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M MA AD DE EI IR RA A D DE E L LE EI I



























BELÉM
2008
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M MA AD DE EI IR RA A D DE E L LE EI I


Trabalho apresentado ao Prof.
José Zacarias Rodrigues da
Silva Junior, como parte
integrante do 2º NI de Ciências
dos Materiais e Materiais de
construção II.






Dickson Lopes de Lima Junior
Aleksandra Madeira Pires
André Pinheiro de Moraes
Egleson J. dos Santos Peixoto
Carlos Alberto Oliveira Silva Jr.













BELÉM
2008
3


SUMÁRIO
ITEM DESCRIÇÃO PÁG.
1. INTRODUÇÃO 4
2. FISIOLOGIA DA ARVORE E A FORMAÇÃO DA MADEIRA 6
3. ANATOMIA DA MADEIRA E A CLASSIFICAÇÃO DAS ARVORES 6
4. TERMINOLOGIA 6
5. CLASSIFICAÇÃO DAS MADEIRAS 7
6. Composição Química 7
6.1 Componentes Químicos elementares 7
6.2 Substâncias macromoleculares 8
6.3 Composição média de Madeiras de Coníferas e Folhosas 8
7. CLASSE DE RESITÊNCIAS 8
8. PROPRIEDADES FÍSICAS DA MADEIRA 9
8.1 Cor e Brilho 9
8.2 Heterogenidade 10
8.3 Ansotropia 10
8.4 Densidade da Madeira (Massa Específica) 11
8.4.1 Tipos de Densidade da madeira 11
8.4.1.1 Densidade Aparente 11
8.4.1.2 Densidade Básica 12
8.4.1.3 Fatores de Influência de Densidade 12
8.4.1.4 Espécies 12
8.5 Umidade na Madeira 14
8.5.1 Água Livre e Água de Impregnação 13
8.5.2 Teor de Umidade 14
8.5.3 Determinação do Teor de Umidade 14
8.5.4 Umidade de equilíbrio da Madeira 14
8.6 CONTRAÇÃO E INCHAMENTO 15
8.7 CONDUTIVIDADE TÉRMICA 16
8.8 CONDUTIVIDADE SONORA 16
8.9 RESISTÊNCIA AO FOGO 17
9. PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA 17
9..1 ELASTICIDADE DA MADEIRA 17
9.2 DUREZA 17
9.3 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO AXIAL 17
9.4 FLEXÃO ESTÁTICA 18
9.5 CISALHAMENTO 18
9.6 RESISTÊNCIA A FLEXÃO DINÂMICA 18
9.7 RESISTÊNCIA A TRAÇÃO 18
9.8 COMPRESSÃO PERPENDICULAR 18
10. PROPROCESSO PARA OBTENÇÃO FINAL DA MADEIRA 18
10.1 PRODUÇÃO 18
10.2 SECAGEM 20
10.3 PRESERVAÇÃO DAS PEÇAS 22
11. APLICAÇÃO DA MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 22
11.1 Construção Civil Pesada Externa 22
11.2 Construção Civil Pesada Interna 22
11.3 Construçaõ Civil Leve Externa 23
11.4 Construçaõ Civil Leve Interna Decorativa 23
11.5 Construçaõ Civil Leve Interna 24
11.6 Construçaõ Civil Leve Interna Estrutural 24
11.7 Construçaõ Civil Leve em Esquadrias 24
11.8 Construçaõ Civil : Assoalhos domésticos 24
12. CONCLUSÃO. 26
13. REFERÊNCIAS 27
4

1. INTRODUÇÃO


Madeira de lei é um termo que surgiu na época do Brasil Colônia e é ainda
empregado em vários lugares do país. Atualmente, chamam-se assim as madeiras de
maior interesse comercial, ou nobres, como o cedro, a cabreúva, a cerejeira, a peroba
e o jacarandá . Mas essa denominação é incorreta. A origem do termo madeira de lei
está relacionada ao interesse de Portugal em preservar madeiras brasileiras,
principalmente das matas situadas nas regiões de Pernambuco, Alagoas e sul da
Bahia. Algumas espécies ali encontradas eram importantes para a construção de
navios de guerra e mercantes portugueses. Por isso, em 1698, a Corte baixou uma lei
protegendo as espécies mais fortes e resistentes, que só podiam ser extraídas com
autorização do governador. Na segunda metade do século 19 a exploração foi
sistemática até que aquelas espécies se extinguiram. Desde 1991, há espécies
protegidas por lei que podem ser exploradas, mas sob controle.
No Brasil a madeira é empregada para diversos fins, tais como, em construções de
igrejas, residências, depósitos em geral, cimbramentos, pontes (grande utilização do
Eucalipto), passarelas, linhas de transmissão de energia elétrica, na indústria
moveleira, construções rurais e, especialmente, em edificações em ambientes
altamente corrosivos, como à beira-mar, nas indústrias químicas, curtumes, etc.
Atualmente, ainda existe no Brasil um grande preconceito em relação ao
emprego da madeira. Isto se deve ao desconhecimento do material e à falta de
projetos específicos e bem elaborados. As construções em madeira geralmente são
idealizadas por carpinteiros que não são preparados para projetar, mas apenas para
executar. Conseqüentemente, as construções de madeira são vulneráveis aos mais
diversos tipos de problemas, o que gera uma mentalidade
equivocada sobre o material madeira. É comum se ouvir a frase absurda arraigada na
sociedade: "a madeira é um material fraco". Isto revela um alto grau de
desconhecimento, gerado pela própria sociedade. Em função disto, não se pode tomar
como exemplo a maioria das estruturas de madeira já construídas sem projeto, pois
podem fazer parte do rol de estruturas "contaminadas" pelo menosprezo à madeira ou
procedentes de maus projetos.
Em geral, as universidades brasileiras não oferecem um preparo adequado ao
engenheiro civil na área da madeira. Este despreparo do engenheiro causa uma fuga
à elaboração de projetos de estruturas de madeira. Vãos significativos não recebem o
dimensionamento apropriado, ficando comprometido o funcionamento da estrutura.
Assim, é muito comum ver estruturas de madeira apresentando flechas excessivas,
com empenamentos, torções, instabilidades etc.
A madeira é um material extremamente flexível quanto à sua nobreza ou à sua
vulgaridade. Às vezes diz-se que construir em madeira é caro, outras vezes diz-se que
é barato, sempre dependendo dos objetivos do interessado. Especialmente em
relação aos custos, sempre será necessário fazer uma avaliação criteriosa,
comparando-se orçamentos provenientes de projetos bem feitos e racionais.
Outro aspecto importante e desconhecido pela sociedade refere-se à questão
ecológica, ou seja, quando se pensa no uso da madeira é automático para o leigo
imaginar grande devastação de florestas. Conseqüentemente, o uso da madeira
parece representar um imenso desastre ecológico. No entanto, é esquecido que, em
primeiro lugar, a madeira é um material renovável e que durante a sua produção
(crescimento) a árvore consome impurezas da natureza, transformando-as em
5

madeira. A não utilização da árvore depois de vencida sua vida útil devolverá à
natureza todas as impurezas nela armazenada. Em segundo lugar, não se deve
esquecer jamais que a extração da árvore e o seu desdobro são um processo que
envolve baixíssimo consumo de energia, além de ser praticamente não poluente.
Em contrapartida, o uso de materiais tais como concreto e aço – sem qualquer
desmerecimento a estes, especialmente por serem insubstituíveis em alguns casos –
exigem um processo altamente poluente de produção, assim como também exige uma
devastação ambiental para retirada da matéria-prima. Deve ser observado que para se
produzir aço e concreto demanda-se um intenso processo industrial, que envolve um
alto consumo de energia e gera grande poluição ambiental. Estes processos
industriais exigem fontes de energia, que em geral é o carvão vegetal, que ardem
voluptuosamente dentro de altos-fornos. A matéria prima retirada da natureza jamais
poderá ser reposta. É um processo irreversível, ao contrário da madeira que pode ser
plantada novamente. Além de todos estes aspectos, também deve-se observar uma
obra, especialmente em concreto, que utiliza grande quantidade de madeira para
fôrmas e cimbramentos. Observe uma obra destas em fase final, e constate o grande
desperdício de madeira usada como auxiliar na construção; é um volume significativo.
Podem ser citadas algumas vantagens em relação ao uso da madeira. A
madeira é um material renovável e abundante no país. Mesmo com um grande
desmatamento o material pode ser reposto à natureza na forma de reflorestamento. É
um material de fácil manuseio, definição de formas e dimensões. A obtenção do
material na forma de tora e o seu desdobro é um processo relativamente simples, não
requer tecnologia requintada, não exige processamento industrial, pois o material já
está pronto para uso. Demanda apenas acabamento.
Em termos de manuseio, a madeira apresenta uma importante característica
que é a baixa densidade. Esta equivale a aproximadamente um oitavo da densidade
do aço. Um fato quase desconhecido pelos leigos refere-se a alta resistência
mecânica da madeira. As madeiras de uma forma geral são mais resistentes que o
concreto convencional, basta comparar os valores da resistência característica destes
materiais. Concretos convencionais de resistência significativa pertencem à classe de
concretos CA18, enquanto a classe de resistência de madeira começa com C20 e
chega a C60.
Um dos fatores mais importantes refere-se à energia gasta para a produção de
madeira em comparação com a exigida na produção de outros materiais. Além de
todos os aspectos anteriormente citados, existe um bastante importante que é a
beleza arquitetônica. Talvez por ser um material natural, a madeira gera um visual
atraente e aconchegante, que agrada a maioria das pessoas.
Apesar dos aspectos positivos, podem ser citadas algumas desvantagens para
a utilização da madeira. Dentre elas podem ser citadas sua susceptibilidade ao ataque
de fungos e insetos, assim como também sua inflamabilidade. No entanto, estas
desvantagens podem ser facilmente contornadas através da utilização de
preservativos, que representa uma exigência indispensável para os projetos de
estruturas de madeira expostas às condições favoráveis à proliferação dos citados
efeitos daninhos. O tratamento da madeira é especialmente indispensável para peças
em posições sujeitas a variações de umidade e de temperatura propícias aos agentes
citados. Vale lembrar que a madeira tem a desvantagem da sua inflamabilidade.
Contudo, ela resiste a altas temperaturas e não perde resistência sob altas
temperaturas como acontece especialmente com o aço. Em algumas situações a
6

madeira acaba comportando-se melhor que o aço, pois apesar dela ser lentamente
queimada e provocar chamas a sua seção não queimada continuam resistentes e
suficientes para absorver os esforços atuantes. Ao contrário da madeira, o aço não é
inflamável, mas em compensação não resiste a altas temperaturas.

2. FISIOLOGIA DA ÁRVORE E A FORMAÇÃO DA MADEIRA


A madeira tem um processo de formação que se inicia nas raízes. A partir
delas é recolhida a seiva bruta (água + sais minerais) que em movimento ascendente
pelo alburno atinge as folhas. Na presença de luz, calor e absorção de gás carbônico
ocorre a fotossíntese havendo a formação da seiva elaborada. Esta em movimento
descendente (pela periferia) e horizontal para o centro vai se depositando no lenho,
tornando-o consistente como madeira - Como é sabido, a morte de uma árvore
ocorrerá caso seja feita a extração da casca envolvendo todo o perímetro a qualquer
alturta do tronco. Basta interromper o fluxo ascendente ou descendente da seiva bruta
ou elaborada. É como interromper o fluxo de sangue para o coração em um ser
humano.

3. ANATOMIA DA MADEIRA E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁRVORES


As árvores para aplicações estruturais são classificadas em dois tipos quanto à
sua anatomia: coníferas e dicotiledôneas.
As coníferas são chamadas de madeiras moles, pela sua menor resistência,
menor densidade em comparação com as dicotiledôneas. Têm folhas perenes com
formato de escamas ou agulhas; são típicas de regiões de clima frio. Os dois
exemplos mais importantes desta categoria de madeira são o Pinho do Paraná e os
Pinus. Os elementos anatômicos são os traqueídes e os raios medulares.
As dicotiledôneas são chamadas de madeiras duras pela sua maior resistência;
têm maior densidade e aclimatam-se melhor em regiões de clima quente. Como
exemplo temos praticamente todas as espécies de madeira da região amazônica.
Podemos citar mais explicitamente as seguintes espécies: Peroba Rosa, Aroeira, os
Eucaliptos (Citriodora, Tereticornis, Robusta, Saligna, Puntacta, etc.), Garapa,
Canafístula, Ipê, Maçaranduba, Mogno, Pau Marfim, Faveiro, Angico, Jatobá,
Maracatiara, Angelim Vermelho, etc. Os elementos anatômicos que compõem este
tipo de madeira são os vasos, fibras e raios medulares.
A madeira é um material anisotrópico, ou seja, possui diferentes propriedades
em relação aos diversos planos ou direções perpendiculares entre si. Não há simetria
de propriedades em torno de qualquer eixo.



4. TERMINOLOGIA


Existem alguns termos que são normalmente utilizados para caracterizar
propriedades da madeira. Especialmente em relação ao teor de umidade são usados
dois termos bastante comuns:
- Madeira Verde: caracterizada por uma umidade igual ou superior ao ponto de
saturação, ou seja, umidade em torno de 25%.
7

- Madeira Seca ao ar: caracterizada por uma umidade adquirida nas condições
atmosféricas local, ou seja, é a madeira que atingiu um ponto de equilíbrio com o meio
ambiente. A NBR 7190/97 considera o valor de 12% como referência.



5. Classificação Das Madeiras


- Madeiras macias: provenientes de árvores coníferas que é a principal ordem
das gimmnosperma, também conhecidas como madeira branca.
- Madeiras duras :provenientes de árvores angiosperma, da classe das
dicotiledôneas, também conhecidas como madeiras de lei.



6. Composição Química


As células são formadas por paredes de membranas celulósicas permeáveis, a
parede primária, que aos poucos vai se cobrindo de lignina, e a parte secundária, que
deixa falhas permeáveis e pontuações.
A celulose constitui a estrutura de sustentação das paredes celulares. A lignina
é o material aglomerante que liga as células umas às outras. Estes dois componentes
são os responsáveis por todas as propriedades da madeira, tais como
higroscopicidade, resistência à corrosão, etc.
A composição química da madeira, em termos médios, apresenta 60% de
celulose, 25 % de lignina e 15% de óleos, resinas, amidos, taninos e açúcares.
Celulose: Carboidrato complexo
Lignina: Resina natural que protege as células


6.1 Componentes Químicos Elementares


Em relação a composição química elementar da madeira, pode-se afirmar que
não há diferenças consideráveis, levando-se em conta as madeiras de diversas
espécies.
Os principais elementos existentes são :


• Carbono (C),
• Hidrogênio (H),
• Oxigênio (O) e
• Nitrogênio (N), este em pequenas quantidades.



A análise da composição química elementar da madeira de diversas espécies,
coníferas e folhosas, demonstram a seguinte composição percentual, em relação ao
peso seco da madeira
8


Elemento Porcentagem
Carbono 49% – 50%
Hidrogênio 6%
Oxigênio 44% - 45%
Nitrogênio 0,1% - 1%

Além destes elementos encontram-se pequenas quantidades de:


• Cálcio (Ca);
• Potássio (K);
• Magnésio (Mg)


e outros, constituindo as substâncias minerais existentes na madeira.


6.2 Substâncias Macromoleculares


Do ponto de vista da análise dos componentes da madeira, uma distinção
precisa ser feita entre os principais componentes macromoleculares constituintes da
parede celular:
• Celulose;
• Polioses (hemiceluloses);
• Ligninaque estão presentes em todas as madeiras,
• e os componentes minoritários, de baixo peso molecular: Materiais
acidentais, extrativos e substâncias minerais, Estes são geralmente
mais relacionados a madeira de certas espécies no tipo e quantidade.

As proporções e composição química da lignina e polioses diferem em
coníferas e folhosas, enquanto que a celulose é um componente uniforme da madeira.

6.3 Composição Média de Madeiras de Coníferas e Folhosas


Constituinte Coníferas Folhosas
Celulose 42 ± 2% 5 ± 2%
Polioses 27 ± 2% 30 ± 5%
Lignina 28 ± 2% 20 ± 4%
Extrativos 5 ± 3% 3 ± 2%



7. CLASSES DE RESISTÊNCIA


A madeira passa a ser considerada por classes de resistência, onde cada
classe representa um conjunto de espécies cujas características podem ser
consideradas iguais dentro de cada classe. São definidos dois grupos básicos: o das
Coníferas (Madeira Macia) e o das Dicotiledôneas (Madeira Dura),cujos valores
representativos são mostrados nas Tabelas abaixo.
9

Classe de resistência das Coníferas
CONÍFERAS
(valores na condição padrão de referência U=12%)



CLASSES
fcok fvk Eco,m P bas,m P aparente
(MPa) (MPa) (MPa) (kg/m3) (kg/m3)
C 20 20 4 3500 400 500
C 25 25 5 8500 450 550
C 30 30 6 14500 500 600



Classe de resistência das Dicotiledôneas
DICOTILEDÔNEAS
(valores na condição padrão de referência U=12%)



CLASSES
fcok fvk Eco,m P bas,m P aparente
(MPa) (MPa) (MPa) (kg/m3) (kg/m3)
C 20 20 4 9500 400 650
C 30 30 5 14500 650 800
C 40 40 6 19500 750 950
C 60 60 8 24500 800 1000



8. PROPRIEDADES FÍSICAS DA MADEIRA


8.1 Cor e Brilho


A cor e o desenho são os principais fatores responsáveis pelo seu efeito
decorativo. A cor das madeiras depende de substâncias corantes que se depositam
nos tecidos lenhosos.
Nas madeiras de resinosas distinguem-se, normalmente as zonas mais claras
de primavera que contrastam com as zonas acastanhadas, mais ou menos escuras,
de verão.
As madeiras de folhosas variam muito a corde espécie para espécie, sendo
algumas quase brancas, como certos choupos, outras castanhas claras como o
castanho e o ulmo, e outras ainda mais escuras ou com manchas, como a nogueira,
ou até pretas como o ébano e o pau-preto africano. Aliás, entre as madeiras tropicais a
gama de cores é mais rico dado o elevado número de espécies.
Como a cor é devida à presença de substâncias estranhas às paredes
celulares e porque estes produtos corantes têm muitas vezes, propriedades tóxicas
quanto mais escura é a coloração da madeira maior é, normalmente, a sua resistência
aos ataques de insetos e fungos.
Quanto ao brilho as madeiras classificam-se em baças e lustrosas.
A faia, a nogueira e a maior parte dos carvalhos são exemplos de madeiras
baças. O castanho, o eucalipto e particularmente o buxo pertencem ao grupo das
madeiras lustrosas
10

.
8.2- Heterogeneidade


Sendo a madeira um produto da natureza, e estando a árvore condicionada,
durante o seu desenvolvimento por um grande número de fatores, não é possível obter
dentro da mesma espécie florestal e até na mesma árvore, duas amostra iguais tanto
mais que, dentro da mesma árvore e afastados alguns centímetros, encontramos
madeira cuja formação dista anos entre si. A madeira é, por isso, um material
essencialmente heterogêneo.

8.3- Anisotropia


Devido à orientação das células, a madeira é um material anisotrópico,
apresentando três direções principais: longitudinal, radial e tangencial como mostra a
figura diferença de propriedades entre as direções radial e tangencial raramente tem
importância prática, bastando diferenciar as propriedades na direção das fibras
principais (direção longitudinal) e na direção perpendicular às mesmas fibras.
A madeira é um material com excelente relação resistência/peso, que pode ser
explicada pela eficiência estrutural das células fibrosas ocas, com seção arredondada
ou retangular.



Principais direções da madeira



Contração da madeira nas diferentes direções.


Na direção da corda (tangencial) ------------ 7%
Na direção transversal do raio (radial) ----- 4%
Na direção longitudinal (axial) --------------- 0.1%

Então podemos concluir que a madeira é um material anisotrópico porque não
apresenta a mesma propriedade com igual valor em todas as direções.
11

8.4- Densidade da Madeira (Massa específica)


A massa específica é uma das propriedades físicas mais importantes da
madeira porque esta relacionada diretamente com propriedades como resistência
mecânica, grau de alteração dimensional e perda ou absorção de água.
Dela dependem a maior parte das qualidades físicas e tecnológicas, servindo
na prática como parâmetro para classificação de madeiras.
A densidade (massa específica) expressa a quantidade de matéria lenhosa por
unidade de volume, ou do volume de espaços vazios existentes em uma madeira.




Onde:
ρ = densidade
m = massa
V = volume
ρ = m ÷v


No Sistema Internacional, a massa é medida em kg e o volume, em m3. Assim:


ρ = m.v
-3



Outras unidades utilizadas são o g.cm
-3
e g.l
-1










8.4.1- Tipos de Densidade da Madeira


8.4.1.1- Densidade Aparente


A Densidade é influenciada pelo teor de umidade da madeira, assim esta
relacionada com este teor:
• ρ12% = m12% ÷ v12%
• ρ15% = m15% ÷ v15%
• ρ0% = m0% ÷ v0%
12

8.4.1.2- Densidade Básica


• ρb = mo % ÷ verde


8.4.1.3- Fatores de Influência na Densidade:


• Espécie
• Teor de Umidade
• Lenho Inicial e Lenho Tardio
• Posição no Tronco
• Influências Externas


Fatores de crescimento como o clima, tipo de solo, altitude, umidade do solo,
espaçamento e associação de espécies. Podem ainda ser motivados por aplicação de
técnicas silviculturais como: adubação, poda, desbaste1 densidade do povoamento,
entre outros.

Espécie Ex:






Lenho Inicial e Lenho Tardio




A diferença entre lenho inicial e tardio afeta a textura da madeira
13

8.5- Umidade na Madeira


Relaciona-se ao teor de água que a madeira apresenta. Quando recém
cortado, o tronco de uma árvore encontra-se saturado de água. Muitos fatores irão
influenciar o teor de umidade, entre eles a anatomia do xilema. Da umidade irão
depender diretamente as propriedades de resistência, poder calorífico, capacidade de
receber adesivos e secagem, entre outras. A água na madeira pode estar presente
preenchendo os espaços vazios dentro das células ou entre elas (água livre ou água
de capilaridade), pode estar aderida à parede das células (água de adesão) ou pode
estar compondo a estrutura química do próprio tecido (água de constituição). Esta
última somente pode ser eliminada através da combustão do material.
A umidade exerce influência em grande parte das propriedades de resistência
da madeira, afetando o seu grau de trabalhabilidade, reduzindo seu poder calorífico,
afetando o rendimento e qualidade da celulose e propiciando maior susceptibilidade ao
ataque de fungos.

8.5.1- Água Livre e Água de Impregnação


A água contida na madeira pode ser classificada em dois tipos:



• Água livre ou Capilar e Água de Impregnação



ÁGUA LIVRE OU CAPILAR ÁGUA DE IMPREGNAÇÃO




























Água livre (capilar): é a água que a árvore absorve através de seus vasos.
A água de Impregnação: consiste noPonto de Saturação das Fibras (PSF)
que tem grande importância prática, é atingido em média, quando a quantidade de
água na madeira é de 30%.
14

A partir deste ponto começa a ser retirada a água de impregnação, que está na
parede das células. Além da redução em seu peso a madeira se contrai, reduzindo
seu volume.

8.5.2- Teor de Umidade


O teor de umidade de uma madeira é a relação entre o peso de água contido
em seu interior e o seu peso em estado completamente seco, expresso em
porcentagem;

U = Pu-Ps xl00%
Os

Onde:
U = teor de umidade da madeira (%)
Pu = peso da madeira úmida (%)
Po = peso da madeira seca (0% de umidade - g)


8.5.3- Determinação do Teor de Umidade



• Método de pesagem antes e depois de secagem em estufa à
temperatura de 103 ± 2°C, até que fique completamente seca.

• Método do uso de aparelhos elétricos



8.5.4- Umidade de Equilíbrio da Madeira


A madeira é um material higroscópico. Higroscopicidade é a capacidade de
absorver água e mante-la na sua estrutura, dentro da parede celular. Se uma madeira
verde é colocada em uma estufa a alta temperatura, após um certo tempo, toda água
é evaporada (água capilar e de impregnação). A madeira perde peso e volume
(contrai) e o teor de umidade chega a zero.
Retirando-se a madeira da estufa e colocando-a em contato com o ambiente,
ela volta a adquirir água. A água é retirada do ambiente, ou seja, do vapor de água
que existe no ar.
A madeira é portanto, higroscópica, adquire água do ambiente e, com a
aquisição de água aumenta seu peso e seu volume (incha).
A madeira adquire ou perde água dependendo da umidade relativa do ar.
O teor de umidade em que a madeira se encontra em equilíbrio com a umidade
relativa e a temperatura do ar é chamada de Umidade de Equilíbrio da Madeira.
15





8.6- Contração e Inchamento


A estas características chamamos de Retratibilidade da Madeira que é o
fenômeno de variação nas dimensões e no volume em função da perda ou ganho de
umidade que provoca contração em uma peça de madeira. Está relacionada às e aos
defeitos de secagem. A contração pode ocorrer e ser avaliada em três aspectos:
Contração tangencial - variação das dimensões da madeira no sentido perpendicular
aos raios; Contração radial - variação das dimensões da madeira no sentido dos raios;
Contração volumétrica - variação das dimensões da madeira considerando-se como
parâmetro o seu volume total.

Quando a madeira é seca abaixo do Ponto de Saturação das Fibras (PSF),
aparece à contração. A contração é o resultado da retirada da água de impregnação,
existente na parede das células.
A madeira é um material anisotrópico, as contrações são diferentes
dependendo do eixo anatômico considerado:
16

Contração


A contração volumétrica máxima pode ser obtida pela fórmula:
ßmax = Vu - Vo x l00(%)
Vu

Onde:
ßmax = máxima contração volumétrica (%)
Vu = volume da madeira em estado úmido.
Vo = volume da madeira em estado seco.

Para determinação das contrações nas dimensões lineares (tangencial, radial e
longitudinal) os valores da equação são substituídos pelos valores lineares
correspondentes, na equação geral:



ßmax = Lu- Lo x l00(%)
Lu

A diferença de contração nos diferentes eixos é chamada de Anisotropia de
Contração e tem grande importância prática:


Ac = ßt
ßr

O máximo inchamento de uma madeira é dado pela diferença entre suas
dimensões em estado saturado (PSF> e suas dimensões em estado absolutamente
seco.


αmax = Vu- Vo x l00 (%)
Vo

βt > βr >> βl
αt > αr >> αl



8.7- Condutividade Térmica

Devido a organização estrutural do tecido, que retém pequenos volumes de ar
em seu interior, a madeira impede a transmissão de ondas de calor ou frio. Assim a
madeira torna-se um mau condutor térmico, isolando calor ou frio.

8.8- Condutividade Sonora

A propagação de ondas sonoras é reduzida ao entrar em choque com
superfícies de madeira. O procedimento de empregar madeira como revestimento de
paredes enfraquece a reverberação sonora e melhora a distribuição das ondas pelo
ambiente, tornando-a um produto adequado para o condicionamento acústico.
17

8.9- Resistência da Madeira ao Fogo


A madeira é considerada um material de baixa resistência ao fogo, porém,
sendo bem dimensionada ela apresenta resistência ao fogo superior à de outros
materiais estruturais. Uma peça de madeira exposta ao fogo torna-se um combustível
para a propagação das chamas, porém, após alguns minutos, uma camada mais
externa da madeira se carboniza tornando-se um isolante térmico, que retém o calor,
auxiliando, assim, na contenção do incêndio, evitando que toda a peça seja destruída.
A proporção da madeira carbonizada com o tempo varia de acordo com a espécie e as
condições de exposição ao fogo. Entre a porção carbonizada e a madeira encontra-se
uma região intermediária afetada pelo fogo, mas, não carbonizada, porção esta que
não deve ser levada em consideração na resistência.
Ao contrário, por exemplo, de uma estrutura metálica que é de reação não
inflamável, mas que perde a sua resistência mecânica rapidamente (cerca de 10
minutos) quando em presença de temperaturas elevadas, ou seja, acima de 500°C
(SZÜCS et al, 2006). Isto tem levado o corpo de bombeiros de muitos países a
preferirem as construções com estruturas de madeira, devido o seu comportamento
perfeitamente previsível quando da ação 23 de um incêndio, ou seja, algumas normas
prevêem uma propagação do fogo, em madeiras do tipo coníferas, da ordem de 0,7
mm/min. É, portanto com base nas normas de comportamento da madeira ao fogo, já
existentes em alguns países, que se pode prever, levando em consideração um maior
ou menor risco de incêndio e a finalidade de ocupação da construção, uma espessura
a mais nas dimensões da seção transversal da peça de madeira. Com isso, sabe-se
que mesmo que a madeira venha a ser queimada em 2 cm, por exemplo, o núcleo
restante é suficiente para continuar resistindo mecanicamente o tempo que se quiser
estimar. Isto faz com que a madeira tenha comportamento perfeitamente previsível. As
coníferas, por exemplo, queimam até 2 cm em 30 minutos e 3,5 cm em 60 minutos.

9. PROPRIEDADES MECÂNICAS


O conhecimento das propriedades mecânicas das madeiras é fundamental
quando se aplicam as madeiras em obra como peças das estruturas (vigas, pilares,
consolas, travessas, tabuleiros de pontes, etc.).

9.1- Elasticidade da Madeira


A elasticidade é a propriedade que os corpos têm em maior ou menor grau de
retomarem as dimensões ou a forma primitiva logo que cesse a causa deformadora.
Os corpos cujas deformações se mantém quando cessa a causa deformadora
chamam-se plásticos. Se tiverem várias peças com as mesmas dimensões e
submetidas a forças nas mesmas condições, dir-se-á que é mais resistente a peça
cuja rotura é provocada pela força de maior intensidade e o material de que é feita
essa peça será o mais resistente.

9.2- Dureza


Dureza é a resistência que a madeira opõe ao deixar-se riscar, ou à penetração
de ferramentas ou outros corpos e está relacionada com a densidade, idade, estrutura
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e sentido de trabalho. Podemos classificar as madeiras em macias ou brandas
(ex.choupos), duras (ex.nogueira e o castanheiro), bastante duras (ex. buxo) e muito
duras.

A propriedade de resistir a penetração localizada, ao desgaste e abrasão, é conhecida
por dureza superficial.

9.3- Resistência à compressão axial

Refere-se a carga suportável por uma peça de madeira quando esta é aplicada em
direção paralela às fibras. É o caso de colunas que sustentam um telhado.

9.4- Flexão estática

Refere-se a uma carga aplicada tangencialmente aos anéis de crescimento em uma
amostra apoiada nos extremos

9.5- Cisalhamento


É a separação das fibras, resultando num deslizamento de um plano sobre outro,
devido a um esforço no sentido paralelo ou oblíquo as mesmas (um esforço no sentido
normal as fibras também pode provocar o cisalhamento, mas em geral isto não chega
a ocorrer, pois a ruptura ocorre por esmagamento das fibras).

9.6- Resistência à Flexão Dinâmica (Choque)


É a capacidade da madeira em suportar esforços mecânicos ou choques


9.7- Resistência a Tração


Através deste ensaio é possível obter índices que facilitam a seleção de madeiras
capazes de serem empregadas em treliças de telhados, cujas seções tornam-se
reduzidas em função de ligações e, portanto, sujeitas a este tipo de esforço.

9.8- Compressão perpendicular


Às fibras é aplicada uma carga sobre a peça de madeira a fim de se verificar o valor
máximo que a espécie suporta sem ser esmagada.



10- Processos Para Obtenção Final da madeira


10.1- Produção


O beneficiamento da madeira consiste basicamente nas seguintes etapas:
Corte e Desdobro
O Corte da madeira deve ser feito preferencialmente no período do inverno,
época que a vida vegetativa das árvores é reduzida e a quantidade de seiva (amido e
fosfatos) que nutrem fungos e insetos destruidores da madeira é menor, ou ainda faz-
19

se o desseivamento, que é a retirada da seiva por injeção de vapor de água saturado
em estufa. A madeira cortada neste período seca melhor e mais lentamente, reduzindo
o aparecimento de fendas causadas pela retração. Após o abate, a árvore passa pela
toragem, sendo desgalha e serrada em toras de 5 a 6m. Em seguida as toras são
falquejadas, ficando com a seção aproximadamente retangular.



Toragem : Todas de 5 a 6m de comprimento.












Flalquejo: Seção aproximadamente retangular.




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A etapa seguinte é o desdobro, etapa onde são obtidos pranchões com
espessuras entre 7 e 20cm.

A) Desdobro Tangencial; B) Desdobro Radial; C) Desdobro Misto


Desdobro: é a obtenção de peças estruturais de madeira maciça.















10.2- Secagem


A madeira sempre contém quantidades variáveis de água. Logo depois de
derrubada, a porcentagem de água é bastante elevada. Em certas madeiras essa
água ou umidade é em tão grande porcentagem que pode exceder o peso da madeira.
A umidade tende sempre a diminuir até certo limite, quando se estabelece o equilíbrio
entre a existente na madeira e o grau higrométrico ambiente. Essa perda de água é o
que se chama de secagem. Além da perda de umidade a secagem proporciona a
fixação e a transformação de substâncias orgânicas e inorgânicas existentes na madeira
e aparentemente até uma oxidação.
A secagem apresenta as seguintes vantagens:
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• Evita estragos de insetos e fungos;

• Aumenta a durabilidade em serviço;

• Evita contrações e fendas;

• Aumenta a resistência;

• Diminui o peso



Prepara a madeira para tratamentos preservativos e outros usos industriais.
A madeira secada artificialmente dura mais que a não tratada por esse
processo. Perdendo a umidade a madeira verde não só se contrai como também se
deforma e fende dando fácil acesso aos fungos e insetos. Isso porém, não acontece
com a madeira secada artificialmente, a não ser em casos excepcionais.
Pela secagem natural ou artificial a água de embebição é a primeira que se
evapora e que pode ser totalmente evaporada sem que as propriedades da madeira
sejam afetadas. O mesmo não se dá com a água de impregnação. Logo que a água
de adesão começa a se evaporar a madeira fica mais rija, sua dureza aumenta, mas
aparecem fendas e rachas. O limite entre estas duas fases chama-se "ponto de
saturação ao ar".
Quando a água de embebição se evapora a madeira fica apta a receber em
seu lugar as substâncias preservativas.
A secagem natural consiste em empilhar as madeiras, onde haja perfeita
circulação de ar. É mais econômica, tem facilidade de ser feita e relativa eficiência. As
desvantagens são:



• Demora na secagem;

• Há perigo de incêndios.



Na secagem artificial em grande escala das madeiras destinadas a posteriores
tratamentos preservativos, usa-se comumente a secagem pelo vapor saturado. Este
método é usado em grande escala nos Estados Unidos. Suas principais vantagens
são:

• A água sendo removida com muita facilidade, a madeira fica
praticamente esterilizada;

• Não há necessidade de grandes áreas para acumular o estoque

• Não há perigo de incêndios

• Os pedidos urgentes podem ser prontamente atendidos
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Nomeclatura das peças de madeira serradas.


Nome Espessura (cm) Largura (cm)
Pranchão > 7,0 > 20,0
Prancha 4,0 – 7,0 > 20,0
Viga > 4,0 11,0 a 20,0
Vigota 4,0 a 8,0 8,0 a 11,0
Caibro 8,0 a 11,0 05,0 a 8,0
Tábua 1,0 a 4,0 > 10,0
Sarrafo 2,0 a 4,0 2,0 a 10,0
Ripa < 2,0 < 10,0

10.3 Preservação das peças



Processos superficiais

• Pintura ;

• Imersão simples




11- Aplicação da Madeira na Contrução Civil


11.1 Construção Civil Pesada Externa

Engloba as peças de madeira serrada na forma de vigas, caibros, pranchas e tábuas
utilizadas em estruturas de pontes, ancoradouros, galerias, minas, dentre outros.

Os requisitos técnicos necessários são:



• Massa específica alta (pesada)

• Propriedades mecânicas altas a muito altas;

• Duráveis ou tratáveis;

• Boa fixação mecânica.



11.2 Construção Civil Pesada Interna

Engloba as peças de madeira serrada na forma de vigas, caibros, pranchas e tábuas
utilizadas em estruturas de cobertura, onde tradicionalmente era empregada a madeira
de peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron).

Os requisitos técnicos necessários são:
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• · Massa específica alta (pesada);

• Resistência à flexão (MR e ME) e resistência à compressão altas a
muito altas;

• Resistência ao cisalhamento acima da média;

• Qualidade de desdobro moderado a muito fácil;

• Boa fixação mecânica



11.3 Construção Civil Leve Externa

Reúne as peças de madeira serrada na forma de tábuas e pontaletes empregados em
usos temporários (andaimes, escoramento e fôrmas para concreto), as peças de
madeira decorativas para uso externo ou em partes secundárias de estruturas de
madeira e as esquadrias.

Os requisitos técnicos necessários são:



• Massa específica média a baixa;

• Resistência à flexão não inferior a média;

• Retratibilidade média a muito baixa;

• Duráveis ou tratáveis;

• Fixação mecânica regular a muito boa;

• Trabalhabilidade regular a muito boa;

• Qualidade de desdobro moderada a muito fácil



11.4 Construção civil leve interna, decorativa:


Abrange as peças de madeira serrada e beneficiada, como forros, painéis,
lambris e guarnições, onde a madeira apresenta cor e desenhos considerados
decorativos. A referência e a madeira de imbuia (Ocotea porosa).

Os requisitos técnicos necessários são:



• retratibilidade média a muito baixa

• fixação mecânica regular a boa

• acabamento regular a bom
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• qualidade de secagem ao ar moderadamente difícil a fácil

• boa aparência e boa cor

• condutividade média a baixa

11.5 Construção civil leve interna


De modo geral abrange as peças de madeira serrada e beneficiada, como
forros, painéis, lambris e guarnições, onde o aspecto decorativo da madeira não é
fator limitante. A referência é a madeira de lei.

Os requisitos técnicos necessários são:

• retratibilidade e acabamento de regular a bom;

• qualidade de desdobro de fácil a muito fácil;

• peso médio leve

11.6 Construção Civil Leve Interna Estrutural

Reúne as peças de madeira serrada na forma de ripas e caibros utilizadas em partes
secundárias de estruturas de cobertura.

Os requisitos técnicos necessários são:



• massa específica média;

• resistência à flexão (MR e ME) e resistência ao cisalhamento de média
a muito alta;

• fixação mecânica regular a boa;

• qualidade de secagem de moderadamente difícil a muito fácil;

• qualidade de desdobro de moderada a muito fácil.



11.7 Construção civil leve em esquadrias


Abrange as peças de madeira serrada e beneficiada, como portas, venezianas,
caixilhos. A referência é a madeira de lei.

11.8 Construção civil: assoalhos domésticos


Compreende os diversos tipos de peças de madeira serrada e beneficiada
usado em pisos (tábuas corridas, tacos, tacões e parquetes). A madeira de referência
é a: peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron).
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Os requisitos técnicos necessários são:



• massa específica média ou alta;

• dureza alta ou muito alta;

• resistência à compressão alta a muito alta;

• retratibilidade média a muito baixa;

• trabalhabilidade regular a boa;

• acabamento bom;

• qualidade de desdobro moderada a muito fácil;

• qualidade de secagem moderadamente fácil.
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12- CONCLUSÃO



Com a realização deste trabalho e o conhecimento adquirido através dele
conclui-se que: Para nós, a madeira ganha facilmente, pois em comparação ao aço
que é um dos elementos mais usados na construção civil a madeira fica quente, porém
mesmo nas piores condições ela é mais resistente ao fogo do que geralmente se crê.
Resiste ás mudanças de temperatura, umidade, pressão e aos terremotos. A madeira
adapta-se ao desejo do utilizador, transforma-se em grande ou pequena, curva ou
reta. Ganha força sob pressão e torna-se mais durável quando tratada com calor. A
madeira é frugal e consome apenas um pouco de energia na construção e
transformação. Apenas precisa de mais conhecimento e ser usadas em obras de
grande porte, pois madeira não serve apenas para fôrmas e cimbramentos, mas
também para elemento estrutural.
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13-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS





ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7190: informação e
documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 1997.
PONTÍFICA UNIVERSIDADE DO PARANÁ, A Madeira Como Material de Construção,
1999
FERREIRA, Oswaldo P. Madeira: Uso Sustentável na Construção Civil, São Paulo,
2003
LIMEIRA, Rogério D. Materiais de Construção (Madeira), CESET/UNICAMP, 2003
GESUALDO, Francisco A. R, Universidade Federal de Uberlândia, 2003
SCHWARZ, Leandro. Madeiras e Derivados, 2007
Livro de apontamentos sobre a aplicação da Madeira na Construção Civil, do Instituto
Superior Técnico.2007
KLOCK, Umberto, Composição Química da Madeira,2008
KLOCK, Umberto, Engenharia Industrial Madeireira, 2008
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de Pesquisa e Pós- Graduação, Erechim, RS, 2000
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Outubro de 2008.
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do=./florestal/industrializacao.html>. Acessado em 30 de Outubro de 2008.
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<http://aquelefilme.com/conhecendo_a_madeira/mecanicas> Acessado em 07 de
Novembro de 2008.