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75 ANOS

sentido na sua própria fé se esta fica calada, todas A restante tarde serviu O limite temporal da
e também a sua missão as nossas vozes não são como preparação para Páscoa Jovem, no final
de ser semente fértil na mais que ruídos. Perante a Vigília: em grupos de da Vigília, foi marcado
sociedade transmitindo uma sepultura não há serviço e por grupos de por um convívio com Ka-
aos outros a sua própria mais palavras. Silêncio origem, escolhemos sím- raoke e demais anima-
experiência. Seguiu-se é o novo nome de Deus. bolos e textos para mais ção, mas para a Páscoa
o jantar e, após este, Penetra tudo, cria, con- tarde partilhar. Após o Jovem, no verdadeiro
aquela que, para mim e serva e sustém tudo, e jantar, apareceram (ain- sentido da expressão,
também para a grande ninguém percebe. Deus da) mais pessoas para não posso definir um li-
maioria das pessoas com opera silenciosamente participarem connos- mite. As expectativas
quem falei, foi o “pon- nas profundidades da co na Vigília Pascal que foram superadas e, pelo
to mais alto” de toda a alma...”. Escolhi este ex- começou por volta das menos no nosso Grupo,
Páscoa. Apesar de nos certo, não por preguiça, 21h30. No exterior fez-se o sentimento geral é de
terem avisado de que mas por achar seriamen- uma fogueira onde quei- termos vivido mais uma
este seria um dia muito te que, deste momento mamos, simbolicamen- inesquecível experiência
forte, nenhum de nós de reflexão, pouco há a te, problemas que nos das já tantas proporcio-
esperava o que nos en- dizer, apenas aquilo que estivessem a incomodar nadas. As marcas desta
volveu na Oração Junto à a própria oração signi- tanto a nível pessoal Páscoa ficarão em nós,
Cruz. Lembro-me do ce- ficava e, para esse fim, como a nível de Grupos. mas não caladas. Agora,
nário... da cruz prostrada acho que o texto da Seguimos, depois, para também nós podemos
no meio da capela... da ambientação, origem do a capela onde continua- dizer o quão especial é
escuridão apenas que- excerto, estava magni- mos a nossa celebração. estar lá, aconselhar os
brada pela luz ténue de ficamente conseguido. Muito diferente das ante- seguintes a irem tam-
algumas velas... não sei Após o pequeno-almoço riores, a alegria do Cristo bém, enfim, podemos
como é que começou, tivemos a terceira e últi- Ressuscitado esteve bem tentar sim mas, tal como
apenas sei que algo de ma catequese, desta vez presente entre nós tor- os anteriores não nos
inexplicável aconteceu. centrada na passagem nando a Festa da Ressur- conseguiram transmitir
Nenhuma outra oração bíblica dos Discípulos de reição uma oração, mar- o porquê de ser tão es-
foi tão pesada... nem tão Emaús. Novamente de cante claro, mas leve e pecial, também o nosso
leve. Por um lado, que- forma atraente, conse- animada que, através da testemunho ficará muito
brou por completo qual- guiram explicar-nos esta informalização, nos con- aquém do que vivencia-
quer resistência interior história e expor pontos seguiu envolver no espí- mos. Mas é também um
em “não se deixar tocar” de vista que, pessoal- rito de felicidade comum ciclo... para o qual nós
criando uma tempestade mente, nunca tinha se- pelo, aparentemente, entramos agora e que
onde antes tudo parece- quer pensado. Durante simples facto de Jesus não queremos abando-
ra tão calmo, tão seguro. a tarde, reunimo-nos no- Cristo estar de novo vivo nar tão cedo.
Por outro, não foi possí- vamente para assistirmos entre nós.

Vigília da Quaresma
vel sair daquela capela ao testemunho de três
sem sentir algo novo cá elementos activos em
dentro, sem que algo de dois projectos distintos:
positivo se tenha deslo- o projecto Rabo de Pei- Paula Lopes
cado em nós, sem sentir xe e o voluntariado em Professora
a mudança, a semente. Moçambique por inter-
Pois ok, lá está, isto são médio da Sopro. Além de Todos os tempos litúrgicos são importantes. No
palavras, são linhas numa nos exporem realidades entanto, a Quaresma é um período que pretende
página de computador... muito diferentes, e até proporcionar a todos os crentes um período de re-
estar lá é... é o viver, é o mesmo chocantes, (prin-
colhimento interior, de reflexão e de avaliação da
sentir, é o toque que vem cipalmente no caso do
e não se sabe de onde. primeiro projecto pois é vida, de confronto entre as acções do dia-a-dia e os
No sábado, começá- uma realidade que, em- valores do evangelho. Foi neste ambiente que no
mos o dia com uma ora- bora relativamente próxi- dia 28 de Fevereiro, se realizou a vigília da quares-
ção centrada no “vazio ma, nos era mais desco- ma, que propôs a todos os elementos dos Grupos
de sentido”, o Laudes... nhecida) o Testemunho Cristãos uma “Mudança Radical”, um desafio que se
No guião desta lia-se: mostrou-nos também prolongou ao longo de toda a quaresma, com o in-
“...Dia do grande silên- uma forma diferente de tuito de nos prepararmos interiormente para viver
cio. Hoje é o dia mais va- aplicar os ensinamentos
a Páscoa, acolher com alegria o Cristo ressuscitado
zio e silencioso porque a da nossa religião pondo-
Palavra está enterrada e os ao serviço dos outros. que dá sentido à nossa fé, ao nosso ser Cristãos.

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#1
2008 - 2009

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Teatro
75 ANOS

Teatro
Diana Simões
Clube de Teatro - 8.º A

Durante o ano lectivo de 2008/2009, realizou-se no Clube de Teatro do Colégio La Salle um trabalho
bastante interessante.
Durante o 1.º Período deste ano lectivo, os alunos do clube trabalharam arduamente num musical in-
titulado “A Estrelinha Mágica”, para mostrarem aos seus encarregados de educação. Esse musical correu
muito bem. Os pais adoraram e houve muitos elogios acerca da prestação dos alunos.
No corta-mato colegial, as escolas do 1º ciclo vieram ao colégio, e o clube de teatro apresentou nova-
mente o musical.
Passado esse musical estava na altura de pensar num novo teatro para apresentar no dia do Sarau
Cultural. Assim sendo, os alunos inventaram uma peça sobre “A História do Teatro”, que apresentaram no
já dito sarau.
As duas mais importantes actuações do ano lectivo já tinham passado, porém o grupo de teatro não
gosta de parar, por isso começou logo a preparar uma nova peça intitulada “Pedro Malasartes”, para apre-
sentar aos alunos das escolas do 1º ciclo. Porém, devido à existência de muitas actividades, não foi pos-
sível incorporar nas actividades da Semana do Fundador a visita dos alunos das escolas primárias. Assim
sendo, o grupo de teatro mostrará a já referida peça aos restantes clubes do Colégio La Salle.
Por experiência própria, digo que participar no Clube de Teatro é muito valioso para o dia-a-dia, pois as
pessoas ficam mais soltas, com menos vergonha. O teatro torna-nos pessoas mais confiantes e abre-nos
o caminho para a nossa vida.

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2008 - 2009

Hora do Conto
Ana Costa
6.º A

A Hora do Conto é divertirem. Gostamos estamos a prender. To- de crianças a correr e
um projecto da Biblio- de dar vida às perso- das as Quartas – Feiras com ansiedade de adi-
teca. Nós gostamos de nagens de cada histó- pelas 14:15 lá íamos vinhar quais seriam as
realizar a Hora do Conto ria e dar a perceber o nós. Preparámos o ce- histórias e como seriam
porque adoramos ler e seu significado e o seu nário, revímos os textos os pormenores de cada
ver as crianças de todas enigma. Também nós e as personagens com personagem e as suas
as idades a ouvir-nos gostamos de aprender, as suas posições, lá vi- surpresas e enigmas.
para aprenderem e se sim porque nós ao ler nha uma fila sem fim Quando víamos cada
vez mais pessoas ficá-
vamos cada vez mais fe-
lizes e ao mesmo tempo
nervosas. Quando tudo
estava pronto e se fez
silêncio na sala de áu-
dio–visuais, entrámos
em acção. No fim, está-
vamos todas contentes
por ter corrido bem e
quando olhávamos para
eles, as suas caras es-
tavam completamente
cheias de luz e cheias
de alegria, contentes e
divertidas. Então faziam
os seus comentários
às histórias. Todos nós
nos divertíamos e no
fim de toda esta ener-
gia os nossos colegas
saíam da sala todos
contentes. Desta forma
convidamos a todos os
que estão a ler este ar-
tigo a vir e a participar
nas “Horas do Conto”
do próximo ano. Fica-
ríamos todas contentes
por vos ver lá.

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75 ANOS

Semana do
Fundador #1
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2008 - 2009

Semana do Fundador
Oração da Manhã, 4 de Maio
Hugo Gonçalves muitos e muitos anos. transformando-o em os valores cristãos que
5.º C Espero também, que os algo universal. esta escola nos foi ofe-
meus colegas se sintam Durante toda a nos- recendo, aqui estamos
Eu, Hugo Gonçalves, tão felizes quanto eu. sa caminhada pode- já quase sem jeito de
aluno do 5ºano, sinto-
mos afirmar que João despedida, no entanto,
me muito feliz, por es- Ana Senra e Baptista esteve sempre gratos por todos os mo-
tudar num Colégio tão Sara Gomes connosco, seguindo mentos que esta escola
bom como este e agra- 9.º B todo o nosso percurso nos proporcionou.
deço aos Irmãos de La
com o seu olhar calmo O testemunho de
Salle por terem cons- Nesta manhã, como dando-nos a sua mão São João Baptista de
truído um Colégio em representantes do Ter- nos momentos mais di- La Salle, que nos acom-
Portugal - Barcelinhos, ceiro Ciclo, estamos fíceis. panhou ao longo desta
e por cá permanecerem aqui para prestar ho- Por tudo isto, quere- nossa caminhada, aju-
75 anos. Aqui tudo me menagem ao nosso mos agradecer-te João dando-nos a conseguir
agrada: os colegas, os Fundador. Baptista de La Salle superar as dificuldades
espaços, os campos de Quando entrámos pois tu foste, e és úni- e a vencer, fez-nos lutar
desporto, a cantina, a para o 5.º ano, desco- co legando-nos uma por uma escola melhor,
galeria, a ludoteca, mas nhecíamos o significado obra grandiosa. Tam- mais digna e mais so-
o que mais me agrada do que era ser aluno bém agradecemos aos lidária, uma escola do
são as aulas, as festas e num Colégio La Salle. Irmãos sempre dispo- futuro!
as visitas de estudo. Ignorávamos a vida do níveis ao longo destes “Contigo, amigos e
É um colégio muito nosso Fundador e não cinco anos, aos Profes- irmãos”, o lema que nos
alegre; os Irmãos e os compreendíamos a fun- sores que sempre nos fez dar as mãos, e jun-
Professores são muito ção dos Irmãos. trataram com respeito e tos alcançarmos os nos-
dedicados e acolhedo- Hoje, no final desta carinho, aos Auxiliares sos objectivos. Lema
res, fazendo com que longa caminhada, fina- de Educação tão pa- que nos fez sentir, lutar,
os alunos se sintam listas do nono ano, en- cientes, aos nossos Di- viver, dar o melhor pelo
bem. Está a ser uma tendemos que o Colégio rectores de Turma que próximo, fomentando
experiência agradável, La Salle, é uma escola tão bem nos orientam, também o trabalho em
e mais sabendo que muito diferente de todas aos Pais e Encarregados equipa, na turma e so-
a minha mãe também as outras, onde além de
de Educação por prefe- bretudo em grupo de
ela aqui estudou, e enriquecermos o nosso
rirem este Colégio. amigos que somos.
adorou, hoje é profes- ser com o conhecimen-
sora de Matemática e to, aprendemos a cons- Deixamos neste es-
tenho a certeza que é truí-lo, tal como esta Helena Martins paço que também é
uma pessoa diferente flor que te oferecemos, e Natália Costa nosso, o orgulho por
por ter estudado neste primeiramente pequena 12.º A esta caminhada e o
Colégio, pois aqui, para e frágil mas mais tarde sentimento de dever
além de estudarmos, forte e vistosa. Aliado ao facto de cumprido, lembrando
também aprendemos Assim sendo, temos fazermos parte da festa sempre com saudade,
a ser solidários, justos, por objectivo sermos dos 75 anos do Colégio todos aqueles que nos
comunicativos, críticos testemunhos do so- La Salle, o facto de ser- acompanharam, bem
e alegres. Espero e de- nho de João Baptista, mos finalistas e termos como tudo aquilo que
sejo que os Irmãos con- levando-o onde quer a responsabilidade de nos fez crescer.
tinuem nesta terra, por que nos encontremos, incutir nos mais jovens Obrigado!

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75 ANOS

Semana do Fundador
BTT, 4 de Maio
André Silva
6.º C

Naquele dia houve BTT na escola o que foi mui-
to fixe. Pela primeira vez vi BTT e gostei imenso
porque também participei. Até vieram profissionais
de Downhill! Participaram muitas pessoas e houve
muitos que quase caíram porque parecia fácil... Na
verdade, quem não está habituado, percebe que é
difícil. As bikes eram muito fixes - até havia BMX e
essas foram as bikes que quase toda a gente gos-
tou. Houve raparigas que também participaram e
aqueles que se riram, se calhar não faziam melhor.
Os pilotos Renato Ventura, Jordi Bago, Alcides Viei-
ra e Marco Fidalgo, que até já participou nos “Mo-
rangos com Açúcar” vieram ajudar-nos. O melhor
até foi o Professor João que no fim deu uma volta e
fez algumas brincadeiras que foram muito fixes.

Exposições, 4-8 de Maio
Luís Lopes
6.º C

Na Semana do Fundador, eu e os meus colegas
fomos ver as exposições no edifício do secundário.
Vi coisas sobre o ambiente e muitas invenções, tais
como: fazer um carrinho andar e produzir electrici-
dade de várias formas.
Os desenhos que eu vi eram lindíssimos, com
muita cor e imaginação; as máscaras eram engra-
çadas, com várias cores e com olhos gigantescos e
ao mesmo tempo pequeninos.
O comboio em que os Irmãos chegaram ao La
Salle estava lá representado e tinha uma placa a
dizer “Estação de Braga” e outra com o ano em que
os Irmãos vieram para Portugal.
Da disciplina de Inglês havia lá cartões de iden-
tificação dos alunos e fotografias que representa-
vam a sua família.
Os postais de Natal que lá havia eram muito
decorados, com fitas, com Pais Natais e Renas.

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#1
2008 - 2009

Semana do Fundador
Manhã Desportiva, 7 de Maio
Fábio Gonçalves
6.º C

No dia 7 e 8 de Maio tivemos o Torneio inter-
turmas no nosso Colégio.
Estes dias foram excelentes: vimos as outras
turmas a jogar e nós também jogámos. Infelizmen-
te não ganhámos o torneio. Quem venceu foi o 6.º
A, que ganhou o jogo final por 2-1 contra o 5.º C.
Durante os dois dias, vimos muito futebol, já
que o Terceiro Ciclo e o Secundário também joga-
ram. Foi divertido ver as claques a puxar pela sua
equipa, a emoção dos golos e dos falhanços. Mas,
no fim havia sempre fair-play. Afinal, “ganhar ou
perder é desporto” e, mais golo ou menos golo, o
que importa é participar, conviver e partilhar esta
alegria de ser lassalista.

Eucaristia em Barcelinhos, 8 de Maio
Margarida Pereira
6.º C

Na Semana do Fundador todas as turmas do
Colégio participaram, na Igreja de Barcelinhos,
numa eucaristia em honra do nosso Fundador, São
João Baptista de La Salle.
Esta eucaristia foi presidida pelo Padre Abílio e
desde o início até ao fim da eucaristia, todos os
alunos e professores do Colégio cantaram vários
cânticos; outros foram ler ao altar e alguns profes-
sores, num pequeno texto, demonstraram o quão
importante é o Colégio, os alunos e a família para
eles.
Quando se deu o Ofertório, alguns alunos leva-
ram as oferendas que eram um desenho com um
caminho, um livro, uma bola, o pão e o vinho e
uma camisola branca. No fim da eucaristia, ainda
cantámos um último cântico e depois dirigimo-nos
para o Colégio.

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75 ANOS

Semana do Fundador
Tarde em Barcelos, 8 de Maio
Renato Ferreira
6.º C
Na sexta-feira à tarde, os alunos do Colégio La
Salle dirigiram-se para o Largo da Porta Nova em
Barcelos.
Saímos do Colégio cerca das 13h15, acompa-
nhados pelos Professores. Estávamos todos vesti-
dos com camisolas do Colégio. À saída do Colé-
gio, uma pequena banda chamada “Zés-Pereiras”
acompanhou-nos até à cidade. Quando lá chegá-
mos, havia insufláveis, havia um pequeno espaço
para teatro, xadrez gigante, playstation e mais
actividades. Houve também uma actividade onde
eu participei, chamada Peddy-paper, cujo objectivo
era, em grupo, encontrar os postos onde estavam
alunos do colégio e superar os desafios que nos
propunham. Esses postos estavam espalhados pelo
centro de Barcelos. O grupo onde eu estava, infeliz-
mente não conseguiu completar todos os postos.

Espectáculo Musical, 8 de Maio
Paula Ribeiro - 6.º B
Cristiana Martins - 6.º C

No dia 8 de Maio de 2009, pelas 20h30, decor-
reu um espectáculo musical na cidade de Barcelos.
O espectáculo iniciou-se com uma pequena pales-
tra do Ir. César, ao qual se seguiu o Presidente da
Associação de Pais do Colégio La Salle.
Os apresentadores do concerto foram a Bêtania
e o Jorge do 12.º ano.
O Coro do Colégio La Salle, bem como o Grupo
de Cavaquinhos, que têm como director o professor
Gonçalo, o grupo de dança, que tem como directo-
ra a professora Luísa Gilvaia e alguns dos finalistas
do Big Estrelas de edições anteriores, actuaram pe-
rante o muito público que assistia ao espetáculo.
Após muita cantoria e como o dia já ia muito
longo, o espetáculo terminou por volta das 23h30.

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#1
2008 - 2009

Semana do Fundador
Festa dos Finalistas, 9 de Maio
Ana Senra
9.º B

No dia 9 de Maio do corrente ano lectivo 2008/2009, decorreu no Colégio La Salle a já habitual Festa
de Finalistas dos alunos do 9.º e 12.º ano.
Foi por volta das seis da tarde que, finalistas e familiares, começaram a chegar, todos bonitos e arran-
jadinhos, para poucos minutos depois se dar início à Eucaristia. Esta foi muito participada pelos alunos,
que a tornaram algo solene e, posso mesmo dizer, inesquecível.
Após a Eucaristia, foram tiradas algumas fotografias e deu-se início ao jantar, que teve como prato
principal arroz à Valenciana, bem como outras iguarias. A área da cantina estava decorada em tons de
azul e amarelo, as cores do Colégio. Tudo estava com muita pompa, tornando este acontecimento numa
verdadeira festa de gala para as cerca de 350 pessoas.
Terminado o jantar, por volta das 21h30, chegou a parte por que todos aguardávamos: a entrega das
insígnias ao 9º ano e das faixas ao 12.º ano. Foi uma cerimónia repleta de emoção, onde se reviram fotos,
homenagearam directores de turma e professores e onde, acima de tudo, não faltou alegria.
No fim da festa, já com os pés doridos dos sapatos novos, todos regressaram a suas casas, pensando
que nunca esqueceriam este dia.

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75 ANOS

Semana do Fundador
Festa dos Finalistas, 9 de Maio
Eucaristia (Homilia Partilhada) Sara Martins
9.º C
Chegara o momento. diferente? é bom errar quando à este colégio nos propor-
Estava nervosa, confes- Hoje sei responder minha volta estão todas cionou. Hoje chamo a
so. Tantas vezes lá tinha a tudo isto. Cinco anos as faces da amizade. este colégio, Casa. Aqui
entrado e nunca da- depois sei porque é que Descobri a beleza passei os melhores e os
quela forma. Aquela, a a escola é diferente. de olhar nos olhos de piores momentos da mi-
partir daquele dia, seria Mais que a História uma pessoa, descobri nha vida, aqui chorei e
a minha escola. Como de Portugal, a morfolo- a leveza de ser sincera, ri até doerem as boche-
diziam os grandes, uma gia do Corpo Humano descobri a pureza de chas. Aqui me desiludi
escola “a sério”! Ia ter e gramática da Língua sorrir e abraçar. Vi a im- como em nenhum outro
mais que três discipli- Portuguesa, neste colé- portância de dar a mão, sítio, mas aqui eu cresci
nas, mais que três livros gio aprendi aquilo que de me dar a conhecer e e aprendi a ser assim.

e mais que três cader- não consta em nenhum a importância da opor- Hoje chamo-me Sara
nos. Criança já não iria livro. Aprendi o que tunidade. Percebi que Daniela, e agradeço por
ser mais. significa amar o próxi- neste “mundinho” tão todos os obstáculos,
Um ano se passou e mo, percebi o que é a pequeno e tão nosso, dúvidas e alegrias que
eu sem me aperceber união e a fraternidade e tinha tudo o que não
encontrei na minha ca-
do muito que a minha mostraram-me o quão encontro no resto do
vida tinha mudado. A verdadeira é a expres- mundo. minhada por este colé-
inocência era tal que são que diz: “Não há Hoje digo isto e re- gio. Agradeço por todos
não percebi onde esta- ensino que se compare lembro os cinco anos, os minutos de oração
va. Não percebia por- ao exemplo!”. as marcas, as memó- da manhã, agradeço
que é que tinha uns al- Aprendi ainda que rias que este colégio me por todas as mãos que
tifalantes na minha sala, as palavras mais difíceis deixa. Hoje sei o valor se estenderam quando
porque é que tinha uns de dizer são: Ajuda-me, enorme que tem cada
precisava...
livros verdes na estante Desculpa e Obrigado. gesto que cada Profes-
Agradeço por me te-
e porque é que era en- Aprendi que dentro da sor, Irmão e Funcioná-
sinada por professores minha sala não esta- rio teve para comigo, rem ensinado a dizer
diferentes. Porque que vam 27 alunos, mas 27 hoje sei o valor enorme OBRIGADO!
é que esta escola era tesouros. Aprendi que de cada actividade que

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2008 - 2009

Semana do Fundador
Festa dos Finalistas, 9 de Maio
Eucaristia (Homilia Partilhada)
Joana Lopes
12.º A

“Oh! Não dá p’ra explicar, tens de o sentir!” é o que costumo dizer quando me pedem para falar sobre
algo que me tenha marcado. E como vou explicar estes oito anos? Oito anos aqui, pois é, dois mil nove-
centos e vinte dias que um a um foram fazendo de mim a pessoa que agora sou.
Oito anos em que enfrentei medos, superei dificuldades, em que brinquei, chorei, ri , aprendi, saltei,
cantei, corri, ajudei, e o melhor de tudo é que não fiz nada disto sozinha, fi-lo com a minha família, famí-
lia que aumentou a cada ano, do quinto ao décimo segundo e me fez sentir cada vez mais e mais forte,
parte de algo, que me fez sentir a Joana e não apenas mais uma; família que como todas as famílias tem
defeitos mas cujas qualidades sobressaem e se sobrepõe a eles. É a família do Colégio La Salle.
Aqui tudo faz mais sentido, tudo está onde devia estar, desde a estátua do Fundador ao pratinho dos
rebuçados do Irmão César. Aqui tenho os meus melhores amigos, aqui tenho o meu grupo, os professores
melhores do mundo, os meus animadores e todos eles me deram o que de melhor levo desta escola.

12.º a
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Semana do Fundador
9.º A

9.º B

9.º c

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Semana do

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Fundador

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O La Salle e os
seus (Queridos)
Amigos
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As Escolas do Primeiro Ciclo/
Jardins de Infância no La Salle
Corta-mato
Alunos do 4.º ano da Escola EB1 de S. Brás
- Barcelinhos

No dia vinte de Janeiro de dois mil e nove, a
nossa escola foi ao Colégio La Salle, para participar
numa prova de Corta-mato.
Nós, no La Salle, fizemos muitas coisas. Apenas
seis alunos da nossa sala participaram na prova de
Corta-mato. Durante a prova não choveu, mas este-
ve muito frio. Devido ao mau tempo os caminhos ti-
nham lama, o que dificultava a prova. Alguns alunos
enganaram-se no caminho e tivemos que começar a
prova de novo. Não ficámos bem classificados, mas
fizemos o nosso melhor.
Enquanto alguns alunos estavam a correr, os ou-
tros foram fazer outras actividades. Fizeram marca-
páginas, porta-chaves, pulseiras, pintaram dese-
nhos, fizeram flores de papel, máscaras, viram um
teatro e assistiram ao filme do Tom & Jerry.
Foi uma manhã diferente, mas gostávamos de ter visto os nossos colegas a participar. A essa hora
estávamos nos diferentes ateliês... Como o novo Gimnodesportivo ainda não estava concluído, tivemos de
tomar banho nos balneários do ginásio que eram pequenos para tantos participantes...
Gostámos de participar nestas actividades. Até para o ano!

Desfile de Carnaval
Alunos da Escola EB1 da Torre - Rio
Côvo Santa Eugénia
O Colégio La Salle convidou a nossa escola para participar no desfile de Carnaval, que se realizou no
dia 20 de Fevereiro.
Os alunos do 1º ciclo foram vestidos de músicos. Representámos a nossa escola como Banda Musical
de Rio Côvo Santa Eugénia. As crianças do Jardim-de-infância vestiram-se de alimentos saudáveis para
apelar à importância de uma boa alimentação no nosso desenvolvimento.
Os professores e os alunos começaram o dia muito agitados e ansiosos pelo que se iria desenrolar no
desfile. Mal iniciámos o desfile, esta inquietação deu lugar a uma grande alegria. Com a canção “Viva o
Carnaval” e a coreografia, conseguimos cativar todos os alunos e professores que assistiam à festa. Pare-
cíamos uma autêntica banda de música, pois até levávamos instrumentos e máscaras alusivas. Ao longo
do desfile fomos ficando mais confiantes de que iríamos mais uma vez ganhar.
Enquanto lanchávamos, íamos apreciando o desfile de outras escolas, que desde materiais recicláveis,
à representação histórica, às comemorações dos 75 anos do Colégio La Salle, tudo era cor e alegria.

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2008 - 2009

Entretanto, chegou o momento do júri escolher. Enquanto pontuavam os participantes, a nossa ansie-
dade crescia, mas sempre na esperança de que venceríamos, tal foi o nosso empenho e preparação. O
apresentador, que era muito engraçado, disse de imediato as palavras “Rio Côvo Santa Eugénia”. Todos
gritámos e dançámos muito felizes. Desta forma ficámos a saber que tínhamos vencido.
Tal era a nossa alegria que resolvemos festejar com as pessoas da freguesia, desfilando pelas ruas.
É um dia que nos ficará na memória.

Tarde em Barcelos
Alunos da Escola EB1/JI António Fogaça -
Vila Frescaínha São Martinho

O Colégio La Salle convidou os alunos dos 4º anos a participar em actividades lúdicas, no dia 8 de
Maio, para comemorar os 75 anos da sua existência em Portugal. Aceitámos com muito agrado, pois gos-
tamos muito deste género de actividades.
As actividades foram realizadas no Largo da Porta Nova a partir das 14 até às 17 horas e consisti-
ram em ateliês tais como: fazer pulseiras, pompons, flores, tererés, pinturas na cara, xadrez, expressão
dramática e insufláveis. A nossa turma procurou ir a todos os ateliês. Nos insufláveis foi onde mais nos
divertimos!
Adorámos participar nas actividades!

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75 ANOS

Visitas
de Estudo

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2008 - 2009
Visitas de
Estudo
Secundário - Paris
Débora Sistelo
PARIS, JE T’AIME!!! Professora
Quando o desperta- dois VIP’s não estavam rapidamente, dirigimo- grandes artistas do pas-
dor tocou, nessa manhã lá muito para conversa nos para um dos pontos sado e do presente se
de 21 de Fevereiro, de e tudo se ficou por um mais altos da cidade – terão inspirado também
certeza que já todos brevíssimo diálogo. Montmartre. Aqui, por aqui, nestes lugares. A
estavam mais do que Já em solo parisien- entre as centenas de escadaria imponente e
acordados! Era hoje!!! se e graças à boa dispo- pessoas, pudemos per- íngreme foi a primeira
A tão esperada viagem sição do nosso motoris- ceber a vida, a agita- prova à boa forma física
a Paris. Ah! PARIS. ta, fizemos uma breve ção, o ambiente boémio de todos nós, embora a
Já no aeroporto, ma- visita pelos principais e artístico de uma das chegada ao topo justifi-
las na mão e últimas re- pontos de atracção da zonas mais culturais e casse todo o esforço. Lá
comendações dos pais: Cidade das Luzes. Ti- criativas desta capital. em cima, com uma das
-“Porta-te bem!” ; “Cui- vemos oportunidade de Repleta de pintores, es- mais fantásticas vistas
dado…”. Check In e em- parar por breves instan- critores, artistas, qua- sobre a cidade, assisti-
barque. Para alguns era tes e captar as primei- dros, aguarelas e pe- mos a um espectáculo
a 1ª vez que iam andar ras fotografias com a quenas obras de arte, de rua, visitámos a Ca-
de avião. Ultrapassado mais emblemática Torre as ruas estavam ladea- tedral de Sacré Coeur e,
o nervosismo da des- do mundo como pano- das por esplanadas que mais uma vez, sentimo-
colagem, já em pleno de-fundo. O entusiasmo emanavam convívio, nos invadidos pela gran-
voo, eis que as aven- era enorme. Cá está- cheias de gente que diosidade de Paris…
turas começam quando vamos nós aos pés da conversava, bebendo o Já eram horas, e
duas “celebridades” são Torre Eiffel. seu copo de Chardon- porque o estômago já
detectadas por entre Mais autocarro, mais nay e comendo ostras. dava sinais de fraqueza,
os passageiros: “Quim vistas, rumámos ao Ho- Mas, acima de tudo, dirigimo-nos ao restau-
Roscas” e “Zé Estacio- tel. Não se pode dizer todas estas pessoas rante Flunch, onde as
nâncio”. O nosso aluno que fosse bonito ou que falavam, partilhavam refeições dos próximos
Diogo, com o seu à- tivesse uma decoração experiências, enfim, dias seriam feitas a esta
vontade ainda tentou actual, mas era limpo todos imaginávamos hora. A comida era boa,
estabelecer contacto e bem localizado. De- como Toulouse Lautrec, em grandes quantida-
mas, ao que parece, os pois de nos instalarmos Victor Hugo e outros des, com direito a en-

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75 ANOS

Ticciano, entre muitos de actividades lúdicas.
outros. Como não podia Tudo isto num enorme
deixar de ser, uma das local, repleto de curio-
obras que mais atenção sidades, exposições e
desperta a todos quan- imensa tecnologia ino-
tos visitam este museu vadora. Como não po-
é a incontornável Mona dia deixar de ser, estas
Lisa de Da Vinci. Por visitas eram objectivos
entre colecções de Arte fundamentais do pro-
da Antiguidade Etrusca, grama desta viagem
Grega, Egípcia, de onde realizada por alunos do
se destacaram as está- Ensino Secundário, sen-
tuas, as múmias e mui- do que o pretendido era
tradas, sobremesas e de visitas, novidades e tas outras relíquias que aliar a cultura artística à
uma vasta escolha de cultura. Muita cultura. tão bem conservadas se cultura científica, crian-
acompanhamentos. Saímos do Hotel em di- encontram nas imensas do nos nossos jovens
Barrigas cheias e recção ao Metro. Para alas deste grandioso hábitos culturais mais
fazia-se tarde. Hora de alguns foi a sua estreia, museu, andámos quiló- enraizados, desenvol-
voltar ao Hotel para al- pois nunca tinham an-
guns. Outros, mais pre- dado de Metro. Foi com
cisamente um grupo de entusiasmo que chegá-
jovens, cheios de força mos a um dos mais, se-
e vontade de trabalhar não o mais famoso mu-
– carregar é a palavra seu de todos - o Museu
mais certa – foram até do Louvre. É certo que,
ao supermercado para de acordo com os espe-
“abastecer” tendo em cialistas, seriam precisos
vista o dia seguinte. treze dias para visitar
Chegados ao Hotel, as este museu de forma a
forças já só davam para conhecer, pormenoriza-
um banho e dormir. damente, as obras aqui
Após a primeira noi- expostas. Ainda assim,
te no Hotel Ambassa- no pouco tempo que ti- metros. vendo o seu espírito
deur, o pequeno-almoço vemos disponível, con- Após o almoço, fo- crítico e alargando os
foi substancial, no qual seguimos ver algumas mos em direcção ao seus horizontes. Estas
não podiam faltar os das mais marcantes pe- Centro La Villete, onde actividades devem ser
croissants, sumo, com- ças aqui expostas, tais tivemos oportunidade entendidas numa ver-
potas e outras iguarias como alguns quadros de assistir a várias ex- tente de inserção nesta
que nos iam ajudar a de Delacroix, Rembran- posições sobre Ciência, comunidade europeia e
aguentar as primeiras dt, Raphael, Carava- com especial ênfase mundial, sendo o facto
horas de um dia pleno ggio, Renoir, Rubens, para a Área da Mate- de se pertencer a uma
mática e da Genética. pequena cidade de um
Desde Mendel até à ac- dos mais pequenos pa-
tualidade, as inovações íses da Europa visto,
na vertente da Genéti- não como um problema
ca serviram para agu- ou dificuldade, mas sim
çar a curiosidade dos como uma realidade que
nossos alunos, tendo em nada nos torna mais
assim uma visão mais pequenos nem menos
abrangente destas áre- conhecedores das rea-
as, aprofundando co- lidades além fronteiras.
nhecimentos através de Ainda aqui trocámos
experiências práticas, algumas palavras com
de jogos interactivos e outro grupo de portu-

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#1
2008 - 2009
gueses do norte que, Zé Pedro que nesse dia
tal como muitas outras completava dezasseis
escolas, aproveitam primaveras. Já no Hotel,
estas mini-férias para partilha do dia, reunião
levar os seus alunos ao de grupos e registo no
encontro da cultura e Diário de Bordo.
da ciência. Dia 23, após um pe-
No regresso tivemos queno-almoço interna-
a oportunidade de visitar cional, numa sala cheia
a Igreja da Madeleine, de turistas dos mais
na qual sobressai uma variados continentes,
majestosa escultura da todos para a Catedral
Pietá. Tempo ainda para de Notre Dame. Aqui
passarmos pela Praça testámos, de modo nós… À chegada tempo corredores repletos de
da Concórdia, de onde inegável, a boa-forma para um encontro com obras vanguardistas,
se conseguia avistar a física de todos os par- um grande Português encontram-se quadros,
Torre Eiffel e, dadas as ticipantes. A prova con- que, coincidentemen- esculturas e instalações
horas, se conseguiu vis- sistia em subir, por um te, também lá estava, de artistas como Picas-
acompanhando alunos so, Dali, Miró, Chagall...
portugueses de uma apenas para nomear os
escola do Porto. Fala- nomes mais sonantes.
mos de Mestre Queru- Já ao fim da tarde, para
bim Lapa, ceramista de chegar aos Campos Elí-
grande renome, autor sios, demos um grande
de inúmeras obras de passeio pelas principais
onde se destaca o painel avenidas de Paris. Pas-
de azulejos de S. Bento sámos ainda pelo Arco
da Porta Aberta. Breve do Triunfo e já perto
diálogo com o Mestre e das 6 horas chegámos
outras Professoras des- à Torre Eiffel. Este era,
ta Escola, que também seguramente, um dos
louvaram a nossa ini- momentos mais aguar-
lumbrar as fantásticas estreito caminho, cerca
ciativa de dar a conhe- dados do dia. Subimos
luzes que, intermitente- de quinhentos degraus,
cer aos nossos alunos, até ao último andar,
mente, brilhavam sobre mais coisa menos coisa,
independentemente do vimos Paris lá do alto
toda a cidade. Foi um até chegar ao topo de
facto de serem alunos e contemplámos as vis-
espectáculo inesquecí- onde se avistava uma
da Área das Ciências e tas. Não há dúvida que
vel, não só pela beleza das mais extraordiná-
Tecnologias, a obra de Paris é uma cidade lin-
em si, como também rias vistas sobre Paris. alguns dos mais conhe- da. Aqui, houve tempo
por ter sido partilhado Aqui, por entre Gárgu- cidos artistas dos sécu- para uma quantidade
por um grupo que co- las e sem Corcunda, los XX e XXI. Por entre infindável de registos de
mungava um espírito visitámos o enorme
igual. De regresso ao sino, sustido por uma
restaurante, e para es- estrutura centenária
panto de todos, “trope- de madeira. Descemos,
çamos” novamente no em espiral, quase enjo-
grupo que tínhamos en- ados mas, com o senti-
contrado no Centro La do posto no almoço de
Villete – ainda assim o fast-food que, embora
mundo é pequeno. Mais pouco saudável soube
um jantar no qual nada muito bem, até porque
faltou, onde já saciados uma vez não são vezes.
e bem dispostos can- Museu Georges
támos os parabéns ao Pompidou cá vamos

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75 ANOS

Paris. deste local. O aspecto
Aqui, foi o momento encantador das lojas e
de dar vida à criança das imensas recorda-
que existe em cada um ções que aqui estavam
de nós. Desde aventuras à venda. Este foi o cul-
radicais, que envolve- minar desta visita a Pa-
ram loopings, voltas de ris, que terminou com
360º, montanhas-rus- chave d’ouro. Nessa
sas e Castelos de Prin- noite, completamente
cesas. Zonas dedicadas esgotados por tantas
à aventura, com Piratas aventuras, adormece-
e a Casa na Árvore da mos por poucas horas,
família Robinson. Voá- pois o regresso estava
presença – mais conhe- maior aptidão para mos com o Peter Pan e marcado para a madru-
cidos por fotografias. “marralhar” que outros. perdemo-nos no labirin- gada desse mesmo dia.
Os flashes seguiam- Certo e sabido é que to da Alice no País das Às cinco da manhã,
se numa parafernália sem sabermos estáva- Maravilhas. Passámos um autocarro esperava
de luz. As poses eram mos bem protegidos, no Nautilus das Vinte por nós, enquanto al-
Mil Léguas Submari- guns, ainda de olhos fe-
nas e rodopiámos nas chados corriam com as
loucas chávenas dan- bagagens na mão. Foi
çantes. Houve algumas uma madrugada atribu-
incursões pelo mundo lada mas tudo está bem
assustador da Casa As- quando acaba bem e,
sombrada. Fizemos uma quando o avião aterrou
viagem pelo mundo do no Porto, todos suspi-
Pinóquio e ficámos com rámos num misto de
os cabelos em pé com a emoções, sendo que,
Space Mountain. Nunca da nossa parte, fica a
esqueceremos o desfile certeza de uma visita
com as danças e os fa- recheada de bons mo-
tos das personagens, a mentos e, da partilha
música e toda a magia destas vivências com os
muitas e todos queriam pois dois polícias à pai-
plasmar para a eterni- sana acabaram por le-
dade aqueles momen- var um dos vendedores
tos. Na descida, as filas que tentava ganhar a
para o elevador foram vida. Ficámos apreensi-
momentos de grande vos e não pudemos dei-
expectativa e boa-dis- xar de sentir compaixão
posição, havendo lugar por aquele pobre ho-
para algumas piadas, mem, mas a verdade é
sobretudo sobre as vá- que as leis são para se
rias nacionalidades que cumprir… Flunch, Hotel,
se congregavam neste Diário de Bordo e cama.
mesmo espaço. Nesta altura já o cansa-
Já cá em baixo, os ço começa a dominar.
vendedores ambulan- As horas de sono são
tes povoavam o espaço poucas para repor as
quais aves de rapina energias.
tentando a sua sorte. Quarto dia da nos-
Foi altura de testar as sa estadia em Paris e,
capacidades de nego- provavelmente um dos
ciação dos presentes, mais aguardados – visi-
havendo alguns com ta à Disneyland Resort

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#1
2008 - 2009

Visitas de Estudo
5.º Ano - Guimarães
Rui Miguel Fernandes
5.º B

No dia 13 de Março os alunos de 5.º ano tiveram uma visita de estudo cujo destino era a bela cidade
de Guimarães.
Mal lá chegámos fomos ver a capela de S. Miguel onde os historiadores pensam que foi baptizado D.
Afonso Henriques. Uma capela grande apenas com uma pia baptismal e um quadro informativo sobre a
mesma.
Saímos e fomos ao Castelo de Guimarães. Grande, com muitas muralhas e seteiras. Infelizmente não
pudemos subir à torre principal pois era demasiado perigoso.
De seguida fomos ao Paço dos Duques de Bragança onde vimos demasiadas divisões restauradas há
alguns anos e soubemos o que acontecia em cada uma delas. Ficámos impressionados quando a senhora
nos disse que aquele edifício tinha 39 chaminés que, antes de restauradas, eram lareiras… não podiam
ter frio as pessoas que lá moravam. Não vimos os quartos pois estavam em restauro.
Fizemos um piquenique numa zona bastante agradável e depois fomos visitar o centro da cidade,
nomeadamente a parte histórica.
Quando regressámos ao Colégio tínhamos na memória aquela visita de estudo fantástica!

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