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Apostila para Estudos

Prova de
Agente Comunitário de Saúde
• Conhecimentos Específicos
• Provas Aplicadas
Elaborada por Manuel Raposo

Manuelraposo_ha@yahoo.com.br
BLOG: .manuel!raposo.blo"spot.com

SAÚDE EM DESTAQUE
O MINISTÉRIO
O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela
organização e elaboração de planos e polticas públicas voltados para a pro!oção"
prevenção e assist#ncia $ saúde dos brasileiros%
& 'unção do !inistério dispor de condiç(es para a proteção e recuperação da saúde
da população" reduzindo as en'er!idades" controlando as doenças end#!icas e parasitárias
e !el)orando a vigil*ncia $ saúde" dando" assi!" !ais +ualidade de vida ao brasileiro%
MISSÃO
“Promover a saúde da população mediante a integração e a construção de parcerias
com os órgãos federais, as unidades da Federação, os municípios, a iniciativa privada e a
sociedade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e para o exercício da
cidadania
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
O que é o SUS
O Siste!a ,nico de Saúde -S.S/ é u! dos !aiores siste!as públicos de saúde do
!undo% Ele abrange desde o si!ples atendi!ento a!bulatorial até o transplante de órgãos"
garantindo acesso integral" universal e gratuito para toda a população do pas% 0!parado
por u! conceito a!pliado de saúde" o S.S 'oi criado" e! 1233 pela 4onstituição Federal
5rasileira" para ser o siste!a de saúde dos !ais de 136 !il)(es de brasileiros%
#
Objetivos do Siste! Ú"i#o de S!$de%SUS & -7ei n8 3%63691226 : 0rt% ;8/
I < a identi'icação e divulgação dos 'atores condicionantes e deter!inantes da saúde=
II < a 'or!ulação de poltica de saúde destinada a pro!over" nos ca!pos econ>!ico e
social" a observ*ncia do disposto no ?18 do artigo @8 desta 7ei=
III < a assist#ncia $s pessoas por inter!édio de aç(es de pro!oção" proteção e recuperação
da saúde" co! a realização integrada das aç(es assistenciais e das atividades preventivas%
'(i"#)*ios do SUS
Aiversos autores1<B prop(e! a divisão dos princpios 'unda!entais do S.S e! dois
grandes gruposC
D dout(i"+(ios -ou éti#os/" +ue se re'ere! aos obEetivos 'inalsticos do siste!a e incluiria!C
< o di(eito u"ive(s!, - s!$de" entendido não só co!o a o'erta de serviços e aç(es
de saúde" !as abrangendo ta!bé!" e! seu conceito" Fpolíticas sociais e econ!micas que
visem " redução do risco de doença e de outros agravosG -4F/" incluindo co!o Ffatores
determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento
b#sico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o la$er e o acesso
aos bens e serviços essenciais% os níveis de saúde da população expressam a organi$ação
social e econ!mica do PaísG -7ei no 3%636926/=
< ! eq.id!de" co!preendida co!o o recon)eci!ento das di'erenças existentes nas
necessidades de saúde" +uer regionais ou individuais" co! o desenvolvi!ento de aç(es
obEetivando a Eustiça social" isto é" +ue reduza! a exclusão e bene'icie!" prioritaria!ente"
a+ueles +ue possue! piores condiç(es de saúde= e
< o !te"die"to i"te/(!, - s!$de" !ediante a articulação de aç(es e serviços
preventivos e curativos" individuais e coletivos" necessários $ e'etiva !el)oria dos nveis de
saúde da população%
D o(/!"i0!#io"!is -ou o*e(!tivos/" re'erentes aos processos +ue per!itirão o cu!pri!ento
das principais diretrizes do S.SC
< a des#e"t(!,i0!12o de aç(es e serviços de saúde" co! direção única e! cada
es'era de governo e #n'ase na !unicipalização=
< a (e/io"!,i0!12o e a 3ie(!(qui0!12o da rede de serviços assistenciais= e
< a *!(ti#i*!12o d! *o*u,!12o na 'or!ulação e aco!pan)a!ento das polticas do
siste!a%
Entretanto" para a!bos os grupos" pode!os destacar situaç(es )istóricas +ue
condicionara! a oportunidade e a i!port*ncia poltica de i!ple!entação dessas diretrizes%
4o! relação $ universalidade do direito $ saúde" sabe!os +ue" durante grande parte
do século passado" os serviços de assist#ncia !édica e odontológica só era! garantidos
aos bene'iciários da previd#ncia social e provisionados pelo Ministério da Previd#ncia
Social" +ue gerenciava recursos 'inanceiros !uito superiores aos da área de Saúde Pública"
privilegiando a assist#ncia !édica curativa e os produtores privados de serviços de saúde%
4erta!ente" esse tipo de desenvolvi!ento da rede assistencial ocasionou grandes
disparidades regionais% Ho +ue se re'ere aos recursos de saúde existentes" a concentração
dos serviços e! grandes centros urbanos" especial!ente nos Estados co! econo!ias !ais
avançadas" gerou desigualdades no acesso da população aos serviços" co! car#ncias
acentuadas Eusta!ente nos locais co! os piores indicadores de saúde" Eusti'icando
a!pla!ente a preocupação co! a e+Iidade no S.S%
$
Aa !es!a 'or!a" a separação entre os serviços previdenciários e as de!ais aç(es
de Saúde Pública 'rag!entava! o setor Saúde e i!pedia! avanços no sentido da
integralidade do siste!a% O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e !unicipais de
saúde não dispun)a!" entre as suas principais atribuiç(es" a de garantir assist#ncia !édica
integral $ população% 0o setor público co!petia" tão<so!ente" a realização dos serviços
tradicionaisC vigil*ncia sanitária" controle de ende!ias" vacinação" puericultura" atendi!ento
prénatal e assist#ncia !édica aos doentes !entais" )ansenianos e tuberculosos% E co!
di'iculdade" é bo! le!brar" pois os orça!entos era! se!pre !ni!os%
A45ES E 'RO6RAMAS DO SUS
7u!"i0!SUS
Jnstituda pelo Ministério da Saúde e! @66B" a Poltica Hacional de Ku!anização
-PHK/" o Ku!izaS.S" prop(e u!a nova relação entre o usuário do Siste!a ,nico de Saúde
-S.S/ e o pro'issional +ue o atenderá% 0 poltica esti!ula a i!plantação de práticas de
)u!anização e a troca solidária de contribuiç(es entre gestores" pro'issionais de saúde e
usuários% O Ku!anizaS.S ta!bé! o'erece cursos" realiza o'icinas e certi'ica experi#ncias
de )u!anização be!<sucedidas% 0 idéia é trabal)ar e! parceria para +ue o S.S seEa !ais
acol)edor" ágil e co! locais de prestação de serviço !ais con'ortáveis%
Qu!,iSUS
O LualiS.S é o progra!a do Ministério da Saúde +ue busca a +uali'icação do
Siste!a ,nico de Saúde -S.S/% Ele prev# u! conEunto de !udanças para proporcionar
!aior con'orto para o usuário" atendi!ento de acordo co! o grau de risco do paciente e
redução do te!po de per!an#ncia nos )ospitais da rede pública de saúde% 4o!o
conse+I#ncia" o LualiS.S contribui para salvar u! !aior nú!ero de vidas" co! a redução
dos danos $ saúde" alé! de assegurar a satis'ação por parte da população co! o
atendi!ento recebido nos estabeleci!entos de saúde% 0 atuação do progra!a prev# o
envio de e+uipa!entos novos e re'or!a das instalaç(es dos )ospitais" entre outras aç(es%
U"!SUS
0 .niversidade 0berta do Siste!a ,nico de Saúde -.naS.S/ é u! proEeto do
Ministério da Saúde +ue visa !el)orar a 'or!ação dos pro'issionais do S.S" por !eio de
cursos a dist*ncia" e" co!o conse+I#ncia" !el)orar o atendi!ento aos cidadãos brasileiros%
0 !eta do .naS.S" lançado e! Eun)o de @663" é +uali'icar até @611" !etade da !ão<de<
obra do S.S% Jsto signi'ica o'erecer especialização e! Saúde da Fa!lia para !ais de ;@
!il pro'issionais" e capacitação gerencial para outros 166 !il trabal)adores de saúde% KoEe"
dos M1 !il pro'issionais de nvel superior envolvidos na Saúde da Fa!lia" 2NO não t#!
especialização na área%
%
A45ES E 'RO6RAMAS do Mi"isté(io d! S!$de
O Ministério da Saúde realiza várias aç(es e progra!as co! a 'inalidade de trazer a saúde
para perto do cidadão e dar" ao pro'issional" a especialização necessária para +ue ele possa
exercer seu trabal)o co! !ais +ualidade%

Heste espaço" o usuário te! acesso aos progra!as e proEetos desenvolvidos recente!ente
pelo !inistério e 'ica sabendo co!o o din)eiro público está sendo investido na pro!oção da
saúde e na +ualidade de vida do brasileiro%
4on)eça abaixo as principais aç(es ou cli+ue a+ui para visualizar todas elas%
'(o/(!! S!$de d! 8!),i!
0 Saúde da Fa!lia é entendida co!o u!a estratégia de reorientação do !odelo
assistencial" operacionalizada !ediante a i!plantação de e+uipes !ultipro'issionais e!
unidades básicas de saúde% Estas e+uipes são responsáveis pelo aco!pan)a!ento de u!
nú!ero de'inido de 'a!lias" localizadas e! u!a área geográ'ica deli!itada% 0s e+uipes
atua! co! aç(es de pro!oção da saúde" prevenção" recuperação" reabilitação de doenças
e agravos !ais 're+Ientes" e na !anutenção da saúde desta co!unidade%
Est(!té/i!s de Ate"12o 9+si#! : S!$de
Ate"12o 9+si#! e ! S!$de d! 8!),i!
Di(et(i0 #o"#eitu!,
O acú!ulo técnico<poltico dos tr#s nveis de gestão do S.S" na i!plantação do
Progra!a de 0gentes 4o!unitários de Saúde e da estratégia de Saúde da Fa!lia"
ele!entos essenciais para a reorientação do !odelo de atenção" te! possibilitado a
identi'icação de u! conEunto de +uest(es relativas $s bases conceituais e operacionais do
+ue se te! deno!inado P0tenção 5ásica $ SaúdeP no 5rasil" e de suas relaç(es co! os
de!ais nveis do siste!a% Esta discussão 'unda!enta<se nos eixos transversais da
universalidade" integralidade e e+Iidade" e! u! contexto de descentralização e controle
social da gestão" princpios assistenciais e organizativos do S.S" consignados na legislação
constitucional e in'raconstitucional%
0 expansão e a +uali'icação da atenção básica" organizadas pela estratégia Saúde
da Fa!lia" co!p(e! parte do conEunto de prioridades polticas apresentadas pelo
Ministério da Saúde e aprovadas pelo 4onsel)o Hacional de Saúde% Esta concepção supera
a antiga proposição de caráter exclusiva!ente centrado na doença" desenvolvendo<se por
!eio de práticas gerenciais e sanitárias" de!ocráticas e participativas" sob a 'or!a de
&
trabal)o e! e+uipes" dirigidas $s populaç(es de territórios deli!itados" pelos +uais
assu!e! responsabilidade%
Os princpios 'unda!entais da atenção básica no 5rasil sãoC integralidade" +ualidade"
e+Iidade e participação social% Mediante a adstrição de clientela" as e+uipes Saúde da
Fa!lia estabelece! vnculo co! a população" possibilitando o co!pro!isso e a co<
responsabilidade destes pro'issionais co! os usuários e a co!unidade% Seu desa'io é o de
a!pliar suas 'ronteiras de atuação visando u!a !aior resolubilidade da atenção" onde a
Saúde da Fa!lia é co!preendida co!o a estratégia principal para !udança deste !odelo"
+ue deverá se!pre se integrar a todo o contexto de reorganização do siste!a de saúde%
6est2o
O Aeparta!ento de 0tenção 5ásica -A05/" estrutura vinculada $ Secretaria de
0tenção $ Saúde" no Ministério da Saúde" te! a !issão institucional de operacionalizar
essa poltica no *!bito da gestão 'ederal do S.S% 0 execução dessa poltica é
co!partil)ada por estados" Aistrito Federal e !unicpios% 0o A05 cabe" ainda" desenvolver
!ecanis!os de controle e avaliação" prestar cooperação técnica a estas inst*ncias de
gestão na i!ple!entação e organização da estratégia Saúde da Fa!lia e aç(es de
atendi!ento básico co!o o de Saúde 5ucal" de Aiabetes e Kipertensão" de 0li!entação e
Hutrição" de Qestão e Estratégia e de 0valiação e 0co!pan)a!ento%
S!$de d! 8!),i!
0 Saúde da Fa!lia é entendida co!o u!a estratégia de reorientação do !odelo
assistencial" operacionalizada !ediante a i!plantação de e+uipes !ultipro'issionais e!
unidades básicas de saúde% Estas e+uipes são responsáveis pelo aco!pan)a!ento de u!
nú!ero de'inido de 'a!lias" localizadas e! u!a área geográ'ica deli!itada% 0s e+uipes
atua! co! aç(es de pro!oção da saúde" prevenção" recuperação" reabilitação de doenças
e agravos !ais 're+Ientes" e na !anutenção da saúde desta co!unidade% 0
responsabilidade pelo aco!pan)a!ento das 'a!lias coloca para as e+uipes saúde da
'a!lia a necessidade de ultrapassar os li!ites classica!ente de'inidos para a atenção
básica no 5rasil" especial!ente no contexto do S.S%
0 estratégia de Saúde da Fa!lia é u! proEeto dina!izador do S.S" condicionada
pela evolução )istórica e organização do siste!a de saúde no 5rasil% 0 velocidade de
expansão da Saúde da Fa!lia co!prova a adesão de gestores estaduais e !unicipais aos
seus princpios% Jniciado e! 122R" apresentou u! cresci!ento expressivo nos últi!os anos%
0 consolidação dessa estratégia precisa" entretanto" ser sustentada por u! processo +ue
per!ita a real substituição da rede básica de serviços tradicionais no *!bito dos !unicpios
e pela capacidade de produção de resultados positivos nos indicadores de saúde e de
+ualidade de vida da população assistida%
0 Saúde da Fa!lia co!o estratégia estruturante dos siste!as !unicipais de saúde
te! provocado u! i!portante !ovi!ento co! o intuito de reordenar o !odelo de atenção
no S.S% 5usca !aior racionalidade na utilização dos de!ais nveis assistenciais e te!
produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populaç(es
assistidas $s e+uipes saúde da 'a!lia%
Equi*es de S!$de
O trabal)o de e+uipes da Saúde da Fa!lia é o ele!ento<c)ave para a busca
per!anente de co!unicação e troca de experi#ncias e con)eci!entos entre os integrantes
da e+uipe e desses co! o saber popular do 0gente 4o!unitário de Saúde% 0s e+uipes são
co!postas" no !ni!o" por u! !édico de 'a!lia" u! en'er!eiro" u! auxiliar de
en'er!age! e N agentes co!unitários de saúde% Luando a!pliada" conta ainda co!C u!
dentista" u! auxiliar de consultório dentário e u! técnico e! )igiene dental%
'
4ada e+uipe se responsabiliza pelo aco!pan)a!ento de cerca de B !il a R !il e ;66
pessoas ou de !il 'a!lias de u!a deter!inada área" e estas passa! a ter co<
responsabilidade no cuidado $ saúde% 0 atuação das e+uipes ocorre principal!ente nas
unidades básicas de saúde" nas resid#ncias e na !obilização da co!unidade"
caracterizando<seC co!o porta de entrada de u! siste!a )ierar+uizado e regionalizado de
saúde= por ter território de'inido" co! u!a população deli!itada" sob a sua
responsabilidade= por intervir sobre os 'atores de risco aos +uais a co!unidade está
exposta= por prestar assist#ncia integral" per!anente e de +ualidade= por realizar atividades
de educação e pro!oção da saúde%
E" aindaC por estabelecer vnculos de co!pro!isso e de co<responsabilidade co! a
população= por esti!ular a organização das co!unidades para exercer o controle social das
aç(es e serviços de saúde= por utilizar siste!as de in'or!ação para o !onitora!ento e a
to!ada de decis(es= por atuar de 'or!a intersetorial" por !eio de parcerias estabelecidas
co! di'erentes seg!entos sociais e institucionais" de 'or!a a intervir e! situaç(es +ue
transcende! a especi'icidade do setor saúde e +ue t#! e'eitos deter!inantes sobre as
condiç(es de vida e saúde dos indivduos<'a!lias<co!unidade%
A/e"tes Cou"it+(ios de S!$de
O Progra!a de 0gentes 4o!unitários de Saúde é )oEe considerado parte da Saúde
da Fa!lia% Hos !unicpios onde )á so!ente o P04S" este pode ser considerado u!
progra!a de transição para a Saúde da Fa!lia% Ho P04S" as aç(es dos agentes
co!unitários de saúde são aco!pan)adas e orientadas por u! en'er!eiro9supervisor lotado
e! u!a unidade básica de saúde%
Os agentes co!unitários de saúde pode! ser encontrados e! duas situaç(es
distintas e! relação $ rede do S.SC a/ ligados a u!a unidade básica de saúde ainda não
organizada na lógica da Saúde da Fa!lia=e b/ ligados a u!a unidade básica de Saúde da
Fa!lia co!o !e!bro da e+uipe !ultipro'issional% 0tual!ente" encontra!<se e! atividade
no pas @6R !il 04S" estando presentes tanto e! co!unidades rurais e peri'erias urbanas
+uanto e! !unicpios alta!ente urbanizados e industrializados%
;!,o(i0!12o '(o<issio"!,
O Ministério da Saúde recon)ece e valoriza a 'or!ação dos trabal)adores co!o u!
co!ponente para o processo de +uali'icação da 'orça de trabal)o no sentido de contribuir
decisiva!ente para a e'etivação da poltica nacional de saúde% Essa concepção da
'or!ação busca caracterizar a necessidade de elevação da escolaridade e dos per'is de
dese!pen)o pro'issional para possibilitar o au!ento da autono!ia intelectual dos
trabal)adores" do!nio do con)eci!ento técnico<cient'ico" capacidade de gerenciar te!po
e espaço de trabal)o" de exercitar a criatividade" de interagir co! os usuários dos serviços"
de ter consci#ncia da +ualidade e das i!plicaç(es éticas de seu trabal)o%
Des!<ios I"stitu#io"!is
4o!o desa'ios institucionais para expandir e +uali'icar a atenção básica no contexto
brasileiro destaca<seC
= < a expansão e estruturação de u!a rede unidades básicas de saúde +ue per!ita!
a atuação das e+uipes na proposta da saúde da 'a!lia=
> < a contnua revisão dos processos de trabal)o das e+uipes de saúde da 'a!lia
co! re'orço as estruturas gerenciais nos !unicpios e estados=
? < a elaboração de protocolos assistenciais integrados -pro!oção" prevenção"
recuperação e reabilitação/ dirigidos aos proble!as !ais 're+Ientes do estado de saúde da
população" co! indicação da continuidade da atenção" sob a lógica da regionalização"
'lexveis e! 'unção dos contextos estaduais" !unicipais e locais=
(
@ < aç(es +ue vise! o 'ortaleci!ento das estruturas gerenciais nos !unicpios e
estados co! vistas aC progra!ação da atenção básica" supervisão das e+uipes" supervisão
dos !unicpios" supervisão regional" uso das in'or!aç(es para a to!ada de decisão=
A < revisão dos processos de 'or!ação% educação e! saúde co! #n'ase na educação
per!anente das e+uipes" coordenaç(es e gestores=
B < a de'inição de !ecanis!os de 'inancia!ento +ue contribua! para a redução das
desigualdades regionais e para u!a !el)or proporcionalidade entre os tr#s nveis de
atenção=
C < a institucionalização de processos de aco!pan)a!ento" !onitora!ento e
avaliação da atenção básica=
D < aç(es articuladas co! as instituiç(es 'or!adoras para pro!over !udanças na
graduação e pós<graduação dos pro'issionais de saúde" de !odo a responder aos desa'ios
postos pela expansão e +uali'icação da atenção básica" incluindo a a articulação co! os
de!ais nveis de atenção%
Dese*e"3o
< Modelo de 0tenção $ Saúde do 5rasil é re'er#ncia internacional%
< Estratégia Saúde da Fa!lia co!o desen)ada no caso 5rasileiro é desta+ue e
!odelo para outros pases%
< 0tenção 5ásica e! Saúde é a pauta poltica dos gestores públicos%
< 0 estratégia Saúde da Fa!lia está consolidada nos !unicpios brasileiros%
< Estudos acad#!icos e! curso de!onstra! +ue a Saúde da Fa!lia no perodo de
122@ a @66@ apresenta indicadores ani!adores co!o a redução da !ortalidade in'antil%
< Pes+uisa realizada pelo Ministério da Saúde" e! parceria co! a .niversidade de
São Paulo e .niversidade de Hova SorT" de!onstra +ue a cada 16O de au!ento de
cobertura o ndice de !ortalidade in'antil cai e! R"NO%
< 0u!ento da satis'ação dos usuários +uanto ao atendi!ento recebido resultado das
!udanças das práticas das e+uipes de saúde%
Res*o"s!bi,id!des d!s Es<e(!s 6esto(!s e Ate"12o 9+si#!
8ede(!,
< Elaborar as diretrizes da poltica nacional de atenção básica=
< 4o<'inanciar o siste!a de atenção básica=
< Ordenar a 'or!ação de recursos )u!anos=
< Propor !ecanis!os para a progra!ação" controle" regulação e avaliação da
tenção básica=
< Manter as bases de dados nacionais%
Est!du!,
< 0co!pan)ar a i!plantação e execução das aç(es de atenção básica e! seu
território=
< Uegular as relaç(es inter<!unicipais=
< 4oordenar a execução das polticas de +uali'icação de recursos )u!anos e! seu
território=
< 4o<'inanciar as aç(es de atenção básica=
< 0uxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção basica e! seu
território%
Mu"i#i*!,
< Ae'inir e i!plantar o !odelo de atenção básica e! seu território=
< 4ontratualizar o trabal)o e! atenção básica=
)
< Manter a rede de unidades básicas de saúde e! 'unciona!ento -gestão e
ger#ncia/=
< 4o<'inanciar as aç(es de atenção básica=
< 0li!entar os siste!as de in'or!ação=
< 0valiar o dese!pen)o das e+uipes de atenção básica sob sua supervisão%
Co"3e1! o DA9
O De*!(t!e"to de Ate"12o 9+si#! % DA9" co!p(e u! dos ; -cinco/
Aeparta!entos da Secretaria de 0tenção $ Saúde do Ministério da Saúde%
& co!posto por ; -cinco/ 4oordenaç(esC
0co!pan)a!ento e 0valiação
0li!entação e Hutrição
Qestão da 0tenção 5ásica
Kipertensão e Aiabetes
Saúde 5ucal
0lé! de coordenar as aç(es Hacionais do PUOESF
A Ate"12o 9+si#!
0 0tenção 5ásica caracteriza<se por u! conEunto de aç(es de saúde" no *!bito
individual e coletivo" +ue abrange! a pro!oção e a proteção da saúde" a prevenção de
agravos" o diagnóstico" o trata!ento" a reabilitação e a !anutenção da saúde% &
desenvolvida por !eio do exerccio de práticas gerenciais e sanitárias de!ocráticas e
participativas" sob 'or!a de trabal)o e! e+uipe" dirigidas a populaç(es de territórios be!
deli!itados" pelas +uais assu!e a responsabilidade sanitária" considerando a dina!icidade
existente no território e! +ue vive! essas populaç(es% .tiliza tecnologias de elevada
co!plexidade e baixa densidade" +ue deve! resolver os proble!as de saúde de !aior
're+I#ncia e relev*ncia e! seu território% & o contato pre'erencial dos usuários co! os
siste!as de saúde% Orienta<se pelos princpios da universalidade" da acessibilidade e da
coordenação do cuidado" do vnculo e continuidade" da integralidade" da responsabilização"
da )u!anização" da e+uidade e da participação social%
0 0tenção 5ásica considera o suEeito e! sua singularidade" na co!plexidade" na
integralidade e na inserção sócio<cultural e busca a pro!oção de sua saúde" a prevenção e
trata!ento de doenças e a redução de danos ou de so'ri!entos +ue possa! co!pro!eter
suas possibilidades de viver de !odo saudável% 0 0tenção 5ásica te! a Saúde da Fa!lia
co!o estratégia prioritária para sua organização de acordo co! os preceitos do Siste!a
,nico de Saúde%
A Est(!té/i! S!$de d! 8!),i!
0 Saúde da Fa!lia" estratégia priorizada pelo Ministério da Saúde para organizar a
0tenção 5ásica" te! co!o principal desa'io pro!over a reorientação das práticas e aç(es
de saúde de 'or!a integral e contnua" levando<as para !ais perto da 'a!lia e" co! isso"
!el)orar a +ualidade de vida dos brasileiros% Jncorpora e rea'ir!a os princpios básicos do
S.S < universalização" descentralização" integralidade e participação da co!unidade <
!ediante o cadastra!ento e a vinculação dos usuários%
O atendi!ento é prestado pelos pro'issionais das e+uipes saúde da 'a!lia -!édicos"
en'er!eiros" auxiliares de en'er!age!" agentes co!unitários de saúde" dentistas e
auxiliares de consultório dentário/ na unidade de saúde ou nos do!iclios% Essa e+uipe e a
população aco!pan)ada cria! vnculos de co<responsabilidade" o +ue 'acilita a
*
identi'icação" o atendi!ento e o aco!pan)a!ento dos agravos $ saúde dos indivduos e
'a!lias na co!unidade%
Des#e"t(!,i0!12o de 6estEes
S!ib! o que é&
& o processo de trans'er#ncia de responsabilidades e prerrogativas de gestão para os
estados e !unicpios" atendendo $s deter!inaç(es institucionais e legais +ue e!basa! o
S.S e +ue de'ine! atribuiç(es co!uns e co!pet#ncias espec'icas $ .nião" aos estados"
ao Aistrito Federal e aos !unicpios%
A*oio - Des#e"t(!,i0!12o
4onsiste e! pro!over" articular e integrar as atividades e aç(es de cooperação técnica a
Estados" Municpios e ao Aistrito Federal" subsidiando processos de elaboração"
i!plantação e i!ple!entação de nor!as" instru!entos e !étodos necessários $ gestão
descentralizada do Siste!a ,nico de Saúde%
Aentre estes processos" destaca!<seC
• a articulação dos órgãos do Ministério no processo de 'or!ulação e avaliação de
polticas no S.S=
• a proposição de diretrizes necessárias ao 'ortaleci!ento dos siste!as estaduais e
!unicipais e=
• a participação no processo de negociação e de'inição de critérios para a alocação de
recursos 'inanceiros%
A*oio - 6est2o Des#e"t(!,i0!d!
0co!pan)a!ento e apoio ao processo de descentralização da gestão" integrando as
aç(es de cooperação técnica aos entes 'ederados%
O 0poio a Qestão Aescentralizada se realiza a partirC
• do desenvolvi!ento de !etodologias +ue visa! pro!over a articulação interna no
Ministério da Saúde para superação da prática 'rag!entada do processo de
cooperação técnica a estados e !unicpios=
• do aco!pan)a!ento da i!ple!entação do Pacto pela Saúde=
• do desenvolvi!ento de !ecanis!os de aco!pan)a!ento e apoio ao processo de
descentralização da gestão=
• do incre!ento de estratégias de divulgação" disse!inação e interc*!bio de
experi#ncias e práticas de gestão governa!ental e! Saúde%
Para a concretização dessas estratégias" duas lin)as de trabal)o 'ora! organizadasC
• A*oio I"te/(!do - 6est2o Des#e"t(!,i0!d! do SUS
• Qu!,i<i#!12o de '(o#essos e '(+ti#!s de 6est2o 6ove("!e"t!, do SUS
Res*o"s!bi,id!des d!s Es<e(!s de 6est2o
6esto( <ede(!,
+,
I : Aivulgar a Poltica Hacional de Pro!oção da Saúde=
II : Pro!over a articulação co! os estados para apoio $ i!plantação e supervisão
das aç(es re'erentes $s aç(es de pro!oção da saúde=
III : Pactuar e alocar recursos orça!entários e 'inanceiros para a i!ple!entação
desta Poltica" considerando a co!posição tripartite=
I; : Aesenvolvi!ento de aç(es de aco!pan)a!ento e avaliação das aç(es de
pro!oção da saúde para instru!entalização de processos de gestão=
; : Ae'inir e apoiar as diretrizes capacitação e educação per!anente e!
conson*ncia co! as realidades locorregionais=
;I : Viabilizar lin)as de 'inancia!ento para a pro!oção da saúde dentro da poltica
de educação per!anente" be! co!o propor instru!entos de avaliação de dese!pen)o=
;II : 0dotar o processo de avaliação co!o parte do planeEa!ento e da
i!ple!entação das iniciativas de pro!oção da saúde" garantindo tecnologias ade+uadas=
;III : Estabelecer instru!entos e indicadores para o aco!pan)a!ento e avaliação do
i!pacto da i!plantação9i!ple!entação da Poltica de Pro!oção da Saúde=
IF : 0rticular co! os siste!as de in'or!ação existentes a inserção de aç(es voltadas
a pro!oção da saúde no *!bito do S.S=
F : 5uscar parcerias governa!entais e não<governa!entais para potencializar a
i!ple!entação das aç(es de pro!oção da saúde no *!bito do S.S=
FI : Ae'inir aç(es de pro!oção da saúde intersetoriais e pluriinstitucionais de
abrang#ncia nacional +ue possa! i!pactar positiva!ente nos indicadores de saúde da
população=
FII : Elaboração de !ateriais de divulgação visando $ socialização da in'or!ação e $
divulgação das aç(es de pro!oção da saúde=
FIII : Jdenti'icação" articulação e apoio a experi#ncias de educação popular"
in'or!ação e co!unicação" re'erentes $s aç(es de pro!oção da saúde=
FI; : Pro!oção de cooperação nacional e internacional re'erentes $s experi#ncias
de pro!oção da saúde nos ca!pos da atenção" da educação per!anente e da pes+uisa e!
saúde= e
F; : Aivulgação siste!ática dos resultados do processo avaliativo das aç(es de
pro!oção da saúde%
6esto( est!du!,
I : Aivulgar a Poltica Hacional de Pro!oção da Saúde=
JJ : J!ple!entar as diretrizes da Poltica de Pro!oção da Saúde e! conson*ncia
co! as diretrizes de'inidas no *!bito nacional e as realidades loco<regionais=
JJJ : Pactuar e alocar recursos orça!entários e 'inanceiros para a i!ple!entação da
Poltica" considerando a co!posição bipartite=
JV : 4riar u!a re'er#ncia e9ou grupos !atriciais responsáveis pelo planeEa!ento"
articulação e !onitora!ento e avaliação das aç(es de pro!oção da saúde nas secretarias
estaduais de saúde=
V : Manter articulação co! !unicpios para apoio $ i!plantação e supervisão das
aç(es de pro!oção da saúde=
VJ : Aesenvolvi!ento de aç(es de aco!pan)a!ento e avaliação das aç(es de
pro!oção da saúde para instru!entalização de processos de gestão=
VJJ : 0dotar o processo de avaliação co!o parte do planeEa!ento e i!ple!entação
das iniciativas de pro!oção da saúde" garantindo tecnologias ade+uadas=
VJJJ : Estabelecer instru!entos e indicadores para o aco!pan)a!ento e a avaliação
do i!pacto da i!plantação9i!ple!entação desta Poltica=
JW : J!ple!entar as diretrizes de capacitação e educação per!anente e!
conson*ncia co! as realidades loco<regionais=
++
W : Viabilizar lin)a de 'inancia!ento para pro!oção da saúde dentro da poltica de
educação per!anente" be! co!o propor instru!ento de avaliação de dese!pen)o" no
*!bito estadual=
WJ : Pro!over articulação intersetorial para a e'etivação da Poltica de Pro!oção da
Saúde=
WJJ : 5uscar parcerias governa!entais e não<governa!entais para potencializar a
i!ple!entação das aç(es de pro!oção da saúde no *!bito do S.S=
WJJJ : Jdenti'icação" articulação e apoio a experi#ncias de educação popular"
in'or!ação e co!unicação" re'erentes $s aç(es de pro!oção da saúde=
WJV : Elaboração de !ateriais de divulgação visando $ socialização da in'or!ação e
$ divulgação das aç(es de pro!oção da saúde=
WV : Pro!oção de cooperação re'erente $s experi#ncias de pro!oção da saúde nos
ca!pos da atenção" da educação per!anente e da pes+uisa e! saúde= e
WVJ : Aivulgação siste!ática dos resultados do processo avaliativo das aç(es de
pro!oção da saúde%
6esto( u"i#i*!,
J : Aivulgar a Poltica Hacional de Pro!oção da Saúde=
JJ : J!ple!entar as diretrizes da Poltica de Pro!oção da Saúde e! conson*ncia
co! as diretrizes de'inidas no *!bito nacional e as realidades locais=
JJJ : Pactuar e alocar recursos orça!entários e 'inanceiros para a i!ple!entação da
Poltica de Pro!oção da Saúde=
JV : 4riar u!a re'er#ncia e9ou grupos !atriciais responsáveis pelo planeEa!ento"
i!ple!entação" articulação e !onitora!ento" e avaliação das aç(es de pro!oção da saúde
nas secretarias de !unicipais de saúde=
V : 0dotar o processo de avaliação co!o parte do planeEa!ento e da i!ple!entação
das iniciativas de pro!oção da saúde" garantindo tecnologias ade+uadas=
VJ : Participação e'etiva nas iniciativas dos gestores 'ederal e estadual no +ue diz
respeito $ execução das aç(es locais de pro!oção da saúde e $ produção de dados e
in'or!aç(es 'idedignas +ue +uali'i+ue! a pes+uisas nessa área=
VJJ : Estabelecer instru!entos de gestão e indicadores para o aco!pan)a!ento e
avaliação do i!pacto da i!plantação9i!ple!entação da Poltica=
VJJJ : J!plantar estruturas ade+uadas para !onitora!ento e avaliação das iniciativas
de pro!oção da saúde=
JW : J!ple!entar as diretrizes de capacitação e educação per!anente e!
conson*ncia co! as realidades locais=
W : Viabilizar lin)a de 'inancia!ento para pro!oção da saúde dentro da poltica de
educação per!anente" be! co!o propor instru!ento de avaliação de dese!pen)o" no
*!bito !unicipal=
WJ : Estabelecer !ecanis!os para a +uali'icação dos pro'issionais do siste!a local
de saúde para desenvolver as aç(es de pro!oção da saúde=
WJJ : Uealização de o'icinas de capacitação" envolvendo e+uipes !ultipro'issionais"
prioritaria!ente as +ue atua! na atenção básica=
WJJJ : Pro!over articulação intersetorial para a e'etivação da Poltica de Pro!oção da
Saúde=
WJV : 5uscar parcerias governa!entais e não<governa!entais para potencializar a
i!ple!entação das aç(es de pro!oção da saúde no *!bito do S.S=
WV : Xn'ase ao planeEa!ento participativo envolvendo todos os setores
do governo !unicipal e representantes da sociedade civil"
no +ual os deter!inantes e condicionantes da saúde seEa! instru!entos
para 'or!ulação das aç(es de intervenção=
+#
WVJ : Ue'orço da ação co!unitária" por !eio do respeito $s diversas identidades
culturais nos canais e'etivos de participação no processo decisório=
WVJJ : Jdenti'icação" articulação e apoio a experi#ncias de educação popular"
in'or!ação e co!unicação" re'erentes $s aç(es de pro!oção da saúde=
WVJJJ : Elaboração de !ateriais de divulgação visando $ socialização da in'or!ação e
$ divulgação das aç(es de pro!oção da saúde= e
WJW : Aivulgação siste!ática dos resultados do processo avaliativo
das aç(es de pro!oção da saúde%
9(!si, So((ide"te
Progra!a +ue busca !el)orar a saúde bucal dos brasileiros% Hos anos 26" o 5rasil
avançou na prevenção de cáries e! crianças" !as" a situação de adolescentes" adultos e
idosos per!anece co!o 'oco especial de atenção%
Ha últi!a década" o 5rasil avançou !uito na prevenção e no controle da cárie e!
crianças% 4ontudo" a situação de adolescentes" adultos e idosos está entre as piores do
!undo% E !es!o entre as crianças" proble!as gengivais e di'iculdades para conseguir
atendi!ento odontológico persiste!% Para !udar esse +uadro" o governo 'ederal criou a
poltica 5rasil sorridente" +ue reúne u!a série de aç(es e! saúde bucal" voltadas para
cidadãos de todas as idades%
Pela pri!eira vez o Qoverno Federal criou u!a poltica de saúde bucal para a população%
Jsso se deve ao co!pro!eti!ento do governo co! a redução das desigualdades e co! a
construção de u!a poltica de inclusão social%
0té o lança!ento do 5rasil Sorridente e! 1M de !arço de @66R" apenas B"BO dos
atendi!entos odontológicos 'eito no S.S correspondia! a trata!entos especializados% 0
+uase totalidade era de procedi!entos !ais si!ples" co!o extração dentária" restauração"
pe+uenas cirurgias" aplicação de 'lúor%
Hesse sentido" a Poltica 5rasil Sorridente prop(e garantir as aç(es de pro!oção"
prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros" entendendo +ue esta é
'unda!ental para a saúde geral e a +ualidade de vida da população% Ela está articulada a
outras polticas de saúde e de!ais polticas públicas" de acordo co! os princpios e
diretrizes do Siste!a ,nico de Saúde -S.S/%
Ho *!bito da assist#ncia" as diretrizes da Poltica 5rasil Sorridente aponta!"
'unda!ental!ente" para a a!pliação e +uali'icação da atenção básica" possibilitando o
acesso a todas as 'aixas etárias e a o'erta de !ais serviços" assegurando atendi!entos nos
nveis secundário e terciário de !odo a buscar a integralidade da atenção" alé! da
e+uidade e a universalização do acesso $s aç(es e serviços públicos de saúde bucal%
0 Poltica Hacional de Saúde 5ucal apresenta" co!o principais lin)as de ação" a
viabilização da adição de 'lúor a estaç(es de trata!ento de águas de abasteci!ento público"
a reorganização da 0tenção 5ásica -especial!ente por !eio da Estratégia Saúde da
Fa!lia/ e da 0tenção Especializada -através" principal!ente" da i!plantação de 4entros de
Especialidades Odontológicas e 7aboratórios Uegionais de Próteses Aentárias/%
O 5rasil Sorridente receberá até o 'inal de @66N" investi!entos de !ais de UY
1"Bbil)ão% E! @66B" 'ora! investidos cerca de UY26 !il)(es e! incentivos para a saúde
bucal no saúde da Fa!lia" superando e! UYR6 !il)(es os investi!entos do ano anterior%
+$
0inda e! @66R" o relatório do Zribunal de 4ontas da .nião apontou u! cresci!ento de R;O
nos atendi!entos realizados" 'ato Ea!ais registrado anterior!ente% E! @66;" os recursos
c)ega! a !ais de UYR66 !il)(es%
Cob!te - De"/ue
0 dengue é u! dos principais proble!as de saúde pública no !undo" especial!ente
e! pases tropicais co!o o 5rasil% 4on)eça as aç(es do !inistério para o controle da
doença% O sucesso dessa luta ta!bé! depende de voc#%
8ique !,e(t! !os si"to!s d! de"/ue&
Aepois da picada do !os+uito co! o vrus" os sinto!as se !ani'esta! nor!al!ente do B8
ao 1;8 dia% Esse perodo é c)a!ado de incubação% O te!po !édio de duração da doença é
de cinco a seis dias% & só depois do perodo de incubação +ue os seguintes sinto!as
aparece!C
D Febre alta co! incio súbito%
D Aor de cabeça%
D Aor atrás dos ol)os" +ue piora co! o
!ovi!ento deles%
D Perda do paladar e apetite%
D Háuseas e v>!itos%
D Zonturas%
D Extre!o cansaço%
D Manc)as e erupç(es na pele se!el)antes
ao sara!po" principal!ente no tórax e
!e!bros superiores%
D Moleza e dor no corpo%
D Muitas dores nos ossos e articulaç(es%
Os sinto!as da dengue )e!orrágica no incio da doença são os !es!os da dengue co!u!%
0 di'erença ocorre" co! !aior 're+I#ncia" +uando acaba a 'ebre e co!eça! a surgir os
sinais de alar!eC
D Aores abdo!inais 'ortes e contnuas%
D V>!itos persistentes%
D Pele pálida" 'ria e ú!ida%
D Sangra!ento pelo nariz" boca e gengivas%
D Sonol#ncia" agitação e con'usão !ental%
D Sede excessiva e boca seca%
D Pulso rápido e 'raco%
D Ai'iculdade respiratória%
D Perda de consci#ncia%
+%
Ha dengue )e!orrágica" o +uadro clnico se agrava rapida!ente" apresentando
sinais de insu'ici#ncia circulatória e c)o+ue" podendo levar a pessoa $ !orte e! até @R
)oras%
Se(vi1o de Ate"die"to MGve, de U(/H"#i! % SAMU=I>
Prestar socorro $ população e! casos de urg#ncia é a 'inalidade do Serviço de
0tendi!ento Móvel de .rg#ncia e E!erg#ncia" do Ministério da Saúde% O socorro é 'eito
após c)a!ada para o tele'one 12@% 0 ligação é gratuita%
8!(+#i! 'o*u,!( do 9(!si,
O Qoverno Federal criou e! Eun)o de @66R o Progra!a Far!ácia Popular do 5rasil
para a!pliar o acesso da população aos !edica!entos considerados essenciais% O
Progra!a possui u!a rede própria de Far!ácias Populares e a parceria co! 'ar!ácias e
drogarias da rede privada" e! u! siste!a de co<paga!ento con)ecido co!o P0+ui te!
Far!ácia PopularP% São !edica!entos contra diabetes e )ipertensão" entre outros%
Do!12o de J(/2os
4onscientizar a população sobre a i!port*ncia da doação de órgãos é u!a das
aç(es do Ministério da Saúde% Participe desta !obilização e aEude pessoas +ue aguarda!
u!a nobre atitude de doação para sobreviver%
ORIENTA4ÃO E 'RE;EN4ÃO
0 Seguir voc# encontrará in'or!aç(es sobre co!o ter u!a vida saudável e !anter
)ábitos de pro!oção e proteção da sua saúde% Za!bé! estão disponveis dados sobre
+&
algu!as doenças" be! co!o polticas e aç(es do Ministério da Saúde para o controle das
!es!as% Havegue e saiba o +ue o Qoverno Federal" por !eio do !inistério" te! 'eito para
pro!over a sua saúde e de seus 'a!iliares%
Aids
Aesde 122N" co! a distribuição gratuita de !edica!entos aos brasileiros e!
trata!ento contra a aids" )ouve u! au!ento na sobrevida e u!a !el)ora na +ualidade de
vida dos portadores do KJV%
T!b!/iso
Os nú!eros do tabagis!o no !undo são alar!antes% 0 Organização Mundial da
Saúde -OMS/ esti!a +ue" a cada dia" 166 !il crianças torna!<se 'u!antes e! todo o
planeta%
A,ie"t!12o S!ud+ve,
.!a boa ali!entação é sin>ni!o de u!a vida saudável% Por ser u! 'ator ligado
direta!ente $ saúde das pessoas" o Ministério da Saúde te! o co!pro!isso de zelar pela
ali!entação dos brasileiros e" para isso" é responsável pela Poltica Hacional de
0li!entação e Hutrição% Os propósitos da poltica sãoC
D Qarantir a +ualidade dos ali!entos colocados para o consu!o no Pas%
D Pro!over práticas ali!entares saudáveis%
D Prevenir e controlar os distúrbios nutricionais%
4on)eça o site da 4oordenação<Qeral da Poltica de 0li!entação e Hutrição do
Ministério da Saúde e obten)a detal)e s sobre o assunto[
;!#i"!12o
+'
0 !aneira !ais e'icaz de se prevenir contra diversas doenças" co!o polio!ielite
-paralisia in'antil/" tuberculose" rubéola e 'ebre a!arela" entre outras" é a vacinação% 0o se
vacinar" a pessoa passa a ter proteção -anticorpo/ e torna<se i!unizado%
4o! o obEetivo de pro!over a vacinação da população brasileira e assi! di!inuir" ou
até !es!o erradicar" várias doenças no território brasileiro" o Ministério da Saúde" por !eio
da Secretaria de Vigil*ncia e! Saúde" !anté! o Progra!a Hacional de J!unizaç(es -PHJ/%
4riado e! 12MB" o PHJ contribuiu de 'or!a signi'icativa para a erradicação da 'ebre
a!arela urbana e da varola no 5rasil% Outro resultado de desta+ue é a aus#ncia de
registros da paralisia in'antil )á 1R anos e do sara!po )á tr#s% 0lé! da i!unização de
crianças" o PHJ ta!bé! prev# a vacinação de adultos" principal!ente de !ul)eres e! idade
'értil e de idosos a partir de N6 anos de idade% 7eia !ais sobre o progra!a%
T(!"s*,!"tes
O 5rasil possui )oEe u! dos !aiores progra!as públicos de
transplantes de órgãos e tecidos do !undo% 4o! ;R3 estabeleci!entos de
saúde e 1%BMN e+uipes !édicas autorizados a realizar transplantes" o
Siste!a Hacional de Zransplantes está presente e! @; estados do pas" por
!eio das 4entrais Estaduais de Zransplantes%
Para ser u! doador" não é necessário 'azer nen)u! docu!ento por escrito% 5asta +ue a
sua 'a!lia esteEa ciente da sua vontade% 0ssi!" +uando 'or constatada a !orte ence'álica
do paciente" u!a ou !ais partes do corpo +ue estivere! e! condiç(es de sere!
aproveitadas poderão aEudar a salvar as vidas de outras pessoas% 7e!bre<se +ue alguns
órgãos pode! ser doados e! vida% São elesC 'gado" ri!" p*ncreas e !edula óssea%
A *o,)ti#! N!#io"!, de T(!"s*,!"tes
0 poltica Hacional de Zransplantes de órgãos e tecidos está 'unda!entada na
7egislação -7ei n8 2%RBR9122M e 7ei n8 16%@119@661/" tendo co!o diretrizes a gratuidade da
doação" a bene'ic#ncia e! relação aos receptores e não !ale'ic#ncia e! relação aos
doadores vivos% Estabelece ta!bé! garantias e direitos aos pacientes +ue necessita!
destes procedi!entos e regula toda a rede assistencial através de autorizaç(es e
reautorizaç(es de 'unciona!ento de e+uipes e instituiç(es% Zoda a poltica de transplante
está e! sintonia co! as 7eis n8 3%63691226 e n8 3%1R@91226" +ue rege! o 'unciona!ento do
S.S%
DIA9ETES
O diabetes Eá a'eta cerca de @RN !il)(es de pessoas e! todo o !undo% 0 esti!ativa
é de +ue" até @6@;" esse nú!ero au!ente para B36 !il)(es%
+(
'OKLTICA DE ATEN4ÃO AO DIA9ETES NO SUS
O diabetes representa u! alto ndice de !orte e incid#ncia da doença" alé! de ter
alto custo social e 'inanceiro para a sociedade e os siste!as de saúde% O recon)eci!ento
desse i!pacto crescente ve! deter!inando a necessidade dos serviços públicos de saúde
se estruturare! ade+uada e criativa!ente para conseguir en'rentar o proble!a co! e'icácia
e e'ici#ncia%
O Ministério da Saúde v#! i!ple!entando diversas estratégias de saúde pública"
econo!ica!ente e'icazes" para prevenir o diabetes e suas co!plicaç(es" por !eio do
cuidado integral a esse agravo de 'or!a resolutiva e co! +ualidade%
O Siste!a ,nico de Saúde -S.S/ possui u! conEunto de aç(es de pro!oção de
saúde" prevenção" diagnóstico" trata!ento" capacitação de pro'issionais" vigil*ncia e
assist#ncia 'ar!ac#utica" alé! de pes+uisas voltadas para o cuidado ao diabetes% São
aç(es pactuadas" 'inanciadas e executadas pelos gestores dos tr#s nveis de governoC
'ederal" estadual e !unicipal% 0s aç(es de assist#ncia são" na !aioria" executadas nos
!unicpios" sobretudo por !eio da rede básica de Saúde%
0 #n'ase na rede básica se dá através de protocolos clnicos" capacitação de
pro'issionais de saúde" assist#ncia 'ar!ac#utica co! 'orneci!ento gratuito dos
!edica!entos essenciais" incluindo as insulinas HPK e Uegular e ta!bé! pelo
'orneci!ento de insu!os para auto<!onitora!ento da glice!ia capilar -lancetas e seringas
para aplicação de insulina/% & i!portante destacar a a!pliação do acesso aos serviços de
saúde dos portadores de diabetes por !eio das e+uipes da Estratégia Saúde da Fa!lia%
O SJS<Kiperdia" progra!a in'or!atizado de cadastro e aco!pan)a!ento de portadores de
Aiabetes e Kipertensão na rede básica de saúde" aponta cerca de 1%266%666 portadores
cadastrados e aco!pan)ados na rede básica do S.S%
INDICADORES DE SAÚDE % AS'ECTOS CONCEITUAIS
.!a das grandes di'iculdades do pro'issional de saúde é !edir o padrão de vida" ou
nvel de vida" da população co! a +ual trabal)a% Essa +uestão te! sido !uito estudada
internacional!ente" pela necessidade de co!parar nveis de vida entre di'erentes pases" ou
nu! !es!o pas nu!a série te!poral%
0 Organização Mundial da Saúde 'or!ou" nos anos ;6" u! 4o!it# para de'inir os
!étodos !ais satis'atórios para de'inir e avaliar o nvel de vida% Ha i!possibilidade de
construir u! ndice único" o 4o!it# sugeriu +ue 'osse! considerados separada!ente 1@
co!ponentes passveis de +uanti'icaçãoC
1% Saúde" incluindo condiç(es de!ográ'icas
@% 0li!entos e nutrição
B% Educação" incluindo al'abetização e ensino técnico
R% 4ondiç(es de trabal)o
;% Situação de e!prego
N% 4onsu!o e econo!ia gerais
M% Zransporte
3% Moradia" incluindo sanea!ento e instalaç(es do!ésticas
2% Vestuário
16% Uecreação
11% Segurança social
1@% 7iberdade )u!ana
+)
0ssi!" vale recon)ecer a i!port*ncia" na busca da explicação de u!a dada situação
de saúde" de recorrer a indicadores intersetoriais" co!o a evolução do nvel de e!prego" a
renda !édia do trabal)ador" ou o consu!o de energia elétrica% Va!os nos deter" poré!"
nos indicadores de FSaúde" incluindo condiç(es de!ográ'icasG%
8u"do N!#io"!, de S!$de
O Fundo Hacional de Saúde -FHS/ é o gestor 'inanceiro" na es'era 'ederal" dos
recursos do Siste!a ,nico de Saúde -S.S/% Ze! co!o !issão Pcontribuir para o
'ortaleci!ento da cidadania" !ediante a !el)oria contnua do 'inancia!ento das aç(es de
saúdeP%
Os recursos destina!<se a prover" nos ter!os do artigo @%\ da lei n%\ 3%1R@" de @3 de
deze!bro de 1226" as despesas do Ministério da Saúde" de seus órgãos e entidades da
ad!inistração indireta" be! co!o as despesas de trans'er#ncia para a cobertura de aç(es e
serviços de saúde a sere! executados pelos Municpios" Estados e Aistrito Federal% 0cesse
progra!as" conv#nios" consulta de paga!entos e !ais in'or!aç(es sobre a gestão
'inanceira dos recursos do S.S%
Kei NM DN=@> de >D de De0eb(o de =IIO P A(tN >M
A(tN >M< Os recursos do Fundo Hacional de Saúde < FHS serão alocados co!oC
I < despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde" seus órgãos e entidades"
da ad!inistração direta e indireta=
II < investi!entos previstos e! 7ei orça!entária" de iniciativa do Poder 7egislativo e
aprovados pelo 4ongresso Hacional=
III < investi!entos previstos no Plano Luin+uenal do Ministério da Saúde=
I; < cobertura da aç(es e serviços de saúde a sere! i!ple!entados pelos
Municpios" Estados e Aistrito Federal%
Parágra'o único% Os recursos re'eridos no inciso JV deste artigo destinar<se<ão a
investi!entos na rede de serviços" $ cobertura assistencial a!bulatorial e )ospitalar e $s
de!ais aç(es de saúde%
'!#to *e,! S!$de
0 i!ple!entação do Pacto pela Saúde se dá pela adesão de Municpios" Estados e
.nião ao Zer!o de 4o!pro!isso de Qestão -Z4Q/% O Z4Q substitui os processos de
)abilitação das várias 'or!as de gestão anterior!ente vigentes e estabelece !etas e
co!pro!issos para cada ente da 'ederação" sendo renovado anual!ente% Entre as
prioridades de'inidas estão a redução da !ortalidade in'antil e !aterna" o controle das
doenças e!ergentes e ende!ias -co!o dengue e )ansenase/ e a redução da !ortalidade
por c*ncer de colo de útero e da !a!a" entre outras%
0s 'or!as de trans'er#ncia dos recursos 'ederais para estados e !unicpios ta!bé!
'ora! !odi'icadas pelo Pacto pela Saúde" passando a ser integradas e! cinco grandes
blocos de 'inancia!ento -0tenção" 5ásica" Média e 0lta 4o!plexidade da 0ssist#ncia"
Vigil*ncia e! Saúde" 0ssist#ncia Far!ac#utica e Qestão do S.S/" substituindo" assi!" as
!ais de ce! Pcaixin)asP +ue era! utilizadas para essa 'inalidade%
+*
Res*o"s!bi,id!de do 6ove("o Mu"i#i*!, "! Q(e! de S!$de
D 0 estratégia adotada no pas recon)ece o !unicpio co!o o principal responsável
pela saúde de sua população%
D 0 partir do '!#to *e,! S!$de" de @66N" o gestor !unicipal assina u! ter!o de
co!pro!isso para assu!ir integral!ente as aç(es e serviços de seu território%
D Os !unicpios possue! secretarias espec'icas para a gestão de saúde%
D O gestor !unicipal deve aplicar recursos próprios e os repassados pela .nião e
pelo estado%
D O !unicpio 'or!ula suas próprias polticas de saúde e ta!bé! é u! dos parceiros
para a aplicação de polticas nacionais e estaduais de saúde%
D Ele coordena e planeEa o S.S e! nvel !unicipal" respeitando a nor!atização
'ederal e o planeEa!ento estadual%
D Pode estabelecer parcerias co! outros !unicpios para garantir o atendi!ento
pleno de sua população" para procedi!entos de co!plexidade +ue esteEa! aci!a da+ueles
+ue pode o'erecer%
A ;i/i,R"#i! E*ideio,G/i#! "o 9(!si,
4o!o de'ine a 7ei Org*nica da Saúde -7ei 3%636926/" a vigil*ncia epide!iológica é Po
conEunto de atividades +ue per!ite reunir a in'or!ação indispensável para con)ecer" a
+ual+uer !o!ento" o co!porta!ento ou )istória natural das doenças" be! co!o detectar
ou prever alteraç(es de seus 'atores condicionantes" co! o 'i! de reco!endar
oportuna!ente" sobre bases 'ir!es" as !edidas indicadas e e'icientes +ue leve! $
prevenção e ao controle de deter!inadas doençasP%
O 4aderno de 0tenção 5ásica n8% 1R traz o protocolo de prevenção clinica de doença
cardiovascular e cerebrovascular e renal cr>nica%
Esta é a pri!eira iniciativa brasileira de ação para a prevenção das doenças
cardiovasculares e renais cr>nicas e! larga escala no 5rasil%
Uigorosa!ente baseada e! evid#ncias cient'icas atuais" teve a contribuição e'etiva
de !e!bros do Ministério da Saúde e de!ais pro'issionais co! recon)ecido saber
cient'ico" representantes da .niversidade Federal do Uio Qrande do Sul -.FUQS/" da
.niversidade Federal de Minas Qerais -.FMQ/ e das Sociedades de Especialidades
Médicas da área" co!o as de 4ardiologia" Aiabetes" Endocrinologia e Metabologia"
Kipertensão" He'rologia e de Medicina de Fa!lia e 4o!unidade" alé! da Federação
Hacional de 0ssociaç(es e Entidades de Aiabetes%
0 Poltica institui no S.S a prevenção baseada no conceito de risco cardiovascular
global% O risco global de u!a pessoa identi'ica a+uela +ue te! potencial para desenvolver
doenças cardiovasculares antes !es!o dos pri!eiros sinto!as%
Ha avaliação clnica de u!a pessoa" não deve apenas ser identi'icado e tratado u!
agravo ou 'atores de risco isolados" seEa! eles a )ipertensão o colesterol elevado ou
!es!o o diabetes% & i!portante avaliar o risco global da pessoa desenvolver doenças
cardiovasculares e! 16 anos" levando e! consideração a so!a dos pontos obtidos do
#,
conEunto de riscos ao +ual ela está sub!etida" a partir da idade" da presença do diabetes e
prática do tabagis!o" da pressão arterial e das taxas de colesterol -7A7<4 e KA7<4/%
Para avaliar o risco global 'oi adotado o Escore de Fra!ing)a!% E! u! pas co!
di!ens(es continentais" co!o o 5rasil" a aplicação do Escore na 0tenção 5ásica per!itirá o
diagnóstico precoce de pessoas e! risco" identi'icando as !edidas terap#uticas +ue
poderão ser e'icazes no trata!ento e evitando a ocorr#ncia de eventos cardiovasculares"
!uito deles 'atais" evitando o so'ri!ento pessoal e 'a!iliar e reduzindo custos pra o siste!a
de saúde e a sociedade%
Es#o(e de 8(!i"/3! (Revis!do)
O Escore de Fra!ing)a! 'oi desenvolvido a partir de u! estudo populacional
longitudinal conduzido por pes+uisadores norte<a!ericanos na cidade de !es!o no!e" no
estado de Massac)usetts%Ze! evid#ncia cient'ica co!provada e é larga!ente utilizado e!
todo o !undo%
0 partir do risco calculado através do escore" o paciente pode ser considerado de
Uisco 5aixo" Médio e 0lto para desenvolver doenças cardiovasculares e! 16 anos%
0 partir da identi'icação de risco" são reco!endadas !edidas ade+uadas para o nvel de
risco esti!ado +ue inclua! !udanças na ali!entação" interrupção do tabagis!o" co!bate
ao sedentaris!o e nos casos de risco elevado" a e+uipe de saúde deve prescrever
deter!inados !edica!entos%
Faz parte ainda do processo terap#utico o desenvolvi!ento de Educação e! Saúde
para os usuários e a co!unidade +ue 'avorece! a adesão ao trata!ento e dão suporte a
!udanças de estilo de vida +ue possibilita! redução ou até reversão do +uadro e !el)or
+ualidade de vida%
O '(ojeto d! Te(!*i! Cou"it+(i! "! Ate"12o 9+si#!
Te(!*i! Cou"it+(i!
0 Zerapia 4o!unitária é u! instru!ento +ue per!ite construir redes sociais
solidárias de pro!oção da vida e !obilização dos recursos e das co!pet#ncias dos
indivduos" 'a!lias e co!unidades% 0 Z4 'unciona co!o 'o!entadora da cidadania"
restauração da auto<esti!a e da identidade cultural dos diversos contextos 'a!iliares"
institucionais" sociais e co!unitários% Favorece a pro!oção e prevenção da saúde e a
reinserção social u!a vez +ue propicia a expressão dos so'ri!entos vivenciados nas várias
di!ens(es da vida e +ue a'eta! direta!ente a saúde das pessoas% 0 terapia co!unitária é
u! exerccio per!anente de inclusão e valorização das di'erenças%
O ProEeto obEetiva capacitar os pro'issionais da atenção básica na !etodologia da Z4
para +ue possa! utilizá<la e! sua atuação nas co!unidades u!a vez +ue são esses
pro'issionais +ue pri!eiro recebe! e contata! co! os proble!as dessas populaç(es% O
levanta!ento realizado sobre o i!pacto da Z4 de!onstrou +ue 32 O dos participantes
tivera! suas de!andas atendidas nas práticas da terapia co!unitárias" não sendo
necessário o enca!in)a!ento para outras inst*ncias de atendi!ento%
0 Zerapia 4o!unitária te! se revelado para os gestores de saúde e co!unidade u!
instru!ento de grande valor estratégico" u!a preciosidade ru!o $ e'etivação do Siste!a
,nico de Saúde" respondendo dentro deste universo a i!portantes diretrizes co!o e+uidade
e universalidadeC grandes 'ontes de inclusão e cidadania%
#+
0 Zerapia 4o!unitária e suas aç(es co!ple!entares" incentiva a co<
responsabilidade na busca de novas alternativas existenciais e pro!ove !udanças
'unda!entadas e! tr#s atitudes básicasC
1% 0col)i!ento respeitoso=
@% For!ação de vnculos= e
B% E!podera!ento das pessoas%
0 terapia co!unitária ve! se inserindo na área da saúde congregando os !ais
di'erentes atores sociais de di'erentes classes sociais" pro'iss(es" raças" credos" partidos
englobando agentes co!unitários de saúde" pro'issionais da ESF" assistentes sociais"
psicólogos" 'isioterapeutas" sociólogos"" nu!a prática de ação conEunta e co!ple!entar%
O '(ojeto
O ProEeto de Implantação da Terapia Comunitária e Ações Complementares na
Rede de Assistência à Saúde do SUS pretende! desenvolver nos pro'issionais da área da
saúde" por !eios de !ódulos teóricos e práticos" as co!pet#ncias necessárias para
pro!over as redes de apoio social na atenção pri!ária da saúde% 0 proposta prev#
capacitar os pro'issionais da rede básica no sentido de prepará<los para lidar co! os
so'ri!entos e de!andas psicossociais" de 'or!a a a!pliar a resolutividade desse nvel de
atenção%
N$#,eo de A*oio - S!$de d! 8!),i! % NAS8
0 0tenção Pri!ária $ Saúde é co!plexa e de!anda u!a intervenção a!pla e!
diversos aspectos para +ue se possa ter e'eito positivo sobre a +ualidade de vida da
população" necessita de u! conEunto de saberes para ser e'iciente" e'icaz e resolutiva% &
de'inida co!o o pri!eiro contato na rede assistencial dentro do siste!a de saúde"
caracterizando<se" principal!ente" pela continuidade e integralidade da atenção" alé! da
coordenação da assist#ncia dentro do próprio siste!a" da atenção centrada na 'a!lia" da
orientação e participação co!unitária e da co!pet#ncia cultural dos pro'issionais
-SZ0UFJE7A" @66R/% Aesta 'or!a" são de'inidos os +uatro atributos essenciais da atenção
pri!ária $ saúdeC o acesso de pri!eiro contato do indivduo co! o siste!a de saúde" a
continuidade e a integralidade da atenção" e a coordenação da atenção dentro do siste!a%
0s E+uipes de Saúde da Fa!lia -ESF/ caracteriza!<se por sere! a porta de entrada
de u! siste!a )ierar+uizado" regionalizado de saúde e ve! provocando u! i!portante
!ovi!ento de reorientação do !odelo de atenção $ saúde no S.S% Visando apoiar a
inserção da Estratégia Saúde da Fa!lia na rede de serviços e a!pliar a abrang#ncia e o
escopo das aç(es da 0tenção Pri!aria be! co!o sua resolubilidade" alé! dos processos
de territorialização e regionalização" o Ministério da Saúde criou o Húcleo de 0poio $ Saúde
da Fa!lia < H0SF" co! a Portaria QM n8 1;R" de @R de ]aneiro de @663" Uepublicada e!
6R de Março de @663%
O Ministério" para a publicação desta poltica" considerou diversos aspectos tais
co!oC 0 Poltica Hacional de 0tenção 5ásica" co! #n'ase no 'ortaleci!ento da estratégia
Saúde da Fa!lia% 0 Poltica Hacional de Pro!oção da Saúde% 0 Poltica Hacional de
Jntegração da Pessoa co! Ae'ici#ncia% 0 Poltica Hacional de 0li!entação e Hutrição" 0
Poltica Hacional de Saúde da 4riança e a Poltica Hacional de 0tenção Jntegral $ Saúde da
Mul)er" 0 Poltica Hacional de Práticas Jntegrativas e 4o!ple!entares% 0 Poltica Hacional
de Medica!entos" a Poltica Hacional de 0ssist#ncia Far!ac#utica e a Poltica Hacional da
Pessoa Jdosa%
O H0SF deve ser constitudo por e+uipes co!postas por pro'issionais de di'erentes
áreas de con)eci!ento" para atuare! e! parceria co! os pro'issionais das E+uipes Saúde
##
da Fa!lia" co!partil)ando as práticas e! saúde nos territórios sob responsabilidade das
ESF no +ual o H0SF está cadastrado%
Existe! duas !odalidades de H0SFC o H0SF 1 +ue deverá ser co!posto por no
!ni!o cinco das pro'iss(es de nvel superior -Psicólogo= 0ssistente Social= Far!ac#utico=
Fisioterapeuta= Fonoaudiólogo= Pro'issional da Educação Fsica= Hutricionista= Zerapeuta
Ocupacional= Médico Qinecologista= Médico Ko!eopata= Médico 0cupunturista= Médico
Pediatra= e Médico Psi+uiatra/ vinculado de 63 a @6 E+uipes Saúde da Fa!lia e o H0SF @
+ue deverá ser co!posto por no !ni!o tr#s pro'issionais de nvel superior de ocupaç(es
não<coincidentes -0ssistente Social= Pro'issional de Educação Fsica= Far!ac#utico=
Fisioterapeuta= Fonoaudiólogo= Hutricionista= Psicólogo= e Zerapeuta Ocupacional/"
vinculado a no !ni!o 6B E+uipes Saúde da Fa!lia" 'ica vedada a i!plantação das duas
!odalidades de 'or!a conco!itante nos Municpios e no Aistrito Federal%
Excepcional!ente" nos Municpios co! !enos de 166%666 )abitantes dos Estados da
Uegião Horte" cada H0SF 1 poderá realizar suas atividades vinculado a" no !ni!o" ;
-cinco/ e+uipes de Saúde da Fa!lia" e a" no !áxi!o" a @6 -vinte/ e+uipes de Saúde da
Fa!lia%
0 de'inição dos pro'issionais +ue irão co!por os núcleos é de responsabilidade dos
gestores !unicipais" seguindo os critérios de prioridade identi'icados a partir das
necessidades locais e da disponibilidade de pro'issionais de cada u!a das di'erentes
ocupaç(es%
Ze! co!o responsabilidade central atuar e re'orçar 3 diretrizes na atenção $ saúdeC
a interdisciplinaridade" a intersetorialidade" o território" a integralidade" o controle social" a
educação per!anente e! saúde" a pro!oção da saúde e a )u!anização%
0 e+uipe do H0SF e as e+uipes da saúde da 'a!lia criarão espaços de discuss(es
para gestão do cuidado% 4o!o" por exe!plo" reuni(es e atendi!entos conEuntos
constituindo processo de aprendizado coletivo% Aesta !aneira" o H0SF não se constitui
porta de entrada do siste!a para os usuários" !as apoio $s e+uipes de saúde da 'a!lia e
te! co!o eixos a responsabilização" gestão co!partil)ada e apoio $ coordenação do
cuidado" +ue se pretende" pela saúde da 'a!lia da 'a!lia%
O(/!"i0!12o do *(o#esso de t(!b!,3oS "os te((itG(ios de su! (es*o"s!bi,id!deS
(e<e(ido -s ES8 que ! e,e se vi"#u,! e <!0e ! /est2o do #uid!doS *(io(i0!"do&
D 0tendi!ento co!partil)ado para u!a intervenção interdisciplinar" co! troca de saberes"
capacitação e responsabilidades !útuas -estudo9 discussão de casos9situaç(es"
orientaç(es" atendi!entos e! conEuntos/=
D Enca!in)a!ento de usuários9'a!lias para o Húcleo pela e+uipe de saúde da 'a!lia"
sendo realizada" necessaria!ente" u!a discussão a priori entre os pro'issionais
responsáveis pelo caso% -0tendi!ento individual e! situaç(es extre!a!ente necessária
pelo H0SF/%
D 0ç(es co!uns nos territórios de responsabilidade do H0SF" sendo desenvolvidas de 'or!a
articulada co! a ESF e outros setores públicos -exe!plosC educação per!anente"
planeEa!ento integrado" potencialização do uso de espaços públicos de conviv#ncia" aç(es
'ocadas na inclusão social" en'renta!ento da viol#ncia" educação popular e! saúde"
organização e! rede intersetorial para a e+uidade e cidadania < escolas" crec)es"
e+uipa!entos da assist#ncia social" etc <" trabal)os co! grupos vulneráveis/%
O H0SF está dividido e! oito áreas estratégicas sendo elasC atividade 'sica9praticas
corporais= práticas integrativas e co!ple!entares= reabilitação= ali!entação e nutrição=
saúde !ental= serviço social= saúde da criança9 do adolescente e do Eove!= saúde da !ul)er
e assist#ncia 'ar!ac#utica%
#$
Ho +ue se re'ere a atuação dos pro'issionais" esta será realizada de 'or!a a!pla co!
aç(es especi'icas por áreas estratégicas e aç(es co!uns de responsabilidade de todos os
pro'issionais" a sere! desenvolvidas e! conEunto co! as ESF e co! a co!unidade%
^ atenção pri!ária $ saúde coloca!<se alguns desa'ios" entre estes estão a
a!pliação progressiva de sua cobertura populacional e sua integração $ rede assistencial%
O H0SF insere<se neste siste!a buscando tanto o au!ento de sua resolutividade +uanto de
sua capacidade de co!partil)ar e 'azer a coordenação do cuidado co!partil)ando esses
desa'ios co! as ESF%
Av!,i!12o d! Ate"12o 9+si#!
Para a 4oordenação de 0co!pan)a!ento e 0valiação da 0tenção 5ásica
-4009A05/" a 0valiação e! Saúde te! co!o propósito 'unda!ental dar suporte a todo
processo decisório no *!bito do Siste!a de Saúde e por isso deve subsidiar a identi'icação
de proble!as e a reorientação de aç(es e serviços desenvolvidos" avaliar a incorporação de
novas práticas sanitárias na rotina de pro'issionais e !ensurar o i!pacto das aç(es
i!ple!entadas pelos serviços e progra!as sobre o estado de saúde da população%
Aiante disso" a 400 entende +ue é papel do Qestor Federal ser indutor da
institucionalização da avaliação nas tr#s es'eras de governo e estabeleceu co!o eixo
estruturador e! sua !issãoC 'o!entar9consolidar a cultura avaliativa nas tr#s inst*ncias de
gestão do S.S%
4o! essa !issão" a 4oordenação sinaliza o papel +ue assu!e e! descentralizar e
consolidar a avaliação co!o i!portante 'erra!enta de gestão nas tr#s es'eras de governo"
contribuindo para +ue os processos avaliativos seEa! incorporados $s práticas dos serviços
de saúde e possa! ter caráter subsidiário do planeEa!ento" potencializando a utilização de
instru!entos de gestão co!o o Pacto de Jndicadores e o Siste!a de Jn'or!ação da 0tenção
5ásica" para to!ada de decis(es e 'or!ação dos suEeitos envolvidos nos processos%
'(o#essosTEst(!té/i!s de Mo"ito(!e"to e Av!,i!12o
Siste! de I"<o(!12o d! Ate"12o 9+si#! % SIA9
Por !eio do SJ05 obt#!<se in'or!aç(es sobre cadastros de 'a!lias" condiç(es de
!oradia e sanea!ento" situação de saúde" produção e co!posição das e+uipes de saúde%
0tual!ente" é o principal instru!ento de !onitora!ento das aç(es dos Progra!as Saúde
da Fa!lia e de 0gentes 4o!unitários e" encontra<se e! re'or!ulação visando abranger
toda a atenção básica%
'!#to de I"di#!do(es d! Ate"12o 9+si#! % 'ACTO%A9
O '!#to%A9 constitui<se e! u! instru!ento 'or!al de negociação entre gestores das
tr#s inst*ncias de governo -!unicipal" estadual e 'ederal/ to!ando co!o obEeto de
negociação !etas a sere! alcançadas e! relação a indicadores de saúde previa!ente
acordados e traduz u! es'orço crescente de buscar indicadores !ais representativos e
robustos para a avaliação da atenção básica%
O Pacto de Jndicadores da 0tenção 5ásica constituiu<se u! instru!ento de re'er#ncia
para o !onitora!ento e avaliação das aç(es desenvolvidas no *!bito da atenção básica
#%
e! todo território nacional% Zornou<se u! i!portante !ecanis!o para direciona!ento de
es'orços e! relação $s !etas deseEáveis de sere! alcançadas pelas tr#s es'eras de
governo no S.S por !eio do processo de pactuação%
Ho )istórico de sua exist#ncia o conEunto de indicadores so'reu !uitas !udanças%
Aurante os anos de 1222" @666" @661 e @66@ as alteraç(es 'ora! anuais% Entre @66B e @66;
o conEunto !anteve<se inalterado% .!a nova re'or!ulação 'oi realizada para o Pacto de
@66N% 0 relação dos indicadores de cada Pacto está disponvel para consulta no site da
4oordenação de 0co!pan)a!ento e 0valiação da 0tenção 5ásica%
Esse Pacto te! sido 'ir!ado por todas as unidades 'ederadas e por u! nú!ero de
!unicpios cada vez !aior" atingindo a !arca dos 166O desde @66R% Ae 1222 até @66N
)ouve u! avanço na +uestão da disponibilidade de in'or!aç(es re'erentes aos indicadores"
u!a vez +ue pode! ser acessados na internet" co! o obEetivo de 'acilitar o
aco!pan)a!ento da evolução destes por parte de gestores das tr#s es'eras de governo%
Hos anos @66B a @66N" o Ministério da Saúde buscou dina!izar o processo de pactuação%
4o! esse intuito" adotou algu!as estratégias i!portantes para +uali'icar a negociação de
!etas +ue incluiuC a/ tornar o processo !ais participativo no *!bito das tr#s es'eras de
gestão do S.S" garantindo envolvi!ento de áreas estratégicas= b/ subsidiar gestores na
de'inição de polticas e planeEa!ento de aç(es no *!bito da atenção básica e de!ais nveis
de atenção a partir do !onitora!ento e análise dos indicadores= c/ esti!ular diálogo entre
os gestores= d/ esti!ular u! processo crticore'lexivo de negociação de !etas e análise de
resultados= e/ articular o pacto co! outros instru!entos de progra!ação e pactuação
existentes e '/ pro!over a !el)oria do con)eci!ento e utilização das in'or!aç(es dos
Siste!as de Saúde%
4o!o 'ruto da necessidade de se criar estratégias !ais e'etivas de articulação e
integração entre os diversos instru!entos de planeEa!ento" progra!ação e pactuação
existentes no *!bito do S.S" no ano de @66R" iniciou<se o debate e! torno de u! pacto
uni'icado% 0pós u! longo processo de discussão" co! proposiç(es tripartites" essa
construção 'oi concretizada" e! 'evereiro de @66N" no Pacto pela Saúde +ue estabelece
novas 'or!as de relação e negociação entre gestores do S.S% O novo Pacto pressup(e a
assinatura de u! Zer!o de 4o!pro!isso de Qestão e institui a uni'icação do processo de
pactuação de indicadores anterior!ente integrantes do Pacto da 0tenção 5ásica e da
Progra!ação Pactuada e Jntegrada da Vigil*ncia e! Saúde%
0 relação dos indicadores do Pacto pela Saúde be! co!o os 'luxos e rotinas de
pactuação encontra!<se na Portaria n8 219QM de 1696196M
'OKLTICA NACIONAK DE 'ROMO4ÃO DA SAÚDE
0s condiç(es de trabal)o" de !oradia" de ali!entação" do !eio a!biente e de lazer"
dentre outras" deter!ina! nossa !aior ou !enor saúde%
0 Pro!oção da Saúde é u!a das estratégias do setor saúde para buscar a !el)oria
da +ualidade de vida da população% Seu *(i"#i*!, objetivo é pro!over a +ualidade de vida
e reduzir vulnerabilidade e riscos $ saúde relacionados aos seus deter!inantes e
condicionantes : !odos de viver" condiç(es de trabal)o" )abitação" a!biente" educação"
lazer" cultura" acesso a bens e serviços essenciais% Za!bé! te! co!o obEetivo !ais
genérico" produzir a gestão co!partil)ada entre usuários" !ovi!entos sociais"
trabal)adores do setor sanitário e de outros setores" produzindo autono!ia e co<
responsabilidade%
0 Poltica Hacional de Pro!oção da Saúde -PHPS/" aprovada e! B6 de !arço de
@66N" dá diretrizes e aponta estratégias de organização das aç(es de pro!oção da saúde
nos tr#s nveis de gestão do Siste!a ,nico de Saúde -S.S/ para garantir a integralidade do
cuidado%
#&
'(oo12o d! A,ie"t!12o S!ud+ve,
0 Pro!oção da 0li!entação Saudável -P0S/ é u!a das lin)as de trabal)o da
4oordenação Qeral da Poltica Hacional de 0li!entação e Hutrição e te! co!o obEetivo
apoiar os estados e !unicpios brasileiros no desenvolvi!ento de aç(es e abordagens para
a pro!oção da saúde e a prevenção de doenças relacionadas $ ali!entação e nutrição" tais
co!o ane!ia" )ipovita!inose 0" distúrbios por de'ici#ncia de iodo -AAJs/" desnutrição"
obesidade" diabetes" )ipertensão" c*ncer" entre outras%
0s aç(es da área t#! co!o en'o+ue prioritário o resgate de )ábitos e práticas
ali!entares regionais +ue valorize! a produção e o consu!o de ali!entos locais de baixo
custo e elevado valor nutritivo" be! co!o padr(es ali!entares !ais variados" desde os
pri!eiros anos de vida até a idade adulta e vel)ice%
0 pro!oção de práticas ali!entares e estilos de vida saudáveis corresponde a u!a
das diretrizes da Poltica Hacional de 0li!entação e Hutrição -PH0H/ e ta!bé! se insere
co!o u! dos eixos estratégicos da Poltica Hacional de Pro!oção da Saúde -PHPS/" ao
considerar a a!pliação e +uali'icação das aç(es de pro!oção nos tr#s nveis de
co!plexidade" desa'iando a proposição de u!a ação transversal" integrada e intersetorial%
0 PHPS re'orça ainda as reco!endaç(es da Estratégia Qlobal para a Pro!oção da
0li!entação Saudável" 0tividade Fsica e Saúde" +ue te! co!o !eta geral a pro!oção e
proteção $ saúde !ediante aç(es sustentáveis e! nvel co!unitário" nacional e !undial"
co! apoio a !odos de vida saudáveis e co! a participação dos pro'issionais de saúde e de
outros setores pertinentes%
Ai'erentes aç(es t#! sido pensadas no sentido de esti!ular a autono!ia das
pessoas para a escol)a e 'avorecer a adoção de práticas ali!entares -e de vida/ saudáveis%
#'
Hesse sentido" te!<se co!o 'ocos a criação de a!bientes 'avoráveis" o desenvolvi!ento de
)abilidades pessoais e e!podera!ento" a !obilização e a participação social" eixos nos
+uais são desenvolvidas as aç(es da área%
Co"3e1! o 6ui! A,ie"t!( *!(! ! 'o*u,!12o 9(!si,ei(!
O Quia 0li!entar é u! instru!ento o'icial +ue de'ine as diretrizes ali!entares para
sere! utilizadas na orientação de escol)as !ais saudáveis de ali!entos pela população
brasileira%
5aseado no cenário epide!iológico atual -transição epide!iológica e nutricional/" nas
evid#ncias cient'icas be! co!o na responsabilidade governa!ental e! pro!over a saúde
e incorporar as sugest(es da Estratégia Qlobal da Organização Mundial de Saúde -OMS/" o
guia te! o propósito de contribuir para a orientação de práticas ali!entares +ue vise! a
pro!oção da saúde e a prevenção de doenças relacionadas $ ali!entação% 0s doenças
con)ecidas co!o Aoenças 4r>nicas Hão Zrans!issveis -A4HZ/ sãoC Aiabetes Mellitus"
Obesidade" Kipertensão" Aoenças cardiovasculares e c*ncer%
O guia ta!bé! está baseado na preocupação co! relação de'ici#ncias de 'erro e
vita!ina 0" be! co! o au!ento da resist#ncia i!unológica relacionadas co! as doenças
in'ecciosas%
Qu!is s2o !s di(et(i0es e objetivos do 6ui! A,ie"t!(
Di(et(i0
Re#oe"d!12o *o(
di!
Objetivos
1
0li!entos saudáveis e
as re'eiç(es

<
Esti!ular o convvio 'a!iliar nas re'eiç(es
cotidianas%
Aesesti!ular PpularP as re'eiç(es
Valorizar todos os grupos de ali!entos para
re'eiç(es variadas e coloridas

@ 4ereais" tubérculos e
razes
N porç(es
-con'ira alguns
exe!plos de porção/
Orientar o consu!o de ali!entos ricos e!
carboidratos co!plexos -a!ido/" co!o cereais de
pre'er#ncia integrais" tubérculos e razes" para
garantir R;O a N;O da energia total diária de
ali!entação%
Proteger as pessoas contra o excesso de peso e
obesidade" alguns tipos de c*ncer" pois u!a
ali!entação rica e! carboidratos possivel!ente
#(
terá !enor +uantidade de gorduras e !enos
açúcar%

B
Frutas" legu!es e
verduras
B porç(es
-con'ira alguns
exe!plos de porção/
Ai!inuir o risco de desenvolvi!ento de doenças
cr>nicas não trans!issveis e !anter o peso
ade+uado" por !eio do consu!o de pelo !enos
R66 g9dia de 'rutas" legu!es e verduras%
0u!entar a resist#ncia contra in'ecç(es por !eio
do consu!o de 'rutas" legu!es e verduras +ue são
'onte da !aior parte de vita!inas e !inerais
necessários ao organis!o%
Jn'or!ar sobre a grande variedade desses
ali!entos disponveis e! todas as regi(es do Pas
e incentivar di'erentes !odos de preparo destes
ali!entos para valorizar o sabor%

R
FeiE(es e outros
ali!entos vegetais ricos
e! protenas
1 porção
-con'ira alguns
exe!plos de porção/
Orientar e esti!ular o consu!o de 'eiEão" +ue
+uando co!binado co! o arroz" na proporção de 1
parte de 'eiEão para @ partes de arroz" 'ornece!
u!a 'onte co!pleta de protenas para o ser
)u!ano%
0u!entar a resist#ncia contra doenças
nutricionais" Eá +ue os 'eiE(es cont#! carboidratos
co!plexos e é rico e! 'ibra ali!entar" vita!inas do
co!plexo 5" 'erro" cálcio e outros !inerais%

;
7eite e derivados" carnes
e ovos
B porç(es de leite e
derivados
-con'ira alguns
exe!plos de porção/
1 porção de carne e
ovos
-con'ira alguns
exe!plos de porção/

Qarantir u!a ali!entação saudável por !eio dos
ali!entos de orige! ani!al +ue são nutritivos"
desde +ue consu!idos co! !oderação%
Orientar o consu!o de carnes e peixes Eá +ue
são boas 'ontes de todos os a!inoácidos
essenciais" subst*ncia +u!ica +ue co!p(e as
protenas" necessárias para o cresci!ento e a
!anutenção do corpo )u!ano" alé! de sere!
'ontes i!portantes de 'erro e vita!ina 51@%
Orientar o consu!o de leite co!o u!a 'onte
i!portante de ribo'lavina -5@/ e principal 'onte de
cálcio na ali!entação%

N Qorduras" açucares e sal
1 porção
-con'ira alguns
exe!plos de porção/
Orientar +uanto a di!inuição redução do
consu!o de gorduras e açúcares "e sal -!áxi!o
de ;g9dia/ para di!inuir o risco de ocorr#ncia de
obesidade" )ipertensão arterial" diabetes"
colesterol e doenças cardiovasculares%

M _gua @ litros
#)
Jncentivar o consu!o de água independente dos
outros l+uidos Eá +ue a !es!a dese!pen)a papel
'unda!ental na regulação de !uitas 'unç(es vitais
ao organis!o%

E !i"d! du!s di(et(i0es es*e#i!is&
Airetriz Especial 1 < 0tividade
Fsica

0bordar !aneira integrada a pro!oção da ali!entação saudável e o
incentivo $ prática regular de atividade 'sica e orientar sobre o
e+uilbrio entre o consu!o ali!entar e o gasto energético para
!anutenção do peso saudável%

Airetriz Especial @ < Lualidade
Sanitária dos 0li!entos

Orientar sobre as !edidas preventivas e de controle" incluindo práticas
de )igiene +ue deve! ser adotadas a 'i! de garantir a +ualidade
sanitária dos ali!entos%

Obesid!de e su!s #o"seq.H"#i!s #oo u *(ob,e! de S!$de '$b,i#!
A*(ese"t!12o
O con)eci!ento da co!posição dos ali!entos consu!idos no 5rasil é 'unda!ental
para alcançar a segurança ali!entar e nutricional no Pas% 0 construção de u!a tabela de
co!posição de ali!entos é u! i!portante instru!ento nacional para a realização de u!
grande nú!ero de aç(es de ali!entação e nutrição e! diversos setores co!o o agrcola"
indústria" 'or!ação e pes+uisa" co!o ta!bé! progra!as de educação e orientação
nutricional de indivduos ou populaç(es% 4o! isso pode apoiar a realização de polticas
públicas e serviços de proteção a população" a!biente e da biodiversidade%
4o! esse en'o+ue o proEeto Zabela 5rasileira de 4o!posição de 0li!entos -Z04O/
te! co!o obEetivo construir u!a base de dados co! a co!posição nutricional dos ali!entos
nacionais e de preparaç(es tpicas regionais% & u!a iniciativa !par" executada pelo
HEP09.HJ40MP" proporcionando dados de grande nú!ero de nutrientes dos ali!entos de
base genuina!ente nacionais" obtidos co! critérios internacionais de análise%
7istG(i#o
O proEeto da Zabela 5rasileira de 4o!posição de 0li!entos ve! sendo desenvolvido
desde 122N co! a proposta de construir u! banco de dados co! in'or!aç(es analticas
sobre ali!entos coletados e! território nacional" o trabal)o procura estabelecer a
representatividade do consu!o !édio da população brasileira" seguindo !etodologias
recon)ecidas internacional!ente e disponibilizadas $ co!unidade cient'ica por !eio de
publicaç(es e! periódicos e eventos internacionais co!o ta!bé! a população co!o u!
todo através da divulgação e! !eio eletr>nico de do!nio público -internet/%
#*
Aesenvolvido até o presente !o!ento co! o apoio do Ministério da Saúde e de!ais
parceiros" o proEeto Z04O realizou até o !o!ento a análise da co!posição de R;R
ali!entos brasileiros analisados e! laboratórios nacionais" graças ao 'inancia!ento público%
Uessalta<se +ue esta iniciativa é a pri!eira da 0!érica 7atina e é re'erendada e!
4ongressos Hacionais e Jnternacionais% 0tual!ente te!<se voltado es'orços para a
continuidade e a!pliação através da criação do Qrupo Zecnico aprovado Eaneiro de @66M
e! portaria inter!inisterial -Portaria Jnter!inisterial n81;3" de 12 de Eaneiro de @66M/%
8!se I
0 pri!eira 'ase do proEeto Z04O ocorreu no perodo de 122N a 1223 e desde então
conta co! o apoio do Ministério da Saúde% Os obEetivos alcançados 'ora!C
Uealização do J `orTs)op PZabela 5rasileirade 4o!posição de 0li!entos < Z04O=
Estabeleci!ento da !etodologia analtica e protocolo para as deter!inaç(es de
interesse considerando as reco!endaç(es do JHFOOAS=
Jdenti'icação dos laboratórios públicos por !eio do Estudo Jnterlaboratorial
4olaborativo < EJ4=
Jdenti'icação dos ali!entos=
Estabeleci!ento de co!unicação online entre os grupos participantes do proEetoC
criação da )o!e<page )ttpC99aaa%unica!p%br9nepa9taco%
8!se II
0 segunda 'ase do proEeto Z04O" ocorreu no perodo de 1222 a @66@" continuou co!
o apoio do Ministério da Saúde e 'ora! realizadas as seguintes etapasC
Uealização" e! 4a!pinas" do JJ `orTs)op Jnternacional=
Uealização de JJ Estudo Jnterlaboratorial 4olaborativo < JJ EJ4 agregando novos
grupos identi'icados pela e+uipe coordenadora e pelos participantes da Fase J=
Elaboração do plano a!ostral e coleta de ali!entos=
Uealização da análise de 123 ali!entos pelos laboratórios credenciados=
8!se III
0 terceira 'ase do ProEeto Z04O co! incio e! deze!bro de @66B" conte!pla a
análise de cerca de @66 ali!entos" 'inanciado pelo Ministério do Aesenvolvi!ento Social e
4o!bate $ Fo!e < MAS%
Os obEetivos propostos para esta 'ase sãoC
0nalise de !ais @66 ali!entos=
Elaboração de relatório sobre as i!plicaç(es e di'usão da Zabela e! di'erentes
setores" co!o para as indústrias de ali!entos" a poltica de segurança ali!entar e
nutricional" a biodiversidade" a educação nutricional" a co!unicação cient'ica" a educação
escolar e a nutrição clnica%
8!se I;
0 +uarta 'ase do ProEeto Z04O está sendo executada si!ultanea!ente a terceira
'ase% 4onte!pla a análise de !ais M6 ali!entos 'inanciados pelo Ministério da Saúde% Os
obEetivos propostos para esta 'ase sãoC
0nalise de !ais M6 ali!entos=
Uealização de `orTs)op e! 5raslia co! a participação de pes+uisadores" atuais
parceiros e de!ais participantes onde 'oi possvel apresentar as etapas realizadas do
proEeto e discutir propostas de a!pliação=
Elaboração de relatório sobre as i!plicaç(es e di'usão da Zabela e! di'erentes
setores" co!o para as indústrias de ali!entos" a poltica de segurança ali!entar e
nutricional" a biodiversidade" a educação nutricional" a co!unicação cient'ica" a educação
escolar e a nutrição clnica%
$,
8!se ;
O proEeto encontra<se atual!ente na 'ase V co! incio e! nove!bro de @66; co!
'inancia!ento dos Ministérios do Aesenvolvi!ento Social e 4o!bate $ Fo!e : MAS e da
4i#ncia e Zecnologia : M4Z através da Financiadora de Estudos e ProEetos : FJHEP% O
obEetivo proposto para esta 'ase é a análise de 166 ali!entos -em fase de elaboração/%
Fonte de toda esta !atériaC )ttpC99dtr@66R%saude%gov%br9dab9index%p)p
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