Título:“DA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DIFUSOS E DA CRIANÇA E DO

ADLOESCENTE”
Autores: Francisco César Martins,Carlos Othon Mendes de Oliveira, Lílian Carla
Sena de Figueiredo, Carlos Antônio de Guedes, Leonardo Marinho de Carvalho,
Francisco Josmário da Silva, Vanina Ferreira de Oliveira, Jussara Queiroga Onório,
Lucineide Alves da Silva, Gustavo Costa Vasconcelos, Daniele Carneiro

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS – CAMPUS - VI
ÁREA TEMÁTICA: DIREITOS HUMANOS
E-mail: carlosothon@globo.com
Tel. (083) 522-1966/ (084) 2312989

OBJETIVOS

O projeto “Da proteção dos Direitos Difusos e da Criança e do Adolescente” tem
como aspiração básica a promoção da justiça e o crescimento da consciência crítica dos
cidadãos perante o desrespeito dos direitos difusos e da criança e do adolescente.

A nossa Constituição Federal estabelece a garantia e proteção de alguns direitos,
tidos como indisponíveis, referente, entre outros, ao patrimônio histórico, cultural e
artístico, ao consumidor e à criança e do adolescente, sendo o Ministério Público o guardião
destes direitos e o órgão fiscalizador e defensor da sociedade onde estes direitos estejam
sendo ameaçados, exigindo, portanto, o cumprimento da lei constitucional. (arts. 5°,
LXXIII; 24, VII; 216, ξ 4°; 24, VII; 30, IX, etc.).

Pode-se perguntar o porquê deste projeto tratar especialmente dos direitos difusos e
da criança e do adolescente. A resposta é simples. Os direitos difusos são aqueles que não
tem titular definido ou individualizado, ou seja, são direitos transindividuais de natureza

Neste sentido. devendo. e o patrimônio histórico. buscar mecanismos de integração entre seus alunos e a comunidade em geral na tentativa de viabilizar. O Núcleo de Prática Jurídica vinha desenvolvendo há alguns anos um trabalho de atendimento e orientação à comunidade de Sousa na defesa de seus direitos referentes à .indivisível de que seja titular grupo. Hoje. o meio ambiente. mas sim da herança de uma sociedade marcada pela ditadura militar que se quer cogitava tais direitos. Com o advento da Constituição de 1988 estes direitos foram realmente incluídos no ordenamento jurídico pátrio. juristas do mundo inteiro elogia o Estatuto tendo em vista a forma moderna com que foi construído. Por isso a grande importância da Constituição de 1988 que veio inovar em diversas áreas do direito facilitando principalmente para o cidadão comum o acesso a justiça. Para isso a cidade de Sousa tem instalada “Curadorias” destinadas a proteção dos direitos difusos. de forma institucional. Como se vê o problema não era só a falta de legislação. portanto. cultural e artístico. mas também de seu exercício que era dificultado e muitas vezes vedado ao cidadão. mecanismos eficazes para minimizar tais problemas ao tempo que deve propiciar aos alunos meios de aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Até então não tínhamos uma legislação realmente eficaz capaz de propiciar ao cidadão a segurança e o exercício destes direitos. sendo competente restritamente apenas algumas autoridades. não podia ignorar tal realidade. O mesmo acontecia com a legislação referente a criança e o adolescente que até a criação da Lei n° 8. Tendo em vista essas deficiências este projeto visa basicamente assistir juridicamente à criança e ao adolescente. mas as cidades circunvizinhas – recém criadas – têm dificuldades de recorrerem ao Ministério Público e as curadorias na busca da defesa de seus interesses coletivos e das crianças e dos adolescentes.069/90 que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente não dispunha de leis realmente eficazes. categoria ou pessoas ligadas por circunstâncias de fato. pelo curso de Direito no CCJS. A Universidade Federal de Campina Grande. ao consumidor. os direitos difusos estavam adormecidos na consciência do cidadão não por culpa deste.

bem como. do consumidor. Pretendemos. um aprimoramento das atividades de ensino. Nossa intenção é levar o aluno às ruas. às entidades que lidam com jovens “com problemas sociais”. METODOLOGIA O presente trabalho de extensão universitária se dá com a realização de palestras instrutivas com a comunidade através da elaboração de cartilhas para incentivo a leitura com a apresentação dos direitos da criança e do adolescente. mas institucionalizamos a três anos e aprimoramos estes serviços. a extensão e o desenvolvimento da pesquisa. ao patrimônio histórico e cultural. estimular o aluno do CCJS a ser um profissional capaz de atuar nas diversas esferas da atividade jurídica. visto que nossa estrutura curricular prioriza as atividades práticas. desta forma. do patrimônio histórico. bem como a defesa dos direitos referentes ao patrimônio histórico. . e a ação do Conselho Tutelar da criança e do adolescente e da FUNDAC. Pretendemos acompanhar as demandas junto às curadorias. visando buscar soluções aos conflitos. artísticos e paisagístico na proteção dos direitos transinndividuais.proteção ao meio ambiente. levar o extensionista a observar e aprender as questões sociais que dependam da aplicação de instrumentos jurídicos na área do Direto Processual ou da nossa “provocação” ao Ministério Público para que este venha a agir diretamente. como forma de propiciar aos extensionistas e voluntários. ainda. do consumidor e da criança e do adolescente. ao consumidor e à criança e ao adolescente. Com essa atividade de extensão objetivamos. a exigir a melhoria do ensino ministrado no Campus-VI. estético. aos locais onde acontece a degradação do meio ambiente e a destruição de nosso patrimônio histórico. às Curadorias. artístico e cultural. a se dedicar a pesquisa. para que eles venham a conhecer a realidade dos delitos e tragam estes problemas à Universidade na busca de resolvê-los pondo em prática os conhecimentos adquiridos ou se aprofundando para o pleno atendimento das demandas sociais.

quando vítima e quando autor de infração. matas nativas e entre outros ambientes que digam respeito aos direitos do consumidor. panificadoras. Como projeto de extensão por excelência que é. Mostramos. como um cidadão comum pode exercer seus direitos usando um simples instrumento jurídico. passo a passo. passo a passo. RESULTADO O presente projeto de extensão é de fundamental importância para a formação do cidadão que além de adquirir o conhecimento dos seus direitos também viabiliza o exercício dos mesmos. . Neste contexto é que se encere o projeto “Da Proteção dos Direitos Difusos e da Criança e do Adolescente”. leva os alunos a aplicar os conhecimentos jurídicos adquiridos na Universidade visando a conscientização dos cidadão para o exercício dos seus direitos. Esta por sua vez. é dirigida ao Ministério Público que neste contexto exerce um papel fundamental na fiscalização das leis referentes aos direitos difusos. Como se sabe é inconcebível que em pleno século XXI o cidadão nem se quer conheça seus direitos. Os extencionistas também desenvolvem uma espécie de fiscalização junto as reuniões do Conselho Tutelar e Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. para recorrer ao Ministério Público através da “denúncia”. que sirvam de instrumento à provocação do Ministério Público na defesa dos seus interesses difusos. mostrando o caminho. Por último. Quando necessário promovemos flagrantes fotográficos em relação aos crimes ambientais relativos a hospitais. chamado de denúncia. promovemos campanhas e mobilizações de incentivo à reivindicações dos cidadãos no que diz respeito a proteção dos direitos difusos e da criança e do adolescente. no intuito de protege-los de quaisquer transgressão de seus direitos fazendo valer toda assistência necessária assegurada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. quando houver ameaça aos direitos difusos. bem como dos processos de competência da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Sousa-PB. rios. no intuito de servir como uma “ponte” entre cidadão e seus direitos difusos.

Por isso. E estas foram as realizações mais gratificantes. bastando apenas que ele “provoque” o Ministério Público e assim execute todo processo legal suficiente para a tutela de seus direitos. Consequentemente. levamos a Universidade a observar a comunidade e as questões sociais. bem como trazê-las para a sala de aula para servir de “estudo de caso” visando a melhoria do ensino. qual seja. mostrando que seu direto existe e está amparado pela lei. desenvolvemos as atividades de extensão e pesquisa ao mesmo tempo.Desta forma. Verificamos que ao trabalhar com a comunidade executamos um verdadeiro treinamento ao aluno para sua vida profissional elevando a melhoria e qualidade do ensino de nossa instituição. visto que houve um aumento significativo do número de denúncias ao Ministério Público por parte da comunidade. Assim atingimos nossa principal meta. Com a realização de palestras levamos as autoridades até as comunidades no intuito de colocar frente a frente as pessoas que sofrem com as transgressões de seus direitos difusos e os responsáveis pela tutela destes direitos. Em decorrência de todo este processo de conscientização notamos o verdadeiro sucesso deste projeto. . o projeto trabalha primeiramente com a instrução do cidadão. a conscientização para o exercício dos direitos difusos. ou seja. muito menos qual era sua função. pois a comunidade participa em massa exercendo realmente sua cidadania. promovendo a interdiciplinariedade que em toda área do conhecimento é tão importante para a formação de um bom profissional. Em pesquisas realizadas verificamos que a comunidade mais carente nem se quer sabia da existência do Ministério Público. fazendo com que as pessoas saiam de seu silêncio e encontrem sua própria voz sendo capazes de mudar as condições de vida em que se desenvolve a própria vida.

069/90. Um novo modelo para o ministério público na proteção do meio ambiente. Theotônio. Antônio Herman V. Responsabilidade civil. Rio de Janeiro: Forense. Paulo Sérgio Gomes. PEREIRA. . ed. Rio de Janeiro: Forense. 1990. 2000. Carlos Gomes de. 2000. São Paulo: Saraiva. DINIZ. BRITTAR. Cuiabá: Verde Pantanal. Caio Mário da Silva. Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Saraiva. Comentários à constituição de 1988.1995. Curso de direito civil brasileiro. vol. Lei Federal n° 8. 7. CRETELLA JR. Introdução ao direito ambiental. Rio de Janeiro: forense Universitária.078/90. 4. . Lei Federal n° 8. Carlos Alberto. Maria Helena.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALONSO. Código civil e legislação em vigor. 1998. Responsabilidade civil. NEGRÃO. 1996. 1991. 2001. Pressupostos da responsabilidade civil brasileira. Estatuto da Criança e do Adolescente. São Paulo: Revista de Direito Ambiental. CARVALHO. José. São Paulo: Saraiva. BENJAMIN.