se basearão e os métodos que deverão nortear a colaboração futura

das igrejas cristãs."
Ecumenismo

União das Igrejas:

Católico

Romano

"Da parte da Igreja Católica não
houve, de início, grande receptividade ao ecumenismo protestante e
a quaisquer outros movimentos
tendentes à união, que não tomassem em conta o fato de ser ela a
única Igreja plenamente verdadeira. Achava-se que uma aproximação em termos de negociações que
não se encaminhassem para o regresso puro e simples dos cristãos
separados de Roma à antiga unidade, resultaria em prejuízo do
testemunho de fé integral que a
Igreja de Cristo deve a si mesma
e a todos os cristãos. Por isso até
há poucos anos não existiu propriamente u m 'movimento ecumênico' no sentido que hoje se dá a
esta expressão, incentivado oficialmente pela Igreja de Roma, se
bem que os papas se tenham i n -

0GrandeSinaldoFim
2. Pane
a

Origem do Ecumenismo
Protestante
A

IDÉIA da união dos cristãos
partiu
do
protestantismo.
Em 1910, na cidade de Edimburgo foi realizada uma conferência
com a participação de representantes de várias denominações evangélicas a f i m de tratarem de assuntos relacionados com a obra missionária, no mundo.
"Interessante notar que o princípio do ecumenismo protestante
teve como pretexto a obra missionária, sob a alegação de que exigindo esta um dispêndio muito
grande de recursos materiais e h u manos, nenhuma igreja estará em
condições de realizá-la sozinha.
Daí a necessidade de uma conjugação de esforços nessa direção."
Outros encontros foram realizados, desde então, sendo que o último deles foi realizado em Berl i m , em fins de outubro de 1966,
tendo comparecido vários observadores católico romanos.
"O ponto culminante do movi-

mento ecumenista protestante pode ser considerado a organização
do Conselho M u n d i a l de Igrejas,
levado a cabo em 1948, na cidade
de Amsterdã, Holanda, com a presença de 147 igrejas de 44 países,
num total de 351 delegados." Dal i para cá outras igrejas passaram
a participar do Conselho, sendo
que atualmente conta com 214
igrejas-membros.
Em 3 de abril de 1959 o Rev.°
Eugênio C. Blake, alto dignitário
da Igreja Protestante dos Estados
Unidos, fêz u m veemente apelo à
Igreja Católica para que participasse do Conselho M u n d i a l de Igrejas, "salientando que o referido organismo é o melhor instrumento
de reaproximação das igrejas."
A Igreja Católica, apesar de não
se ter associado diretamente ao
Conselho, está, no entanto, colaborando com êle de maneira positiva. Para tanto, em fevereiro de
1965 "aceitou a proposta da referida entidade para a criação de
uma comissão conjunta a f i m de
determinar os princípios em que

clinado para êle desde Leão X I I I . "
" À medida que se expandia o
movimento ecumênico, . . . a Igreja Católica o reconheceu como
bom, e pouco e pouco o adotou
francamente, dando-lhe u m impulso que nunca havia alcançado."
"Até 2 de dezembro de 1959 a
atitude oficial da Igreja Romana,
em face do ecumenismo protestante, foi de retraimento. Em todos
os movimentos anteriores o catolicismo se manteve distante. T a l
foi a atitude de Roma até o advento do Papa João X X I I I . Atitude de expectativa."
"O anterior chefe da Igreja Católica rompeu com a atitude glacial por ela mantida até então perante o ecumenismo protestante.
Em 2 de julho de 1959 lançou
sua primeira encíclica ' A d Petri
Cathedram', em que manifesta a
deliberação de convocar u m concilio ecumênico, e na qual faz u m
apelo para a união de todos os
cristãos, nas seguintes palavras:
'Permiti que, com u m desejo afetuoso apele a vós irmãos e filhos,