UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

CAMPUS DIADEMA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA

EXPERIMENTO N° 3:
“Molas e a Lei de Hooke”

DISCIPLINA: FÍSICA I
Prof.º Sarah Alves
Kimberly Marques dos Santos
Marina Nascimento Xavier
Paulo Cesar Gonçalves Junior

DIADEMA
2014

SUMÁRIO .

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ou seja. Figura 1: Representação da Lei de Hooke . OBJETIVO O presente trabalho tem como objetivo a determinação da constante elástica de uma mola a partir da manipulação da Lei de Hooke. A todos os materiais que sofrem deformação e em seguida tendem a retornar ao seu formato de origem definimos seu movimento como movimento elástico(1). Chamamos de força restauradora a força responsável pelo retorno do material a sua forma de origem.Sabemos que ao exercer uma força em qualquer material. onde ao decorrer do experimento foram inseridas mais massas para avaliar a constante elástica (k). definimos o movimento como movimento plástico(1). Apertar ou torcer uma borracha. sofre deformações permanentes. ao aumentar a força esperamos que esta seja compensada pelo aumento da distância. O movimento elástico se dá quando um material sofre pequenas deformações e tem facilidade em retornar ao seu formato inicial quando a força exercida sobre ele deixa de existir. este apresentará uma deformação que pode ou não ser observada. pois como k é uma constante. Para alcançar esta proposta foram comparadas as leituras da distância após distensão de três molas. são situações onde a deformação nos materiais pode ser notada com facilidade desde que a força supere o produto entre o deslocamento da massa e a constante da mola. Já quando esta força de deformação é muito alta e o material perde sua capacidade de retornar ao seu formato inicial. esta pode ou não ser observada a olho nu. o que corrobora com a fórmula da lei de Hooke. (2)Por meio dos dados observados nos gráficos verificamos que ao aumentar a massa (Força peso que puxa a mola para baixo). esticar ou comprimir uma mola. RESUMOO presente experimento propõe a análise experimental da Lei de Hooke através do uso de molas e pesos. INTRODUÇÃO Todo material sobre o qual uma força é exercida sofrerá certa deformação. 2.1. antes e após aplicar força peso de objetos iguais para todas as molas. 3. esta atua sempre na direção contrária à força de deformação dos materiais como pode ser observado na Figura 1 para a deformação de uma mola. aumentamos a distancia de deslocamento da mola.

com o intuito de constatar a validade da Lei de Hooke e determinar o valor de k para as molas utilizadas. k é a constante elástica da mola (o sinal negativo.a).c) a força restauradora age no sentido de contração da mola até que seu estado de origem seja restabelecido. podemos observar que quando a mola é comprimida (Figura 1. significa que é necessária a aplicação de uma força pequena para promover a deformação desta mola.a) Representação de uma mola em seu estado inicial. .∆x (1) Onde F é a força restauradora da mola. e se mostra útil para estabelecer relações entre as forças aplicadas aos materiais e a sua capacidade de restauração(2). admitimos que a restauração da mola é proporcional à força a ela exercida. b)Representação da compressão da mola. Ainda analisando a Figura 1. Imagem 1: Esquematização das forças sobre o sistema de molas em paralelo. abordamos pequenas deformações em molas a partir da adição de cargas em um sistema vertical de molas (individual e em série) que é ilustrado na Foto 1. No presente trabalho. Como dito anteriormente. A Lei de Hooke se aplica ao estudo da força restauradora que age nos materiais passíveis de deformação. se k possui valores baixos.b) a força restauradora age no sentido contrário a força de deformação fazendo com que a mola se alongue e retorne ao seu estado inicial (Figura 1. neste caso a mola. Analisando a Figura 1. o fator que indica se a mola tem baixa ou alta capacidade de restauração é o valor de k: se k possui valores altos. significa que é necessária a aplicação de uma força muito grande para deformar a mola. esta informação é descrita pela fórmula da Lei de Hooke: F = −k. Já quando a mola é distendida (Figura 1. c)Representação da distensão da mola. indica que a força de restauração tem sentido contrário à deformação da mola (∆x). logo. a força de restauração é proporcional à deformação.

relacionando esta dependência para a equação reduzida de uma reta temos a segue similaridade: Figura 2: Relação entre a equação da Lei de Hooke e a equação reduzida de uma reta. De acordo com a Foto 1. Posteriormente. Veremos se isso de fato é possível. podemos desconsiderar estes valores da fórmula (3) obtendo a seguinte relação: K123 = K1 + K2 + K3 (4) As equações representativas descritas acima referem-se aos valores das constante elásticas das molas quando dispostas em paralelo. definimos que há uma relação linear (proporcional) entre os valores de F e ∆x. Retomando a equação (1). .a)Sistemas de molas antes da adição de massas ao sistema. estes dados serão dispostos graficamente. K123∆x123 = K1∆x1 + K2∆x2 + K3∆x3 (3) Considerando que os valores de ∆x123 = ∆x1+∆x2+∆x3. a relação entre as forças no sistema após a adição de um corpo ao mesmo se dá da seguinte maneira: F= F1 + F2 + F3 (2) Logo. b) Sistema de molas em paralelo após a adição de massa ao mesmo e após sua estabilização.

As forças foram medidas na seguinte ordem: Dois ganchos. Por fim. estas relações serão desenvolvidas e discutidas em maiores detalhes. realizou-se uma associação em paralelo das três molas e mediu-se o deslocamento dessa associação em relação ao mesmo conjunto de ganchos e corpos. Determinação da distensão das molas: Nesse momento. DESCRIÇÃO EXPERIMENTAL Materiais -01 suporte vertical móvel com manípulo de fixação. mediu-se o deslocamento total da mola que foi distendida com o conjunto de corpos citados no item 1. e com o auxílio de uma régua. Para a verificação experimental da Lei de Hooke. dois ganchos. dois ganchos. -01 dinamômetro. A partir da Figura 2 concluímos que o módulo de F(N) relacionado com ∆x.*na equação reduzida da reta(y=ax+b) considera-se que b=0. -02 ganchos. onde seriam presas as molas e as massas acopláveis. origina um gráfico onde o coeficiente linear (b) é 0 e o coeficiente angular (a) é igual a k (constante elástica). colocou-se as molas no suporte móvel. a massa 2 e a massa 3. dois ganchos e a massa 1. a massa 1 e a massa 2. 2. -03 molas helicoidais. Posteriormente. -03 massas acopláveis. . a massa 1. 4. Determinação das forças: Foi acoplado no suporte móvel um dinamômetro para que fossem medidas as forças dos dois ganchos. o procedimento foi dividido nas seguintes etapas: 1. -01 régua milimetrada.

2 7.05 0.2 2 ganchos + m1 2 ganchos + m1 + m2 2 ganchos + m1 + m2 + m3 .07 A incerteza da força dá-se devido à precisão do dinamômetro utilizado que. foi possível montar um gráfico de força por deslocamento da mola (relação descrita anteriormente).1 8.3 Xo(cm) = 7. nas medidas de posição (σx0 e σx) e nas medidas de deslocamento (σΔx) σF (N) σx0 (cm) σx (cm) σΔx (cm) 0.0 14.2 8.3 6.1 9.2 Xo(cm) = 7.05 0. assim.3 7. cuja a incerteza é a metade da menor medida . Para a determinação da constante de mola da associação em paralelo. por sua vez.05 0.6 17. tem um resultado mais significativo que os demais porque o deslocamento é resultado de outras medidas que também possuem imprecisões.0 6. E a incerteza do deslocamento. sendo um instrumento.2 9.1cm.6 16.7 11.3. 2 e 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados obtidos foram separados em quadros para melhor visualização: Quadro 1: Incerteza instrumental nas medidas de força (σF).5 4 11.6 1. 2. o valor numérico da incerteza do deslocamento deve ser maior que as demais medidas de incertezas.5 1.2 4 8.0.3 0.8 0.9 17.2 14. calcular a constante das molas 1.1 1.6 1. Mola 1 + Mola 2 + Mola 1 Mola 2 Mola 3 Mola 3 Xo(cm) = 7. e 3.1 11. Determinação da constante da mola: A partir dos valores obtidos no item 1 e no item 2.7 3.5 Xo(cm) = 7. A incerteza das posições iniciais e finais são iguais porque foram medidas com uma régua comum. 5.5 Força x Δx x Δx x Δx Carga (N) (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) (cm) x (cm) Δx (cm) 2 ganchos 0. pode haver incertezas em suas medidas.4 4. e dessa forma.6 2.4 1.1 1.8 9.9 9.8 14. Quadro 2: Medidas das posições e dos deslocamentos das molas com os respectivos conjuntos de massas.2 8. somou-se os valores das constantes das molas 1.7 10.

é possível encontrar os valores das médios das constantes elásticas (K) usando a relação . Nesse gráfico também foi considerado os valores das respectivas incertezas encontrados no Quadro 1. Utilizando-se novamente da Imagem 1. pode-se afirmar que as medidas obtidas para a mola 3 foram as mais precisas. e isso ocorre devido à impressão das medidas experimentais. sendo y e x iguais as coordenadas dos pontos do gráfico em questão. utilizando-se dos valores encontrados no Quadro 2. 2 e 3 e da associação de molas 1. com inclinação mínima e outra com inclinação intermediária. Em cada gráfico. foi feito um gráfico de Força versus Deslocamento. há três retas: com inclinação máxima. Observando a Imagem 1 é possível observar que todos os gráficos possuem pontos fora da reta. 2 e 3. Para os valores das constantes foram .Para encontrar os valores das constantes elásticas da mola. Imagem 2: Relação entre força e deslocamento das molas 1. já que os pontos plotados no gráfico são os mais próximos de formarem uma reta. Com isso.

011 Mola 2 0.pdf Último acesso em 26/10/2014. sua força peso atuará como força elástica da mola (Fel) que estará apontada para baixo.fisica.fem.012 Mola 3 0. http://www. 2. http://www.035 *As medidas para a associação de molas em paralelo foi realizada somando os valores das medidas das molas 1.164 0.ufjf. o que coincide com a fórmula da lei de Hooke.012 Molas 1 + 2 + 3* 0.160 0. e 3.REFERÊNCIAS (1) UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. (2) UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUÍZ DE FORA. pois como k é uma constante. . 7. a seguir demonstra-se o cálculo para a mola 1: K1= = K1= 0. e para calculá-las foi utilizada a média dos valores das constantes para as inclinações máximas e para as inclinações mínimas. “Lei de Hooke”.br/~caram/capitulo10. Todos os valores das incertezas das constantes também se encontram no Quadro 3. K (N/cm) σK (N/cm) Mola 1 0.166 0. CONCLUSÃO Por meio da analise de gráficos em comparação com os achados da literatura podemos concluir que ao aumentar a massa de um objeto que se apresenta pendurado a uma mola. Quadro 3: Medidas das constantes elásticas (K) e de suas respectivas incertezas (σK).unicamp.482 0. As constantes de mola também possuem incertezas em suas medidas. ao aumentar a força esperamos que esta seja compensada pelo aumento da distância. Esse aumento da massa ocasiona um aumento da distancia de deslocamento da mola. 6.utilizadas as coordenadas dos pontos da reta intermediária. “Comportamento dos Materiais sob Tensão”.br/~takakura/lab-fis1/aula6 Último acesso em 26/10/2014.160 N/m No quadro 3 encontram-se todos os valores das constantes de mola calculados.

Diadema. 2014 .(3) UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO. “Experimento 3 – Molas e a Lei de Hooke”.