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UNIVERSIDADE TIRADENTES

MILDES FRANCISCO DOS SANTOS FILHO

The master’s tools will never dismantle the master’s
house

Fichamento
apresentado
à
disciplina Teoria dos Direitos
Humanos ministrada pelo professor
Ilzver Matos.

ARACAJU
2015

p. 1984. Em nosso mundo. 1984.1. p. The master’s tools will never dismantle the master’s house. Conteúdo fichado 2.”(LORDE. dividir e conquistar para se tornar encarregado de definir e força. deve ser vista como a reserva de polaridades necessárias para uma faísca nossa criatividade através de um processo dialético. Audre.1. As diferenças não devem ser vistos com a mera tolerância. p. . Desenvolvimento a) Exclusão dos espaços “A exclusão de qualquer reflexão sobre a consciência lésbica e da consciência das mulheres no Terceiro Mundo é uma grave falta de esta conferência e os trabalhos aqui apresentados. 2. p. 1984. as feministas acadêmicas não conseguem superar a primeira lição patriarcal. Ao não reconhecer as diferenças como uma força fundamental. New York: Crossing Press feminist series. bem e mal. 1984. Referência LORDE.112) b) Diferença como motor criativo “Promover a mera tolerância das diferenças entre as mulheres é incorrer no mais cruel do reformismo. os nossos pontos de vista pessoais contribuem para lançar as bases para a ação política.”(LORDE. In: Sister outsider: Essays and speeches. pelo contrário.”(LORDE. Supõe negar completamente a função criativa que as diferenças desempenham em nossas vidas. 110-113.111) c) Rejeição institucional da diferença “Boa parte da história ocidental europeia nos condiciona para que vejamos as diferenças humanas como oposições simplistas: dominante/dominado.111) “Em um mundo de possibilidades para todas.

e ensiná-las a reconhecer nossa existência. p.”(LORDE.114) d) Educar o opressor? “As mulheres de hoje se pede que se esforcem rios para fazer a ponte da ignorância masculina e educar os homens a aprender a reconhecer nossa existência e as nossas necessidades. 1984. p. 1984. sempre deve existir algum tipo de grupo que. A sociedade na qual o bem se define em razão dos benefícios e não das necessidade humanas. Em nossa sociedade o grupo é composto por pessoa negras e to terceiro mundo.superior e inferior. Que é uma maneira de desviar nossas energias e uma repetição lamentável do pensamento racista patriarcal. as velhas estruturas de opressão. Pois as ferramentas do amo nunca desmontam a casa do amo”(LORDE. por gente da classe trabalhadora.123) “O verdadeiro objetivo da mudança revolucionária não se limita à situação da opressão da qual pretendemos nos libertar. Agora somos informados de que corresponde as mulheres de cor a tarefa de educar as mulheres brancas. 123) .113) e) o opressor dentro de nós “Pois levamos incorporadas às velhas pautas que nos marcam umas expectativas e umas velhas formas de resposta.Todos os opressores sempre usaram essa arma básica: manter os oprimidos ocupados com as preocupações do mestre. p. nossas diferenças e nossas respectivas funções na luta conjunta pela sobrevivência. afrontando a sua resistência. pelos idosos e pelas mulheres”(LORD. sejam vistos como maus e ocupem o lugar de serem humanos inferiores ou que tenham sua humanidade negada. avança no sentido de que a referida mudança também diz respeito à libertação dessa parte opressora implantada profundamente em cada um de nós. mediante a opressão sistemática. e tudo isso será modificado sempre que forem modificadas as condições de vida que são consequências das mencionadas estruturas. fazendo-nos reproduzir às táticas dos opressores e as relações dos opressores. (FREIRE apud LORDE. p. 1984. 1984.

3. . focado na libertação das mulheres. Comentários O texto em comento trata das opressões e relaciona as diversas formas de marginalização. refletindo sobre os rumos que o feminismo deve tomar para criar um mundo diferente. sem o risco de reproduzir a exclusão e o silenciamento característicos do patriarcado. O contato com as mulheres negras e as suas vivências é fundamental para trazer uma visão abrangente de feminismo.