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13/10/2015 Vol.

 XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II…

Vol. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS
RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE III) (1915 [1914])
NOTA DO EDITOR INGLÊS

BEMERKUNGEN ÜBER DIE ÜBERTRAGUNGSLIEBE

(a) EDIÇÕES ALEMÃS:

1915 Int. Z. Psychoanl., 3, (1), 1­11.

1918 S. D. S. N., 4, 453­69. (1922, 2ª ed.)

1924 Technik und Metapsychol. 120­35.

1925 G. S., 6, 120­35.

1931 Neurosenlehre und Technik, 385­96.

1946 G. W., 10, 306­21.

(b) TRADUÇÃO INGLESA:

‘Further Recommendations in the Technique of Psycho­Analysis: Observations on Transference­Love’

1924 C.P., 2, 377­91. (Trad. de Joan Riviere.)

A presente traducão inglesa, com o título alterado, é versão modificada da publicada em 1924.

Quando este artigo foi publicado pela primeira vez (em começos de 1915), seu título era: ‘Weitere Ratschläge zur
Technik der Psychoanalyse (III): Bemerkungen über die Übertragungsliebe.’ O título da versão inglesa de 1924, tal
como fornecido acima, é tradução disto. As edições alemãs, de 1924 em diante, adotaram o título mais curto.

O  Dr.  Erneste  Jones  nos  conta  (1955,  266)  que  Freud  considerava  este  o  melhor  da  presente  série  de  trabalhos
técnicos. Uma carta escrita por Freud a Ferenczi, em 13 de dezembro de 1931, com respeito às inovações técnicas
introduzidas pelo último, constitui interessante pós­escrito a este artigo. Ela foi publicada pelo Dr. Jones quase no
final do Capítulo IV de seu terceiro volume da biografia de Freud (1957, 174 e segs.)

OBSERVAÇÕES  SOBRE  O  AMOR  TRANSFERENCIAL  (NOVAS  RECOMENDAÇÕES  SOBRE  A
TÉCNICA DA PSICANÁLISE III)

Todo  principiante  em  psicanálise  provavelmente  se  sente  alarmado,  de  início,  pelas  dificuldades  que  lhe  estão
reservadas quando vier a interpretar as associações do paciente e lidar com a reprodução do reprimido. Quando
chega  a  ocasião,  contudo,  logo  aprende  a  encarar  estas  dificuldades  como  insignificantes  e,  ao  invés,  fica
convencido  de  que  as  únicas  dificuldades  realmente  sérias  que  tem  de  enfrentar  residem  no  manejo  da
http://www.freudonline.com.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 1/9

 do médico  que  a  está  analisando.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 2/9 .  Ele  deve  reconhecer  que  o enamoramento da paciente é induzido pela situação analítica e não deve ser atribuído aos encantos de sua própria pessoa; de maneira que não tem nenhum motivo para orgulhar­se de tal ‘conquista’.  é  tão  inevitável  e  tão  difícil  de  esclarecer. assim como o analista optará pela segunda.  Recentemente  desprezei  esta  questão  da  discrição  a  certa  altura.13/10/2015 Vol. Após a paciente ter­se enamorado de seu médico.  temos  aqui  uma contradição  insolúvel.  Ela  é também  determinada  por  tantos  e  tão  complicados  fatores. sem dúvida. Para o médico. ou declara abertamente. um terceiro desfecho concebível. Entre as situações que surgem a este respeito.  mais  freqüente.  Mas  esse  caminho  é  impossível  por  causa  da  moralidade  convencional  e  dos  padrões profissionais. que se enamorou. É que eles iniciam um relacionamento amoroso ilícito e que não se destina a durar  para  sempre.  as  coisas  que  se  relacionam  com  o amor são incomensuráveis; acham­se. o mesmo acontecerá com o terceiro médico. Para a paciente. com outro médico.  Se  uma  paciente  enamorou­se  de  seu  médico. o fenômeno significa um esclarecimento valioso e uma advertência útil contra qualquer tendência a  uma  contratransferência  que  pode  estar  presente  em  sua  própria  mente. Mas visto que nós.  mediante  indicações inequívocas. selecionarei uma que é muito nitidamente definida; e selecioná­la­ ei. Há. escritas numa página especial em que nenhum outro texto é  tolerado.  que  uma discussão  sobre  o  assunto. que até mesmo parece compatível com a continuação do tratamento. é que todas as circunstâncias permitam uma união legal  e  permanente  entre  eles;  o  outro. E é sempre bom lembrar­se disto. como se houvesse sido interrompido por algum fenômeno elementar. Tomemos o caso do segundo desfecho da situação que estamos considerando. Para  um  leigo  instruído  (a  pessoa  civilizada  ideal.  Não  obstante. Este fenômeno.  e  demonstrei  como  esta mesma situação transferencial retardou o desenvolvimento da terapia psicanalítica durante sua primeira década.  Esta  situação  tem  seus  aspectos  aflitivos  e  cômicos. como sabemos. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… transferência. que ocorre constantemente e que é. como seria chamada fora da análise. por assim dizer. um dos fundamentos da teoria  psicanalítica.  Deparamos  constantemente  com  a obrigação à discrição profissional – discrição que não se pode dispensar na vida real.  parece  a  tal  leigo  que  são  possíveis  apenas  dois desfechos.  é  que  médico  e  paciente  se  separem  e  abandonem  o trabalho que começaram e que deveria levar ao restabelecimento dela. que acontece de modo comparativamente raro. Mas acho que temos aqui um caso em que a decisão não pode  ser  deixada  ao  terno  –  ou  antes. contudo. como qualquer outra mulher mortal poderia fazê­lo.  pode  ser  avaliado  a  partir  de  dois  pontos  de  vista.  porque  ocorre  muito  amiúde  e  é  tão  importante  em  seus  aspectos  reais  e  em  parte  devido  ao  seu interesse  teórico. se romper com ele e recomeçar outra vez.  bem  como  os  sérios. há duas alternativas: abandonar o tratamento psicanalítico ou aceitar enamorar­se de seu médico como um destino inelutável. O que acontece a seguir é que ela sente se ter enamorado deste segundo médico também; e.freudonline.  para  atender  a  uma  necessidade  vital  da  técnica  analítica.  o  do  médico  e  o  da  paciente  que  dele necessita.  em  parte.  egoísta  e  ciumento  –  cuidado  dos  parentes.  Qualquer  parente  que  adote  a  atitude  de  Tolstoi  em  relação  ao  problema  pode http://www. Não tenho dúvida de que os parentes e amigos da paciente se decidirão enfaticamente pela primeira destas duas alternativas.  tão  inequivocamente  quanto possível.  O  que  tenho  em  mente  é  o  caso  em  que  uma  paciente  demonstra.  o  nosso  leigo  implorará  ao  analista  que  lhe  assegure.  já  há  muito  se  fazia necessária. mas que é inútil em nossa ciência. e assim por diante. É claro que um psicanalista tem de encarar as coisas de um ponto de vista diferente.com. que rimos das fraquezas de outras pessoas. nem sempre estamos livres delas. que esta terceira alternativa se acha excluída.  Somente  o  bem­estar  da paciente  deveria  ser  a  pedra  de  toque;  o  amor  dos  parentes  não  pode  insistir  que  é  indispensável  para  a consecução  de  certos  fins.  em  relação  à  psicanálise). até agora  não  estivemos  precisamente  apressados  em  cumprir  esta  tarefa. Mas logo o estado da paciente obriga­a a fazer uma segunda tentativa de análise. eles se separam; o tratamento é abandonado.  Na  medida  em  que  as  publicações  psicanalíticas  também  fazem  parte  da  vida  real. Um.

Mas  como  deve  o  analista  comportar­se. Abandona seus sintomas ou não lhes presta atenção; na verdade.  Agora. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… permanecer na posse imperturbada de sua esposa ou filha; mas terá de tentar suportar o fato de que ela. fadado a permanecer oculto e não analisado.  Nenhum  médico  que  experimente  isto  pela  primeira  vez  achará  fácil  manter  o  controle sobre o tratamento analítico e livrar­se da ilusão de que o tratamento realmente chegou ao fim. A situação.  trabalho  da resistência.  esta modificação ocorre muito regularmente na ocasião precisa em que se está tentando levá­la a admitir ou recordar algum fragmento particularmente aflitivo e pesadamente reprimido da história da sua vida.  se  estiver  persuadido  de  que  o tratamento deve ser levado avante. declara que está boa. de maneira que. apesar desta transferência erótica.  Ela  ficou inteiramente  sem  compreensão  interna  (insight)  e  parece  estar  absorvida  em  seu  amor.  Ademais.  em  grande  parte. podemos suspeitar que.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 3/9 . Se se examinar a situação mais de perto.  Todos  estes  motivos  acessórios.com.  Primeiro  e  antes  de  tudo. e que deve enfrentá­la com calma? http://www. alguns acham­se vinculados ao enamoramento e outros são expressões específicas da resistência. Com referência à resistência. o pai ou marido ciumento está grandemente equivocado se pensa que a paciente escapará de enamorar­se do médico se ele entregá­la a algum outro tipo de tratamento. de modo a que o tratamento possa progredir’. pode esperar se chamado à ordem por isso. e não falará ou ouvirá a respeito de nada que não seja o seu amor. Chegou  ao  meu  conhecimento  que  alguns  médicos  que  praticam  a  análise  preparam  freqüentemente  suas pacientes  para  o  surgimento  da  transferência  erótica  ou  até  mesmo  as  instam  a  ‘ir  em  frente  a  enamorar­se  do médico. desviar todo o seu interesse do trabalho e colocar o analista em posição canhestra.  por  longo  tempo;  mas  agora  a  resistência  está  começando  a  utilizar  seu  amor  a  fim  de  estorvar  a continuação do tratamento. Acima de tudo. ocasionalmente.  tudo  isto  passou. Assim procedendo. que exige que seja retribuído. Do primeiro  tipo  são  os  esforços  da  paciente  em  certificar­se  de  sua  irresistibilidade.  por  exemplo. que  não  a  análise. foram. ela faz uso de uma declaração de amor da paciente como meio de colocar à prova a severidade do analista. a fim de justificar ainda mais enfaticamente o funcionamento da  repressão.  um  grito  de  incêndio  se  erguer  durante  uma representação  teatral. sua aceitação das explicações analíticas. nunca poderá prestar ao restabelecimento da paciente a contribuição que a análise dele teria extraído. sua notável compreensão e o alto grau de inteligência que apresentava  deveriam  ser  atribuídos  a  esta  atitude  em  relação  ao  médico. Ela esteve enamorada. Por mais dócil que tenha sido até então. certamente não parece que o fato de a paciente se enamorar na transferência possa resultar em qualquer vantagem para o tratamento.13/10/2015 Vol. ela repentinamente perde toda a compreensão do tratamento e todo o interesse nele. Dificilmente posso imaginar procedimento mais insensato.  em  destruir  a  autoridade  do médico  rebaixando­o  ao  nível  de  amante  e  em  conquistar  todas  as  outras  vantagens  prometidas. de sua parte. porém.  para  combater­lhe  a  neurose. no futuro. e pôde­se ter certeza de que a docilidade dela.freudonline. encarados por Adler como parte essencial de todo o processo.  que  são incidentais à satisfação do amor. Uma  pequena  reflexão  capacita­nos  a  encontrar  orientação.  a  única  diferença  será  que  um  amor  deste  tipo. Além disso. À primeira vista.  mantém­se  na  mente  a suspeita de que tudo que interfere com a continuação do tratamento pode constituir expressão da resistência. se ele mostra sinais de complacência. fica­se com a  impressão  de  que  a  resistência  está  agindo  como  um  agent  provocateur;  ela  intensifica  o  estado  amoroso  da paciente e exagera sua disposição à rendição sexual.  a  fim  de  não  fracassar  nessa  situação. Há muito notaram­se na paciente sinais de uma transferência afetuosa. o analista priva o fenômeno do elemento de espontaneidade que é tão convincente e cria para si próprio. Não pode  haver  dúvida  de  que  a  irrupção  de  uma  apaixonada  exigência  de  amor  é. como sabemos. reconhece­se a influência de motivos que complicam ainda mais as coisas – dos quais. portanto.  ao  apontar  os  perigos  de  tal  licenciosidade.  Pelo  contrário. obstáculos difíceis de superar. Há uma completa mudança de cena; é como se uma peça de fingimento houvesse sido interrompida pela súbita  irrupção  da  realidade  –  como  quando. é semelhante à de um tratamento ginecológico. afinal.  que  em  casos  mais simples podem não se achar presente. mantém a neurose e a interferência com sua capacidade de amar que aquela acarreta.

 pois a condição da paciente é tal que.  supondo  que  ambas  as  partes  fossem  livres. Nosso controle sobre nós mesmos não é tão completo que não possamos subitamente. neste caso. abordaremos agora este assunto. ela é incapaz de alcançar satisfação real. a estas expectativas – nem a primeira nem a segunda delas. fixarei como princípio fundamental que se deve permitir que a necessidade e anseio da paciente nela persistam.  a  fim  de podermos definir os limites de sua possível aplicação. mas uma maneira insensata.  portanto. com a melhor das intenções. prosseguir com o trabalho da análise. mas. Visto exigirmos estrita sinceridade de nossos pacientes.  renunciar  ou  sublimar  seus  instintos. é muito provável que se traia. Admitamos  que  este  princípio  fundamental  de  o  tratamento  ser  levado  a  cabo  na  abstinência  estenda­se  muito além  do  caso  isolado  que  estamos  aqui  considerando.  recuso­me  a  atender  à  segunda  das  expectativas  que  mencionei.com. É perigoso desviar­se deste fundamento.freudonline.13/10/2015 Vol.  Instigar  a paciente  a  suprimir. devêssemos mandá­lo de volta para baixo.  Como sabemos. colocamos em perigo toda a nossa autoridade. e que devemos cuidar de apaziguar estas forças por meio de substitutos. Seria exatamente como se.  ao  invés  disso. Não atenderei. que adquirimos por manter controlada a contratransferência. nem a privação de tudo o que a paciente deseja.  se  aproveitasse  dessa  liberdade  para  retribuir  o amor da paciente e acalmar sua necessidade de afeição? http://www. Encontro­me.  até  que  se  possa  orientar  o relacionamento para canais mais calmos e elevá­lo a um nível mais alto. um  dia. se nos deixarmos ser por eles apanhados num desvio da verdade.  Não  devemos  iludir­nos  sobre  o  êxito  de  qualquer  procedimento  desse  tipo. Já deixei claro que a técnica analítica exige do médico que ele negue à paciente que anseia por amor a satisfação que  ela  exige.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 4/9 .  Com  isto  não  quero  significar  apenas  a abstinência física. a fim de poderem servir de forças que a incitem a trabalhar e efetuar mudanças. Em vez disso.  em  evitar  qualquer  complementação  física  desta  afeição.  que  a  certas  pessoas  se  recomendaria  como especialmente engenhoso.  contudo. mediante astutos encantamentos. mas sim para médicos que têm sérias dificuldades com que lutar. deve  ponderar  que  chegou  sua  vez  de  apresentar  à  mulher  que  o  ama  as  exigências  da  moralidade  social  e  a necessidade de renúncia. havendo dominado o lado animal do seu eu (self). Todo aquele que se tenha embebido na técnica analítica não mais será capaz de fazer uso das mentiras e fingimentos que um médico normalmente acha inevitáveis; e se. conseguir fazê­las abandonar seus desejos e. O que poderíamos oferecer nunca seria mais que um substituto. pois talvez nenhuma pessoa enferma pudesse tolerar isto. a experiência de se deixar levar um pouco por sentimentos ternos em relação à paciente não é inteiramente sem perigo. Tampouco  posso  eu  advogar  um  caminho  intermediário. posso remontar a prescrição moral à sua fonte. e também porque. porque não estou escrevendo para pacientes. Minha objeção a este expediente é que o tratamento  analítico  se  baseia  na  sinceridade. Ainda  mais  decididamente. tentar fazê­lo.  e  que  ele  necessite  ser  completamente  debatido.  A  paciente  sentirá  apenas  humilhação  e  não deixará de vingar­se por ela. ao mesmo  tempo. após invocar um espírito dos infernos. seria. em quaisquer  circunstâncias  aceitar  ou  retribuir  os  ternos  sentimentos  que  lhe  são  oferecidos;  que. Consistiria em declarar que se retribuem os amorosos sentimentos da paciente.  um  susto. sem lhe haver feito uma única pergunta.  sem  qualquer alteração no resultado. nesta ocasião. apenas para reprimi­lo mais  uma  vez.  as  paixões  pouco  são  afetadas  por  discursos  sublimes. a conveniência. na feliz  posição  de  poder  substituir  o  impedimento  moral  por  considerações  de  técnica  analítica.  O  tratamento  deve  ser  levado  a  cabo  na  abstinência.  ir  mais  além  do  que  havíamos  pretendido. Ter­se­ia trazido o reprimido à consciência.  Em  minha  opinião. Além disso. ou seja.  não  devemos  abandonar  a neutralidade para com a paciente. mas manter­nos­ emos tão próximos quanto possível da situação de que partimos.  e  neste  fato  reside  grande  parte  de  seu  efeito  educativo  e  de  seu valor ético.  no  momento  em  que  ela  admitiu  sua  transferência erótica. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… Ser­me­ia fácil enfatizar os padrões universalmente aceitos de moralidade e insistir que o analista nunca deve. A primeira. até que suas repressões sejam removidas. não uma maneira analítica de lidar com eles. O que aconteceria se o médico se comportasse diferentemente  e. Todavia. contudo.

  de  modo  igualmente  resoluto. mas simplesmente empurrada para segundo plano.  No  curso  ulterior  do  relacionamento  amoroso. mas o pastor foi embora com um seguro. menos violentas em  seu  amor. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… Se ele houvesse sido guiado pelo cálculo de que esta concordância de sua parte lhe garantiria o domínio sobre a paciente  e  assim  capacitá­lo­ia  a  influenciá­la  a  realizar  as  tarefas  exigidas  pelo  tratamento  e.  ela expressaria todas as inibições e reações patológicas de sua vida erótica. Tem­se de bater em retirada.  a  porta  do  quarto  do  doente  se  abriu.freudonline. em repetir na vida real o que deveria apenas ter lembrado.  ao  pastor  e  ao  corretor  de  seguros. mas tratá­lo como algo irreal.com.  Em  tal  caso. O amor genuíno.  acima  de  tudo.  portanto. são acessíveis apenas à ‘lógica da sopa. [‘Suppenlongik mit Knödelgründen’. Existe. a fim de adquirir valor aos olhos do médico e preparar­se para a vida real.  segundo  a  divertida  anedota.  O  relacionamento  amoroso. estava à morte e seus parentes insistiram em trazer um homem de deus para convertê­lo  antes  de  morrer. A partir destas. que não toleram substitutos. mas uma derrota completa para o tratamento. Ela teria alcançado sucesso naquilo por que todos os pacientes lutam na análise – teria tido êxito em atuar (acting out). com bolinhos por argumentos’. sem satisfazê­la.)] Com tais  pessoas  tem­se  de  escolher  entre  retribuir  seu  amor  ou  então  acarretar  para  si  toda  a  inimizade  de  uma mulher desprezada.  Por  fim. livre pensador.  Deve manter um firme domínio do amor transferencial. todas as fantasias que surgem de seus desejos sexuais. não logrará êxito.  A  entrevista  durou  tanto  tempo  que  aqueles  que  esperavam  do  lado  de  fora começaram  a  ter  esperanças.  é acentuar para a paciente o elemento inequívoco de resistência nesse ‘amor’.  para  debaixo  de  seu controle. liberar­se permanentemente de sua neurose.  O  que  fazemos. A paciente alcançaria o objetivo dela. dizemos.  O  caminho  que  o  analista  deve  seguir  não  é  nenhum  destes;  é  um  caminho  para  o  qual  não  existe modelo na vida real. mais  prontamente  poderá  extrair  da  situação  seu  conteúdo  analítico.  podem  ser  gradativamente  levadas  a  adotar  a  atitude  analítica.  recusar­lhe  qualquer  retribuição. como uma situação que se deve atravessar  no  tratamento  e  remontar  às  suas  origens  inconscientes  e  que  pode  ajudar  a  trazer  tudo  que  se  acha muito  profundamente  oculto  na  vida  erótica  da  paciente  para  sua  consciência  e. Ele tem de tomar cuidado para não se afastar do amor transferencial.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 5/9 . torná­la­ia dócil  e  intensificaria  sua  presteza  em  solucionar  os  problemas  de  seu  caso. O que aconteceria ao médico e  à  paciente  seria  apenas  o  que  aconteceu.  O  livre  pensador  não  havia  sido convertido.  simplesmente  porque  o  homem  de quem  está  enamorada  espera  isso  dela. ela própria abrirá o caminho para as raízes infantis de seu amor.  O corretor de seguros. repeli­lo ou torná­lo desagradável  para  a  paciente;  mas  deve. determinada classe de mulheres com quem esta tentativa de preservar a transferência erótica para fins do trabalho analítico.  destrói  a  suscetibilidade  da  paciente  à  influência  do tratamento analítico. Se os avanços da paciente fossem retribuídos. isso constituiria grande triunfo para ela. é verdade. Muitos analistas indubitavelmente estarão de acordo sobre o método pelo qual outras mulheres. mas ele nunca alcançaria o seu.  quanto  que  seja suprimido. (Transcrito erradamente por Freud: ‘Knödelargumenten’.  ela  alegremente  escolheria  a  estrada  da  conclusão  do tratamento. e tudo o que se pode fazer é revolver na própria mente o problema de como é que uma capacidade de neurose se liga a tão obstinada necessidade de amor.  portanto. nas palavras do poeta. sentir­se­á então segura o bastante para permitir que todas as suas precondições para amar.  dessa  maneira. É.  Quanto  mais  claramente  o  analista  permite  que  se  perceba  que  ele  está  à  prova  de  qualquer  tentação. Trata­se de mulheres de paixões poderosas. então a experiência inevitavelmente mostrar­lhe­ia que seu cálculo estava errado. reproduzido como material psíquico  e  mantido  dentro  da  esfera  dos  eventos  psíquicos.  tão  desastroso  para  a  análise  que  o  anseio  da  paciente  por  amor  seja  satisfeito. todas as características pormenorizadas de seu estado amoroso venham à luz.  cuja  repressão  sexual naturalmente ainda não foi removida. São filhas da natureza que se recusam a aceitar o psíquico em lugar do material e que.  em  verdade. Em nenhum dos casos se podem salvaguardar os interesses do tratamento.  A  paciente. sem sucesso. sem que houvesse qualquer possibilidade de  corrigi­las;  e  o  episódio  penoso  terminaria  em  remorso  e  num  grande  fortalecimento  de  sua  propensão  à repressão.13/10/2015 Vol. Uma combinação dos dois seria impossível. de ‘Die Wanderraten’ de Heine. onde este sentimento de http://www.

 ela está mostrando um espírito teimoso e rebelde.  Pois. Resumamos.  Não  temos  o  direito  de  contestar  que  o  estado  amoroso  que  faz  seu  aparecimento  no decurso do tratamento analítico tenha o caráter de um amor ‘genuíno’.  O  papel  desempenhado  pela  resistência  no  amor  transferencial  é inquestionável  e  muito  considerável. é provocado pela situação analítica; em segundo.freudonline.com. mas compõe­se inteiramente de repetições e cópias de reações anteriores. que domina a situação; e.  estamos  realmente  dizendo  a  verdade.  abandonou  todo  o  interesse  no  tratamento  e  claramente  não  sente  respeito  pelas  convicções  bem fundadas  do  médico. Em outras palavras: podemos verdadeiramente dizer que o estado de enamoramento que se manifesta no tratamento analítico não é real? Acho que dissemos à paciente a verdade. como o faz. falta­lhe em alto grau  consideração  pela  realidade.  se  ele  recusa  seu  amor. ao instituir o tratamento analítico a fim de curar a neurose.  portanto. mas não toda a verdade. e não o que é essencial.  O  segundo  argumento  é  muito  mais  débil.  menos  interessado  nas  conseqüências  e  mais  ego  em  sua avaliação  da  pessoa  amada  do  que  estamos  preparados  para  admitir  no  caso  do  amor  normal. Em vez disso. trata­se http://www.  sob  o  disfarce  de  estar  enamorada  dele;  e. exatamente como agora está fazendo por amor ostensivo.  apresentamos  o  fato  de  que  ele  não  exibe  uma  só característica nova que se origine da situação atual. Prometemos provar isso mediante uma análise pormenorizada do comportamento da paciente no amor.13/10/2015 Vol. isto é suficientemente explicado pelo fato de que estar enamorado na vida comum. inclusive infantis. Todavia. Para ele. apontamos nós. é a primeira destas três características do amor transferencial que constitui o fator decisivo. é grandemente intensificado pela resistência.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 6/9 . Se se acrescenta a dose necessária de paciência a estes argumentos. apresentando­os  à  paciente.  é  menos  sensato. o amor transferencial caracteriza­se por certos aspectos que lhe asseguram posição especial. Se parece tão desprovido de normalidade.  Não  devemos esquecer. É precisamente desta determinação infantil que ele recebe seu caráter compulsivo.  gostaria  agora  de  examinar  estes  argumentos  com  olhos  críticos  e  levantar  a  questão  de  saber  se.  ou  se  não  nos  estamos  valendo. Por que outros sinais pode a genuinidade de um amor ser reconhecida? Por sua eficácia.  a  resistência. que esses afastamentos da norma constituem precisamente aquilo que é essencial a respeito de estar enamorado.  não  se  compunge  por  colocá­lo  numa  situação  difícil. fora da análise.  não  cria  esse  amor;  encontra­o pronto. Não obstante. Dos nossos dois  argumentos. é geralmente possível superar a difícil situação e  continuar  o  trabalho  com  um  amor  que  foi  moderado  ou  transformado;  o  trabalho  visa  então  a  desvendar  a escolha objetal infantil da paciente e as fantasias tecidas ao redor dela.  o  primeiro  é  o  mais  forte.  em  nosso desespero.  Tampouco  a  genuinidade  do  fenômeno  deixa  de  ser provada  pela  resistência.  como  o  dever  e  a compreensão compelem­no a fazer.  É  verdade  que  o  amor  consiste  em  novas adições de antigas características e que ele repete reações infantis. contudo.  faz  uso  dele  e  agrava  suas  manifestações.  Está  assim  expressando  uma  resistência.  afinal  de  contas.  Entretanto. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… amor poderia encontrar lugar adequado. o patológico. Quanto à linha de ação do analista.  além disso. de ocultamentos e deturpações. beirando. sua utilidade em alcançar o  objetivo  do  amor?  A  esse  respeito. em terceiro. ela pode representar o papel de mulher desprezada e então afastar­se de seus esforços terapêuticos por vingança e ressentimento. Não existe estado deste tipo que não reproduza protótipos infantis. Como  segundo  argumento  contra  a  genuinidade  desse  amor. Ele evocou este amor. sem atentar para as conseqüências.  o  amor  transferencial  não  parece  ficar  devendo  nada  a  ninguém;  tem­se  a impressão de que se poderia obter dele qualquer coisa. é também mais semelhante aos fenômenos mentais anormais que aos normais. O amor transferencial possui talvez um grau menor de liberdade do que o amor que aparece na vida comum e é chamado de normal; ele exibe sua dependência do padrão infantil mais claramente e é menos adaptável e capaz de modificação; mas isso é tudo. Mas este é o caráter essencial de todo estado amoroso. Em primeiro lugar.  à  mão.

  todas  as  liberdades  que  há  muito  tempo  foram concebidas  a  outras  atividades  médicas.freudonline.  tem  de  adquirir  a  parte  adicional  de  liberdade  mental  que distingue a atividade mental consciente – no sentido sistemático – da inconsciente.  tal  como  a  exposição  do  corpo  de  um  paciente  ou  a comunicação de um segredo vital. ela tem de ser conduzida através do período primevo de  seu  desenvolvimento  mental  e. quando tudo está dito. de manejar substâncias explosivas. Para conseguir esta superação.  nesse  caminho. eles são suficientes e.  Certamente  não  sou  favorável  a  abandonar  os  métodos  inócuos  de tratamento. Não quero dizer que é sempre fácil ao médico se manter dentro dos limites prescritos pela ética e pela  técnica. A disposição da paciente não faz diferença; simplesmente lança toda a responsabilidade sobre o próprio analista. quando uma mulher solicita amor. contra as forças que procuram arrastá­lo para abaixo do nível analítico; fora da análise. dentro da análise. E  no  entanto  é  inteiramente  impossível  para  o  analista  ceder. porém. evidente que não deve tirar qualquer vantagem pessoal disso.  mas. cuja capacidade de amor acha­se prejudicada por fixações infantis. devido ao perigo. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… de  conseqüência  inevitável  de  uma  situação  médica. sobre cuja atitude em relação à psicanálise falei no início. talvez inteiramente incerta. Ele não deve encenar a situação de uma corrida de cães em que o prêmio deveria ser uma guirlanda de  salsichas. a paciente não se preparara para nenhum outro mecanismo de cura.  os  desejos  de  mulher  mais  sutis  e  inibidos  em  seu  propósito  que  trazem  consigo  o  perigo  de  fazer  um homem esquecer sua técnica e sua missão médica no interesse de uma bela experiência. Na verdade.  que  a  princípio  comportam­se  como  opositores. O psicoterapeuta analítico tem. O público. Para muitos casos. como ele deve saber.  achá­lo tarefa árdua. leigo. Mas quando foram os químicos proibidos.  Por  mais  alto  que  possa  prezar  o  amor. Ela tem de aprender  com  ele  a  superar  o  princípio  do  prazer. Após todas as dificuldades  haverem  sido  triunfantemente  superadas.  de  novo.  e  encará­los  como  fenômeno  natural  exigirá  toda  a  tolerância  do  médico.  existe  um  fascínio  incomparável  numa  mulher  de  elevados  princípios  que confessa  sua  paixão. assim. O amor sexual é indubitavelmente uma das principais coisas da vida. motivos éticos unem­se aos técnicos para impedi­lo de dar à paciente seu amor.  À  parte  alguns  excêntricos  fanáticos.  É  mais provável  que  estes  repugnem. É­lhe. mas mantê­la pronta para o momento em que. mas que é psicológica e socialmente irrepreensível.  tem  de prezar ainda mais a oportunidade de ajudar sua paciente a passar por um estádio decisivo de sua vida.  no  sentido  de  que. rejeitá­la e recusá­la constitui papel penoso para um homem desempenhar; e. O objetivo que tem de manter em vista é que a essa mulher. por causa de seus efeitos? É digno de nota que a  psicanálise  tenha  de  conquistar  para  a  própria. contra opositores que discutem a importância que ele dá às forças instintuais sexuais e impedem­nos de fazer uso delas em sua técnica científica; e. as exigências da vida real se fazem sentir.  mas  que  algum  humorista  estragou  ao  atirar  uma  salsicha  na  pista. O psicanalista sabe que está trabalhando com forças altamente explosivas e que precisa avançar com tanto cautela e escrúpulo quanto um químico. Para o médico. que  os  cães  se  atiraram  sobre  ela  e  esqueceram  tudo  sobre  a  corrida  e  sobre  a  guirlanda  que  os  atraía  à  vitória muito distante.  e  abandonar  uma  satisfação  que  se  acha  à  mão. dissipá­ lo no tratamento. uma batalha tríplice a travar – em sua própria mente. talvez. apesar  da  neurose  e  da  resistência.  O  resultado  foi.  contra  as  pacientes.  Não  são  os  desejos  cruamente  sensuais  da  paciente  que  constituem  a  tentação.13/10/2015 Vol. Por outro lado. e a união da satisfação mental e física  no  gozo  do  amor  constitui  um  de  seus  pontos  culminantes.  seria recompensada no final pela afeição do médico. deve adquirir pleno controle de uma função que lhe é de tão inestimável importância; que ela não deve. que são indispensáveis.  ela  muitas  vezes  confessará  ter  tido  uma  fantasia antecipatória  na  ocasião  em  que  começou  o  tratamento.com. portanto.  mas  que socialmente não é aceitável.  naturalmente. a sociedade humana não tem mais http://www.  Aqueles  que  ainda  são  jovens  e  não  estão  ligados  por  fortes  laços  podem.  São. em favor de outra mais distante.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 7/9 . indubitavelmente apossar­se­á deste debate do amor transferencial como mais outra oportunidade de dirigir a atenção do mundo para o sério perigo desse método terapêutico.  posteriormente.  revelam  a supervalorização da vida sexual que as domina e tentam torná­lo cativo de sua paixão socialmente indomada.  se  se  comportasse  bem.  em  particular.  todos sabem disso e conduzem sua vida dessa maneira; só a ciência é refinada demais para admiti­lo. após o tratamento.

  e  sob  esta  data  pormenores  mais  completos  da  obra  serão  encontrados  na  Biblio­ grafia e Índice Remissivo de Autores.  tanto quanto  à  sua  origem  quanto  à  sua  importância  prática. de Forel (1889a) 1888   * Introdução à tradução de De la suggestion. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… uso  para  o  furor  senandi  do  que  para  qualquer  outro  fanatismo.  Mas  acreditar  que  as  neuroses  podem  ser vencidas  pela  administração  de  remediozinhos  inócuos  é  subestimar  grosseiramente  esses  distúrbios.13/10/2015 Vol.  que  não  tenha  medo  de  manejar  os  mais  perigosos  impulsos mentais e de obter domínio sobre eles.  Não;  na  clínica  médica  sempre  haverá  lugar  para  o ‘ferrum‘ e para o ‘ignis‘. da mesma maneira.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 8/9 . Repetir e Elaborar’ (1914g) 1914   ‘Observações sobre o Amor Transferencial’ (1915a) http://www. lado a lado com as ‘medicinas‘; e. APÊNDICE:  RELAÇÃO  DOS  TRABALHOS  DE  FREUD  QUE  TRATAM  PRINCIPALMENTE  DA TÉCNICA PSICANALÍTICA E DA TEORIA DA PSICOTERAPIA [A data ao início de cada título é a do ano durante o qual o trabalho em apreço foi provavelmente escrito. nunca seremos capazes de passar sem  uma  psicanálise  estritamente  regular  e  forte.freudonline.] 1888   * Crítica de Der Hypnotismus. de Bernheim (1888­9) 1890   * ‘Tratamento Psíquico (ou Mental)’ (1890a) 1891   * ‘Hipnose’ em Therapeutisches Lexikon. Capítulo IV (1905e) 1903   ‘O Procedimento Psicanalítico de Freud’ (1904a) 1904   ‘Sobre a Psicoterapia’ (1905a) 1910   ‘As Perspectivas Futuras da Terapia Psicanalítica’ (1910d) 1910   ‘Psicanálise “Silvestre”’ (1910k) 1911   ‘O Manejo da Interpretação de Sonhos na Psicanálise’ (1911e) 1912   ‘A Dinâmica da Transferência’ (1912b) 1912   ‘Recomendações aos Médicos que Exercem a Psicanálise’ (1912e) 1913   ‘Sobre o Início do Tratamento’ (1913c) 1914   ‘Fausse Reconnaissance (“déjà raconté”) no Tratamento Psicanalítico’ (1914a) 1914   ‘Recordar. Parte IV (1895d) 1898   ‘A Sexualidade na Etiologia das Neuroses’ (última parte) (1898a) 1899   A Interpretação de Sonhos. A data ao  final  é  a  da  publicação. Capítulo H (primeira parte) (1900a) 1901   ‘Fragmento de uma Análise de um Caso de Histeria’. em benefício do paciente.com. de Bum (1891d) 1892   * ‘Um Caso de Tratamento Bem Sucedido pelo Hipnotismo’ (1892­93b) 1895   Estudos sobre a Histeria.

 Capítulo VI (1940a) Freud Online Orgulhosamente criado com WordPress.13/10/2015 Vol. XII – (8) OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL (NOVAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A TÉCNICA DA PSICANÁLISE II… 1917   Conferências Introdutórias sobre Psicanálise. Capítulo V (1926e) 1932   Novas Conferências Introdutórias sobre Psicanálise. http://www. Conferências XXVII e XXVIII (1916­17) 1918   ‘Linhas de Avanço na Terapia Psicanalítica’ (1919a) 1920   Além do Princípio de Prazer.br/livros/volume­12/vol­xii­8­observacoes­sobre­o­amor­transferencial­novas­recomendacoes­sobre­a­tecnica­da­psicanali… 9/9 .freudonline. Capítulo III (1920g) 1923   ‘Considerações sobre a Teoria e Prática da Interpretação de Sonhos’ (1923c) 1926   A Questão da Análise Leiga. Conferência XXXIV (última parte) (1933a) 1937   ‘Análise Terminável e Interminável’ (1937c) 1937   ‘Construções em Análise’ (1937d) 1938   Compêndio de Psicanálise.com.