Consumo Anual em
unidades
Valor do Consumo
Acumulado
Porcentagem
Acumulada
C 3 270.000 270000 46%
B 12 122.400 392400 67%
E 10 70.000 462400 79%
D 6 27.000 489400 83%
G 0,6 25.200 514600 88%
F 1200 24.000 538600 92%
H 28 22.400 561000 95%
A 1 10.000 571000 97%
J 60 7.800 578800 98%
I 4 7.200 586000 100%

Dessa vez, organizamos os dados de maneira que para cada coluna
“Acumulada”, o valor de baixo representasse a soma de todos os anteriores. Melhor
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dizendo: o Valor do Consumo Acumulado do item C e só o item C, mas para o item
B, somamos o item B e C, para o item E, somamos C, B e E, e assim por diante.
Primeira conclusão que você tira dessa tabela: os itens C e B, sozinhos,
respondem por 67% do valor imobilizado em estoque. Estes itens devem ser muito
bem cuidados, pois são bastante importantes.
Segunda conclusão: Se eu acrescentar os itens E e D aos itens C e B, todos
eles juntos respondem por 83% do estoque, contra 17% de todo o resto.
Convenhamos, dar muita atenção a 17% do valor do estoque, ou mesmo, trata-lo
igual aos 83% do valor desse mesmo estoque é antieconômico (palavra chique pra
dizer que é um baita tiro no pé).
De posse dos dados da última tabela, veja o gráfico que pode ser montado:

Fonte: Dias, Marcos Aurélio P.
Sim, ele é um monstrengo que parece não fazer sentido. Mas faz. Veja como
a reta correspondente ao material C é bem inclinada. Isso ocorre porque poucas
unidades do material C (não confundir com classe C) respondem por grande
parte dos valores (por isso a reta tende a 90º com eixo X).
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Não, essa conclusão entre parênteses não é vital para você entender o
funcionamento do gráfico (ajudaria, mas não é vital). A conclusão que você deve
guardar é que pelo fato de o item C responder por grande parte do valor do estoque,
nessa parte do gráfico a linha tende a ficar o mais “de pé” possível. Por outro lado,
se eu pegar o item I, a linha nesse ponto já está quase “deitada”, simplesmente
porque uma infinidade desses itens não é capaz de alterar sensivelmente o valor do
estoque.
Mas não acabou. Esse gráfico é muito bonito (fui privado dessas coisas
durante a faculdade de Direito), mas ainda não é a curva ABC. Felizmente, este
gráfico é o último passo para desenhar a curva ABC.
Recordemos o item anterior da aula:
Classe A: Itens mais importantes e em menor número
(Quantidade em geral, em torno de 20% dos itens).
Classe B: Itens em situação intermediária (30% dos itens).
Classe C: Itens menos importantes e em maior número
(Quantidade no geral, em torno de 50% dos itens).
Vamos seguir o que ele propôs:
Classe A: 20% dos itens, que no nosso caso, correspondem a 67% do valor
do estoque.
Classe B: 30% dos itens, que no nosso caso, correspondem a 21% do valor
do estoque.
Classe C: 50% dos itens, que no nosso caso (pela última vez), correspondem
a 12% do valor do estoque.
Podemos finalmente traçar a curva ABC:
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Fonte: Dias, Marcos Aurélio P.
Conheça a curva ABC.
Pronto, você conheceu toda a metodologia envolvida no cálculo da curva
ABC, mas será que sabe o que o gráfico mostra?
Olhe para ele agora e compare com o gráfico anterior. Os itens F, H, A, J e I
compõe a Classe C. Para os itens da Classe C, dado seu baixo valor relativo
(relativamente aos outros itens), não se justifica a implementação de controles
de estoque muito precisos, pois acabariam sendo muito caros.
Por outro lado, os itens que estão na classe A (C e B), devem sofrer um
rigoroso controle. E os itens E, D e G, que ficaram na classe B, devem ficar no
meio termo.
Existem outras conclusões que podem ser cobradas pela banca.
Já dissemos que manter um estoque é algo custoso. Também dissemos que
os itens da classe A são pouco numerosos, mas respondem por grande parte do
custo do estoque.
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Ora, para os itens da classe A, devemos manter o menor estoque de
segurança possível. Isso ocorre porque esses itens são muito caros, e cada
centavo que a empresa deixa imobilizado em um item desses sem uso, é um
centavo a menos que ela poderia estar utilizando para gerar vários centavos a mais
:P.
Por outro lado, manter um estoque grande de itens da classe C PODE ser
um bom negócio. Esses itens respondem por uma fração muito pequena do custo
dos estoques, de maneira que não é tão custoso acumula-los, ainda que eles
venham a ficar sem uso.
Concluindo: um estoque grande de itens da Classe C não é tão oneroso
para empresa, podendo se manter um estoque de segurança bem maior do
que o utilizado para a Classe A.
Vamos simplificar os passos (e juro que é a última vez que vou falar de curva
ABC) para que você possa fazer os exercícios que envolvam cálculos sozinhos (na
eventualidade de eles surgirem):
- Pegue os dados do enunciado e monte uma tabela (gente, por favor, isso é
pra ser rápido, então, não precisa ficar enfeitando);
- Construa o gráfico seguindo a metodologia que eu expliquei aqui: separe os
itens com consumo relativo maior em cima, e vá descendo conforme os custos
relativos caiam. Depois separe mais ou menos nas porcentagens do quadro: 50%,
30% e 20% dos itens da tabela que você montou.
- Interpretar :P. Da pra tirar um monte de conclusões da curva ABC, entre as
quais as que coloquei na página anterior. As que mais interessam para a prova
dizem respeito à importância do item, e da ligação que seu custo tem com o estoque
de segurança a ser mantido pela empresa.
Uma dica que aprendi fazendo a FUVEST: você não é um
supercomputador e nem tem tempo para escrever um tratado sobre o assunto
das questões. Não fique desesperado quando ver uma questão dessas. Sua
concorrência tem a mesma dificuldade que você.
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Simplifique ao máximo seus passos. Tabelas feias feitas no rodapé da folha,
e mais importante: se as alternativas mostram resultados muito distantes uns dos
outros, ARREDONDE OS NÚMEROS para outros mais fáceis de trabalhar.
69,00000587434 é 69, e se bobear, até 70 :P se isso for facilitar minha vida.
Dúvidas comuns sobre os pontos desta Aula
1 - Professor, minha cabeça quase deu um nó depois que parei pra pensar
num detalhe da Curva ABC: sempre se lê que os itens da Classe A, por ex, são os
mais importantes (maior valor financeiro imobilizado no estoque, certo, ok) e em
menor quantidade (aqui o bicho pega!).
Pois no exemplo dado naquela tabelinha (pág. 37, aula 01) o material C
(enquadrado como CLASSE A) tem o seu consumo em 90.000 unidades, ou seja,
quantidade MUITO maior do que o material F ou H... Quando se fala que a Classe
A representa 20% dos itens quer dizer que entre 10 (100%) tipos de materiais
estocados, 2 (20%) tipos de materiais responderão pelo maior valor financeiro.
Você conseguiu captar a minha angústia? :)
Dá um nó na cabeça da pessoa.
Resposta: Sim, e sua angústia é partilhada por outros alunos :P. Vou facilitar
as coisas para você.
Situação 1 - Você está resolvendo uma questão puramente conceitual da
Curva ABC. Neste caso, pelo próprio funcionamento do conceito, é perfeitamente
normal que os itens da Classe A estejam em menor quantidade que os demais.
Situação 2 - Você está construindo a curva ABC. Aqui, para conseguir montar
a curva, você PRECISA considerar, AO MESMO TEMPO, as variantes volume e
preço, devendo a comparação ser feita com base na multiplicação dois 2. Isso se dá
pelo fato de que devemos reduzir tudo a dinheiro para a análise da curva fazer
sentido. Quando pensamos em insignificância, devemos ter em conta o valor
monetário do conjunto de itens.
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Não há conflito entre as duas proposições, o problema é que para facilitar a
assimilação do conceito (e me adequar às questões das bancas), acabei criando
estes dois mundos estanques: a teoria da curva ABC, que você vê na Aula 00 e a
metodologia de cálculo, na Aula 01.
Veja se faz sentido o que vou dizer: é perfeitamente normal que itens de
maior custo existam em menor quantidade nas empresas. Elas procurarão formar
menos estoques deles, vez que são, individualmente e pelo seu conjunto, muito
custosos, ao passo que itens mais baratos podem ser estocados em grandes
quantidades sem aumentar sensivelmente o custo deles.
Por outro lado, se quisermos construir a curva, precisamos igualar todos os
itens, que em verdade, tem características diferentes. Assim sendo, trazemos tudo a
um denominador comum: dinheiro. Mas uma análise verdadeiramente útil no campo
empresarial envolve conhecer o gasto como um todo, e não dos itens
individualmente. Já que os itens provocarão despesas pelo seu todo, olhamos a
questão por este prisma (valor total do consumo).
2 - Professor, não entendi muito a média móvel ponderada. Daria para
explicar de novo? Obrigado.
Resposta: Vamos simplificar os números. Imagine-se em um país com um
índice de inflação elevado, onde o preço do material aumente R$ 1,00 por mês. E
você não tem nenhum estoque deste material.
Em janeiro, o material custa 1,00, e você compra 10 unidades: seu estoque,
portanto, possui 10 unidades do produto, totalizando R$ 10,00 em materiais.
Em fevereiro, o material custa 2,00, e você só precisou comprar 5 unidades
do produto, logo, gastou mais R$ 10,00: Agora seu estoque vale 20,00 e você
possui 15 mercadorias em estoque.
A cada novo acréscimo de mercadorias no estoque, você precisa calcular a
média ponderada do valor do material. Seria a seguinte ideia: se eu tivesse de
comprar o mesmo número de unidades do produto que tenho hoje no estoque, e
elas tivessem o mesmo preço, quanto custaria cada unidade.
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No nosso exemplo, você tem 15 unidades em estoque e o valor total de R$
20,00. Assim sendo, a média móvel ponderada dos materiais dirá que cada produto
em estoque seu custa R$ 1,33 cada, pois (1*10 + 2*5)/15 = 1,33.
Quando você for vender estes materiais (ou agregar seu custo no produto),
você deve considerar que cada material custou R$ 1,33, pois essa é a média móvel
ponderada do período. Não 1,00, como o primeiro lote comprado, nem 1,50, como o
segundo, mas a média ponderada deles = R$ 1,33. A média ponderada se chama
móvel pois a cada novo acréscimo de materiais, ela se deslocará, para espelhar o
novo preço do material.
3 - Professor, poderia me explicar melhor quais fatores são responsáveis por
classificar um material como critico. Pois percebi que diferentes fatores como
periculosidade ou alto valor economico atribuem tal característica. Fiquei meio
confusa.
Resposta: São dois fatores igualmente válidos para definir um material como
crítico. Crítico é aquilo que não pode dar errado, de jeito nenhum, e tem grande
propensão a dar errado :P. Itens inflamáveis, por exemplo, tem propensão a explodir
e nós não queremos que eles explodam. Itens de alto valor econômico tendem a ser
roubados, e se o forem, vão trazer enormes prejuízos para a empresa.
Um item crítico, portanto, é um item que em virtude alguma característica
inerente a ele, faz com que ele mereça uma atenção mais que especial. E essa
característica pode ser qualquer uma. Procure imaginar o tamanho do desastre se
algo der errado com este material crítico. Normalmente estaremos falando de uma
catástrofe (tanto empresarial quanto global) se algo der errado.
Exemplo final: um lápis, e 50 kg de plutônio ativado. Se eu perder ou quebrar
o lápis, está tudo bem, se eu perder 50 kg de plutônio ativado, vai ser ruim, se eu
explodir 50 kg de plutônio ativado inadvertidamente, bem, digamos que ninguém
mais vai ter de prestar concurso público na vida, e vai precisar achar outro planeta
para morar :P.
Por isso o plutônio é crítico, e o lápis não :P
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4 - Professor, é a primeira vez que estudo essa matéria então vou ficar te
enchendo de pergunta, rs
Não entendi muito a relação entre lucro e o custo da mercadoria vendida em
momentos inflacionários ou deflacionários. Nem qual dos métodos ( UEPS ou
PEPS) são mais indicados em cada um desses períodos.
Resposta: Manda ver minha filha! Vamos ver se consigo te explicar de
maneiram mais direta. Determinada custa hoje 1,00. No mês 2, 2,00, no mês 3, 3,00
e assim por diante. Estamos agora em um cenário de inflação galopante, o que é
excelente para alcançarmos as conclusões que precisamos.
A empresa compra sempre 100 unidades do bem por mês. Neste caso, eis os
gastos nos quais ela incorre:
Mês 1 - R$ 100,00
Mês 2 - R$ 200,00
Mês 3 - R$ 300,00

Ela está gastando cada vez mais para comprar o mesmo número de itens.
Então, a cada mês que passa, cada item individualmente falando fica mais caro.
Veja só:
Mês 1 - R$ 100,00 por 100 itens -> R$ 1,00 cada
Mês 2 - R$ 200,00 por 100 itens -> R$ 2,00 cada
Mês 3 - R$ 300,00 por 100 itens -> R$ 3,00 cada
Quando a mercadoria final saí do depósito e chega no cliente, concorda que
nem todo o preço pago por ela é lucro? Que ela custou alguma coisa?
Se a mercadoria sai por R$ 1000,00 do depósito, esses R$ 1000,00 inteiros
não são lucro. Tem o que foi gasto pra produzir a mercadoria, nosso Custo da
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Mercadoria Vendida, ou CMV, o qual deve ser subtraído do valor bruto, para
chegarmos ao lucro. Se vendi por R$ 1000,00 e gastei R$ 100,00, meu lucro é R$
900,00.
E agora vem a mágica: dependendo do método que utilizarmos, este CMV
vai ter valor maior ou menor.
Se, por exemplo, utilizando o método UEPS, eu vendesse uma mercadoria
que empregasse 100 unidades de material por R$ 1000,00, eu consideraria que os
itens que entraram por último no estoque compuseram o bem. Desta foram, 100
unidades de R$ 3,00 cada compõe um CMV de R$ 300,00, deixando nossa
empresa com R$ 700,00 de lucro.
Por outro lado, se utilizarmos o método PEPS, consideraríamos as unidades
mais antigas no estoque, que no caso, custam R$ 1,00 cada, totalizando um CMV
de R$ 100,00 e um lucro de R$ 900,00.
E agora vem a mágica fisco-contábil (Deus salve os concursos de fiscal): Se
eu utilizar o método UEPS em uma economia inflacionária, vou apurar CMV maior e
lucro bruto menor, gerando um pagamento de Imposto de Renda menor.
Por outro lado, se eu utilizar o método PEPS em uma economia inflacionária,
vou apurar um CMV menor e um lucro bruto maior, gerando uma base de cálculo de
Imposto de Renda maior.
As questões de concurso perguntam qual método mais vantajoso no sentido
de qual deles gera menos Imposto a recolher, o que já vimos, em uma economia
inflacionária, é o UEPS.
E só por curiosidade, a Receita Federal sabe muito bem disto, e não permite
a utilização do método UEPS para fins tributários. Quem quiser controlar o estoque
pelo método UEPS tem de manter um controle paralelo com outro método, para
atender ao Fisco.
5- Professor, Sobre Média Móvel Ponderada Exponencial (sei que é difícil de
cair na prova mas vamos lá):
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Por que esse método não deve ser utilizado quando o padrão de consumo
contém somente variações aleatórias em torno da média constante, ou quando o
padrão de consumo tiver tendência decrescente ou crescente ou for cíclico?
Resposta: Você abriu a caixa de Pandora :P. Isto é estatística pura aplicada,
e, atendendo a seu desejo, aí vai o tijolo :P.
A Média Móvel Ponderada Exponencialmente foi construída com um
propósito adicional: prever a aleatoriedade. Mágico! Significa que a fórmula
considera que parte da alteração do consumo foi devida a uma ou mais causas
conhecidas e previsíveis, e a outra parte se deveu a causas aleatórias.
Suponha que tivéssemos previsto um consumo de 10, mas que, na realidade,
o consumo foi de 8. Ok?
Pois bem, quando fizermos a nova previsão, caso acreditemos que o
consumo do próximo período será 10, concluiremos forçosamente que a alteração
de 10 para 8 ocorreu somente pela ação de variáveis aleatórias (afinal, nós estamos
mantendo nosso palpite anterior de 10, é improvável que o aleatório vá acontecer de
novo daquele jeito). Entretanto, se acreditarmos que o próximo consumo será
também de 8, estaremos pensando conosco: esta alteração se deveu somente pela
queda do consumo, sem participação de variáveis aleatórias. E aqui vem a grande
sacada: o método da média móvel ponderada exponencialmente considera que
apenas parte da variação se deve a mudança de padrão do consumo, sendo o resto
variação aleatória.
No nosso exemplo, como erramos por 2 unidades o consumo real, se
consideramos que 50% da variação é decorrente de aleatoriedade, nossa nova
previsão será de 9, pois a queda de 10 para 9 foi devido a alteração no padrão de
consumo, e a queda de 9 para 8 se deveu a causas aleatórias.
Respondendo sua pergunta agora:
Não deve ser utilizado quando o padrão de consumo contém somente
variações aleatórias: O método precisa de uma variação real no consumo para
funcionar, do contrário, não vai acusar alterações jamais. No nosso exemplo, ele
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sempre vai apostar em 10, pois acredita que toda alteração é inexplicável. Enfim, vai
zoar o brinquedo.
Quando o padrão de consumo tiver tendência decrescente ou crescente: A
tendência crescente vai dificultar bastante a aplicação da fórmula, pois dificilmente
conseguiremos estipular um valor fixo de alteração de consumo, afinal de contas, o
consumo em si está sempre mudando e, pior, sem a variável aleatória, que dá todo
o charme da média móvel exponencialmente ponderada. E nem precisamos utilizar
esta fórmula dolorosamente complicada num exemplo destes: a tendência crescente
ou decrescente pode ser apurada algebricamente, com um gráfico cartesiano.
Cíclico: Novamente, este tipo de movimentação dos dados não será
detectada pela fórmula, afinal, o fato de os dados se comportarem ciclicamente
acaba tirando deles a aleatoriedade, o ponto alto da fórmula.
E claro que o que fiz acima foi uma aproximação bastante simplificada do
método e de suas conclusões, mas acredito que deva ter clareado sua mente!
6 - Bom dia, professor...Em primeiro lugar gostaria de dizer que estou
gostando e aprendendo muito com as suas aulas, a sua metodologia é maravilhosa.
Pergunta: Em relação a questão 08 da pág.62 da aula 01, ela fala sobre a
análise ABC. Fiquei em dúvida , pois a resposta da mesma é a letra e,que diz que
todas as respostas estão verdadeiras...Entretanto, gostaria qeu o senhor me
esclarecesse sobre a letra a pois diz exatamente assim:
a)_Aos itens mais importantes de todos, segundo a ótica do valor ou da
quantidade, dá-se a denominação de itens classe A.
Em relação a isso entendi que a questão considera que os itens A são os
mais importantes tanto em relação ao valor quanto em relação á quantidade e
diante do que estudei ,não concordo, pois os itens A não são somente os mais
importantes em relaão ao valor??? Eles não saõ os que existem em menor
quantidade no estoque?? E por que a questão diz ( segundo a ótica do valor ou da
quantidade) isso não estaria errada classificar desta forma???
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Resposta: Calma minha cara, calma! :P
Quando apresento o tema da Classificação ABC a vocês na Aula 00, estou
preocupado em fazê-los compreender o início do raciocínio. De fato, itens da Classe
A tendem a existir em menor quantidade e tendem a concentrar maior valor dentro
do estoque com poucas unidades.
Já na Aula 01, quando ensino a vocês o método do cálculo da Curva, vocês
já estão prontos para algo mais. Pense comigo no seguinte exemplo:
- Existe uma peça na empresa cujo valor unitário de compra é de R$ 0,01.
Exatamente! Um único centavo é capaz de ser trocado por uma dessas peças. O
problema é a quantidade de peças necessárias a esta empresa: nada menos do que
400 bilhões de unidades do aludido material. Embora o valor unitário fosse,
originalmente, insignificante, o número assustador de unidades necessárias fez com
que este item, sozinho, concentrasse 4 bilhões de reais no estoque, promovendo-o,
indiscutivelmente à Classe A.
Se você voltar no capítulo da metodologia de cálculo, vai ver que eu digo: o
valor a ser considerado na curva não é o unitário, mas sim o do consumo do
período. E o consumo do período não é nada mais do que:
Custo x Unidades Demandadas.
Por esta razão, quando o enunciado diz que a ótica a ser adotada é a de
quantidade E valor, ele está, de fato, correto. Qualquer destas variáveis pode fazer
com que o consumo do período assuma proporções assustadoras.
Certo? Se não resolveu, pergunte de novo! (e quantas vezes achar melhor)
Pois bem, acabamos por aqui. Agora você verá um grupo de questões
comentadas, para ver como o assunto costuma aparecer em prova. Temos inclusive
questões recentíssimas, para provar para você que o assunto não só é simples,
como não tem muito que inventar.
Grande abraço.
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Questões Comentadas
Achei umas questões interessantes de outras bancas. E como tenho
predileção por caprichar na aula teórica, você verá que está pronto para resolver
qualquer questão de qualquer banca que apareça.
1. CESGRANRIO ANP 2008 A produção de bens requer o processamento de
elementos que serão transformados em bens finais ou produto acabado. O petróleo,
por exemplo, passa por diversos processos até sua utilização final por indústrias e
lares. Esses elementos que originam e desencadeiam todo o processo de
transformação recebem o nome de
a) matéria em processamento.
b) matéria em acabamento.
c) matéria-prima.
d) matéria acabada.
e) matéria semi-acabada.
Comentário: Pode haver certa dúvida quanto a escolher “matéria-prima” e
“matéria semiacabada”, mas o próprio enunciado se refere a elementos que “...
originam e desencadeiam todo o processo...”. Pois bem, se os elementos é que
dão origem ao processo, então estamos falando dos elementos mais básicos que
alimentam a produção, ou seja, as matérias-primas, alternativa (c).
2. ESAF 2013 - DNIT Considerando a metodologia ABC de administração
dos estoques, assinale a opção incorreta.
a) Uma das aplicações da metodologia é a utilização da curva como
parâmetro de informação sobre a necessidade de aquisição de mercadorias.
b) Na avaliação dos resultados da Curva, pode se identificar o giro dos itens
e o nível de lucratividade.
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c) A classificação por meio da curva ABC permite a identificação dos itens de
maior importância que são normalmente de maior número.
d) A curva ABC também pode ser utilizada para a definição de políticas de
vendas e o estabelecimento de prioridades.
e) A análise da curva ABC permite a definição dos recursos financeiros
investidos na aquisição de estoques.
Comentários: Tranquilíssima. A primeira coisa que vemos na definição da
classificação ABC (acredito que irá se lembrar dos gráficos):
Classe A: Itens mais importantes e em menor número
(Quantidade em geral, em torno de 20% dos itens).
Classe B: Itens em situação intermediária (30% dos itens).
Classe C: Itens menos importantes e em maior número
(Quantidade no geral, em torno de 50% dos itens).

O tio já explicou isso hoje: Itens de maior importância são itens existentes
em menor número. A classificação é construída segundo essa premissa, e tem
Classe A. Representam poucos
itens em estoque, mas são mais
importantes, porque repondem
pelo maior custo monetário.

Classe B. Quantidade média
de itens, grau médio de
importância.
Classe C. Maior número de itens,
mas de pouca significância
financeira.
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como propósito identificar os materiais que, por concentrarem grande parte do
investimento da organização em alguns poucos itens, devem receber atenção
redobrada pelo administrador de materiais.
Alternativa c).
3. ESAF 2013 - DNIT Um administrador que montar a curva ABC do seu
estoque. Recebe do seu gerente uma planilha na qual constam os valores de
investimento mensal acumulado de cada item conforme a tabela abaixo. Classifique
os itens da curva ABC, considerando os parâmetros A=72%, B=17% e C=10%.
Assinale a opção correta.

a) A - A - A - A - A - B - B - C - C - C
b) A - A - B - B - B - B - C - C - C - C
c) A - A - B - B - B - C - C - C - C - C
d) A - A - A - B - B - B - C - C - C - C
e) A - A - A - A - A - A - A - B - B - C

Comentários: Sensacional quando a banca dá aquela mãozinha né :P. A
ESAF já colocou os valores que ela deseja utilizar para a classificação ABC. Basta a
você seguir à risca o que ela quer.
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Como vimos na aula, este é um gráfico de frequência acumulada. Nos
exercícios de curva ABC, os itens mais importantes (que representam investimento
total mais significativo e concentrado em poucos itens) ficam logo no começo do
tabela.
Vamos ao enunciado: a classificação A será dada aos itens que representem
até 72% do investimento acumulado. Isto é exatamente igual à frequência
acumulada até o item 2. Itens 1 e 2 pertencem à classificação A, o que nos deixa já
de cara com duas alternativas para chutar (b) e c)). Mas você não precisa chutar (só
se for preguiçoso).
A próxima classificação corresponderá aos próximos 17%. Faça as contas:
Já temos 72 da classificação A. Se somarmos mais 17 da classificação B, temos
90%. Então, a frequência acumulada de 90% é a nossa próxima fronteira. Os itens
3, 4 e 5 estão com frequência acumulada até 90%, então, eles são, com certeza,
nossos materiais de classificação B. O material 6, por ultrapassar essa fronteira, já
não pode estar mais na classificação B, devendo aparecer na classificação C.
Assim, temos a resposta dada pela ESAF, alternativa c)
4. CESPE 2010 DETRAN-ES. No estoque de matéria-prima, armazenam-se
os itens produzidos que ainda não foram vendidos.
Comentário – No estoque de matérias primas estão os materiais recebidos
pelos fornecedores e que, no momento adequado, serão utilizados para produção
de mercadorias. Os produtos acabados (produzidos) ficam armazenados no
depósito
Item errado.
5. CESPE 2010 ABIN Agente – Área administrativa. No sistema de
estocagem livre, apenas os materiais de estocagens especiais são armazenados
em local fixo.
Comentário – No sistema de estocagem livre os materiais são armazenados
sem que se determine locais específicos para isto (vai pondo onde tiver espaço), a
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exceção é para o caso de materiais que demandam uma armazenagem em local
fixo, a exemplo dos materiais inflamáveis.
Item correto.
6. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. Para o sistema de
estocagem livre, a melhor opção de reabastecimento é o sistema de reposição
periódica, que consiste em disparar o processo de compra quando o estoque de um
certo material atinge um nível previamente determinado.
Comentário – O sistema de estocagem livre dificulta o controle de
estoque de certo material específico, pois os materiais estão dispostos livremente
conforme os espaços físicos que vão ficando disponíveis. Além disso, a reposição
periódica, como o próprio nome diz, consiste em repor de tempo em tempo um
determinado material, independentemente da análise do seu nível de estoque.
Item errado.
7. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. A forma centralizada é
sempre mais vantajosa que a forma descentralizada, à medida que facilita o controle
sobre os itens do estoque e a execução de inventários.
Comentário – O sistema de estoque centralizado terá vantagens, mas
também terá desvantagem em relação ao sistema descentralizado. Embora o
sistema centralizado facilite o controle e a execução de inventários, o sistema
descentralizado tem, por exemplo, a vantagem de colocar os estoques mais
próximos ao local em que será demandado. Uma empresa ao descentralizar seus
estoques aproxima os materiais do local em que será utilizado, é algo bastante
importante para empresas que possuem filiais. Item Errado.
8 TJ-SC - 2011 - TJ-SC - Analista Administrativo A “Análise ABC” é uma
das formas mais usuais de se examinar estoques. Sobre a Análise ABC
é correto afirmar:
a) Aos itens mais importantes de todos, segundo a ótica do valor ou
quantidade, dá-se a denominação itens classe A.
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b) Não existe forma totalmente aceita de dizer qual o percentual do total dos
itens que pertencem à classe A, B, ou C.
c) Aos itens menos importantes de todos, segundo a ótica do valor ou
quantidade, dá-se a denominação itens classe C.
d) Consiste na verificação, em certo espaço de tempo, do consumo do
estoque, em valor monetário ou quantidade.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
Comentário: Ótima questão para revisar a matéria, embora também seja
uma ótima questão para recorrer. Mas enfim, a resposta certa é a letra e). Todos os
conceitos apresentados nas alternativas estão corretos.
Já falamos que os itens da classe A tem importância maior na metodologia
ABC. Também vimos que embora exista um parâmetro que podemos utilizar para
calcular os percentuais dos itens conforme a classe, aquele que utiliza o método é
livre para escolher a porcentagem que quer usar, desde que não subverta os
objetivos da curva (poucos itens correspondem à maior parte do valor do estoque)
Os itens da Classe C de fato tem menor importância na classificação.
Pelo que eu expliquei na metodologia de calculo da curva, ao desenhar a
curva, você precisará verificar durante um período o consumo do estoque, o seu
valor e a quantidade dos itens. Assim, todas as alternativas estão corretas. Letra e)
9 CESPE - 2012 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Ao se classificar um
almoxarifado com base na classificação ABC, os itens mais volumosos e que
agregam pouco resultado para a organização devem ser incluídos na(s) classe(s)
a) A e C.
b) B e C
c) A.
d) B.
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e) C.
Comentário: Já deu para sacar que a CESPE não é muito criativa :P. Eles
descreveram, copiando sem medo e vergonha nenhuma, a definição dos itens da
Classe C: itens muito volumosos e que agregam pouco resultado para a
organização. Não dá nem para comentar :P. Alternativa e)
10. CESPE 2010/DETRAN-ES/Assistente Técnico de Transito. O alto giro
dos estoques é comumente visto como um fator positivo na administração de
materiais.
Comentário – Quanto maior for o giro de estoques de uma empresa, melhor
o aproveitamento de seus recursos, e assim, melhor a sua situação patrimonial.
Repare na fórmula: o item "estoques" é o denominador da fórmula, ou seja, quanto
menor o valor assumido por ele, maior o resultado final (na fórmula, o "giro do
estoque"), assim, "R" assume valor maior quando "estoques" for um valor pequeno.
R= custo de vendas / estoques.
Item correto.
11. CESPE 2010/MPS/Área Administrativa. O método da média móvel
ponderada, utilizado para previsão de consumo, atribui pesos iguais aos valores
referentes aos períodos de consumo.
Comentário – falamos de três modos de se prever o consumo: ¹o baseado
no último período, o da média móvel e o da média móvel ponderada.
Quanto à média móvel ponderada, esta se diz ponderada justamente porque
atribui pesos diferentes para determinados períodos analisados.
Item errado.
CESPE 2009/ANTAQ/Técnico Administrativo. A respeito de administração
de materiais, julgue os itens subsequentes.
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12. UEPS (último que entra primeiro que sai) e PEPS (primeiro que entra
primeiro que sai) são métodos utilizados para realização de uma avaliação de
estoques.
Comentário – Questão sem maiores dificuldades de resolução. A banca
poderia tentar confundir os métodos de previsão de consumo com avaliação de
estoques, por exemplo.
Os métodos, Média, PEPS, UEPS, além do método do Custo de Reposição,
são métodos de avaliação de estoques.
Item correto.
13. Uma vantagem de se adotar a centralização do processo de compras é a
obtenção de maior controle de materiais em estoque.
Comentário – conforme foi destacado na parte teórica da aula, o maior
controle de materiais é justamente uma das vantagens da centralização do processo
de compras.
Item correto.
CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Com relação a administração
de materiais, julgue os itens.
14. A forma centralizada de estocagem é sempre mais vantajosa do que a
forma descentralizada, à medida que facilita o controle sobre os itens do estoque e
a execução de inventários.
Comentário – Na administração de matérias as formas e metodologias
apresentarão vantagens e desvantagens. É um erro afirmar que algo sempre será
mais vantajoso.
Item errado.
CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Com relação a
administração de materiais, julgue os itens.
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15. São funções dos estoques: garantir o abastecimento de materiais à
empresa, neutralizando eventuais atrasos no fornecimento ou sazonalidades no
suprimento, e proporcionar economia de escala.
Comentário – Isto foi citado na parte teórica da aula. A questão é bastante
didática, trazendo as funções dos estoques. Pode memorizar sem medo.
Item correto.
16. CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Entende-se como custos
dos estoques, a soma do custo de armazenamento e o custo de pedido.
Comentário – Isto é representado pela fórmula:
Custo dos estoques = custo de armazenamento + custo de pedido.
Item correto.
CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. No que se refere a
administração de estoques, julgue os seguintes itens.
17. O giro dos estoques é representado pela razão entre o valor consumido
no período pelo valor do estoque médio no período e mede quantas vezes, por
unidade de tempo, o estoque se renovou.
Comentário – A rotatividade de estoques, esta nada mais é do que uma
avaliação que é feita comparando dois números do processo produtivo: o do
estoque e o do custo de vendas em período (valor consumido). E lembre-se:
IMPORTANTE: “Quanto maior for o número da rotatividade, melhor será a
administração logística da empresa, menores serão seus custos e maior será a sua
competitividade.” (grifos nossos)
Item correto.
18. CESGRANRIO BACEN 2010 Considere as informações e a tabela a
seguir para responder à questão. A tabela apresenta o conjunto de itens em estoque
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de uma empresa que utiliza a classificação ABC. Os limites assumidos pela
empresa são:
- maior ou igual a 70% - o item é considerado classe A;
- entre 11% e 69 % - o item é considerado classe B;
- menor ou igual a 10% - o item é considerado classe C.

Cód do
Item
Valor Unit
(R$)
Valor Movimentado Anualmente
(R$)
1 500,00 3.000,00
2 50,00 9.000,00
3 2,50 30.000,00
4 1,00 800,00
5 20,00 1.000,00
6 500,00 40.000,00
7 2.000,00 2.000,00
8 3.000,00 6.000,00
9 100,00 5.000,00
10 10,00 3.200,00
TOTAL 100.000,00

Os itens classe A são
a) 7 e 8.
b) 3 e 6.
c) 2, 3 e 6.
d) 3, 4 e 10.
e) 1, 6, 7 e 8.
Comentário: Hora de deixar o tio feliz. Seguindo a metodologia ensinada em
aula, você deverá ser capaz de montar a seguinte tabela:


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Cód. do
Item
Valor Unit. (R$) Valor Movimentado Anualmente (R$)
Critério
ABC
Parâmetro
6 500 40.000,00
A Maior ou igual a 70%
3 2,5 30.000,00
2 50 9.000,00
B Entre 11% e 69% 8 3.000,00 6.000,00
9 100 5.000,00
10 10 3.200,00
C Menor ou igual a 10%
1 500 3.000,00
7 2.000,00 2.000,00
5 20 1.000,00
4 1 800
TOTAL 100.000,00

Temos, então, que os itens 6 e 3 estão justamente dentro do parâmetro da
classe “A”, de valor igual ou maior do que 70% (somatória de valor maior ou igual a
R$70.000,00). Letra b)
Aqui vão algumas dicas importantes para que você não escorregue na casca
de banana:
- Preste atenção na movimentação financeira dos itens, a não ser que a
questão indique expressamente outro critério. Muitas questões possuem o número
de itens movimentados e um candidato incauto cairá nesta armadilha;
- Não se esqueça de ordenar decrescentemente os itens em relação ao valor
total em um período. O que importa é o quanto o item gerou de movimentação
(financeira) no período e não o seu valor unitário. O que gera mais valor, um item de
R$ 4.000 e que vendeu uma unidade, ou um item de R$200 que vendeu 30
unidades? (Ainda lembra das borrachas?).
- Não há o que complicar na hora de separar os itens nas classes A, B e C.
Infelizmente, a explicação que ficava aqui estava confundindo demais meus caros
alunos. Tanto que resolvi reescrevê-la. Os itens todos juntos somam R$ 100.000,00,
certo? Então, cada unidade de R$ 1000,00 representará 1% do valor do estoque.
Os itens da classe A concentram 70% do estoque, ou seja, valem juntos R$
70.000,00. São os itens 6 e 3 juntos.
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A pegada e principal razão de eu gostar de manter esta questão no caderno
é o próximo item: intervalo entre 11% e 69% do valor. Pois bem, o examinador aqui
resolveu usar outras palavrar para definir o intervalo correspondente aos itens B.
Basicamente, ele diz aqui que os itens da classe B são aqueles que superam o valor
dos primeiros 10% dos itens de mais baixo valor em estoque (ou R$ 10.000,00 em
valor) sem ultrapassar o limite inicial da classe A (R$ 70.000,00). É mais uma
maneira de deixa-los preparados para imprevistos :P.
É difícil até de imaginar os tais intervalos, mas por que, ao invés disso, não
miramos nossa atenção nos itens da classe C, que representam 10% do valor em
estoque, começando dos itens com mais baixo valor? Afinal, se eu achar a classe A
e a classe C, terei achado a classe B.
- Não perca tempo calculando classes que não são solicitadas na questão.
Achou a Classe A e a questão só quer isso, esqueça o resto :P.
- Arredondai meus filhos!
19. CESGRANRIO BACEN 2010 Uma empresa que usa o modelo de
reposição contínua na gestão de estoques tem um consumo médio de um item em
estoque de 1.000 unidades por mês e mantém um estoque de segurança de 100
unidades. Supondo que o prazo de entrega, após a colocação do pedido, é de 10
dias úteis, que as compras são feitas em lotes de 5.000, e considerando 20 dias
úteis por mês, qual é a quantidade do ponto de pedido?
a) 50
b) 500
c) 600
d) 1.000
e) 5.000
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Comentários: esta questão é de aplicação da fórmula de “Ponto de Pedido”.
Antes de apresentarmos a fórmula, temos que saber bem duas variáveis que a
compõem:
- Ponto de Pedido (PP) ou Ponto de Ressuprimento (PR) ou Ponto de
Encomenda (PE): é o nível de estoque que, ao ser atingido, indica o momento de
realizar o pedido para a sua reposição, tendo em vista a demanda que se aproxima.
- Estoque de Segurança (ES): é o nível de estoque que corresponde a uma
segurança contra imprevistos, sobretudo em termos de atrasos no ressuprimento
(além do tempo previsto), problemas de qualidade do produto pedido, ou aumento
de demanda além do inicialmente previsto.
Vamos, então, à correção da questão. A fórmula do Ponto de Pedido (PP) é a
seguinte:
Ponto do pedido (PP) = Consumo médio do material X Tempo de
Reposição do material+ Estoque Mínimo do material.
Segue o quadro dos itens da fórmula:
Item da Fórmula Definição
Ponto de Pedido
(PP)
É a quantidade de um determinado produto
em estoque que, sempre que atingida, deve
gerar um novo pedido de compra. Com esta
quantidade, a empresa deve ser capaz de
continuar a produzir até que os novos produtos
encomendados cheguem
Tempo de
Reposição
É justamente o tempo entre o pedido e a
chegada do material no almoxarifado. Pode
ser chamado também de Lead Time. Aqui
deve ser levado em consideração o tempo e
processamento do pedido, providencias do
fornecedor e o próprio recebimento pela
empresa
Estoque Mínimo
ou de Segurança
(ES)
Trata-se do estoque adicional, a margem de
segurança que a empresa tem para se
proteger de atrasos na reposição, ou
aumentos imprevistos no consumo
Consumo Médio
É a quantidade de produto consumido por
unidade de tempo pela empresa. Por isso
multiplicamos pelo tempo de reposição.
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Pela fórmula, logo temos a noção de que, ao fazermos um pedido, se a
empresa utiliza o estoque de segurança, este deve ser considerado dentro do
pedido, já que ela toma precaução para evitar imprevistos no ressuprimento.
A questão nos forneceu todos os dados para resolver a questão:
Consumo médio mensal: 1.000 unidades
Estoque de Segurança: 100 unidades
Tempo de reposição: 10 dias úteis
1 mês = 20 dias úteis
Antes de prosseguirmos, devemos prestar atenção às unidades de tempo.
Cuidado para não misturar mês com dias. Veja como ficaria da forma errada:

PP = ES + (Cm x Tr)
PP = (100 unidades) + [(1000 unidades/mês) x (10 dias úteis)]
PP = 100 + 10.000
PP = 10.100 unidades (ERRADO)
Agora, não esquecendo de utilizar as mesmas unidades (ou só mês ou só
dia):
PP = (100 un) + [(1000 un/20 dias úteis) x (10 dias úteis)]
PP = 100 + [50 x 10] = 100 + 500
PP = 600 unidades (CORRETO – letra “c”)
20. CESPE 2010 ABIN Em relação à administração de recursos materiais,
julgue o item a seguir. Considere a seguinte situação hipotética.
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Em um hospital, o médico de plantão, em 13/10/2010 prescreveu o
medicamento A para determinado paciente. Em 14/10/2010, um segundo médico
prescreveu, para o mesmo paciente, embora não tenha havido qualquer alteração
em seu quadro clínico, o medicamento B, que apresenta a mesma indicação e o
mesmo efeito do medicamento A.
Nessa situação hipotética, do ponto de vista exclusivo da gestão de
materiais, a adoção de apenas um dos medicamentos pelo hospital facilitaria sua
normalização.
Comentário: Do jeitinho que expliquei na aula 00. Quer ver:
- Simplificação: consiste em reduzir a grande variedade de itens
existentes quando eles tem a mesma finalidade. Por exemplo, se a empresa tem
dois materiais que fazem exatamente a mesma coisa, seria bom escolher a penas
um deles. Isso facilitará a normalização.
- Normalização: todo material tem um propósito. Serão descritas todas as
suas diversas aplicações nesta etapa.
Pois bem, quando os medicamentos A e B possuem a mesma ação e mesmo
resultado, sendo receitados para o mesmo caso clínico, seria interessante que a
organização simplificasse seu estoque, elegendo apenas um dos materiais para
atendimento da demanda dos pacientes. Esta etapa é a chamada Simplificação.
Preste bem atenção: o enunciado descreveu o processo de simplificação.
Mas, ao realizar este procedimento, o hospital terá facilitado (foi a palavra usada
pela banca) a normalização do material (descrição de suas características).
Item Certo
21. CESPE - AJ TST/Administrativa/"Sem Especialidade"/2008 Com base
nos conceitos e aplicações relacionados à administração de recursos materiais,
julgue o item a seguir.
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Para trabalhar com estoque mínimo, é fundamental conhecer o tempo de
reposição, que começa com a constatação da necessidade de reposição e termina
com a entrega do material, compreendendo o ciclo de produção do fornecedor.
Comentário:
Olha o pedaço do quadro de novo:
Item da Fórmula Definição
Tempo de
Reposição
É justamente o tempo entre o pedido e a
chegada do material no almoxarifado. Pode
ser chamado também de Lead Time. Aqui
deve ser levado em consideração o tempo e
processamento do pedido, providencias do
fornecedor e o próprio recebimento pela
empresa

E é desse jeito mesmo que a CESPE ensinou: começa com a constatação
da necessidade de reposição e termina com a entrega do material, compreendendo
o ciclo de produção do fornecedor.
Item Certo
22. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO
EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Julgue o item seguinte, relativo à classificação de
materiais, gestão de estoques e compras.
Em períodos inflacionários elevados e duradouros, o método de avaliação de
estoques mais indicado é o PEPS (FIFO).
Comentário: questão excelente para concurso de Fiscal :P. Quando o
enunciado sugere que haveria um método “mais indicado”, está querendo que você
aponte o método que, se adotado, resulte em maior Custo de Mercadoria Vendida e
menor Lucro apurado pela empresa.
Relaxa que isto é só uma artimanha contábil :P. A empresa não está tendo
menos lucro, apenas apurando menos lucro, e assim, recolhendo menos
Imposto de Renda.
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Os períodos inflacionários de preços são caracterizados por épocas na qual o
preço das mercadorias aumenta ao longo do tempo
Veja a tabela abaixo:

No dia 01/01/2012, compramos mercadorias por R$ 1,00, e no dia
03/02/2012, por R$ 1,50.
Vamos supor (e vou simplificar bastante a coisa aqui) que minha organização
venda 2 unidades do referido bem.
Se adotarmos o método PEPS, o custo da mercadoria vendida (CMV, que no
nosso exemplo, será tão somente o custo de entrada do bem) será de R$ 2,00 (pois
estaria vendendo as primeiras unidades do estoque). Porém, se adotarmos o
método UEPS, a organização venderá as unidades mais recentes, apurando CMV
de R$ 3,00.
Quando a empresa for fechar o balanço, ela fará: Vendas – Custo da
Mercadoria Vendida = Lucro apurado na operação.
Como o Imposto de Renda incide sobre o acréscimo patrimonial, se a
empresa utilizar o método UEPS, estará aumentando o valor do CMV na equação, e
assim, reduzindo a carga tributária.
Só que a Receita Federal não aceita este método de apuração, razão pela
qual, estamos tratando aqui apenas de teoria.
Item Errado.
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23. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO
EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Considere que um item de determinado estoque
seja consumido na média de 15 unidades por mês e que o tempo de reposição
desse item seja de dois meses. Nessa situação hipotética, dada a necessidade de
se garantir o estoque mínimo para dois meses de consumo, o ponto de pedido será
igual a 60.
Comentário: Apliquemos a fórmula meus caros:
Ponto do pedido (PP) = Consumo médio X Tempo de Reposição +
Estoque Mínimo
Para
Consumo Médio = 15 por mês
Tempo de Reposição = 02 meses (unidade de tempo igual a do consumo
médio, então, não há necessidade de conversão)
Estoque Mínimo = o enunciado quer margem de dois meses. Como se
consomem 15 unidades por mês, o estoque mínimo precisa ser de 30 unidades.
PP = 15 x 2 + 30 = 60 unidades
Tranquilíssimo. Item Certo
CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA Acerca da administração
de recursos materiais e patrimoniais, julgue o item a seguir.
24. Para a construção da curva ABC dos itens de estoque, são necessários
os seguintes dados: os consumos dos itens e os respectivos preços de aquisição ou
preços médios devidamente corrigidos para uma mesma data.
Comentário: Já falamos da curva ABC na aula, e até de seu detalhamento.
Preste atenção ao que foi necessário: precisávamos saber o preço de aquisição dos
itens e seu consumo (para estabelecer a importância relativa de cada item,
considerando seus totais). Agora o que talvez você não soubesse, e vai descobrir
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agora: se não for viável apurar o preço de aquisição de cada item individualmente,
utilizamos o preço médio. Imagine se fossemos apurar o custo unitário de cada um
dos 500.000 parafusos adquiridos pela organização desde 1999. Seria uma zona :P.
Alias, mencionei isso lá em cima: os métodos PEPS, UEPS e Custo Médio
existem justamente para chegarmos em uma aproximação do preço do item, sem
tanto esforço. Item Certo.
25. O sistema de duas gavetas para controle de estoques é um método
simplificado do sistema de reposições periódicas.
Comentários: Não confundamos as coisas. O sistema das reposições
periódicas, como nós já vimos em aula, busca estabelecer intervalos temporais
rigorosamente iguais entre as reposições. O sistema das duas gavetas é um método
bem mais simples, que simplesmente enche duas gavetas de materiais e, assim que
a primeira esvazia, começamos a pegar materiais da segunda :P (professores de
cursinho tem de ver as coisas com um pouco mais de singeleza, se achou que fui
muito simples aqui, pode voltar no tópico da aula que está BEM mais completo).
Olha aqui:
Reposições Periódicas




Duas Gavetas
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Item Errado.
26. Os materiais processados ao longo das diversas seções que compõem o
processo produtivo da empresa são denominados matérias-primas.
Comentário: Lembrai-vos das definições da Aula 00:
Matérias-primas – são aqueles materiais que normalmente são obtidos dos
chamados fornecedores, são aqueles materiais básicos e necessários para o
processo produtivo, seu volume está diretamente ligado à quantidade de
produtos acabados.
Materiais em processamento – São aqueles que já não são mais
matérias-primas, mas que ainda não são um produto acabado, são materiais que
ainda estão sendo utilizados na confecção de produtos, estão em uma fase
intermediária, e desta forma, já não se encontram no almoxarifado.
Materiais semiacabados – São aqueles que estão em um estágio um
pouco mais avançado do que os materiais em processamento, estão
parcialmente acabados, faltam poucas etapas do processo produtivo para
tornarem-se produtos acabados.
Materiais acabados (ou componentes) – São peças isoladas que serão
componentes do produto final.
Produtos acabados – São aqueles que já passaram por todo processo
produtivo, estão prontos e acabados. São os produtos que são oferecidos aos
clientes.
Gaveta A (estoque
normal de
atendimento)
Gaveta B (estoque
reserva + estoque de
segurança)
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A partir do momento que o material entra na cadeia produtiva da empresa,
para fins de ARM, ele não é mais matéria-prima, podendo corresponder a qualquer
um dos três estágios seguintes: Materiais em processamento, Materiais
semiacabados e Materiais acabados (ou componentes).
Item Erado
27. CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA A respeito de
estocagem, distribuição e transporte de materiais, julgue o item que se segue.
Uma empresa necessita estocar 30.000 caixas de determinado item em pallets.
Considerando-se que cada pallet comporte apenas 50 caixas e que cada posição do
almoxarifado possua dois pallets, é correto afirmar que serão necessárias 300
posições para a estocagem das caixas.
Comentário: Eu bem que podia ter colocado esta questão na aula seguinte.
Mas acredito que você está com a cabeça fresca com números nesta aula (e
provavelmente só nessa :P). É pura conta meu filho:
Cada pallet comporta 50 caixas e eu tenho 30.000 delas. Vamos descobrir
quantos pallets preciso:
30.000/50 = 600 pallets.
Muito bem. Chamaremos de “posições” o espaço ocupado no chão pelas
pilhas (desconsiderando o espaço aéreo). Por exemplo: se eu pudesse empilhar os
600 pallets em uma única pilha, eles ocupariam a mesma posição.
Pena que eu não posso :P. Conforme o enunciado especificou, cada posição
comporta dois pallets:
600/2 = 300 posições.
Item Certo.
28. CESGRANRIO 2010 BACEN O departamento de administração de
materiais de uma empresa recebeu 5.000 requisições no ano de 2009, sendo que
cada requisição teve uma média de 1,8 itens. Sabendo que 7.650 itens foram
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entregues dentro do prazo, qual foi o nível de serviço de atendimento do
departamento, em percentual?
(Obs: use arredondamento para uma casa decimal)
a) 90,0%
b) 85,0%
c) 80,0%
d) 65,4%
e) 55,5%
Comentários: Mais uma questão de pura matemática. Se a organização foi
demandada em 5.000 requisições no ano, e cada requisição teve média de 1,8
itens, então, no total foram (5.000 x 1,8 itens) = 9.000 itens requisitados.
Vamos à fórmula vista em aula:
Ni:cl Jc Scr:iço =
Nº Jc Rcquisiçõcs otcnJiJos
Nº Jc Rcquisiçõcs c¡ctuoJos

Se 7.650 itens foram entregues no prazo, então são 7.650 do total de 9.000,
o que dá a razão de (7.650 / 9.000) = 0,85 ou 85%.
Resposta: letra “b”.
29 - CESPE 2013/SERPRO/Técnico Administrativo Os computadores
armazenados de forma improdutiva durante seis meses em um depósito são
caracterizados como estoque.
Comentários: Cuidado com pegadinhas como esta. Seu professor caiu nela
da primeira vez que fez esta prova, e já alerta que você também poderá cair :P.
Pense no estoque. Tudo que está estocado está, de certa maneira, armazenado de
forma improdutiva. São materiais que não estão sendo utilizados no processo
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produtivo, e assim, por definição, não estão sendo aproveitados. É da natureza do
estoque ser improdutivo, pois, como vimos na Aula 00 e 01, o Diretor Financeiro
está desesperado para eliminá-lo.
Item Certo
30. CESPE 2009/ANATEL/Técnico Administrativo. Há relação diretamente
proporcional entre o custo de armazenagem e a quantidade de produtos existente
em estoque. No entanto, quando o estoque estiver zerado, ainda assim haverá um
mínimo de custo de armazenagem.
Comentário – O espaço físico ocioso de uma empresa e o maquinário de
movimentação de materiais geram custos de manutenção, deste modo, mesmo
que o estoque esteja zerado haverá um custo mínimo de armazenagem.
Item correto.
31 FGV - 2010 - CAERN - Engenheiro de Produção Uma das qualidades do
JIT é
a) o aumento gradual dos estoques
b) sempre produzir mais que a demanda
c) poder se adaptar facilmente à produção diversificada de produtos
d) a otimização de todo o sistema de manufatura.
e) poder criar lead times cada vez mais extensos.
Comentário: Questão dada de graça :P. Nós vimos isto em gerenciamento
de estoques. O JIT busca diminuí-los a zero, e isto só será possível com a
otimização de todo o sistema de manufatura. Letra d)
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CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo Com base no gráfico acima, que
ilustra a curva ABC do almoxarifado de determinada empresa, julgue os próximos
itens.
32 Na figura, a curva ABC representa uma situação em que não há nenhuma
concentração.
Comentários: Questão típica de interpretação de gráfico.
Para ficar mais fácil de visualizar, vou inventar algumas medidas neste
mesmo gráfico, para que você entenda o conceito de “concentração”:
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Não fico bonito, mas também não era esse o objetivo :P. Bom, observe que o
deslocamento da curva ao longo do eixo X não consegue nem mesmo beirar as 10
unidades de material sem que antes o eixo Y tenha atingido 70 unidades de valor,
avançando quase verticalmente.
Isto indica que pouquíssimos itens (no nosso exemplo, menos de 10
unidades) concentram quase todo o valor de estoque (mais de 70 unidades de
valor), o que contraria a conclusão do enunciado sobre a ausência de concentração.
Era esta conclusão que o enunciado queria que você alcançasse.
Item Errado.
33 Infere-se corretamente do gráfico que o valor financeiro unitário dos itens
de classe A é pelo menos dez vezes superior ao valor unitário dos itens de classe C.
Comentários: O gráfico, embora apresente os eixos valor e número de itens,
não apresenta quaisquer valores unitários para estas medidas. Já ficaria difícil
inferir qualquer coisa do gráfico sem valores unitários para comparar.
Mas tem mais um ponto interessante: a curva ABC é construída com base
em valores totais de consumo, não unitários, razão pela qual o dado "valor unitário"
não aparece no gráfico, e jamais poderia ser deduzido a partir dele.
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Item Errado.
34 A ordenação correta dos itens na abscissa do gráfico em questão, da
esquerda para a direita, é a seguinte: itens da classe C, seguidos dos itens da
classe B e, finalmente, os itens da classe A.
Comentários: Não né meu caro? :P. Este gráfico foi construído seguindo a
metodologia da Curva ABC, vista em aula. E é justamente por seguir esta
metodologia que a curva tem este desenho (começa vertical, e vai se tornando
gradualmente uma linha horizontal).
Isto indica que os primeiros itens a aparecerem no gráfico são os itens da
Classe A (muito deslocamento no eixo vertical e pouco no eixo horizontal),
avançando-se para os itens da Classe B e, ao final, os da Classe C.
Item Errado.
35 - CESPE 2013/SERPRO/Técnico Administrativo O ponto de compra de
chips de uma empresa de computadores é determinado pelo momento em que o
estoque de chips atinge a quantidade mínima no estoque, devendo-se acionar,
assim, o almoxarife para solicitar o envio de uma nova remessa.
Comentários: Ponto de Pedido é o momento que, quando atingido, provoca
um novo pedido de compra, em função do consumo médio, do tempo de reposição
e do estoque mínimo. É definido pela seguinte equação:
Ponto do pedido (PP) = (Consumo médio X Tempo de Reposição) +
Estoque Mínimo. Segue o quadro dos itens da fórmula:
Item da
Fórmula Definição
Ponto de Pedido
(PP)
É a quantidade de um determinado produto em
estoque que, sempre que atingida, deve gerar
um novo pedido de compra. Com esta
quantidade, a empresa deve ser capaz de
continuar a produzir até que os novos produtos
encomendados cheguem
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Tempo de
Reposição
É justamente o tempo entre o pedido e a
chegada do material no almoxarifado. Pode ser
chamado também de Lead Time. Aqui deve ser
levado em consideração o tempo e
processamento do pedido, providencias do
fornecedor e o próprio recebimento pela
empresa
Estoque Mínimo
ou de Segurança
(ES)
Trata-se do estoque adicional, a margem de
segurança que a empresa tem para se proteger
de atrasos na reposição, ou aumentos
imprevistos no consumo
Consumo Médio
É a quantidade de produto consumido por
unidade de tempo pela empresa. Por isso
multiplicamos pelo tempo de reposição.

Para os mais desconfiados, o ponto de compra tem o mesmo significado de
ponto de pedido.
Só tem um problema: o que expliquei acima era o raciocínio da banca antes
dos recursos. Esta questão em específico teve seu gabarito original alterado.
Vejamos a justificativa:
"Entende-se que "estoque mínimo" e "ponto de compra, de pedido ou de
ressuprimento" são momentos diferentes, fato que diverge do gabarito
anteriormente divulgado. Dessa forma, opta-se pela alteração do gabarito.".
A justificativa da banca está no aspecto conceitual dos termos. De fato, o
termo “estoque mínimo” já tem uma definição própria na matéria e, no entender da
banca, não era uma expressão que poderia ter sido utilizada como sinônimo de
Ponto de Pedido, embora, de fato, o ponto de pedido costuma ocorrer quando o
estoque atinge um nível mínimo pré-definido.
Item Errado.
36 - CESPE 2013/SERPRO/Técnico Administrativo O almoxarife deverá
calcular a quantidade de prateleiras e o espaço físico requerido no almoxarifado
com base no estoque máximo.
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Comentários: Imagine se a empresa resolve, do nada, adquirir um super lote
de plutônio a preço promocional no mercado negro. O almoxarife, se utilizasse
qualquer critério que não o estoque máximo na arrumação do almoxarifado, se veria
sem espaço para guardar os materiais, mesmo que, em tese, o dito local tivesse
como armazená-los se fosse melhor organizado.
Por estas razões, nosso nobre almoxarife deve ter em mente sempre o
estoque máximo (salvo determinação em contrário da empresa) suportado pelo
almoxarifado.
Era nisso que eu acreditava, entretanto, a CESPE não compartilha meu
ponto de vista :P.
A questão gerou bastante polêmica, entretanto, agora que temos o resultado
dos recursos em mãos, não compensa mais ficar brigando (embora eu deixe
consignado meus protestos :P). O raciocínio da banca levou em consideração que
precisamos analisar vários fatores para fixar o número de prateleiras em um
almoxarifado, e não apenas o estoque máximo.
Talvez o tamanho das embalagens recomende menos prateleiras, só que
prateleiras maiores, a quantidade de material que costuma transitar pelo
almoxarifado não chega próximo do estoque total em tese, enfim, o ponto de vista
da banca (que devemos aprender a utilizar), é que o cálculo não deve levar em
conta o estoque máximo, mas um conjunto vasto de variantes que influenciam no
cálculo. Eu também não estou feliz, mas fazer o que né :P
Item Errado


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CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo Considerando a tabela acima,
que ilustra o perfil de reposição de determinado item de consumo, julgue os itens
que se seguem.
37 CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo O método de reposição
utilizado é ideal para itens de alto valor de compra, de consumo excessivamente
variável e de fácil reposição.
Comentários: Está na hora de você pensar como gestor. Observando a
tabela, notamos que toda vez que surge a necessidade de aquisição de materiais, a
empresa compra exatamente o número de unidades necessárias, e nenhuma única
unidade a mais, de maneira a não formar estoque.
Por que raios uma empresa se arriscaria a comprar apenas o que precisa,
operando sempre sem estoque. Das duas uma: ou isto não é um risco, ou o risco
compensa os custos. E o enunciado nos inundou de hipóteses para ambos os lados
:P.
Estoque é custo. Isto já sabemos. Tenha isto em mente quando analisarmos
os próximos itens:
- Item de alto valor de compra: o material é simplesmente muito caro. Desta
forma, ao efetuarmos sua compra, estaremos imobilizando boa parte do capital, que
poderia ser utilizado para outros investimentos. Agora, imagine comprar um item
caríssimo para encostá-lo no estoque durante alguns meses. O dinheiro gasto nele
poderia ter sido gasto em outras coisas, gerando receita, e poderíamos ter deixado
para comprar o item apenas quando precisássemos dele;
- Consumo excessivamente variado: Ok, o item pode ser caro, mas talvez eu
faça uso constante e previsível dele, o que justifica uma compra um pouco maior. O
enunciado já me tira esta possiblidade :P. Se o consumo é variado, como vou saber
se realmente preciso daquele item estocado. Vou usar amanhã? Mês que vem?
Nunca? E esta indefinição significa dinheiro parado por tempo indeterminado, o que
é um pecado :P.
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- Fácil reposição: Tá vai, é caro, não sei quando vou precisar, mas o produto
é difícil pacas de achar no mercado, então, talvez quando eu precisar dele, não terei
onde comprar. Mas a CESPE estava de muito bom humor: o item é de fácil
reposição. Porque, meu Deus, você, gestor de materiais de uma empresa, estocará
um item, imobilizando capital, se, quando precisar dele, só terá de ir na banquinha
da esquina fazer a compra, ou ligar para um dos 400 fornecedores disponíveis que
farão a entrega no dia seguinte, em qualquer quantidade demandada, por uma
pechincha? Novamente, estamos jogando dinheiro na Grande Fornalha.
Item Certo.
38 CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo Sendo o item em questão
matéria-prima e supondo-se que, nas semanas 1 e 2, o valor unitário de aquisição
do item tenha sido de R$ 2.000,00 e, na semana 4, de R$ 2.200,00, então o valor do
estoque desse item na semana 4, antes do processamento do material, terá sido de
R$ 17.600,00.
Comentários: Olha só, sua banca podia ter sido cruel, e não foi.
Questãozinha de matemática tranquila:
Semana 1: 30x2000 = 60.000 -> Hein!? Já ia levar rasteira :P. A empresa
consome os materiais na mesma semana, deixando saldo 0 no estoque. Então, o
correto seria:
Semana 1: 0x2000 = 0
Semana 2: Mesma coisa, os materiais não duram o suficiente para chegar na
semana 4, assim -> 0x2000=0
Semana 4: Preste atenção agora: a avaliação do estoque é feita antes do
processamento dos materiais na semana 4. Ou seja, os itens adquiridos nesta
semana ainda estão em estoque, logo: 8x2200 = 17600
Logo
Item Certo.
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39 CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo A metodologia utilizada para
a reposição do item em questão é o sistema de revisões periódicas.
Comentários: Voltemos aos conceitos:
Sistema das reposições periódicas:
A premissa deste método consiste em fazer pedidos de preposição dos
materiais em um intervalo de tempo pré-estabelecido para cada item. Desta
forma, cada item possui seu período de reposição, sempre em ciclos iguais,
chamados de “períodos de reposição”.
Segundo a tabela, a empresa não está fazendo isto. Ela compra os materiais
segundo a demanda da própria semana, sem estabelecer um intervalo de tempo
para as aquisições.
Na semana 3, por exemplo, a empresa não efetuou compras, justamente
porque não precisava do material. Isto vai contra o conceito de reposições
periódicas.
Item Errado.
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Com base nos quadros acima, julgue os itens que se seguem.
40 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO Os itens pertencentes à classe C contribuem com 9,93% do
valor monetário total dos estoques.
Comentários: Respire fundo, caro aluno, e comece pela divisão dos
materiais na tabela entre as classes A, B e C. Seu examinador já fez a bondade de
organizar os itens em ordem decrescente de consumo anual, e ainda te deu de
presente uma tabela de valor financeiro acumulado.
Não bastasse isto, ainda disse quantos itens devem compor cada classe.
Presentaço!
Olhemos o Quadro II. Ele nos diz que 1 item deve compor a classe A, 2 deles
devem compor a classe B, e 11 (os demais), a classe C.
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Dividindo tudo, teremos isto:

Basta somar agora as porcentagens dos itens na Classe C, para ver se o tal
bate com os 9,93% afirmados pelo enunciado.
1,87 +1,8S +1,67 +1,S7 +1,1u +u,7S +u,S8 + u,27 +u,18 +u,u8 +u,uS = 9,7S
Ou, pra quem não gosta de perder tempo, já que as outras classes tem
menos elementos, poderíamos ter feito isto:
1uu -(69,98 +1u,SS +9,9S) = 9,7S
Já que tudo somado dá 100%, se retiramos as classes que não nos
interessam, o que sobrar é justamente a classe C.
Item Errado.
41 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO O gráfico de Pareto representativo da curva ABC será formulado
a partir da transferência dos resultados da coluna D sobre um plano cartesiano.
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Comentários: Puxe na memória o que foi visto em aula, com nossa
hipotética curva ABC:

Material
Preço
Unitário
Consumo
Anual em unidades
Valor do
Consumo Acumulado
Porcentagem
Acumulada
C 3 270.000 270000 46%
B 12 122.400 392400 67%
E 10 70.000 462400 79%
D 6 27.000 489400 83%
G 0,6 25.200 514600 88%
F 1200 24.000 538600 92%
H 28 22.400 561000 95%
A 1 10.000 571000 97%
J 60 7.800 578800 98%
I 4 7.200 586000 100%



O gráfico foi extraído da obra de Marco Aurélio P. Dias.
Escolhi a tabela da aula, pois ela é mais fácil de visualizar. Observe que o
gráfico é construído a partir da coluna “Valor do Consumo Acumulado”, e não da
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coluna “Consumo Anual”. Isto tem uma razão de ser: cada reta que representa um
item na curva deve começar exatamente de onde uma outra terminou, e não
diretamente do eixo x (se fosse assim, teríamos um monte de palitinhos saindo do
chão, mas o desenho não formaria uma curva :P).
Por exemplo, a reta do item B sai exatamente do ponto 270.000, justamente
onde acabou a reta do item C. A reta do item E saiu exatamente do ponto 392.400
no eixo y, que, não por coincidência, é onde acaba a reta do item B. E assim por
diante.
Da mesma forma opera qualquer curva ABC, inclusive a do nosso enunciado.
Ela deverá ser construída a partir da coluna “valor financeiro acumulado” (Coluna
E), e não da coluna “valor financeiro” (Coluna D).
Item Errado.
42 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO Os itens de classe A serão obrigatoriamente submetidos ao
sistema dos máximos-mínimos de gestão dos estoques.
Comentários: Obrigar o emprego de determinado método sem olhar para as
particularidades da empresa e do material costuma indicar uma alternativa errada.
Neste caso, bastaria pensar em um exemplo que desmentisse a alternativa.
Pensemos em itens da Classe A que sejam, ao mesmo tempo extremamente caros,
de consumo não previsível e de fácil obtenção no mercado. O suprimento de tais
itens pelo sistema dos máximos-mínimos provavelmente acabará em desastre, pois
o ideal, nestes casos, é que este material seja adquirido apenas quando necessário,
nas exatas quantidades demandadas, e que não haja absolutamente nenhum
estoque do mesmo.
Item Errado.
43 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO A agulha para anestesia é item da classe A.
Comentários: Do jeitinho que vimos na tabela classificação que fizemos:
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As agulhas para anestesia figuram na Classe A, por representarem o maior
consumo anual em valores financeiros da entidade. E, pelo parâmetro da tabela,
apenas um item pode figurar nesta classe.
Item Certo


Questões Propostas (Sem Comentários)
1. CESGRANRIO ANP 2008 A produção de bens requer o processamento de
elementos que serão transformados em bens finais ou produto acabado. O petróleo,
por exemplo, passa por diversos processos até sua utilização final por indústrias e
lares. Esses elementos que originam e desencadeiam todo o processo de
transformação recebem o nome de
a) matéria em processamento.
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b) matéria em acabamento.
c) matéria-prima.
d) matéria acabada.
e) matéria semi-acabada.
2. ESAF 2013 - DNIT Considerando a metodologia ABC de administração
dos estoques, assinale a opção incorreta.
a) Uma das aplicações da metodologia é a utilização da curva como
parâmetro de informação sobre a necessidade de aquisição de mercadorias.
b) Na avaliação dos resultados da Curva, pode se identificar o giro dos itens
e o nível de lucratividade.
c) A classificação por meio da curva ABC permite a identificação dos itens de
maior importância que são normalmente de maior número.
d) A curva ABC também pode ser utilizada para a definição de políticas de
vendas e o estabelecimento de prioridades.
e) A análise da curva ABC permite a definição dos recursos financeiros
investidos na aquisição de estoques.
3. ESAF 2013 - DNIT Um administrador que montar a curva ABC do seu
estoque. Recebe do seu gerente uma planilha na qual constam os valores de
investimento mensal acumulado de cada item conforme a tabela abaixo. Classifique
os itens da curva ABC, considerando os parâmetros A=72%, B=17% e C=10%.
Assinale a opção correta.

a) A - A - A - A - A - B - B - C - C - C
b) A - A - B - B - B - B - C - C - C - C
c) A - A - B - B - B - C - C - C - C - C
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d) A - A - A - B - B - B - C - C - C - C
e) A - A - A - A - A - A - A - B - B - C

4. CESPE 2010 DETRAN-ES. No estoque de matéria-prima, armazenam-se
os itens produzidos que ainda não foram vendidos.
5. CESPE 2010 ABIN Agente – Área administrativa. No sistema de
estocagem livre, apenas os materiais de estocagens especiais são armazenados
em local fixo.
6. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. Para o sistema de
estocagem livre, a melhor opção de reabastecimento é o sistema de reposição
periódica, que consiste em disparar o processo de compra quando o estoque de um
certo material atinge um nível previamente determinado.
7. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. A forma centralizada é
sempre mais vantajosa que a forma descentralizada, à medida que facilita o controle
sobre os itens do estoque e a execução de inventários.
8 TJ-SC - 2011 - TJ-SC - Analista Administrativo A “Análise ABC” é uma
das formas mais usuais de se examinar estoques. Sobre a Análise ABC
é correto afirmar:
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a) Aos itens mais importantes de todos, segundo a ótica do valor ou
quantidade, dá-se a denominação itens classe A.
b) Não existe forma totalmente aceita de dizer qual o percentual do total dos
itens que pertencem à classe A, B, ou C.
c) Aos itens menos importantes de todos, segundo a ótica do valor ou
quantidade, dá-se a denominação itens classe C.
d) Consiste na verificação, em certo espaço de tempo, do consumo do
estoque, em valor monetário ou quantidade.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
9 CESPE - 2012 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Ao se classificar um
almoxarifado com base na classificação ABC, os itens mais volumosos e que
agregam pouco resultado para a organização devem ser incluídos na(s) classe(s)
a) A e C.
b) B e C
c) A.
d) B.
e) C.
10. CESPE 2010/DETRAN-ES/Assistente Técnico de Transito. O alto giro
dos estoques é comumente visto como um fator positivo na administração de
materiais.
11. CESPE 2010/MPS/Área Administrativa. O método da média móvel
ponderada, utilizado para previsão de consumo, atribui pesos iguais aos valores
referentes aos períodos de consumo.
CESPE 2009/ANTAQ/Técnico Administrativo. A respeito de administração
de materiais, julgue os itens subsequentes.
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12. UEPS (último que entra primeiro que sai) e PEPS (primeiro que entra
primeiro que sai) são métodos utilizados para realização de uma avaliação de
estoques.
13. Uma vantagem de se adotar a centralização do processo de compras é a
obtenção de maior controle de materiais em estoque.
14. A forma centralizada de estocagem é sempre mais vantajosa do que a
forma descentralizada, à medida que facilita o controle sobre os itens do estoque e
a execução de inventários.
CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Com relação a
administração de materiais, julgue os itens.
15. São funções dos estoques: garantir o abastecimento de materiais à
empresa, neutralizando eventuais atrasos no fornecimento ou sazonalidades no
suprimento, e proporcionar economia de escala.
16. CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Entende-se como custos
dos estoques, a soma do custo de armazenamento e o custo de pedido.
CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. No que se refere a
administração de estoques, julgue os seguintes itens.
17. O giro dos estoques é representado pela razão entre o valor consumido
no período pelo valor do estoque médio no período e mede quantas vezes, por
unidade de tempo, o estoque se renovou.
18. CESGRANRIO BACEN 2010 Considere as informações e a tabela a
seguir para responder à questão. A tabela apresenta o conjunto de itens em estoque
de uma empresa que utiliza a classificação ABC. Os limites assumidos pela
empresa são:
- maior ou igual a 70% - o item é considerado classe A;
- entre 11% e 69 % - o item é considerado classe B;
- menor ou igual a 10% - o item é considerado classe C.
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Cód do
Item
Valor Unit
(R$)
Valor Movimentado Anualmente
(R$)
1 500,00 3.000,00
2 50,00 9.000,00
3 2,50 30.000,00
4 1,00 800,00
5 20,00 1.000,00
6 500,00 40.000,00
7 2.000,00 2.000,00
8 3.000,00 6.000,00
9 100,00 5.000,00
10 10,00 3.200,00
TOTAL 100.000,00

Os itens classe A são
a) 7 e 8.
b) 3 e 6.
c) 2, 3 e 6.
d) 3, 4 e 10.
e) 1, 6, 7 e 8.
19. CESGRANRIO BACEN 2010 Uma empresa que usa o modelo de
reposição contínua na gestão de estoques tem um consumo médio de um item em
estoque de 1.000 unidades por mês e mantém um estoque de segurança de 100
unidades. Supondo que o prazo de entrega, após a colocação do pedido, é de 10
dias úteis, que as compras são feitas em lotes de 5.000, e considerando 20 dias
úteis por mês, qual é a quantidade do ponto de pedido?
20. CESPE 2010 ABIN Em relação à administração de recursos materiais,
julgue o item a seguir. Considere a seguinte situação hipotética.

Em um hospital, o médico de plantão, em 13/10/2010 prescreveu o medicamento A
para determinado paciente. Em 14/10/2010, um segundo médico prescreveu, para o
mesmo paciente, embora não tenha havido qualquer alteração em seu quadro
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clínico, o medicamento B, que apresenta a mesma indicação e o mesmo efeito do
medicamento A.
Nessa situação hipotética, do ponto de vista exclusivo da gestão de
materiais, a adoção de apenas um dos medicamentos pelo hospital facilitaria sua
normalização.
21.CESPE - AJ TST/Administrativa/"Sem Especialidade"/2008 Com base
nos conceitos e aplicações relacionados à administração de recursos materiais,
julgue o item a seguir.
Para trabalhar com estoque mínimo, é fundamental conhecer o tempo de
reposição, que começa com a constatação da necessidade de reposição e termina
com a entrega do material, compreendendo o ciclo de produção do fornecedor.
22. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO
EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Julgue o item seguinte, relativo à classificação de
materiais, gestão de estoques e compras.
Em períodos inflacionários elevados e duradouros, o método de avaliação de
estoques mais indicado é o PEPS (FIFO).
23. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO
EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Considere que um item de determinado estoque
seja consumido na média de 15 unidades por mês e que o tempo de reposição
desse item seja de dois meses. Nessa situação hipotética, dada a necessidade de
se garantir o estoque mínimo para dois meses de consumo, o ponto de pedido será
igual a 60.
CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA Acerca da administração
de recursos materiais e patrimoniais, julgue o item a seguir.
24. Para a construção da curva ABC dos itens de estoque, são necessários
os seguintes dados: os consumos dos itens e os respectivos preços de aquisição ou
preços médios devidamente corrigidos para uma mesma data.
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25. O sistema de duas gavetas para controle de estoques é um método
simplificado do sistema de reposições periódicas.
26. Os materiais processados ao longo das diversas seções que compõem o
processo produtivo da empresa são denominados matérias-primas.
27. CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA A respeito de
estocagem, distribuição e transporte de materiais, julgue o item que se segue.
Uma empresa necessita estocar 30.000 caixas de determinado item em pallets.
Considerando-se que cada pallet comporte apenas 50 caixas e que cada posição do
almoxarifado possua dois pallets, é correto afirmar que serão necessárias 300
posições para a estocagem das caixas.
28. CESGRANRIO 2010 BACEN O departamento de administração de
materiais de uma empresa recebeu 5.000 requisições no ano de 2009, sendo que
cada requisição teve uma média de 1,8 itens. Sabendo que 7.650 itens foram
entregues dentro do prazo, qual foi o nível de serviço de atendimento do
departamento, em percentual?
(Obs: use arredondamento para uma casa decimal)
a) 90,0%
b) 85,0%
c) 80,0%
d) 65,4%
e) 55,5%
29 - CESPE 2013/SERPRO/Técnico Administrativo Os computadores
armazenados de forma improdutiva durante seis meses em um depósito são
caracterizados como estoque.
30. CESPE 2009/ANATEL/Técnico Administrativo. Há relação diretamente
proporcional entre o custo de armazenagem e a quantidade de produtos existente
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em estoque. No entanto, quando o estoque estiver zerado, ainda assim haverá um
mínimo de custo de armazenagem.
31 FGV - 2010 - CAERN - Engenheiro de Produção Uma das qualidades do
JIT é
a) o aumento gradual dos estoques
b) sempre produzir mais que a demanda
c) poder se adaptar facilmente à produção diversificada de produtos
d) a otimização de todo o sistema de manufatura.
e) poder criar lead times cada vez mais extensos.


CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo Com base no gráfico acima, que
ilustra a curva ABC do almoxarifado de determinada empresa, julgue os próximos
itens.
32 Na figura, a curva ABC representa uma situação em que não há nenhuma
concentração.
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33 Infere-se corretamente do gráfico que o valor financeiro unitário dos itens
de classe A é pelo menos dez vezes superior ao valor unitário dos itens de classe C.
34 A ordenação correta dos itens na abscissa do gráfico em questão, da
esquerda para a direita, é a seguinte: itens da classe C, seguidos dos itens da
classe B e, finalmente, os itens da classe A.
35 - CESPE 2013/SERPRO/Técnico Administrativo O ponto de compra de
chips de uma empresa de computadores é determinado pelo momento em que o
estoque de chips atinge a quantidade mínima no estoque, devendo-se acionar,
assim, o almoxarife para solicitar o envio de uma nova remessa.
36 - CESPE 2013/SERPRO/Técnico Administrativo O almoxarife deverá
calcular a quantidade de prateleiras e o espaço físico requerido no almoxarifado
com base no estoque máximo.



Considerando a tabela acima, que ilustra o perfil de reposição de
determinado item de consumo, julgue os itens que se seguem.
37 CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo O método de reposição
utilizado é ideal para itens de alto valor de compra, de consumo excessivamente
variável e de fácil reposição.
38 CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo Sendo o item em questão
matéria-prima e supondo-se que, nas semanas 1 e 2, o valor unitário de aquisição
do item tenha sido de R$ 2.000,00 e, na semana 4, de R$ 2.200,00, então o valor do
estoque desse item na semana 4, antes do processamento do material, terá sido de
R$ 17.600,00.
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39 CESPE 2013/MPU/Técnico Administrativo A metodologia utilizada para
a reposição do item em questão é o sistema de revisões periódicas.

40 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO Os itens pertencentes à classe C contribuem com 9,93% do
valor monetário total dos estoques.
41 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO O gráfico de Pareto representativo da curva ABC será formulado
a partir da transferência dos resultados da coluna D sobre um plano cartesiano.
42 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO Os itens de classe A serão obrigatoriamente submetidos ao
sistema dos máximos-mínimos de gestão dos estoques.
43 CESPE/2013/MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO/ ASSISTENTE TÉCNICO
ADMINISTRATIVO A agulha para anestesia é item da classe A.
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Gabarito
1 C 11 E 21 C 31 D
41 E
2 C 12 C 22 E 32 E
42 E
3 C 13 C 23 C 33 E
43 C
4 E 14 E 24 C 34 E
5 C 15 C 25 E 35 E
6 E 16 C 26 E 36 E
7 E 17 C 27 C 37 C
8 E 18 B 28 B 38 C
9 E 19 C 29 C 39 E
10 C 20 C 30 C 40 E





Para que servem os estoques? E como se administra um estoque?
Os estoques servem para armazenar os materiais enquanto estes não são
necessários ao processo produtivo. A gestão do estoque poderá assumir várias
formas de acordo com o tipo de produção da empresa.
Ao falar sobre a gestão de estoques, Chiavenato afirma que: “No sistema de
gestão por encomenda, é quase sempre o produto que permanece imóvel, enquanto
tudo o mais gira em ao redor dele.” Esta produção por encomenda e baseada em
uma solicitação dos clientes, ou seja, o produto somente é produzido após o cliente
ter solicitado.
Seria simples para a administração de estoques se tudo se resumisse a
produção por encomenda, não é mesmo? MAS A REALIDADE NÃO É ASSIM.
Lembra o que eu falei sobre o setor financeiro da empresa? Se dependesse deles, a
empresa esperaria um pedido de 100 unidades para comprar matéria prima para
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somente 100 unidades, fabricar estes produtos e entrega-los, sempre com o
estoque zerado.
Mas nem sempre é possível fazer desse jeito, pois existe também a
produção em lotes (onde se produz quantidades limitadas de determinado produto
por vez, por isto o nome “em lotes”) e a produção contínua (onde o produto e
produzido sem paralisações e por um período longo de tempo).
Nestes dois modos de produção, a atenção se volta para o sistema produtivo
(que foi apresentado na aula passada), porque nestes casos, diferentemente do que
ocorre na produção por encomenda, a produção não para nunca, não podendo,
deste modo, faltar materiais indispensáveis a ela.
É neste momento é que a figura dos estoques será importante.
Os estoques irão garantir a continuidade da produção, sendo que para
isso os chamados níveis de estoque de segurança serão necessários. O estoque
garante o abastecimento de materiais à empresa, assim, atrasos no fornecimento ou
sazonalidades (eventos que alteram a demanda de materiais sensivelmente de
tempos em tempos) no suprimento não prejudicarão a produção.
O estudo de estoques visa basicamente impedir que haja desabastecimento
tanto de matérias-primas e semiacabados dentro da fábrica, assim como na hora
em que os clientes façam o pedido.
Imagine uma fábrica grande como a Nestlé. Se o Carrefour pedir 100 caixas
de pudim de chocolate para daqui 10 dias, certamente a fábrica, se iniciar a
produção hoje, conseguirá entregar o pedido. Mas imagine que a Nestlé tenha no
seu portfolio mais de 300 produtos diferentes e que haja 2000 pedidos por semana,
para serem entregues em poucos dias, como é que a empresa irá honrar esses
pedidos se começar a produzir hoje? Provavelmente irá falhar miseravelmente.
E como podemos conceituar o estoque?
Quem melhor para definir isso do que uma banca de concursos né:
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Informação CESPE (2005/TRT 16ª Região): “Estoque é toda
porção armazenada de mercadoria, ou seja, aquilo que é reservado
para ser utilizado em tempo oportuno.”

O estoque total de uma empresa é a soma, a composição, de todos os
elementos apresentados na aula passada. Relembrando: matérias-primas, materiais
em processamento, materiais semiacabados, matérias acabados, produtos
acabados. Relembrar é viver:

Estes materiais estão armazenados para serem utilizados em momento
oportuno. Seguindo definição, agora da doutrina:
“O estoque constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui e
utiliza no processo de produção de seus produtos e serviços.”
9

Gestão do estoque é o gerenciamento, a própria administração, voltada
aos materiais estocados.
Antes de passarmos para o próximo ponto, vamos lembrar o que a
Administração de Recursos Materiais busca controlar:

9
Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 67.
Materias- primas
Materiais em
processamento
Materiais
semiacabados
Materiais
acabados ou
componentes
Produtos
acabados
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Nessa parte da aula, vamos nos concentrar na quantidade, para que falemos
sobre o dimensionamento do estoque, que nada mais é que uma das facetas da
gestão do mesmo.
Dentro de um processo produtivo, a Administração de Materias (AM) precisa controlar:
A Quantidade (para que se
evite a falta ou os excessos)
O Tempo ( o momento em
que os materias estarão
disponíveis)
A Localização (não basta o
material estar disponível ele
também precisa estar
disponível no local certo)
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