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Pós em Engenharia de Segurança do Trabalho – Anhanguera

Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho
Nome: Francisco Miguel Lesmo e Lucas do Espirito Santo Pires

Documentos Legais de Saúde e Segurança do Trabalho

- PCMAT: Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
Civil, estabelecido em uma das Normas Regulamentadoras (NR-18), aprovadas pela Portaria
n.º 3214, de 08 de junho de 1978 do Ministério do Trabalho. Deve garantir, por ações
preventivas, a integridade física e a saúde do trabalhador da construção civil, funcionários
terceirizados, fornecedores, contratantes, visitantes, etc. Enfim, as pessoas que atuam direta
ou indiretamente na realização de uma obra ou serviço e estabelecer um sistema de gestão
em Segurança do Trabalho nos serviços relacionados à construção, através da definição de
atribuições e responsabilidades à equipe que irá administrar a obra. O PCMAT deve
contemplar as exigências contidas na NR-9 - Programa de Prevenção de Riscos Industriais.
O PCMAT é elaborado a princípio pelo próprio Serviço Especializado em Segurança e Medicina
do Trabalho - SESMT da empresa ou instituição;

- PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, é

nr 7, monitora a saúde do trabalhador e garantir integridade física, programa de controle
médico e saúde ocupacional
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO é um procedimento
legal estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho, no Brasil, mediante aNorma
Regulamentadora 7, visando proteger a Saúde Ocupacional dos trabalhadores.
Algumas de suas exigências básicas são a realização e registros dos seguintes exames
em todos os empregados de uma empresa
1
:
 Exame admissional;
 Exame periódico;
 Exame de retorno ao trabalho (após afastamento por doença ou acidente);
 Exame de mudança de função;
 Exame demissional.
O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) é o conjunto dos
procedimentos que devem ser adotados pelas empresas com o objetivo de prevenir e
diagnosticar precocemente os danos à saúde decorrentes do trabalho.
Para identificar esses riscos, ele trabalha em parceria com o PPRA – Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais. O PCMSO foi criado em 29 de Dezembro de 1994 com
a reedição da NR 7 (Norma Regulamentadora 7), da Portaria 3.21478 do Ministério do
Trabalho.
Ficam desobrigados de indicar médico coordenador as empresas de grau de risco 1 e 2,
segundo o Quadro I da NR-4, com ate 25 empregados.
Compete ao trabalhador: a) garantir a elaboração e efetividade implentação do PCMSO,
bem como zelar pela sua eficácia. b)indicar, dentre os médicos dos Serviços
Especializados em Engenharia de Segurancia do Trabalho capaz de elaborar o PCMSO.




- PPRA: NR9, MT, estabelecer um metodologia que garantam a saúde e segurança dos trab,
programa de prevenção de riscos ambientais,
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é um conjunto de ações
visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da
antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em
consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
No Brasil a legislação do trabalho obriga todas as empresas públicas e privadas a
elaborarem e implementarem o PPRA, além de manter um documento-base de registro
dessas ações, que incluem:
 levantamento dos riscos;
 planejamento anual com estabelecimento de metas e prioridades;
 cronogramas;
 estratégia e metodologia de ação;
 forma do registro, manutenção e divulgação dos dados;
 periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.
O PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais foi estabelecido pela Secretaria
de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério do Trabalho, por meio da Norma
Regulamentadora NR 9, Portaria 3214/78, com objetivo de definir uma metodologia de
ação para garantir a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores face aos riscos
existentes nos ambientes de trabalho.
São considerados riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos. São
considerados fatores de riscos ambientais a presença destes agentes em determinadas
concentrações ou intensidade. O tempo máximo de exposição do trabalhador a esses
agentes é determinado por limites pré estabelecidos.






- LTCAT: INSS, classifica em insalubridade e periculosidade, NR 15 e 16, coibir aposentadoria,
O Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) é um documento técnico, de caráter
pericial, que registra as condições ambientais do trabalho. É um documento que avalia os diversos cargos
de trabalho, em uma empresa, quanto à exposição de agentes nocivos à saúde e à segurança do
trabalhador (agentes físicos, químicos e biológicos – NR-15 e NR-16) e classifica as atividades com
relação à salubridade, insalubridade, periculosidade e percentual de pagamento e enquadramento com
relação à Aposentadoria Especial (INSS).
O LTCAT é fundamentado na Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, do MTE e regulamentada pela
Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 1978, do MTE e pelo Decreto nº 3048/99 de 12 de maio de 1999 e
pela Instrução Normativa nº 99, de 10 de dezembro de 2003 do INSS. Artigos 189 a 192 da (CLT) e de
acordo com o Artigo 57 da Lei 8.213/91 e os Artigos 64 e 65 do Decreto Lei nº 3048/99.
A emissão deste documento é de responsabilidade do Médico do Trabalho ou do Engenheiro de
Segurança do Trabalho por prerrogativa decorrente da Constituição Federal e também pela redação do
Artigo 195 da CLT – Consolidação das Leis de Trabalho.
De acordo com a Instrução Normativa INSS/DC 078 de16/07/2002 o empregador deverá manter
o LTCAT atualizado com referências aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus
trabalhadores e deverá renová-lo sempre que necessário e ao menos uma vez ao ano. Assim como
o PPRA, o LTCAT deverá ser mantido por um período mínimo de 20 (vinte) anos. Nos casos em que os
trabalhadores estão expostos a substâncias cancerígenas o laudo deverá ser mantido por até 30 (trinta)
anos.
Este documento deverá estar disponível na empresa para análise dos Auditores Fiscais da Previdência
Social, Médicos e Peritos do INSS, devendo ser realizadas as alterações necessárias no mesmo, sempre
que as condições de nocividade se alterarem, guardando-se as descrições anteriormente existentes no
referido Laudo, juntamente com as novas alterações introduzidas, datando-se adequadamente os
documentos, quando tais modificações ocorrerem.
Por que é tão importante que a empresa tenha o LTCAT?
• Para provar que a doença ou acidente de trabalho não foi culpa do empregador por descumprimento das
normas de saúde e segurança do trabalho, junto ao INSS e na Justiça Estadual civil e criminal;
• Para provar ao INSS a não sonegação ou pagamento correto fiscal-previdenciário, de recolhimento da
alíquota destinada ao financiamento de aposentadoria especial pela empresa;
• Para entregar ao segurado-trabalhador por ocasião no encerramento de sua relação de trabalho quando
assim a lei exigir;
• Para cumprir a Lei que o exige permanentemente atualizado desde 29/04/95 e o seu não atendimento
sujeita a empresa à multa fiscal;
• Para coletar dados que servirão de base para elaboração do PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário.



- PGR:
O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) tem como principal objetivo prevenir a
ocorrência de acidentes ambientais que possam colocar em risco a integridade física dos
trabalhadores, bem como a segurança da população e o meio ambiente.
Assim, para a sua efetividade, o PGR deverá ser estruturado contemplando todas as ações
necessárias para a prevenção de acidentes ambientais, bem como para a minização de
eventuais impactos caso ocorram situações anormais.
Internacionalmente, o termo gerenciamento de riscos é utilizado para caracterizar o processo
de identificação, avaliação e controle de riscos. Assim, de modo geral, o gerenciamento de
riscos pode ser definido como sendo a formulação e a implantação de medidas e
procedimentos, técnicos e administrativos, que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os
riscos, bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança
considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.
O que é o PGR?
O Plano de Gerenciamento de Riscos é a compilação de todos os planos relacionados com a
prevenção de riscos ambientais, respostas a impactos ambientais e ainda com o
gerenciamento de resíduos sólidos de forma a atender de forma abrangente o gerenciamento
de emergência, o qual por sua vez é um dos elementos principais de um programa de
gerenciamento de riscos.

Qual é o objetivo do PGR?
Para o gerenciamento de riscos geralmente se adota uma série de ações preventivas as quais
têm por objetivo evitar que os acidentes ocorram, porém mesmo adotando-se estas medidas
preventivas deve-se supor que os acidentes podem ocorrer e, portanto, a empresa bem como
seus empregados e colaboradores devem estar preparados para minimizar e dominar as
emergências advindas destes acidentes.

Quais são os outros objetivos do PGR?
Além de atender a legislação CONAMA 273/2000 o objetivo desse plano é reunir informações e
orientações aos responsáveis, trabalhadores e usuários referente á prevenção de acidentes e
riscos ambientais nesse posto de abastecimento.

O PGR é exigido pelos dos órgãos ambientais?
Sim. O PGR é um dos documentos exigidos pelos órgãos ambientais para obtenção ou
renovação da Licença Ambiental da empresa (LP – Licença Prévia, LI - Licença de Instalação,
LO – Licença de Operação).

Quem é o responsável pela elaboração e assinatura do PGR?
É o Engenheiro legalmente habilitado na área ambiental e devidamente credenciado junto ao
CREA – Conselho Regional de Engenharia.

No que consiste o PGR?
O presente plano consiste na tomada de decisões imediatas para controlar situações de
emergência e risco, porém devemos adotar também medidas preventivas para que eles não
ocorram, e no caso de ocorrerem, que sejam facilmente controlados.

Quais são as medidas de atenuação de ocorrências em uma empresa?
A seguir serão apresentadas algumas medidas que podem minimizar a ocorrência de situações
anormais e que facilmente podem ser adotadas nas instalações de quaisquer empresas,
particularmente, em postos de serviços:
• Adoção de equipamentos e sistemas de controle de estoques de preferência automatizado.
• Poços de monitoramento de águas subterrâneas automáticos.
• Não guardar roupas, garrafas, marmitas e outros objetos dentro de quadros elétricos.
• Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis, sinalizados e de fácil acesso,
de preferência aterrados.
• As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas, para os trabalhadores não tocarem nas
partes energizadas provocando choques e eventuais faíscas.
• Os equipamentos elétricos devem estar desligados da tomada quando não estiverem sendo
usados.
• Antes de começar a trabalhar com eletricidade em lugares molhados ou úmidos, é preciso
examinar os fios e cabos, os equipamentos e as ligações elétricas. Qualquer defeito que for
encontrado deve ser logo consertado.




- PPP: perfil profissiografico previdenciário, Previdência Social
O Perfil Profissiográfico Previdenciário-PPP constitui-se em um documento histórico-
laboral do trabalhador que reúne, entre outras informações, dados administrativos,
registros ambientais e resultados de monitoração biológica, durante todo o período em
que este exerceu suas atividades na respectiva empresa.
Tendo sua elaboração obrigatória a partir de 01.01.2004 (data fixada pela IN INSS/DC
96/2003) o PPP tem por objetivo primordial fornecer informações para o trabalhador
quanto às condições ambientais de trabalho, principalmente no requerimento de
aposentadoria especial.
O PPP tem como finalidade:
 Comprovar as condições para habilitação de benefícios e serviços
previdenciários, em particular, o benefício de aposentadoria especial;
 Prover o trabalhador de meios de prova produzidos pelo empregador perante a
Previdência Social, a outros órgãos públicos e aos sindicatos, de forma a garantir
todo direito decorrente da relação de trabalho, seja ele individual, ou difuso e
coletivo;
 Prover a empresa de meios de prova produzidos em tempo real, de modo a
organizar e a individualizar as informações contidas em seus diversos setores ao
longo dos anos, possibilitando que a empresa evite ações judiciais indevidas
relativas a seus trabalhadores;
 Possibilitar aos administradores públicos e privados acesso a bases de
informações fidedignas, como fonte primária de informação estatística, para
desenvolvimento de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como definição
de políticas em saúde coletiva.
Criado para substituir os antigos formulários denominados SB 40, DISES BE 5235,
DSS 8030 e DIRBEN 8030, os quais sempre foram de preenchimento obrigatório
apenas para aqueles trabalhadores que laboram expostos a agentes nocivos à sua saúde,
sua exigência legal se encontra no artigo 58 da Lei 8.213/91.
Anteriormente somente os trabalhadores que tinham direito a se aposentar
precocemente, com a chamada aposentadoria especial, recebiam os formulários
substituídos pelo PPP.
Em decorrência da IN INSS 118/2005, a partir de 1º de janeiro de 2004, a empresa ou
equiparada à empresa ficou obrigada a elaborar o PPP, conforme anexo XV da referida
Instrução, de forma individualizada para seus empregados, trabalhadores avulsos e
cooperados. Atualmente, a Instrução Normativa INSS 45/2010 é que estabelece as
instruções de preenchimento e o modelo do formulário do PPP.
A exigência abrange aqueles que laborem expostos a agentes nocivos químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física,
considerados para fins de concessão de aposentadoria especial, ainda que não presentes
os requisitos para a concessão desse benefício, seja pela eficácia dos equipamentos de
proteção, coletivos ou individuais, seja por não se caracterizar a permanência.



- Laudo Técnico Ergonômico: nr 17
O que é Laudo Ergonômico?
O Laudo ou Análise ergonômica é um documento obrigatório a todas às empresas que
possuem empregados, cujas atividades ou operações os expõem a riscos, que por sua
natureza ou métodos de trabalho, impliquem em esforços de levantamento, transporte e
descarga individual de materiais, ou outros que exigem postura forçada e ainda, esforços
repetitivos.

Qual o objetivo do Laudo Ergonômico?
O objetivo principal do laudo ou análise ergonômica é identificar os riscos ergonômicos, bem
como recomendar as intervenções e ou adaptações necessárias, seja no ambiente de trabalho,
mobiliário, máquinas, equipamentos e ferramentas, ou nos processos de trabalho, de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente, além de preservar a
saúde do trabalhador e em especial as prevenir o acometimento das LER/DORT (Lesões por
Esforços Repetitivos/Distúrbios Ósteosmusculares Relacionados ao Trabalho).

Como são avaliados os riscos dos ambientes de trabalho?
Os Riscos dos ambientes de trabalho são avaliados de forma qualitativa, procedendo-se em
seguida, o enquadramento de acordo com os dispositivos legais.

Os adicionais de insalubridade e periculosidade são cumulativos?
Não, porém o empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja
devido.

Quem é o responsável pela elaboração e assinatura do Laudo de Ergonômico?
É o Engenheiro de Segurança do Trabalho legalmente habilitado na área de segurança do
trabalho e devidamente credenciado junto ao CREA – Conselho Regional de Engenharia.

Qual é a validade do Laudo de Periculosidade?
A exemplo do PPRA conforme subitem 9.2.1.1. da NR-09, deverá ser efetuada, sempre que
necessário e pelo menos uma vez ao ano, uma análise global do Laudo Ergonômico para
avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de
novas metas e prioridades.

Por quanto tempo deve ser guardado o Laudo ergonômico?
A exemplo do PPRA, os dados deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 (vinte)
anos.

Qual é a obrigatoriedade das empresas possuírem o Laudo Ergonômico?
A Norma Regulamentadora – NR-17 – Ergonomia (Lei nº 6514/77 – Portaria nº 3751/90)
estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todas as empresas
que admitam empregados que estejam expostos a riscos ergonômicos.



- PCA: Programa de Controle Auditivo,
PCA – Programa de Conservação auditiva é um conjunto de medidas coordenadas
que previnem a instalação ou evolução das perdas auditivas ocupacionais, é um
processo contínuo e dinâmico de implantação de rotinas nas empresas. Onde existir o
risco para a audição do trabalhador há necessidade de implantação do PCA.

É um programa previsto na NR - 9 buscando “a preservação da saúde e da integridade
dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente
controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venha a existir no
ambiente do trabalho”. O instrumento de gestão transparente e participativa que
pressupõe ações a serem desenvolvidas no âmbito da empresa sob a
responsabilidade do empregador.

A conservação auditiva nas empresas valoriza o trabalhador, promove a elevação da
autoestima do funcionário, fazendo com que ele trabalhe mais satisfeito e sentindo-se
seguro no âmbito ocupacional. O ruído associado a agentes químicos, radiações
ionizantes, frio/calor/vibração, acidentes com traumatismo cranioencefalico,
barotraumas e alérgenos, são agentes ocupacionais que provocam perdas auditivas.

O PCA envolve a atuação de uma equipe multiprofissional, pois são necessárias
medidas de engenharia, medicina, fonoaudiologia, treinamento e administração. A NR-
9 é a norma regulamentadora que estabelece e obriga a elaboração e implementação
por parte das empresas e instituições que admitam trabalhadores como empregados.
O PPRA visa à prevenção da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da
antecipação, reconhecimento, avaliação e o controle da ocorrência de riscos
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.

O PPRA é o programa que norteia a conservação auditiva, facilitando assim o
desenvolvimento do PCA. O programa de controle de riscos ambientais que faz o
planejamento anual com estabelecimento de metas e prioridades, além de usar uma
metodologia de ação e periodicidade. A metodologia deve ser suficiente para a
eliminação, minimização ou controle dos riscos no ambiente de trabalho. O controle do
ruído é uma questão de importância econômica e social, além da saúde. A saúde
auditiva é possível se os objetivos forem atingidos e os requisitos mínimos
estabelecidos colocados em prática com eficiência.

Os objetivos do PCA levam em consideração as necessidades da empresa. Um
bom ou mau programa de conservação auditiva vai depender diretamente das
mesmas coisas, que são:
- Recursos de Tempo
- Recursos Econômicos
-Equipe multiprofissional

O objetivo principal do PCA é assegurar a saúde auditiva dos trabalhadores expostos
a níveis elevados de pressão sonora, dando ênfase à qualidade de vida do
trabalhador, evitando perdas auditivas induzidas por ruídos ou agentes nocivos e
reduzir os efeitos que o ruído pode causar no organismo.

É necessário motivação da empresa e funcionário para que a implementação do
programa seja eficaz, pois os benefícios atingem as duas partes, trazendo conforto,
segurança e lucratividade para a empresa.

Os objetivos específicos do PCA são:
• Melhorar a qualidade de vida do trabalhador
• Identificar funcionários com problemas na audição
• Diagnosticar precocemente as perdas auditivas
• Adequar as empresas às exigências legais
• Reduzir custo de insalubridade
• Redução de reclamatórias trabalhistas



- PGR: Programa de Gerenciamento de Riscos, NR-22, Mineração



- ASO: Atestado de Saúde Ocupacional, NR-7
ASO é um dos documentos da Medicina do Trabalho mais
importante na empresa. Tanto para o diagnóstico de males
dos mais variados tipos, para o desenvolvimento de práticas
preventivas baseadas nas enfermidades encontradas, e para
a gestão de segurança do trabalho como um todo.

O que é ASO
A sigla ASO significa Atestado de Saúde Ocupacional.

Para que serve o ASO?
O ASO é o atestado que serve para definir se o funcionário
está apto ou inapto para a realização de suas funções dentro
do local de trabalho.

Quais os benefícios do ASO?
O ASO documenta na área médica os riscos a que o
funcionário está exposto. Funciona tipo um mapeamento
detalhado dos riscos.
No ASO também estarão relatados os exames
médicos específicos para determinada função, esses exames
serão definidos baseados no risco. A partir dos riscos
encontrados no ASO (Atestado de Saúde ocupacional)
podemos determinar quais as medidas que podem ser
adotadas para evitar doenças que porventura forem
diagnosticadas.
O ASO também aparece forte em profissões de risco. E com
seu diagnóstico de apto ou inapto impede que, por exemplo,
que um funcionário portador de uma doença que gere mal
súbito seja colocado para trabalhar em altura a caia devido a
ela.

Quando o ASO deve ser emitido?
O ASO é regulamentado pela NR 7 deve ser emitido no
exame admissional, no exames periódicos, mudança de
função, retorno ao trabalho, e no demissional.

O ASO deve ser emitido em quantas vias?
Para cada exame realizado, o médico emitirá em duas vias o
ASO. A primeira via ficará arquivada no local de trabalho
inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras à disposição
da fiscalização do trabalho. A segunda via será
obrigatoriamente entregue ao trabalhador mediante recibo na
primeira via.

No ASO contém a identificação do trabalhador, os riscos aos
quais ele estará exposto, e os procedimentos médicos que ele
foi submetido. Ou seja, a empresa estará ciente da condição
de saúde do trabalhador.

Texto da NR 7
NR 7.4.4. Para cada exame médico realizado, o médico emitirá o Atestado de
Saúde Ocupacional – ASO, em 2 vias.

NR 7.4.4.1. A primeira via do ASO ficará arquivada no local
de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou
canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho.

NR 7.4.4.2. A segunda via do ASO será obrigatoriamente
entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.

Os exames do ASO devem constar no PCMSO segundo NR 7 no item 7.4.4.1.

O ASO deverá conter no mínimo:
a) nome completo do trabalhador, o número de registro de
sua identidade e sua função;
b) os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência
deles, na atividade do empregado, conforme instruções
técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no
Trabalho-SSST;
c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido
o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data
em que foram realizados;
d) o nome do médico coordenador, quando houver, com
respectivo CRM;
e) definição de apto ou inapto para a função específica que o
trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu;
f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou
forma de contato;
g) data e assinatura do médico encarregado do exame e
carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho
Regional de Medicina.
Embasamento NR 7.4.4.3.

Veja: Modelo de ASO – download

Os exames do PCMSO

Exame médico admisional
O exame médico admissional, deverá ser realizado antes que
o trabalhador assuma suas atividades;

Exame médico periódico
O exame médico periódico deve obedecer
aos intervalosmínimos de tempo abaixo discriminados de
acordo com a NR 7:
Para trabalhadores expostos a riscos ou a situações de
trabalho que impliquem o desencadeamento ou agravamento
de doença ocupacional, ou, ainda, para aqueles que sejam
portadores de doenças crônicas, os exames deverão ser
repetidos:
- A cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico
encarregado, ou se notificado pelo médico agente da inspeção
do trabalho, ou, ainda, como resultado de negociação coletiva
de trabalho;
- De acordo com à periodicidade especificada no Anexo n.º 6
da NR 15, para os trabalhadores expostos a condições
hiperbáricas;
- Anual, quando menores de 18 (dezoito) anos e maiores de
45 (quarenta e cinco) anos de idade;
- A cada dois anos, para os trabalhadores entre 18 (dezoito)
anos e 45 (quarenta e cinco) anos de idade.
NR 7.4.3.2

Exame médico de retorno ao trabalho
O exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser realizado
obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de
trabalhador ausente por período igual ou superior a 30
(trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza
ocupacional ou não, ou parto.
Importante: Nesse item não se inclui o período de férias, seja
ela de quantos dias for.
NR 7.4.3.3

Exame médico para mudança de função
No exame médico de mudança de função, será
obrigatoriamente realizada antes que o trabalhador mude
efetivamente de função.
NR 7.4.3.4.

O que é entendido por mudança de função?
A NR 7 entende por mudança de função toda e qualquer
alteração de atividade, posto de trabalho ou de setor que
implique a exposição do trabalhador a risco diferente daquele
a que estava exposto antes da mudança.

Exame médico demissional
O exame médico demissional, será obrigatoriamente realizado
até a data da homologação, desde que o último exame
médico ocupacional tenha sido realizado há mais de:
- 135 (centro e trinta e cinco) dias para as empresas de grau
de risco 1 e 2, segundo o Quadro I da NR-4;
- 90 (noventa) dias para as empresas de grau de risco 3 e 4,
segundo o Quadro I da NR-4.
As empresas enquadradas no grau de risco 1 ou 2, segundo o
Quadro I da NR-4,poderão ampliar o prazo de dispensa da realização do
exame demissional em até mais 135 (cento e trinta e cinco) dias,
em decorrência de negociação coletiva, assistida por
profissional indicado de comum acordo entre as partes ou por
profissional do órgão regional competente em segurança e
saúde no trabalho.
As empresas enquadradas no grau de risco 3 ou 4, segundo o
Quadro I da NR 4,poderão ampliar o prazo de dispensa da realização do
exame demissional em até mais 90 (noventa) dias, em decorrência
de negociação coletiva assistida por profissional indicado de
comum acordo entre as partes ou por profissional do órgão
regional competente em segurança e saúde no trabalho.
(Alterado pela Portaria n.º 8, de 05 de maio de 1996)
Os dados obtidos através dos exames médicos feitos pelo
Médico do Trabalho, devem ficar guardados por no mínimo 20
anos.
Havendo transferência do Medico titular, os dados devem ser
repassados ao seu sucessor.
NR 7.4.5.1.



- PPR:
O que é o Programa de Proteção Respiratória ?


Programa de Proteção Respiratória (PPR), conforme Instrução Normativa da
Portaria 3214/78 do MTE.

O programa de proteção respiratória serve para que o empresário tenha certeza de que o seu funcionário está
saudável hoje e que continuará no futuro também.

É obrigatório para as empresas em que temos trabalhadores em ambientes com material em suspensão
(aerodispersóides) e considerados prejudiciais à saúde.

Objetivos

Manter o controle para o correto uso de protetores das vias aéreas (respiratórias), e dos funcionários envolvidos em
ambientes contendo elementos em suspensão (aerodispersóides, névoas, fumos, radionuclídeos, neblina, fumaça,
vapores, gases) que provoquem danos às vias aéreas (pulmão, traquéia, fossas nasais, faringe).

Utilizam-se protetores quando ocorrem emergências, quando medidas de controle coletivo não são viáveis, ou
enquanto não estão sendo implantadas ou estão em fase de implantação.

Responsabilidades

O administrador da empresa é o principal responsável por tudo que ocorrer dentro da mesma, seja por culpa
(contratual, extracontratual ou aquiliana, "in eligendo", "in vigilando", "in committendo", "in omittendo", "in custodiendo",
"in concreto" ou "in abstracto") , dolo, imprudência ou negligência.

É o administrador que poderá realizar alterações no programa de proteção respiratória.
O Engenheiro do Trabalho, Médico Ocupacional ou Técnico de Segurança do Trabalho se constituem nos
responsáveis pelo acompanhamento das atividades e sua implantação efetiva.

De acordo com a Portaria número 1 de 11 de Abril de 1994, emitida pelo Ministério do Trabalho, cujo conteúdo
estabelece um regulamento técnico sobre uso de equipamentos de proteção respiratória, todo empregador deverá
adotar um conjunto de medidas com a finalidade de adequar a utilização de equipamentos de proteção respiratória -
EPR, quando necessário para complementar as medidas de proteção eletivas implementadas, ou com a finalidade de
garantir uma completa proteção ao trabalhador contra os riscos existentes nos ambientes de trabalho.



- Laudo SPDA:
DOCUMENTO EXIGIDO PARA CONDOMINIOS E EMPRESAS

O objetivo deste de um Laudo é fornecer informações referentes as atuais condições da instalação do SPDA - Sistema
de Proteção contra Descargas Atmosféricas (Pára-Raios), para efeito de atendimento as prescrições da NBR 5419/2005
da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Considerações Importantes quanto ao funcionamento de um
SPDA:

- A descarga elétrica atmosférica (raio) é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível, tanto em relação as
suas características elétricas (intensidade de corrente, tempo de duração), com em relação aos efeitos destruidores,
decorrentes de sua incidência sobre as edificações.
O Laudo do SPDA é o relatório das inspeções e medições do sistema de aterramento elétrico e do sistema de para -
raios, segundo a norma NBR 5419.
São realizadas inspeções dos sub sistemas do SPDA, verificando as conexões, a integridade física dos componentes, a
conformidade com o projeto, a conformidade com a norma, o estado das malhas, dos captores, descidas,etc.
São realizadas também medições de resistência de terra em diversos pontos e medições de continuidade das malhas e
cabos de equipotencialização.
Todas as não conformidades são registradas em foto.




1. OS LAUDOS SÃO OBRIGATÓRIOS ?
Sim. A nova redação da NR10 item 10.2.4.g estabelece que o PIE - Prontuário das Instalações Elétricas deve conter o
Relatório Técnico das Inspeções que nada mais é do que o Laudo Técnico das Instalações Elétricas. A mesma norma,
no item 10.2.4.b estabelece que o PIE deve conter o Laudo de inspeção do SPDA.
Importante destacar que ambos os laudos, juntamente com o Diagnóstico NR10, irão se constituir na BASE para a
estruturação do Prontuário Elétrico, e conseqüentemente de todo o sistema de segurança elétrica da empresa.
2. QUEM PODE ELABORAR OS LAUDOS TÉCNICOS ?
Os laudos devem ser elaborados por Engºs Eletricistas, pois somente este tem a habilitação legal (Item 10.2.7 da
NR10), e com ART (Anotação Responsabilidade Técnica). Para isenção de opinião e segurança dos trabalhadores os
Laudos devem ser executados por profissionais independentes.




- Certificado de Aprovação de Instalações: NR-2
NORMA REGULAMENTADORA 2 - NR 2
INSPEÇÃO PRÉVIA
2.1. Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá
solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb.
2.2. O órgão regional do MTb, após realizar a inspeção prévia, emitirá o
Certificado de Aprovação de Instalações - CAI, conforme modelo anexo.
2.3. A empresa poderá encaminhar ao órgão regional do MTb uma declaração
das instalações do estabelecimento novo, conforme modelo anexo, que poderá
ser aceita pelo referido órgão, para fins de fiscalização, quando não for
possível realizar a inspeção prévia antes de o estabelecimento iniciar suas
atividades.
2.4. A empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do órgão regional do
MTb, quando ocorrer modificações substanciais nas instalações e/ou nos
equipamentos de seu(s) estabelecimento(s).
2.5. É facultado às empresas submeter à apreciação prévia do órgão regional
do MTb os projetos de construção e respectivas instalações.
2.6. A inspeção prévia e a declaração de instalações, referidas nos itens 2.1 e 2.3,
constituem os elementos capazes de assegurar que o novo estabelecimento inicie suas
atividades livre de riscos de acidentes e/ou de doenças do trabalho, razão pela qual o
estabelecimento que não atender ao disposto naqueles itens fica sujeito ao impedimento
de seu funcionamento, conforme estabelece o art. 160 da CLT, até que seja cumprida a
exigência deste artigo.


- LTIP: Laudo Técnico Insalubridade e Periculosidade , NR-15 e NR-16
Elaboramos Laudo Técnico de Insalubridade e Periculosidade (LTIP) de acordo com,
respectivamente, a Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15) e a Norma Regulamentadora nº 16
(NR-16) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O LTIP é o documento técnico-legal que
estabelece se os trabalhadores têm ou não direito à percepção dos adicionais de insalubidade
(10%, 20% ou 40% do salário mínimo, de acordo com 15.2) ou periculosidade (30% sobre o
salário, de acordo com 16.2)
Nas atividades em que se fazem necessárias, procedemos Avaliações Ambientais de agentes
de risco físicos (ruídos, vibrações, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, frio, calor) e
químicos (poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores) através de medições com o
objetivo de se verificar, respectivamente, a intensidade e a concentração de tais agentes.
Todos os serviços se dão de acordo com a NR-15 além das Normas de Higiene Ocupacional
(NHO) da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho
(Fundacentro).
Dispomos de equipamentos próprios, modernos e com certificado de calibração acreditado,
operados por profissional Engenheiro de Segurança do Trabalho.

 INTRODUÇÃO
 (LTIP) documento destinado a atender a Legislação Trabalhista, é exigido para fins de comprovação
da exposiç~so do trabalhador aos riscos ocupacionaos, acima ou nao dos limites de tolerância, fixados
pela NR15, para Insalubridade. E a caracterização pela NR16 para Periculosidade. Estes riscos
ocupacionais são aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade física do
trabalhador nos ambientes de trabalho, em função da natureza, concentração, intensidade e fator de
exposição. A insalubridade e a Periculosidade têm como base legal a Consolidação das Leis di
Trabalho (CLT), em seu Título II, cap. V seção XIII, e alei 6.514 de 22/12/1977, que alterou a CLT no
tocante a Segurança e medicina do Trabalho. Ambas foram regulamentadas pela Portaria 3.214, por
meio de Normas Regulamentadoras. A caracterização da atividade como inslubre ou periculosa,
depende de comprovação através do Laudo Técnico de Insalubridade e Periculosidade (LTIP),
expedido por Engenheiro de Segurnaça ou por Médico do trabalho habilitado pelo respectivo órgão do
registro profissional.
 METODOLOGIA
 Inicialmente o profissional habilitado na área de Segurança e Medicina do Trabalho analisa as
características da Empresa com relação aos setores e funções do trabalho. Com base nas anotações
faz-se um levamntamento ambiental com próposito de identificar os riscos ocupacionais. Identificados
os riscos nos setores e funções da empresa, determina-se o tipo de exposição, intensidade,
explicitando as avaliações qualitativas ou quantitativas. Em conjunto de Proteção Coletiva (EPC) e/ou
Equipamento de Proteção Individual (EPI) para os trabalhadores em suas respectivas funções,
listando o Certificado de Aprovação (CA), e respectivamente, o prazo de validade, periodicidade das
trocas e controle de fornecimento. Em texto final, determina-se a caracterização da função do
trabalhador como Atividade Insalubre ou Periculosa baseada nas informações claras e objetivas pré-
estabelecidas no documento.
 INFORMAÇÃO
 Art.189. Serão consideradas atividades ou operações insalubre aquelas que, por sua natureza,
condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos
limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de
exposição aos seus efeitos. (NR 15)
 Art.193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada
pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o
contato permanete com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. (NR 16) . Os
textos acima são partes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
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