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DISCIPLINA: Artes Gráficas
ARTES GRÁFICAS: PALAVRA E IMAGEM
O objetivo da disciplina de Artes Gráficas é apresentar aos alunos algumas possibilidades de
trabalho utilizando a palavra escrita em cartazes, quadrinhos ou livros. A escrita pode
aparecer isolada ou associada a desenhos, pinturas, gravuras e colagens.
1. Caligramas
Alfabetos ilustrados
As letras que usamos têm características físicas, como altura, largura e peso. Uma letra pode
ser leve, normal ou pesada, assim chamada a letra em negrito. O desenho de uma letra
também pode transmitir sensações, como força, delicadeza ou fragilidade.
Na Idade Média, das mãos de monges copistas, surgiram os alfabetos ilustrados para
embelezar as páginas dos livros. As letras são formadas por desenhos de pessoas ou animais,
anjos, santos e monstros, contribuindo para ampliar o sentido das palavras, pela associação
que se pode fazer do desenho e do texto: o desenho pode confirmar ou contradizer o texto.
Depois, os alfabetos ilustrados foram utilizados em cartilhas para ensinar a ler, associando a
forma da letra a um objeto semelhante à letra. Este tipo de alfabeto ilustrado ainda é usado
hoje em dia, em capas de discos, embalagens, cartazes e anúncios, como neste cartaz (fig.
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Figura 1. Damien Correll. (Fall 2008, Yale University Art Gallery)

Figura 2. Uma palavra em inglês que combina o desenho de várias pessoas. Neste caso, o
verbo ‘poder’ ganha um sentido associado à imagem: quem é solidário pode mais.


Figura 3. Neste texto para ilustrar uma revista, foram utilizadas frutas e legumes para formar
as letras.
(imagem retirada de http://calligramdesigners.blogspot.com/search/label/GigiGreen)

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Caligramas
Os versos figurados são poemas em que sabemos do assunto antes mesmo de ler o texto,
pois existe uma espécie de acordo entre o aspecto e o conteúdo. Pela primeira vez, a forma
do texto ganha destaque.
Apesar de existirem poemas figurados desde o ano 300 a.C., a palavra caligrama surgiu
apenas em 1918, quando o poeta francês Guillaume Apollinaire lançou o livro Caligramas:
Poemas da paz e da guerra. Nesses poemas ele explorou o potencial da fusão de poesia e
pintura, introduzindo o conceito de simultaneidade.
O termo é uma junção de caligrafia e ideograma, sendo utilizado hoje para designar poemas
em que as palavras ou as letras são arranjadas para formar um desenho, figura ou
pictograma.
Exemplos de caligramas podem ser encontrados em diversas épocas, na antiguidade romana
ou na idade média, no período barroco ou nas páginas de Alice no País das Maravilhas
(1866), de Lewis Carroll (1832-98).



Figura 4. Guillaume Apollinaire, Chuva.
Os versos deste poema sobre a chuva foram escritos no sentido vertical. É como se as
palavras imitassem as gotas de água caindo na folha de papel.


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Figura 5. Fefê Talavera, capa da revista Tupigrafia, 2006
O corpo de um camaleão foi feito pela sobreposição de letras coloridas, recortadas de vários
cartazes chamados de lambe-lambe, colados em tapumes pela cidade. As colagens da artista
ocupam muros da cidade de São Paulo, e também podem ser encontradas em um livro
chamado “Animais do mundo todo”.

Figura 6. Caligrafia árabe.
Uma oração em forma de pera. No lado direito, uma letra foi alongada para formar a
metade da pêra, sendo a outra metade formada pela continuação de outra letra. O mesmo
recurso foi usado para fazer o desenho das folhas

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Figura 7. Reinhard Dohl
A palavra maçã, escrita em alemão, aparece repetidas vezes, formando o contorno da fruta.
No canto inferior direito, surge a palavra verme, o bichinho da maçã. As letras formam uma
textura, que muda de acordo com o desenho da letra ou a palavra escolhida.


Figura 8. Mary Ellen Solt, Forsythia, 1965
Este poema concreto coloca o nome de uma flor como base para o surgimento de palavras
associadas à flor (amarelo, primavera, esperança). As letras se repetem, formando linhas.

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Figura 9. Guillaume Apollinaire, O Buquê, 1917
Neste poema-desenho para a capa de um catálogo de pinturas, o poeta usou as cores para
destacar as formas.

Figura 10. Jacques Carelman, ilustração do livro de Raymond Queneau, Exercícios de Estilo.
Esta composição de Jacques Carelman utiliza vários tipos de letras para representar um
casal, um bonde, a estação de trem e o sol. Ele escolheu letras manuscritas, com curvas finas
e delicadas, para fazer os raios do sol. A letra O serve de roda para o ônibus. A letra T forma
o peito e os ombros de um homem forte.
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2. Quadrinhos e arte sequencial
Um grupo de imagens em sequência pode servir para contar uma história, para comunicar
uma ideia, para ensinar uma atividade. Exemplos disso são os manuais de instrução, obras
antigas como a tapeçaria de Bayeux, livros medievais, hieróglifos egípcios e ideogramas
orientais (cuja origem é a semelhança visual com os objetos representados). Vamos tratar
aqui de sequência de imagens justapostas, ou seja, lado a lado, o que exclui o cinema e o
cinema de animação (desenhos animados).
Existem elementos gráficos que fazem parte das histórias em quadrinhos e que podem ser
explorados individualmente em atividades em sala de aula, como as onomatopeias, os
balões ou a divisão da página em quadros, por exemplo.



Figura 11. Carlos Matuck, O homem nos tempos que correm, 1988
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O trabalho acima foi feito com carimbos e publicado na revista Atlas Almanak. Conforme a
narrativa avança, o tamanho dos quadros aumenta, modificando o ritmo da ação. Repare
que a figura caminhando é inserida repetidas vezes no cenário, formando uma multidão.
Fonte: http://www.carlosmatuck.com.br/HQ_A.html

Para funcionar de modo eficiente, uma HQ utiliza o que o pesquisador Scott McCloud chama
de “ícones”, definidos por ele como qualquer imagem utilizada para representar uma
pessoa, lugar, coisa ou ideia. Estes ícones são criados pela focalização em determinados
detalhes essenciais, eliminando o supérfluo. Ele considera que ao despojar uma imagem de
detalhes até chegar à sua essência, seu sentido seria amplificado.


Figura 112. Warja Honegger-Lavater, Chapeuzinho Vermelho
Os livros em formato sanfona recontam contos-de-fada clássicos, utilizando símbolos no
lugar de palavras ou mesmo figuras. Neste livro, o ponto vermelho é a Chapeuzinho
Vermelho, o ponto preto é o lobo, a vovó é o ponto azul, e a floresta é formada por pontos
verdes de diversos tamanhos.
Existem alguns recursos que podem ser explorados para se contar uma história sem precisar
de um texto: organizar imagens em séries, por exemplo.

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Figura 13. Tom Gauld, Alfabeto barulhento
O artista definiu previamente o número de quadros que teria a sequência: as 26 letras do
alfabeto, mais um quadro para o título e um para a assinatura. Cada quadro tem uma
onomatopeia, seguindo a ordem alfabética.

Em uma série, as figuras estão ligadas umas às outras, de modo que cada figura modifica a
próxima seguindo basicamente três procedimentos: sucessão, metamorfose ou narração.
Existe um itinerário em linha reta do ponto A até o ponto B, em etapas que podem ser
definidas antes de iniciar o trabalho. Colocar um grupo de fotografias em ordem cronológica
cria uma série, assim como dispor objetos em cima da mesa em ordem de tamanho. O
tamanho da série, quantas etapas levam de A até B, pode ser decidido antes ou depois de
produzir as imagens.

Figura 14. Giovanni Anselmo, Ler, 1996
Um trabalho dedicado às propriedades da palavra impressa. Tomando uma simples palavra
em italiano, o artista varia o tamanho e a escala na página até estabelecer uma progressão.
Ao virar as páginas, a palavra fica cada vez menor, até desaparecer. Depois, o tamanho das
letras aumenta até ocupar a página inteira. O livro termina com uma página completamente
preta, onde não podemos ler nenhuma palavra.


Outra forma, mais elaborada, de narrativa com imagens é a sequência produzida a partir de
uma relação de causa e efeito, em que o movimento ou a ação representada é condicionada
pela imagem que vem antes e a que vem depois. Se eu mostro em um quadro uma faca e
depois aparece no segundo quadro uma mão aberta, e no terceiro uma mancha vermelha, o
sentido será determinado pelo que aparecer no próximo quadro: a cena do crime, se eu
mostrar uma pessoa deitada no chão, ou uma simples refeição, se eu mostrar um pote de
geleia.


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Figura 15. Istvan Banyai, Zoom, 1995.
Este livro de imagens possibilita uma experiência de leitura instigante. A cada virada de
página nos surpreendemos não apenas pelo acréscimo de imagens, mas principalmente pela
perspectiva inusitada que estas assumem. As imagens ganham mais detalhes, provocando o
distanciamento gradativo do leitor. A leitura poderá ser feita da primeira para a última
página ou ao contrário. Quando se espera uma continuidade lógica na ordem dos
elementos, surpreende-se pela provocação de que nada é o que parece ser.


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3. A estrutura do livro de artista
Um livro de artista é um livro pensado como obra de arte. Diferente do livro ilustrado, ele
existe de modo autônomo, independente de um texto literário existente. Neste tipo de obra,
a escolha do formato, o tamanho, o tipo de encadernação e a sequência de páginas fazem
parte do significado da obra – uma mudança em qualquer destes aspectos implica em um
novo significado, uma nova obra.
Assim como acontece no livro ilustrado, um livro de artista pode ter textos e imagens lado a
lado ou juntos na mesma página. A diferença é o modo como texto e imagem interagem,
atuando de forma complementar.


Figura 16. Ziraldo, Flicts, 1969.
Editado pela primeira vez em 1969, o livro conta a história de uma cor procurando o seu
lugar no mundo. O mundo é feito de cores, mas nenhuma é “Flicts”. Uma cor rara, frágil,
triste, que procurou em vão por um amigo. As imagens são formadas por áreas de cor,
integradas com a página e com o texto. O texto não existe independente das páginas
coloridas, ele sozinho perde o sentido.

Será que é possível um livro apresentar uma narrativa só com imagens, sem nenhum texto?
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Figura 17. Kim Beck, Field Guide to weeds, 2008.
Neste livro, que imita os guias de bolso do século 19, a vegetação surge gradativamente,
como se o livro fosse um terreno abandonado tomado pelo crescimento das plantas e ervas
daninhas.
Um artista também pode fazer um livro sem história, um livro que funciona como um jogo
ou brinquedo, que faz pensar em formas e cores. Pode chamar a atenção para os materiais
de que é feito o livro, e até mesmo fazer um livro que não tem texto nem imagem, apenas
folhas de papel colorido recortado.

Figura 18. Raymundo Colares, Gibi, 1972.
Feito de papel recortado de diferentes tamanhos, formas e cores, este livro oferece um
leque de opções em qualquer página dupla aberta. Movendo um ou até seis dos elementos
disponíveis, uma nova composição surge, completa em si mesma, mas também um
fragmento do livro como um todo. Em grande medida, a experiência de leitura depende do
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leitor, que move as páginas em seu próprio ritmo, avançando e retrocedendo, criando novas
configurações quando quiser.
Todo livro tem um sentido de leitura que é horizontal, uma página vem depois da outra. Ao
inserir furos ou recortes na página, o artista cria um sentido de leitura que é vertical, que
permite a visualização simultânea de várias páginas. É um tipo de imersão, o leitor pode
entrar no livro.

Figura 1912. Bruno Munari, Na Noite Escura, 2008
Munari reinventa a maneira de se ler um livro - além da parte visual, a obra requer uma
leitura sensorial, por meio de folhas recortadas, texturas, cores e materiais diversos. O livro
nos convida a adentrar na noite escura e nos mistérios que ela guarda. Somos atraídos por
uma misteriosa luz brilhante revelada através de furos nas páginas. A primeira parte, em
papel preto, traduz a atmosfera noturna. Na segunda parte, o papel translúcido sugere uma
neblina matinal e marca a passagem do tempo. A aventura termina no interior de uma gruta,
nas páginas em papel pardo.

A unidade básica do livro é a página. Mas um livro de imagens dificilmente consegue isolar a
página, e por isso muitos livros trabalham com a página dupla como se fosse uma unidade.
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Figura 20. Julian Opie, Dirigindo no campo, 1996
O artista inglês Julian Opie, neste livro para crianças, faz uma sequência de páginas em que o
carro se desloca da esquerda para a direita. Conforme viramos a página, o carro chega a seu
destino. Em cada página, o azul do céu é um pouco mais escuro, mostrando a passagem do
tempo.

Existem alguns livros de artista que são pensados como um todo, de modo que a mudança
de uma página altera todo o livro. Assim, a obra não é apenas um conjunto de páginas, mas
uma unidade coesa em forma de livro.


Figura 21. Jan Voss, A espera.
Neste livro simples, temos apenas uma folha dobrada ao meio, com a imagem acima, e outra
folha mostrando apenas a estrada deserta, a vegetação do campo e o céu azul. Nesta outra
folha, a mesma imagem está impressa nos dois lados. Ao comprar o livro, a pessoa pode
escolher quantas páginas quer que o livro tenha, e o número de páginas faz aumentar o
tempo de espera do homem no ponto de ônibus.

Todo livro é formado por uma sequência de páginas agrupadas ou encadernadas. A
encadernação faz parte da estrutura do livro, e pode ser utilizada como parte de uma
narrativa, como uma forma de alterar as imagens ou de modificar a leitura das páginas.

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Figura 22. Gary Panter, Charles Burns. Facetasm
Este livro utiliza um recurso bem simples: em cada página tem um rosto diferente de
homem, mulher, monstro, robô, velho, alienígena, etc. O livro foi cortado em três partes e
encadernado em espiral, de modo que é possível virar a parte de cima, do meio ou de baixo
de forma independente, criando novos rostos.


Figura 23. Eva Furnari, Quem espia se arrepia
Este livro de imagens coloca personagens frente à frente em situações inusitadas, por vezes
engraçadas. No lado direito, pode ter um cavaleiro com armadura e uma lança, um policial
apontando a arma, um fotógrafo, que pode encontrar do outro lado um dragão, um bebê
chorando, um ladrão armado ou uma menina que se abaixou para pegar uma flor.
Um livro de artista pode assumir qualquer formato.

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4. Referências bibliográficas:

CADÔR, Amir Brito. “O signo infantil em livros de artista” in Revista Pós, vol. 2, nº 3. Belo
Horizonte: Programa de Pós-graduação em Artes, EBA/UFMG, 2012. Disponível em
http://www.eba.ufmg.br/revistapos/index.php/pos/article/view/36
CARRIÓN, Ulises. A nova arte de fazer livros. Belo Horizonte: C/ Arte, 2011.
EISNER, Will. Narrativas gráficas: princípios e práticas da lenda dos quadrinhos. São Paulo:
Devir, 2008.
LUPTON, Ellen. A produção de um livro independente. São Paulo: Rosari, 2011.
GORENDER, Miriam Elza. “Do que são feitos os quadrinhos?” In Revista Rua.
http://www.ufscar.br/rua/site/?p=1327
VAN DER LINDEN, Sophie. Para ler o livro ilustrado. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
ZUMTHOR, Paul. “Carmina Figurata” in Revista da USP, nº 16. São Paulo: USP,
www.usp.br/revistausp/16/07-paulzumthor.pdf

CRÉDITO DAS IMAGENS
Figura 13. Damien Correll. (Fall 2008, Yale University Art Gallery)
Fonte: http://damiencorrell.com/yale-university-art-gallery-fall-2008
Figura 14. Seymour Chwast. Childrens AIDS Network
Fonte: http://www.pushpininc.com/identities.html
Figura 15. Autor desconhecido
Fonte: http://calligramdesigners.blogspot.com/search/label/GigiGreen
Figura 16. Guillaume Apollinaire, Chuva.
Fonte: http://gramatologia.blogspot.com.br/2008/11/appolinaire.html
Figura 17. Fefê Talavera, capa da revista Tupigrafia, 2006
Fonte: http://www.tipografos.net/brasil/index.html
Figura 18. Caligrafia árabe.
Fonte: Peignot, Jerome. Du Calligrame. Paris : Chêne, 1978
Figura 19. Reinhard Dohl
Fonte: MASSIN. La lettre et l'image: la figuration dans l'alphabet latin, du VIIIe. siècle à nos
jours. Paris: Gallimard, 1993.
Figura 20. Mary Ellen Solt, Forsythia, 1965
Fonte: http://www.ubu.com/historical/solt/solt_flowers.html
Figura 21. Guillaume Apollinaire, O Buquê, 1917
Fonte: http://gramatologia.blogspot.com.br/2008/11/appolinaire.html
Figura 22. Jacques Carelman, ilustração do livro de Raymond Queneau, Exercícios de Estilo.
Fonte: Peignot, Jerome. Du Calligrame. Paris : Chêne, 1978.
Figura 11. Carlos Matuck, O homem nos tempos que correm. Página de Atlas Almanak,
editado por Arnaldo Antunes e João Bandeira, 1988.
Fonte: http://www.carlosmatuck.com.br/HQ_A.html
Figura 12. Warja Honegger-Lavater, Chapeuzinho Vermelho, 1967
Fonte: LAUF, Cornelia. PHILLPOT, Clive. Artist/Author: Contemporary Artists’ Books. New
York: D.A.P., 1998, p. 118.
Figura 13. Tom Gauld, Alfabeto barulhento
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Fonte: http://www.tomgauld.com/index.php?/portfolio/noisy-alphabet/
Figura 14. Giovanni Anselmo, Ler, 1996
Fonte: http://www.grahamegalleries.com/category/centre-for-the-artists-book/artists-
books-a/anselmo/
Figura 15. Banyai, Istvan, Zoom. São Paulo: Brinque-Book, 1995.
Fonte: acervo pessoal do autor.
Figura 16. Ziraldo, Flicts, 1969.
Fonte: acervo pessoal do autor.
Figura 17. Kim Beck, Field Guide to weeds. New York: Printed Matter, 2008.
Fonte: http://www.idealcities.com/field-guide.html
Figura 18. Raymundo Colares, Gibi, 1972.
Fonte: http://www.lacma.org/beyondgeometry/artworks22.html
Figura 19. Bruno Munari, Na Noite Escura. São Paulo: Cosacnaify, 2008.
Fonte: http://prateleira-de-baixo.blogspot.com.br/2010/04/na-noite-mais-escura.html
Figura 20. Julian Opie, Dirigindo no campo, 1996
Fonte: http://db3.artmedia.ch/abooks02/index_proto.php?action=show_images&page=3
Figura 21. Jan Voss, A espera, 1984.
Fonte: http://www.artistsbooksonline.org/works/wart.xml
Figura 22. Gary Panter, Charles Burns, Facetasm, 1980
Fonte: http://garypanter.com/site/index.php?/work/books/
Figura 23. Eva Furnari. Quem espia se arrepia. São Paulo: FTD, 1986.
Fonte: acervo pessoal do autor.