ESTUDO DE CASO – LEI DA FICHA LIMPA

 Descrição

A Lei da Ficha Limpa é na verdade, a Lei Complementar n°135 de 2010. Ou seja, a lei
complementar da Ficha Limpa foi emendada à Lei das Condições de Inelegibilidade ou Lei
Complementar n°64 de 1990.
A Lei da Ficha Limpa nasceu em dezembro de 2010, por iniciativa popular, com a Campanha da
Ficha Limpa, pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O objetivo da campanha
era pedir mais rigor para as candidaturas políticas e no combate à corrupção.
Em linhas gerais, a lei trata sobre o direito à elegibilidade para cargos políticos, delimitando o
“perfil” dos candidatos que venha a possuir um mandato de representação da sociedade, preservando
a política de quem se enquadre em uma das hipóteses de inelegibilidade tratada na lei, que ponha em
risco valores jurídicos, da moralidade, é e da improbidade administrativa, bem como protegendo a
normalidade e a legitimidade dos pleitos.
A LC n°64 era a lei que dispunha sobre as condições, os motivos e as situações em que uma
pessoa não poderia se eleger para um cargo público, A LC n° 135 veio para conceder mais rigidez às
regras já existentes e impor algumas outras.
 Argumentação – 2010/STF

Os políticos que seriam barrados pela lei da ficha limpa nas eleições de 2010 levaram-na ao
Supremo Tribunal Federal. Apresentaram dois argumentos contra a lei. A primeira dizia q a lei seria
inconstitucional.
Como a Lei da Ficha Limpa diz que quem for condenado por órgão colegiado, mesmo que
ainda haja possibilidade de recursos, irá se tornar inelegível, os ministros contrários à
constitucionalidade da lei julgaram esse trecho da legislação como inconstitucional. Porque existe um
princípio chamado de “presunção da inocência”, previsto no inciso 57 do artigo 5º (cláusula pétrea) da
Constituição do Brasil, que diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de
sentença penal condenatória. Em contrapartida, os votos favoráveis basearam-se no "princípio da
moralidade", que consta no parágrafo nono do artigo 14 da Constituição Federal do Brasil e diz que
"lei complementar estabelecerá casos de inelegibilidade a fim de proteger a probidade administrativa,
a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato".
O outro argumento contrário era que a lei da ficha limpa não poderia valer para aquele ano de
2010, já que existe uma outra lei contrária a alterações no processo eleitoral no mesmo ano das
eleições. Entretanto, os que estavam a favor da aplicaç9ão da lei naquele mesmo ano alegaram, entre
outros motivos, que a lei não alteraria o processo eleitoral, mas apenas as regras para inscrição dos
candidatos.
Na primeira sessão houve um empate de cinco contra cinco, pois um dos ministros havia acabado de
se afastar do cargo. A lei não foi aprovada em 2010, mas foi aprovada em 2012.
 Novidades

Para tem capacidade técnica e analítica para eles. Como a nomeação dos membros dos tribunais de conta é feita pelos governadores estaduais. o julgamento na Câmara é essencial as questões financeiras. descumpriram prerrogativas de seus cargos previstas na Constituição. quando foi pauta de discussão no STF: 1. teme-se o uso político dos tribunais de conta estaduais. pois os vereadores são os medida técnica e não política. O parecer dado pelo Tribunal de 1. como de não serem donos de empresas que tenham contratos com o poder público. crimes contra o patrimônio público. dentre outras: não poderão se eleger os políticos que renunciam ao seu cargo a fim de não mais serem processados ou para fugir de condenação. caso a Câmara não fizesse o julgamento a tempo e o Tribunal de Contas tivesse considerado as contas improcedentes. No início. com um prazo. técnico deveria apenas ser levado em conta. variando entre improbidade administrativa. o então Prefeito (ou chefe de qualquer âmbito do Executivo) seria impedido de se candidatar às eleições – seria “ficha suja”. Essa seria uma ao processo. Alguns ministros defenderam que o Contas seria suficiente para impedir um parecer do Tribunal de Contas não basta prefeito de se reeleger. a cargo dos representantes da população e o parecer vereadores. entre vários outros. pois esse órgão para tornar um prefeito inelegível.  Tribunal de contas + decisão Como era: Chefes do Executivo que cometerem crimes Serão inelegíveis por uma “decisão irrecorrível Tiverem suas contas rejeitadas por "órgãos competentes" Tribunal de Contas: faz o parecer das contas.As modificações no sistema político brasileiro trazidas pela lei da ficha limpa são as seguintes. Mudança em 2016. tornando inelegíveis prefeitos opositores ao governo estadual. não ser a palavra final. de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. foram condenados por crimes de várias naturezas. Essa visão prevaleceu. 2. Câmara de Vereadores: julga as contas. . por exemplo. abuso de autoridade.

Por 6x5. sendo uma vitória do povo brasileiro. progressivamente. Por fim. diminuir a corrupção. . o prefeito continua com a ficha limpa.  Importância Com a aplicação integral do princípio da transparência nas eleições. a sociedade é mais uma vez beneficiada. é possível ver que a “Lei da Ficha Limpa” enriquece profundamente o Estado brasileiro democrático. E Tribunal de Contas julgamento da Câmara for realizado. assim. bem como com a consolidação da ética e dos deveres da boa condução das tarefas públicas. assim. o nosso país pode melhorar. mas também influência para que outros não cometam nenhum crime visando sua integridade política e. não importa. se o julgamento da Câmara nunca acontecer. a Lei não só pune quem teve as contas rejeitadas. mesmo que o Tribunal de Contas tenha rejeitado suas contas. apenas a Câmara. Além disso. ficou decidido que: Câmara de de Vereadores A rejeição das contas do O parecer feito pelo Tribunal de chefe do Executivo só pode Contas não tem o poder de torná-lo inelegível se o impedir o político de se candidatar. uma realidade social censurável e não mais tolerada pelo povo brasileiro e.