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Gestalt terapia integrada

Erving e Miriam Polster
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIREITOS REPROGRÃFICOS
EDITORA AFILIADA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Polster, Erving
estalt!tera"ia integrada # Erving Polster, $iriam Polster %tradução de S&nia 'ugusto() * São Paulo + Summus, ,--.)
/0tulo original + estalt t1era"2 integrated)
Bibliogra3ia)
ISB4 56!7,7!-869!-
.) estalt (Psicologia) ,) estalt!tera"ia 7) Psicotera"ia I) Polster, $iriam) II) /0tulo)
-.!:66.
CDD!;.;)59.:7 4L$!<$ :,-
0ndice "ara cat=logo sistem=tico+ .) estalt + Psicotera"ia + $edicina ;.;)59.:7
Do original em l0ngua inglesa
GESTALT THERAPY1NTEGRATED
Contours of theory & practice
Co"2rig1t > .987 b2 Erving e $iriam Polster
Tradu!o" S&nia 'ugusto
Re#is!o t$cnica" ?osane Bernardini
Capa" /ere@a Aamas1ita
Editora!o e foto%itos" BCI4 Bureau de Editoração
Proibida a re"rodução total ou "arcial deste livro, "or DualDuer meio e sistema, sem o "rEvio consentimento da
Editora)
Direitos "ara a l0ngua "ortuguesa adDuiridos "or
SF$$FS EDI/C?I'L L/D')
Due se reserva a "ro"riedade desta tradução
?ua Ita"icuru, ;.7 ! cG) 8,
-6--;!--- ! São Paulo, SP
/el+ (..) 758,!77,, ! HaI+ (..) 758,!8:8;
1tt"+##JJJ)summus)com)br
e!mail+ summusKsummus)com)br
Im"resso no Brasil
Para
&sadore 'ro( (estre e a(i)o
Em "ouco tem"o ele estava res"irando suavemente a não!geogra3ia de estar "erdido) Ele "rovou
o eliIir de estar "erdido, Duando DualDuer coisa Due aconteça E necessariamente sur"resa) 4ão
conseguia mais ac1ar nen1um sentido em suas "rL"rias coisas essenciais (isso nunca o 1avia
deiIado 3eli@)M "odia senti!las esca"andoM no entanto, não se agarrou deses"eradamente a elas)
Em ve@ disso, tocou seu cor"o e ol1ou ao redor e sentiu+ N'Dui estou e agoraN, e não entrou em
"ânico)
Paul oodman, The E(pire City
Sum=rio
Apresenta!o * edi!o +rasi%eira))))))))))))))))))))))))))) 9
&ntrodu!o ))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .7
Pref,cio ))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .8
C ethos do agora)))))))))))))))))))))))))))))))))) .9
4ovas "ers"ectivas teLricas))))))))))))))))))))))))))) ,,
C "oder est= no "resente))))))))))))))))))))))))))))) ,6
eI"eriOncia E o mais im"ortante))))))))))))))))))))) 7-
C tera"euta E seu "rL"rio instrumento)))))))))))))))))) 76
' tera"ia E boa demais "ara 3icar limitada aos doentes))))) :-
' 3igura viva))))))))))))))))))))))))))))))))))))) :6
-ac.)round da eI"eriOncia)))))))))))))))))))))))))))) :;
'cessibilidade do 3undo)))))))))))))))))))))))))))))) ;.
?esistOncia e alEm dela)))))))))))))))))))))))))))))) ;8
Com"osição)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) 8,
C comErcio da resistOncia)))))))))))))))))))))))))))) 56
IntroGeção)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) 5;
ProGeção))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) 9,
?etro3leIão))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) 9;
De3leIão))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .-,
Con3luOncia)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .-6
' 3ronteira de contato)))))))))))))))))))))))))))))) ...
Contato)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ..,
Hronteiras do eu)))))))))))))))))))))))))))))))))))) .,-
Hronteiras do cor"o)))))))))))))))))))))))))))))))))) .,8
.-
Hronteiras de valor)))))))))))))))))))))))))))))))))) .,9
Hronteiras de 3amiliaridade))))))))))))))))))))))))))) .7-
Hronteiras eI"ressivas)))))))))))))))))))))))))))))))) .7,
Hronteiras de eI"osição)))))))))))))))))))))))))))))) .7:
's 3unçPes de contato)))))))))))))))))))))))))))))) .79
Cl1ar))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .:,
Cuvir))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .:5
/ocar))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .6,
Halar)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .66
$over!se)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .;;
C1eirar e "rovar)))))))))))))))))))))))))))))))))))) .86
E"isLdios de contato))))))))))))))))))))))))))))))) .5.
SintaIe)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) .5,
?e"resentatividade)))))))))))))))))))))))))))))))))) .9.
?ecorrOncia)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,--
Cutras in3luOncias nos e"isLdios de contato))))))))))))) ,-,
A/areness))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,.7
SensaçPes e açLes))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,.5
Sentimentos)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,,8
DeseGos)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,7,
Qalores e avaliaçPes))))))))))))))))))))))))))))))))) ,7:
EI"erimento))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,78
?e"resentação)))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,:.
Com"ortamento dirigido)))))))))))))))))))))))))))))) ,6:
Hantasia))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,68
Son1os)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,;8
Lição de casa))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,89
'lEm do um a um))))))))))))))))))))))))))))))))) ,58
Hot seat))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,58
Hot seat mLvel)))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,59
ru"os naturais))))))))))))))))))))))))))))))))))))) ,97
PlaneGamento de gru"os grandes))))))))))))))))))))))) 7-,
Casais e 3am0lias)))))))))))))))))))))))))))))))))))) 7-;
'lgumas in3luOncias teLricas na gestalt!tera"ia))))))))))))) 7.7
Encontro de grande gru"o e semin=rio Fniversidade Case!<estern ?eserve
Sessão , ! ; de abril de .98.))))))))))))))))))))))))) 7.9
/ornando!se con1ecido))))))))))))))))))))))))))))) 7.9
'"resentação R edição brasileira
Gesta%t0terapia inte)rada1 "rimeiro livro escrito "elo casal Polster, E indubitavelmente leitura
indis"ens=vel "ara Duem deseGa con1ecer o Due E a gestalt!tera"ia e se a"ro3undar em seus
conceitos)
Publicado em .987, esse livro nasceu de uma sErie de "alestras "ro3eridas "or Erving no estalt
Institute o3 Cleveland durante os anos .9;- e das discussPes gravadas entre $iriam e Erving
sobre suas ideias a res"eito da gestalt!tera"ia) Escrito a Duatro mãos, retrata o estilo "essoal do
casal, numa linguagem sim"les, direta e "rLIima do cotidiano, su"erando os clic1Es da E"oca)
' motivação "ara escrevO!lo, segundo Erving, veio da necessidade de maior integração e
desenvolvimento dos conceitos da abordagem gest=ltica, "ois naDueles dias a gestalt!tera"ia
estava numa 3ase antiintelectual Due condu@ia a uma consider=vel desorgani@ação teLrica)
Erving e $iriam concreti@am bril1antemente nesse livro uma interconeIão coerente dos v=rios
conceitos gest=lticos e, S Due E mais "recioso, estabelecem uma ligação entre a teoria e a Pratica
"or meio dos inTmeros eIem"los cl0nicos a"resentados, "reenc1endo uma lacuna eIistente atE
então nas "ublicaçPes sobre a gestalt!tera"ia)
Esse livro marca o in0cio de ,6 anos de colaboração "ro3issional entre Erving e $iriam,
escrevendo livros, artigos e trabal1ando em treinamentos em gestalt!tera"ia) '"esar de terem
estilos eI"ressivos di3erentes, Erving mais e3usivo e irreverente enDuanto $iriam revela uma
eItrema dignidade e "recisão de linguagem, ambos mostram uma a3inidade e uma clara
concordância ao escrever suas ideias, o Due tambEm E "lenamente vis0vel em seus treinamentos
e no contato "essoal com o casal)
$iriam E uma tera"euta e "ro3essora bril1ante, clara e obGetiva em suas eI"osiçPes teLricas,
delicada e c1armosa no contato 1umano) Seu trabal1o E detal1ista, envolvente, calmo e gentil)
Erving E 1=bil em trans3ormar as vel1as ideias em eI"eriOncias inEditas e em comunicar uma
irresist0vel 3ascinação "ela teoria da gestalt!tera"ia) Isso se evidencia em sua 3orma de ensinar e
trabal1ar, marcada tanto "elo seu caracter0stico 1umor e seu estilo "rovocativo, Duanto "elo
"ro3undo com"rometimento nas eI"eriOncias com o outro)
'o longo dos anos Due trabal1aram Guntos o casal construiu uma 1istLria "ro3issional
com"etente, criativa e eItremamente 1umana, iniciada no estalt Institute o3 Cleveland,
3undado "or Erving em .967, onde "ermaneceu com $iriam trabal1ando e ensinando atE .987)
4aDuele ano, logo a"Ls a "ublicação desse livro, mudaram "ara a Cali3Lrnia) L=, em San Diego,
criaram o estalt /raining Center * San Diego, Due se trans3ormou num dos centros
3ormadores de gestalt!tera"eutas mais 3amosos e "rocurados de todo o mundo) Pro3issionais
vindos de v=rios "a0ses 3reDuentaram os cursos o3erecidos e coordenados "or Erving e $iiiam
durante as Tltimas dEcadas, levando consigo uma bagagem conceituai e vivencial desenvolvida
de 3orma "ro3unda, inteligente e, mais do Due isto, o a"rendi@ado de uma "ostura 1umanista,
acol1edora e amorosa sem"re "resente em ambos)
Introdu@idos na gestalt!tera"ia "or Hrit@ e Laura Perls, Erving e $iriam Polster "ertencem R
"rimeir0ssima geração de gestalt!tera"eutas americanos, res"eitados "ela comunidade americana
e internacional como eminentes teLricos da gestalt!tera"ia, "sicotera"eutas e 3ormadores, tendo
sido o3icialmente recon1ecidos e 1omenageados "or sua im"ortante contribuição "ara o
desenvolvimento da gestalt!tera"ia na Con3erOncia Internacional de estalt, carin1osa e
signi3icativamente denominada de NC coração e a alma da gestalt!tera"iaN, reali@ada "elo
Gesta%t 2ourna%1 em agosto de ,---, em $ontreal, Canad=)
.-
P .999 anunciaram seu a3astamento "rogressivo das atividades sionais, deiIando a direção do
Centro de /reinamento e "artici ' a"enas "arcialmente das atividades) Erving, numa breve
desriria em seu Tltimo gru"o de treinamento em La Bolla, em .999, niocionado do Due considera
ser seu maior legado+ NPara todos, a"enas Due usem sua sabedoria "essoal e Due amem trabal1ar
com as "essoas com Duem estão trabal1ando, como eu amo trabal1ar com as "essoas com Duem
trabal1o) Se 3orem verdadeiramente gentis e amorosos, então não 1= com Due se "reocu"ar a
res"eito do Due vão di@er, "ois as "alavras nascerão deste es"aço eIistencial dentro de vocOsN)
São as "alavras de um Nvel1o tera"eutaN Due em sua sabedoria deiIa os conceitos como 3undo e
"ermite Due sua 1umanidade 3lua no contato com seu cliente)
Essa integração entre o con1ecimento teLrico e a sabedoria "essoal nos E revelada nas "=ginas
desse livro, o "rimeiro de uma "ro30cua "rodução teLrica Due se seguiu, "or meio da "ublicação
de outros livros e artigos)
4o Gesta%t0Terapia inte)rada1 conceitos im"ortantes da gestalt!tera"ia, como contato,
a/areness e a utili@ação de eI"erimentos são am"lamente eI"lorados, a"ro3undados e tra@idos
Rs relaçPes cotidia!nas e R "r=tica cl0nica, mostrando claramente a linguagem tera"Outica e a
relação 3luida e criativa entre cliente e tera"euta) Fma visão saud=vel do conceito de resistOncia
E acrescido a uma detal1ada discussão sobre as diversas 3ormas de contato, saud=veis e não!
saud=veis) U= um n0tido desenvolvimento e a"ro3undamento dos conceitos da gestalt!tera"ia
eIistentes atE então e novos conceitos são criados, baseados em re3leIPes a "artir da "r=tica
cl0nica)
Esse livro 3oi uma de min1as "rimeiras leituras sobre gestalt!tera"ia, no in0cio dos anos, .95-
Duando iniciava min1a 3ormação, sendo grande nutridor de min1a "aiIão "ela abordagem)
Desde então sem"re me acom"an1a, "rinci"almente nas atividades de ensino e su"ervisão aos
alunos do curso de 3ormação em gestalt!tera"ia) UoGe, - revisar a "resente edição, ainda me
"arece sur"reendente, novo e I remamente rico) V um grande "resente "odermos tO!lo
novamente o"on0vel "ara todos os estudantes e gestalt!tera"eutas brasileiros, rn momento em
Due a gestalt!tera"ia cresce em nosso "a0s encan as geraçPes atuais, como nos vel1os tem"os)
..
Para os Due estão ensinando gestalt!tera"ia, este livro E indis"ens=vel "or conter, de 3orma
uni3icada e inovadora, muitos dos conceitos necess=rios R 3ormação do gestalt!tera"euta)
Para os Due estão iniciando na gestalt!tera"ia, E uma 3onte de 3=cil leitura sem "reGu0@o da
"recisão conceitual)
Para todos, sem"re a"rendi@es desta arte, este livro E guia e com"an1eiro de re3leIPes, abrindo
"ossibilidades criativas de uma com"reensão mais abrangente da gestalt!tera"ia)
Rosane Gran3otto -ernardini
Con3iguração * Centro de Estudos e 'tividades est=lticas
HlorianL"olis, agosto de ,--.
.,
Introdução
4ossa sociedade est= testemun1ando uma luta cont0nua entre as 3orças do 1umanismo e as
3orças da alienação e desumani@ação) ' gestalt!tera"ia, uma 3orça im"ortante nessa luta, tem
desenvolvido e a"resentado seu mEtodo de crescimento "essoal mediante duas vertentes) Fma E
"elo trabal1o voltado "ara a liberação das DuestPes inacabadas psicopato%4)icas5 ' outra
direção E "elo seu a"oio "ara catalisar e nutrir o potencia% hu(ano não reali@ado ou "ouco
desenvolvido) 4umerosos gestaltistas tOm se dedicado, como "ro3issionais de saTde mental,
es"ecialistas e 1umanistas, a es3orços dirigidos "ara eI"andir a teoria e as tEcnicas da gestalt!
tera"ia, seguindo a liderança e o est0mulo de Hrit@ Perls, o gEnio Due a desenvolveu e seu
"rinci"al "ro"onente) Cs autores dessa contribuição ao crescente cor"o de "ublicaçPes sobre a
gestalt!tera"ia, Erving e $iriam Polster, trouIeram sua sagacidade e suas eI"eriOncias cl0nicas
"ara a tare3a de am"liar nativamente a com"reensão da gestalt!tera"ia "or "arte de "ro3is!onais,
tanto de =reas relacionadas como outros estudantes interessais em saTde mental e no movimento
de crescimento)
Wna DualDuer cam"o, uma nova lu@ eIige abertura "ara rever nas e "r=ticas mantidas "or muito
tem"o, e im"lica um "oss0vel
13
abandono * ou, "elo menos, a revisão * de teorias "o"ulares no momento) ' gestalt!tera"ia E
tanto um camin1o Duanto um desa3io "ara su"osiçPes "siDui=tricas e "sicanal0ticas mantidas 1=
muito tem"o, embora certamente não "ara todas)
Cbservamos aDui Due esses autores 3eli@mente não NGogaram o bebE Gunto com a =gua do
ban1oN) Eles en3ati@am reiteradamente a im"ortância da orientação teLrica entre os tera"eutas,
de modo Due os atuais mEtodos de NaçãoN se tornem mais do Due truDues m=gicos, imitação ou
su"ersim"li3icaçPes loDua@es) Eles tambEm recon1ecem seus antecessores ao di@er+ N' energia
integradora da "sican=lise em nosso desenvolvimento social durante a "rimeira metade deste
sEculo E bem con1ecida e im"ressionante) Ela E a base sobre a Dual todos os teLricos da
"sicotera"ia 3i@eram suas construçPesN) 4o movimento inevit=vel a "artir da base "sicanal0tica,
eles vOem a gestalt!tera"ia como uma 3orça integradora im"ortante no desenvolvimento social
contem"orâneo) Cs autores travam uma luta bastante eloDuente com os "aradoIos inerentes a
suas discordâncias em relação a Hreud * es"ecialmente Duando elaboram sua visão de
si)nificado1 com"arando!a com a visão dos 3reudianos) Eles retratam a busca de signi3icado
como um re3leIo 1umano, mas tambEm mostram como a co(pu%s!o "elo signi3icado "ode
encobrir a "rL"ria eI"eriOncia)
4os Tltimos anos, a gestalt!tera"ia muitas ve@es tem sido mencionada Gunto com a tera"ia do
com"ortamento, com a an=lise transacional e com o movimento de encontro) Englobar esses
novos desenvolvimentos num sL não tem sido Ttil "ara nen1um deles, e tem causado uma aura
de mistErio e con3usão, a Dual tem atra0do alguns, mas tambEm re"elido estudantes e
"ro3issionais sErios no cam"o da "sicotera"ia)
' gestalt!tera"ia de 1oGe * con3orme desenvolvida "or Perls, com base no trabal1o de XP1ler
* E recon1ecida como uma 3orça im"ortante na corrente das in3luOncias de vanguarda nas
abordagens "sicotera"Outicas) Y medida Due cada ve@ mais tEcnicas de gestalt são entendidas e
usadas com sucesso em intervençPes "sicotera"Outicas com indiv0duos, casais e gru"os
"erturbados "or NDuestPes "endentesN e com um eIcesso de introGeçPes "sico"atolLgicas, eIiste
um aumento na demanda "or uma articulação dos "rinc0"ios da gestalt!tera"ia Due seGa de
"ronto com"reens0vel e relevante "ara as necessidades da tera"ia atual) Cs autores res"onderam
a essa demanda de um modo
14
do erudito e ao mesmo tem"o clinicamente abrangente e "r=tico) ceitos da gestalt Due
"recisaram ser de3inidos mais claramente mais elaborados neste livro incluem a ca"acidade de
estabelecer to a resolução de "olaridades, os eI"erimentos com"ortameno des3a@er de
introGeçPes inca"acitantes ou Due retardem o imento) 'lEm disso, eles mostram como a gestalt!
tera"ia * uma nia orientada "ara a ação * evoca um novo ti"o de envolvimento tivo e 3luente
"or "arte do terapeuta e tambEm do "aciente)
Cs autores de Gesta%t0terapia inte)rada1 como o "rL"rio Perls, o a"resentam a gestalt!tera"ia
em termos de alegria instantânea, de a/areness sensorial instantânea ou de cura instantânea)
Est= claro e eies concordam com a a3irmação de Perls em sua introdução a Gesta%t therapy
#er+ati(" NC "rocesso de crescimento E um "rocesso demorado) 4ão "odemos a"enas estalar os
dedos e di@er+ Qen1a, vamos ser 3eli@esZ) estalt!tera"ia))) não E nen1um atal1o m=gico)
QocO não "recisa se deitar num divã ou 3icar em um tem"lo de meditação @en durante vinte ou
trinta anos, mas tem de se em"en1ar na tera"iaM e crescer leva tem"oN)
Este livro E "rovocativo e tambEm o"ortuno, inserindo seus "rinc0"ios e as rami3icaçPes destes
no cen=rio contem"orâneo no Dual a gestalt!tera"ia deve ser eI"erimentada e entendida) Cs
autores di@em, "or eIem"lo+ NComo E inevit=vel Due as "ers"ectivas mudem, a integração
teLrica "recisa incluir o novo es"0rito Due essas "ers"ectivas re3litam e criem) 'lgumas das
novas "ers"ectivas mais "ersuasivas, Due 3ormam os alicerces "ara a gestalt!tera"ia * e sem
dTvida "ara uma grande "arte do movimento 1umanista * , são as seguintes+ .) o "oder est= no
"resenteM ,) a eI"eriOncia E o mais im"ortanteM 7) o tera"euta E seu "rL"rio instrumentoM e :) a
tera"ia E boa demais "ara 3icar limitada aos doentesN)
Cs autores não "er"etuam a rigide@ dos Due de 3orma literal "ermitem a"enas ou
eIclusivamente os dados do aDui!e!agora e consideram tudo o mais como mero N3alar sobreN ou
NarDueologiaN) Em
,
disso, a"resentam uma visão da eI"eriOncia do aDui!e!agora Due Pua a
eI"eriOncia da gestalt!tera"ia de modo a incluir "reocu"açoes 1umanas comuns Due seriam
eIclu0das "or uma visão estreita do aDui!e!agora)
rvmg Polster 3a@ "arte do gru"o da segunda geração de gestaltis!
s
Fncluindo!se, entre outros,
Boen Hagen, 'bra1am LevitsW2, Irma
.6
S1e"erd e Bames SimWin) Due a"renderam com o trabal1o de Hrit@ e Laura Perls, e o
desenvolveram e o re3inaram ainda mais) Ele e a co!autora, $0riam Polster, estão bem
eDui"ados "ara nos tra@er uma visão uni3icada da gestalt!tera"ia, e tambEm das "ossibilidades
de integr=!la tanto internamente Duanto com as variedades em geral mais usadas de "sicotera"ia
de orientação anal0tica com indiv0duos, 3am0lias e gru"os) Seus /or.shops de gestalt!tera"ia tOm
atra0do muitos estudantes, incluindo "ro3issionais eI"erientes e novatos)
4ota!se um "onto de vista o"ortuno, acadEmico, 1ol0stico e 1umanista Due se eI"ressa "or todo
este livro) Isso combina comigo, es"ecialmente "orDue ten1o divulgado ativamente visPes
semel1antes durante muitos anos, não a"enas na tera"ia individual, de casais e de gru"o, mas
tambEm em muitas =reas da "siDuiatria da comunidade)
Hica Lbvio, "ara o "artici"ante sErio no desenvolvimento de novas e mel1ores abordagens na
"sicotera"ia, Due a gestalt!tera"ia não E um modismo, "orEm ocu"a um lugar im"ortante no
re"ertLrio crescente de maneiras valiosas "ara en3raDuecer a Psico"atologia e "romover o
crescimento)
'nteveGo uma am"la aceitação deste volume entre "sicotera"eutas das mais diversas 3ormaçPes)
$ilton $) Berger
Diretor de Educa!o e Treina(ento
Centro Psi6ui,trico de South -each
No#a Yor.
.;
"re3=cio
C obGetivo "rinci"al deste livro E transmitir a essOncia e o alcance da gestalt!tera"ia numa
unidade coerente, integrando as "ers"ectivas teLricas e as escol1as tera"Outicas abertas ao
gestaltista) Para tanto, a"resentamos os 3undamentos da gestalt!tera"ia bem como
desenvolvemos novos conceitos, alEm de re3ormular alguns conceitos 3amiliares) /entamos
evocar um senso de novas dimensPes na gestalt!tera"ia Due abranGa o ritmo entre a ra@ão e a
em"olgação, a 1umanidade e a tEcnica, os 1ori@ontes "essoais e a universalidade)
Es"eramos Due este livro traga um est0mulo "ara Due os "ro3issionais das artes "sicolLgicas, Due
esteGam a "onto de recon1ecer e eI"erimentar os mEtodos da gestalt, busDuem mais
eI"eriOncias e treinamento com a gestalt e eI"lorem "essoalmente o "oder e o alcance desses
"rinc0"ios)
ostar0amos es"ecialmente de agradecer R ativa comunidade de colegas da Haculdade de
/reinamento do Instituto estalt de Cleve!
I[ E ainda mais "reciosa "ara nLs neste momento em Due nos arnos "ara deiIar Cleveland) Eles
tOm sido nossos com"an1ei S na busca da ação e da "ers"ectiva gest=ltica * alguns deles duB
Qlnte anos) Eles são mais Due uma NHaculdadeN) São+ $arGorie
17
Creelman, ?ainette Hant@, C2nt1ia Uarris, Elaine Xe"ner, Ed 4evis, S&nia 4evis, Bill <arner e
Bose"1 \inWer, aos Duais se uniram recentemente HrancOs BaWer e C) <esle2 BacWson) 4osso
Duerido colega, ?ic1ard <allen, não integra essa lista em ra@ão de sua morte "recoce)
DeseGamos igualmente testemun1ar o trabal1o "rodigioso de nossa secret=ria, Uarriet!Carole
Senturia, cuGa e3iciOncia, 1umor e amabilidade tornaram a comunicação do Due deseG=vamos
neste livro o mais agrad=vel "oss0vel, não deiIando "assar nen1um erro ou con3usão, e
"ermitindo Due um "ro3undo senso de reci"rocidade se desenvolvesse entre nLs)
E "or Tltimo * e mais im"ortante * Dueremos eI"ressar nosso amor "or Sara1 e 'dam, nossos
3il1os, Due alegremente trans3ormaram nossas "reocu"açPes em encontros animados "ela sua
irreverOncia e "ers"ectiva sim"les) Sara1 editou algumas "artes deste livro com um deleite
tocante e amoroso, e 'dam aceitou os momentos em Due não estivemos dis"on0veis "ara ele
com =s"era cortesia e 1umor) 'lEm disso, inventaram inTmeros t0tulos estrondosos, muitos dos
Duais eram im"ublic=veis ou irrelevantes, mas muito mais divertidos do Due o t0tulo Due
acabamos escol1endo)
Erving e $iriam Polster
Cleveland
$arço de .987
.5
1
C ethos do agora
Os antigos símbolos estão mortos, e os novos reinam. Mas é perfeitamente certo que os novos por sua
vez morrerão da mesma doença.
Joyce Cary
's crianças tOm uma cantiga Due as aGuda a começar a se mover Duando isso E im"ortante "ara
elas) Ela di@+
Fm "ara o din1eiro Dois "ara o s1oJ /rOs "ara se a"rontar E Duatro "ara começarZ
4este momento muitas "essoas estão "aradas no est=gio nTmero trOs, atoladas em certa era de
se a"rontar * de "re"arar!se "ara acontecimentos Due nunca acontecerão ou demorarão tanto
"ara acon!ecer, Due Duando ocorrerem as "essoas estarão desgastadas ou G= esnudidas) 's
"essoas su"ortam um trabal1o "enoso "or causa de uas radiantes semanas de 3Erias * como a
lu@ no 3inal de um tTnel ]^ e escuro) Economi@am "or toda a vida, "revendo uma a"osen!^na
tranDuila) Fma seDuOncia in3ind=vel de salas de aula, salas de estras, igreGas, museus, salas de
concerto e bibliotecas "rometem Snar as "essoas a viver) $uitas ve@es o "rL"rio ato de a"render
sm^ E a"resentado como um ato de viver, "or direito "rL"rio)
19
' vida real ir= começar em algum momento no 3uturo * de"ois Due terminarmos a 3aculdade,
de"ois de nos casarmos, de"ois Due as crianças crescerem ou, "ara algumas "essoas, de"ois de
terminar a tera"ia)
's "re"araçPes "ara o acontecimento real, DualDuer Due seGa ele, são anunciadas diante de uma
"essoa Due com"ra açPes es"eculativas "ara um 3uturo radiante) Ela "aga "or 3elicidade 3utura
ao matar ou negar a "resença im"actante da sensação "resente) $as 1= um e3eito colateral não
deseGado dessa negociação, mesmo Duando ela c1ega R terra "rometida+ o 1=bito de se a3astar da
eI"eriOncia "resente a acom"an1ou atE o 3uturo Due 3inalmente se trans3ormou em seu "resente)
'gora, Duando ela "oderia começar a #i#er1 segundo os termos de seu contrato com a sociedade,
a "essoa ainda se contEmZ Ela 3oi ludibriada "elo Gogo do Nisso!E!bom!"ara!vocON)
Est= na 1ora de mudar isso) ' 3orça magnEtica da eI"eriOncia imediata E di30cil de ser a3astada,
e a "romessa do sucesso ou lucro 3uturo tem de com"etir com o 0m"eto Due a sensação e a
imediatici!dade tra@em bem neste instante)
4ão 3a@ muito tem"o, dava!se "ouca atenção R eI"eriOncia imediata, su"ondo!se Due o
envolvimento "essoal enDuanto se a"rendia "erturbava a obGetividade essencial "ara uma
conceituação clara) Entretanto, o a"rendi@ado re6uer um senso de imediaticidade "essoal e
tambEm uma "ers"ectiva teLricaM eles estão inse"aravelmente ligados, como uma mão lavando a
outra)
4as atividades "sicolLgicas essa se"aração tambEm não E mais sustent=vel) C a"arecimento da
"alavra NrelevânciaN tem se tornado Duase um codinome "ara ligar as coisas na vida,
relacionando todas as eI"eriOncias a alguma Duestão central Due tem uma im"ortância "ro3unda)
'tE bem "ouco tem"o, os "sicotera"eutas estavam entre os diretores da escola da irrelevância)
$etodologias eIclusivas e 3ec1adas, combinadas com o modelo mEdico de doença, mantin1am
os "sicotera"eutas retirados em seus "rL"rios consultLrios, isolados do im"acto direto da
comunidade * Duase como o modelo de cont=gio de uma doença *, eI"ressando suas visPes
do conteIto cultural basicamente "or "alestras, consultas ou ensaios densos dirigidos sobretudo
a colegas) ' am"litude de "reocu"açPes do "sicotera"euta se eI"andiu com o advento do
eIistencialismo e o recon1ecimento de
20
"roblemas 1umanos b=sicos
.
são comuns a todos os seres os 's "essoas começaram a se
im"ortar não a"enas com o A estar ou não doentes, mas tambEm com o modo como "ode!
Iercer seu "oder, como "oderiam eI"erienciar um senso de
3ato
..
cer como "oderiam estar atentas a suas necessidades e deseGos como criar um ambiente em
Due as "essoas "ossam desen!. r novas 3ormas institucionais com 3oco no casamento, nasci!to
morte, "erda de um em"rego, divLrcio, integração 3amiliar e tr=s "reocu"açPes 1umanas) 'lEm
disso, elas trouIeram essas "reocu!cPes "ara sua "sicotera"ia, es"erando encontrar a0 algumas
res"os!e orientaçPes) Então, todas essas DuestPes, ao serem assimiladas o ethos
"sicotera"Outico, resultaram no desabroc1ar de uma "sicotera"ia de orientação 1uman0stica)
Bem, as "essoas 3icam no ar com a em"olgante "roli3eração de novos com"ortamentos e
valores) Elas estão 3ascinadas "ela vida e renovação "oss0veis na eI"eriOncia de "rimeira mão,
(as n!o t7( u(a coes!o inte)radora tra3ida pe%a teoria1 6ue possa dar si)nificado e
perspecti#a para as coisas 6ue e%as precisa( fa3er e sentir5 A teoria e o con1ecimento
"ermanecem sus"eitos, não "or causa de uma 3alta de valor inerente, mas em ra@ão de seu
isolamento 1istLrico diante da ação) Entretanto, sem uma orientação teLrica, a ação se torna
vulner=vel a uma imitação su"ersim"li3icada e loDua@ * atE mesmo ao arremedo e ao uso de
mani"ulação)
'tE os anos .96-, a "sican=lise era eIatamente essa 3orça inte!gradoia) Em 3ace de uma
sociedade 1ostil, ela tin1a criado um retrato obrigatLrio da nature@a 1umana, bem como
"rodu@ido uma nova "ers"ectiva "ara muitos com"ortamentos Due anteriormente eram em
grande "arte incom"reens0veis) ' energia integradora da "sican=lise em nosso desenvolvimento
social durante a "rimeira metade deste sEculo E bem con1ecida e im"ressionante) Ela E a ase
sobre a Dual se 3ormaram todos os teLricos de "sicotera"ia)
$as Hreud "rotegeu a inviolabilidade de seu "onto de vistaM ele a lntolerante "ara com os
desvios e suas "ossibilidades desintegraras) Para manter a integridade de seu "rL"rio sistema,
desconsiderava
lster, E) NEncounter in communit2N) In+ Burton, ') 0ed)l Encounter5 São lsco)) Bosse2!Bass, .9;9)
,.
os novos desenvolvimentos teLricos, muito embora tivessem tido origem nas 3ormulaçPes
originais Due essencialmente 1aviam sido ins"iradas "or ele "rL"rio) Ele não estava dis"osto a
"ermitir Due algumas "ers"ectivas bril1antes acrescentassem dimensPes a seu sistema, "ois
eI"erimentava as divergOncias a seus "rinc0"ios como ameaças R verdade rea%5
Como essas "ers"ectivas "ermaneceram vivas * tal Dual acontece com DualDuer teoria Due
res"onda Rs necessidades da sociedade *, elas se trans3ormaram na base "ara grande "arte do
ethos contem"orâneo) Embora os desvios de Hreud ten1am tido um im"acto menor do Due as
suas visPes, a vitalidade deles não "ode "assar des"ercebida)
4ovas "ers"ectivas teLricas
V claro Due nen1uma teoria tem um mono"Llio sobre a verdade rea%1 mas naDueles "rimeiros
dias, Duando a teoria "sicanal0tica estava sendo 3ormulada "ela "rimeira ve@, os Due se
se"aravam de Hreud tin1am tanta di3iculdade "ara tolerar as limitaçPes de seus "rL"rios
mEtodos Duanto o "rL"rio Hreud) '"esar disso, um teLrico, Ctto ?anW
,
* Due se se"arou de
Hreud *, 3oi ca"a@ de transcender o N"rovincia!nismoN Duando comentou+
%)))( as teorias de "sicologia mudam, "oder!se!ia Duase di@er, como a moda, e são obrigadas a mudar R 3orça "ara
"oderem eI"ressar, e tambEm tornar intelig0vel, o ti"o de 1omem eIistente, em sua luta dinâmica "ara manutenção e
"er"etuação)
Com tal visão, os novos desenvolvimentos teLricos não "recisam acostumar!se R
autoGusti3icação "olEmica e "er"Etua) Eles "odem se "arecer a "inturas, Due são a eI"ressão da
visão Due um 1omem tem da "rL"ria eI"eriOnciaM elas são sua "ers"ectiva, a3inal de contas, mas
não devem ser tomadas como a "rL"ria vida) 's teorias tambEm iluminam nosso camin1o)
Precisamos delas "ara ligar nossos com"or!
,) ?anW, C) -eyond psycho%o)y5 4ova AorW+ Dover Pub, .9:.)
22
eiitos e nossas visPes, de modo Due aDuilo Due 3a@emos agora ter= 8 tido "ara nLs e ter= alguma
continuidade) $as elas não são a S dade rea%9 isto não eIiste) Uall e Lind@e2
7
de3inem o Due E
uma
teoria+
r ). as teorias não são NdadasN ou "redeterminadas "ela nature@a, "or in3ormaçPes estat0sticas ou eI"erimentais, ou
"or DualDuer outro "rocesso determinante) Do mesmo modo Due as mesmas eI"eriOncias ou observaçPes "odem levar
um "oeta ou um romancista a criar DualDuer uma de mTlti"las 3ormas de arte di3erentes, tambEm os dados de
investigação "odem ser incor"orados em DualDuer um de inTmeros esDuemas teLricos di3erentes) C teLrico escol1e
uma o"ção es"ec03ica "ara re"resentar os 3atos em Due ele est= interessado, e ao 3a@er isso est= eIercendo uma
escol1a criativa livre, di3erente do artista a"enas Duanto aos ti"os de evidOncia com Due sua 3ecundidade ser= Gulgada)
C 3ato de muitas "essoas não estarem levando as teorias estabelecidas tão a sErio como 3a@iam E
um bom sinal) Entretanto, agora elas sentem 3alta de uma teoria Due "ossa re3letir as
"reocu"açPes "r=ticas) Precisam de camin1os "ara se orientarem articuladamente a res"eito do
Due elas e seus contem"orâneos estão "ensando, sentindo e deseGando) ' gestalt!tera"ia tra@ essa
orientação) V uma com"osição criativa Due assimila os dissidentes 3reudianos de um modo
Duase irrecon1ec0vel dentro da "ers"ectiva gest=ltica)
:
Sua pre(issa principa% $ 6ue a
e:peri7ncia terap7utica n!o $ (era(ente u( aconteci(ento preparat4rio1 (as u( (o(ento
#,%ido "er si, 6ue n!o precisa de nenhu( referencia% e:terno para confir(ar sua re%e#;ncia
inerente para a #ida do paciente5
4ossa verdade em gestalt!tera"ia E a"enas tem"or=ria, aDuela Due no momento E Ttil e res"onde
ao est0mulo vital dos tem"os) Di@er Due a teoria da gestalt!tera"ia E uma verdade tem"or=ria não
signi3ica Due aDuilo Due est= descrito neste livro, e em outros semel1antes, não
7) Uall, C) S) e Lind@e2, ) (eds)) Theor<es of peisona%ity5 4ova AorW+ <ile2, .9;6)
:) 4o entanto, E im"ortante Duem ou Duais 3oram algumas dessas in3luOncias) QeGa o '"Ondice ' "ara um breve
resumo)
23
mais ser= verdadeiro daDui 1= Duarenta anos) $as sim Due daDui 1= Duarenta anos aDuilo Due
estamos ensinando "oder= ser um modo antiDuado de ol1ar "ara a vida) Por eIem"lo, considere
um conceito "sicanal0tico central, a trans3erOncia) Esse conceito 3oi um lance magn03ico, Due
iluminou nosso con1ecimento a res"eito da distorção) Entretanto, na mente de muitos
"sicotera"eutas, esse conceito 3icou antiDuado) Ele en3ati@ava a caracter0stica Ncomo seN do
relacionamento "sicotera"Outico, "orEm essa On3ase E inadeDuada "ara aDuelas "essoas Due
deseGam ir alEm da des"ersonali@ação eIcessiva de nossos dias) 'gora 3a@!se necess=rio mais do
Due um recon1ecimento de Due muitos relacionamentos atuais são remodelaçPes de
relacionamentos signi3icativos anteriores) 's emoçPes Due "odem ocorrer entre o "sicotera"euta
e o "aciente são autOnticas "or direito "rL"rio, e E "oss0vel lidar com as distorçPes "resentes
com base em seus "rL"rios mEritos) V sim"lista demais "ensar em todos os acontecimentos
como se 3ossem imitaçPes elementares de um relacionamento com um dos "ais)
Embora esses acontecimentos "ossam tra@er ecos do "assado, a gestalt!tera"ia se 3oca nos
relacionamentos "resentes 6ua present5 Se o "aciente est= bravo com o tera"euta, "ode ser
im"ortante, "or eIem"lo, saber como ele aceita este sentimento agora ou o Due "retende 3a@er
com isso agora) ' inter"retação da trans3erOncia de3lete o indiv0duo dos resultados acumulados
de suas eI"eriOncias na vida, a3astando da eI"licação a 3orça "oderosa da ação e do sentimento
"resentes, substituindo o agora "elo Nera uma ve@N) Isso não Duer di@er Due o conceito da
trans3erOncia não tocou um "onto v=lido Duanto ao 3ato de as "essoas reagirem no "resente em
termos do Due a"renderam em seus relacionamentos com seus "ais) '"enas não estamos mais
interessados neste "onto) Fm "intor contem"orâneo ir= considerar os Duadros de ?embrandt
tocantes, mas ele não levaria tão a sErio a "intura de uma nature@a!morta) Embora ele
certamente aceite a veracidade da visão de ?embrandt, "recisa seguir suas "rL"rias visPes do
mundo em Due 1abita e suas "rL"rias tEcnicas "ara 3a@er contato dentro desse mundo)
omo E inevit=vel Due as "ers"ectivas mudem, a integração teLrica "recisa incluir o novo
es"0rito Due essas "ers"ectivas re3letem e criam) 'lgumas das novas "ers"ectivas mais "resentes
Due 3ormam as bases da gestalt!tera"ia * e, sem dTvida, tambEm de grande "arte
24
_
en
to 1uman0stico * são+ .) o "oder est= no "resenteM ,) a =T > $ o mais im"ortanteM 7) o
tera"euta E seu "rL"rio instru!
e
I"
erie
tera"ia $ +oa demais "ara 3icar limitada aos doentes) GIientCi ?
do
@ "oder est= no "resente
/Ima verdade muito di30cil de ensinar E Due a"enas o "resente ` t agora e desviar!se dele nos
a3asta da Dualidade viva da realidade) G
ss-
"arece tão Lbvio e E tão am"lamente aceito entre as
essoas na c1amada terceira 3orça da "sicologia, E sem"re uma sur!
resa
Due uma On3ase no
"resente como um grande im"ulso tera"Outico encontre vigorosa o"osição "or "arte de um
nTmero signi3icativo de "sicotera"eutas) Dois "aradoIos b=sicos encobrem a dinâmica do
"resente como o "oder b=sico "reordenado da vida) C "rimeiro "aradoIo E Due a gestalt!tera"ia
recon1ece os atos de lembrar e "laneGar como 3unçPes "resentes, muito embora se refira( ao
"assado e ao 3uturo) C segundo "aradoIo E Due tambEm lidamos com tL"icos so+re
"reocu"açPes Due se eI"andem alEm do alcance da con3rontação inter"essoal direta e se
refere( a muitas DuestPes autenticamente im"ortantes, como o Qietnã, o "laneGamento da
cidade, a ami@ade, o governo, o racismo, a ecologia etc)
Como esses "aradoIos são uma 3onte "rim=ria de con3usão sobre o "oder do "resente, talve@
seGa necess=rio discuti!los "ara esclarecer e am"liar nossos limites Duanto ao Due constitui o
"resente) Como muitos G= "erceberam, uma visão r0gida do "resente * Due sL "ermita Due as
eI"eriOncias literalmente "resentes entrem em DualDuer envolvimento * E "ouco inteligente)
SL "ela eIclusão arbitr=ria E "oss0vel a3astar as 1istLrias Due di@em res"eito a 3atos Due
aconteceram ou Podem acontecer 3ora do ambiente do aDui!e!agora) 'lguns desses
acontecimentos 3ormam o drama mais tocante e rico da eIistOncia de uma "essoa, e deiIar essas
1istLrias de 3ora E uma grande "erda tanto Para a "essoa Due as conta como "ara Duem as ouve)
Aassado e futuro * 's dimensPes do "assado e do 3uturo dão
con1ecimento ao Due G= 3oi e ao Due "ode vir a ser algum dia,
/raando assim limites "sicolLgicos "ara a eI"eriOncia "resente e um
nteIto "sicolLgico Due d= R 3igura "resente um 3undo contra o Dual
e
Iiste) C "aradoIo E Due, embora uma "reocu"ação com o "assado
25
e o 3uturo seGa obviamente central "ara o 3uncionamento "sicolLgico, com"ortar!se como se
estivesse no "assado ou no 3uturo, tal Dual 3a@em muitas "essoas, com"romete as "ossibilidades
vitais da eIistOncia) Cs sistemas sensoriais e motores do indiv0duo sL "odem 3uncionar no
"resente, e E da "ers"ectiva dessas 3unçPes Due a eI"eriOncia "resente "ode ser "al"=vel e viva)
auando, "or eIem"lo, um "aciente est= lembrando um acontecimento "assado e 3ica tenso
enDuanto est= contando Due 3oi es"ancado "or seu "ai, e trata esse incidente a"enas como um
acontecimento "assado, ele est= a"enas minimamente "resente) Se ele tomasse consciOncia de
sua tensão, sua eI"eriOncia "resente seria bastante intensi3icada) Então, se "udesse "ermitir
ainda mais Due sua tensão estagnada crescesse atE um sistema vivo de tensão, bem "oderia
contar a 1istLria com a raiva, es"eculemos, Due E inerente R sua tensão) ' tensão tem seu "rL"rio
"oder de direção e * lembrança ou não * se move "ara o "resente ao eI"ressar!se na
eloDuOncia verbal, no c1oro, no grito, no soco, na re"reensão ou em outras açPes eI"ressivas) C
Due anteriormente 1avia sido su3ocado, engessado no "assado, revive agora "or meio das
realidades motoras e sensoriais atualmente dis"on0veis) ' conclusão emerge "elo
recon1ecimento, "ela am"liação e "elo 3oco cont0nuo atE Due a descarga motora * dis"on0vel
apenas no "resente * 3inalmente libere a "essoa de viver no "assado morto)
' discriminação necess=ria "ara avaliar a Dualidade de "resença de DualDuer eI"eriOncia reDuer
con1ecimento, e não sim"lesmente um sistema de regras) Fma orientação gramatical Due eIiGa
Due as "essoas 3alem a"enas no "resente "ode ser um eI"erimento interessante "ara aDuelas Due
"recisem desta disci"lina es"ec03ica, mas eIigir isso de todos, o tem"o todo, E um grande
sacri30cio "ara o alcance da comunicação 1umana) ' su"erestili@ação, Due con3unde um
momento ou uma eI"eriOncia "oEticos com um modo de vida, "erde a "ungOncia do conteTdo
relevante e incita ao com"ortamento estereoti"ado e cultista do imitador) V irLnico Due a gestalt!
tera"ia seGa tão vulner=vel R su"erestili@ação, "ois di@er Rs "essoas como elas de#e( 3alar umas
com as outras E uma total contradição R orientação NantideveriaN Due E assumida "ela gestalt!
tera"ia) Fma "essoa Due esteGa a"rendendo como estar no "resente não "ode cum"rir uma
eIigOncia de estar no "resente atE Due ten1a descoberto como 3a@O!lo) Se ele est= sob a
orientação gramatical de sL 3alar no "resente * ou
26
leuma outra 3orma im"osta *, "ode obedecer, mas isso seria concordância estereoti"ada, uma
3orma va@ia em ve@ de uma
ese
nça vital)
fa%ar so+re * C segundo "aradoIo da gestalt re3ere!se ao como
. / so+re alguma coisa sem sacri3icar a imediaticidade da eI"e!
'
nc0a! C "roblema com o 3alar sobre E Due ele "ode se trans3ormar
-Z v0cio venenosoM temos tendOncia a 3icar atolados nele, como
ndo 3icamos "resos numa "orta giratLria) Como Hit@gerald di@ em
)ii+ayat"
Eu mesmo, Duando Govem, 3reDuentei avidamente Doutores e Santos, e ouvi discussPes grandiosas Sobre isso e sobre
aDuilo+ mas ainda mais Sa0 "ela mesma "orta, do mesmo modo em Due entrei)
PorEm, não E su3iciente avisar Due algo E venenoso) 's "essoas s!o por nature3a interessadas
em muita coisa Due vai alEm de DuaisDuer limites arbitr=rios do aDui!e!agoraM elas ir!o 3alar
sobre aDuilo Due as emociona * um 3ilme Due as tocoub im"ressionoub, Duem deveria começar
como @agueiro, a "oss0vel reeleição do "re3eito) Entretanto, "or mais "reocu"antes Due assuntos
como esses "ossam ser, tambEm são grandes des"ersonali@adores) Podem ser meramente
tentativas de estabelecer uma conversa, de a3astar!se de sentimentos sus"eitos, de eIibir o
"rL"rio con1ecimento, de estabelecer um envolvimento "rE!3abricado, de evitar uma briga, seIo
ou con3usão, e todas as outras manobras Due "odem tornar a vida segura mas "ouco
interessante)
Como uma reação contra esse ti"o de comunicação des"ersonali@ada, a insistOncia em
"ermanecer num mundo 3ec1ado, contornado "elos limites estreitamente de3inidos da
eI"eriOncia "resente, E sL um Pouco menos venenosa) $uitas "essoas, es"ecialmente aDuelas
Due são membros eI"erientes de gru"os de tera"ia ou de gru"os de encontro, irão di@er Due a
"reocu"ação com o Qietnã, com a arDuitetura contem"orânea, com o modo de construir um
eDui"amento de som, com lugares "rediletos de 3Erias etc) não são Nmaterial de gru"oN) Isso
e
claramente absurdo, "orDue o"erar dentro de tais limites a"aga a substância da vida das "essoas)
27
Fm 1omem 3alou a seu gru"o so+re o Qietnã, mas 3inalmente "assou "ara sua "rL"ria visão
a"aiIonada do con3lito, desenvolvendo um "esar consider=vel a res"eito do 1olocausto e
descobrindo seu "rL"rio terror "essoal com relação R "ossibilidade crescente de seu 3il1o vir a
envolver!se na guerra) Em outro gru"o, o assunto da vel1ice em nossa cultura 3oi debatido "or
algum tem"o atE Due um membro começou a contar sobre sua "rL"ria eI"eriOncia Duando ela
colocou sua mãe numa casa de re"ouso em ve@ de lev=!la "ara sua "rL"ria casa "ara morrer
enfa(i%%eB Isso logo se desenvolveu numa conversa de 3antasia com sua mãe, a Duem ela disse o
Due não 1avia "odido di@er na realidade) $ediante esse di=logo, ela recu"erou seu "rL"rio senso
de "rioridades e se libertou de seus NdeveriasN estereoti"ados com relação Rs mães)
'"render a tornar algo "essoal e absorvente a "artir de um material "rimariamente bruto E um
grande desa3io, não a"enas "ara os envolvidos no movimento de crescimento "essoal, mas
tambEm "ara todas as "essoas Due tentam intercambiar mensagens) 's "alestras, in3eli@mente,
ainda são um meio 3avorito, mas a 3alta de e3iciOncia geral da comunicação "ouco consentida E
bem con1ecida) 'inda assim, as "essoas vão e a"rendem, mesmo "elos meios
des"ersonali@ados) Cs 1=bitos ainda estão 3ortemente arraigados, e a inventividade ainda não
criou um nTmero su3iciente de novas 3ormas de comunicação Due "udessem ligar a in3ormação
e o assunto com a "artici"ação e a ação individual) '"esar disso, o es3orço continua) Cada ve@
mais "ro3essores e alunos estão desenvolvendo ação viva em seus encontros "edagLgicos) '
educação "or contrato E um eIem"lo em Due o "ro3essor e o aluno trabal1am a "artir de um
"roGeto individual e negociam o Due deve ser a"rendido) Cs "rogramas de trabal1o!estudo e
"roGetos de estudo inde"endentes são "laneGados "ara dar R educação um senso de
imediaticidade em ve@ do comum e distante N3alar sobreN) 'lEm da educação, os arDuitetos estão
envolvendo os clientes na elaboração "essoal das necessidades ambientais como um 3ator
orgânico no "roGeto de casas, edi30cios e escritLrios) ' "ol0cia est= a"rendendo sobre seu
relacionamento com as "essoas "or intermEdio de /%e0p%ayin) e de outras tEcnicas) Cs
"laneGadores de con3erOncia
Em 3rancOs no original) (4) /))
28
_ do cada ve@ mais a interação "essoal em seus "ro!
eS
t=o
B
)c
r3
,c de livros did=ticos incluem mais "roblemas de
Cs autores u d!
tos o envolvimento imediato do leitor e o envolvem na
tamt
aCão q
ue

8
i
nvidade "essoal)
tS bastante claro Due todo nosso sistema cultural * atingido
3 S "elo N3alar sobreN estEril * "recisa de novos modos Due
. m as "essoas a eI"enenciar sua açao "resente enDuanto es!
corrmnicando e a"rendendo) 4ão E de admirar Due a eI"ulsão
N3 lar sobreN da tera"ia e dos gru"os de encontro ten1a se tornado
urn
ritual) Entretanto, essa eI!comun1ão Duase 3Lbica de tudo o
e
seGa um tL"ico torna o "rocesso vulner=vel a 0nvoluçPes da auto!
/areness1 tão estreitas em alcance Due elas se voltam "ara dentro,
numa "eDuene@ cada ve@ menor) 4o momento em Due este casamento
consangu0neo seguir atE seu limite, "oder0amos nos trans3ormar em
nossos "rL"rios avLs)
A pr4pria presena * C "eso da gestalt!tera"ia oscila diante da sim"les "resença em 3ace
dessas com"licaçPes "aradoIais) Isto E, a eI"eriOncia da tera"ia * individual ou em gru"o * E
um eIerc0cio de viver sem im"edimentos num a)ora1 em Due os tL"icos de atividades "assadas
e 3uturas não tOm mais conseDuOncias im"ortantes) Como o viver neurLtico E basicamente um
viver anacrLnico, DualDuer volta R eI"eriOncia "resente E em si mesma uma "arte do ant0doto
"ara a neurose) Fma "essoa "recisa a"render Due não eIiste um contrato "redeterminado na
interação "resente, "ara sentir Due ela "ode, ou não, inDuietar!se, contar 1istLrias obscenas, ver
alguma coisa nos embaraços das outras "essoas, gritar, sentar!se "assivamente, criticar, acol1er,
desenvolver uma 3antasia louca, @ombar e todas as outras "ossibilidades com"ortamentais da
eIistOncia) Se ela est= num gru"o, est= numa nova comunidade, Due tem sua 3unção de3inida a
"artir das nature@as reais dos integrantes do gru"o, e "elas conseDuOncias im"l0citas da
interação) Portanto, alguEm bem "ode gritar Duando ela @omba de alguma coisa, e essa E uma
reação Due ela "recisa levar em ^onta) 's o"ortunidades de crescimento então surgem "or atritos
reais, e a elaboração da resolução acontece no encontro real das "essoas no "resente) auando os
res0duos do "assado inter3erem, ela "recisa
a
Prender a deiI=!los de lado e eI"erienciar a
realidade de seu com"ortamento, eIatamente ali, dentro desse gru"o de "essoas es"ec03icas)
29
Hoi "erguntado a um "aciente como imaginava ser sua vida se ele 3osse saud=vel mas tivesse
amnEsia) 4o in0cio ele 3icou deliciado com a "ers"ectiva de 3icar livre de seus embaraços atuais,
mas de"ois observou "esarosamente, como uma "essoa a"risionada em sua "rL"ria armadil1a,
Due ele mesmo era a Tnica "essoa a manter o "assado vivo) Sem dTvida, isto era verdade)
' eI"eriOncia E o mais im"ortante
' "rima@ia da eI"eriOncia est= ligada de 3orma Duase ineItrinc=!vel R "rima@ia do "resente) '
necessidade de eItrair sentido da eI"eriOncia tem sido tão marcada culturalmente Due encobriu
a "rL"ria eI"eriOncia) Esta "assou a signi3icar ou mais ou menos do Due "arece ser, e desse
modo não "ode ser considerada "or seus "rL"rios mEritos)
Hreud viu tanto o as"ecto eI"eriencial Duanto o de signi3icado da interação na tera"ia) $as o
modo como ele lidou com essa se"aração 3e@ com Due os "sicotera"eutas se 3ocassem no
signi3icado dos acontecimentos na tera"ia e na vida cotidiana, em ve@ de na Dualidade da
eI"eriOncia imediata) Sua visão da trans3erOncia, semel1ante R de Banus, enevoou a Duestão
b=sica da eI"eriOncia direta) Por um lado, a visão de Hreud sobre a trans3erOncia tem uma
Dualidade Lbvia Ncomo seN, de3letindo todas as interaçPes "resentes a nada, "ara consider=!las
dis3arces do Due vem do "assado) Por outro lado, o contato de trans3erOncia com o analista era
um 3ator central na tera"ia, muito embora ele ten1a sido a3astado em Tltima instância) '"esar
das advertOncias sobre o analista ter Due ser como uma tela em branco, ele na verdade precisa se
trans3ormar numa "resença "essoal "ara os "acientes Due 3antasticamente se re3erem a meu!
analista!isso ou meu!analista!aDuilo) Essas duas "ossibilidades a"arecem nos escritos de Hreud,
6
nos Duais ele descreveu tanto as caracter0sticas de3leIivas da trans3erOncia Duanto seu "otencial
"ara intensi3icar a eI"eriOncia) 4uma "assagem, 3alando dos a"egos neurLticos e de"endentes
ao analista, ele di@+ N%)))( o "erigo desses estados de trans3erOncia evi!
3
6) Hreud, S) 'n out%ine of psychoana%ysis5 4ova AorW+ <) <) 4orton e Co),
.9:9)
30
i
s
te na "ossibilidade de o "aciente confundir sua c c eI"eriOncias no#as em ve@ de re3leIos do
S ` o eI"lica o relacionamento cont0nuo com o tera"euta Snal de alarme, conveniente a"enas "ara
distrair da "ista Sl1a do inconsciente) Entretanto, em contraste, Hreud tam!d3c, na mesma
re3erOncia+
n vantagem da trans3erOncia E Due nela o "aciente "rodu@ na nossa te com clare@a "l=stica, uma "arte im"ortante de
sua 1istLria de vida, ri aual de outro modo "rovavelmente ele nos daria a"enas um relato insatisfat4rio5 V como se ele
estivesse re"resentando!o na nossa 3rente, em ve@ de cont=!lo, C)rifo nossoD
novo "resente em ve@ da reminiscOncia da 1istLria "assada) Ele recon1ece a nature@a dram=tica
e simbLlica da cena tera"Outica) C Due ele não recon1eceu E Due em ve@ de "rocurar os
s0mbolos do "assado "ara iluminar a eI"eriOncia "resente, a pr4pria eI"eriOncia "resente
"rodu@ s0mbolos Due são a3irmativas v=lidas e se estendem alEm dos limites da interação
tera"Outica) ' Dualidade simbLlica de um acontecimento "roGeta!o "ara a 3rente "or causa de seu
"oder "ara carregar adiante o signi3icado novo criado "elo indiv0duo) auando adDuire esse
signi3icado, ele assume seu lugar no conteIto de sua vida e não "ermanece restrito e
enca"sulado a"enas naDuelas interaçPes Due ocorrem na cena tera"Outica)
Fma mul1er, 'lice, desenvolveu uma 3antasia eItensa na Dual andava nos bosDues com sua
mãe, de braços dados, sentindo o calor sua mãe "ela "rimeira ve@) auando a sessão terminou,
'lice an!ou ate mim,
;
beiGou!me ternamente, e disse+ NEu amo vocON, e saiu
a

sa
c
a
S Ela realmente
me amava naDuele momentoM não a seu "ai ou utra "essoa, como os "artid=rios da trans3erOncia
"oderiam "ensar)
f` Para evitar uma gram=tica desaGeitada, colocando as eI"eriOncias "es!
os
tera"eutas na terceira
"essoa, "retendemos usar a "rimeira "essoa
ti 55 ^
esuv
ermos 3alando sobre um acontecimento) 'lEm disso, usamos nomes
ric
ticios)
31
4a "ers"ectiva da gestalt, essa eI"ressão E considerada "elo seu Qal
a
B a"arente, deiIando de
lado todas as DuestPes das causas de seu com B "ortamento ou sentimento) Em ve@ disso,
invoca!se uma con3iança n I 3luIo natural do relacionamento, sem "arar esse 3luIo ao se
recorreg) I Rs coneIPes simbLlicas com o "assado, e sem ol1ar alEm deste incG, I dente "ara
DuaisDuer vetores "sicolLgicos Due "udessem eI"licar seu com"ortamento "resente) Este NEu
amo vocON simbLlico se inclin
a
"ara o 3uturo de 3orma Due o "rL"rio amor se torna mais
assimil=vel de modo geral) C acontecimento, como todos os acontecimentos Du
e
"ossuem 3orça
"rL"ria, ir= a3etar o senso de si mesma dessa mul1er, seu mundo e suas orientaçPes dentro dele)
Ele tem uma relevância microcLsmica natural, re"resentando, cristali@ando, resumindo e
dramati@ando DuestPes vivas Due dominam sua eI"eriOncia atual)
auando a "aciente beiGa seu tera"euta, como neste eIem"lo, e l1e di@ Due o ama, o signi3icado
Due ela atribui a essa eI"eriOncia "ode ser+ NEu agora estou aberta "ara amar e eI"ressar isso
Duando o sinto e do modo Due me "arece certoN) Fma caracteri@ação desse ti"o 3unciona como
im"ulso "ara o acontecimento tera"Outico, "roGetan!do!o em novos est0mulos e num novo
conteIto moral "ara seu com"ortamento 3uturo) 4ão E indis"ens=vel verbali@ar isso, e muitas
ve@es 3a@O!lo rotularia o acontecimento com um signi3icado Due "oderia ser "rematuro) C
"erigo de atribuir signi3icado Rs eI"eriOncias E Due isso coloca dentro de um molde algo Due
ainda est= em "rocesso, e assim leva a com"ortamentos Due "odem se tornar subservientes ao
signi3icado e a"enas estabelecer outra base "ara o com"ortamento estereoti"ado)
Portanto, o signi3icado e a eI"eriOncia tOm uma inter!relação com"leIa, e o eIcesso de DualDuer
um deles "ode bloDuear a 3unção necess=ria do outro) 's artes ilustram bem esse "roblema)
'lguns trabal1os art0sticos, como as "inturas de Uieron2mous Bosc1, desenvolveram sistemas
de simbolismo tão intrincados e absorventes Due E 3=cil "erder de vista a "rL"ria "intura e 3ocar!
se mais centralmente naDuilo Due ela si)nifica5 Cutros artistas, es"ecialmente os escritores
contem"orâneos como 'lbee, Pinter e BecWet, negam a im"ortância simbLlica de seus trabal1os,
insistindo em Due o es"ectador a"enas e:peri(ente a "eça) Entretanto, a "lateia est= tão
acostumada R busca de signi3icado Due, Duando o roteiro não o tra@, ela "reenc1e o va@io com
suas "rL"rias es"eculaçPes) '"esar disso, a necessidade re3leIiva
32
8 Ao $ meramente um ca"ric1o, e ninguEm sabe isso de sig
ni
3
lC
^
oS

es
critores) Eles "retendem Due
DualDuer signi3icado Giael1or do D i
a
tEia ir= 3ormar!se a "artir de um "rocesso de vida
Due "ossa "essoa E a"enas a3etada "or sua eI"eriOncia da "eça)
n
ovo no D eI"eriOncia então se mani3esta de modo Tnico, a"are!
te a "rL"ria "eça ou de"ois, mas tendo uma im"ortância ara cada "essoa segundo o conteIto de
sua "rL"ria vida) c"
..
asso
5
di@ a res"eito da com"reensão da "intura+
U deseGam entender a "intura) Por Due não eIistem tentativas de enten!, a canção dos "=ssarosb Por Due amamos uma
noite, uma 3lor, tudo o Due rodeia o 1omem, sem tentar entender de modo algumb))) 'Dueles Due tentam eI"licar uma
"intura estão na "ista errada, na maior "arte do tem"o) ertrude Stein, 1= algum tem"o, disse!me alegremente Due ela
tin1a "or 3im entendido o Due min1a "intura re"resentava+ trOs mTsicos) Era uma vida tranDuilaZ
muito 3rustrados "ela "rima@ia do signi3icado Due bloDueia os as"ectos b=sicos da eIistOncia,
como se a descoberta do signi3icado 3osse uma busca meramente intelectual) Entretanto, a
im"aciOncia dele "arece dirigida contra o 3ato de a eI"eriOncia nativa ser su+stitu<da "ela busca
de signi3icado, "orDue atE mesmo ele deu um signi3icado R "intura ao di@er Due era uma vida
tranDuila) Este era o signi3icado "ara ele) Para ertrude Stein eram trOs mTsicos) Uarold Pinter
recusa!se a ser levado a dar eI"licaçPes sobre o signi3icado de suas obras, acreditando Due G=
disse tudo o Due "oderia no "rL"rio cor"o da "eça) Entretanto, a busca "or signi3icado E tão
3orte Due mesmo Pinter, Duando dirigiu uma "eça de ?obert S1aJ, "erguntou!l1e re"etidamente
o Due ele Dueria di@er com este ou aDuele 3ato na "eça)
9
S ` C "aralelo entre a necessidade de signi3icado e o 3enLmeno da 3igura#3undo, N
e
e um conceito central na gestalt!
tera"ia, E eI"licado no Ca"0tulo ,)
/ !ih 1iselin, ?), (ed)) The creati#e process5 4ova AorW+ /1e 4eJ 'merican Librar2, i966)
,i De uma entrevista em The Ne/ Yor. Ti(es Ea)a3ine1 6 de de@embro de
4a gestalt!tera"ia, estamos no mesmo barco, incomodados "
CG
, ( buscas de signi3icados Due
caracteristicamente a"agam nossas eI"
;
riOncias reais) Como a busca "elo signi3icado tem um
lugar central n
a
teoria da gestalt, a Duestão real se re3ere a coloc=!la no seu lugaG correto)
aueremos "rimeiro ouvir a 1istLria e deiIar Due o signi3icado se mani3este, em ve@ de estarmos
"resentes com eI"ectativas de determinado signi3icado no Dual todos os com"ortamentos devera
então se encaiIar) Embora a busca de signi3icado seGa um re3leIoM 1umano, a co(pu%s!o "ara o
signi3icado muitas ve@es a3oga a "rL"ria eI"eriOncia) CLsigni3icado se desenvolve a "artir da
seDTencialidade da vida e dos ritmos naturais entre a eI"eriOncia e a atribuição) 4a "sicotera"ia,
o s0mbolo E mais "oderoso Duando sua signi3icância emerge das eI"eriOncias Due eIistem
"rimeiro "or si mesmas e en0âo se "roGetam num signi3icado natural e evidente Due aGuda a ligar
as eI"eriOncias) 4esse "rocesso, o "aciente "artici"a como um igual, dando a cada nova
eI"eriOncia um lugar num novo conteIto e com novas a"licaçPes "rL"rias, transcendendo de
modo Tnico o "resente tera"Outico sem a busca estereoti"ada "or causas, 1istLria e signi3icado,
signi3icado, signi3icado)
Essa On3ase na "rL"ria eI"eriOncia, e não na sua inter"retação re3lete o es"0rito de "rotesto
contra o autoritarismo Due d= "oder a uma "essoa, Due "resumivelmente sabe mais, "ara colocar
algo sobre outra, Due "resumivelmente sabe menos) Em ve@ de brincar com Gogos de
adivin1ação intelectual, "re3erimos Due um "aciente "enetre em sua "rL"ria eI"eriOncia,
con3iando Due Duando ele obtiver um senso claro do Due est= acontecendo dentro de si, seu
"rL"rio senso de direção o im"elir= "ara a eI"eriOncia Due deve vir a seguir) Sua dinâmica
interior "recisa ser recon1ecida e des"ertada de novo) Em geral, as "essoas estão a"enas
levemente conscientes daDuilo Due as sustenta ou acrescenta riDue@a a sua "rL"ria eIistOncia) Se
alguEm "erguntasse a uma "essoa, "or eIem"lo, o Due ela est= eI"erimentando enDuanto 3ala
sobre as Tltimas eIigOncias de seu c1e3e ou sobre a gentile@a de uma amiga ou sobre sua viagem
"ara a j3rica, ela "rovavelmente 3icaria sur"resa, talve@ atE "erdesse a lin1a de "ensamento, e
não saberia o Due di@er) Entretanto, sem"re Due as "essoas conseguem descrever, ou "elo menos
entrar em contato com sua "rL"ria eI"eriOncia, as conversas movem!se "ara cima, na direção de
uma maior absorção) /al a/areness muitas ve@es E considerada como
34
distração, e assim 3reDuentemente as deiIamos de
"rivada ou G
ntera
çPes Due se tornam ins0"idas) Essas interaçPes
3ora de
n
^
D
orDue o detal1e "essoal e 1umano 3oi omitido ou
s
=o in
sl
P
m
esmo modo, não 3a@ muito tem"o, os edi30cios eram
>
ra

o
cultar ou dis3arçar as necessidades estruturais
S ? rras de aço de sustentação vis0veis, "aredes sem revestimento,
b=sica _
ertaS)
t
u
do isso era evitado e considerado desagrad=vel)
leremos vO!los) Se as estruturas corres"ondentes dentro da
_S cia individual 3ossem reveladas, ouvir0amos coment=rios como+
H tou assustada com sua "erguntaN, em ve@ de ouvir alguEm igno!
rlo ou mentindoM ouvir0amos+ NEstou assombrada com seu con1e!
_ mentoN, em ve@ de brincar de auto!su3iciOnciaM ou atE ouvir0amos+
NEstou tão em"olgada "or vocO gostar de mimZN, em ve@ de ver
alguEm 3a@endo de conta Due não se abala)
C tera"euta E seu "rL"rio instrumento
Bo2ce Car2
.-
disse Due toda arte E a combinação de um 3ato com o sentimento a res"eito dele) C
tera"euta tambEm, como o artista, age a "artir de seus "rL"rios sentimentos, como o artista,
usando seu "rL"rio estado "sicolLgico como um instrumento da tera"ia) 4aturalmente, do
mesmo modo Due o artista Due "inta uma =rvore tem de ser a3etado "or essa =rvore es"ec03ica,
tambEm o "sicotera"euta "recisa estar ligado R "essoa es"ec03ica com Duem ele est= em contato)
E como se o tera"euta se trans3ormasse numa câmara de ressonância "ara o Due est=
acontecendo entre ele e o "aciente) Ele recebe e reverbera o Due acontece nessa interação, e o
am"li3ica de modo Due isso se torne "arte da dinâmica da tera"ia) Fsando sua "rL"ria reati!
vidade, Duando a vo@ do "aciente soa de 3orma =s"era, ele "ode di@er+ QocO 3a@ com Due eu me
sinta como uma criança desobedienteN) Cu
Fm
3aiscar na eI"ressão do "aciente "ode deslanc1ar
uma 3antasia
Isobre o ti"o de com"an1eiro de brincadeiras Due o "aciente "ode ter
S.
do ou E) 'lgumas ve@es,
o tera"euta 3ica entediado, con3uso, entre!.-) Car2, Bo2ce) Art and rea%iiy5 4ova AorW+
Doubleda2 and Co), Inc), .9;.) 1
tido, com raiva, sur"reso, seIualmente eIcitado, assustado, acuado, a"reensivo, sobrecarregado
e assim "or diante) /odas essas reaçPes di@em algo sobre ambos, o "aciente e o tera"euta, e
abrangem grande "arte dos dados vitais da eI"eriOncia da tera"ia)
Essas eI"eriOncias "odem ser alimentadas tão logo o tera"euta descreve sua "rL"ria eI"eriOncia
e segue DuaisDuer e3eitos Due esses coment=rios "ossam ter na interação) Por eIem"lo, o
tera"euta di@ Due est= entediado) C "aciente "ode res"onder di@endo Due ele não est= ali "ara
entreter o tera"euta ou "ode di@er Due se sente arrasado "elo coment=rio) C Due Duer Due
aconteça E combust0vel "ara o acontecer tera"Outico) 4o "rimeiro caso, o tera"euta "ode
"erguntar Due obGeçPes o "aciente tem com relação a entretO!lo * evocando todo um cont0nuo
de res"ostas "oss0veis Due mensurariam o Duanto o "aciente se dis"Pe a ser uma "essoa
interessante na tera"ia ou na vida 3ora dela) C "aciente Due 3icou arrasado "elo tEdio do
tera"euta "ode lidar com sua "rL"ria 1i"ersensibilidade Duanto a não ser interessante, ou "ode
a"render a se tornar interessante, mudando sua linguagem, "or eIem"lo, ou res"irando mel1or
"ara a"oiar sua vo@, ou di@endo o Due na verdade est= em sua mente em ve@ das vel1as coisas G=
trabal1adas sobre as Duais estava 3alando)
Em outros momentos, o tera"euta "ode não alimentar sua "rL"ria eI"eriOncia articulando!a, mas
agindo sobre ela) Ele "ode segurar a mão de seu "aciente enDuanto este c1ora, "ode recusar!se a
res"onder "erguntas Due 3açam com Due se sinta mani"ulado, em"restar din1eiro ao "aciente
Duando ele necessita, 3icar em"aticamente @angado Duando o "aciente 3oi inGustiçado, contar
uma 1istLria engraçada num momento de descontração, ou di@er ao "aciente Due ele ou ela E
belo (a) aos ol1os do tera"euta) Cu o tera"euta "ode deiIar Due seus sentimentos se
desenvolvam em 3antasias meta3Lricas Due con3rontam o "aciente e iluminam uma de suas
caracter0sticas im"ortantes)
Por eIem"lo, um 1omem de ,8 anos, C1arles, via a si mesmo como um 1omosseIual em busca
da condição 1eterosseIual, e assim estava 3inalmente namorando uma moça) Ele 3alava bastante
sobre isso, de um modo es"ecialmente eItenso, sem ir direto ao "onto, deiIando va@ios em seu
relato e "arecendo es"erar "elo 3im de sua 1istLria, em ve@ de cont=!la incisivamente) Inclinei!
me "ara tr=s e "ermiti Due uma 3antasia visual tivesse lugar em mim) 4ela, C1arles era um
demLnio com uma ca"a 3lutuante, altemadamente verde e
36
e
el1a, bastante sinistra) Con3orme a cena da 3antasia se desen!
Qk
Si uma mul1er se materiali@ou)
Ela estava des"ida e seIual!
) "ronta "ara C1arles) Ela 3icara "ronta "ela magia do demLnio, Fo "or alguma atividade Due ele
realmente tivesse eI"erienciado) mul1er como uma combinação de min1a "rL"ria es"osa, de `
1a mãe e da namorada dele) C1arles, o demLnio, teria de tirar sua "ara ter um relacionamento
seIual 1umano) E, então, ele seria
1omem) $as ele tambEm deseGa continuar a ser um demLnio e
s
sim 1esita Duanto ao Due 3a@er)
4esse "er0odo de vacilação, entro e ten1o relaçPes seIuais com a mul1er) ' 3antasia termina)
auando terminei de l1e contar min1a 3antasia, abri os ol1os e vi Due ele tin1a no rosto uma
eI"ressão alterada absorvendo o Due eu di@ia) Começou a 3alar sobre seu "ai, cuGa lembrança
1avia sido evocada "or min1a 1istLria) Ele considerava o "ai um 1omem re"ugnante,
irres"ons=vel, Due 1avia casado trOs ve@es) Entretanto, não me considerava noGento, e na
verdade C1arles re"entinamente "ercebe Due seu "ai, "or ter sido casado trOs ve@es, era um
1omem de consider=vel atividade, Due não 1esitava Duando Dueria 3a@er algoZ 4esse momento,
C1arles estava deliciado com essa nova visão de seu "ai e igualmente deliciado com a min1a
aud=cia) Logo de"ois dessa sessão, ele encontrou uma segunda mul1er com Duem eI"erimentou
del0cias seIuais Due nunca imaginara) Embora ten1am eIistido, E claro, muitas outras
eI"eriOncias em sua tera"ia Due a3etaram seu desenvolvimento seIual, esta 3oi "elo menos tão
im"ortante Duanto DualDuer outra)
' am"litude de interação, na Dual a eI"eriOncia do tera"euta E "ertinente * atE mesmo
indis"ens=vel * "ara o "leno envolvimento tera"Outico, E muito grande) C recon1ecimento da
centralidade da "rL"ria eI"eriOncia do tera"euta eIiste não sL na gestalt!tera"ia, mas tambEm no
trabal1o rogeriano, na tera"ia eI"eriencial, no treinamento de sensibilidade, e entre os
"sicLlogos de orientação eIistencial, Due vOem a tera"ia como um envolvimento 1umano de
duas vias) Dentro desta "ers"ectiva, incluir a eI"eriOncia do tera"euta E tao sim"les Duanto di@er
Due um mais um E igual a dois)
Entretanto, a vantagem de usar a "rL"ria eI"eriOncia do tera"euta
v
ai alEm da caracter0stica
aditiva de incluir tudo o Due esteGa dis"on0!
Qe
l no encontro de tera"ia) auando o tera"euta entra
em si mesmo,
est= a"enas tornando dis"on0vel ao "aciente algo Due G= eIiste,
est= tambEm auIiliando a ocorrOncia de novas eI"eriOncias,
baseadas em si mesmo e tambEm no "aciente) Isto E, ele se torna não sL alguEm Due res"onde e
Due d= feed+ac.1 mas tambEm um "artici"ante art0stico na criação de uma nova vida) Ele E mais
Due um catalisador Due "ermanece imut=vel enDuanto a3eta a trans3ormação Du0mica) C
tera"euta mudaM ele se torna mais aberto R am"litude de eI"eriOncias Due "ode con1ecer em
"rimeira mão, descobrindo com o "aciente como E envolver!se dos muitos modos abertos a eles)
Por eIem"lo, su"on1a Due o tera"euta descubra em si mesmo um grande 3ilão de eIigOncias
r0gidas, cedendo "ouco a "edidos de com"aiIão e re"etidamente atirando obst=culos 3rustrantes
no camin1o de DualDuer interação delicada) Cabe ao tera"euta tornar!se consciente dessa
caracter0stica e aceitar essa consciOncia como "arte do 3luIo tera"Outico) Se ele deiIa de 3a@er
isso e se concentra a"enas na c1amada nature@a doente do "aciente, incentiva a distância
"essoal) 'o 3a@O!lo, ele sacri3ica a vitalidade de um envolvimento mTtuo entre dois seres
1umanos e d= a si mesmo "ouca o"ortunidade de crescimento "essoal) auando recon1ece sua
dure@a como "arte de sua 1umanidade, "ode desbloDuear as 3ontes de sua "rL"ria com"aiIão)
Cu, em ve@ de tornar!se com"assivo, "ode recon1ecer como seu com"ortamento 3rustrante E
in3rut03ero, como 3e@ Perls, Due 3alava com 3reDuOncia sobre a 3rustração 1abilidosa,
..
embora
ele tambEm "udesse acol1er sua ternura) ?econ1ecer e sustentar a "rL"ria nature@a r0gida, e
deiIar Due ela seGa uma "arte viva de uma nova con3rontação "ara o "aciente e tambEm "ara si
mesmo, "ode ser uma 3onte de envolvimento maior Due a "ermissivi!dade tera"Outica
convencional) Se o tera"euta ignora essa caracter0stica em si mesmo, "ode, ainda assim, 3a@er
um bom trabal1o com muitas "essoas, mas se trans3orma num tEcnico, ministrando "ara outra
"essoa, e não vivendo a tera"ia com todo o sabor Due est= dis"on0vel)
'lEm disso, E im"ortante Due o tera"euta trabal1e livremente, "orDue do contr=rio ele se arrisca
a entor"ecer seu "rinci"al instrumento * ele mesmo) Ccasionalmente, "ode "recisar bloDuear
"or certo tem"o sua 3unção natural, Duase como um "resente "ara L "aciente cuGo "rL"rio
movimento "oderia não su"ortar a reação do tera"euta) Embora o tera"euta "ossa di@er Due est=
entediado Duando assim o sente, eIistem tambEm momentos em Due, como um "resente,
..) Perls, H) S) Gesta%t therapy #er+ati(5 $oab, Fta1+ ?eal Peo"le Press, .9;9) 75
errnite a si mesmo 3icar entediado, sabendo Due acabar= com o ))
ge

-
"aciente não o 3i@er)
Entretanto, sL "ode "ermitir Due isso
te
ça em "oucas e es"açadas ve@es) C "reço ser= muito alto
se se S car a "erder a 3=cil e3ervescOncia Due sente Duando est= 3unciono em sua mel1or 3orma)
omo um gato Due lambe a si mesmo, como um arrombador de co3res Due liIa a "onta de seus
dedos, o tera"euta tem de se manter a3iado)
Cbviamente, esta visão a res"eito da utilidade da eI"eriOncia Snterior do tera"euta contEm
"roblemas em "otencial) 'ntes de tudo, ele se arrisca a considerar o 3luIo livre de suas
eI"eriOncias "or si mesmo como um sine 6ua non da eIcelOncia, o Due não E verdade) Di@er Due
se est= entediado, "or eIem"lo, mesmo Duando se est= entediado, não E uma a3irmação de alta
Dualidade, "or mais autOntica Due seGa) Cs envolvimentos mais "ueris "odem se tornar
santi3icados Duando se su"Pe de 3orma gratuita Due seGam a verdade eterna a"enas "orDue
ocorrem internamente) ' es"ontaneidade não E garantia de eIcelOncia, embora seGa uma de suas
marcas) Bom gosto e talento são necess=rios "ara se elaborar uma resolução do 3luIo entre o
"aciente e o tera"euta Due recon1eça seus obGetivos e interesses duradouros) De outro modo, a
orientação teLrica * entendida como um guia, e não como uma garantia * "ode ser tradu@ida
numa certi3icação de eIcelOncia meramente "or uma adesão cega a seus "receitos)
' eI"ressão livre atinge seu signi3icado mais "leno "rimariamente no com"ortamento Due
aceita a res"onsabilidade "elo Due acontece a seguir) C Due Duer Due 3açamos, sem"re eIiste um
"rLIimo momento) Hugir da res"onsabilidade no momento seguinte E um modo de
des"ersonali@ação) Embora isso "ermita uma liberdade su"er3icial, tambEm constrLi um muro
de 3alta de "reocu"ação genu0na entre duas "essoas DuaisDuer, e certamente entre "aciente e
tera"euta) C resultado não E um sistema de associação livre, mas sim aDuele a Due Nerls se
re3eria como Ndissociação livreN)
.,
Isso E semel1ante a um
e
Duivalente adulto do Due Piaget
.7
descreve na in3ância Duando dois
.,) Perls, H) S) NHour lecturesN) In+ Hagan, B) e S1e"erd, I, (eds))) Gesta%t therapy
no/
0 Paio 'lto, Cali3Lrnia+ Science e
Be1avior BooWs, .98-)
.7) Piaget, Bean) The %an)ua)e and thou)ht ofthe chi%d5 4ova AorW+ /1e <orld i1i Co), .966)
39
indiv0duos agem sem coneIão, cada um autOntico no seu "rL"rio Duadro de re3erOncia, mas
nen1um deles a3etado "elo Due acontece dentro do outro) Como um eIerc0cio, a associação livre
tem "oder "rodutivo) Entretanto, em Tltima instância, as associaçPes livres "recisam aGudar a
orientar a "essoa "ara sua necessidade de reali@ar escol1as livres) ' "rinci"al di3erença entre a
associação livre e a escol1a livre E a di3erença entre o rece"t=culo "assivo e o criador ativo) '
"rimeira "essoa est= R mercO de suas associaçPes livres, a segunda tem vo@ ativa em sua criação)
' On3ase na associação livre, comum entre muitos ade"tos da es"ontaneidade, E 3reDuentemente
um modo de evitar a res"onsabilidade diante da lei natural Due insiste Due uma coisa se segue a
outra) Ha@er escol1as livremente E o modo de descobrir como uma "essoa cria a "rL"ria vida,
embora seGa necess=rio manter uma ligação conseDuente com os novos desenvolvimentos)
' tera"ia E boa demais "ara 3icar limitada aos doentes
.:
Cutra "ergunta Due o tera"euta deve 3a@er a si mesmo E se uma teoria "ode ir alEm da mera
e3etividade ao alcançar ou a cura ou o crescimento "essoal, c1egando atE suas im"licaçPes "ara
a nature@a de uma sociedade em desenvolvimento) Por eIem"lo, como seria viver numa
sociedade gest=lticab
.6
Essa Duestão E relativamente nova "ara a "sicotera"ia "orDue os "sicotera"eutas atE
recentemente "ermaneceram con3inados a seus consultLrios) 'gora estão "assando "ara o
"rimeiro "lano e orientando as "essoas com relação a novos valores e com"ortamentos,
enDuanto a religião, o mentor 1istLrico, "arece estar se dissolvendo con3orme seus "rinc0"ios
colidem com os "rinc0"ios mais adeDuados R E"oca e
.:) Parte do material desta seção a"areceu originalmente no ensaio de E) Polster, NStolen b2 2"siesN, in+ Burton,
(ed)) /Jelve t1era"ists, São Hrancisco+ Bosse2!Bass, .98,)
.6) ?e"are Due o livro G%aden && de B) H) SWinner (4ova AorW+ $acmillan, .9;-) E uma 3antasia Due relaciona uma
teoria a uma sociedade Due se baseia em seus "rinc0"ios)
40
3orniam o ambiente contem"orâneo) Cs "sicotera"eutas Due tumavam "ensar no indiv0duo, na
d0ade e no "eDueno gru"o, temente
v
i
s
l
um
braram
as
vastas o"ortunidades e a grande
eSS
idade social de estender R comunidade mais am"la aDuelas soes Due se desenvolveram a "artir
de seu trabal1o com "essoas "erturbadas)
4ão nos limitamos mais ao trabal1o com os doentes, e o conceito i
cF
ra 1= um bom tem"o
"assou a ser um anacronismo) ' visão tradicional do "sicotera"euta Duanto R cura tera"Outica
era ingEnua) Segundo esta visão, a sociedade "resumivelmente tin1a uma am"litude
n
a Dual
DualDuer "essoa Due estivesse em boa 3orma "sicolLgica "oderia encontrar um lugar correto
"ara si mesmo) '"enas aDueles Due recorressem R distorção e R obsessão "oderiam 3racassar na
reali@ação das o"ortunidades de suas "rL"rias orientaçPes)
V vis0vel agora Due isso era NPolianaN "ura, e a realidade est= mais "rLIima dos sentimentos do
gra3ite dos Govens Due escrevem 'u%ano de ta% co(e (erdaH5 '"enas Duer0amos NcurarN as
"essoas, atE 3icar claro Due NdoenteN era obviamente um rLtulo inadeDuado "ara colocar na
maioria das "essoas com Duem trabal1=vamos)
'ssim a "alavra NcrescimentoN tornou!se bastante usada) 4ovas "essoas vieram, cada ve@ mais
buscando 3ormas mel1ores de viver, "ensando "ouco em cura e muito em auto!a"er3eiçoamento
e em descoberta "essoal) ' em"olgação "assou a ser mais central Due nunca como uma 3orma de
motivação) 's 3ormas de interação indu@em grande em"olgação, levando a eI"eriOncias de
3amiliaridade "rimai, "ro3unda e calorosa, entre "essoas Due de outro modo teriam "ermanecido
estran1as ou sim"lesmente con1ecidos)
Considerando essa On3ase nas necessidades 1umanas comuns e no gru"o como uma
minicomunidade baseada em "rinc0"ios tera"Outicos, o "rLIimo "asso sociolLgico vai alEm não
a"enas da NcuraN, mas tambEm do NcrescimentoN "essoal, c1egando ao desenvolvimento de um
novo clima comunit=rio) Como ninguEm "ode esca"ar R "oluição PsicolLgica de seu ambiente
atE Due nLs, em nossos gru"os ou tera"ia, germinemos as mudanças "sicolLgicas necess=rias em
nosso clima comunit=rio, estaremos vivendo uma eIistOncia em dois mundos, estando
ao
mesmo
tem"o na atmos3era do gru"o de encontro e no mundo em c
Fe
vivemos nossas vidas co3idianas,
sem conseguir conciliar um ^m o outro) 4ovas maneiras de se comunicar, novos valores, novas
41
"rioridades na mudança de instituiçPes como casamento, escolas governo, novas eIigOncias
vocacionais, novos sistemas de recom"ensas * tudo isso 3a@ "arte de uma mudança necess=ria
na atmos3era es"iritual de nossa sociedade)
4este momento da 1istLria, os "sicotera"eutas e "ro3issionais a3ins estão alimentando suas
"ers"ectivas e deseGos "ela corrente sociolLgica) 4um artigo "ublicado em The Ne/ Yor. Ti(es
BooW ?evieJ, $ars1all Berman
.;
a3irma+
as e
4ossos "ais e avLs se voltavam "ara os romancistas, mas nLs "rocuramos cada ve@ mais os sociLlogos, os
antro"Llogos e os "sicLlogos "ara Due iluminem o modo em Due vivemos agora)
Portanto, "oder0amos imaginar EriW EriWson como nosso /olstLiM Cscar LeJis "oderia ser nosso D) U) LaJrenceM
$argaret $ead "oderia ser nosso eorge Elliot, a saga matriarcal de nossa cultura) Claude Levi!Strauss deu ao
trabal1o de cam"o do antro"Llogo a mesma urgOncia es"iritual da busca de $ellvillean ou de Conradian) David
?iesman "oderia ser nosso /1acWera2 * embora em determinado momento ele "arecia Duerer se tornar nosso
Hlaubert) ?) D) Laing, Due na Guventude talve@ deseGasse se trans3ormar em nosso DostoievsW2, agora na meia!idade
"arece ter se aGustado a ser nosso Uesse)
Embora essas visPes atualmente ten1am grande im"acto, elas tOm "ouca garantia, nesse eIato
momento, de serem as vo@es mais e3etivas) C maior desa3io vem, como sem"re, das "essoas
com orientação materialista Due, Rs ve@es "or meio da ambição, do 1=bito, e ainda da
necessidade mais 3undamental, acreditam Due uma galin1a em cada "anela nos dar= tudo o Due
"recisamos) 's necessidades materiais, como comida, "or eIem"lo, s!o tão "rimordiais Due
"arecem su"erar todas as outras consideraçPes e atrair a atenção das "essoas e de seus governos)
Cs 3atos "sicolLgicos da vida, E claro, são colocados em segundo "lano, e a"enas um "eDueno
recon1ecimento l1es E dado "elo trabal1o da religião, Due est= desa"arecendo) Portanto, E a
"artir de uma "osição de "ouca 3orça Due a "sicotera"ia deiIa sua marca) /alve@ nossa incursão
no materialismo G= ten1a se iniciado
.;) Berman, $ars1all) Ne/ Yor. Ti(es5 BooW ?evieJ, ,8 de 3evereiro de .98,)
42
in eItenso trabal1o dos "sicLlogos na indTstria e "elo aumento das nsultorias "ara governos e
outras instituiçPes sociais)
EnDuanto isso, mediante uma "reocu"ação com o clima e tam!# com o crescimento "essoal, uma
visão mais "lenamente 1ol0stica ,
n
omem est= se desenvolvendo não a"enas como um todo
dentro Gg si mesmo, mas tambEm inse"ar=vel de sua comunidade) C a3rouIamento dos tabus
venenosos est= acontecendo a nosso redor) Cs "
a@e
s estão usando cabelos longos, 1omens e
mul1eres Govens vivem nos mesmos dormitLrios, "essoas negras a"arecem em comerciais de
/Q como consumidores, não como em"regados, "aci3istas in3luenciam a conduta de uma nação
na guerra, "essoas nuas são vistas no "alco e em 3ilmes, e as rou"as se trans3ormaram numa
deliciosa rebeldia) ' "sicotera"ia tem tido um lugar im"ortante em todas essas criaçPes,
enviando durante v=rios anos uma mensagem "ara Due as "essoas eI"erienciassem sua "rL"ria
realidade em ve@ de engolir os estereLti"os e as distorçPes Due anteriormente 3a@iam com Due os
desvios das normas "arecessem ser "atologias)
's in3ormaçPes continuam a surgir num ritmo crescente) $al "odemos "ermanecer atuali@ados
com as novas "ers"ectivas tecnolLgicas Due estão surgindo) InovaçPes em grandes gru"os
abrem camin1o, acrescentando o conceito de desi)n aos esclarecimentos interativos descobertos
nos "eDuenos gru"os abertos) Cs desi)ns sustentaram eI"eriOncias sem l0der * valiosas nos
locais em Due as necessidades continuam a ultra"assar as eDui"es "ro3issionais * e "ermitiram
intercâmbios entre atE mil "essoas numa sala) randes gru"os 3oram usados "ara estabelecer
novos desi)ns "ara interaçPes em con3erOncias, ca3eterias, centros de crescimento, "roGetos de
abrigo, indTstrias, universidades, serviços de assistOncia social, encontros de cidades e outros
agru"amentos normais de "essoas) ' tecnologia agora mclui tambEm gravaçPes, /Q e
"rogramas de autogestão) 'lEm disso, uma arDuitetura sociolLgica est= se desenvolvendo e se
re3lete em movimentos de renovação das cidades, no estudo dos e3eitos "sicolLgicos dos
ambientes, "laneGados e não!"laneGados,
.8
e em novas 3iloso3ias 1uman0sticas de desi)n5
.8) Pros1ansW2, U) $), Ittelson, <) U), e ?ivWin, L) ) (eds)), En#iron(enta% Psycho%o)y5 4ova AorW+ Uolt, ?ine1art
e lcinston, Inc), .98,)
Cbviamente, essas breves "alavras sobre os novos canais de res"osta R mensagem "o"ular são
a"enas um leve toDue e uma "romessa) $as talve@ "ossam ser su3icientes neste conteIto "ara
sugerir como as inovaçPes oni"resentes na tecnologia 1uman0stica a3etarão inevitavelmente a
sociedade mais am"la, levando!a "ara novas dire!çPes Due "ossam ter sido ins"iradas "elas
"essoas dentro do ambiente "sicotera"Outico)
44
' 3igura viva
Certa vez tentei convencer um behaviorista de que, ao falar sobre um pssaro macho e se referir ! f"mea
como #um estímulo#, ele estava ignorando os problemas e os fatos da organização.
Wolfgang Koler
U= alguns anos, um de nossos colegas começou de brincadeira uma coleção de NleisN) Essas leis
eram lament=veis migal1as de sabedoria, codi3icadas a "artir de sur"resas comuns a res"eito das
"eculiaridades do 1omem+ sem"re batemos duas ve@es num torno@elo mac1ucado, um "edaço
de torrada sem"re cai com a manteiga "ara baiIo, as coisas com Due vocO gosta de brincar o
conDuistam, e 3inalmente, a lei Due di@ res"eito a nLs+ "erce"ção visual vai alEm daDuilo Due
"ode ser visto)
Cs eI"erimentos "erce"tuais sim"les dos "rimeiros "sicLlogos da gestalt
.
abriram camin1o "ara
os estudos Due mostram o Duanto a motivação a3eta a "erce"ção
,
e de"ois "ara os insi)hts
tera"Outicos de Nerls, Due sinteti@ou as leis da "erce"ção sim"les+ "rimeiro num
Xo1ler, <) Gesta%t psycho%o)y5 4ova AorW+ 4eJ 'merican Librar2 o3
J
orld Literature Inc), .969)
_l_ Beardslee, D) e <ert1eimer, $) (eds))) Readin)s in perception5 Princeton, F>>@5 Qan4ostrand, .969) r
.9:8 c
er
c
s
m H! S) E)o1 hun)er and a))ression5 Londres+ eorge 'llen e FnJin, ti,i
sm

H
!
S
! Ue33erline, ?al"1 e
oodman, Paul) Gesta%t therapy5 4ova AorW+
Bul
nn Press Inc), .96.)
!"
sistema de "sicotera"ia e em seguida numa visão 1uman0stica eIistOncia do 1omem)
-ac.)round da eI"eriOncia
Cs "sicLlogos da gestalt investigaram a dinâmica do ato de "erceber) /eori@aram Due o
"ercebedor não era meramente um alvo "assivo "ara o bombardeio sensorial Due vin1a de seu
ambienteM em ve@ disso, ele estruturava e im"un1a ordem a suas "rL"rias "erce"çPes)
Basicamente, organi@ava as "erce"çPes do 3luIo sensorial Due o atingia, numa eI"eriOncia
"rim=ria de uma fi)ura vista ou "ercebida contra um conteIto ou fundo5 ' 3igura "oderia ser
uma melodia Due se distinguia de um conteIto 1armLnico ou "oderia ser um "adrão visual Due
emergia como uma entidade coerente contra um gru"o de lin1as di3erentes do "adrão) Fma
3igura, Duer ela seGa sim"lesmente "erce"tual ou "ossua uma ordem mais elevada de
com"leIidade, emerge do 3undo, como se 3osse um baiIo!relevo, assumindo uma "osição Due
atrai a atenção e realça suas caracter0sticas de contorno e clare@a) ' 3igura a"arece ricamente
detal1ada e convida ao eIame, R concentração e atE mesmo R 3ascinação)
Cutra caracter0stica im"ortante da "erce"ção E o movimento do indiv0duo na direção do
3ec1amento) Fma 3igura E vista como uma imagem com"leta, delimitada * em alguns casos o
"ercebedor atE mesmo com"ensa visualmente os va@ios do contorno, como ao ver esses "ontos
se"arados tal Dual a 3igura de um c0rculo+
$ais do Due um re3leIo "erce"tual, este im"ulso na direção da inteire@a das unidades da
eI"eriOncia E tambEm um im"ortante re3leIo pessoa% Due 3reDuentemente E im"edido "elos
3atos sociais da vida Due interrom"em as "essoas envolvidas no "rocesso de 3a@er muitas
46
nue deseGam 3a@er) Essas açoes incom"letas são 3orçadas a
I
3undo, onde "ermanecem *
inacabadas e incomodas * lmente distraindo o indiv0duo daDuilo Due est= 3a@endo no
momento) h
Pegg2 "ercebeu durante uma sessão de tera"ia Due ela nunca
_ 1a se sentado novamente no colo de seu "ai, "ois Duando era muito
vin1a sua mãe 1avia gritado com ela "or tO!lo 3eito) Ela se acostu!
u com a distância, e de re"ente "ercebeu Due c1egara a "onto de
col1er um marido Due não iria deseGar "roIimidade 30sica) Pegg2
reali@ou esta acomodação de muitas 3ormas, Due inclu0am um blo!
nueio muscular de suas sensaçPes de calor * uma de3esa 3isiolLgica
hh
e

u
ma crença de Due se a"roIimar dos 1omens sL causa "roblemas
hh
um
mEtodo ideolLgico) 4o entanto, o im"ulso "ara com"letar esse
ato "rematuramente interrom"ido * "rovavelmente toda uma sErie desses atos, "ois sentar!se
no colo de seu "ai a"enas inicia uma seDuOncia de "roIimidade * E uma 3orça Due ela "recisa
vigiar) ' visão da gestalt E Due Pegg2 ir= sentir!se insatis3eita atE Due ten1a a o"ortunidade,
talve@ muitas, de "ermitir Due o im"ulso retome seu curso e alcance a inteire@a) Ela ainda não
est= "ronta "ara "ermitir isso) $as atE Due "ossa 3a@O!lo, essa "rovavelmente ser= uma Duestão
central "ara Due ela cresça e deiIe de ser uma criança intimidada "elas neuroses de seus "ais)
auando Pegg2 "uder res"onder R 3ascinação de a"roIimar!se dos 1omens, sua necessidade
"oder= se trans3ormar numa 3igura e numa 3orça de ação, e ela "oder= se trans3ormar numa
mul1er madura Due a"recia e vive suas "rL"rias necessidades) C 3undo, "or outro lado, não tem
esse magnetismo) Sem limites e sem 3orma, sua 3unção "rinci"al E "ro"orcionar o conteIto Due
dO "ro3undidade R "erce"ção da 3igura, dando!l1e "ers"ectiva mas causando "ouco interesse
inde"endente) C "oder do 3undo est= em sua 3ertilidade) Idealmente, a divisão da eI"eriOncia
em 3igura e 3undo E transitLria, e algumas ve@es atE mesmo 3lutuante, e o 3undo E uma 3onte
cont0nua na 3ormação de novas 3iguras) QocO sL "recisa dar uma ol1ada "ara 3ora de sua Ganela
"ara eI"erimentar como o 3luIo de sua
a
tenção "ode mover!se r="ida e livremente de uma "arte
do "anorama Due vocO vO "ara outra) Primeiro, uma =rvore começando a brotar Prende o seu
ol1ar, e vocO l1e d= atenção) ?e"entinamente, um "=ssaro se lança de um gal1o e vocO segue o
seu v&o "elo cEu) Fma nuvem de 3ormato intrigante o distrai do v&o do "=ssaro e "rovoca
47
uma cadeia de associaçPes) Fm camin1ão de entrega de leite "=ra QocO não vO mais o "=ssaro
nem a nuvem, mas em ve@ disso ouve o rangido das marc1as, o barul1o das garra3as) QocO
observa a curva dos ombros do leiteiro enDuanto ele camin1a "ela entrada da casa de um
vi@in1o com sua cesta aramada c1eia de leite, ovos e DueiGo) co eI"eriOncia 3lui sem
im"edimentos) ' DualDuer momento, aDuilo Due E 3igura "ode voltar ao 3undo e algo do 3undo
"ode se tornar 3igura)
Entretanto, este 3luIo inocente E a"enas "arte da 1istLria) Estudos Due investigavam a in3luOncia
da motivação na "erce"ção deiIaram claro Due o "ercebedor não sL estrutura o Due ele "ercebe
em unidades econLmicas de eI"eriOncia, mas tambEm edita e censura aDuilo Due vO e ouve,
1armoni@ando seletivamente suas "erce"çPes com suas necessidades interiores) Por eIem"lo,
uma "essoa com 3ome tem maior "robabilidade de "erceber como comida um est0mulo amb0guo
Due l1e seGa a"resentado)
:
Portanto, a eI"eriOncia interior colore e determina a eI"eriOncia atual)
Do mesmo modo como uma "essoa 3aminta "ercebe a comida, mesmo Duando esta não est= l=,
uma "essoa insatis3eita continua a elaborar em suas atividades atuais as DuestPes inacabadas do
"assado) C Due estamos c1amando de 3igura ou de 3undo vai alEm do Due as sim"les atividades
"erce"tuais sobre as Duais 3alaram os "rimeiros "sicLlogos da gestalt) EItra"olando a "artir
dessas atividades "erce"tuais b=sicas, 3ica a"arente Due todas as "reocu"açPes 1umanas
re3letem necessidades organi@acionais de nature@a 1ol0stica) Em certo sentido, toda a vida de
uma "essoa 3orma o 3undo "ara o momento "resente * mesmo Due muitos dos acontecimentos
es"ec03icos nesse 3undo "ossam desa"arecer como uma Tnica bol1a na =gua 3ervente)
/rOs elementos com"Pem o 3undo na vida de um indiv0duo+
.) Ji#7ncias anteriores * 's caracter0sticas de gentile@a, inteligOncia, ambição e assim "or
diante são caracter0sticas Due orientam a vida e in3luenciam as eI"eriOncias Due emergem no
"rimeiro "lano do "resente) Ser caracteri@ado essencialmente signi3ica+ Due os atos
:) $cClelland, D) C) e 'tWinson, B) <) N/1e "roGective eI"ression o3 needs+ I) /1e e33ect o3 di33erent intensities o3 t1e
1unger dr0ve on "erce"tionN) 2our0Psycho51 ,6+,-6!,,, .9:5)
:5
amentos Due se encaiIam ou combinam com essa caracter0s!
oF
P) ) emergir com a "roeminOncia
de 3igura mais "rontamente do ti
ca

troS
D
F
e são menos com"at0veis com esse 3undo)
c o 3undo de uma "essoa contEm gentile@a, ser= mais 3=cil Due "alavra suave ou uma eI"ressão
de sim"atia emerGam como 0! ra do Due se o 3undo 3or colorido "elo sadismo) Se, "or eIem"lo,
"essoa não consegue tolerar sua "rL"ria 1omosseIualidade, todos com"ortamentos Due
reDueiram a 1omosseIualidade como 3undo rão neutrali@ados ou "rodu@irão con3usão ou
ansiedade) aualDuer ali@ação Due "ossa resultar ser= minimi@ada "ela se"aração entre seu ato e
o 3undo de sua Nnature@aN Due "oderia dar dimensão e conteIto a esse ato) Portanto, se a "alavra
ou o conceito 1omosseIualidade 3or um NtabuN, a eI"eriOncia de alguns com"ortamentos Due
"oderiam estar inclu0dos nesse tabu * tais como a ternura num 1omem, a dure@a numa mul1er
etc) * tambEm ter= menor "robabilidade de vir R su"er30cie) Fm moralista seIual "assar= "or
momentos di30ceis se "ermitir Due "ensamentos ou sensaçPes seIuais emerGam) auando isso
acontece, surge um "roblema, Due "ode ir desde um descon3orto leve atE o "ânico)
C trabal1o da "sicotera"ia E alterar o senso Due o indiv0duo tem de seu 3undo, de modo Due tais
eI"eriOncias novas "ossam a)ora ser 1armoniosas com sua nature@a) Ele "recisa descobrir Due
as eI"eriOncias não são inevitavelmente o Due ele ac1ava Due seriam, Due de 3ato elas são bem!
vindas, e Due "or meio dessas eI"eriOncias em mudança, seu 3undo se altera e "assa a ser
"oss0vel ter 1armonia em sua vida) U= uma grande onda de ativação Duando uma 3igura salta do
"onto mais distante do 3undo, onde ela anteriormente recebia "ouco ou nen1um
recon1ecimento) Isso "ode ser em"olgante "ara uma "essoa aventureira, ou "ode criar ansiedade
e c1oDue "ara as "essoas cuGo 3undo est= 3ora de seu "rL"rio cam"o visual ou da visão dos
outros) C ocultamente de "artes do 3undo re"resenta um es3orço cuidadoso "or "arte do
indiv0duo "ara não acessar esses 3undos de caracter0sticas ou eI"eriOncias desativados) Dessa
3orma, o 3undo não est= livremente dis"on0vel como uma 3onte de novas 3iguras)
' reversibilidade 3igura#3undo est= na rai@ da 3luide@ na vida) Idealmente, não eIistiria uma
eI"eriOncia no 3undo da eIistOncia Due
aa
o "udesse se trans3ormar em 3igura, sob as
circunstâncias corretas) durante a tera"ia, a "essoa "ode entrar em contato com todas as
49
variedades da "rL"ria loucura, desde a "aranLia atE a "sico"atia) 'lEm de con1ecer a "rL"ria
bondade, "ode!se con1ecer a "rL"ria crueldade) Fma "essoa "ode alcançar o "otencial de
eI"eriOncia "ara credulidade, vingança, com"etitividade, "erversão, re"ugnância, relutância,
"assividade, teimosia e todas aDuelas outras caracter0sticas Due "odem 3a@er "arte de uma
"ro3unda união entre 3igura e 3undo) ' clare@a e a e3ervescOncia da vida da "essoa são
"ro3undamente a3eta!das "ela riDue@a em Due o material do 3undo "ode se trans3ormar em
3igura, "orDue E a"enas na 3igura p%ena1 "ercebida ardentemente contra o 3undo aceito, Due o
bem!estar e a vitalidade "odem coeIistir) ' ativação não tolerada E trans3ormada e
eI"erienciada como ansiedade) auando o 3undo contEm bolsPes sombrios, ele não "ode
"ro"orcionar a base "ara a e3ervescOncia na eI"eriOncia Due torna "oss0vel a em"olgação) 's
"essoas, cuGo 3luIo de 3iguras E com"ulsivo ou cuGas 3iguras são "ercebidas sem o a"oio do
3undo, "erdem a Dualidade de "ro3undidade sentida naDuelas cuGo desenvolvimento de 3iguras
"arece 3luir natural e graciosamente de um rico 3undo eI"eriencial)
C mesmo E verdadeiro "ara o Due "ode ser c1amado de re"ertLrio de eI"eriOncias "essoais
relacionadas ao momento "resente, "or eIem"lo, um 3undo Due suscita natação numa "essoa
Due deseGando uma atividade 30sica vai nadar) 's condiçPes "ara o inter!relacio!namento 3igura!
3undo aDui são similares RDuelas Due in3luenciam as caracter0sticas "essoais do indiv0duo)
auando uma "essoa nadou, viaGou, o"erou um torno, "lantou 3lores, andou de moto, 3e@ vin1o,
"intou um Duadro, saltou de "=ra!Duedas, ela am"liou o 3undo do Dual "ode eItrair novos
desenvolvimentos de 3iguras) Em outras "alavras, R medida Due o 3undo de sua eI"eriOncia se
torna mais diversi3icado, ele tambEm se torna "otencialmente mais 1armonioso com todo um
cont0nuo de acontecimentos) ' diversidade resultante tem maior "robabilidade de assegurar um
3undo relevante "ara DualDuer coisa Due "ossa estar acontecendo no "resente)
Cs "ais Due, arriscando!se ao diletantismo, 3a@em Duestão Due seus 3il1os ten1am aulas de
dança, de mTsica, eI"eriOncias de viagem, visitem museus, a"rendam a res"eito das 3lores,
estão im"licitamente concordando com essa regra) Cs "oetas descreveram de modo muito belo a
sabedoria de eI"andir a am"litude do 3undo de uma "essoa, "ois isso a torna mais suscet0vel e
mais res"onsiva R eI"eriOncia) Xeats, "or eIem"lo, escreveu o "oema a seguir, Due mostra a
50
oleação luminosa e o signi3icado evocados nele Duando leu as
7
, 2Ggg de C1a"man contra o
3undo de sua "rL"ria eI"eriOncia+
QiaGei muito nos dom0nios de ouro
g vi muitos estados e reinos divinosM
Estive em muitas il1as orientais
Dançando com bardos leais a '"oio)
$uitas ve@es 3oi!me dito sobre uma grande vastidão
overnada "or Uomer, de eI"ressão "ro3unda, como seu dom0nio+
4o entanto eu nunca res"irei sua "ura serenidade
'tE ouvir C1a"man 3alar, alto e claro+
hhEntão senti!me como alguEm observando os cEus
auando um novo "laneta surge no 1ori@onteM Cu como o robusto Corte@, Duando ol1ou "ara o Pac03ico Com seus
ol1os de =guia * e todos os seus 1omens Cl1aram uns "ara os outros com uma sus"eita selvagem * Silencioso,
sobre um cume em Darien)
Cu como 'itWen escreve, de modo mais sim"les, 3alando sobre o relacionamento entre 3igura e
3undo+
' mTsica Due ouço com vocO E mais Due mTsica, E o "ão Due divido com vocO E mais Due "ão)
Embora o relacionamento entre 3igura e 3undo seGa inevit=vel e b=sico, não eIiste garantia de
Due este relacionamento ser= vibrante a menos Due o movimento entre um e outro seGa 3acilitado
"ela acessibilidade de todo o re"ertLrio de caracter0sticas e eI"eriOncias do indiv0duo)
4o +ac.)/und "essoal de um indiv0duo tambEm eIiste uma orientação geral "ara a vida, como
a tra@ida "or algumas 3iloso3ias, religiPes, credos "articulares ou "ela visão Due uma "essoa tem
sobre
-
Due E a vida e Dual E o modo de vivO!la mel1or)
Por eIem"lo, Uelen 3ora criada "or uma mãe "er3eccionista Due en3ati@ado "receitos moralistas
e eIclu0do as consideraçPes 1u!
manas
! Ela estava tendo muitas di3iculdades "ara resolver sua
"rL"ria
a
mbivalOncia Duanto a ser uma boa mãe) aueria ser livre e não cr0tica
c
^m seus 3il1os,
mas ainda sentia Due tin1a de manter "adrPes irrea!
51
listicamente altos com relação R a"arOncia de sua casa e da Duantidade de trabal1o Due ela devia
3a@er durante o dia) Isso deiIava Uelen esgotada e irritadiça com seus 3il1os, e cul"ada "erante
suas 3al1as) Uavia um atrito crLnico e desgastante entre "ermitir Due ela e a 3am0lia vivessem
livremente e manter a casa lim"a) Como decidir a Due dar "rioridadeb Fm dia, numa sessão de
tera"ia, sugeri a Uelen Due ela "oderia resolver esses con3litos colocando os Nvalores de
"essoasN acima dos Nvalores de "ro"riedadeN) Seu rosto se iluminou, e ela recon1eceu
imediatamente Due, Duando a luta era vista nesses termos, não tin1a di3iculdade em deiIar de
lado os "adrPes de sua mãe * Due Uelen de"lorava mas recon1ecia como certos * e seguir
seus "rL"rios "adrPes em desenvolvimento, Due ela sentia serem certos "ara ela) 4esse
conteIto, o calor 1umano e o amor de Uelen "uderam emergir como 3igura, com muito menos
es3orço)
,) SituaKes inaca+adas * EIiste uma 1istLria a"Lcri3a, Rs ve@es atribu0da a Bac1, Uandel ou
Ua2dn, em Due o maestro idoso se "re"ara "ara dormir e ouve um amigo tocando o clavicLrdio
no andar de baiIo) C amigo toca de modo muito belo, e a mTsica cresce, mas termina
abru"tamente, numa nota do(inanteD Bem, naDuela E"oca as notas dominantes eram sem"re
resolvidas "assando!se "ara a tLnica e "ara a nota 3inal) C maestro, agitado, vira de um lado
"ara o outro na cama sem conseguir dormir, atE Due desce as escadas e toca sua resolução no
clavicLrdio) /odas as eI"eriOncias 3icam em com"asso de es"era atE Due a "essoa as 3inali@e) '
maioria das "essoas tem uma grande ca"acidade de tolerar situaçPes inacabadas * 3eli@mente,
"orDue no decorrer da vida estamos destinados a ter muitas delas) Entretanto, embora "ossamos
tolerar uma consider=vel Duantidade de eI"eriOncias inacabadas, essas direçPes incom"letas
rea%(ente +usca( a inteire@a e, Duando obtEm "oder su3iciente, o indiv0duo E assaltado "or
"reocu"açPes, com"ortamento com"ulsivo, temores, energia o"ressiva e muitas atividades
autoderrotistas) Se vocO não discute com seu c1e3e no trabal1o, mas Dueria muito 3a@O!lo, e
então c1ega em casa e descarrega sobre seus 3il1os, o mais "rov=vel E Due isso não 3uncione,
visto Due E a"enas uma tentativa 3raca ou "arcial de terminar algo Due ainda "ermanece
inacabado) Fma nin3oman0aca Due 3a@ seIo com"ulsivamente, talve@ tentando desenvolver
sensaçPes Due "ossam levar R liberação e R totalidade, est= vivendo suas
52
se
!
eS
inacabadas) C mesmo acontece com alguEm Due conta o 3ato "or v=rias ve@es "orDue nunca
sente Due 3oi ouvido ou
nressou corretamente) 'lEm disso, inTmeras con3erOncias e c )..)
3oram arrumadas "orDue 1avia uma "rogramação oculta e
mnleta Due inter3eriu com as novas interaçoes)
- mesmo acontece com as variedades comuns de DuestPes maçarias Due os "sicotera"eutas tOm
observado 1istoricamente) Eu nunca
,)
a
Gneu "ai como me sentia, eu era 1umil1ado Duando Dueria ão,
eu
deseGava ser um artista e eles
3i@eram com Due me tornas!
u
m mEdico, essas são DueiIas muito comuns) Se essas circunstâncias
inacabadas 3orem su3icientemente "oderosas, o indiv0duo nunca estar= satis3eito "or mais Due
seGa bem!sucedido em outras direçPes, atE Due 1aGa um 3ec1amento) Este "recisa acontecer ou
"or um retorno R antiga Duestão ou ao relacionar!se com DuestPes "aralelas no "resente)
Portanto, a "essoa Due nunca conseguir sentar!se no colo de seu "ai "ode encontrar um
3ec1amento ao 3a@O!lo com outra "essoa, com a Dual "ossa eI"erimentar o con3orto e o "ra@er
Due teria sido a conclusão natural da situação inicial, ou "ode c1egar ao 3ec1amento "ela
reali@ação na 3antasia) Fma ve@ Due o 3ec1amento ten1a sido alcançado e "ossa ser "lenamente
eI"erimentado no "resente, a "reocu"ação com a antiga situação incom"leta E resolvida, e a
"essoa "ode "assar "ara as "ossibilidades atuais)
Sem"re Due as DuestPes inacabadas 3ormam o centro da eIistOncia de uma "essoa, a
e3ervescOncia mental dela 3ica im"edida) Idealmente, a "essoa sem im"edimentos estar= livre
"ara se envolver es"ontaneamente em DualDuer coisa Due des"erte seu interesse, e "ara
"ermanecer com isso atE Due seu interesse vivo diminua e algo di3erente atraia sua atenção) Este
E um "rocesso natural, e uma "essoa Due viva de acordo com esse ritmo eI"eriOncia a si mesma
como 3leI0vel, clara e e3etiva)
EIistem dois obst=culos o"ostos Due "odem inter3erir com esse
Processo) C "rimeiro E a obsessão ou com"ulsão Due constitui uma
necessidade r0gida de com"letar a situação antiga inacabada e leva R
giae@ da 3ormação 3igura!3undo) ' inter3erOncia o"osta E a mente
.
aue deiIa "ouca o"ortunidade "ara Due a "essoa eI"erimente o N
e
est= acontecendo, "ois o
3oco E tão 3lutuante Due im"ede o desen!
v
irnento e a eI"eriOncia do 3ec1amento)
53
4o "rimeiro eIem"lo, a "essoa "ode 3icar obcecada, diganio
s
com seIo ou sucesso, ou com uma
coleção de selos) $uitos dos dado
s
de sua vida tornam!se imediatamente relacionados a essas
obsessPes redu@indo assim a riDue@a e3ervescente Due ocorre de modo natural Duando a vida E
eI"erimentada de modo tão vari=vel Duanto de 3ato ela E) Ele mantEm suas "rL"rias situaçPes
inacabadas no centro de gravidade "ara o Dual a atenção E atra0da indiscriminadamente, com
uma 3orça Duase magnEtica) Fm 1omem 3ocado em seIo 3icar= imaginando, numa 3esta, se a
mul1er Due l1e "ediu drinDue deseGa ir "ara a cama com ele) ' "essoa orientada "ara o sucesso
imagina corno "ode montar uma estratEgia "ara obter a"oio "ro3issional de urna 3igura "oderosa
Due sorri "ara ela) C colecionador obcecado "or selos recebe uma carta calorosa de um vel1o
amigo Due mora na \âmbia e sL se emociona com a "ers"ectiva de conseguir um novo selo)
Essas 3iguras r0gidas im"edem Due a ativação discriminada se desenvolva e, "ortanto,
restringem a am"litude da abertura na vida da "essoa) Embora esses interesses não seGam
necessariamente "atolLgicos, e algumas ve@es "ossam ser uma 3onte de consider=vel satis3ação
"essoal, essas "essoas com muita 3reDuOncia 3icam vulner=veis R esterilidade em suas vidas * e
muitas ve@es elas são terrivelmente tediosas)
4o outro lado do es"ectro estão as "essoas l=beis Due não "ermitem um relacionamento est=vel
entre um momento e o "rLIimo) Portanto, eIiste "ouca o"ortunidade dentro delas "ara Due o
desenvolvimento de DualDuer 3igura atinGa a totalidade ou o signi3icado, "ois cada direção E de
"ronto abandonada) E como se elas estivessem associando livremente ao longo da vida, o Due E
similar a ser a v0tima e não o criador do "rL"rio 3luIo de açPes e "ensamentos) ' "essoa então
se torna uma alma errante, Due nunca encontra "a@ nem descanso) 4o n0vel "atolLgico, E claro,
isto E uma "sicose man0aca) 4um n0vel mais comum, vemos "essoas Due conseguem a"enas
"ouca reali@ação, embora "areçam estar envolvidas em atividades Due valem a "ena) Pode!se atE
3icar sur"reso com o 3ato de 1aver algo de errado com tais "essoas, Due "arecem ser 3leI0veis,
inventivas e atE alegres) $as elas não conseguem estar ativadas "or tem"o su3iciente "ara sentir
uma sensação de inteire@a e, assim, 3icam sem"re "resas no meio de algo) 'cabam "or não
encontrar os limites Due surgem Duando se tem uma sensação de in0cio e de 3inalM elas estão
num
54
a conseDuente sensação de identidade Due se desen!G"
se

CC
m"letam as "eDuenas seDuOncias da
vida)
vC
lve : fgGecer Due sem"re sa+e(os Duando uma seDuOncia de S entos re"resenta uma unidade
com"leta) 4a verdade, não E e a inteire@a 3uncionaM E necess=ria muita arte na vida "ara
aSS
Qi
cmando algo est= terminado) 4ão estamos 3alando aDui a ) dos estereLti"os de inteire@a Due
a3etam a todos nLs, como o ,
urn
dia de trabal1o, ou o 3inal das 3Erias, ou a 3ormatura . r ou um
divLrcio ou o 3im de um livro) Segundo essas normas onclusão, de"ois de ter começado, a
"essoa deve, "or eIem"lo, minar a 3aculdade ou terminar de cortar a grama) Entretanto, Duando
F mais im"ortante a sensação Tnica de totalidade Due cada indiv0duo tem ele "ode estar certo ao
deiIar o cortador de grama no meio do gramado e sair "ara a"ostar nas corridas) Essa ação "ode
se Duali3icar como com"leta de"endendo do "rL"rio 3oco do indiv0duo e de seu senso criativo,
Due 3a@em com Due ele saiba Duando sua vida l1e "arece certa) Por outro lado, um senso
ca"ric1oso de conclusão "ode ser nada mais do Due um modo de esca"ar de uma tare3a
essencialmente a"ro"riada, seGa ela terminar a 3aculdade ou terminar de cortar a droga do
gramado) 4en1uma 3Lrmula "ode 3a@er o trabal1o da vida, do mesmo modo como não E
"oss0vel di@er a um "intor ou a um escritor Duando seu Duadro ou seu livro estão "rontos) 4a
verdade, atualmente a inteire@a na arte E bem di3erente do Due 3oi no "assado) $uitas "essoas
governadas "elas eI"ectativas 3amiliares de conclusão terminam con3usas e desa"ontadas "elos
3inais inconclusi!vos Due encontram em romances, mTsica e Duadros) Cs artistas tOm unidades
di3erentes em mente, e, Duando alguEm est= orientado "elas antigas unidades, "ode sentir!se
como se tivesse 3icado inacabado)
7) C f%u:o da e:peri7ncia presente * auando os "ro"Lsitos, mteraçPes e desenvolvimentos
atuais são com"leIos, eles criam grandes di3iculdades Pca coordenar o 3luIo de
relacionamentos 3igura!3undo ternos ao indiv0duo com aDueles Due estão ocorrendo
continuamente no mundo eIterno) Su"on1a Due vocO est= "artici"ando de
ma
con3erOncia de
eDui"e e um colega est= relatando as atividades
7
comitE em Due ele "artici"a) QocO tem muitas
associaçPes e "en!
ntos
re3erentes ao Due ele est= 3alando e talve@ algumas suges!!
s
e ideias
eI"loratLrias) C Due vocO 3a@ com relação a seu "rL"rio
55
3luIo mental enDuanto ele continua o relatob 4ormalmente, se a"rendeu bem a lição, vocO 3ica
com a boca 3ec1ada atE ele ter acabado, com a es"erança de ainda lembrar suas reaçPes
bril1antes nesse momento, ou com a es"erança de Due suas reaçPes combinem com seu estado
de es"0rito e com o dos outros, ou com a es"erança de Due suas sugestPes ainda seGam relevantes
diante das Tltimas ideias Due 3oram desenvolvidas) C mesmo "rocesso, embora de modo menos
com"leIo, acontece ainda em conversas entre duas "essoas, em Due, embora seGa mais 3=cil
3a@er interru"çPes, vocO se arrisca a "erturbar o encadeamento de "ensamentos da "essoa com
Duem est= 3alando)
C "rocesso de interru"ção E es"ecialmente di30cil de se lidar Duando as comunicaçPes tOm um
obGetivo es"ec03ico e di3erem do vaguear, Due E mais aceit=vel em conversas sim"les em Due o
contato e a 3ala são mais im"ortantes do Due o "ro"Lsito) Fma conversa c1eia de desvios "assa
a ser menos toler=vel Duando contEm um "ro"Lsito) Fma con3erOncia sobre como mel1orar o
su"rimento de =gua não "ermitir= muita tolerância "ara 1istLrias nost=lgicas sobre Duanto a tia
de alguEm gostava da =gua Due sa0a dos "oços "ro3undos no cam"o * embora seGa bem
"oss0vel Due, em Tltima instância, o estilo c1eio de desvios "udesse mostrar um relacionamento
entre os 1=bitos e os gostos da tia sedenta e soluçPes "oss0veis "ara os "roblemas atuais de =gua)
C conceito de +rainstor(in) leva os desvios em consideração, mas E usado a "rinc0"io como
um catalisador eI"loratLrio "ara ideias, em ve@ de um estilo comum de comunicação)
Qirtualmente todas as nossas comunicaçPes com um "ro"Lsito reDuerem um senso de
o"ortunidade, contendo os coment=rios atE Due c1egue o momento certo)
/alve@ nunca "ossamos corrigir a eIigOncia de o"ortunidade em nosso "ensamento e em nossa
3ala, embora certamente "ossamos avançar atE um "onto mel1or do Due o "ermitido "or
algumas das estruturas autorit=rias atuais) Es"ere a sua ve@ e limite!se ao assunto são diretri@es
tão rigidamente re"etidas 1oGe Due em"obrecem a mente) ' 3ertilidade como um "rocesso
natural brota da generosidade da mente, não da "arcim&nia) E a generosidade da mente inclui
uma aceitação do 3undo da eI"eriOncia do Dual o desenvolvimento das 3iguras "ode emergir)
EIistem duas contingOncias Due temos de levar em conta, se "retendemos a3rouIar o sistema
atual de comunicação e retornar a um "rocesso mais natural daDuilo Due E aceit=vel no "resente)
56
F contingOncia E Due o tem"o necess=rio "ara uma boa comu!ão "recisa ser eI"andido
drasticamente * esta não E uma eIi!n cia 3=cil na cultura "resa ao tem"o em Due vivemos)
4uma cultura nue o tem"o, cada momento dele, E valioso, acabamos 3alando em S bolos e
3Lrmulas Due condensam grandes blocos de eI"eriOncia, rno Duando nos re3erimos R Nteoria
dominLN do envolvimento dos J tados Fnidos na jsia) Cu acabamos di@endo a"enas o Due G=
est= "leto e elaborado em nossas mentes, a3irmando nossa "osição obre como eI"andir o
controle de natalidade ou o Due o Partido Democr=tico "rovavelmente 3ar= com relação R
"ol0tica de bem!estar social neste "a0s) Este sistema de assumir "osiçPes "ol0ticas E tentador
mesmo nos n0veis elementares de comunicação, ou seGa, se assistir R /Q E bom "ara as "essoas,
ou se elas devem camin1ar, ou talve@ ler em vo@ alta uma "ara a outra "or uma noite) Bem,
obviamente, isso tem as"ectos saud=veis * E Ttil ter algum senso de clare@a a res"eito de
crenças e gostos, e as "essoas certamente 3icariam "aralisadas se abordassem toda sua vida com
uma mente com"letamente aberta e desordenada) 's "osiçPes "ol0ticas são comunicadas de
modo r="ido ainda Due ten1a 1avido bastante discussão em sua 3ormulação) V "or isso Due as
reuniPes de consel1os "odem ser entediantes, como sem"re são) Cs comitEs tomam resoluçPes
sobre DuestPes e relatam conclusPes e recomendaçPes resumidas Rs Duais o consel1o deve
res"onder sim ou não, sem Due 1aGa muita comunicação entre os "artici"antes) Cada membro de
consel1o "ode ter uma contribuição tão grande a dar Duanto a Due 3oi dada "elos membros do
comitE original, mas E claro Due se eles alimentassem suas ideias individuais, isso iria reDuerer
um novo "rocesso de elaboração Due consumiria ainda mais tem"o)
C segundo elemento E Due temos 3obia do caos) C movimento do caos "ara a clare@a E inerente
R criatividade) 4o entanto, o caos E assustador, "ois não eIistem garantias de Due a conclusão de
DualDuer tema vir= a seguir) ' "ers"ectiva de Due algo a ser 3inali@ado ir= Permanecer
incom"leto E naturalmente 3rustrante e dolorosa) 'lEm
ls
so, na ausOncia de controles, não 1=
como saber Duais "alavras ou os ameaçadores "odem ocorrer durante a 3ase caLtica) Esta E
tam!S
e
m uma sEria 3onte de ameaça "ara as "essoas envolvidas) C caos E urbador "ara DualDuer
sistema "reestabelecido) Ele ultra"assa os roes morais correntes, alEm dos meios 3amiliares de
se lidar e
57
convida a novas soluçPes, novas con3iguraçPes e novos "ontos de vista) auando as "essoas
lutam "ara sair de suas vel1as estruturas,
-
caos "ode Rs ve@es "ro"orcionar a abertura, ainda Due
atemori@ante /emos ocasionalmente eI"erienciado o caos em gru"os, "edindo c cada membro
Due não se deiIe dirigir "or outras consideraçPes Dcg não o Due cada "essoa deseGe di@er ou
3a@er, mesmo Due "ossa 1aver um "er0odo de caos) Esta sugestão normalmente E recebida com
resistOncia, como se 3osse uma calamidade) 4os gru"os em Due 3oi aceita e eI"erienciada, Duase
invariavelmente resultou num tema Due 3inalmente tornava!se tão central "ara todo o gru"o a
"onto de todos os "artici"antes 3ascinarem!se com ele, "odendo então "artici"ar livremente sem
nen1um senso de contenção) auando uma "essoa se torna arrebatadamente atenta, o caos acaba
e a unidade começa)
Em "sicotera"ia, individual ou em gru"o, a tolerância "ara o caos "ode ser maior do Due em
DualDuer outra 3orma institucional de comunicação, com eIceção talve@ das 3ormas de arte) Pela
reintrodu!ção do caos E "oss0vel devolver ao indiv0duo um relacionamento mais livre entre
3igura e 3undo do Due aDuele Due uma "essoa bloDueada e "rogramada "ode "ermitir a si
mesma) Car2
6
sabe como esse "rocesso acontece+
%)))( o conceito E sem"re o inimigo da instituição) V dito Due Duando vocO d= a uma criança o nome de um "=ssaro, ela
"erde o "=ssaro) Ela nunca mais #7 o "=ssaro, mas a"enas um "ardal, um tordo, um cisne, e eIiste verdade nisso)
/odos nLs con1ecemos "essoas "ara Duem toda nature@a e arte re"resentam conceitos, cuGa vida, "ortanto, est=
inteiramente ligada a obGetos, Due são con1ecidos a"enas "or rLtulos e nunca são vistos "or suas "rL"rias
caracter0sticas)
'lEm das restriçPes im"ostas "elo tem"o e "elo caos, eIiste tambEm a 3alta v=lida de
sincronicidade entre as necessidades de uma "essoa e de outra em DualDuer dado momento)
'ssim, E necess=rio o desenvolvimento da 1abilidade "ara administrar essas incom"atibili!dades
tem"or=rias mas inevit=veis * "or um "rocesso Due c1amamos
6) Car2, Bo2ce) Art and rea%ity5 4ova AorW+ Doubleda2 and Co), Inc), .9;.)
. car entre "arOntesesN) 4este "rocesso, o indiv0duo deiIa em "arte de suas "rL"rias
"reocu"açPes "ara dar atenção ao do num "rocesso comunicativo Esta E uma tEcnica
c t= ocorrendo num "rocesso comunicativo) Esta E uma tEcnica ! da "orDue ela se a"roIima da
su"ressão de si mesmo) Entre!
3
eIiste uma di3erença) ' distinção E Due no Ncolocar entre a
tesesN, a "essoa estabelece "rioridades Duanto ao Due E mais = rtante naDuele momento e não
"ermite Due as "reocu"açPes 3iram e a imobili@em) Ela não anula as "reocu"açPes Due "are!
irrelevantes a este envolvimento tem"or=rio, mas voltar= a elas ais tarde) Por eIem"lo, se um
1omem est= conversando com um oleea com Duem tem a"enas um relacionamento "essoal
su"er3icial 3oi atE esse local "ara discutir um novo "rograma Due ambos estão tentando 3a@er
3uncionar, ele "ode o"tar "or não contar ao colega sobre uma briga violenta Due acabou de ter
com sua es"osa) Ele deiIa de lado seus sentimentos com relação R briga "orDue l1e causaria
bastante embaraço abrir seu coração "ara este 1omem em es"ecial, e tambEm "orDue sabe Due
deseGa trabal1ar nos detal1es do novo "rograma) Ele deiIa de lado esses sentimentos * não
"orDue esteGa envergon1ado ou "orDue não sinta Due seus "roblemas mereçam atenção ou "or
DualDuer uma das diversas Gusti3icativas Due a "essoa Due se auto!su"rime "ode dar) Ele não est=
"ensando em se re"rimirM ele sente con3iança de Due no momento certo "oder= lidar com a
Duestão Due o "erturba) $as ele "ode es"erar, bem como a "essoa com um a"erto de 3ome no
meio de uma "eça teatral interessante sabe Due tem tolerância su3iciente "ara su"ortar a 3ome e
ainda continuar interessado na "eça) Com"ortar!se de modo di3erente E trans3ormar!se numa
v0tima das irrelevâncias e "erder todo o senso de escol1a "essoal na vida) Cs seres 1umanos tOm
es"aço * eles tOm uma 1abilidade admir=vel "ara deiIar uma coisa de lado e dar!l1e atenção
mais tarde)
Certa noite eu tin1a o com"romisso de com"arecer a uma demonstração "Tblica e, usando meu
"rL"rio 3luIo de consciOncia, eI"or como "odemos descrever a eI"eriOncia do aDui!e!agora na
ges!talt!tera"ia) In3eli@mente, naDuela tarde, recebi algumas not0cias c1ocantes, as Duais não
Dueria mencionar numa demonstração "Tblica, embora não 1ouvesse necessidade de ocultar o
conteTdo das not0cias,
Ser
ia bastante constrangedor "ara mini 3alar sobre isso diante de um
grande gru"o de "essoas Due eu não con1ecia) Sentia!me ansioso com
59
este dilemaM estava claro "ara mim Due eu "recisava Ncolocar entr
e
"arOntesesN min1as
"reocu"açPes, mas eu não tin1a certe@a de Due "oderia 3a@O!lo e, ao mesmo tem"o, "ermanecer
autenticamente em sintonia com min1a eI"eriOncia real no aDui!e!agora) auando me levantei
diante da "lateia, min1a "reocu"ação anterior sim"lesmente desa"areceu, e "assei "ela situação
sem a menor necessidade de bloDuear nada) 'o estabelecer min1as "rL"rias "rioridades, 3ui
ca"a@ de "ermanecer com min1a intenção original, descrevendo livremente min1a consciOncia
naDuele momento) 4ão eIiste uma 3Lrmula segura, mas 3ica claro Due, em muitas situaçPes, o
"rocesso de Ncolocar entre "arOntesesN E 3undamental "ara o senso de escol1a e "ro"Lsito e sem
ele a mera 1onestidade se torna uma imitação "ueril de inocOncia)
Cs "roblemas tra@idos "elas eI"eriOncias Due com"etem no desenvolvimento de 3iguras se
"arecem com os "roblemas no desenrolar do "rocesso de Ncolocar entre "arOntesesN) Idealmente
essa com"etição E resolvida sem di3iculdade, de modo Due o Due emerge como uma 3igura
estar= em 1armonia com o "rL"rio +ac.)round e com a necessidade de comunic=!lo a outra
"essoa)
XierWegaard, em Purity of heart is to /i%% one thin)1 descreve a com"leta absorção em Deus
como a unidade mais "ro3unda na vida) /oda ambivalOncia desa"arece, e os interesses Due
com"etem são reconciliados) Para a maioria de nLs, esta "ure@a concentrada E di30cil de ser
atingida, "ois o Due emerge em nossas mentes tem 3orças e "rioridades vari=veis) 'lguns
"ensamentos, deseGos e imagens são como uma lu@ "iscando no 1ori@onte, e eI"rimi!los E um
anseio indiscriminado e sem im"ortância no 3luIo do momento) 's mentes não são tão bem
organi@adas Due DualDuer ocorrOncia dentro delas seGa igual a DualDuer outra) Cada "essoa
"recisa desenvolver dentro de si um senso de Duais eventos tOm a 3orça "ara ser eI"ressos e
Duais são a"enas a"ariçPes suaves Due ainda não estão "rontas "ara o nascimento) Cs 3etos não
se trans3ormam em bebEs "or um decreto arbitr=rioM eles "recisam crescer atE este "onto) C
mesmo tambEm acontece com DualDuer eI"eriOncia 1umana, inclusive "ensamentos e deseGos
* eles "odem se tornar desvios insigni3icantes no sistema e3ervescente da "essoa ou "odem
movimentar!se "ara a centralidade Due evoca a eI"ressão)
60
vcess
ibilidade do 3undo
;
# evidente Due ao "ostularmos a 3ormação da 3igura!3undo como dinâmica b=sica da a/areness1
estamos nos re3erindo Rs DuestPes
uns, isto E, o Duanto nossas eI"eriOncias nos estão acess0veis e o
com"Pe o conteIto "ara os acontecimentos em nossas vidas) Se Iiste a%)u( "rinc0"io
"sicolLgico com"artil1ado "or muitos teLri!
s

es
te se re3ere R eIistOncia de 3orças dinamicamente
"oderosas dentro do indiv0duo e ao 3ato de essas 3orças "oderem estar inacess0veis R a/areness
deste, mas, mesmo assim, "oderem in3luenciar seu com"ortamento) ' mais con1ecida delas E a
visão "sicanal0tica do inconsciente, "ara a Dual a 3ormação 3igura!3undo E a corres"ondente na
gestalt) C conceito do inconsciente contribuiu muito "ara o con1ecimento Due o 1omem
adDuiriu no sEculo pp com relação R sua "rL"ria nature@a, ao dramati@ar o "oder daDuilo Due
não estava dis"on0vel "ara sua a/areness5 Co(o isso Duase sem"re E visto como "ositivo, não E
sur"resa descobrir Due seus as"ectos negativos ten1am se tornado a"arentes, a"esar de sua
"osição im"ortante como um "rinc0"io orientador)
Primeiro, esta visão do 1omem cria uma cisão consciente!incons!ciente, dicotomi@ando!o e
ignorando a visão 1ol0stica de sua nature@a) C 3luIo livre entre o acess0vel e o inacess0vel, em
grande medida, não 3oi recon1ecido nem usado, embora se ten1a dado uma "eDuena atenção ao
conceito de "rE!consciente) C inconsciente se trans3ormou no "onto central "ara se determinar
uma metodologia "sicotera"Outica cuGa busca "elo signi3icado inconsciente criou saltos tão
grandes de um reservatLrio "s0Duico "ara outro Due essas gin=sticas mentais encobriram
DualDuer con3iança na consciOncia) 's "essoas acabam se a3astando da imediaticidade, de"ois
de removidas da eI"eriOncia mani3esta, a 3im de descobrir o Due estava rea%(ente acontecendo)
C conceito de 3igura!3undo, "or outro lado, a"oia a eI"eriOncia de su"er30cie do indiv0duo como
uma 3onte de grande im"ulso tera!
;! Parte do material desta seção contou anteriormente num ensaio de E)
olster, Trends in )esta%t therapy1 distribu0do "elo Instituto estalt de Cleveland, íy
61
"Outico, como mostraremos no decorrer deste livro) ' vida $ tão sim"les como o nari@ em seu
rosto Duando vocO est= dis"osto a 3icar com aDuilo Due est= "resentemente claro, "assando de
um momento da eI"eriOncia real "ara o "rLIimo, descobrindo algo novo em cada momento,
algo Due se move "ara a 3rente, desenvolvendo o tema de seu "rL"rio movimento e culminando
em esclarecimentos Due eram inacess0veis no in0cio) Portanto, as se6u7ncias de atualidades
contam a 1istLria em ve@ de esta ser contada "or um cl0nico inteligente) 's inter"retaçPes e
eDuaçPes simbLlicas são "uras tentativas de adivin1ação, um drama em"olgante "ara os
con1ecedores divinos) Este E um Gogo es"ecial, Gogado engen1osamente, Due o3erece desa3io e
auto!con3irmação "ara o virtuosismo no Ntiro ao alvoN "sicolLgico) Ele "ode tra@er iluminação e
uma sur"resa aguda "ara a "essoa Due E observada) '1Z auando a inter"retação atinge seu alvo,
ela ligar= a consciOncia da "essoa com os "rLIimos dados vindos do inconsciente, e a "essoa ir=
eI"erienciar a unidade Due a torna inteira novamente) C risco E Due ela a"renda a descon3iar do
"rimeiro "lano e a de"ender de uma autoridade eIterna "ara eI"licar a realidade) Inter"retar a
nature@a do inconsciente de uma "essoa neutrali@a seu "rL"rio "rocesso de desenvolvimento)
Esse "rocesso E estabelecido de modo mais 3irme Duando est= baseado em sua "rL"ria
consciOncia de um momento "ara o outro, cada nova consciOncia seguindo!se ao (o(entu( da
eI"eriOncia anterior)
Eis um eIem"lo de como a seDuOncia de 3ormação de 3iguras "ode se desenrolar numa sessão
tera"Outica, na Dual se trabal1a sem a inter"retação do "rocesso inconsciente) ClEo, uma mul1er
de 76 anos, era divorciada 1avia muito tem"o, classicamente insatis3eita a"esar do sucesso em
seu trabal1o e de sua 3=cil sociabilidade) Ela mantin1a cronicamente seu retraimento, 3iIando no
+ac.)round esses sentimentos, sem os Duais 3icava num vago estado de anseio e incon!clusão)
Certo dia, ClEo tomou consciOncia de seu medo de se a"roIimar das "essoas e correr o risco de
se a"aiIonar) Para ela, essa "osição seria intoler=vel se não 3osse amada, e ClEo temia acabar
numa necessidade "urgatorial de outra "essoa) ' eI"eriOncia de seu medo 3oi uma nova 3igura
"ara ela, uma 3igura Due não tin1a "ermitido Due emergisse anteriormente) Con3orme ela 3alava,
"edi!l1e "ara descrever como se sentia) Ela di@ia 1aver uma "ontada de uma sensação Due não
conseguia descrever e tambEm a assustava, sL Due dessa ve@
62
era "al"=vel e es"ec03ico * outra 3igura) Con3orme 3ocava sua o
r<ie

raq
ão nesta sensação,
seguindo min1a sugestão, ClEo come!ntir Due se realmente se abrisse "ara esta sensação, a
sensa!ia tão 3orte Due ela teria de 3a@er alguma coisa, um senso de 6
a
^ Ulidade Due ClEo não
estava acostumada a "ermitir * outra 3igura) Pedi!l1e Due 3ec1asse seus ol1os e "ermitisse o
surgi!^ t de uma 3antasia) Ela 3antasiou a cena em meu consultLrio * "asso no desenvolvimento
de 3iguras) Então "edi!l1e Due visua!` sse o Due ela gostaria de 3a@er nesse lugar) Ela viu a si
mesma S do "ara os meus braços e então sE viu c1orando) Seu rosto 3icou 1ori@ado e, embora ela
não tivesse reali@ado de 3ato sua 3antasia, tiu
um
grande calor dentro de si e nada do medo Due ela
imaginava Due acom"an1aria essa sensação) Ela di@ia sentir!se inteira e sur"reendentemente
inde"endente, nem um "ouco vulner=vel R eI"eriOncia não corres"ondida) Fma nova
con3iguração 1avia se 3ormado) Ela "odia 3alar de modo sErio e caloroso comigo a "artir da base
de sua sensação interna e, deste "onto em diante, seus relacionamentos 3ora da tera"ia
começaram a se tornar cada ve@ mais calorosos, e a segurança de ClEo com relação Rs "essoas
aumentou dramaticamente)
Este eIem"lo mostra como o movimento não inter"retativo de uma 3igura "ara outra "ode
acontecer numa eI"eriOncia de tera"ia) 4ele, a "aciente est= seguindo seu "rL"rio camin1o,
3a@endo suas "rL"rias escol1as a cada eta"a do Gogo) Sua eI"eriOncia "resente se tornou crucial
"ara a resolução de suas DuestPes "endentes Duanto a "ermitir sensaçPes "ro3undas)
C "rocesso de mover!se de um momento "ara o outro re3lete a
visão eIistencial de Due DualDuer coisa Due eIista, eIiste a"enas agora)
C 3luIo E a base da eI"eriOnciaM assim, se a "essoa "uder "ermitir Due
cada eI"eriOncia atinGa a realidade Due busca, ela acabar= "or se
dissolver no 3undo, "ara ser substitu0da "or DualDuer eI"eriOncia
se
guinte Due ten1a 3orça su3iciente "ara surgir no "rimeiro "lano) SL
7 a"ego "sicolLgico E ca"a@ de manter uma a"arOncia de mesmice na
a!
P^
r
eIem"lo, Duando ClEo 3oi ca"a@ de eI"erienciar e abando!
a

Sua
crença de Due o calor e a "roIimidade 3ariam com Due ela
"ermanecesse "urgatorialmente no amor, o 3luIo de sua a/areness
estaurado) Cada momento e cada 3igura contribuem a"enas com
"arte no "rocesso eI"eriencial como um todo, bem como um
Co
luadro de uma "el0cula contribui com uma imagem transitLria
63
"ara o 3luIo ininterru"to de um 3ilme) Se o 3ilme 3or interrom"ido mesmo Due a 3igura esteGa
totalmente em 3oco, a Dualidade de vid
a
desa"arece, e somos deiIados com uma versão
estagnada do Dn
e
"oderia ter sido um "rocesso vital) ' restauração desse movimento no decorrer
do tem"o E um tema Due "ermeia nossa tera"ia) 4os lugares em Due esse movimento tem
Duebras, ou Duando ele E interrom"ido, a vida se torna desaGeitada, desconectada ou sem
sentido, "orDue a "essoa "erdeu a base do ciclo constantemente reGuvenesce!dor do
desenvolvimento e o des3rutar Due 3a@ "arte do "rL"rio "rocesso cont0nuo da vida)
' "ers"ectiva gestalt valori@a a novidade e a mudança, não um) valor Due traga "ressão, mas
uma eI"ectativa c1eia de 3E de Due a eIistOncia e o recon1ecimento da novidade são inevit=veis
se "ermanecermos com nossas "rL"rias eI"eriOncias R medida Due elas realmente se 3ormam)
Beisser
8
descreveu isso como uma teoria "aradoIal da mudança "or causa do 3ato de a mudança
se a"oiar na aceitação "lena, embora tem"or=ria do status 6uo5 Bogos "aradoIais não são 3=ceis
de ser Gogados, "ois eIigem discriminaçPes "ro3undamente 1abilidosas) 'o aceitar o status 6uo1
isto E, ao "ermanecer com a eI"eriOncia enDuanto ela se desenrola a seu "rL"rio modo, o
indiv0duo corre o risco de a"egar!se ao status 6uo5 Este E o veneno inalado "or aDueles Due não
sentem o momento em Due devem soltar!se e deiIar Due o "rocesso de mudança natural assuma
a direção) Se o "rocesso de entrega E 3orçado, abortamos a continuidade Due cada momento tem
naturalmente com o momento Due vem a seguirM se o "rocesso de entrega E im"edido, estamos
interrom"endo esta continuidade)
V im"ortante a"render a di3erença entre "ermanecer com uma eI"eriOncia atE Due ela esteGa
com"leta e a"egar!se, tentando obter algo mais * o Due Duer Due seGa * de uma situação Due
ou est= terminada ou E estEril) 's "istas b=sicas são+ a atenção dada R Duestão E uma atenção
3rouIa, não 3iIa, mLvel ou se ela E uma atenção Due "arece colada a seu obGeto) 's "essoas Due
tOm o ol1ar 3iIo de um inseto, o agarrar "egaGoso, "reocu"açPes insistentes, um sentimento
8) Beisser, ') N/1e "aradoIical t1eor2 o3 c1angeN) In+ Hagan, B) e S1e"1erd, I!(eds))) Gesta%t therapy no/5 Paio 'lto,
Cali3Lrnia+ Science e Be1avior BooWs, .98-)
64
es"ero, sermPes instantâneos, uma 3alta de dis"osição "ara c
;
) o assunto de lado Duando a
conversa acabou, Due citam auto!A
s
estão todas a"egadas) Fma "essoa est= a"egada Duando
..
nece em DualDuer situação Due l1e est= causando muitos "ro!c p não tem "ers"ectivas de
mel1orar) Qinte anos no mesmo
sem "romoçPes, de@ anos de casamento com alguEm com
n
em se gosta de estar mnto ou com
Duem nao consegue se dar u m mantendo uma auto!imagem ideali@ada "erante todas as indica!!
Go contr=rio, todos estes são sinais de a"ego) Em todas essas ircunstâncias a "essoa est=
a"egada, bem como em outros inTmeros Iem"los, nos Duais a situação imediata est=
"ersistentemente em desarmonia com o conteIto das necessidades do indiv0duo) Xen, Due 1avia
sido iludido "elo status e "ela segurança Due ele "ensava serem re"resentados na vida
acadEmica, sentia!se in3eli@ com a realidade de seu "a"el como "ro3essor universit=rio) Ele se
sentia o"rimido "ela necessidade de "ublicar trabal1os, as in3ind=veis reuniPes de comitEs o
deiIavam louco, e 1avia outras numerosas maneiras em Due ele "re3eriria "assar sua vida) Xen
era um eIcelente 1omem de negLcios e son1ava em dirigir um resort na comunidade) /in1a atE
algumas ideias inovadoras sobre como "oderia 3a@er isso e ainda manter algumas coneIPes
"ro3issionais "or meio de "alestras e de consultoria) $as ele se a"egava atavicamente a seu
com"romisso com a 3aculdade, ignorando suas necessidades atuais e agarrando!se R imagem do
acadEmico seguro a Duem todos admiravam e res"eitavam) Fma "essoa est= se a"egando
Duando a desarmonia "ersiste e não se 3a@ nen1um es3orço "ara mudar as circunstâncias)
Cs sinais de Due a "essoa est= "resente na eI"eriOncia são a atenção aberta Rs alternativas e o
senso de ter uma escol1a entre essas "ossibilidades) Cbviamente, 3icar "resente na eI"eriOncia E
uma escol1a 3=cil Duando a eI"eriOncia E agrad=vel) $as 3icar "resente ainda Due isso envolva
triste@a e dor consider=veis ainda retEm o sabor de
u
ma decisão tomada "ela escol1a e não "ela
autocoerção) Portanto,
Fi
u "intor Due elabora contradiçPes di30ceis em sua "intura "ode buscar
laboriosamente "or soluçPes mediante esculturas esmeradas, corno $atisse 3e@ certa ve@) Fm
estudante Due odeie a 3aculdade, mas
C.
ente de Due deseGa o treinamento como a"oio em seu
3uturo traba!
Ci
"ode se manter "resente se tiver a eI"eriOncia de Due sua decisão
e

v
=lida no
conteIto das necessidades de sua vida) Fm 1omem Due
65
esteGa casado com uma mul1er inv=lida, mas escol1a 3icar com ela e continua renovado e
amoroso nesse "rocesso, est= "resente mesmo Due "ossa 1aver muita dor)
Embora todos esses eIem"los ten1am alguns as"ectos em comum E claro Due em cada caso o
Gulgamento "essoal do indiv0duo e c "ro3unda absorção com Due ele mantEm seu envolvimento
são cruciais 4ão eIistem regras diretas e r="idas Due governem a distinção entre a"egar!se e
3icar "resente) V a res"onsividade Tnica a cada acontecimento Due determina a Dualidade da
vida de uma "essoa) 'Duilo Due E a"ego "ara uma "essoa E estar "resente "ara outra) ' tare3a E
3icar em contato com o "rL"rio eu e com as "rL"rias necessidades)
66
a
?esistOncia e alEm dela
...$oc" é um amlgama e%cepcional de forças veementes... &'s não, falamos em termos de
responsabilidade. (ssim, muitos fatores estão mediando. )omentando. *romulgando. Cada um é
diferente. +m bilhão de pequenas coisas despercebidas pelo ob,eto de sua influ"ncia... -lementos
negativos e positivos lutam, e n's s' podemos olhar para eles, e nos maravilhar ou lamentar. (lgumas
vezes, voc" pode ver um caso claro de confronto entre an,o e abutre.
Saul BelloJ
C conceito de resistOncia tem im"licaçPes de longo alcance "ara o tera"euta Due Duer ir alEm
dos NdeveriasN endEmicos de nossa cultura) /radicionalmente, a resistOncia im"lica Due uma
"essoa ten1a obGetivos es"ec03icos Due "odem ser identi3icados, como visitar um amigo, 3a@er a
lição de casa ou escrever uma canção) aualDuer 3orça intra"essoal Due inter3ira no movimento
"ara essas direçPes E c1amada de resistOncia, uma barreira teimosa, estran1a ao com"ortamento
natural da "essoa) Segundo essa visão, a barreira "recisa ser removida "ara Due o obGetivo
NcorretoN "ossa ser alcançado) Portanto, a 3orça resistente E vista como o sabotador entre as
diversas 3orças Due eIistem dentro do indiv0duo, e, na verdade, como um agente não do eu,
m
as
sim do antieu) Isso E uma reminiscOncia da su"erstição medieval com relação R "ossessão "or
demLnios ou es"0ritos malignos)
' resistOncia merece a mesma consideração) C Due normalmente
.

Con
siderado resistOncia não E
a"enas uma barreira inerte Due deve
er

rer
novida, mas uma 3orça criativa "ara administrar um
mundo fcil) Fma criança a"rende a conter seu "rL"rio c1oro Duando ele
ov
oca uma reação
antagLnica de seus "ais) Como sua =rea de ação
s
a restrita ao ambiente em Due ela "ode se
mover, aceita as condiçPes
#$
con3orme as encontra e 3a@ o mel1or com aDuilo Due tem) $ais tard
;
ela se torna menos
limitada, "odendo se a3astar de casa, desenvolS vendo um novo senso de liberdade e "oder)
Então, se ela mantEm
a
imagem da in3ância sobre as conseDuOncias im"ressionantes das .c))
grimas, sem dTvida est= "resa ao "assado e ser= necess=ria uma nova 3orça "ara solt=!la)
Em ve@ de "rocurar remover a resistOncia, E mel1or 3ocali@=!la su"ondo Due, no mel1or dos
casos, uma "essoa cresce ao resistir,
e
no "ior, a resistOncia ainda E uma "arte de sua identidade)
V um engano rotular o com"ortamento original como uma mera resistOncia) ?emover a
resistOncia "ara voltar a uma "ure@a "rE!resistente E um son1o 3Ttil, "orDue a "essoa Due resistiu
E agora uma nova "essoa e não 1= como voltar) Cada "asso no desenvolvimento da resistOncia
se torna "arte de uma nova 3ormação da nature@a do indiv0duo) Ele não se trans3orma na "essoa
antiga acrescida de uma resistOncia Due "ode ser removida tão logo ele se tornar su3icientemente
coraGoso "ara removO!la) Ele E uma "essoa totalmente nova)
Podemos ver, "or eIem"lo, Due a "essoa Due resistia a c1orar "or causa da dor Due isso
"rovocava Duando seus "ais l1e batiam, a deiIavam so@in1a, a "rendiam, ou gritavam com ela,
3e@ muito mais do Due a"enas bloDuear seu c1oro) Ela eIercitou as "erce"çPes a res"eito de seus
"ais, e dessa 3orma am"liou sua sensibilidadeM ela descobriu como E a vida Duando o c1oro E
uma alternativa inaceit=velM ela "ode ter se tornado dura e resistenteM ela "ode ter eI"andido
seus "oderes "ara assimilar as sensaçPes sem "recisar liber=!las etc) 4aturalmente, ela tambEm
"ode ter desenvolvido uma nature@a 3ria "ara não ser tentada a c1orar, ou "ode ter desenvolvido
uma lamTria cont0nua, ou mil1ares de outras caracter0sticas desagrad=veis)
4o entanto, DualDuer Due seGa o caso, o Tnico camin1o aberto ao tera"euta E o de recon1ecer a
"essoa como ela E, acentuando aDuilo Due eIiste, "ara Due isso se torne uma "arte energi@ada de
sua "ersonalidade, em ve@ de um "eso morto des"ersonali@ado) Su"on1a, "or eIem"lo, Due
Bo1n diga Due não consegue conversar com $ar2, uma mul1er em seu gru"o, "orDue eIiste uma
"arede entre eles) Esta E a 3orma de NresistOnciaN dele Duanto a 3alar com $ar2) Bo1n "recisa ter
a e:peri7ncia desta "arede, não removO!laM ser a "arede ou conversar com a "arede ou descrever
a "arede * DualDuer coisa Due 3aça com Due Bo1n se desvencil1e dos estereLti"os estagnados
sobre a "arede e
68
sua realidade viva) 'Dui est= um di=logo imagin=rio, Due Drocesso b=sico, talve@ mais "uro do Due a
realidade, mas cesclarecedor)
" de!se Du
e
Bo1n imagine ser a "arede, e ele di@+
NEu estou aDui "ara "roteger vocO das mul1eres "redadoras Due o comerão vivo se vocO se abrir "ara
elas)N
Bo1n res"onde "ara a "arede+
AJoc7 n!o est= eIagerandob Ela me "arece merecedora de con3iança) 4a verdade, ela "arece estar
a"avorada, mais Due DualDuer coisa)N
P9 V claro Due ela est= a"avorada) Eu sou res"ons=vel "or isso) Sou uma "arede bastante severa e assusto
muitas "essoas) E assim Due vocO Duer e atE ten1o a3etado vocO tambEm deste modo) QocO tem medo de
mim embora eu realmente esteGa do seu lado)
#+ Eu estou com medo de vocO e c1ego atE mesmo a sentir vocO dentro de mim, como se tivesse me
tornado semel1ante a vocO) Sinto meu "eito como se ele 3osse 3eito de 3erro e estou realmente 3icando
bravo com isso)
P" Bravo, com o DuOb Eu sou sua 3orça e vocO nem sabe disso) Sinta como vocO E 3orte "or dentro)
#+ Certo, sinto a 3orça, mas tambEm sinto a rigide@, Duando meu "eito "arece 3eito de 3erro) Eu gostaria de
bater em vocO, de derrubar vocO e ir atE $ar2)
Terapeuta" Bata em seu 3erro)
#+ (Bate em seu "eito e grita) Saia do meu camin1o * saia do meu ca(inhoD
(silOncio)
$eu "eito "arece 3orte * mas não como se 3osse 3eito de 3erro)
(Cutro silOncio))) ' boca e o DueiIo de Bo1n começam a tremer) Por um momento ele luta contra a onda
de sentimento, e de"ois se entrega ao c1oro) Ele ol1a "ara cima, e de"ois di@ a $ar2+)
Eu não sinto mais nen1uma "arede entre nLs e realmente Duero conversar com vocO)
69
Este eIem"lo mostra as 3orças inerentes R "arede e tambEm sua ter0stica de inter3erir) auando a
"arede E assimilada "elo indiv0duo !c Duando Bo1n "ode aceitar ser e%e a N"aredeN *, ela se
trans3orma numa "arte de seu senso de obGetivo, contribuindo "ara sua 3orça e acrescentando R
sua vida, não subtraindo) 's caracter0sticas Due reentraram na a/areness de Bo1n am"liam seu
senso de identidade v=lida e o recarregam) C com"ortamento dele retoma o sabor da vitalidade
est=tica Due 3icara "reso no im"asse)
Cs mesmos 3atores estão "resentes em DualDuer acontecimento tera"Outico, mas as
com"licaçPes tambEm) Pois as resistOncias são de nature@a mTlti"la) Embora a "arede, neste
eIem"lo, seGa uma re"resentação sLlida e não amb0gua da resistOncia, esta "ode assumir muitas
3ormas+ verbal, meta3Lrica ou com"ortamental * simultânea ou seDuencialmente) 'ssim, 3icar
com a resistOncia reDuer uma escol1a criativa em Due a "rL"ria seletividade do tera"euta se
trans3orma numa 3orça transcendente, movendo!se alEm de um 3oco eIclusivo na sim"les
resistOncia identi3icada)
Por eIem"lo, em um /or.shop1 1avia um 1omem imenso e desaGeitado Due "arecia ser o
eDuivalente moderno de Halsta33+ uma 3orma gigantesca, uma grande barriga, uma 3ace vermel1a
e um Geito amig=vel) '"esar de seu taman1o enorme e de um "oder 30sico tão grande, Due
dominava visualmente a cena do /or.shop1 Ual "ermaneceu silencioso a maior "arte do tem"o)
auando ele 3inalmente 3alou, o 3e@ com ol1ares dardeGantes, com um grande curvar de ombros
auto"ro!tetor e sem se dirigir a ninguEm es"eci3icamente) Uavia uma eI"ressão de medo em seu
rosto, e um senso de incerte@a e 3alta de direção em sua "ostura) Ual "arecia temer um ataDue a
DualDuer momento) auando l1e "erguntaram a res"eito de seu silOncio, disse ter muita
di3iculdade em lidar com mul1eres mandonas, sobretudo Duando elas estavam num "a"el de
autoridade) Ele disse Due não 3icaria de costas "ara uma mul1er, Due não con3iaria numa mul1er
Due estivesse atr=s dele) Portanto, Ual tin1a eI"rimido sua resistOncia "elo seu silOncio, sua
descon3iança e seus ombros curvados) Eu o deiIei usar seus ombros curvados, seu silOncio e sua
descon3iança) Primeiro, levantei!me e andei atr=s de Ual, e l1e "erguntei como ele se sentia
agora Due eu esta#a atr=s de suas costas) Ele estava sentado no c1ão) auando se virou "ara me
con3rontar, colocou as mãos "ara baiIo, como se 3osse engatin1ar) 'ssim, a resistOncia tin1a
"assado "ara um agac1amento)
70
(G
e
ei novamente, buscando uma 3orma em Due "udEssemos agac1amento descon3iado e
silencioso) Dessa ve@ subi nas dele, agac1ada em cima dele, e "erguntei a Ual o Due ele == B ia
3a@er comigo) Ele estava livre "ara uma grande diversidade de inclusive me derrubar como se eu
3osse a cin@a de um cigarro, tivesse sentido Due essa seria a direção seguida "ela resistOncia não
teria subido nas costas dele) $as ele disse+ NBem, levar vocO "ara uma volta na salaN) Ele tin1a
escol1ido seu remEdio) Levar!me "ara dar uma volta na sala coloca!o no
'oi
rio
ntrole) $esmo Due eu "arecesse ser a mul1er Due estava em Sma dele, Ual 1avia retomado o
senso de dom0nio sobre si mesmo) Ele tambEm tin1a conseguido trans3ormar uma situação
ameaçadora numa situação de brincadeira, usando sua 3orça, desenvolvendo uma sensação de
"ra@er e de união consigo mesmo, comigo e com o gru"o, Due tin1a sido energi@ado ao vO!lo
ativado) Cs grun1idos e a diversão con3irmaram seu "oder) Para mim, 3oi como um divertido
"asseio de ele3ante) Ual era a 3orça do movimento, determinando a velocidade, a direção e a
diversão) 4o momento em Due voltamos a nossos lugares originais e eu sa0 de cima de suas
costas, ele conseguia rir e di@er de um modo novo Due não se sentia mais cauteloso comigo, e
es"erava ser ouvido durante o restante do /or.shop1 o Due de 3ato aconteceu, tornando!se uma
3igura central no gru"o) Portanto, ao acentuar e mobili@ar sua resistOncia, Ual 1avia soltado seu
"oder, tornando!o Tnico e o"ortuno em nossa interação, em ve@ de "ermanecer atolado em suas
eI"ectativas anacrLnicas) Em ve@ de ser dominado "or uma mul1er, e%e "odia dominarM em ve@
de ameaçar um combate, ele desenvolveu uma união divertidaM em ve@ de manter um im"asse
de inação, re"leto de sus"eita e "roGeção, ele entrou numa dis"uta real Due teve detal1es Tnicos
ricos e um resultado im"revis0vel)
Ual trans3ormou a energia agressiva, "otencialmente "erturbadora, num com"ortamento
socialmente aceit=vel) Segundo o conceito de sublimação, este 1omem brincou em #e3 de
controlar ou 3erir) Entretanto, Duando a resistOncia E vista como criativa, dir0amos Due não
acontece nenhu(a su+stitui!o5 Ele 3e@ uma escol1a entre a in3inidade de direçPes Due "oderia
ter tomado) Cs atos resultantes 3oram a cul!ttnnação de uma combinação de 3orças, cada uma
v=lida "or si mesma, lue inclu0am a agressão, diversão, sus"eita, con3iança, a3eição, raiva _
In3erir sublimação reDuer um Gulgamento entre o Due E rea%(ente
L1
verdadeiro e o Due realmente aconteceu, uma distinção Due não estamos dis"ostos a 3a@er)
aualDuer combinação de sus"eita e 1ostilidade Due "oderia anteriormente ter inter3erido com a
diversão ou com a con3iança não era (ais b=sica do Due o com"ortamento "resente Du
e
inclu0a a
diversão e a con3iança) Considerar as motivaçPes originais mais geradoras do com"ortamento
atual do Due a eI"eriOncia "resente E diminuir em muito a im"ortância da su"er30cie do
com"ortamento) Essa visão se arrisca a redu@ir os acontecimentos mani3estos a meros rLtulos do
acontecimento verdadeiro, como uma entrada "ara os mistErios reais "orEm latentes da vida)
' gestalt!tera"ia trouIe uma im"ortante contribuição neste sentido, na Dual a realidade da vida
mani3esta retoma a res"eitabilidade) 4Ls "restamos atenção a cada eI"eriOncia "or seus
"rL"rios mEritos, sem "recisar de uma classi3icação de como uma "essoa realmente E, ao
mantermos o 3oco no em"0rico, e não no abstraio) Estamos esboçando uma nova visão do
1omem, não uma visão do 1omem contra si mesmo, mas uma visão do 1omem como uma
com"osição, em Due cada um dos com"onentes im"Pe!se vitalmente por si mesmo) Essa visão
não tem "reconceitos sobre a nature@a real do 1omem como uma classe * ou mesmo sobre a
nature@a real de DualDuer 1omem es"ec03ico) 4ão eIiste uma nature@a real do 1omem 6ue seMa
distinta da totalidade da eI"eriOncia dele) Sua assim c1amada resistOncia não E menos "arte dele
do Due o im"ulso a Due ele "ode estar resistindo) Então, "odemos "assar de uma eI"eriOncia
"ara a outra sem santi3icar nen1um as"ecto es"ec03ico de um indiv0duo) Sua 1istLria ir= se
desdobrar ao seguir sua "rL"ria direção)
Com"osição
EnIergar o 1omem como uma co(posi!o de caracter0sticas em ve@ de meramente alguEm Due
resiste leva a uma imagem de Due o 1omem estar= em di3iculdades Duando estiver dividido
dentro de si mesmo, e não contra si (es(o5 ' guerra interior, com 3reDuOncia antiga ou num
im"asse, E uma guerra "ela eIistOncia, alimentada "or cada as"ecto da "essoa, cada um com sua
"rL"ria energia, seus "rL"rios a"oios e seus "rL"rios o"onentes) Cada nova s0ntese entre a
"o"ulação de di3erenças Due 3ormam o indiv0duo E uma nova aliança,
72
u
e re3lete de 3orma momentânea a 3orça atual de cada com"onente, "or eIem"lo, a 3alta de
dis"osição "ara a ação de Ual era uma união Ue sua descon3iança b=sica "ara com as mul1eres
em geral, suas "erce"çPes de uma l0der es"ec03ica, sua masculinidade a"risionada e sua 3uga das
brincadeiras) Entre as mudanças es"ec03icas Due reali!n1aram o com"ortamento dele estavam a
"ermissão de Due sua masculinidade seguisse sua "rL"ria direção, a eI"eriOncia da l0der sob
uma nova "ers"ectiva e o uso de seu "rL"rio "otencial "ara brincadeiras) ' com"osição 3oi
alterada Duando os antigos ingredientes se desenvolveram e novos * como alguEm subindo em
suas costas * 3oram acrescentados, do mesmo modo como teria sido alterada numa "intura ou
num "rocesso Du0mico) C cerne da "sicotera"ia encontra!se neste "rocesso de desenvolver
direçPes antigas, e 3racassadas, e mover!se em novas direçPes) 'o colocar as 3orças relevantes
num novo contato umas com as outras, "odemos descobrir o "oder das Dartes alienadas do eu)
C eIame do trabal1o com um son1o, a"resentado "or Perls,
.
ilustrar= esta visão do 1omem
como uma com"osição de 3orças) Sem inter"retar e sem dar atenção es"ec03ica R resistOncia,
Perls traça o curso das diversas "ersonagens e eI"ressPes do son1ador de modo Due cada "arte
da "essoa ten1a uma vo@ no desenvolvimento da elaboração do trabal1o com o son1o) Este E o
son1o Due DicW relatou+
(De"ressa) Eu ten1o um "esadelo recorrente) Estou dormindo, e ouço alguEm gritando, e acordo e os guardas estão
batendo num garoto) auero me levantar e aGudar o garoto, mas 1= gente "arada na cabeceira e no "E da cama, e eles
3icam Gogando travesseiros de l= "ara c=, cada ve@ mais de"ressa, e eu não consigo mover a cabeça) 4ão consigo me
levantar) E acordo gritando e todo mol1ado de suor)
De"ois de alguma conversa "reliminar, Perls "ede a DicW Due seGa o "olicial e bata no garoto, e
assim ele o 3a@ es"ancando o garoto, um "a"el do Dual ele não gosta) Perls então l1e "ede Due
3ale com o
.) Perls, H) S) Gesta%t therapy#er+ati(5 $oab, Fta1+ ?eal Peo"le Press, .9;9)
"olicial) DicW eI"lica "ara o "olicial a trama socialmente i
do garoto, mas o "olicial mantEm uma visão moralista e de"ois dib DicW Due se o garoto vai
3erir as "essoas, ele ir= 3eri!lo tambEm) Entã Perls convida DicW a encenar o garoto na conversa)
C garoto eI"li
Ca
im"ortância de ser um membro de uma gangue e uma "essoa in3luente
mediante sua "rL"ria violOncia) Ele deseGa ser im"ortante) 4esse momento, DicW est=
começando a sim"ati@ar com a orientação "ar
a

a
realidade demonstrada "elo "olicial e "ela
"roteção Due este o3erece aos interesses da comunidade, e o garoto est= a"arecendo corno
alguEm Due "recisa de cuidados e ter um lugar signi3icativo no mundo) Então DicW sente sua
"rL"ria im"otOncia enDuanto o garoto começa a 3alar de sua necessidade de deiIar sua
vi@in1ança e corno ele deseGa aGudar a 3a@er isso) C "olicial di3iculta as coisas "ara o garoto, e o
garoto o ataca en3urecido) DicW a"oia o garoto e começa a sentir sua "rL"ria violOncia, em ve@
de a"enas "roGet=!la sobre o "olicial ou sobre o garoto) Então Perls auIilia DicW a ir mais longe
ao desenvolver seu "rL"rio senso de si mesmo) DicW entra em contato com seu deseGo de
destruir seu "rL"rio "assado e de desenvolver um trabal1o signi3icativo) C son1o trabal1ado
termina com a seguinte conversa Due re3lete uma união da "rL"ria auto!imagem de DicW, o
"olicial dentro dele, o garoto Due E "arte dele, seu senso de im"otOncia, sua necessidade de ser
uma "essoa im"ortante e sua racionalidade+
Per%s" Hec1e os ol1os outra ve@) Entre em contato com a sua violOncia) Como vocO eI"eriOncia a violOnciab)))
Dic." (C3egante) Eu Duero des))) destruir coisas) Eu Duero))) eu Duero rom"er o "assado) Eu Duero me livrar de todas
estas coisas Due me im"edem) Eu Duero ser %i#re5 Eu sim"lesmente Duero Gog=!las 3ora)
P" Converse com o "assado+ NPassado, eu Duero me livrar de vocON)
D" Passado, vocO não "ode me reter) $uitos garotos "assaram "ela mesma coisa) EIistem todos os ti"os de 3avela no
mundo) $uita gente "assou "elo re3ormatLrio, "ela cadeia) Isso não Duer di@er Due eles não "ossam conseguir alguma
coisa) Eu estou tirando o meu t0tulo de doutor) Eu estou cheio de vocO) Eu vou deiIar vocO de fora5 Eu não Duero mais
vocO "or "erto) 4ão me aborreça mais) Eu não "reciso mais voltar e ver como a vida E a0) Eu não
74
mais sentir o eIcitamento) Eu "osso viver onde eu vivo agora) Eu ntrando no mundo acadEmico * o verdadeiro
mundoZ
") o Due o "assado res"ondeb
J mas vocO))) vocO sabe Due nLs somos seus amigos, e nLs entendemos o
vocO Duer) 4ossa vida E mais rica) Ela tem mais eIcitamento, mais
_ i3icado, eIiste mais "ara se 3a@er, mais "ara se ver) 4ão E urna vida
tEril QocO sabe o Due vocO 3e@) QocO não "ode sair assim, vocO não "ode
ir embora sem mais nem menos)
"! Em outras "alavras, o "assado senteS o t0tulo de doutor como algo estErilb QocO est=)))
N?> /0tulo))) a11))) t0tulo de doutor, Due merda E essab P" Di)a5 isto "ara ele)
D+ Cl1e) QocO consegue um t0tulo de doutor, e da0b Ele coloca vocO numa "osição em Due vocO E ca"a@ de 3a@er um
"ouco mais "ara aGudar a analisar certos "roblemasM e Duando as "essoas recebem o t0tulo, na verdade, não vão 3a@er
muitas coisas com ele) 4a verdade, não vai 3a@er tanta di3erença)
P" QocO vO, agora entramos na Duestão eIistencial) 'gora vocO c1egou ao seu han)0up1B o seu "onto de im"asse)
D" V isso mesmo)
P" QocO Duer 3a@er algo mais eIcitante)
D" Eu não Duero sL 3a@er algo mais eIcitanteM Duero 3a@er algo mais signi3icativo * algo rea%5 Eu Duero tocar, Duero
sentir o Due eu 3aço) Eu Duero assisti!lo crescendo e se desenvolvendo) auero me sentir Ttil) $esmo de um modo
amoroso, a3etuoso, Duero me sentir Ttil) Eu não Duero modi3icar o mundo))) Esta sensação de im"otOncia) /odo aDuele
trabal1o)
P" Esta E uma observação muito interessante, "orDue toda matança baseia!se na im"otOncia))) Então, seGa o doutor)))
D" EIistem trOs bil1Pes de "essoas no mundo, e talve@ de@ mil tomam decisPes) E o meu trabal1o vai aGudar aDueles
Due tomam decisPes, "ara Due
doN!
C verbo to han) signi3ica "endurar) Han)0up re3ere!se a algo N"endura!
em
"sicologia o termo E em"regado "ara designar "roblemas N"endentesN, ou S
a
m "roblemas Due geralmente a3ligem a
"essoa durante um "er0odo de tem"o
lI
o grande, sem Due seGa encontrada solução) (4) /))
elas seGam mais s=bias) 4ão vou abalar o mundo, mas eu vou 3a@er bem mais do Due os outros dois bil1Pes
novecentos e tantos mil1Pes 3a@em) Qci ser uma contribuição valiosa)
P" QocO vO como est= 3icando cada ve@ mais racional * os o"ostos Se Guntandob Como vocO est= se sentindo agorab
D" Sinto Due Duero ser racional)
P" Isso, isso) 'c1o Due vocO 3e@ um trabal1o muito bom aDui)
4o decorrer deste trabal1o não eIiste nen1um es3orço "ara descobrir o Due est= por tr,s do
son1o) Em ve@ disso, o trabal1o envolve es3orços re"etidos "ara am"liar as a3irmaçPes dentro
do son1o de modo Due cada a3irmação se entrelace com a anterior, atE Due a cadeia de
a3irmaçPes siga seu curso) Cada "arte do son1o tem "ermissão "ara 3alar a "artir de sua pr4pria
"ers"ectiva, sem"re a3etada, mas nunca determinada, "or sua interação com as outras "artes)
Bamais se Duestiona Duem E o eu rea%1 do mesmo modo Due o Duadradin1o vermel1o num
Duadro de $ondrian não E "arte mais im"ortante da "intura do Due o retângulo a@ul) ' "osse
"reconceituosa da identidade cede lugar a DualDuer coisa Due emerGa da com"osição de 3orçasM
neste eIem"lo, a necessidade de obter e usar um t0tulo de doutor) C Due surge E o senso de um
re3leIo "rimai na direção da s0ntese sem"re Due as identidades elementares entram em contato
umas com as outras)
' nature@a com"osta do 1omem, a"arente no trabal1o com o son1o, E tambEm evidente no
trabal1o gest=ltico com "olaridades "essoais) 4ão eIiste nada de novo com relação a ol1ar "ara
as "olaridades no 1omem) C Due E novo E a "ers"ectiva gest=ltica de Due cada indiv0duo E em si
mesmo uma seDuOncia intermin=vel de "olaridades) Sem"re Due um indiv0duo recon1ece um
as"ecto de si mesmo, 3ica im"l0cita a "resença de sua ant0tese ou Dualidade "olar) Ela 3ica ali
como "ano de 3undo, dando dimensão R eI"eriOncia "resente, e ainda assim E su3icientemente
"oderosa "ara surgir como uma 3igura "or direito "rL"rio se reunir 3orça su3iciente) auando essa
3orça E a"oiada, "ode desenvolver!se uma integração entre DuaisDuer "olaridades Due emerGam,
uma em o"osição R outra, congeladas numa "ostura de alienação mTtua)
76
m
ais 3amosa dessas "olaridades da gestalt E a cisão topdo)Oun0,
n
a Dual a luta E entre o sen1or e
o escravo) C sen1or ordena,
re
"reende, e o escravo reage com sua "assividade ou sua 3alta
"
re
ensão, ou inca"acidade, ou 3ingindo Due tenta seguir as s do sen1or, sem obter sucesso)
Entretanto, as "olaridades tOm
nS
Les infinitas1 como o modo de viver do meu irmão e o modo
eF
vivoM min1a gentile@a e min1a crueldadeM meu a3eto e meu _ SsinoM o contador de 1istLrias e a
Es3inge Due eIistem dentro de mimM F
I
Fniversit=rio #ersus aroto Sem Sa0da etc) Essas
"olaridades tOm sabor "essoalM cada "essoa desenvolve suas "rL"rias "olaridades) C trabal1o
durante a resolução das "olaridades E aGudar cada narte a viver sua "lenitude e ao mesmo tem"o
3a@er contato com sua contra"arte "olar) Isso redu@ as "ossibilidades de Due uma "arte
"ermaneça atolada em sua "rL"ria im"otOncia, a"egando!se ao status 6uo5 Em ve@ disso, ela E
ativada "ara Due 3aça uma declaração vital de suas "rL"rias necessidades e deseGos, a3irmando!
se como uma 3orça Due deve ser considerada numa nova união de 3orças) C 3ato de uma "arte
ser vista como o topdo) e a outra como o underdo) não E tão im"ortante Duanto a
eI"ressividade v=lida de cada "arte articulando sua "rL"ria identidade es"ec03ica)
' seguir E a"resentado o eIem"lo de um di=logo escrito entre o lado im"otente e o lado
en3urecido de uma mul1er cuGos longos silOncios nos gru"os "areciam bem normais "ara ela, atE
Due entrou em contato com sua raiva e com a conseDuente im"otOncia Due sentia ao lidar com
ela) C di=logo mostra a incom"atibilidade original entre os dois lados, e de"ois uma suavi@ação
das barreiras de modo Due uma nova união se torne deseG=vel) Ela realmente "assou a ser uma
"artici"ante mais ativa, não sL no gru"o, mas tambEm em sua vida "ro3issional,
n
a Dual começou
a aceitar um "a"el mais central com seus sLcios)
&(pot7ncia" Eu realmente estou muito desam"arada) 4ão "osso 3a@er nen1uma mudança real em meu modo de
3uncionar) Continuo mantendo!me
,
! Perls, H) S) NHour lecturesN In+ Hagan, B) e S1e"1erd, I) (eds))) Gesta%t
era
Pyno/1 Paio 'lto, Cali3Lrnia+ Science e
Be1avior BooWs, .98-)
LL
calada com relação Rs coisas, deiIando Due as outras "essoas determinem curso de ação ou o Due 3or)
Rai#a" Estou cansada de suas descul"asZ /udo isso não "assa de descul "as) QocO não gosta do modo como as coisas
são, mas não 3a@ nada mud=!las)
#+ Eu não mudo "or sua causaZ Se eu deiIar sair um "ouco de vocO, vocO ir= me dominar) 4ão vai sobrar nada de
mim) QocO continuar= violentamente atE ter destru0do tudoZ $esmo agora eu c1oro Duando "enso nisso * vocO
sem"re me 3a@ c1orar) auando c1oro, derroto vocO, "ois a0 vocO não "ode 3a@er nada mas eu tambEm não "osso)
'ssim, no 3im não sou nada * sL 3raDue@a e l=grimas)
R" Se vocO ao menos con3iasse em mim, eu "oderia l1e mostrar Due a raiva "ode ser Ttil, e não sL destrutiva)
0+ 4ão)))
R" Então continue sendo 3raca como E)
#+ /ambEm não Duero isso) V um dilema im"oss0vel) V cul"a sua) Se vocO não estivesse a0, eu "oderia 3a@er coisas) Eu
não estaria nesta "osição se vocO não tivesse me dominado "or tanto tem"o, se não tivesse me negado, se não tivesse
tentado ser tão angelical Due todos gostam de vocO) Eu sei de tudo isso, mas isso não muda nada) Eu não "osso
mudar)
R" QocO age como se tivesse Due 3a@er algo * tudo o Due vocO realmente tem Due 3a@er E me deiIar eIistir) Con1eça!
me * relaIe e deiIe as coisas acontecerem se Duiserem) /alve@ se vocO não estiver sem"re tão em guarda * tire as
travas de sua boca, crie uma rota direta do "ensamento "ara a 3ala)
#+ Sei o Due vocO est= di@endo) V isso o Due eu Duero) Estou "ensando nos terrores da raiva * e estou c1orando de
novo) QeGo meu "ai de "E, nos "rimeiros degraus da escadaria, com uma 3aca de açougueiro na mão e ameaçando
matar min1a tia) Eu o veGo com seus ol1os a@ul!claros arregalados e ol1ando e gritando * e gritando * e gritando *
não "osso su"ortar issoZ
R" Pare com isso * esse era ele * não o mundo inteiro)
1" ' raiva dele l1e arruinou a vida) Ele E um 1omem amargo e solit=rio)
R" Sua raiva est= arruinando a sua vida "orDue vocO a nega * E mel1or assimb
7 a
$ão eu entendo tudo isso, mas como G= disse, as l=grimas sem"re 3icam ao meio do camin1o))) i) "anem!se as
l=grimasZ QocO "ode ir alEm delas * ou com elas * ou
esar delas * essa não E uma boa descul"a)
,) gomo eu "osso usar seu * não * 3iDue comigo * talve@ esse seGa o "roblema+ eu 3alo como se vocO 3osse uma
es"Ecie de arma) 4ão deveria ser assim, não Duero brigar com vocO, nem us=!la) SeGa a"enas "arte de mim)
' a3irmação 3inal neste di=logo re3lete um movimento b=sico e aturai na direção da s0ntese *
um re3leIo na direção da integração) aualDuer organismo com"leIo organi@ar= suas 3orças "ara
3uncionar com economia, organi@ando seus diversos recursos na combinação mais suave, mais
elegante e mais e3iciente "oss0vel naDuele determinado momento) Ser terno, com"ulsivo,
ousado, cruel e a3=vel E uma combinação de caracter0sticas Due ter= "ouca "robabilidade de ser
eI"erienciada como com"at0vel, a menos Due a "essoa "ossa redesco!brir sua am"litude e
reorgani@ar essas caracter0sticas "essoais numa nova com"osição) V necess=ria uma 1abilidade
consider=vel "ara Due se consiga alcançar a com"atibilidade onde a sociedade insiste em não
1aver nen1uma, e onde a eI"eriOncia anterior não conseguiu encontrar nen1uma) 'lEm disso, E
necess=ria muita "erseverança e criatividade na manutenção da integração e do contato entre
caracter0sticas dolorosamente antagLnicas)
4o n0vel 30sico da integração re3leIiva, ?eic1 descreveu 1= muito tem"o aDuilo Due ele c1amou
do re3leIo do orgasmo)
7
Sob o e3eito de uma ativação "lenamente "otente, os movimentos do
indiv0duo se tornam suavemente sincroni@ados) 'creditamos Due a 1armonia descrita "or ?eic1
na ocorrOncia do orgasmo E observ=vel em todas as grandes 3unçPes Due dramaticamente
colocam todo o organismo em 3oco) EI"losPes semel1antes no momento do cl0maI envolvem
toda a musculatura tambEm nos atos de es"irrar, tossir, c1orar, rir, vomitar
e
de3ecar) Su"on1a
Due, no "rocesso de Ntreino de toaleteN, uma
cr
iança a"renda Due "ode controlar o de3ecar ao
a"ertar seus es30nc!
7
! ?eic1, <) The function of the or)as(5 4ova AorW+ /1e 4oonda2 Press,
89
teres, e num "acto 3austiniano ela termine 3a@endo isso cronicaniem evitando os acidentes
temidos, "orEm "agando um alto "reço "
;
i "erda da riDue@a da 3unção "essoal * uma "erda Due
ela realniem não "oderia ter "revisto) 4ão eIistem mais acidentes na 3unção intes tinal, E
verdade, mas ela "aga o "reço ao restringir os movimentos d
e
sua "elve ou "or constriçPes em
sua res"iração) SL como eIem"l
-
eI"erimente agora a"ertar bastante os es30ncteres de seu ânus e
veGa Due e3eito isso tem em sua res"iração) 'gora, eI"erimente 3alar cora seus es30ncteres anais
bem contra0dos) 4ão E um e3eito sem im"or!tância, Eb
SL E necess=rio mais um "eDueno "asso "ara recon1ecer Due o Due acontece em uma "arte de
uma "essoa a3eta toda a sua nature@a) 's eI"eriOncias coo"erativas entre as "artes com"onentes
de um indiv0duo são um lugar!comum+ algumas ve@es interrom"em o bom 3uncionamentoM
outras ve@es, o 3acilitam) Por eIem"lo, certo mTsico tem um rosto "ouco eI"ressivo, Due 3ica
es"ecialmente imLvel Duando ele est= se a"resentando, e mesmo assim sua mTsica E eIecutada
de modo muito eI"ressivo, e atE mesmo "assional) V como se ele canali@asse toda a eI"ressão
"or meio de sua eIecução, retirando!a do restante de seu cor"o e 3ocali@ando!a em seus braços,
seus dedos e em seu violino) Cutra "essoa estuda "ara um eIame enDuanto um rebitador martela
embaiIo de sua Ganela) Ela bloDueia o barul1o, diminuindo uma 3unção enDuanto se concentra
em outra) Essas integraçPes são necess=rias) Elas sL "rovocam "roblemas Duando o bloDueio se
torna crLnico e a 3unção bloDueada não est= dis"on0vel Duando E necess=ria) C mTsico com um
rosto de "edra "erde Duando sua eI"ressividade em situaçPes não!musicais E cronica!mente
não!dis"on0vel)
' ligação auto!restritiva de diversas 3unçPes E ilustrada "or uma "aciente Due descobriu Due se
corresse iria mol1ar suas calças) Portanto, ela não ir, correr, mesmo Due isso "ossa signi3icar
"erder um &nibus ou se atrasar "ara uma aula) Sua inibição b=sica est= nos mTsculos, Due
controlam o ato de urinar) auando corre, ela não "ode controlar esses mTsculos e, assim, correr
"assa a ser "erigoso * algo Due ela não deve 3a@er de modo algum * mesmo Due não ten1a
obGeçPes ao "rL"rio ato de correr) Cutras "essoas "odem bloDuear um riso vigoroso "orDue
temem Due ele se trans3orme em c1oro) De modo semel1ante, muitas mul1eres e alguns 1omens
"odem começar a
80
durante o auge da eIcitação seIual) C indiv0duo so3re uma cScSNdu"la sem"re Due uma atividade
E temida, não em si mesma, elo Due "ossa vir a desencadear) Ele resolveu o "roblema b=sico
...
c ao diminuir uma 3unção relacionada)
Portanto, "odemos "erceber Due o "rL"rio indiv0duo E um gru"o, recombinando e inter!
relacionando seus membros) Xurt ol!tein
:
descreveu este "rocesso de integração+
/odas as ca"acidades de uma "essoa estão sem"re em ação em cada uma de suas atividades) ' ca"acidade
es"ecialmente im"ortante "ara a tare3a 3ica em "rimeiro "lanoM as outras estão no 3undo) /odas essas ca"acidades
estão organi@adas de um modo Due 3acilite a auto!reali@ação do organismo total numa situação es"ec03ica) Para cada
reali@ação eIiste uma organi@ação de3inida de 3igura!3undo entre as ca"acidades)
V claro Due surgem contradiçPes neste "rocesso de integração+ alguns elementos da luta são
dominados "or outros, alguns são su"rimidos, e alguns com"etem cronicamente "or uma
"osição de 3igura emergindo do 3undo da eIistOncia do indiv0duo) Criginalmente, a luta era
v=lida, no sentido de Due os im"ulsos em guerra "odem de 3ato ter sido contraditLrios, cada um
"otencialmente inter3erindo no outro * "or eIem"lo, o deseGo de cus"ir "ode inter3erir no
deseGo de Due sua mãe o ame)
4en1uma necessidade "essoal cede elegantemente R sua ant0tese dentro de um indiv0duo, do
mesmo modo Due um "a0s ou um indiv0duo não ir= acol1er a eIistOncia de sua ant0tese) auando
as ant0teses colidem, o status 6uo E condenado "orDue cada "rotagonista muda em decorrOncia
do e3eito de um sobre o outro) Portanto, em ve@ de se arriscar a mudanças não deseGadas, eles se
retraem, mas, ao 3a@O!lo, "erdem a o"ortunidade de uma s0ntese nova e dinâmica) Por eIem!"lo,
alguEm com caracter0sticas 3ortes e o"ostas de crueldade e gentile@a "ode 3icar indeciso atE Due,
3undindo essas caracter0sticas, ele se torne um revolucion=rio ardente, amado entre seu "rL"rio
"ovo, e
eS
:) oldstein, X) N/1e e33ect o3 brain damage on t1e "ersonalit2N) In+ \aI, $)
e
StricWer, ) (eds))) The study
ofa+nor(a%+eha#ior5 4ova AorW+ $acmillan, .9;:)
5.
agudamente incisivo num estilo "ouco "rov=vel entre as "essoas meramente gentis) C
crescimento de"ende da renovação das "ossibilidades de contato entre os diversos as"ectos do
indiv0duo *h "ossibilidades de contato im"edidas "or ideias eDuivocadas de incom"atibilidade)
V claro Due a restauração do contato entre as diversas "artes de si nem sem"re E um mar de
rosas) C "rocesso de con3rontar as caracter0sticas con3litantes dentro de si mesmo "ode ser
desgastante e "erigoso, do mesmo modo Due a estratEgia de con3rontação na "ol0tica carrega um
"otencial "ara a eI"losão, "ara o caos e a alienação) Isso E sobretudo verdadeiro Duando uma
caracter0stica est= 3irmemente 3ortalecida, mas a"enas "orDue est= su"rimindo outra
caracter0stica Due est= começando a buscar eI"ressão) 'lgumas ve@es a 3orça necess=ria "ara
retomar o contato "rodutivo "ode levar a um com"ortamento louco ou eItremo no Dual o
indiv0duo "rocura atingir um contato Due "ossa ser sentido de modo "al"=vel) ' "essoa Due
"recisa gritar sua raiva "ara com"ensar sua submissão im"otente, a "essoa Due se torna
seIualmente "rom0scua "ara su"erar uma moralidade arraigada, e a "essoa sentada em silOncio
catat&nico num canto em ve@ de ser engolida inteira "ela ambição do "ai, estão todas num Gogo
arriscado, dominando drasticamente as 3orças entrinc1eiradas dentro de si mesmas) ' "essoa se
com"orta de modo arbitr=rio * sem um senso de totalidade, atE Due esta nova energia ativada
"ossa atingir uma s0ntese com a 3orça originalmente dominante)
4o alin1amento descon3ort=vel Due o indiv0duo alcançou entre duas caracter0sticas o"ostas em
si mesmo, uma "arte de sua nature@a "erdeu sua ativação e sua atividade) 4o movimento em
direção R integração, essa ativação E remobili@ada, e a energia ainda "oderosa da "arte aceita
não E diminu0da) C indiv0duo Due est= envolvido deste modo bem "ode eI"erimentar uma
su"erestimulação e um medo literal de eI"lodir) Por causa de sua ineI"eriOncia com reaçPes
eI"losivas, ele não recon1ece Due a sensação de eI"losão "ode se trans3ormar em c1oro, grito,
linguagem dram=tica, movimentos alterados, ataDues de birra, orgasmos etc) 'tE esse momento,
ele sentiu Due seus limites "essoais eram ameaçados "ela eI"ansão das sensaçPes, visto Due
nen1uma liberação adeDuada era aceit=vel) Se, sob novas condiçPes, como a tera"ia, ele 3or
ca"a@ de ceder e "ermitir Due aconteça a eI"losão, ser= como se tivesse renascido) Por outro
lado, se não "uder
5,
lerar a assimilação da eI"ansão dentro de si mesmo, como E neces!
G=rio "ara
a
i
n
teg
ra
qão, ele bem "ode, ao menos tem"orariamente, ter
crescimento nesta direção im"edido "or causa do medo) Saber as
A S3erenças entre essas duas "ossibilidades E uma 1abilidade engen1o!
Due reDuer uma sintonia sens0vel "or "arte do tera"euta e do
"aciente)
4ão eIiste uma medida "recisa a 3im de identi3icar os limites da a"acidade de um indiv0duo
"ara assimilar ou eI"ressar sentimentos nue ten1am "ossibilidades eI"losivas, mas e:iste uma
"recaução b=sica) Esta "recaução E constitu0da "or um sLlido res"eito "ela auto!re!gulação do
indiv0duo * sem 3orç=!lo ou sedu@i!lo a com"ortamentos Due ele mesmo não ten1a
estabelecido de modo am"lo)
$esmo assim, os maiores "assos "ara a 3rente nem sem"re vOm de uma ausOncia de riscos) Em
min1a "rL"ria tera"ia, dois dos momentos mais "oderosos aconteceram Duando eu disse Dane0
se1 em momentos de grande sensação * de dis"or!se não!verbalmente a arriscar tudo) Sob o
im"acto de um sentimento avassalador, uma "essoa "ode o"tar "or desistir de DualDuer escol1a
"osterior, como acontece Duando estamos no "onto mais alto de uma montan1a!russa+ uma ve@
tendo escol1ido entrar na montan1a!russa, não se tem mais nen1uma escol1a a 3a@er) Certa ve@
na tera"ia, Duando escol1i ceder a DualDuer coisa Due "udesse surgir, encontrei!me
sur"reendentemente em meio a um c1oro es"asmLdico, "ela "rimeira ve@ de"ois de adulto)
Cutra, encontrei!me em meio a es"asmos convulsivos e aos tremores mais "ro3undos) ' cada
ve@ emergi da eI"eriOncia redes"er!tado "ara a Tmida ternura da vida, e com um novo senso de
direção "essoalM não mediante controle, mas "or meio do movimento, da ineIorabilidade, do
"oder e da "resença, o ti"o de "resença Due trans3orma o mundo numa unidade)
83
4
@ comErcio da resistOncia
um completo estranho num dia negro golpeou.me reavivando o inferno dentro de mim % &'e achei difícil
o perdão porque meu /tal como acontecera0 ser ele era % (as agora esse dem'nio e eu somos amigos
tão imortais um para o seu outro
E) E) C'((*ngs
/odas as "essoas administram sua energia de modo a obter um bom contato com seu ambiente
ou "ara resistir ao contato) Se a "essoa sente Due seus es3orços serão bem!sucedidos * Due ela
E "otente e seu ambiente E ca"a@ de "ro"orcionar um retorno nutridor *, ir= con3rontar seu
ambiente com vontade, con3iança e atE mesmo ousadia) $as se seus es3orços não conseguirem
o Due deseGa, ela entra num im"asse com uma eItensa Nlista de rou"a suGaN de sentimentos
"erturbadores+ raiva, con3usão, 3utilidade, ressentimento, im"otOncia, desa"ontamento, e assim
"or diante) E então ela "recisa redirecionar essa energia de diversos modos, e todos redu@em a
"ossibilidade da mteração "lena de contato com seu ambiente)
's direçPes es"ec03icas de sua interação redirecionada ir= colorir
-

est
ilo de vida da "essoa
con3orme ela estabelece "re3erOncias entre
s
canais abertos "ara ela) EIistem cinco canais
"rinci"ais de intera!M ^ resistente, cada um com um estilo eI"ressivo es"ec03ico+ .) introGeçãoM ,)
"roGeçãoM 7) retro3leIãoM :) de3leIãoM e 6) con3luOncia)
auem usa a introMe!o investe sua energia na incor"oração "assiva
Duilo Due o ambiente "ro"orciona) Ele 3a@ "ouco es3orço "ara es"e!
Car

su
as eIigOncias ou "re3erOncias) Isso de"ende de ele "erma!
+"
necer não!discriminativo ou de estar num ambiente totalmente benigno EnDuanto "ermanece
neste est=gio, Duando o mundo se com"orta de um modo inconsistente com suas necessidades,
ele "recisa usar sua energia "ara manter!se satis3eito com as coisas con3orme as encontra)
auem usa a proMe!o renuncia a as"ectos de si mesmo, atribuindo!os ao ambiente) E claro Due
ele estar= certo uma "arte do tem"o, se o ambiente 3or su3icientemente diversi3icado) $as em
grande "arte ele estar= cometendo grandes eDu0vocos, abdicando de sua "rL"ria "artici"ação na
direção da energia e eI"erienciando a si mesmo como im"otente "ara reali@ar uma mudança)
auem usa a retrof%e:!o abandona DualDuer tentativa de in3luenciar seu ambiente, tornando!se
uma unidade se"arada e auto!su3iciente, reinvestindo sua energia num sistema eIclusivamente
intra"essoal e restringindo seriamente o 3luIo entre ele "rL"rio e o ambiente)
auem usa a def%e:!o se envolve com seu ambiente mediante acertos e erros) Entretanto, "ara ele
isso geralmente se trans3orma em muitos erros com a"enas alguns acertos * na maioria
acidentais) 'ssim, ou ele não investe energia su3iciente "ara obter um retorno ra@o=vel, ou a
investe sem 3oco, e a energia se dissi"a e eva"ora) Ele termina esgotado e com "ouco retorno *
arrumado)
Hinalmente, "ela conf%u7ncia1 o indiv0duo segue a corrente@a) Isso envolve "ouco gasto de
energia "or escol1a "essoalM ele sL tem de se submeter R corrente@a do cam"o e deiIar Due ela o
leve) /alve@ não deseGe ir nessa direção, mas seus com"an1eiros "arecem valori@=!la, e ele
su"Pe Due ela deve ter algum valor) 'lEm disso, ela l1e custa tão "ouco, "or Due ele deveria
reclamarb
Qamos eIaminar mel1or esses cinco canais)
IntroGeção
' introGeção E o modo genErico de interação entrecoindiv0duo e seu ambiente) ' criança aceita
DualDuer coisa Due ela não eI"erimente ra"idamente como nociva) Ela "ode aceitar sua comida
sob a 3orma em Due l1e E o3erecida ou "ode cus"i!la) 4o in0cio, não "ode re3a@er a substância
"ara Due esta l1e seGa mais adeDuada, como 3ar= mais tarde Duando começar a mastigar) auando
ela "ode mastigar, a"rende como reestrutu!rar aDuilo Due entra em seu sistema) Entretanto, antes
disso, ela engole
86
3antemente o alimento Due l1e E "ro"orcionado * e de um modo ` lar engole tambEm as
im"ressPes da nature@a de seu mundo)
' criança tem uma eItraordin=ria necessidade de con3iar em seu biente, "ois no in0cio deve
aceitar as coisas como elas vOm ou ar!se delas Duando "uder) Se seu ambiente E de 3ato digno de
n3iança, o material Due ela recebe ser= nutritivo e assimil=vel, seGa mida ou tratamento "essoal)
$as a comida E en3iada a"ressadamente garganta abaiIo, os mEdicos di@em Due a inGeção não
vai doer, a de3ecação E considerada suGa e vergon1osa) Cs NvocO deveN começam cedo, e muitas
ve@es tOm "ouca congruOncia com as necessidades Due a criança sente Due tOm) 4o 3inal, a alma
acaba sendo abatida) ' con3iança da criança E esgotada "elas autoridades eIternas cuGos
Gulgamentos se estabelecem, corroendo sua "rL"ria identidade clara e abrindo!a a
conDuistadores adultos Due tomam "osse do territLrio) ' rendição E odiosa no in0cio, sendo
de"ois esDuecida) 'ssim, o cor"o estran1o governa, mantendo a "essoa "ouco R vontade,
descon3iada de desvios ou de ativaçPes ines"eradas, distorcida todas as ve@es em Due seu
sistema de valores de segunda mão se mostra não res"onsivo a suas necessidades "resentes) '
"essoa Due engoliu Nsem mastigarN os valores de seus "ais, de sua escola e de sua sociedade
clama Due a vida continue sendo como antes) Ela E um terreno 3Ertil "ara a ansiedade e a
de3ensividade Duando o mundo a sua volta se trans3orma) Ela mani"ula sua "rL"ria energia de
modo a a"oiar os "adrPes introGetados, e ao mesmo tem"o tenta manter seu com"ortamento o
mais "lenamente "oss0vel integrado com seu senso N"rE!3a!bricadoN de certo e errado) $esmo
Duando a introGeção E reali@ada com sucesso, isto E, Duando ela E consistente com o mundo real
em Due a "essoa vive, ainda "aga um alto "reço, "ois abriu mão de seu senso de escol1a livre na
vida)
' di3iculdade 3undamental "ara des3a@er a introGeção E sua 1istLria 1onrosa como um meio
genErico de a"rendi@agem) ' criança a"rende ao absorver o Due est= a seu redor) C menino anda
como seu P
a
i) atE mesmo imitando!o, os idiomas e dialetos são absorvidos, os sensos de 1umor
são "assados adiante etc) ' criança tão!sL eI"eriOncia numerosos as"ectos da vida numa
maneira E!assim!Due as!coisas!são, e a"render E como o sangue 3luindo "elas veias ou
c
^mo a
res"iração) ' Dualidade das coisas Due sim"lesmente são
c
^mo são vibra com um 3rescor di30cil
de ser re"etido mais tarde "or
87
meio da a"rendi@agem deliberada e orientada "ela discriminação assume o controle)
In3eli@mente, a"render a"enas "ela introGeção eIige um ambiente 3avor=vel, im"oss0vel de ser
encontrado, Due, de 3orma invari=vel esteGa ada"tado Rs necessidades do indiv0duo) auando este
encaiIe "er3eito 3al1a * como "or certo acontece *, o indiv0duo não sL "recisa escol1er o Due
deseGa e com o Due est= dis"osto a se identi3icar, mas tambEm "recisa resistir Rs "ressPes e Rs
in3luOncias Due ele continuar= a receber e são indeseMadas5 V aDui Due a luta começa)
Em determinadas idades, Duando a luta E drasticamente en3ati@ada como aos dois anos e de
novo na adolescOncia, ele começa a ressentir!se das incursPes vindas do eIterior de modo tão
intenso Due atE se dis"Pe a sacri3icar a sabedoria "ara "oder a3irmar a dominância de seu
"rL"rio sistema de escol1as) Ele "ercebe, Duase intuitivamente, Due a mera sabedoria nesse
momento não tem a "rioridade Due ele "recisa atribuir ao "rocesso "essoal de 3a@er escol1as)
Ele di@+ eu ven1o em "rimeiro lugar e meu Nbem!estarN vem em segundo) 'ssim, "ercebemos
Due aos dois anos ele di@ NnãoN indiscriminadamente, e na adolescOncia teimar= em "re3erir ser
re"rovado na escola do Due se submeter 1umildemente Rs eIigOncias estabelecidas "elos outros)
' "essoa Due utili@a a introGeção absorve suas eI"eriOncias com grandes doses de 3E, "ois no
in0cio ele não tem como con1ecer as im"licaçPes de suas escol1as) Por eIem"lo, alguEm não
tem como saber, aos dois anos de idade, se ir= gostar de andar igual a seu "ai) Ele sim"lesmente
o 3a@) SL de"ois E Due "oder= Duestionar isso e deseGar meIer mais os Duadris ou colocar o "eito
"ara 3ora) Considerando a atração "rimai e a indis"ensabilidade desse "rocesso, não E de
admirar Due as "essoas sintam di3iculdade "ara abandon=!lo mesmo de"ois de surgirem outros
modos de a"rendi@agem Due 3a@em com Due a introGeção "erca sua im"ortância) 's
discriminaçPes entre as correntes nocivas ou saud=veis Due "enetram no indiv0duo se tornam
mais seguras e "assam a ter um sabor de escol1a, incor"orando valores e estilo "essoais ao
"rocesso de 3a@er escol1as) 'lEm disso, o "oder de reestruturar aDuilo de Due eIiste "assa a ser
maior, im"elindo a "essoa alEm da mera escol1a entre sim ou não) Ela se torna ca"a@ de
organi@ar a eI"eriOncia "ara Due esta se torne mais ada"tada "essoalmente, criando aDuilo de
Due ele necessita, em ve@ de sim"lesmente escol1er com um sim ou um não)
88
c! te movimento "ara a discriminação criativa a "artir da discri!
ão reativa anterior E dramaticamente re"resentado "elo surgi!
....

t-
da mastigação) ' mastigação E a atividade "rotot0"ica "ara
o mundo assimil=vel Rs "rL"rias necessidades Duando ele não
ccim desde o começo)
.
$as começa a eIistir o con3lito inevit=vel
aceitar a vida como ela E ou mud=!la, e esse con3lito ir= durar
enDuanto a "essoa viver)
' tare3a "rim=ria ao des3a@er a introGeção E 3ocar!se em estabele!dentro do indiv0duo um senso
das escol1as dis"on0veis "ara ele, stabelecer seu "oder "ara di3erenciar NeuN e NelesN) EIistem
muitos odos de 3a@er isso) Fm dos mais sim"les E 3a@er com Due a "essoa 3orme "ares de
sentenças "ara si mesma e "ara o tera"euta, começando nrimeiro com o "ronome eu, e de"ois
com o "ronome #oc75 Cu "oderia "edir!se Due ela 3orme 3rases Due comecem com as "alavras
Eu acredito 6ue555 e de"ois elaborasse como muitas dessas a3irmaçPes re"resentam suas "rL"rias
crenças, eItra0das de sua eI"eriOncia "essoal, e Duantas são restos envel1ecidos vindos de outras
"essoas em sua vida) De 3ato, DualDuer eI"eriOncia Due aumente o senso de NeuN do indiv0duo E
um "asso im"ortante "ara des3a@er a introGeção)
Por eIem"lo, uma mul1er atraente de ,6 anos estava vivendo
com um 1omem a Duem ela amava e Due di@ia l1e amar) Entretanto,
loria estava "erturbada "orDue Dan não estava "ronto "ara casar!se
com ela) Ela estava incomodada com a eItensão de seu com"romisso
real com ele e com a dTvida sobre Dan algum dia estar dis"osto a
casar!se) loria deseGava muito viver uma vida de casada) Contudo,
seu senso de deseGo "essoal era con3uso "or causa das advertOncias de
seus "ais, ditas e não ditas, de Due uma mul1er não deveria viver com
um 1omem antes de casar!se e com certe@a DualDuer 1omem Due
concordasse com um tal acordo "rovavelmente não se casaria com
a
! Eles di@iam+ NPor Due ele deveria casar!se, uma ve@ Due G= estava
`onseguindo aDuilo Due deseGavabN) loria "recisava ir alEm da "ostura
eIual "reconcebida deles e dos valores de casamento Due eles ti!
ain
m e eI"erienciar suas "rL"rias atitudes e valores) auando ela
er
aceitar sua "rL"ria seIualidade, a sua a"reciação a res"eito de
S N
er
ls, H) S) E)o1 hun)er and a))ression5 Londres+ eorge 'Fen e FnJin i2:8
59
seu real "oder de atiação sobre Dan tambEm se eI"andir= e l1e dar= um senso de escol1a entre
os 1omens) 'ssim, se Dan não se casar com ela, ela com"reender= Due "ode tO!lo "erdido, mas
Due n!o "erdeu todas as suas o"çPes de casamento) Em outras "alavras, não seria meramente
escol1ida ou não!escol1ida, mas sentiria Due e%a tambEm "oderia escol1er) Embora loria não
estivesse 3amiliari@ada com este "a"el, tin1a muitos talentos "ara isso, "ois era atraente,
inteligente e c1eia de energia) De"ois de aceitar sua "rL"ria nature@a, ela "oderia 3icar livre da
introGeção de valores seIuais "reconcebidos de seus "ais e de sua avaliação das mul1eres como
ca"a@es a"enas de uma discriminação reativa, em ve@ de "oderem 3a@er escol1as livres "or si
mesmas) Durante a tera"ia ela cresceu nessas dimensPes, inicialmente abrindo!se a seus
genu0nos sentimentos calorosos "ara comigo e descobrindo a caracter0stica natural da a3eição)
De"ois loria a"rendeu a brincar com seu "rL"rio "oder de atração visual, eI"erimentando seu
eIibicionismo ao vestir!se de modo c1amativo, sentindo o modo como andava, soltando seu
andar e ol1ando diretamente "ara as "essoas Duando 3alava com elas) Ela sentia agora sua
"rL"ria individualidade e terminou casando!se com Dan)
' "essoa Due utili@a a introGeção minimi@a as di3erenças entre o Due est= engolindo e aDuilo Due
"oderia realmente deseGar, se "ermitisse a si mesma 3a@er esta discriminação) Desse modo ela
neutrali@a sua "rL"ria eIistOncia ao evitar a agressividade necess=ria "ara destruir aDuilo Due
eIiste) E como se DualDuer coisa Due eIistisse 3osse inviol=velM ela não "ode mud=!laM "recisa
aceit=!la como ela E) 'ssim, ela relaciona todas as novas eI"eriOncias Rs eI"eriOncias anteriores,
en3ati@ando sua caracter0stica de inviolabilidade e assegurando Due ela G= saiba o Due est=
acontecendo ou ten1a aceito aDuilo Due est= sendo dito) /oda a vida E a"enas uma variação do
Due ela G= eI"erienciou, o Due l1e "rovO de um "ar=!c1oDue diante de DualDuer coisa nova, mas
tambEm redu@ a renovação Due "ode vir do senso de imediaticidade da eI"eriOncia)
'll"ort
,
recon1eceu a im"ortância do modo como as "essoas se relacionam com as di3erenças
ou com a novidade ao descrever os
,) 'll"ort, ) <) e Postman, L) B) N/1e basic "s2c1olog2 o3 rumorN, to!$accob2, E) E), 4eJcomb, /) $), e Uartle2,
E) L) (eds))) Readin)s in socia% psycho%o)y5 4ova AorW+ Uolt, ?ine1art e <inston, .965)
9-
), "erce"tuais em termos de igualar ou aguçar) 's "essoas Due
e
l
em
b
ram

e
eIageram as di3erenças
entre o Due elas es"era
am

e

se
l
em
b
ram

e
eIageram as di3erenças entre o Due elas es"era! aue estão realmente eI"erimentando)
's distinçPes entre o liar e o estran1o sao es"in1osas, como um "orco!es"in1o eriçado es"in1os
de di3erença) Por outro lado, as "essoas Due igualam, (iu@em as di3erenças) Cs as"ectos Tnicos
ou marcantes da eI"e!`Nncia são minimi@ados) Elas não "recisam trabal1ar tanto "ara reter
nova a"rendi@agem, "ois esta não a"resenta muita novidade, basi!amente "orDue elas omitiram
ou esDueceram os detal1es novos)
' tr0ade im"aciOncia, "reguiça e ambição 3a@ surgir im"edimentos "oderosos "ara elaborar o
material introGetado, "ara mastig=!lo literal ou 3igurativamente) ' intolerância "ara com a
di3erença inevit=vel E na verdade uma intolerância "ara com a agressão necess=ria "ara alterar
as di3erenças antes Due "ossam ser digeridas e assimiladas no organismo saud=vel) '
im"aciOncia "ara engolir algo ra"idamente, a "reguiça de ter de trabal1ar duro "ara conseguir
algo, ou a ambição "or conseguir o m=Iimo "oss0vel do modo mais r="ido "oss0vel * todas
essas tendOncias levam R introGeção) Por eIem"lo, essas "alavras Due vocO est= lendo "odem ser
registradas de modo convincente neste momento, ou "odem "recisar de uma re3utação raivosa,
de uma discussão ou re3leIão "rolongadas, de ação em seu "rL"rio trabal1o ou de decisPes
Duanto ao Due não E a"lic=vel ou assimil=vel agora em sua vida cotidiana) V di30cil "rever
Duanto tem"o vocO "recisar= "ara a reGeição ou "ara a assimilação) ' maioria dos livros E lida
ou com o Duadro de re3erOncia mental da introGeção, ou com a mente de um cr0tico) Eles "assam
ra"idamente "ara a 3amiliaridade ou "ara a alienação) EIistem tantos livros a serem lidos, e o
cuidado ou a atenção essenciais "ara a elaboração são distribu0dos com muita "arcim&nia)
' "essoa Due utili@a a introGeção deseGa receber tudo mastigado)
Ela E uma "resa 3=cil "ara o s0mbolo, a su"ersim"li3icação, a imitação,
a
lição Due E 3acilmente reiterada de maneira obsessiva) Cs conceitos
a
utenticamente "ro3undos e art0sticos Due guiaram Perls e outros, e
dramati@ados "or demonstraçPes e "or uma linguagem eI"ressiva
orno hot seat1 topdo)*underdo)1 im"asse, masturbação mental etc,
uitas ve@es 3oram engolidos ra"idamente * mas não digeridos *
r
aDueles "ara Duem a imitação e a idolatria substituem seu "rL"rio
e
senvolvimento de um estilo natural a si mesmos) ' re"resentação
91
tra@ energia ao "rocesso de comunicação ao esclarecer a mensagem
e
aceler=!la) $as "ara a
"lenitude "essoal E indis"ens=vel Due 1aGa discriminação entre a re"resentação Due ins"ira e
esclarece, "or uc lado, e os truDues da linguagem barata Due 3a@em com Due a "essoa se sinta in
sem saber como o "rL"rio desenvolvimento E intensi3icado)
4a tera"ia, Duando são mobili@adas a agressão e a cr0tica da "essoa Due usa a introGeção, ela
"assa a ressoar com sua "rL"ria amargura acumulada) Ela re"resenta muito do Due E ser amarga,
"ois engoliu o Due era inadeDuado "ara ela, e est=, "ortanto, na "osição vitimi@ada de todas as
"essoas Due 3oram invadidas) Entretanto, E necess=rio 3a@er uma distinção entre amargura e
agressão) U= uma tendOncia a se acomodar com a mera Gusti3icativa da amargura, enDuanto a
agressão "retende (udar algo) Inicialmente, essas mudanças "odem ser aleatLrias, "ois o
indiv0duo não est= acostumado a con1ecer seus "rL"rios deseGos, e sL sabe aDuilo Due n!o
deseGa e de Due "recisa se livrar) ' mudança Due ocorre a"enas "ela "rL"ria mudança, mesmo
sem direção e desordenada, reativa a energia no sistema e mostra Due um organismo vivo est=
sendo reavivado) Uaver= tem"o su3iciente "ara se "reocu"ar com direçPes de"ois Due a
vivacidade tiver sido recu"erada) E claro Due esta E uma 3iloso3ia arriscada, semel1ante ao
monstro de HranWenstein, "ois a liberação de energia sem direção "ode se movimentar "ara um
lugar Due "ossa 3erir) '"esar disso, sobretudo no Due se re3ere a introGeçPes, a energia "recisa
ser liberada) V "or isso Due a "sicotera"ia mais e3etiva envolve o risco * como acontece com
todas as rebeliPes) ' rebelião E necess=ria "ara se des3a@er a introGeção) /ambEm E necess=rio
vomitar, literal ou 3igurativamente, visto Due isso re"resenta a descarga dos indeseG=veis cor"os
estran1os Due "recisam ser eI"elidos, mesmo Due com o "assar dos anos a "essoa sinta como se
eles 3ossem "rL"rios dela) Descobrir Due o NdeterminadoN não E nem um "ouco NdeterminadoN E
uma eI"eriOncia Due torna real o drama da recu"eração da autodireção, no Dual a "essoa não
considera sua eIistOncia como algo dado, mas est= constantemente criando!a)
ProGeção
auem usa a "roGeção E um indiv0duo Due não "ode aceitar seus sentimOntPsrsrãçoOsc)PrDue
não NdeveriaN sentir ou agir deste modo)
9,
F Pf<to Du
e
^ NdeveriaN E a introGeção b=sica Due rotula seu sentimento
c!çt6cPrnPhde]agiad=2el) Para resolver este dilema ele n!o reco!
!rrS
ce
seu "rL"rio ato "erturbador, mas em ve@ disso o liga a outra
soa, certamente não a si mesmo) C resultado E a cisão cl=ssica
NtreN suas caracter0sticas reais e o Due ele tem consciOncia a res"eito
r/cGbnguarLto isso, ele est= intensamente consciente dessas carac!
0sticas nas outras "essoas) Por eIem"lo, a sus"eita de Due outra
"essoa
esteGa ressentida com ele, ou Due esteGa tentando sedu@i!lo, E
una criação baseada no 3ato inaceit=vel de Due e%e deseGa com"ortar!se desse modo "ara com a
outra "essoa) ' "essoa Due usa a introGeção entrega seu senso de identidade, enDuanto o
indiv0duo Due usa a "rPGeção o distribui aos "edacin1os)
Qi Ha@er com Due a "essoa Due "roGeta recu"ere seus "edaços dis"ersos de identidade continua
sendo a "edra 3undamental do "rocesso de elaboração) auando, "or eIem"lo, alguEm lamenta o
3ato de seu "ai não Duerer 3alar com ele, o tera"euta não "recisa seguir essa "erce"ção) Ele "ode
di@er ao 3il1o "esaroso Due inverta a 3rase, e diga Due e%e não Duer 3alar com seu "ai) C 3il1o
"ode descobrir Due ele realmente re"resentou um "a"el no distanciamento de seu "ai) Ele "ode
atE ter iniciado esse distanciamento ao a3astar com mau 1umor "or tantas ve@es as tentativas de
a"roIimação de seu "ai, Due este sim"lesmente desistiu de 3alar com ele) ' dinâmica tera"Outica
se a"oia na crença b=sica de Due nLs criamos nossas "rL"rias vidas e, ao recu"erar nossas
"rL"rias criaçPes, somos incentivados a mudar nosso mundo) 'lEm disso, mesmo Duando a
mudança eIterior não E necess=ria ou "oss0vel, o senso de identidade "essoal, eI"resso tão bem
na eIclamação de Po"e2e+ NEu sou o Due souZN, E "or si mesma uma eI"eriOncia curativa)
auando alguEm Due costuma usar a "rPGeção consegue 3antasiar sobre si mesmo como uma
"essoa com as mesmas caracter0sticas Due
v
e nos outros, mas Due anteriormente escondia de sua
"rL"ria autoconsciOncia, isso a3rouIa e eI"ande seu senso de identidade demasiado
r
igido)
Considere "or eIem"lo um 1omem Due ten1a ocultado o senso ue sua "rL"ria crueldade)
EI"erienciar a si mesmo como uma "essoa cruel serve "ara l1e dar um novo vigor, talve@
acrescentando uma
n
ova dimensão a sua gentile@a, talve@ l1e dando o 0m"eto "ara mudar
Duilo Due sL seria alterado "or um com"ortamento cruel)
97
Fm estudante universit=rio, David, tratado cruelmente "o
r
de seus "ro3essores, sentiu!se ao
mesmo tem"o ultraGado e eIauriU "ela con3rontação com esse 1omem) 'o eI"lorar!se como
seria 3osse um 1omem cruel, David descobriu Due 1avia tentado domin
a
seu "ro3essor em
"rimeiro lugar) 'lEm disso, ele tin1a uma necessi dade geral de dominar uma situação "ara
manter o controle de sn
a
"rL"ria inde"endOncia) 'gora estava col1endo a tem"estade, mas saber
Due ele 1avia sido o agressor e tambEm o agredido 3e@ com Due se sentisse menos vitimi@ado)
'tE então ele 1avia eI"erienciado a si mesmo meramente como uma v0tima im"otente, e não
como alguEm numa luta estratEgica "ela "rL"ria sobrevivOncia) De"ois de David ter gritado,
eI"erienciado a "rL"ria violOncia, e atE mesmo matado em suas "rL"rias 3antasias, a "ressão de
suas "roGeçPes 3oi removida e tudo o Due restou 3oi o "roblema t=tico, na "ro"orção adeDuada,
com o Dual ele "oderia lidar de um modo mais realista) Lidar com o "roblema substituiu a
indignação "roGetiva) ' indignação "roGetiva E um 3ator crucialmente "erturbador, "ois resulta
em alimentar rancores) Isso se trans3orma numa 3orça "aralisada, Due "rende o indiv0duo R 3alta
de resolução)
Heli@mente, neste eIem"lo, David não estava tão alienado do monstro!dentro!de!si Due não
"udesse se envolver "rontamente no eI"erimento) Isso nem sem"re ocorre com tanta 3acilidade)
's di3iculdades aumentam Duando as "roGeçPes 3ormam uma auto!sustenta!ção "aranLide) 4este
est=gio, a "essoa Due "roGeta eI"eriOncia as "essoas como estando ou contra ou a seu 3avor)
aualDuer sugestão Due con3ronte o indiv0duo com a retomada de suas "rL"rias caracter0sticas E
rec1açada tão intensamente Due "ode deiIar o tera"euta sem ação) ' con3iança se torna
indis"ens=vel aDui, "orDue eIiste a"enas um es"aço estreito em Due o tera"euta "ode se
movimentar "ara restabelecer a autoconsciOncia do "aciente sem "assar "ara o lado do inimigo)
Fma "essoa nessa "osição "recisa Due sua "ers"ectiva seGa a"reciada inde"endentemente de
Dual "ossa ser a verdade) aualDuer tera"euta Due não eI"eriencie autenticamente essa
a"reciação ir= encontrar resistOncia) ' retomada do material "roGetado "recisa vir do a"oio
eI"erienciado, ou não vir= de modo nen1um)
Fma mul1er estava so3rendo muito com a ansiedade debilitante a res"eito de seu c1e3e) Sentia
Due ele Dueria acabar com ela, visto ela ser tão inteligente, e ele não "odia su"ortar um mul1er
com sensibi!
94
u
Ga abordagem mais s=bia "erante o seu trabal1o a"enas c c dominação e a "reguiça dele)
Percebi Due o deseGo de%a1 "
el
S
tur
)
nar

e
a "reguiça de%a1 deseGando Due as coisas 3ossem 3eitas odo,
sem luta ou sem criatividade, eIageravam as vibraçPes
a

S-
as entre ela e o c1e3e) Entretanto,
DualDuer sugestão de Due ela _mentasse sair desse "a"el de "ronto me colocava do lado do 3
mesmo Due de 3ato eu de"lorasse o com"ortamento desse 1o!nnenas um "ouco menos do Due
ela o de"lorava) Ela sL "&de ssar
o

aF
g
e
de
sua
"aranLia Duando consegui coloca!la em tato com
sua verdadeira nature@a, "edindo!l1e Due me contasse , ) t
or
G
a
s reais sobre sua vida) auando ela
3icou absorvida no contar 1SstLrias reais, diretamente e sem tendOncias estratEgicas ocultas,
sentiu meu a"oio e isso diminuiu um "ouco o calor de sua aventura "aranLide)
' "roGeção não E sem"re des"rovida de contato) ' ca"acidade de "roGetar E uma reação natural
1umana) 4ossa mutualidade 1umana E recuUUec0da Duando somos ca"a@es de eItra"olar aDuilo
Due sabemos ou intu0mos sobre nLs como verdadeiro tambEm "ara os outros) aue outro modo
as "essoas teriam "ara entender o Due as outras estão 3alandob Fm 3ato b=sico da vida E Due Nos
iguais se recon1ecemN) 'ssim, o tera"euta em sintonia com sua "rL"ria "aranLia, com sua
"rL"ria Psico"atologia, com sua "rL"ria de"ressão, sua "rL"ria cata!tonia ou 1ebe3renia, est=
numa boa "osição "ara res"onder R outra "essoa Due "ode estar no "rocesso de auto!redução
mediante uma overdose dessas toIinas) 4ossas "rL"rias "roGeçPes nos ensinam mais do Due
essas debilitaçPes "sicolLgicas antiDuadas) Elas são geralmente menos categLricas, isto E, saber
como E ser t0mido ou estar seIualmente eIcitado ou tenso, ou "recisar sorrir ou DualDuer uma
das mil1ares de caracter0sticas es"ec03icas Due se "ode observar em outra "essoa) C tera"euta
"recisa o3erecer eco R "essoalidade) Ele "recisa ir
a
lEm da con3iguração es"ec03ica Due E a
"essoa de%e e abrir es"aço Para os elementos Due eIistem em 6ua%6uer "essoa)
Cada "essoa E o centro de gravidade de seu universo) C 3ato de
e
Iistir, sim, um mundo real l= 3ora não diminui o "oder Due se tem
Para sentir, inter"retar e mani"ular esse mundo "ara Due em Tltima
stancia sua nature@a seGa determinada "ela "rL"ria eI"eriOncia)
Pesar da ciOncia, o universo então se trans3orma na "rL"ria criação
e
cada "essoa, do mesmo modo Due anteriormente G= 3antasiamos
96
ser ele a criação de Deus) Esta 3antasia "roveio de nossa "
I(
k 1umildade, de entregarmos nosso
"oder aos outros, ou, mais cinS
la
mente, 3oi a maneira Due encontramos "ara lidar com nossa c
res"onsabilidade "elos "roblemas Due criamos) /alve@ não Dueiram acreditar Due nLs mesmos
"udemos causar tanta dor e a eI"li
Ca+m
"ela intervenção de 3orças divinas misteriosas)
4ão E assimM E o nosso "rL"rio universo, "ara o mel1or ou o "ior) C 1omem E o eiIo ao redor do
Dual sua roda gira) Ele como disse /) S) Elliot+ N4o "onto imLvel de um mundo Due giraN
?etro3leIão
' retro3leIão E uma 3unção 1erma3rodita na Dual o indiv0duo volta contra si mesmo aDuilo Due
ele gostaria de fa3er co( outra pessoa1 ou 3a@ consigo mesmo o Due gostaria Due outra pessoa
fi3esse co( e%e5 Ele "ode ser seu "rL"rio alvo, seu "rL"rio Pa"ai 4oel, seu "rL"rio namorado,
seu "rL"rio DualDuer!coisa!Due!ele!deseGe) Ele condensa seu universo "sicolLgico, substituindo
com a mani"ulação de si mesmo o Due ele concebe como anseios 3Tteis "ela atenção dos outros)
' retro3leIão sublin1a o "oder central 1umano de dividir!se entre observador e observado, ou
entre aDuele Due 3a@ e aDuilo Due E 3eito) Essa ca"acidade se mani3esta de modos diversos) C
1omem 3ala consigo mesmo) C senso de 1umor do 1omem E uma evidOncia dessa cisão "orDue
isso signi3ica Due ele "ode 3icar de lado e enIergar a incongruOncia ou o absurdo de seu
com"ortamento) C senso de vergon1a ou de constrangimento do 1omem im"lica a "ers"ectiva
de auto!observação e de autocr0tica) C 1omem tambEm "ercebe cons!cientemente sua "rL"ria
mortalidade)
EIistem muitos relatos art0sticos da cisão do 1omem entre ele "rL"rio e seu observador) '
1istLria de Poe sobre <illiam <ilIon e o Die Doppe%)!n)er de Sc1ubert, o du"lo
3antasmagLrico, lidam ambas com o "roblema do 1omem Due 3oge de um observador es"ectral
Due não E outro senão ele "rL"rio, e de Duem, E claro, ele nunca "oder= esca"ar) Cbservamos
esse 3enLmeno tambEm na conceituação 1umana sobre Deus como o ideal Due sem"re "ode
observar seus "ensamentos e açPes mais 0ntimos) ' 1istLria b0blica de $oisEs tentando 3ugir da
96
Deus E um "recedente 1istLrico do Duadro 3eito "or
obs
ervaçã
^i ` 7 sobre o su"erego r0gido Due a criança constrLi e E
GcGelaiii
e
menos ca"a@ de "erdoar do Due o su"erego "arental do
! rlerivado) Cs "ais sL tomam con1ecimento se a criança
oaredes ou se ela d= um beliscão em seu irmão@in1o) '
gscreS
.
g sabe Neu Duis escrever na "aredeN, ou Neu Duis beliscar
!,Jm1oN e o sistema do A#oc7 de#eriaA1 com o Dual est= tão
ii 0rmkc i
..;
, ) BC a atormenta, a cutuca e a a"erta) ' dor da ca"acidade
tocr0tica 1umana "ermeia sua vida)
kM non1a Due a criança cresça num lar em Due as "essoas, embora bertamente 1ostis, seGam insens0veis e
inacess0veis a suas mani!. coes naturais) auando ela c1ora, não 1= um colo em Due "ossa se nc1egar)
'3agos e car0cias são ainda mais di30ceis de acontecer, d l i i did
/
o
go ela a"rende a consolar!se e mimar a si mesma, "edindo "ouco nara as outras "essoas) $ais
tarde, ela com"ra a mel1or comida "ara si mesma e a "re"ara amorosamente) Com"ra rou"as
3inas "ara si mesma) Consegue um carro bom de dirigir) Pro"orciona a si mesma a"enas os
ambientes mais cuidadosamente selecionados) Com todo este amorhnarhsi mesma, ela ainda
acredita em seu conteTdo genErico introGetado+ N$eus "ais não vão dar atenção a mimN) C Due
ela não se "ermitiu descobrir E Due isso não E o mesmo Due NninguEm vai dar atenção a mimN)
'o manter de um modo não!cr0tico o conteTdo introGetado, N4inguEm vai dar atenção a mimN,
ela E com"elida a res"onder+ NEntão ten1o de 3a@er isso "or mim mesmaN)
Ela tambEm "ode o"tar "or retro3letir contra si mesma aDueles im"ulsos Due inicialmente seriam
dirigidos "ara alguma outra "essoa) Esses im"ulsos "odem ser 1ostis ou ternos) Birra, gol"es,
gritos ou mordidas 3oram consistentemente su"rimidos) $ais uma ve@ temos o conteTdo
genErico introGetado, NEu não deveria 3icar com raiva delesN, Due E encoberto "ela de3esa
retro3leIiva) Ela volta a raiva contra si mesma)
Fm eIem"lo disso, sem nen1um dis3arce, se re3ere a um 1omem de "ouco mais de trinta anos)
Ele teve ence3alite Duando criança, Permaneceu com dano cerebral residual e seu
desenvolvimento 3oi
7) BroJn, B) ') C) 'reud and the post0freudians5 Baltimore+ Penguin BooWs, (.5;.)
98
com"rometido) Ele gostava de conversar com as "essoas, mas na conseguia manter uma
conversa "or muito tem"o) Percebia DuancG estava começando a "erder o 3oco e começava a
di@er raivosamente "ara si mesmo, NEstou 3icando bobo, estou 3icando boboN) Em seguic ia
sentar!se so@in1o nas escadas, curvado sobre si mesmo, balançava "ara a 3rente e "ara tr=s, e
beliscava!se deses"eradamente, re"etindo NEstou 3icando bobo, estou 3icando boboN)
'"esar disso, na mel1or das 1i"Lteses, a atividade retro3leIiva "ode ser autocorretiva,
corrigindo as limitaçPes reais ou os riscos inerentes R nature@a es"ontânea do 1omem) Em
momentos de im"ulso "essoal Due "oderiam levar ao "erigo, o 1omem "recisa parar a RM
(es(o1 como 3aria antes de nadar arrebatadamente "ara longe demais da "raia) 4os n0veis mais
elevados de envolvimento, o com"romisso do indiv0duo "ara com a aç=o "ode se tornar
demasiado 3orte e não!cr0tico, de 3orma Due uma 3orça contr=ria "assa a ser necess=ria) Por
eIem"lo, uma mãe "ressiona seus "un1os 3ec1ados contra sua testa, e, ao 3a@O!lo, im"ede!se de
es"ancar brutalmente seu 3il1o) ' retro3leIão sL se torna caracterolLgica Duando se trans3orma
num con3ronto estacion=rio crLnico entre energias mutuamente o"ostas dentro do indiv0duo)
Então a sus"ensão originalmente saud=vel da ação es"ontânea, tem"oral e s=bia, se cristali@a
numa resignação congelada) C ritmo natural entre a es"ontaneidade e a auto!obser!vação se
"erde, e a "erda desse ritmo divide o 1omem entre 3orças Due se anulam)
auando uma "essoa retro3lete recorrentemente, ela bloDueia seus im"ulsos "ara o mundo e
"ermanece "resa "or 3orças o"ostas, mas estagnadas) Por eIem"lo, se uma "essoa o"ta "or "arar
de c1orar, seguindo as eIigOncias de viver com "ais Due "ro0bem o c1oro, ela não tem de
continuar 3a@endo este sacri30cio alEm dos anos em Due mantEm contato com eles) C "roblema
"rinci"al de viver bem E manter!se atuali@ado com as "ossibilidades eIistentes, em ve@ de
"ermanecer marcado o tem"o todo "or eI"eriOncias Due 3oram a"enas tem"or=rias, ou Due
"odem ter sido a"enas erros de "erce"ção ou intuição) /alve@ ela a"enas pensasse Due tin1a de
re"rimir seu c1oro Duando realmente n!o tinha de 3a@er isso) 'lEm do mais, a des"eito de estar
certo ou errado originalmente, "ode ser Due ela não "recisa 3a@er isso agora)
95
sar
E "or si mesmo um "rocesso retro3leIivo, um modo sutil I
r
consigo mesmo) Embora o "ensar
"ossa ter caracter0sticas _ mente "erturbadoras * inter3erindo ou adiando a ação *, tam!S
valioso "ara orientar o indiv0duo com relação Rs DuestPes de ida Due são com"leIas demais "ara
serem resolvidas de modo
d
ntâneo) Escol1er uma carreira, decidir Duando se casar, resolver
;
nroblema di30cil de matem=tica, "roGetar um edi30cio, são atos Due bene3iciam da in3luOncia
mediadora do "ensamento) $esmo em ,
c
G
soe
s menos im"ortantes, como escol1er um 3ilme, a
"essoa "ode nsar consigo mesma+ NEu não Duero ver issoM E sangrento demais e muito
de"ressivo "ara mim 1oGe) Pre3iro ver algo Due me recon3orteN, "ode ser Due a "essoa nem
soubesse aonde Dueria ir antes de "ensar deste modo)
In3eli@mente, na retro3leIão, a cisão muitas ve@es cria atrito interno e estresse consider=vel, uma
ve@ Due "ermanece autocontida e não se move "ara a ação necess=ria) Portanto, o movimento na
dire!ção do crescimento im"licaria redirecionar a energia a 3im de Due a luta interna se abra) Em
ve@ de o"erar a"enas dentro do indiv0duo, a energia se torna livre "ara se mover na direção de
um relacionamento com algo eIterno a si mesmo) C des3a@er da retro3leIão consiste na busca
do outro a"ro"riado)
Entretanto, a elaboração da luta interior muitas ve@es "recisa acontecer "rimeiro, embora se
ten1a o obGetivo de Due o indiv0duo busDue contato com o outro) 4a retro3leIão, a interação
com o eu dividido "recisa ser reenergi@ada com consciOncia, "ois o im"ulso "ara contatar o
outro est= seriamente obscurecido) C modo de identi3icar onde a batal1a est= ocorrendo E
"restar atenção ao com"ortamento 30sico do indiv0duo) ' luta em curso "elo controle do cor"o
da "essoa 3ica a"arente Duando se eIamina a "ostura, os gestos ou os movimentos) Su"on1a Due
um 1omem conte um acontecimento "ro3undamente triste de sua vida a uma mul1er) Ele
observa Due enDuanto 3ala ela est= se a3undando cada ve@ mais na cadeira, com os braços
3ortemente a"ertados contra o cor"o) Ele "=ra "orDue sente Due ela est= se a3astando dele a cada
"alavra, deiIando!o isolado e so@in1o com sua triste@a) Contudo, a eI"eriOncia de%a E bem
di3erente) Ela est= muito comovida, mas a"esar disso sente Due DualDuer
c
^isa Due 3i@esse seria
uma invasão) Seu gesto eI"ressa tanto a sua 4ecessidade de 3icar atenta Duanto a de conter!se)
Ela segura a si
99
mesma, em ve@ de abraç=!lo) Seu im"ulso em"=tico subGacente U Z lugar a uma 3orça muscular
contr=ria Due tenta manter esse irnnv,i sob controle) $eta3oricamente, E como se os braços dela
tivessem trans3ormado na corda de um Gogo de cabo!de!guerra entre duas 3
;
ças contr=rias de
intensidade bastante similar) Seus braços estão im bili@ados na ação de segurar e não se movem)
/oda a energia dela est!voltada "ara imobili@ar o im"ulso Due ela teme) C cam"o de batalQ, de
outra "essoa "ode "roibir coment=rios morda@es, cortantes, insvi( tuosos ou outras 3ormas
1ostis) C controle dele "ode ser observado na tensão e contração de sua mand0bula imLvel, em
guarda contra eI"ressão da raiva) Fma mul1er Due cru@a as "ernas de modo tenso "ode estar se
im"edindo de moviment=!las de modo "rovocante) Frna mul1er "ode "uIar seus cabelos em
ve@ de "uIar os dos outros) 's "essoas des"endem uma enorme Duantidade de energia "ara
manter o controle sobre açPes como essas)
's resistOncias a liberar a atividade retro3letida eIistem em dois n0veis de toIicidade) 4o n0vel
mais 3raco, o indiv0duo "elo menos 3a@ "ara si mesmo aDuilo de Due necessita) 'lguEm Due
"recise de aconc1ego "ode aconc1egar!se em si mesmo, sentar!se con3ortavelmente, enrolar!se
sobre si mesmo e segurar!se carin1osamente) auando ele "ode "ermitir!se esta satis3ação, est=
de algum modo R 3rente do Gogo "orDue est= "ro"orcionando a si mesmo "arte do calor e do
contato Due deseGava de outra "essoa) $as, no segundo n0vel de retro3leIão, atE mesmo essa
atenção interna Rs suas necessidades E m0nima) auando ele eI"erienciou não sL a 3utilidade de
tentar se a"roIimar de outra "essoa, mas tambEm eI"eriOncia a si mesmo como intoc=vel, então
nem mesmo ele "ode ser bom "ara si mesmo) Ele introGetou tão "ro3undamente a "roibição
original contra o toDue Due se trans3ormou em seu "rL"rio "olicial) Ele se senta ereto em sua
cadeira e Duando toca a si mesmo * ao enIugar!se a"Ls o ban1o *, seu toDue E "ro3issional)
Ele est= em guarda contra DualDuer rendição ao contato, mesmo Due seGa entre "artes distintas
de si mesmo) Ele não sL não se aconc1ega contra outra "essoa, ele não se aconc1ega no mundo,
nem mesmo consigo mesmo)
Portanto, na resolução do "rocesso retro3leIivo, um est=gio inicial de liberação da musculatura
ou do sistema de ação "oderia levar o indiv0duo na direção de si mesmo em ve@ de na dos
outros) C movimento Due Duebre a imobili@ação e recu"ere a energia viva no sistema
.--
Smento na direção 3inal da recu"eração do contato com o ENN
.

I
terno, ainda Due, num "er0odo
intermedi=rio, ele "ossa ser rn
url
gG!g
-
"rL"rio eu) /udo isso E "ara o bem) ' "essoa est= aceitar
a si mesma tanto Duanto a seu mundo introGetado ou oGetado) çM
on
seDTentemente, a "essoa
retro3letida e congela!S arada da eI"eriOncia seIual com outras "essoas em geral tam!No E 1=bil
ao se masturbar) 4a recu"eração de sua seIualidade ela "ode "recisar "rimeiro a"render como
se masturbar bem) A
o
descobrir como se masturbar de um modo Due goste, ela r= a camin1o de
ter uma eI"eriOncia seIual com outra "essoa) _ tem transiçPes a serem com"letadas, E claro, mas
E mais 3=cil sinar es"an1ol a alguEm Due 3ale 3rancOs do Due a alguEm Due não ten1a
eI"eriOncias com idiomas estrangeiros) Fma ve@ Due o 3luIo natural da energia seGa reaberto,
ele tem mais "robabilidade de encontrar uma direção correta)
aualDuer nova atividade Due envolva energia muscular começa de um modo autoconsciente e
desaGeitado) ' resolução 30sica do im"ulso retro3letido "assa "elo mesmo est=gio) auando uma
criança est= a"rendendo a andar, E necess=rio um es3orço deliberado "ara colocar um "E na
3rente do outro) De"ois de a"render a 3a@er isso, ela anda es"ontaneamente e sem
autoconsciOncia) C mesmo E verdadeiro "ara o im"ulso retro3letido) Braços tensos, "un1os
a"ertados, mand0bula tensionada, tLraI ou "elve imLveis, calcan1ares batendo no c1ão, rangido
de dentes, sobrancel1as cronicamente 3ran@idas * todas essas eI"ressPes musculares de
autocontrole começam na criança como um controle consciente e 3eito com es3orço) Eu não vou
di@er um "alavrão, eu não vou tocar na "ele macia e atraente de min1a mãeM tudo isso se inicia
como um controle consciente) Fma criança, tentada "or deseGar tocar o "roibido, ol1a "ara o
obGeto e adota a "r=tica de di@er Nnão, não, nãoN "ara si mesma, como se 3osse seu "rL"rio "ai)
$ais tarde isso 3ica embutido, esDuecido, e a tensão resultante E considerada algo sem"re
"resente) EsDuecido sim, mas
nao
oculto "orDue o cor"o tem muitas 3ormas de registrar a
mensagem esDuecida) C resultado E uma in3inidade de estruturas de car=ter s3uncionais, como
est&magos com"licados, Duadris "resos e "eitos a3undados) C indiv0duo 1ostil, Due tem a
mand0bula tensa e interrom"e seus "rL"rios im"ulsos agressivos e danosos, 3ica imaginando P^r
Due as outras "essoas "odem 3a@er uma "iada ou di@er um insulto
.-.
rison1oM ainda assim, sob circunstâncias semel1antes, ele tem mão "esada e "unitiva) Cutras
"essoas "odem dar "almadin1as nas costas de um vel1o amigo e di@er+ NComo vocO est=, seu
vel1o idiotabN e o amigo ri e res"onde com um abraço) $as Duando e%e "rocura os outros com
um braço tenso, "ois o Due começa como uma "alrnadi!n1a amig=vel nas costas bem "ode
terminar como um im"acto duro recebe de volta um educado a"erto de mão, ou "ior, um ol1ar
es"antado como se tivesse acabado de aterrissar vindo de $arte)
Para des3a@er a retro3leIão E necess=rio voltar "ara a autoconsciOncia Due acom"an1ou seu
in0cio) ' "essoa "recisa, mais uma ve@, tomar consciOncia de como se senta, como abraça as
"essoas, como range os dentes etc) auando ela sabe o Due est= acontecendo internamente, sua
energia E mobili@ada "ara buscar sa0da na 3antasia ou na ação) Ela "ode encarar "ers"ectivas
como com Duem gostaria de sentar!se, com Duem gostaria de envolver!se no a"erto de uma luta,
ou num abraço suave, Duem gostaria de levar em consideração ou em Duem gostaria de dar uma
mordida)
De3leIão
' de3leIão E uma manobra "ara evitar o contato direto com outra "essoa) E um modo de tirar o
calor do contato real) C calor E retirado ao se recorrer a 3alar em rodeios, "ela linguagem
eIcessiva, ao rir!se daDuilo Due a "essoa di@, ao não ol1ar "ara a "essoa com Duem se est=
conversando, "or ser subGetivo em ve@ de es"ec03ico, "or não se ir direto ao "onto, "or dar
eIem"los ruins ou nen1um eIem"lo, "ela "olide@ em ve@ de 3alar diretamente, "ela linguagem
estereoti"ada em ve@ da original, "or eI"rimir emoçPes brandas em substituição a emoçPes
intensas, "or 3alar sobre o "assado Duando o "resente E mais relevante, "or conversar so+re em
ve@ de conversar co(1 e "or desconsiderar a im"ortância daDuilo Due acabou de ser dito) ' ação
3ica sem alvoM ela E mais 3raca e menos e3etiva) C contato "ode ser de3le!tido "ela "essoa Due
inicia a interação ou "ela "essoa Due res"onde a ela) ' "essoa Due de3lete o contato Duando o
inicia 3reDuentemente sente Due não est= eItraindo muito daDuilo Due 3a@, Due seus es3orços não
l1e tra@em a recom"ensa Due ela deseGa) 'lEm disso, ela não sabe a Due atribuir a "erda) '
"essoa Due de3lete ao res"onder R outra ag
e
.-,
c
omo se tivesse um escudo invis0vel, muitas ve@es eI"eriOncia ` (es(a como imLvel,
entediada, con3usa, va@ia, c0nica, não amada, im"ortância e deslocada) ' sensação de contato E
demasiado
S
nliada Duando a energia de3letida "ode ser tra@ida de volta ao alvo) '"esar de em
geral ser autolimitadora, a de3leIão "ode ter uma Ttil! EIistem situaçPes naturalmente Duentes
demais "ara se rdar com elas, e das Duais as "essoas "recisam se a3astar) 's naçPes, eIem"lo,
"recisam retirar o calor de algumas DuestPes) ' lingua!em da di"lomacia E 3amosa "or remover
os es"in1os da eI"ressão o insulto indescul"=vel das interaçPes entre os "a0ses) $uitas dessas
conveniOncias lingu0sticas "odem acabar sendo meramente 3alsas, mas algumas de modo
autOntico tentam evitar a a3irmação de antagonismo sem sa0da Due não "ode ser retirada) $uitas
eI"ressPes carregam im"licaçPes estereoti"adas Due divergem da intenção real de Duem as usa)
Por eIem"lo, algumas comunicaçPes, "or mais 1onestas Due "ossam ser no momento da
ativação, "rovocam reaçPes em Duem as ouve, e embora os sentimentos "ossam ser a"enas
tem"or=rios, essas reaçPes trans3ormam em "edra algo Due era a"enas e3Emero) Isso vale "ara
indiv0duos em termos "essoais e tambEm "ara naçPes) Se eu o insulto com "alavrPes no auge de
min1a raiva, isso não caracteri@a necessariamente meus sentimentos "ermanentes a seu res"eito)
Con3iança, tem"o e con1ecimento 0ntimo entre as "essoas 3arão uma "onte sobre esses
momentos, mas sob circunstâncias em Due eles não esteGam dis"on0veis, "ode ser s=bio e
necess=rio de3letir a raiva)
C "roblema começa Duando uma "essoa se torna de"endente da
de3leIão ou não consegue discriminar Duando ela E necess=ria) Por
eIem"lo, Duando um "ai conta os 3atos da vida a seu 3il1o, mas os
suavi@a com uma linguagem c1eia de rodeios, ele est= cometendo um
grave erro) Fma das de3leIPes inevit=veis da vida E o momento em
Due os "ais eI"licam a seIualidade a seus 3il1os) Cs as"ectos tEcnicos
e
a "recisão di3usa a"enas detur"am ainda mais uma mensagem Due,
nesmo Duando E bem comunicada, 3ica sem dTvida bem distante da
Cidade seIual) C garoto termina o Gogo sem conseguir descobrir
a
n 3oi o "lacar) ' mesma necessidade de diluir "ode "ermear
)Duer
c
^ntato Due "ossa ter conseDuOncias sErias) NEu realmente
Duis me re3erir a #oc71 mas Duis 3alar sobre a tendOncia de todo
-
Para ser rude ou abru"to ou "ara não dar a alguEm todo o
.-7
tem"o de Due ele "recisa)N Desse modo, a DueiIa real sobre ser tratado de modo rude E
diminu0da ou vagamente desviada de seu alvo)
' "essoa Due de3lete não col1e os 3rutos de sua atividade) co
s
coisas sim"lesmente não
acontecem) ' "essoa "ode 3alar e ainda assim se sentir intocada ou mal com"reendida) Suas
interaçPes "odem 3al1ar e não reali@ar suas eI"ectativas ra@o=veis) $esmo Du
e
um indiv0duo
"ossa se comunicar de modo v=lido ou "reciso, se ele não atin)e a outra pessoa1 ele não ser=
sentido "lenamente)
Por eIem"lo, <alt, Due dava toda a in3ormação necess=ria Duando alguEm l1e 3a@ia uma
"ergunta, nunca a res"ondia de 3ato) auando o con3rontei a res"eito disso, ele 3icou bem
3urioso, um estado menos de3letido Due o usual) Em sua 3Tria, <alt anunciou Due ele tin1a o
direito de 3alar como Duisesse, Due se eu o ouvisse e a"reciasse seu estilo, saberia Due a
"ergunta tin1a sido res"ondida) Seu desem"en1o ou sua "recisão, E claro, não eram o su3iciente)
Banet veio antes de Hreud, mas não 3e@ o contato 3eito "or Hreud) Do mesmo modo, <alt "ode
estar correto, mas se ele não se dirigir claramente Rs "essoas, não receber= a res"osta de Due
"recisa) Pedi a <alt Due resumisse sua res"osta em uma "alavra) Ele o 3e@, e Duando 3e@ isso, eu
soube mais clara e "ungentemente sobre o Due estava 3alando do Due anteriormente, Duando ele
1avia dado uma in3ormação longa)
?amona "assou meia 1ora 3alando sobre si mesma, de um modo diagnLstico) C observador
casual "oderia ter su"osto Due ela estava 3a@endo contato o tem"o todo "orDue era 3alante e no
in0cio atE interessante) Entretanto, ela tirava a agude@a do Due di@ia, em "arte ao não ol1ar
diretamente "ara mim, e em "arte ao usar estereLti"os de diagnLsticos) Cuvir acabou se
trans3ormando num "eso, embora eu "udesse a"reciar e atE me sentir tocado "or algumas das
coisas Due ela disse sobre si mesma) Pedi a ?amona Due 3i@esse diversas a3irmaçPes iniciadas
com a "alavra NvocONM ela sorriu, seus ol1os se animaram e ela disse as 3rases) Imediatamente,
1ouve um novo contato entre ela e mim) C "roblema "rinci"al na vida de ?amona E Due ela tira
o calor de suas eI"eriOncias) Ela 3ora su"erestimulada "or seu "ai, enDuanto estava crescendo)
Como ela di@ia, eles tin1am 3eito tudo, menos seIo Guntos) 'gora ela ainda E 3acilmente
su"erestimulada "or contatos Due a maioria de nLs tem 3acilidade "ara assimilar) EnDuanto
3alava com c1avPes diagnLsticos sobre si mesma, reclamou sobre um nL no est&mago, e não era
ca"a@ de ol1ar diretamente "ara mim, eIceto Rs
.-:
De"ois de 3a@er contato e "erceber Due eu estava ol1ando "ara i conseguiu 3a@er contato ocular
comigo) Então, o nL Due a "rendia
;
ltou!se, e o "er0odo de tensão Due "erdurara alguns dias
dissolveu!corno se ela nunca tivesse estado tensa, con3orme ?amona disse) S c
n
1a 3eito o contato
direto e não tin1a se Dueimado)
Con3luOncia
' con3luOncia E um 3antasma "erseguido "elas "essoas Due deseGam redu@ir as di3erenças "ara
moderar a eI"eriOncia "erturbadora da novidade e da alteridade) V uma medida "aliativa "ela
Dual se busca uma concordância su"er3icial, um contrato de não se balançar o bote) "or outro
lado, o bom contato, mesmo nas uniPes mais "ro3undas, mantEm o senso am"liado e "ro3undo
do outro com Duem o contato E 3eito)
Fm dos "roblemas da con3luOncia E, na verdade, Duehela E uma base 3r=gil "ara um
relacionamento) Do mesmo modo como dois cor"os não "odem ocu"ar o mesmo es"aço no
mesmo momento, dois indiv0duos não "odem ter eIatamente a mesma mente) Se E tão di30cil
dois indiv0duos atingirem a con3luOncia, E ainda mais 3Ttil es3orçar!se "ara obter uma
con3luOncia 3amiliar, organi@acional ou social)
Fm indiv0duo "ode o"tar "ro"ositadamente "or diminuir as di3erenças "ara "ermanecer na
direção de um obGetivo mais im"ortante e "ara resistir a uma est=tica irrelevante) Submeter o
estilo individual "rL"rio "ara desem"en1ar um "a"el designado numa atividade em eDui"e,
como um time de 3utebol, um canto de madrigal ou mesmo uma cam"an1a "ol0tica, E uma
doação tem"or=ria do eu "ara uma unidade mais am"la) Isso di3ere da con3luOncia "orDue o
senso de eu do indiv0duo mantEm!se como 3igura) Ele continua de3inido segundo seu
consentimento "essoal e "ela clare@a de sua consciOncia de si mesmo e de seu ambiente) Ele
o"ta "or 3ocar um elemento do "rocesso do gru"o) $as se a vida dele estiver abarrotada de
eIigOncias de concessPes "essoais, Duer ele goste ou não disso, obviamente essa situação ser=
3rustrante, e não nutridora) C contato real com as eIigOncias im"ostas "or uma vida assim
"oder= levar a um rom"imento) n` isso o Due acontece em muitos casamentos Duando marido e
mu!
ne
b "or 3im estão 3artos um do outro) /ambEm 3oi isso Due aconteceu
.-6
com um Govem Due 3inalmente tomou a decisão de deiIar um em"reo
-
embrutecedor num grande
1os"ital de"ois de um contato re"etid
-
com as eIigOncias de con3luOncia calada im"l0citas em
seu trabal1o auando "ercebeu Due a con3luOncia era o "reço de uma eIistOncia sem con3litos, e
os "agamentos deveriam ser 3eitos eternamente, ele se demitiu "ara criar outro estilo de vida
"ara si mesmo)
' con3luOncia E uma corrida "ara Duem tem trOs "ernas, organi@ada entre duas "essoas Due
concordam em não discordar) V uni contrato não eI"resso, muitas ve@es com cl=usulas ocultas e
letras "eDuenas Due talve@ seGam con1ecidas a"enas "or um dos sLcios) De 3ato, alguEm "ode
ser envolvido num contrato de con3luOncia sem nem ter sido consultado nem NnegociadoN seus
termos) Pode!se entrar num acordo desses "ela indolOncia ou ignorância e, "ara sua sur"resa,
descobrir Due ele vigorava a"enas Duando ocorria algo Due o Duebrasse ou o "erturbasse)
$esmo Due as di3erenças "ercebidas vagamente "ossam nunca ter surgido "or uma discussão
aberta, eIistem sinais de "erturbação em relacionamentos con3luentes entre marido e mul1er,
"ai e 3il1o, c1e3e e subordinado, Duando um deles, sabendo ou não, Duebra os termos do
contrato) ' a3irmação 3eita "or uma es"osa+ NEu não sei "or Due ele 3oi embora, nLs nunca
tivemos uma briga em todos os anos em Due estivemos casadosZN, ou um "ai Due di@+ N$as ele
era uma criança tão boa, nunca res"ondiaZN, sugerem a um ouvinte atento um relacionamento
3r=gil, e não bem estruturado) ' continuidade não de"ende de uma 1armonia ininterru"ta, mas E
"ontuada ocasionalmente "ela discLrdia)
Duas "istas de relacionamentos con3luentes "erturbados são sentimentos 3reDuentes de cul"a ou
ressentimento) auando uma das "artes de um contrato con3luente sente Due violou a
con3luOncia, ela se sente obrigada a "edir descul"as ou a "agar uma indeni@ação "elo
rom"imento do contrato) Ela "ode não saber "or Due, mas sente Due transgrediu e acredita Due E
devida uma "unição, uma eI"iação ou uma com"ensação) Ela "ode buscar isso "edindo ou
submetendo!se docilmente a um tratamento rude, a uma re"reensão ou ao isolamento) /ambEm
"ode tentar "unir a si mesma mediante um com"ortamento retro3letido, tratando!se de modo
cruel "ela autodegradação, 1unu!l1ação ou sentindo!se sem valor e ruim) ' cul"a E um dos
"rinci"ais sinais de Due a con3luOncia 3oi "erturbada)
.-;
contra
' outra "essoa, Due sente Due 1ouve uma transgressão contra si, iencia uma Gusta indignação e
um ressentimento) Ela est= e o3endidaM 3oi tra0da, enganada, e cometeu!se um "ecado ela+
recebeu um gol"e do o3ensor, eIige Due o transgressor ao se sinta cul"ado "elo Due 3e@ e envide
es3orços eItenuantes descul"ar!se e com"ensar o Due 3e@) Ela tambEm "ode retro3letir tentativa
de dar a si mesma aDuilo Due deseGa do outro) Este E es3orço necess=rio, "ois as eIigOncias
3reDuentemente são insan=veis, "or serem irrealistas) 'ssim, ela sente "ena de si mesma e se
ntrega R auto"iedade e R comiseração) aue vida dura ela leva e Due bruto insens0vel e sem
consideração E a "essoa Due acabou de 3eri!la, "ara dar mais sustentação a sua "osição, torna!se
ainda mais miser=vel e digna de "ena, o Due, E claro, sL aumenta seu ressentimento) Isso
continua inde3inidamente, numa es"iral crescente e intermin=vel de in3elicidade e recriminação)
Fm indiv0duo tambEm "ode tentar 3a@er contratos de con3luOncia com a sociedade) Como a
sociedade não recon1ece tais acordos, ele est= 3adado R insatis3ação e ao ressentimento)
Segundo as "alavras de Ste"1en Crane+
Fm 1omem disse ao Fniverso+ NSen1or, eu eIistoZN NContudoN, res"ondeu o Fniverso, NC 3ato não criou em mina
Fm senso de obrigação)N
'ssim, ele embarca em seu acordo desigual com a sociedadeM ele se com"ortar=, se ada"tar= e
3ar= todas as coisas Due "ensa Due a sociedade eIige, ele nem mesmo ter= "ensamentos ou
buscar= ideais ou obGetivos, a não ser aDueles Due a sociedade a"rove ou alimente) E "or
lss
o,
como sua con3luOncia E uma bargan1a iniciada "ara assegurar Pagamento em retribuição ao
desem"en1o, ele deve ser bem!sucedido,
ou

es
timado, ou 3amoso, ou livre de doença, ou livre de
di3iculdades Pessoais) 4ão eIiste uma recom"ensa intr0nseca naDuilo Due ele 3a@,
Cls
suas açPes
são determinadas "or outro descon1ecido Due 3inal!
e
ate deve 3a@er com Due tudo val1a a "ena)
Ele não 3a@ as coisas Penas "orDue gostaM ele não est= su3icientemente em contato consigo
.-8
mesmo "ara saber 6uando gosta do Due 3a@) Concentra!se sobretudo em saber se os outros
gostam do Due ele 3a@) 'ssim, Duando a recorn!"ensa não ocorre na medida su3iciente, ele se
torna "esaroso, ressentido ou descon3iado, e 3irmemente convencido de Due Nas "essoas estão
destinadas a não ter nada de bomZN) Cu, em ve@ disso, ele "ode se voltar contra si mesmo e
sus"eitar Due se tivesse se es3orçado mais ou se não tivesse 3eito isso ou aDuilo, teria
conseguido) Ele su"Pe Du
e
a sociedade concordava com o contrato e 3oi ele Duem violou seus
termos) Por mais tr=gico Due seGa, sente Due nem mesmo seus maiores es3orços seriam
su3icientes "ara receber o "rEmio nebuloso Du
e
"assou a vida inteira "erseguindo, como
testemun1a <ill2 Loman em Death ofa sa%es(an1 de 'rt1ur $iller)
Cs ant0dotos "ara a con3luOncia são o contato, a di3erenciação e a articulação) C indiv0duo
"recisa começar a eI"erienciar escol1as, necessidades e sentimentos Due seGam seus e não
ten1am de coincidir com os das outras "essoas) Ele "recisa a"render Due "ode encarar o terror
de ser se"arado dessas "essoas e ainda "ermanecer vivo) ch Perguntas como NC Due vocO sente
agorabN, NC Due vocO Duer agorabN, ou NC Due vocO est= 3a@endo agorabN "odem aGud=!lo a
3ocali@ar seus "rL"rios obGetivos) Lidar com as sensaçPes Due resultam dessas "erguntas im"ede
Due se com"re um "acote de son1o "adrão Due "ode ou não estar de acordo com suas
necessidades) '3irmar em vo@ alta suas eI"ectativas, "rimeiro talve@ "ara o tera"euta e,
3inalmente, "ara a "essoa de Duem se es"era essa satis3ação, "ode ser os "rimeiros "assos "ara
descobrir tentativas encobertas de se estabelecer relacionamentos con3luentes)
Portia tentou coraGosamente viver o ti"o de vida Due seu marido ac1ava ideal "ara uma boa
es"osa e boa mãe, mas mesmo assim ela se sentia su3ocada "ela in3elicidade) Sam, "or seu lado,
trabal1ava "ara l1e "ro"orcionar generosamente bens materiais e era um marido amoroso e
tolerante) 'inda assim, Portia estava sendo su3ocada "ela 3icção Due ela e seu marido
mantin1am+ o marido e a 3am0lia deveriam dar toda a a3irmação de Due uma mul1er necessitava,
e se tin1a isso, ela devia sentir!se satis3eita) Certa tarde, res"ondendo R min1a "ergunta NC Due
vocO sente agorabN, Portia res"ondeu+ NEu me sinto como uma bol1aZN) Ela sentia Due tudo o
Due 3a@ia era uma res"osta a necessidade das outras "essoas+ ser motorista "ara os 3il1os e o
marido, ir Rs aulas de v&o de Sam Duando ele estava 3ora da cidade e 3a@er
.-5
tacPes "ara ele, e não demonstrar Due estava "erturbada com os
a
1lemas c
e

um
c
e

seus
3il1os! Ela se a"avorava com a ideia de
B! rordar do marido) C1orava e tin1a dores de cabeça) Con3orme
me
çou a se conscienti@ar de Due não "odia aceitar como seus os
G
r
6es de seu marido, Portia começou a se sentir descon3ortavel!
"nte ressentida com Sam e com raiva de si mesma, "ela concordân!
_
a

s
ubmissa a essas condiçPes) Cada ve@ Due ela reclamava com ele,
sentia ainda mais cul"ada, como se estivesse eIigindo demais)
Sam sentia!se ressentido "orDue seu amor e os con3ortos materiais
e

e
le "ro"orcionava não "areciam deiI=!la 3eli@) Ele tambEm se
sentia cul"ado, "ois sus"eitava * como estava no contrato * Due de
algum modo e%e era o res"ons=vel "or não dar mais a ela) Cs dois
começaram a trabal1ar num novo estilo, embora 1ouvesse dor na
reiteração de Portia de Due "recisava mais, e dor tambEm "or "arte
dele ao ouvir isso) Ela entrou na 3aculdade, e Sam desistiu de um
em"rego em outra cidade, atE Due ela terminasse seus estudos)
auando ela se tornou livre "ara 3a@er as coisas tão!somente * tão!
somenteZ * "orDue gostava, o a"oio dos outros se tornou a guarnição,
e não mais o "rato "rinci"al * gostoso e agrad=vel, mas não a 3onte
"rinci"al de nutrição)
'o dar atenção Rs "rL"rias necessidades e eI"ress=!las, uma "essoa "ode descobrir Duais são
seus obGetivos "essoais e Tnicos, e "ode conseguir aDuilo Due deseGa) Ela não tem de se es3orçar
"ara conseguir um acordo com algum "oder a"a@iguadoM ela se trans3orma num agente
inde"endente, em contato com onde deseGa ir e como "ode c1egar l= "or seus "rL"rios meios)
Como ela estabelece suas "rL"rias metas,
n
c6!
est
= "resa a um contrato, e E livre "ara mudar e
mover!se, ada"tando!se de modo 3leI0vel a sua eI"eriOncia no momento "resente, e não vivendo
segundo um contrato 3eito 1= muito tem"o)
.-9
5
3ronteira de contato
1' o ser cu,a alteridade, aceita por meu ser, vive e me encara na compressão total da e%ist"ncia, me traz
a radi2ncia da eternidade. 1' quando dois dizem um para o outro com tudo que eles são, #3s T' , é que
o 1er *resente est se manifestando entre eles.
-ar.*n B'/er
4o Ttero t0n1amos tudo "ronto) /udo o Due t0n1amos de 3a@er era nadar no ambiente
benevolente) ' armadil1a era Due o crescimento alEm de certo limite "un1a um 3im ao
arrendamentoM t0n1amos de sair e, Duerendo ou não, a"render a abrir nosso "rL"rio camin1o
num mundo menos sol0cito)
Desde o corte de nosso cordão umbilical, todos nos tornamos seres se"arados, buscando a união
com o Due E di3erente de nLs) 4unca mais "odemos voltar ao "ara0so simbiLtico originalM nosso
senso de união de"ende "aradoIalmente de um senso am"liado de se"aração, e E este "aradoIo
Due buscamos constantemente resolver, ão Due sinteti@a a necessidade de união e de se"aração E
o c $ediante contato, cada "essoa tem a c1ance de encontrar o eIterno de um modo nutridor)
Ela 3a@ o contato de 3orma reiteradaM o encontro de cada momento termina imediatamente, e um
novo momento de contato vem nos calcan1ares do antigo) Eu toco
v
^cO, 3alo com vocO, sorrio
"ara vocO, veGo vocO, "ergunto a vocO,
re
cebo vocO, deseGo vocOM tudo isso, "or sua ve@, sustenta
a vibração
e

v
iver) Eu estou so@in1o, mas ainda assim "reciso encontrar vocO, Para viver)
...
' vida inteira oscilamos no eDuil0brio entre liberdade ou se"
a
ção, "or um lado, e união ou
invasão, "or outro) Cada um de
n
!r "recisa ter algum es"aço "sicolLgico no Dual somos nossos
"rL"rG sen1ores e "ara o Dual algumas "essoas "odem ser convidadas, m Due ninguEm deve
invadir) Entretanto, se insistirmos 3ero@mente en, nossos direitos territoriais, corremos o risco de
redu@ir o contato em "olgante com o NoutroN e des"erdiç=!lo) ' diminuição da ca"acidad de
contato a"risiona o 1omem na solidão) 4Ls todos vemos R nossa volta como a redução da
ca"acidade de contato "ode nos su3ocan numa condição de mal!estar "essoal Due envenena o
es"0rito, erti meio a um acTmulo mortal de 1=bitos, consel1os e costumes)
Contato
C contato não E a"enas reunião ou intimidade) EBe) sL "ode acontecer entre seres se"arados, Due
sem"re "recisam ser inde"endentes e sem"re se arriscam a ser ca"turados na união) 4o
momento da união, o senso mais "leno Due um indiv0duo tem de si mesmo E movido
ra"idamente "ara uma nova criação) 4ão sou mais a"enas eu mesmo, mas eu e vocO 3a@emos
nLs) Embora eu e vocO nos tornemos nLs a"enas nominalmente, Gogamos com a dissolução de
mim ou de vocO "or intermEdio desse nomear) QocO "ode se tornar irresist0vel e sub!Gugante,
Duando eu encontr=!lo com toda min1a visão, todo meu cor"o e toda min1a mente, a menos Due
eu esteGa 3amiliari@ado com o contato "leno) Eu arrisco min1a eIistOncia inde"endente ao entrar
em contato com vocO, mas E a"enas "ela 3unção de contato Due a "erce"ção de nossas
identidades "ode se desenvolver "lenamente)
/en1o uma "aciente cuGa mãe sedu@ia e transava com muitas "essoas e Due 3icou louca) $in1a
"aciente, uma mul1er ador=vel, se leva a sErio demais e tambEm me leva a sErio demais) Ela
receia Due se brincar comigo, tambEm ir= transar comigo e 3icar louca) Eu não "enso Due ela v=
3icar louca, embora "udesse transar comigo) $as mesmo isso não E "rov=vel) E certamente não
E ine#it,#e%5 Eu l1e disse isso, e 3oi no momento certo, em Due ela "&de acreditar em mim)
'ssim, ela brincou comigo) Ela sorriu de modo brincal1ão) 'ndou atr=s da min1a cadeira e
a3agou min1a careca) Sentou!se na min1a 3rente, não a uma distância de setenta cent0metros, e
seus
..,
dançavam e bril1avam e eu "odia ver Due ela 3a@ia contato =0 e me con1ecia) Bem nesse
momento, ela me amava, o Due U@er Due
e
c
a

me
eIaminava com bril1o e em"olgação) Est=va!=P 1
"rLIimos Duanto numa transa, mas nossas vidas não estavam @adas "ara Due trans=ssemos
Guntos) Era em"olgante ouvi!la fnbre sua 3il1a e seu 3il1o e os amigos Due a tin1am visitado
nta 3im de semana) 'ssim con1ec0amos um ao outro, de um modo
QPo sim"les) Ela 3oi embora sem eIigOncia nem "rivação) Ela 1avia
m
ido a ca"tura, 1avia temido "erder!se na união em Due sua mãe se
3 sara) /ransar não era realmente a 6uest!o5 Ela sabia Due "odia
sar com seu marido, mas "recisava brincar comigo e 3a@er contato
omigo
e

com
muitos outros "orDue a vida reDuer contato em todos
os momentos e de muitas 3ormas) $esmo ao transar ela não "erderia
a si mesma * não se "udesse a"render a eIaminar o contato como
di3erente de intimidade ou união)
Perls, Ue33erline e oodman
.
descrevem o contato+
%)))( 3undamentalmente, um organismo vive em seu ambiente ao manter suas di3erenças, e mais im"ortante, ao
assimilar o ambiente em suas di3erençasM e E na 3ronteira Due os "erigos são reGeitados, os obst=culos são su"erados e
as coisas assimil=veis são selecionadas e integradas) 'gora, aDuilo Due E selecionado e assimilado E sem"re novoM o
organismo "ersiste ao assimilar o novo, ao mudar e crescer) Por eIem"lo, a comida, como 'ristLteles costumava
di@er, E o Ndi3erenteN Due "ode se tornar NigualNM e no "rocesso da assimilação, o organismo "or sua ve@ E
trans3ormado) Basicamente, o contato E a consciOncia NdeN e o com"ortamento N"araN com as novidades assimil=veis,
e a reGeição das novidades não assimil=veis) C Due E di3uso, sem"re igual, ou indi3erente não E um obGeto de contato)
C contato E o sangue vital do crescimento, o meio "ara mudar a
s
i mesmo e a eI"eriOncia Due se
tem do mundo) ' mudança E um Produto inevit=vel do contato "orDue a"ro"riar!se do Due E
assimil=!
ve
l ou reGeitar o Due E inassimil=vel na novidade ir= inevitavelmente
.! Perls, H) S), Ue33erline, ?al"1 e oodman, Paul) Gesta%t therapy5 4ova + Bulia "ress Inc t .96.
..7
levar R mudança) Bem, se min1a "aciente su"Pe Due E igual R rnr dl e ã Dtio isso ela não est=
contatando nem os d
em
dela e não Duestiona isso, ela não est= contatando nem os modos Due de 3ato se "arece com sua
mãe e, ainda mais im"ortante, aDueles modos em Due difere de sua mãe) Ela ser= mais ca"a@
mudar se estiver dis"osta a contatar a novidade em seu "rL"rio sentid de eu) C contato E
im"licitamente incom"at0vel com "ermanecer n mesmo) ' "essoa não "recisa tentar mudar "or
meio do contato!mudança sim"lesmente acontece)
4aturalmente, se a mudança E inerente ao contato, o indiv0duo bem "ode mostrar!se "rudente
com relação ao contato, a menos Du
e
se ten1a 3E na mudança resultante) C "ensamento no 3uturo,
a
"reocu"ação com as conseDuOncias, ou o NensaiarN como Perls
,
o c1amava, "odem nos
amedrontar e como a cabeça da $edusa nos trans3ormar em 3iguras imLveis 3eitas de "edra)
4inguEm gosta de "roblemas, e todos sabemos Due 3inalmente as conseDuOncias irão eIigir
contato tão "lenamente Duanto nossa eI"eriOncia "resente o 3a@) Pense em min1a "aciente) Se
ela transar, talve@ ela termine louca como sua mãe) auem "oderia di@er, com certe@a, Due nãob
$as, em certo sentido, esse E o risco Due todos temos de correr, de um modo ou de outro) V
claro Due não 1= muita segurança, a menos Due ten1amos em nLs mesmos a 3E Due os religiosos
G= nos "ediram "ara termos em Deus) /rocar a 3E em Deus "ela 3E em nLs mesmos "arece uma
troca Gusta) 4ão eIistem garantias, mas onde Deus tem estado ultimamenteb
C contato não E uma caracter0stica da Dual ten1amoshconsciOncia mais do Due temos da
gravidade Duando estamos andando ou de "E) auando nos sentamos e conversamos com os
outros, teremos consciOncia daDuilo Due estamos di@endo, vendo ou ouvindo, mas E "ouco
"rov=vel Due "ensemos em nLs mesmos como alguEm Due est= eIercendo sua ca"acidade de
contato) 4ossas 3unçPes motoras e senso!riais são "otencialmente aDuelas "elas Duais o contato
E 3eito, mas E im"ortante lembrar Due, do mesmo modo Due o todo E mais do Du
e
meramente a
soma de suas "artes, o contato E mais do Due a soma de todas as 3unçPes "oss0veis Due "oderiam
ser inclu0das nele) Qer ou ouvir não são uma garantia de bom contato, E mais o (odo co(o
,) Perls, H) S) Gesta%t therapy #er+ati(5 $oab, Fta1+ ?eal Peo"le Press, .9;9)
..:
vO ou ouve Due determina um bom contato) 'lEm disso, o
t eIiste na interação com obGetos inanimados e animadosM ver
Srvore ou um "&r!do!sol, ou ouvir uma cac1oeira ou o silOncio
S%S%
a caverna E contato) /ambEm "ode!se 3a@er contato com memL!
imagens, e eI"eriment=!las de modo n0tido e "leno) C Due distingue o contato da intimidade ou
união E Due o contato tece numa 3ronteira em Due E mantido um senso de se"aração "ara a união
não ameace sobrecarregar a "essoa, Perls
7
sublin1a a ture@a dualista de uma interação com
contato+
Em DualDuer lugar e em DualDuer momento em Due eIista uma 3ronteira, sentem!se ambos, contato e isolamento)
3ronteira na Dual o contato "ode ser 3eito E um local de energia "ulsante e "erme=vel) Como di@em Perls,
Ue33erline e oodman+
:
%)))( a 3ronteira de contato não E tanto "arte do organismo como E essencialmente o 4r)!o de u(a re%a!o
espec<fica do or)anis(o e do a(+iente5
3ronteira de contato E o "onto em Due o indiv0duo eI"eriOncia o NeuN em relação ao Due E
não!NeuN e, "or esse contato, ambos são eI"erienciados mais claramente) Perls
6
observa+
%)))( as 3ronteiras, os locais de contato, constituem o ego) '"enas onde e Duando o se%f encontra o
Nestran1oN o ego começa a 3uncionar, começa a eIistir, determina a 3ronteira entre o Ncam"oN
"essoal e o im"essoal)
'ssim, o contato envolve não sL um senso do "rL"rio eu, mas tambEm um senso daDuilo Due
colide#encontra essa 3ronteira, aDuilo Due
7) Perls, H) S) E)o1 hun)er and a))ression5 Londres+ eorge 'llen e FnJin Fd), .9:8
:) "eriSG " gc Ue33erline, ?al"1 e oodman, Paul) Gesta%t therapy5 4ova
orW+
lulian Press Inc), .96.)
Ltrl P
er
ls, H) S) E)o1 hun)er and a))ression5 Londres+ eorge 'llen e FnJin
..6
surge na 3ronteira de contato e atE se 3unde com ela) ' ca"acidade U discriminar o universo
entre eu e não!eu trans3orma este "arado numa eI"eriOncia em"olgante de 3a@er escol1as) 's
regras
meiras não se a"licam, e as decisPes engen1osas se trans3ormac, numa necessidade) Eu a3eto
um amigo ou deiIo!o nadar em sn "rL"ria liberdadeb
Se, "or meio de consideraçPes como essas, nos tornamos metic losos Duanto a invadir o es"aço
"sicolLgico de outra "essoa, o"rimi mos a ela e a nLs mesmos) Cs resultados contraditLrios de
insistir nos direitos Due cada indiv0duo tem de agir "or si mesmo 3i@eram com Due muitos
Govens de 1oGe "erdessem o senso de con3iança ou a consciOncia do "oder de suas "rL"rias
obGeçPes criativas Rs 3orças Du
e
indubitavelmente os "ressionam) Se a liberdade de uma "essoa
de"ende e:c%usi#a(ente da per(iss!o de outra "essoa, ela "erde seu "rL"rio senso de "oder Due
"recisa eIercer "ara "roteger e de3inir seu "rL"rio es"aço "sicolLgico das incursPes naturais Due
ele so3rer=) Qisuali@ar um mundo em Due a liberdade "ara agir seGa outorgada ou garantida em
ve@ de a%canada E in3eli@mente um "ensamento 3antasioso, utL"ico e sem contato) C dom0nio
acontece no contato real e "rodu@ vivacidade"0"ontudo, o contato envolve inerentemente o risco
da "erda da identidade ou da se"aração) 4isso residem a aventura e a arte do contato)
Esta visão de contato tem im"licaçPes Due a3etam o decorrer da "sicotera"ia)
v68 Primeiro, como "retendemos guiar as "essoas atE a recu"eração de suas 3unçPes de contato,
"rovavelmente teremos intensas eI"eriOncias de interação na tera"ia) 4ão as evitamos) Podemos
atE incentivar o movimento "ara a eI"eriOncia intensa Duando esta seria a lin1a do
desenvolvimento da "essoa) 4o eIem"lo dado anteriormente, a necessidade Due a mul1er tin1a
de reali@ar uma discriminação entre NeuN e Nmin1a mãeN levou a uma eI"eriOncia de contato
Due, e isto E im"ortante, não a engoliu)
'lEm disso, ao trans3ormar o contato num "onto central, desistimos do conceito "sicanal0tico
tradicional de trans3erOncia, "elo Dual muitas interaçPes de tera"ia eram consideradas a"enas
como distorçPes baseadas no viver no "assado, e sem validade "rL"ria no "resente) Se o
"aciente vO seu tera"euta como desinteressado ou como um ogro, temos toda uma
multi"licidade de alternativas abertas "ara nos!
..;
eI"lorar como lidar com uma "essoa desinteressada ou com "odemos investigar o Due o
"aciente vO Due "rodu@ esta Podemos tentar descobrir onde est= o desinteresse+ o ter=!
alrnente est= desinteressado ou o "aciente est= "roGetando seu desinteresse naDuilo Due ele est=
3a@endo no momentob
ia
s ve@es sua visão "ode atE ser distorcida, mas mesmo nesse não eIiste uma certe@a de Due a
distorção seGa baseada na trans!
C
! cia de um relacionamento anterior) 'lgumas ve@es ele "ode
ver nue realmente est= ali, Due ele E de 3ato tedioso, ou Due seu neuta E um "ouco ogro, e em
DualDuer dos casos ele est= a"ren!B do algo Due "recisa con1ecer) De DualDuer modo, de"ende
do ciente descobrir a realidade da situação mediante sua "rL"ria ação,
n
=o "elas inter"retaçPes
oraculares do tera"euta a res"eito de como ele est= realmente res"ondendo a alguma outra
"essoa de algum
oF
tro tem"o)
/estemun1ei a eI"eriOncia de uma Govem ador=vel, de vinte anos, no centro de um gru"o
3alando sobre a sua eI!condição de de"endente de drogas e "rostituta e, Duatro anos antes, de ter
tido um bebE Due 3oi entregue R adoção) 'gora ela estava num outro ti"o de vida, aGudando
Govens de"endentes e estudando na universidade) 4um momento es"ecialmente "ungente, ela se
voltou "ara um dos 1omens no gru"o e "ediu Due ele a abraçasse) Ele consentiu, e, de"ois de
alguma 1esitação, ela 3oi atE ele, o Dual l1e deu colo) 4esse "onto, ela se soltou e c1orou)
De"ois Due seu c1oro diminuiu, ela ol1ou "ara cima, alarmada com o Due as outras mul1eres no
gru"o "oderiam sentir sobre ela estar recebendo colo, bem como ser o centro do 3oco na sala) Eu
disse Due talve@ ela "udesse ensinar Rs outras mul1eres alguma coisa Duanto a receber colo) Ela
estava obviamente R vontade ao ser abraçada e demonstrava uma graça 3luida e uma Dualidade
de acol1imento Due não 3aria mal a ninguEm a"render) Por alguns momentos, então, ela sentiu!
se calma e "ermaneceu nos braços do 1omem, mas
lri
da atenta Rs reaçPes das mul1eres no gru"o,
Due na verdade es!
varn
muito tocadas emocionalmente e não a Gulgavam) Ela então Pediu a uma
das mul1eres mais atraentes e atuantes Due a abraçasse, arama tin1a tanta 3orça Due era Duase
inevit=vel Due a mul1er seGasse dar!l1e colo) Ela camin1ou atE o local em Due a Govem
Qa
sentada
e a "egou nos braços) 4esse instante aconteceu a
e
5e 3inal, e a Govem c1orou mais
"ro3undamente do Due antes)
..8
auando ela terminou de c1orar, sua tensão se dissi"ara, ela se senti R vontade e totalmente unida
ao gru"o)
'Dui vemos uma resolução "or meio da eI"eriOncia, e não kw inter"retação) Em ve@ de analisar
seus sentimentos Duanto a ser
-
centro da atenção ou sobre como as mul1eres "oderiam ter
obGeçcies R sua seIualidade, ou a vergon1a Due ela sentia com relação R de"endOncia de drogas
e R "rostituição, a resolução veio "elos contatos reais com as "essoas na sala) Ela contou!8#ies a
sua 1istLria) $ovimentou!se "ara ser abraçada) ?ecebeu colo) Ela relaIou sua resistOncia ao
contato ao "ermitir!se ser abraçada enDuanto c1orava, em ve@ de insistir Due "odia cuidar de si
mesma, "ois mais ninguEm deseGaria 3a@er isto) Em ve@ de inter"retar a ansiedade dela com
relação Rs mul1eres na sala, seu contato com elas 3oi encoraGado) Por intermEdio do contato
aconteceram a liberação e a união)
aue valor tem uma eI"eriOncia se o insi)ht não 3or articulado "ara servir como guia "ara um
maior contatob ' res"osta se encontra nas sensibilidades mais autodeterminadas e mais
di3undidas Due es"eramos Due o indiv0duo desenvolva) Piaget comentou certa ve@ Due todas as
ve@es Due ensinamos Na res"osta corretaN a uma criança, a im"edimos de a"render e inventar
muitas novas res"ostas corretas "ara si mesma) ' ação tra@ as sementes do con1ecimento
interno, um con1ecimento Due abrange o aGongamentoGlasiG"rLGGriascBronteiras e a
consciOncia Due E assimilada deste modo) Cada ve@ Due a Govem acima "uder "edir a outras
mul1eres algo de Due necessita, ou "uder ser con3ortada "or uma mul1er, ou tiver outras
eI"eriOncias novas com mul1eres, seu "rL"rio mundo ir= se eI"andir em direçPes Due agora não
"odemos identi3icar nem "rever) /rans3ormar essa eI"eriOncia num insi)ht E como amarrar
todas as "ontas soltasM talve@ 3iDue arrumado, mas não deiIe nen1uma coneIão vital "ara uma
nova eI"eriOncia)
C tera"euta * Due, a3inal de contas, tem suas "rL"rias necessidades de inteire@a e conclusão *
"ode 3icar tentado a di@er Due a Govem "recisa de cuidados maternos, ou tem caracter0sticas
1omosseIuais, ou deseGa mostrar!se "ara outras mul1eres, ou DualDuer uma das muitas
categorias de eI"licação Due "oderiam ser usadas, mas "resunçoso imaginar Due se "ode
ca"turar um sentido de seu 3luIo de vida tr=gico#es"erançoso num Tnico gol"e lingu0stico)
'gimos me l1or se colocarmos nossa 3E em cada momento de contato, "erman
..5
g0ntoni@ados com a ação de cada momento e usando este mo!to "ara
nos

gular
S
eI.
to "
Fm as"eçtah3is"3i3iiaLdahaaEacidcdeh
#
de!CaIltatohQC/i da "ossibi!
rte/de estar em contato conscDGnesm") Isso não contradi@ nossa f8bUãç]6rc0k7 Due o contato E
a 3unção de encontro entre nLs mesmos ` uilo Due não seGa nLs mesmos) Esse ti"o de contato
interno "ode
rre
r entretanto, "or causa da ca"acidade 1umana "ara dividir!se observador e
observado) Essa divisão "ode ser em"regada a serviço ,
cres
cimento, uma "ossibilidade inerente
em grande "arte do auto!uestionamento) C atleta, "or eIem"lo, "ode dirigir sua atenção "ara
dentro, de modo a entrar em sua eI"eriOncia antes de 3a@er um movimento atlEtico) Fm orador
"ode tomar consciOncia de um maneirismo
a
ue cause distração e cuidar disso) Por outro lado, a
divisão "ode ser uma interru"ção, voltando a "essoa retro3leIivamente "ara dentro,
e
m ve@ de
"ermitir o 3oco eIterior mais "ertinente) C 1i"ocondr0aco obsessivamente em contato com seu
cor"o considera!o um obGeto, e não como ele mesmo)
C "rocesso es"ecial Due "ermite Due o indiv0duo 3aça contato consigo mesmo "ode "ermanecer
orientado a"enas na direção de seu "rL"rio crescimento autocontido, ou "ode servir como um
tram"olim Due sustenta o desenvolvimento da 3unção de contato com outra "essoa) Polan2i
;
descreve o modo como uma "essoa "ode con1ecer outra mediante um "rocesso Due ele c1ama
de N"osseN+
%)))( Duando atingimos o "onto em Due um 1omem con1ece outro 1omem, o con1ecedor "ossui (tão) "lenamente
aDuilo Due ele con1ece))) (Due)))) c1egamos R contem"lação de um ser 1umano como uma "essoa res"ons=vel, e
a"licamos a ele os mesmos "adrPes Due adotamos "ara nLs mesmos, o con1ecimento Due temos dele certamente
"erdeu o car=ter de uma observação e em ve@ disso se trans3ormou num encontro)
<i"licação aDui E Due E "oss0vel sentir a o"eração dos "ensamentos ntimentos de outra "essoa
na medida em Due contatamos nossas
!!!!!hh
.969,
`
"
^lan2i, $) The study of(an5 C1icago+ /1e Fniversit2 o3 C1icago Press,
..9
"rL"rias o"eraçPes e "odemos nos libertar dessa "reocu"ação "esso ( e sentir como outra "essoa
"oderia 3a@er a mesma coisa) auando uc "ai ensina seu 3il1o a andar de bicicleta ou a dar um nL
na gravata ele volta a seus "rL"rios movimentos "ara desenvolver seu sen
s
daDuilo Due seu 3il1o
"oderia 3a@er) 4um bom ensino, o "rocesso alterna entre o "ro3essor e o aluno) EIistem
momentos na tera"ia em Due ocorre este mesmo ritmo)
Hronteiras do eu
En3ati@amos Due o contato E um relacionamento dinâmico Du
e
ocorre a"enas nas 3ronteiras de
duas 3iguras de interesse irresistivelmente atraentes, claramente di3erenciadas) ' di3erenciação
"ode distinguir entre um organismo e outro, ou um organismo e algum obGeto inanimado em seu
ambiente, ou um organismo e alguma caracter0stica nova dele mesmo) auaisDuer Due seGam as
duas entidades di3erenciadas, cada uma delas "ossui um senso de limitação, ou não "oderiam se
tornar 3iguras nem "oderiam 3a@er contato) Como disse Qon Bertalan332+
8
aualDuer sistema Due "ode ser investigado "or seu "rL"rio direito "recisa ter 3ronteiras, Duer seGam es"aciais ou
dinâmicas)
's 3ronteiras do ser 1umano, as 3ronteiras do eu, são determinadas "or toda a am"litude de suas
eI"eriOncias na vida e "or suas ca"acidades internas de assimilar a eI"eriOncia nova ou
intensi3icada)
' 3ronteira do eu de uma "essoa E a 3ronteira daDuilo em Due, "ara ela, o contato E "ermiss0vel)
V com"osta de toda a a(p%itude de 3ronteiras de contato e de3ine as açPes, ideias, "essoas,
valores, ambientes, imagens, memLrias etc com os Duais ela est= dis"osta e com"arativamente
livre "ara se envolver "lenamente tanto com o mund^ eIterno a ela Duanto com as reverberaçPes
internas Due este envolvimento "ossa des"ertar) Isso inclui tambEm a "erce"ção dos riscos D
u
8) Qon Bertalan332, L) Genera% syste( theory5 4ova AorW+ Bra@iller, I
9;
.,-
st= dis"osta a correr, a "artir dos Duais as o"ortunidades de
7
resso "essoal são grandes, mas as conseDuOncias "odem tra@er
P eIigOncias "essoais com Due ela "ode ou não ser ca"a@ de lidar)
irna
s
"essoas são eItraordinariamente sens0veis ao con1ecimento
riscos "orDue "arecem viver sem"re no Due E c1amado de mar!
do crescimento de suas vidas) ' necessidade de ser ca"a@ de
ver os resultados de suas açPes im"ede a maioria das "essoas de ir
Slmente alEm das 3ormas de com"ortamento eIistentes em Due
tão "resentes as maiores o"ortunidades) Se elas se aventurarem
terreno "ouco con1ecido, embora "ossam gan1ar um senso de
Icitação e de "oder am"liados, "odem "erder sua com"reensão 3=cil
s
entir!se des"re"aradas e estran1as) Se a con3usão não 3or "ermiss0!
vel elas "odem o"tar "or ser menos aventureirasM vocO não consegue
algo sem dar alguma coisa)
Dentro da 3ronteira do eu, o contato "ode ser 3eito com bem!estar e elegância, e resulta num
senso con3ort=vel de grati3icação e crescimento) auando um mecânico 1abilidoso ouve o som
de um motor Due est= 3uncionando mal, ele se move "ara a causa do "roblema e cuida dela) 4a
3ronteira do eu, o contato se torna mais arriscado e a "robabilidade de grati3icação E menos
certa) Este mecânico de carros, a"roIimando!se do motor, est= no ="ice de seu con1ecimento e
se sente eIcitado e ousado) Hora da 3ronteira do eu, em grande medida, o contato E Duase
im"oss0vel) Este mesmo mecânico "ode considerar estran1o e im"ens=vel 3a@er um cartão
rendil1ado de Dia dos 4amorados "ara a sua namorada)
Se um indiv0duo 3osse suGeito a intenso calor, ele logo "erderia o contato, desmaiando, e atE
"oderia 3inalmente morrer se seus limites Para assimilar o calor 3ossem gravemente
ultra"assados) C mesmo `ontece com DuestPes "sicolLgicas) auando o indiv0duo E con3rontado
P^r grave 1umil1ação ou outras intrusPes o"ressivas, Due eIcedam os is de sua eI"eriOncia
"ermiss0vel, ele "ode agir contra a invasão açadora, "erdendo o contato) Isso "ode ir desde
"erder a cons!r
la
^I
u
ando "ro3undamente c1ocado, como ao ouvir sobre uma ragica, atE
bloDuear o im"acto da eI"eriOncia não "ermiss0!me S
me
ios mais sutis e mais im"erce"t0veis,
como la"sos de tOn _
a
c
ara

acontec
inientos desagrad=veis, tal Dual nas resis!cr&nicas)
.,.
' seletividade "ara o contato, determinada "ela 3ronteira do do indiv0duo, ir= governar o estilo
de sua vida, incluindo a sua es l1a de amigos, o trabal1o, a geogra3ia, a 3antasia, o 3a@er amor e
tod as outras eI"eriOncias Due seGam "sicologicamente relevantes "
a
sua eIistOncia) C modo
como uma "essoa ou bloDueia ou "ermite a/areness e a ação na 3ronteira de contato E a 3orma
de manter senso de seus "rL"rios limites seguros) Isso tem "rima@ia em sua vid alEm de
DualDuer "reocu"ação com o "ra@er, com o 3uturo ou com as"ectos "r=ticos daDuilo Due "ode ou
não ser bom "ara ele, corno Uenr2 Cla2 Due deveria muito mais ser correto do Due ser
"residente
Embora a 3ronteira do eu não seGa rigidamente 3iIa, mesmo nas "essoas mais in3leI0veis, os
indiv0duos mostram uma grande variação na eI"ansividade ou na contratibilidade de suas
3ronteiras do eu 'lgumas "essoas "arecem 3a@er grandes mudanças em suas 3ronteiras do eu no
decorrer de suas vidas, e tendemos a "ensar Due as Due "romoveram as maiores mudanças são
as Due crescera( mais) Isso "ode ir desde um acontecimento 3ortuito, sobre o Dual elas tOm
"ouco controle, mas ao Dual "arecem res"onder de modo c1eio de energia e de 1abilidade, atE
aDuelas mudanças "rodu@idas "or seus "rL"rios es3orços)
4ossa sociedade E orientada "ara o crescimentoM admiramos aDueles Due conseguem reali@ar o
movimento eI"ansivo da 3ronteira do eu atE outra "essoa) /odos con1ecemos a 1istLria de
Uoratio 'lger, o menino "obre cuGo começo de vida esteve limitado a "eDuenas açPes dentro de
sua "rL"ria vi@in1ança e Due cresceu "ara viaGar o mundo e in3luenciar "essoas im"ortantes)
Este E um 1erLi de "a"el) C Due encontramos com maior 3reDuOncia na vida real E Due, dentro
do mesmo indiv0duo, eIistem ambos, isto E, a mobili@ação "ara crescer em algumas =reas e as
resistOncias ao crescimento em outrasM assim, "artes da 3ronteira do eu acabam 3icando "ara tr=s)
Isso "rodu@ o 3enLmeno do eIecutivo industrial Due nunca acredita "lenamente em seu "rL"rio
"oder e em seu "rL"rio coração continua sendo um novo!rico vindo do lado errado da rua) Ele
"assa "elos movimentos do "oder, mas sem"re se sente deslocado e limitado em se envolver no
contato "leno em seu trabal1o ou em sua vida) Por causa desse retraimento no contato, ele
a"enas consegue diminuir a vivacidade daDuilo Due "oderia ser uma vida ou um trabal1o c1eios
de aventura) @ mesmo acontece com o "ai Due ainda eI"eriOncia a si mesmo corno
.,,
Illg
m
eiainin1o, ou com a es"osa cuGo senso de si mesma continua P
I

I
de uma virgem)
Cuando as 3ronteiras são estabelecidas de modo r0gido, o indiv0!terne a eI"ansão da 3ronteira do
eu, "ois sente Due "oderia eI"lo!1ouver sensação ou ativação demasiadas "ara serem contidasM
sente correndo o risco de sobrecarga) Seu medo da contração da teira do eu, "or outro lado, E o
medo de sentir!se va@io, murc1o Snsigni3icante em 3ace da "ressão o"ressiva vinda do eIterior)
Em alDuer um dos casos, o indiv0duo teme Due a 3ronteira do eu 1abi!
a
l ceda) Ele "ode sentir Due
sua "rL"ria eIistOncia est= em Gogo no aso de graves ru"turas da 3ronteira do eu, e a ameaça
dessa rendição evoca a 3unção de emergOncia do indiv0duo) ' 3unção de emergOncia inclui tanto
a grande ativação energEtica Duanto sua ant0tese, a su"ressão desta ativação, Due E eI"erienciada
como ansiedade) C "ara!ioIo surge "orDue a ameaça Rs 3ronteiras do eu do indiv0duo ativa as
reaçPes de emergOncia Due tOm o obGetivo de "reservar a 3ronteira, ias Due "odem tambEm estar
situadas alEm dela) Por eIem"lo, uma Dessoa Due E demitida de seu trabal1o, ou desconsiderada
"ara uma Gromoção Due ela es"erava, eI"eriOncia uma contração de sua 3ronteira do euM ela E
a3astada das o"ortunidades das Duais necessitava e sente Due seu alcance 3oi redu@ido ou
diminu0do) Bem, se ela eI"e!rienciar isso como uma ru"tura "erigosa de sua 3ronteira do eu,
"ode ser ativada "ara de3ender!se do modo Due "uder, talve@ atacando o indiv0duo cuGa o"inião
de"reciativa a seu res"eito deu in0cio a essa eI"eriOncia) $as se o ataDue agressivo estiver 3ora
dos limites de sua 3ronteira, ela 3ica num im"asse com as sensaçPes de emergOncia Due 3oram
ativadas e ainda assim inca"a@ de assimil=!las na ca"acidade de contato Due "oderia levar a uma
ação intencional) ' ansiedade Due resulta da necessidade de su"rimir a ativação E eI"erienciada
como "erturbadora e "ode resultar na inca"acidade de se concentrar, em ine3iciOncia ou em um
modo vago de agir, ou ainda ter conseDuOncias mais sErias, como a "sicose ou o suic0dio)
Por outro lado, algumas ve@es a vida E um artista volTvel, Due
)^ga o indiv0duo numa seDuOncia r="ida de acontecimentos, "odendo
v
ocar um sussurro de "ra@er na 3ronteira em mudança) U= uma
e
mLria clara do menino de3iciente Due "assou sua vida "rimeiro
ma cadeira de rodas, de"ois de muletas e "or 3im eI"eriOncia seu
meiro a"arel1o orto"Edico "ara as "ernas) Ele estava embriagado
.,7
com sua nova mobilidade) Imagine, ele era ca"a@ de movimentar!s "ela sala, 3icar em "E, e ter
as mãos livres "ara tocar DualDuer coisa Due deseGasse) Ele nem se sentava, de tão em"olgado
Due estava com sua liberdade am"liadaZ
C eI"erimento em gestalt (ver o Ca"0tulo 9) E usado "ara eI"andir a am"litude do indiv0duo,
mostrando!l1e como ele "ode am"lG
ar
seu senso 1abitual de 3ronteira onde eIistem emergOncia e
eIcitação Fma emergOncia segura E criada de modo a incentivar o desenvolvimento do auto!
a"oio "ara novas eI"eriOncias) 'çPes Due anteriormente eram estran1as e "rovocavam
resistOncia "odem se tornar eI"ressPes aceit=veis e levar a novas "ossibilidades)
Fm 1omem num /or.shop de 3im de semana "ermitiu!se c1orar sem limites uma triste@a
"essoal) Ele relatou Due literalmente tin1a se sentido eI"andido 3isicamente, indicando uma
distância de duas "olegadas alEm de si mesmo onde ele sentia Due estava sua "ele) Esse E um
eIem"lo dram=tico do senso de eI"ansão Due "ode ser "rodu@ido "or um novo com"ortamento)
Ele aceitou um grande risco ao Duebrar suas barreiras "ara o c1oro) C risco era acabar com uma
eI"eriOncia cont0nua de não!eu, não integrada e isolada, em ve@ de um senso crescente de ser
ca"a@ de "ermitir novas intensidades de eI"eriOncia em sua vida) Por essa ra@ão, o /or.shop de
3im de semana "recisa ser eI"andido num "rograma Due combine um "er0odo maior de tem"o
"ara trabal1ar com os "artici"antes individualmente e dentro de um gru"o, em Due os obGetivos
"ossam ser desenvolvidos e "ossa se res"eitar um senso de evolução seDuencial ao longo do
tem"o)
E se as "rL"rias 3ronteiras do eu de uma "essoa não 3ossem su3icientemente com"leIas no
contato com a novidade no ambiente, ou com caracter0sticas não con1ecidas ou "ouco
3amiliares da "rL"ria "essoa, as com"licaçPes se tornariam ainda mais es"antosas Duando se
acrescenta a isso as sutile@as de 3a@er contato com outra "essoa Due est= lidando com um
conGunto com"ar=vel de necessidades e resistOncias) V como se estivEssemos "edindo a duas
"essoas tentando "assar uma "ela outra numa corda bamba, ambas carregando uma grande vara
de eDuil0brio, Due 3açam um contato signi3icativo uma com a outra) 'inda assim a maravil1a E
Due de algum modo conseguimos 3a@O!lo em grande "arte do tem"o)
auero di@er ol= a Peter) Ele se a3asta) ' reação dele im"lica Due meu ol= "ode ter sido
eI"erienciado "or ele como uma invasão) Bem,
.,:
eF
deseGo de c1egar atE ele 3or su3icientemente 3orte, "osso arris!ce a ultra"assar a barreira e ser
mal recebido) auem sabe ele
de 3i
car
3
e
c
@
P
or

eu
c
a@er

isso
!
Por

outro
cdo, "ode considerar!me
_ da mais nocivo e tentar se a3astar mais) 'ssim, ten1o de c1egar a
"
ter
no momento certo e no estado de es"0rito certo "ara Due ele e
"ossamos 3a@er o ti"o de contato Due deseGo) V o meio!termo entre
3acilidade com Due Peter se mostra abord=vel e a Duantidade de
es3orço Due estou "ronto a investir "ara su"erar algumas di3iculdades
a"roIimação) $as mesmo Due ele insista em "ermanecer isolado,
ainda "osso 3a@er contato com ele neste a3astamento) Posso observar
e
assimilar algum as"ecto ou gesto com Due ele 3a@ isso) Posso estar
consciente de como esse modo de agir E "ouco caracter0stico dele)
Posso notar alguma inclinação em seus ombros ou uma eI"ressão em
seu rosto Due "odem me colocar de 3ato em contato com Peter,
mesmo Due este contato aconteça em termos muito di3erentes de
min1a intenção original) Dado o estado de es"0rito dele, isso "ode
terminar meu contato com ele, a não ser Due eu im"rovise alguma
ação de contato nova) Por eIem"lo, se res"ondo a seu retraimento
gritando com ele, continuo o 3luIo de contato e tambEm crio um
senso de contato di3erente com ele)
Essa medida entre as 3ronteiras do eu em constante mudança em "essoas di3erentes torna o
desenvolvimento do contato totalmente im"revis0vel) Cada "essoa tem de se trans3ormar num
es"ecialista na avaliação das "ossibilidades de desenvolvimento do Due ele deseGa e necessita
dos outros) 'lgumas cenas e algumas "essoas são um terreno mais 3Ertil "ara se 3a@er contato)
Com outras "essoas ou em outros momentos, as "ers"ectivas são "oucas e os gan1os são "arcos)
Cs artistas "arecem ser es"ecialmente a3inados neste "rocesso de escol1er lugares e "essoas
com Duem o contato E "oss0vel e nutridor) Wles tentam encontrar um meio Due "ermita ou Due
"ossa atE evocar o contato Due se trans3orma no sangue vital de suas energias criativas, 0!sta
nem sem"re E uma atmos3era gentil+ \ola era incitado "ela o"ressão moral da Hrança do sEculo
pIp, o2a "ela nature@a irLnica
a
vida na Es"an1a, auguin "elo ritmo id0lico dos $ares do
Sul,
as
sim "or diante) 4em todos esses eram assuntos agrad=veis, amente,
mas
mesmo assim algo
neles estava aberto ao escrutino artistaM "ara ele e "ara mais ninguEm esse contato resultou
ecis
amente em sua "ers"ectiva)
.,6
Se eu me tornar su3icientemente sens0vel ao bom contato, tambEm irei aonde "ossa obtO!lo)
Pode ser o encontro com "essoas D
Fe
me con1eceram Duando criança, talve@ com min1a 3am0lia,
Due 3alam min1a l0ngua e realmente con1ecem min1a vida, ou este "ode ser o Tltimo lugar "ara
se encontrar algo Due não seGa estereoti"ado) /alve@ eu "ossa encontr=!lo com "essoas Govens e
vivas, ou com vel1os s=bios, ou com "essoas e não intelectuais) /alve@ o contato "ara mim
esteGa em 3alar "ara grandes "lateias, ou em contar 1istLrias "ara bons amigos e ouvir as deles,
ou ouvir mTsica silenciosamente, acom"an1ado ou so@in1o, ou em "re"arar uma boa comida,
ou em Gogar um di30cil Gogo de padd%e+a%%5 Pode 1aver algumas "essoas "ara Duem as
circunstâncias ten1am "ouca ou nen1uma im"ortância na determinação da Dualidade de sua
ca"acidade de contato) Entretanto, "ara a maioria de nLs, um bom contato cont0nuo E um
"rocesso de 3luIo e marEs, uma medida sens0vel de energia entre o Due 3a@ o contato e o Due E
contatado)
Por esse motivo, o "oder do indiv0duo "ara criar sua "rL"ria vida E en3ati@ado, e isso inc%ui o
"oder de recon1ecer a adeDuação de seu ambiente) Isto signi3ica Due ele tem uma escol1a
Duanto a "essoas, atividades, geogra3ia, arDuitetura e assim "or diante) C "oder Due cada "essoa
tem "ara estabelecer contato não "ode ser inteiramente inde"endente de sua escol1a de
ambientes ou da criação de novos ambientes) 's rebeliPes em "risPes, as greves estudantis e os
a"elos "or re3orma nos 1os"itais "siDui=tricos nos 3orçam a recon1ecer a im"ortância Due o
ambiente tem em moldar o com"ortamento das "essoas "resas nessas instituiçPes, em geral não
"or escol1a "rL"ria, o Due sL aumenta o "roblema) Estamos a"enas começando a soletrar NC
relacionamento entre o ambiente 30sico * sobretudo o ambiente 3eito "elo 1omem * e a
eI"eriOncia e o com"ortamento 1umanos)))N!4Ls temos de trabal1ar mais "ara 3a@er contato
com um "edaço seco e sem gosto de "ão num re3eitLrio c1eio e "oeirento de 3=brica do Due "ara
contatar uma 3atia c1eirosa de "ão 3eito em casa na co@in1a de um amigo)
5) Pros1ansW2, U) $), Ittelson, <) U) e ?ivlin, L) ) (eds))) En#iron(en psycho%o)y5 4ova AorW+ Uolt, ?ine1art e
<inston, .98-)
ta%
.,;
, tambEm, uma "essoa amarga e estereoti"ada não ir= evo!G sustentar um bom contato do modo
Due uma "essoa aberta e ` a@ "oderia 3a@er) EIistem algumas "essoas Due incentivam os tros a
eI"lorar sua novidade e a interagir com elas, e desse modo
s
"essoas crescem) EIistem outras
Due "ermanecem 3ec1adas, rmitindo a"enas um contato m0nimo nas 3ronteiras do eu, mantendo
se"aração e não "ermitindo o crescimento) C Due as "essoas mais ecisam E se tornar
es"ecialistas, ou "oder0amos di@er artistas, em ntir e criar ambientes nos Duais o movimento
eIterior a suas 3ron!iras do eu atuais "ossa ser sustentado, ou em sair desses ambientes, em
alter=!los Duando isso "arecer im"oss0vel)
' eI"eriOncia da 3ronteira do eu "ode ser descrita a "artir de diversas "ers"ectivas+ 3ronteiras
cor"oraisM 3ronteiras de valoresM 3ronteiras de 3amiliaridadeM 3ronteiras eI"ressivas e 3ronteiras
de eI"osição)
Hronteiras do cor"o
's "essoas tOm lugares 3avoritos em seus cor"os) ' a/areness da sensação de algumas "artes
ou 3unçPes de seus cor"os E restrita ou colocada 3ora dos limites e "ermanece 3ora de senso de si
mesmas) Bem, como E Duase im"oss0vel contatar aDuilo Due est= 3ora da 3ronteira do eu, o
resultado E Due essas "essoas "ermanecem 3ora de contato com "artes im"ortantes de si
mesmas)
4um /or.shop1 um 1omem DueiIou!se de ser im"otente) 'o
trabal1armos Guntos, 3icou evidente Due ele eI"erienciava bem "ouca
sensação abaiIo do "escoço) Sua cabeça era seu centro, e estava claro
Due se ele "udesse a"enas es"remer!se em sua cabeça, não teria "ro!
mas) 'tE mesmo sua 3Tria 3icava limitada a sua cabeça, e ele 3icava
rotundamente vermel1o) Con3orme ele 3icava mais e mais 3urioso,
gia e gritava como se estivesse "ossu0do, mas mesmo assim a "rin!
P o ele sL conseguia sentir os e3eitos atE seu "eito) De"ois de se
33

cons
ideravelmente em seu cor"o, com alguma atenção a seus
unentos "Elvicos, suas "ernas começaram a tremer) Ele 3icou
a
do Duando começou a "erceber a iminOncia da sensação "Elvica
-
P
er
mitiu Due isso continuasse se desenvolvendo) '"esar disso,
inc c
a

sensa
qão de tremor em suas "ernas 3oi uma radiância
...
e um senso de "a@ "or todo o seu cor"o) Embora não tendo
01$
com"letado seu trabal1o, ele am"liou a eItensão de suas sensaçPes cor"orais, mudando suas
3ronteiras cor"orais anteriores)
Beatrice estava tendo "roblemas "ara 3a@er contato com o restante das "essoas em seu gru"o)
Ela iniciava as 3rases e então deiIava D2
e
elas se des3i@essem, e seu gru"o tin1a de adivin1ar o
Due ela estava tentando di@er) Eles não Dueriam mago=!la, mas não conseguiam ter um
sentimento intenso a seu res"eito, "ois ela l1es "arecia muito inconsistente) 4uma das sessPes
anteriores, ao eI"lorar a sensação cor"oral, Beatrice tin1a observado com sur"resa Due não
eI"erien!ciava nen1uma sensação na "arte de tr=s da cabeça) Ela sL tin1a sensação vinda da
"arte da 3rente de seu cor"o, da 3ac1ada) Estava consciente de seu rosto e das sensaçPes em seu
"eito, mas não eI"e!rienciava nen1uma sensação na "arte de tr=s de seu cor"o)
Pedi a Beatri@ Due se sentasse no c1ão em 3rente a /odd e Due 3alasse com ele) Eu disse a ela
Due realmente o em"urrasse toda ve@ Due dissesse algo a ele) Entretanto, logo 3icou a"arente Due
todas as ve@es Due ela o em"urrava ela interrom"ia a 3orça de seu movimento em algum lugar
entre seu ombro e seu cotovelo) Pedi Due os dois se levantassem e continuassem a 3alar e a
em"urrar) Beatri@ em"urrou /odd novamente, mas dessa ve@ a"enas com as "ontas dos dedos)
Então, ensinei a ela como usar todo seu cor"o) Ela então usou os "ulsos e em"urrou mais 3orte)
Pedi Due ela ol1asse "ara /odd enDuanto em"urrava e se assegurasse de Due estava em"urrando
com 3orça su3iciente "ara "rovocar algum movimento nele) Hinalmente ela começou a colocar
todo o seu cor"o, e não sL a "arte da 3rente, no contato) Ela a"oiou seus calcan1ares mais
3irmemente no c1ão, colocou a cabeça "ara baiIo e usou as costas, as coIas e toda a "arte de
tr=s de seu cor"o) 4esse instante ela começou a controlar sua "elve, e "edi Due ela colocasse sua
"elve na ação contra ele) De"ois de alguns minutos de uma interação muito atlEtica, ela
"ercebeu, e nLs tambEm, Due estava eI"erienciando, "ela "rimeira ve@, a parte de tr,s de seu
cor"o) 4esse momento, seu rosto 3icou intensamente di3erente) Sua eI"ressão caracter0stica, um
sorriso con3iante e congelado, 1avia desa"arecido) Em seu lugar estava o rosto de uma mul1er
sem urna eI"ressão "reestabelecida e Due "odia 3icar alegre ou triste) ' 3ac1ada 1avia sumido, e
o gru"o "odia sentir uma nova consistOncia, a de uma "essoa Due "oderia Nestar "or tr=sN de
DualDuer coisa Due dissesse)
.,5
3ronteiras de valor
Fm "aciente, um garoto de de@esseis anos, acredita Due estar `nteressado E crucial "ara a
eIistOncia 1umana em geral, e "ara a sua "articular) Por outro lado, sua escola eIige Due ele 3aça
coisas Due !
-
gão interessantes) Ele não est= dis"osto a trair ou a sabotar seus valores, 3a@endo
esse trabal1o desinteressanteM assim, ele mal consegue se manter na escola, e eIiste uma grande
"ossibilidade de Due seGa re"rovado) Sua 3ronteira de valor "arece estar estabelecida
rigidamente, e talve@ isso seGa necess=rio "or causa das "ressPes "ara Due abandone seus
"rL"rios "adrPes) $as isso cria um "roblema de limitação, "ois ele não deiIa nen1um es"aço
"ara 3a@er contato, a menos Due se esteGa 3uncionando dentro de sua 3ronteira do eu)
Entretanto, outros valores coeIistem com a "rioridade Due ele coloca em estar interessado) Ele
gosta de mecânica de carros mesmo Due não sinta Due iria "ermanecer interessado "or muitos
anos no trabal1o 3eito "or um mecânico de carros) Ele ac1a Due gostaria de ser um engen1eiro
aeron=utico ou talve@ um arDuiteto) Claramente, "ara satis3a@er essas "re3erOncias, teria de
estudar algum material em Due não estaria interessado, "ara "oder c1egar ao Due realmente o
interessa) $as ele não consegue estudar, "ois sua adesão r0gida a seu sistema de valores o
im"ediu de reali@ar as discriminaçPes necess=rias "ara conseguir o Due "recisa)
'ssim, ele "recisa a"render a am"liar suas 3ronteiras de valor "ara incluir talve@ a
autodeterminação, talve@ a "re"aração "ara 3a@er um trabal1o interessante, e outros valores Due,
Duando inclu0dos em sua 3ronteira de valor, abririam camin1o "ara a resolução criativa do Due
agora "arecem ser valores incom"at0veis) Ele "oderia começar 0a@endo realmente aDuelas coisas
Due o interessam, em ve@ de evitar S
e
com"rometer com DualDuer coisa) Por eIem"lo, ele "oderia
3a@er
u
m curso de mecânica de carros) Ele "oderia ir R biblioteca, como
nia
tare3a de tera"ia, e
a"enas 3ol1ear alguns livros * enDuanto o _seGasse) Poderia conversar com alguns dos alunos
em sua escola
.
gessados em conversar sobre assuntos de Due ele gostasse) Ele 3e@
l
sso) E
começou a sair com uma garota, Due sim"ati@ava com
tudo sua
Posição, e estava seriamente interessada em seus "rL"rios traba!
esc
^lares) /odas essas in3luOncias
a3rouIaram seu sistema de
.,9
valor e abriram "ossibilidades "ara eI"andir o mundo dele Q ) anteriormente incom"at0veis
dis"utaram uma "osição e eIigi
x
desenvolvimento de um "rograma autodeterminado em Due el
^ a"enas se resigna ao sistema eIistente, embora ainda "recise l
.
n
-
com este sistema) Ele não
"recisou desistir de seu deseGo de viv c modo interessante, mas não est= mais num im"asse com
o tEdi mera resistOncia) ' eI"ansão de sua 3ronteira de valor "ro"orem
a
um novo a"oio "ara a
ação e trouIe novas alternativas "ara eIistOncia estereoti"ada) Com uma a(p%itude de valores
dis"on0v ele "ode desenvolver a energia "ara eDuilibrar sua "rL"ria ingenuidaU S e iniciativa
contra a energia o"osta do NsistemaN) Isso não Duer di@ Due ele o a"rove, mas a"rendeu como
obter do sistema o Due "recis "ara viver sua vida de modo mais 3leI0vel)
Hronteiras de 3amiliaridade
Fma 3am0lia tin1a ido "ara Qermont em todos os verPes durante Duin@e anos antes de descobrir
Due a mãe nunca Dueria ir, Due nos Tltimos cinco anos os 3il1os não Dueriam ir, e Due sL o "ai
considerava im"ens=vel ir a outro lugar) C "ai não era um tirano autocr=ticoM acontecia a"enas
Due "ara interrom"er o "adrão seria necess=ria mais energia do Due DualDuer membro da 3am0lia
conseguiria reunir) Cad um con1ecia sua "rL"ria resistOncia, mas o im"ulso do 3amiliar os
"uIava "ara sua Lrbita)
S1aWes"eare con1ecia muito bem o modo como nos agarramos ao Due con1ecemos em ve@ de
nos aventurar no descon1ecido+
)))auem su"ortaria esses 3ardos
?esmungando e suando sob uma vida en3adon1a,
$as a Duem o temor de algo a"Ls a morte *
C "a0s não descoberto, de cuGos limites
4en1um viaGante retorna * desconcerta a vontade,
E nos 3a@ "re3erir su"ortar esses males Due temos
Do Due voar "ara outros Due não con1ecemosb
4ão sL a morte, mas a "rL"ria mudança evoca o terror e 3a@ com a algumas "essoas se
restrinGam a 3uncionar em ambientes d
.7-
/ares) Para essas "essoas, uma mudança de em"rego, de ) "Crtantes em suas vidas ou em seu
relacionamento com "e c crescimento dos 3il1os ou o envel1ecer dos "ais, são
elas)
c
^ eptremamente di30ceis) Eu!sou!como!sou 3ica cristali@ado
J
B conlo!sem"re!3ui!e!como!sem"re!serei) , ' sL o medo do descon1ecido Due estabelece nossas 3rontei!3
miliaridade) ' o"ortunidade nos deiIa eI"erienciar a"enas auena "arte do "oss0vel em nossas vidasM os
limites geogr=!de tem"o restringem o contato com o novo ou "ouco 3amiliar, 3ronteiras são inevit=veis e
sL são "arcialmente removidas "or
2
Q de viagens, leitura e encontro com outras "essoas com maneiras Sda
di3erentes) $as a 3ronteira Due estabelecemos como a lin1a de , marCação entre nLs e o descon1ecido, Due
nos recusa(os a conta!mesmo Due 1aGa o"ortunidade, E um limite Due colocamos em nLs mesmos)
Fm 1omem estava 3alando num gru"o sobre o rom"imento iminente de seu casamento e de sua agitação e
ansiedade consider=veis com relação a isso) Ele deseGava manter o casamento a Duase DualDuer custo
"orDue es"erava Due sua es"osa Duisesse novamente estar casada com ele, embora 3osse duvidoso Due
isso viesse a acontecer) EnDuanto 3alava, suas "reocu"açPes "rinci"ais se voltavam "ara a imagem Due
tin1a de si mesmo, "ara a imagem Due tin1a do casamento e "ara a imagem Due tin1a de seu trabal1o) Ele
E um "astor, e sua imagem de "astor era a de Due ele não se divorciaria) Ele tambEm acredita, talve@ com
ra@ão, Due sua congregação e sua igreGa ac1am Due um "astor não deve ser divorciado) Bem, embora as
imagens seGam uma sino"se conveniente da nature@a de uma "essoa, elas são vulner=veis a distorçPes e a
su"ersim"li3icaçPes Due "odem tirar grande "arte de
s
ua liberdade individual de ação) 'ssim, a Duestão do
"astor "er!urbado era NSe eu não sou um marido ou um "ai ou um "astor, o
e
eu soubN, e ele res"ondia
"ara si mesmo+ NPortanto, não sou
a
S _ Para ele ou eIistia o 3amiliar ou não eIistia 4adaM e o 4ada
era
um
desastre)
$as o desastre não acontece tão 3acilmente "ara aDuelas "essoas
estão dis"ostas a 3a@er a transição entre o Due "arece uma disso!
W ^
ca
tastrL3ica do 3amiliar "ara o Due ainda est= incom"leto) C
ar 3uturo muitas ve@es viaGa dis3arçado, e suas bOnçãos 3re!
e
mente sL são recon1ecidas de"ois de uma eItensa agitação,
.7.
valor e sirGam "ossibh+dades "ara eI"andir o mundo dele Q anteriorr!ite incom", iveis
dis"utaram uma "osição e eI desenvolcento de u@ "rograma autodeterminado em Due ec a"enas
( resigna ao n!ema eIistente, embora ainda "recG B1 ) com este eterna) Ele L!+D "recisou
desistir de seu deseGo de 2 modo mt0)issante, ma não est= mais num im"asse com o tEdS mera
resirsncia) ' eI"msão de sua 3ronteira de valor "ro"
orci
.-

d
um nove +"oio "ara a ação e trouIe
novas alternativas 8
I
eIistOncia estereoti"ada Com uma a(p%itude de valores ele "ode
(cenvolver a eiergia "ara eDuilibrar sua "rL"ria ingen e iniciativa +ontra a energia o"osta do
NsistemaN) Isso não Duer Due ele o 0+rove, mas a+ rendeu como obter do sistema o Due "ara vivei
aa vida de r" ido mais 3leI0vel)
Hronteiras de 3amiLaridade
Fma 3oi0lia tin1a ido "ara Qermont em todos os verPes durante Duin@e ano0 antes de descobrir Due a mãe
nunca Dueria ir, Due nos Tltimos cW+o anos os 3iGos não Dueriam ir, e Due sL o "ai considerava im"ersivel ir
a outG lugar) C "ai não era um tirano autocr=ticoM acontecia a"enas Due "ari interrom"er o "adrão seria
necess=ria mais energia do +ae DualDuei membro da 3am0lia conseguiria reunir) Cada um con1eci!+ sua
"rL"rW resistOncia, mas o im"ulso do 3amiliar os "uIava "ar!+ sua Lrbita)
S1aWesrGare con1eci muito bem o modo como nos agarramos ao Due con1ecemos em ve@ de nos aventurar
no descon1ecido+
)))auem n"ortaria esses 3ardos
?esmungado e suando !ob uma vida en3adon1a,
$as a DiXm o temor de ilgo a"Ls a morte *
C "a0s nã+ descoberto, d0 cuGos limites
4en1um liaGante retorm * desconcerta a vontade,
E nos 3a@ "re3erir su"orte+ esses males Due temos
Do Due vcar "ara outros Mue não con1ecemosb
4ão sL a more, mas a "rL"ria mudança evoca o terror e 3a@ cotn D algumas "esnas se restrinGam a
3uncionar em ambientes limita
.7-
Para essas "essoas, uma mudança de em"rego, de 5 "
C
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relacionamento com "ess^
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gItremamente di30ceis) Eu!sou!como!sou 3ica cristali@ado
ou!como!sem"re!3ui!e!como!sem"re!serei)
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iliaridade) ' o"ortunidade nos deiIa eI"erienciar a"enas
raS
Duena "arte do "oss0vel em nossas vidasM os limites geogr=!
de tem"o restringem o contato com o novo ou "ouco 3amiliar)
3ronteiras são inevit=veis e sL são "arcialmente removidas "or
B > de viagens, leitura e encontro com outras "essoas com maneiras
da di3erentes) $as a 3ronteira Due estabelecemos como a lin1a de
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ação entre nLs e o descon1ecido, Due nos recusa(os a conta!
mesmo Due 1aGa o"ortunidade, E um limite Due colocamos em
nLs mesmos)
Fm 1omem estava 3alando num gru"o sobre o rom"imento iminente de seu casamento e de sua
agitação e ansiedade consider=veis com relação a isso) Ele deseGava manter o casamento a Duase
DualDuer custo "orDue es"erava Due sua es"osa Duisesse novamente estar casada com ele,
embora 3osse duvidoso Due isso viesse a acontecer) EnDuanto 3alava, suas "reocu"açPes
"rinci"ais se voltavam "ara a imagem Due tin1a de si mesmo, "ara a imagem Due tin1a do
casamento e "ara a imagem Due tin1a de seu trabal1o) Ele E um "astor, e sua imagem de "astor
era a de Due ele não se divorciaria) Ele tambEm acredita, talve@ com ra@ão, Due sua congregação
e sua igreGa ac1am Due um "astor não deve ser divorciado) Bem, embora as imagens seGam uma
sino"se conveniente da nature@a de uma "essoa, elas são vulner=veis a 1storçPes e a
su"ersim"li3icaçPes Due "odem tirar grande "arte de
a
Fberdade individual de ação) 'ssim, a
Duestão do "astor "er!ado era NSe eu não sou um marido ou um "ai ou um "astor, o
eu
soubN, e
ele res"ondia "ara si mesmo+ NPortanto, não sou
a
! _ Para ele ou eIistia o 3amiliar ou não eIistia
4adaM e o 4ada era um desastre)
$as o desastre não acontece tão 3acilmente "ara aDuelas "essoas
e
stao dis"ostas a 3a@er a
transição entre o Due "arece uma disso!c catastrL3ica do 3amiliar "ara o Due ainda est=
incom"leto) C
s
tar 3uturo muitas ve@es viaGa dis3arçado, e suas bOnçãos 3remente sL são
recon1ecidas de"ois de uma eItensa agitação,
.7.
Duando 3inalmente se "ode di@er Due meu divLrcio, ou sair d cio de meu "ai, ou atE mesmo meu
en3arte 3oi a mel1or cois cc me aconteceu) Fma das di3iculdades ao sair do 3amiliar E a i de
3ec1ar o drama total da mudança antes Due suas "rL"rias ten1am a "ossibilidade de amadurecer)
C senso de estar "ri
v
8 tudo o Due E 3amiliar E um v=cuo Due ameaça sugar tudo dem seu
alcance) C Due E di30cil de se a"reciar, Duando o terror
1iato catastrL3ico, E Due este "ode ser um va@io 3Ertil) C va@io 3L ti a met=3ora eIistencial "ara
abandonar os a"oios 3amiliares do "rese con3iar no momento da vida "ara "rodu@ir novas
o"ortunidad "ers"ectivas) C acrobata Due se lança de um tra"E@io "ara o "rLIi sabe eIatamente
Duando "recisa se soltar) Ele determina eItraordS nariamente sua liberação e "or um momento
não tem nada a não s seu "rL"rio instante) 4osso coração segue o seu arco e o amamos se
arriscar no momento não sustentado)
Hronteiras eI"ressivas
Cs tabus contra o com"ortamento eI"ressivo começam ced 4ão toDue, não incomode, não
c1ore, não se masturbe, não urineM assim as 3ronteiras são delineadas) 'Duilo Due começa na
in3ânci continua con3orme crescemos, a"enas de um modo mais sutil do Dui os Nnão 3açaN
originais) 4os tornamos mais inclusivos, e atE encontramos novas situaçPes em Due as
"roibiçPes iniciais "odem se a"licar) 's cenas sim"les da "rimeira in3ância envolvidas no
estabelecimento dos limites não eIistem mais, mas sL os detal1es mudam) Por eIem"lo, a
"roibição da masturbação * tocar a si mesmo de um modo amoroso * termina como uma
3ronteira Due eIclui tocar DualDuer "essoa de um modo amoroso) ConseDTentemente, Duando a
criança cresce e se trans3orma num 1omem, seu modo de 3a@er amor E conservador e limitado)
Como "ai, ele toca seus 3il1os a"enas Duan3l necess=rio e mantEm distância Duando um amigo
est= c1orando, verdade, mesmo Due ele esteGa c1orando, sua resistOncia ao toDu "ode im"edi!lo
de conseguir o a"oio Due a "roIimidade de ou
c
"essoa "oderia l1e dar) Por mais amoroso Due
"ossa ser, o toDue eIclu0do como um modo de eI"ressar sua a3eição)
est=
.7,
belecimento de limites eI"ressivos 3ica claro na 1istLria de G
e
,. anos) Benni3er E uma modelo
Due atua na moda "ara c G^
ve

E
G
a
começou a trabal1ar como modelo Duando estava ria
adolescOncia) 'inda tem uma a"arOncia muito Govem e estrutura leve) Ela se agarrou R sua
adolescOncia o Duanto tei^
n

ne:n
se dar conta de Duanto conseguiu 3a@O!lo) Benni3er J F5 tambEm
ser uma cantora, alEm de modelo) $as aDui ela não c u tanto sucesso) Sua vo@ tin1a uma
caracter0stica tonal leve, N e não tin1a o cor"o e a maturidade Due a vo@ de uma mul1er _ terM aos
,. anos ela ainda cantava como uma adolescente) Sua ão contra a eI"ressão madura
inadvertidamente arruinou suas es como cantora, embora auIiliasse sua carreira de modelo) Fm
"astor estava "laneGando 3a@er um sermão a res"eito dos T tTrbios raciais em Selma, 'labama,
onde cães "oliciais tin1am do usados contra negros Due 3a@iam um "rotesto) Pedi!l1e Due
"raticasse seu sermão comigo, e o 3ato de ele estar "reocu"ado não me sur"reendeu * era um
tEdioZ Pedi!l1e Due o 3i@esse novamente, mas Due dessa ve@ ele 3alasse como se 3osse um dos
"oliciais de 'labama) 4esse "a"el, ele contou a 1istLria de um modo di3erente) Sua vo@ era mais
3orte e ressoante, mais con3iante) Ele usou 1istLrias, seu rosto rubori@ou!se, e ele usou seus
"un1os) Então "edi Due ele contasse mais uma ve@ sua 1istLria, mas Due dessa ve@ eI"ressasse
sua "rL"ria "osição, usando o estilo e o modo de 3alar do "olicial) Dessa ve@, ele 3e@ um sermão
bom, Due me tocou e mais tarde tocou sua congregação) Durante esse "rocesso de elaborar, ele
se lembrou de Due Duando era criança sem"re tin1a admirado os valentPes da escola) V verdade
Due
-
tin1am atacado "or v=rias ve@es, c1amando!o de maricas, e tin1am me a"roveitado de suas
limitaçPes 30sicas) $as eles sem"re "areciam seguros e c1eios de energia, e assim eles eram os
mocin1os) Ele tin1a otado a "osição moral da v0tima+ correto, com a Gustiça de seu lado,
.
sem
vigor e destinado ao 3racasso) Qalentão era igual a vitali!
e
g mas ele não era um valentão, e assim
vitalidade estava 3ora de
a
^! ' eI"ansão de sua 3ronteira eI"ressiva o im"ulsionou a
er
Due
embora não 3osse um valentão, e%e "oderia ser igual a ade, e Due "oderia devolver ao valentão o
Due ele estava acos!
tu
mado
a
receber)
assustador em"urrar as 3ronteiras Due estabelecemos "ara nLs
Cs
! ' ameaça E "erder nossa
identidade, e em certo sentido isso
.77
E verdadeiro, "ois inevitavelmente "erdemos a identidade m=vamos ter) Precisamos descobrir
nossa identidade em evolu N!N sei#não E uma estrutura, E um "rocesso) 4o ato de derrubar as bS c
3ronteiras eI"ressivas E "oss0vel mover!se "ara um senso eIn
a
ride se%f5 Benni3er estava "ronta
"ara a vo@ madura) Ela est= "ront se tornar mais do Due E "ermitido "elas 3ronteiras eI"ressivas
ad . c centes) C "astor est= mais do Due meramente correto a servir uma causa "erdidaM ele "ode
ser 3orte e agressivo, uma ve@ D
u

;
aceite dentro de seu raio de alcance)
Hronteiras de eI"osição
EIiste uma inter!relação consider=vel entre as diversas 3ormas de 3ronteiras do eu) C Due "ode
começar como uma 3alta de dis"osição "ara se eI"ressar "ode se tornar tão 1abitual Due mesmo
Duando o tabu eI"ressivo desa"arece, a 3ronteira de 3amiliaridade assume e continua o tabu)
' 3ronteira de eI"osição tambEm com"artil1a um terreno comum com todas as outras 3ronteiras)
'Dui, contudo, a relutância es"ec03ica E Duanto a ser observado ou recon1ecido) Fm indiv0duo
"ode saber o Due valori@a e "ode não ter obGeção a assumir essa "ostura) Ele "ode eI"ress=!lo e
atE mesmo agir de modo a"ro"riado a isso, mas insiste em 3a@O!lo anonimamente ou em
"articular) Ele "ode criticar anonimamente ou ser generoso de um modo anLnimo) Ele não est=
dis"osto a aceitar a observação dos outros alEm dos limites Due estabelece) Cutras "essoas
"odem não Duerer ser identi3icadas como cruEis, sedutoras, cr0ticas, mani"uladoras,
sentimentais, eIigentes, ingEnuas, agressivas, ineI"erientes e assim "or diante) ' eI"osição E
"erigosa, Duer seGa aos elementos, ao desdEm, ou Rs eIigOncias dos outros)
Em seu gru"o semanal de tera"ia, uma mul1er res"ondeu a "erguntas sobre sua eI"eriOncia num
/or.shop de 3im de semana) Irene 3alou de modo bril1ante sobre os novos eIerc0cios Due
1aviam eI"erimentado e algumas das atividades inovadoras em Due tin1am se envolvido, bem
como sobre os resultados Due ela observara) Parecia Ltimo, cem "or cento "ra@er) Contudo,
enDuanto ela continuava, as "essoas observaram Due a res"osta era mais do Due tin1am
es"erado,
.7:
da P
ara
P
resente
m
e
a"resentada com um 3loreio) Irene admi!eI& i
aF
e, na verdade, 1ouvera
di3iculdades durante o 3im de gla tin1a tro"eçado e 3eito um corte "ro3undo na testa, e ntos, bem
como sentira um descon3orto consider=vel durante o G emana) Hinalmente, começou a c1orar e
3oi ca"a@ de recon1e!estava resistente a eI"or seu so3rimento) Ela teme a "iedadeM aue "ensem
nela como bril1ante e alegre) Dessa ve@, contudo, 3oi ca"a@ de receber a sim"atia e a
com"reensão do restante do
&rene gru"
sem sentir!se ameaçada ou diminu0da)
' "sicotera"ia marcou um "onto muito im"ortante ao garantir a "essoa não ser= eI"osta a mais
ninguEm a não ser o tera"euta
o
s outros membros do gru"o) ' con3idencialidade E combinada
o
mo uma garantia contra a eI"osição "rematura de si mesmo) C indiv0duo tem a garantia de Due
não ser= eI"osto em nen1uma situarão, a n!o ser a combinada) $uitos gru"os de tera"ia
"articulares "assam algum tem"o discutindo seus deseGos de con3idencialidade) 4inguEm "ode
garantir Due as "essoas num gru"o, ineI"erientes na manutenção da con3idencialidade, "ossam
ser totalmente con3i=veis em seu senso do Due E um material con3idencial e do Due não E)
$esmo assim, eles geralmente c1egam a um entendimento de Due o Due acontece no gru"o "elo
menos não ser= conversado levianamente em DualDuer outro lugar, e muitas ve@es eIiste a
"romessa de não mencionar nomes ou de não 3alar com ninguEm a res"eito disso, a não ser o
marido ou a es"osa) 'lgumas ve@es a Duestão da con3idencialidade "ode levar a situaçPes
engraçadas, como Duando uma "essoa de um gru"o contou a outra Due a 1avia visto num
concerto, mas Due não sabia se devia cum"riment=!la "orDue isso "oderia eI"or o 3ato de Due
ambas eram membros do mesmo gru"o de Psicotera"iaZ
$uitas "essoas "recisam dessas garantias ou "elo menos as deseGam) ' necessidade de elaborar
os "roblemas em seu "rL"rio
fmo e numa arena escol1ida "or si mesma "recisa ser res"eitada)
ntretanto, E claro Due Duando um indiv0duo "ode c1egar a aceitar!se
ena
todas as suas diversas
mani3estaçPes, sua "reocu"ação com relato R eI"osição "Tblica diminui) auando ele não 3ica
constrangido
e
m envergon1ado "or estar em tera"ia, E menos "rov=vel Due se c se outras "essoas 3icarem
sabendo disso) ' aceitação obtida
.76
ao se ocultar as "rL"rias caracter0sticas reais E, no mel1or dos
as
um ti"o tEnue de aceitação)
'lgumas "essoas começam a Duestionar a sabedoria da 3 dencialidade) Cari <1itaWer
9
3alou
sobre a im"ortância de as "ess
-
em tera"ia retornarem ao envolvimento com a comunidade) Ele
de creveu a tera"ia de comunidade em Due vi@in1os e tambEm 3am!lias 3oram convidados a
com"artil1ar sessPes de tera"ia) $oJrerX) tem a"oiado "or muito tem"o a con3issão
comunit=ria) 's tribo "rimitivas reali@am suas 3ormas de "sicotera"ia e eI"loração de son1os e
3antasias com a "resença de 3am0lias inteiras e de membros da comunidade)
..
Cutro elemento relacionado ao desenvolvimento da 3ronteira de eI"osição E o modo em Due o
eIibicionismo se integra no crescimento "essoal) Cs semânticos
.,
descreveram diversos ti"os de
eI"ressão+ bloDueada, inibida, eIibicionista e es"ontânea) Cs est=gios bloDueado e inibido são
não!eI"ressivos) 4o "rimeiro, a "essoa nem sabe o Due deseGa eI"ressar, e no segundo sabe mas
não o eI"ressa) C terceiro est=gio, eIibicionista, E alcançado Duando a "essoa eI"ressa o Due
deseGa, embora não ten1a integrado ou assimilado "lenamente a eI"ressão em seu sistema) C
est=gio es"ontâneo surge Duando o indiv0duo eI"ressa o Due deseGa, com "leno envolvimento, e
a eI"ressão E com"at0vel e assimilada com seus deseGos)
V durante o terceiro est=gio, o eIibicionista, Due "ode ocorrer a 3alta de Geito e mesmo a
3alsidade na eI"ressão) Este E muitas ve@es um est=gio necess=rio e inevit=vel "orDue uma
"essoa Due esteGa a"rendendo novas eI"ressPes não "ode es"erar atE tO!las assimilado
"lenamente antes de eI"erienci=!las) Se ele insistir nisso, "or causa de uma integridade
com"ulsiva ou da necessidade de evitar a 3alta de Geito, "ode es"erar "or um longo tem"o antes
de ocorrer a integração ideal) De 3ato, ela "ode atE nunca acontecer "orDue as "essoas não
9) <1itaWer, Cari) Palestra "ro3erida no Instituto estalt de Cleveland, .9;5!
.-) $oJrer, U) The crisis in psychiatry and re%i)ion5 Princeton, 4ova Berse2!Qan 4ostrand, .9;.)
..) Latner, B) Dissertação de doutorado não "ublicada, Cali3Lrnia Sc1ool o Pro3) Ps2c1olog2) São Hrancisco, .98,)
.,) Xor@2bsWi, 'l3red) Science and sanity5 Lancaster, Pa+ International 4o 'ristotelian Librar2, .977)
.7;
sim"l
es
e uni3ormemente de uma "osição bloDueada ou inibida
ar
n modo elegante de agir)
'"esar
disso, eIibir!se como raivoso ou amoroso ou triste não E
mo Due estar "lenamente raivoso, ou amoroso ou triste) Em . a eI"osição consiste não sL na
disposi!o de 3inalmente agir de
7
e
F
raCC
(o, mas tambEm na eI"osição da re%ut;ncia 1istLrica em certo n t n i
! Io 'ssim, os "rimeiros "assos nao "odem ser atos "uros e auten!
_ s de alguEm Due sabe bem e assume o Due est= 3a@endo) Conse!` ntemente, eIiste uma
di3erença entre os eIcessos e a 3alta de Geito
I 3ase eIibicionista e a elegância e a credibilidade do es"ontâneo) 's ssoas Due entendem de
com"ortamento conseguem "erceber as di3erenças, do mesmo modo Due os con1ecedores de
vin1o "odem distinguir entre eles) $uitos novos desenvolvimentos 3icaram "resos aDui, sem ir
alEm do botão e sem "ermissão de crescer "ara a es"ontaneidade)
C "rocesso de tera"ia, com sua estimulação de novos com"ortamentos, E vulner=vel ao
eIibicionismo e, com sua On3ase na autenticidade, tambEm o critica)
Esse dilema E tão inevit=vel Duanto lament=vel) Com"ortamentos novos e anteriormente não
assimilados se tornam atraentes e "oss0veis) Fma "essoa t0mida "ressionada "elos outros a
mover!se e abraçar alguEm "ode sem dTvida estar entrando numa nova dis"osição "ara
eI"erienciar a intimidade) 'o mesmo tem"o, entretanto, ele "ode a"enas estar Gogando um novo
Gogo, "arcialmente sem Geito, "arcialmente t0mido, "arcialmente intimidado, sentindo!se rid0culo
e sus"endendo "or certo tem"o sua integridade "essoal) 'lguma dis"osição "ara aceitar os
momentos inautOnticos e desaGeitados E indis"ens=vel "ara o crescimento) 'lgumas ve@es este E
um dos maiores Presentes Due os outros membros do gru"o "odem o3erecer a alguEm Due est=
dando os "assos iniciais na direção Due deseGa seguir)
Entretanto, "recisamos estar conscientes desses momentos como
a
Penas "arte do "rocesso de
eI"andir as "rL"rias 3ronteiras do eu, e
ao como o desenvolvimento com"leto) Pode ser necess=rio lim"ar a garganta antes de 3alar, mas
isso não E um substituto "ara a 3ala)
.78
"
's 3unçPes de contato
O vinho entra pela boca
- o amor entra pelos olhos4
5sso é tudo o que n's elevemos conhecer de verdade
(ntes de envelhecer e morrer.
-u levanto o copo até minha boca,
Olho para voc", e suspiro.
W) B) 2ea.s
C contato E vitali@ador) $ic1elangelo sabia disso Duando "intou 'dão no momento de ser
lançado na vida, na ca"ela Sistina) 'dão es"era languidamente "elo contato de Deus Due o
tocar= "ara a eIistOncia viva) Pode!se sentir o drama da a"roIimação de Deus enDuanto seu
indicador estendido busca 'dão) 'o simboli@ar o "oder divino, $ic1elangelo conseguiu retratar
como o contato de toDue entre os seres E b=sico e "otente)
4ossa linguagem recon1ece Due o toDue E o "rotLti"o do contato) 4Ls 3a@emos NcontatoN com
alguEmM vemos ou ouvimos algo tão comovente Due 3icamos NtocadosN com issoM Duando
a3etamos alguEm
-
su3iciente "ara Due ele nos em"reste algum din1eiro, nLs No tocamosN) Para
nLs, o contato Duase sem"re si)nifica toDue)
Intuitivamente estamos "erto da verdade) 's eI"eriOncias de
contato, mesmo Due "ossam centrar!se ao redor de um dos outros
luatro sentidos, ainda envolvem ser tocado) Qer, "or eIem"lo, E ser
mcado "or ondas de lu@) QocO sL tem de imaginar Due est= ol1ando
e
tarnente "ara o sol bril1ante "ara sentir como isso "ode ser im!
ctante * imagine ol1ar diretamente "ara outra "essoa com o
s
nio im"actoZ Cuvir E ser tocado, na membrana basilar, "or ondas
.79
de somM c1eirar e "rovar o gosto E ser tocado "or substâncias cas, gasosas ou dissolvidas)
Por causa da im"ortância da contiguidade no contato, E tentador dar maior "rioridade ao "rL"rio
toDue, desvalori@ando assim o CCa, tato Due "ode ser 3eito atravEs do es"aço) ol"ear, a3agar,
segurar, dar ta"in1as etc) estão entre os modos mais Lbvios de atingir as "essoas r="ida e
"oderosamente) '"esar disso, as o"ortunidades de alcançar as "essoas atravEs do es"aço, como
ao conversar, ver e ouvir, estão certamente dis"on0veis de 3orma mais abundante Due o toDue,
mesmo em situaçPes inter"essoais ideais) ' descoberta de Due uma "alavra bem colocada "ode
ser tão tocante Duanto um a3ago 30sico eI"ande o bril1o das comunicaçPes cotidianas) $as essas
são in3luOncias sutis, Due eIigem Due a "essoa sintoni@e com maior atenção suas "rL"rias
sensaçPes) Para Due os modos não cont0guos de contato ten1am o mesmo im"acto Due o toDue,
o indiv0duo tem de ressoar com eles) V essa ca"acidade de ressoar com a "rL"ria eI"eriOncia
Due "ossibilita a uma "essoa res"onder com contato e Due outra bloDueie acontecimentos Due
"arecem ter intensidade ou agude@a com"ar=veis)
'lEm desses cinco modos b=sicos de contato eIistem mais dois+ 3alar e movimentar!se) Esses
sete "rocessos são as 3unçPes de contato) V "or essas 3unçPes Due o contato "ode ser
conseguido, e E "ela "erturbação dessas 3unçPes Due o contato "ode ser bloDueado ou evitado)
Contudo, E im"ortante lembrar Due embora "ossamos descrever sete di3erentes 3unçPes de
contato, Duando este E 3eito, E o mesmo "ara todas as 3unçPesM eIiste uma carga de eIcitação
dentro do indiv0duo Due culmina num senso de "leno envolvimento com o Due Duer Due seGa
interessante naDuele momento) Ele "ode Rs ve@es ter a eI"eriOncia de 3a@er NcontatoN) ' maior
"arte do tem"o esse 3oco e irrelevante, e o 3luIo livre de contato E eI"erienciado a"enas como
uma riDue@a na vida) ' ca"acidade de contato não "recisa necessariamente levar R 3elicidade *
muitos contatos são de 3ato in3eli@es >U mas E um com"onente essencial da 1umanidade de uma
"essoa) '"enas o temor da in3elicidade muitas ve@es E su3iciente "ara 3a@er com Due um
indiv0duo redu@a sua ca"acidade de contato "ara "reservar sua N3elicidadeN) C "roblema E Due
este E outro "acto de Hausto, "ago 3inalmente "ela danação da ine3ic=cia e do tEdio)
/odas as 3unçPes de contato são vulner=veis R diminuição im"acto, "or meio do distanciamento
"essoal "ela inErcia ou "
e
.:-
, ou "or causa de desenvolvimentos tEcnicos inevit=veis)
alimentos muitas ve@es vOm embalados ou em"acotados de modo
e não "odemos vO!los, mas com"ramos a"enas uma "intura de um
S
S
sego ou de um tomate, ou, ainda "ior, as "alavras Due l1e di@em o
e

n
= dentro) Se 3or poss<#e% ver, ainda assim os alimentos estão
i ritro de vidro ou de celo3aneM E mais saud=vel não tocar) Cs limPes
â3li em "acotes com seis, as 3rutas secas se amontoam dentro do
nl=stico, e atE o "eiIe "ermanece sem c1eiro dentro de sua emba!
lagem
clara) 4as 3=bricas, os instrumentos de medida são indis!
"ens=veis "ara tomar decisPes r="idas sob condiçPes de risco ou dis"endiosas) C ar
condicionado 3a@ com Due as "essoas deseGem agasal1ar!se mais no ca0or de verão) 'tE nas
estradas, um bom senso de direção E inTtil Duando a viagem E determinada "elas "lacas de
sinali@ação na rodovia, e a "essoa muitas ve@es E levada, como Colombo, a virar "ara leste "ara
"oder seguir "ara o oesteM um trevo E a distância mais curta entre dois "ontos) 4o tele3one, a
orientação de uma "essoa "ara o contato inclui a"enas o "oder de ouvir e a "ungOncia da 3ala)
4ão 1= sentido em c1orar sobre o leite derramado, nLs "recisamos desenvolver novas
1abilidades de contato) C contato não E "reGudicial em nen1uma idade) V uma 3unção
contem"orânea "ara a Dual cada idade cria seus "rL"rios estilos) C e3eito disseminado do
N"rogressoN E Due ele arrasta as "essoas "ara estilos de com"ortamento Due são em "arte
conseDuOncias das novas tecnologias) eorge Simenon
.
observou Due se DostoievsW2 e /olstLi
estivessem escrevendo 1oGe, "rovavelmente escreveriam romances muito mais curtos) Eles não
"recisariam descrever tão detal1adamente algo Due os leitores "oderiam ter acabado de ver na
televisão) Isso E uma su!"ersirn"li3icação, mas "or certo não "recisamos ir em busca a"enas da
continuação do modo antigo) Cs novos modos "odem tambEm "ermitir um bom contato se nos
movermos "ara as direçPes Due
el
es mostram)
^or eIem"lo, a m=Duina de lavar substituiu o contato descon3or!
e
n Due uma mul1er sentia no
es3regar as rou"as numa t=bua =s"era)
" : Entrevista de Simenoa "ara o Ne/ Yor. Ti(es1 BooW ?evieJ Section, S
:
S
,
: de outubro de .98.)
0!0
' maioria das mul1eres Due 3e@ essa transição sente Due est= mais bem ocu"ada em outro lugar,
3a@endo coisas Due "re3ere, G "ara uma mul1er Due não ten1a con1ecido esta evolução es"ec03i a
moderna m=Duina de lavar "ode a"resentar uma nova cilada PiS
"recisa transcender seu e3eito im"essoal mortal) auando vocO
in
com uma m=Duina, ela "ode 3a@er de vocO uma m=Duina) Pode tran 3erir o vigor Due sua
"redecessora usava na t=bua de lavar "ara sn atividades atuais, ou ela tra@ "ara essas atividades
a mesma insensi1S lidade e3iciente Due E necess=ria "ara lavar as rou"asb Dirigir na rodovias E
"arte do mesmo "acote) V claro Due isso gera um ernara n1ado de distâncias "ercorridas a alta
velocidade, mas torna mais 3=cil 3a@er visitas, com menos es3orço, de um modo menos
eIaustivo do Due nos tem"os de cavalos e carroças) 'lEm do mais, e isso E crucial, a
o"ortunidade "ara contatos nas su"er!rodovias "ode ser tão em"olgante Duanto o lento andar das
carroças "elo cam"o "ouco tra3egado) 'lgumas das maiores bele@as de nossa E"oca estão nas
rodovias Due cortam montan1as e colinas, escul"indo uma "aisagem re"leta de cor, teItura,
movimento, "ro"orção e 3orma Due são di3erentes de antes) ' escala muda, mas o contato
natural "ermanece sem"re uma "ers"ectiva estimulante) Certamente, a visão das nuvens Duando
se est= num avião E uma eI"eriOncia maGestosa, mesmo Due o "assageiro esteGa enca"sulado em
seu assento) ' t=bua de lavar tambEm "odia ser im"essoal a seu "rL"rio modo) Est= no ol1o de
Duem vO)))
Cl1
a#
EI"erimente isto+ ol1e "ara este livro Due vocO est= lendo, "ara esta "=gina) QeGa a relação entre
o Due est= im"resso e a brancura da "=gina) 4ote como as margens emolduram a seção mais
escura do Due est= im"resso) Cbserve a teItura do "a"el e a 3orma das letras) EI"erimente ver as
3ileiras de letras como lin1as 1ori@ontais em ve de "alavras a serem inter"retadas) QeGa como a
sombra da lu@ D
u
incide no "a"el cai sobre a "=gina, cortando talve@ uma diagonal
1ori@ontalidade insistente do Due est= im"resso) Qire o livro "ara . as lin1as 3iDuem na vertical,
e "ara não ser tentado a lO!las)
.:,
den
?ernm se essas "alavras o "egaram no momento certo, e se vocO i mesmo o tem"o necess=rio
"ara 3a@er esta mudança de 3oco, )
Dr
eve divertimento visual Due não E muito "or si mesmo, mas
l1e indicar o "oder inerente na eI"eriOncia visual "ura) Esse
P ) i amorosamente descrito "or Bo2ce Car2+
,
"oder
Eu me lembro de um de meus 3il1os, Duando tin1a cerca de cator@e meses, sentado em seu carrin1o de bebE,
observando um Gornal na grama "erto dele) Uavia uma brisa e o Gornal estava se meIendo) 'lgumas ve@es a "=gina de
cima se levantava e se agitavaM algumas ve@es duas ou trOs "=ginas se moviam e "areciam lutar uma com a outraM
algumas ve@es todo o Gornal era levantado de um lado e agitado desaGeitadamente "or alguns cent0metros antes de cair
de novo no c1ão) ' criança não sabia Due esse obGeto era um Gornal movimentado "elo vento) Ela observava com uma
curiosidade intensa e absorvida uma criatura inteiramente nova em sua eI"eriOncia, e "or intermEdio dos ol1os do
bebE tive uma intuição "ura do Gornal como um obGeto, como uma coisa individual num momento es"ec03ico)
4aturalmente, esse contato visual nem sem"re tem uma alta "rioridade como "or certo acontece
agora, "ois vocO est= lendo este livro "elo conteTdo) Qer, nesse caso, se torna uma 3orma
intermedi=ria de contato Due 3acilita o contato com as ideias ou conceitos Due estamos buscando
entender) SL "essoas raras, ou aDuela abençoada com la@er su3iciente, "odem res"onder
irrestritamente a toda a eItensão de o"ortunidades de contato "oss0vel em dado momento) 4a
maior "arte do tem"o, constru0mos n0veis de "rioridades "ara nLs mesmos de acordo com a
situação e o motivo) $as em DualDuer momento em Due o"temos "or mudar nossas "rioridades
"odemos
e
I"erienciar um em"olgante senso de escol1a e nos tornamos "essoas ervescentes,
abertas R mudança de um modo "oss0vel de contato
tta

out
ro) Bem neste momento, de"ois de ol1ar
"ara a "=gina como
.

eI
PeriOncia em si, em ve@ de um ve0culo de in3ormação, vocO I"erienciar
um sabor na leitura Due não estava "resente antes
de
e
ter inclu0do nela a caracter0stica visual da "=gina)
Car
2) Bo2ce) Art and rea%ity5 4ova AorW+ Doubleda2, .9;.)
.:7
Podemos discernir aDui dois ti"os de ol1ar, e esta dicotomia
s
a"lica tambEm Rs outras 3unçPes 1umanas) Fm desses ti"os E o tato evidenciai, em Due o ol1ar
nos "ro"orciona orientação "ara tecimentos ou açPes Due estão alEm do ato de ol1ar em si
mesmo, a outro E o contato em si)
auando o contato evidenciai "redomina, a vida se torna muit
-
"r=tica) QeGo a m=Duina de
escrever, para 6ue eu "ossa datilogra3ar!ol1o "ara meu amigo enDuanto 3alo com ele por6ue
"reciso saber
Se
ele est= l= ou se ainda est= interessado) Esta 3unção evidenciai E obviamente
crucial "ara a eIistOncia) Fm 1omem cego E de3iciente não sL "orDue não con1ecer= a
vivacidade das eI"eriOncias visuais mas tambEm "orDue se torna bastante di30cil 3a@er muitas
coisas sem aGuda ou sem feed+ac. visual)
$uitos de nLs, embora seGamos bem eDui"ados "ara o contato evidenciai, somos entretanto
cegos "ara o contato em Due ver, por #er1 E "ouco im"ortante "ara nLs) Isso redu@ a ativação na
vida e "rovavelmente "ode atE redu@ir tambEm o contato evidenciai) /odas as 3unçPes "recisam
eIistir "or si mesmas, alEm de servir a "ro"Lsitos meramente "r=ticos) 'ssim, aDueles Due
sentem "ra@er em ver tOm maior "robabilidade de ser mais alertas e sens0veis tambEm Duando se
trata de ver evidencialmente)
Contudo, ver nem sem"re E inteiramente "ra@eroso) 'lgumas ve@es os sentimentos Due
acom"an1am ou resultam do ver "odem ser insu"ort=veis) Como mostra o eIem"lo a seguir,
eIistem escol1as "erigosas a serem 3eitas Duando a ca"acidade de assimilar aDuilo Due ela "ode
ver est= no seu limiar, e a "essoa corre o risco de uma sobrecarga "sicolLgica)
Sid, um 1omem de :8 anos, so3ria de uma ansiedade crLnica tão intensa Due era Duase
inca"acitante) Ele raramente estava livre dela, embora mesmo assim desse um Geito de continuar
em seu trabal1o) Ele se envolvia em "onderaçPes muito ativas Due em geral serviam "ara a3ast=!
lo das eI"eriOncias b=sicas de contato, e eram "arcialmente uma tentativa de distrair!se da dor
de sua ansiedade bruta) Por muito tem"o em sua tera"ia ele 3oi inca"a@ de ol1ar "ara mim, a não
ser d
e
lado, Duase como se a"enas Duisesse con3irmar ra"idamente se eu ainda estava l=) 'os
"oucos, tentei tra@er Sid "ara um contato visua comigo mediante "erguntas sim"les sobre o Due
ele via Duando ol1av "ara mim, bem como eIercitando seus "oderes de ol1ar "ara obGet
.::
a

s
ala, e "or meio de tare3as de casa Due o instru0am a ol1ar "ara as ^
essC
as e obGetos Duando
estivesse longe do cen=rio da tera"ia) Certo dia %ie conseguiu ol1ar "ara mim enDuanto 3alava
comigo, e seus ol1os
e
ilumi
naramZ
Pela "rimeira ve@ tornou!se m
u
ito evidente Due ele
g
tava 3alando co(i)o e, mais ainda, Due deseMa#a estar 3alando comigo) cesse momento, Sid
lembrou!se de uma eI"eriOncia antiga) 4o in0cio da universidade,
e
c
e

se

enca
ntava 3acilmente co
m
seus "ro3essores, e tin1a 3icado es"ecialmente enamorado de um cleles) C Due Duer Due
es
sa
em"olgação signi3icasse, 3osse 1omosseIucidade ou admiração "or um 1erLi, ele estava
sobrecarregado e não conseguia lidar com isso) Certo dia, Sid 3oi 3alar com esse 1omem de"ois
da aula, "ara 3a@er uma "ergunta) Ele viu claramente o rosto il
-
1omem, e a alegria dessa visão
começou a inund=!lo) Sid teve de cortar a eI"eriOncia, não "or uma decisão, mas "or um
re3leIo) Ele descreveu como, no momento da interru"ção re3leIiva, a NgestaltN d
-
rosto do
1omem se rom"era) Ele "odia então ver a"enas a boca du 1omem, seus ol1os, seu nari@, todos
como entidades se"aradas em ve@ de como "artes de uma con3iguração) Ele 3icou em "ânico, e
sua l0ngua 3icou "aralisada e começou a "onderar, tentando 3utilmente desc obrir o signi3icado
do rosto e as im"licaçPes do 3ato de o rosto estar uni3icado num momento e se"arado no outro)
Suas "onderaçPes 3icaram em "rimeiro "lano, e ele não conseguiu recu"erar a eI"eriOncia
b=sica Due tin1a dado in0cio ao "ânico) Ele teve de ir embora) $
a
i
s
tarde, voltou a ver esse
"ro3essor, Due tin1a a"enas alguns minutos "ara 3alar com Sid e o mandou abru"tamente ver um
"siDuiatra) L,
C
go de"ois disso ele teve um cola"so e deiIou a escola, voltando um ano de"ois
"ara com"letar seu curso) Pela "rimeira ve@ desde então, a eI"eriOncia Due tivera comigo 1avia
lembrado a ele esta eI"eriOncia anterior, mas dessa ve@, embora ele tivesse acendido novaniente
sua vivacidade,
`a ca"a@ de assimilar a intensidade de suas sensaçPes internas, e em
ve
@ de sentir ameaça, sentia
"ra@er e ami@ade)
c Claramente, a assimilação da eI"eriOncia visual não E algo Due mo id
g D considerar como assegurado) Embora ,
t
maioria das "essoas

Smta

3t
g "

e3eitos

tão
intensos como este 1omem,
a
oscilação nas eI"e!
QxSFaiS

e
disseminada em nossa cultura)
Fm eIerc0cio sim!vern
Sobrecar
]
a
D
ue
vem do medoM todos nLs "rovavelmente G=
d
uiante 8
ep"erxOncia

de
3ec1ar

os

omos

ou

de
ol1ar "ara outro lado S
Fma

cen
a es"ecialmente assustadora num 3ilme de terror)
.:6
astamos muita energia em de3leIPes como essas e assim tirarão muito da agude@a do contato
"essoal)
Cl1ar "ara o outro lado signi3ica tão!sL um modo de de3letir
-
contato visual) Cl1ar 3iIamente E
o bloDueio o"osto, Due est= no eItremo o"osto e "ossibilita Due o indiv0duo bloDueie o contato
"
e
G
a
rigide@ da musculatura ocular) Cl1ar 3iIamente d= a im"ressão de uma "essoa envolvida
num contato intenso, mas na verdade este E um contato morto, como acontece Duando os braços
3icam entor"ecidos de"ois de segurar alguEm 3ortemente "or um longo tem"o, ou Duando os "Es
adormecem de"ois de 3icar na mesma "osição "or algum tem"o) ' di3erença entre o ol1ar direto
e aberto da criança Due ol1a intencionalmente e com 3ascinação e o ol1ar 3iIo E Due a criança
vsea "essoa Due ol1a 3iIamente est= a"enas num im"asse de visão) ' "essoa Due ol1a 3iIamente
est= "osicionada "ara ver, mas nunca c1ega de 3ato a conseguir isso) Seus ol1os estão imLveis e
não res"ondem ao Due enIergamM 3alta e3ervescOncia e não 1= nen1um senso de vibração e
atração no obGeto visual) ' "essoa Due E obGeto desse ol1ar 3iIo sente!se "ressionada contra a
"arede e sente a necessidade de 3ugir) C ol1ar 3iIo E o eDuivalente visual de di@er as mesmas
"alavras re"etidamente atE Due elas se trans3ormam em linguagem inarticulada e "erdem o
im"acto)
' solução b=sica "ara o ol1ar 3iIo E, naturalmente, recu"erar a dis"osição de ver e sentir os
e3eitos de ol1ar) '"render a ver o tera"euta E um auI0lio neste "rocesso) C "aciente "recisa ser
ca"a@, e o tera"euta tambEm, de sondar toda a eItensão de "ossibilidades visuais re"resentadas
"or seu tera"euta) Ele "recisa estar dis"osto a ver os ol1os gentis, o maIilar cruel, a elegância, a
boca mesDuin1a, o gesto brincal1ão, a eI"ressão desconcertada, o ol1ar desden1oso) SeGa o Due
3or Due eIista, ele "recisa a"render Due tem o direito de ver) E a "artir disso ele a"rende Due
abrir seus ol1os signi3ica ser uma unidade, e tambEm ser visto como tal) Cs ol1os Due estão
a"ertados contra o c1oro, "or eIem"lo, e im"edem Due as "essoas veGam atravEs deles, esses
ol1os "odem 3inalmente c1orar, e os mTsculos tensos "odem ser liberados novamente "ara ver e
serem vistos) Cu os ol1os t0midos, Due 3inalmente são incentivados a ver o "roibido, se tornam
ativados "ara ol1ar "ara todo um caleidoscL"io de visPes estimulantes)
Embora os modos b=sicos de ver esteGam enrai@ados no sistema "essoal total do indiv0duo,
eIistem algumas tEcnicas tera"Outicas
.:;
r.
gim"les Due "odem aGudar a recu"erar a dis"onibilidade "ara
Fm eIerc0cio E arregalar os ol1os e de"ois 3ec1=!los 3irmemente,
n
e
rnando as duas "osiçPes "or de@ ou Duin@e ve@es) Cs ol1os irão
I ar mais relaIados com esse "rocesso e dar ao indiv0duo um senso
,
co
mo seus ol1os poderia( l1e dar uma sensação di3erente e de
o
mo ele poderia ver de um modo di3erente) Isso "ode ser su3iciente
rmara ativ=!lo a descobrir seu "rL"rio a"etite visual ou "ara 3icar menos
amedrontado da "rLIima ve@ Due acontecer a ativação "ara ver)
Cl1ar de um lado "ara o outro, sem meIer a cabeça, E outro eIerc0cio Ttil) $uitas ve@es a
cegueira "ara o contato assume a 3orma de uma visão em tTnel, na Dual a "essoa sL vO aDuilo
Due est= direta!mente R 3rente, de um modo semel1ante Rs viseiras de um cavalo Due sL
"ermitem Due ele v= "ara a 3rente, sem ser distra0do) Cl1ar "ara os obGetos no consultLrio do
tera"euta "ode tra@er uma sur"resa consider=velM com 3reDuOncia o "aciente não vO virtualmente
nada no consultLrio, (as apenas o tera"euta) Cl1ar ao redor "arece irrelevante "ara algumas
"essoas Due são como es"ecialistas em e3iciOncia e não gastam energia em nada, a não ser no
alvo imediatamente de3inido) Entretanto esse Ndes"erd0cioN E indis"ens=vel) 4ão eIiste um
modo de 3iIar a "rL"ria atenção a"enas no Due E NrelevanteN sem sacri3icar o senso de conteIto
Due com"leta a cena) 4a verdade, alguns eI"erimentos
7
sugeriram Due o movimento e o 3luIo
são atividades oculares naturais na boa "erce"ção) C relacionamento da 3igura * o tera"euta,
sua "ostura, sua eI"ressão, suas rou"as * e aDuilo Due o rodeia * a cadeira em Due ele est=
sentado, como seu consultLrio est= decorado, a lu@ Due o revela ou o oculta R visão *
constituem in3luOncias Due diminuem o atrito nas interaçPes subseDuentes com ele) C conteIto
d= dimensão e ressonância R eI"eriOncia, eI"andindo!a "ara o Due aconteceu antes e o Due "ode
se seguir R cena "resente) ' aderOncia r0gida R 3igura anula a interação "orDue E uma 3orça
agindo de um modo meramente estratEgico e contra sua "rL"ria nature@a) ' nature@a E generosa,
atE mesmo "rLdiga, e a Nine3iciOncia ou des"erd0cioN Due acom"an1a esse "rocesso E um
sub"roduto da es"ontaneidade)
7) $ars1all, <) U) e /albot, S) ') N?ecent evidence 3or neural mec1anisms m vision leading to a general t1eor2 o3
sensor2 acuit2N) -io%o)ica% Sy(posia1 QII+ ..8!;:, .9:,)
.:8
Para Due 1aGa um senso de renovação na vida, essa generosidade "ode ser mais e3iciente, a
longo "ra@o, do Due a e3iciOncia Due se livra das oscilaçPes inevit=veis ao ciclo
relevante#irrelevante)
Cuvir
Fma "essoa "ergunta ao tera"euta+ NComo vocO "ode sentar!se a0, ouvindo "essoas o dia
inteirobN) Ele eI"lica+ Nauem ouvebN)
Essa conversa revela o sentimento, bastante comum, de Due ouvir como um ato "or si mesmo,
não relacionado a outras 3ormas de eI"eriOncia, se torna tedioso e um es3orço intoler=vel,
mesmo Duando vocO E "ago "ara 3a@O!lo) Entretanto, ouvir "ode ser um "rocesso muito ativo e
aberto) 'lguEm Due est= de 3ato ouvindo est= avidamente recebendo os sons Due entram em si
* como num concerto, "or eIem"lo) Esse E um "rocesso ador=vel Due com 3reDuOncia
demasiada E considerado de segunda categoria em com"aração com o com"ortamento
obviamente mais ativo de 3alar ou de 3a@er outros sons)
's im"licaçPes E Due a ação 3ica em sus"enso enDuanto se est= ouvindo, Due a "essoa est=
cedendo terreno ou o 3oco "rinci"al, mas sL atE Due c1egue a sua ve@ de assumir o "a"el ativo)
Isso E inevit=vel, "arcialmente "or causa da nature@a rec0"roca de 3alar e ouvir) 4ão se "ode
continuar a ouvir outra "essoa se tambEm se est= 3alando) C "adrão E mais ou menos assim+
meu amigo tem algo a di@er Due ele ainda não com"letou, mas min1a reação r="ida G= 3oi
des"ertada "or algo Due me estimulou a res"onder) Bem, ten1o a o"ção de res"onder
imediatamente ou de deiIar a res"osta em sus"enso atE Due ele ten1a terminado o Due deseGa
di@er) Se o interrom"o, me arrisco a desagrad=!lo e tambEm a receber a"enas uma versão
incom"leta do Due ele estava me contando) 's interru"çPes se tornariam caLticas, e o caos não E
uma das condiçPes "rediletas numa sociedade em Due os limites de tem"o nos 3a@em "erder a 3E
na resolução do caos) 'ssim, as "essoas são levadas a não interrom"er, a"rendendo a ouvir
umas Rs outras sobretudo na tentativa de manter as duas "artes de si mesmas em movimento *
o ouvinte e aDuele Due interrom"e) 's "essoas em geral se acomodam em a"arentar Due estão
ouvindo enDuanto na realidade estão a"enas "assando o tem"o, es"erando "or um
a
c1ance de
3alar)
.:5
ConseDTentemente, "or causa dessa cidadania de segunda classe,
o
uvir não E tido em grande
estima, eIceto "ela condescendOncia Due di@ Due algumas "essoas são Nbons ouvintesN) Isso E
semel1ante ao elogio dado R mul1er Due, embora não muito culta ou 1abilidosa em DuestPes de
abrangOncia global ou em sua "rL"ria criatividade, E descrita como uma boa dona!de!casa ou
uma boa mãe) 4ão Due essas não seGam virtudes a"reciadasM E bom Due alguEm 3aça isso ou
onde estaria o larb $as muitas mul1eres testemun1ariam Due esse E a"enas outro eIem"lo da
s0ndrome de N"elo menosN, em Due um elogio dEbil E a"enas um dis3arce sutil "ara o
desres"eito) 4aturalmente, o escutar não E su3iciente se 3or usado a"enas "ara orientação Duanto
R "osição de outra "essoa, em ve@ de ser "arte da carga total de eIcitação, com"ondo seu
envolvimento r0tmico com a ação) $as, como orientação, ouvir E b=sico "ara a ação
conseDuente)
's di3iculdades "ara manter um ritmo entre ouvir e 3alar se tornam evidentes em DualDuer
conversa em Due o "onto de vista de "elo menos um dos "artici"antes seGa "reestabelecido, ou
no Dual suas eIigOncias "ara a conversa seGam "redeterminadas) CbGetivos ocultos como esses
sem"re irão inter3erir com a escuta "lena) Fma "essoa não eIerce a"enas a seletividade Duanto
ao Due ir= ou não di@er, mas tambEm Duanto ao Due ir= ou não ouvir) Portanto, o indiv0duo Due
es"era cr0ticas "ode se es"eciali@ar em ouvir isso e "ouco mais) Cutra "essoa "ode ouvir a"enas
o Due ela "ode aceitar como 3avor=vel, e a cr0tica "assa des"ercebida "or ela) ' ca"acidade de
contato do indiv0duo E limitada "elo grau em Due essas seleçPes "redeterminadas inter3erem
com a escuta direta)
Cada indiv0duo constrLi suas 1abilidades de escuta com es"ecialidades estabelecidas, Duer
seGam ouvir a"oio, ouvir cr0ticas, ouvir in3ormaçPes, condescendOncia, sim"les 3atos,
com"leIidades Due ele não entender=, tom de vo@ sem dar atenção R mensagem real e assim Por
diante) 4ão im"orta o Due vocO "ossa di@er ao BacW, ele ir= su"er!
s
un"li3ic=!lo e "erder DualDuer
senso de detal1e) 4ão im"orta o Due
v
^cO diga a $arie, isso ser= ouvido como se estivesse
envolvido de Duali3icaçPes e de contingOncias es"eciais) 'lgumas "essoas sL ou!
Qe
m
a3irmativas, mesmo Due ten1am sido 3eitas "erguntas, e assim se ^rna im"oss0vel 3a@er!l1es uma
"ergunta, "ois ela E inevitavelmente !
e
bida como uma eIigOncia ou uma acusação) 'lgumas
"essoas P^em Due Duando alguEm l1es fa3 u(a per)unta1 ele est= tentando
.:9
l1es di3er algo sobre seu com"ortamento, e não tentando descobrir algo) Fm membro de um
gru"o comentou certa ve@ Due G= Due ele usa as "erguntas "ara colocar as outras "essoas na
de3ensiva, ele sus"eita Due Duando as "essoas as 3a@em a ele, na verdade tambEm devem estar
tentando 3a@er o mesmo) auando a mãe grita+ NPor Due vocO derrubou seu irmão@in1obN, ela não
est= "rocurando in3ormação, mas sim retribuição) auando um marido di@ "ara a es"osa
enDuanto ela dirige+ NEu ac1o Due vocO deveria ir "ara o lado direito da rua "ara "oder 3a@er
esse retornoN, talve@ ela ouça+ NSua idiota, vocO vai ter de 3a@er logo e ainda nem est= "ronta
"ara 3a@O!loZN)
Por causa dessas di3erenças, um modo de recu"erar a atenção e o 3oco no "rocesso de escuta E
"edir Due o "aciente ouça outra coisa alEm das "alavras Due estão sendo ditas) C Due ele ouve na
vo@ da outra "essoab Ela E suave e sussurrada, ou soa dura e agressivab C mesmo com o tom e a
in3leIão+ nivelado, met=lico, monLtono ou animado e contagiosob 's "essoas muitas ve@es
3icam sur"resas Duando "aram de ouvir as "alavras e "restam atenção a alguma outra
caracter0stica, e "ercebem mensagens inteiramente novas ou di3erentes em ve@ das vel1as
comunicaçPes 3amiliares)
Cutro mEtodo "ara assegurar Due a "essoa esteGa ouvindo E 3a@er com Due ela re"ita o Due
acabou de ouvir, antes de res"onder) ' outra "essoa tem de concordar Due 3oi isso Due ela Duis
di@er, antes Due seGa dado o "rLIimo "asso na conversa) Embora essas tEcnicas "ossam ser
usadas na tera"ia individual, "arecem ser ainda mais valiosas Duando se trabal1a com casais ou
com gru"os, em Due se "ode lidar não sL com a resistOncia a ouvir "or "arte de uma "essoa, mas
tambEm com a necessidade de "ermanecer oculta ou não ouvida "or "arte da outra "essoa) C
tera"euta, ao trabal1ar com um "aciente, geralmente tenta tornar!se tão claro e aud0vel Duanto
"oss0vel, "ara minimi@ar a distorção) $esmo aDui, est= claro, ainda "ermanecem c1ances de Due
algo seGa mal!entendido) 's "essoas Due viram as demonstraçPes de Perls lembram!se
claramente Due ele es"erava ser ouvido sem"re Due 3alavaM ele assumia Due a 3al1a em escut=!lo
era uma resistOncia deliberada e se recusava a re"etir DualDuer coisa Duando l1e "ediam isso)
Era eIas"erador, talve@, mas o e3eito na "essoa com Duem ele estava trabal1ando era
eletri3icante+ ela 3icava mobili@ada "ara ouvir cada "alavra da0 em diante)
.6-
' seletividade descrita no "rocesso de escuta "ode ser uma 3onte A
e
criatividade) Por eIem"lo,
alguns tera"eutas "odem trabal1ar de modo muito belo com as im"licaçPes seIuais do Due
ouvem, outros "odem detectar as nuanças mais delicadas de 1ostilidade, outros ainda nodem
ressoar com os tons das 3rustraçPes criativas no Due o "aciente
eS
tiver di@endo) 4ão E Due eles
ten1am lido isso, "orEm ouvem esses temas com uma sensibilidade Due outro tera"euta "ode ter
"ara algum outro tema) Isso "ode ser res"ons=vel "ela di3erença Due alguns tera"eutas
eI"erienciam ao serem ca"a@es de trabal1ar bem com alguns "acientes e não tão bem com
outros)
Essa escuta não E mais uma escuta literal) Ela se trans3orma Duase numa orDuestração de ouvir,
enrai3ada no literal, mas res"ondendo a nuanças de vo@ e tambEm Rs seDuOncias de "alavras e
conteItos de signi3icados) Fma "essoa Due se lamuria muitas ve@es o 3a@ de um modo tão sutil
Due a"enas um ouvinte bem sintoni@ado "ode identi3ic=!lo, embora todos os ouvintes "ossam
ser a3etados sublimi!narmente) Cuço uma "essoa em di3iculdadesM não Duero ouvirM não Duero
me im"ortar) Ela ser= um 3ardo nos meus ombros) Cuço outra "essoa em di3iculdadesM sou
inundado "ela emoçãoM meus ol1os se abremM meu "escoço inc1aM ela eI"ressa uma tragEdia Due
me assombra) Ela sabe Due 3oi ouvida)
Certa ve@ trabal1ei com Govens marginali@ados numa ca3eteria) auando me a"resentei a um
gru"o sentado ao redor de uma mesa, conversamos "or um breve tem"o, e então alguEm "ensou
em vo@ alta se eles "odiam con3iar em mim) Perguntei+ N"or Due nãobN) Ele disse Due eu "odia
ser um "olicial) Eu Duis saber de Due modo me "arecia com um "olicial) Ele disse+ NQocO ouve,
e sL os "oliciais ouvemN, um coment=rio admir=vel sobre a comunidade Due o Govem
eI"erienciava ao seu redorZ C 3ato E Due na verdade a observação dele tin1a mErito) 'lgumas
"essoas "odem ser muito envolvidas e animadas, mas não muito sintoni@adas em ouvir umas Rs
outras) 's conversas são muitas ve@es estereoti"adas, com algumas "alavras evocando
determinadas res"ostas, sem contato com as sutile@as de cada a3irmativa es"ec03ica) 's "essoas
muitas ve@es estão "reocu"adas demais
c
om a correção de suas "rL"rias o"iniPes e não 3a@em
muito es3orço Para relacionar suas o"iniPes com as dos outros)
C ouvinte Due 3a@ contato est= atento ao Due est= sendo dito, mas
e
tambEm "enetra em si
mesmoM assim, ouve mais do Due a"enas as
.6.
"alavras) Ele ouve o Due signi3ica algo "ara si e E a3etado "or aDuil
-
Due ouve) auando o ouvinte
ouve, ele sabe Due est= num bom con) tato, e Duando a "essoa Due 3ala sabe Due est= sendo
ouvida, seu contato tambEm E avivado)
/ocar
C modo mais Lbvio de 3a@er contato E "elo toDue) Embora os tabus contra ol1ar e ouvir seGam
eI"l0citos * não ol1e 3iIamente, não escute atr=s das "ortas *, os tabus contra o toDue são
ainda mais altos e claros) auando as crianças tocam algo Due su"ostamente não deveriam, elas
"odem levar ta"in1as nas mãos ou ir embora sentindo Due suGaram aDuilo Due tocaram) 'ssim
elas a"rendem r="ido Due não devem tocar obGetos valiosos, não devem tocar seus genitais, e
devem ser cuidadosas se tocarem outras "essoas "or temer Due "ossam toc=!las num lugar
inviol=vel) Dessa 3orma o cuidado se torna normal) /udo bem em dar um a"erto de mãos, mas
mesmo a0 a etiDueta toma outra dimensão Duando se trata de 1omens e mul1eres) /ocar as outras
"essoas em DualDuer outro lugar E raro e cuidadosamente estruturado, o Due resulta em gestos
dis3arçados e de3letidos)
:
Embora os tabus esteGam se a3rouIando, as "essoas 3icaram tão distanciadas do toDue Due a
recu"eração atual da dis"onibilidade "ara tocar demonstra o eIibicionismo autoconsciente Due
em geral acom"an1a o desem"en1o de uma 3unção "ouco 3amiliar) C toDue est= recebendo uma
m= 3ama "orDue grande "arte dele est= acontecendo sob condiçPes em Due emerge como um
arti30cio, em ve@ de algo no auge da maturidade) 's "essoas "odem 3icar constrangidas a tocar
alguEm Duando não se sentem "re"aradas ou a Duem "re3eririam não tocar) Essa com"ulsão
muitas ve@es leva a um mau senso de o"ortunidade, como o 1omem num gru"o Due deseGava me
abraçar logo Due o gru"o começou) 'braçar esse 1omem era a Tltima coisa em min1a mente
nesse est=gio de nosso con1ecimento mTtuo)
:) $orris, Desmon) &nti(ate +eha#ior5 4ova AorW+ ?andom Uouse, .98.!
.6,
C novo clima do toDue eIige "r=tica e "aciOncia) São necess=rios n de eI"eriOncia antes Due
nossa cultura "ossa desenvolver a "legância e a sensibilidade Due trans3ormariam o toDue numa
"arte
aF
tOntica de sua eIistOncia, como ocorria com os etruscos, cuGas "inturas antigas mostram
uma cultura em Due tocar era tão natural nuanto andar) Durante este "rocesso evolutivo, nLs Due
a"reciamos o bom contato devemos trabal1ar "ara nos tornarmos con1ecedores do toDue co(o
contato1 em ve@ do toDue como um rito de iniciação como membro na nova ordem)
Es"ecialmente nos gru"os, a recu"eração do toDue E um meio de com"letar im"ortantes
DuestPes inacabadas) ' imediaticidade do toDue atravessa as camadas intelectuais e atinge
recon1ecimentos "essoais "al"=veis) Por eIem"lo, num gru"o, uma mul1er viva@, mas
seIualmente ingEnua, 3alou do seu "assado de moleca, e disse Due nunca tin1a se sentido
realmente "rLIima de um 1omem) Pedi!l1e Due tocasse diversos 1omens na sala) 4o in0cio, ela
relutou, embora com certe@a a sugestão não a desagradasse) Cuidadosamente ela tocou o cabelo
de um 1omem, e começou a "erder a autoconsciOncia, dando um ta"in1a nos ombros do
"rLIimo 1omem e a3agando o rosto de outro) Ela começou a se sintoni@ar, no in0cio meio
incrEdula, com o 3ato de Due estava realmente 3a@endo contato com os 1omens, e cada um deles
era rece"tivo a seu toDue e res"eitava sua eI"loração) Ela 3icou cada ve@ mais 3ascinada com
sua nova descoberta) auando ela c1egou em mim, subiu no meu colo) Logo começou a ter a
"erce"ção de uma "erda) Ela começou a c1orar enDuanto nos contava a 1istLria de seu
relacionamento com seu "ai, Due sem"re a tin1a a3astado do contato direto com ele) Ele tin1a
morrido 1avia a"enas um ano, bem Duando ela estava começando a sentir Due "oderia se
a"roIimar dele) ' triste@a dela com relação R interru"ção causada "ela morte dele ainda era
"ro3unda, mas em ve@ da de"ressão Due a "erda e renTncia costumavam "rovocar, ela agora se
sentia radiante com seu senso de recu"eração das "ossibilidades com as outras "essoas)
Em outro gru"o, Bulia reclamou do 3ato de /on2, um dos 1omens
niais Govens, não conseguir aceitar ou res"onder ao deseGo dela de se
com"ortar de um modo brincal1ão com ele e de ser aceita como uma
colega dele do modo Due ele "ermitia a alguns membros mais Govens
-
gru"o) Ela não estava dis"osta a se acomodar no estereLti"o da
1er "ro3issional de classe mEdia e de meia!idade) Pedi Due eles
.67
3alassem um com o outro e buscassem tocar um ao outro de modo leve e brincal1ão, enDuanto
3alavam) Hicou claro Due em seu re"ertLrio de toDue brincal1ão, /on2 "recisava da liberdade
"ara tocar de 3orma vigorosa, agressiva, e com a energia Due era uma "arte im"ortante de seu
estilo brincal1ão) Por outro lado, Bulia "recisava estabelecer alguns limites realistas "or causa de
sua artrite) C Due os dois recon1eceram E Due eIistiam de 3ato alguns modos em Due ele
"recisava res"onder cuidadosamente a ela) Entretanto, "arte da cautela de /on2 "ara com ela
invadira seu modo de ver Bulia como NdelicadaN de um modo geral) Essa interação os ensinou
Due embora Bulia "udesse não ser ca"a@ de aceitar um tratamento 30sico duro, ela não era tão
3r=gil "ara ouvir e entender "arte da necessidade dele de se eI"ressar vigorosa e abru"tamente)
Esses eIem"los de toDue não são eIce"cionais num ambiente em Due o toDue seGa valori@ado
como uma 3unção central de contato) Por meio do toDue começamos a redescobrir o im"acto
Due uma "essoa "ode ter sobre outra) Fma ve@ Due os tabus contra o toDue seGam relaIados,
"odemos não sL tocar, mas "odemos tambEm nos envolver em todo um cont0nuo de
eI"eriOncias Due devem ser "roibidas, "ois elas "odem resu%tar na ação "roibida * o toDue) C
temor das "oss0veis conseDuOncias de nosso com"ortamento E muitas ve@es tão inca!"acitante
Duanto a "roibição do com"ortamento em si, "ois ele "ode interrom"er o contato muito antes de
o "onto "erigoso temido ser alcançado) 'ssim, evitar o toDue não seria tão "roblem=tico se ele
tambEm não nos im"edisse de sair de tr=s de nossas mesas, de contar 1istLrias 0ntimas sobre nLs
mesmos, de 3icar "erto das outras "essoas, de 3alar de modo caloroso ou eI"ressivo, e de
reali@ar muitas outras açPes nas Duais "oder0amos vir a tocar outra "essoa)
C 3ato E Due tocar não E o resultado ine#it,#e% do envolvimento caloroso, mas se uma "essoa
tem um medo insu"ort=vel disso, as eI"ectativas catastrL3icas irão eIercer seu e3eito mortal de
DualDuer modo) ' se"aração entre o Due uma "essoa deseGa recusar e( V%ti(a inst;ncia e o Due
a "essoa realmente recusa E a se"aração neurLticaM E a essOncia do des"erd0cio na vida) 4ão E
nossa intenção im"edir as "essoas de di@erem NnãoN, mas sim coloc=!las em contato com seu
não e:istencia%5 C não eIistencial di@ NnãoN Rs coisas em relação as Duais a "essoa sente um
NnãoN, nem antes nem de"ois de este Nnao surgir) auando uma "essoa di3 não ao toDue e Duer
di3er n!o a
.6:
toDue, esse não E um "roblema neurLtico, embora isso "ossa certamente "rovocar atritos nas
relaçPes "essoais) $as Duando uma "essoa deseGa 3icar "erto de outra, mas tem medo, "ois isso
"oderia levar ao toDue, ela est= criando uma se"aração entre o Due ela $ e o D
F
e ela poderia ser)
auanto maior essa se"aração, menores serão as "ossibilidades de Due a "essoa eI"eriencie sua
reali@ação na ação) aual E o resultadob 's diversas 3ormas de mal!estar descritas nos teItos
como "sicologia anormal e o senso de disritmia "essoal lamentado "elos "sicLlogos
eIistenciais, romancistas e cineastas do Tltimo meio sEculo)
C elo Due nos im"ede de contatar a realidade eIistencial e nos "rende em "onderaçPes e na ação
intelectual reDuer uma resolução du"la) Primeiro, "recisamos a"render a identi3icar o não
eIistencial, "ara não 3icarmos congelados em di@er NnãoN "rematuramente e de"ois "ermanecer,
como /ântalo, sem"re "rLIimos de nosso obGetivo, mas sem nunca alcanç=!lo, insatis3eitos e
não reali@ados "ara sem"re) Segundo, "recisamos ser ca"a@es de abranger as im"licaçPes de
nossas res"ostas a3irmativas "ara não terminarmos com"rometidos, agora ou no 3uturo, com
algo Due não deseGamos) /alve@, ao di@er sim a algo, o sim inicial seGa o in0cio de um curso de
ação Due 3inalmente leve a um não, e "recisamos recon1ecer essa "ossibilidade e inclu0!la no
nosso modo de di@er sim) auando di@emos NsimN a algo, temos de recon1ecer Due mesmo Due
isso "ossa resultar numa situação em Due mais tarde digamos NnãoN, isso não signi3ica Due o
NsimN original 3oi estT"ido ou 1i"Lcrita ou sem visão)
Cs "ensadores sim"listas entre nLs, im"acientes com as meras "alavras, "odem estar tendo a
ideia certa Duando nos aconsel1am a a"enas agir do nosso "rL"rio modo e de"ois assumir as
conseDuOncias) Isso signi3ica Due estar0amos dis"ostos a so3rer conside!ravelmente, E verdade,
mas o so3rimento seria eIistencial, em ve@ de neurLtico, e a eI"eriOncia seria de dor, mas não
bruta)
N'gir do "rL"rio modoN est= enrai@ado no desenvolvimento da 1abilidade de identi3icar com
"recisão o sim e o não)
Halar
o uma 3unção de contato a 3ala tem duas dimensPes+ vo@ e
.66
Jo3 * musicalmente, a vo@ 1umana muitas ve@es E considerada o "rotLti"o do tom eI"ressivo)
C desem"en1o de um instrumentista E elogiado con3orme ele se a"roIima das Dualidades vocais
1umanas Cs cr0ticos escrevem sobre a eloDuOncia do instrumento, sobre seu tom cantante e
sobre seu 3raseado) Cs atores, E claro, usam suas vo@es como o nTcleo de seus "oderes
eI"ressivos) Fm dos eIem"los mais admir=veis do uso da vo@ 1umana "ara "ro"Lsitos
eI"ressivos teatrais E o teatro Ga"onOs XabuWi, no Dual a vo@ vai de um guinc1o a um rugido, de
um DueiIume a um rosnado baiIo, mediante uma am"litude 3ant=stica de "ossibilidades vocais)
Essas "ossibilidades, menos dram=ticas e mais 3acilmente ignoradas, eIistem em todas as
comunicaçPes) ' 3rase NComo vaibN "ode transmitir, de"endendo de di3erenças na vo@, uma
"reocu"ação genu0na com sua saTde, um cum"rimento caloroso, um Duestionamento educado
mas desinteressado, a im"aciOncia em "assar "ara o assunto real do encontro, um modo de
"assar o tem"o com uma conversa sem signi3icado etc) Cs atores "odem "raticar, "egando uma
3rase sim"les e di@endo!a "rimeiro da "ers"ectiva de uma "essoa Due esteGa deses!"eradamente
in3eli@, de"ois "ro3undamente brava, e "or 3im a"aiIonadamente enamorada) 4ão E nen1uma
novidade Due uma "essoa deve soar di3erente Duando est= brava e Duando est= a"aiIonada,
embora eIistam muitas "essoas cuGa vo@ "ermanece a mesma)
Larr2 era a3ligido "or uma vo@ emocionalmente sem eI"ressão e, alEm disso, ele nem sabia Due
ela não tin1a eI"ressão, e assim eu l1e "edi Due cantasse suas "alavras "ara mim como se
estivesse numa L"era) ' sugestão o divertiu) Da "rimeira ve@ Due ele cantou uma res"osta, seu
rosto des"ertou como se tivesse acabado de sair de uma c1ocadeira e seu bico estivesse
a"ontando "ara o mundo "ela "rimeira ve@) Larr2 trabal1ou com sua vo@ durante toda a sessão
atE Due, tendo cantado suas "alavras, conseguiu di@O!las com alguma vivacidade Due 1avia sido
evocada nele "elo canto) Pelo menos agora ele sabia a di3erença entre sua vo@ viva e sua vo@
sem eI"ressão, e era ca"a@ de viver isso "or algum tem"o, eI"ressando!se em tons mais
animados e variados) $as os e3eitos diminu0ram e ele retornou a seu tom monLtono) Dessa ve@,
entretanto, Larr2 estava bastante 3rustrado "orDue agora sabia a di3erença e 6ueria uma vo@ com
mais entusiasmo) <
e
não conseguia eI"ressar o Due Dueria obter) Dessa ve@, enDuan 3alava, sua
cabeça estava abaiIada e 1avia o ar de um sus"iro e
.6;
Gta dele) Pedi!l1e Due ins"irasse "ro3undamente e sus"irasse, man!tendo sua cabeça abaiIada e
"rLIima do "eito) C sus"iro virou um gemido) Con3orme ele continuou a gemer, a vo@ de Larr2
3oi 3icando cada ve@ mais "ro3unda e ele começou a sentir uma integração entre
s
ua vo@ e o
restante de seu cor"o) 'gora ele "ercebia Due não sL sua vo@ tin1a sido monLtona, mas tambEm
o seu cor"o) '"esar disso, mesmo Due estivesse gemendo, sentia uma estran1a "a@, um senso de
unidade interior, uma sensação Due transcendia um conteTdo es"ec03ico) De"ois de alguns
momentos, ele conseguiu 3alar de novo com a vivacidade Due descobrira recentemente) Essa
nova vivacidade não ir= continuar "ermanentemente com ele, mas a cada ve@ Due ele a "erder
ser= mais 3=cil encontrar um meio de recu"er=!la, no in0cio, na tera"ia e de"ois, sem ela)
Cada "essoa est= destinada a elaborar re"etidamente determinados as"ectos de sua nature@a, e
es"era!se Due consiga alcançar novas "osiçPes a cada ve@, com menor vulnerabilidade aos
e3eitos "reGudiciais e com maior 3leIibilidade ao renovar a si mesma e encontrar o camin1o de
volta novamente) ' tera"ia dedica!se a elaborar re"etidamente esses temas recorrentes em todas
as 3ormas, atE Due o tema ten1a sido 3inalmente tocado mediante seus inTmeros dis3arces e seGa
colocado de lado "or outros temas Due abram camin1o atE o "rimeiro "lano) 'ntes Due Larr2
com a vo@ monLtona "ossa sentir!se em casa com a vivacidade vocal, ele "ode "recisar grun1ir,
gritar, c1orar, 3alar co(o uma mul1er ou co(o u( valentão, sussurrar, arDueGar, 3alar num
dialeto estrangeiro, guinc1ar, declamar * descobrindo a vo@ inacabada Due ele manteve num
im"asse "or tanto tem"o) 'lguns desses sons "odem ter se originado de instruçPes Due os outros
l1e deram, mas, em Tltima instância, surgem como sur"resas "ara ele, desenvolvendo!se a "artir
de suas "rL"rias necessidades eI"ressivas) Con3orme ele se tornar mais consciente de suas
necessidades Due "recisam ser eI"ressas, tambEm ir= obter uma maior am"litude de "oder
eI"ressivo em sua vo@, como uma criança Due ra"idamente su"era os limites estreitos do
teclado do "iano de
)r
mDuedo e deseGa o maior alcance "ro"orcionado "elo teclado de
m
an1o
normal) Cs eIerc0cios são a"enas um "rocesso de aDueci!
nto
"ara o Gogo) Certamente são
im"ortantes "ara reunir a 3orça e a rruria necess=rias "ara o crescimento, mas nunca irão
substituir a
.68
eI"eriOncia da vida real, do mesmo modo Due os eIerc0cios calistOni!cos não irão substituir a
corrida de :; metros)
'lEm de sua 3unção eI"ressiva, a vo@ tambEm tem direção e tem"oralidade) Pense na vo@ como
se ela tivesse um alvo Due o indiv0duo Duer atingir "or meio do som) Pois o ato de "enetrar em
outra "essoa "ela vo@ E agressivo) Uaver= um bom envolvimento se o indiv0duo se introdu@
1armoniosamente e E incisivo de um modo assimil=vel, bem como se E bem!vindo) Por outro
lado, se a "essoa Due 3ala E "ouco incisiva, ela "ode nunca atingir o alvo) Se ela 3or incisiva
demais, atravessando as 3ronteiras da outra "essoa de um modo muito abru"to, a resistOncia
normal a ser atro"elada ser= evocada e in3luenciar= o contato) 's "alavras de algumas "essoas
caem a meio camin1o entre Duem 3ala e Duem ouve, algumas "assam direto "elo ouvinte,
algumas o rodeiam ou vão alEm dele, enDuanto algumas "essoas 3a@em o contato eIato, com a
sensação de renovação e de acertar o alvo)
' situação tambEm 3a@ di3erença na ca"acidade de contato da vo@) 's vo@es de algumas "essoas
são mais adeDuadas "ara a conversa 0ntima, não se "roGetam longe, mas talve@ se "roGetem
su3icientemente bem "ara a distância necess=ria) Cuvir DualDuer vocal de Pegg2 Lee E um bom
eIem"lo desse senso de comunicação "articular, de "essoa a "essoa) Cutras "essoas o"eram
mel1or em "Tblico e em situaçPes de grande escala, e suas vo@es inundam a intimidade entre
duas "essoas) <illiam era um magn03ico orador em "Tblico) Ele encantava suas "lateias
consistentemente "orDue cada "alavra Due di@ia c1egava a cada um deles, atE mesmo aos Due
estavam mais distantes) Contudo, Duando ele 3alava com as "essoas individualmente, mesmo
Due "ermanecesse interessado, ainda se "osicionava como se estivesse 3alando "ara uma grande
audiOncia, e suas "alavras "assavam "or cima da cabeça delas e se ricoc1eteavam ao redor) C
e3eito conseDuente era Due <illiam não conseguia estabelecer a intimidade Due sua vibração
geral teria merecido) Ele era demais "ara o indiv0duo Due logo começava a sentir!se dominado e
não contatado, algumas ve@es atE invadido, "or esse 1omem)
C riso E outro as"ecto Due 3ala a res"eito do contato da vo@) C riso 3lui do indiv0duo ou E
lançado "ara 3ora deleb C riso tem ressonância ou E met=licob V solto ou controladob Fm
1omem ria em res"osta a DuaisDuer situaçPes Due tivessem mesmo a sugestão mais leve de
1umor) C n0vel de decibEis de seu riso estava sem"re no
.65
=Iimo, Duer algo 3osse totalmente engraçado, ou 3i@esse a"enas cL!egas leves e nem mesmo
"rovocasse riso nos outros) Sorrisos e risa!din1as não eIistiam em seu re"ertLrio) Seu riso era a
eIigOncia de uma "essoa Due buscava a "roIimidade do 1umor e tentava eItrair a Tltima gota
"oss0vel de camaradagem a "artir desse momento) Sua necessidade o"ressiva de "roIimidade e
sua "reguiça em "rodu@ir
a
lgo Due "udesse elicitar isso nos outros o tornavam vora@ e
deses"erado, e seu riso re3letia isso)
Cutro 1omem, Ben, 3alava com um lamento crLnico) Ele contou a um gru"o reunido "ara um
/or.shop de 3im de semana Due se submetera a um eIame de audição traum=tico no Dual 3icara
sabendo Due seu "roblema auditivo era um "rocesso degenerativo e ele "ode!acabar surdo)
Certamente esta E uma circunstância em Due o "rL"rio conteTdo iria "rovocar com"aiIão)
Entretanto, 1ouve uma "eDuena res"osta) ' 1istLria em si mesma era colocada em segundo
"lano "ela vo@ inerentemente lamuriante de Ben, e, em ve@ de 3icarem "resas no Due l1es
"arecia um "oço sem 3undo, as outras "essoas do gru"o sim"lesmente se desligaram dele)
Fm "rinc0"io b=sico da gestalt E acentuar o Due eIiste, em ve@ de meramente tentar mud=!lo)
4ada "ode mudar atE Due seGa aceito "rimeiroM de"ois ele "ode mani3estar!se e abrir!se "ara o
movimento natural da mudança na vida) Seguindo este "rinc0"io, "edi a Ben Due desse uma
volta "ela sala, mendigando algo de cada "essoa) Embora isso ten1a se mostrado uma
eI"eriOncia Ttil "ara ele, eIistem alguns riscos envolvidos em estabelecer um eI"erimento
desses) Por eIem"lo, "oderia ter sido 1umil1ante "ara ele ser colocado abru"tamente em contato
com sua nature@a su"licante) Embora a 1umil1ação "ossa Rs ve@es ser Ttil "ara alguEm Due
talve@ use a reorientação Due esta envolve, bem como seGa mobili@ado "or ela, de modo geral
ela interrom"e o crescimento e "ode ser muito aviltante "ara a "essoa envolvida) '"esar disso,
as "essoas não tendem a sentir!se 1umil1adas Pelas coisas Due estão "rontas "ara eI"lorar) Hoi
assim com Ben, Due estava motivado a descobrir como ele desligava as "essoas e Due tin1a
a
uto!
sustentação su3iciente "ara ser ca"a@ de recon1ecer o su"licante
entro de si) Con3orme ele "assava "ela sala 3a@endo seu ato de
su
Plica, entrou claramente em
contato com seu "rL"rio tom de vo@, P^
r
meio do eIagero e do 3oco acentuado) auando c1egou
a um
$d claro de si mesmo como um mendigo, Ben começou a rir
""
.69
sinceramente, vendo o 1umor em sua sT"lica e "ercebendo Due não "recisava mendigar) Ele era
uma "essoa "or direito "rL"rio, e "odia 3alar sobre sua "erda de audição de igual "ara igual) 's
"essoas "odiam ouvir sem ter de l1e dar uma aGuda eIorbitante) ' com"aiIão eI"ressa então
"&de atravessar a distância entre Ben e o gru"o sem Due ninguEm ten1a se sentido sugado "or
ela)
De modo sim"lista, a 3ala "ode ser considerada uma res"iração modi3icada) Portanto, torna!se
im"ortante Due a res"iração recu"ere seu "a"el central como uma 3onte "ulsante de sustentação
"ara esta 3unção de contato) 's "essoas "odem 3alar a "artir do a"oio da res"iração ou do a"oio
da musculatura) Isto E, elas "odem 3alar como se sua vo@ estivesse 3lutuando no alto de uma
onda de ar ou "odem soar "ela 3orça da energia muscular Due im"ulsiona o ar "or meio de suas
cordas vocais) Se a "essoa ins"ira de modo adeDuado e usa "lenamente essa res"iração na
"rodução do som, sua vo@ tem a 3lutuabili!dade de uma bola de "ingue!"ongue movendo!se
num Gato de ar) 's cordas vocais não são obrigadas a 3a@er o duro trabal1o de colocar a energia
* um trabal1o "ara o Dual não estão "re"aradas * e estão livres "ara vibrar, "ara ressoar, "ara
dar 3orma R energia, como a coluna de "rata de uma 3lauta 3a@ Duando o ar E so"rado "ara
dentro) Qo@es a"oiadas dessa 3orma são vibrantes, ressoantes e "arecem ser "rodu@idas sem
es3orço) auando o a"arel1o vocal E sobrecarregado ao 3a@er o trabal1o Due o sistema
res"iratLrio deveria estar 3a@endo, o es3orço se torna a"arenteM a vo@ E =s"era, tensa, e ras"a de
3orma met=lica) 's "essoas Due 3a@em tera"ia e descobrem a 3unção de sustentação de sua
res"iração, Duase inevitavelmente, 3icam deliciadas com as mudanças Due acontecem em suas
vo@es)
Lin)ua)e( * a linguagem E "otencialmente um dos agentes mais "oderosos "ara o contato)
Qigor, colorido, "ungOncia, sim"licidade, direção, todas essas e outras caracter0sticas da
linguagem "odem determinar se vocO atinge a outra "essoa) Cs bons escritores sabem como
3a@er isso com sua linguagem "orDue eles não de"endem de nen1uma outra 3unção de contato) '
seguir o "re3=cio de Sartre "ara o livro de Hanon, The /retched of the Earth5
W
Sem des"erdiçar
"alavras, ele abre o trânsito entre ele "rL"rio e o leitor+
6) Hanon, H) The /retched ofthe Earth5 4ova AorW+ rove Press, .9;5)
.;-
Euro"eus, vocOs "recisam abrir este livro e "enetrar nele) De"ois de alguns "assos na escuridão, vocOs verão
estran1os reunidos ao redor de uma 3ogueiraM c1eguem "erto, e ouçam, "ois eles estão 3alando do destino Due irão
determinar a seus centros de comErcio e aos soldados contratados "ara de3endO!los) /alve@ eles os veGam, mas
continuarão 3alando entre si, sem nem mesmo abaiIar as vo@es) Essa indi3erença vem do larM seus "ais, criaturas
sombrias, suas criaturas, eram a"enas almas mortas) Horam vocOs Due l1es "ermitiram ter vislumbres da lu@, eles sL
ousam 3alar a vocOs, e vocOs nem se dão ao trabal1o de res"onder a tais @umbis) Cs 3il1os deles ignoram vocOsM uma
3ogueira os aDuece e lança lu@ ao redor deles, e não 3oram vocOs Due a acenderam) 'gora a uma distância res"eitosa,
vocOs E Due se sentem 3urtivosM "resos R noite e sucumbindo ao 3rio) Qirem!se e ol1em ao redorM nessas sombras Due
logo serão rom"idas "elo aman1ecer, vocOs E Due são os @umbis)
Primeiro, Sartre deiIa muito claro e re"ete de modo en3=tico a Duem ele est= se dirigindoM
segundo, ele não evita com"rometer!se nem se eDuivocaM terceiro, descreve acontecimentos
es"ec03icosM e Duarto, entra em contato direto com uma 3orça Due a"enas es"essas "aredes ou
"eles grossas "oderiam desviar) Como um eIem"lo, isso servir= "ara nos lembrar de Due os
mestres em DualDuer 3orma de eI"ressão são mestres "orDue suas antenas estão con3iguradas
"ara um bom contatoM eles não aceitam menos Due isso)
Cs 1=bitos lingu0sticos de uma "essoa di@em muito sobre e%a e tambEm sobre o Due ela est=
tentando comunicar) 'lguns dos estudos mais 3ascinantes sobre "ersonalidades 3oram escritos a
res"eito de S1aWes"eare, detal1ando seu uso da linguagem, as "rL"rias "alavras, e o modo como
ele as reunia) Em todos os lugares "ode!se ol1ar "ara as "essoas com essa mesma sensibilidade
ao uso Due 3a@em da linguagem) 'lgumas "essoas são avarentas com suas "alavras, medindo
cada "alavra cuidadosamente, como 3eiGPes secos, gram"os ou balas) Cutras Pessoas Gorram
torrentes de "alavras, como =gua transbordando e de"ois desa"arecendo sem deiIar traço ou
como um arremesso de Pedrin1as de cores bril1antes, encobrindo seu bril1o 3also, ou nos
Iuciando com seus re3leIos e generosidade) 'lgumas são "essoas!
v
erbo, outras são "essoas!
substantivo, algumas deiIam de 3ora os
r
^nomes "essoais, outras são "oeticamente livres, outras
são tão cisas como os su"ervisores) .;.
Fm modo de matar as "ossibilidades de contato da linguagem E "elo circunlLDuio) Fm
"ro3essor universit=rio, Due "recisava real!mente comunicar seu trabal1o a seus alunos, estava
conversando comigo, de"ois de duas ou trOs sessPes, e me 3alando sobre como ele se sentia
avaliado, e como sentia Due todas as interaçPes de sua vida) eram avaliadas) Perguntei!l1e Dual a
nota Due ele me daria) ' res"osta dele, transcrita da gravação da sessão, 3oi a seguinte+
Eu ac1o Due estava 3alando sobre avaliar vocO, e ensaiava alguns "ensamentos sobre a semana "assada Duando vocO
me 3alava sobre seus sentimentos com relação R min1a im"ortância, e meus "ensamentos "osteriores sobre isso
durante a semana 3oram Due, em certo sentido, isso era um ti"o não real de interação, "ois vocO E sincero em sua
avaliação, a menos Due o "roblema resida em encontrar um sentimento daDuele ti"o de coisa Duando vocO est= se
sentindo im"ortante a "artir de seu ambiente, a "artir dos sinais de seu "rL"rio ambiente) 'ssim, em termos de avaliar
essa interação es"ec03ica, embora eu gostasse disso no momento, e "ensando mais a res"eito, senti algo))) Due era
similar a "ro3essor*aluno, "ai*3il1o, algo 3ora de contato) V interessante, e ac1o Due E "or isso Due estou
interessado nas DuestPes de contato 1umano, "orDue as coisas sobre as Duais "enso, e Due me "arecem 3a@er sentido,
Duando ten1o a o"ortunidade de 3alar com alguEm a res"eito disso, não são tão im"ressionantes ao serem ditas) 4o
sentido mais am"lo, min1a avaliação a seu res"eito acontece em termos do Due sinto Due estou obtendo com nossas
sessPes, e, "or um lado, sinto Due as sessPes "oderiam ser "rodutivas no sentido tera"Outico, a"esar de min1a reação
imediata a elas, desde Due 1aGa alguma tEcnica de tera"ia Due ten1a demonstrado sucesso, ou, "or outro lado, uma
o"ortunidade "ara a interação real, de modo Due, do Tltimo "onto de vista, o gru"o talve@ seGa igual, talve@ ainda mais
igual, no 3ato de Due eIistem mais "essoas contribuindo com mais eI"eriOncias)
C vaguear dele me "assou mensagens com relação aos seus "
a
N drPes, as com"licaçPes Due ele
eI"eriOncia na avaliação, seu ceticisrno e seu interesse em toda uma estrutura teLrica Due, "ara
ele, E subGacente a DualDuer tentativa de me avaliar) Ele teria vagueado ainda mais, mas eu
Dueria obter algum 3oco em sua eI"eriOncia real, alEm de sua
.;,
tentativa de c1egar a uma avaliação, e assim l1e "erguntei o Due ele
e
gtava 3a@endo e sentindo)
Ele disse+
Estou tentando organi@ar meus "ensamentos em termos de min1as res"ostas a vocO, o Due E uma res"osta ao Due
sinto Due est= acontecendo nessas sessPes, e estou tentando colocar tão correta e fie%(ente 6uanto poss<#e% os ti"os de
"ensamentos Due ten1o tido) Estou tentando abordar a miin mesmo como se 3ormado "or duas "artes, e ac1o Due vocO
"rovavelmente est= envolvido em algum ti"o de tera"ia eIistencial cuGa estrutura não veGo, e ac1o Due da0 decorre
min1a es"Ecie de insatis3ação ou mal!estar com isso, e tambEm me ocorre Due "osso estar caindo num ti"o "rL"rio de
armadil1a de contradição, "ois a tera"ia eIistencial, "or de3inição, não tem estrutura)
4esse momento "edi!l1e Due me avaliasse em uma 3rase) Ele disse+ NPonto de interrogaçãoN) '0
nLs dois sab0amos Due ele tin1a 3inalmente dito o Due Dueria di@er, e 1ouve um vislumbre de
recon1ecimento e encontro entre nLs Due tin1a 3altado em todo o vaguear)
Bem, os circunlLDuios desse 1omem eram mais graves Due o comum, mas não tão graves a
"onto de serem irrecon1ec0veis) /odas as "essoas Due "recisam estar totalmente certas, ou Due
"recisam cobrir todas as "ossibilidades ou contingOncias Due "ossam ter alguma relação com o
Due di@em, 3icarão tão enroladas em seu "rL"rio "rocesso interior Due não sobra nen1uma
ativação dis"on0vel "ara manter um contato inacabado, mas mesmo assim focado5 auando o
contato E 3eito de modo cont0nuo, a "essoa não "recisa estar certa imediatamente "orDue a
certe@a emerge e se constrLi no desenvolvimento da interação, como crianças Gogando lenço!
atr=s) Se este 1omem tivesse dito sim"lesmente+ NPonto de interrogaçãoN, logo no m0cio, ele
certamente ainda deseGaria incluir algumas das outras coisas Due disse) Ele "or certo teria tido a
o"ortunidade de 3a@er issoM eu Poderia ter l1e res"ondido com uma "ergunta+ NC Due vocO
Duestio!
na
bN, ou "oderia ter dito+ NFma ovaZN, mas em DualDuer um desses
c
asos, ele
"rovavelmente teria tido uma am"la o"ortunidade "ara
res
^lver o Due "ermanecesse inacabado)
- Gargão E outra armadil1a lingu0stica Due aGuda as "essoas a m o es3orço de 3a@er o contatoM ele
"ode 3acilmente se trans!
r
mar num 1=bito entre "essoas Due se con1ecem, "essoal ou "ro3is!
.;7

sionalmente, e não deseGam ter o trabal1o de criar algo novo a cada ve@) C Gargão E como uma
comida enlatada, um "roduto semi"ronto Due não E tão ruim se vocO su"rimir seu "rL"rio
"aladar) '3inal de contas, ela tem a a"arOncia da coisa real, e assim a com"ramos novamente,
levados "or nossa "rL"ria indolOncia ou "ressa)
Di@er aDuilo Due deseGamos E um ato magn03ico de criação, 3acilmente negligenciado, "orDue as
"essoas 3alam demais) Em certo sentido, nen1uma "alavra signi3ica eIatamente a mesma coisa
"ara duas "essoas * e muitas ve@es nem "ara a mesma "essoa em momentos di3erentes ou sob
circunstâncias di3erentes * "orDue a emergOncia de uma "alavra E um acontecimento Due
concentra toda uma vida de sensaçPes, memLrias, deseGos, imagens) 'ssim, cada "alavra
autOntica logicamente teria sua "rL"ria con3iguração Tnica de signi3icado) 's "alavras de Gargão
não tOm essas caracter0sticas e tOm a"enas uma ca"acidade m0nima de contato, "ois elas não são
de 3ato uma a3irmação "essoal do indiv0duo) Elas detur"am "orDue são 3acilmente ignoradas e
recebidas indistintamente)
'Dueles de nLs Due a"renderam a linguagem t0"ica dos )centros de crescimento "essoal ou dos
gru"os de encontro recon1ecem os sintomas) Parte de nossa consciOncia incLmoda vem dos
caricaturistas Due estão @erando o estoDue de 3rases de nossa loDuacidade) $uitos de nLs estão
cansados de ouvir alguEm di@er Due deseGa Nser ele mesmoN) Essa 3Lrmula comunica muito
"ouco, a menos Due esteGa ancorada no 3a@er algumas coisas es"ec03icas Due ele deseGa 3a@er, ou
eI"erienciar algo Due anteriormente não estaria dis"osto a eI"e!rienciar) $as Nser ele mesmoN E
tudo o Due "ode ser, E o Due ele E, seGa insatis3eito ou 3also, ou inibido, ou DualDuer outra coisa,
isso 7 Nele mesmoNZ 'tE Due ele saiba Due e%e $ esse eu insatis3eito ou insatis3atLrio, os termos
de Gargão não vão l1e 3a@er bem algum)
Cutras a3irmaçPes de Gargão encobrem os atos mais sim"les na linguagem mais elevada) 'ssim,
em alguns gru"os, uma "essoa não 3ala sim"lesmente com outra "essoa, uma "essoa se
NrelacionaN com a outra, ou uma "essoa Ncom"artil1aN com a outra, ou o tera"euta NintervEmN) '
interação entre as "essoas "assa a soar como uma sErie de movimentos t=ticos e estratEgicos Due
tOm algum obGetivo gloriosamente de3inido)
/orna!se im"ortante então esclarecer a linguagem de todas a 3ormas "oss0veis) Fma tEcnica E
"edir Due a "essoa seGa aDuilo D
u
.;:
rarJ3
e
la est= descrevendo) Se di@ Due E radical, "eça!l1e Due seGa radical e "ersonali@e o Due est=
di@endo a"enas "ela metade) 'ssim, o indiv0duo "oderia di@er+ NEu sou um radical, eu Gogo
"edrasN) Cu "oderia di@er+ NEu sou um radical, eu gosto de ir atE a rai@ das coisasN) Cutro
GnEtodo E 3a@er "erguntas * como ele E um radical, ou onde E radical,
oll
Duando E radical *
Due levem a circunstâncias es"ec03icas de sua nature@a radical e o a3astem do rLtulo)
EIistem muitos outros Gogos de linguagem Due tiram o calor da incerte@a do contato) EI"licar
demais E um deles * tentar Gogar dos dois lados do Gogo ao deiIar bem claro o Due o ouvinte
deve ouvir e como ele deve inter"retar isso) Fm 1omem Due est= sem"re contando a hist4ria
toda1 DualDuer Due seGa o seu relato, cria um tEdio total "orDue não eIiste nada a ser dito Duando
ele acaba) Ele não conversaM "ro3ere monLlogos Due deiIam todas as "essoas "ensando "or Due
elas não gostam de estar com ele)
?e"etir!se E outra 3orma de neutrali@ação do contato) auando a "rimeira a3irmação 3racassa em
estabelecer o contato, talve@ 3uncione se ela 3or dita de novo) V como o son1o da nin3oman0aca
de Due a "rLIima transa ser= Ltima, ou como a "rLIima banana!s"lit "ara o glutão)
Hrases si(0(as são um neutrali@ador de contato semel1ante) Perls costumava di@er Due ele
nunca ouvia nada antes do NmasN) NEu gostaria muito de sair 1oGe R noite, (as estou ocu"adoN E
mais 3=cil de entender se vocO inverter a "osição das duas 3rases, ou se vocO deiIar de lado o
Due veio antes do NmasN, ou se vocO a encurtar e "edir Due a "essoa diga a"enas+ N4ão "osso
virN, ou+ N4ão vireiN) C restante E tão!sL um "rocesso de suavi@ação e isola o tema "rinci"al da
a3irmação) 'lgumas ve@es E eIatamente o contr=rio, e a 3rase sua!vi@adora E o tema "rinci"al+
eu adoraria sair 1oGe R noite) auando uma "essoa sem"re 3ala de um modo c1eio de rodeios, atE
ela mesma tem di3iculdade "ara descobrir Dual E a mensagem real) Hrases si(0cos são um sinal
"ara estar mais atento Due o normal "ara discernir
a
verdade essencial da a3irmação)
Se ao (enos não est= muito longe de si(0(as5 V como o 1omem
Due garante a sua es"osa como ela "oderia ser digna de amor se ao
AFerios ela su"erasse sua timide@, ou como ela "oderia ser criativa se
-
(enos ela tentasse) Ele di@ tudo isso usando "alavras benevolentes
Fca sur"reso Duando ela se sente tão "ressionada "ela mensagem
.;6
dis3arçada Due transmite o deseGo b=sico Due ele tem de Due ela seGa di3erente de Duem
realmente E)
Ha@er "erguntas em ve@ de a3irmativas E outro modo de manter!se no lado 3rio do contato) V não
com"rometido e ilusLrio "orDue "el
a
"ergunta a "essoa leva R incerte@a e R 1esitação) $as a
mensagem real E transmitida "orDue as im"licaçPes são lidas nas "erguntas, de DualDuer modo)
EIistem "erguntas Due sim"lesmente não são "erguntas) 'lguEm Due "ergunte a um 1omem se
ele gosta de seu "ai "ode estar di@endo+ N4ão me "arece Due vocO goste de seu "aiN, ou+ NEu não
gosto de meu "aiN, e tentando 3a@er com Due isso soe como uma "rocura inocente de
in3ormação) Discriminar entre a sim"les curiosidade e as a3irmaçPes dis3arçadas E b=sico no
desenvolvimento da ca"acidade de contato na linguagem)
$uitas ve@es a linguagem E tudo o Due eIiste "ara se 3a@er contato, e mesmo as m0nimas
mudanças 3a@em a di3erença entre atingir o alvo ou cair DuilLmetros longe do "onto de contato)
Fm Govem estudante universit=rio, muito bril1ante e bastante 3alante, entedia as "essoas a"esar
de ter ideias muito estimulantes) Ele lança suas "alavras ao redor, como se 3osse um
desin3etante, em ve@ de se 3ocar na "essoa com Duem est= 3alando) Por diversas ve@es tentei
aGud=!lo a me alcançar) Fm modo 3oi 3a@O!lo ol1ar "ara mim enDuanto 3alava) Cutro modo 3oi
3a@O!lo a"ontar "ara mim a cada ve@ Due 3alava comigo) Fm terceiro modo 3oi começar cada
3rase com o meu nome) Cada uma dessas maneiras 3e@ com Due ele me alcançasse * não sL na
eI"eriOncia Due tive dele, mas em sua "rL"ria eI"eriOncia de si mesmo e de mim) Ele 3icou
radiante a cada ve@ Due teve a eI"eriOncia de alcançar!me com suas "alavras) Por diversas ve@es
ele rom"eu num riso ruidoso como se tivesse descoberto o segredo do FniversoZ
$over!se
Cs "oderes do movimento no contato são revelados de 3orma mais clara no trabal1o do m0mico)
Ele mostra "uramente "elo moviS mento como se abre um "acote e se encontra nele um obGeto
"recioso ou algo re"ugnante, como alguEm se a"roIima do c1e3e "ara "ed um aumento ou de
um estran1o "ara "edir orientação, como um
.;;
"essoa se move "ara beiGar uma tia idosa ou "ara beiGar a namorada) Gs3ão eIiste a distraç=o de
nen1um di=logo nem de nen1um cen=rioM o 3oco est= eIclusivamente em seus movimentos)
'"esar disso, no contato cotidiano, o movimento com 3reDuOncia desa"arece no 3undo e eIerce
a"enas um e3eito sutil e muitas ve@es des"ercebido) $as a atenção de ?eic1 Rs atividades de
encouraçamento do cor"o envolvidas na re"ressão e os estudos atuais da linguagem cor"oral
;
a3ir!uiam a im"ortância do movimento) Cs movimentos "odem 3acilitar o contato ou "odem
interrom"O!lo ou bloDue=!lo) 'o entrar numa sala e andar atE uma "essoa com Duem se deseGe
3alar, alguEm age sob seu "rL"rio "oder e movimenta!se livre e suavemente, outra "essoa
movimenta!se como uma boneca mal3eita sendo im"ulsionada aos trancos "ela sala "ara reali@ar
uma obrigação social Due não estava em sua mente) Hocali@ar o movimento revela ação 3luida e
sem im"edimentos de uma "essoa Due sustenta a atividade em Due est= envolvida, ou a ação
desaGeitada e deselegante Due E o acordo entre um im"ulso e sua inibição) ?eic1
8
descreve este
com"ortamento+
%)))( ela E uma 3unção substituta "ara alguma outra coisa, ela serve "ara um "ro"Lsito de de3esa, ela absorve energia, e
E uma tentativa de 1armoni@ar 3orças con3litantes %)))( C resultado do desem"en1o E totalmente 3ora de "ro"orção
com a energia des"endida)
m satis3ação do indiv0duo E diminu0da e ele trabal1a duro "ara c1egar onde est= indo, como se
estivesse dirigindo com o 3reio "uIado, "or causa das de3leIPes necess=rias "ara o acordo e em
virtude do contato de3iciente resultante desse com"ortamento substituto)
EIistem dois "assos "rinci"ais Duando se trabal1a com o movimento) Fm deles E c1amar a
atenção "ara os as"ectos observ=veis do movimento con3orme eles a"arecerem no "rimeiro
"lano) C outro E criar um eI"erimento Due "ro"orcione a o"ortunidade de acom"an1ar as
direçPes sugeridas "or seu movimento ou "elas "alavras Due Possam ter acom"an1ado o
movimento) Por eIem"lo, Steve, Due se
;) Hast, Bulius) -ody %an)ua)e5 4ova AorW+ $) Evans, .98-)
10 ?eic1, <) Character ana%ysis5 4ova AorW+ Crgone Institute Press, .9:9)
.;8
movia de modo tenso, atravessou a sala com um modo de andar sutilmente balouçante) auando
isso 3oi tra@ido a sua atenção, ele se lembrou de Due tin1a sido continuamente ridiculari@ado
enDuanto estava crescendo "orDue balançava constantemente o cor"o) Para evitar o rid0culo,
buscou deliberadamente re"rimir a eIuberância de seu movimento ao andar) Ele 3oi bem!
sucedido em re"rimir uma grande "arte disso ao tensionar a "arte de cima de seu cor"o, o Due
resultou numa disritmia entre as "artes su"erior e in3erior de seu cor"o * uma cisão b=sica e
bastante comum) C cor"o de Steve eI"ressava essa "olaridade) ' "arte su"erior estava bastante
imobili@ada+ braços "endentes, ombros tensos, "eito sem vida) 'baiIo da cintura ele era tenso e
seus movimentos "areciam estudados, embora suas "ernas "arecessem 3ortes e vibrantes)
Segundo Steve, ele sL se sentia ca"a@ de andar livremente Duando "raticava montan1ismo, seu
"assatem"o 3avorito) Entretanto, Duando 1avia "essoas a seu redor, seu andar 3icava
autoconsciente e controlado) Pedi a Steve Due atravessasse a sala, diversas ve@es, "ulando) 4o
in0cio ele estava autoconsciente, mas aos "oucos começou a se divertir e "erdeu sua
autoconsciOncia) Então, "edi!l1e Due batesse seus braços enDuanto "ulava "ela sala, como se
estivesse voando) auando 3e@ isso, seu "ra@er aumentou e ele "ercebeu Due "ela "rimeira ve@
tin1a consciOncia de uma unidade entre a "arte in3erior e a su"erior de seu cor"o, bem di3erente
do descon3orto vago Due sem"re eI"erienciava) auando ele andou "ela sala normalmente de
novo, as mudanças 3icaram a"arentes "ara o gru"o) Seus braços e ombros conseguiam mover!se
de um modo coordenado com seu tronco, e seu "eito não "arecia mais a3undado) Steve
obviamente ir= recair em seus modos mais caracter0sticos, "orDue uma eI"eriOncia di3icilmente
ir= su"erar os 1=bitos de toda uma vida) '"esar disso, ele tomou consciOncia de alguns dos
controles Due 1avia im"osto sobre si mesmo 1avia muito tem"o e teve um vislumbre de Dual E a
sensação de transcender essa se"aração)
Provavelmente E di30cil aceitar Due um conGunto sim"les de movimentos como "ular e bater os
braços tal Dual um "=ssaro "ossa 3a@er muita di3erença) Con3orme observamos, esse ti"o de
eI"eriOncia "recisa ser re"etido e retrabal1ado atE ser assimilado) $as mesmo essas mudanças
"essoais tem"or=rias Due resultam do trabal1o cora a ca"acidade de contato geral de um
indiv0duo, e do trabal1o es"ec03i
c-
com o movimento, "odem ser valiosas) Embora o movimento
seGa a
.;5
3igura, ele se eI"ande alEm do dom0nio do mero eIerc0cio 30sico Duando E 3eito dentro de um
conteIto e colocado contra o +ac.)round de eI"eriOncia Due l1e d= signi3icado) 4o eIem"lo
anterior, o signi3icado inclu0a a divisão na "ersonalidade de Steve entre sua eIuberância e sua
cautela, seu sentimento de ter bloDueado o contato com as outras "essoas, o drama de ter
acom"an1ado outras eI"eriOncias intensas Due G= tin1am acontecido no gru"o, e a memLria do
so3rimento "elo Dual ele 1avia "assado Duando criança, mas de Due não se lembrara "or muito
tem"o) Esses são a"enas alguns dos 3atores Due se 3undiram "ara l1e dar ins"iração e
"ossibilitar Due ele eI"erienciasse uma sensação Due de outra 3orma "oderia ter "ermanecido
a"enas racional ou es"eculativa) Subitamente ele estava ali, inteiro1 e tin1a menos c1ance do
Due antes de esDuecer Due a totalidade E de 3ato "oss0vel "ara ele) Se vocO "uder mostrar a uma
"essoa onde ela est=, ela o "erceber= mais 3acilmente do Due se continuar vagueando "elas
antigas tril1as con1ecidas) Embora esse serviço 3iDue aDuEm das grandiosidades
"sicotera"Outicas satis3atLrias, não E um serviço menos im"ortante)
C modo como uma "essoa se senta tambEm di@ muito sobre o contato Due est= dis"osta a
estabelecer) Inclinar!se "ara a 3rente ao 3alar ou ao ouvir im"ele o indiv0duo a um contato
di3erente do Due virar a cabeça "ara o outro lado ou enterr=!la de modo 3irme e irrecu"er=vel
entre os "rL"rios ombros curvados) 4um /or.shop de casais, Paul, sentado no c1ão, "erto de
sua es"osa, reclamava Due S1eila estava "er"etuamente Nem cimaN dele) Ele Dueria di@er Due
muitas ve@es ela o tocava e se aconc1egava a ele Duando ele não o deseGava, embora estivesse
tudo bem com esse com"ortamento nas ve@es em Due ele o deseGava) Ele estava sentado "erto
dela, com uma "ostura absolutamente simEtrica e eDuilibrado como um Buda, e S1eila "or certo
teria di3iculdade em encontrar um lugar "ara si mesma) Ele tin1a uma a"arOncia tão sisuda e
im"enetr=vel Due talve@ sL usando
u
ma energia bem concentrada E Due ela conseguiria se c1egar
a ele) Paul era uma 3igura 3ec1ada, Due sL admitia a a"roIimação em seus PrL"rios termos) Sua
simetria deiIava bem claro Due ele deseGava sua cde"endOncia de DualDuer das tentativas dela
"ara envolvO!lo) S1eila
-
deiIava assimEtrico, e sua "osição eDuilibrada era mantida contra o
ri
sco de assimetriaM essa "osição tambEm o "rotegia contra o eIcita! da união com S1eila)
'lguEm do gru"o começou a eI"eri!
.;9
mentar derrubar Paul) Cada ve@ Due ele conseguia, com di3iculdade, nosso amigo simEtrico
recu"erava seu eDuil0brio com vivacidade, como um desses brinDuedos de em"urrar com um
"eso no 3undo e Due voltam ra"idamente R "osição ereta) Logo, o "rL"rio Paul começou a se
Duestionar se ele "recisava mesmo voltar tão r="ido "ara o status 6uo5 4esse momento S1eila
3oi orientada a tentar novamente se aconc1egar a ele e a criar uma abertura "ara si mesma, "ara
garantir Due se ela deseGasse mais contato com o marido, 3aria todo o "oss0vel "ara obtO!lo)
Hicou a"arente Due Paul resistia não sL R ameaça de ser controlado, mas Due essa intimidade per
se tambEm era ameaçadora, e era esse medo Due o 3a@ia adotar uma "ostura em Due ele "arecia
tão inalcanç=vel) De DualDuer modo, surgiu uma risadin1a, e Paul cedeu ao calor do momento,
deiIando Due este derretesse seus mTsculos e "ermitindo!se receber ternamente sua es"osa, e
sem medo) ' "artir da0 atE sua simetria "areceu 3icar mais suave e rece"tiva) Ele "recisa de
"r=tica na descoberta de sua "rL"ria ausOncia de limites "ara Due "ossa res"onder R intimidade
sem temer ser subGugado)
C mesmo ti"o de atenção "ode ser dirigido aos menores detal1es do gesto e do movimento) Fm
ouvinte Due acena atentamente est= a3irmando e acentuando seu contato com a "essoa Due 3ala
* ou seu gesto "ode ser uma obGeção con3luente) ' "essoa Due 3ala "ode meIer sua cabeça
lentamente de um lado "ara o outro enDuanto di@ Due ama muito sua mãe, negando sua "rL"ria
mensagem) 'ssombro, medo, 3asc0nio ou sur"resa "odem abrir os ol1os ou a boca como se a
"essoa estivesse abrindo es"aço "ara "ermitir Due o "leno im"acto entrasse) C indiv0duo cuGos
gestos são "eDuenos e con3inados a si mesmo est= transmitindo uma mensagem di3erente da
"essoa Due abre totalmente seus braços com abandono e cuGos gestos deiIam seu cor"o aberto e
sem guarda) ' "essoa cuGas narinas e cantos da boca descrevem uma 3orte curva "ara baiIo "ode
estar di@endo com seus movimentos+ NEu vou res"irar este ar e 3alar com vocO, mas desa"rovo
ambos, o ar Due res"iro e vocON) ' "osição de um "ro3essor em relação a crianças muito
"eDuenas tambEm "ode a3etar o contato) Por essa ra@ão, muitos "ro3essores se aGoel1am
3reDuentemente "ara 3icar no n0vel da criança, diminuindo a distância "ela Dual o contato deve
ser 3eito e estabelecendo um senso de "aridade em suas comunicaçPes) ' sensibilidade e a
criatividade do tera"euta "odem lev=!lo a 3ocali@ar os
.8-
movimentos relevantes Due "odem "reenc1er os va@ios Due diminuem a elegância e o
movimento "ara o contato) 4ão eIistem regras claras, mas 1= algumas diretri@es Due "odem
direcionar o trabal1o do tera"euta)
Primeiro, o tera"euta "ode orientar o "aciente a eI"erienciar seus (o#i(entos co(o e%es
e:iste( atua%(ente5 aualDuer 3oco Due en3ati@e o Due G= est= acontecendo "ro"orciona uma base
"ara mudança) Buscamos restaurar uma aceitação desse 3luIo a"esar da dor de eI"erienciar o
Due se "assou a não deseGar, e Due "ortanto 3oi esDuecido) Com o retorno dessa aceitação, a
dinâmica "ara a mudança rea"arece e leva o indiv0duo a direçPes inerentes a ele) 'ssim, se ando
deseDuilibrado, inclinado "ara a esDuerda, Duando "resto atenção a min1a tendOncia "ara a
esDuerda, "osso tambEm "restar atenção ao Due "ossa 3luir disso) Su"on1amos Due Duando noto
Due me inclino "ara a esDuerda tambEm descubro um movimento em meu braço esDuerdo Due,
Duando levado em sua "lena eItensão, E um gol"e no maIilar de um valentão Due 3antasio, ou
do Dual me lembro) auando solto o gol"e de meu braço esDuerdo, min1a raiva esDuecida surge
de novo com a memLria odiosa, mas dessa ve@ eu não estou com medo e não seguro o
movimento do gol"e) C im"asse incom"leto Due causava a inclinação "ara a esDuerda 3oi
desbloDueado, e a asser!tividade volta a meu lado esDuerdo, tra@endo com ela a elegância
liberada "ela nova liberdade) SL ao congelar e esDuecer eu "oderia ter "ermanecido
com"ulsivamente inclinado "ara o lado)
Para ilustrar ainda mais a im"ortância da eI"eriOncia atual do movimento, 'rt1ur estava
oscilante com relação a seu senso de distância de mim) Ele deseGava 3icar mais "rLIimo, mas
não sabia em Due base "oderia reclamar uma maior intimidade) C "erigo de "arecer "resunçoso
o imobili@ava) Pedi a 'rt1ur Due se levantasse e eI"erimentasse Dual l1e "arecia ser a distância
correta) De"ois de alguns momentos de conversa entre nLs, e alguns aGustes "ara descobrir a
distância correta, ele se a"roIimou de mim e sentiu!se re"entinamente muito bem "or estar onde
estava) He@ um movimento com suas mãos, contra a outra) Pedi!l1e Due sentisse este movimento
e deiIasse
ele se tornasse aDuilo Due Duisesse) De"ois de alguns momentos,
as
mãos de 'rt1ur estavam
batendo com 3orça uma contra a outra,
Frn
a com os dedos em 3orma de conc1a, enDuanto batia
vigorosamente ontra a "alma da outra mão) Era um som oco e retumbante) 'rt1ur
.8.
lembrou Due, Duando era garoto, os meninos em sua vi@in1ança 3a@iam esse ti"o de som Duando
sentiam Due as coisas eram muito bonitasZ Ele sorriu ao lembrar e continuou 3a@endo o som "ara
mim e de"ois "ara o restante das "essoas na sala, Due o observavam) De"ois todas as "essoas
começaram a 3a@er o som) 'rt1ur tin1a a3irmado seu "ra@er em seu contato comigo e eI"andido
esse senso de "ra@er "ara os outros no gru"o) ' atenção a seu movimento não sL a3irmou seu
contato nesse momento, mas tambEm trouIe a ele todo o 3rescor de uma eI"eriOncia da
Guventude Due 3icara 3ora de sua consciOncia "or muitos anos) Qale a "ena observar Due E
comum a conclusão de eI"ressPes inacabadas liberarem antigas lembranças Due se tornam então
"arte do "rocesso de elaboração) Isso E semel1ante R busca "sicanal0tica "elo material
inconsciente ou re"rimido do "assado, eIceto Due o "rocesso E revertido) Para nLs, na gestalt!
tera"ia, a volta do inconsciente se)ue0se R recu"eração do contato, enDuanto na "sican=lise o
retorno do inconsciente E visto como precedendo a recu"eração da 3unção "resente)
C segundo "rinc0"io orientador E guiar a consciOncia do indiv0duo e suas açPes "ela sucessão de
bloDueios atE o e:erc<cio p%eno do (o#i(ento sendo 3ocali@ado) Qimos isso acontecer Duando o
Gogo de mãos da in3ância de um 1omem uniu todo o gru"o) 4Ls o vimos tambEm com Steve,
Due "ulou e bateu os braços como se 3osse voar) 4esse est=gio, a arte e a interação do tera"euta
e do "aciente são cruciais) ' intuição Due cada um deles tem com relação ao "rLIimo "asso
deve acom"an1ar e coordenar!se com a intuição do outro) C NbomN "aciente não E o obediente,
mas aDuele cuGa vida de 3antasia E rica e ousa "ermitir Due sua mente e suas açPes 3luam)
Certamente, o tera"euta tem um "a"el im"ortante no estabelecimento de um clima em Due essa
caracter0stica do "aciente "ossa 3lorescer, mas os NbonsN "acientes "odem trans3ormar a maioria
de nLs em NbonsN tera"eutas)
Fm terceiro "rinc0"io orientador E procurar as fontes de suporte dis"on0veis no cor"o do
indiv0duo) Por eIem"lo, no andar e no 3icar em "E E im"ortante observar se a "essoa est= usando
suas "ernas como uma base sobre a Dual "ossa descansar com con3iança, corno uma base "ara a
"ostura ou movimento) 's "ernas de algumas "essoas "arecem delgadas e o3erecem "ouco
a"oio) Cutras "essoas mantOm os Goel1os travados como se o a"oio sL viesse da rigide@!Cutras
ainda tOm "ernas Due se arrastam e dão a"enas uma sustenta!
.8,
ço m0nima) 'lgumas "essoas dão a im"ressão de estar sus"ensas
cC
mo um "edaço de carne num
açougue ou uma marionete numa
c
orda, com a ausOncia total do senso de su"orte de si mesmas)
Cada "arte do cor"o sustenta uma "arcela da "essoa em movimento) ' coluna sustenta o
"escoço enDuanto se a"oia nas "artes in3eriores a eleM os ombros, "or sua ve@, tambEm são
sustentados "ela "arte su"erior do tronco, Due descansa sobre a coluna "Elvica * como a antiga
canção sobre os Ndem bonEsN) $as e se o "escoço não con3iar nos a"oios abaiIo deleb Ele "ode
assumir uma maior "arte do trabal1o de sustentar a cabeça do Due E necess=rio) 'ssim E
institu0do um "rocesso de tensionamento Due "ode inter3erir com a transmissão da sensação de
outras "artes do cor"o "ara a cabeça, se"arando a 3unção da cabeça do restante do cor"o)
$esmo Due o cor"o ative uma tensão su3iciente "ara gritar, a mensagem nunca c1ega atE a
cabeçaM ela "ode se revelar num nL no est&mago ou em dores nas costas ou no tensionamento da
"arte su"erior dos braços, mas a cabeça não est= dis"on0vel "ara a sa0da ou a eI"ressão, de
modo Due a ação "recisa buscar essas sa0das substitutas) ' cabeça, tambEm, se"arada da
in3ormação sensorial do restante do cor"o, E deiIada com suas "rL"rias engendraçPes) '
atividade cerebral, "rivada de sua base sensorial, leva R intelectuali@ação) 'crescente!se Due
Duando o "escoço E tensionado ele "erde sua 3leIibilidade e não E mais ca"a@ de virar!se livre
ou "lenamente, 3a@endo com Due a "essoa ol1e de 3orma r0gida "ara a 3rente, con3rontando as
DuestPes da vida Due são imediatamente Lbvias, mas deiIando de lado "arte daDuilo Due se
"assa ao lado) C "escoço E es"ecialmente vulner=vel "orDue E uma "assagem estreita e
congestionada Due contEm "artes vitais, como a garganta, a traDuEia
e
a laringe, e "or causa de
suas caracter0sticas giratLrias, algumas ve@es nos causa o medo de Due ele não esteGa "re"arado
"ara sua tare3a, e se "ossa certamente "erder a cabeça) 'ssim, o cuidado com
-
Pescoço não E de
sur"reender)
' liberação de cada "arte do cor"o "ara reali@ar a 3unção de
sustentação "ela Dual E res"ons=vel * e n!o (ais 6ue isso * E,
Portanto, muitas ve@es de eItrema im"ortância) Para reali@ar isso, E
ne
cess=rio recu"erar a con3iança no sistema normal de sustentação)
s
Pernas obviamente são b=sicas) $as a sensação "recisa ser recu"e!
a

e
m todo o sistema, e as barreiras ao aumento das sensaçPes
.87
"recisam ser eI"loradas e estendidas mediante eIerc0cios Due aumentem a a/areness5
auando uma "essoa est= sentada ou deitada ela "recisa ser ca"a@ de ceder "arte de seu "rL"rio
a"oio interno e receber a"oio eIterno do c1ão ou da cadeira) Parece sim"les) $as algumas
"essoas sentam!se ou deitam!se Duase como se estivessem levitando algumas "olegadas acima,
sustentando!se no ar) U= um eIerc0cio, ideali@ado "or C1arlotte Selver, no Dual uma "essoa
levanta alternadamente os braços, as "ernas e a cabeça de seu "arceiro, Due est= deitado no
c1ão) $uitas "essoas tOm uma di3iculdade sur"reendente em renunciar R sua "rL"ria sustentação
e recorrer a outra "essoa) Elas 3a@em todo o trabal1o, levantando e abaiIando seus "rL"rios
membros e cabeça, inde"endentemente da ação de seus "arceiros) Elas estão no controle, e esse
E o modo Due insistem em manter) C sentimento Neu devo 3a@er tudo "or mim mesmoN deiIa de
3ora DuaisDuer necessidades Due eu "ossa ter e Due "recisem ser sustentadas "or algo eIterno a
mim, seGa a $ãe /erra ou sim"lesmente min1a mãe) Esse E um mundo solit=rio e uma
condenação "er"Etua "ara aDueles Due não conseguem eI"erimentar 3ontes de sustentação
con3i=veis e nutridoras)
Hinalmente, observamos a f%e:i+i%idade das partes (4#eis5 Cotovelos, ombros, "ulsos, "escoço,
maIilar, ol1os, Goel1os, torno@elos, cintura e "elve são todas "artes do cor"o Due de algum
modo são articuladas) Com Due grau de liberdade essas "artes se movem Duando são
mobili@adasb Es"ecialmente em nossa sociedade, o movimento livre da =rea "Elvica E
3reDuentemente bloDueado) Bem, a 3leIibilidade de muitos ti"os de movimentos E muito
de"endente da liberdade da ação "Elvica) auando as Guntas articulares "ermitem Due a "elve se
mova livremente em conGunção com as "ernas, o movimento resultante tem um senso de 3luIo e
de "rogresso desim"edido Due e direto e "ro"icia o contato, sem nen1um senso de inter3erOncia
interior) $uitos 1omens bloDueiam seu movimento "Elvico "orDue nosso ideal ocidentali@ado E
Due as mul1eres movimentem os Duadris, mas os 1omens verdadeiros não) ' contradição Lbvia
E o atleta masculino, Due trabal1a mel1or com a ação "Elvica Due tem o mais belo e livre
balanço) Imagine um Gogador de 3utebol correndo "elo cam"o e 1abilidosamente evitando ser
bloDueado, ou um gol3ista reali@ando um dr<#e1 ou um Gogador de beisebol "osicionando!se "ara
atirar a bola mais longe Due "uder) 's mul1eres tambEm bloDueiam o movimen
.8:
livre de sua "elve, não "orDue girar os Duadris esteGa muito 3ora do estereLti"o 3eminino, mas
"or causa das im"licaçPes ou da estimulação seIual Due "odem surgir dessa ação) ' necessidade
tera"Outica G
e
recu"erar o movimento "Elvico 3leI0vel E comum em ambos os seIos)
' rotação do "escoço e dos ol1os E a segunda em im"ortância) ' 3leIibilidade resulta de ser
ca"a@ de girar e tambEm de seguir direta!mente em 3rente) Fma "essoa com um "escoço r0gido
e ol1os Due não girem vO direto em 3rente, "onto 3inal) 'lgumas "essoas estão tão 3irmemente
3iIas em seus "rL"rios obGetivos Due entram no consultLrio do tera"euta e sL de"ois de muitas
sessPes "ercebem Due eIistem outras coisas no consultLrio a%$( do tera"euta) /udo o mais,
DualDuer outra coisa, E irrelevante e E desconsiderada) $as a relevância est= ligada ao conteIto,
e ao 3ocali@ar a"enas a 3igura do tera"euta elas deiIam "ouca "ossibilidade de estabelecer o
senso de conteIto Due E central "ara a "erce"ção 3igura!3undo e "ara a eI"eriOncia de contato)
Como su"erar essa esterilidadeb 'lgumas sessPes serão dedicadas a eI"erimentos Due reDuerem
Due o "aciente movimente seus ol1os de um lado "ara o outro e gire seu "escoço de modo a
eIaminar o consultLrio tão "lenamente Duanto "oss0vel) Ele ser= orientado a continuar esses
eIerc0cios 3ora do consultLrio, "restando atenção a detal1es ao lado ou atr=s de sua direção, Duer
ele esteGa dirigindo, sentado ou andando) 'o dirigir o carro a camin1o de uma reunião, uma
"essoa Due se sinta inclinada a"enas a c1egar l= em geral não observa as =rvores, as "essoas Due
andam "ela rua, o motorista do carro R sua 3rente, ou talve@ o n0vel de gasolina em seu "rL"rio
carro) ' 3leIibilidade E essencial "ara a ca"acidade de contato "orDue DualDuer coisa Due
"ermaneça num 3oco n0tido e imut=vel "or tem"o demais acaba morrendo, como um "E Due 3ica
entor"ecido Duando vocO se senta tem"o demais sobre ele) 's "essoas Due não se viram
Permanecem 3iIas e sem contato) ' recu"eração do movimento no Pescoço e nos ol1os tem um
grande "a"el "ara des3a@er esta 3iIide@)
C1eirar e "rovar
Provar o gosto e c1eirar in3eli@mente são relegados a um lugar
Cl
md=rio como 3unçPes de
contato) Eles tOm "a"Eis a"enas tangen!
.86
ciais na maioria das situaçPes Due 3ormam o curso "rodutivo da São "reocu"açPes centrais
basicamente em circunstâncias de la@er como "rovar um bom vin1o ou uma comida reDuintada,
ou c1eirar os "in1eiros ou a c1uva da "rimavera, ou em acontecimentos de erner gOncia em Due
"recisamos c1eirar algo Dueimando ou gases =cido
s
ou "rovar o gosto "ara saber se algo est=
estragado ou a@edo) (o3
Cs
tornamos de"endentes de sinais autom=ticos e não "recisamos mais nos
a"oiar em nossos "rL"rios sentidos) Fm ti(er di@ R dona!de!casa Duando seu Gantar, co@ido num
reci"iente R "rova de c1eiro, est= "ronto) Fm a"arel1o l1e di@ se a tem"eratura de sua casa est=
adeDuada, e se suas rou"as estão lim"as no 3inal de um ciclo de lavagem de Duatro ou seis
minutos) Embora o gosto e o c1eiro ten1am a"enas uma baiIa "rioridade como 3unçPes de
contato na vida cotidiana, estão longe de ser ausentes no ambiente de tera"ia)
/em 1avido um ressurgimento da 3unção do "aladar entre os gestalt!tera"eutas basicamente "or
Perls considerar o "rocesso de alimentação como o "rotLti"o da mani"ulação e da assimilação
Due o indiv0duo 3a@ do Due o seu ambiente tem a o3erecer)
5
4o in0cio, a criança engole inteiro o
Due E 3acilmente assimil=velM de"ois ela começa a mastigar "ara alterar o Due o seu mundo l1e
"ro"orciona sob 3orma digest0vel)
' conce"ção de Perls se Gunta o 3ato de Due o "aladar E um ato de avaliação Due Gulga se a
comida E aceit=vel ou não) 'lEm disso, o "aladar E tanto um est0mulo Duanto uma recom"ensa
ao ato de comer) ' 1abilidade de 3a@er discriminaçPes sutis em DualDuer modalidade de sentido
recebe uma alta "rioridade em gestalt!tera"ia) $esmo assim, "areceria estran1o "edir a nossos
"acientes Due trouIessem comida "ara o consultLrio "ara Due "udEssemos eI"lorar o "rocesso
de mastigar e saborear) 'i3e(os isso com conseDuOncias vigorosas, mas sL raramente)
Entretanto, não E raro recorrer R met=3ora ao 3alar Due uma "essoa E abençoada com bom gosto
e outra E amaldiçoada com um gosto atro@) Isso im"lica Due algumas "essoas mostram
sensibilidade a res"eito da adeDuação ou inadeDuação de algumas açoes ou obGetos, e Due essa
sensibilidade as guia na avaliação e discrimin
a
5) Perls, H) S) E)o1 hun)er and a))ression5 Londres+ eorge 'llen e Fn Ltd), .9:8)
.8;
r
ão de Duadros, dese(penhos e 1abilidades de outras "essoas em geral) ' im"licação intuitiva
neste uso da "alavra gosto, re3erindo!se R ca"acidade de avaliação das "essoas, E Due a 3unção
do "aladar E o "rotLti"o genErico "ara avaliar o bom ou o mau, o a"ro"riado ou o ina"ro"riado)
'lcançamos o "onto em Due o "aladar tem sido sacri3icado a consideraçPes de conveniOncia e
lucro) Cada ve@ menos as "essoas "ercebem a di3erença entre o "ão ou o bolo 3eitos em casa e
os "rodutos comerciais ins0"idos resultantes de 3Lrmulas de "rodução em massa, os TJ dinners
* cinco aulas "ara um "rato adeDuadoZ *, 3rutas tratadas "ara "arecerem atraentes mas sem
sabor, comidas congeladas, 3acilmente guardadas e comerciali@adas "orEm sem sabor) /udo isso
E bem comum e recebe "ouca obGeção "or "arte de uma "o"ulação Due mal recon1ece as
di3erenças, ou, mesmo Due recon1eça, não tem tem"o "ara reclamar ou sente vagamente Due
est= reclamando sobre algo trivial e não essencial) ' distância entre a 3a@enda e a boca
contribuiu "ouco "ara esta 3alta de discriminação) Cs valores culturais sustentam a
indi3erenciação e"idOmica) C "roblema E Due uma ve@ Due ten1amos cedido ao contato sim"les
e b=sico dis"on0vel ao saborear a comida 1= a"enas um "eDueno "asso "ara a desvalori@ação do
contato em geral) ?ecu"erar a "rL"ria ca"acidade de discriminação Duanto ao "aladar E um
"asso no sentido da recu"eração da "reocu"ação com o "rL"rio contatoM não a"enas em
bene30cio deste, o Due G= seria su3iciente, mas tambEm "ara o recon1ecimento b=sico da
im"ortância de se relacionar "lenamente com o Due Duer Due esteGa dis"on0vel no ambiente)
Cs )our(ets alimentam essa sensibilidade e "laneGam as re3eiçPes "ara Due cada "arte da
re3eição não sL ten1a sua "rL"ria a3irmação
a
3a@er, mas tambEm estabeleça um conteIto de
contraste e 1armonia com o restante da comida, de modo Due as comidas Duentes "odem
Se
r
estimuladas "or comidas 3rias, sabores 3ortes "odem ser contrastados com sabores sim"les, e
riDue@a com sim"licidade) '
e
Itura e a cor tambEm são mani"uladasM assim o detal1e e a
Fl
ue@a
se 3undem numa eI"eriOncia em Due a res"osta 3lui de
-.
"rato a outro como uma sin3onia ou
uma dança, sL Due
u
ito mais e3Emera) Cada o3erta E "laneGada "ara ser notada, e
nXo
desconsiderada)
.88
C c1eiro E uma das 3unçPes de contato mais "rimitivas e tambEm "rovavelmente a mais
subestimada) 'Duele Due E um dos sentidos U maior contato "ara os outros animais se
trans3ormou "ara o 1omem numa v0tima da de"reciação e do esc=rnio) ' maioria das "essoas
não c1eira os outros, nem deseGa 3a@O!lo) aualDuer observador casual d" anTncios "ublicit=rios
"ode notar Duanto tem"o E dedicado a nos incitar e * com um "eDueno "reço * nos auIiliar a
encobrir, remover ou minimi@ar nossos "rL"rios c1eiros) /emos de evitar os odores cor"oraisM
"recisamos lavar 3reDuentemente nosso cabelo, usamos desodorantes, usamos sprays
"er3umados em casa, damos a nossos cac1orros uma comida Due ir= atE diminuir o odor de seu
1=lito, e Deus nos livre de ter mau 1=litoZ
Cs "er3umes são uma am"liação do contato, mas eles nunca "erdem a caracter0stica de ser um
odor Due se "assa "or "essoal, e emite uma mensagem estereoti"ada) Fm cartum mostrava uma
mul1er gorda, de meia!idade, 3a@endo uma Tltima tentativa, ao lado de um balcão de "er3umes
onde todas as 3ragrâncias tin1am nomes como N4oite de PaiIãoN, NEntregaN, ou NSiga!meN, e
di@endo timidamente ao vendedor+ NQocO não tem algo "ara uma "rinci"iantebN)
$=rcia costumava c1eirar de um modo caracter0stico como uma 3orma de "ontuar algumas de
suas a3irmativas) Pedi a ela Due c1eirasse algo no consultLrio Due a estimulasse "ara isso)
Primeiro ela c1eirou o car"ete, a seguir uma mesa e de"ois a mim) auando ela me c1eirou, ela
3icou consciente de estar "erto demais, 3icou constrangida e voltou "ara a sua cadeira) EnDuanto
estava consciente da grande intimidade de me c1eirar, ela tambEm se lembrou de uma antiga
1umil1ação Due a tin1a 3eito eI"erienciar um grande so3rimento) $=rcia tin1a nove anos
Duando veio da Euro"a "ara os Estados Fnidos) Sua nova vida era muito con3usa e ela tin1a
muita di3iculdade em 3a@er amigos ou em sentir!se em casa) Certo dia v=rias crianças l1e deram
um sabonete Li3ebuo2 de "resente) 4aDuela E"oca sabonetes Li3ebuo2, odor cor"oral e desgraça
eram todos "arte de um mesmo "acote) Embora $=rcia na E"oca não "udesse com"reender a
"lena signi3icância do "resente, sabia Due tin1a sido muito 1umil1adaM D
u
ela era estran1a e
vergon1osamente di3erente de todas as outras "
e
soas a seu redor) EnDuanto continuava a 3alar,
$=rcia "ercebeu D gasta muito de sua energia tentando avaliar Dual E o c1eiro do rrrun e decidiu
Due de modo geral o mundo c1eira bem mal) Esse Gu g
.85
e a sustenta em sua necessidade crLnica de ser su"erior aos itros! Fma das marcas
caracter0sticas de seu car=ter E o seu con1e!imento dos de3eitos dos outros) /rans3ormar o
c1eirar 3igurativo de IQx=rcia num c1eirar real virou a mesaM ela descobrira Due o c1eirar
ea
l a
tin1a tra@ido "ara uma "osição de intimidade comigo e, "ara eu es"anto, 3icou assustada e
retraiu!se) Claramente, a eIcitação era maior Duando seu c1eirar "rodu@ia intimidade do Due
Duando era meramente uma rea3irmação desgastada de uma antiga a3ronta)
.89
7
E"isLdios de contato
&'s nunca paramos de e%plorar
- o final de toda nossa e%ploração
1er chegar onde começamos
- conhecermos o lugar pela primeira vez.
T) S) El*o.
Descrevemos a 3ronteira em Due o contato ocorre e as 3unçPes Ias Duais E 3eito o contato)
Entretanto, esses são meramente os com"onentes b=sicos da eI"eriOncia de contato) Cs
e"isLdios de contato são os eventos reais em Due o contato ocorreM esses eventos "ro"orcionam
substância e drama R tera"ia) Preocu"açPes e temas recorrentes se entrelaçam nesses e"isLdios e
tecem 3ios Due se tornam os guias "ara as "rinci"ais DuestPes na vida de uma "essoa)
'nne 3icou 3uriosa comigo "orDue ela acreditava Due eu estava 3avorecendo outros "acientes
Due, ela sabia, estavam tendo eI"eriOncias magn03icas em sua tera"ia comigo * e ela não estava
tendo essas eI"eriOnciasZ Ela des"edaçou meu relLgio, es"al1ou meus abaGures e cin@eiros e deu
um soco em meu rosto) /ive de lutar com ela "ara evitar mais danos R sala e a mim) auando 3oi
segura, 'nne estava branca de 1isteria, eIausta e em c1oDue) Eu a a3aguei diversas s atE Due sua
cor retornasse e ela "udesse me ver novamente, e"ois "eguei a sua mão e disse Due ir0amos
lim"ar a sala Guntos) Ela
e
stava aliviada com a c1ance de Guntar!se a mim e des3a@er os e3eitos
sua 3Tria) De"ois de arrumarmos a sala Guntos, ela conseguiu sor!m sua radiância surgiu e ela 3oi
embora) 4o dia seguinte, 'nne ligou
.5.
"ara di@er Due iria substituir o relLgio e sentia Due a eI"eriOncia valera um mil1ão de dLlares
"ara ela) DeiIei o din1eiro de lado e aceitei o relLgio) /ais e"isLdios vão alEm das tEcnicas, e o
tera"euta eI"eriOncia a si mesmo como um "artici"ante dos acontecimentos)
V claro Due nem todos os e"isLdios de contato tOm tal intensidade) 4em todos eles incluem esse
ti"o de emergOncia ou tanta dor) $as todos os e"isLdios de contato tOm uma seDuOncia de
momentos de contato Due constrLem uma unidade identi3ic=vel) Essas "eDuenas unidades de
interação 3ormam a base "ara o desenvolvimento do senso de se ter uma vida "lena de
acontecimentos)
Cs e"isLdios de contato tOm trOs caracter0sticas "rinci"ais+ sintaIe, re"resentat0vidade e
recorrOncia)
SintaIe
' caracter0stica b=sica do e"isLdio de contato E sua sintaIe, ou seGa, a estruturação ordenada e
recon1ec0vel de uma "arte do e"isLdio com as suas outras "artes)
C e"isLdio começa com o surgimento de uma necessidade, imediatamente recon1ec0vel ou Due
se 3orma gradualmente a "artir de uma matri@ de va@io, con3usão, caos ou 3alta de obGetivo)
$uitas necessidades 3lorescem e são satis3eitas sem nen1um senso de "ro"Lsito ou a/areness5
'lguEm conta uma "iada e vocO sorri, satis3a@endo es"ontaneamente a necessidade de ele se
Guntar a vocO "or intermEdio do 1umor) $uitas ve@es, entretanto, as necessidades da "essoa não
sL não são 3acilmente satis3eitas, mas tambEm são obscurasM os movimentos es"ontâneos no
sentido da satis3ação são im"edidos "elas contradiçPes "essoais) 'lguEm conta uma "iada, mas
"arece "reocu"ado e não consegue arrancar nen1um sorriso, nem consegue atenção "ara suas
"reocu"açPes) V necess=rio ter "r=tica em eI"lora sua "rL"ria eI"eriOncia antes Due muitas de
suas necessidades "ossam atE mesmo c1egar su3icientemente "erto da su"er30cie "ara si rem
recon1ecidas) Ele "ode nem saber Due est= "reocu"ado ou D "arece "reocu"ado e Due isso est=
a3etando sua res"osta a ele) "r=tica, muitas "essoas teriam di3iculdade em res"onder diretam ao
Due deseGam) 'lgumas "odem sim"lesmente não saberM o "odem "edir mais detal1es "ara ter
"istas de como de#eria( res"
.5,
"erguntaM outras "odem saber muito bem, mas não estar dis"ostas a
re
con1ecO!loM outras ainda
negam deseGos sim"les, como a necessidade de meIer uma "erna, e assim buscam um deseGo
grandiosoM e outras ac1am o mero ato de deseGar tão estran1o Due não irão eI"erimentar mais
nada)
Logo a necessidade emerge na tera"ia, e o e"isLdio de contato segue atE o "rocesso de
re"resentar a necessidade, desenvolvendo seus detal1es de modo Due ela "ossa se dirigir "ara a
conclusão e a satis3ação) Então, con3orme a necessidade se torna mais clara, ela "ode encontrar
resistOncia, "orDue a reali@ação da necessidade em "sicotera"ia em geral se d= em 3ace de uma
3orte resistOncia) 4esse momento, em Due o "oder da necessidade e a 3orça da resistOncia são
a"roIimadamente iguais, acontece o im"asse) C im"asse "ode ser visto como um 3ulcro ao
redor do Dual o movimento do indiv0duo "ode ser bloDueado ou 3avorecido)
4o "rogresso na direção do im"asse, se desenvolve um tema Due sublin1a o conteTdo do drama
e d= t0tulo e clare@a ao Due est= acontecendo) C tema "ode ser o lugar de uma "essoa nos
sentimentos de outra, como descrito anteriormente no drama de 'nne, ou "ode ser o modo como
a "essoa se com"orta sob "ressão, como no eIem"lo a seguir) ' gama de temas E ilimitada,
incluindo como in3luenciar o c1e3e, como viver com a "rL"ria maldade, como 3alar sem
adGetivos in3ind=veis, como des3a@er um bloDueio Due se tem "ara escrever e como desistir do
"rL"rio "er3eccionismo) Cada tema tem seu car=ter e conteTdo "essoais es"ec03icos, e se
desenvolve de um modo Tnico dentro do e"isLdio de contato) C tema indica o camin1o, o
momento de reunião, movendo!se na direção do im"asse) 'Dui, em 3ace das 3orças o"ostas
dentro do indiv0duo, o e"isLdio de contato atinge um momento culminante, abrindo novas
"ossibilidades "ara atravessar as barreiras anteriores e "assar "or sentimentos ou
com"ortamentos
a
ntes "roibidos atE c1egar R conclusão) C eIcitamento crescente, Due 5ora E
assimil=vel em ve@ de ameaçador, sustenta uma onda Due "or [n leva R iluminação) 'Dui o
indiv0duo c1ega a uma nova orientação
l
anto a resoluçPes e alternativas) V comum o
recon1ecimento da
a
eI"eriOncia, embora Rs ve@es esse recon1ecimento * sobretudo
gru"os * "ossa levar 3acilmente a an=lises Due destroem o drama ento com"letado) De"ois do
recon1ecimento * ou mesmo sem
f ^ indiv0duo est= livre "ara seguir adiante, muitas ve@es "ara
.57
com"letar o mesmo tema em novos e"isLdios de contato, mas com in3initas variaçPes Due dão a
cada re"etição dimensão e relevância maiores)
Portanto, a sintaIe do e"isLdio de contato se move mediante oito est=gios+ .) a emergOncia da
necessidadeM ,) a tentativa de re"resentar a necessidadeM 7) a mobili@ação da luta interiorM :) a
a3irmação do tema incor"orando a necessidade e a resistOnciaM 6) a c1egada ao im"asseM ;) a
eI"eriOncia culminanteM L? a iluminaçãoM e 5) o recon1ecimento) Esse ciclo "ode durar a"enas
um minutoM "ode atuar durante uma sessão, um ano, ou mesmo uma vida inteira) Cs oito
est=gios "odem ocorrer em diversas seDuOncias, ou algumas ve@es condensar!se
simultaneamente) Eles são orientaçPes e não devem ser considerados uma ordem "recisa e
imut=vel)
' seguir 1= um eIem"lo de como um e"isLdio de contato se move segundo suas 3ases) E um
resumo de uma sessão de tera"ia individual em Due Bernard começa descrevendo como sente
di3iculdade "ara 3a@er DualDuer coisa, a não ser Due sinta Due a situação E cr0tica) C resultado E
Due ele E re"etidamente governado "elas situaçPes de crise e não consegue 3a@er aDuilo de Due
necessita, "orDue sL E ins"irado "ela necessidade imediata) Sua eI"eriOncia E Due sua vida E
agitada, sentindo muita urgOncia, "ouco senso de sustentação e nem de longe "a@ su3iciente)
-ernard" auando estou numa situação de crise, sim"lesmente me sinto 3luir)))) Eu "osso realmente me mover) Posso
recon1ecer Due estou amedrontado))) todos os ti"os de sentimentos Due ten1o, mas nunca me imobili@o)
Ele continua+
(Bem) E assim, eu "ego o tele3one e aMo5 Como ontem, "eguei o tele3one e agi) $as "or trOs meses antes disso 3iDuei
enrolando, e isso me "arece louco)
'Dui temos o "rimeiro est=gio do e"isLdio de contato em Due a necessidade emerge, "recedida
"or algumas trocas "essoais, de conversa, in3ormativas Due aGudaram, não estratEgica, mas
naturalmente, a lubri3icar a eI"eriOncia de contato entre nLs dois) ' a3irmação es"ec03i
ca
.5:
Bernard sobre a necessidade inclui a"render a "rodu@ir não sL Duando a urgOncia a"aga o senso
de escol1a, mas tambEm Duando ele E um agente livre e "ode o"erar sem "ressão) 4essa eta"a
do e"isLdio de contato estamos "rontos "ara "assar ao segundo est=gio, Due E encontrar
maneiras de representar a necessidade5 $in1a 3antasia era de Due Bernard "recisava ser
"ressionado contra uma "arede antes de "rodu@ir algo) $in1a es"eculação seguinte 3oi de Due
ele não confia
e
m ninguEm "ara 3icar "or tr=s dele ou "ara sustent=!lo * assim ele o"era mel1or
Duando suas costas estão contra a "arede) Senti essas es"eculaçPes com 3orça su3iciente "ara
re"resentar a necessidade mediante uma met=3ora, como um meio de colocar Bernard num
cen=rio em Due seu relacionamento com a "arede "or tr=s dele "udesse se mani3estar) Primeiro,
tentei tra@O!lo "ara a consciOncia de como ele eI"erimentava o es"aço atr=s de si, su"ondo Due
ao 3icar com esta eI"eriOncia Bernard "oderia contatar o es"aço va@io em ve@ de meramente
"reenc1O!lo com "roGeçPes sobre as "ressPes Due o con3rontam) Em res"osta a isso, 3antasiou
Due o es"aço atr=s dele era c&ncavo e ele "odia lançar!se como se estivesse numa grande cadeira
de balanço) Para ele, isso trouIe uma sensação semel1ante R de um Ttero, e ele 3icou
constrangido com o "ensamento de Due um 1omem de sua idade ("ouco mais de trinta) "udesse
Duerer algo assim) Então sua %uta interior (est=gio 7) começou a se 3ormar, reGeitando sua
"assividade e in3antilidade inaceit=veis, normalmente "erturbadoras, e ao mesmo tem"o
"rovocando a crise em Due ele "oderia 3icar de "E (como um 1omem) e agir) Bernard disse+
-ernard" Sim, essa E a sensação, sim"lesmente esse absurdo) Eu não deveria Duerer isso)
(Longa "ausa) Bem, a outra 3antasia Due tive E, numa crise eu 3ico em "E ereto e não eIiste a
necessidade de 3a@er algo deste ti"o) E eu me sinto))) inteiro) Ereto, inteiro, e ca"a@ de agir)
'Dui ele rea3irma sua necessidade, sL Due dessa ve@ sua luta "olari@ada E evidente) Fma das
3orças o"ostas dentro dele di@+ NEu não deveria Duerer issoN, e ele est= tambEm constrangido,
1esitante, com os ombros arDueados e imobili@ado) Seu outro lado se o"Pe a isso, "rocurando
"ela crise de modo Due "ossa se sentir NEreto, inteiro))) e ca"a@ c agirN) Bernard "recisa
descobrir Due mesmo essa "arte de si mesmo
.56
Due ele desden1a como absurda "ode ter suas "rL"rias "ossibilidades "rodutivas) Sua 3antasia de
um retiro semel1ante ao Ttero E su3icientemente constrangedora "ara bloDuear o contato com o
es"aço atr=s dele) $as ele "recisa se mover alEm desse constrangimento) Com isso em mente,
"edi novamente a Bernard "ara imaginar o es"aço e a "arede atr=s dele)
-ernard" A sensação E boa, mas não muito segura "orDue não estou certo do Due eIiste ali atr=s) E "arece 3rouIo, e
assim algo "oderia atravess=!lo))) uauZ
Terapeuta" Isso l1e tra@ ansiedadeb
-" 4ão o modo como ela E, mas o modo como a concebo, isso me "rovoca ansiedade))) me sinto um "ouco ansioso)
/+ C Due "oderia atravessarb QeGa se vocO consegue imaginar isso)
-" Fma 3antasia de duas mãos atravessando e "egando meus ombros, me "uIando "ara tr=s) $as como mãos
realmente se"aradas do cor"o sim"lesmente atravessando ou saindo da "arede) Elas são mãos muito 3ortes, muito
grandes, meio nodosas))) e "eludas))) e elas sim"lesmente 3icam assim sus"ensas (3a@ o gesto))
/+ Como vocO se sente com relação a elas 3icarem assim sus"ensasb
-" 'ssustado) C Due acabei de "ensar disso, o Due acabei de 3antasiar 3oi Due elas começavam a me acariciar) Elas me
acariciaram e de"ois "egaram min1a cabeça, como se eu começasse a me sentir descendo assim))) e elas "egaram
min1a cabeça e meio Due me levantaram assim, me agarraram)
' luta mobili@ada aumenta) ' resistOncia assume a 3orma de um contato "erigoso "roGetado
como cor"ori3icado na imagem ameaçadora de duas mãos) Essa "roGeção aumenta a energia
"ara o movimento da luta na direção do im"asse e "ara a conseDuente resolução culminante)
'nsiedade E eIcitação constrita,
.
e assim "odemos es"erar Due a "ressão Due resulta de DualDuer
ti"o de constrição ir= servir aDui como uma 3orça de "ro"ulsão, Due busca eI"ressar!se) C
di=logo continua+
.) Perls, H) S), Ue33erline, ?al"1 e oodman, Paul) Gesta%t therapy0AorW+ Bulian Press, Inc), .96.)
.5;
T" C Due elas estão tentando 3a@erb
-" Elas continuam evitando Due min1a cabeça caia) E "arece Due se elas me soltarem eu deiIaria min1a cabeça cair)
T" QocO est= satis3eito "or não deiIar sua cabeça cair, ou vocO gostaria distob
-" Parece Due deiIar min1a cabeça cair seria involunt=rio, Due eu realmente não Duero 3a@er isto, mas Due o 3aria de
DualDuer modo)
T" '"esar de si mesmo e das mãos)
-" V como se eu não "uder manter min1a cabeça ereta, então as mãos 3arão isto, e se elas não "uderem, nada "oder=
aGudar) (Pausa muito longa)
T" Isto 3a@ com Due vocO "are, es"antado)
-" 'cabei de ter uma r="ida visão de um monte de "essoas Due me di@em "ara 3a@er ou "ara não 3a@er coisas, e
"arecia como se 3ossem as mãos delas (isso 3oi dito bem r="ida e a"ressadamente)) 's "alavras Due me vieram 3oram
Nser= Due eu sou realmente tão 3racobN) 'lgumas ve@es me sinto assim, es"ecialmente nas coisas do cotidiano, no Due
se re3ere a 3a@er as coisas)
T" Hale mais sobre Duando vocO se sente assim)
-" auando sei Due deveria 3a@er algo, Duando eu deveria estar 3a@endo um relatLrio ou escrevendo meu ensaio,
realmente 3ico 1esitante) auando eIiste uma eI"ectativa eIterna, então eu o 3aço, vocO sabe, algum ti"o de coisa
eIterna) C Due E louco "orDue 3ico me colocando em "osiçPes em Due recebo esse ti"o de coisa))) a eI"ectativa
eIterna, e então eu sinto Due não Duero continuar com isso ou Due não "osso continuar com isso ou sinto as duas
coisas)
'Dui temos uma clara afir(a!o do te(a (est=gio :) de seu dilema) Para conseguir se meIer,
Bernard cria uma situação em Due ele receber= "ressão vinda de uma 3onte eIterna) Seu
ressentimento da vigOncia eIterna, contudo, 3a@ com Due ele resista * caindo "sicologicamente
* ao Due ele mesmo "rovocou) Ele "recisa ser ca"a@ de escrever seus relatLrios e seus ensaios,
de 3a@er seu trabal1o sem uma Pressão eIterna imediata e clara "ara com"ensar sua incerte@a
Duanto
a
suas "rL"rias direçPes) $in1a es"eculação E Due Bernard tem de ser
Ca
Pa@ de 3a@er
contato com su"orte!sem!eIigOncia e "ermitir Due sua
lv
ação aumente) Essa eIcitação "recisa
estar dis"on0vel "ara ele,
.58
mesmo Duando ele não est= sob a "ressão severa Due su"rime seu senso de liberdade de escol1a)
C "roblema "ara ele E ser ca"a@ de criar a "artir de um senso de "ro"ulsão interior, dentro do
Duadro de re3erOncia de su"orte e eI"ectativa, mas sem sentir!se em"urrado) Continuamos
estabelecendo um di=logo entre as "olaridades+
T" Então deiIe seu eu 1esitante 3alar com as mãos)
-" Para Due vocO continua me em"urrando, me em"urrandob Eu sim"lesmente Duero me deitar, "or Due vocO não me
deiIa em "a@b
T" C Due as mãos di@emb
-" HiDue em "EZ Levante!seZ Pare de 3alar bobagemZ CresçaZ 'ssuma a res"onsabilidade) SeGa 1omem) 4ão dO uma
de es"erto)
T" Como seu eu 1esitante se sente agorab
-" QocO ainda não 3oi emborab SumaZ $e deiIe em "a@Z Estou cansado de vocOZ QocO E um toloZ (Sus"iro "ro3undo e
"ausa longa) Sim"lesmente))) vocO não vale nada)
T" C Due as mãos 3a@em agorab
-" Controle!se, "elo amor de Deus, vocO est= 3alando como uma criançaZ ($uito mais alto e sem "ronunciar bem as
"alavras) 4ão sei o Due vou 3a@er com vocOZ QocO E um liIoZ QocO est= des"erdiçando sua vida, des"erdiçando seu
tem"oZ
4esse momento Bernard atinge o i(passe (est=gio 6)) Seu senso de 1esitação obteve "oder
su3iciente "ara con3rontar seu senso de eIigOncia urgente, e o resultado E um em"ateM ele 3ica
1esitante Duando as mãos o acariciam, trans3ormando assim a "rL"ria car0cia num a"oio "ara a
sua 1esitação) Hinalmente, as mãos sustentadoras se voltam "ara a acusação e a eIigOncia) Isso
resulta em sua resistOncia diante do a"oio ou da eIigOncia)
Esse im"asse "oderia ser resolvido de muitos modos di3erentes) C "onto b=sico em todos eles
seria estabelecer uma emergOncia segura "or meio de um eI"erimento ou de um con3ronto, em
Due um rearranGo dos ingredientes 3amiliares im"eliria Bernard a su"erar an tigas contradiçPes)
4esse instante o"tei "or me colocar atr=s dele, e "E ali "ara Due ele "udesse (e sentir no es"aço
va@io e ser ativa
.55
"or um senso de contato real em ve@ de mediante suas "roGeçPes costumeiras+
/+ (Em "E atr=s dele) C Due vocO est= sentindob
-" Uumm, "rimeiro 3iDuei imaginando o Due vocO ia 3a@er e então ouvi um barul1o e 3iDuei imaginando o
Due vocO estava 3a@endo) Então comecei a ol1ar R min1a volta e "ercebi Due o barul1o era 3ora da sala) Eu
me senti ao mesmo tem"o relaIado e mais "ressionado a 3a@er algo) (Pausa muito longa enDuanto o
tera"euta 3ica em "E atr=s dele e segura suavemente seu "escoço) Sinto uma vontade de me curvar e ser
um bebE)
T" Então "ermita!se 3a@er isso)
-" ($urmurando) QocO est= brincando) 4ão, isso realmente me assusta) C111Z (grande sus"iro) Eu tive
#anf%ash de))) como ser um bebE E colocar o "olegar na boca e c1orar, e então "ercebi Due isso E tudo o
Due ser um bebE signi3ica "ara mim))) isso E tudo)
/+ Bem, eI"erimente colocar seu "olegar na boca e ver como E isso)
-" (Ha@ isso) ?iso curto) Parece))) ?ealmente senti a tensão indo embora de meu cor"o) Eu me senti
relaIado (Pausa muito longa) FauZ auando coloDuei meu "olegar na boca, senti Due não "recisava c1orar)
$in1a 3antasia era Due eu 3aria as duas coisas, mas Duando o 3i@, era como se colocar meu "olegar na
boca me im"edisse de c1orar))) não me im"ediu, não senti nen1uma necessidade de c1orar)
'Dui est= a "rimeira trans3ormaçãoM Bernard a3rouIa o im"asse ao descobrir Due o com"ortamento
"roibido tra@ satis3açPes ines"eradas) Isso o libera "ara eI"erimentar o a"oio sem a eIigOncia e o "re"ara
"ara ir na direção de sua "rL"ria eI"eriOncia culminante+
T" aual E a sensação Due vocO tem Duanto a eu estar aDui atr=sb
-" Parece rea%(ente bomZ Eu me sinto muito aDuecido e a"oiado neste momento) De algum modo não me
sinto "reocu"ado com o Due digo)
8N+ Bem, sim"lesmente deiIe Due seus "ensamentos 3luam e veGa o Due surge "ara vocO)
-0 Eu ten1o um ti"o de coneIão estran1a com as "alavras) auase como Duando escrevo um "oema, não
estou realmente certo do Due ir= surgir e
as
sim me sinto descontrolado) Palavras, u1)))
.59
C tem"o E Gusto e não tem 4en1um conceito de intimidade) EIiste um doee encantamento Due di@, $an1ã certa, noite
escura (murmTrios) $an1ã certa, noite escura Em algum lugar os "ardais cantam
'tE
' tem"estade ainda est= "or vir) E nunca antes num doce mistErio, talve@
nunca de novo
Cs rios "ossam 3luir do sul "ara o norte) Para Due os vel1os son1em son1os, cantem cançPes e dancem) 'lEm de
1ori@ontes Due a Guventude nunca "ode tocar EIiste um riac1o Due corre r="ido, Pro3undo nas Dualidades da
escuridão e elevado nas
Dualidades do cEu a@ul) SL os vel1os * sL os vel1os c1e3es aue sabem Due Rs ve@es a m=gica não 3unciona Sabem
Due
C tem"o E a conseDuOncia do Gusto DaDuilo Due, estrangeiro eu son1ei) Este aman1ã E a)ora em rios de sangue aue
correm "elo meu cor"o)
' e:peri7ncia cu%(inante (est=gio ;) tin1a acontecido+ com grande absorção, atE mesmo
assombro, Bernard tin1a "rodu@ido algo vindo da urgOncia interior em ve@ da eIigOncia
"roGetada) Ele eI"erimenc tara o a"oio de outra "essoa sem 3icar 1esitante, mantendo sua
"rL"ria liberdade eI"ressiva e seu estilo) ' seguir vem a i%u(ina!o (est=gio 8)+
/+ QocO "ode sentir os rios de sangueb
-" Sim) Em meu "escoço e em meus braços) (Pausa longa) 4este momento eu sinto como))) como se eu "udesse estar
no ol1o de um 3uracão, onde tudo est= calmo, e tudo estivesse bem) QocO "oderia ver tudo rodando em vol m e eu
ainda "oderia me mover) V isso Due acontece comigo) Eu))) gosto cotidiano) 4ão Due isso "areça tão tedioso e
cotidiano) Parece tão caLtico,
.9-
então eu me sinto caLtico e de um modo ou de outro não consigo lidar com o caos) $as Duando me sinto calmo
assim, sinto Due "osso lidar com o caos, Due est= tudo bem se as coisas 3orem caLticas) Eu não "reciso controlar,
"osso sim"lesmente lidar com isso))) 'gora eu Dueria ter "a"el e caneta) Se eu "udesse ver o Due 3oi Due eu disse
(silOncio muito longo)) Sim"lesmente me sinto totalmente solto agora))) "a@) $uito consciente de meus sentidos) '
sala "arece muito mais leve) 'lgumas coisas, como este Duadro e aDuele so3= e as almo3adas, "arece Due eu estou
realmente vendo))) eu "osso realmente ver as cores, vocO sabe, "ela "rimeira ve@, elas não "arecem monLtonas) 'gora
elas "arecem muito coloridas) V agrad=vel)
Com o reconheci(ento1 NV agrad=velN (est=gio 5), Bernard est= B "ara ir adianteM o e"isLdio de
contato est= com"leto)
?e"resentatividade
$uitas "essoas eI"ressaram a "reocu"ação sobre o Due a "sico!tera"ia tem a ver com a vida da
"essoa fora da tera"ia, se E Due tem algo a ver) Essa controvErsia E um "oço sem 3undo) Boas
eI"eriOncias crescem alEm de seus "rL"rios breves momentos de eIistOncia tão certamente
Duanto um momento se move "ara o seguinte) 'creditamos nisso) Cs e"isLdios de contato
individuais re"resentam os estilos de contato 3ora da "rL"ria eI"eriOncia da tera"ia, e eles
eIercem uma in3luOncia alEm das 1oras "assadas no consultLrio do tera"euta)
/odas as eI"eriOncias "odem ser vistas como tendo um "oder alegLrico, isto E, o "oder de
condensar em "eDuenas unidades os eventos Due acontecem no decorrer de "er0odos de tem"o)
' eI"eriOncia da tera"ia E es"ecialmente dotada desse "oder "or causa de
s
ua intensidade e em
virtude da intenção eI"l0cita de Due a signi3i!cancia da eI"eriOncia ir= estender!se "ara a vida
cotidiana) 'lEm desse "oder, entretanto, eIistem trOs vertentes "rinci"ais Due 3avorecem a
re"resentatividade do contato tera"Outico+ .) o ensino de 1abi!
.(
lades Due "ossam ser usadas na
vida cotidianaM ,) a 3unção de
lv
açãoM e 7) o desenvolvimento de um novo senso de se%f5
Ensino de ha+i%idades * geralmente, as 1abilidades são ensina!
da
s
m como no caso de andar de bicicleta * com um obGetivo claro em
.9.
mente e um con1ecimento bem eI"l0cito Duanto aos "assos intermedi=rios envolvidos na
a"rendi@agem da 1abilidade!3im) 4ão E assim na "sicotera"ia, em Due o ensino * a"esar de ser
Rs ve@es abertamente instrutivo, como ao se ensinar alguEm a tirar os outros de suas costas * E
sobretudo bastante sutil, e as 1abilidades muitas ve@es não são 3=ceis de identi3icar) 's
1abilidades "odem incluir usar uma linguagem mais eI"ressiva, manter os ol1os abertos, soltar!
se ao dançar, "ermitir uma onda de sensação no clitLris, 3a@er "erguntas "roibidas ou
"erturbadoras, convidar uma garota "ara sair ou se a3astar de ambientes nocivos)
V bem con1ecido o "oder do tera"euta ou do gru"o "ara dar a"oio e incentivo a 3im de Due a
"essoa eI"erimente novos com"ortamentos) Ele age mesmo Due não ten1a sido dada nen1uma
instrução es"ec03ica) $uitos "acientes cuGas 3antasias seIuais são ouvidas e aceitas e Due
seguem adiante e eI"erienciam novas sensaçPes seIuais nunca mais terão medo da seIualidade
no (es(o n<#e%5 $uitas "essoas silenciosas Due eI"loram sua loDuacidade na tera"ia terão
maior "robabilidade de buscar novos modos de 3alar 3ora da tera"ia) De"ois de ser amado "elo
tera"euta ou "elo gru"o, E di30cil voltar ou se acostumar com os antigos n0veis de isolamento ou
timide@)
Fma es"osa reclamava o tem"o todo com seu marido "orDue ele sa0a muito de casa) Segundo
ele, o modo "elo Dual ela estava reclamando aDui em meu consultLrio 3ora o Due o 1avia
a3astado de casa) Perguntei!l1e o Due ela "oderia 3a@er Due 3osse mais interessante) Ela 1esitou e
se interrom"eu "or alguns momentos, e de"ois "ermitiu!se eI"lorar como seria se ela 3osse
brincal1ona com ele e "udesse tra@O!lo mais "ara "erto) 'ssim, ela sorriu "ara ele e 3alou
suavemente sobre o Due gostava nele, e relembrou as coisas Due eles tin1am des3rutado Guntos)
Ela era convidativa, e sua vo@ era 0ntima e Duente) Ele 3icou deliciado, e ela descobriu Due tin1a
a ha+i%idade de tra@O!lo "ara "erto e não "recisava recorrer a reclamaçPes) Cutra "aciente, uma
mul1er Due eI"erienciava a maioria dos "roblemas em sua vida como se 1ouvesse a"enas dois
"ontos o"ostos de resolução, teve de a"render a considerar alternativas) Sua criação "uritana e
conservadora ensinara!l1e a considerar sua eI"eriOncia em contrastes agudos de "reto ou
branco, bom ou mau, certo ou errado, e não 1avia duvi Duanto ao Due ela deveria escol1er) 4a
tera"ia, ela a"rendeu a con derar o outro lado de si mesma e encontrou em si um 1umor e u
.9,
or
Gginalidade travessos Due "oderiam lev=!la a encontrar res"ostas novas "ara seus "rL"rios
"roblemas, como vender "essoalmente todos os mLveis da casa "orDue estava cansada delesZ
Isso E uma 1abilidade)
Esses eIem"los são comuns) Fma ve@ Due uma 1abilidade seGa a"rendida, ela "ode ser usadaM
ou, ao contr=rio, uma ve@ Due uma 1abilidade seGa usada, ela "ode ser a"rendida) auando a
"essoa a"rende a nadar num lago seguro, tambEm "ode nadar em outros lugares) auando uma
mul1er a"rende, na tera"ia, Due "ode sedu@ir
s
eu marido em ve@ de im"ortun=!lo, ou Duando um
1omem a"rende Due ele "ode 3alar de 3orma vigorosa em ve@ de t0mida, eles "or certo
eI"erimentarão usar essas 1abilidades em outras situaçPes)
$uitas das 1abilidades a"rendidas em tera"ia são "rodutos colaterais do "rocesso de abertura ou
a3rouIamento) Con3orme a "ers"ectiva com"ortamental do indiv0duo * ou N3undoN * se
eI"ande, ele se torna mais rece"tivo a novas atividades e a novos sentimentos) Por eIem"lo,
Duando uma "essoa sente sua seIualidade nascente na atmos3era animadora e "ermissiva da
tera"ia, ela E orientada a eI"e!rienciar novos com"ortamentos seIuais) C conseDuente
desenvolvimento de sua 1abilidade seIual não de"ende de instruçPes diretas, mas cresce a "artir
de suas "rL"rias atividades, "elas Duais ela descobre como 3a@er aDuilo Due anteriormente estava
3ora de suas "rL"rias 3ronteiras) Fma 1abilidade não "ode ser bem a"rendida atE ser eIercitada)
'o eIercit=!la, o indiv0duo abaiIa seu limiar de risco) 4a verdade, toda a cena tera"Outica tem o
obGetivo de alterar os limiares de risco, ao 3a@er com Due a "essoa eI"eriencie numa situação
relativamente segura aDuilo Due era "roibitivamente assustador no mundo eIterno) De"ois Due a
nova 1abilidade 3oi eI"erimentada, a Duestão não E mais se o indiv0duo pode se envolver em tal
com"ortamento) Em ve@ disso, ela "assa a ser se ele esco%he 3a@O!lo e sob Duais circunstancias)
Entretanto, esta não E uma "ro"osição tudo!ou!nada) ' tera!P
B
a lida com o estabelecimento de
novos limiares "ara a eI"eriOncia,
e
não a"enas com a alteração total do com"ortamento)
Portanto, o uidiv0duo "ode se tornar menos 3acilmente constrangido, desanimado
u
mtimidado,
ou, se isso acontecer, ele "ode não ser tão en3raDuecido
7.
esses sentimentos) 'lEm do mais,
mesmo Due ele 3iDue en3raDue!^m "oder= se recu"erar mel1or desse revEs)
.97
V claro Due a a"rendi@agem incidental de 1abilidades, "elo "r
-
) cesso natural de interaçPes e sem
a intenção de se ensinar uma 1abilidade es"ec03ica, E inevit=vel) $as em muitos casos e:iste
um
a
intenção clara de ensinar 1abilidades es"ec03icas, incluindo corno usar a linguagem, como
andar, como ver, como res"irar etc) auando alguEm a"rende "ela "r=tica a 3alar de modo
"enetrante, a sustentar suas "rL"rias a3irmaçPes, a meIer sua "elve, a abrir seus ol1os e ver seu
ambiente, a di@er a verdade sobre si mesmo ou sobre o Due ele observa, atE mesmo a "laneGar
um curr0culo universit=rio etc, ele est= aprendendo ha+i%idades5 C tera"euta não "recisa relutar
em ensinar algo a alguEm+ ensinar não signi3ica ineIoravelmente colocar algo na "essoa Due
não seGa dela, nem deve signi3icar tirar da "essoa a o"ortunidade de a"render algo "or si mesma,
nem ignorar o 3ato de Due a vida E mais do Due uma 1abilidade es"ec03ica)
Su"on1a Due o tera"euta diga a um de seus "acientes+ NEI"erimente mover sua "elve deste
modoN, e ele eI"erimente e diga+ NIsso "arece 3emininoN, e o tera"euta diga+ NSim, 3eminino,
mas Dual E a sua sensaçãobN, e ele diga+ NParece mais suave andar assimN e ele termine andando
de um modo mais livre e 3=cil sem se "reocu"ar com a 3eminilidade) 4ão E nen1uma sa3ade@a)
'mbos estariam seriamente limitados se o "aciente tivesse Due descobrir isso sem nen1uma
instrução ou esclarecimento do tera"euta) aue bem o tera"euta teria 3eito a eleb V claro Due ao
ensinar alguEm eIiste um risco de Due o "aciente a"enas siga as instruçPes) $as muito "oucas
coisas são reali@adas sem Due 1aGa riscos, e esse risco "arece valer a "ena) 4a verdade, não 1=
como evit=!lo, "or mais @elosamente Due se "roteGa a sacralidade da iniciativa e da descoberta
individual) De DualDuer modo, o "aciente muitas ve@es ir= imitar o tera"euta ou tentar= seguir
instruçPes Nim"l0citasN) 'ssim, se o tera"euta tem uma 1abilidade "ara ensinar alguEm, não E
su3iciente es"erar "iamente Due algum dia a "essoa v= descobrir isso "or si mesma) $uitas
1abilidades "odem ser ensinadas diretamente sem sabotar a integridade de Duem a"rende) Se o
"ro3essor de natação me di@ Due continuo engolindo agua "orDue estou batendo as "ernas baiIo
demais, eI"erimento bate mais alto e descubro Due 3ica mais 3=cil) 'inda ten1o de "raticar isso
"ara 3a@er com Due 3uncione "ara mim, mas 3ico grato "or não ter descobrir tudo so@in1o) Eu
"oderia nunca "erceber isso, ou demora muito "ara 3a@O!lo, e este tem"o "ode ser mais bem
em"regado
.9:
,rLIimo "asso de a"rendi@agem) Desse mesmo modo, se o tera"euta
a uma "essoa, cuGa vo@ não se "roGeta bem, "ara res"irar um "ouco mais 3undo e "ara 3alar
Duando ainda tiver ar, essa "essoa não g
S
t= sendo "rivada de um 3uncionamento inde"endente)
4a verdade, "odemos argumentar Due est= recebendo uma re3erOncia 3irme "ara eIercitar sua
3unção individual mediante essa instrução sim"les)
Ati#a!o * os bons tera"eutas, inde"endentemente de Dual seGa sua base teLrica, são "essoas
animadas) ' 3ala e as açPes deles são incisivas e estimulantes) '"Ls estar com eles, nos sentimos
renovados e inclinados a novos desenvolvimentos muito de"ois do contato original ter sido
3eito) Essa ativação E um ingrediente natural da eI"eriOncia de contato) C talento do tera"euta
"ara 3a@er contato E seu instrumento b=sico "ara ativar a outra "essoa a 3im de Due ela use suas
"rL"rias energias e se anime a reali@ar mudanças) ' ativação leva "or si mesma * talve@ atE
evoDue * a novas o"ortunidades de resolução) 'lEm disso, cada resolução "or si mesma tem
um novo "otencial de ativação)
C tera"euta não deiIa Due os cac1orros adormecidos continuem deitados, a menos Due ele
avalie Due seus a"etites, Duando des"ertados, "ossam ser tão vora@es Due se mostrem não
administr=veis) C "aciente, de"ois de ter eI"erimentado o sabor, ter "rovado um "edaço e ter se
tornado um "artici"ante na sua criação, ter= menor "robabilidade de se acomodar com uma
conversa monLtona e rotineira, segura mas insatis3atLria) Ele est= ativado "ara recriar em outras
situaçPes aDuilo Due G= eI"erienciou na com"an1ia do tera"euta ou do gru"o) Pode tambEm
começar a eI"erimentar a si mesmo como ca"a@ de estimular outras "essoas) Ele não sL ser=
mais ca"a@ de res"onder a uma situação estimuladora, mas "ode atE a"render como 3a@er com
Due isso aconteça Duando 3or necess=rio)
' di3iculdade em tentar 3a@er as coisas acontecerem E Due as circunstâncias 3ora da tera"ia são
bem di3erentes e as 3rustraçPes são levit=veis) $as a ativação começa um novo "rocesso, Due
em geral
re
sulta em novos valores e em novos com"ortamentos, e algumas
Qe
@es "rovocam
mudanças em c1e3es, maridos ou es"osas, e colegas
e
trabal1o) 's conseDuOncias de disritmia,
ansiedade, caos e con3lito
\e
m "arte de uma "erturbação Due "ode nos levar a Duestionar se ) ^
isso vale a "ena) C1e3es e colegas de trabal1o não entendem ou
Podem ser incomodados) $aridos e es"osas são atormentados e
.96
distra0dos) Entretanto, a mudança sL ir= ocorrer segundo os risco
s
inerentes a tais ativaçPes) 4ão
Due essa agitação seGa indis"ens=vel "ara a mudança, mas o risco de Due ela aconteça $
indis"ens=velZ
Fma das eI"eriOncias mais ativadoras na vida E se a"aiIonar Isso acontece com alguma
3reDuOncia entre "aciente e tera"euta o2 entre membros do gru"o) 4esse amor eIiste a 3agul1a
da mobili@ação Due se estende "ara alEm da "rL"ria tera"ia) Fma Govem de ,. anos totalmente
isolada dos 1omens, me contou um son1o em Due ela 3a@ia amor comigo, e de"ois declarou Due
gostaria realmente de 3a@er amor comigo) Seus deseGos, 3ortes e sur"reendentes, e eI"ressos de
um modo direto e ingEnuo, me aDueceram) Embora eu não estivesse dis"osto a 3a@er amor com
ela, disse!l1e como a ac1ava "ro3undamente atraente) Ela "odia ver como sua abertura 1avia me
comovido de 3orma "ro3unda) Desde então, os 1omens se tornaram "arte da vida dela) Sua
dis"osição "ara ativar e ser ativada era como se ela tivesse a"rendido uma linguagem, Due
anteriormente l1e era estran1a)
C amor não E a Tnica 3orça ativadora) ' 3rustração E outra 3onte comum de ativação)
$encionamos Due Perls descrevia muito de seu "rL"rio trabal1o como baseado na 3rustração
criativa) Sua intenção era 3rustrar o "aciente em seu movimento na direção de DualDuer obGetivo
Due dependesse da coo"eração de Perls) Im"elido "ela mobili@ação Due se desenvolvia a "artir
dessa 3rustração, o indiv0duo iria rom"er sua "rL"ria "aralisia e se tornar su3icientemente
ativado "ara obter satis3ação "or seus pr4prios es3orços)
C 1umor E outro elemento ativador Due "artici"a do e"isLdio de contato, tanto na tera"ia Duanto
3ora dela) ' dis"osição "ara brincar, a "iada no momento certo, meIer com a outra "essoa, rir
das incongruOncias, tudo isso 3a@ "arte de unir!se a outra "essoa, não so Duando ela est=
"erturbada, mas tambEm na eI"ansividade Due o 1umor inevitavelmente evoca) ' 1ilaridade E
comum em gru"os de gestalt) 'lgumas ve@es isso E esca"ista, E verdade, mas com 3reDuOncia E
"arte do es"0rito de estar Guntos em acontecimentos estimulantes Due abrem as "essoas) Por
eIem"lo, em um gru"o Barbara tin1a descrito como ela era inundada "or discussPes 3amiliares e
sua inca"acidade de discordar de seu marido Duando tantas outras coisa estavam acontecendo)
?e"resentamos uma situação descrita "or n
a
bara na Dual ela estava dirigindo um carro c1eio de
crianças cac1orro da 3am0lia * "ara terem aulas de "atinação) Seu

e
a#
1
.9;
Gecidiu assumir uma "osição com uma das crianças mais novas Due
s
em"
re
estava atrasada, ou
"erdia algo, ou se atra"al1ava com alguma coisa) 'lin1amos as cadeiras na 3orma de uma van,
escalamos membros do gru"o como as crianças e o cac1orro * a colocamos atr=s do volante, e
uma "essoa re"resentou o marido Due decidiu Due Barbara devia es"erar atE Due a criança
atrasada estivesse dis"on0vel) ' cena
e
ra 1ilariante * o cac1orro latia animadamente, e as
crianças discutiam em tom de vo@ bem alto sobre onde cada um iria sentar) Fma barul1enta
comEdia 3amiliar estava acontecendo) Passando "ela eIuberância do 1umor, nossa atri@ "rinci"al
descobriu Due certamente ela "odia gritar acima de todo esse barul1o e di@er ao marido o Due
deseGava, ir embora sem a criança atrasada)
C toDue E ativador) UistLrias dram=ticas são ativadoras) 4ovos movimentos 30sicos são
ativadores) C recon1ecimento E ativador) ' boa res"iração E ativadora) ' liderança E ativadora)
Fm rugido E ativador) ?evelar um segredo E ativador) C cat=logo de eI"eriOncias ativadoras E
ilimitado)
No#o sentido de se%f * as "essoas "ercebem!se notoriamente enevoadas, atE mesmo distorcidas,
no modo em Due vOem a si mesmas) Elas ouvem suas vo@es gravadas, ou vOem 3ilmes de si
mesmas, e 3icam incrEdulas) Cari ?ogers
,
acredita Due um indiv0duo constrLi uma auto!imagem
a "artir da in3ormação Due recebe dos outros sobre si mesmo) Essas imagens "odem ser desde
adulteradas atE "recisas) Seu senso de eu tambEm inclui as atitudes estereoti"adas de sua
sociedade, 3am0lia e seus amigos) 'ssim, um 1omem "ode acreditar Due "ara ser um bom "ai ele
"recisa ser rigoroso, mas e%e "ode ser essencialmente uma "essoa amig=vel) Cu "ode "ensar Due
ser masculino eIige Due ten1a uma vo@ alta e assertiva, Duando E, na verdade,
u
ma "essoa de
3ala mansa e tranDuila) ' o"ortunidade de receber novas in3ormaçPes ou res"ostas não
estereoti"adas, como acontece na tera"ia, o abre "ara novas visPes de sua "rL"ria nature@a e
"ara novas
I
ls
Pes sobre as im"licaçPes de seu car=ter) Psyc
,! ?ogers, Cari) N' t1eor2 o3 "ersonalit2N) In+ $illon, /) (ed))) Theor<es of
PSycho
Patho%o)y5 HiladEl3ia+ <) B) Saunders,
.9;8)
.98
's "rL"rias descobertas da "essoa sobre si mesma, des"ertada "or novos com"ortamentos e "or
1abilidades recEm!a"rendidas,
Sa
ainda mais im"ortantes "ara as mudanças na autu!imagem do
Due
a
reaçPes das outras "essoas) Por eIem"lo, o indiv0duo Due descobre num gru"o Due ele
res"onde com"assivamente R triste@a de outr
a
"essoa * Duando antes se considerava meramente
brusco *
est
= livre "ara agir mais sobre essa descoberta, "ara abraçar alguEm Dn
e
esteGa c1orando
ou "ara di@er uma "alavra a3etuosa) ' teoria da dissonância cognitiva
7
di@ Due o com"ortamento
Due não combina cora uma atitude estabelecida eIige a mudança) Essa mudança em geral
assume a 3orma de uma alteração na atitude original "ara Due esta combine mais com o
com"ortamento atual) Do mesmo modo, Duando uma "essoa se com"orta de um modo di3erente,
ela tambEm ir= mudar sua atitude a res"eito de si mesma)
Fm 1omem na tera"ia mostrou!se como alguEm muito doce) 4inguEm o vO desse modo,
inclusive ele mesmo, "ois adotou a dure@a como "arte de seu "a"el de engen1eiro Due deseGa ser
bem!sucedido) auando comentei Due ele "arecia um 1omem doce, seu rosto se avermel1ou
c1eio de sur"resa e de es"erança, e ele 3icou comovido Duase atE as l=grimas) Claramente,
alguma nova in3ormação 3oi acrescentada a seu senso de eu costumeiro)
' imagem Due 4aomi tin1a de si mesma era Due ela era intuitivamente sens0vel, mas muito ruim
Duando tentava descrever acuradamente algo) 'ssim, certo dia "edi!l1e Due descrevesse um
Duadro de meu consultLrio) Ela amava esse Duadro, e tin1a muitas ve@es res"ondido a suas cores
mut=veis e bril1antes) Dessa ve@, entretanto, 3oi orientada "ara descrevO!lo em termos 3actuais
diretos Due o tornassem imediatamente recon1ec0vel "ara alguEm Due "udesse vO!lo "ela
"rimeira ve@ numa sala c1eia de Duadros) Con3orme 4aomi 3a@ia isso, 3icou consciente da
nature@a di30cil dessa tare3a * ela estava a"ertando seus dentes, tensionando seu maIilar e
arrancando as "alavras) ?econ1eceu tambEm como se sentia ressentida com os adultos em sua
in3ância Due l1e ensinaram Due o modo adeDuado de res"onder as coisas era editar o "ra@er e
reter a"enas a "ura descrição) $as agora
7) Hestinger, L) NCognitive DissonanceN) In+ Coo"esmit1, S) (ed))) 'rontiers of psycho%o)ica% research5 São Hrancisco+
<) U) Hreeman, .9;;)
.95
3a descobrira outra coisa, Due ela podia 3a@er a descrição sem diminuir o amor Due sentia "elo
Duadro) auando terminou, disse
orn
um ar de reali@ação in3leI0vel+ NaualDuer "essoa Due entrasse
uin
a sala em Due este Duadro estivesse "endurado Gunto a outros "oderia reconhec70%oPA5
/ed, um 1omem conservador com meio mil1ão de dLlares em
s
ua conta banc=ria, vivia
3rugalmente com o Due gan1ava como 30sico) Ele não a"enas se abstin1a de usar seu din1eiro,
ele nem mesmo o eI"erimentava como um 3ator real em sua vida) auando /ed começou a
com"reender Due o din1eiro estava realmente l= e era uma 3onte de im"ulso "ara a ação,
começou a se eI"erimentar como uma "essoa obrigatoriamente inde"endente e rica) Primeiro,
decorou seu a"artamento como de 3ato deseGava e * ainda mais im"ortante * 3icou =vido "ara
criar um novo modo de vida)
Em resumo, o ensino de novas 1abilidades, o "oder de ativar e a mudança no "rL"rio senso de
se%f se 3undem "ara trans3ormar a eI"eriOncia da tera"ia num est0mulo "ara encontrar uma nova
vida distante do tera"euta ou do gru"o) ' transição E re"leta de ciladas "orDue na vida cotidiana
não eIistem as "roteçPes e as sim"li3icaçPes da tera"ia) 's mudanças tambEm não "odem ser
moldadas de modo imut=vel no ambiente tera"Outico) 4as "rimeiras ve@es em Due a nova
a"rendi@agem 3or tradu@ida em ação na situação sem garantias 3ora da tera"ia, o com"ortamento
"ode não se encaiIar no estilo "essoal do indiv0duo, ou ele "ode "rovocar conseDuOncias não
"revistas, ou "ode ser "ercebido de modo eDuivocado e "recisar de alguma am"li3icação ou de
outra res"osta) Bem, obviamente, con3orme o indiv0duo 3ica mais con3iante, ele tambEm ir= se
tornar mais 3leI0vel em seu com"ortamento) Ele conseguir= rever ou im"rovisar novas variaçPes
con3orme necess=rio "ara a cena em mudança) 'ssim, aDuilo Due ele a"rende no ambiente da
tera"ia 3unciona "rinci"almente como uma "r=tica "ara a inventividade eIigida "ela vida) Como
acontece na a"rendi@agem de remar uma canoa * atE Due se ten1a tido a eI"eriOncia de remar,
a "essoa não sabe a Due "ro3undidade 3a@O!lo, Dual
a
velocidade "oss0vel, como 3a@er uma volta
com a canoa sem vir=!la
`m o indiv0duo Due est= a"rendendo novos modos de "ermanecer 'utuando em sua sociedade
nem sem"re sabe Dual o e3eito Due suas
a
qPes terão) Com a eI"ansão de sua eI"eriOncia, ele
3ica mais sens0!
Qe
l Rs necessidades da nova a"rendi@agem) Com o su"orte constante
.99
"ara o crescimento, os erros "odem ser assimilados, a necessid
ac
G dos antigos a"oios
autodestrutivos ou inca"acitantes diminui, e o"ortunidades "ara eI"erimentar novos mEtodos se
unem "ara con solidar as novas eI"eriOncias e transmTt=!las numa nova realidade)
?ecorrOncia
Se a assimilação de novas imagens e com"ortamentos soa corno uma luta, "ois E com"licado
integrar na vida cotidiana os desenvolvimentos tera"Outicos * $ assi( (es(o5 4ão dever0amos
nos sur"reender com o 3ato de os temas Due reDuerem resolução se re"etirem muitas ve@es)
Embora alguns temas se re"itam muitas e muitas ve@es durante a vida de um indiv0duo, outros
temas "odem ser vivenciados durante um "er0odo es"ec03ico, e nunca mais se re"etirem) -
im"asse, o "onto em Due a necessidade de mudança encontra uma 3orça Due resiste R mudança
com igual "oder, E con3rontado re"etidamente atE Due, "asso a "asso, o indiv0duo em"urre suas
"rL"rias 3ronteiras do eu "ara incluir o Due anteriormente era inassimil=vel) ' recorrOncia de
temas re"resenta a eI"loração gradativa do territLrio "sicologicamente descon1ecido)
Fma "aciente "assou os "rimeiros meses de sua tera"ia eIigindo ser tratada Ncomo uma damaN)
De"ois de ela esclarecer o Due era Nser uma damaN e Duais suas im"licaçPes, nunca mais se
incomodou com isso, mais ou menos como um adulto Due não deseGa mais brincar com um ioi&)
Cutra "essoa 3icava re"etidamente "reocu"ada com sua atividade 1omosseIual es"or=dica e
seus medos sobre o Due isso im"licava a res"eito de seu valor como "essoa) Esse tema 3oi
trabal1ado mediante diversas 3antasias, relatos de suas eI"eriOncias, dramati@açPes de cenas
relevantes, con3rontaçPes re"etidas com o tera"euta) Ele então descobriu sua "rL"ria "otOncia
com as mul1eres, eIercitou!a, casou!se, e logo de"ois não mencionou mais nen1uma "alavra
sobre 1omosseIualidade em suas sessPes de tera"ia) Ele não decidiu não 3alar mais sobre isso)
Sim"lesmente isso não l1e interessava mais) 'gora começou a eI"lorar a ansiedade a res"eito
de seu desenvolvimento "ro3issional e sua ca"acidade de gan1ar din1eiro, do Dual ele "recisava
mais urgentemente do Due antes) Sua 3acilidade "ara 3a@er a3irmaçPes
144
3usionais claras, sua dis"osição a se arriscar a ser tolo e sua inven!)`
v
0dade se tornaram os
"ontos 3ocais de seus es3orços tera"Outicos) Sua ansiedade ainda era um 3ator im"ortante em sua
vida * embora
n
=o mais tão im"ulsionadora Duanto antes *, mas agora se centrava
e
m novas
"reocu"açPes)
Poder0amos Duestionar+ o Due 1= de bom em resolver os "roblemas 1omosseIuais sL "ara
encarar os 3ardos de ser 1eterosseIualb C bene30cio E grande "orDue no "rL"rio ato de mudar
seus "roblemas vocO est= se libertando da caracter0stica neurLtica b=sica do im"asse) aualDuer
"essoa Due "rometa Due a vida "ode ser vivida sem "roblemas est= anunciando as rou"as novas
do im"erador) Fma mudança de "roblemas de modo Due eles re3litam a vida atual não deve ser
des"re@ada) Fm dos as"ectos dolorosos da neurose E o 3ato de ela ser tão monLtona) V verdade
Due ataDues de "ânico e ansiedade raramente "odem ser c1amados de monLtonos) Entretanto, a
Dualidade invari=vel de grande "arte da eIistOncia neurLtica consiste na resistOncia Duanto a
encontrar os as"ectos não costumeiros de uma situação, e, em ve@ disso, se insiste em redu@i!la
ao mesmo vel1o tema) 'lEm disso, no "rocesso de "assar "ara novos temas, a "essoa tambEm
descobre como lidar com os "roblemas em geral, incluindo a tolerância R ansiedade, a con3usão,
o "rocesso, o cl0maI, e es"ecialmente a 3E de Due, com o contato, o "roblema se submeter= aos
movimentos do indiv0duo) Con3orme os temas rea"arecem e são resolvidos, sua resolução
"arece mais con3i=vel)
Hinalmente, mesmo Duando os temas se re"etem durante toda a vida, as resoluçPes "odem se
trans3ormar num estilo de vida ricamente detal1ado em ve@ de tão!sL cL"ias re"etitivas) Fm
1omem "ode "assar a vida criando moda 3eminina "or causa de necessidades "oderosas de 3a@er
com Due as mul1eres ten1am uma a"arOncia mel1or do Due ele naturalmente "ensa Due elas tOm)
Cu "ode se tornar um tera"euta "or causa de uma necessidade inacabada de 3a@er sua mãe
sentir!se mel1or, bem como um mTsico "ode deseGar eI"ressar o ine3=vel sem ter de usar
"alavras) Certamente, essas necessidades de ação envolvem, no mel1or dos casos, o crescimento
na inventividade, mesmo Duando se lida com temas 3amiliares) Se a am"litude de resoluçPes
inovadoras E su3icientemente grande, esses temas "odem ser motivos "rodutivos "or toda a vida)
,-.
Cutras in3luOncias nos e"isLdios de contato
EIistem trOs 3atores adicionais Due "odem ser tanto inter3erOn cias Duanto atrativos no
desenvolvimento dos e"isLdios de contato!amor, Ldio e loucura) Eles inter3erem "orDue temos
medo deles Duando ameaçam ir alEm de nossos limites de tolerância costumeiros São atraentes
"or causa do "oder de serem levados "ara DualDuer direção em Due nossas 3orças internas
"ossam mover!se) São eI"eriOncias tão grandiosas Due, sob diversos dis3arces, eles "ermeiam
muitos e"isLdios de contato) 'ssim, uma "essoa "ode a"render urna 1abilidade es"ec03ica
relacionada com amar ou ser amada, ela "ode eI"erienciar a energia ativadora de amar ou ser
amada, e seu senso de eu "ode ser materialmente alterado "or descobrir!se uma "essoa ca"a@ de
amar ou digna de ser amada)
A(or * o raio de ação do amor inclui desde 3ormas suaves da ami@ade e da aceitação, atE a
sedução, a radiância, o Gogo seIual, a devoção e o estado viciado de estar apai:onado5 Se não
3osse "elas caracter0sticas viciantes do amor, grande "arte do risco envolvido no amor
desa"areceria * dentro e 3ora da tera"ia) 4a tera"ia * em Due o amor E virtualmente inevit=vel
* "ode!se a"render a distinguir entre amor e de"endOncia, amor e obsessão, e talve@ atE mesmo
amor e seIualidade) Cs 3undamentos do "rocesso de elaboração eIigem Due o indiv0duo aceite
suas sensaçPes como suas, eI"anda seu "rL"rio 3luIo "essoal, e recon1eça Due essas sensaçPes
"odem ser satis3eitas de tantas 3ormas Duanto sua engen1osidade "ermitir) auando, sob as
condiçPes 3avor=veis do relacionamento de tera"ia, o indiv0duo transcende suas barreiras
1abituais ao amor, ele descobre como eI"erienciar livremente a Dualidade de amar, sem ardis,
estratEgia ou estereLti"o) De"ois de eI"andir!se alEm das meras convençPes do amor, ele se
torna mais sens0vel ao obter as satis3açPes eIistentes no relacionamento da tera"ia, a"esar de
seus limites 1abituais) 'lEm disso, Duando essas mesmas sensaçPes emergem em outros locais
* desde Due não se "rendam a alguma 3orma "rE!designada de amor *!) as c1ances de
satis3açPes serão maiores) Com essa liberdade "ara aceitar a eI"eriOncia sem eIigOncias
estereoti"adas, as caracter0sticas viciantes do amor não são tão ameaçadoras, e o sucesso não
esta redu@ido a um deseGo 3ocali@ado numa Tnica "essoa)
141
"or eIem"lo, o amor "elo tera"euta "ode ins"irar a "essoa a
deseGar
3a@er amor com ele) Provavelmente ela não o 3ar=, mas mesmo
est= aberta a muitas interaçPes Due 3a@em com Due o relacio!arnento
S
eGa em"olgante e
signi3icativo) C "aciente, embora se bene3icie disso, ainda "recisa de alguEm com Duem 3a@er
amor) De"ois
e

e
ssa necessidade de amor vem R su"er30cie, o "aciente 3ica mobili@ado a obter
nos outros relacionamentos aDuilo de Due "recisa) Isso não E meramente um deslocamento do
deseGo seIual do tera"euta "ara outra "essoa * uma eI"eriOncia Nem ve@ deN, baseada num
senso de reGeição sim"lesb /alve@, mas sL Duando a "essoa se agarra
a

s
eu ideal Tnico e tenta
reali@=!lo de algum modo) C ant0doto "ara o a"ego E a descoberta do "olimor3ismo, a
descoberta de Due cada eI"eriOncia E v=lida "or si mesma e não tão!sL um substituto "ara
alguma outra eI"eriOncia) auando 1= uma boa 3orma, a "essoa não E a"enas "risioneira de suas
sensaçPes) 's sensaçPes são a"enas guias "ara seu "rL"rio desa"arecimento) 's sensaçPes
6uere( desa"arecer * elas não a"ostam em sua "rL"ria imortalidade) 's sensaçPes tendem a ir
atE o 3im nas direçPes estabelecidas "ara elas) Então, elas desa"arecem, a"enas "ara serem
substitu0das "or outras sensaçPes igualmente 1umildes e dis"ens=veis) SL o sentimentalismo,
baseado no medo inci"iente da interru"ção "rematura, leva R necessidade do a"ego, leva ao
senso de inviolabilidade e R necessidade de garantia com Due se tenta "reservar aDuilo Due E
basicamente im"er!manente) De"ende de nLs, na tera"ia, aGudar na redescoberta da Dualidade de
reve@amento da vida de um momento "ara o outro, de um ano "ara o outro) auando uma
unidade de eI"eriOncia termina, outra começa, e E esse processo Due constitui a imortalidade, e
não criar um 0dolo a "artir de uma Tnica eI"eriOncia)
Bem, não Dueremos minimi@ar o dilema real "rodu@ido na tera"ia "ela intensidade do
sentimento) C senso de urgOncia "ode 3icar 3orte, o camin1o da conclusão "ode se tornar re"leto
de di3iculdades,
e
a necessidade de a"egar!se R es"erança de um critErio de conclusão
e
s"ec03ico
e "rede3inido "ode se tornar im"erativa) '"render Due o amor não signi3ica a"ego não E uma
lição 3=cil, sobretudo Duando o
artl
or não E recom"ensado com as atençPes 3amiliares, muito
anunciadas e estabelecidas em nossos cLdigos sociais)
Por eIem"lo, ?ut1 3icou 3uriosa e atE mesmo desiludida "or eu ã tO!la visitado no 1os"ital
Duando ela 3oi internada "ara uma
145
"eDuena cirurgia) Ela 1avia eI"erienciado meu a3eto muitas ve@es em nosso trabal1o Guntos e
acreditava Due o 3ato de eu não ter ido vO!la no 1os"ital 1avia trans3ormado aDuele a3eto numa
3raude, uma mera tEcnica "ara tratar dela) ?ut1 teve de a"render Due as res"ostas a3eti!vas a seu
1umor, a sua triste@a, a seu 3luIo de imagens sem dTvida 1aviam sido autOnticas) Elas
sim"lesmente não me levaram a visit=!la no 1os"ital) Bem, esta "ode ter sido uma base v=lida
"ara sua raiva e desa"ontamento, mas não nega o a3eto Due eu de 3ato sentia "or ela e a
ca"acidade de atração Due meu a3eto 1avia 3eito com Due ?ut1 a"reciasse em si mesma)
Entretanto, sua ca"acidade de atração não de"endia meramente de min1a con3irmação segundo
as eIigOncias estereoti"adas dela) V di30cil recon1ecer Due o amor não con3luente E v=lido e
"ode ser nutridor) $esmo assim, a con3rontação com as realidades do amor, em ve@ de
sim"lesmente suas caracter0sticas costumeiras, 3a@ com Due os "acientes "assem a a"reciar o
amor como ele E em ve@ de como de#eria ser)
Isso soa como uma visão 3ria do amor, na Dual nen1um dos "arceiros sente res"onsabilidade "or
res"onder Rs eI"ectativas Due alguns contatos evocamb 4ão E assim) EIistem algumas
eI"ectativas Due são cruciais, e corretas, no n0vel de alguns relacionamentos) $as, e isso
tambEm E crucial, essas eI"ectativas não "odem ser notas "romissLrias estereoti"adas eItra0das
de contratos sociais anteriores) Elas são "arte do "rocesso de descoberta mTtua e re"resentam
uma a3irmação sens0vel de onde cada "essoa est= em relação R outra) 'ssim, ?ut1 acabou "or
recon1ecer Due meu a3eto "or ela era genu0no, mas Due ele não estava ligado a uma visita
1os"italar)
Como teria sido tentador inter"retar o com"ortamento de ?ut1 tal Dual uma mera re"resentação
de sua tola re"etição de situaçPes inacabadas com seu "ai Due l1e dava "ouca atenção) C calor
do relacionamento de amor real "ode ser muito 3orte) Breuer descobriu isso 1= muito tem"o
Duando teve de abandonar a "sican=lise em ra@ão disso) Hreud mostrou!se mais ca"a@ de
su"ortar o calor, mas mesmo ele teve Due inventar o conceito de trans3erOncia "ara se isolar
dele) 'o invocar o conceito de trans3erOncia, ele e seus seguidores conseguiram des"ersonali@ar
o contato, di@endo Due ele não tin1a nada a ver com a "essoa do tera"euta)
4a gestalt!tera"ia tentamos 3ocali@ar o relacionamento como ele e) ?eeI"erimentar a si mesmo
como amoroso E recu"erar um as"ecto da
14!
"lena eI"eriOncia do eu Due E 3raca ou ausente na vida cotidiana de
3 "essoas Due vemos) C amor E mais Due uma causa cElebre ou
ul
n caso socialmente aceit=vel de
monomania) Ele não est= irrevoga!
ve
lmente ligado ao obGeto Due o "rovocou, mas E uma 3unção
da "essoa Due ama) 'ssim, Duanto mais ele "uder a"render a amar muitas "essoas de v=rias
3ormas, maiores suas c1ances de satis3ação
e
reali@ação) C "aciente encontra condiçPes Ltimas
"ara vir a amar outra "essoa na segurança da tera"ia ou do gru"o, na continuidade da interação,
na em"olgação do encontro com "essoas atraentes, em meio R "ro3undidade e R intimidade do
bom contato e atE mesmo em 3ace da vulnerabilidade Due muitas ve@es E im"osta "ela
necessidade de amor)
/odos sabemos Due o amor "ode ser divertido e enriDuecedor sem ter a estereoti"ia e obrigação
de DuestPes como "ermanOncia, eIclusividade e "aiIão) 'mar o "ro3essor na universidade "ode
mobili@ar uma "essoa a levar a sErio a si mesma e a sua educação, e "ode a"resentar!l1e novas
direçPes na leitura, no "ensamento e na comunicação) V vergon1oso dissuadir as "essoas de
seus sentimentos amorosos) Em ve@ disso, as "essoas "recisam a"render Due amar alguEm não
signi3ica Due temos de nos casar com essa "essoa, o"rimi!la, envi=!la "ara a universidade,
convid=!la "ara 3estas, estar sem"re com ela) Isso "ode atE acontecer, mas não E inevit=vel)
EI"ectativas, simM inevitabilidades, nãoZ
Ydio * assim como o amor E a condição genErica "ara uma grande am"litude de açPes e de
sensaçPes, o mesmo acontece com o Ldio, Due inclui grande diversidade de "ossibilidades
interativas, incluindo a raiva, a reGeição, a eIclusão, a sus"eita, a luta, o isolamento e muitas
outras) C Ldio E o co=gulo residual Due se 3orma "elo acTmulo de sentimentos não eI"ressos,
"alavras ou açPes geradas "ela ameaça "essoal) C Ldio E tão central no e"isLdio de contato
Duanto o amor, "orDue E uma 3orça "roveniente do não!contato, Due se movimenta na direção da
ca"acidade de contato) Cs contatos es"eciais Due acom"an1am o Ldio são tão absorventes Due
se não 3orem con3rontados na eI"eriOncia da tera"ia, o "otencial "ara o contato ser= gravemente
diminu0do) V crucial recu"erar "arte da ca"acidade de contato lue est= sendo retra0da) C
indiv0duo teme as sensaçPes Due "odem
Sl
ttgir se ele liberar seus sentimentos de Ldio, e ele teme
as "oss0veis conseDuOncias de tal liberação) ?e"reender a mãe ou o c1e3e na 3an!
14"
tasia, esmurrar a imagem do valentão da vi@in1ança, gritar corri 3t0 contra o destino, di@er não
"ara o "arceiro, insistir vigorosamem "rL"rios direitos com o tera"euta ou com o gru"o, todas
essas rn
S
eI"eriOncias de contato Due "odem resultar em estran1amento _ ^ "otOncia se 3orem
evitadas)
Em todas as diversas 3ormas Due o Ldio "ode assumir, eIiste de"Lsito tão grande de ativação
Due ele ameaça inundar o indiv0U com sua marE venenosa) 4inguEm "ode se dar ao luIo de
conside levianamente tal inundação) 'ssim, o ritmo e o momento o"ortnn "ara as eI"ressPes de
Ldio "recisam ser ordenados cuidadosamem "ara res"eitar a integridade do indiv0duo) Para Due
o indiv0duo "ossa recu"erar a "a@ mediante conclusão, as eru"çPes orgânicas Due surgem do
Ldio "recisam ser eI"erienciadas no momento certo e em seu auge, e não 3orçadas nem
contidas) Bater numa almo3ada "ode ser inv=lido Duando o tera"euta ou o gru"o, como um
gru"o de animadores de torcida, insistem com uma "essoa bloDueada "ara Due dO vo@ a sua
raiva) Essa coesão tambEm "ode ser auto!a"licada, como Duando um membro do gru"o
anunciou no in0cio de um /or.shop Due ele viera com o obGetivo eI"resso de dar va@ão R sua
raiva) Essa intenção coloriu toda sua atitude diante do gru"o) Eles, "or outro lado, se mostraram
realmente como uma 3onte de muito a3eto "ara ele) Se ele tivesse usado o gru"o meramente
como bonecos nos Duais seriam es"etadas agul1as, isso teria cum"rido seu obGetivo de um modo
muito restrito) aualDuer raiva Due emanasse de tal "reordenação 3ocali@ada sL "oderia ser
obsessivamente rid0cula, um ultra"assado Punch and 2udy sho/5 In3eli@mente, eIistem
o"ortunidades genu0nas mais Due su3icientes "ara o 3luIo natural da 1ostilidade, assim não
"recisamos 3abric=!las obsessivamente) Elas irão surgir, irão surgir)
Fma "aciente, num momento de 3Tria, "egou meu cin@eiro 3avorito e Gogou!o no c1ão,
Duebrando!o em 3ragmentos Due não "odiam ser reconstru0dos) EstiDuei meu braço e dei um
ta"a em suas n=degas) Isso realmente a atingiu, e ela 3icou terrivelmente assustada "orDue tin1a
uma im"ressão de "ermissividade na tera"ia) Sem dTvida, mesmo com sua brevidade, esse 3oi
um e"isLdio de contato trans3ormador) Q=rias liçPes 3oram a"rendidas nesse contato) Fma se
re3eriu R sensação de Gogar meu cin@eiro, outra 3oi o modo como me senti ao bater nela, outra
3oi a volta 1umilde * embora 3eli@mente n!o 1umil1ante * R realidade, outra ainda 3oi a
reconciliação subseDuente
14#
tre nLs) Em uma, mesmo Due ela ten1a se com"ortado estrondosa!
Z

eI.
te, a resolução 3oi uma
"arte im"ortante do e"isLdio tanto Duanto
AoT 1avia sido) 4um momento anterior, a 1ostilidade dessa mul1er
7

r
G
a
sido eI"ressa
"assivamente "elo silOncio e "or um ar de inade!0ação ou de con3usão) Contudo, sua
inacessibilidade =rida anterior trans3ormou dessa ve@ em raiva, Due ainda não 3ora eI"ressa com
) cilidade, mas de modo animado e rece"tivo R resolução) Cbviamente, o movimento "ara o
contato raivoso 3oi um acontecimento "rodutivo)
Cutras mani3estaçPes de e"isLdio de contato com base no Ldio
s
=o mais sutis) ' "essoa Due 3ala de modo tedioso, o divagador, aDuela "essoa Due sem"re c1ega
atrasada, aDuele Due cria con3usão, a "essoa Due não se dis"Pe a ceder nem um mil0metro,
"odem todos estar de3letindo sua 1ostilidade de modo a "ermanecer com o m0nimo de contato)
' de3leIão 3a@ com Due "areçam 3ora do alvo e inating0veis) Eles "recisam aguçar seu 3oco e
identi3icar seus sentimentos e dire!çPes) V um "ouco mais 3=cil identi3icar o sentimento no caso
da "essoa Due est= retro3le3indo sua 1ostilidadeM "ara 3a@er contato com o alvo a"ro"riado ela
"recisa redirecion=!lo) 4ão eIiste nada essencialmente novo ou sur"reendente a res"eito do
recon1ecimento da im"ortância da 1ostilidade na "sicotera"ia) C Due E novo E o conceito da
3ronteira de contato como o local da ação tera"Outica de restauração e do e"isLdio de contato
como a seDuOncia de acontecimentos na vida com os Duais E estabelecido o contato restaurador)
Loucura * o temor re3leIivo da "rL"ria loucura est= "ro3undamente enrai@ado na essOncia
1umana) Esse temor determina e "ermeia os contatos Due a "essoa est= dis"osta a "ermitir) '
de3esa contra a loucura E eIercida de modo mais "oderoso "or aDueles cuGas de3esas são
rotuladas como NloucasN "or sua sociedade) Essas são as "essoas Due se es3orçam muito "ara
estabelecer sua sanidade+ o alucinado Due insiste na realidade daDuilo Due vO, o catat&nico Due
tensiona tanto seu cor"o contra a eru"ção de seus loucos eIcessos de ativação Due nem
consegue se mover e levantar!se da cadeira, e o de"ressivo Due acredita "ro3undamente na
3utilidade da vida de modo Due suas necessidades loucas não "recisem ser "ostas em ação)
Em menor grau, todos estamos no mesmo bote, evitando aDuele contato Due "ossa nos ameaçar
com a loucura) C medo da loucura "recisa ser res"eitado no desenvolvimento do e"isLdio de
contato *
14$
em "arte como uma medida de segurança Due serve "ara reter unidade da "essoa, e em "arte
"orDue o medo da loucura "rov
Cc
uma vigilância Due evoca uma "oderosa 3orça anticontato)
Lembre!se, aDuilo Due o indiv0duo eI"eriOncia se c1egar "erto demais do limite da 3ronteira do
eu E o risco de desa"arecer, d
e
desintegrar!se ou de tornar!se estran1o a si mesmo) 'lEm disso,
ao se a"roIimar desse limite ele eI"erimenta c1ances menores de uni resultado bem!sucedido)
V aDui Due teme a "erda da autodireção, em Due suas açPes são descon1ecidas e os resultados
são incertos) Hicar louco E eI"erienciar a "erda mais eItrema do "rL"rio sistema de escol1a) Sob
uma 3orma mais suave, a "essoa tem uma sensação semel1ante Duando E con3rontada com o 3ato
de ter sido tola, de ter 3icado eItremamente ativada, ou de ter se com"ortado contra seus
"rL"rios critErios) Essas miniloucuras são eI"loraçPes comuns na situação de tera"ia) 's
"essoas Due não se arriscam a 3alar numa linguagem inarticulada, Due não se arriscam ao toDue,
Due não 3a@em um discurso, Due sorriem constantemente "ara bloDuear seu medo da de"ressão,
Due tOm medo de revelar sua vergon1a masturbatLria são "risioneiras de seu "rL"rio temor da
loucura) Para elas, a loucura E o eIcesso inassimil=vel Due ameaça Duando os controles são
abandonados) C risco E a "erda da administração "essoal, Due algumas ve@es E um risco real,
embora não sem"re) V im"ortante discriminar se o medo E um mero anacronismo ou se est=
sintoni@ado com uma "ossibilidade "resente) Se a "essoa realmente teme Due sua tolice "ossa se
trans3ormar numa "ermanOncia 1ebe3rOnica ou Due se ela c1orar, ir= c1orar "ara sem"re,
certamente estaria certa em bloDuear a tolice e o c1oro) ' descoberta de Due essas eI"losPes tOm
suas "rL"rias conclusPes e darão lugar no momento certo a outros as"ectos im"ortantes da
eIistOncia E um a"oio crucial "ara se estabelecer um senso de administração "essoal na vida)
C a"oio necess=rio "ara eI"lorar essas miniloucuras "ode vir de diversas direçPes) Fma E o
senso de Due o tera"euta ou outra "essoa est= tão dis"on0vel e E tão con3i=vel em caso de
emergOncia Due a "essoa est= dis"osta tem"orariamente a abrir mão das "rL"rias restriçPes
costumeiras * como o iogue Due "recisa de um com"an1eiro Duando vai Rs "ro3unde@as de seu
não!ser "ara Due alguEm con3irme Due ele não est= morto)
14+
Xevin estava nas garras do terror ao visuali@ar, com clare@a eidE!
crianças num p%ay)round sendo engolidas "or um monstro gigante Due surgia no cEu) 4uma
violenta onda de sensação e de c"otOncia, Xevin começou a gritar como se o monstro estivesse
bem
a
Gi e então começou a c1orar) SL gradualmente, Duando o segurei e sussurrei seu nome, ele
conseguiu terminar o c1oro e retornar a um
n
ovo senso de "a@ "elo seu contato imediato comigo)
NCnde vocO vai estar se eu "recisar de vocObN E uma "ergunta sEria) V subGacente a todos os
relacionamentos em Due uma aventura conGunta E evocada, e em Due a "essoa sente
intuitivamente Due seus "rL"rios recursos "odem não se mostrar su3icientes Duando a guarda
costumeira 3or abaiIada)
Cutra 3onte de a"oio E a eI"ectativa e a garantia de Due o movimento "ara a eI"eriOncia
anteriormente inassimil=vel * im"ens=vel * ser= gradual e su3icientemente 3iel Rs
necessidades do indiv0duo) C indiv0duo "recisa saber Due sua 3ronteira do eu ser= estendida sem
risco irre"ar=vel e Due ter= camin1os de retirada R sua dis"osição, caso "recise deles) Ele "ode
não "recisar retirar!se a uma grande distância, mas "recisa sentir Due "ode voltar atr=s o Duanto
3or necess=rio) Essa E a "remissa b=sica do eI"erimento, Due discutimos no Ca"0tulo 9)
Essencialmente, isso signi3ica Due "restamos uma atenção res"eitosa R resistOncia e mudamos as
condiçPes da eI"loração segundo a nature@a da resistOncia encontrada no camin1o) Su"on1a
Due "eçamos a alguEm "ara ol1ar "ara a "essoa com Duem ela est= 3alando) Su"on1a Due ela
não "ossa 3a@er isso) Para diminuir o grau de intensidade dessa eI"eriOncia, "odemos "edir!l1e
Due ol1e ao redor da sala e descreva o Due vO) auando ela "uder recu"erar sua dis"onibilidade
"ara ver sob circunstâncias menos ameaçadoras, ter= maiores "robabilidades de conseguir
eIercitar sua visão, mesmo Duando as condiçPes 3orem assustadoras) Se ela teme Due ol1ando
atentamente demais "ara outra "essoa ir= "rovocar alguma ação violenta R Dual ser= im"otente
"ara resistir, ela a"rende Due "ode ol1ar e lue, a"esar de ativada, não "erde seu senso de livre!
arb0trio) C gradua!lismo "ode levar a um crescimento menos doloroso e menos arriscado, Due
ter= maior "robabilidade de ser assimilado)
Entretanto o gradualismo tem limitaçPes reais) ' vida não E assim tão coo"erativa, e a "essoa
"recisa estar dis"osta a aceitar con3rontaçPes ocasionais com "ossibilidades eI"losivas) Cada
"essoa
,-9
desenvolve sua "rL"ria vida em "arte segundo sua dis"onibilidade e con3iança "ara administrar
essas eI"losPes) 'ssim, a "ro"orção entre agitação e cuidado muitas ve@es ser= um 3ator
im"ortante na determinação do estilo de trabal1o ou de vida de uma "essoa) ' eI"eriOn
c
G
a
agitada não E meramente caLtica ou 3ora de sintonia com a realidade 4a verdade, Rs ve@es uma
"essoa agitada, como o general Patton "or eIem"lo, "ode cum"rir sua tare3a de um modo mais
ousado e mais e3etivo do Due uma "essoa cautelosa) C "aciente agitado geralmente ir= se meIer
mais Due o cuidadoso, mas ele tem de estar dis"osto a transcender o erro e a dor Due coeIistem
com seu modo Rs ve@es mais es"asmLdico de resolução e de crescimento) 'lgumas ve@es, o Due
"arece agitação E na realidade um 3uncionamento sens0vel e 1abilidoso com margens de erro
menores do Due as usadas "elas "essoas Due o"eram com menos energia) C Due "ara uma
"essoa E um risco tolo "ode ser enErgico e bril1ante "ara outra) 4esse as"ecto, o relacionamento
entre "aciente e tera"euta se "arece com a ação de "essoas 1=beis em geral, seGam elas acrobatas
circenses, estrategistas "ol0ticos, amantes ou caçadores de animais selvagens) Se errarem seu
alvo eles "odem se encontrar em di3iculdadesM mas o mel1or deles tem uma marca da agitação
em seu es"0rito * e eles 3reDuentemente acabam menos encrencados do Due muitas "essoas
mais circuns"ectas)
Cutra 3onte de a"oio ao con3rontar as "ossibilidades da "rL"ria loucura vem do con1ecimento,
"or "arte do indiv0duo, de Due ele não te( de 3a@er aDuilo Due não deseMa5 V im"ortante res"eitar
a caracter0stica de auto!regulação da escol1a de uma "essoa) 'lgumas ve@es, E "oss0vel lidar
com as obGeçPes de uma "essoa a uma ação es"ec03ica sem nem mesmo voltar ao
com"ortamento reGeitado) Su"on1a, "or eIem"lo, Due "eçamos a um 1omem "ara imaginar sua
mãe sentada na cadeira R sua 3rente e 3alar com ela) Ele di@ Due não Duer 3a@er issoM ele não
gosta de 3a@!de!conta) Perguntamos Duais são suas obGeçPes) Ele res"onde Due Duando era um
meninin1o, suas trOs irmãs estavam sem"re brincando de 3a@!de!conta e o atra0am "ara seus
Gogos) 4uma comemoração de UalloJeen todos eles se 3antasiaram e ele 3oi convencido a usar
uma camisola 3eminina) Seus amigos o viram e desde então 3oi uma luta viver com as
1umil1açPes Due l1e 3oram lançadas) auando "erguntamos como ele se sente ao contar essa
1istLria, di@ Due o Ldio Due sente "or todos os envolvidos rea"areceuM "or suas irmãs, "elos
garotos Due @ombaram dele e "or sua mãe tambEm, P
or
,.-
te
r "ermitido Due isso acontecesse) 'gora temos um Gogo totalmente "ovo) Estamos 3alando com
uma "essoa Due est= autenticamente ati!vada, e não com alguEm Due est= resistindo a um
eIerc0cio 3also *
o
u, "ior ainda, 3a@endo!o sem vontade) 'gora ele est= a3irmando sua
indignaçãoM e a recu"eração de sua auto!sustentação, em ve@ de uma contracorrente oculta e
encol1ida, E tão relevante como se ele tivesse seguido com a tare3a original de 3alar com sua
mãe na 3antasia)
/odos esses a"oios aGudam, mas o a"oio "reordenado "ara se arriscar na eI"eriOncia louca E a
coragem "ara encarar o demLnio, e a 3E de Due se "ode sair disso com sanidade e com a unidade
"essoal am"liada e intacta) ' "essoa Due ri 1ebe3renicamente descobre sua graça "ara com o
mundo * e tambEm Due o riso termina Duando seu tem"o acaba) ' "essoa inundada "ela raiva
descobre um "arceiro em ve@ de um inimigo) ' "essoa de"rimida "ode contactar sua "ro3unda
triste@a, c1eia de um sentimento vivo em ve@ do estu"or entor"ecido da de"ressão) ' "essoa
com medo do movimento 3renEtico descobre Due Duando 3inalmente o eI"eriOncia, não E varrida
"elo N3enLmeno dos sa"atos vermel1os Due nunca "aravam de dançarN do man0aco, mas Due se
torna "rodutivamente eIausta) ' "essoa Due eI"eriOncia o balbuciar de um bebE não degenera
no balbuciar in3antil, mas "ode eI"lorar o amante brincal1ão Due eIiste dentro dela)
Ad infinitu(555 a sanidade e a unidade são atingidas mais 3acilmente dentro dos limites da vida
segura mas coraGosa) auando a "essoa se eI"ande atE seus limites, ela est= arriscando a sua
sanidade) auando essa luta E evitada, a "essoa "ode estar R vontade, mas estagnada) auando o
indiv0duo se envolve nessa luta e vence, o es"0rito livre E nutrido)
,..
8
Au?areness
-star a6are de nosso corpo, em termos das coisas que sabemos e fazemos, é sentir.se vivo. -ssa a6areness é uma
parte essencial de nossa e%ist"ncia como pessoas ativas e sensuais.
-*cael Polany*
Fma obGeção comum R gestalt!tera"ia E Due ela E total e com"le!tamente autoconsciente)
'3irma!se Due as "essoas em tera"ia M, são abertamente a/are do Due estão 3a@endo) E Due elas
"recisam ser ca"a@es de desistir dessa a/areness "ara se com"ortarem de um Geito menos
autoconsciente, com elegância e es"ontaneidade) ' "rimeira vista essa obGeção 3a@ sentido) C
tera"euta gestalt 3reDuente e recorrentemente "ergunta do Due vocO est= a/are1 o Due vocO est=
3a@endo, o Due vocO est= sentindo, ou o Due vocO deseGa) Para res"onder a essas "erguntas, a
"essoa "ode "recisar abandonar o 3luIo cont0nuo da comunicação, voltar sua atenção "ara si
mesma, identi3icar o Due estava realmente acontecendo consigo e, 3inalmente, ser ca"a@ de
relatar "ara outra "essoa os "rocessos Due em geral "ermanecem ocultos ou aos Duais não E
dada atenção)
'lgumas "essoas consideram esse "rocesso sem valor, na mel1or das 1i"Lteses, e, na "ior, uma
"erturbação da atividade "resente) Elas vOem a intros"ecção como uma distração do 3luIo
e
n"ressivo da narrativa ou atividade * algo como "erguntar a uma
Ce
nto"Eia Dual das "ernas ela
meIe "rimeiro, e de"ois observ=!la cremediavelmente enrolada enDuanto tenta descobrir Dual a
res"osta)
,.7
Entretanto, eIistem dois 3atores Due essas obGeçPes deiIam de levar em conta)
Primeiro, uma "essoa muitas ve@es E abertamente autoconsciente "orDue seu auto!eIame
cont0nuo evita a "ossibilidade de Due ela sim"lesmente possa 3a@er algo Due não deseMa estar
a/are5 Como um radar, ela se "rotege contra o com"ortamento Due não est= sob o escrut0nio de
seu "rL"rio controle consciente) Ela não deseGa 3a@er nada de Due não deseGe tornar!se a/are e
não deseGa 3icar a/are de nada Due não deseGe 3a@er) C obsessivo Due est= estran1amente a/are
dos m0nimos detal1es de seu "rL"rio com"ortamento, e da res"osta Due ele evoca nos outros *
mas Due não tem a menor ideia, "or eIem"lo, sobre sua "rL"ria 1omosseIualidade latente *,
usa a atenção eIcessiva Due dedica a essas ruminaçPes sociais "ara evitar 3icar a/are de seus
"rL"rios medos "essoais) Este e#itar a a/areness temida o mantEm autoconsciente * tenso,
deseDuilibrado, 3acilmente envergon1ado e o3endido *, mas seguro)
'o recu"erar a "rL"ria dis"onibilidade "ara 3icar a/are1 talve@ seGa inevit=vel Due o indiv0duo
se envolva em algum com"ortamento abertamente autoconsciente "or certo tem"o) 'lguEm Due
3icou acamado e "roibido de andar "or um longo "er0odo $ mais deliberado e a/are de cada
"asso Due d= nos "rimeiros dias 3ora da cama do Due ser= de"ois) SL a"Ls ele retornar ao
3uncionamento saud=vel E Due "ode esDuecer seus movimentos e andar naturalmente, sem a
necessidade de "restar muita atenção) C mesmo tambEm acontece com o indiv0duo Due est=
tentando crescer "sicologicamente) 4o in0cio, a a/areness com a Dual ele não est= acostumado
* e a "reocu"ação com a "ossibilidade de sentir!se a"reensivo *! causa uma deliberação e
uma cautela Due limitam a autenticidade) ' medida Due essas a/areness se to(e( aceit,#eis e
assi(i%,#eis1 e%e est, (ais %i#re para es6uec70%as e us,0%as (era(ente co(o apoio para u(
co(porta(ento (ais espont;neo e )enu<no5
Fma segunda re3utação Rs obGeçPes a res"eito da a/areness e Due, embora um indiv0duo "ossa
n!o estar imediatamente a/are do "rocesso em momentos de maior envolvimento, isto acontece
sL "orDue ele est= 3ocali@ado eIteriormente, seu envolvimento com urna 3igura de interesse est=
aumentando e sua 3unção E aceit=vel) Se ele deseGa 3icar a/are de seu "rL"rio desem"en1o * se
isso 3osse necess=rio ou deseG=vel "ara "oder sair!se mel1or *, "oderia 3a@O!lo
,.:
mente) Cs "raticantes mais 1abilidosos em todas as atividades "odem "enetrar 3acilmente na
a/areness Duando "recisam 3a@O!lo
o
u Duando são Duestionados) ' seguir Pablo Casais
.
3ala
sobre a 3unção inter"retativa do artista) Cbserve como ele est= em contato com o Due acontece
enDuanto toca, do mesmo modo Due um mala!barista Due sabe eIatamente onde est= cada um de
seus cubos indianos em cada momento) Ele usa sua a/areness "ara orient=!lo e in3orm=!lo em
sua inter"retação e desem"en1o+
Fma das coisas Due ensino a meus alunos E saber como e em Due momento eles "odem relaIar a mão e o braço)
$esmo no decorrer de uma "assagem r="ida E "oss0vel encontrar o momento certo "ara relaIar) (Isso "ode acontecer
num dEcimo de segundo)) Isso se torna uma necessidade 3undamental na a"resentação, e se a "essoa não levar isso
em conta, 1aver= um momento em Due ela não "ode relaIar (E como ser inca"a@ de res"irar) e a eIaustão se
estabelece) Esta 3adiga da mão e do braço vem "rinci"almente da tensão dos mTsculos "rodu@ida "ela emoção e "elo
Nmedo do "alcoN) Contudo, a vontade do instrumentista "recisa su"erar esse obst=culo, e com esta 3inalidade a "r=tica
a/are do relaIamento se mostrar= muito benE3ica "ara o controle com"leto durante um concerto)
)))Se "restar atenção vocO "ode "erceber Due Duando "ensamos Due estamos num com"leto estado de relaIamento,
"odemos em geral encontrar alguma "arte do cor"o Due "oderia relaIar ainda mais) E não acredite Due E 3=cil 3a@er
isso, a menos Due ten1amos "assado "or longos eIerc0cios, os Duais são eIatamente o Due deseGamos, manter a
3leIibilidade do braço e dos dedos))) SL Due esse im"ulso, vindo do centro do cor"o, em ve@ de vir de cada
eItremidade, ir= agru"ar os diversos movimentos num todo uni3icado, "rodu@indo resultados mel1ores e menos
3adiga)
Como Casais, a a/areness Due nos "reocu"a na gestalt!tera"ia E tambEm aDuela Due aGuda a
recu"erar a unidade da 3unção total e integrada do indiv0duo) C indiv0duo "recisa "rimeiro
abranger as sensaçPes e os sentimentos Due os acom"an1am antes de "oder alterar de algum
modo seu com"ortamento) ' recu"eração da aceitabili!
.) Corredor, B) $a) Con#ersations /ith Casais5 4ova AorW+ E) P) Dutton, .965)
,.6
dade da a/areness * inde"endentemente do Due ela "ossa revelar !h E um "asso crucial no
camin1o do desenvolvimento de um novo com"ortamento) C indiv0duo a"rende como se tornar
mais a/are ou "or diversos eIerc0cios ou "ela orientação sens0vel do tera"euta Du
e
dirige a
atenção do "aciente "ara detal1es de seu "rL"rio com"ortamento Due são relevantes, "orEm
ignorados)
Esse 3oco acontece na "sicotera"ia Duando a am"litude da eI"eriOncia 1umana E dividida entre
eI"eriOncias culminantes e eI"eriOncias ingredientes)
,
' eI"eriOncia culminante E uma 3orma
com"ostaM E um evento total e uni3icado Due E de im"ortância central "ara o indiv0duo) 'o
escrever estas "alavras, "or eIem"lo, o ato de escrever E a culminação de uma vida de
eI"eriOncias Due levaram a este momento e 3ormam "arte do ato com"osto de escrever) 'lEm
disso, cada movimento do dedo, cada res"iração, cada "ensamento tangencial, cada variação da
atenção, con3iança, clare@a, se Guntam "ara 3ormar a eI"eriOncia com"osta NEstou escrevendoN)
Entretanto, como elementos num todo com"osto, todas essas são eI"eriOncias!ingredientes)
Bem, essas eI"eriOncias!ingredientes em geral "assam des"ercebidas, mas "oder0amos eI"lorar
e descobrir sua relação com o evento culminante, intensi3icando assim a eI"eriOncia) C )our(et
3a@ isso ao "rovar um mol1o) Inicialmente ele encontra o gosto em sua totalidade, como uma
mistura integrada e suave) De"ois começa a eIaminar o sabor mais detal1adamente "ara Due
"ossa identi3icar os ingredientes Due entram na com"osição do mol1o) Ele "ode recon1ecer
algumas ervas, um vin1o con1ecido, "ro"orçPes de manteiga, gema de ovo, creme) Ele vai e
volta num ritmo criativo entre a an=lise e a s0ntese, Duebrando o sabor com"osto em seus
com"onentes e de"ois reintegrando!o)
C mesmo ocorre ao se eI"lorar a "rL"ria a/areness5 C indiv0duo "ode identi3icar os
ingredientes das eI"eriOncias cotidianas Due 3ormam a substância de sua vida) Polan2i
7
descreve
o ato de entender+
E um "rocesso de co(preender" um ato de reunir "artes se"aradas num todo abrangente)
,) Este conceito tem alguns "aralelos com a dicotomia da aJareness 3ocal e subsidi=ria de Polan2i) The studyof(an5
C1icago+ Fniversit2 o3 C1icago Press, .969)
7) Polan2i, $) The study of (an1 o") cit)
,.;
3GM assim Due c1egamos a entender o mundo, a nLs mesmos e a nossa eI"eriOncia nesse mundo)
' "essoa se move entre uma eI"eriOncia sinteti@ada e a a/areness das "eças elementares Due
3ormam sua eIistOncia num ciclo dinâmico e continuamente auto!renovador)
4a mel1or das 1i"Lteses, a a/areness E um meio cont0nuo "ara manter!se atuali@ado com o
"rL"rio eu) V um "rocesso cont0nuo, GvGu
.
c "rontamente dis"on0vel em todos os momentos, em
ve@ de uma ilu! PS minação es"or=dica ou eIclusiva Due "ode ser alcançada * como o insi)ht
* a"enas em momentos es"eciais ou sob condiçPes es"eciais) Ela est= sem"re "resente, como
uma corrente subterrânea, "ronta a ser acionada Duando necess=rio, uma eI"eriOncia renovadora
e revi!tali@ante) 'lEm disso, 3ocali@ar a "rL"ria a/areness mantEm a "essoa absorvida na
situação "resente, am"liando o im"acto da eI"eriOncia da tera"ia, bem como das eI"eriOncias
mais comuns da vida) ' cada a/areness sucessiva a "essoa c1ega mais "erto de articular os
temas da "rL"ria vida e mais "erto tambEm da eI"ressão desses temas)
Fm eIem"lo sim"les de seguir a a/areness de um momento "ara o outro E dado "or este trec1o
de uma sessão de tera"ia) ' sessão começou com a a/areness de /om a res"eito de seu maIilar
tenso e "assou "or diversos "assos intermedi=rios atE um a3rouIar de seus maneirismos de 3ala e
de"ois "assou "ara a recu"eração de algumas memLrias da in3ância) /om, um "astor, sentia Due
não era ca"a@ de "ronunciar as "alavras como gostaria) Sua vo@ tin1a um tom met=lico, e ele
"ro3eria as "alavras como se 3osse um rob& 3r=gil) Cbservei um ângulo estran1o em seu maIilar
e "erguntei o Due ele sentia ali) Ele disse Due sentia tensão) 'ssim, "edi Due ele eIagerasse os
movimentos de sua boca e seu maIilar) Ele se sentiu muito inibido com isso e descreveu
"rimeiro sua a/areness do constrangimento e de"ois da teimosia) Ele lembrou Due seus "ais
costumavam im"ortun=!lo "ara Due 3alasse claramente e ele 3alava desse modo "ara n!o 3a@O!lo)
4esse momento, tornou!se a/are da tensão em sua garganta) Ele estava 3alando com tensão
muscular, 3orçando sua vo@ "ara 3ora, em
v
e@ de usar o a"oio Due sua res"iração "oderia l1e dar)
'ssim, "edi a /om "ara colocar mais ar em sua 3ala, mostrando!l1e como coordenar
a
3ala com a
res"iração, usando um "ouco mais de ar e tentando sentir o ar como uma 3onte de a"oio)
Contudo, a coordenação dele era de3iciente * tão de3iciente a "onto de ser Duase um gagueGar)
auando Perguntei!l1e se alguma ve@ ele gagueGara, "areceu sur"reso, tornou!
,.8
se a/are de suas di3iculdades de coordenação, e de"ois lembrou!se daDuilo Due atE então estava
esDuecido * Due ele tinha gagueGado atE os seis ou sete anos) Lembrou!se de uma cena de certo
dia em Due ele tin1a trOs ou Duatro anosM sua mãe estava tele3onando de um lugar um tanto
distante e "erguntava o Due ele Dueria) Ele tentou di@er NsorveteN,n mas sua mãe entendeu
errado "ensando Due ele dissera Neu gritoN, e ac1ou Due isso signi3icava Due ele ia começar a
gritar com seu irmão, 3icando, "ortanto, 3uriosa com ele) Lembrou!se tambEm de outra cena)
Sua mãe estava no ban1eiro e ele ouviu o Due a "rinc0"io "ensou ser o riso dela) Hicou assustado
Duando "ercebeu Due não era risoM ela estava c1orando 1istericamente) /om lembrou!se mais
uma ve@ do 1orr0vel sentimento de incongruOncia) Con3orme ele contava a 1istLria, tambEm
3icou a/are de seus "rL"rios sentimentos de con3usão, tanto ao ser mal!entendido "or sua mãe
Duanto ao entendO!la mal) De"ois de recu"erar as antigas sensaçPes, a sua 3ala tornou!se mais
aberta e seu maIilar tambEm 3icou mais relaIado) Ele se sentiu aliviado e renovado)
Embora a a/areness "ossa ser tão democr=tica Duanto a lu@ do sol, iluminando tudo o Due toca,
gostar0amos de c1amar a atenção "ara Duatro as"ectos "rinci"ais da eI"eriOncia 1umana em Due
a a/areness "ode ser 3ocali@ada+ a/areness das sensaçPes e açPes, a/areness dos sentimentos,
a/areness dos deseGos e a/areness dos valores e das avaliaçPes)
SensaçPes e açPes
:
Identi3icar as sensaçPes b=sicas não E uma tare3a 3=cil) Se o abismo entre as sensaçPes b=sicas e
o com"ortamento mais com"leIo "udesse ser 3ec1ado, "rovavelmente 1averia menos eIem"los
de
:) rande "arte do material nesta seção 3oi eItra0da de Polster, E) NSensor2 3unctioning in "s2c1ot1era"2N) In+ Hagen,
B) e S1e"1erd, I) (eds)) Gesta%t therapy no/5 Cali3Lrnia+ Science and Be1avior BooWs, .98-)
n U= aDui um Gogo de "alavras intradu@0vel+ em inglOs, sorvete E ice crea(1 e NeT gritoN E # screa(1 Due soam bastante
semel1antes Duando "ronunciados)
,.5
açPes incongruentes ou 3ora!de!contato) V comum Due um indiv0duo coma) "or eIem"lo, não sL
"orDue est= com 3ome, mas tambEm "orDue E a 1ora da re3eição, ou "orDue ele "ode estar numa
situação em Due não "ossa comer mais tarde Duando ac1a Due vai ficar com 3ome, ou "orDue
gosta de com"an1ia em ve@ de comer so@in1o, ou "orDue "ode obter um ti"o es"ec03ico de
comida agora e não "oder= 3a@O!lo mais tarde ou em outro lugar) V bastante Lbvio Due as
sensaçPes do indiv0duo e o Due ele 3a@ com relação a elas muitas ve@es esteGam a"enas remota
ou nebulosamente relacionados) 'ssim, não E de sur"reender Due a con3usão resultante sL se
acrescente R crise de identidade da Dual muitos se DueiIam * como alguEm pode saber Duem
ele E sem ao menos con1ecer minimamente aDuilo Due se "assa internamenteb E como ele "ode
saber o Due se "assa internamente Duando uma "arte tão grande de sua eI"eriOncia o atrai "ara
longe de res"eitar o "rocessob auando ele era criança l1e disseram Due uma inGeção não do0a *
mas ela doeuZ 'gora, em Duem ele deve acreditar, em seu "rL"rio braço dolorido ou no adulto
sabe!tudo Due esteve certo sobre tantas coisas antesb E, assim, o 3ato E Due as "essoas Due estão
solit=rias algumas ve@es comem, "essoas Due estão bravas 3a@em amor, e aDuelas Due estão
seIualmente eIcitadas 3a@em discursos) C "onto central da auto!alienação est= nessas
"erversPes do relacionamento entre o sentimento e a ação)
' sensação eIiste num conGunto do Dual "artici"am tambEm a ação e a eI"ressãoM ela 3unciona
como um tram"olim "ara a ação e tambEm como o meio "elo Dual "ercebemos a ação)
C conceito de eI"eriOncia sin="tica E um modo de ilustrar esse relacionamento) ' eI"eriOncia
sin="tica E uma eI"eriOncia de união entre a a/areness e a eI"ressão) C termo, sina"se, E usado
como uma met=3ora du"la * "arcialmente "or causa do signi3icado b=sico da "alavra grega da
Dual este termo E derivado, e "arcialmente em decorrOncia da analogia R descrição neurolLgica
da ação sin="tica) ' "alavra grega originalmente signi3icava NconGunçãoN ou NuniãoN) De um
modo corres"ondente, na 3isiologia a sina"se E a conGunção 3uncional entre as 3ibras nervosas,
onde, "or uma transmissão eletroDu0!mica da energia, E 3ormado um arco Due cria uma "onte
entre as libras neurais se"aradas e liga o sistema sensLrio!motor numa união 3uncional suave) '
met=3ora da eI"eriOncia sin="tica 3ocali@a a aten!qao sobre as 3unçPes sensLrio!motoras unidas
con3orme são re"re!
,.9
sentadas na eI"eriOncia "essoal * como a/areness (sensorial) e e:press!o (motor)) Embora no
momento a On3ase "rim=ria esteGa na sensação do indiv0duo, a eI"ressão e(er)e dessa
a/areness1 e Guntas elas 3ormam uma eI"eriOncia una)
' "essoa "ode sentir essa união se 3icar a/are1 "or eIem"lo, de sua res"iração enDuanto 3ala, ou
da 3leIibilidade de seu cor"o enDuanto se move, ou de sua em"olgação enDuanto "inta)
Sentimentos "ro3undos de "resença e de inteire@a da "ersonalidade, clare@a da "erce"ção e
vibração da eI"eriOncia interior são comuns nos momentos de união entre a a/areness e a
eI"ressão)
Cs artistas con1ecem bem a eI"eriOncia sin="tica) C artista Due se eI"rime "or intermEdio da
arte ao vivo * o mTsico, o cantor, o instrumentista, o bailarino, o ator * todos "ermanecem
agudamente a/are de suas sensaçPes e açPes) ' colocação da vo@, a "osição de braço, a
eI"ansividade de um gesto, o ti"o de andar Due acom"an1a a re"resentação de determinado
"a"el, todos de"endem de uma sintonia sens0vel com suas "rL"rias sensaçPes) Então, eles usam
essa sensibilidade como um ve0culo eI"ressivo "ara alcançar a audiOncia) $ais uma ve@,
Casais
6
observa+
Qai na direção errada Duem não se Duestiona nem ouve a Nvo@N de sua nature@a art0stica * desde Due ele ten1a essa
nature@a, E claro) C Due rea%(ente im"orta E o Due sentimos, e E isso Due temos de eI"ressar)
)))auerendo ou não, o artista E um intEr"rete e sL "ode reali@ar o trabal1o "or meio de seu "rL"rio eu)
C artista criativo, o "intor, o escultor, o com"ositor, o teatrLlogo, o "oeta, são todos "essoas Due
dançam no limite de suas "rL"rias sensaçPes) Para eles, o "roduto art0stico E uma "roGeção) C
artista "ermanece ao mesmo tem"o "ro3undamente a/are de suas "rL"rias sensaçPes e as
articula de modo belo na eI"ressão dessas "artes "ercebidas e "roGetadas de si mesmo) Para
aDueles entre nLs Due nao somos artistas criativos, mas Due reverberamos com os insi)hts D
ue
eles nos "ro"orcionam, esta 3usão da eI"ressão e da a/areness "are!
6) Corredor, B) $a) Con#ersations /ith Casais5 4ova AorW+ E) P) Dutton
.965)
114
ce m=gica) Essa união E Due constitui a matri@ de sua criatividade) 'lEm disso, o drama E
inevit=vel em todas as situaçPes 1umanas em Due isso acontece)
's diversas tera"ias tOm modos di3erentes de reunir a a/areness e a eI"ressão, mas a maioria
com"artil1a a atenção aos "rocessos internos do indiv0duo * algumas ve@es incluindo a
sensação * e tambEm a seu sistema de eI"ressão) ' maioria dos tera"eutas concordaria Due se
um "aciente 3osse 3alar sobre seus sentimentos de amor Duando sua mãe cantava "ara Due ele
dormisse, sua 1istLria teria maior im"acto sobre ele e sobre seu ouvinte se ele estivesse a/are
de seus sentimentos "resentes enDuanto 3ala) Seu cor"o "oderia estar Tmido, Duente, 3leI0vel,
3ormigando etc) C surgimento dessas sensaçPes aumenta os "oderes restauradores da 1istLria)
Sua 1istLria se torna uma con3irmação mais convincente de sua eI"eriOncia "assada de amor,
"ela união resultante da sensação e das "alavras)
' eI"loração da sensação não E uma coisa nova na "sicologia) C rel1o <il1elm <undt via a
eI"eriOncia sensorial como o su"orte b=sico do Dual cresceu toda a a/areness mais elevada) C
"roblema 3oi Due sua "esDuisa nunca teve o c1amado toDue 1umanista Due atrairia o
"sicotera"euta) Contudo, eIistem muitas visPes 1umanistas recentes Due anunciam um novo
recon1ecimento do "oder Due a sensação tem "ara indu@ir o crescimento) Sc1ac1tel,
;
"or
eIem"lo, acentua o Due o bebE e o adulto com"artil1am da mesma eI"eriOncia da sensação
"rimitiva, "rim=ria e bruta) Ele di@+
Se o adulto não 3a@ uso de sua ca"acidade de distinguir))) a sensação agrad=vel do calor))) (da) "erce"ção de Due este E
o calor do ar ou o calor da =gua))) mas em ve@ disso se entrega R "ura sensação, então ele eI"eriOncia uma 3usão de
"ra@er e da Dualidade sensorial Due "rovavelmente se a"roIima da eI"eriOncia in3antil))) ' On3ase não est= em
nen1um obGeto, mas totalmente no sentimento ou na sensação)
$uitas "essoas acreditam Due o tom da sensação da criança E o Paradigma "ara a "ure@a da
eI"eriOncia sensorial) $as mesmo Due as
;) Sc1ac1tel, E) Eeta(orphosis5 4ova AorW+ Basic BooWs, .969)
,,.
sensaçPes se tornem agru"adas com o "assar dos anos, as "rimeiras eI"eriOncias "recisam não
per(anecer meramente in3antis) ' recu"eração das "rimeiras "ossibilidades eIistenciais E muito
valiosa na busca da reali@ação) ' "rimeira inocOncia da sensação 3oi invalidada "elas 3orças
sociais Due dicotomi@am a criança e o adulto em criaturas totalmente se"aradas) $as o adulto
n!o $ a"enas o substituto da criançaM ele E o resultado de acrEscimos Due, es"eramos, não
"recisam tornar irrelevante a eI"eriOncia in3antil) Fm senso semel1ante ao da criança "ode
orientar e vitali@ar as "essoas mesmo em 3ace das eI"eriOncias "osteriores do desenvolvimento)
Como Perls, Ue33erline e oodman
8
di@em, com relação R recu"eração de memLrias "assadas+
%)))( o conteIto da cena recu"erada E da maior im"ortância) Cs sentimentos in3antis são im"ortantes, não como um
"assado Due deve ser des3eito, mas como alguns dos "oderes mais belos na vida adulta e Due "recisam ser
recu"erados+ es"ontaneidade, imaginação, direção da a/areness e mani"ulação)
Cs relatos das eI"eriOncias vividas "or 'lan <atts
5
a"Ls tomar LSD am"liam ainda mais sua
a"reciação da im"ortância das sensaçPes) Ele disse Due enDuanto estava sob o e3eito do LSD,
"assou muito tem"o observando as mudanças em sua "erce"ção de coisas tão comuns como Na
lu@ do sol no c1ão, os veios da madeira, a teItura do lin1o ou o som das vo@es do outro lado da
ruaN) Ele continua+
$in1a "rL"ria eI"eriOncia nunca 3oi de distorção dessas "erce"çPes como Duando ol1amos "ara nLs mesmos num
es"el1o c&ncavo) Hoi mais como se cada "erce"ção se tornasse * usando uma met=3ora * ressonante) ' substância
Du0mica "arece "ro"orcionar uma caiIa acTstica "ara a consciOncia))) "ara todos os sentidos, de modo Due a visão, o
toDue, o "aladar, o ol3ato e a imaginação são intensi3icados, como a vo@ de alguEm cantando no ban1eiro)
8) Perls, H) S) Ue33erline, ?al"1 e oodman, Paul) Gesta%t therapy5 4ova AorW+ Bulian Press Inc), .96.)
5) <atts, ') N' "s2c1odelic eI"erience+ 3act or 3antas2N) In+ Solomon, F) (ed))) LSD1 the consciousness e:pandin)
dru)5 4ova AorW+ Putnam, .9;:)
111
Esse ti"o de a/areness dinâmica tambEm E "oss0vel na "sicote!
ra
"ia, mas eIige uma atenção
dedicada) ' concentração E uma tEcnica tera"Outica im"ortante "ara a recu"eração da sensação)
/odos sabem Due se sair bem em DualDuer coisa eIige concentração, mas as instruçPes "ara
concentrar!se em geral são vagas, moralistas ou gerais) Entretanto, a concentração pode ser um
modo es"ec03ico Due envolve ol1ar de "erto um obGeto de interesse es"ec03icoM ela "recisa ser
3ocali@ada e total) auando a concentração E 3ocali@ada na sensação interna, "odem ocorrer
eventos sur"reendentemente com"ar=veis aDueles Due surgem mediante a 1i"nose, as drogas, a
"rivação sensorial, as situaçPes 1erLicas e outras circunstâncias Due tiram o indiv0duo de seu
Duadro de re3erOncia usual)
Embora não ten1a um "oder tão inevit=vel Duanto o de algumas dessas outras condiçPes, a
concentração tem duas grandes vantagens na am"liação da eI"eriOncia) Primeiro, "ode!se
retornar 3acilmente aos acontecimentos comuns e R comunicação comum, e, segundo, a
eI"eriOncia tra@ a sensação de ser algo Due a "rL"ria "essoa aGudou a "rodu@ir, em ve@ de ter
sido lançada num estado incomum Due normalmente est= alEm dos "oderes "essoais) Portanto,
"ode!se entrar e sair dos modos costumeiros de interação+ conversa, ro%e0p%ayin)1 3antasia,
trabal1o com son1os, uso da "erce"ção como um acessLrio leI0vel da tera"ia, um acessLrio
mais relevante "ara a consciOncia cotidiana)
4a "rL"ria situação tera"Outica, a a/areness das sensaçPes e das açPes serve a trOs obGetivos
tera"Outicos+ .) a acentuação da reali@açãoM ,) a 3acilitação do "rocesso de elaboraçãoM e 7) a
recu"eração de eI"eriOncias antigas)
.) Pessoas di3erentes encontram a reali@ação de maneiras di3e!entesM eIistem "essoas orientadas
"ara a ação e eIistem as orientadas "ara a a/areness5 'mbas "odem ter vidas ricas, desde Due
uma orien!
qão não eIclua a outra) ' "essoa orientada "ara a ação Due não coloDue um bloDueio "ara a
a/areness de sua eI"eriOncia interior ir=
S Por meio de suas açPes * evocar essa eI"eriOncia de si mesmo) C
na
dador, "or eIem"lo, "ode
descobrir sensaçPes internas "oderosasM
e
Iecutivo Due ten1a conseguido a liderança numa nova em"resa
`
-(
le tornar!se a/are de 3ortes correntes dentro de si Due são reveladas
essa eI"eriOncia) C indiv0duo Due E orientado "ara a a/areness
115
"ode tambEm descobrir Due sua a/areness o leva "ara a ação, desU Due ele não a eIclua
arbitrariamenteM o "sicLlogo "ode escrever nGv) livro, a "essoa agitada "ode mudar "ara outra
cidade, e a "esso eIcitada seIualmente "ode ter uma relação seIual) Cs "roblema "sicolLgicos
acontecem Duando o ritmo entre a/areness e eI"ressão E de3eituoso ou "erturbado)
Para eIem"li3icar * Xurt, uma "essoa orientada "ara a ação e em"res=rio bem!sucedido, veio
"ara a tera"ia "orDue não estava eI!"erienciando reali@ação na vida) Ele era incomumente vital
e ativo "recisava 3a@er com Due cada segundo valesse e 3icava im"aciente com DualDuer
momento sem "rodutividade) Ele não "odia tolerar uma acumulação de sensação e se adiantava
a si mesmo, descarregava "rematuramente a sensação e im"edia Due ela aumentasse, ou "ela
ação ou 3a@endo "lanos de ação) ConseDTentemente, estava tendo muita di3iculdade em saber
NDuem sou euN) Durante as de@ "rimeiras sessPes, conversamos muito e 3i@emos algumas
eI"loraçPes iniciais das eI"eriOncias internas de Xurt, incluindo eI"erimentos de a/areness e
eIerc0cios de res"iração) Então, certo dia em Due eu l1e 1avia "edido Due 3ec1asse os ol1os e se
concentrasse na eI"eriOncia interior, Xurt começou a sentir uma Duietude em si mesmo e a
eI"e!rienciar um sentimento de união com os "=ssaros Due cantavam l= 3ora) $uitas outras
sensaKes se seguiram, mas ele as manteve "ara si mesmo, como disse de"ois, "orDue descrevO!
las iria signi3icar interrom"O!las * um res"eito s=bio mas at0"ico "elo sentimento e não com a
"rodutividade) Em certo momento, vendo Due seu abdome não estava integrado em sua
res"iração, "edi a Xurt Due usasse seu abdome mais "lenamente, o Due ele 3e@ de "ronto) 'o
3a@er isso, ele começou a sentir uma nova 3acilidade ao res"irar Due era acom"an1ada "or uma
3orça 3=cil, bem di3erente da 3orça im"aciente com Due ele estava tão acostumado) Ele "odia de
3ato sentir a di3erença entre os dois ti"os de 3orçaM disse Due se sentia como um carro
"er3eitamente aGustado * uma bela mistura de ação e de a/areness5 'o sair, comentou Due
estava recu"erando um elo "erdido em sua vida) Ele se sentia como se tivesse e:peri(entado o
tem"o, em ve@ de tO!lo des"erdiçado)
,) C segundo obGetivo, a 3acilitação do "rocesso de elaboraça
-
S "ode ser ilustrado "ela 1istLria
de Lila, Due recentemente tin1a sk
11!
tornado uma eIecutiva numa 3=brica de brinDuedos) ' secret=ria dela
-
stava no mesmo
de"artamento 1avia anos, e era uma "essoa desor!
an
i@ada e controladora) ' nova eIecutiva "ercebeu Due essa secret=ria estava na rai@ de muitos
"roblemas anteriores do de"artamento e
a
con3rontou com algumas eIigOncias do de"artamento)
' secret=ria gc"erienciara isso como um enorme gol"e e re"entinamente "arecera hh nas
"alavras de Lila * Ncomo uma criança desam"aradaN) 4esse momento, Lila sentiu!se como se
estivesse sentada 3ace a 3ace com outra "arte de si mesma) Ela e seu irmão tin1am crescido
numa região em"obrecida de 4ova AorW, e sem dTvida 1aviam sido crianças desam"aradas)
Contudo, como ela sem"re 1avia cuidado de seu irmão mais novo, via!o a"enas como uma
criança desam"arada, n!o a si mesma) Con3orme os 3atos surgiram, 3icou claro Due, em sua
vida, Lila alternava entre aGudar crianças desam"aradas e sentir!se co(o uma delas)
EnDuanto "rosseguia, Lila "ercebeu Due não Dueria mais ser uma criança desam"arada e
recon1eceu Due nessa con3rontação com sua secret=ria ela aceitara a o"ortunidade de livrar!se
da criança desam"arada dentro de si e se trans3ormar numa mul1er "or direito "rL"rio) 'o 3alar
sobre isso, surgiu uma nova eI"ressão em seu rosto, uma combinação de absorção, de
intros"ecção alerta e de entrega R sur"resa) auando "erguntei!l1e o Due sentia, ela disse,
sur"resa, Due sentia uma "ressão em sua res"iração e em suas "ernas) Ela deu atenção a essas
sensaçPes e, de"ois de alguns momentos de silOncio, "areceu novamente sur"resaM disse Due
sentia uma tensão em sua vagina) Pedi!l1e Due se concentrasse nessa sensação, e ela o 3e@)
4ovamente, de"ois de alguns momentos de concentração, o rosto de Lila se iluminou e ela disse
Due a tensão estava indo embora) Então ela "areceu levar um susto e re"entinamente teve uma
"ro3unda sensa!qão Due não descreveu, mas em ve@ disso começou a c1orar intensamente e a
c1amar o nome do 1omem a Duem ama e com Duem teve, Pela "rimeira ve@, um relacionamento
de mutualidade e de 3orça, ela levantou a cabeça, "arecia bela e inteira) 'o 3alarmos sobre isso,
ela "ercebeu a im"ortância de seu con3ronto com a
cret=ria * a Duem acabou demitindo de"ois * e a redescoberta de
a
atitude com relação a
crianças desam"aradas) $as ela sabia Due a
h
ns
3ormação mais "ro3unda acontecera com a descoberta da sensa!
ern
sua vagina) C subseDuente
des"ertar de seu senso "al"=vel de
11"
ser mul1er em ve@ de uma criança desam"arada deu substância e resolução "rimai a "roblemas
Due de outro modo "oderiam ter sido a"enas verbali@ados)
7) Hinalmente, o terceiro "ro"Lsito ao Dual a restauração da sensação serve E a recu"eração de
acontecimentos antigos) ' situação inacabada move!se naturalmente "ara a com"letude Duando
as resistOncias são realocadas e Duando a estimulação interna im"ele a "essoa "ara a conclusão
de DuestPes atE então inacabadas) ' "sican=lise * embora di3erindo da gestalt!tera"ia em
muitos detal1es de conceituali@ação e tEcnica * trans3ormou a volta ao antigo e esDuecido
numa eI"ectativa comum na "sicotera"ia) $as, a"esar de muitas "alavras sobre o "assado terem
sido ditas na tera"ia, elas muitas ve@es não são acom"an1adas "or sensaçPes "ro3undas) C
eIem"lo a seguir ilustra como as sensaçPes, e não a"enas meras "alavras, "odem levar ao
redes"ertar de um acontecimento "assado Due ainda E in3luente)
Boan, cuGo marido morrera 1avia a"roIimadamente de@ anos, tin1a 3alado muitas ve@es sobre
seu relacionamento com ele, mas nunca 1avia transmitido um senso da "ro3undidade da
eI"eriOncia Due tiveram Guntos) 4uma sessão, ocorreu uma sErie de "erce"çPes, incluindo um
3ormigar de sua l0ngua, uma sensação de Dueimadura ao redor de seus ol1os, tensão nas costas e
nos ombros e de"ois umidade nos ol1os) Por 3im, ela ins"irou "ro3undamente e "ercebeu Due
tin1a vontade de c1orar) Uavia uma sensação de l=grimas em seus ol1os, e uma sensação em sua
garganta Due ela não conseguia descrever) De"ois de uma "ausa muito longa, sentiu uma coceira
e se concentrou nisso "or algum tem"o) ' cada nova sensação, o silOncio e a concentração
interiores eram longos, 3reDuentemente durando minutos) C silOncio * Duando acom"an1ado
"ela concentração 3ocali@ada * tem o e3eito de am"liar a intensidade da sensação) Logo Boan
começou a sentir coceira em muitos lugares) Ela ac1ou di30cil "ermanecer com essas sensaçPes
sem começar a se coçar, mas o 3e@) 'c1ou divertida a sur"reendente eI"ansão das sensaçPes de
coceira, mas tambEm começou a sentir!se 3rustrada e triste novamente, como se 3osse c1orar)
$encionou uma eI"eriOncia irritante Due tin1a acontecido na noite anterior na casa de seus "ais,
em Due ela não conseguira mostrar sua irritação) Então, sentiu um nL na garganta e, de"ois de
um "er0odo de concentração nesse nL, a"areceu uma "al"itação em
11#
s "ercebeu
seu "eito) Seu coração começou a bater bem r="ido
o
muito ansiosa) Ela verbali@ou os sons
pu(p1 pu(n e
uma dor aguda no alto de suas costas) He@ uma longa nanf
a
, , ) ,)
s
"ausa "ara se
concentrar na dor nas costas, e de"ois disse com estresse con U r=vel+ N'gora me lembro
daDuela 1orr0vel noite em Due meu "rimeiro marido teve um ataDue do coraçãoN) Seguiu!se
outra "ausa longa na Dual Boan "arecia estar sob grande tensão e muito absorta) De"ois ela
disse, num tom calmo, Due estava a/are da dor, da ansiedade e de toda a eI"eriOncia daDuela
noite) 4esse instante ela cedeu a um c1oro "ro3undamente sincero) auando acabou, ela ol1ou
"ara cima e disse+ N'c1o Due ainda sinto 3alta deleN) 'gora seu modo vago tin1a desa"arecido, e
ela "odia transmitir a seriedade e a inteire@a de seu relacionamento com o marido) '
trans3ormação clara da su"er3icialidade convencional "ara a "ro3undidade 1avia sido tra@ida
"elo aumento da sensação) Pela auto0a/areness e concentração, ela deiIou Due suas "rL"rias
sensaçPes a guiassem, em ve@ de ser guiada "or suas ideias ou eI"licaçPes)
Sentimentos
Embora seGa de 3ato verdade Due o n0vel dos sentimentos da eI"eriOncia "essoal est=
ineItrincavelmente ligado R sensação, os sentimentos tOm uma Dualidade Due vai alEm do
alcance da sensação rudimentar) auando uma "essoa di@ Due est= com medo, est= di@endo Dual
E o seu sentimento) Esse tom de sentimento inclui * e talve@ atE seGa sustentado "or *
sensaçPes es"ec03icas, como "al"itaçPes do coração, suor nas "almas das mãos, est&mago
embrul1ado ou res"iração su"er3icial) Por outro lado, ela "ode sentir medo sem ter esses
acom"an1amentos sensoriaisM eI"erienciando e con1ecendo seu medo clara e intuitivamente,
mas sem a a/areness de nen1uma dessas sensaçPes subsidi=rias)
Cs sentimentos incluem uma avaliação "essoal, uma tentativa de encaiIar um acontecimento
es"ec03ico dentro do esDuema mais am!Plo das "rL"rias eI"eriOnciasM as sensaçPes "odem ser
aceitas "or si mesmas e não "arecem eIigir ou elicitar esse senso de encaiIe) 's Pal"itaçPes
card0acas "or si mesmas di@em muito "ouco a res"eito do
Se
r total de uma "essoa "orDue elas
não são es"ec03icasM o coração
11$
"ode bater ra"idamente sob condiçPes tão di3erentes Duanto o medo "ode di3erir da anteci"ação
ansiosa) 'ssim, a "essoa "ode atE eI"e!rienciar detal1adamente uma sensação sem Due esta seGa
acom"a, n1ada "or sentimentos * uma ocorrOncia comum entre indiv0duos 1istEricos Due tOm
muitas sensaçPes, a maioria das Duais não "arece combinar de modo algum com o tom do
sentimento)
'lEm disso, algumas 3iloso3ias orientais, como a ioga, tOm o obGetivo de eI"erienciar todas as
sensaçPes sem colocar nenhu(a avaliação "essoal nelas) Elas consideram a dor 30sica ou a
triste@a como eI"eriOncias "or direito "rL"rio, e essa liberdade diante do "reconceito, aceitando
seus sentimentos, "assa a ser o 3ator central no estabelecimento e na manutenção de uma vida
"ac03ica) Portanto, uma dor de dente "ode dar R "essoa um senso tão rico Duanto DualDuer outra
eI"eriOncia, se a "essoa deiIar de a"licar os costumeiros Gulgamentos emocionais sobre o Due E
bom ou não) V di30cil 3a@er isso * "or causa da "ontada Duase re3leIa das avaliaçPes "essoais
*, mas E "oss0vel "ara "essoas dedicadas e eI"erientes) ' meta na gestalt!tera"ia, contudo, não
E Due as "essoas abandonem esses Gulgamentos de seus sentimentos, mas Due em ve@ disso
abram es"aço "ara os sentimentos e os usem como um meio de integrar os v=rios detal1es de
suas vidas)
Para "oder reali@ar isso, c1amamos a atenção "ara os sentimentos da mesma 3orma Due G=
descrevemos ao trabal1ar com as sensaçPes) Descrever o tom do sentimento, recon1ecer as
incongruOncias ou os va@ios na eI"eriOncia, 3ocar aDuilo Due 3oi descoberto e 3icar com isso atE
Due a eI"ressão orgânica emerGa, todas essas situaçPes usam os sentimentos como aberturas no
ciclo da a/areness e da eI"ressão) Fma ve@ Due este ciclo ten1a sido com"letado, o indiv0duo
est= desim"edido e "ronto "ara "assar "ara novos ciclos de (Jareuess!eI"ressão) V a 3luide@
"er"etuamente em renovação desse "rocesso Due constitui uma caracter0stica im"ortante do bom
3uncionamento)
C1amar a atenção 3reDuentemente "ara os sentimentos "resentes eIige um virtuosismo no
movimento de ida e vinda entre a a/areness1 as açPes e a eI"ressão do indiv0duo) Por eIem"lo,
se uma "essoa est= contando uma 1istLria na Dual est= "ro3undamente absorta, "erguntar!l1e
Dual E seu sentimento naDuele momento "ode ser recebido como uma distração Due deve ser
en3rentada com resistOncia) De 3ato, E bem 3reDuente Due esta seGa uma distraçãoM o tera"euta
sens0vel
11+
Gão se move de l= "ara c= entre a 1istLria da "essoa e sua a/areness e um modo mecânico ou
arbitr=rio) ?essaltar a substância e o drama a 1istLria "ara Due ela seGa mais do Due um mero
N3alar sobreN consiste sim"lesmente em assegurar R 1istLria a im"ortância Due ela merece "or si
mesma) Contudo, Rs ve@es, a a/areness dirigida E necess=ria "ara "reenc1er os buracos na
eI"eriOncia) 's "istas "ara 3ocar!se na auto0a/areness vem do "rL"rio indiv0duo, e sugerem
onde "ode 1aver buracos na eI"eriOncia) Por eIem"lo, um ol1ar de dor "assa "elo rosto da
"essoa e "arece "ronto "ara se desvanecer sem ser notado, sem deiIar mais traços do Due uma
ondulação na =gua, mesmo Due a dor esteGa no cerne da 1istLria da "essoa) Perguntar o Due ela
sente nesse momento, ou atE mesmo "erguntar se sente alguma dor, ou talve@ di@er+ NPor um
momento vocO "areceu sentir tanta dorN, "oderia ser um "ortal "ara uma nova eI"eriOncia *
enDuanto deiIar Due isso "asse des"ercebido "ode 3a@er com Due a 1istLria continue a ser
a"enas mais uma 1istLria) 'lgumas ve@es o ol1ar de dor "ode re3letir um im"acto G= sentido e
ir= entrar na 1istLria sem a necessidade de um 3oco es"ecial * mas Rs ve@es ele ir= desa"arecer
sem ser sentido nas neutrali@açPes crLnicas da eI"eriOncia de vida dessa "essoa) SL a 1abilidade
do tera"euta "ode reali@ar essa discriminação)
' gestalt!tera"ia E es"ecialmente vulner=vel ao uso desatento das tEcnicas, "recisamente "or
causa de sua intenção de reunir os diversos as"ectos do 3uncionamento do indiv0duo) C
tera"euta deve resistir R tentação de tirar truDues da sacola) Ele "recisa a"oiar!se no crescimento
evolutivo de suas observaçPes e sugestPes enrai@adas na situação como ela eIiste no momento)
Se esse ritmo 3or alcançado, E criada uma nova eI"eriOncia Due tem um tem"o orgânico "ara o
"aciente) Se não, o tera"euta "ode tornar!se arrogante e "resunçoso, 3a@endo o Due deseGa sem
consideração "elo "aciente) Poucos dentre nLs somos totalmente elegantes ou totalmente
arrogantes, mas nossa tare3a E eIercer nosso res"eito "ela "osição em Due a outra "essoa est=, a
3im de alcançar o m=Iimo de elegância)
Fma das "rinci"ais On3ases na gestalt!tera"ia E a acentuação daDuilo Due eIiste, e este E tambEm
um dos meios b=sicos "ara lidar com o sentimento) 'ssim muitas ve@es "erguntamos NC Due
vocO est= sentindo agorabN, ou 3a@emos a3irmaçPes como NHiDue com esse sentimento e veGa
onde ele o levaN, ou NC Due este sentimento 3a@ com Due
117
#oc7 deseGe 3a@erbN, uma ve@ Due acreditamos Due ao 3a@er isso estamos seguindo a orientação
dinâmica "ro"orcionada "elo "aciente) Se sua a/areness "uder emergir, ela sugere o sentimento
"resente
e
indica a direção na Dual esse sentimento se move) Fma "essoa "ode di@er
tangencialmente e do nada+ NSinto!me tristeN) auando o tera"euta l1e di@+ NEI"erimente sentir
"lenamente essa triste@a, entre nela como se vocO fosse a triste@aN, essa "essoa "ode começar a
sentir sua triste@a de um modo mais agudo do Due antes e "ode "assar a contar uma "erda Due
eI"erienciou e ainda est= lamentando, ou lera!brar!se de um acontecimento Due a deiIou triste,
ou sentir de algum modo as "ro3unde@as de uma reatividade Due l1e d= dimensão em ve@ de
insi"ide@)
Certa noite, num gru"o, ?al"1 contou sobre seus sentimentos con3usos com relação ao 3im de
seu casamentoM ele estava no "rocesso de obter o divLrcio) $as seus sentimentos estavam
divididos entre tentar avaliar os limites de sua "rL"ria res"onsabilidade "or sua es"osa Due não
era totalmente ca"a@ de cuidar de si mesma e de seus 3il1os, Due "oderiam ser magoados "ela
situação inst=vel) 'ssim, a triste@a de ?al"1 não "odia eIistir com a "ure@a necess=ria "ara uma
eI"ressão clara) Ele trabal1ou com o gru"o, tentando eItrair de si mesmo a sua medida de
res"onsabilidade e o Due estava alEm de seu alcance de ação) De"ois de ter 3eito isso, 3icou
silencioso "or um bom tem"o, e em seguida suavemente começou a lembrar em vo@ alta a
es"erança e a radiância Due 1aviam "reenc1ido a ele e a sua es"osa Duando eles se casaram) '
medida Due recu"erava o senso das eI"ectativas não mais dis"on0veis, surgiram l=grimas em
seus ol1os e ele c1orou Duietamente * lamentando as es"eranças destru0das) 'ssim eI"ressou
sua triste@a de maneira mais 1umana, sem ser dis3arçada "elas DuestPes Duanto R
res"onsabilidade e sem alienar!se do restante do gru"o)
' acentuação dos sentimentos im"ele as "essoas a eI"ress=!los) $as isso então reDuer o
estabelecimento de uma cena relevante, na Dual a eI"ressão "ossa ter sua o"ortunidade mais
am"la de mover!se "ara a conclusão) ' mera eI"ressão do sentimento "ode ser tornar obsessiva
e im"rodutiva se não 3or colocada no conteIto correto) t como o 1altero3ilista cuGa destre@a
"ermanece "resa nele, construindo mTsculos maiores e mel1ores, mas nunca levantando nada
Due val1a a "ena) 's "essoas "odem construir sistemas em Due as a3irmaçPes de sentimentos
estão "resas nos mTsculos, re"etindo!se sem soluçãoc
154
"entro do sistema obsessivo, a "essoa Due est= ressentida ou a"aiIonada, "or eIem"lo, não
e:pressar, esses sentimentos, mas antes
oS
eIercer= re"etitivamente) 'ssim, ela continua,
inde3inidamente, encontrando ra@Pes "ara eles, alimentando!os, acentuando!os e dando!l1es
direção)
' tera"ia "recisa rom"er as 3ronteiras desse sistema obsessivo) /alve@ os sentimentos eIistam
com relação R coisa errada, ou seGam dirigidos contra a "essoa errada ou mal eI"ressos) ' tare3a
tera"Outica consiste em encontrar a cena correta e desenvolver a 3orça de eI"ressão Due
combina com a necessidade, como no "rLIimo eIem"lo, "12llis era "atologicamente ressentida
com seu c1e3e, um 1omem insigni3icante a Duem ela res"ondia como se ele tivesse o "oder de
vida e morte sobre ela) 4a verdade, ele era "ouco im"ortante na vida dela, e sua tendOncia a
bloDue=!la e a colocar!se contra a in3luOncia dela no de"artamento "oderiam ter sido a"enas
irritaçPes "ouco im"ortantes) $as, em ve@ disso, elas a in3lamavam) EI"ressar seu
ressentimento com relação a ele na tera"ia e na 3antasia tin1a "ouco e3eito) Certo dia "ercebi
Due P12llis era uma "essoa Due "recisava de muita atenção es"ecial e "erguntei!l1e se estava
acostumada a recebO!la) Ela se lembrou de Due dois 1omens "or Duem 1avia se a"aiIonado
realmente l1e davam um tratamento de NestrelaN) Entretanto, nos dois casos, ela terminou
abru"tamente reGeitada) De"ois da segunda ve@, ela "ercebeu Due nunca tin1a se "ermitido
receber o tratamento es"ecial Due deseGava) 'ssim, "edi!l1e Due se eI"ressasse "ara esses dois
1omens, em sua 3antasia) 'o 3a@er isso ela conseguiu sair da mistura de raiva, "erda, rancor e
resolver aDuilo Due 1avia deiIado anteriormente de lado e ao redor do Dual 1avia organi@ado
uma "arte substancial de sua vida) 'o 3alar com esses 1omens em sua 3antasia, P12llis
eI"ressou seus sentimentos "endentes) De"ois dessa eI"eriOncia "ro3undamente tocante, ela
3icou mais calma e não sentiu mais o agudo ressentimento "ara com seu c1e3e) Ela 3inalmente
conseguiu redu@i!lo a um n0vel de im"ortância mais a"ro"riado em sua
v
ida) P12llis tin1a sa0do
do sistema neurLtico no Dual tin1a tornado seu c1e3e o centro de sua vida, e "assou "ara um
sistema mais organicamente adeDuado a seus sentimentos) 4esse conteIto
a
conclusão 3oi
"oss0vel)
,7.
DeseGos
' a/areness dos deseGos, como a a/areness de DualDuer eI"eriOncia, E uma 3unção de
orientação) Ela dirige, mobili@a, canali@a, 3oca) Fm deseGo E um radar "ara o 3uturo) 's "essoas
Due não tOm deseGos * "essoas de"rimidas, "or eIem"lo * não tOm 3uturo) /udo "arece sem
valor e sem es"erançaM assim, nada tem im"ortância su3iciente nem "ara ser deseGado) Se
acontecer algo, e se a "essoa de"rimida não estiver dessensibili@ada demais, talve@ ela "ossa
recon1ecer o acontecimento, mas sua "rL"ria eI"eriOncia não se inclina "ara nada)
Fm deseGo E uma 3unção de ligação, integrando a eI"eriOncia "resente com o 3uturo onde est= a
grati3icação e tambEm com o "assado Due ele culmina e resume) Cs deseGos crescem a "artir do
lugar onde a "essoa est=M eItraindo sentido das sensaçPes e sentimentos Due levaram a este
momento de deseGo) SL ao tocar o lugar onde se est= e aDuilo Due se Duer agora E Due se "ode
3orGar o elo central da cadeia de eventos e eI"eriOncias Due 3orma a "rL"ria vida)
Parece aIiom=tico di@er Due uma "essoa "recisa con1ecer o Due Duer antes de "oder ser
grati3icada, mas na verdade isso nem sem"re E verdadeiro) $uitas satis3açPes acontecem sem
Due nem "ercebamos Due as deseG=vamos) QeGo!o sorrir e me alegro tambEm, mas não eI"e!
riencio o deseMo de Due vocO sorria * isso a"enas aconteceu) Como diversas eI"eriOncias assim
sim"lesmente acontecem, não "laneGadas e es"ontâneas, muitas "essoas "assam a depender
desses acontecimentos como seu meio b=sico de grati3icação) Entretanto, o "roblema E Due
embora essas eI"eriOncias seGam enriDuecedoras e inevit=veis na benevolOncia im"revis0vel da
vida, são como bLnus * dos Duais in3eli@mente não "odemos de"ender) rande "arte da
grati3icação eIige Due nLs, como um girassol, ol1emos na direção certa e nos movimentemos,
literal ou 3igurativamente, nessa direção) Saber o Due Dueremos, como o girassol sa+e Due
deseGa a lu@ do sol, 3a@ com Due nLs movimentemos)
'inda assim, muitas "essoas sL raramente tOm a/areness do Due Duerem) Cu elas tOm
a/areness seletiva de seus deseGos * ou a"enas em momentos ino"ortunos) 4a gestalt!tera"ia,
"erguntamos com 3reDuOncia+ NC Due vocO DuerbN, e esta "ergunta muitas ve@es "rovoca
151
uma eI"ressão em branco, Duase como se a "ergunta estivesse num idioma estrangeiro Due o
"aciente ainda "recisasse a"render) Ele "recisa de "r=tica em recon1ecer seus deseGos) 4a 3alta
de um deseGo claro, o indiv0duo ou se torna imobili@ado, ou 3ica num im"asse com um grande
conGunto de sensaçPes e sentimentos, ou se torna desorgani@ado e se envolve numa busca =vida
"or grati3icação, Due "ode levar R atividade * mas não R grati3icação)
auando um deseGo "ode ser recon1ecido e eI"resso, a "essoa Due o deseGa eI"eriOncia o senso
de acertar o alvo e mover!se "ara um senso de com"letude e liberação) Perguntou!se a um
1omem num gru"o o Due ele Dueria e ele res"ondeu Due não sabia) 'ssim, 3oi orientado a 3a@er
uma a3irmação "ara a mul1er com Duem tin1a estado conversando * uma a3irmação Due
começasse com as "alavras NEu Duero Due vocO)))N) Ele disse+ NEu Duero Due vocO saia comigoN)
C rosto dele re"entinamente se iluminou, ele "erdeu seu sentimento bloDueado e sentiu Due
1avia recu"erado seu 3luIo mental) Cutro 1omem, um "ro3essor universit=rio, estava sentindo!
se sobrecarregado ao ter de lutar a cada dia com o Due "areciam ser eIigOncias demasiadas "ara
escrever, ler, ensinar * atE Due seu tem"o "arecia "ronto a eI"lodir) De"ois de uma longa lista
de todas as eIigOncias Due eI"erimentava em sua vida G= su"ercom"rometida, "erguntei!l1e+ NC
Due vocO DuerbN) Fma "ausa))) e um gesto com suas mãos, mostrando uma das mãos se
encaiIando * mas (uito frou:a(ente e com es"aço de sobra * na outra))) e então+ NEu Duero
algum senti(ento na min1a vidaZN) Esses dois recon1ecimentos são bem sim"les, mas "ara
muitas "essoas não estão "rontamente acess0veis) Entretanto, atE Due esses deseGos "ossam ser
ao menos recon1ecidos, a ação 3ocada E "ouco "rov=vel)
Fm dos modos comuns de "ermanecer 3ora de contato com os deseGos E in3l=!los, am"li=!los
"ara deseGos globais, "ara sem"re inde3in0veis e 3ora de alcance) Eu Duero res"eito, Duero ser
um sucesso, Duero amor, Duero ser um bom marido) auando alguEm "ergunta o Due outra
"essoa Duer, essa "essoa estar= mais "erto do alvo se "uder res"onder Due Duer Due ele "are de
3a@er "erguntas, ou Due Duer
a
"render a "atinar no gelo, ou 3alar 3rancOs, ou 3a@er amor mel1or)
Esses são deseGos Due atingiram um status de 3iguraM eles estão claramente de3inidos, e os
ingredientes necess=rios "ara sua consecução
es
tão "elo menos dis"on0veis e identi3icados) Eles
"odem se trans!
155
3ormar em blocos de construção "ara novos modos de eI"erienciar a si mesmo)
ConseDTentemente, a meta "assa a ser trans3ormar os deseGos globais em termos es"ec03icos e
com"reens0veis) 'o lidar com deseGos globais, "or eIem"lo, as "erguntas "assam a ser+ NC Due
vocO "recisaria 3a@er "ara ser um bom maridobN, ou+ NComo as "essoas agiriam com relação a
vocO se o res"eitassembN)
4a tera"ia de casal, Qivian estava reclamando de Due seu marido, Stan, não a tratava com
res"eito, e ele res"ondeu Due não ac1ava Due ela o tratasse com su3iciente em"atia) Pedi!l1es
Due tentassem articular mais claramente seus deseGos) 4o di=logo Due se seguiu, 3icou claro Due
o deseGo de Qivian "or res"eito Dueria di@er Due Stan "recisaria veri3icar como e%a estava se
sentindo Duando ele c1egasse em casa, em ve@ de des"eGar imediatamente sobre ela os
"roblemas de seu dia) C Due Stan deseGava era Due Qivian ouvisse o Due ele tin1a a di@er sem
3a@er nen1uma sugestão de como ele deveria agir) Era eIatamente isso Due o 3a@ia sentir Due ela
o estava menos"re@ando, e não em"ati@ando com ele) Bem, essas eram coisas Due eles "oderiam
fa3er1 enDuanto "edir res"eito ou em"atia era vago demais * sobretudo Duando cada um deles
ac1ava Due eram "essoas res"eitosas ou em"=ticas) Com o surgimento de um deseGo claramente
de3inido, sua "rL"ria energia "oderia ser 3ocada e e3etiva) Saber es"eci3icamente o Due eles
Dueriam aumentou a "robabilidade da satis3ação)
Qalores e avaliaçPes
' a/areness dos valores e avaliaçPes em geral se centra ao redor de unidades de eI"eriOncia
mais am"las do Due sensaçPes, sentimentos e deseGos) Ela tambEm E uma atividade uni3icadora,
incluindo e resumindo grande "arte da vida anterior do indiv0duo e sua reação a ela)
' a/areness das avaliaçPes e dos valores "ode ser vista como central no eIem"lo anterior de
Lila, a eIecutiva Due viu uma criança desam"arada em sua secret=ria "erturbadora e
controladora) ' avaliação Due Lila 3e@ de sua secret=ria como sendo digna de "ena 3oi seguida
"or sua a/areness de Due seus "rL"rios valores eIigiam Due as crianças desam"aradas 3ossem
cuidadas e a"oiadas, e não demitiS das sumariamente) Por 3im, Duando ela retomou a "roGeção de
sua "rL"ria criança desam"arada Due 1avia deslocado sobre sua secreta!
15!
8
ria, tornou!se inevit=vel Due resolvesse seus valores con3litantes, de Gnodo Due suas açPes
"udessem basear!se na necessidade "resente,
er
n ve@ de 3undamentar!se em avaliaçPes atro3iadas
baseadas nas eIigOncias "assadas)
' resolução veio mediante sensaçPes 30sicas assertivas de sua "rL"ria 3eminilidade) C im"acto
da sensação "resente, "oderoso e imediato, desbloDueou as avaliaçPes e Gulgamentos
estereoti"ados Due ela "ermitira Due controlassem suas açPes e tornou "oss0vel Due Lila
"ercebesse mais claramente as direçPes em Due deseGava ir) Ela conseguiu c1egar a novos
valores "ela s0ntese de sua "rL"ria criança desam"arada e de sua 3eminilidade+ .) Due "essoas
Due "arecem
iças desam"aradas não "recisam automaticamente de "roteçãoM e ,) Due nem todos Due "recisam
de cuidados são crianças desam"aradas) 'ssim, ela 3icou livre "ara Gulgar Due sua secret=ria,
embora semel1ante a uma criança desam"arada, era ainda assim destrutiva e "recisava ser
demitida) /ambEm 3icou livre "ara aceitar Due "odia "recisar do amor de outra "essoa sem ser
uma criança desam"aradaM
ela não tin1a de ser uma criança desam"arada "ara "oder se ivolver "lena e carin1osamente com
outra "essoa Due seGa ao mesmo tem"o 3orte e generosa, como ela mesma)
V bom lembrar Due Duando lidamos com a a/areness de valores e avaliaçPes, estamos
acionando toda uma gama de Gulgamentos e contradiçPes internas) Cs valores Due um indiv0duo
constrLi "ara si mesmo com 3reDuOncia "recisam ser reconstru0dos Duando contOm material
anacrLnico) 'ssim, "ara Lila, ter o valor de Due as crianças desam"aradas "recisam ser cuidadas
signi3icava Due ela e seu irmão não seriam desconsiderados, um ato de assertividade Due ela
"recisara deses"eradamente a3irmar em certo momento) ' convicção de Due ela devia cuidar era
um Gulgamento de grande valor de sobrevivOncia) Esse não era um valor eIcOntrico, ao Dual ela
1avia c1egado ca"ric1osamenteM era uma necessidade) $as talve@ não 3osse mais necess=rio) E
assim sua avaliação anterior "recisa ter 3orça su3iciente como 3igura "ara ser reavaliada e
determinar!se se ele ainda E de 3ato um valor necess=rio e Ttil) Se 3or, se ainda servir a uma
necessidade atual, ir= "ersistirM se não, se 3or uma sobra Due serve a uma necessidade Due não
eIiste mais, "ode ser eliminado, e ela estar= livre "ara "assar "ara outros valores mais
sincr&nicos)
15"
C "a"el da "roGeção na avaliação Due Lila 3e@ sobre a criança desam"arada na secret=ria
tambEm deve ser descrito) Ela "odia aceitar e assimilar a "osição "rec=ria de seu irmão, não
1avia necessidade de de3ender!se disso * mas ela não "odia aceitar isso como verdadeiro "ara
si mesma, de 3ato isso seria assustador demais) 'lEm do mais, "ara Due ela visse a si mesma
como aDuela Due cuida do irmão menor desam"arado * uma relação não!rec0"roca Due
3uncionava a"enas num sentido *, era essencial Due ela não se considerasse uma criança
desam"arada como ele) Ela, "elo menos, era mais 3orte, mais es"erta, mais vel1a, com mais
recursos etc) Precisava "ermanecer em contato com a 3raDue@a e a vulnerabilidade, (as não
"odia tolerar Due isso se a"licasse a elaM a 3raDue@a eIistia certamente, mas não era uma de suas
caracter0sticas * ela estava l= 3ora, nas "essoas Due de algum modo de"endiam dela) Portanto,
conseguiu "roGetar sobre sua secret=ria * Due estava na "osição de in3erior e de"endente * a
criança desam"arada Due era intoler=vel demais "ara ser aceita como "arte de si mesma)
4a emergOncia segura da situação de tera"ia, Lila "&de "ermitir Due a ativação crescente 3osse
des"ertada "rimeiro "ela a/areness da criança desam"arada e digna de "ena em sua secret=ria,
e de"ois em si mesma) Ela 3oi 3inalmente ca"a@ de des3a@er a "roGeçãoM retomar sua "rL"ria
criança desam"arada) C valor de Due ela tin1a de "roteger as crianças desam"aradas "ode ser
assimilado com discriminaçãoM as crianças desam"aradas Due "recisavam de cuidados tin1am de
ser distinguidas das crianças desam"aradas Due eram destrutivas e eIigiam uma res"osta
di3erente) E, "or 3im, Lila c1egou a uma nova resolução Due "&de integrar a suavidade de sua
3eminilidade com a necessidade de nutrir e ser nutrida a "artir de uma "osição de escol1a e
"aridade entre iguais * mTtua e não ameaçadora)
15#
EI"erimento
&ada que sobreviva, que ainda este,a vivo, pode ser tratado impassivelmente.
Bernar9 Berenson
Embora a im"ortância da ação no "rocesso de a"rendi@agem ten1a sido recon1ecida 1= bastante
tem"o * desde Bo1n DeJe2 atE !Naul oodman, Bo1n Uolt e eorge Dennison, entre outros *,
a maioria das "essoas se acomoda na atitude de N3alar sobreN como seu iodo costumeiro de
abordar a solução de "roblemas) Elas conversam Dm os outros a res"eito de um "roblema ou
"ensam sobre ele atE Due iOem sorte de c1egar a uma "osição em Due acreditem Due val1a a ia
agir) Então, su"ondo Due o momento certo "ara a ação não en1a "assado, elas "odem
eI"erimentar)
Entretanto, com demasiada 3reDuOncia, essas decisPes acabam sendo "adrPes de N3alar sobreN
Due su3ocam a inovação e a im"rovisa!ão indutiva) ' ação Due se baseia eIclusivamente na
deliberação Passada, sem a in3luOncia 3acilitadora da invenção "resente, tem grande
Probabilidade de se tornar mecânica e sem vida) /entativa e erro "arece um des"erd0cio, e o
desenvolvimento livre de direçPes novas incertas "arece ser uma 1eresia total) Considere o
eIem"lo comum Govem estudante "ara Duem estudar medicina era tão obrigatLrio ele entrava
em "ânico ao "ensar em DualDuer outra alternativa, Due seu estudo 3osse uma angTstia total) C
destino tin1a sido
15$
lançado tão irrevogavelmente Due ele nem conseguia mais saber se a decisão tin1a sido sua ou
de seus "ais) C tem"o gasto, a descrença nos valores dos "ais ou do "assado, o temor de
direçPes incertas o "rendiam ao com"romisso original) Preso ao "assado, ele sL "odia ruminar a
res"eito de mudanças, mas sua ação estava congelada) Esse ti"o de tomada de decisão degrada o
erro e a individualidade, igualando!os como se 3ossem indeseG=veis e "rovocassem distração)
4uma sociedade com "adrPes de resultado r="idos e r0gidos * como a nossa se tornou *, a
a"osta est= tão alta e se es"era tanto Due os movimentos seGam corretos e decisivos Due os erros
são sim"lesmente caros demais, e "oucas "essoas sentem Due "odem se dar ao luIo de eI"lorar
ideias ou "ossibilidades Due "ossam não tra@er lucro)
' gestalt!tera"ia tenta recu"erar a coneIão entre o 3alar sobre e a ação) 'o integrar a ação no
"rocesso de tomada de decisão, a "essoa se liberta da in3luOncia embrutecedora de suas
ruminaçPes) 's decisPes são mais bem tomadas Duando a ação da "essoa começa a indicar uma
direção recon1ec0vel R Dual ela "ossa di@er sim) Fm Govem "ode "assar a ver a medicina como
sua direção sL de"ois de ter 3eito um curso de biologia e ter gostado, de"ois de visitar um
mEdico amigo da 3am0lia "ara descobrir como os micrLbios se es"al1am, de"ois de 3icar
em"olgado com um curso de "rimeiros socorros em sua aula de salvamento de emergOncia, e
assim "or diante) Se ele tomar uma decisão nessa eta"a, ela ser= motivadora e ter= base "essoal)
C eI"erimento em gestalt!tera"ia E uma tentativa de agir contra o beco sem sa0da do 3alar sobre,
ao tra@er o sistema de ação do indiv0duo "ara dentro do consultLrio) Por meio do eI"erimento o
indiv0duo E mobili@ado "ara con3rontar as emergOncias de sua vida, o"erando seus sentimentos e
açPes abortados, numa situação de segurança relativa) Desse modo E criada uma emergOncia
segura na Dual a eI"loração aventureira "ode ser sustentada) 'lEm disso, "odem ser eI"lorados
os dois lados do continuu( da emergOncia, en3ati@ando "rimeiro o su"orte e de"ois o correr
riscos, de"endendo do Due "areça mais saliente no momento)
Fm 1omem, "or eIem"lo, torturado "or seu c1e3e e imobili@ado "elo "oder desse 1omem,
imaginou o c1e3e sentado a sua 3rente no ambiente da tera"ia e terminou gritando "ara essa
imagem e di@endo Due gostaria de mat=!lo, mat=!lo, mat=!loZ Esse grito G= estava dentro
15+
dele, mas o risco de re"res=lia dessa 3orça "oderosa R Dual ele estava se o"ondo era
sim"lesmente grande demais "ara brincar com isso) $esmo Duando esse risco 3oi minimi@ado
* a3inal de contas, sL ele e eu est=vamos "resentes em sua 3antasia *, ele ainda estava
correndo o risco de ser inundado "or sua "rL"ria 3Tria) V arriscado ser inundado "or um
sentimento, a"esar da sustentação do ambiente) V devido R "resença dessa sustentação Due a
"essoa se dis"Pe a correr o risco)
Considerando!se isso, tra@er "ara o ambiente da tera"ia as situaçPes inacabadas, Due se
iniciaram em outro lugar e Due são relevantes em outro lugar, "ode ser uma imitação da
realidade, um mero Gogo "sicolLgico) C eI"erimento não deve se trans3ormar num "aliativo ou
num substituto "ara o envolvimento v=lido) Em ve@ disso, a eI"eriOncia E mais com"ar=vel R
3orma da arte) C artista não recria meramente a cena Due vO) Ele combina a realidade Nl= de
3oraN com sua eI"eriOncia interior, e a s0ntese E uma descoberta, atE "ara ele "rL"rio) C mesmo
acontece no eI"erimento tera"Outico) C indiv0duo não est= tentando a"enas re"rodu@ir algo Due
G= aconteceu ou Due "oderia acontecer) Em ve@ disso, ele se relaciona com a realidade eIterior,
eI"ressando suas necessidades nesse momento do tem"o) Ele não est= ensaiando "ara um
acontecimento 3uturo nem re3a@endo algo Due G= aconteceu, mas eI"erimentando no "resente
Dual a sensação de 3luir com a/areness "ara a ação eI"erimental) Fma ve@ Due ten1a sentido o
ritmo de seu momento eIistencial, ele bem "ode se com"ortar de um modo di3erente no mundo
eIterior do Due teria 3eito antes) $as, igualmente im"ortante, seu com"ortamento eIterior não
ser= uma rE"lica do Due aconteceu na tera"ia)
C eI"erimento não E nem um ensaio nem um ato "Lstumo) Se o 1omem Due gritou com seu
c1e3e seguisse essa cena como se ela 3osse um script "ara o 3uturo, ele seria visivelmente
absurdo e auto!sabota!dor) Contudo, como uma "re"aração "ara um contato mais inventivo com
seu c1e3e, o eI"erimento "oderia abri!lo "ara sua auto!sustenta!qão e "ara sua engen1osidade
Due anteriormente estava imobili@ada)
4osso eI"erimento criativo di3ere da 3orma da arte numa dimensão im"ortante) Fm coment=rio
de Uerbert ?ead
.
ir= aGudar a esclarecer essa di3erença+
.) ?ead, U) &con and idea5 4ova AorW+ Sc1ocWen BooWs, .9;6)
157
Portanto, não "odemos conhecer um euM "odemos apenas trair nosso eu, e 3a@emos isso, como a 3rase indica, de um
modo 3ragmentado e inconsciente) /ra0mos nLs mesmos em nossos gestos, nas entonaçPes de nossa 3ala, em nossa
escrita, e de modo geral, em todas aDuelas 3ormas ou con3iguraçPes C)esta%ten? Due automaticamente registram a
tril1a da corrente da a/areness5 /oda arte E, nesse sentido, uma autotraição inconsciente, mas não E necessariamente
uma conscienti@ação do eu tra0do)
Considerando a visão Due ?ead tem da eI"ressão art0stica, nLs di3erimos, "ois realmente
tentamos tra@er "ara a a/areness aDuele eu Due 3oi Ntra0doN) Este E, na verdade, um de nossos
"rinci"ais obGetivos) V esta mesma dis"onibilidade da a/areness Due sustenta o indiv0duo,
orientando!o "ara suas necessidades e im"elindo!o "ara açPes Due eI"ressem e reali@em seu
senso natural de eu)
Em certo sentido, então, estamos envolvidos numa reversão do "adrão art0stico) C artista escava
em sua reatividade "essoal e "rodu@ o trabal1o de arte terminado, Due E sua a3irmação de onde
ele est= naDuele momento em sua eIistOncia) C trabal1o de arte terminado E a 3orma tang0vel
Due ele torna dis"on0vel aos outros, es"erando emocion=!los, orient=!los, sur"reendO!los,
delici=!los * de algum modo a"resentar!l1es sua "ers"ectiva a res"eito de sua eI"eriOncia
1umana comum, de uma maneira Due não seGa tão e3Emera como a eIistOncia E normalmente)
4a tera"ia, não "odemos "endurar ou enDuadrar nossas "roduçPesM não eIiste um N"roduto
terminadoN) ' "essoa Due cria o 3a@ eIclusivamente "ara seus "rL"rios "ro"Lsitos e
"rovavelmente relutaria em tornar "Tblicas suas criaçPes) C artista almeGa ter uma obra
terminada com a Dual se comuniDue com os outros, enDuanto a 3orma de arte do "aciente leva a
açPes Due criam nele mesmo um di=logo eI"andido com sua "rL"ria nature@a e tambEm com os
outros)
C Due acontece no eI"erimento criativo E semel1ante R eI"ressão art0stica "orDue ele tambEm
tem caracter0sticas de ativação inco!mum, descoberta e emergOncia) $esmo Due o "rocesso de
elaboração seGa reali@ado em "articular, e sL o resultado com"leto seGa aberto a observação
"Tblica, o artista coloca sua vida "sicolLgica R mostra mediante seu trabal1o) C mesmo
acontece com o "aciente em tera"ia Due "ode tremer, so3rer, sorrir, c1orar e eI"erimentar muito
mais dentro do estreito c0rculo do ambiente tera"Outico) Como o artista, el
1!4
est= atravessando =reas de eI"eriOncia não ma"eadas Due tOm uma realidade "rL"ria e dentro
das Duais não tem garantias de uma conclusão bem!sucedida) $ais uma ve@, ele con3ronta as
3orças Due anteriormente o dirigiram "ara um territLrio "erigoso, e a viagem de volta se torna
tão acidentada Duanto ele 1avia temido re3leIivamente) C tera"euta E seu mentor e seu
com"an1eiro, aGudando a manter em eDuil0brio a segurança e os as"ectos emergentes da
eI"eriOncia, dando sugestPes, orientação e a"oio) 'o seguir e incentivar o desenvolvimento
natural dos temas incom"letos do indiv0duo "or meio suas "rL"rias direçPes atE a conclusão, o
tera"euta e o "aciente se tornam colaboradores na criação de um drama Due E escrito con3orme
este se desenrola)
C eI"erimento "ode assumir diversas 3ormas) 4Ls as dividimos nos cinco modos seguintes+ .)
re"resentaçãoM ,) com"ortamento dirigidoM 7) 3antasiaM :) son1osM e 6) lição de casa)
?e"resentação
Fma das "rimeiras cr0ticas dirigidas contra a gestalt!tera"ia 3oi Due ela era uma tera"ia de
atuação) [ uma tera"ia de atuação, mas não no sentido "eGorativo im"licado na de3inição
"sicanal0tica de atuação) ' atuação "assou a ter uma re"utação ruim "orDue tradicionalmente
"assou a signi3icar uma "essoa Due age de um modo não integrado e irrelevante, levada "or
ideias introdu@idas ou estimuladas na tera"ia) Fm tera"euta "ode realmente 3icar muito
"erturbado Duando "ensa Due algo Due surgiu na tera"ia ir= "rovocar um com"ortamento em
outro lugar, Due "ossa ser constrangedor ou "reGudicial) C "aciente Due 3aça seIo com sua mãe
a"Ls o tera"euta ter comentado Due Hreud considerava a "roibição do incesto como a 3erida
mais mutiladora da 1umanidade ter= um e3eito muito "erturbador sobre seu tera"euta) $ais
ainda, as im"licaçPes de uma tera"ia de não!atuação são Due o "aciente se acomodar= em
elaborar seus "roblemas, ao mesmo tem"o Permanecendo inativo 3ora da tera"ia, e Due ele
tambEm saber= luando atingiu uma maturidade e ent!o ter= o bom senso "ara com!Portar!se
adeDuadamente)
Essa atitude E um engodo) Ela eIige uma una/areness constante d con1ecimento "resente sobre
o "rocesso de a"rendi@agem, es"e!
,:.
cialmente de Due "ara ser bem!sucedida a a"rendi@agem necessita de ação) ' atuação "ode ter
sido a Tnica via de eI"ressão aberta ao "aciente anal0tico, "ois o divã anal0tico l1e negava os
movimentos naturais "ara a ação, ativados dentro do "rocesso tera"Outico) Em ve@ de ignorar
esse 3ator crucial na a"rendi@agem, a gestalt!tera"ia sustenta o ato, "rocurando "elo momento
o"ortuno da ação e seu encaiIe na vida da "essoa)
'nteriormente nos re3erimos aos Duatro n0veis de eI"ressão descritos "elos semânticos+
bloDueada, inibida, eIibicionista e es"ontânea) 's eI"ressPes bloDueada e inibida, vocO deve se
lembrar, são aDuelas Due não se tornam "Tblicas, ou "orDue os im"ulsos do indiv0duo não são
recon1ecidos ou "orDue a eI"ressão E contida mesmo Due o im"ulso ten1a sido recon1ecido) 's
eI"ressPes eIibicionistas são as Due não são bem assimiladas no sistema de ação do indiv0duo)
's eI"ressPes es"ontâneas são as Due emergem de modo natural e "leno, bem integradas e
graciosas)
' "essoa Due est= atuando encontra!se na 3ase eIibicionista de eI"ressão, nos (ostra o Due
"retende ser, e não o Due realmente E) Essa E uma 3ase crucial) Primeiro, "orDue muitas ve@es E
necess=rio atravess=!la "ara c1egar ao es"ontâneo) Em segundo lugar, ela E crucial "orDue a
"essoa "ode 3acilmente 3icar num im"asse e tom=!la "or es"ontânea, em ve@ de recon1ecer sua
caracter0stica de tentativa) 's "essoas Due insistem na "ura es"ontaneidade "ara a sua ação
eI"ressiva bem "odem recusar!se ao envolvimento na 3ase eIibicionista) Isso "ode signi3icar
Due elas bloDuearão DualDuer coisa Due as 3aça sentir!se desaGeitadas ou 3alsas, a"esar do 3ato de
Due o novo com"ortamento "ode ser bastante v=lido, mesmo Due ainda não esteGa integrado) '
tolerância "erante a 3ase eIibicionista muitas ve@es E necess=ria antes Due uma "essoa "ossa
3a@er mudanças mais "ro3undas em sua nature@a) Fm indiv0duo "edante estar= dis"osto a
arriscar!se a "arecer tolo ou "ouco s=biob Se não, ele continua sendo o Due E * "edante *, mas
se "uder se aventurar em com"ortamentos não costumeiros, "ode tem"erar seu "edantismo com
um a"urado bom senso)
' 3ase eIibicionista tem "elo menos o seguinte a recomend=!la, em com"aração com os est=gios
bloDueados ou inibidos+ a "essoa esta mantendo viva sua necessidade de 3a@er coisas novas e
Duando E 3iel a essa necessidade, ela E intuitivamente auto!sustentadora, mesmo
1!1
Due "ossa ser desaGeitada, vulgar, estran1a e não se "ossa contar com ela) C 1omem Due "ede
em casamento todas as mul1eres de Duem gosta um "ouco não E tão atraente Duanto aDuele Due
sabe o Due deseGa e Duando o deseGa) Entretanto, se o volTvel dom Buan não se a"ega R sua
ambição e em seu eIibicionismo, "ode 3inalmente descobrir a "ro"orção, o momento o"ortuno e
o Due E necess=rio "ara desenvolver um relacionamento) In3eli@mente, E muito 3=cil 3icar num
im"asseM assim, a tare3a do tera"euta "assa a ser recon1ecer a di3erença entre o com"ortamento
eIibicionista e o es"ontâneo) Com muita 3reDuOncia, Gogos, bravatas e estereoti"ia são
erroneamente a3irmados como um novo crescimento integrado)
' re"resentação, "ara o gestalt!tera"euta, E a dramati@ação de algum as"ecto da eIistOncia do
"aciente, Due ocorre dentro da cena da tera"ia) Ela "ode começar com uma a3irmação Due o
"aciente 3aça, ou com um gesto) Por eIem"lo, se ele 3a@ um "eDueno gesto, "odemos "edir!l1e
Due am"lie seu movimento atE uma dimensão mais "lena) Su"on1a Due ao 3a@er isso ele
descobre Due o movimento l1e d= a sensação de um leão sentado sobre suas ancas) Perguntamos
Dual E essa sensação) Ele di@ Due ela 3a@ com Due ele deseGe rosnar) Q= em 3rente e rosne) Ele
3a@ isso, e começa a se mover "ela sala, "isando nas "essoas) 'o terminar, assustou algumas
"essoas, divertiu e encantou outras e descobriu sua "rL"ria ativação contida) Essa ativação l1e
mostra um novo lado de si mesmo * o lado do "oder, o lado animal, o lado Due se move
vigorosamente "ara o contato *, e ele começa a "erceber algo daDuilo Due est= sentindo 3alta
na vida) 4o momento o"ortuno, e re"etindo!se nos momentos adeDuados, tais caracteri@açPes
acionam o sistema de ação do indiv0duo, abrindo novas direçPes)
' re"resentação "ode assumir muitas 3ormas) Estamos escol1endo a"enas Duatro eIem"los,
embora a re"resentação "ossa ser usada "ara acrescentar "ungOncia e drama a muitas
eI"eriOncias 1umanas)
.) Representa!o de u(a situa!o inaca+ada do passado distante * Essa E a eI"eriOncia de
Sue, uma mul1er determinada a não 3icar
c
om medo) Caracteristicamente, ela 3icava 3rustrada,
con3usa e teimosa, ttias sL raramente com medo) Sua vo@ era como "edra, e seu "escoço
e
ombros eram muito tensos) Sua garganta era muito constrita, e
a
ssim "edi!l1e Due colocasse o
dedo na garganta "ara elicitar seu
1!5
re3leIo de vLmito) Eu es"erava Due isso aGudasse a soltar a garganta de Sue e trouIesse uma
mel1or ressonância a sua vo@) 'lEm disso, essa miniemergOncia tambEm "oderia l1e dar um
senso do medo Due ela bloDueava de 3orma com"ulsiva) Ela colocou o dedo "reci"itadamente
em sua boca, e acabou tossindo e um "ouco nauseada * mas nada de medo) Ela tambEm não
3e@ o movimento de vomitar) Pedi Due o 3i@esse novamente) C mesmo aconteceu+ "reci"itação,
tosse, nen1um vLmito, nem medo, nem emoção) Conversamos um "ouco sobre sua "reci"itação
na vida) De"ois "edi!l1e Due tentasse novamente) Dessa ve@, Sue conseguiu eliciar o re3leIo de
vLmito, embora tossisse novamente e interrom"esse o "leno es"asmo de vLmito) Ela comentou
Due uma "arte dela "ermanecia inating0vel e im"ass0vel) Lembrou!se de Due tin1a eI"erienciado
"ela "rimeira ve@ esse sentimento, Due agora l1e era 3amiliar, Duando seu irmão * cinco anos
mais vel1o * a atacava) Ela nunca conseguia im"edi!lo de a "render e a su3ocar sadicamente)
auanto mais ela di@ia N"or 3avorN ou N"areN, mais ele lutava) Ela a"rendeu Due se 3icasse
im"ass0vel, ele "rovavelmente desistiria) 'ssim, aDuilo Due começou como uma im"assividade
deses"erada, "laneGada "ara lidar com seu irmão, 1avia continuado muito alEm daDuela situação)
4esse momento, nossa re"resentação começa) Em ve@ de 3alar sobre o relacionamento Due ela
tin1a com seu irmão, instru0 Sue a "ermanecer im"ass0vel inde"endentemente do Due eu 3i@esse)
Ela concordou) 'ndei atE ela, coloDuei min1as mãos em sua garganta e comecei a su3oc=!la) Ela
"ermaneceu sur"reendentemente 3l=cida) Por 3im, ela tentou me im"edir, tentando
vigorosamente a3astar min1as mãos de sua garganta) auando não cedi de imediato, ela retornou
ra"idamente "ara a 3lacide@) Então, eu "arei) Ela observou Due eu "oderia tO!la 3erido, "ois ela
não 1avia me transmitido o e3eito Due eu estava cansando) Eu "odia sentir alguma agressão
borbul1ando nela) Então, sugeri Due Duando eu me a"roIimasse de novo dela, dessa ve@ ela
deveria de3ender!se o mais vigorosamente Due "udesse) EnDuanto eu dirigia!me a ela com a
intenção de su3oc=!la novamente, Sue 3icou de "E antes Due eu "udesse alcanç=!la) Ela tentou
"egar a min1a garganta e começou a me agarrar, e logo est=vamos lutando no c1ão!De"ois de
um momento, contra sua resistOncia "lena e muito "oderosa, 3orcei!a a deitar!se de costas e
entrei no "rocesso de imobili
@ar
seus ombros no c1ão, contra sua 3orte o"osição) Ela começou a
3r
ca
1!!
vermel1a, e 3inalmente a "alavra NP'?EZN eI"lodiu) Parei) Então, nLs conversamos) Ela estava
"ro3undamente a3etada, não sL "ela ação 30sica, mas tambEm "elo retorno dos antigos
sentimentos e "elo novo 3inal Due l1e revelara Due eu não era o seu irmão, e ela "odia ter um
e3eito naDuilo Due "odia ser um mundo não tão intransigente)
C som abrasivo de sua vo@, seu "escoço e ombros tensos, a ausOncia de medo, sua teimosia e
im"assividade todos eram "istas * incom"letas em si mesmas * Due se mani3estaram como
"arte do desenvolvimento da re"resentação) Passo a "asso, o drama "assou a revelar sua "rL"ria
nature@a e a situação inacabada de seu "assado)
/alve@ essa re"resentação ten1a sido arriscada e não "ro3issional) Hoi as duas coisas) Entretanto,
o risco estava dentro de limites aceit=veis "orDue eu G= tin1a trabal1ado eItensamente com Sue e
Gulgava Due ela não seria inundada "elo contato 30sico "oderoso e tambEm con3iava
su3icientemente em mimM assim * mesmo durante o eI"erimento *, ela saberia Due não 3icaria
se"arada de mim) ' segunda cr0tica * de Due isso 3oi não "ro3issional * vem de uma visão
ultra"assada de "ro3issionalismo) ' res"onsabilidade "ro3issional do tera"euta E envolver!se e
3a@er o Due 3or necess=rio "ara aGudar a recu"erar o Due a "essoa "erdeu em seu camin1o) Do
mesmo modo em Due as "rimeiras eI"eriOncias de Sue não 3oram versPes dilu0das de ataDue, o
envolvimento entre ela e seu tera"euta tambEm não "odia ser um contato dilu0do)
,) Representa!o de u(a situa!o inaca+ada do presente * - "assado distante não E o Tnico
de"Lsito de situaçPes inacabadas) ' maioria de nLs E con3rontada diariamente "or situaçPes
inacabadas) rande "arte delas E assimil=vel, mas "arte do Due "ermanece inacabado
sim"lesmente não E eliminado e 3ica grudado no est&mago) Essas DuestPes "rendem muita
energia, atE Due "ossam ser conclu0das) 's conseDuOncias são letargia, 1ostilidade,
autode"reciação e toda uma gama de eI"eriOncias "essoais nas Duais a tera"ia se 3oca)
Qictor, um 1omem Due "artici"ava de um gru"o, DueiIava!se resignadamente de como a
inter3erOncia de sua es"osa em sua vida
er
a intoler=vel) Ela dava um Geito de colocar!se entre ele
e DualDuer Pessoa com Duem ele "udesse estar conversando) 'ssim, "edi!l1e Due continuasse a
3alar com o gru"o e disse a uma das mul1eres do gru"o .
Fe
3icasse 3isicamente entre ele e a
"essoa com Duem ele estivesse
1!"
3alando) Ela 3e@ isso com muita energia, re"resentando seu "a"
e
l como se 3osse uma estrela do
basDuete de3endendo uma grande vantagem no "lacar) ' cena era viva e engraçada, o Due
contrastava agudamente com o relato monLtono e estEril de Qictor) Em "ouco tem"o ele
tambEm 3oi arrastado "ara a ação, mobili@ado a 3a@er com Due suas comunicaçPes c1egassem
aos outros atravessando essa mul1er Due inter3eria) Ele 3alou mais alto, tornou!se mais assertivo
na linguagem e nos gestos, mandou Due ela calasse a boca e sa0sse do camin1o, desviou!se dela
e acotovelou!a "ara "assar R sua 3rente, e de um modo geral não se deiIou dissuadir de "assar
"or ela) Durante essa cena ele "ercebeu com clare@a Due 1avia desistido de sua "assividade
"rEvia e era ca"a@ de recon1ecer como tin1a se rendido 1umildemente a sua es"osa, su"ondo
Due ela era mais 3ascinante do Due ele e desistindo de DualDuer tentativa de interessar os outros
"or si mesmo) /ambEm "ercebeu Due a agressividade "oderia ser usada de modo leve e não
"recisava resultar numa com"etição "esada)
' re"resentação "ode ser divertida) Isso não diminui a im"ortância de se discriminar entre a
diversão Due E meramente evasiva e a diversão Due 3acilita um 3ato sem DualDuer "erda do
discernimento das "essoas envolvidas) Praticamente não 1= nen1um gru"o com Due ten1amos
trabal1ado Due não ten1a tido momentos de 1ilaridade) 4a verdade, num caso em Due
claramente 3altava 1umor, nLs o 3ocali@amos atE Due ele surgisse) auando isso aconteceu,
com"rovou!se Due o 1umor era um elemento decisivo "ara Due os membros do gru"o
conseguissem levar uns aos outros a s$r<o% 'tE o a"arecimento do 1umor, a cena não tin1a vida)
De"ois do seu surgimento, a con3iança e o interesse entre as "essoas aumentaram) C trabal1o no
gru"o alcançou dimensPes mais "ro3undas) Brincando e 3a@endo "iada, "ode!se eI"lorar aDuilo
Due * sem a graça do riso * seria doloroso demais ou 3ora de "ers"ectiva) ' "iada, a
"al1açada, o eIagero e a caricatura, todos são retratos) Eles são esboços sobre uma caracter0stica
central de um indiv0duo Due talve@ ele mal "erceba) 'lEm disso, o 1umor E um recon1ecimento
criativo dos as"ectos redentores daDuilo Due de outro modo "oderia ser eI"erienciado numa
Tnica dimensão ou como meramente negativo)
' caracter0stica de Gogo inerente R re"resentação E tambEm uma 3onte de vitalidade) Entretanto,
muitas "essoas tOm di3iculdade com a re"resentação) C mais 3reDuente E Due seu senso de
relevância seGa
1!#
3ec1ado e Due ten1am di3iculdade em mudar seu estado de es"0rito, Ge suas eI"ectativas sErias e
intelectuais "ara o Due consideram um sim"les Gogo, 'lgumas ve@es, o momento o"ortuno tem
uma margem de erro muito "eDuenaM ou esses indiv0duos se recusam a 3a@er atE mesmo um
"eDueno es3orço "ara Due o momento seGa o"ortuno) Eles sL irão "artici"ar se as condiçPes
3orem "er3eitamente certas) Por outro lado, as crianças, intuitivamente =vidas, res"ondem com
um interesse deliciado a suas eI"eriOncias, incluindo!as em seus Gogos) 'ssim, elas brincam de
mEdico, de escola, de casin1a, de caubLis e 0ndios))) C Gogo não E um N3ingimentoN, "orEm a
criação de uma nova realidade com uma 3orça "rL"ria e Due E mais suscet0vel a seu
envolvimento "essoal) C mesmo acontece com a re"resentação das eI"eriOncias do adulto) '
mobilidade da mente e do cor"o E recu"erada Duando a "essoa não E mais governada "ela
realidade rea%1 mas "ode inventar e encontrar novas condiçPes) 's sur"resas acontecem "orDue
são inerentes ao Gogo, em ve@ de serem determinadas "elas caracter0sticas de outra "essoa, "ela
nature@a da sociedade, ou "elas im"licaçPes "r=ticas) Essas criaçPes, como Hreud observou
sobre a criação do son1o, são como microcosmos Due "ossuem vida real, mas Due não estão
limitadas "or suas com"leIidades)
C grande drama tem o "oder de iluminar nossas vidas) auando eu assisti a The ice(an co(eth1
de CS4eill, um novo senso de amor incondicional 3oi ativado em mim, e durante meses isso
in3luenciou meus relacionamentos com as "essoas) C e3eito diminuiu, E certo, mas ele volta
mesmo agora, Duin@e anos de"ois) C drama na tera"ia tem um "oder com"ar=vel)
7) Representa!o de u(a caracter<stica * 's "alavras são a"enas eI"ressPes taDuigr=3icas
daDuilo Due uma "essoa est= tentando di@er) $uitas delas * es"ecialmente as "alavras!c1ave *
reDuerem elaboração e am"li3icação "ara Due "ossam ser entendidas em seu sentido Tnico e
"leno) C mesmo vale "ara os conceitos Due uma "essoa "ossa ter a res"eito de si mesma ou dos
outros) 'ssim, su"on1a Due alguEm diga Due ele deseGaria ser uma "essoa gentil, mas isso E
im"oss0vel "orDue em sua vida os vencedores 3oram mani"uladores e astutos) E necess=rio
descobrir Duais as de3iniçPes "essoais Due ele construiu "ara gentile@a, astTcia ou mani"ulação
* de3iniçPes Due vOm de sua "rL"ria eI"eriOncia com essas caracter0sticas) Ele "oderia dar
eIem!
1!$
"ios de como ele 3oi gentil ou de como viu os outros se com"ortanU de modo gentil) Poderia dar
como eIem"lo certa ve@ em Due deiIoi de criticar um colega de trabal1o * uma imagem de
gentile@a)
Contudo, Duando ele re"resenta sua imagem de gentile@a, ela "rovavelmente ser= bem di3erente
do modo em Due ele a 1avia verbali@ado) C mesmo tambEm acontece com a astTcia ou a
mani"ulação ' astTcia de um 1omem E o alerta animal de outro, e a vigilância "aranLide de um
terceiro) ' "alavra adDuire vida "rL"ria Duando a tomamos como absoluta, sem investigar seu
signi3icado "essoal) /rans3ormar a "alavra numa coisa, dessa maneira, a a3asta de sua 3unção
"r=tica, como um modo mais ou menos e3iciente de se re3erir a um "rocesso Due "ermanece
vivo e cuGos re3erentes estão mudando continuamente) ' re"resentação E um modo de manter
vivas as "alavras Due uma "essoa usa "ara caracteri@ar a si mesma ou a outra "essoa) $anter
essa linguagem conectada R ação "ermite sentimentos de mudança e crescimentoM e assim tem
menor "robabilidade de eI"erienciar a si mesma como "ortadora de um rLtulo indelevelmente
a3iIado Rs suas costas)
C2rus, um membro de um gru"o, estava lamentando o 3ato de seus "ais serem "essoas astutas,
"ers"ica@es e o"ortunistas) Estas caracter0sticas o re"eliam, o Due não seria tão ruim, se não
3osse "or ele se "roteger tão @elosamente contra o a"arecimento dessas caracter0sticas em si
mesmo, o Due 3a@ia dele um 1omem letargicamente gentil * am=vel, mas 3l=cido) Pedi a C2rus
Due nos 3i@esse uma "alestra sobre as vantagens de ser "ers"ica@ e es"erto, es"erando Due ele se
conectasse com essas caracter0sticas) ' medida Due ele "rosseguia, começou a 3alar
bombasticamente, com grande "ra@er, sobre como o"erar açPes imobili=rias com um ol1o no
lucro) C2rus de 3ato sabia o Due era necess=rio e entrou nisso, 3icando acima de nLs a "artir de
uma "osição elevada, de "E num so3=) Sua energia e em"ol!gação aumentaram, e ele recon1eceu
Due estava gostando do Due 3a@iaZ E não sL isso * ele estava intelectualmente mais "rol03ico do
Due o costumeiro, tin1a um mel1or 3luIo de ideias, usava uma linguagem mais viva e tin1a um
modo de 3alar mais "oderoso) /odo esse 0m"eto 1avia sido re3reado dentro dele "or causa de sua
de3inição de astTcia e "orDue ele evitava ser "ego agindo desse modo) Ele 1avia sido "ego *
mas "or seus "rL"rios rLtulos)
1!+
Eu "oderia ter agido de um modo di3erente e "edido Due ele 3osse "essoa em "essoa na sala,
sendo gentil a seu "rL"rio modo) Isso teria dado uma o"ortunidade de eI"erienciar sua "rL"ria
gentile@a claramente e desenvolvO!la numa gentile@a mais viva, mais "essoal, do Due seu modo
costumeiro) '3inal de contas, a astTcia não era seu Tnico estereLti"o verbal * ele tin1a algumas
ideias vulgares a res"eito do Due era ser gentil) auero di@er Due não se resume em astTcia e
gentile@a o Due ele "recisava investigarM ele "recisava livrar!se da sua "risão a rLtulos "ara
"oder descobrir Due era e%e (es(o5 @ "rocesso b=sico E recu"erar um senso de unidade na ação
e recon1ecer a "rL"ria individualidade, em ve@ de "er"etuar o estereLti"o idLlatra)
Fma das 3ontes mais ricas de in3ormação sobre uma "essoa são as met=3oras usadas "ara
descrevO!la, seGa "or ela mesma ou "elos outros) ' met=3ora, entretanto, E como as "alavras) Seu
signi3icado individual "recisa ser con3irmado, e a re"resentação E um modo 3Ertil de 3a@O!lo)
Fm eIem"lo se re3ere a $aeta, uma Govem Due descrevia a si mesma como Nestando toda
amarrada em nLsN) 'ssim, "edi!l1e Due se amarrasse em nLs e re"resentasse sua "rL"ria
met=3ora "essoal) Ela o 3e@, torcendo seus braços, "ernas e cor"o, de um modo enrolado,
literalmente amarrando!se) Perguntei!l1e como se sentia toda amarrada deste modo, e $aeta
res"ondeu Due se sentia imobili@ada, muito a"ertada e tensa) C Due ela sentia vontade de 3a@erb
Ela tin1a vontade de se desamarrar, e a instru0 a 3a@O!lo gradualmente, soltando um membro "or
ve@ e eI"erienciando se"aradamente cada uma dessas liberaçPes) 'o 3a@er isso, ela 3icou
sur"resa ao "erceber Due tin1a medo de se desamarrarZ Por mais doloroso e "aralisante Due
3osse 3icar amarrada em nLs, isso "elo menos era um ti"o de identidade, e se ela 3icasse
totalmente desamarrada, não saberia Duem ou o Due "oderia ser tornarZ
:) Representa!o de u(a po%aridade ! ' re"resentação de uma "olaridade tambEm dramati@a
caracter0sticas "essoais, mas neste caso eIistem duas caracter0sticas o"ostas, como ser diabLlico
ou angelical, grande ou "eDueno * ou duas direçPes o"ostas, como 3icar ou ir embora, 3alar ou
"ermanecer em silOncio) Essas cisPes dentro do indiv0duo "odem "rendO!lo na ambivalOncia ou
con3usão ou "odem im"eli!lo R resolução a"enas "ara se livrar da incerte@a) 'ssim, ele se
,:9
aGusta ao Due "arece ser uma clara vitLria de um de seus lados, com a "arte derrotada ou
su"rimida 3icando oculta e sabotando a caracter0stica a"arentemente vitoriosa, "ela cul"a, do
arrastar de "Es, do 3a@er!se de idiota, da energia de"rimida, da 3alta de alegria, e de outras
manobras autoderrotistas) C es3orço devotado a manter a caracter0stica silenciosa ou servil E um
es3orço 3racassado * ela ir, a"arecer re"entinamente, de maneiras inconvenientes, "ara a3irmar
DualDuer validade Due "ossa ter, como todas as 3orças resistentes Due 3oram obrigadas a se
ocultar) ' luta E como a 3arsa Due muitas ve@es acontece Duando um "ai a"ressado tenta 3a@er
com Due BTnior v= ra"idamente "ara a cama, ao "ular "artes de sua rotina da 1ora de dormir+
contar 1istLrias, cantar, cobri!lo, e assim "or diante) BTnior continua c1amando o "ai+ ele sabe
Due não recebeu o Due "recisa * e não vai dormir) C resultado E Due são des"endidos mais
tem"o e energia ao tentar abreviar o ritual da 1ora de dormir do Due teria sido necess=rio se o
"rocedimento costumeiro tivesse sido seguido)
C mesmo acontece com a "olaridade) Ignorar "artes de si mesmo resulta numa situação de
de3esa, como no caso do vigarista e do meninin1o, Due enIerga "or meio da 3alsidade de seus
arranGos e continuava a 3a@er "erguntas "erturbadoras) NQ= embora, garoto, vocO me inco(odaA
não 3uncionou "ara <) C) Hields e tambEm não 3unciona muito bem nas tentativas cotidianas de
enganar a si mesmo) C diabo não recon1ecido ir= a"arecer de re"ente, de DualDuer modo, "ara
grande constrangimento ou descon3orto do anGo * ou ir= eIigir tanta vigilância contra seu
a"arecimento indeseGado Due o indiv0duo se sente inseguro e constantemente em guarda, mesmo
em seus momentos angElicos) 'inda "ior, o retraimento da energia diabLlica deiIa a vida menos
divertida, ou "ode tornar a "essoa angElica menos es"erta do Due ela "recisa ser "ara viver bem)
' necessidade b=sica Duando se trabal1a com "olaridades E recu"erar o contato entre as 3orças
o"ostas) Fma ve@ Due o contato entre essas "artes seGa estabelecido, cada "arte da luta "ode ser
eI"erienciada como um "artici"ante v=lido) Elas "odem então tornar!se aliadas na busca
comum "or uma boa vida, em ve@ de o"onentes di30ceis mantendo a se"aração) auase
invariavelmente, Duando o contato E restabelecido, o indiv0duo descobre Due essas "artes
temidas tin1am muitos as"ectos redentores, e sua vida se eI"ande Duando isso E recu"erado)
1"4
Contudo, n!o estamos "rocurando tão!sL 3a@er acordos em Due a mesa seGa virada e a "essoa
angelical desista desse seu lado e se trans3orme a"enas num diabo) Esse E o es"ectro de dr)
BeW2ll e mr) U2de, e aGustar!se a esse ti"o de eIistOncia não E uniãoM E uma dissociação "essoal)
Fma troca tem"or=ria "ode ter um e3eito benE3ico no "rocesso total) 'lgumas ve@es E inevit=vel
Due "ara re!eI"erimentar o "rL"rio lado oculto, esta "arte submersa de si mesmo deva receber
todo o "oder "ara rom"er as barreiras 1abituais R sua eI"ressão) Portanto, eIistem momentos
em Due uma "essoa doce "ode se tornar tem"or=ria e arbitrariamente cruel enDuanto re"resenta
esse lado de si mesma) 4o decorrer do tem"o, a união com sua doçura ter= de ser restabelecida
"ara Due ela "ossa assumir a sua inteire@a) E necess=rio ter 3E de Due essa união ir= acontecer *
a maioria das "essoas não "ode "ermitir 3acilmente Due aconteçam mudanças tão radicais) $as
a 3E na auto!regulação organ0smica, im"l0cita na gestalt!tera"ia, E Due se cada "arte da "essoa
"uder ser ouvida, ela não buscar= estabelecer uma ditadura, mas se mover= "ara a inclusão
numa comunidade de caracter0sticas Due 3ormam o indiv0duo) Fma ditadura se estabelece "ara
conseguir algo em 3ace de uma grande "ressão, como tornar!se organi@ado "erante uma grande
eIigOncia dos "ais) C lado desorgani@ado "recisa ser oculto) auando o indiv0duo "ode dar
aten!o a algum as"ecto de sua nature@a em ve@ de ocult=!lo, ele não "recisar= recorrer a
medidas re"ressivas "ara su3ocar as mensagens indeseGa!das) ' unidade da "essoa est= baseada
na inclusão, na com"osição, não na mera es"eciali@ação) U= muito a ser dito a res"eito da
e3iciOncia da ditadura "essoal+ ela E conveniente, unilateral, decisiva) Essa E uma e3iciOncia
incLmoda, e embora muitas "essoas "areçam ca"a@es de ser bem!sucedidas e conseguir o Due
deseGam "or meio dela, as "erdas Due muitas outras so3rem são grandes demais "ara serem
su"ortadas * basta enIergar a e"idemia de ambivalOncia, o "reconceito venenoso e o deseGo
"or soluçPes sim"les)
Fm dos mEtodos comuns "ara "rovocar uma nova com"osição de 3orças E re"resentar o di=logo
entre as "artes "olares) Fma mul1er, Carla, se com"arava a uma "intura em Due o 3undo 3osse
a@ul com "eDuenos "ontos vermel1os es"al1ados nele) Para ela, o a@ul re"resentava seu estado
de es"0rito b=sico na vida+ de"rimido, sem 3orma, servindo "rinci"almente como "ano de 3undo,
sem dis"osição "ara
s
er escondido mas sem 3orma "rL"ria) Cs "ontos vermel1os eram
,6.
seus momentos de 3elicidade, claramente articulados, mas "eDuenos, isolados e sem c1egar a
cobrir terreno su3iciente) Pedi a Carla Due iniciasse um di=logo entre o 3undo a@ul e os "ontos
vermel1os de sua "intura) C 3undo a@ul observou Due "oderia ser mais 3=cil ser 3eli@ se ele
tivesse algum ti"o de 3orma, como os "ontos vermel1osM ele Dueria ser tambEm claramente
articulado) Carla "ercebeu Due ser mais es"ec03ica iria signi3icar Due ela teria de ser tão clara
com relação a sua triste@a como era com relação a sua 3elicidade) Em geral resistia a isso,
aGustando!se R de"ressão indi3erenciada, em ve@ da triste@a claramente 3ocada * ela c1amava
isso de não estar dis"osta a reclamar *, o Due tambEm a im"edia de 3a@er DualDuer mudança
es"ec03ica nas "artes não reali@adas de sua vida) Cs "ontos vermel1os então ouviram enDuanto o
3undo a@ul contava da triste@a do relaciona mento limitado com um namorado e de seus
sentimentos de im"otOncia no trabal1o) 'o identi3icar esses as"ectos insatis3atLrios de sua vida,
Carla deu o "rimeiro "asso "ara reali@ar mudanças)
' seguir, a"resenta!se um breve di=logo entre os lados grande e "eDueno de uma mul1er Due
muitas ve@es sentia Due tin1a de a"resentar uma 3ac1ada bril1ante e com"etente "ara encobrir
sua incerte@a e a necessidade de segurança)
Pe6ueno" (c1orando) Eu me sinto tão "eDuena) Eu me sinto desam"arada e 3raca))) Preciso de alguEm Due cuide de
mim) 4ão 6uero ser grande e ter Due cuidar de outra "essoa) Eles sem"re Duerem Due eu cuide de alguEm, e eu sou
"eDuena demaisZ
Grande" Qamos, não seGa assim) QocO não tem Due ser assim) Eu sou grande e "osso 3a@er coisas) Sou ca"a@ de tocar
as coisas)
Pe6ueno" Eu não 6uero ser grande))) Eu sou "eDuena))) Eu ten1o sL trOs anos e meio e))) Estou cuidando de meu irmão
menor e))) ele cai na varandaZ Sou "eDuena demais "ara cuidar dele) Eu me sinto tão malZ
Terapeuta" Parece ser uma tare3a grande demais "ara uma meninin1a) Pe6ueno" 'oi555 Eu não devia estar 3a@endo
isso))) era demais "ara se es"erar de mim) Sem"re me "ediram "ara agir como uma menina crescida e 3a@er coisas, e
eu sou "eDuenaZ
("ausa)
1"1
'gora me sinto maior))) ten1o on@e anos e me "edem "ara ir a Ca"e Cod e tomar conta de meus "rimos) E eu me
"reocu"o com Duem ir= cuidar de min1a irmã@in1a))) 1= um rio em 3rente da nossa casa e ten1o medo Due ela caia
nele e ninguEm a veGa)
Terapeuta" Então, E #oc7 ou nin)u$(5 Grande" Isso E bobagemZ Terapeuta" C Due E bobagemb
Pe6ueno" 'lguEm ir= tomar conta dela))) não precisa ser euZ (c1orando) Eu Duero ser "eDuena e ter alguEm Due me
pe)ue no co%o5 (Encol1e!se e se enrola no so3=))) estende a mão))
Terapeuta" C Due vocO Duer agorab
Paciente" C1, não sei))) eu me sinto como um bebEZ V toloZ
Terapeuta" C Due vocO Duer E tolob
(longa "ausa)
Paciente" QocO "oderia))) vocO "oderia me dar colob
'ssim, me sentei ao lado dela no so3=, "eguei!a no colo e a abracei) Ela continuou a c1orar, e
"ouco a "ouco a tensão e a dure@a se dissi"aram) De"ois de uns cinco minutos "edi!l1e Due
sim"lesmente eI"erimentasse a sensação de ser abraçada) De"ois de outros cinco minutos,
"erguntei do Due ela estava consciente)
Paciente" Eu me sinto mais relaIada agora do Due Gamais me senti antes) Terapeuta" QocO se sente )rande ou
pe6uena agorab
Paciente" Eu não me sinto "eDuena)))) não me sinto como um bebE) $as tambEm não me sinto grande) auero di@er,
não sinto Due ten1o Due agir como grande e 3ingir Due não Duero ser abraçada))) eu))) Essa $ a bobagemZ Posso ser
grande e ainda deseGar ser abraçadaZ
's "olaridades "odem assumir muitas 3ormas, como as m=scaras Uo teatro grego em Due cada
"ersonagem re"resentava a si mesmo e
a
inda mais do Due si mesmo) 'ssim, as "olaridades
"odem re"resentar o cam"o de batal1a entre o intelecto e a emoção, entre a com"etOncia e a
incom"etOncia, entre o bril1antismo e a estu"ide@,
1"5
entre a con3iabilidade e a irres"onsabilidade, e entre a maturidade e a imaturidade) Pela
re"resentação dessas caracter0sticas, o indiv0duo "ode dar "lena vo@ ao Due elas eIigem e R
contribuição Due elas tra@em "ara sua vida)
Com"ortamento dirigido
'lgumas mudanças no com"ortamento não eIigem uma elaboração anterior "ro3unda, mas
"odem, mesmo assim, alterar o modo como o indiv0duo eI"eriOncia a si mesmo e o modo como
ele eI"eriOncia e E eI"erienciado "elos outros) V um alerta comum Due em tera"ia não di@emos
Rs "essoas como se com"ortar) 4a gestalt!tera"ia 3a@emos isso algumas ve@es * seletivamente,
e com "ro"Lsitos eI"loratLrios) $ediante instruçPes e orientação sim"les, o "aciente "ode 3a@er
algo Due revele ou en3ati@e um com"ortamento Due "ode estar bloDueado da consciOncia e, "or
meio disso, descubra uma nova inclinação no com"ortamento anterior, nos relacionamentos
3amiliares e na eI"eriOncia "rEvia)
Por eIem"lo, se uma "essoa 3ala como se estivesse c1oramingando, mas e%a não est= em contato
com essa caracter0stica de sua vo@, seria "oss0vel "edir!l1e Due c1oramingue de modo
deliberado e eIagerado) Pode!se "edir Due a "essoa com maIilar tenso 3ale como um idiota ou
como um Duebra!no@es ou como se tivesse uma contração es"asmLdica nos mTsculos do
DueiIo) ' "essoa Due 3ala suave "ode eI"erimentar 3alar como se as outras "essoas na sala
estivessem muito distantesM a "essoa Due "arece estar 3a@endo discursos "oderia receber a tare3a
de 3a@O!loM a "essoa Due Duali3ica tudo o Due di@ "oderia eI"erimentar 3alar sem nen1um
coment=rio Duali3icador) Embora o com"ortamento dirigido ten1a um "ouco do sabor da
re"resentação, ele di3ere desta "or ser mais "r=tico, mais limitado a com"ortamentos es"ec03icos
e ter instruçPes mais diretas * não tão abertas como a re"resentação) Embora seGa verdade Due
seus e3eitos muitas ve@es "ossam ter conseDuOncias dram=ticas, a intenção não E criar uma cena
dram=tica, "orEm colocar um novo com"ortamento em ação durante um encontro real)
C com"ortamento dirigido n!o "retende 3a@er com Due uma "essoa 3aça coisas Due não deseGe
* ou sim"lesmente 3aça as coisas
1"!
cegamente, sem senti!las) Entretanto, ele pretende dar R "essoa uma o"ortunidade "ara uma
"r=tica relevante de com"ortamentos Due ela "ossa estar evitando) $ediante suas "rL"rias
descobertas ao eI"erimentar esses com"ortamentos, ele ir= revelar as"ectos de si mesmo Due
"or sua ve@ irão gerar mais autodescoberta)
Fma "essoa num gru"o recebeu o "a"el de inter3erir, "or causa de sua relutância eI"l0cita em
3alar Duando "oderia estar inter3erindo com o desenrolar dos acontecimentos) Por certo tem"o,
seu com"ortamento realmente re"resentou uma interru"ção, mas con3orme ela continuou
com"ortando!se assim, o Due 1avia começado como um com"ortamento de inter3erOncia "assou
a ser uma liderança real) 4aturalmente, as instruçPes não 1aviam tido a intenção de "rodu@ir
uma inter3erOncia geral, mas de "ermitir Due as energias dela 3ossem liberadas mesmo Duando
ela sentisse Due estava interrom"endo) Se uma "essoa tiver de es"erar atE Due nada esteGa
acontecendo "ara evitar inter3erir, ela ter= uma longa es"era "ela 3rente)
Cutro Govem num gru"o 3alava de modo acan1ado, articulando suas observaçPes
cuidadosamente e tomando muito cuidado "ara não Nim"orN suas o"iniPes sobre ninguEm) Pedi!
l1e Due continuasse cada coment=rio ou a3irmação Due 3i@esse com a 3rase+ Ne eu realmente
Duero di@er istoZN) 4o in0cio, ele resmungou a 3rase, di@endo!a meio sem sentir, mas de"ois
começou a a"reciar o Due estava 3a@endoM seus ol1os bril1avam e ele sorria, e a 3rase 3icou mais
3orte e clara a cada ve@ Due ele a di@ia) 's outras "essoas no gru"o res"onderam!l1e,
"erguntando sua o"inião e a"reciando com ele a vigorosa a3irmação de sua crença) 'ntes ele
estava numa "osição na "eri3eria do gru"o, mas de"ois disso "assou a ser central "ara a ação
daDuela noite)
Cutro eIem"lo do uso do com"ortamento dirigido E Duando se tem o obGetivo de mobili@ar a
auto!sustentação) 'diai, um mEdico, sentia!se rotulado e reGeitado sem"re Due suas a3irmaçPes
não eram imediatamente aceitas "or seus colegas) auando suas "alavras eram recebidas com
ceticismo, ele se endurecia e se isolava de contatos Posteriores) 'diai era um 1omem bastante
vago, Due tin1a tendOncia 9 di@er coisas estran1as como se 3ossem a verdade divina) Durante
v
=rias semanas, trabal1amos em seus "oderes "ara sustentar suas PrL"rias a3irmaçPes, "orDue
era como se ele es"erasse Due toda a
s
ustentação viesse de seus colegas e 3i@esse "ouco "ara
sustentar a si ) Em uma de nossas sessPes, ele 3alou sobre um "aciente Due
1""
estava morrendo de envenenamento "or uremiaM ele acreditava esse 1omem deveria ser aGudado
a morrer, "ois tin1a muito "ouca c1ance de sobreviver) 'diai sentia Due era covarde, "ois se não
3osse teria sido ca"a@ de administrar uma dose mortal de drogas, o Due ele claramente não
conseguiria 3a@er) Para tentar sustentar sua o"inião a res"eito da Gusti3icativa "ara matar esse
indiv0duo, 'diai 3alou deta!l1adamente sobre a vida e a 3am0lia desse 1omem) auanto mais ele
3alava, mais 3icava consciente de Due seu "aciente 3a@ia um grande es3orço "ara "ermanecer
vivo a"esar da dor e, alEm disso, a 3am0lia deseGava Due ele "ermanecesse vivo) 'ssim, ele 1avia
agido de modo correto ao não a"ressar a morte do 1omem, alterando seus Gulgamentos "rEvios
sobre o mal da dor "ara o seu o"osto) 'nteriormente, ele teria 3icado num im"asse com o
sentimento de covardia) $as Duando 3oi ca"a@ de revelar os a"oios "ara seu com"ortamento,
seu ato se trans3ormou numa eI"eriOncia calorosa e res"onsiva, em ve@ de uma tare3a de
lavagem cerebral contra um assassinato "ossivelmente Gusti3ic=vel)
Fm Govem, ?icW, tão atraente Duanto 'dLnis, Due tivera uma vida de aventuras, estava
im"otente 1avia anos) Ele 3ora um soldado volunt=rio no Qietnã e tin1a se o3erecido "ara as
missPes mais "erigosasM era um mergul1ador de =guas "ro3undas, tin1a eI"lorado regiPes
selvagens e tribos "rimitivas no BrasilM tin1a sido Gogador "ro3issional de rTgbiM e cortado
=rvores "ara relaIar) Hicou claro, enDuanto contava suas eI"eriOncias, Due ?icW a"ostava muito
em manter o sangue!3rio diante do "erigo) Sua coragem e elegância "essoais diante do "erigo
eram admir=veis * mas in3eli@mente ele não "odia 3a@er amor com um "Onis 3l=cido) Fm dia,
?icW estava 3alando sobre sua 3ormatura "rLIima em Direito e o Due ele "oderia 3a@er de"ois
disso) Estava considerando duas alternativas) Fma era entrar na "ol0tica e se tornar um)
investigador criminal * um bom modo, em sua o"inião, de iniciar a aventura "ol0tica de
colocar sua "rL"ria =rea metro"olitana a seus "Es) Embora isso "udesse soar como um esDuema
grandioso se 3osse dito "or algumas "essoas, vindo dele era uma "ossibilidau romântica, mas
não totalmente im"rov=vel) Cutra alternativa l1e e o3erecida "or um amigo rico e im"ortante
Due Dueria abrir um luga "ara ?icW em atividades de negLcios internacionais e eventualm atE
mesmo como seu "rL"rio auIiliar se a "ers"ectiva de um "
os
gabinete "residencial se
concreti@asse) ?icW descreveu bem de
1"#
damente essas duas escol1as, mas sem entonação vocal, sem cor no
r
osto, sem movimento ou
senso de admiração Due essas "ers"ectivas teriam des"ertado na maioria das "essoas) Ele não
era um 1omem arrogante, e eu tin1a a sensação de Due ele "oderia enrubescer a DualDuer
momento * mas, E claro, isso não aconteceu) Fm NruborN em seu "Onis l1e valeria muitas
1istLrias, "orDue teria assinalado a recu"eração da dis"osição "ara eI"erienciar a sensação eS a
conseDuente recu"eração da "otOncia seIual, Due ele realmente conseguiu de"ois)
Como o com"ortamento dirigido E um mEtodo eIcelente a ser usado na tentativa de recu"erar a
sensação, eu disse a ?icW "ara contar!me essas 1istLrias de novo, mas dessa ve@ com "aiIão e
ern"olgação, como um ator o 3aria) EI"liDuei!l1e Due, embora o Due eu estava "ro"ondo 3osse
"arecer arti3icial no in0cio, eu tin1a sentido 3alta da em"olgação na "rimeira ve@ em Due ele
1avia 3alado e sus"eitava Due sua "rL"ria "erda 3osse mais dolorosa Due a min1a) 'ssim, ele
começou a contar novamente suas 1istLrias, enDuanto eu dava algumas batidin1as em seu "eito
"ara ativar sua reatividade) auando terminamos, a agressão em seu sistema 1avia se tornado
a"arenteM seu DueiIo se "roGetava "ara 3ora, seus "un1os estavam 3ec1ados, sua res"iração era
mais r="ida e 1avia cor em seu rosto) Ele começou a "arecer suave e ainda mais Govem Due seus
,5 anos) Sua solide@ o deiIou e ele "arecia =gil e 3isicamente "oderoso, com energia "ara gastar)
Essa seDuOncia de com"ortamento dirigido o 1avia colocado em contato com o "oder de sua
energia "resa) Eu "ensei, o "Onis vem de"ois)
Hantasia
' 3antasia E uma 3orça eI"ansiva na vida de uma "essoa * ela alcança e se estende alEm das
"essoas, do ambiente ou do acontecimento imediato Due de outro modo "oderiam restringi!la)
'lgumas
Qe
@es essas eItensPes "odem ser "ueris ou obsessivas, como em muitos
s
devaneios)
$as algumas ve@es essas eItensPes "odem reunir tanta ^rça e agude@a Due acabam "or atingir
uma "resença mais intensa do D algumas situaçPes da vida real)
1"$
C "ersonagem <alter $itt2, criado "or /1urber, retrata a 3 sias grandiosas e 3Tteis de um
marido dominado "ela es"osa lu
a
r energia criativa de /1urber trans3orma isso num retrato mi
P
r em termos de vivacidade, ação e com"letude do Due DualDuer U
r
neio comum) eralmente, a
"essoa Due devaneia reluta em detal1 o"eracionali@ar seus devaneios atE mesmo na 3antasia, e
assim acaba du"lamente bloDueada * com medo dos acontecimentos -. d seus "rL"rios
sentimentos e * ainda "ior * com medo de sombrasZ 'ssim, a "essoa Due rumina suas
3antasias re"ete tem esboçados, des"idos da agressão, da seIualidade, das mani"ul
ac
P
inteligentes etc, de tudo Due 3orma o material Due 3a@ com Due sua v0sceras "ulsem) auando
essas 3antasias "odem emergir na eI"eriOncia de tera"ia, a renovação de energia "ode ser vasta,
algumas ve@es beirando o inassimil=vel, e muitas ve@es marcando um novo curso no senso de
eu do indiv0duo)
C uso da 3antasia serve a Duatro "ro"Lsitos "rinci"ais+ .) contato com um acontecimento,
sentimento ou caracter0stica "essoal Due encontra resistOnciaM ,) contato com uma "essoa não
dis"on0vel ou com uma situação inacabadaM 7) eI"loração do descon1ecidoM e :) eI"loração de
as"ectos novos ou não 1abituais de si mesmo)
.) Contato co( u( aconteci(ento1 senti(ento ou caracter<stica pessoaD 0 Em um eIem"lo
usado anteriormente, descrevemos a eI"eriOncia de um 1omem Due reagia eIageradamente R
ameaça e ao Dual se "ediu Due desse rEdea solta a suas imagens visuais enDuanto ele estava
deitado no so3= com os ol1os 3ec1ados) Ele visuali@ou uma cena em Due crianças estavam
brincando no "=tio de uma escola) Con3orme sua 3antasia continuou, um grande crocodilo
a"areceu no cEu, su"er"ondo!se R cena) Ele começou a gritar aterrori@ado, como se o crocodilo
estivesse bem ali) Então ele em"alideceu e tremeu, como se estivesse em c1oDue) Hui atE o so3=,
abracei!o e consolei!o ate Due sua sensação de segurança retornasse) radualmente ele começou
a 3alar sobre seu "ai e as 3Trias Due ele tin1a, as Duais eram dirigi contra ele ou sua mãe)
auando acabou, sentiu!se aliviado, um se mento Due não eI"erienciava 1avia anos) 'lgum
tem"o de"ois sessão, se sentiu dis"osto a "rocurar seu "ai e conseguiu ralarc ele, sentindo uma
igualdade Due anteriormente l1e esca"ava, n com seu "ai, mas com a maioria das "essoas Due
encontrava)
1"+
admir=vel Due uma "essoa "ossa 3antasiar algo e, mesmo sem ão eI"l0cita, desenvolver um ti"o
de liberação Due normalmente se
oer
aria Due ocorresse a"enas de"ois de tal aç=o) Duas ra@Pes
"lau!0veis "odem eI"licar isso) Primeiro, embora a 3antasia seGa essen!) isente não!ação, ela
"ode ser acom"an1ada "or ação ou E ca"a@ , "
ro
du@ir ação Due "ode 3ormar um nTcleo dinâmico
"ara a eI"e!`Oncia) 4a 3antasia anterior, embora meu "aciente realmente não stivesse brincando
no "=tio de uma escola, ele gritou assustado Duando crocodilo a"areceu * o Due E uma ação "or
direito "rL"rio) Ele 3oi `Dnsolado "or mim * uma ação de acom"an1amento * e "rosseguiu
relatando eI"eriOncias relevantes com seu "ai * outra ação eI"ressiva, disso, continuou no
clima e terminou realmente 3alando com seu "ai, de modo Due a 3antasia teve o e3eito de
estimular uma ação de vida real com seu "ai)
' segunda ra@ão "ara a e3ic=cia da 3antasia E Due o retorno e a assimilação dos sentimentos E
um desenvolvimento im"ortante, independente(ente de acontecer a resolução real de uma cena
de vida) EI"erienciar o terror * e se)uir e( frente co( e%e * signi3ica Due a "essoa "ode ser
menos ameaçada "elos sentimentos Due imagina Due "ossam seguir!se ao com"ortamento realM o
terror 3ica menos venenoso)
Pela mesma ra@ão, se uma "essoa c1ora durante uma 3antasia, ela "ode ter menor "robabilidade
de vir a evitar aDuelas eI"eriOncias Due "ossam levar ao c1oro) Se a 3antasia leva a uma
eI"eriOncia relaIada da "rL"ria seIualidade, ou do a3eto Due se sente "or outra "essoa, ou da
raiva "or ter sido maltratada, essas emoçPes, de"ois de terem sido liberadas e assimiladas,
mesmo Due em res"osta a uma 3antasia, "assam a ter maior "robabilidade de estarem
dis"on0veis como Parte do re"ertLrio emocional da "essoa, nas situaçPes cotidianas)
4aturalmente, a in3luOncia recu"eradora da eI"eriOncia da 3anta!
Sla
de"ende das circunstâncias) V "oss0vel Due Duando a "essoa volte
.-
acontecimento temido * mesmo na 3antasia * ele "ossa ser tão
Plenamente devastador Duanto se es"erava, e Due o indiv0duo "ossa
Ca
r tão assustado "or essa eI"eriOncia Due ven1a a 3icar im"edido
e
DualDuer eI"loração "osterior) ConseDTentemente, E muito im!
P^
r
tante Due a atenção sens0vel ao ritmo seGa um 3ator na introdu!
S ^ dessas eI"eriOncias, e o momento o"ortuno esteGa enrai@ado na
,69
auto!regulação do indiv0duo como uma in3luOncia b=sica no desenvolvimento da 3antasia)
4este eIem"lo, a eI"eriOncia do "aciente beirou a interru"ção de seu "rocesso em ve@ de
3acilit=!lo) 4ão E im"rov=vel Due se eu não o tivesse tra@ido de volta ao contato comigo e a um
senso do signi3icado desse incidente, ele "udesse ter tido a"enas uma outra eI"eriOncia
assustadora, con3irmando novamente sua cautela na vida)
,) Contato co( u(a pessoa n!o dispon<#e% ou co( u(a situa!o inaca+ada * 'lEm da 3orça
gerada "ela intensi3icação da eI"eriOncia "ela 3antasia, esta E muitas ve@es o Tnico camin1o de
volta a uma situação genErica) Fm "ai "ode estar morto, uma antigo amor ter mudado de cidade,
ou um amigo de in3ância "ode não ser mais su3icientemente im"ortante "ara se 3a@er um contato
real) $esmo Duando uma situação est= dis"on0vel em termos de tem"o ou es"aço, ela ainda
"ode ser ou muito assustadora ou muito com"licada "ara ser abordada diretamente) ' 3antasia se
torna valiosa então "orDue ela recria o Due est= "erto da realidade, mas ainda assim E
relativamente seguro, e ao mesmo tem"o vai alEm da 3o3oca, da estratEgia ou da es"eculação
ruminativa)
Em um gru"o, acabamos "or acaso numa combinação rara de 3antasia e realidade) Fm 1omem
tin1a se envolvido numa briga na "rimeira noite de nosso /or.shop e não a"areceu na man1ã
seguinte) Isso 3oi "erturbador "ara v=rias "essoas no gru"o Due ainda tin1am algumas situaçPes
inacabadas com ele) Fm 1omem em es"ecial estava "ro3undamente "reocu"ado, e assim "edi!
l1e Due ele 3ec1asse seus ol1os e visuali@asse o 1omem ausente e l1e dissesse aDuilo Due
gostaria de di@er) Ele entrou numa longa conversa com a 3antasia visual mantendo seus ol1os
3ec1ados) 4o meio dessa conversa, o 1omem ausente entrou na sala e sentou!se
silenciosamente) C 1omem Due 3alava abriu seus ol1os, viu Due o 1omem a Duem estava 3alando
estava de 3ato ali e descobriu Due não se sentia mais "erturbado com ele) Eles conseguiram
começar a conversar a "artir de uma nova "ers"ectiva, como se o "roblema origi nal tivesse sido
elaborado)
4o entanto, em geral as "essoas com Duem temos situaçPes cabadas sim"lesmente não estão
dis"on0veis) Elas morreramZ
se
daram, se se"araram de nLs, não "ertencem mais a nossa vida,
1#4
momento de retomar as coisas com elas G= "assou) Por eIem"lo, uma mul1er sentia Due tin1a
sido maltratada "ela 3am0lia do marido na E"oca do casamento) $uitos anos de"ois ela ainda se
sentia ressentida "or causa do Due considerava ter sido um tratamento insultante) 'ssim, na
3antasia, ela imaginou uma grande reunião em Due estava "resente toda a 3am0lia,
a"roIimadamente cinDuenta "essoas) Qisuali@ou!os sentados e * no estilo dos antigos 3ilmes
mudos russos * eles batiam em seus "eitos, giravam seus ol1os, e com gestos dram=ticos
di@iam re"etidamente+ ASinto muito, sinto muitoZN) Ela 3icou com o rid0culo da 3antasia e com o
Due era necess=rio "ara eI"urgar a antiga DueiIa, e 3inalmente 3oi ca"a@ de ir alEm de seu
ressentimento) Cutra Govem, Due 1avia vivido trOs meses de "esadelo, durante os Duais "assou
"or eItensa cirurgia "l=stica em decorrOncia de um acidente automobil0stico Due matara sua
amiga mais 0ntima, 1avia 3icado estran1amente comovida ao ver o obitu=rio do cirurgião
"l=stico Due a o"erara) Ela começou comentando sentir Due ele 1avia sido enganado "ela vida,
"ois 1avia morrido aos 65 anos, Duando "oderia estar se "re"arando "ara diminuir o ritmo de
trabal1o e "assar mais tem"o com sua 3am0lia) Perguntei!l1e se sentia Due e%a o 1avia enganado
ou, talve@, Due ele a 1avia enganado) 4a verdade, ela realmente deseGara algo dele Due não 1avia
recebido * sua 3alta de res"osta diante da dor e do medo dela a 1avia deiIado com um temor
Duase re3leIo de ser de"endente de outras "essoas, "or DualDuer ra@ão, e com um sentimento de
Due ela dava muita im"ortância Rs "eDuenas irritaçPes da vida) Ela se "roibiu de 3alar sobre sua
triste@a realmente "ro3unda) Pedi!l1e Due visuali@asse o mEdico e 3alasse com sle em sua
3antasia, di@endo o Due atualmente gostaria de di@er!l1e) Ela disse o seguinte+
Dr)hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhb QocO se lembra de mimb Parece!me Due 3a@
muito tem"o))) talve@ cinco ou seis anos) $eu rosto estava totalmente arrebentado e vocO o arrumou de novo)))b
auero Due vocO saiba Due o modo))) o modo como vocO se a"roIimou de mim realmente me causou muito medo e
isso 3icou comigo, (uito de"ois de meu rosto estar bem de novo) E eu ac1o Due Dueria Due vocO soubesse disso
"orDue eu me sentiria mel1or se l1e 3alasse sobre isso, e ac1o Due de algum modo talve@ vocO "ossa ouvir o Due estou
di@endo e usar isso com outras "essoas com Duem vocO trabal1e, com outros "acientes) /udo o Due "eço E))) Due vocO
oua555 Duando 3alo ou
,;.
Duando l1e 3aço uma "ergunta sobre o Due vocO vai 3a@er comigo, e sobr Due vai acontecer) Então, se vocO "uder
res"onder a essas "erguntas, sab Due vocO est= presente1 Due não E a"enas uma coisa mecânica, me cons tando
mecanicamente) aue))) Due #oc7 est, aDui como uma "essoa e estou aDui como uma "essoa, obviamente "recisando
de alguma aGuda m Due ainda sou uma pessoa5 E vocO tambEm) QocO sabe, se tivesse "ercebiU isso, teria sido mais
3=cil me relacionar com vocO) E eu teria me sentid muito mel1or) ($uito suavemente) E teria sido assim) (E
3inalmente, murando) Eu sinto Due talve@ eu ten1a acabado) Es"ero)
8
'Dui est= um Tltimo eIem"lo do "oder da 3antasia "ara com"letar a eI"eriOncia com algo ou
alguEm Due não mais est= "resente, mas com Duem continua a eIistir um intenso v0nculo, vital e
motivador) Fm 1omem, de"ois de uma sErie de visuali@açPes do ti"o Ncolc1a de retal1osN, uma
cena aDui, uma imagem ali, 3inalmente viu o rosto de uma garota Due ele 1avia con1ecido em
outro "a0s Duando era muito Govem) Ele a amara, mas era Govem demais "ara saber Due era isso
Due sentia) Ele nunca 3alou com ela sobre isso, e 1avia "artido "orDue estava voltando "ara casa
e deiIando o EIErcito) $as agora, enDuanto ele a visuali@ava, "edi!l1e Due 3alasse com ela) Ele
3alou sobre seus sentimentos e, ao 3a@O!lo, "ercebeu em si mesmo uma suavidade Due raramente
eI"erienciava no "resente) auando ele abriu os ol1os, observou Due se sentia como se estivesse
acordando de um son1o)
7) E:p%orar o desconhecido * ' 3antasia não se limita a abordar as situaçPes inacabadas) '
3unção de eI"lorar o descon1ecido, em busca de orientação em 3ace das com"leIidades da vida,
"ara "re"arar!se "ara as açPes 3uturas e aguçar a "rL"ria sensibilidade de modo geral, talve@ seGa
atE mais b=sico "ara a 3antasia) Uerbert ?ead
,
3alou sobre essa caracter0stica nas artes+
' vitalidade (da imagem art0stica) "ercebida desse modo E seletivaM ela e uma concentração da
atenção em um as"ecto do mundo 3enomenal, as"e
,) ?ead, U) &con and idea5 4ova AorW+ Sc1ocWen BooWs, .9;6)
1#1
esse Due no momento tem uma im"ortância biolLgica "redominante) Longe de ser uma atividade de
brinDuedo, um gasto de energia eIcedente, como os "rimeiros teLricos su"useram, a arte, como o
alvorecer da cultura 1umana, 3oi uma c1ave "ara a sobrevivOncia * um aguçamento das 3aculdades
essenciais R luta "ara a eIistOncia))) ela E ainda a atividade "or meio da Dual nossa sensação "ermanece
alerta, nossa imaginação "ermanece v0vida, nosso "oder de racioc0nio "ermanece aguçado) ' mente
a3unda na a"atia, a menos Due suas ra0@es 3amintas esteGam continuamente buscando a escura sustentação
do descon1ecido, Due sua 3ol1agem sens0vel se estiDue continuamente na direção da lu@ inimagin=vel) C
crescimento da mente E sua =rea de consciOncia em eI"ansão) Essa =rea E tornada boa, "ercebida, e
a"resentada em imagens duradouras, "or uma atividade 3ormativa Due E essencialmente estEtica)
Essa visão considera a 3antasia como mais do Due um modo de se acertar com o "assado,
com"ensando erros causados "ela eI"ressão bloDueada ou "or circunstâncias sobrecarregadas)
Ela considera Due a 3antasia tem um "oder gerador "ara desenvolver um re"ertLrio de alerta e
"re"aração) ' es"ontaneidade "ode ser um 0dolo da atual cultura 1uman0stica, mas ela E
eItremamente su"ervalori@ada como condição sine 6ua non de uma boa vida) $uitos dos
acontecimentos Due mais contam na vida de um indiv0duo eIigem uma "ro3undidade de 3oco
Due E mel1or Duando não E deiIada meramente ao sabor da sorte) ' ação es"ontânea Due se
desenvolve da eI"loração sens0vel das "ossibilidades e alternativas est= enrai@ada no
con1ecimento, e não no ca"ric1o)
?ead
7
cita Leo Hrobenius descrevendo como os "igmeus a3ricanos res"eitavam o valor das
"re"araçPes na 3antasia) Cs a3ricanos "ediram a Hrobenius Due os acom"an1asse em suas
eI"loraçPes "ara matar um ant0lo"e "orDue o su"rimento de comida estava baiIo) Eles disseram
Due não "odiam 3a@er isso imediatamente * era necess=ria
Fr
na "re"aração *, mas Due
"oderiam 3a@O!lo no dia seguinte) Hrobe!nius estava curioso sobre Dual seria essa "re"aração, e
assim, em suas PrL"rias "alavras+
7) ?ead, U) &con and idea5 4ova AorW+ Sc1ocWen BooWs, .9;6)
1#5
Sa0 do acam"amento antes do alvorecer e rasteGei em meio aos arbustos atE o lugar aberto Due eles 1aviam buscado na
noite anterior) Cs "igmeus a"areceram na lu@ 3raca, e 1avia uma mul1er com eles) Cs 1omens se agac1aram no c1ão,
abriram um "eDueno es"aço Duadrado livre de ervas e o alisaram com suas mãos) Fm deles desen1ou com o
indicador algo no es"aço lim"o, enDuanto seus com"an1eiros murmuravam algum ti"o de 3Lrmula ou encantamento)
De"ois 1ouve um silOncio de es"era) C sol surgiu no 1ori@onte) Fm dos 1omens, com uma 3lec1a em seu arco, tomou
seu lugar ao lado do Duadrado) 'lguns minutos de"ois os raios do sol ca0ram sobre o desen1o a seus "Es) 4o mesmo
segundo, a mul1er esticou seus braços "ara o sol, gritando "alavras Due eu não entendia, ele atirou sua 3lec1a e a
mul1er gritou novamente) Então os trOs 1omens 3oram embora atravEs dos arbustos enDuanto a mul1er 3icava em "E
durante alguns minutos e de"ois 3oi lentamente na direção de nosso acam"amento) EnDuanto ela desa"arecia, dei um
"asso R 3rente e, ol1ando "ara o liso Duadrado de areia, vi o desen1o de um ant0lo"e, com o com"rimento de Duatro
mãos) ' 3lec1a do "igmeu "roGetava!se do "escoço do ant0lo"e)
4ão E necess=rio nen1um outro testemun1o eloDuente "ara demonstrar o recon1ecimento
"rimitivo de Due a es"ontaneidade est= enrai@ada na "re"aração "essoal e a 3antasia entra nas
ativida!des "re"aratLrias)
Fma versão mais moderna do valor da 3antasia como uma eI"eriOncia "re"aratLria E o costume
de Bim BroJn, o 3amoso Gogador de 3utebol) Ele disse Due sua semana de "re"aração "ara o Gogo
do domingo inclu0a a visuali@ação dos detal1es do Gogo tal como ele imaginava Due "odiam
ocorrer) Isso o a"rontava "ara obter um 3oco claro no Gogo, tra@ia um senso de 3amiliaridade
com as eIigOncias Due o con3rontariam e o mantin1a num alto n0vel de alerta e de estimulação)
Embora as "re"araçPes de 3antasia se inclinem "ara o 3uturo, elas não são "revisPes do 3uturo)
Portanto, não E su3iciente a"enas imitar a 3antasia * a "essoa tem de se inclinar a descobrir
suas "rL"rias 3ontes de criatividade dentro da 3antasia e 3ocali@ar essas 3ontes nas eIigOncias
b=sicas da tare3a R sua 3rente) ' tolice de con3iar a"enas na es"ontaneidade E Due isso subestima
a dedicação necess=ria "ara o contato autenticamente res"eitoso com as eIigOncias da vida)
Set1 sentia!se "essimista com relação Rs c1ances de Due um colega Due ele admirava
conseguisse a "romoção Due o manteria era
1#!
sua em"resa) Se esse 1omem "edisse demissão "or não obter a nr "ioção, Set1 seria colocado
numa "osição insustent=vel) 'ssim era im"ortante Due seu c1e3e recon1ecesse a necessidade da
"romoção do outro 1omem) Set1 tin1a marcado um encontro "ara reunir esses dois 1omens *
mas ele sentia Due não sabia como 3alar com eles) ?e"resentamos a conversa+ "rimeiro 3i@ o
"a"el do c1e3e e Set1 re"resentou a si mesmo) De"ois trocamos de "osição e eu 3i@ o "a"el de
Set1 enDuanto ele re"resentava seu c1e3e) 4os dois casos, a conversa 3icou muito animada e
esclareceu diversas DuestPes, uma das Duais e0a Due a reunião "revista não se trans3ormaria
necessariamente numa briga) 'lEm disso, indo alEm das "ossibilidades t=ticas es"ec03icas, o
di=logo de 3antasia aGudou!o a lim"ar o Due se "assava dentro dele "ara Due ele não 3icasse
"reso em ser vingativo ou em a"resentar os ultimatos desnecess=rios) auando a conversa
3inalmente aconteceu, ela correu de modo sur"reendentemente 3=cil, e Set1 3oi ca"a@ de
alimentar uma 1armonia Due acabou levando R "romoção de seu amigo) E de modo bastante
interessante, ele disse Due a conversa real 3oi muito "ouco "arecida com a conversa de 3antasia)
Ela 3oi uma nova conversa, com"letamente es"ontânea, mas a es"ontaneidade estava baseada
numa mente livre e numa concentração "ro3undamente res"eitosa)
:) E:p%orar no#os aspectos do indi#<duo * 'inda um outro "ro"Lsito da 3antasia "ode ser
eI"erimentar Dualidades caracterolLgicas de um indiv0duo, Duer elas se relacionem ou não com
outros as"ectos de sua vida de um modo imediato ou es"ec03ico) /ome, "or eIem"lo, o 1omem
Due vO a si mesmo como uma "essoa invariavelmente suave, Due não consegue evocar su3iciente
3orça agressiva "ara conseguir o Due deseGa) Su"on1a Due se "eça a ele, como "edi a um
"aciente c1amado 4ed, Due ele imagine o Due aconteceria se sua agressão emergisse sem
controle) 4ed * muito ativado "or nosso intercâmbio anterior durante o Dual eu o 1avia
cutucado * res"ondeu Due tin1a medo de Due "udesse me derrubar) Pedi!l1e Due 3ec1asse seus
ol1os e se imaginasse como uma bola de bolic1e e imaginasse a mim como um "ino de bolic1e)
Ele se imaginou rolando na min1a direção com muita 3orça, maior do Due DualDuer Due tivesse
visto, mais como um 3uracão do Due como uma bola de bolic1e, e me atingiu direto no meio,
Duebrando!me enDuanto eu voava "elo es"aço) Sentiu!se em!
1#"
"olgadoM sua "rLIima imagem 3oi de me atingir no DueiIo com "un1o e mais uma ve@ voei "elo
es"aço, não mais vis0vel) X%
es
instante 4ed se assustou e me Duis de volta) Eu o instru0 a me
c1arti de volta) De"ois de alguma relutância, ele me c1amou em vo@ alta ali estava eu, em sua
3antasia, intacto e ol1ando!o de modo benevo lente) Seu estado de es"0rito se suavi@ou e ele
a"enas sorriu "ara mim em sua 3antasia, me abraçou e então começou a c1orar ternaniente
a"reciando a ternura Due via em mim, ainda Due tivesse usado toda a 3orça de sua agressão
contra mim) auando 4ed abriu seus ol1os, ele me viu e disse al& como se eu 3osse um amigo
Due ele "erdera 1avia muito tem"o e então tivesse voltado)
Qalerie tin1a vindo "ara sua sessão de tera"ia sobrecarregada "elas inTmeras conseDuOncias
decorrentes de um "asso decisivo Due ela 1avia dado em sua vida) Uavia o con3lito Duanto a
Duem contar, Duanto ela Dueria discutir com algumas "essoas e não com outras, como algumas
"essoas "odiam reagir R decisão dela e Duais estilos de interação "oderia ter de elaborar com
elas) Con3orme ela continuava descrevendo essas eventualidades, começou a res"onder!l1es de
um modo 3amiliar * Due era colocar!se naDuilo Due c1am=vamos de seu N"iloto autom=ticoN
*, 3ec1ando!se atE Due o"erava num n0vel 3uncional m0nimo+ "ostura tensa, res"iração "resa e
visão "ouco 3ocada, Duase nublada) Pedi!l1e Due 3ec1asse os ol1os e recu"erasse sua res"iração,
visuali@ando uma cena de "raia na Dual sua res"iração "oderia acontecer como as ondas+ de
3orma constante, sem "ressão, ritmicamente) Logo 3icou claro como os ombros tensos de Qalerie
limitavam sua res"iração, e assim "edi!l1e Due abrisse es"aço "ara sua res"iração, esticando os
braços ao longo do encosto do so3= em Due ela estava sentada) auando ela 3e@ isso, seu rosto
3icou radiante e sua res"iração de 3ato 3icou mais "ro3unda e r0tmica) Ela descreveu como a
3antasia das ondas se movendo 1avia se eI"andido Duando meIeu os braços e Due agora ela
visuali@ava uma grande arrebentação, com ondas 3ortes Duebrando sobre uma "raia coberta de
"edregul1os, cobrindo alguns deles, carregando outros, e a"enas "assando levemen
e
sobre
outros) Ela mostrou com seus braços o movimento da eI"ansa das ondas e como isso
combinava com sua res"iração livre, eI" dindo!se Duando ela ins"irava e se Guntando na
eI"iração) Ela a<
n seu 4esse
os ol1os de"ois de alguns momentos e comentou com gra ma Due agora sentia Due tin1a es"aço
e 3orça "ara lidar com as
nde cal!
1##
DTOncias de sua recente decisão e ela não "recisava mais 3ec1ar!se "ara lidar com as DuestPes
Due a "erturbavam)
Son1os
C trabal1o com son1os ocu"a um lugar es"ecial dentro da diversidade de eI"erimentos Due
estamos descrevendo) Halando de modo estrito, o son1o E a +ase "ara o eI"erimento cuGo
obGetivo E tra@er o son1o R vida na eI"eriOncia da tera"ia) Perls inventou diversas tEcnicas "ara
"ro"orcionar imediaticidade ao relato do son1o e R sua elaboração)
Primeiro, ele instru0a o son1ador a recontar o son1o como se ele estivesse acontecendo no
"resente) ' narração não consistiria de a3irmaçPes como Neu entrei nessa grande sala em Due um
gru"o de "essoas tin1a se reunidoN, mas sim Nestou entrando numa grande sala e 1= um gru"o de
"essoas reunido nela)))N) Este sim"les arti30cio de linguagem coloca o son1ador em seu son1o
com muito mais 3orça do Due sim"lesmente 3alar sobre o son1o)
'inda mais im"ortante, o son1ador E auIiliado a re"resentar "artes de seu son1o como as"ectos
de sua "rL"ria eIistOncia * uma elaboração do son1o como "resente, em ve@ de como 1istLria
"assada, e como ação, em ve@ de uma base "ara inter"retação) C son1o se trans3orma em "onto
de "artida "ara uma eI"eriOncia com"letamente nova)
/alve@ o as"ecto mais con1ecido do trabal1o com son1os 3eito Por Perls seGa sua visão do son1o
como "roGeção) Isto E, todos os com"onentes do son1o, grandes ou "eDuenos, 1umanos ou não!
1u!manos, são re"resentaçPes do son1ador) Ele di@+
:
'credito Due toda "arte do son1o E uma "arte de vocO mesmo * não sL a "essoa, mas cada
item, cada dis"osição, cada coisa Due surge) $eu eIem"lo S 3avorito E o seguinte+
:) Perls, H) S) Gesta%t therapy#er+ati(5 $oab, Fta1+ ?eal Peo"le Press, .9;9)
1#$
Fm "aciente son1a Due est= saindo do escritLrio e est= indo "ara o Central ParW) E ele "assa "ela tril1a de cavalos e
entra no "arDue) Então "eço+ NHaça o "a"el da tril1a de cavalosN) Ele res"onde indignado+ A@ 6u7\ E deiIar todo
mundo Gogar merda em cima de mimbN) QeGam, ele realmente se identi3icou)
Eu 3aço o "aciente desem"en1ar todos esses "a"Eis, "orDue sL re"resentando E Due vocO
consegue a total identi3icação, e a identi3icação E a ação contr=ria R a%iena!o5
A%iena!o signi3ica+ NIsso não sou eu, E outra coisa, alguma coisa estran1a, algo Due não me "ertenceN) E
3reDuentemente vocO encontra um "ouco de resistOncia "ara desem"en1ar essa "arte alienada) QocO não Duer reaver,
recu"erar essas "artes suas Due tirou da sua "ersonalidade) Essa E a maneira "ela Dual vocO se em"obreceu))) Se
conseguirmos tra@O!los R vida, teremos mais material "ara assimilar) E min1a tEcnica evolui cada ve@ mais no sentido
de nunca1 nunca interpretar5 '"enas es"el1ar C+ac.feedin)?1 "rovendo uma o"ortunidade "ara a outra "essoa
descobrir a si mesma)
Essa visão do son1o como "roGeção dominou o trabal1o "osterior de Perls, e muitas de suas
demonstraçPes e discussPes teLricas 3oram dedicadas a mostrar como o son1ador "roGeta a si
mesmo em seu son1o)
Contudo, o son1o como "roGeção E a"enas uma "ers"ectiva) Por mais valiosa Due seGa essa
visão, Dueremos am"liar o trabal1o com son1os "ara incluir tambEm sua adeDuação "ara
eI"lorar as "ossibilidades de contato dis"on0veis ao son1ador e seu "oder gerador "ara
mani3estar a interação entre o son1ador e o tera"euta, ou o son1ador e os membros do gru"o, ou
o son1ador e as"ectos de sua "rL"ria eIistOncia Due não são meramente "artes "roGetadas do eu)
' vida, assim como os son1os, E a3inal de contas mais do Due uma "roGeção) Se son1o com uma
tril1a de cavalos, "osso sem dTvida me identi3icar com isso, "roGetando uma "arte de mim
mesmo sobre ela) $as tambEm "osso me relacionar com ela em seus "rL"rios termos, em
1armonia com a nature@a "rL"ria a uma tril1a de cavalos) 4a verdade, e a interação entre ser
ca"a@ de se identi3icar com aDueles as"ectos do eu Due ecoam na tril1a de cavalos e um res"eito
saud=vel "elo D
ue
tril1a de cavalos E em si (es(a 6ue proporciona a 6ua%idade din;n#
c
1#+
do tra+a%ho co( sonhos5 Se u( ho(e( )osta de tri%has de ca#a%os1 e%e pode n!o fa3er o+MeKes
a ter caracter<sticas e( co(u( co( e%as5 Eas 6uando per(anece en#o%to e( sua pr4pria
indisponi+i%idade proMe0tada para rece+er a (erda1 e%e per(anece fora de contato co(
a%)u(as 6ua%idades possi#e%(ente pertinentes das tri%has de ca#a%os" dire!o1 (o#i(ento de
%a3er1 +e%e3a1 e assi( por diante * e, (ais i(portante1 co( as i(p%icaKes 6ue essas
6ua%idades possa( ter para sua pr4pria #ida5 Per%s1 e(+ora enfati3asse os aspectos proMeti#os
do sonho1 era u( (ara#i%hoso conhecedor do +o( contato e1 e( certo (o(ento1 considerou
isso co(o u( aspecto i)ua%(ente i(portante de seu tra+a%ho terap7utico5
Embora algumas "essoas 3iDuem sobressaltadas ao "ensar em si mesmas como todas as "artes
de seus son1os, muitas outras res"ondem 3acilmente R 3ascinação intr0nseca dessa "ers"ectiva e
R sua imagem "oEtica) Em Gesta%t therapy #er+ati(1
W
os son1adores são todos hippies e se
movem suavemente "ara dentro do drama) Linda, "or eIem"lo, vO ra"idamente as coneIPes
entre si mesma e as "artes de seu son1o Due ela re"resenta) Essas "artes incluem um lago Due G=
1avia sido 3Ertil e c1eio de vida, e agora estava seco e não era mais "rodutivo) Ela vai "rocurar
"elo tesouro no 3undo do lago e tudo o Due encontra E uma "laca de licença obsoleta, inTtil e
Gogada 3ora) Ela descobre, con3orme desem"en1a esses "a"Eis, Due eles tratam de sua "rL"ria
eIistOncia) Esse lago Due "arece estar secando, como a 3ertilidade de Linda, est= realmente se
a3undando na terra e irrigando a =rea circundante "ara Due esta "ossa 3lorescer e "rodu@ir nova
vida) ' "laca de licença, antiga e descartada, E sua "rL"ria necessidade su"erada de obter
"ermissão "ara reali@ar a criatividade Due ela sente no nTcleo de seu "rL"rio ser) $eg, no
mesmo livro, tem 3acilidade "ara ver!se como a cascavel em seu son1o) Como a cascavel ela E
ao mesmo tem"o sinuosamente a"egada, mas ambivalente com relação R intimidade com as
"essoas, a Duem ela morde, se c1egarem "erto de(ais5
Para algumas "essoas, sobretudo as Due ac1am alguns as"ectos
6) Perls, H) S) Gesta%t therapy #er+ati(5 $oab, Fta1+ ?eal Peo"le Press, .9;9)
,;9
um al0vio) Fma "essoa "ode son1ar, "or eIem"lo, Due est= sendo sugada "ela es"iral de um
rodamoin1o * uma v0tima im"otente das "oderosas e im"lac=veis 3orças na vida) auaisDuer
Due seGam seus motivos "ara não assumir o seu "rL"rio "oder, E tranDuili@ador descobrir Due ele
não "recisa ser apenas a v0tima im"otente do son1o, mas Due E tambEm o "oderoso rodamoin1o)
Parece mais "oss0vel lidar com as 3orças abrasivas no son1o, como na vida, Duando as 3orças
o"ostas estão dentro da "rL"ria "essoa, em ve@ de entre a "essoa e o mundo maligno) '3irmar o
dom0nio sobre a "rL"ria vida E uma "ostura tranDuili@adora, mesmo em 3ace das contradiçPes
internas)
'lEm disso, con3orme o son1ador recon1ece seu "arentesco com os numerosos as"ectos de seu
son1o, ele est= tambEm am"liando seu "rL"rio senso de diversidade, am"liando sua eI"eriOncia
do eu e centrando!se em seu mundo, em ve@ de 3racion=!lo arbitrariamente em o mundo l= 3ora
e eu * nunca os dois devem se encontrar) Esse novo eu am"liado gera a energia "ara um
alin1amento dinâmico de uma am"la gama de novo material intra"essoal) Em ve@ da auto!ima!
gem estagnada e sem vida, em Due as caracter0sticas contraditLrias "arecem "recisar ser
negadas, ele se torna livre "ara buscar novas integraçPes em sua "rL"ria multi"licidade)
Embora seGa "oss0vel trabal1ar com o son1o a"enas como uma "roGeção, esta E uma "re3erOncia
de estilo em ve@ de um dogma teLrico) C gestalt!tera"euta tem uma gama de alternativas dentre
as Duais "ode escol1er aDuilo Due l1e "areça o modo mais e3ica@ de trabal1ar o material do
son1o) ' escol1a "ode de"ender do "aciente es"ec03ico, Due "ode trabal1ar mel1or de uma ou de
outra "ers"ectiva) Cu "ode de"ender do "rL"rio tera"euta, Due con1ece sua 1abilidade es"ecial
e trabal1a de maneiras Due seGam com"at0veis com seu estilo "essoal)
Contudo, de uma "ers"ectiva teLrica com"leta, o son1o E sem dTvida mais do Due uma "roGeção
de diversos as"ectos do son1adorM ele E um est=gio no Dual o contato "ode ser ativado de modo
a retratar a eIistOncia "resente do son1ador) 'lguns desses contatos são assustadores, alguns são
"erturbadores, alguns são deliciosos, alguns são con3usos, alguns são tocantes, alguns são
"r=ticos * eles se estendem em todas as 3ormas Due o contato "ode assumir) 'ssim, "odemos
ver Due se uma son1adora son1a Due est= "ulando do alto de uma "lata3orma de salto "ara
dentro de uma "iscina enganosa Due se esva@ia
1$4
con3orme ela mergul1a, eIistem muitas direçPes Due o trabal1o com o son1o eI"lora) 4esse
son1o, con3orme a son1adora o re"resentava, ela 3alou com a "iscina enganadora, 3e@ o "a"el da
=gua Due desa"arecia, mergul1ou da "lata3orma, se trans3ormou na "iscina, novamente c1eia e
bril1ante, e 3inalmente se trans3ormou numa nadadora solit=ria Due desli@ava na noite "ara
nadar so@in1a na "iscina) $ediante esses muitos dis3arces, ela veio tambEm a con1ecer mais
sobre sua "rL"ria seIualidade, e3Emera, "ouco con3i=vel e "articular, mas tambEm "lena e
crescente)
Fm bom modo de eIem"li3icar como a "roGeção e a ca"acidade de contato se 3undem E
a"resentar uma das "rL"rias elaboraçPes de son1o 3eita "or Perls e mostrar como ele mesmo
trabal1ou com o contato e tambEm com a "roGeção) Segue!se o son1o de Bean)
;
C son1o começa
no metro de 4ova AorW, onde a son1adora descobre uma ram"a lamacenta e escorregadia Due
"enetra na terra) ' mãe de Bean * Due est= morta * est= com ela, e assim Bean 3a@ um tobogã
de cartolina e desli@a "ela ram"a com a mãe atr=s dela)
Perls começa a elaboração do son1o com alguns coment=rios Due orientam e encoraGam Bean
com relação ao "ro"Lsito de trabal1ar com o son1o+ NEntão, Bean, vocO "ode contar o son1o
novamenteb Qiva!o como se ele 3osse sua "rL"ria vida, e veGa se vocO "ode entender mais sobre
a sua vidaN) auando Bean eI"ressa seu medo da descida, Perls a dirige "ara 3alar com a ram"a,
colocando!a em contato co( o a(+iente do sonho1 em ve@ de trat=!lo a"enas como "roGeção)
Então ele usa as "ossibilidades "roGetivas do son1o "edindo Due ela re"resente a ram"a, e ela
logo aceita a "roGeção como sua "rL"ria+ eI"erimenta sua "rL"ria Dualidade escorregadia) V
claro, eIiste alguma negação "or meio do riso, mas no todo ela não "arece muito "erturbada
Duanto a ser uma "essoa escorregadia) ' medida Due Bean se move em meio a seu son1o e
descobre a cartolina, Perls 3a@ com Due ela re"resente a cartolina e eI"resse um de seus valores
* ela "ode ser Ttil mesmo Due "ossa "arecer a"enas uma sobra) $as ela começa a eIaminar
seu valor e se torna consciente de Due sim"lesmente deseGa Due Nsentem em cima de mim e
Duero ser trituradaN) 'o "edir Due ela
;) Perls, H) S) Gesta%t therapy #er+ati(5 $oab, Fta1+ ?eal Peo"le Press, .9;9)
,8.
re"ita isso e o diga "ara o gru"o, Perls am"lia sua consciOncia do eu e a coloca em contato co(
as outras pessoas presentes5 Con3orme 3ala ela 3a@ um gesto de socar, e Perls l1e "ergunta Duem
ela est= atingindo * acionando sua cadeia de raiva su"rimida e retro3letida) auando Bean
res"onde Due est= socando a si mesma, Perls se move alEm da retro3leIão * "erguntando!l1e
Duem ela est= atingindo a%$( de si
mesma * e a coloca em contato co( o a%#o e:terno de sua rai#ahh
sua mãe * tornando!a consciente de sua necessidade 3rustrada de controlar seu "rL"rio
movimento ao longo da vida+ N$ãe, eu estou triturando (aiZ) vocOZ E vou levar #oc7 "ara um
"asseio, em ve@ de vocO me di@er aonde devo ir, e me levar aonde #oc7 Duer) (rita) Eu #ou
%e#ar #oc7 para u( passeio co(i)oHA5 Perls res"onde com sua "rL"ria "erce"ção da a3irmação
dela, usando o contato entre e%e e 2ean como um as"ecto crucial da interação+ N/ive a im"ressão
de Due 3oi de(ais "ara ser convincenteN) 'Dui, ao alimentar suas "rL"rias "erce"çPes, ele
articula o medo não eI"resso, mas ainda in3luente, Due Bean tem de sua mãe) Ele "ede a Bean
"ara fa%ar co( sua (!e e ela di@+ N$ãe, eu ainda ten1o medo de vocO, mas de DualDuer 3orma
vou lev=!la "ara um "asseioN) Isso E contato1 alicerçado na a/areness dela * não 1= "roGeção
aDui) Ela est= a/are de seu medo, mas deseGa ir em 3rente, um eIem"lo claro de como a
a/areness 3ocada leva R ação)
Con3orme eles continuam, Perls indica a Bean Due ela est= evitando mover!se sobre suas
"rL"rias "ernas, Due ela est= recorrendo ao a"oio da cartolina e da gravidade, se deiIando ser
levada) Ele l1e "ergunta Dual E sua obGeção a ter "ernas, e Bean recon1ece Due embora 3osse sua
mãe Duem não l1e "ermitia 3icar sobre suas duas "ernas, ela assumiu essa ação e continuava a
3a@er isso consigo mesma, mesmo de"oisn da morte da mãe) Perls "ede a Bean Due 3ale com sua
mãe, nao como uma criança, mas como uma mul1er de 7. anos)
2ean" Posso me sustentar sobre as min1as "rL"rias "ernas) Posso DualDuer coisa Due Dueira
3a@er, e "osso sa+er o Due Duero 3a@er, n preciso de vocO) 4a verdade, mesmo Due eu precisasse
de vocO, voe est= mais aDui) Então "or Due vocO 3ica "or a0b Per%s" QocO "ode di@er adeus a elab
QocO "ode enterr=!lab
1$1
#+ Bem, agora "osso, "orDue estou no 3undo da ram"a, e Duando eu c1ego, eu me levanto) Eu me levanto e dou uma
volta, e o lugar E lindo)
P" QocO "ode di@er R sua mãe+ N'tE logo, mãe, descanse em "a@Nb #+ 'c1o Due eu disse))) /c1au, mãe * tc1au)
Perls est= levando!a a com"letar a situação inacabada com sua mãe, e E esse contato Due a abre
"ara o c1oro, "orDue E no contato Due a estimulação real "ode acontecer)
P+ Hale, Bean) QocO est= indo bem Duando 3ala com sua mãe)
#+ /c1au, mamãe) QocO não "odia evitar o Due 3e@) QocO não sabia 3a@er mel1or) 4ão 3oi cul"a sua ter "rimeiro trOs
meninos, e de"ois me ter) QocO Dueria outro menino, e não me Dueria e se sentiu tão mal Duando descobriu Due eu era
menina) QocO sL tentou 3a@er tudo "or mim * isso E tudo) QocO não "recisava me su3ocar) Eu descul"o vocO, mamãe)
Descanse, mamãe))) 'gora eu "osso ir) V claro, eu "osso ir *
P" QocO ainda est= contendo a res"iração, Bean)
V im"ortante "reocu"ar!se com o cor"o do son1ador "orDue segurar a res"iração neutrali@aria a sensação
dele e inter3eriria com sua mobilidade "essoal)
#+ (Pausa) NQocO tem certe@a, BeanbN $amãe, deiIe eu ir embora *
P+ C Due ela diriab
#+ NEu n!o posso deiIar vocO ir embora)N
P+ 'gora di)a isto R sua mãe)
'Dui Perls a est= aGudando a des3a@er sua "roGeção e a est= condu@indo
a
identi3icar!se com o "rocesso de
a"ego, em ve@ de design=!lo
a
"enas a sua mãe)
#+ Eu não "osso deiIar vocO ir emborab
P+ V) QocO a mantEm) QocO est= se a"egando a ela)
1$5
#+ $amãe, eu não "osso deiIar vocO ir embora) Preciso de vocO, mamãe) 4ão) Eu n!o "reciso de vocO)
P" $as vocO ainda sente 3alta dela, não Eb
#+ Fm "ouco) U= alguEm a0) Bem, e se não 1ouvesse alguEm a0b E se 3osse tudo va@iob E escurob Est= tudo va@io e
escuro * E lindo) Qou deiIar vocO ir) Qou deiIar vocO ir, mamãe) (Suavemente) Por 3avor, v= *
4essa elaboração, Bean deu os "rimeiros "assos "ara des3a@er suas "roGeçPes sobre sua mãe) Ela
vislumbrou "arte de sua "rL"ria relutância em deiIar Due sua mãe se 3osse e descobriu Due o
contato culminante com sua mãe * di@er adeus * deiIava um buraco em sua "rL"ria vida Due,
"elo menos no momento, ela "odia eI"erienciar como es"antoso, "orEm belo)
' alternância Due Perls 3a@ entre uma On3ase e outra no son1o tra@ "ro3undidade e dimensão
"ara a eI"eriOncia) Ele lida agora com o son1o como "roGeção, de"ois com a consciOncia Due a
son1adora tem de seus "rL"rios sentimentos "resentes, com seu "rL"rio senso cor"oral, e mais
intensamente, com o contato da son1adora com sua "rL"ria mãe) SubGacente a todos esses
desenvolvimentos eIiste o senso não articulado do contato de Bean com Perls, Due sustentou e
deu energia "ara o 3luIo emergente da elaboração do son1o)
Essas mudanças na On3ase sublin1am um dos "rinci"ais desenvolvimentos do mEtodo gest=ltico
* a 3leIibilidade com Due o tera"euta "ode escol1er o 3oco Due "arece correio "ara si, "ara o
"aciente e "ara aDuele momento es"ec03ico no tem"o) ' gama de "ossibilidades abertas ao
gestalt!tera"euta de"ende sem"re de uma res"osta sens0vel R interação "resente * não E o uso
estereoti"ado da a/areness ou do trabal1o cor"oral ou de Gogos de linguagem) 'lgumas "essoas
com uma am"la gama de com"ortamentos e de "ers"ectivas "odem ser ca"a@es de mover!se e
entrar 3acilmente no eI"erimento, enDuanto outras 3icam imobili@adas "or sentir Due a
eI"eriOncia E "laneGada ou "or seu constrangimento ao re"resentar uma acentuação de sua
"rL"ria eIistOncia) 4ão Dueremos "ressionar as "essoas a se ada"tar a um molde
"reestabelecido, "orEm determinar o mel1or modo de trabal1ar com cada indiv0duo Tnico) Fma
"essoa Due não "ossa desenvolver uma 3antasia visual "ode ser ca"a@ de desenvolver um
relacionamento de contato com o tera"euta) Cutra "essoa, Due não trabal1e
1$!
bem com son1os, "ode ser ca"a@ energeticamente de 3alar com uma "essoa Due ela visuali@e na
sala) EIiste am"litude su3iciente na tEcnica e na "ers"ectiva "ara abranger a diversidade de
estilos "essoais ou "re3erOncias) 'o utili@ar essa am"litude, o gestalt!tera"euta "ode se mover
3luentemente entre os diversos as"ectos da eI"eriOncia de tera"ia)
'tE agora discutimos o son1o como um meio autocontido de eI"lorar a "rL"ria nature@aM sL o
son1o e aDuilo Due o "rL"rio son1ador 3a@ com ele 3oram o 3oco na elaboração de son1os) $as o
son1o "ode tambEm ser usado como um "onto de "artida "ara descobertas sobre os
relacionamentos "resentes com outros membros do gru"o ou com o tera"euta ou com o
recon1ecimento de uma "osição eIistencial Due "ode ser eI"lorada usando o son1o a"enas
como um "onto de "artida)
QeGa, "or eIem"lo, um 1omem Due son1a com um grande sa"o Due est= sem"re observando!o,
"ronto "ara "ular) Essa "ossibilidade deiIa o son1ador irritado e o distrai dos outros
acontecimentos do son1o, Due ele mal "ode lembrar) C tera"euta "ode o"tar "or sublin1ar o
descon3orto do son1ador ao ser eIaminado, "edindo!l1e Due descreva sua eI"eriOncia do gru"o
enDuanto l1es conta seu son1o) C son1ador res"onde Due eles "arecem muito alertas e atentos)
C tera"euta "ergunta o Due ele gostaria de di@er ao gru"o, e o son1ador l1es di@+ Nostaria Due
vocOs não "restassem tanta atenção em mimN) C tera"euta deseGa saber Dual E a obGeção Due o
son1ador 3a@ a uma atenção tão 3ocada) C son1ador tem medo de Due eles "ossam ver algo Due
ele não deseGa Due seGa visto) Então, "ode!se "edir ao son1ador Due imagine o Due cada "essoa
vO enDuanto o observa * ou "ode!se "edir a ele Due con3irme com eles o Due realmente estão
vendo) De DualDuer modo "ode!se iniciar um "rocesso interativo, en3ati@ando a sensação Due o
son1ador tem ao ser observado e seus medos de Due saltem sobre ele) ' nature@a dos
envolvimentos Due se seguem E im"revis0vel) C son1ador "ode escol1er um indiv0duo com
ol1os es"ecialmente arregalados e 3a@er contato com ele de DualDuer modo Due deseGe atE
alcançar alguma resolução da ameaça Due sentia) Ele "ode inverter os "a"Eis, eIaminando um a
um os membros do gru"o, eI"lorando seu "rL"rio #oyeuris(o "roGetado ou con3rontando sua
"rL"ria 3alta de dis"osição "ara ver algo ameaçador na outra "essoa) Cu o son1ador "ode
descobrir Due ele tem alguma situação
1$"
inacabada com o gru"o, com relação a um momento em Due ac1ou Due o gru"o saltou sobre ele)
aualDuer Due seGa a direção Due a eI"eriOncia do son1o tome, ela ir= manter uma relevância
natural "ara seu relacionamento com as outras "essoas e "ara sua a/areness de si mesmo e sua
"osição diante do seu mundo) ' elaboração da resolução "ode deiI=!lo menos vulner=vel R
ameaça de ser observado ou de Due "ulem sobre ele, e mais livre "ara observar e ser observado
com menos distorção ou con3usão) ' elaboração do son1o em um sentido "ode, "ortanto, nunca
voltar realmente ao "rL"rio son1o, mas em ve@ disso res"onder a sua mensagem eIistencial
sobre a vida da "essoa do mesmo modo em Due se "oderia res"onder a seus coment=rios, ou a
seus movimentos, ou a suas 1istLrias * como outra de suas eI"ressPes Due ilumina sua
eI"eriOncia)
Bose"1 \inWer
8
desenvolveu uma eItensão do trabal1o com son1os Due tambEm vai alEm do
"rL"rio son1o) Ele usa o trabal1o com son1os como teatro, em Due as "essoas do gru"o
desem"en1am os diversos "a"Eis do son1o) Isso o3erece aos membros do gru"o uma am"litude
de o"ortunidades "ara re"resentar uma 3aceta do son1o Due "ode se relacionar não sL com o
son1ador, mas tambEm com suas "rL"rias vidas) C son1ador "ode escalar as "essoas "ara
re"resentar "a"Eis do son1o, ou elas "odem se o3erecerM ele "ode dirigi!las sobre como deseGa
Due desenvolvam o son1o, ou "ode l1es dar liberdade e sintoni@ar o modo em Due os outros
"odem eI"erienciar as caracter0sticas Due ele estava retratando em seu son1o) \inWer a"onta
como essa abordagem E valiosa "ara incor"orar a "artici"ação do gru"o em o"osição ao "a"el
de observadores, ao Dual eles são geralmente relegados)
'Dui est= um eIem"lo, descrito "or \inWer, de uma re"resentação real de um son1o) C son1o
inclui a a3irmação NEu veGo min1a mãe se a"roIimando e sinto uma sensação estran1amente
descon3ort=vel em meu "eitoN) Duas "essoas do gru"o se o3ereceram "ara desem"en1ar "a"Eis
desse son1o) Fm 1omem escol1eu re"resentar o garoto de3iciente 30sico, um 3il1o Due ele retrata
como so3rendo de en3isema) Fma mul1er de meia!idade se o3ereceu "ara desem"en1ar o "a"el
de uma mãe dominadora) Cs dois mostraram evidOncias
8) \inWer, Bose"1) NDreamJorW as t1eatreN) Joices1 vol) ., n) ,, verão, .98.)
1$#
de estar "essoalmente envolvidos com esse ti"o de caracteri@ação) C trec1o seguinte 3oi
eItra0do de sua interação+
Garoto" Durante toda a min1a vida "recisei Due vocO cuidasse de mim, mas agora estou começando a sentir sua
su3ocação))) auero di@er, min1a su3ocação) Sinto Due vocO est= me su3ocando atE a morte)
$ãe+ auando vocO era "eDueno, vocO era muito doente e eu tentei "rotegO!lo de descon3ortos desnecess=rios)))
Garoto" (interrom"endo) Sim, e Duando eu tin1a sete anos, eu tin1a medo de ir "ara a escola so@in1o, e vomitava
Duando c1egava l=)
Terapeuta" Bo1n, Dual a sensação Due tem em seu est&mago agorab Garoto" /udo bem, mas eu ainda sinto Due ela
est= me su3ocando)
Terapeuta" ("ara a mãe) $2ra, coloDue suas mãos no "escoço dele e a"erte um "ouco))) deiIe Due ele entre em
contato com a su3ocação)
$ãe+ (segue a instrução) Eu sL Duero cuidar de vocO)
Garoto" (a3astando as mãos dela e tossindo) Então saia de cima de mimZ $e deiIe viverZ (Ele "arece como se de
re"ente tivesse res"irado "lenamente "ela "rimeira ve@ nessa noite))
Ee(+ro do )rupo" Ela não ouve vocO)
Garoto" (gritando muito alto) Saia de cima de mim, me deiIe res"irar, me deiIe viver min1a "rL"ria vidaZ (o3egando
"ro3undamente)
@utro (e(+ro do )rupo" Eu Duero re"resentar o a%ter e)o de $2ra) ("ara o garoto) Se eu deiIar vocO, deiIar vocO ir,
vocO vai me odiar "or toda a vidab
$ãe+ (com"letando a a3irmação) Se eu ao menos "udesse sentir Due vocO vai me amar Duando eu o deiIar, isso não
seria tão di30cil)
Garoto" Eu "reciso Due vocO me aGude a ir e sem"re vou amar vocO, mas de um modo di3erente))) como um 1omem,
um 1omem 3orte, não um de3iciente)
(Cs dois se abraçam es"ontaneamente e $2ra c1ora "orDue "ercebe Due ela ter= de conversar com seu 3il1o Due 1avia
deiIado a universidade e voltado "ara casa 1avia seis meses))
Embora a"enas "oucas "essoas "artici"assem diretamente neste trec1o do trabal1o com son1os,
3icam claras as "ossibilidades "ara o
1$$
envolvimento de todo o gru"o) Cs son1os tOm muitos "ersonagens, es"ecialmente Duando são
inclu0dos os obGetos inanimados * tão v=lidos como a3irmaçPes sobre o son1ador Duanto os
seres animados) Em um de meus gru"os, Bud, um Govem estudante universit=rio, Due estava a
"onto de abandonar a escola, relatou um son1o em Due ele estava tentando c1egar a um edi30cio
alto) Con3orme Bud se a"roIimava do edi30cio, uma 3igura sinistra usando uma ca"a tentava
dissuadi!lo de entrar, mas ele não cedia a esse engodo, e "assava "elo 1omem da ca"a, subia as
escadas e entrava no edi30cio onde tomava um elevador "ara o Tltimo andar "ara tentar contar a
alguEm sobre o Due 1avia encontrado na entrada) $as não 1avia ninguEm a Duem ele "udesse se
DueiIar) Pedi!l1e Due escalasse os membros do gru"o nos "a"Eis de seu son1o e Due os
instru0sse nos elementos b=sicos de seus "a"Eis, mas Due "ermitisse Due eles im"rovisassem ao
continuar) Fm 1omem re"resentou o son1ador, 3ocando!se a"enas em seu deseGo de entrar no
edi30cioM isso era tudo o Due ele sabia e Dueria saber) Ele resistiu 3irmemente Rs tentaçPes e aos
argumentos do 1omem da ca"a, Due era re"resentado "or outro membro do gru"o como um
"ersonagem vivo, es"erto e convincente) Cutro membro do gru"o re"resentou as escadas com
uma medida "recisa onde "oderia acontecer o movimento "ara cima ou "ara baiIo * as escadas
não se im"ortam) E assim "or diante+ o elevador, "aciente e resignado, movendo!se em "adrPes
"reordenados, e o Tltimo andar, su"erior e seguro em sua "osição, mas totalmente sem res"osta
"ara o desalento de Bud) ' medida Due o gru"o desenvolvia o son1o, "edi a Bud Due 3alasse
com cada um dos "ersonagens do son1o, e ao 3a@er isso ele recon1eceu uma "arte de si em cada
um deles) Uavia sua determinação teimosa em "assar "ela 3aculdade, "ara c1egar ao to"o de sua
"ro3issão, onde ele sentia Due "oderia de 3ato ser "oderoso o su3iciente "ara 3a@er o ti"o de
trabal1o Due deseGava "ro3undamente 3a@er, mas Due ele sus"eitava Due talve@ não 3osse tão
relevante assim "ara seus reais obGetivos) Uavia tambEm seu deseGo de ir embora, enganoso e
maligno) Uavia tambEm seu desalento com a nature@a mecânica e con3ormista de seu "a"el
como estudante universit=rio, movendo!se de acordo com as medidas e instruçPes de outras "
e
soas, não com as suas "rL"rias) Entretanto, na conclusão de seu di=logos com as "artes do
son1o, Bud "ercebeu Due não deseGa
largar a 3aculdade e "oderia 3irmar!se em sua decisão de continuar com integridade)
Embora esse drama es"ec03ico seGa interessante "or si mesmo, ele tambEm acentua a
3leIibilidade e a validade teLrica de ir alEm das 3acetas "uramente "roGetivas do son1o e c1egar
R con3rontação deste com o mundo ativo) 'Dui, onde as "essoas e as coisas se com"ortam de
maneiras im"revis0veis e muitas ve@es tomam uma direção "rL"ria e sur"reendente, o son1ador
vai alEm de suas "rL"rias 3antasias sobre a nature@a das "essoas e do mundo eIterno)
Lição de casa
'lgumas 1oras "or semana di3icilmente bastam "ara Due 1aGa um crescimento) 'lguns
/or.shops de 3im de semana "or ano, embora certamente "ossam "rovocar uma mobili@ação
"oderosa, Duase nunca são su3icientes "ara Due 1aGa crescimento) 'lgo tem de continuar alEm da
eI"eriOncia tera"Outica guiada "ara garantir um n0vel intenso de im"acto)
C 3ato E Due a"enas "elas eI"eriOncias reais da "rL"ria vida E Due muitas das novas
"ossibilidades reveladas na tera"ia "odem assumir uma sensação de realidade) Fm novo
casamento, um novo em"rego, um novo bebE, um novo relacionamento seIual, todos "odem
merecer muitas sessPes de tera"ia) Entretanto, Duando são 3eitas as escol1as erradas, a "essoa
"ode so3rer conseDuOncias dolorosas) Contudo, "arece uma solução dr=stica evitar as
"ossibilidades "erturbadoras ao tambEm evitar as grandes "ossibilidades de crescimento) Essa
abordagem cautelosa não est= imune ao acaso, substituindo a ação arriscada "elo anseio estEril e
obsessivo "or crescimento)
' meta E educar o "aciente "ara um senso de sua "rL"ria "rontidão) 'lEm disso, mesmo se um
curso de ação mostrar!se eDuivocado, um erro * identi3icado, entendido e "ercebido claramente
* muitas ve@es tem maior "robabilidade de levar ao crescimento do Due a
e
s"era "elo momento
certo e "ela escol1a certa Due se tenta "rever ttiediante a "ers"ectiva tera"Outica, em ve@ de "ela
ação cotidiana)
Embora o "erigo na tomada de decisPes im"ortantes ten1a resultado numa se"aração entre a
eI"eriOncia da tera"ia e a vida cotidiana,
1$7
eIiste toda uma gama de "ossibilidades menos graves "ara a ação Portanto, embora aDuilo Due
c1amamos lição de casa nem sem"re "ossa envolver as con3rontaçPes cruciais inerentes Rs
maiores decisPes, mesmo assim, ao usarmos a lição de casa, o envolvimento tera"Outico "ode
ser am"liado alEm do Due o "aciente "ode ser ca"a@ de "agar * em tem"o ou din1eiro) Em ve@
de ter uma ou duas sessPes "or semana, o indiv0duo "oderia ter tantas Duantas deseGasse,
eI"lorando suas "rL"rias açPes e a/areness sob a in3luOncia orientadora do tera"euta, ainda Due
não de 3ato na sua "resença) Imagine o im"acto Due a tera"ia "oderia ter se a "essoa "raticasse o
Due 3oi a"rendido durante a sessão "or tanto tem"o Duanto E 1abitual no caso de liçPes de "iano
ou liçPes de gol3e ou iogaZ
Fm eIem"lo trivial "ode ilustrar como isso "ode ser 3eito) Fm 1omem muito "reguiçoso * Due
"oderia ser c1amado de "assivo!agressivo ou mesmo de "sicLtico +order%ine * "ro"&s Due sua
lição de casa 3osse dar cinco tele3onemas de trabal1o a cada dia) Isso "arecia bem dentro de sua
"ossibilidade e muito mais do Due ele estava 3a@endo atE então) auando ele começou a 3a@er
isso, descobriu de imediato algumas de suas resistOncias) Em "rimeiro lugar, descobriu Due não
tin1a uma conce"ção clara do Due estava o3erecendo Rs "essoas "ara Duem ligava) Então,
trabal1amos "ara esclarecer aDuilo Due era a"enas muito geral e vago em seu "ensamento) Em
segundo lugar, ele temia terminar as conversas e, embora sem"re "udesse demorar!se * "or
muito tem"o * com as "essoas 3ace a 3ace, era ainda mais di30cil di@er adeus ao tele3one) /oda
a Duestão de a3astar!se e do isolamento Due ele sentia das outras "essoas 3oi elaborada na
tera"ia, tem"erada "or eI"eriOncias reais e identi3ic=veis) Ele "assou a se dis"or a 3a@er esses
tele3onemas e desenvolveu um senso mais "leno de si mesmo como "artici"ante e 3ormador de
sua "rL"ria vida "ro3issional)
Fma obGeção Lbvia a esse ti"o de lição de casa E Due ela "ode ser um "aralelo Rs eIigOncias
o"ressivas de um ambiente no Dual o indiv0duo G= 3oi atingido) Pode!se argumentar Due o
tera"euta estaria a"enas sendo mais uma 3orça "ara um novo sistema de NaGusteN * mais uma
ve@ rom"endo a 3E nas necessidades orgânicas individuais) Contudo, essa "ossibilidade E
minimi@ada Duando a lição de casa E estabelecida com uma "essoa cuGa esco%ha $ mantida como
centro, e Duando essa escol1a est= enrai@ada em "reocu"açPes vivas, "al"=veis
1+4
e realmente "resentes) C1ega um momento no desenvolvimento do "aciente em Due as
eI"eriOncias "re"aratLrias e a teoria abstrata não são mais su3icientes, como acontece Duando
uma "essoa est= a"rendendo a mergul1ar da "lata3orma elevada) EIistem algumas coisas Due a
"essoa sim"lesmente "recisa ir em 3rente e 3a@er) ' 3antasia de Due o crescimento ideal evolui
sem es3orço e sem cuidados E uma ador=vel) Se assim o 3osse) /alve@ seGa "ara algumas "oucas
"essoas de sorte) Por eIem"lo, se uma "essoa "recisa se divorciar, nen1uma Duantidade de
tera"ia ir= substituir o "asso real) S1aWes"eare se re3ere a "ensamentos Due N3icam R deriva na
corrente@a e "erdem o nome de açãoN) ' "oesia de Perls c1ama isso de Nmasturbação mentalN)
' lição de casa, como as outras 3ormas de eI"erimento, "recisa ser 3eita sob medida "ara a =rea
de con3lito es"ec03ica do "aciente) V um com"ortamento Due E "ara o 3uturo do "aciente *
alicerçado dentro da eI"eriOncia da tera"ia, mas se "roGetando "ara uma =rea Due necessita de
novos com"ortamentos) 's tare3as es"ec03icas são ilimitadas) Pode!se "edir a uma "essoa Due se
vanglorie "ara alguEm, mesmo Due sL "or um momento, a cada dia) Pede!se a um 1omem Due
saia com moças mais Govens do Due ele) Pede!se a outro 1omem Due conte as eI"eriOncias de
seu dia "ara sua es"osa) Fma mul1er Due ten1a 3antasias obsessivas na 1ora de dormir "ode
receber a tare3a de escrever suas 3antasias) Cutro 1omem "ode receber a solicitação de escrever
tudo o Due ven1a a sua mente sobre sua dissertação, meia 1ora "or dia, "or mais inTtil Due o
material "ossa vir a ser) Fm 1omem Due ten1a um "ai rico "ode ter a tare3a de descobrir Duanto
din1eiro eIatamente seu "ai trans3eriu "ara ele) Cutro "ode ser orientado "ara decorar
luIuosamente seu a"artamento) Cutra "essoa tem a tare3a de mastigar sua comida atE Due ela
3iDue l0Duida) Fma outra recebe a lição de escrever 3rases Due comecem com Neu deseGoN e Neu
DueroN) 's "ossibilidades continuam inde3inidamente, sem"re se relacionando com a direção
emergente da "essoa e sem"re colocando!a em situaçPes em Due ela "recise con3rontar as"ectos
de si mesma Due esteGam bloDueando seu movimento ou sua consciOncia)
' seguir 1= um eIem"lo de uma tare3a de casa Due teve um "a"el im"ortante na eI"ansão de
uma "essoa) Ele so3ria de ansiedade em relação a seu cor"o, es"ecialmente no ânus, escroto,
"Onis e est&mago) Dores e outros incLmodos o mantin1am sem"re deseDuilibrado e ele ia com
3reDuOncia a mEdicos, tentando obter al0vio "ara seus
,5.
sintomas) Ele 3a@ia um curso de "Ls!graduação, estava "ro3undamente "reocu"ado com o 3ato
de conseguir ou não seu P1)D) e era eItremamente t0mido com as "essoas em geral, e ainda
mais dolorosamente com as mul1eres) De"ois, ele conseguiu seu doutorado e estabeleceu um
relacionamento seIual "ro3undamente satis3atLrio) Desenvolveu con3iança e 3E em seu 3uturo,
Duando antes sL eI"e!rienciava "essimismo) Suas "erturbaçPes cor"orais diminu0ram e
"assaram a ocorrer mais raramente) Por certo, sua lição de casa 3oi a"enas uma "eDuena "arte de
sua tera"ia, e E im"oss0vel avaliar o grau em Due ela contribuiu "ara seu crescimento, mas 3oi
tão im"ortante Duanto DualDuer outra unidade isolada de nosso eItenso trabal1o) Em suas
sessPes, ele viu a se"aração entre o Due ele c1amava de Nmeu cor"oN e NeuN) Pedi!l1e Due
escrevesse um di=logo entre essas duas "artes) Cbserve Due no di=logo ele d= identidade a cada
"arte de si mesmo) Então, con3orme o di=logo continua, seu NeuN "assa a ter "arte do vigor de
seu Ncor"oN, e ele se movimenta na direção da integração entre as duas "artes de si mesmo, de
modo Due elas "ossam vir a viver Guntas) C di=logo 3eito como lição de casa 3oi o seguinte+
Eu" Então, Duando isso começab
Corpo" auando o Due começab
Eu" QocO sabe))) a doença, os sintomas 30sicos, a Duestão)
Corpo" Logo))) logo))) no ano "assado isso começou "or volta de novembro )))G= est= na 1ora))) Duando vocO realmente
3icar envolvido com o estudo "ara essa "rova))) então eu vou começar * vocO vai so3rer bastanteZ
Eu" $as "or Due))) vocO 3a@ istob Eu sou bom))) eu o trato bem) Eu sou como uma mãe Gudia "ara vocO))) eu me
"reocu"o))) vou a todos esses mEdicos, a Duem des"re@o, ao menor sinal de doença) Por Due vocO me 3a@ so3rer
assimbZ Est= 3icando "ior a cada ano))) eu não "osso aguentar mais do Due aguentei no ano "assadoZ
Corpo" Eu 3aço isso "orDue))) talve@ vocO ten1a Due so3rer) Eu nunca l1e direi realmente "or Due))) vocO tem Due
so3rer, isso 3a@ "arte))) mas tambEm))) e mais im"ortante))) E Due vocO E um estVpido incapa3 e não vai conseguir esse
maldito doutoradoZ Por Due agora de"ois de todo esse tem"o))) vocO ac1a Due "ode reali@ar algo))) ser bem!sucedidobZ
Seu estT"ido idiotaZ
1+1
QocO não sabe nadaZ 4adaZ QocO sem"re est= no meio de uma nuvem tentando entender as coisas))) tentando me
entenderZ
Eu" Sim, eu tive "roblemas))) eu estraguei muitas coisas, mas desta ve@ eu rea%(ente Duero terminar))) conseguir meu
doutorado) Eu )osto de sociologiaZ E 6uero lecionar))) alEm disso))) esse E meu Tltimo "asso))) todas as 3ic1as estão
colocadas aDuiZ Estou me sentindo bem agora))) o Due vocO ac1a disto))) vou tentar e me deiIar "erturbar menos este
ano))) colocar menos "ressão sobre mim mesmo) C Due ac1a distob QocO "ode me dar um tem"o)))b Estou um "ouco
otimista agora))) "orDue de certo modo esDueci o "oder de sua 3Tria))) e a im"otOncia "ara lidar com ela)
Corpo" 4ão "osso di@er))) bem, veremos)))
Eu" /udo bemZ Hoda!seZ Qou en3rentar vocOZ Qou ignorar vocO))) eu vou "assar "or isso))) eu vou conseguir este
maldito doutoradoZ Qou so3rer se 3or "recisoZ
Corpo" Seu estT"ido idiotaZ QocO sabe muito bem como eu "osso ser vers=til))) vou obrigar vocO a correr "ara aDuele
encantador 1os"ital todo santo dia))) vocO vai verZ
Eu" /udo bem))) sei Due vocO "ode 3a@er isso))) e em Tltima an=lise, sem"re cedo "orDue 3ico a"avorado) Cl1e)))
vamos nos unir))) nLs 3a@emos isso tão bem em outras coisas) Qamos Guntos em es"ortes e nos movimentos, e eu me
sinto um com vocO em meus movimentos 30sicosZ 4Ls 3lu0mosZ E agrad=vel) 4ão "odemos congelar essa Duestão das
doençasb Seguirmos Guntosb C Due E necess=rio "ara istob QocO tem ra@ãoZ Eu não "osso 3a@er isso so@in1oZ QocO me
segura "elos test0culos (e atE me a3eta l=)))) então, vamosZ Qamos lim"ar isso) V "oss0vel))) ou nãob
Corpo" 4ão sei) Para di@er a verdade, tambEm não entendo tudo o Due acontece, sou incitado))) "rovocado a 3a@er isso
com vocO) Qamos ver))) isso E di30cil) $in1a com"ulsão E im"edi!lo de conseguir DualDuer sucesso Due l1e traga
satis3ação)
Eu" Eu sinto isso))) Due não devo ser ca"a@ de conseguir nada) $as))) tenho tido sucesso))) no cam"o, nos es"ortes, na
escola, em algumas =reas inter"essoais) Então, "or Due não nistob Eu posso fa3er issoH Se vocO me deiIarZ
Corpo" Essas outras coisas eram menos im"ortantes))) coisas a curto "ra@o))) não com"romissos reaisZ
Eu" /udo bem))) estou me com"rometendo))) ou não estou me com"rometendoZ C Due 1= de tão "ermanente num
doutorado e em lecionar em com"aração com o nada e os limites da vidab
1+5
Corpo" Cl1e))) tudo bem))) vamos tentar))) vamos nos trans3ormar em um) QocO est= tentando) Entretanto, ainda ten1o
alguma inErcia, algum res0duo de ,8-,,!sense Due "recisa sair))) "arte disso tem Due sair))) alguma ansiedade)))
algumas "erturbaçPes 30sicas))) mas n!o deiIe Due isso "erturbe vocO, isto E, não reaGa R sua reação))) não lute com
elaZ So3ra um "ouco))) tudo bem com isto) Eles di@em Due 3a@ "arte da vida))) e toda essa merdaZ 4a verdade, "ode ser
bom "ara vocO))) estou tentando di@er algo Duando Gogo toda essa merda em cima de vocO) Sinta, caraZ SintaZ 4ão me
"ergunte "or DuO))) sim"lesmente 3aça))) ou então 3iDue anestesiado) Se vocO deseGa vir a se casar))) (1ã)))) a amar)))
vocO vai ter Due sentir as duas coisas555 mas esta E outra 1istLria)
C "rinci"al valor de 3a@er essa lição de casa, em ve@ de elabor=!la a"enas na sessão de tera"ia, E
Due esse 1omem 3e@ isso so@in1o) Ele "ermitiu Due sua eI"ressão 3lu0sse livremente "or si
mesma) 'lEm disso, o conteTdo es"ec03ico era im"ortante "ara ele tambEm, "orDue o con3ronto
entre essas duas 3acçPes inter"essoais 3oi alEm da mera obsessão atE uma negociação "ara uma
interação genu0na e um recon1ecimento de Due a integração 3a@ia sentido e Due atE G= 1avia sido
alcançada em algumas =reas, e era essencial "ara o 3uncionamento total de uma "essoa)
' lição de casa E um desenvolvimento Duase inevit=vel da tera"ia "orDue as mobili@açPes Due
acontecem nas sessPes sem"re tOm im"licaçPes "ara o mundo alEm delas) De outro modo, a
tera"ia "ode "ermanecer sendo a"enas um entretenimento, em"olgante * atE mesmo intrigante
* mas R "arte, como um livro ou uma "eça) auando isso acontece, a tera"ia "ode realmente
mostrar!se como um obst=culo ao crescimento, em ve@ de seu agente)
C conceito de lição de casa E consistente com o de autotera"ia) Dois dos "rimeiros relatos com
relação R autotera"ia 3oram os de Uorne2
5
e Perls, Ue33erline, e oodman)
9
4o Tltimo livro, 3oi
sugerida uma sErie de eI"erimentos, e muitas "essoas Due se envolveram nesses eI"erimentos
relataram reaçPes Due mostravam uma "ro3unda auto!eI"loração) ?ecentemente, 3oram
"rodu@idos "rogramas comer!
5) Uorne2, Xaren) Se%f ana%ysis5 4ova AorW+ <) <) 4orton e Co), .9:,)
9) Perls, H) S), Ue33erline, ?al"1 e oodman, Paul) Gesta%t therapy5 4ova AorW+ Bulian Press Inc), .96.)
1+!
ciais Due dão instruçPes "ara auto!eI"loração em casaM tOm sido 3ormados grandes gru"os de
encontro, com um m0nimo de coordenaçãoM e eIistem "romessas de um aumento do uso da /Q,
de 3ilmes, gravaçPes e 3itas Due irão aGudar as "essoas a 3a@er suas "rL"rias eI"loraçPes
tera"Outicas) /udo isso E uma eItensão natural do eI"erimento e da lição de casa) Isso orienta as
"essoas "ara eI"erimentar com"ortamentos e sentimentos "or si mesmas) Pelas inovaçPes
tEcnicas G= desenvolvidas e Due "rometem ser inventadas, a am"liação do im"acto tera"Outico
"ode ser multi"licada alEm de DualDuer n0vel Due G= ten1amos conseguido atingir) EIiste a
"ers"ectiva de um movimento autenticamente "o"ular, no Dual o ethos "sicotera"Outico se torne
relevante "ara uma grande "arcela da "o"ulação, e não a"enas "ara o gru"o crescente, mas
limitado, de eI"loradores a3etados atE agora)
'o resumir o eI"erimento, E im"ortante lembrar Due eIiste uma gama "raticamente ilimitada e
seu valor de"ende da 1abilidade e da sensibilidade com Due E em"regado) Ele "ro"orciona um
conGunto diversi3icado de tEcnicas Due aGudam a tornar a tera"ia uma eI"eriOncia viva e
"resente, em ve@ de um momento em Due alguEm "ode 3alar eIcessivamente so+re sua vida) C
eI"erimento deve 3luir livremente das "rL"rias eI"ressPes e da a/areness do "aciente) /oda
eI"ressão e toda a/areness tem uma direção Due * Duando interrom"ida * "rodu@ tensão e
im"ede o indiv0duo de c1egar R conclusão) auando nos interessamos nessa direção, começamos
uma busca "or libertar esse movimento "ara Due ele ultra"asse as barreiras e c1egue a seu
descanso natural) C momento de descanso emerge do momento bloDueado)
1+"
10
'lEm do um a um
Meu povo é cinza,
cinza.pombo, cinza.madrugada, cinza.tempestade.
-u os chamo de belos,
e fico imaginando onde eles estão indo.
Car* San9/'rg
?ecentemente, um 3ol1eto de um dos centros de crescimentos mais 3amosos do "a0s incluiu esta
descrição dos gru"os gestalt+
Fm coordenador gestalt geralmente trabal1a com um volunt=rio "or ve@, enDuanto os outros membros do gru"o
observam ou "artici"am como auIiliares na interação "rinci"al entre coordenador e membro volunt=rio) Fm membro
Due esteGa Ntrabal1andoN E incentivado a eI"lorar seus son1os, 3antasias, eI"ectativas, gestos, vo@ e outros traços
"essoais, re"resentando!os "erante o gru"o)
Hot seat
Esta imagem da gestalt!tera"ia E muito di30cil de abalar) V verdade Due o conceito de Ahot seaf
* berlinda * uma eI"ressão "o"ular da estalt * se tradu@ no 3ato de Due uma "essoa E
volunt=ria "ara trabal1ar individualmente com o coordenador) V tambEm verdade Due Perls *
cuGas demonstraçPes 3oram as a"resentaçPes lais 3amosas e dram=ticas da gestalt!tera"ia *
trabal1ava Duase
1+$
eIclusivamente com a tEcnica do hot seat5 auando o mestre trabal1a E di30cil discriminar entre o
Due E o esti%o dele e o Due E a teoria Du
e
sustenta seu estilo) 'inda mais, E verdade Due a
intensidade Due caracteri@a a gestalt se movimenta "ara trans3ormar um indiv0duo em fi)ura1
contra o fundo do gru"o) Entretanto, não E 3undamental Due a gestalt!tera"ia se a"oie
eIclusivamente numa metodologia um a um))
Contudo, antes de descrever as "ossibilidades da gestalt "ara a interação de gru"o, vale a "ena
observar Due e:iste( algumas grandes vantagens no trabal1o um a um dentro do )rupo Duando
com"arado com uma sessão individual)
Primeira, a "essoa Due est= no hot seat1 no centro da ação, eI"eriOncia um senso am"liado de
comunidade "orDue a "rL"ria "resença das outras "essoas a"ro3unda a im"licação do Due a
"essoa Due E 3igura est= 3a@endo, mesmo Due a ação "ossa acontecer a"enas entre ela e o
coordenador) 'glomeraçPes de "essoas são naturalmente em"olgantesM lembre!se da vibração de
um circo, de um est=dio de 3utebol ou de um com0cio "ol0tico)
'lEm dessa em"olgação natural, eIiste tambEm uma o"ortunidade "ara Due a "essoa no hot seat
se revele não sL "ara um "ro3issional eI"eriente, mas tambEm * num certo sentido * "ara as
"essoas de modo geral, onde a aceitação ou a reGeição social re"resentam mais do Due um risco
1i"otEtico) $oJrer
.
observou Due nLs somos nossos segredos) Embora isso "ossa "arecer um
eIagero, e:iste um "oder inerente na recu"eração e na a3irmação "Tblica do Due 3oi oculto e Due
re"resenta uma eI"ansão da 3ronteira "ercebida do eu)
'lEm disso, a eI"eriOncia de tera"ia em comunidade usa o "oder condensado do drama de todos
os 1omens, re"resentando não sL as "reocu"açPes individuais, mas as universais, am"liando o
sentido comum de 1umanidade entre as "essoas) 's testemun1as de uma interação dram=tica
um a um "odem a"render a "artir da0 algo Due "ossa ser a"lic=vel em suas vidas, abrindo novas
"ers"ectivas, e um "oder b=sico de todo o drama Due transcende o entretenimento)
Hinalmente, Duando um gru"o est= "resente, eIistem muitos obGetivos "ara os Duais ele "ode ser
usado, mesmo Due a interação
.) $oJrer, C) U, The ne/ )roup therapy5 Princeton+ D) Qan 4ostrand Co), .9;:)
,55
ocorra "rinci"almente numa direção * origin=ria do indiv0duo Due E 3igura e dirigida "ara o
gru"o) Su"on1a, "or eIem"lo, Due a interação um a um revele uma "essoa com"ulsivamente
discreta Due se com"rimiu numa imagem de "eDuene@a) Su"on1a tambEm Due ela "recisa tentar
vangloriar!se "ara Due "ossa am"liar a 3ronteira do eu constritiva Due ela construiu) Ela "ode
3a@er isso num gru"o, vangloriando!se "ara eles, contando novamente um e"isLdio es"ec03ico,
bancando a valentona etc) 'o 3a@er isso numa comunidade de "essoas, a ação dela assume
substância e dimensão alEm do Due seria "oss0vel ao vangloriar!se em "articular "ara o
tera"euta)
Hot seat mLvel
Ir alEm do hot seat e incluir a participa!o es"ontânea do restante do gru"o am"lia as
dimensPes de interação * dentro da a(p%itude da metodologia gest=ltica+
C gru"o se trans3orma numa aventura "or causa do con3lito na interação) EIiste um es3orço 3ocado "ara maIimi@ar a
ca"acidade de contato e identi3icar todas as "oss0veis 3ontes de de3leIão do contato) C tera"euta "recisa dar atenção
aos modos es"ec03icos em Due são estabelecidas barreiras ao contato) Ele (e tambEm o gru"o) "recisa ver Due algumas
("essoas) ol1am "ara o outro lado Duando estão 3alando, 3a@em "erguntas Duando Duerem 3a@er a3irmaçPes, usam
longas introduçPes "ara observaçPes sim"les, contam com"ulsivamente os dois lados de todas as 1istLrias, sentam!se
em "osição de est=tua, usam maneirismos e eI"ressPes Due re3letem desinteresse, Gogam em busca de sim"atia, usam
"alavras submissas Duando seus tons de vo@ são 1ostis, e assim "or diante, in3indavelmente) Essas resistOncias são
abordadas diretamente, na crença de Due o bom contato ir= seguir!se naturalmente R sua resolução)
,
$antendo a ca"acidade de contato como uma diretri@ orientadora, o gestal!tera"euta es"era Due
as interaçPes do gru"o "ro"or!
,) Polster, E) NEncounter in communit2N) In+ Burton, ') (ed))) Encounter5 São Hrancisco+ Bosse2!Bass Inc), .9;9)
,59
cionem uma sLlida 3onte de descoberta sobre as maneiras caracter0sticas em Due as "essoas se
envolvem umas com as outras) 'lEm disso, a eI"loração desses 1=bitos e a resolução das
contradiçPes internas Due im"edem o bom contato no gru"o levarão a con3rontaçPes imediatas e
"al"=veis)
Ba2, um 1omem bastante sincero, certo dia "egou o touro "elos c1i3res e começou en3im a
revelar seu segredo mais "ro3undo, de Due ele se travestia de mul1er) 'l começou a interrogar
Ba2 bombastica!mente, 3a@endo "erguntas Due a"esar do estilo desaGeitado de 'l eram Tteis "ara
evocar toda a 1istLria) Entretanto, o gru"o estava temeroso de Due a revelação de Ba2, tenra
como um botão de 3lor, "udesse se "erder "orDue 'l estava se 3a@endo de tera"euta) Hinalmente
/ed não aguentou mais esta situação e gritou 3uriosamente Due ele estava interessado em 2ay1 e
n!o no interrogatLrio estilo touro!em!loGa!de!"orcelana Due 'l estava 3a@endo) Cutras "essoas
acenaram concordando, e 'l, abalado, retrucou Due mesmo Due o restante das "essoas 3ossem
3icar silenciosas como @umbis, e%e não iria deiIar Due Ba2 1esitasseZ 'l 1avia sido con3rontado
com sua dominação e com sua intolerância a tão!sL deiIar Due as coisas se desenvolvessem)
'lguns dos outros entraram em contato com sua "assividade) Ba2 a"rendeu Due 1avia sido
ouvido e a sim"atia e o recon1ecimento estavam claramente "resentes) Com essa aceitação, ele
3icou livre "ara descrever como se sentia ao se "assar "or mul1er+ o relaIamento, a ausOncia de
eIigOncia e o senso de "roIimidade com sua mãe a3etuosa)
' consciOncia, acrescentada R ca"acidade de contato como outra diretri@ na interação do gru"o,
eI"ande a eI"loração da eI"eriOncia do aDui!e!agora) 's "essoas a"rendem a sintoni@ar seu
"rocesso interior, a articul=!lo e a se com"ortar segundo seus termos) ' raiva contra 'l 1avia
enc1ido a sala) Entretanto, atE Due /ed a eI"ressasse, os outros "ermaneceram mudos, sem agir
a "artir de sua a/areness5 ParadoIalmente, embora a eI"ressão de raiva de /ed tambEm tivesse
liberado a deles, uma "essoa do gru"o disse Due tinha gostado do Due 'l 3i@era) C "rL"rio Ba2
sur"reendeu os outros ao di@er Due as "erguntas de 'l o 1aviam aGudadoZ
auase Due invariavelmente eIiste sustentação em algum lugar de um gru"o "ara DualDuer
com"ortamento Due uma "essoa "ossa eI"erimentar) C gru"o tem uma sabedoria "rL"ria Due
vai alEm da sabedoria do coordenador isolado) V como se o gru"o se trans3ormasse
,9-
num coro grego, 3alando em todas as diversas vo@es e re3letindo em sua multi"licidade todas as
"ossibilidades 1umanas dis"on0veis naDuela situação e naDuele momento) ' nature@a com"osta
do indiv0duo, Due descrevemos anteriormente, não "ode deiIar de ser enriDuecida "or essa
evidOncia de modos alternativos de "ensar, sentir e agir) ' a/areness do gru"o se trans3orma
nos dados brutos da eI"eriOncia) Ele E a rec0"roca da ca"acidade de contato, uma ca"acidade de
contato Due se baseia na in3ormação da Dual a ação "ode emergir) Pela sim"les acentuação da
a/areness1 a ativação E am"liada, e a absorção conseDuente ins"ira as "essoas a dar umas Rs
outras o Due tOm de mel1or)
' o"ortunidade "ara estabelecer eI"erimentos se Gunta R ca"acidade de contato e R a/areness1
com"letando a tr0ade genErica dos "rinc0"ios da gestalt, a"lic=veis ao trabal1o com gru"o) Por
eIem"lo, "oderia ter sido "edido a Ba2 Due encenasse sua "ersoni3icação de uma mul1er naDuele
momento) Cu ele "oderia ter sido instru0do a Ndar uma rodadaN "elo gru"o, di@endo a cada
"essoa algo de Due ele gostava com relação a travestir!se de mul1er) Cu o coordenador "oderia
ter criado um eI"erimento de gru"o, como "edir a todos Due 3ec1assem os ol1os e 3antasiassem
como se sentiriam se 3ossem do seIo o"osto) Entretanto, o mais "rov=vel E Due Duando uma
"essoa es"ec03ica começa sua "rL"ria eI"eriOncia "essoal, e%a receba um 3oco individual
consider=vel e o eI"erimento seGa criado de modo a am"liar esse as"ecto do acontecimento)
$esmo sem um eI"erimento, as interaçPes naturais tenderão a se desenrolar numa seDuOncia
Due 3ocali@e um ou outro indiv0duo R medida Due suas necessidades "assem a ser uma 3igura)
Esse movimento do gru"o ao se "reocu"ar com uma "essoa es"ec03ica E um 3enLmeno
organicamente sadio do )rupo5 V bem di3erente da tera"ia individual num gru"o, "orDue esse
movimento 3lui naturalmente a "artir da interação do gru"o, em ve@ de "rovir do voluntariado
do hot seat5 C 3oco individual vem então não da eIclusão dos outros, mas sim "or causa dos
sistemas es"ec03icos de tensão e de sua ascensão de 3igura no gru"o) Esse ti"o es"ecial de
interação um a um "oderia ser c1amado de Ahot seat mLvelN) Embora o trabal1o seGa 3eito com
um indiv0duo, sob essas condiçPes todos os membros de um gru"o tOm todo o direito e a
"ossibilidade de entrar na ação sem"re Due o deseGarem) 4a verdade, sua entrada E
3reDuentemente incen!
,9.
tivada e eles entram, algumas ve@es correndo o risco de interrom"er um "rocesso vital)
Esse risco regula naturalmente a "artici"ação livre * em ve@ de "or ordem *, "orDue cada
"essoa deve medir a 1armonia de suas açPes com o Due est= acontecendo no drama Due se
desenrola) Esse risco não est= limitado a"enas a interaçPes tera"Outicas num gru"o) ' arte de
unir as "rL"rias necessidades com um sistema de tensão G= em movimento E um dos desa3ios
recorrentes Due as "essoas encaram) Para começar, a "essoa nasce numa 3am0lia Due G= eIiste e
obtEm a admissão num sistema social tambEm G= eIistente con3orme ela "rogride ao longo dos
anos) 'lgumas "essoas o"tam "or se integrar a esses sistemas, in3luenciando!os muito "ouco, ou
tentando domin=!los ou cuidando de si mesmas em 3ace das eIigOncias "ouco amig=veis, ou
abandonando totalmente as "rL"rias necessidades su"ostamente a serviço do bem do sistema
maior e mais bem estabelecido)
C mesmo acontece no gru"o gest=lt0co) Hrit@ Perls uma ve@ me "erguntou "or Due eu estava tão
silencioso num gru"o Due ele estava coordenando) ?es"ondi Due não deseGava interrom"er as
outras "essoas) Ele me designou o "a"el de interru"tor, Due então encenei inteiramente, dando
total liberdade a meu sistema de associação livre, 3alando inde"endentemente do Due estivesse
acontecendo) Perls 3icou aborrecido comigo e alguEm lembrou!o de Due ele 1avia me dito "ara
interrom"er) Ele disse+ NSim, mas eu não disse a ele Due gostaria dissoZN) CoraGosamente,
continuei min1a atividade, e o Due 1avia começado como interru"ção se trans3ormou numa
eI"eriOncia de liderança não "remeditada * uma das liçPes mais im"ortantes de min1a vida)
4um recente gru"o de treinamento em gestalt, as "essoas estavam "erturbadas com o Due tin1a
acontecido em seu encontro anterior de "r=tica de gru"o no Dual eu tin1a estado ausente)
'lgumas "essoas sentiram!se isoladas do restante do gru"o, mal!entendidas, usadas, e deiIadas
dolorosamente abertas com DuestPes inacabadas no 3inal da sessão "recedente) Duas semanas
de"ois elas ainda estavam 3uriosas) Dott2 3alou com grande energia e imediatamente atraiu a
atenção do coordenador "raticante Due estava trabal1ando sob min1a su"ervisão) Ele se voltou
"ara trabal1ar com ela individualmente, sentindo!se a3etado "ela necessidade dela e
res"ondendo
171
a isso) IndiDuei Due era "rematuro trabal1ar individualmente com ela, 1avia sentimento demais
em todo o )rupo Due ainda não tin1a sido eI"resso, e estaria 3ermentando enDuanto ele
trabal1asse com Dott2) 'ssim ele se voltou "ara os outros, e eles tambEm começaram a
eI"ressar seu incLmodo e seu senso de m=goa) Logo se desenvolveu uma briga de gritos) Duas
das mul1eres, es"ecialmente, estavam atacando!se verbalmente) Hicou a"arente Due "ara
resolver seu atrito elas "recisariam entrar numa interação mais aguda * em ve@ de meramente
rancorosa) Fma delas, Brenda, ac1ava Due Dott2 estava ca"itali@ando uma atração in3antil Due a
tornava o centro das atençPes) auando 3oi "edido a Brenda Due 3alasse com a criança dentro
dela, descobriu Due sua nature@a era muito semel1ante ao Due ela estava reclamando em Dott2)
Ela 3oi incentivada a "ermitir!se um modo de agir brincal1ão e in3antil * e seu ressentimento
desa"areceu com"letamenteZ Dott2 trans3ormou!se em sua com"an1eira de brinDuedos, e a
"rL"ria Brenda recu"erou uma "ossibilidade "essoal Due ela costumava bloDuear
com"letamente) Então, outras duas "essoas, ainda 3ervendo, con3rontaram uma R outra com suas
necessidades de serem recon1ecidas e a"oiadas) EI"loraram como "odiam 3a@er isso uma "ara a
outra) E assim "or diante, "or toda a noite) 4a 1ora em Due o gru"o terminou, as "essoas se
sentiam novamente R vontade umas com as outras e eram ca"a@es de estar Guntas sem aversão
mTtua) Contudo, o 3oco no "rocesso do )rupo 3oi crucial "orDue "ermitiu Due todos
contribu0ssem "ara a resolução do con3lito e "ara uma renovação de seu senso de obGetivo
comum)
ru"os naturais
Como a abordagem gest=ltica se inclina 3acilmente ao 3oco no gru"o, o gestaltista "ode ver seu
im"acto e relevância se eI"andindo muito alEm da eI"eriOncia um a um como ela acontece na
tera"ia ou no "eDueno gru"o de encontro) 'ssim, ele "ode buscar ir aonde Duer Due as "essoas
se reunam, volunt=ria ou acidentalmente, e lidar ali com as caracter0sticas de contato, a/areness
ou com a o"ortunidade eI"erimental de "&r R "rova novos modos de ser uns com os outros) Ir
ao encontro das necessidades das "essoas individuais Due "odem se reunir em grandes gru"os E
im"ortante em ambientes muito diver!
175
si3içados) Por eIem"lo, esse elemento E im"ortante em organi@açPes de trabal1o * tanto "ara
tra@er um sentido comum de interesse Duanto "ara "rocessar "roblemas de relacionamento e#ou
resolução de tare3as) Ele E igualmente valioso em vi@in1anças "ara nutrir resultados
semel1antes) C mesmo em estabelecimentos "ara a terceira idade, em igreGas, em dormitLrios de
universidades, em salas de aula ou entre o "essoal cl0nico ou)))
Fm eIem"lo de ir atE as "essoas em ve@ de convid=!las a se encontrarem a"enas no territLrio do
"rL"rio tera"euta E uma eI"loração dos usos do mEtodo da gestalt!tera"ia num ambiente
natural, uma ca3eteria "Tblica)
7
'Dui, os agru"amentos das "essoas e suas ativida!des gerais
aconteciam Duer o tera"euta estivesse l= ou não) 4essa ca3eteria, os clientes geralmente vin1am
"ara as conversas e os Gogos) Entretanto, tambEm deseGavam algumas atividades Due "udessem
unir o gru"o todo) Em geral leituras de "oesias, perfor(ances musicais e atE mesmo "alestras
ocasionais serviam a esse obGetivo) 'ssim, "laneGamos uma sErie de reuniPes bissemanais
c1amadas NEncontrosN Due se 1armoni@avam com o estilo geral, embora, E claro, a interação
entre os clientes 3osse maior, como veremos) 4ossas sessPes aconteceram durante o
3uncionamento normal noturno da ca3eteria, Duando cerca de 6- a .6- "essoas vin1am e iam
embora con3orme deseGassem) ' ca3eteria estava sob reiterada ameaça "olicial, em "arte "or
causa do tr=3ico de drogas, em "arte "or causa de su"ostamente estar "erturbando a vi@in1ança,
e em "arte "or causa do "reconceito com relação a negros e brancos reunidos)
Uavia trOs obGetivos nesses es3orços eI"loratLrios) Fm era a"render como ativar a "artici"ação
gru"ai num gru"o grande) C segundo era recu"erar e trabal1ar de modo inovador Ncentrado no
assuntoN dentro da c1amada tEcnica de encontro) ' terceira meta era a3etar as atitudes e
com"ortamentos autolimitadores)
C "rimeiro "ro"Lsito, a ativação da "artici"ação gru"ai, era assombrado "ela tendOncia 1abitual
de ser Nes"ectadorN na maioria das situaçPes de gru"os grandes) 's eIigOncias 3ora do comum
"ara se
7) Parte do material re3erente R ca3eteria constou originalmente em Polster, E), NEncounter in communit2N) In+ Burton,
') (ed))) Encounter5 São Hrancisco+ Bosse2!Bass, .9;9)
,9:
3alar com uma multidão de estran1os são notoriamente torturantes, e sL os mel1ores oradores
em "Tblico "arecem manter as sensaçPes de imediaticidade ou de e3eito "essoal) 's grande
"lateias, embora "rometam uma vivacidade am"liada, 3reDuentemente são des"ersonali@adas e
não administr=veis) Como "oderia o estilo de gru"o de encontro, desenvolvido em "eDuenos
gru"os, ser a"licado a grandes gru"os ou a con3erOnciasb C gru"o de encontro muitas ve@es
incentiva a interação "essoal ao se dividir em unidades menores, não maiores do Due "ossa
"ermitir a cada "essoa a o"ortunidade de mani3estar!se a seu "rL"rio modo) $as o gru"o
"eDueno E um mundo "eDueno demais "ara se viver, e os acontecimentos tOm um modo de
ocorrer Duando um grande nTmero de "essoas est= reunido) 4a ação mais r="ida da ca3eteria
não 1avia tem"o "ara os "laneGamentos com"leIos em geral utili@ados com gru"os grandes)
Seria necess=rio eI"erimentar o es"0rito Due contagiante se eI"ande alEm dos trabal1os em
miniatura reali@ados em "eDuenos gru"os)
4ossa "rimeira reunião 3oi c1amada Ui""ies e Policiais
:
e mostra como emergiu um cor"o de
"artici"ação) Duas "essoas 3oram escol1idas "ara re"resentar um 1i""ie e um "olicial
conversando) Elas começaram di@endo "alavras muito estereoti"adas) C "olicial eIortou o
1i""ie a conseguir um em"rego, a deiIar de usar "enteados loucos e a 1igieni@ar!se) Ele o
descreveu como desregrado, "erigoso e desagrad=vel) Por outro lado, o 1i""ie via o "olicial
como um bruto * 3rio, sem com"reensão, insens0vel e inating0vel) 4o in0cio,
inde"endentemente do Due eu l1es dissesse, suas res"ostas "ermaneciam estereoti"adas e cruEis)
Em certo momento, ao ser con3rontado com a estran1e@a de alguns de seus coment=rios, o
"olicial 3oi tocado e começou a eIaminar seus sentimentos) Ele disse então Due realmente tin1a
um trabal1o a 3a@er e Due não "odia se dar ao luIo de ter muitos sentimentos Duanto ao Due
3a@ia) Sim"lesmente Dueria terminar sua tare3a) Ele não Dueria ter de "ensar sobre ela) 'lEm
disso, tin1a medo de vir a ser 3erido se não continuasse a ser durão) C 1i""ie não deu nen1um
recon1ecimento es"ec03ico da mudança de tom do "olicial, e
:) ' "alavra hippie agora est= obsoleta, e nunca 3oi uma "alavra a3etuosa, mas, na E"oca dessas reuniPes, a maioria
dos Govens Due vin1am a essa ca3eteria era identi3icada assim, e 3oi escol1ido esse t0tulo)
,96
continuou a 3alar como antes) auando isso l1e 3oi a"ontado, ele recon1eceu Due não 1avia
ouvido e agora "odia ser "oss0vel comunicar!se co( o "olicial) Entretanto, não Dueria isso)
Xueria Due o "olicial continuasse inacess0vel "ara Due ele "udesse soltar sua raiva e vangloriar!
se de sua su"erioridade) aueria continuar com raiva e se "udesse evitar enIergar a di3erença, ele
continuaria assim) Fm coment=rio involunt=rio sobre a nature@a do con3lito, mesmo em grandes
movimentos sociais, E Due Duando uma grande 3orça de situaçPes inacabadas E evocada ela
"recisa ter uma o"ortunidade "ara emergir) ' necessidade de com"letar a eI"ressão bloDueada
"ermanece mesmo de"ois de as condiçPes terem mudado) Portanto, eIiste uma tendOncia a
ignorar as mudanças atE Due a "rL"ria necessidade ten1a sido satis3eita) Cs militantes negros,
"or eIem"lo, tOm DuestPes inacabadas, e "recisam liberar sua 3Tria Duer 1aGa ou não "rogresso)
Essas disritmias no tem"o entre as "artes de um con3lito estão na rai@ de "roblemas) Fm lado
"ode estar resolvido Duando o outro ainda não) 's resoluçPes "recisam ser adiadas atE Due a
"arte com DuestPes inacabadas "ossa com"letar sua necessidade acumulada de eI"ressão) '
outra "arte, se res"eitar autenticamente a 3orça da Duestão inacabada, ir= dar R "arte o3endida
algum recon1ecimento da legitimidade de sua necessidade)
4a sessão da ca3eteria estavam "resentes a"roIimadamente .,6 "essoas) 'o contr=rio de uma
"lateia comum, esta "artici"ou ativa!mente) 's "essoas Duestionaram o direito de o "olicial
di@er aDuilo Due di@ia) Elas a"ontaram os erros de racioc0nio) Então "ediu!se ao "olicial e ao
1i""ie Due trocassem de "a"el, "ara grande al0vio do 1omem Due estava re"resentando o
"olicial) 'gora ele relaIou re"entinamente na atmos3era amig=vel) ' troca de "a"Eis ativou na
"lateia o deseGo de tambEm desem"en1ar "a"Eis, e diversos "ares de "essoas 3i@eram isso) Logo
se desenvolveu um es"0rito comunit=rio) Então, no cl0maI, a Tltima "essoa a desem"en1ar o
"a"el de "olicial deiIou o "alco e 3oi "ara o 3undo da sala "ara "render o "ro"riet=rio,
con3rontando!o com certas violaçPes insigni3icantes Due o deiIavam suGeito R "risão) C "olicial
então começou a levar o "ro"riet=rio "ara a "orta) C "ro"riet=rio não estava totalmente dis"osto
e colocou alguma resistOncia) 's "essoas na "lateia, contudo, começaram a gritar+ N4ão deiIe
Due ele o leveN, saindo de suas mesas "ara se reunir numa tentativa de resgate) Seguiu!se uma
con3usão selvagem) 's "essoas
17#
estavam balançando seus braços, levantando suas cadeiras de modo ameaçador, gritando)
aualDuer "essoa Due entrasse na ca3eteria naDuele momento teria "ensado Due estava
acontecendo um tumulto) auando a 3orça de sua agressão eIauriu!se e a o"eração de resgate 3oi
bem!sucedida, as "essoas voltaram "ara suas mesas) C Due começara como um sim"les ro%e0
p%ayin) de duas "essoas, 1avia terminado como uma situação dram=tica de ro%e0p%ayin) com a
"lateia) auando todos estavam sentados novamente, 1avia uma aura de assombro silencioso
com o Due 1avia acontecido) Fm grande gru"o tin1a atravessado a lin1a entre a "oesia e a
realidade) Embora nem sem"re se "ossa determinar a di3erença entre a "oesia e a realidade, os
indiv0duos no gru"o, a"esar de totalmente envolvidos, a"arentemente tin1am a/areness de sua
"ers"ectiva e em nen1um momento "ermitiram Due a situação dram=tica se trans3ormasse numa
descul"a "ara a violOncia real) C gru"o então discutiu o signi3icado da eI"eriOncia, e o senso
dominante era o 3ato Lbvio de Due se 1avia eI"resso a raiva contida contra a "ol0cia * ou seGa,
atuando na situação de ro%e0p%ayin) desem"en1am aDuilo Due eram im"otentes "ara 3a@er na
vida real) Disseram Due essa im"otOncia resultava num sentimento de alienação e a
o"ortunidade de atuar na cena os 1avia reunido num sentimento de comunidade)
C segundo de nossos "ro"Lsitos era desenvolver o 3oco num tema) 4os eIem"los anteriores, o
tema 3oi instrumental "ara orientar as "essoas Duanto ao Due iam 3a@er, mas ainda assim
"ermitiu Due suas "rL"rias necessidades 3ossem o 3oco) C risco de temas E Due eles "odem levar
ao intelectualismo estEril, mas obviamente as "essoas "odem tambEm ser "essoais, e atE
a"aiIonadas, ao lidar com temas) auase todas as sessPes da ca3eteria começaram com um tema)
'lguns dos outros temas 3oram 1i""ies e "essoas convencionais, 1i""ies e "ro3essores, seIo
entre "essoas de raças di3erentes, ouvir, construir uma comunidade, viagens "sicodElicas, como
evitar a convocação "ara o EIErcito, como "romover a mudança, o signi3icado da guerra etc) 4a
noite em Due o tema era 1i""ies e "essoas convencionais, convidamos algumas "essoas
convencionais) 'lEm disso, outras a"enas a"areceram, "or terem ouvido sobre as nossas sessPes
e estarem curiosas a res"eito) C Due tornava essas "essoas convencionais E Due elas viviam
vidas bem organi@adas, vestiam!se convencionalmente, viviam relacionamentos 3amiliares
tradicionais e trabal1avam em em!
17$
"regos 3iIos) Uavia a"roIimadamente o mesmo nTmero de "essoas convencionais e de 1i""ies)
' sessão começou de modo tenso, mas não demorou muito "ara Due um dos 1i""ies, BacW,
con3rontasse uma das "essoas convencionais, acusando!a atrevidamente de covardia silenciosa)
BacW se trans3ormou no centro de uma tem"estade) 's "essoas sentiram Due ele estava en3iando
estereLti"os em suas gargantas) 's "essoas convencionais não gostaram disso, mas estavam
acostumadas R "olide@ e R "ermissividade e 3icaram c1ocadas com esse ataDue re"entino e
in3leI0vel) Contudo, ele tin1a "osto a bola "ara rolar e desenvolveu!se uma marcante
"olari@ação entre os 1i""ies e as "essoas convencionais) Cada lado estava in3eli@ ao ser
classi3icado e não gostava de ser c1amado de 1i""ie ou de convencional) ' ideia de Due todas as
"essoas são indiv0duos 3oi eI"ressa "or v=rias "essoas) Entretanto, a"esar dessas atitudes
elevadas, cada lado era consideravelmente estereoti"ado com relação ao outro, e 3icava muito
de3ensivo com relação a sua "rL"ria "osição) 'lgumas das "essoas convencionais 3inalmente
3icaram tão bravas Due sa0ram de seus lugares e andaram na direção de BacW e de alguns dos
outros 1i""ies, discursando a res"eito de serem indiv0duos) 'lguns disseram Due BacW e seus
com"an1eiros eram "resunçosos) Cutros 3icaram es"ecialmente irados Duando BacW os acusou
de vir R ca3eteria "ara ter algum al0vio de suas terr0veis vidas suburbanas) Cutras a3irmaçPes
eram igualmente con!3rontadoras) 4o in0cio, 1ouve "ouco es3orço "ara descobrir a res"eito das
vidas das outras "essoas) /odos "areciam sa+er5 De"ois de certo tem"o surgiu algum a"oio "ara
as "essoas convencionais em meio do gru"o 1i""ie, e alguns disseram Due realmente se
im"ortavam com elas e estavam 3eli@es "or elas terem vindo) Eles 6ueria( 3a@er con!tato) Fma
garota 1i""ie disse Due ela e seus amigos tin1am medo das "essoas convencionais "orDue eram
mais vel1as e "orDue tin1am realmente medo de seus "rL"rios "ais) Eles gostariam de se
entender com seus "ais, mas sabiam Due não "odiam) Seu "rL"rio "ai nunca iria a um lugar
como a ca3eteria e sem"re se recusava a ter DualDuer coisa a ver com seu modo de vida) Cs
1i""ies deseGavam eI"andir sua comunidade e suas o"ortunidades de conversar com as "essoas
Due Ntin1am c1egado l=N na sociedade) Fma garota observou Due as "essoas convencionais
"resentes não eram nada mais Due 1i""ies vel1os)
17+
/odos os nossos temas "rovocaram uma interação muito viva) $uitas ve@es essas interaçPes
eram verbalmente agressivas, mas a agressividade e as con3rontaçPes Duase invariavelmente
tornavam a sessão em"olgante) Por outro lado, as discussPes intelectuais Duase invariavelmente
deiIavam a atmos3era "esada e resultavam em im"aciOncia e em agitação) 's a3irmaçPes Due
a3etavam intensamente outro indiv0duo eram aDuelas Due tin1am maior "robabilidade de resultar
em boa comunicação e num senso de comunidade uni3icada) Contudo, sem"re Due acontecia um
contato intenso, desenvolvia!se um sistema de a"oio Due aGudava alguns indiv0duos e tambEm
servia "ara unir alguns daDueles Due anteriormente 1aviam sido advers=rios)
C terceiro "ro"Lsito subGacente a essas sessPes era o es3orço "ara trabal1ar com as
caracter0sticas autolimitadoras das "essoas no gru"o) Fma das sessPes encontrou resistOncia "or
"arte de algumas "essoas da ca3eteria em comunicar!se com aDuelas Due estavam 3ora de seus
"rL"rios "eDuenos gru"os) Uavia uma im"enetrabilidade comum entre elas Duanto a se
relacionar com assuntos Due não entendessem ou dos Duais se sentissem alienadas)
Certa noite o tema era a eI"eriOncia religiosa) Fm gru"o não 1avia tido nen1uma e estava atE
mesmo ruidosamente "ouco dis"osto a se envolver) Fma "rovocação "erce"t0vel, mas do ti"o
Nbata e corraN) 4ão demorou muito "ara Due as "essoas na sala 3icassem irritadas com eles) Fma
mul1er 3inalmente 3icou de "E, tremendo de raiva) Ela Dueria ser ouvida "or eles) Eles di@iam
Due ela era beligerante e não su"ortavam a beligerância) $as os outros sentiam Due a"enas uma
energia eIcessiva "oderia c1egar a eles, como Ncutucar a onça com vara curtaN, a"enas "ara
c1amar sua atenção)
's "essoas sa0ram em a"oio a esse gru"o eIclusivo, alguns di@endo Due eles tin1am de 3a@er
aDuilo Due era certo "ara eles, e Due as outras "essoas deviam continuar com seus assuntos) Fm
1omem, "astor, disse Due eles tin1am algo muito es"ecial entre si * uma eI"ressiva aceitação
mTtua e um es"0rito tão "ro3undo Due ele sentia Due isso era "or si mesmo uma eI"ressão
religiosa) Contudo, outro "astor disse Due não ac1ava de modo algum Due isso 3osse muito
religioso) Disse Due eles não eram mais do Due uma gangue, reGeitando DualDuer senso real de
di3erença)
De"ois de a tensão ter aumentado consideravelmente, um dos recalcitrantes levantou
im"eriosamente e disse, no 3inal de muita
,99
comunicação 3rustrada+ NHaça, não imiteZN * um sermão curto sobre a autenticidade) Ele me
"egou no 3im da min1a corda e eu soltei, caindo direto no meio deles enDuanto min1a enorme
raiva eI"lodia "or causa das longas 3rustraçPes na comunicação) Con3rontei!os com meu
"rL"rio ressentimento Duanto a seu sistema 3ec1ado, a "artir do Dual eles 3a@iam incursPes "ara
o eIterior e de"ois se retra0am em seu "rL"rio enclave, entrinc1eirados, mas gritando
inutilmente contra Duem não se submetesse a seu sistema) Sa0 do "alco e me a"roIimei deles,
berrando min1as "alavras) 'gora eles ouviram meus gritos) auando terminei, eles 3alaram como
se um 3urTnculo tivesse sido lancetado e "assamos da religião "ara tumultos, e de"ois de alguns
"alavrPes de "arte a "arte, o gru"o se uniu, não uni3icado em consenso, mas como "essoas
ca"a@es de estarem unidas no contato) Como 1avia acontecido muitas ve@es antes, a entrada na
con3rontação 1avia aberto es"aço "ara o 3luIo)
Cs eventos da ca3eteria mostram uma abordagem R a"licação da "r=tica b=sica da gestalt numa
"o"ulação natural) C desenvolvimento do bom contato mediante con3ronto am"liou o encontro
entre as "essoas) ' acentuação da a/areness Due as "essoas tin1am de si mesmas e das outras
"essoas serviu "ara 3acilitar a resolução de con3litos) Cs eI"erimentos, como os reali@ados "or
meio ro%e0p%ayin)1 dramati@aram os temas e os con3litos Due necessitavam de resolução) /ra@er
re"resentantes reais de diversos gru"os de "essoas "ara a sala em ve@ de a"enas 3alar sobre os
temas aGudou a dar vida ao "rocesso e am"liou o senso de realidade do envolvimento) C mero
intelectualismo matava a interação, e a linguagem viva e incisiva atravessava o "rocesso de
des"ersonali@ação) C intelectualismo sustentado "elo contato serviu como orientação "ara
aDuilo Due era im"ortante "ara essas "essoas) Portanto, as trOs "edras 3undamentais da gestalt!
tera"ia * contato, a/areness e eI"erimento * 3oram to*as tra@idas ao se lidar com as
resoluçPes de con3lito das "essoas na ca3eteria)
Cutra a"licação dos 3undamentos da gestalt!tera"ia "ara uma "o"ulação natural E a orientação
de calouros universit=rios) eralmente, es"era!se Due os calouros ven1am a con1ecer uns aos
outros numa base de tentativas ou como um bando, em c1=s ou outros encontros sociais
igualmente estEreis) $uitos calouros sim"lesmente não estão "rontos) Eles tOm di3iculdade "ara
morder aDuilo Due l1es "arece grande demais "ara engolir ou assimilar) Fm 3ormato Due
544
evoDue o Due E im"ortante "ara eles E mel1or do Due deiI=!los de "E, mudando o "eso de uma
"erna "ara a outra, como se estivessem es"erando Due um ban1eiro a"arecesse) $uitos desses
Govens eI"erimentam o ambiente como não!amig=vel e acreditam Due ninguEm est= muito
interessado neles nem em DualDuer outra "essoa) C "aradoIo E Due muitos deles se sentem
assim * ansiando "or encontrar alguEm e acreditando Due ninguEm deseGa encontr=!los) Eles
"recisam de um ve0culo "ara se a3irmarem de um modo signi3icativo "ara os outros, em Due
"ossam receber tem"o e atenção "ara o Due tOm a di@er)
'Dui est= uma abordagem Due 3uncionou bem em uma 3aculdade) Horam agendadas seis sessPes
de duas 1oras cada, durante um "er0odo de orientação de dois dias, de modo Due as "essoas
"udessem vir "ara as sessPes Duando estivessem livres) 'lgumas "essoas vieram duas ou trOs
ve@es, e o taman1o dos gru"os variou de 1] a .6- "essoas) Começ=vamos com uma "alestra
curta, eI"lorando como era estar ali uns com os outros e como nossas reuniPes "oderiam aGud=!
los a se con1ecerem uns aos outros e a si mesmos) De"ois desse contato introdutLrio, eu l1es
"edia "ara se dividirem em du"las e "assarem de@ ou Duin@e minutos conversando com seu
"arceiro, descobrindo o su3iciente sobre cada um, de modo a "oder a"resentar o outro "ara um
gru"o de "essoas) De"ois de 3a@er isso, eles se uniam em "eDuenos gru"os de seis "essoas, nos
Duais essas a"resentaçPes seriam 3eitas) Essas instruçPes l1es davam a o"ortunidade e o su"orte
"ara se 3a@erem vis0veis e tambEm "ara eI"lorarem a outra "essoa, não sL "ara NGogar conversa
3oraN) Para a maioria das du"las, essas conversas se mostraram muito estimulantes e 3ormaram a
base "ara um gru"o inter!relacionado em Due 1avia a"oio e curiosidade "ara con1ecer uns aos
outros) De"ois de a"roIimadamente meia 1ora, nos reunimos como um gru"o total e discutimos
o Due 1avia sido descoberto) Cutros eIerc0cios 3oram usados "ara am"liar o contato entre as
"essoas ou a a/areness de si mesmo do modo como "oderia ser comunicada "ara um NoutroN
interessado) Por eIem"lo, cada um deles nomeou um Gogo e descreveu "ara o outro de Due
maneiras eles eram como esse Gogo) Isto E, constru0ram uma Nm=DuinaN em Due um indiv0duo
3icava de "E e começava a 3a@er um movimento sim"les e re"etitivo e, um a um, os outros se
Guntavam a ele e se encaiIavam com um movimento "rL"rio na o"eração em anda!
7-.
mento) Uavia momentos em Due esse eIerc0cio tin1a todo o 3luIo e eI"ressividade da dança ou
o 1umor livre de uma seDuOncia de "al1aços num 3ilme mudo)
4uma outra orientação de calouros, "ara uma escola de artes, "ediu!se aos "artici"antes Due
desen1assem uma tira de Duadrin1os de Duatro "artes, com uma a3irmação de alguns as"ectos
muito im"ortantes de si mesmos ou de suas vidas e Due a colocassem no "eito, como se 3osse
uma "laca, e andassem "ela sala ol1ando "ara os desen1os Due os outros estavam carregando,
3a@endo "erguntas, 3a@endo coment=rios, com"arando, eI"licando e descobrindo) De"ois, no
gru"o total, "ediu!se Due 3ec1assem os ol1os e 3antasiassem uma manc1ete no Gornal do dia
seguinte Due traria uma grande mudança em suas vidas) Então, cada um contou ao gru"o Dual
1avia sido sua manc1ete e o Due ela signi3icava "essoalmente "ara ele)
4um /or.shop de dia inteiro, "ara alunos e "ro3essores de uma escola secund=ria "articular,
atividade consistiu de uma Ncaça ao tesouro emocionalN, na Dual os "artici"antes das eDui"es
receberam listas com "alavras como con3iança, delicade@a, descon3iança, solidão etc) Pediu!se a
eles Due encontrassem obGetos no câm"us Due eIem"li3icassem esses sentimentos) /odas as
coleçPes 3oram reunidas no gin=sio de es"ortes, e as "essoas "assavam de uma eIibição "ara a
outra, eI"licando suas escol1as e como se sentiam sobre essas condiçPes 1umanas) Por
eIem"lo, "ara a "alavra triste@a, um gru"o trouIe um es"Ecime biolLgico de um 3eto 1umanoM
"ara descon3iança, outro gru"o construiu uma cerca "ort=til ao redor de um arbusto raDu0tico
mortoM "ara brincadeiras, uma "ro3essora trouIe seus dois 3il1os)
Em todas essas eI"eriOncias, as "essoas comentaram como 3oi mais 3=cil con1ecer os outros
aDui do Due sim"lesmente andando "elo câm"us ou em c1=s ou nos dormitLrios, onde era di30cil
conversar sobre aDuilo Due tin1a uma im"ortância "ro3unda)
PlaneGamento de gru"os grandes
EIiste uma am"la gama de atividades Due se tornaram "arte do movimento 1uman0stico,
começando com eIerc0cios de treinamento de sensibilidade e eI"erimentos de gestalt!tera"ia e
incluindo invençPes concebidas "or l0deres e "laneGadores de gru"os de encontro)
541
C "rL"rio conceito de p%aneMa(ento E uma das inovaçPes tEcnicas Due am"liou a a"licação da
metodologia do gru"o de encontro, "ara "oder incluir gru"os muito grandes e, alEm disso, "ode
ser relevante "ara assuntos, "ro"Lsitos ou usos es"ec03icos) Em geral, os mEtodos "ara gru"os
"eDuenos "ermitem e atE mesmo de"endem de um 3luIo de eI"ressPes natural e orgânico dentro
do gru"o) $uitas ve@es não eIistem intençPes ou orientaçPes "rEvias) Entretanto, E di30cil ou atE
mesmo im"oss0vel administrar desse modo um gru"o muito grande, "orDue Duando a
com"etição "elo tem"o se torna "esada, eIistem sim"lesmente "essoas demais Due "odem
"erder a o"ortunidade de se eI"ressar) V im"ortante Due todos os "artici"antes "elo menos
consi)a( 3alar, mesmo Due "ossam o"tar "or não 3a@O!lo) 4o "eDueno gru"o, mesmo Due
alguns "ossam não 3alar, todos sentem Due a o"ortunidade eIiste e "odem assumir a
res"onsabilidade "or seu "rL"rio silOncio)
'o se desenvolver um encontro de gru"o grande, essa necessidade "ode ser levada em conta,
"ro"orcionando!se a o"ortunidade "ara se dividir em gru"os su3icientemente "eDuenos "ara
incluir a assertividade de cada indiv0duo) Entretanto, tambEm E im"ortante "laneGar um ritmo
entre a "eDuena subdivisão e a interação dentro do gru"o total a 3im de Due o contraste dinâmico
seGa am"liado e Due uma "essoa Due consiga se manter "or si mesma no gru"o "eDueno "ossa
ser incentivada a arriscar!se na =gua mais "ro3unda da multidão)
?ecentemente elaboramos uma sErie de oito reuniPes de um grande gru"o de encontro,
6
no Dual
1avia a"roIimadamente cinDuenta "artici"antes) auer0amos ter um gru"o de "essoas Due se
reunissem, n!o "ara uma Tnica vivOncia, como E tão 3reDuente no caso de grandes gru"os de
encontro, mas "ara uma sErie de reuniPes) Essas reuniPes se centraram sobre temas
"essoalmente relevantes como Pertencer, /ornar!se Con1ecido, '"roIimar!se e Ir Embora etc)
;
Era claro "ara nLs Due, "or causa de nosso 3ormato e "or acrescentar a televisão e uma cadeia de
co!l0deres, "oder0amos ter um gru"o de "essoas com um taman1o inde3inidamente grande, em
Due todas estivessem simultaneamente envolvidas em atividades similares,
6) Patrocinada "ela Case <estern ?eserve Fniversit2, .98,)
;) Fm eIem"lo de "laneGamento de uma das reuniPes E a"resentado no '"Ondice B)
545
"laneGadas "ara ativar a criatividade individual, ins"irar a a/areness "essoal e o movimento
"ara o contato) Com a televisão Due re"resenta a 3onte central de orientação "ara as "essoas Due
estão todas agindo ao mesmo tem"o, o senso de comunidade seria acentuado, am"li3icando a
im"ortância das atividades individuais) aualDuer o"ortunidade "ara Due as eI"ressPes 3ormadas
individualmente ten1am ressonância ao ser transmitidas num ambiente culturalmente
signi3icativo liga o indiv0duo com sua comunidade)
' cultura global 3oi subestimada "or tem"o demais como um 3ator no desenvolvimento 1umano)
Fma coisa E a"render algo num gru"o Due encontra hosti%idade 3ora desse mesmo gru"o e outra
bem di3erente E a"render algo num gru"o Due tambEm seGa aceit,#e% "ara a comunidade mais
am"la) auanto maior o gru"o * e mais com"at0vel com a eIistOncia cotidiana *, maior a
"ossibilidade de se c1egar R 1armonia entre as necessidades individuais con3orme eIercidas nas
eI"eriOncias do gru"o, e as necessidades individuais eIercidas na cultura geral) $esmo as
necessidades culturais de maior alcance estariam abertas a novas orientaçPes)
' gestalt!tera"ia incentiva o indiv0duo a buscar momentos e eI"eriOncias de bom contato, não
sL em situaçPes es"eciais de tera"ia, mas em todos os momentos em Due eIistam "ossibilidades
"ara um bom contato) V claro Due ninguEm nunca tem a garantia da eIcelOncia do contato)
$esmo sob as circunstâncias mais ideais eIistir= uma gama de 1abilidadeM algumas "essoas
terão "robabilidade de alcançar um contato vivo e nutridor com os outros, e outras "essoas
sim"lesmente terão "robabilidade de n!o alcançar isso, do mesmo modo como sabemos Due
uma "essoa "ode tocar violino mel1or Due outra) Entretanto, numa comunidade em Due o bom
contato seGa valori@ado, E "rov=vel Due mais "essoas a"rendam a reali@=!lo bem) Se tocar
violino e desen1ar 3ossem atributos altamente valori@ados na comunidade, o denominador
comum de tocar violino ou desen1ar estariam num n0vel de 1abilidade muito mais elevado do
Due numa comunidade em Due essas atividades não 3ossem a"reciadas ou incentivadas)
'lEm das variaçPes de talento "essoal, outra com"licação E Due eIistem contradiçPes entre
aDuelas caracter0sticas Due nossa sociedade a3irma valori@ar) ?e3lita "or um momento sobre
alguns dos valores 1umanos adotados em "rinc0"ios religiosos e cLdigos morais Due ca0ram em
desuso "or causa de "ressPes ambientais gerais)
54!
Por eIem"lo, numa E"oca em Due eu estava eI"lorando o relacionamento de religião e
"sicotera"ia, reali@ei alguns gru"os em igreGas e tem"los) Esses gru"os se encontravam com o
obGetivo de estender os dogmas de sua religião "ara a eI"eriOncia real dos membros dos gru"os)
4um gru"o reali@ado num tem"lo começ=vamos com um serviço religioso real) auando ele
terminava, "ass=vamos "ara a interação de gru"o, centrando!nos no conteTdo das oraçPes da
noite) 4uma noite, Duando a oração 1avia tratado da eI"ressão de gratidão, o "rocesso do gru"o
desenrolou!se ao redor de nossas "rL"rias eI"ressPes de gratidão, revelando muitas DuestPes
inacabadas) 's "essoas estavam Duase uni3ormemente conscientes de Due eI"ressar a gratidão
1avia sido em grande "arte cortado de suas vidas, eIceto "ela rotina de di@er obrigado) HranW
não "odia eI"ressar gratidão "ara com seu "ai "orDue a gratidão iria a"roIim=!los de um modo
insustent=vel e HranW teria de desistir de um rancor duradouro) auando HranW 3alou com a
imagem de seu "ai e a3irmou sua gratidão real, seu rancor dissi"ou!se * "elo menos
tem"orariamente *, e ele se sentiu aDuecido e aliviado) 4a verdade, seu "ai 1avia sido bom
"ara ele em diversas ocasiPes, e esta eI"ressão de gratidão autOntica descongelou um senso de
"erdão "or aDueles 3erimentos Due o "ai de HranW tambEm 1avia l1e in3ligido) EI"eriOncias
semel1antes ocorreram com as outras "essoas no gru"o)
aual E de 3ato o bem Duanto Rs "essoas de uma religião 3a@erem sermPes sobre gratidão, e
de"ois nem ensin=!las como aument=!la, nem como mudar as normas culturais Due a im"edemb
V claro Due as "essoas são ensinadas a di@er obrigado, e elas eI"ressam gratidão com sorrisos,
retribuindo 3avores, com a3irmaçPes de "ra@er etc) '3inal de contas, não somos des"rovidos
totalmente de gratidão) $as esses 1=bitos rotineiros não são su3icientes "ara o desenvolvimento
de uma eI"eriOncia mais rica Due acontece Duando alguEm se movimenta na gratidão com uma
consciOncia acentuada, es"ecialmente Duando isso E 3eito com recon1ecimento e a"oio da
comunidade) Fm dos eIerc0cios mais em"olgantes e calorosos Due G= criamos em nossos
grandes gru"os de encontro E o Due usamos 3reDuentemente "ara concluir nossas reuniPes) Fm
indiv0duo vai "ara o centro do gru"o, di@ seu nome, e o gru"o a"laude e celebra "or um minuto
inteiro enDuanto ele recon1ece o a"lauso do modo Due sentir vontade) ' "rinc0"io isso soa como
uma manobra arti3icial) V claro Due isso E
54"
"laneGado, "ois a "essoa não fe3 nada es"ec03ico "ara merecer o a"lauso) Entretanto, em Duase
todos os casos, o a"lauso E eI"e!rienciado como totalmente certo, atE mesmo es"ontâneo e
genu0no, e ainda mais, ele E uma del0cia "ara ambos, os Due a"laudem e a "essoa Due E
a"laudida) V um envolvimento momentâneo de amor, em Due a Tnica coisa a ser recebida E a
alegria) Precisamos "ro3undamente de a3irmaçPes de amor, mas nos tremamos bem a não 3a@O!
las, eIceto "ara as "essoas com Duem temos intimidade, e mesmo assim a"enas nos momentos
NcertosN)
4uma turma de estudantes de teologia,
8
cada sessão de classe começava com um estudante
a"resentando uma eI"eriOncia de adoração) Então nos reun0amos em gru"o "ara elaborar o
dilema 1umano a"resentado "ela eI"eriOncia de adoração) Fm dos estudantes começou sua
reunião se virando de costas "ara a classe e 3alando dire!tamente com Deus) Ele estava
en3urecido com o relacionamento de Deus com os 1omens e com o Due Ele 1avia 3eito aos
1omens) Cs coment=rios dele eram uma aula de "aiIão e tambEm de "roGeção) Então, de"ois de
3alar com Deus, ele virou!se "ara seus colegas e 3alou com eles) 4esse momento tornou!se
tedioso e banalZ Passamos o restante da sessão guiando!o a interaçPes com seus colegas Due
"udessem ser ao menos tão animadas como a Due ele tin1a estabelecido com Deus) Parte da
intensidade Due ele 1avia investido ao 3alar com Deus não estava sendo transmitida Duando
3alava com seres 1umanos) Contudo, ele não "odia viver a"enas com Deus) ' lição com Deus,
se a "essoa acredita 4ele, "recisa ser trans3er0vel "ara a vida e as "essoas cotidianas) 4ada
menos Due isso ir= 3uncionar)
Casais e 3am0lias
V um "eDueno "asso "artir do trabal1o com gru"os, de DualDuer taman1o, "ara o trabal1o com
casais e 3am0lias, seGa em "articular ou em gru"os com"ostos "or essas unidades es"ec03icas) C
entendimento 3ilosL3ico b=sico Duando se trabal1a com essas combinaçPes de "essoas
8) Curso c1amado <ors1i" e Uuman ?elation, ministrado na Cberlin ra!duate Sc1ool o3 /1eolog2, .9;5!;9)
54#
E Due esses casos tOm economias naturais nas Duais os sistemas estabelecidos são vistos como
tão im"ortantes Duanto os indiv0duos dentro desses sistemas) ' soma das "artes de 3ato E
di3erente do todo) Bo1n individualmente mais $aria individualmente muitas ve@es E de modo
sur"reendente di3erente do casamento de Bo1n e $aria) Essas sur"resas são lugar!comum) Por
eIem"lo, mal "osso su"ortar determinada mul1er Duando ela est= com seu marido, mas gosto
dela Duando ela me vO so@in1a) ' clara doçura de Sid, so@in1o, se "erde Duando seu 3il1o o
con3unde e ele se trans3orma num bruto) $esmo o acrEscimo de um bebe Due ainda não 3ala e
"ermanece no colo * Duando uma bab= não a"arece e uma Govem mãe resolve manter sua 1ora
comigo * tem re"ercussPes ines"eradas "ara a tera"ia de N3am0liaN) Fma "aciente muito 3alante
se cala Duando sua 3am0lia est= "resente, uma mul1er 3eli@ e animada se trans3orma numa NmãeN
sEria, e assim "or diante) /odas as ve@es em Due me a3asto de "essoas com Duem trabal1ei
individualmente e as veGo num gru"o, sinto!me como um noivo "restes a ser a"resentado R
3am0lia da noiva) Este 3enLmeno seria ainda mais marcante se em ve@ de ver as "essoas em
nosso consultLrios, as v0ssemos em suas casas * como 3a@em muitos "esDuisadores, "or boas
ra@Pes *, ou se Gant=ssemos com elas, 3&ssemos ao teatro com elas, 3&ssemos ao escritLrio com
elas, se as v0ssemos com seus "ais)))
Cs "rinc0"ios do trabal1o com casais ou 3am0lias são essencialmente os mesmos Due
descrevemos "or todo este livro) Por eIem"lo, o des3a@er de "roGeçPes E "elo menos tão v=lido
no trabal1o com casais e 3am0lias Duanto no trabal1o individual) aual o mel1or modo de
trabal1ar "ara des3a@er a introGeção do Due Duando a 3onte da introGeção "ode estar "resente na
salab E desde Due o des3a@er da retro3leIão E a busca "elo outro adeDuado, Dual o mel1or lugar
"ara "rocurar este outro do Due na "rL"ria 3am0liab ' con3luOncia, com o Due e com Duem, E
Duase inevitavelmente uma Duestão 3amiliar sob diversos dis3arces, e todos "odem ser
re"resentados com imediatici!dade e 3orça Duando todos os membros do elenco estão "resentes
no drama 3amiliar)
/odo o ti"o de 3ronteiras ao bom contato "recisa ser colocado em 3oco, Duer seGam 3ronteiras
eI"ressivas, cor"orais, de 3amiliaridade etc, de modo Due a Dualidade do contato "ossa ser
aumentada e a a/areness de si e de cada um dos outros "ossa enriDuecer o "resente
54$
com"artil1ado "ela 3am0lia) Cs casais e 3am0lias "recisam ver um ao outro, ouvir um ao outro,
tocar um ao outro, saborear um ao outro, c1eirar um ao outro, mover!se um "ara o outro e 3alar
um com o outro) auando eles limitam alguns desses modos de contato, tOm di3iculdades "orDue
começam a carregar todas as DuestPes inacabadas Due deiIaram "ara tr=s)
EIiste uma em"olgação e uma emergOncia es"eciais ao ver Guntas na tera"ia "essoas Due
tambEm estão Guntas fora da tera"ia) V claro, DualDuer tera"ia tem valor Duando tem essa
caracter0stica de emergOncia) $as Duando um indiv0duo vem com as "essoas com Duem ele
vive, a emergOncia criada "ela im"ossibilidade de se esca"ar da conseDuOncia E uma 3orça
adicional com Due temos de lidar)
Por eIem"lo, de"ois de C1ucW ter contado a sua es"osa, na tera"ia de casal, Due ele nunca
gostou muito do cor"o dela, isso não termina Gunto com a sessão) Esse E a"enas um elo numa
cadeia Due incluem m=goas anteriores e se eI"ande "ara as im"licaçPes Due vOm do conGunto
dos sentimentos 3eridos, do ressentimento, de sentir!se enganado e de com"licaçPes
semel1antes) Imagine Due Duando C1ucW di@ a /ina Due nunca gostou de seu cor"o, ele receba
um sorriso ins0"ido de /ina * e mais nada) C 1=bito de /ina seria "ermitir Due essa interação se
oculte e 3ermente) 'ssim o tera"euta, não interessado em Nconversa "ara boi dormirN, eI"lora a
eI"eriOncia dela) Logo ela di@+ NEu me sinto eI"lorando "orDue sem"re "ensei Due gostasse de
meu cor"o e agora acredito Due vocO estava a"enas me enganandoN) Su"on1a então Due C1ucW
se sinta envergon1ado e se lembre em vo@ alta "ela "rimeira ve@ de como ele 3icava nauseado
com os cor"os das mul1eres, e se lembre de como 3oi ver sua mãe menstruar e sua irmã deiIar
3e@es na "rivada) 'ssim, na maior "arte do tem"o, ele 3ec1a seus ol1os "ara não ver os cor"os
clara e irreverentemente demais) /ina então recon1ece Due não E seu valor Due est= em Duestão,
mas sim a visão "essoal de C1ucW com relação R "ure@a dos cor"os) 'gora, Duando se "ede a
C1ucW Due ol1e novamente "ara o cor"o de sua es"osa, ele di@ Due sente uma combinação de
eIcitação e n=usea, e seu rosto enrubesce) /ina di@+ NQocO acabou de ol1ar "ara mim como um
meninin1o muito Duerido e eu "oderia sim"lesmente "eg=!lo no colo e embal=!loN) Ele di@+
N4ão "osso deiIar Due vocO 3aça isso, mas estou me sentindo Duente "or dentro) Estou muito
envergon1ado "ara "oder abraç=!la, mas "arte de mim
54+
deseGa 3a@er isso) Sua "ele est= começando a "arecer maciaN) /ina e C1ucW tOm de a"render a
transcender o coment=rio introdutLrio Due "arece caracteri@ar todo o seu relacionamento) Eles
"odem 3a@er isso mel1or Duando sua res"onsividade E imediata e não adiada) Portanto, aDuilo
Due começa como uma dura con3rontação, se não 3or interrom"ido e entrar em 3oco, "oderia
su"urar e se tornar outra cicatri@ conGugal, mac1ucada e sens0vel, "rovocando ainda mais
ocultação e una/areness5
'o "laneGar /or.shops ou eI"eriOncias de gru"o "ara casais e 3am0lias, o 3ato de 1aver
"roblemas comuns e estilos alternativos de lidar com os dilemas com"artil1ados se torna uma
"arte im"ortante da comunidade do gru"o) Fm l0der "ode, "or eIem"lo, "edir aos 3il1os Due
montem uma 3am0lia alternativa com os "artici"antes e encenem com esta NnovaN 3am0lia
algumas das di3iculdades Due tOm em suas 3am0lias reais)
5
Cs "ais Due o 3il1o escol1eu "odem
então se reunir com os "ais reais e eI"lorar aDuilo Due os 3il1os vOem neles e como os 3il1os se
"arecem "ara um outro "ai) Cu num gru"o de casais, as mul1eres e 1omens "odem ter sessPes
se"aradas como modo de eI"lorar o estado comum de ser o NmaridoN ou a Nes"osaN ou a NmãeN
ou o N"aiN de alguEm, e imaginar como satis3a@er suas necessidades internas ao ser Nmul1eresN
ou N1omensN ou NamadosN em 3ace das eIigOncias eIternas) Essas interaçPes "odem
desbloDuear o congestionamento do 1=bito "essoal)
's eI"eriOncias no gru"o muitas ve@es levam a uma nova dis"osição de um membro de um
con3lito "ara ouvir o outro, "ara receber o "leno im"acto do Due ouviu e "ara continuar com isso
atE Due c1egue R conclusão) Esse E o andamento da resolução do con3lito+ ir alEm do
envolvimento em Due um lado busca vencer o outro a DualDuer "reço, e c1egar a um novo
relacionamento Due im"ulsiona "ara a união) 4aturalmente, onde eIistam incom"atibilidades
severas, a resolução "ode estar em se recon1ecer essas incom"atibilidades e batal1ar "elas
"rL"rias necessidades) 'lEm disso, algumas resoluçPes "odem eIigir Due duas "essoas desistam
uma da outra e se movam em direçPes se"aradas) $as muitos con3litos não "oderosamente con!
5) Esta tEcnica 3oi criada "or Qirg0nia Satir)
547
n
gelados na obsessão e na estratEgia "rematura não irão "recisar de uma batal1a "rolongada)
Esses movimentos alEm do encontro um a um são eI"loraçPes num territLrio novo) auando os
desenvolvimentos individuais são contrariados "or uma sociedade antagLnica, as conseDuOncias
"odem ser o desânimo ou embates em Due a nova a"rendi@agem "ode acabar "or ser gravada no
sistema estabelecido * mas não sem alguns arran1Pes) 'inda assim, se as "essoas em gru"os se
abraçam ou se beiGam Duando se encontram, ou se tocam mutuamente enDuanto conversam, elas
"recisam em Tltima instância ser livres "ara 3a@er isso na cultura mais am"la) Se dentro dos
"eDuenos gru"os as "essoas "odem di@er Duando estão entediadas, tambEm "recisam ser
ca"a@es de di@er isso em outros lugares) Se as "essoas "odem 3icar silenciosas num gru"o atE
Due algo autOntico se 3orme dentro delas, "recisam tambEm ser livres "ara "ermanecer em
silOncio na cultura geral, sem ser consideradas incom"etentes ou "ouco envolvidas) Halar a"enas
Duando E organicamente certo num gru"o de gestalt e, de"ois, temendo um momento de
silOncio, tagarelar na em"resa ou em casa, E como se um 3iel devoto de uma igreGa roubasse seu
colega cego)
Embora retirar!se da toIicidade da cultura geral seGa Ttil * Duase indis"ens=vel "ara se
recu"erar das "erdas Due as "essoas tOm em suas vidas cotidianas *, a integridade eIige Due
aDuilo Due E "raticado numa situação de tera"ia "ossa ser "raticado l= pri(aria(ente "ara Due a
"essoa se torne mais 1abilidosa "ara se envolver de um modo geral, e não meramente "ara
marcar um momento na vida cotidiana atE Due a "essoa "ossa se retirar e ser novamente NrealN)
Do mesmo modo, não eIiste um "onto em Due uma "essoa se torne tão bem!dotada com seus
"rL"rios "oderes Due nunca mais ven1a a deseGar a atenção da comunidade "ara suas
necessidades "sicolLgicas) Por eIem"lo, o 3inal da tera"ia E a conclusão de a"enas uma 3orma
de aGuda comunit=ria) ' visão tradicional da tera"ia 3inali@ada E ingEnua e mecânica, baseada na
ilusão de Due uma ve@ Due uma "essoa se livre de sua "rL"ria visão de3eituosa do mundo, o
mundo ir= se encaiIar 3acilmente no lugar) V claro, o mundo nunca se encaiIou no lugar em
nen1uma E"oca, e certamente não o 3ar= agora) Problemas de criação in3antil eIistiram desde
Caim e 'belM disritmia seIual, desde 'dão e EvaM cat=stro3es ambientais, desde 4oEM os rigores
de se "agar o "reço, desde BacL e ?aDuelM rivalidade entre
7.-
irmãos, desde BosE e seus irmãosM com"ortamento organi@acional dis!3uncional, desde a /orre de
Babel) Essas 1istLrias registram as muitas torturas naturais Due são os e3eitos colaterais de um
sistema 1umano de interesses 1eterogEneos e contradiçPes) Fma teia atem"oral 3orma a inter!
relação entre as necessidades individuais e as necessidades do gru"o, e entre dois atos
dissonantes da mesma "essoa)
' luta conseDuente eIige orientação, a"oio e estimulação comunit=rios "ara guiar ou ativar o
com"ortamento Due seGa di30cil demais "ara uma reali@ação solo) ' comunidade 3unciona como
um ethos de gru"o, "ro"orcionando os costumes, rituais e instrução Due dão con3orto ao
indiv0duo, liberando!o de eI"lorar "essoalmente tudo sob o sol "ara determinar aDuilo Due E
certo "ara ele) Cs ritos de "uberdade 3acilitam a entrada no mundo adulto, os ritos de luto guiam
a "essoa "ela "erda e a orientam "ara a moralidade, as cerimLnias de casamento são um
testemun1o comunit=rio de uma a3irmação de união "essoal etc)
'gora "recisamos de novos rituais, costumes e instruçPes, sens0veis Rs necessidades recorrentes,
mas tambEm enrai@ados na eI"eriOncia "resente) Cs "sicotera"eutas estão 3inalmente
começando a assumir "arte da res"onsabilidade ao moldar algumas das "ossibilidades "ara se
viver uma boa vida)
Cs "rinc0"ios da gestalt!tera"ia se a"licam es"ecialmente a "essoas reais encontrando "roblemas
reais num ambiente real) C gestalt!tera"euta E um ser 1umano na a/areness e interação) Para
ele, não eIiste uma essOncia "ura de um "aciente) EIiste a"enas a "essoa em relacionamento
com sua cena social, buscando crescer ao integrar todos os as"ectos de si mesmo)
7..
A:;n9*ce f6
'lgumas in3luOncias teLricas na gestalt!tera"ia
Bung di3eria de Hreud de algumas maneiras Due se re3letem na gestalt!tera"ia) Fm dos motivos
3oi ele ter articulado a caracter0stica "olar da vida 1umana) Segundo Bung, os as"ectos da
"ersonalidade aberta, "or sua "rL"ria "redominância, lançam na sombra um as"ecto o"osto) C
indiv0duo "ermanece incom"leto atE Due essa caracter0stica não aceita ou não recon1ecida seGa
recon1ecida e integrada na "ersonalidade) ' visão gest=ltica da "olaridade E mais abrangente e
livre do Due a visão de Bung * não est= con3inada ao arDuEti"o, mas brota "ara a vida como o
o"osto de DualDuer "arte, ou mesmo DualDuer caracter0stica, do eu)
Bung tambEm via os son1os e o simbolismo do son1o como eI"ressPes criativas do eu, e não
como dis3arces inconscientes de eI"eriOncias de vida "erturbadoras) Bung di@ia Due os s0mbolos
do son1o eram escol1idos "orDue eram o modo mais rico e mais com"leto de di@er aDuilo Due
"recisava ser dito) C gestalt!tera"euta tambEm vO o son1o como uma eI"ressão criativa, e não
como uma camu3lagem) Isso E uma conseDuOncia natural de nossa intenção de levar a sErio os
3en&menos, "or si mesmos, em ve@ de "rocurar "elo signi3icado oculto, Nmais realN) 4ão
tentamos seguir o son1o atE signi3icados obscuros
7.7
Due "odem ter sido obliterados na riDue@a inventiva do imagin=rio do son1ador) Para nLs, o
son1o E um tram"olim "ara o "resente, um coment=rio sobre a eIistOncia "resente do son1ador)
Procuramos "or signi3icados ainda vagamente 3ormados a serem descobertos na elaboração do
son1o) ' criatividade original do son1o E res"eitada e leva de uma eI"loração "ara outra, atE
Due as eI"ressPes do son1o encontrem toda sua vo@) Concebemos o son1o em termos de
situaçPes inacabadas Due reDuerem satis3ação e conclusão)
C conceito de situação inacabada ou não conclu0da leva a outra in3luOncia+ a teoria de
a"rendi@agem da gestalt) Cs "rimeiros "sicLlogos da gestalt acreditavam na necessidade
1umana inata de organi@ação e integridade da eI"eriOncia "erce"tual) Isso signi3icava Due o
"ercebedor estruturava sua eI"eriOncia de modo a ir na direção da totalidade e unidade da
con3iguração) '3irmamos Due a "essoa não "ode seguir adiante atE ter com"letado aDuilo Due
estiver vivenciando como incom"leto em sua vida, mas ir= se "reocu"ar com isso atE Due a
eI"eriOncia esteGa terminada e l1e traga satis3ação)
Fm outro legado da teoria de a"rendi@agem da gestalt E sua de3inição da 3ormação 3igura!3undo,
a economia "erce"tual b=sica Due "ermite Due o "ercebedor organi@e suas "erce"çPes em sua
unidade mais 3orte) 'da"tamos esse conceito "ara Due ele cor"ori3iDue o ritmo b=sico entre a
a/areness e a una/areness5 'o 3a@er isso, trans3ormamos esse conceito em nossa versão de um
"rocesso dinâmico da vida, ou como di@ <allen,
.
N)))um ScritErioS autLnomoN "ara o bom
3uncionamento)
Cs conceitos de 'dler sobre estilo de vida e eu criativo sustentam a "artici"ação Tnica e ativa de
cada indiv0duo Due * durante sua evolução "essoal * escul"e sua "rL"ria nature@a es"ec03ica)
Ele re"resentou o 1omem como um criador consciente de sua "rL"ria vida, a "onto de
"ro"orcionar a si mesmo as 3icçPes "elas Duais suas açPes eram guiadas) 'dler lembrou aos
"sicotera"eutas a im"ortância da su"er30cie da eIistOncia) Para a gestalt!tera"ia, a su"er30cie da
eIistOncia E o "lano do 3oco "reordenado, a "rL"ria essOncia do 1omem
.) ?ic1ard <allen+ Gesta%t therapy and )esta%t psycho%o)y * Ensaio a"resentado na reunião da 'ssociação
PsicolLgica de C1io, .968) Distribu0do "elo Instituto estalt de Cleveland)
7.:
"sicolLgico) V sobre essa su"er30cie Due a a/areness eIiste, dando R vida sua orientação e seu
signi3icado)
'lEm disso, 'dler era um tera"euta Due tratava as "essoas não como "atologias estili@adas, mas
como indiv0duos Tnicos Due estavam tentando lidar com a ação em Due acidentes como
in3luOncias "aternas e ordem de nascimento os 1aviam lançado) Ele usava "alavras Due não
3a@iam "arte do Gargão e dava atenção aos deseGos e necessidades comuns, "re"arando o
camin1o "ara uma abordagem na "sico!tera"ia Due "udesse lidar com o 1omem em termos da
eIistOncia cotidiana, momento a momento) /ambEm acreditamos Due o 1omem cria a si mesmo)
' maior energia "ara esse es3orço "rometEico vem de sua a/areness e da aceitação de si mesmo
como ele E no momento)
Duas das direçPes de ?anW tOm im"ortância es"ecial na evolução da gestalt!tera"ia) Embora sua
teoria seGa baseada na "rima@ia do trauma do nascimento e em sua in3luOncia dominante em
toda a eIistOncia subseDuente * uma Duestão "olEmica *, ele a3irmava Due a luta "rim=ria na
vida E "ela individuação "essoal, tambEm uma "reocu"ação 3undamental na gestalt!tera"ia) Essa
luta E travada nos es3orços do indiv0duo "ara integrar seus medos "olares de se"aração e de
união) ' se"aração tra@ o risco de "erda do relacionamento com o outro, enDuanto a união tra@ o
risco de "erda da individuação) ' resistOncia construtiva a essas alternativas assustadoras leva a
uma nova integração criativa dessas 3orças classicamente o"ostas)
' visão construtiva da resistOncia e de seu "a"el na resolução das "artes se"aradas de si mesmo
E um dos temas "rinci"ais na gestalt!tera"ia) ' gestalt!tera"ia recon1ece o "oder da resistOncia
criativa, mobili@ando!o como uma 3orça im"ortante, "ara ir alEm da mera resolução da
contradição e entrar numa nova com"osição "essoal)
Hinalmente, o interesse de ?anW no desenvolvimento de um senso de identidade individual
levou a uma mudança de 3oco na interação entre "aciente e tera"euta) C recon1ecimento dos
as"ectos 1umanos dessa interação 3a@ dele uma das "rinci"ais in3luOncias na direção de uma
orientação 1uman0stica na "sicotera"ia * uma im"ortante 1erança "ara a gestalt!tera"ia)
$ais do Due DualDuer outro, ?eic1 levou Perls a um interesse "elo car=ter do 1omem, visto
distintamente dos sintomas do 1omem) Em ve@ de "ermanecer 3iIado nos "adrPes de sintomas,
?eic1 trouIe o com"ortamento cotidiano "ara a cena anal0tica, dando atenção Rs
7.6
caracter0sticas lingu0sticas, "osturais, musculares e gestuais) Ele acreditava Due as ra0@es dos
neutrali@adores crLnicos da eI"eriOncia estavam dentro dessas eI"ressPes 1abituais e Due a
"sican=lise seria 3Ttil, a menos Due esses neut0ali@adores 3ossem dissolvidos) ?eic1 desenvolveu
uma metodologia com o obGetivo de dissolver esses neutrali@adores, e suas 3ormulaçPes eram
concretas e es"ec03icas) Por eIem"lo, o conceito de libido, Due originalmente tin1a sido
3ormulado "ara eI"licar a erogeneidade do bebE, tin1a se tornado uma abstração m0stica no
"ensamento anal0tico) ?eic1 re3ormulou a libido como ativação, Due eI"lica a atividade
"resente sem se envolver em es"eculaçPes instintivas nem in3antis)
?eic1 descreveu a criação da couraça cor"oral como o res0duo 1abitual do ato de re"ressão
1abitual, o Due, "ara ele, consistia em nada mais do Due uma "essoa tensionar seletivamente
seus mTsculos) ' tera"ia então era dedicada ao a3rouIamento dessa rigide@ cor"oral restritiva a
3im de liberar a ativação "elo com"ortamento natural Due 1avia sido enterrada "elo indiv0duo)
Essa era uma visão im"ressionantemente sim"les do 1omem, en3ati@ando as"ectos b=sicos e
sem en3eites como sensação, orgasmo, e a riDue@a da eI"ressão imediata e não distorcida)
?eic1 3icava indignado com as im"licaçPes sutis da teoria 3reudiana da sublimação, Due
descrevia atividades adultas, como cirurgia, arte, es"ortes etc, como a"enas dis3arces "ara se
acomodar a uma sociedade Due considerava conden=veis os motivos subGacentes a esses
com"ortamentos) Ele Dueria considerar o com"ortamento "or seu valor a"arente * uma On3ase
altamente res"eitada na gestalt!tera"ia) ' dis"osição de ?eic1 "ara ol1ar "ara as açPes sim"les
de u( (odo si(p%es levou a uma 3enomenologia mais vigorosa)
$oreno recon1eceu mais uma ve@ o "oder atem"oral das 3ormas de arte "ara "rodu@ir
mudanças nas "essoas) Ele colocou a arte a serviço de sua nova 3orma, "sicodrama, e abriu as
"ossibilidades criativas inerentes em se 3a@er uma a3irmação art0stica sobre a "rL"ria vida) 'lEm
disso, talve@ ainda mais im"ortante no conteIto de seu im"acto sobre a gestalt!tera"ia, est= a
lição im"l0cita no "sicodrama, ou seGa, a "essoa tem mais "ossibilidades de 3a@er descobertas ao
participar numa eI"eriOncia em ve@ de a"enas fa%ar sobre ela) Isso recon1ece a 3orça da
eI"eriOncia direta e vai alEm da con3iança na 3unção inter"retativa tão central "ara o ethos da
"sican=lise)
7.;
4aturalmente, nas mãos do gestalt!tera"euta, a "rodução "sico!dram=tica E bem di3erente
daDuilo Due $oreno tin1a em mente) Essencialmente, a di3erença E Due na gestalt!tera"ia o
drama tem maior "robabilidade de desenvolver!se a "artir das im"rovisaçPes do indiv0duo do
Due de começar "or um tema determinado ou com "ersonagens determinadas) Cs dramas da
gestalt muitas ve@es "odem tambEm ter um Tnico indiv0duo Due desem"en1a diversos "a"Eis *
como os atores de S1aWes"eare) Embora ambos, Perls e $oreno, "udessem discordar,
acreditamos Due isso E "rinci"almente uma di3erença de estilo, e não de teoria) Perls acreditava
Due como cada um desses "a"Eis era a"enas uma "roGeção de "artes do indiv0duo, ninguEm mais
"oderia desem"en1ar esses "a"Eis) Entretanto, "roGeção ou não, eIiste ainda um mundo l= 3ora
* e ele E ca"a@ de con3iguraçPes sem"re em mutação e suscet0vel a inter"retaçPes
diversi3icadas) Portanto, se alguEm 3a@ o "a"el de av& de Bo1n e Bo1n re"resenta a si mesmo, a
eIigOncia de Due Bo1n encare a versão de seu av& 3eita "ela outra "essoa ainda "ode ser uma
con3rontação v=lida na Dual Bo1n "ode investigar DuaisDuer "ossibilidades de ação Due ele
"recise recu"erar em sua vida) Isso não "recisa eIcluir as eI"eriOncias "oderosas Due Bo1n
tambEm "ode ter ao re"resentar a si mesmo e a seu av&)
' contribuição b=sica do eIistencialismo "ara a "sicotera"ia aconteceu mediante o
desenvolvimento de um ethos novo * e muito abrangente) C eIistencialismo trouIe a
relatividade "ara as ciOncias sociais e do com"ortamento ao de3inir novas visPes de autoridade,
con3iança, eI"eriOncia "artici"ante e ao a"licar os "rinc0"ios da "sicotera"ia "ara o crescimento
"essoal, não sL "ara a "atologia) Ele nos 3e@ res"eitar mais a im"ortância das DuestPes comuns e
cotidianas "ara a vida+ com"licaçPes no nascimento, morte, absurdo, con3usão, im"otOncia,
res"onsabilidade etc) Ignorar ou negar esses "roblemas "rodu@ uma segurança seletiva, mas
cara, Due E "aga "ela des"erso!nali@ação, "ela violOncia eI"losiva e aleatLria, e "or vida de
segunda mão) Embora os eIistencialistas o3ereçam "ouco com relação Rs "rescriçPes "r=ticas,
seus conceitos de eI"eriOncia, autenticidade, con3rontação e a necessidade de ação viva e
"resente incentivaram a inventividade "sicotera"Outica Due busca dar substância a esses obGe!
tivos Due de outro modo "ermaneceriam abstratos)
7.8
'"Ondice D
Encontro de grande gru"o e semin=rio Fniversidade
Case!<estern ?eserve Sessão , ! ; de abril de
.98.
/ornando!se con1ecido
.) Apresenta!o * '3irmação curta re3erente ao "rocesso de tornar!se con1ecido (l0deres de
gru"o))
,) Einha saco%a * /odos recebem uma sacola de "a"el, algumas tiras de "a"el e uma caneta)
Pede!se Due eles escrevam+
Do %ado de fora da sacola+ NDuatro coisas sobre vocO Due são con1ecidas "ela maioria das
"essoas Due o con1ecem * elas l1e disseram isso ou "erguntaram ou comentaram sobre elas *
vocO tende a aceitar ou a concordar com essas coisasN)
Tiras de pape% dentro da saco%a" NDuatro coisas sobre vocO Due não são con1ecidas de modo
geral) Embora vocO não ten1a obGeção a Due as "essoas saibam dessas coisas, "or alguma ra@ão,
timide@, 3alta de o"ortunidade, elas não a"arecem com muita 3reDuOncia * as "essoas
sim"lesmente não viram essas coisas em vocO, ou tOm de con1ecer vocO muito bem antes Due
"ossam saber dessas coisas a seu res"eitoN)
7.9
'gora, escol1a um "arceiro * troDuem as sacolas e, antes de DualDuer outra coisa, leiam e
conversem sobre o Due est= escrito do lado de 3ora da sacola de seu "arceiro)
De"ois, alternem!se, retirando uma a3irmação da sacola de seu "arceiro e discutindo essas
coisas Due ele descreveu como menos con1ecidas sobre si mesmo)
7) Persona)ens de fic!o * Hormem gru"os de Duatro "essoas * não 3iDue com o "arceiro do
eIerc0cio anterior)
Dessa ve@, ol1e "ara as outras "essoas em seu gru"o e decida como vocO vai usar cada uma
delas numa 1istLria, romance ou "eça Due "ossa escrever) Imagine como cada uma das outras
"essoas em seu gru"o "oderia ser um "ersonagem nessa 1istLria) Por eIem"lo+
auem vocO usaria num "er0odo 1istLricob aual "er0odo+
numa aventura românticab
numa 3antasia 3uturista de 3icção cient03icab
numa trama de es"ionagemb, mistEriob, melodramab,
comEdiab numa 1istLria realista sobre o "resenteb
Elas seriam+
1erLi ou 1ero0nab
vilãob
namoradosb
"ersonagem engraçado, durãob
es"iãob
1omem ou mul1er s=bios e "E!no!c1ãob
cLmicob
es"ectador inocenteb
"ersonagem tr=gicob
Discutam "or algum tem"o como essa "essoa reage ao ti"o de "ersonagem Due ela l1e sugere)
/ente usar aDuilo Due vocO "ercebe neste momento, de modo a "oder com"artil1ar suas ra@Pes
"ara designar R outra "essoa o "a"el Due l1e deu) Discussão com o gru"o todo)
514
:) Tocar1 Parte i * HiDue em seu gru"o de Duatro, uma "essoa "or ve@ 3ec1a os ol1os) 's outras trOs vão
atE ela, uma "or ve@, e colocam as mãos sobre as dela) ' Due est= com os ol1os 3ec1ados tem de descobrir
tudo o Due "uder sobre a outra "essoa a"enas tocando suas mãosM a"enas "elo con!tato com as mãos ela
deve tentar descobrir o Due "uder sobre a outra "essoa) Discuta isso com seu gru"o)
Parte II * Escol1a um "arceiro no seu gru"o de Duatro) 'lternem!se, com uma "essoa 3ec1ando os ol1os
e a outra tocando a"enas seu rosto * sem 3alar * "ara ter um senso de como são tanto o rosto da outra
"essoa Duanto a estrutura "or baiIo dele) Então, o Due vocO "ode saber sobre a "essoa cuGo rosto est=
tocandob Para aDuela cuGo rosto est= sendo tocado+ "reste atenção a como vocO se sente com isso, Due
"artes de seu rosto são certas "ara serem tocadasb aue "artes 3a@em com Due se sinta "ouco R vontade ao
serem tocadasb /roDuem de "a"Eis, sem 3alar) De"ois, discuta a eI"eriOncia com seu "arceiro)
6) 'antasia acrescentando u(a pessoa * /rOs "ares de "essoas se Guntam "ara 3ormar um gru"o de seis)
Hec1e seus ol1os e "ense sobre sua vida e na 3antasia acrescente uma "essoa a seu "assado Due "oderia ter
contribu0do com algo Due vocO sente 3alta e Due "oderia ter 3eito uma grande di3erença "ara vocO) Por
eIem"lo, vocO "oderia acrescentar um irmão mais vel1o, ou determinado ti"o de "ro3essor etc) Conte a
seu gru"o sobre sua 3antasia e as di3erenças Due vocO imaginou Due esse "ersonagem acrescentado
"oderia ter 3eito em sua vida)
;) Ap%ausoH Ap%ausoH * Cs gru"os se reTnem, sentados como um todo com um es"aço va@io no centro
do c1ão) Fma "essoa "or ve@, Duem o"tar "or 3a@er isso, vai atE o es"aço va@io e di@ seu nome em vo@
alta) De"ois, o restante do gru"o l1e d= uma salva de "almas, celebrando, gritando NBravoZN se deseGarem
etc) ' "essoa no centro agradece ao a"lauso, da maneira Due deseGar) 'lgumas outras "essoas tambEm
3a@em isso)
7,.
E?QI4 PCLS/E? tem sido, 1= um longo tem"o, l0der no treinamento de gestalt!tera"eutas e
ativo "orta!vo@ da gestalt!tera"ia com seus escritos, /or.shops1 "alestras e cursos) Contribui
"ara diversos livros, incluindo Gesta%t therapy no/1 Reco)nitions in )esta%t therapy1 En0counter
e T/e%#e therapists5 4o in0cio dos anos .9;-, ele 3undou o Programa de /reinamento e PLs!
raduação do Instituto estalt de Cleveland, onde, atE recentemente, 3oi "residente do cor"o
docente de treinamento)
$x?I'$ PCLS/E? 3oi membro do cor"o docente de treinamento no Instituto estalt de
Cleveland e lecionou "sicologia nas universidades Case <estern e Cleveland State, e no
Instituto de 'rte de Cleveland)
'tualmente, Erving e $iriam são co!diretores do Centro de /reinamento estalt de São Diego,
Cali3Lrnia)