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pois este teve sua situação reconhecida por sentença em ação investigatória de paternidade. retornando os bens doados à titularidade de Aroldo. seja levada em conta a data de cada liberalidade. notadamente as prescrições do art. Relatórios médicos e depoimentos testemunhais referem que Aroldo padeceu de profunda depressão nos anos de 2008 e 2009. na qual consta que. Os irmãos Maria e José da Silva promoveram. mas apenas um preposto. b) Maria carece de legitimidade ativa por ter cedido seus direitos hereditários.1973).000.SENTENÇA CÍVEL Proferir sentença com base nos elementos do texto que segue. Além disso. i) caso assim não se entenda. caracterizariam doação universal.01. falecida no ano de 2001. Neles compareceu o preposto do Tabelião. tendo voltado a enriquecer em razão de sua enorme capacidade empreendedora. proferida após a data da última doação. com extensão dos efeitos da decisão a João da Silva. ainda. em datas diversas. já que referidas liberalidades frustraram suas expectativas patrimoniais. de 11. e) a ação está prescrita. nos quais Aroldo figura como doador e Armando e Antero como donatários de 60% e 40% dos bens. Após regular tramitação do processo aguarda-se seu julgamento. c) Aroldo carece de legitimidade passiva. Os réus contestaram conjuntamente. alegam e. Aduzem. a nulidade das doações pelo fato de que o Tabelião não se encontrava presente ao ato das assinaturas dos instrumentos de doação. dado que apenas Armando e Antero se beneficiaram das doações. são filhos de Aroldo havidos fora do casamento. mas dos anos de 2002. Alegam que. Os instrumentos de doação datam sempre do dia 02 de fevereiro. as liberalidades. declaração de rendimentos relativa ao exercício de 2012. argumentam que. tal qual afirmado pelas partes. 458. finalmente. Afirmam que. de modo que não houve o aperfeiçoamento das liberalidades. ainda. ainda. tendo sido acolhido por Armando em sua residência durante esse período. em momento difícil da vida do doador. Armando e Antero da Silva. no ano de 2010. na qual consta que Aroldo detém ativos que somam R$ 50. Dispensável o relatório. todos do mesmo valor. Encontram-se nos autos certidões comprobatórias do parentesco. g) se trata de mera hipótese de colação oportuna. que: a) quanto aos bens imóveis. f) a ação só poderia ser intentada após a abertura da sucessão. Aroldo detinha um apartamento de três dormitórios e dois imóveis comerciais localizados em bairro nobre da cidade. após a assinatura do último instrumento de doação. Consta. portanto. respectivamente. por si só. Segundo conclusão constante do laudo pericial. Sentem-se prejudicados em seus direitos hereditários. Há.00 (cinquenta milhões de reais). j) eventual redução incida sobre os bens doados na ordem por eles indicada.000. pleiteiam seja reconhecida a nulidade das doações. 2007 e 2010. enquanto que Armando e Antero são produtos do casamento daquele com Alice da Silva. pena de envolver herança de pessoa viva. d) atualmente Aroldo encontra-se em excelente situação financeira. h) as doações em benefício de Armando foram efetuadas em reconhecimento de apoio psicológico por ele prestado a Aroldo. Aroldo doou aos corréus. ação anulatória de doação contra Aroldo. admitindo a existência dos instrumentos de doação mencionados na petição inicial. Contudo. os instrumentos de doação não foram levados a registro em cartório de registro de imóveis. para o cálculo de eventual sobejo. conforme devidamente documentado. Foi juntado aos autos instrumento público no qual a autora Maria figura como cedente de seus direitos hereditários relativamente aos bens de seu genitor. Destacam-se alguns desses elementos probatórios.869. a quase totalidade de seu patrimônio. O conjunto probatório consistiu de documentos. 60% do remanescente em 2007 e 55% do que lhe restou em 2010. desrespeitando regras que limitariam tal espécie de disposição de bens. salvo com relação ao autor José. consideradas suas dimensões. instrumentos públicos de doação de bens imóveis. requerem. fazendo-o em favor de seus irmãos José e João. Nenhum deles foi levado a registro no Cartório de Registro de Imóveis. Há declaração de rendimentos. Aroldo doou o equivalente a 70% de seus bens no ano de 2002. perícias e depoimentos orais. juntamente com João da Silva. maculadas de nulidade. NÃO ASSINE ESTA FOLHA 5 TJSP1504/004-PrPrática-SentençaCível . observando as disposições do CPC/73 (Lei no 5. Diante desse quadro. em 05 de fevereiro de 2013.

entregou seu celular. contra quem Roberval desferiu dois disparos de arma de fogo. d) laudos periciais de exame necroscópico atestando as mortes da vítima Calixto e do assaltante Roberval. a quantia de R$ 560. Apurou-se que os réus se associaram para a prática de roubos a farmácias e. dele retirou o celular e a carteira. cor azul. Após os disparos. R$ 230. c) auto de exibição e apreensão de dinheiro.00 e o celular de uma das balconistas. Irritado. Marivaldo conduzia um veículo Parati. Em debates orais. § 3o. entraram e renderam todos os presentes. cujas placas foram anotadas por um comerciante vizinho. porém. Roberval e Orlando. Vila Tirol. transitada em julgado no ano de 2012. Em audiência. vindo a localizar a Parati. Decisão judicial indeferindo a preliminar por ser afeta ao mérito da pretensão acusatória e designando audiência de instrução. Aproveitando-se que o ofendido estava caído e indefeso. Anunciaram o assalto e exigiram a entrega de dinheiro. com Orlando. emprego de arma de fogo e concurso de pessoas. com Marivaldo foi encontrada quantia de R$ 200. agindo em concurso e com identidade de propósitos com Roberval (falecido). depoimentos das testemunhas e interrogatórios dos indiciados.). do mesmo modo. 381 e ss.00. Resposta dos réus. mediante grave ameaça e violência física exercidas com emprego de armas de fogo. três funcionárias e dois clientes.). estando Marivaldo e Orlando em seu interior. para si. Com as características pessoais dos assaltantes e dados do automóvel. debates e julgamento (fl. Marivaldo confessou que emprestara a arma para Roberval efetuar o assalto e indicou onde este morava. Marivaldo e Orlando foram presos em flagrante delito. na data dos fatos. aderindo cada qual à ação do outro. determinando a citação dos acusados e concedendo prazo para apresentação de resposta (fl. f) relatório da Autoridade Policial. na Rua Maresias. I. pertencente à Farmácia Saúde. foram denunciados como incursos nas sanções do artigo 157. Segundo a peça acusatória: “No dia 02 de abril de 2015. o Ministério Público requereu a condenação dos acusados pelo crime de latrocínio consumado. o ladravaz foi alvejado. ambos do Código Penal. 03 (três) aparelhos celulares das funcionárias do estabelecimento comercial. por volta de 15h30min.).SENTENÇA CRIMINAL Examine o seguinte resumo de um processo-crime hipotético e elabore uma sentença penal nos moldes do art. a vítima fatal. subtraíram.00 e o celular subtraído de outra vítima. o artigo 29. cliente que lá se encontrava. nesta cidade e Comarca de São Paulo. 118. transitada em julgado no ano de 2007. causando-lhe lesões que o levaram à morte.” II – Documentos encartados aos autos: a) auto de prisão em flagrante. de armas de fogo de Roberval e do policial e do veículo Parati. na troca de disparos. III – Atos processuais e manifestação das partes: Decisão de recebimento da denúncia. Roberval efetuou dois disparos que atingiram seu abdômen e o levou a óbito. Em busca pessoal. Indagados. qualificados nos autos. além de seus celulares. h) certidões cartorárias de Marivaldo: a) condenação por crime de roubo duplamente agravado. empunhando armas. Os policiais militares foram até o endereço mencionado. NÃO ASSINE ESTA FOLHA TJSP1504/005-PrPrática-SentençaCriminal 4 . Dispensável o relatório. foram ouvidas uma vítima e duas testemunhas de acusação. evadiram-se e entraram no veículo em que Marivaldo os aguardava para a fuga. o outro cliente.c. Orlando e Marivaldo. além de um quarto telefone móvel de Calixto. do Código de Processo Penal. a polícia militar foi acionada e realizou patrulhamento. com preliminar reclamando pela desclassificação para o crime de roubo duplamente majorado. Roberval os recebeu com disparos de arma de fogo. sendo os réus interrogados. celulares e carteiras. levando Roberval e Orlando. b) condenação por crime de furto qualificado pelo concurso de pessoas e rompimento de obstáculo. pois não entrou na esfera de seu conhecimento a intenção de matar adotada pelo infrator falecido (fls. ferido e veio a óbito. A cliente Maria das Dores. por volta das 20h. houve revide e. Calixto. As balconistas entregaram R$ 560. g) folha de antecedentes dos autuados. no entanto. recusou-se a entregar seus bens.00 (quinhentos e sessenta reais) em dinheiro. c. b) boletim de ocorrência. parou nas proximidades da drogaria para que os comparsas descessem e ingressassem no comércio. e) mídias gravadas em CDs contendo declarações das vítimas.

Em seguida. O roubador lhe desferiu um soco e uma coronhada. Até se esqueceu de pedir a arma de volta. Acontece que o outro cliente não se intimidou e desafiou o roubador. os detidos negaram a princípio. na segunda fase. ainda. tendo um comerciante vizinho anotado as placas. m) Interrogatório 1. foram recebidos por disparos provindos do interior da moradia. O depoente e os demais agentes da lei protegeram-se. os dois fugiram correndo. para onde eles deveriam correr após o roubo. No trajeto. k) Depoimento 1. Combinaram todos os passos da empreitada criminosa. Naquele dia. sendo o veículo oficial atingido severamente. por sua vez. Juntamente com sua guarnição.Pleiteia o afastamento de qualquer argumentação atinente à desclassificação para crime de menor importância. A Defesa. quando dois indivíduos armados entraram gritando que era um assalto. envolvido no roubo ocorrido durante a tarde em uma farmácia. Maria das Dores foi até a farmácia para adquirir um filtro solar. Já fizeram outras “fitas” e ele nunca deu bobeira. pois os réus confessaram o crime. busca o reconhecimento da participação de menor importância. Bairro das Flores. na primeira fase. bem como os seus aparelhos celulares. azul. responder pelo comportamento isolado do falecido Roberval. ocupado por dois jovens. por seu turno. Confessaram que o dinheiro foi partilhado entre eles e que o comparsa ficara com os aparelhos celulares e eles com o dinheiro. um entregou o telefone móvel. majorado pelo concurso de pessoas e emprego de armas. Indagados sobre o roubo. Encerrados os debates. mas depois admitiram e estavam muito assustados em virtude da morte de um cliente. No interior da residência. que a reprimenda de ambos seja majorada em função do concurso formal. pois tinha cheirado muito “pó”. rumou para a residência do infrator e. Na busca pessoal e no automóvel nada de ilícito foi encontrado. o infrator efetuou dois disparos de arma de fogo na altura do abdômen do cliente. fazendo com que caísse ao solo. que estava vazia e os fundos do imóvel davam para uma mata. mais disparos foram efetuados em sua direção. Luiz Carlos Azevedo. mas o homem não cedeu. O criminoso “ficou irado” e o agrediu fisicamente. mas o outro se recusou. admitiu ter participado do roubo. ameaçando funcionários e clientes. O assalto durou 05 minutos. recebeu a informação de que um dos roubadores estava em sua casa. Edilene era funcionária da Farmácia Saúde. ingressaram na casa. j) Declarações. Como Orlando possuía uma arma. especialmente o dinheiro dos caixas. Na sequência. Foram para a farmácia e estacionou próximo. Marivaldo alegou que estava em dificuldade financeira e convidou os demais para o assalto. A declarante e suas duas colegas retiraram os valores e entregaram. que não seja permitido o recurso em liberdade. Quando o SAMU chegou era tarde. Roberval disparou e estragou tudo. Diversos policiais também dispararam suas armas de fogo. l) Depoimento 2. por conseguinte. NÃO ASSINE ESTA FOLHA 5 TJSP1504/005-PrPrática-SentençaCriminal . os quais foram abordados. Desconhece outros detalhes do crime. Queria roubar. emprestou a sua para Roberval. o magistrado determinou que os autos lhe viessem conclusos para sentença. Quando perceberam que o atirador fugiu. apavorada. encontrou o carro. já que 05 vítimas tiveram seus patrimônios ofendidos. n) Interrogatório 2. pois aquele já estava morto. mas não adiantou. exigindo dinheiro e celular de todos. bem como. o infrator retirou sua carteira e seu celular. citando doutrina e jurisprudência. Pretende. Por fim. Não pode responder por um crime que não cometeu. nada mais. policial militar. subtraiu sua carteira e celular e os criminosos fugiram. o ladravaz se afastou e disparou duas vezes. i) Declarações. evidenciando que jamais tiveram o dolo de matar a vítima. pois Roberval tinha disparado contra um cliente e parece que não resistiria. pois os réus concorreram para o delito mais grave. de modo que não se envolveu na ação dos comparsas. mas Roberval estava louco. Em diligências. por fim. exigindo a entrega de tudo que fosse de valor. mas jamais um latrocínio. informou que estava em patrulhamento e foi acionado pelo COPOM sobre um veículo localizado na Rua da Névoa. no cálculo das penas que. altura do no 1000. tendo ficado no veículo para lhes dar fuga. Tem sua arma e Roberval recebeu uma de Marivaldo. encontrou 03 celulares e a carteira de uma das vítimas. Solicitou apoio e uma viatura foi atrás do assaltante que faleceu na troca de disparos. dizendo que nada daria. Orlando. Acrescenta que quer colaborar com a justiça e que jamais algum dos três cogitou disparar a arma no assalto. foram apreendidos o valor de R$ 200. tão logo estacionaram a viatura. entregou o seu celular. Não podem. Em seguida. Estava trabalhando quando dois assaltantes lá ingressaram. Em poder de cada infrator. ambos quiseram participar de um crime de roubo. sejam considerados os maus antecedentes de Marivaldo (condenado definitivamente por crime de roubo em 2007). que os assaltantes ingressaram em um veículo Parati. quando pôde visualizar o criminoso e teve início uma troca de disparos. Quando entraram no veículo. Antonio Sergio da Luz. depois. Soube da troca de disparos de arma de fogo com a PM e que ele (Roberval) havia falecido.00 e um aparelho celular. A depoente soube. revoltado. policial militar. a qual pode ser compensada com a confissão espontânea. Com a vítima caída. sendo o assaltante atingido na cabeça. Um dos roubadores ainda determinou que os clientes também entregassem seus celulares. dizendo que aceitou o convite formulado por Marivaldo para a “fita” na farmácia. pediram que saísse em alta velocidade. sua reincidência (condenação definitiva por crime de furto em 2012). Anota que Marivaldo sequer ingressou no estabelecimento. Levou Roberval para a casa dele e ficou com Orlando. ambos portando revólveres. Em nenhum momento pensou que Roberval ia disparar. relatou que se deslocou em apoio à viatura do Sargento Azevedo. Ou seja. na terceira fase.