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ELEMENTOS DE MÁQUINAS II

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Departamento de Engenharia Mecânica
Prof. Dr. Losekann, C. R.
2008 - REVISADO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dr. Cláudio R. Losekann

ÍNDICE ANALÍTICO
1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 1
1.1 - INTRODUÇÃO 1
1.2 TIPOS DE ROLAMENTOS 1
1.3 - FALHAS PREMATURAS NOS ROLAMENTOS 6
1.4 - FERRAMENTAS PARA ANÁLISE DE ROLAMENTOS 8
1.4.1 – TACÔMETRO ÓTICO DE FUNÇÃO ÚNICA OU MÚLTIPLA 8
1.4.2 – ESTETOSCÓPIO DIGITAL 8
1.4.3 – VERIFICADOR DA CONSTANTE DIELÉTRICA DO ÓLEO 8
1.4.4 – MEDIDOR DE VIBRAÇÕES 9
1.5 - MONTAGENS E DESMONTAGEM DE ROLAMENTOS 9
1.6 – SELEÇÃO DE MANCAIS DE ROLAMENTOS 11
1.7 - DIMENSIONAMENTO DE ROLAMENTOS12
1.7.1 - CARGA ESTÁTICA 12
1.7.1.1 - Capacidade de carga estática (C0) 12
1.7.1.2 - Carga estática equivalente (P0) 12
1.7.1.3 - Fator de esforços estáticos ( ) 13
1.7.2 - CARGA DINÂMICA 13
1.7.2.1 - Capacidade de carga dinâmica (C) 13
1.7.2.2 - Carga dinâmica equivalente (P) 14
1.7.2.3 – Fator de temperatura 14
1.7.3 - VIDA ÚTIL DO ROLAMENTO 15
1.7.3.1 - Duração até a fadiga 15
1.7.3.2 - Fator (probabilidade de falha) 16
1.7.3.3 - Fator (matéria-prima) 16
1.7.3.4 - Fator (condições de serviço) 16
1.7.3.5 - Fator (conjunto) 16
1.8 – SELEÇÃO DO LUBRIFICANTE 19
1.9 - MEDIDAS DE MONTAGEM 20
1.10 - EXPRESSÕES DAS CARGAS - prática 21
1.11 – CONSIDERAÇÕES FINAIS 30
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 36

2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO 37
2.1 – INTRODUÇÃO 37
2.2 - LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS 38
2.2.1 - MECANISMO DA PELÍCULA LUBRIFICANTE 39
2.2.2 - VISCOSIDADE 39
2.2.3 - MÓDULO DO MANCAL E NÚMERO DE SOMMERFIELD 41
2.2.4 - COEFICIENTE DE ATRITO 43
2.2.5 - ESPESSURA MÍNIMA DA PELÍCULA DE ÓLEO 46
2.3 - TEORIA HIDRODINÂMICA 47
2.4 – CONSIDERAÇÕES PARA PROJETO 51
2.4.1 - PRESSÃO CRÍTICA 58
2.4.2 – CALOR GERADO E DISSIPADO NOS MANCAIS 60
2.4.3 - MATERIAIS PARA MANCAIS 61
2.5 – MÉDOTOS DE LUBRIFICAÇÃO EM MANCAIS 63
2.6 – TIPOS DE MANCAIS 66
2.6.1 - BUCHAS 66

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2.6.2 - MANCAIS PARCIAIS 67
2.6.3 - MANCAIS DE ENCOSTO 67
2.6.4 - MANCAIS BIPARTIDOS 68
2.7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS 68
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 74

3 – EIXOS 75
3.1 - INTRODUÇÃO 75
3.2 – FORMA DOS EIXOS 75
3.3 – CARGAS NOS EIXOS 77
3.3.1 - RESTRIÇÕES GEOMÉTRICAS 82
3.3.1.1 – Flexão elástica de eixos: método da integração direta 82
3.4 – POTÊNCIA E MOMENTO TORÇOR EM ÁRVORES DE TRANSMISSÃO 94
3.5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS 94
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 114

4 – ENGRENAGENS 115
4.1 - INTRODUÇÃO 115
4.2 – ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS 116
4.2,1 - NOMENCLATURA 116
4.2.2 – PERFIL DO FLANCO DO DENTE 130
4.2.3 - TIPOS DE ENGRENAGENS 132
4.3 - ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES HELICOIDAIS 135
4.4 – ENGRENAGENS PARAFUSO SEM-FIM E COROA 140
4.4.1 - TIPOS DE SEM-FIM 142
4.4.2 – DIMENSIONAMENTO DE SEM-FINS 143
4.5 - ENGRENAGENS CÔNICAS 151
4.5.1 - CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS 152
4.5.2 - PROCESSOS DE FABRICAÇÃO 153
4.6 - RESISTÊNCIA DAS ENGRENAGENS 155
4.6.1 – EQUAÇÕES DE TENSÃO AGMA 158
4.6.2 – EQUAÇÕES DE TENSÃO ADMISSÍVEL AGMA 159
4.7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS 160
4.7.1 - ENGRENAGEM CRUZADA HELICOIDAL 160
4.7.2 - ENGRENAGEM HIPÓIDE 162
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 164

5 – ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO FLEXÍVEIS 165
5.1 – INTRODUÇÃO 165
5.2 - POLIAS 165
5.3 - CORREIAS 168
5.3.1 - CORREIAS PLANAS 168
5.3.2 - CORREIAS TRAPEZOIDAIS 178
5.3.4 - CORRENTES 185
Transmissão por corrente de roletes 188
Transmissão por corrente silenciosa 196
5.4 – CABOS 197
5.5 – ACOPLAMENTOS 209
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 216

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ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1.1 - Rolamento fixo de uma carreira de esferas. Fonte: PROVENZA, 1978. 1
Figura 1.2 – Esboço em corte do rolamento fixo de uma carreira de esferas. Fonte:
TELECURSO 2000, 1998. 1
Figura 1.3 - Rolamento autocompensador de esferas. Fonte: PROVENZA, 1978. 2
Figura 1.4 - Rolamento autocompensador de esferas e aplicação. Fonte: TELECURSO 2000,
1998. 2
Figura 1.5 - Rolamento de rolos cilíndricos. Fonte: PROVENZA, 1978. 2
Figura 1.6 - Rolamento de rolos cilíndricos e sua aplicação. Fonte: TELECURSO 2000, 1998.
3
Figura 1.7 - Rolamento autocompensador de rolos e sua aplicação. 3
Figura 1.8 - Rolamento de contato angular. Fonte: PROVENZA, 1978. 4
Figura 1.9 - Rolamento de contato angular de duas carreiras de esferas. Fonte: PROVENZA,
1978. 4
Figura 1.10 - Rolamento axial de esferas de escora simples. Fonte: PROVENZA, 1978. 4
Figura 1.11 - Rolamento axial de esferas de escora dupla. Fonte: Fonte: PROVENZA, 1978.
5
Figura 1.12 - Rolamento axial de esferas de escora e sua aplicação. Fonte: TELECURSO
2000, 1998. 5
Figura 1.13 - Rolamento axial autocompensador de rolos. Fonte: PROVENZA, 1978. 5
Figura 1.14 - Rolamento de rolos cônicos de uma carreira de esferas. Fonte: PROVENZA,
1978. 6
Figura 1.15 - Rolamento de agulhas. Fonte: Provenza (1988). 6
Figura 1.16 - Rolamento deformado não esfericamente. 6
Figura 1.17 - Rolamento deformado plasticamente com escamação. 7
Figura 1.18 - Rolamento com contaminante abrasivo. 7
Figura 1.19 - Rolamento deformado com estrias de fadiga. 7
Figura 1.20 - Tacômetros. 8
Figura 1.21 - Estetoscópio. 8
Figura 1.22 – Verificador da constante dielétrica de óleo. 8
Figura 1.23 – Medidor de vibrações. 9
Figura 1.24 – Montagem com interferência: eixo cilíndrico. 9
Figura 1.25 – Montagem com interferência: eixo cônico. 9
Figura 1.26 – Chave gancho. 10
Figura 1.27 – Extrator com garra. 10
Figura 1.28 – Extrator com martelo. 10
Figura 1.29 – Extrator para caixa cega. 10
Figura 1.30 – Montagem a quente. 11
Figura 1.31 – Aquecedores por indução. 11
Figura 1.32 – Partes de um rolamento. 11
Figura 1.33 – Estágio avançado de fadiga no anel externo de um rolamento de rolos esféricos.
13
Figura 1.34 – Fator a23. Fonte: adaptado de MELCONIAN, 1990.16
Figura 1.35 – Determinação da viscosidade cinemática ideal para o rolamento. Fonte:
adaptado de MELCONIAN, 1990. 17
Figura 1.36 – Relação de viscosidade em função da temperatura de alguns lubrificantes
industriais. 18
Figura 1.37 – Determinação da viscosidade ideal. 18
Figura 1.38 – Determinação do fator combinado. 19

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25 – Representação esquemática ranhuras em mancais de deslizamento.12 – Gráfico para as variáveis de espessura mínima da película de lubrificante e relação de excentricidade. 37 Figura 2. Desenhado por LOSEKANN. 1984). 48 Figura 2.22 – Representação esquemática de lubrificação por banho. 41 Figura 2.24 – Representação esquemática de lubrificação por colar.23 – Representação esquemática de lubrificação por anel.6 – Distribuição da pressão da película de óleo sobre o mancal no sentido longitudinal. 20 Figura 1. Desenhado por LOSEKANN. 1984). (SHIGLEY. Losekann Figura 1. 65 Figura 2. (SHIGLEY. 58 Figura 2. (SHIGLEY. iv .15 – Gráfico que relaciona fluxo lateral e fluxo total de lubrificante.I.21 – Representação esquemática de um reservatório sobreposto ao mancal. 27 Figura 1. (TELECURSO 2000.1 – Mancal de deslizamento e suas partes. 1998). (TELECURSO 2000.16 – Gráfico para fluxo.19 – Esquema da posição delimitante da película de lubrificante e a posição da pressão máxima na película. (SHIGLEY.20 – Representação esquemática da flutuação de parâmetros de projeto.40 – Caixa de redução universal.18 – Gráfico para determinar a posição delimitante da película de lubrificante e a posição da pressão máxima na película.17 – Gráfico para determinara a pressão máxima na película. 1984). 53 Figura 2.2 – Mancal de deslizamento à gas. 1984).Esquema do efeito da velocidade do lubrificante com o gradiente de pressão.26 – Representação esquemática ranhura circunferencial. (SHIGLEY. Desenhado por LOSEKANN. Cláudio R. 55 Figura 2. (LOSEKANN. 1984). 1998). 55 Figura 2. 1984). 54 Figura 2. 39 Figura 2. 1998). 1984). 31 Figura 2. 65 Figura 2.27 – Representação esquemática de um mancal em corte com furo para lubrificação. 57 Figura 2. 50 Figura 2. 52 Figura 2.3 – Representação esquemática do mecanismo da película lubrificante. (SHIGLEY.8 – Representação esquemática da rugosidade de um mancal de deslizamento. 1984). 65 Figura 2. (SHIGLEY. (TELECURSO 2000. 2003).UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.42 – Determinação do fator conjunto. 64 Figura 2.10 . (SHIGLEY. 26 Figura 1. Dr. 56 Figura 2. 63 Figura 2. (SHIGLEY. Desenhado por LOSEKANN. 24 Figura 1.5 – Distribuição da pressão da película de óleo sobre o mancal no sentido radial.39 – Detalhes de montagem. 1984). 54 Figura 2. 53 Figura 2.11 – Gráfico viscosidade x temperatura em S. (TELECURSO 2000.43 – Dureza em função da temperatura.Movimento relativo entre dois planos no fluido. 1998).41 – Gráfico viscosidade x temperatura de uma classe de lubrificantes para caixas de redução. 1984).9 – Esquema de mancal e munhão com parâmetros para teoria hidrodinâmica. 43 Figura 2. 39 Figura 2. 1998.4 .7 – Gráfico do coeficiente de atrito em relação ao módulo do mancal. 64 Figura 2.13 – Gráfico da posição da película de lubrificante de espessura mínima. 38 Figura 2. 46 Figura 2. 42 Figura 2. TELECURSO 2000.14 – Gráfico para coeficiente de atrito. (SHIGLEY.

31 – Mancal de encosto. Fonte: Telecurso 2000 (1998). 135 Figura 4.4 – Espessura e altura cordal. 118 Figura 4. v . Fonte: Provenza (1978).28 – Representação esquemática de um mancal bucha inteiriça e bucha encamisada. (SHIGLEY. 67 Figura 2. Fonte: SENAI (1996). Dr. 121 Figura 4. A) Diâmetro primitivo. 1984). 79 Figura 3.2 – Engrenagens de dente reto.11 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos. 76 Figura 3.16 – Engrenagens cônicas a 75°.32 – Distribuição da pressão no mancal de encosto. 84 Figura 3.12 – Esquema da cremalheira de dentes retos. 130 Figura 4. 132 Figura 4.13 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais.1 – Engrenagens de dente reto. 124 Figura 4. 133 Figura 4.7 – Tamanhos e formas de dentes de engrenagens. 119 Figura 4. Fonte: Provenza (1978). 82 Figura 3. 134 Figura 4. 133 Figura 4. (SHIGLEY. (TELECURSO 2000. Fonte: Provenza (1978). 134 Figura 4. 67 Figura 2. Fonte: Provenza (1978). 90 Figura 3. 116 Figura 4. 67 Figura 2. 75 Figura 3.15 – Engrenagens cônicas a 90° Fonte: Provenza (1978).3 – Linha de ação.5 – Eixo com carregamento combinado. 1984). 135 Figura 4. 76 Figura 3.1 – Eixo composto com engrenagem.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. (TELECURSO 2000.19 – Engrenagens helicoidais de eixos ortogonais. 92 Figura 4.13 – Deflexão de eixo em bi-apoiado.8 – Momento torçor.9 – Deflexão de eixo. 121 Figura 4. Fonte: Provenza (1978).18 – Coroa e rosca sem fim. B) Nomenclatura técnica das regiões dos dentes.11 – Deflexão de eixo em bi-apoiado.33 – Gráfico viscosidade x temperatura para 3 lubrificantes automotivos.29 – Representação esquemática de um mancal bucha inteiriça e bucha encamisada.7 – Momento fletor no plano vertical.2 – Eixo curto.3 – Eixos. 1998).30 – Representação esquemática do conjunto mancal eixo. 126 Figura 4. (a) Eixos paralelos.6 – Momento fletor no plano horizontal. 115 Figura 4. 66 Figura 2. 66 Figura 2. 66 Figura 2.14 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais.9 – Engrenagem cilíndrica de dentes retos.4 – Eixos. 134 Figura 4. Losekann (TELECURSO 2000.10 – Deflexão de eixo em balanço.14 – Deflexão de eixo com força e momento aplicado.12 – Deflexão de eixo em bi-apoiado com a carga simetricamente distribuida. 75 Figura 3. B) vazado. 88 Figura 3. 132 Figura 4. mancais e polia. B) ranhurado.15 – Carregamento de eixo em dois planos. 79 Figura 3. Fonte: Provenza (1978). 77 Figura 3. (SHIGLEY.evolvente.20 . 120 Figura 4.Engrenagens cilíndricas helicoidais. 78 Figura 3. Desenhado por LOSEKANN.8 – Partes básicas de dentes de engrenagens. A) cônico. 1984). 71 Figura 3. Cláudio R. A) maciço. 1998). 86 Figura 3.10 – Perfil cicloidal . 1998). (b) Eixos concorrentes.6 – Engrenamento de Pinhão e coroa – sistema diametral pitch.5 – Nomenclatura para partes de dentes de engrenagens no sistema inglês. 83 Figura 3.17 – Engrenagens cônicas a 120.

Fonte: <www.22 . Fonte: Disponível em: <www.40 . 163 Figura 4. 163 Figura 5. 138 Figura 4.1 .br/~lafer/es690/arquivos/Engrenagens_Helicoidais. Fonte: Provenza (1978).Conjunto diferencial de automóvel.39 .br/palma/elemaqapostengrenagembasico.37 . À esquerda. 143 Figura 4.44 – Engrenagens cruzadas. Dr.br/palma/elemaqapostengrenagembasico. Cláudio R. A. sentido de hélice e rotação.38 .26 . 154 Figura 4.50 – Diferencial de caminhão.36 .br/~lafer/es690/arquivos/Engrenagens_Helicoidais.Vistas do conjunto parafuso sem-fim tipo cilíndrico/roda helicoidal 142 Figura 4.47 – Relações entre empuxo axial. corte no Plano NN. Fonte: Rossi (1970).pucminas.33 .Vistas do conjunto parafuso sem-fim tipo globoidal/roda helicoidal 142 Figura 4.Ângulo de ação de duas engrenagens acopladas.155 Figura 4.pdf>. 153 Figura 4.fem.Parafuso sem-fim-coroa e ângulo de avanço.pdf>.Denominação das principais partes integrantes da engrenagem cônica. C.Triângulo retângulo de uma engrenagem helicoidal. 156 Figura 4. 155 Figura 4.unicamp.Processo Gleason para obter os dentes helicoidais de rodas cônicas. 166 vi . Fonte: Rossi (1970). 161 Figura 4.mea.24 .fem.2 – Corte de polia plana e polia abaulada.Distribuições das tensões nos dentes de uma engrenagem cilíndrica de dentes retos. à direita.34 .31 .br> 151 Figura 4. Fonte: Telecurso 2000 (1998).pt> 151 Figura 4.pucminas. Fonte: Desenhado por Rosa.49 – Diferencial de automóvel.pdf>.21 . Fonte: <www. 154 Figura 4.Fresa frontal de lâminas aplicadas para a dentadora Mammano.pt> <www.25 – Parafuso sem-fim e coroa.mea. 138 Figura 4. 166 Figura 5.43 . 140 Figura 4. Fonte: <www. 165 Figura 5. Desconhecida.Distribuições das tensões nos dentes de uma engrenagem cilíndrica em plano cartesiano.23 .30 . Fonte: Rossi. 160 Figura 4. FONTE: Fotografado por ALBERTON. 141 Figura 4. 136 Figura 4. Máquinas operatrizes modernas. Fonte: Fonte: Rossi (1970).UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. M. 162 Figura 4.Visualização dos dentes de engrenagens helicoidais.Engrenagens cônicas com dentes curvos.27 – Entradas em um parafuso.Mecanismo de redutor de rotação.Vista Superior de duas engrenagens helicoidais mostrando as designações mais importantes.pucminas.autoportal.Posicionamento do criador cônico em relação à roda a cortar. Fonte: Disponível em:<www. Fonte: Telecurso 2000 (1998). 161 Figura 4.pdf> 136 Figura 4.motosclassicas70.3 – Corte de polia trapezoidal. Losekann Fonte: Disponível em: <www.br/palma/elemaqapostengrenagembasico.Sistema de transmissão.unicamp.42 .41 .32 – Parafuso sem-fim e coroa. 152 Figura 4.pdf > e <www. corte no Plano RR.48 – Arranjo da engrenagem hipóide. R.46 – Par de engrenagens helicoidais cruzadas (eixos cruzados). 143 Figura 4. Fonte: Provenza (1978). 141 Figura 4. 152 Figura 4.45 – Par de engrenagens helicoidais (eixos paralelos). 137 Figura 4.Tipos de curvatura.29 . 160 Figura 4.com. A.iol.mea.Percurso das lâminas durante a fresagem de rodas cônicas.abrito.

169 Figura 5. 2007. 2005. 185 Figura 5.43 .Seção longitudinal e transversal de uma correia trapezoidal.41 . Fonte: Shigley.7 – Ângulos de contato em correia 169 Figura 5.8 – Diagrama de corpo livre. 173 Figura 5. 178 Figura 5.Estilos de correntes Fonte: www.32 – Sistemas de elevação e transporte. Fonte: Provenza.Tensões de Correia em V.37 – Defeitos ou falhas que determinam a troca do cabo.36 – Tipos de cabos.31 . 168 Figura 5.5 . 201 Figura 5.21 – Aspectos construtivos de correntes silenciosas. 197 Figura 5. 172 Figura 5. 185 Figura 5. Fonte: Niemann. 1978.Rodas para correntes.33 – Partes de um cabo. 197 Figura 5. Fonte: Shigley.24 .Transmissão com correias planas. 188 Figura 5. 191 Figura 5. 205 Figura 5. 186 Figura 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Fonte: OBERG. 178 Figura 5. mostrando forças e torques em uma polia.38 . 167 Figura 5. Adaptado por Marcelo Esteves. 171 Figura 5. Gaiola de passarinho (direita). 185 Figura 5.10 . B) Silenciosas. 199 Figura 5. 203 Figura 5. A) Roletes.25 .26 . 202 Figura 5.28 .40 .Seção simplificada de uma correia trapezoidal. Fonte: Desenhado por Ribeiro.19 – Transmissão por corrente. Fonte: Shigley 2005 183 Figura 5.39 .6 .Determinação dos pontos críticos. (b) Correia cruzada reversível e (c) Correia aberta reversível. 196 Figura 5.Geometria de correias planas.17 . Losekann Figura 5.27 – Ação poligonal sobre a corrente. Fonte: Provenza.22 .Esquema da conexão cabo-elo.12 – Sistema de transmissão para uma correia plana 175 Figura 5.com. Dr.Fator de correção de velocidade Cv para correias de couro. Dobra (esquerda).co. 1978. R. 178 Figura 5. 187 Figura 5. H. 170 Figura 5.15 . Fonte: Shigley (2005). 187 Figura 5.Esquema das forças na polia. 200 Figura 5.Cabos: a) torção regular á esquerda. 188 Figura 5. 202 Figura 5. 2005. 198 Figura 5. Cláudio R.Passo do cabo de aço.13 . 204 Figura 5. mostrando o ponto onde a quantidade é encontrada. Fonte: Catálogo Cimaf.18 – Correia dentada.Sistema de sustentação da cobertura por lona de um tanque. Fonte: Desenhado por Daroit.16 . J.Tipos de olhais.30 .14 – Correia trapezoidal ou em “V” acoplada em uma polia.44 . Fonte: www. 1971. 2005. Fonte: Shigley. b) torção Lang á direita.Seção transversal de cabos de aço. C.Gráfico da tensão inicial contra a tensão de correia F1 ou F2. Acoplamento entre corrente e engrenagem. 202 Figura 5. 189 Figura 5.Partes de uma corrente de rolos. (a) Correia aberta não-reversível.Cabo sustentador da lona.Acoplamento entre corrente e roda dentada. 2004.acotrans.br/correntes/c_silenciosas.kr/test/images/img/Ramsey/item10. 176 Figura 5.Correntes. 2005. Fonte: Shigley.11 .9 – Pré-tencionamento de correia. 196 Figura 5. 2005.Esquema da conexão coluna-cabo.42 .34 . 189 Figura 5. 2005. 205 vii .23 .35 .Parâmetros utilizados para descrever correntes de rolos Fonte: SHIGLEY. Fonte: SHIGLEY.4 – Tipos de polias.20 – Correntes.Corrente de rolos de duas linhas.ssintl. Fonte: Catálogo Cimaf.

Losekann Figura 5. 206 Figura 5. 207 Figura 5. 210 Figura 5. 209 Figura 5. 214 Figura 5.53 – Acoplamento elástico contínuo. 211 Figura 5.57 – Acoplamento de dentes arqueados. 214 viii .46 .61 – Torção em eixos acoplados. 212 Figura 5. 210 Figura 5.55 – Acoplamento elástico de fitas de aço.60 – Acoplamentos móveis.59 – Acoplamento de dentes arqueados.58 – Juntas. Esquerdo – externo. 212 Figura 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.54 – Acoplamento elástico de garras.47 . Dr.49 – Acoplamento com flanges parafusadas. 213 Figura 5.Esquema da aplicação correta de grampos. Cláudio R. a) homocinética. Direito .50 – Acoplamento com luva de aperto.56 – Acoplamento elástico de fita de aço.48 – Aplicação de um acoplamento.52 – Acoplamento de pinos.51 – Aplicação de acoplamento flexível.Esquema do cabo esticador-coluna. 210 Figura 5. 206 Figura 5. 213 Figura 5. b) de dentes. a) de garras. 209 Figura 5.53 – Acoplamento elástico contínuo.Esquema da coluna-sapata. b) cardan.interno 211 Figura 5. 212 Figura 5. 209 Figura 5.45 .

1990.2 – Valores de M para várias combinações de materiais de munhão e mancal (KIRCHOFF.5 .. 117 Quadro 4. 23 Quadro 1. 60 Quadro 2.8 .7 – Recomendações de kp (KIRCHOFF.8 – Dados de uma classe de lubrificantes para caixas de redução. 1980). Fonte: KIRCHOFF.. 125 Quadro 4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 21 Quadro 1. 25 Quadro 2. 45 Quadro 2.11 – Valores do fator de forma Y. 45 Quadro 2. 129 Quadro 4. 147 Quadro 4. 1980). 1980).Valores da velocidade de deslizamento e da tensão de contato admissível. 144 Quadro 4. Fonte: LUBRIFICAÇÃO. 118 Quadro 4. 1974. Fonte: MELCONIAN.3 . Cláudio R.. Dr. 1980).Valores orientativos para e condições usuais de carga: Fonte: Adaptado de MELCONIAN.. 1990.Valores da constante “c2” (KIRCHOFF.9 . 1980. Losekann ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1. 68 Quadro 3. 1990.3 – Fórmulas para o sistema diametral pitch.7 .Vida nominal (horas) e fator de esforços dinâmicos para rolamentos de esferas.6 .. 123 Quadro 4. Quadro 4. 20 Quadro 1.Quadro de fórmulas para engrenagens cilíndricas helicoidais. 139 Quadro 4.1 – Relação de mancais de deslizamento com mancais de rolamento.1 – Módulos normalizados.7 . 16 Quadro 1.1-1968.Quadro de fórmulas e resultados – Sistema módulo.2 – Fator de temperatura. 24 Quadro 1.4 .1-1968. 1980). 44 Quadro 2. Erro! Indicador não definido. 14 Quadro 1.5 – Folgas práticas utilizadas em mancais (µm) (KIRCHOFF. 59 Quadro 2. Fonte: Adaptado de MELCONIAN.. 23 Quadro 1. 61 Quadro 2.Valores da constante “c1” (KIRCHOFF.4 – Recomendações da escolha do lubrificante.. Fonte: MELCONIAN.Rotação e fator de rotação para rolamentos de esferas. .2 – Ângulos de pressão. 38 Quadro 2. 15 Quadro 1.Quadro de fórmulas e resultados – Sistema diametral pitch. 122 Quadro 4. 157 ix .10 .1 – Equações para dimensionamento de eixos.Capacidade de carga para rolamento fixo de esfera de uma carreira. 127 Quadro 4.4 – Fórmulas para partes padronizadas do dente.Quadro de fórmulas para parafusos sem-fim e coroa. 1990. Fonte: Adaptado de MELCONIAN. 1980).. Norma: ANSI B6.1 – Fatores relacionados a rotação. 1990.3 – Fator probabilidade de falha.8 – Comparação entre mancais de deslizamento e rolamento.6 – Recomendações de pressão média e relação “L/d” (KIRCHOFF. 1980).6 . (KIRCHOFF.9 .5 – Dados resultantes segundo a Norma: ANSI B6.

5: Propriedades das correias planas de poliamida.18 .Fator de serviço. 2005. Losekann ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1. 191 Tabela 5. 2005.13: Parâmetros de correias trapezoidais. Fonte: Shigley.1 – Medidas de montagem. 2005. Fonte: Shigley.2: Ângulo de hélice e eficiência.2 – Materiais de mancal de rolamento 30 Tabela 4. 173 Tabela 5. 2005.Potência padronizada de correias trapezoidais.8 . 184 Tabela 5. 2005 181 Tabela 5 10 . Fonte: Shigley. 182 Tabela 5. Fonte: Shigley.14 – Relação de K e b.Tamanhos mínimos de polia para correias de uretano. 20 Tabela 1. 191 Tabela 5.6 .Resistência à tração típica dos arames de aço carbono. Fonte: SHIGLEY. Fonte: Shigley. 179 Tabela 5. 2005.Dimensões d e conversão de comprimento. 174 Tabela 5. 2005. Fonte: SHIGLEY. Fonte: Shigley.Exemplo de seções padronizadas de correias trapezoidais. Para roda dentada de 17 dentes. 2005. 179 Tabela 5. Fonte: Shigley. 2005. 194 Tabela 5.11 .16 . Cláudio R. .15 .17 . 2005.4 . Fonte: Catálogo Ferramentas Gerais.Número mínimo de dentes do pinhão.2 . 2005.1: Velocidade de deslizamento e seus respectivos ângulos de atrito. 175 Tabela 5.9 . Fonte: Shigley. 2005. 183 Tabela 5. . 2005.Fator de correção do ângulo de envolvimento. 197 Tabela 5.Circunferências internas de correias padronizadas. Fonte: Shigley.Fatores de correção de dente.7 .1 . 182 Tabela 5.Fator de serviço. Fonte: Shigley. Fonte: Shigley.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Fator de correção de polia Cp para correias planas. 2005. Fonte: Shigley.Fator de correção do ângulo do comprimento da correia. 192 Tabela 5. 201 x .Fatores de segurança usuais para cabos de aço. 183 Tabela 5. Fonte: Shigley.3 .19 . Fonte: Shigley. 194 Tabela 5.21 . 2005. .20 . 148 Tabela 4.12 . . 2001. . 179 Tabela 5. Ks. 176 Tabela 5. 2005. Dr.Fatores de múltiplas fileiras.Capacidade de potência.Altura de coroa e diâmetros (Norma ISO) de polia para correias planas. 2005. 174 Tabela 5. Fonte: Shigley.Dimensões de correntes de roletes padronizadas pela ANSI. 148 Tabela 5.

1 e figura 1.INTRODUÇÃO o termo mancal de rolamento é usado para descrever a classe de mancais onde o esforço principal é transmitido através de um elemento de contato rolante. para ser exato). Losekann 1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 1. E. esse rolamento possui grande capacidade de carga. mesmo a velocidades muito elevadas (figura 1.2 – Esboço em corte do rolamento fixo de uma carreira de esferas.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. etc.2). velocidade e temperatura são pequenos.1 . Graças a profundidade das pistas. limite de velocidade. Nas figuras seguintes apresentam-se alguns tipos de rolamentos disponíveis nas lojas especializadas.Rolamento fixo de uma carreira de esferas. Nesse tipo de mancal. Fonte: PROVENZA. Cláudio R. 1. Fonte: TELECURSO 2000. o problema fundamental de engenharia não é projetar um rolamento. podem-se encontrar as recomendações de forças de serviço.2 TIPOS DE ROLAMENTOS Rolamentos fixos de uma carreira de esferas: o rolamento fixo de uma carreira de esferas tem pistas profundas. 1998. 1978. Figura 1. ao invés de deslizante. por isso. Figura 1. tipo específico de lubrificação.1 . Dr. ao tamanho das esferas e ao contato ajustado entre as esferas e as pistas. inclusive no sentido axial. sem orifício para entrada das esferas. selecionar o tipo de rolamento mais adequado para as condições de serviço exigidas pelo projeto. tabelados em função do tipo e do tamanho. Os fabricantes desenvolveram muitos tipos diferentes de mancais de rolamento. Em seus manuais. Logo. e os efeitos de carga. Sua construção lhe permite suportar consideráveis cargas axiais. 1 . o atrito inicial e o atrito de serviço são iguais (aproximadamente iguais. muito adequado para resistir às cargas de todas as direções. mas sim.

3 . o rolamento é autocompensador.5 . etc. Este rolamento é adequado para cargas relativamente grandes e pode também suportar altas velocidades (figura 1.Rolamento autocompensador de esferas e aplicação. Fonte: TELECURSO 2000.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Os rolamentos com rebordos nos dois anéis podem fixar axialmente o eixo. dentro de certos limites. Graças à esfericidade da pista. Rolamentos de rolos cilíndricos: os rolos do rolamento cilíndrico são guiados por rebordos em um dos anéis. o que o torna apropriado a ligeiros desalinhamentos do eixo. provenientes de montagem defeituosa. 1998.Rolamento de rolos cilíndricos.4). desníveis das fundações.5 e 1. o que é de grande importância quando se trata de aplicações em que se requer alta velocidade e exatidão (figura 1.3 e figura 1. 1978. Dr. Losekann Rolamentos autocompensadores de esferas: o rolamento autocompensador de esferas tem duas carreiras de esferas e uma pista em sulco esférico comum ao anel externo.4 .6). em relação à caixa. Cláudio R. esforços sobre o eixo. Fonte: PROVENZA. mesmo que ambos os anéis estejam montados com ajuste forte. Fonte: PROVENZA. Figura 1. 2 . Essa exceção apresenta a vantagem de permitir que o eixo se desloque axialmente. 1978. Figura 1.Rolamento autocompensador de esferas. sempre que as forças sejam muito reduzidas. O outro anel geralmente não tem rebordos. A desmontagem é muito fácil. Figura 1. o rolamento não pode ocasionar flexões no eixo. Pelo mesmo motivo.

Rolamentos autocompensadores de rolos: o rolamento autocompensador de rolos tem duas carreiras de rolos e uma pista esférica comum no anel externo. Dr.6 à direita e 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. provenientes de qualquer direção (figura 1.6 .Rolamento autocompensador de rolos e sua aplicação. 3 . Fonte: TELECURSO 2000. característica a qual deve sua propriedade de alinhamento automático. Losekann Figura 1. O de tipo largo também pode suportar cargas axiais consideráveis. O número e o tamanho de seus rolos e a exatidão com que estes são guiados conferem a esse rolamento uma capacidade de carga muito grande.7 . Cláudio R. Figura 1.7). 1998.Rolamento de rolos cilíndricos e sua aplicação.

Rolamento de contato angular de duas carreiras de esferas. que lhe permite reduzir. o rolamento se apóia em uma contra- placa. Neste último caso. Fonte: PROVENZA. Esse rolamento não é desmontável (figura 1. a placa fixa.12). o rolamento é especialmente apropriado para resistir a uma grande carga axial. para compensar pequenas inexatidões de fabricação das caixas. Rolamentos de contato angular de duas carreiras de esferas: o rolamento de contato angular de duas carreiras tem as pistas de maneira que as linhas de pressão formadas pelas duas carreiras de esferas se dirigem a dois pontos do eixo relativamente distantes entre si. mesmo sob cargas de direção variável. Cláudio R. 1978.9).8 . esse rolamento é apropriado para elementos giratórios de máquinas que requerem dois apoios. sem dúvida.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Ao contrário de outros tipos de rolamentos.Rolamento de contato angular.Rolamento axial de esferas de escora simples. Fonte: PROVENZA.9 . 1978. os movimentos axiais do eixo. os de assento esférico são muito úteis em certos casos. 1978. pode ter assento plano ou esférico. este tem carga prévia. 4 . Em conseqüência dessa disposição. Fonte: PROVENZA. Dr. Figura 1.10 e 1. Rolamentos axiais de esferas com escora: o rolamento axial de esferas de escora simples consta de uma carreira de esferas entre duas placas. Losekann Rolamentos de contato angular: o rolamento de contato angular de uma carreira de esferas tem as pistas dispostas de forma que a pressão exercida pelas esferas está dirigida em ângulo agudo com respeito ao eixo. porém. Figura 1.8). ser preferidos para a maioria das aplicações. devendo-se montá-lo contraposto a outro rolamento que possa receber a carga axial existente em sentido contrário.10 . O rolamento destina-se a suportar carga axial em uma só direção (figura 1. uma das quais (a placa móvel) é de assento plano. entre pequenos limites. Os rolamentos com assento plano deveriam. porém nos quais se dispõe de espaço para um só rolamento (figura 1. Figura 1. enquanto que a outra. Para sua construção.

Em conseqüência. Rolamentos axiais autocompensadores de rolos: o rolamento axial autocompensador de rolos tem uma carreira de rolos em posição oblíqua. Graças à execução especial da superfície de apoio dos rolos no ressalto de guia. podendo ser de assento plano ou esférico. 5 .12).UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann Rolamentos axiais de esferas de escora dupla: o rolamento axial de esferas de escora dupla tem duas carreiras de esferas. Figura 1. por isso. guiados por um ressalto da placa móvel. Cláudio R.12 . 1998. os quais. e três placas fixas são iguais aos do rolamento de escora simples. giram sobre a superfície esférica da placa fixa. Uma para cada direção de carga. Dr.13). mesmo suportando elevada carga. o rolamento possuir capacidade de carga muito grande e alinhamento automático perfeito. Fonte: Fonte: PROVENZA. Fonte: PROVENZA. 1978.Rolamento axial de esferas de escora e sua aplicação. girar a grande velocidade. também.Rolamento axial autocompensador de rolos. os rolos giram separados do ressalto por uma fina camada de óleo.11 e 1. Figura 1. este pode.Rolamento axial de esferas de escora dupla.13 . O rolamento pode. 1978.11 . Fonte: TELECURSO 2000. O rolamento destina-se a resistir a cargas axiais de direção variável (figura 1. Figura 1. resistir a cargas radiais (figura 1. Contrariamente a outros rolamentos axiais.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann Rolamentos de rolos cônicos de uma carreira de rolos: o rolamento de rolos cônicos. tanto o anel interno com seus rolos e o anel externo. é outro passo positivo para alcançar o máximo de duração das máquinas. indicados para suportar esforços radiais intensos. O rolamento é desmontável. são de pequena espessura.Cerca de 16% de todas as falhas prematuras nos rolamentos são causadas por má montagem (usualmente impactos fortes) e pelo desconhecimento da disponibilidade das ferramentas de montagem corretas.14).3 . Rolamento de agulhas: os rolamentos de agulhas. 1. o emprego de assentos mais leves e de dimensões reduzidas. o que permitem que suportem maiores cargas com muito menor desgaste.Rolamento de agulhas. Figura 1. mesmo quando submetidos a regimes de altas rotações (figura 1. funcionam silenciosamente.FALHAS PREMATURAS NOS ROLAMENTOS Montagem incorreta 16% . assim. há uma série de rolamentos cujo ângulo é muito aberto. monta-se cada um separadamente (figura 1. usando ferramentas e técnicas especializadas. Figura 1. possibilitando.Rolamento deformado não esfericamente. graças à posição oblíqua da pista.Rolamento de rolos cônicos de uma carreira de esferas. Para os casos em que a carga axial é muito importante. é especialmente adequado para resistir a cargas radiais e axiais.14 .16 . Dr. Montagem profissional. Para uma montagem ou desmontagem correta e eficaz podem ser utilizados métodos mecânicos. Esse rolamento deve ser montado contraposto a outro capaz de suportar os esforços axiais em sentido contrário.15 . 1978. 6 . Fonte: Provenza (1988). apresentam alta rigidez. Cláudio R. hidráulicos ou térmicos.15). Fonte: PROVENZA. Figura 1.

os rolamentos sofrem as conseqüências.Embora os rolamentos possam ser montados e aquecidos. Visando garantir uma longa vida do rolamento. é importante que se determine à condição da máquina e do rolamento durante a operação. Pode- se evitar falhas súbitas ou inesperadas desde que os rolamentos negligenciados ou fatigados emitam sinais de alerta. As variedades dos parâmetros mais importantes para a medição das condições da máquina em busca de um ótimo desempenho de rolamentos são: ruído. 7 . Losekann Lubrificação inadequada 36% . cerca de 36 % das falhas prematuras são causadas por especificação incorreta e aplicação inadequada do lubrificante. Contaminação 14% .18 . pelo menos 14% de todas as falhas prematuras são atribuídas aos problemas de contaminação. alinhamento. Figura 1. temperatura. os sistemas de lubrificação totalmente automática podem ser especificados para uma lubrificação ótima. E.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.19 . Porque os rolamentos são geralmente os componentes menos acessíveis nas máquinas. velocidade. Cláudio R.Um rolamento é um componente de precisão que não funcionará eficazmente a menos que.17 . Inevitavelmente. que podem ser detectados e interpretados com a utilização do equipamento de monitorização. são responsáveis só por uma pequena proporção de todos os rolamentos em uso. estejam isolados de contaminação. Figura 1.Sempre que as máquinas estejam sobrecarregadas. Sempre que a manutenção manual não seja viável. sistemas fixos e software de gestão de dados para controle de monitorização periódica ou contínua de parâmetros chaves de operação. quanto os custos totais de manutenção. Uma boa manutenção preventiva irá reduzir tanto as paradas da máquina. Fadiga 34% . qualquer rolamento privado de lubrificação adequada. condição do rolamento. resultando em 34% de todas as falhas prematuras nos rolamentos. servidas incorretamente ou sem apoio.Rolamento deformado plasticamente com escamação. falhará muito antes do limite da sua duração. inicialmente já lubrificados. Figura 1. dado que os rolamentos vedados. condição do óleo. A variedade inclui instrumentos portáteis. Dr. muito freqüentemente constitui o problema. vibrações.Rolamento com contaminante abrasivo. tanto ele próprio como os seus lubrificantes. a lubrificação negligenciada.Rolamento deformado com estrias de fadiga.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.20 .4 .22 – Verificador da constante dielétrica de óleo. Dr. Composto por auscultadores.Tacômetros. Equipado com uma gama de acessórios. oferece uma excelente versatilidade de medições - rpm.4.3 – VERIFICADOR DA CONSTANTE DIELÉTRICA DO ÓLEO O verificador de óleo detecta e mede a constante dielétrica do óleo.1 – TACÔMETRO ÓTICO DE FUNÇÃO ÚNICA OU MÚLTIPLA O tacômetro óptico permite medir rotações por processo óptico ou por contato. usadas e não usadas. é o aparelho ideal para detecção de problemas em partes de máquinas ou avarias em rolamentos. Comparando as medições obtidas em óleos da mesma marca. Losekann 1.2 – ESTETOSCÓPIO DIGITAL É um aparelho de alta qualidade que permite determinar problemas em partes de máquinas pela detecção de ruídos ou vibrações. dois comprimentos diferentes de sondas.FERRAMENTAS PARA ANÁLISE DE ROLAMENTOS 1. o verificador de óleo consegue determinar o grau de alteração na constante dielétrica do óleo. 1. controlado por microprocessador. Figura 1. m/min ou ft/min.4. 8 . intervalos de tempo entre resoluções ou ciclos e tempo acumulado total.21 .4. ajuste de som e um CD de comparação previamente gravado. O tacômetro óptico é um sistema de medições de velocidades de alta qualidade. Figura 1. 1.Estetoscópio. A alteração dielétrica está diretamente relacionada com a degradação e o nível de contaminação do óleo e permitirá ao usuário obter intervalos otimizados entre as mudanças de óleo e detectar maior desgaste da máquina assim como perda de propriedades do óleo lubrificante. Figura 1. Pode ser equipado com sensor remoto e adaptador de contato. Cláudio R.

e capaz de efetuar medições de envoltórias de aceleração. desalinhamento.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.4.Eixos e caixas fora das tolerâncias.MONTAGENS E DESMONTAGEM DE ROLAMENTOS Montagens a frio: Falhas prematuras de rolamentos podem ser provocadas por montagem incorreta. ex: folga excessiva. quanto à vibração global e envoltórias de aceleração.24 – Montagem com interferência: eixo cilíndrico. o sinal de entrada do sensor da ferramenta é processado para produzir tanto as medições para cada ponto da máquina. . aperto demasiado. que mede a vibração em freqüências mais altas (vibração provocada por problemas em elementos girantes. .Danos provocados durante a montagem.Rebarbas.Porcas de fixação que se soltam durante o funcionamento. Cláudio R. arestas. Losekann 1.5 . capaz de medir as vibrações globais (causadas por problemas rotacionais e estruturais como: desbalanceamento. Figura 1. Problemas típicos podem provocar falhas prematuras: . 9 . Figura 1.4 – MEDIDOR DE VIBRAÇÕES O medidor de vibrações é uma ferramenta de monitoramento de vibrações. danos nos eixos e caixas.25 – Montagem com interferência: eixo cônico. de múltiplos parâmetros.23 – Medidor de vibrações. falta de aperto. Figura 1. Ao efetuar as medições. etc). . 1. em rolamentos ou em engrenagens). . Dr.Rolamentos montados incorretamente.

Figura 1. Cláudio R. Losekann Extratores: São ferramentas especiais para remover rolamentos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.26 – Chave gancho. Figura 1.29 – Extrator para caixa cega.28 – Extrator com martelo. Figura 1. Dr. Figura 1. 10 .27 – Extrator com garra.

Também pode ser utilizado para aquecer componentes metálicos. esferas. Cláudio R. superior ao do eixo. proporciona uma elevada eficiência. Nunca se deve aquecer um rolamento a uma temperatura superior a 125 °C. Losekann Montagens a quente: A diferença de temperatura entre o rolamento e a caixa depende da magnitude da interferência e das dimensões do rolamento. A figura que segue mostra a nomenclatura das partes principais de um mancal de rolamento de esferas. Deve evitar-se o superaquecimento local. engrenagens.6 – SELEÇÃO DE MANCAIS DE ROLAMENTOS Os mancais de rolamentos são fabricados para suportarem cargas axiais ou radiais ou ambas ao mesmo tempo. Figura 1. buchas e anéis de aperto. . polias. . .O usuário leva o aquecedor até o rolamento. anel interno. Utilizando um método de aquecimento por indução a alta freqüência.30 – Montagem a quente.Eficiência de aquecimento acima de 85%. com suas quatro partes principais: anel externo. Nunca se deve aquecer um rolamento usando chama diretamente.5 kgf). Dr. Em alguns casos. o separador pode ser omitido para diminuição do custo do mancal.31 – Aquecedores por indução.Os componentes nunca ficam magnetizados.Leve e portátil (4.32 – Partes de um rolamento. Normalmente uma temperatura de 80 a 90 °C do rolamento. Aquecedores por indução (portátil): Permite o aquecimento de rolamentos com um diâmetro interno de 20 até 100 mm e um peso máximo correspondente de 4 a 5 kgf. porta-esferas ou separador. O aquecedor está equipado com um controle de temperatura e de tempo. 1. 11 . . Figura 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. tais como. é suficiente para montagem. porque o material pode sofrer alterações de diâmetro e de dureza. Figura 1.

é importante definir inicialmente o tipo de solicitação ao qual estará submetido. pelas dimensões especificadas e pela vida. em condições normais de oscilação.da lubrificação e viscosidade do lubrificante.da carga. Deve-se considerar também a resistência à fadiga.1) Onde: “ C 0 ” .7.7. mas é bem inferior ao atrito estático de um mancal de deslizamento. 1.DIMENSIONAMENTO DE ROLAMENTOS Para dimensionar um rolamento. kgf]. Dr.Capacidade de carga estática (C0) É a carga que provoca no elemento rolante e na pista. Losekann Em um mancal de rolamento o atrito estático é o dobro do atrito dinâmico.fator de esforços estáticos [adimensional]. a carga equivalente é determinada pela fórmula: 12 . 1. atrito e calor. O atrito do mancal depende: . o rolamento se movimenta com freqüência maior que 10 rpm. Na carga estática.1 . A seleção de mancais de rolamento é definida pela carga aplicada no eixo ou árvore de transmissão. possivelmente acarretará em ruído e vibração excessiva.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. o rolamento encontra-se parado ou oscila lentamente (n < 10 rpm).carga estática equivalente [kN. dependente do tempo. é dimensionamento por meio a capacidade de carga estática (C0). esta será a carga equivalente. Se forem aplicadas a um rolamento cargas maiores do que a capacidade de carga básica. C 0 = f s ⋅ P0 [kN. Isto corresponde. Na atuação simultânea das cargas axial e radial. Na carga dinâmica. determinada em função das cargas axial e radial. “ f s ” . Quando o rolamento for solicitado por uma carga radial ou axial isoladamente. kgf]. 1974).1 .1.CARGA ESTÁTICA Quando o rolamento estiver atuando parado ou com oscilações. “ P0 ” . devido ao pequeno contato de superfície dos elementos rolantes (esferas. dos ajustes para montagem. a resistência à corrosão do material. 1. .7. . bem como custos e aplicações.da velocidade.1. Embora a classificação seja um tanto arbitrária.Carga estática equivalente (P0) É uma suposta carga resultante.capacidade de carga estática [kN.2 . kgf] (1. uma deformação plástica do elemento rolante e da pista da ordem de 1/10000 do diâmetro do elemento rolante mais tensionado. agulhas). A seleção envolve cálculos orientados nos catálogos dos fabricantes e depende de uma série de fatores bem como do tipo de mancal. Cláudio R. rolos.7 . geralmente definida em horas de uso. a uma pressão de superfície de 4000 MPa. que atuam simultaneamente no rolamento. particularmente sob velocidades elevadas (LUBRIFICAÇÃO. foi verificado que esta intensidade de deformação não afeta significativamente a operação do rolamento. 1. mas varia conforme o material do mancal.

fator axial [adimensional].5 ≤ f s ≤ 2.Fator de esforços estáticos ( f s ) É um coeficiente de segurança que preserva a ocorrência de deformações plásticas excessivas nos pontos de contato. sem apresentar sinais de fadiga. calculada.2) Onde: “ P0 ” . kgf] (1. “ Y0 ” . Figura 1.fator radial [adimensional]. “ Fa ” . kgf].7.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.0 Para exigências reduzidas. kgf]. São indicados os seguintes valores: • 1. com anel externo estacionário.carga estática equivalente [kN.carga radial [kN.CARGA DINÂMICA Quando o rolamento atuar com movimento ( n ≥ 10rpm ).5 Para exigências elevadas. Losekann P0 = X 0 ⋅ Fr + Y0 ⋅ Fa [kN. 13 .1 . “ Fr ” . é dimensionado por meio da capacidade de carga dinâmica (C).33 – Estágio avançado de fadiga no anel externo de um rolamento de rolos esféricos.3 . • 1.5 Para exigências normais. Dr.2 . pode agüentar teoricamente uma vida nominal de um milhão de ciclos do anel interno.33 mostra a fadiga em um anel externo de um mancal de rolamento (LUBRIFICAÇÃO.0 ≤ f s ≤ 1. entre os corpos rolantes e a pista.Capacidade de carga dinâmica (C) É a carga radial.carga axial [kN. é a probabilidade sob a qual 90% de um lote de rolamentos alcançam um milhão de rotações.2. • 0. 1.1. kgf]. ou seja. “ X 0 ” . constante. 1. 1. A figura 1. A capacidade de carga dinâmica dos diversos tipos de rolamento é encontrada nas tabelas que compõem os catálogos.7 ≤ f s ≤ 1. 1974).7. Cláudio R.7. que um grupo de rolamentos aparentemente idênticos.

4) fl = fn ⋅ fl = fn ⋅ P P a a ⎛ 10 6 ⎞ ⎛ 10 6 ⎞ f n = ⎜⎜ ⎟⎟ f n = ⎜⎜ ⎟⎟ (1. Rolamento de esferas Rolamentos de rolos Equação C C (1. 1. kgf]. n − rpm 3 1.3) fn Onde: “ C ” .2.1 mostra equações para determinação de fatores para rolamentos de esferas e de rolos para práticas de dimensionamentos. A carga dinâmica equivalente constitui-se de uma suposta carga resultante. “ Fr ” . Quadro 1.capacidade de carga dinâmica [kN.Carga dinâmica equivalente (P) Determina-se a carga dinâmica equivalente quando houver a atuação simultânea de cargas radial e axial no rolamento.fator radial [adimensional]. “ P ” .5) ⎝ 500 ⋅ 60 ⋅ n ⎠ ⎝ 500 ⋅ 60 ⋅ n ⎠ 1 3 a = .carga dinâmica equivalente [kN. “ f n ” .3 – Fator de temperatura Nos rolamentos expostos a altas temperaturas.7.6) b b Ln = ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ ⎜ ⎟ Ln = ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ ⎜ ⎟ ⎝ 60 ⋅ n ⎠ ⎝ P ⎠ ⎝ 60 ⋅ n ⎠ ⎝ P ⎠ b = 3 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dr.2. Fonte: LUBRIFICAÇÃO. Nesse caso. para determinar a capacidade de carga dinâmica. 1974. n − rpm 3 10 ⎛ 10 6 ⎞ ⎛ C ⎞ ⎛ 10 6 ⎞ ⎛ C ⎞ (1.7) Onde: “ P ” . kgf] (1. “ Fa ” .carga axial [kN. kgf].fator axial [adimensional].fator de esforços dinâmicos [adimensional].7.2 .1 – Fatores relacionados a rotação. kgf].carga dinâmica equivalente [kN. torna-se necessário considerar um fator de temperatura (ft). sendo definida por meio de: P = x ⋅ Fr + y ⋅ Fa [kN. Losekann A capacidade de carga dinâmica que deve ter o rolamento para suportar com segurança as cargas aplicadas é determinada por: f C = l ⋅P (1. O quadro 1.fator de rotação [adimensional]. “ y ” . n − rpm 10 b = .carga radial [kN. n − rpm a= . kgf]. Cláudio R. “ x ” . kgf]. “ f l ” . utiliza-se: 14 .

A vida útil ou vida nominal aparente “ Lna ” é a vida do rolamento com duração até a fadiga sob determinadas condições de serviço que pode ter influência da lubrificação e outros fatores como matéria-prima. kgf].42 0. ou seja. Tem-se então que: Lna = a1 ⋅ a 2 ⋅ a3 ⋅ Ln (1. temperatura de serviço. reduz a vida de rolamentos de esferas em 87. “ a1 ” . Inversamente. a redução da carga à metade produz um aumento de oito vêzes na vida de rolamentos de esferas. duas definições são usadas para atribuir a longevidade do mancal de rolamento.VIDA ÚTIL DO ROLAMENTO A vida de um certo rolamento é o número total de revoluções ou o número total de horas em operação. Quadro 1.5 %. vida nominal e a carga real.7. 1990. ou que só 10% dos elementos rolantes falharão. com 90% de probabilidade. 15 .Duração até a fadiga As recomendações da ISO permitem considerar no cálculo a melhoria na qualidade dos aços e a influência da lubrificação na fadiga do material. representado por “ Lna ”. que os elementos rolantes completarão ou excederão o serviço. “ f l ” . “ f n ” .2 – Fator de temperatura. A equação 1. Dr.73 0.22 1. representa também a vida. Esta vida é o número de revoluções. representado por “ Ln ”. e vida nominal. “P” – carga dinâmica equivalente [kN. ou de horas. kgf].0 0.9 relaciona a vida nominal e a vida útil (vida nominal aparente) 1. Sob condições ideais.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. “ a 2 ” – fator de matéria-prima [adimensional]. velocidade periférica dos rolamentos.1 . Losekann fl C= ⋅P (1. Fonte: MELCONIAN. que 90% de um grupo de rolamentos aparentemente idênticos completarão ou excederão para ocorrer o critério de falha. É significativo observar que dobrando a carga.fator de esforços dinâmicos [adimensional].7. Cláudio R. a falha por fadiga consistirá num descascamento das superfícies que recebem carga. quando representado com “L10”. Vida nominal “ Ln ” é um termo sancionado pela “Associação dos Fabricantes de Mancais de Rolamentos” AFBMA (Anti-friccion Bearing Manufacturers Association) e utilizado pela maioria dos fabricantes.6 define a relação entre a capacidade de carga.fator de rotação [adimensional]. a uma determinada velocidade constante.3 .9) Onde: “ Lna ” – duração até a fadiga (h). que são: Vida útil ou vida nominal aparente. Assim. e de 10 vêzes na vida de rolamentos de rolos. a uma determinada velocidade constante.8) fn ⋅ ft Onde: “C” – capacidade de carga dinâmica [kN.3. e dos rolamentos de rolos em 90%. Para um único mancal de rolamento. “L10”. necessária para desenvolver o critério de falha. “ f t ” .fator de probabilidade. é a vida em milhões de rotações que 90% do grupo do rolamento completarão ou ultrapassarão.fator de temperatura [adimensional]. Temperatura máxima de serviço 150 °C 200 °C 250 °C 300 °C Fator de Temperatura (ft) 1. significa que de um grupo de rolamentos aparentemente idênticos. A equação 1.

44 0. 1. Losekann “ a3 ” – fator das condições de serviço [adimensional].5 . “ Ln ” – vida nominal do rolamento [adimensional].7. Fonte: adaptado de MELCONIAN.3.3.4 .33 0. Para os aços de alta qualidade. A duração prolonga-se quando o ambiente de trabalho é limpo. O término da vida útil do rolamento ocorre quando há formação de “pittings” (erosão produzida por cavitação).62 0.3 .3 – Fator probabilidade de falha.34 – Fator a23.53 0. 1. 16 . originada na superfície das pistas. Fonte: MELCONIAN. sendo obtido no quadro seguinte: Quadro 1. O fator “ a 2 ” se altera para altas temperaturas.3. 1.Fator a 2 (matéria-prima) O fator “ a 2 ” considera as características da metéria-prima e o respectivo tratamento térmico. a lubrificação é adequada e a carga atuante não é excessiva.21 1. 1990. Dr. Probabilidade de falha (%) 10 5 4 3 2 1 Duração L10 L5 L4 L3 L2 L1 Fator a1 1 0.Fator a 23 (conjunto) Figura 1.7.7.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Fator a3 (condições de serviço) As condições de serviço influem na vida do rolamento. Cláudio R.Fator a1 (probabilidade de falha) O fator a1 que prevê a probabilidade de falhas no material devido à fadiga é regido por leis estatísticas.3.7. recomenda-se “ a 2 = 1”. 1990.2 .

2. 3. Portanto: Lna = a1 ⋅ a 23 ⋅ Ln (h). não seja inferior ao tempo de duração até a fadiga. Nesses casos. corrige-se o valor a 23 pelo fator de redução ft. • Limitação no cálculo da duração. Contaminação no lubrificante. 4. O fator “ a 23 ” é determinado por meio da utilização do diagrama da figura seguinte. em que se torna imprescindível rigorosa limpeza na aplicação.“ a3 ”. Que a rotação e os esforços utilizados nos cálculos correspondam às condições efetivas de serviço.34 mostra 3 campos (I. desde que apresentem baixo componente de atrito por deslizamento. Losekann Por meio da interdependência dos fatores de adequação para matéria-prima . • Quando ν /ν i > 4. Cláudio R. 1990. • Campo II: Boa limpeza nos condutos de lubrificação. Premissa: máximo grau de limpeza nos condutos de lubrificação e carga moderada. (MELCONIAN. Indica que poderá ser obtido um prolongamento de vida útil ao melhorar o grau de limpeza. Que a contaminação no lubrificante seja reduzida no período de funcionamento. podem ser utilizados valores a 23 no limite superior. Figura 1. Que a vida útil. A lubrificação admitida no cálculo deve permanecer constante durante todo o período de funcionamento. caso se queira alcançar durabilidade permanente – vale para condições ideais de serviço. 17 . a vida útil diminui. após determinado a razão entre viscosidade cinemática à temperatura de serviço com a viscosidade cinemática ideal. 5. Que a temperatura de serviço tenha sido admitida corretamente. Recomendações: • No campo II.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. • Para temperaturas de serviço acima de 150 °C. na prática. a duração de serviço do rolamento se for observado as condições seguintes: 1. é conveniente que seja indicado um único valor para o conjunto “ a 23 ”. Fonte: adaptado de MELCONIAN. Aditivos adequados no lubrificante.“ a 2 ” e as condições de serviço . lubrificação e vedação.35 – Determinação da viscosidade cinemática ideal para o rolamento. O cálculo da vida útil somente corresponderá. acima de 4 entra-se na zona I. Tem-se que: a 23 = a 2 ⋅ a3 . boa limpeza nos condutos de lubrificação e lubrificante com aditivos adequados. Dr. Define o que é obtido na prática com a utilização de lubrificantes adequados. O gráfico da figura 1. 1990). Lubrificantes poucos adequados. • Campo III: Condições de serviços desfavoráveis. limitada pela interrupção de lubrificação ou desgaste. II e III) que tem os seguintes significados: • Campo I: zona de transição para durabilidade permanente havendo separação completa das superfícies de contato pela película lubrificante. É o mais importante do diagrama.

Figura 1. deduz- 50 se. Para mancais de rolamento. Losekann No diagrama da figura 1. que para uma temperatura de serviço de 80 °C a 0 40 50 60 70 80 90 100 viscosidade cinemática é o Temperatura ( C) aproximadamente 28 cSt. As linhas inclinadas representam as possíveis rotações (rpm) que o conjunto eixo e rolamento podem sofrer. que resulta em 30 cSt. traça-se uma vertical até o ponto que representa a velocidade de trabalho. etc. Neste gráfico há diferentes lubrificantes em função da aplicação. Figura 1. Do gráfico da figura 1. Cláudio R. O óleo EF926 (caixa de câmbio - engrenagens e rolamentos) foi um EF.35. Como a SUPERSF relação entre viscosidade e 100 temperatura é praticamente linear nesta faixa de temperatura. dessa forma. O gráfico abaixo mostra a relação de viscosidade cinemática em função da temperatura do fabricante Shell Brasil S. a viscosidade cinemática necessária para as variáveis: diâmetro médio e rotação do rolamento. graficamente. determina-se a viscosidade cinemática “ν i ” ideal que o ⎛D+d⎞ óleo deveria ter por meio do diâmetro médio do rolamento ⎜ ⎟ que se localiza no eixo ⎝ 2 ⎠ das abscissas.36 – Relação de viscosidade em função da temperatura de alguns lubrificantes industriais. matematicamente. motor ciclo Diesel. 150 RIMULAMV SUPERPLUS a viscosidade de 8. 18 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.35 obtém-se a viscosidade ideal que graficamente resulta em 40 cSt aproximadamente. também pode-se determinar a viscosidade cinemática a 78 °C.A.4 cSt e a 100 °C. como óleo para motor de ciclo Otto.8 cSt. deve-se escolher o óleo específico segundo o fabricante de lubrificantes em virtude dos aditivos apropriados como o de Extrema Pressão e Aumentador do Índice de Viscosidade. caixa de câmbio. ⎛D+d⎞ Exemplo: Supondo que o diâmetro médio do rolamento seja ⎜ ⎟ = 60 mm e a rotação n = ⎝ 2 ⎠ 360 rpm e temperatura de serviço do rolamento 78 °C. faz-se a sua projeção no eixo das ordenadas e encontra-se. Dr.37 – Determinação da viscosidade ideal. Sabendo que o óleo EF926 é um óleo apropriado para rolamentos devido ao aditivo de Extrema Pressão. Conhecido o diâmetro médio do rolamento.926 DONAXTM óleo fabricado especialmente para DONAXTD uma indústria automobilística. Este 200 COMPTELLA óleo apresenta a 40 °C a Viscosidade cinemática ( cSt) ALEXIA50 RIMULACT viscosidade de 69. determine o fator a 23 para a determinação de um rolamento. Definido o ponto.

pois produz um fator “ a 23 ” maior.38 – Determinação do fator combinado. tornando uma das causas de desgaste.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. o mais importante é a escolha de um óleo que tenha a viscosidade adequada na temperatura de trabalho. Se a viscosidade for baixa demais. óleos de baixa viscosidade são usados quanto maior for a rotação e. Se a viscosidade do lubrificante é maior que o ideal. Análise dos valores obtidos do fator “ a 23 ” para o exemplo em questão: Tendo em vista que viscosidade do lubrificante é menor que o ideal. A rotação e a carga no rolamento influenciam também Na formação da película de óleo. Dr.4. Ao selecionar um óleo lubrificante. determinando a 23 = 1. a vida é aumentada. conforme a ilustração ao lado. a resistência ao cisalhamento do óleo poderá aumentar a perda de potência (aumento do atrito interno). se a viscosidade for elevada demais.8 – SELEÇÃO DO LUBRIFICANTE Os óleos usados para a lubrificação dos rolamentos são. mais elevada deverá ser a viscosidade.75 . 19 . óleos minerais altamente refinados ou óleos sintéticos. Em geral. quanto maior a carga e o tamanho do rolamento.75 até a reta de intersecção do 40 campo I e II (condição que depende do projetista). O quadro abaixo sugere alguns princípios de decisão. x ≥ 1 . Losekann ν Sendo x = uma variável necessária para determinar o fator a 23 . 1. Do gráfico 1.38 traça-se uma reta do ponto 0. x ≤ 1 . tem-se: νi 30 x= = 0. Inversamente. a formação da película de óleo será insuficiente. Desta forma. que possuem boa estabilidade à oxidação com elevada resistência à carga e com propriedade inibidora de corrosão. Cláudio R. Figura 1. a vida é reduzida. na condição de serviço. normalmente. tanto óleo quanto graxa podem ser usados como lubrificantes.

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Quadro 1.4 – Recomendações da escolha do lubrificante. Fonte: KIRCHOFF, 1980.
UTILIZAÇÃO DE GRAXA UTILIZAÇÃO DE ÓLEO
- Quando a velocidade e temperatura forem
- Quando a velocidade e temperatura forem
baixas altas
- Quando for necessária proteção a sujeira
- Quando for usado sistema impermeável
- Quando for utilizado alojamento simples
- Quando o tipo de rolamento não é adequado
para graxas
- Quando se deseja um período longo de - O mancal e outras partes são lubrificados de
trabalho uma central de suprimento

1.9 - MEDIDAS DE MONTAGEM

Os anéis de rolamento somente podem assentar no
eixo, no furo da caixa e nas superfícies laterais. Não devem,
portanto, encostar-se aos raios de arredondamento.
Consequentemente, o maior raio “rg” da peça contígua deve
ser menor que a menor dimensão de canto “rsmin” do
rolamento fixo de esferas. A altura do encosto lateral deve
ser tal que, mesmo com máxima medida “rs” da dimensão de
canto do rolamento, ainda haja uma superfície de encosto
suficiente. Na tabela abaixo, estão indicados os valores
máximos de “rg” e mínimos da altura de encosto “h”.

Figura 1.39 – Detalhes de montagem.

Tabela 1.1 – Medidas de montagem.
rsmin rgmax hmin
Série do rolamento
618 62, 622 64
160 63, 623
161 42
mm 60 43
0,15 0,15 0,4 0,7
0,2 0,2 0,7 0,9
0,3 0,3 1 1,2
0,6 0,6 1,6 2,1
1 1 2,3 2,8
1,1 1,1 3 3,5 4,5
1,5 1,5 3,5 4,5 5,5
2 2 4,4 5,5 6,5
2,1 2,1 5,1 6 7
3 2,5 6,2 7 8
4 3 7,3 8,5 10
5 4 9 10 12

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1.10 - EXPRESSÕES DAS CARGAS - PRÁTICA

Os quadros que seguem mostram valores de alguns fatores como recomendação para
projetos de equipamentos.

Quadro 1.5 - Valores orientativos para f l e condições usuais de carga: Fonte: Adaptado de
MELCONIAN, 1990.
Aplicação Valores Condições usuais de carga
de f l
Veículos Automotores Acionamento

Motocicletas 0,9...1,6 Regime máximo de rotação do motor, considerando-se o momento
de torção (torque) a ser transmitido. O valor médio de f l é obtido
dos valores individuais de f l 1. f l 2. f l 3...relativos as diferentes
velocidades da caixa de câmbio e das quotas de tempo q1.q2.q3...(%)
em que cada uma delas é utilizada.
Carros de passageiro leves 1,4...1,8
100
fL =
q1 q2 q3
3
3
+ 3
+ 3
+ ...
f L1 f L2 f L3
Carros de passageiro 1...1,6 Rolamentos das rodas
pesados
Caminhões leves 1,8...2,4 Carga de eixo admissível Kestat em velocidade média. Valor fL
médio (conf. anteriormente) resultante das três seguintes condições
de rodagem: em linha reta, com boa pista com Kestat em linha reta,
com pista irregular com Kestat. fz em curva, com Kestat. fz . m
Caminhões pesados 2...3
Ônibus 1,8...2,8 Tipo de veículo Fator fz
-Carros de passageiros, ônibus, motocicleta; 1,3
-Furgão, caminhão, cavalo mecânico; 1,5
-Caminhão, trator agrícola; 1,5...1,7
-Veículos com pneu maçico de borracha; 1,7

O fator m considera a aderência ao solo
Tipos de roda Fator m
Rodas dirigíveis 0,6
Rodas não dirigíveis 0,35
Motor de combustão 1,2...2 Esforços máximos (pressão dos gases, força inércia) no ponto
interna morto superior com carga máxima, com o fator fz.
Regime de rotação máximo
Fator fz
Sistema Gasolina Diesel
Dois tempos 0,35 0,5
Quatro tempos 0,3 0,4

Lembrando que: “ f l ” é o fator de esforços dinâmicos [adimensional]; “ f n ” é o fator
de rotação [adimensional]; “ f t ” é o fator de temperatura [adimensional]. “ Ln ” é a vida
nominal do rolamento [adimensional].

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Aplicação Valores Condições usuais de carga
de f l
Acionamento de
máquinas em geral
- Redutores universais; 2...3 Potência nominal, número de rotações nominal.
- Motores de acionamento; 2...3 Potência nominal, número de rotações nominal.
- Engrenagens de grande 3...4,5 Potência nominal, número de rotações nominal.
porte, estacionárias.
Equipamentos de
transporte e extração
- Acionamento de correias 4,5...5,5 Potência nominal, número de rotações nominal.
transportadoras;
- Rolos de apoio de 4,5...5 Peso da cinta e da carga, número de rotações de serviço.
correias transportadoras,
trabalho de superfície;
- Rolos de apoio de 2,5...3,5 Peso da cinta e da carga, número de rotações de serviço.
correias transportadoras
em geral;
- Tambores para correias 4...4,5 Força da cinta, peso da cinta e carga, número de rotações de
transportadoras; serviço.
- Escavadeiras de roda de 4...6 Potência nominal, número de rotações nominal.
pás, propulsão;
- Escavadeiras de roda de 2,5...3,5 Esforços de escavamento, peso, número de rotações de serviço.
pás, roda de pás;
- Escavadeiras de rodas de 4,5...5,5 Potência nominal, número de rotações nominal.
pás, acionamento da roda
de pás;
- Polia de cabos 4...4,5 Esforços no cabo, número de rotações nominal (DIN 22410).
transportadores.
Bombas, sopradores,
compressores
- Ventiladores, 3,5...4,5 Empuxo axial ou radial, peso do rotor, desbalanceamento.
sopradores;
- Sopradores de grande 4...5 Desbalanceamento = peso do rotor ⋅ f z ' , Número de rotações
porte;
nominal
Fator fz = 0,5 para sopradores de ar fresco
Fator fz = 0,8... 1 para sopradores de gases quentes.
- Bomba de pistão; 3,5...4,5 Potência nominal, número de rotações nominal.
- Bomba centrífuga 3...4,5 Empuxo axial, peso do rotor, número de rotações nominal.
Construção Naval
- Rolamento de empuxo 4...6 Empuxo máximo da hélice, número de rotações nominal.
da hélice do navio;
- Rolamento do eixo da 2,5...3,5 Peso proporcional do eixo, número de rotações nominal.
hélice do navio;
- Grandes redutores 4...6 Potência nominal, número de rotações nominal.
marítimos;
- Pequenos redutores 2...3 Potência nominal, número de rotações nominal.
marítimos;
- Reversores para barcos. 1,5...2,5 Potência nominal, número de rotações nominal.
Máquinas agrícolas
- Tratores agrícolas; 1,5...2 Igual a veículos automotores.
- Máquinas automotrizes; 1,5...2 Igual a veículos automotores.
- Máquinas de uso 1...1,5; Potência máxima, número de rotações nominal.
temporário.;

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Quadro 1.6 - Vida nominal Ln (horas) e fator de esforços dinâmicos f l para rolamentos de
esferas. Fonte: Adaptado de MELCONIAN, 1990.
Ln fl Ln fl Ln fl Ln fl Ln fl
h h h h h
100 0,585 420 0,944 1700 1,5 6500 2,35 28000 3,83
110 0,604 440 0,958 1800 1,53 7000 2,41 30000 3,91
120 0,621 460 0,973 1900 1,56 7500 2,47 32000 4,00
130 0,638 480 0,986 2000 1,59 8000 2,52 34000 4,08
140 0,654 500 1,00 2200 1,64 8500 2,57 36000 4,16
150 0,669 550 1,03 2400 1,69 9000 2,62 38000 4,24
160 0,684 600 1,06 2600 1,73 9500 2,67 40000 4,31
170 0,698 650 1,09 2800 1,78 10000 2,71 42000 4,38
180 0,711 700 1,12 3000 1,82 11000 2,8 44000 4,45
190 0,724 750 1,14 3200 1,86 12000 2,88 46000 4,51
200 0,737 800 1,17 3400 1,89 13000 2,96 48000 4,58
220 0,761 850 1,19 3600 1,93 14000 3,04 50000 4,64
240 0,783 900 1,22 3800 1,97 15000 3,11 55000 4,79
260 0,804 950 1,24 4000 2 16000 3,17 60000 4,93
280 0,824 1000 1,26 4200 2,03 17000 3,24 65000 5,07
300 0,843 1100 1,3 4400 2,06 18000 3,3 70000 5,19
320 0,862 1200 1,34 4600 2,1 19000 3,36 75000 5,31
340 0,879 1300 1,38 4800 2,13 20000 3,42 80000 5,43
360 0,896 1400 1,41 5000 2,15 22000 3,53 85000 5,54
380 0,913 1500 1,44 5500 2,22 24000 3,63 90000 5,65
400 0,928 1600 1,47 6000 2,29 26000 3,73 100000 5,85

Quadro 1.7 - Rotação e fator de rotação f n para rolamentos de esferas. Fonte: Adaptado de
MELCONIAN, 1990.
n – rpm
n fn n fn n fn n fn n fn
10 1,49 55 0,846 340 0,461 1800 0,265 9500 0,152
11 1,45 60 0,822 360 0,452 1900 0,26 10000 0,149
12 1,41 65 0,8 380 0,444 2000 0,255 11000 0,145
13 1,37 70 0,781 400 0,437 2200 0,247 12000 0,141
14 1,34 75 0,763 420 0,43 2400 0,24 13000 0,137
15 1,3 80 0,747 440 0,423 2600 0,234 14000 0,134
16 1,28 85 0,732 460 0,417 2800 0,228 15000 0,131
17 1,25 90 0,718 480 0,411 3000 0,223 16000 0,128
18 1,23 95 0,705 500 0,405 3200 0,218 17000 0,125
19 1,21 100 0,693 550 0,939 3400 0,214 18000 0,123
20 1,19 110 0,672 600 0,382 3600 0,21 19000 0,121
22 1,15 120 0,652 650 0,372 3800 0,206 20000 0,119
24 1,12 130 0,635 700 0,362 4000 0,203 22000 0,115
26 1,09 140 0,62 750 0,354 4200 0,199 24000 0,112
28 1,06 150 0,606 800 0,347 4400 0,196 26000 0,109
30 1,04 160 0,593 850 0,34 4600 0,194 28000 0,106
32 1,01 170 0,581 900 0,333 4800 0,191 30000 0,104
34 0,993 180 0,57 950 0,327 5000 0,188 32000 0,101
36 0,975 190 0,56 1000 0,322 5500 0,182 34000 0,0993
38 0,957 200 0,55 1100 0,312 6000 0,177 36000 0,0975
40 0,941 220 0,533 1200 0,303 6500 0,172 38000 0,0957
42 0,926 240 0,518 1300 0,295 7000 0,168 40000 0,0941
44 0,912 260 0,504 1400 0,288 7500 0,164 42000 0,0926
46 0,898 280 0,492 1500 0,281 8000 0,161 44000 0,0912
48 0,886 300 0,481 1600 0,275 8500 0,158 46000 0,0898
50 0,874 320 0,471 1700 0,27 9000 0,155 50000 0,0874

23

9166 0. AGMA 9005-D94 e DIN 51517 parte 3.90 24.8961 0. Disponível nos graus ISO 46.8 – Dados de uma classe de lubrificantes para caixas de redução.. sendo isento de chumbo e outros agentes tóxicos. LUBRAX INDUSTRIAL EGF-.. espinha de peixe.9296 20/4oC Ponto de Fulgor (°C) 232 236 242 258 270 282 290 300 324 (VA) Ponto de Fluidez (°C) -9 -9 -9 -9 -9 -9 -6 -6 -3 Viscosidade a (cSt) 48.00 11.9026 0. LUBRAX INDUSTRIAL EGF-.8999 0. abaixador do ponto de fluidez e agente de extrema pressão.. O diâmetro do eixo é de 45 mm. funcionará submetido à ação de uma carga radial 6kN atuando com uma rotação de 450 rpm.6 70..17 9.9 156.anticorrosivo.8915 0. 1000 e 1500.8832 0. 150.-PS atende aos requisitos das especificações USS 224.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 680. Quadro 1. (kgf) 250 250 250 250 250 250 250 250 250 soldagem Aditivos . Losekann Exemplo 1: O rolamento fixo de uma carreira de esferas. GRAU ISO 46 68 100 150 220 320 460 680 1000 GRAU AGMA 1 2(EP) 3(EP) 4(EP) 5(EP) 6(EP) 7(EP) 8(EP) Densidade a 0.-PS não é corrosivo ao cobre e suas ligas. parafusos sem fim e helicoidais executando serviços severos sob cargas elevadas. 100. As especificações técnicas de óleos industriais do fabricante PETROBRAS são dados abaixo: Óleo lubrificante para engrenagens fechadas e redutores industriais em serviços severos sob cargas elevadas.40 – Caixa de redução universal..0 233 327 472 673 1051 40°C Viscosidade a (cSt) 7. LUBRAX INDUSTRIAL EGF-.9 31.7 100°C Índice de 106 102 103 100 98 99 98 92 85 Viscosidade FZG (estágio de 12 12 12 12 12 12 12 12 12 falha) Carga OK Timken (lbf) 60 60 60 60 60 60 60 60 60 Teste 4 Esfera. Dr. resistência à oxidação e à formação de espuma. 460.8874 0. 220. Figura 1. indicado no redutor universal da figura ao lado..3 103.-PS é recomendado para a lubrificação de engrenagens industriais fechadas com dentes retos. antiespumante.. cônicas de dentes retos. 320.-PS controla o desgaste e a corrosão das partes lubrificadas e sua aditivação lhe garante características de extrema pressão. podendo ser utilizado em indústrias de alimentos. A temperatura de funcionamento encontra-se em torno de 80°C. LUBRAX INDUSTRIAL EGF-.85 15.. 24 .8 37.4 19. cônico-helicoidais.6 46. 68.8798 0. antioxidante. Cláudio R.

Solução: a) Determinação do rolamento: 1.33 0.0 C = P⋅ C = 6⋅ C = 6⋅ fn 0.0 27.Capacidade de carga para rolamento fixo de esfera de uma carreira.44 0.0 12.1 58 16009 15.27 fn 6 kN Portanto.2) Cálculo da capacidade de carga dinâmica fl 2.0 Adota-se f l = 2.1) Fatores de esforços dinâmicos Para redutores universais (encontra-se no quadro da página 22) 2.420 0.62.3) Capacidade de carga dinâmica 1. fl 32.5 17. Para diâmetro de eixo de 45 mm.420 C = 28.6 10.5 1.35.420 1.4 5.5 kN e será utilizado.27 encontra-se no intervalo indicado.5 kN C= ⋅P fl = ⋅ 0.5 75 6209 32.6 75 6009 20. Losekann Dimensionar o rolamento marcado na figura abaixo. f l = 2. P = Fr = 6kN 1.5 kN O rolamento FAG 6209 possui C = 32.0 2.3. a carga dinâmica equivalente é a própria carga radial.9 . Designação C (kN) C0 (kN) Diâmetro Externo D (mm) 61809 6. Cláudio R. 25 . encontra-se na tabela fator “ a1 ” = 0. “ Ln ” é a vida nominal do rolamento. “ f t ” é o fator de temperatura.0 ≤ f l ≤ 3.1) Carga dinâmica equivalente Como não existe carga axial. Dr.42 f l = 2. encontram-se os seguintes rolamentos no catálogo: Quadro 1. determina-se a viscosidade cinemática ideal em função do diâmetro médio do rolamento e da rotação.53 0. Lembrando que: “ f l ” é o fator de esforços dinâmicos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.2) Fator de rotação Para n = 450 rpm (encontra-se no quadro pág.0 120 1. supondo uma probabilidade de falha de 5% e campo de atuação na faixa II.62 0. Determinar a sua vida útil. “ f n ” é o fator de rotação.4) Fator de esforços dinâmicos do rolamento f l . b) Determinação da vida útil do rolamento: Supondo uma probabilidade de falha de 5%. onde se conclui que 6209 é o rolamento ideal.5 100 6409 76.6 85 6309 53.21 Da figura 1. Probabilidade de falha (%) 10 5 4 3 2 1 Duração L10 L5 L4 L3 L2 L1 Fator a1 1 0. pois ele possui carga dinâmica superior mais próxima do valor obtido nos cálculos do rolamento. 23) f n = 0.3.5 39.

Cláudio R. deste lubrificante. Losekann Diâmetro médio do rolamento: O diâmetro externo do rolamento 6209 é 85 mm. Portanto: D + d 85 + 45 dm = = ⇒ d m = 65 mm 2 2 Do diâmetro médio de 65 mm obtêm-se aproximadamente a viscosidade ν i = 35cSt . Dr. cônicas de dentes retos. Outra razão para o uso deste óleo é que. cuja movimentação dos elementos rolantes exigiria um consumo de energia elevado. Fazendo o uso de interpolação linear obtém-se a viscosidade cinemática.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. têm-se três óleos com comportamento parecido em relação à temperatura. Desta forma.6 cSt a 100 °C. cônico-helicoidais. de aproximadamente 249 cSt a temperatura de 80 °C.41 – Gráfico viscosidade x temperatura de uma classe de lubrificantes para caixas de redução. o óleo LUBRAX INDUSTRIAL EGF-680-PS apresenta 37. Analisando a questão acima para todos os óleos recomendados para este tipo de aplicação e fazendo um gráfico de viscosidade em função da temperatura. devido ao aditivo Aumentador de Índice de Viscosidade que são respectivamente LUBRAX INDUSTRIAL EGF-100-PS. LUBRAX INDUSTRIAL EGF-68-PS e LUBRAX INDUSTRIAL EGF-46-PS. a viscosidade a 80 °C é de aproximadamente 29 cSt. Um erro comum de projetos é olhar a viscosidade mais próxima à temperatura próxima de trabalho. com a viscosidade mais aproximada de 35 cSt para a condição de trabalho de 80 °C. Isto se deve ao baixo IV. pois à temperatura de serviço. o lubrificante LUBRAX INDUSTRIAL EGF- XX-PS é recomendado para a lubrificação de engrenagens industriais fechadas com dentes retos. parafusos-sem-fim e helicoidais executando serviços severos sob cargas elevadas. A escolha deste óleo não é apropriada. Da ficha técnica de óleos industriais. egf46 egf68 1100 egf100 Viscosidade cinemática (cSt) 1000 egf150 900 egf220 800 egf320 700 egf460 600 egf680 500 egf1000 400 300 200 100 0 40 50 60 70 80 90 100 Temperatura ( oC) Figura 1. espinha de peixe. a viscosidade é muito elevada (249 cSt). que neste caso. por tratar de um óleo multiviscoso (IV = 102). em temperaturas mais baixas (antes do sistema entrar em regime de funcionamento) a 26 . utilizando o óleo LUBRAX INDUSTRIAL EGF-68-PS.

62 ⋅ 0.6h .5 fl = fn ⋅ f l = 0. Figura 1.42 ⎝ 500 ⋅ 60 ⋅ n ⎠ ⎝ 500 ⋅ 60 ⋅ 450 ⎠ ⎛ 10 6 ⎞ ⎛ C ⎞ ⎛ 10 6 ⎞ ⎛ 32. Usando a equação 1.42 ⋅ = 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.6 .5 ⎞ 3 3 Ln = ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ ⎜ ⎟ Ln = ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ ⎜ ⎟ = 5886h ⎝ 60 ⋅ n ⎠ ⎝P⎠ ⎝ 60 ⋅ 450 ⎠ ⎝ 6 ⎠ Logo Lna = a1 ⋅ a 23 ⋅ Ln = 0. Dr. x = resultando em x = = 0. Cláudio R. Losekann viscosidade cinemática também é mais baixa (a 40 °C) que os demais. Como: a 23 = 0. exceto ao óleo de grau ISO 46. extrai-se a vida útil com a equação Lna = a1 ⋅ a 23 ⋅ Ln .6: Rolamento de esferas C 32.6 ⋅ 5886 Lna = 2189h . Logo Lna = a1 ⋅ a 23 ⋅ Ln = 0.42 obtém-se o fator “ a 23 ”.27 P 6 1 1 ⎛ 10 6 ⎞3 ⎛ 10 6 ⎞3 f n = ⎜⎜ ⎟⎟ f n = ⎜⎜ ⎟⎟ = 0.27 (determinados anteriormente). Da figura 1. tem-se Ln = 5886h aproximadamente.6 ⋅ 5886 Lna = 2189.62 ⋅ 0. conforme mostra o esquema abaixo. a1 = 0. 27 .62 e f l = 2. ν 29 Assim.42 – Determinação do fator conjunto. A pior situação que o rolamento pode se νi 35 encontrar no campo II de aplicação é no limite de campo II e campo III (linha inferior).83 .

18 5.3 2.5 5900 1312K 0. D D Cr Cr Tipo e Y2 Y3 Y0 (mm) (mm) (kN) (kgf) 60 110 30.8 2.5 9000 2312K 0. atuando com uma rotação de 300 rpm.65 ⋅ Fr + Y2 ⋅ Fa . que para este problema é: Fr Fa 2kN = = 0.4 130 57.4 1. campo de aplicação 1 e lubrificante LUBRAX INDUSTRIAL EGF-68-PS.40 2. segundo o critério de Fa ≈ e e determinar a carga dinâmica equivalente: Fr F F Considerando a > e (e = 0.23 4. O segundo passo é escolher o rolamento com o diâmetro do eixo.6 Fa Para carga dinâmica equivalente tem-se: P = X ⋅ Fr + Y ⋅ Fa considerando ≈e Fr Fa Fa ≤e >e Fr Fr X Y X Y 1 Y3 0.6 1.5 3100 1212K 0. Substituindo os valores obtêm-se a carga dinâmica equivalente: P = 0. O diâmetro do eixo é 60 mm e apresenta conicidade. a = 0.25 . Reprodução parcial da tabela de rolamentos autocompensadores de esferas – NSK.6 110 34 3500 2212K 0.18 (tabelado.5 2.25 Fr 8kN F F Para a ≤ e tem-se dois rolamentos (1212K e 1312K). tem-se a Fr Fr condição: P = 0. onde “ f l ” é o fator de esforços dinâmicos.4 3. Losekann Exemplo 2: Um rolamento autocompensador de esferas funcionará em um redutor universal.3 ⋅ 2000 N ⇒ P = 15800 N Da tabela extrai-se C = 30500 N e D = 110 mm. Para a > e tem-se também Fr Fr dois rolamentos (2212K e 2312K). rolamento 1212K).3 3. Cláudio R. 28 .9 130 88. A temperatura de serviço é estimada de 80° C. Dr. submetido à ação de uma carga radial 8 kN e uma axial de 2 kN.3 2.28 3.65 Y2 Fa Para carga estática equivalente tem-se: P0 = Fr + Y0 ⋅ Fa para considerando ≈e Fr Solução: Fa O primeiro passo é determinar a relação .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. O terceiro passo é determinar os fatores. Utilizar rolamentos NSK. Dimensionar o rolamento considerando serviço normal e calcular a vida útil com confiabilidade de 97%.65 ⋅ 8000 N + 5.

logo a1 = 0.481 ⎝ 500 ⋅ 60 ⋅ n ⎠ ⎝ 500 ⋅ 60 ⋅ 300 ⎠ ⎛ 10 6 ⎞ ⎛ C ⎞ ⎛ 10 6 ⎞ ⎛ 30.5 mais abaixo.28 0. tem-se que para redutores universais. O rolamento 2312K também pode ser usado e sua vida é bem maior que o indicado.6: Rolamento de esferas Cálculo C 30.4 ⋅ 399.73 .800 1 1 ⎛ 10 6 ⎞3 ⎛ 10 6 ⎞3 f n = ⎜⎜ ⎟⎟ ⎜ fn = ⎜ ⎟⎟ = 0.73 Lna = 672 h 2475 h 16884 h Conclusões: Da reprodução parcial do quadro 1.93 P 15.800 ⎠ O quarto passo.65 1 Y= 2.6 P= 12.44 Para o rolamento especificado 1212K Lna = a1 ⋅ a 23 ⋅ Ln = 0.40 X= 1 0. A confiabilidade é de ⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠ ν i 40 97%.44 ⋅ 1. obtendo-se: Rolamento Rolamento Rolamento Dados 2212K 1312K 2312K e= 0.5 e 1. logo.000 N 57.500 N D= 110 mm 130 mm 130 mm fl = 1.4.500 ⎞ 3 3 Ln = ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ ⎜ ⎟ Ln = ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ ⎜ ⎟ = 399.4 . Dr.73 0.0 3.600 N 13.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Cláudio R. Losekann “ f n ” é o fator de rotação: Usando as equações 1.23 0.73 0. Assim: ⎛ D + d ⎞ ⎛ 110 + 60 ⎞ ν 29 dm = ⎜ ⎟=⎜ ⎟ = 85mm .8 fn = 0. x = = = 0.481 ⋅ = 0. as condições de aplicação e o lubrificante utilizado. é determinar a duração à fadiga.3 1. o rolamento mais apropriado para esta aplicação é o rolamento 1312K se não for extrapolado o limite de rotação (5600 rpm) para o lubrificante indicado.15h O mesmo procedimento pode ser feito para os outros rolamentos.48 Ln = 1091 h 4.48 0. a 23 = 1.3 2. “ f l ” deve estar compreendido entre 2 < f l < 3.48 0.500 N 88.6 ⇒ Lna = 246. dado o diâmetro externo (D = 110 mm).800 N 11.500 fl = fn ⋅ f l = 0.019 h 27410 h dm = 85 mm 95 mm 95 mm νi = 40 cSt 40 cSt 40 cSt x= 0.3 4. 1.200 N C= 34. 29 .6h ⎝ 60 ⋅ n ⎠ ⎝ P ⎠ ⎝ 60 ⋅ 300 ⎠ ⎝ 15.

Losekann Reprodução parcial do quadro 1. além das cargas e condições de serviço.4. A vida média de um rolamento é o número de rotações ou o número de horas em operação que o mesmo pode realizar com a confiabilidade de 50 %. Tabela 1. número de rotações nominal. A tabela abaixo mostra os principais aços para construção de mancal de rolamento e faixas de temperaturas operacionais recomendadas..2 – Materiais de mancal de rolamento 30 . 2. estacionárias. Como foi visto anteriormente..Redutores universais.3 Potência nominal. porte.Motores de acionamento.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. número de rotações nominal.5 Aplicação Valores Condições usuais de carga de f l Acionamento de máquinas em geral .5 Potência nominal.11 – CONSIDERAÇÕES FINAIS A lubrificação correta é a garantia da vida útil do rolamento quando as cargas estão corretamente determinadas e a vida estimada de um rolamento é o número de rotações ou o número de horas em operação que o mesmo pode realizar com a confiabilidade (de 90% até 99%) das esferas permanecerem integras.Engrenagens de grande 3. 1. .. . Dr.. número de rotações nominal. 2. a vida do rolamento depende muito do material da qual é fabricado.3 Potência nominal. Cláudio R...

Losekann A figura 1. Lna = 4744h . ν i 35 31 . Qual a sua conclusão sobre o uso deste lubrificante? ν 29 Resposta: x = = = 0.7%.2) Em relação ao exemplo 1. Cláudio R. faz-se a seguinte orientação para escolha do tipo de mancal (rolamento ou deslizamento). enquanto que na limitação de espaço no sentido radial. 3. 2.43 – Dureza em função da temperatura.83 . se o redutor universal tiver elementos de vedação adequados para operar nas condições de campo I e o óleo utilizado for LUBRAX INDUSTRIAL EGF- 68-PS. Quando há espaço limitado no sentido axial os mancais de rolamentos são preferidos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.3 . Mancais de rolamento são preferíveis onde o momento torçor na partida é elevado. a 23 = 1. Dr. A vida aumenta em 116. a 23 = 1. os mancais de rolamentos produzem ruídos excessivos antes do colapso total diferente dos mancais de deslizamento. Exercícios propostos 1. os mancais de deslizamento são preferidos.43 mostra a relação de dureza de alguns aços de construção de mancais de rolamentos em função da temperatura.3) Repita o exercício anterior considerando a escolha de rolamento da marca NSK. Tendo em vista as diferentes variáveis para a seleção de rolamentos. Qual a sua conclusão? ν 29 Resposta: x = = = 0. que são: 1. determine a vida útil deste mancal de rolamento. ν i 35 1.3 .83 . Quando há possibilidades de falhas. Figura 1. Cabe ao projetista a decisão.

• Selecione e especifique o rolamento ideal da marca NSK. νi 8 f n = 0. dm = 140mm . com rotação média de trabalho é de 3000 rpm para acionamento de correias transportadoras. cujo eixo deverá suportar uma carga radial de 2500 kgf e uma carga axial de 1000 kgf. As condições de serviço é o limiar do campo II e III e por isto. 32 . • Determine o fator de esforços dinâmicos e o fator de rotação.4) Dimensionar e escolher o mancal de rolamento da marca NSK e um lubrificante adequado de fabricante tradicional. o lubrificante indicado é o LUBRAX INDUSTRIAL EGF-68-PS. Lna ≅ 29. conforme o esquema da figura abaixo. Resposta: admite muitas soluções em virtude da liberdade da escolha de lubrificante. e = 0. P = 3222kgf . Cláudio R.24. As condições de trabalho são do tipo 2 em aplicação de engrenagens de grande porte. • Calcule a vida nominal do rolamento.7 . O eixo na posição do mancal é de 100 mm e a temperatura de trabalho de 80 °C. x = = = 3. ν 29 Solução 1: Rolamento 22220HE4.6 . Justifique o emprego deste mancal de rolamento.5) O mancal de rolamento autocompensador de rolo da direita deverá suportar uma carga radial de 1800 kgf e carga axial de 480 kgf. Ln ≅ 20. d = 120 mm. f l = 3. O mancal que tem um limite maior (2600 rpm) é o 22220HE4. 1. Losekann 1. Dados: Resposta: Considerando o limite de rotação.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dr.686h .06 . • Calcule a vida útil do mancal levando-se em conta uma confiabilidade de 96%. todos os rolamentos são apropriados para rotações inferiores a 3000 rpm.259 . a 23 = 2.745h . Dados: n = 1800 rpm.

O eixo que acopla estes elementos é de aço 1010. a 23 = 2.455h . Os mancais devem ter vida útil de 40. Mancais de rolamento devem ser colocados nos apoios em A e B. ν cuja relação de viscosidade ideal e de operação é x = = 1. O eixo gira a 1800 rpm para acionamento de correias transportadoras. 33 . Dr. f n = 0. Dados: Resposta: Rolamento 1212. f l = 0. ƒ Calcule a vida útil do mancal levando-se em conta uma confiabilidade de 96%. f l = 3.265 .379h . e = 0. Losekann ν 29 Solução 2: Rolamento 23120C.17 . O diâmetro mínimo do eixo é de 60 mm. dm = 132.68 .7) O eixo da figura abaixo mostra um sistema de transmissão composta por mancal de rolamento.30. ν cuja relação de viscosidade ideal e de operação é x = = 1 . Uma graxa especial para rolamentos deve ser usada. lado B – d = 40 mm As condições de serviço é o limiar do campo II/III. 1. eixo e engrenagens que ficarão expostos à ação da chuva e ar. dm = 85mm .7 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Lna ≅ 33.2 . Cláudio R.6 . P = 1207kgf. As condições de serviço é o limiar do campo I/II. Considerando os lados A e B. νi • Selecione e especifique o rolamento ideal da marca NSK para a posição B. A árvore de transmissão gira a 500 rpm e a temperatura de trabalho é de 50 ºC. Fr = 1207kgf. 1. Lna ≅ 166h .000 horas com probabilidade de falha de 3%. ƒ Determine o fator de esforços dinâmicos e o fator de rotação.5mm .6) A figura abaixo mostra um conjunto de transmissão por engrenagens. As posições A e B deverão ter mancais de rolamentos autocompensadores de esfera. νi determine: • As reações de apoio do mancal e determine as suas resultantes. P = 2904kgf . Ln ≅ 23. Ln ≅ 157 h . x = = = 3. Dados: lado A – d = 60 mm. νi 8 f n = 0.259 . ƒ Calcule a vida nominal do rolamento.

37 kgf.13) Explique os rolamentos autocompensadores de rolo e os rolamentos axiais de esfera com escora.633.10) Cite 3 causas de falhas prematuras em rolamentos e explique 2 delas! 1.11) Relacione 4 vantagens e desvantagens da utilização de mancais de rolamento e deslizamento? Justifique 2 delas! 1. • Pela seleção especifique o diâmetro externo. 0. com os seguintes escalonamentos: 0. Cláudio R.516 h. Lna = 107. 1.018 kgf. Lna = 81.33 kgf. Resposta: HA = 363.5C. 1. (Mancal NSK 2308 – C = 4. RB = 243.75C e C. 1.4 h.25C.845 h). Dr.75 kgf. • Selecione o mancal para eixo cilíndrico que suporte as condições impostas. • Justifique o emprego deste mancal como apoio.935 h).14) Demonstre graficamente a redução da vida nominal de um mancal de rolamento esférico se for aumentado a carga de um valor zero até a capacidade de carga e sem variar a rotação. Ln = 232. HB = 4. RA = 429.53 kgf.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. (Mancal apropriado NSK 2312 – C = 9. 0.8) Explique os rolamentos autocompensadores de rolo e os rolamentos axiais de esfera com escora.650 kgf. Ln determinado = 113633 h. Utilize o diagrama abaixo! Dados: n = 1000 rotações por hora 34 . Losekann • A capacidade de carga do mancal de rolamento. 0.000 kgf) Ln = 306.39 kgf.01 kgf. LADO B – Ccalculado = 3662. VA = 229. LADO A – Ccalculado = 6464.9) Explique o mancal de rolamento cônico de uma carreira de rolos.12) Cite duas formas de montagem de mancais de rolamentos e explique uma delas! 1. VB = 243.60 kgf. 1.

RD = 11098. C = 62500 N. C = 111000 N. Losekann 1. VC = 9933. Ln = 6.5 trocas do mancal 2314 (lado c) substituir o rolamento no mancal D pelo NSK 2313. b) Supondo o diâmetro no mancal D ser de 65 mm e o diâmetro no mancal C ser de 70 mm. RC = 20969. Ln = 1. Considere uso de graxa como lubrificante e rotação de 1600 rpm. Dr. Mancal D: NSK 1313. c) Calcule a vida nominal dos rolamentos d) Justifique o emprego destes rolamentos e diga que medidas podem ser tomadas para que ambos mancais tenham a mesma vida nominal. a) Determine as reações de apoio e esboce o diagrama de esforços cortantes.59 N.15 h. selecione e especifique mancais de rolamentos autocompensadores de esferas da marca NSK para ambos os lados (D e C).10 h. VD = 7851.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.11 N. HC = 18467 N. 35 . Mancal D: NSK 2314. Resposta: HD = -7844.81 h. com tensão de escoamento igual a 290 MPa e módulo de elasticidade longitudinal de 193 GPa. ou a cada 4. A força “F” aplicada no pinhão (roda dentada menor) é de 40 kN.45 N.953.74 N.860.545.15) O conjunto de transmissão por engrenagem abaixo esquematizado é apoiado em caixas de mancais de rolamento autocompensadores de esfera. em virtude de vidas nominais aproximadas. Cláudio R. Ln = 1. C = 97000 N.39 N. O eixo que contém estes elementos é de aço inoxidável ABNT 304.

HALL Jr. 4. Elementos de máquinas. (Material didático da disciplina Elementos de Máquinas I.Mecânica profissionalizante.. Érica. F.. 7. F. G.: Ed. PROVENZA. A.UFSM. G. Edgard Blücher Ltda. LUBRIFICAÇÃO – Rolamentos I. Produtos de Petróleo. R. Bookman. P.. J. L.. Santa Maria: Departamento de Fabricação – Centro de Tecnologia . S. HOLOWENKO. LAUGHLIN. MELCONIAN. 9. Losekann REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.bibvirtualusp.A. v. Gustav. E. ed. 8.A. 36 . 1978.60. v.1. Elementos de máquinas. Texaco Brasil S.. MISCHKE. H. 2. São Paulo: Ed. S. do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Maria). A.60. 3. Elementos orgânicos de máquinas. R. Ed.. 2005. v. LUBRIFICAÇÃO – Rolamentos I. S. McGraw Hill. Tecnologia mecânica. Produtos de Petróleo. TELECURSO 2000 . F. 1990. Provenza. 1982. 1980. 7ª. Elementos de máquinas I. Porto Alegre: Ed. Elementos de máquinas. São Paulo: Ed. R. 1998. 5. 1974. Cláudio R. BUDYNAS. NIEMANN. 7ª. 6. Projeto de engenharia mecânica. KIRCHOFF. C.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. In: www. 1974. Texaco Brasil S. Dr. São Paulo: Ed. SHIGLEY.

1998. 37 . devendo o projetista optar sempre para o que satisfaça o maior número das exigências de um projeto específico. Além disso. em qualquer dos casos. em que somente mancais de rolamento constituem uma boa solução e. os mancais de deslizamento podem ser classificados pelo sentido das forças que suportam como: 1. isto é. Losekann 2 . deve haver conexidade do mancal. a área de lubrificação. isto é.1 – Mancal de deslizamento e suas partes. absorvem cargas radiais. Assim. que tem a função de guiar um movimento segundo uma trajetória retilínea. Figura 2. Neste caso.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. TELECURSO 2000. Nos mancais de deslizamento. Tanto os mancais de deslizamento. O uso de buchas ou casquilhos e lubrificantes permite reduzir os atrito e melhorar a rotação do eixo. Em função da direção da força. são de construção fácil e de simples fabricação. outros.MANCAIS DE DESLIZAMENTO 2. 3. Há casos em que apenas mancais de deslizamento podem ser usados. O elemento suportante é comumente chamado de casquilho ou guia e o elemento suportado de munhão. Também se podem encontrar mancais deslizantes ou de guia. o ruído é muitas vezes menor e são menos sensíveis a impactos e poeira. amortece mais facilmente vibrações e choques. quanto os de rolamento dificilmente satisfazem todas as requisições de um projeto. Dr. Podem ser desenvolvidos inteiriços ou bipartidos e. com baixo nível de atrito. relativamente grande. esses mancais dividem-se em mancais axiais ou de escora e mancais radiais ou de apoio. 2. Radiais: impedem o deslocamento na direção do raio do eixo. finalmente. Axiais: impedem o deslocamento na direção do eixo.1 – INTRODUÇÃO o s mancais de deslizamento são elementos de máquinas destinados a assegurar movimentos rotativos ou lineares entre duas superfícies. aqueles que qualquer dos tipos oferece solução satisfatória. Cláudio R. sendo os de grandes diâmetros. absorvem cargas axiais. consideravelmente mais baratos que os rolamentos. Mistos: impedem o deslocamento radial e axial. colar de encosto ou deslizador.

Esta película deve ser contínua e completa entre as superfícies deslizantes e os metais não devem entrar em contato em regime de operação. Cláudio R. Empregado em alguns eixos de turbinas. . conforme mostra a figura ao lado.Há baixa rotação do eixo. 38 . Embora os mancais de deslizamentos sejam considerados mancais de baixa tecnologia. eles apresentam algumas vantagens em relação aos mancais de rolamento conforme mostra o quadro abaixo: Quadro 2. Desta forma.LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS Como nos mancais de rolamento é necessária a formação da película perfeita de lubrificante entre as partes metálicas (mancal-eixo). permitindo velocidades elevadas com baixo atrito. algum óleo que é introduzido adere ao eixo ou munhão. .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Figura 2. que dependendo do sistema adotado. geralmente nitrogênio. exigindo.2 . Vantagens Desvantagens Simplicidade de montagem e desmontagem Produzem altas temperaturas de serviço Custo de fabricação baixo Maior desgaste da bucha e eixo devido a deficiência de lubrificação Facilidade de substituição de peça atritada Menor rendimento devido ao atrito Apresentam formatos não padronizados Não permitem desalinhamentos 2. o atrito de escorregamento requer e consome muito mais lubrificante. reduzindo o atrito pela película de gás. quando o sistema não esta em operação (parado). maiores cuidados na circulação do lubrificante e de manutenção. a película de óleo não é mantida.2 – Mancal de deslizamento à gas. Os metais usados no eixo e no mancal devem ser inertes ao lubrificante e o ideal seria atrito zero com o lubrificante. Dr. Os mancais de deslizamento são preferíveis aos de rolamento quando: . Muitos mancais industriais são parcialmente lubrificados. apresentará um atrito de partida sensivelmente mais elevado que em funcionamento normal. mas não provendo uma película completa. Há um caso especial em que o lubrificante é gasoso fazendo com que haja separação do casquilho do mancal.Se desejam mancais bipartidos ou o diâmetro é pequeno. Acima de tudo. Nas duas últimas classes de lubrificação é extremamente importante que se usem metais adequados tanto para o munhão como para o mancal. Losekann A maioria dos mancais de deslizamento deve trabalhar a partir da formação da película do lubrificante.O nível de ruído deve ser baixo. portanto.Há impactos fortes e vibrações e.1 – Relação de mancais de deslizamento com mancais de rolamento. . Muitos mancais são lubrificados deficientemente e nas condições de serviço se aproximam daquelas de contato à seco. aliviando o atrito em parte do contato metal-metal.

se duas camadas do fluido. o conhecimento a cerca da formação da película ajuda em um projeto adequado de um mancal. que a considerou como a resistência oposta pelas camadas líquidas ao seu escorregamento recíproco. em “3”. mas que no regime de trabalho os efeitos são minimizados com aquecimento do óleo e consequentemente a diminuição de viscosidade cinemática ( SHIGLEY.. Neste mecanismo haverá diferença de pressão do óleo sobre as partes em determinadas posições em virtude do sentido de rotação. À medida que a velocidade de rotação aumenta. A.MECANISMO DA PELÍCULA LUBRIFICANTE A manutenção de uma película de óleo é sempre desejada.1) ∆x Figura 2. separadas pela distância “∆x”. transladando o ponto de contato. formando uma película mais espessa que o levanta. Quando o eixo se acha em repouso. (2. e que a carga atua de cima para baixo. 2003). R.VISCOSIDADE A primeira definição de viscosidade é devida a Newton (LOSEKANN.Movimento relativo entre dois planos no fluido. Onde “F” é a força e “µ” o coeficiente de viscosidade absoluta. O eixo desliza e começa a girar com maior velocidade. Cláudio R. se movem com velocidades “v” e “v + ∆v”. 1984). Uma diminuição da velocidade ou da viscosidade produz o mesmo efeito. de área “A”. 2003). carga aplicada e velocidade tangencial na superfície do eixo. Sendo “µ“ um coeficiente que depende da natureza do fluido. Figura 2. em “2”. o óleo arrastado pelo eixo gera uma pressão que o força para cima e para a direita até alcançar uma posição de equilíbrio. arrastando mais óleo entre as superfícies. Um mancal e eixo. Supondo que em “1” o eixo está parado com tendência a girar no sentido anti-horário. C. O resultado final é a posição de centrismo. e o atrito fluído substitui o atrito metal-metal. Dr.2. a folga existente entre as partes se mantém completamente cheia de óleo.1 .2 . é mostrado nas ilustrações abaixo. (LOSEKANN. a força de atrito entre ambas é dado por: ∆v F = µ. mas nem sempre é possível. de acordo com a lei de Newton.3 – Representação esquemática do mecanismo da película lubrificante.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. muitas vezes. o mesmo faz contato com o mancal no ponto “a”. do qual é uma propriedade física característica. com um folga muito exagerada.2. O aumento da carga fará que o eixo se assente mais ao mancal. 39 . 2. com o intuito de elucidação do mecanismo da película lubrificante. ele se desloca para uma posição central no mancal. Losekann 2.4 . entre eixo e mancal. há então uma película fina entre as superfícies de contato. Quando o eixo começa a girar.

As unidades mais usadas para o coeficiente de viscosidade cinemática são: a) m2 / s. µ ν= (2. Internacional) g) mPa. e a viscosidade é registrada em “segundos” devido ao tempo de escoamento de 60 ml de um determinado óleo ou fluído. é notado. Assim sendo.s/m2 = 9.s/in2 = 68. coeficiente de viscosidade. cm 2 b) cSt.pé = 14. simplesmente.06 P f) Pa. quanto menor a sua densidade. 40 . pela expressão acima. MKS) d) libra*.81 Pa. Dr.2) ρ Onde “ρ” é a massa específica que é a razão massa/volume.s/in2 j) reyn = 6894757 cP. As unidades mais usadas do Coeficiente de Viscosidade Dinâmica são: a) centipoise (cP) sendo: 1 P (poise) = 1 dyn.∆v . sendo: *1 = 1 Stoke s m2 * 1 ⋅ 10 −6 = 1 centiStoke .m = 10 P (poises) (sist. que a força de atrito é tanto maior quanto mais viscoso for o fluido. CGS) b) libra /s.947. s m2 * 1 cSt = 1 ⋅ 10 −6 s 1 poise * 1 Stoke = ρ c) pé2 / s. ou.s = 1 cP h) libra*.57 P i) reyn = 1 libra*. O método normal de medir a viscosidade consiste em ler o tempo requerido por uma quantidade de líquido para fluir através de um tubo normalizado.s/pé2 = 478. isto é.de deslizamento. Esta expressão mostra ainda.s = 98.88 P (sistema inglês) c) kg/s.ν. O ensaio de viscosidade é feito usualmente no Viscosímetro Universal de Saybolt.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Segundo Seybold Universal. Os efeitos de viscosidade são tanto maiores quanto menor for a inércia do fluido. Losekann Esse “Coeficiente de Viscosidade Absoluta e Dinâmica”. d) SSU . que a resistência cresce com o aumento da velocidade .s = 10 P = 1000 cP (Sist.s/cm2 (sist. A relação entre o coeficiente de viscosidade dinâmica (absoluta) e a massa específica é denominada “Coeficiente de Viscosidade Cinemática” . Cláudio R.80 P e) kgf.

Figura 2. 2005). e na teoria hidrodinâmica aplicada na lubrificação de mancais por Reynolds e Petroff.5 abaixo. Enquanto se forma a película de óleo debaixo do eixo. Em um mancal que gira 30° com a folga cheia de óleo. 41 . as posições de pressão máxima e mínima. Investigadores anteriores haviam estendido a teoria e simplificado para aplicação no projeto de mancais. e a distribuição de pressão no sentido longitudinal do mancal é aproximadamente como ilustra a figura 2. Esta viscosidade é convertida para centipoises.6. mediante a fórmula: ⎛ 180 ⎞ µ = ρ ⎜ 0. A massa específica de um líquido varia com a temperatura e. que fica a certa distância da linha de ação da carga.3 . Cláudio R. Os resultados a seguir são os resultados gerais das investigações (SHIGLEY.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. estão aproximadamente como ilustra a figura 2.) 2. a viscosidade decresce a medida que aumenta a temperatura.3) ⎝ T ⎠ Onde “T” é o tempo de escoamento [s].5 – Distribuição da pressão da película de óleo sobre o mancal no sentido radial.224 ⋅ T − ⎟ (2. Dr. 1978. o óleo deve ser selecionado na temperatura de funcionamento. “ ρ ” é a massa específica [g/cm3]. baseia-se nos experimentos originais de Tower. MISCHKE e BUDYNAS. Losekann conforme visto em Elementos de Máquinas I. Da mesma forma que em mancais de rolamento.MÓDULO DO MANCAL E NÚMERO DE SOMMERFIELD O projeto de mancais modernos com lubrificação pelicular. o centro do mesmo se move para a posição de folga mínima.2. (LUBRIFICAÇÃO – viscosidade II. alcançando um valor máximo o duplo da pressão média sobre a área projetada no mancal.

este número é muito importante na análise de lubrificação porque contém muito dois parâmetros que são especificados pelo projetista. Como em toda expressão matemática. a equação passa a ser. “d” é o diâmetro do eixo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. centipoises. “P” é a pressão. “k” é fator que depende da contrução do mancal e da relação comprimento e diâmetro. 6 ⋅ µ ⋅π ⋅ n ⋅ d 2 ⋅ k µ ⋅ n ⋅ d 2 1 P= = ⋅ [kgf/cm2] (2.7) P Onde “S” é o número de Sommerfield. folga diametral 2 dividido por dois e. Cláudio R. Quando a velocidade do munhão é em função ao número de revoluções por minuto. é dada em pela equação: 6⋅µ ⋅v⋅d P= ⋅ k [kgf/cm2] (2. µ ⋅n = M [adimensional] (2. em relação ao comprimento e diâmetro. A pressão média sobre o mancal.4) 2⋅C2 Onde “µ” é viscosidade absoluta do lubrificante a temperatura do mancal. “v” é velocidade periférica do eixo. ou seja. Losekann Figura 2. é importante o projetista cuidar com as unidades nas variáveis. A 42 . “C” é a folga diametral do munhão e mancal.6) P ⎝C ⎠ P ⎝c⎠ C Onde: “c” minúsculo é a folga radial que corresponde c = . Dr.5) 2 ⋅ C 60 2 C 2 S Da qual de tira: µ ⋅n ⎛ d ⎞ µ ⋅n ⎛r ⎞ 2 2 S= ⋅⎜ ⎟ S= ⋅⎜ ⎟ [adimensional] (2.6 – Distribuição da pressão da película de óleo sobre o mancal no sentido longitudinal. rpm.

Fazendo C/d tem-se folga por C unidade de diâmetro do eixo.04 mm/mm para munhões duros.7 – Gráfico do coeficiente de atrito em relação ao módulo do mancal.8) P C Quando se apresenta o coeficiente de atrito de qualquer mancal com lubrificação µ ⋅n pelicular em função de se obtém uma curva similar as do gráfico do parágrafo a seguir. Figura 2. 2.4 . se ao µ ⋅n representar o coeficiente de atrito em função de multiplicado por d/C. Para qualquer mancal há uma combinação de µ . correlaciona às expressões e como P C variáveis para determinação de coeficiente de atrito. indicado por “A” (intersecção da linha tracejada com a curva de coeficiente de µ ⋅n atrito). equação 2. As expressões e em P C separado são de especial interesse e mediante a substituição dos parâmetros com unidades apropriadas mostrará que tais parâmetros são adimensionais. Dr.025 mm/mm para munhões flexíveis e. Para valores menores que “B”.2. Losekann d quantidade “ ” é denominada razão de folga diametral. P As variações da folga transportarão a curva e modificarão a declividade da mesma.COEFICIENTE DE ATRITO µ ⋅n d A equação de Petroff. mas. n. o rápido aumento do atrito indica que a película de óleo se rompeu e há um contato meta-metal. 43 . usualmente ao redor de 0. e P que corresponde a um atrito mínimo. com conseqüente aumento do atrito e do desgaste. 1980). dentro de erros experimentais razoáveis (KIRCHOFF. µ ⋅n d 0. Os valores de P maiores que “B” (intersecção de linha tracejada com a abcissa) indicam que o mancal pode funcionar com lubrificação de película completa. “M” é o módulo do mancal.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Mudanças nos materiais dos mancais ou na oleosidade dos lubrificantes alteram o µ ⋅n valor de correspondente ao atrito mínimo e modificam bruscamente o comportamento P da curva. publicada em 1883.8: µ ⋅n D f r = 2π 2 ⋅ (2. todos os pontos P darão sobre a mesma curva. Cláudio R.

Assim. Para prevenir isto. Cláudio R.A. Este valor foi determinado como o limiar da lubrificação de filme fino com lubrificação de filme espesso. 44 .2 – Valores de M para várias combinações de materiais de munhão e mancal (KIRCHOFF. cinco vezes ao do limite (5 x M). “x” é a espessura da película (C/2).10-6 [Adimensional]. 1980). e se tem por definição: Ff ff = (2. no µ ⋅n mínimo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.31. Quando o mancal funciona com este valor ou perto. (2. o mancal deve operar a valores de . o valor de no ponto de ruptura P denomina-se de módulo do mancal.9) L⋅P⋅d ∆v F = µ .11) L⋅P⋅d ⋅x Onde: “Ff” é a força de atrito tangencial. podem ser necessários valores tão altos como 15M. 2005) em testes de laboratório cP. Mckee sugeriu que para trabalhar em situação que o filme é espesso. Para lubrificação com película completa. mas com suficiente exatidão para o fim proposto.10) ∆x f Da qual se tira: µ ⋅ A⋅ v ff = (2. segundo P a maioria dos projetistas. Eixo ou Munhão Mancal Módulo do Mancal “M” Aço temperado e retificado Metal branco 284 Aço mole usinado Metal branco 356 Aço temperado e retificado Metal mole 426 Aço mole torneado Metal mole 498 Aço temperado e retificado Metal duro 570 Aço mole usinado Metal duro 711 O coeficiente de atrito não pode ser determinado exatamente. “µ” é o coeficiente de viscosidade dinâmica. MISCHKE E BUDYNAS. já que o grau exato de lubrificação não é geralmente conhecido.rps µ ⋅n determinou um módulo de mancal de 30 2 ( ) como valor de menor coeficiente kgf / cm P de atrito que corresponde a M = 0. Pode-se determinar um valor aproximado. o valor mínimo de 5 x M. Losekann Mckee (SHIGLEY. “A” é a área de contato do lubrificante ( A = L ⋅ π ⋅ d ). Dr. µ ⋅n aquecimento e desgaste. Quadro 2. Nisto. leves decréscimos de velocidade ou aumento de carga podem resultar acompanhados de grandes incrementos no atrito. o módulo de mancal deveria ser de. Se a carga está sujeita as grandes flutuações e fortes impactos. “v” é a velocidade periférica ( v = π ⋅ d ⋅ n ). representado pela letra “M”.

Porcas muito grandes de parafusos de movimento.12. Superfícies planas deslizantes sobre guias. tais como sapata de cruzetas 2-3 em movimento alternativo.Valores da constante “c2” (KIRCHOFF.3 . “v” é a velocidade tangencial do munhão [m/s]. tais como pinos de pistão. Lubrificação Mão de Obra Manutenção Localização Constante Banho de óleo Muito boa 1ª classe Limpa e 1 ou inundado protegida Gotejo livre de Boa Boa Favorável 2 óleo Copa de óleo ou Regular Pobre Esposta ao pó. 45 . sendo as superfícies completamente separadas por uma película de lubrificante. obtém-se a equação de Petroff (SHIGLEY. Losekann Quando é substituído estes valores na equação acima. A maioria dos mancais está parcialmente lubrificada. c1 ⋅ c 2 4 Pm f f1 = ⋅ (2. 1980).Valores da constante “c1” (KIRCHOFF. Dr.4 . onde é difícil uma 4-6 distribuição uniforme de lubrificante e carga.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Para este tipo de lubrificação.13) 483 v Onde: “c1” e “c2” são constantes listadas no quadro a seguir. 4 graxa. presume tratar-se de lubrificação de filme espesso. Cláudio R. partículas e indeterminada outras condições desfavoráveis Quadro 2. não há uma fórmula simples e adequada para usar no projeto de mancais. tais como excêntricos 2 Superfícies planas rotativas lubrificadas desde o centro até a periferia. 2005): µ ⋅n d f f = 2π 2 ⋅ (2. tais 2 como mancais de escora. de acordo com a equação 2. 1980).12) P C O modelo de mancal de Petroff. Usar 2 para guias relativamente largas (compridas) e 3 para as curtas. tais como mancais de empucho de hélices. “Pm” é a pressão média em kgf/cm2 (nunca se deve supor menor que a metade da pressão máxima imposta durante uma volta completa). tais como mancais fixos e virabranquins 1 Munhões oscilantes. Superfícies deslizantes lubrificadas desde a periferia ou borda mais 3-4 externa. Pode-se fazer uma estimação grosseira do coeficiente de atrito usando a seguinte fórmula sugerida por Louis Illmer (KIRCHOFF. Quadro 2. 1980). e não se mantém uma película completa de separação. rótulas de alavancas 1 Munhões rotativos com grande rigidez. MISCHKE E BUDYNAS. Tipo de Mancal Constante Munhões rotativos.

5. O início da cunha de óleo suportante. A posição do centro depende da pressão “P”.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Ψmunhão + Ψmancal + h0 ≥ 20 ⋅ Rm [µm] (2. O ângulo β pode ser tomado como 60° para um mancal completo de 360°. Cláudio R.075 mm até 0. A relação entre a excentricidade do eixo e a folga radial se chama relação de excentricidade.14) O significado do acabamento de uma superfície deve-se ao fato que esta determina a espessura necessária de óleo. camada laminar. ou Ce. Películas mais espessas significam maiores coeficientes de atrito. em microns. Dr. Examinando a figura 2. corresponde a posição onde a pressão do óleo é igual à pressão atmosférica.001 mm e é designado pela letra grega “ µ ”.ESPESSURA MÍNIMA DA PELÍCULA DE ÓLEO Em qualquer mancal com lubrificação fluída perfeita. do ângulo “ β ” entre o eixo e a carga. “ h0 ”. se não existe nenhuma ranhura dentro dos 60° a partir do eixo da carga. da rotação “n”. de ventiladores. O acabamento da superfície se mede com rugosímetros. Deste modo para prover uma película segura. com a média das alturas das cristas e vales (Ψ). da viscosidade do óleo “µ”. e muitos casos coincidem com as ranhuras de lubrificação. quanto mais rugosa é a superfície. a espessura mínima da película de óleo deve ser suficiente para impedir o contato das superfícies do mancal e do munhão. ou seja: Figura 2.0025 mm para mancais de bronze finamente acabados. 20 vezes a rugosidade média do munhão e mancal. e. a espessura mínima da película de óleo pode ser de 0. vê-se que a espessura mínima da película de óleo depende da posição do centro do eixo e das condições de funcionamento. turbo-geradores e máquinas similares. do início da cunha de óleo suportante. 46 .8 – Representação esquemática da rugosidade de um mancal de deslizamento.019 mm para mancais comuns de metal branco ou babite.125 mm. Pode-se reduzir até 0. A experiência indica que a espessura mínima da película de óleo deve ser pelo menos 0. Um micrometro é igual 0. As cristas podem ser três a cinco vezes a rugosidade média (Rm).2. Losekann 2. da relação da razão de folga diametral “d/C”. tais como os usados em motores de aviões e automóveis. deve atingir no mínimo. A teoria hidrodinâmica da lubrificação peculiar indica que o centro do eixo se move seguindo um arco semi-circular de diâmetro C/2. maior perda de potência e maior aquecimento. mais espessa será a película necessária. a soma das alturas médias das cristas do munhão e do mancal mais a espessura mínima da película de óleo. tais como os usados em pequenos motores elétricos de média velocidade. Para grandes eixos feitos de aço.5 .

na Inglaterra. baseada nos estudos de Tower. pode-se desprezar o efeito da curvatura em um ponto elementar no fluido. Quando o aparelho era colocado em funcionamento.TEORIA HIDRODINÂMICA A figura 2. como experimento.6.17) C 2. .O lubrificante obedece às leis de Newton para escoamento viscoso. .A velocidade de qualquer partícula de lubrificante no filme depende somente das coordenadas “x” e “y” 47 . Tower abriu um furo. denominando mancal de deslizamento plano.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. que levou a Teoria Hidrodinâmica ( SHIGLEY. pressão e velocidade e assim Reynolds desenvolveu a equação diferencial.Considera-se a viscosidade constante em toda a película. . Finalmente. . Depois de testar este mancal.Desprezam-se as forças devidas a inércia do lubrificante.Considera-se o lubrificante como incompressível. conforme mostra o esquema da figura 2.A pressão na película é constante na direção “y”.15) C/2 c 2 Onde “c” é a folga radial e “C” folga diametral ⋅ (1 − Ce ) C C h0 = −e = (2. com ½ polegada de diâmetro na parte superior. dependente da coordenada “x”. o óleo esguichava para fora pelo orifício aberto. Outras suposições que foram feitas: . Desta forma. Até um pino de madeira foi martelado sobre o furo para conter a fuga de óleo. foi introduzido um manômetro para verificar a pressão exercida. 1984). E. de maneira a criar uma pressão no fluido com intensidade suficiente para suportar a carga no mancal.16) 2 2 2 ⋅ h0 Da qual se tira: Ce = 1 − (2.. Os coeficientes de atrito obtidos por sua investigação foram muito baixos. Supondo que o lubrificante estava aderido em ambas superfícies (mancal e munhão) e sendo arrastado pela superfície motriz dentro de um estreito espaço em cunha. cujo comprimento era de 6” e diâmetro do munhão de 4”.3 . e foi percebido que a pressão era superior que o dobro da carga unitária do mancal. . inicialmente ele introduziu uma cortiça para conter o vazamento. Dr.A pressão não varia na direção axial. este achado científico.9. com lubrificação por banho. . Num esforço de conter a saída do óleo. Cláudio R. onde a pressão tem um valor mínimo e igual a zero e um valor máximo. Os resultados de Tower foram surpreendentes na época que Osborne Reynolds concluiu que deveria exitir uma lei relacionando o atrito. considerando que o raio do munhão é muito grande em comparação com a película formada. para passagem de lubrificante. Losekann e e C ⋅ Ce Ce = = = cos ϕ ∴ e = = (2.Consideram-se o mancal e a árvore prolongando-se indefinidamente na direção “z” (fluxo unidirecional). .6 mostra um desenho esquemático do mancal de deslizamento investigado por Tower em 1880. fez com que ele investigasse o valor da pressão ao longo do mancal e a sua conclusão é mostrada em conformidade ao da figura 2. mas a pressão era elevada suficiente para empurrá-la.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.20) dP ∂ 2u Substituindo a equação 2. suportado por uma película lubrificante de espessura variável “h” em um mancal fixo.21) dx ∂y 48 .19) dx ∂y ∂u Como: τ = µ (se usa derivada parcial porque a velocidade “u” depende de “x” e ∂y “y” ao mesmo tempo) (2. em que resulta na equação abaixo: ⎛ ∂τ ⎞ ⎛ dP ⎞ ΣF = P ⋅ dydz + ⎜⎜τ + dy ⎟⎟dxdz − ⎜ P + dx ⎟dydz − τ ⋅ dxdz = 0 (2. Admite-se que a velocidade periférica do eixo é constante “U”. Escolhendo um volume elementar de lubrificante (retângulo) de dimensões dx.19 tem-se: =µ 2 (2.20 na equação 2. A figura acima mostra um eixo girando no sentido anti-horário. Desenhado por LOSEKANN.9 – Esquema de mancal e munhão com parâmetros para teoria hidrodinâmica. forças cisalhantes devido à viscosidade e velocidade atuando nos lados superior e inferior. Losekann Figura 2. têm-se: forças normais atuando nos dois lados (esquerdo e direito). dy e dz e determinando as forças atuantes sobre este volume. Cláudio R. Dr.18) ⎝ ∂y ⎠ ⎝ dx ⎠ Reduzindo a: dP ∂τ = (2.

22) ∂y µ dx 1 dP 2 Segunda integração: u= y + C1 y + C 2 (2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann Mantendo-se “x”constante integra-se esta expressão duas vezes em relação a “y”. Dr. Considere ainda que não há deslizamento entre as superfícies limites de mancal e munhão. dx 49 .U na equação 2. Aplicando a condição de contorno y = 0 e u = 0 na equação 2.26 dá a distribuição de velocidade do lubrificante como uma função de dP “y” e do gradiente de pressão .24) y 2µ dx Dado a equação que determina C1 e aplicando a condição de contorno y = h e u = .23 tem-se: u 1 dP − y = C1 (2. considerando as condições dx dP de gradiente de pressão “ ”. Isto produz dois conjuntos de condições limites para avaliarem-se as constantes C1 e C2.23 tem-se: 1 dP 2 1 dP 2 u= y + C1 y + C 2 0= 0 + C1 0 + C 2 ⇒ C2 = 0 2 µ dx 2 µ dx Visto que C 2 = 0 e isolando C1 na equação 2. resultando em: ∂u 1 dP Primeira integração: = y + C1 (2.25) y 2 µ dx h 2µ dx U 1 dP Substituindo C 2 = 0 e C1 = − − h na equação 2.23 tem-se: h 2µ dx 1 dP 2 1 dP 2 ⎛ U 1 dP ⎞ u= y + C1 y + C 2 ⇒ u= y + ⎜⎜ − − h ⎟⎟ y + 0 2µ dx 2 µ dx ⎝ h 2 µ dx ⎠ u= 1 dP 2 2 µ dx ( U y − hy − y h ) (2. y = 0 e u = 0. Cláudio R.26) A equação 2. A figura abaixo mostra o perfil.23 tem-se: u 1 dP U 1 dP C1 = − y ⇒ C1 = − − h (2.23) 2 µ dx O fato de manter “x” constante significa que C1 e C2 podem ser funções de “x”. u = 0 e y = h e u = -U.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. “u” é a velocidade e “A” é a área da secção transversal do duto que percorre o fluido. Desenhado por LOSEKANN. a vazão poderá ser obtida da expressão: 50 . Cláudio R.Esquema do efeito da velocidade do lubrificante com o gradiente de pressão. Desta forma.10 . Losekann a) dP >0 dx b) dP =0 dx c) dP <0 dx Figura 2. usando uma largura unitária na direção “z”. pode-se desenvolver a equação da vazão. na unidade de tempo. onde “Q” é a vazão. Dr. segundo a direção “x”. Como a vazão de um fluido é função da velocidade de escoamento ( Q = u ⋅ A ).

4 – CONSIDERAÇÕES PARA PROJETO As variáveis que aparecem nos projetos de mancais de deslizamento podem ser separadas em dois grupos.26 e integrando.30) dx 2 dx dx ⎜⎝ 12µ dx ⎟⎠ d ⎛ h 3 dP ⎞ dh ⎜⎜ ⋅ ⎟⎟ = −6U (2. variando uma ou mais do primeiro grupo. Dr. Losekann h Q = ∫ u ⋅ dy (2. C e β).27) 0 Substituindo o valor de “u” da equação 2. O projetista não pode controlá-las. freqüência (n) do eixo e dimensões do mancal e eixo (r. admitindo não haver fuga lateral. No segundo grupo estão as variáveis dependentes. mas soluções gráficas.29) dx dQ U dh d ⎛ h 3 dP ⎞ =− − ⎜ ⋅ ⎟=0 (2.32) ∂x ⎝ µ ∂x ⎠ ∂z ⎝ µ ∂z ⎠ ∂x Não há uma solução geral para equação 2. exceto indiretamente. método de relaxação e métodos numéricos tem sido obtidos. Quando não se despreza. que despreza a fuga lateral na direção “z”. carga por unidade de área projetada no mancal (P). No primeiro grupo estão as variáveis que estão sob o controle do projetista como: viscosidade (µ). resulta: dV =0 (2. tem-se: Uh h 3 dP Q=− − ⋅ (2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Sommerfield achou as relações para meios mancais e mancais completos. Cláudio R. que são: coeficiente de atrito 51 .32. 2.31) dx ⎝ µ dx ⎠ dx Esta é a equação clássica de Reynolds para um escoamento unidirecional. Uma das soluções importantes deve-se a Sommerfield e pode ser expressa na forma: d ⎡⎛ d ⎞ 2 µ ⋅ n ⎤ f = φ ⎢⎜ ⎟ ⎥ (2. L.28) 2 12µ dx Admitindo que o lubrificante é incompressível e estabelecendo que o fluxo é mesmo para qualquer secção transversal. a equação resultante é: ∂ ⎛ h 3 ∂P ⎞ ∂ ⎛ h 3 ∂P ⎞ ∂h ⎜⎜ ⋅ ⎟⎟ − ⎜⎜ ⋅ ⎟⎟ = −6U (2.33) C ⎢⎣⎝ C ⎠ P ⎥⎦ Onde “ φ ” é uma relação funcional.

1984). Raymondi e Boyd. que seguem. elevação da temperatura (∆T). 52 . (SHIGLEY. Cláudio R.11 – Gráfico viscosidade x temperatura em S. fluxo de lubrificante (Q) e espessura mínima do lubrificante (h0). Este grupo pode-se considerar como fatores de projeto. Dr.I. ½ e 1) e para ângulos β de 60° e 360°. Losekann (f).UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Figura 2. porque é necessário delimitar bem estes valores para decidir sobre valores do primeiro grupo (SHIGLEY. 1984). levantaram curvas para auxiliar projetos fixando alguns parâmetros como relação L/d (valores de ¼ .

1984).13 – Gráfico da posição da película de lubrificante de espessura mínima.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Cláudio R. 53 . (SHIGLEY. (SHIGLEY. Dr. Figura 2. Losekann Figura 2.12 – Gráfico para as variáveis de espessura mínima da película de lubrificante e relação de excentricidade. 1984).

14 – Gráfico para coeficiente de atrito. Cláudio R. (SHIGLEY. 1984). (SHIGLEY. 1984).UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.15 – Gráfico que relaciona fluxo lateral e fluxo total de lubrificante. Dr. Figura 2. 54 . Losekann Figura 2.

Losekann Figura 2. Figura 2. 1984). Cláudio R.16 – Gráfico para fluxo. (SHIGLEY.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dr. 55 .17 – Gráfico para determinara a pressão máxima na película. 1984). (SHIGLEY.

Losekann Figura 2. W = 250 kgf (carga sobre área projetada).070mm ⎠ d f = 4. d = 40 mm.00787 d 40 Determinando o torque devido ao atrito e a perda de potência no mancal o fWd o 0. Exemplo 1: Um mancal completo tem as seguintes especificações: L = 40 mm. W 2452 N N A pressão (carga unitária) é P = = = 1. 56 .53 dL 40mm ⋅ 40mm mm 2 30 0. 1984).386 Nm 2 2 o o o P = T⋅ω P = 0. C = 0.12. Cláudio R. Dr.03Pas ⋅ µ ⋅n ⎛ d ⎞ 2 2 40mm s ⎛ 40mm ⎞ L/d = =1 S= ⋅⎜ ⎟ = ⎜ ⎟ = 0. visto que L / d = 1 e é S = 0.00787 ⋅ 2452 N ⋅ 40 ⋅ 10 −3 m T= T= = 0.192 40mm P ⎝C ⎠ 1.75watts A variável da espessura mínima da película pode ser determinada da figura 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. n = 1800 rpm e óleo SAE 70 a temperatura de 90 °C (µ = 30 mPa. (SHIGLEY.070 mm.5 = 0.14 tira-se C C 0.s).5 Através do gráfico 2.18 – Gráfico para determinar a posição delimitante da película de lubrificante e a posição da pressão máxima na película.53 ⋅ 10 6 Pa ⎝ 0.192 .386 ⋅ 30rps ⋅ 2 ⋅ π = 72.07 Disto tem-se que f = 4.5 e f = 4.

pode-se calcular a pressão máxima da película pela relação . há geração de calor. Além disto.5 h0 = h0 = = 0. Desta forma.45 Da figura 2. determina-se a fuga lateral “QL”. não será determinada a quantidade de calor nesta seção.192 .16 e através da relação de vazão da figura 2. = 4. Nisto foi considerado mancal sem ranhuras e pressão atmosférica. P P = 0. a sua falha.4MPa 0.45 1. causando o superaquecimento do mancal e.53MPa ⇒ Pmax = = 3. θ Pmax = 17. convecção e irradiação.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.192 e L / d = 1 .19 – Esquema da posição delimitante da película de lubrificante e a posição da pressão máxima na película. o fluxo aumentará se a pressão de admissão for acima da atmosférica. Portanto. A figura ao lado mostra o esquema da situação da película de lubrificante do exemplo.07 = 0.1 .1 ⋅ 20 ⋅ 0. Cláudio R.5° e θ P0 = 71° . Como a árvore realiza trabalho sobre o lubrificante. tem-se: Q Para L / d = 1 e S = 0. Uma seleção deficiente do lubrificante pode resultar uma película muito fina. Figura 2.1 ⋅ rcnL ⇒ Q = 4. a folga diametral é difícil de ser obtida com precisão na fabricação e pode aumentar com o desgaste durante o funcionamento.45 ⇒ Pmax = Pmax 0.5 ⋅ 0. Dr. portanto. Logo: rcnL Q = 4. É difícil calcular precisamente o calor.18 e conhecido “S ” e “L/d” tira-se os ângulos de pressão máxima e mínima. Pmax dado S = 0. 57 .5 ⋅ C 0.035 ⋅ 30 ⋅ 40 ⇒ Q = 3444mm 3 / s QL = 0.58 ⇒ QL = 0.58 ⋅ 3444mm 3 / s = 1997mm 3 / s Q P De forma análoga.15. conseqüentemente.0175mm C 2 2 Q Usa-se a variável de fluxo para calcular a quantidade de lubrificante “Q” que é rcnL bombeada pela rotação do eixo dentro do espaço convergente. Desenhado por LOSEKANN. Este calor deverá dissipar com condução. A quantidade de óleo fornecida ao mancal deve ser igual a Q se o mancal tem um desempenho de acordo com o gráfico da figura 2. Losekann 2 ⋅ h0 0.

Altas temperaturas podem causar a falha do mancal por fadiga. Figura 2. “d” é o diâmetro do eixo [cm]. pode aumentar a vida do mancal. resultando em altas tsmperaturas e possível engripamento. mas os projetistas devem alvejá-los sempre. poderá ter uma vazão elevada e conseqüentemente passagem de partículas no meio. Por exemplo.PRESSÃO CRÍTICA Chama-se de pressão crítica aquela na qual se rompe a película de lubrificante. de forma contínua. se a folga radial for muito grande. do efeito do desgaste sobre o correto funcionamento da máquina. Cláudio R. Victor Tatarinoff (KIRCHOFF. Para uma lubrificação pelicular. tais 58 . variam entre 3 a 21 kgf/cm2 (KIRCHOFF.1 . do grau de polimento das superfícies em contato. 2. além de vibrações e ruído. Pressões elevadas de curta duração podem ser usadas satisfatoriamente.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Em cálculos aproximados. Desenhado por LOSEKANN. Em ambos os casos haverá desgaste e atrito excessivos.34) 45. mas isto baixará a temperartura e.2 ⋅ 10 ⎝ C ⎠ L + d Onde: “ µ ” e viscosidade absoluta [cP]. A pressão permissível com lubrificação imperfeita depende da intensidade do uso. Esta pressão depende dos materiais usados nos mancais e muito especialmente. promovendo o início do contato metal-metal e a lubrificação imperfeita.20 – Representação esquemática da flutuação de parâmetros de projeto. Assim. “C” é a folga diametral [cm]. e do custo das operações. a espessura média h da película de óleo vale aproximadamente “C/4”. Não há equação que determine a pressão crítica com segurança. Para F determinar a carga crítica. a temperatura será muito alta e a espessura mínima da película será muito pequena. usam-se 280 kgf/cm2 e até mais em prensas excêntricas.20 mostra que se a folga for muito pequena. partículas abrasivas podem passar e arranhar o mancal. Losekann A figura 2. “n” é a rotação do eixo [rpm]. “L” é a largura do mancal [cm].4. 1980). vê-se que dificilmente ter-se-á um mancal otimizado. de uma certa forma. substitui-se a área da relação P = considerando a área projetada A no mancal como “ d ⋅ L ”. desde que o uso seja intermitente. 1980) sugere a seguinte equação: µ ⋅n 2 ⎛d⎞ L Pcritica = ⋅ 7 ⎜ ⎟ ⋅ [kgf/cm2] (2. Dr. As pressões geralmente encontradas em mancais carregados. Se a película de óleo é muito fina.

que é também W a pressão de contato dado por P = . Pressões de 125 kgf/cm2 são comuns em pinos de pistão de aço temperado e retificado sobre bronze fosforoso quando há uma diminuição cíclica de pressão.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Tipo de Superfície Folga Diametral para Diversos Diâmetros Serviço Munhão Mancal 12 mm 25 mm 50 mm 125 mm V > 5 m/s Aço Bronze 7 a 25 18 a 30 3 a 60 80 a 110 temperado lapidado e retificado V < 5 m/s Aço Bronze ao 15 a 25 25 a 35 35 a 50 50 a 76 temperado chumbo e retificado lapidado Motores Retificado Brochado 13 a 39 25 a 50 50 a 75 90 a 140 elétricos. pode-se selecionar valores convenientes para o diâmetro “d” e o comprimento do mancal “L”.02s). Cláudio R. geradores e similares. fino rotativas ou alternativas. “P”. 1980). Estes mancais devem ser retificados com bom grau de acabamento. se usam pressões muito baixas para a mesma classe de máquinas destinadas a alta produção. Havendo-se fixado um valor da carga unitária. pois as condições reais dependem de variáveis que. Losekann como fábricas de estruturas metálicas. O quadro 2. Para qualquer projeto é necessário um ponto de dL partida. O diâmetro e comprimento do mancal dependem da carga unitária. não é possível de controlar como severidade das condições de operação. trabalha-se com pressão em torno de 70 kgf/cm2 (KIRCHOFF. e está se usando satisfatoriamente. A carga é suportada pelo mancal por um curto período do ciclo (0. para mancais e pinos de manivelas. e devem ser curtos a fim de que a deformação dentro dos mesmos seja muito pequena (KIRCHOFF.005 a 0. Em geral. como na indústria automobilística. Quadro 2. sujeitos a uma carga cíclica variável. Máquinas Torneado Torneado 110 a 150 150 a 200 200 a 300 300 a 500 para serviço rústico 59 . 1980). 1980). mas podem ser usados para obtenção de um primeiro valor de ensaio para a determinação real de “P”. às vezes. Máquinas Torneado Torneado 25 a 50 38 a 64 50 a 0100 127 a 180 em geral.6 mostra algumas recomendações de valores de pressão média e relação “L/d” em certas aplicações como sugestão em dimensionamento de mancais de deslizamento. Dr. Mas. e a película de óleo tem oportunidade de formar-se durante o período de baixa pressão.5 mostra algumas folgas práticas utilizadas em mancais e o quadro 2.5 – Folgas práticas utilizadas em mancais (µm) (KIRCHOFF. pressão de 170 kgf/cm2 em mancais brunidos com lubrificação forçada.

MÁQUINA MANCAL P (kgf/cm2) L/d Motores de automóveis e .75 – 2.0 – 4.4 – 1.10 1.350 1.20 1.Pino pistão 28 – 70 1.Principal 3.10 2.35) 60 .5 .2 – 1.25 Motores diesel .4.Virabrequin 42 – 245 0.25 – 2.Pino Pistão 350 .0 Geradores e motores .9 – 1.560 - Eixos de transmissão -Leve 1–2 2.5 .0 – 1.principal (apoio) 14 – 40 1.8 – 2.25 .0 baixa velocidade .principal (apoio) 28 – 85 0.0 – 1.Rolos 100 .9 – 1. 1980).Virabrequin 140 – 280 1.200 1.0 .5 Locomoveis alternativos a vapor .0 Motores estacionários a vapor de .0 – 1.0 – 20 .25 .5 – 4.5 Motores marítimos a vapor . Os mancais geralmente operam em temperaturas de 20 °C até 70°C e alguns mancais de turbinas funcionam a 95° C.0 .6 Motores estacionários a vapor de .0 – 2.280 0.75 caminhões .0 -Pesado 7 .125 1.125 1. permitindo que o mesmo seja expulso o que acarretará numa lubrificação pobre e conseqüente engripamento do mancal.5 – 3.2 – 1.5 .Principal 3 .Pino pistão 210 .25 Carros ferroviários Turbinas a . Por outro lado.Pino pistão 70 .Virabrequin 105 – 125 0.2 – CALOR GERADO E DISSIPADO NOS MANCAIS A potência perdida nos mancais se converte em calor e deve ser dissipada para evitar elevadas temperaturas. 5.75 – 1.75 Compressores de ar e bombas .Virabrequin 30 – 42 1.5 .25 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.principal (apoio) 10 – 28 1.0 – 4.Principal 5 . O calor gerado por unidade de tempo vale: H = f ⋅ P ⋅ d ⋅ L ⋅ v = f ⋅ W ⋅ v [kgfcm/s] (2. Losekann Quadro 2.5 – 2.Virabrequin 18 – 85 1. Cláudio R.21 1.Principal 70 – 140 1.Eixo 21 – 35 1.0 – 20 corte .5 .0 Laminadores . A temperatura do lubrificante é um pouco maior que a do mancal.50 – 2.Pino pistão 85 . em refrigeração e em algumas ferramentas acionadas a ar comprimido.Pino pistão 105 .50 .principal (apoio) 10 – 18 1.100 1.0 – 1.0 gás .0 – 1.0 alternativas .5 Máquinas ferramentas .5 Excêntricos .Pino pistão 65 .0 alta velocidade .0 – 2.25 – 2.155 1.125 0.Virabrequin 18 – 42 1.principal (apoio) 10 – 18 1. a temperatura dos mancais pode ser extremamente baixa.7 - 2.4 .0 – 1.75 – 1. Dr.Virabrequin 70 – 125 0.25 – 1.75 – 1.principal (apoio) 42 .0 – 1.principal (apoio) 14 – 35 1. Altas temperaturas diminuem a viscosidade do lubrificante.Pino pistão 70 .6 – Recomendações de pressão média e relação “L/d” (KIRCHOFF.0 Máquinas de puncionamento e .Virabrequin 55 – 100 1.

serem selecionados para resistir o desgaste e dar um baixo coeficiente de atrito. as superfícies se põem em contato. devem ser bons condutores de calor. Desta forma. da forma da superfície de dissipação.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Quadro 2. Em geral. Alguns materiais para mancais são convenientes porque absorvem óleo. O metal branco (babbitte) é provavelmente o material mais utilizado em mancais.5 m/s) 34. Outros são convenientes porque são suficientemente plásticos para adaptar-se a pequenas irregularidades do munhão. 5 % Sb e 1% Cu e outros.117x10-3 Estas condições acima são para mancais com sistema de lubrificação por banho.MATERIAIS PARA MANCAIS Quando se mantém uma película completa de óleo entre as superfícies do eixo e do mancal.565x10-3 Ar em movimento ( v < 2. e ferro fundido sobre ferro fundido dão excelentes resultados para baixas pressões. os materiais usados têm pouca influência sobre a perda de potência e o desgaste. a capacidade térmica de dissipação pode ser expressa pela equação: H = k p ⋅ A ⋅ (Tm − Ta ) [kgfcm/s] (2. A capacidade de transmissão de calor do mancal depende da diferença de temperatura entre o reservatório do lubrificante. é aceito que materiais distintos para o munhão e mancal dão os melhores resultados. O quadro abaixo mostra alguns valores experimentais de “kp”.cm].3 . 61 . 2. Com lubrificação imperfeita e durante os períodos de arranque e parada.cm) Ar tranqüilo 11. “d” é o diâmetro do eixo [cm] e “L” é o comprimento do mancal [cm].613x10-3 Ar em movimento (v > 2. 1980). No entanto. Situação kp (kgf/°C. Dr. “v” é a velocidade periférica do eixo [cm/s]. e este atende a lubrificação durante o arranque. O mancal SAE contém especificações normalizadas para metais brancos típicos. para mancais de pedestal ou caixa de cossinetes. Sua composição é: 90 % Sn.4. Bons materiais para mancais devem ter suficiente resistência de modo a não se deformarem quando carregados. “A” é a área da superfície dissipadora [cm2]. 1980). e ter um baixo coeficiente de atrito quando secos e levemente engraxados (KIRCHOFF. da massa dos elementos adjacentes e do fluxo de ar ao redor do mancal e da temperatura. “W” é a carga atuante sobre o mancal [kgf]. “f” coeficiente de atrito. “kp” é a capacidade de dissipação [kgf/°C. Losekann Onde: “P” é a pressão média sobre a área projetada [kgf/cm2].7 – Recomendações de kp (KIRCHOFF. Lubrificações por colar ou por mecha não produzem lubrificação adequada e por isto o projetista deverá ter cuidado no projeto. “Ta” é a temperatura do ar circulante [°C]. onde o lubrificante é armazenado na própria caixa de mancal. para tanto. ainda que muitos dos metais brancos usados atualmente tenham chumbo em lugar do estanho. aço temperado sobre aço temperado.36) Onde: “Tm” é a temperatura do mancal [°C].s.s. Cláudio R. e os materiais devem.5 m/s) 15.

As ligas de cobre-níquel-cádmio e cobre-prata-cádmio permitem temperaturas de funcionamento mais altas que aquelas que são seguras para o metal branco. A aplicação está restrita em mancais de bombas. O cádmio se funde diretamente sobre o respaldo de aço. o mancal pode operar a temperatura próxima ao ponto de amolecimento de liga. Da mesma forma que os mancais de cobre-chumbo. às vezes denominadas de casquilhos e bronzinas. Os mancais de ferro fundido cinzento e nodular com munhões de aço temperados são usados onde os requisitos principais são alta precisão e resistência à fluência. e em alguns poucos casos se agrega níquel. se adaptam melhor ao eixo que os de alto estanho. não se deve usar metal branco. Ainda que os mancais de bronze possam suportar pressões e velocidades elevadas. e tem-se misturado quantidades variáveis de chumbo e fósforo. que presta bom serviço com munhões de aço temperado. Nos bronzes mais modernos para mancais. Para estas pressões. tem boa condutibilidade térmica. Nestes bronzes. de 0 a 25% de chumbo. cuja temperatura depende dos teores dos outros elementos adicionados. coeficiente de atrito relativamente baixo. se obtém bronze mais resistentes ao esmagamento. e como são mais plásticos. onde pode atingir pressões de até 300 kgf/cm2. onde a presença de água torna difícil a lubrificação por óleo. estas ligas são atacadas por alguns óleos lubrificantes. eles não são apropriados para temperaturas altas. Cláudio R. No entanto. fixada no mancal e na tampa mediante espigas. é usado geralmente como bucha prensada em seu alojamento. o constituinte cobre-estanho formam uma forte matriz que suporta os materiais mais brandos e plásticos. mas não são bons para o desgaste. Os mancais de borracha consistem em um recobrimento de borracha vulcanizada sobre uma superfície metálica.25 mm por cada cm de diâmetro do eixo. as percentagens de cobre e estanho foi diminuído. Dr. usam-se geralmente camisas de bronze. altas resistências ao desgaste e um coeficiente de atrito relativamente alto. mancais de eixos de hélices marítimas e instalações similares. As misturas de cobre e chumbo. Os mancais de bronze devem ter uma espessura de 1 a 1. Velocidades elevadas usadas nos últimos motores de avião e automóveis originaram investigações sobre mancais capazes de suportar maiores temperaturas de funcionamento. Em geral quanto maior for a percentagem de estanho. Algumas vezes se inclui zinco. a matriz forte suporta as cargas pesadas e os materiais plásticos permitem a ajustagem. Devem estar sempre encharcados de água e nunca se deve permitir que operem 62 . Os mancais de prata-cádmio e prata pura são usados em alguns motores de avião. tendo-se que verificar em diagramas de equilíbrio ternário e quaternário. e o restante de cobre. Os bronzes de baixos teores de estanho e altos teores de chumbo têm um coeficiente de atrito mais baixo. Devido ao alto custo do bronze. e a capacidade de operar com segurança em altas temperaturas. desenvolvidas inicialmente para uso aeronáutico. O segundo passo foi o de introduzir mesclas (não ligas) de cobre e bronze. a impactos. ou bucha partida. O bronze é uma liga de cobre e estanho feito com diversas composições. tais como em mancais de rolos laminadores. Os bronzes para mancais contêm de 5 a 15% de estanho.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.38 mm) de metal branco sobre um mancal de aço. Tem-se usado mancais com revestimento de teflon em instalações de serviço muito pesado. muitos óleos lubrificantes atacam o chumbo livre nestes mancais. e desde que não se use nenhuma solda nem estanho para obter o ligamento. Losekann Para pressões acima de 70 kgf/cm2. O primeiro passo neste sentido foi o de introduzir um recobrimento muito delgado (0.

espalha ou pulveriza o óleo sobre as superfícies do cilindro. a graxa ou óleo. impregnado de borracha ou certas resinas fenólicas.2 a 0. 2. 1998). O vapor. ou película de lubrificante. Estes reservatórios possuem cavidades apropriadas para completar a quantidade requerida de lubrificante. Mancais de tecido são feitos de jeans especialmente trançado. pois se a escolha do lubrificante for correta. Pode-se usar lubrificação a água. a durabilidade será fortemente afetada.Esses mancais. Como a pressão do óleo se torna maior que a pressão atmosférica quando o mancal está em pleno funcionamento. visto que foi já foi visto em seções anteriores. 63 . ao passar pela canalização. Dr. Mancais com cavidade . Neste tipo de aplicação. Tem-se alcançado velocidades periféricas de até 10 m/s. Estes têm demonstrado ser eficazes em mancais de trens laminadores e em outros mancais submetidos a fortes impactos repetidos.35 kgf/cm2. Lubrificador hidrostático .007 e pressões tão altas como 280 kgf/cm2. o reservatório possui uma tampa permanecendo fechado. Nesta secção não se fará a determinação da viscosidade. Além de lubrificar. mas tiver um sistema de lubrificação inadequado. nem durante o curto período de arranque. com as propriedades desejadas como viscosidade.É usado para a lubrificação dos cilindros e órgãos de distribuição das máquinas a vapor. dependendo do material moldado. trabalham em altas temperaturas. mas com visor para verificação de nível.5 m/s. mas sim as recomendações de sistemas de lubrificação bastante utilizados. 2. ou vice-versa.5 – MÉDOTOS DE LUBRIFICAÇÃO EM MANCAIS Um dos maiores problemas de engenharia não é determinar o modo de lubrificação de mancais de rolamentos ou de deslizamentos e sim.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann secos.21 – Representação esquemática de um reservatório sobreposto ao mancal. Os sistemas de lubrificação mais utilizados em mancais são: 1. e o óleo e a graxa devem ser excluídos. Figura 2. devem-se evitar tolerâncias muito estreitas com temperatura de funcionamento abaixo de 65 °C. Ambas as condições são imprescindíveis para vida longa. (TELECURSO 2000. determinar a viscosidade ideal para o funcionamento para ter uma vida maior. moldados à quente. as velocidades periféricas devem ser maiores que 0. a pouca distância da máquina. Usualmente são providos de ranhuras em espiral para assegurar uma boa distribuição de água. Cláudio R. O lubrificador hidrostático introduz o óleo na canalização de abastecimento do vapor. Mancais de borracha são convenientes quando se encontram areia. e por isto o lubrificante passa de um reservatório em cima do mancal. As pressões devem estar compreendidas entre 0. índice de viscosidade e aditivos de extrema pressão entre outras. O coeficiente de atrito vale ao redor de 0. As partículas se incrustam na borracha relativamente branda sem danificar o munhão metálico. geralmente. pó e outras partículas abrasivas que poderiam riscar um mancal metálico comum.

O material do anel geralmente é de dureza inferior ao do eixo. (TELECURSO 2000. 4. é própria carcaça da máquina. Cláudio R.23 – Representação esquemática de lubrificação por anel. podendo ser de latão. juntamente com os anéis de segmento e a gaxeta da haste do êmbolo. o anel também gira e transporta o óleo até um canal de distribuição. Devido ao movimento do eixo. Dessa maneira. O banho com anel é muito usado em motores elétricos. são utilizadas a pressão e a condensação desse vapor para introduzir o óleo no sistema. Ao redor do eixo do mancal repousa um anel com diâmetro maior que o do eixo e com a parte inferior mergulhada no óleo. Figura 2. 3. 1998). A lubrificação por banho é muito usada em caixas de engrenagens. bombas e compressores. Pode-se usar uma corrente no lugar do anel. anel de algodão trançado e etc. O reservatório de óleo do lubrificador fica também ligado ao encanamento do vapor. bronze. existem ranhuras e coletores que formam uma rede de distribuição.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. As partes a serem lubrificadas mergulham total ou parcialmente no óleo. Lubrificação por banho . 64 . mancais de rolamento e mancais de deslizamento. em geral.O óleo fica num reservatório com o mancal. Banho com anel . Dr. O excesso de óleo colhido no banho é distribuído para outras partes e para isso.Nesse sistema. material polimérico. o lubrificante fica num recipiente que. Losekann esse dispositivo serve de elemento de vedação. (TELECURSO 2000. 1998).22 – Representação esquemática de lubrificação por banho. Figura 2.

O óleo para qualquer mancal. Cláudio R.25 mostra esquematicamente formas de ranhura para alimentação de lubrificante em mancal. Para distribuir o óleo para todas as regiões do mancal. o óleo pode ser expulso pelos extremos dos mesmos antes da formação da película. Losekann 5. Quando são usadas tais ranhuras. Figura 2. (SHIGLEY. Em geral. no entanto. o mesmo deverá ter uma ranhura paralela ao eixo. e de maneira alguma se deve fazer as ranhuras nas zonas de altas pressões.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. A figura 2. devem-se prever dois orifícios para a entrada do óleo. 1998). A teoria de Reynolds (SHIGLEY. provavelmente devido ao aumento de fluxo de óleo. Figura 2.24 – Representação esquemática de lubrificação por colar. Um excelente método de lubrificação é o uso de uma ranhura circunferencial. e que a capacidade de carga diminuirá de 30 a 50%. É adequado a lubrificantes viscosos e em serviços com alta velocidade. e que a fuga nos extremos aumentará.25 – Representação esquemática ranhuras em mancais de deslizamento. 1984). pois a capacidade de carga na realidade aumenta. e consequentemente menor temperatura e menor redução na viscosidade do óleo. Dr. 1984).É um sistema que substitui o anel do sistema anterior por um colar fixo ao eixo do mancal. 1984) indica que este efeito diminui a razão L/d pela formação de dois mancais. outras ranhuras não fazem faltas. Quando os mancais têm folgas grandes. Os ensaios. Quando o mancal tem um comprimento maior que 200 mm. deve ser introduzido pela região de pressão mínima. 65 . Banho com colar . e que tenha sua extremidade no mínimo a 5 mm antes da borda do mancal. (SHIGLEY. neste caso podem-se prever ranhuras em espiral para conduzir o óleo até o centro do mancal. Figura 2. (TELECURSO 2000. indicam que esta conclusão não é correta.26 – Representação esquemática ranhura circunferencial. as mesmas devem estar a 40° a frente em relação a região de maior pressão.

Losekann Todas as ranhuras de óleo devem ter as bordas chanfradas para prever a raspagem do óleo do munhão e facilitar a formação da cunha de óleo e da película.29 – Representação esquemática de um mancal bucha inteiriça e bucha encamisada.25 vezes o deu diâmetro.1 . Servem para apoiar eixos nos mancais de deslizamento ou guiar eixos na direção axial.27 – Representação esquemática de um mancal em corte com furo para lubrificação. Figura 2. 66 . Quando os mancais são partidos. Cláudio R.BUCHAS As buchas são geralmente cilindros ocos ou cônicos feitos de materiais macios como bronze. as bordas devem ser tratadas da mesma maneira que as ranhuras. liga de alumínio e às vezes de plásticos. 1998). Dr. (TELECURSO 2000. 1984).28 – Representação esquemática de um mancal bucha inteiriça e bucha encamisada. ferro fundido cinzento. 2.6 – TIPOS DE MANCAIS 2. Em geral. e é difícil manter uma película de óleo lubrificante. Figura 2. Figura 2. ferro fundido nodular.6. O resultado é que na maioria dos mancais existe uma lubrificação parcial. com conseqüente aumento no coeficiente de atrito e desgaste. Elas podem ser de fricção radial para esforços radiais. 1998). os mancais devem ter um comprimento de 1 a 2. (SHIGLEY. Os mancais mais curtos estão sujeitos a uma excessiva perda por fuga em seus extremos. de fricção axial para esforços axiais ou cônicos para ambos esforços. (TELECURSO 2000.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. A figura ao lado mostra em corte de uma bucha com furo para entrada de lubrificante.

2. Figura 2. 2. O tipo mais simples de mancal de encosto para eixos horizontais é o apresentado na figura abaixo.6. A figura 2.2 . O nível de óleo deve ser suficientemente alto para cobrir completamente as arruelas de encosto. 67 .6. A figura ao lado mostra as superfícies de um mancal de encosto com a inclinação que as mesmas devem ter.31 – Mancal de encosto.MANCAIS PARCIAIS Mancais parciais com aproximadamente 120° de contato são muitas vezes usados sem diminuir sua capacidade de carga. é necessário que a lubrificação seja eficiente ou que seja construído de material auto-lubrificante.30 – Representação esquemática do conjunto mancal eixo. Com isto podem-se ter pressões unitárias mais altas. geralmente as superfícies dos mancais têm uma pequena inclinação.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. ou através de eixos ocos. (SHIGLEY. e devem-se prever aberturas para que o óleo possa entrar pelo centro e mover-se até as superfícies deslizantes. (TELECURSO 2000. 1984). denominar-se-ia de mancal completo. se envolvesse todo o eixo. Cláudio R. São preferíveis lubrificações por dispositivos automáticos. já que os mancais de encosto geram muito calor e operam geralmente com velocidades e cargas elevadas. (SHIGLEY. Figura 2.32 – Distribuição da pressão no mancal de encosto. Tais mancais podem ser lubrificados através de lubrificação por mecha na parte superior. Dr.27 mostra um mancal em corte que. 1984). Figura 2. 1998).MANCAIS DE ENCOSTO Mancais de encosto são usados para suportar cargas axiais em eixos horizontais ou suportar o peso dos eixos verticais.3 . Para que a cunha do óleo se forme mais facilmente. Losekann Em virtude das buchas terem uma superfície de contato.

Estes mancais têm um coeficiente de atrito que varia desde 0. que o atrito gerado durante a movimentação do eixo no mancal gera um acréscimo de temperatura no lubrificante devido a geração de calor.26. conseqüentemente. varia a viscosidade. (KIRCHOFF. 2.03 até 0. São usadas em muitas aplicações em que há dificuldade de dispor um mancal completo como. Cláudio R. O diâmetro do colar para mancal de encosto é. o acréscimo de temperatura do óleo será (SHIGLEY.02. equação 2. Para este tipo de aplicação. com ou sem flanges.01 até 0. cuja principal aplicação é o encosto. 2. de 1.8 – Comparação entre mancais de deslizamento e rolamento. CARACTERÍSTICAS MANCAL DE MANCAL DE DESLIZAMENTO ROLAMENTO Amortecimento de vibrações Melhor Pior Amortecimento de impactos Melhor Pior Sensibilidade à poeira Menor Maior Nível de ruído Mais baixo Mais alto Preços grandes mancais Menor Maior Atrito de partida Maior Menor Vida (carga constante) Pode ser infinita Limitada Manutenção Mais atenciosa Menos atenciosa Baixas rotações Bom comportamento Bom comportamento Atrito Equivalentes Consumo lubrificante Maior Menor Combinação cargas radial e Mais difícil Sem dificuldade axial Vida (carga variável) Limitada pela fadiga Limitada pela fadiga Dimensão radial Menor Maior Dimensão axial Maior Menor Velocidades periféricas altas Recomendado Exige lubrificante especial Outro ponto a considerar. 1984): 68 .4 a 1. na qual o projetista deverá levar em conta na hora de projetar um equipamento que envolve elementos rolantes. Dispositivos fixadores devem proporcionar posicionamento efetivo que impeça o movimento axial ou rotacional do mancal na caixa. por exemplo. a montagem poderá exigir perícia do mecânico para se obter o melhor acoplamento com o ajuste de folga mínima. geralmente.8 vezes o diâmetro do eixo. Losekann Este tipo de mancal é muitas vezes denominado de pastilhas ou arruelas.05 e o tipo comum de mancal de acento plano tem um coeficiente de atrito que varia desde 0.4 . são mostrados na figura 2. virabrequins.6.7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS O quadro abaixo mostra uma comparação de aplicação entre mancais de deslizamento e mancais de rolamento. Quando tem de sofrer cargas radiais podem estar dispostas em série.MANCAIS BIPARTIDOS Os mancais bipartidos. Dr. Quadro 2.35 que. Admitindo-se que o fluxo de óleo “Q” retira todo o calor. 1980).UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

b) Determine a espessura mínima da película de óleo e a temperatura de saída de óleo. por exemplo. Dr.. Para facilitar o entendimento do assunto. Exemplo 2: Um eixo de mancal de 50 mm de comprimento e 50 mm de diâmetro tem uma relação d/C de 1000. gf/cm3. Cláudio R. °F. melhorador do índice de viscosidade e abaixador do ponto de fluidez. ANÁLISES TÍPICAS * GRAU SAE 20W/50 Densidade a 20/4°C 0. mm3/s. l/h.. a carga é de 3 kN e o lubrificante é o SAE 20W-50 na temperatura de admissão de 20 °C.A. lembrando que o cuidado com as unidades se deve ter em todos os dimensionamentos de engenharia.. kcal/s.0 Viscosidade a 100 °C (cSt) 20. dispersante. “H” é o calor gerado [cal. a) Escolher um lubrificante de uma companhia tradicional. .] e “Q” a vazão total do lubrificante [m3/s. c) Determine a grandeza e a localização da pressão máxima da película. N/m3. diminui o atrito interno e conseqüentemente o calor gerado. aconselha-se utilizar um lubrificante multiviscoso para minimizar estes efeitos.. . .kgf.7 Índice de Viscosidade 135 Cinzas Sulfatadas (% peso) 1.].]. Este lubrificante contém os seguintes aditivos: anticorrosivo. J/s. toma-se o exemplo 2. antioxidante. “Cesp” é o calor específico do lubrificante [cal/ °C. Petrobras S.N. A temperatura de funcionamento é difícil de terminar em virtude da quantidade de variáveis que existem. da ATC “Technical Committee of Petroleum Additive Manufacturers in Europe” e da ATIEL “Association Technique de I' Industrie Européenne des Lubrifiants”.. detergente.. O LUBRAX SJ atende aos níveis de desempenho API-SJ e ACEA A2-96. antidesgaste.. sendo qualificado de acordo com os protocolos da CMA “Chemical Manufacturers Association”.37) γ ⋅ C esp ⋅ Q Onde: “∆T” é a variação de temperatura do óleo [°C. Petrobras S. o projetista deve tomar muito cuidado com as conversões durante o cálculo. Em outras palavras o processo gera um “looping” que tenderá a um equilíbrio. J/°C. Por isto..kgf.8903 Ponto de Fulgor (VA) (°C) 244 Ponto de Fluidez (°C) -27 Viscosidade a 40 °C (cSt) 180. Losekann H ∆T = (2. Solução: a) Escolher um lubrificante de uma companhia tradicional. Diminuindo a viscosidade. O aumento da temperatura do óleo diminui a sua viscosidade.. agente de reserva alcalina.00 69 . kgfm/°C. A velocidade do eixo é de 1200 rpm. antiespumante. “γ” é o peso específico do lubrificante [kgf/m3.. .]. por exemplo.A. kgfm/s. O dispositivo de refrigeração do lubrificante também é um fator importante que envolve experimentação. Tendo em vista a quantidade de unidades das variáveis. A diminuição do calor gerado diminui a variação da temperatura.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.]..

2 A viscosidade cinemática a temperatura de 20 °C é 233.8903 ⋅ 1kgf/dm3 = 0. ou o projetista entra em contato com o fabricante para maiores detalhes (correto) ou atribui um valor conhecido considerando a natureza do produto (prático). Dr.8903 s 1 ⋅ 10 −3 m 3 kg µ = 0.2.997T o C + 108. cuja equação é ( ) ν (cSt ) = −3.8903kgf/dm3 A viscosidade absoluta é determinada através da equação 2. Losekann As especificações fornecidas pelo fabricante de lubrificante nem sempre vêm completas como. Cláudio R.5cP = 207.1 ⋅ 10 −6 ⋅ 0.075 P = 207. para a determinação do acréscimo de temperatura em função das condições de trabalho. onde “ρ” é a massa específica que é a razão massa/volume.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.655T ( o C ) + 286.953 . é: ν (cSt ) = −2. cuja equação que exprime a viscosidade é ( ) ν (cSt ) = −0.1 ⋅ 10 −6 ⋅ 0.1 cSt. O peso específico do lubrificante “γ” não é fornecido. µ ν= ρ µ m2 ν= µ =ν ⋅ ρ 1 cSt = 1 ⋅ 10 −6 ρ s m2 kg µ =ν ⋅ ρ µ = 233. tem-se como um valor aproximado Cesp = 400 cal/°C. mas pode-se calcular através da densidade absoluta.587 e o Lubrax MG1 50. 70 .488T o C + 368. o valor do calor específico deste lubrificante.kgf (valor prático). Sendo este lubrificante derivado de petróleo.8903 3 s dm m2 kg µ = 233.5mPa ⋅ s s⋅m O gráfico seguinte mostra uma comparação do comportamento da viscosidade em relação a temperatura de 3 lubrificantes da Petrobras. Neste caso. que o projetista deve considerar antes de decidir qual lubrificante é mais adequado em relação as flutuações de temperaturas que diferentes localidades tem em virtude das estações climáticas. Toma-se como exemplo o Lubrax MG1 20W. por exemplo. A equação linear que rege a viscosidade cinemática do lubrificante especificado em função da temperatura.2075 ⋅ = 2. que é: γ oleo 20 C d= γ oleo 20 = d ⋅ γ água 4o C o γ água 4 C o C o γ oleo20 o C = 0. forma modal.

33 – Gráfico viscosidade x temperatura para 3 lubrificantes automotivos. W 3000 N N A pressão (carga unitária) é P = = = 1. visto que L / d = 1 e é S = 3.96 h0 = h0 = = 0.0055 d 1000 A variável da espessura mínima da película pode ser determinada da figura 2. Dr. 2 ⋅ h0 0.024mm O fluxo pode ser determinado através do gráfico da figura 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.14 tira-se C C 1 Disto tem-se que f = 5.5 = 0.5 e f = 5. b) Determine a espessura mínima da película de óleo e a temperatura de saída de óleo. Cláudio R.96 ⋅ 0.2 dL 50mm ⋅ 50mm mm 2 20 0.12. 71 . Losekann 250 Viscosidade cinemática (cSt) 200 LUBRAX MG1 50 150 100 LUBRAX SJ 20W-50 50 LUBRAX MG1 20W 0 40 50 60 70 80 90 100 o Temperatura ( C) Figura 2. Desenhado por LOSEKANN.16.458 ⎜ ⎟ 50mm P ⎝C ⎠ 1.2 ⋅ 10 6 Pa ⎝ mm ⎠ d f = 5.024mm C 2 2 h0 = 0.96 ⋅ C 0.5 Através do gráfico 2.05 = 0.2075Pas ⋅ µ ⋅n ⎛ d ⎞ 2 2 L/d = 50mm =1 S= ⋅⎜ ⎟ = s ⎛1000 mm ⎞ = 3.458 . conhecendo S.

3 3 ⋅ 400 o ⋅ 2062 ⋅ 10 −9 m Ckgf s ∆T = 16.2 MPa = 0.458 e Pmax L / d = 1 . θ Pmax ≅ 0° . P Determina-se a pressão máxima da película pela relação .342cal ) / s ∆T = kgf cal m3 890. P P 1. “Cesp” [400 cal/°C.18 e conhecido “S ” e “L/d” tira-se os ângulos de pressão máxima e mínima. tendo-se cuidados com γ ⋅ C esp ⋅ Q a conversão de unidades.1416 s Nm kgfm H = 51.3 3 ⋅ 400 o ⋅ 2062 ⋅ 10 −9 m Ckgf s 1kgfm = 2. 72 .54 ⇒ Pmax = ⇒ Pmax = = 2.54 0.22MPa Pmax 0.17.kgf (valor prático)].35 H = f ⋅ P ⋅ d ⋅ L ⋅ v = f ⋅W ⋅ v H = f ⋅W ⋅ v m H = 0.54 Da figura 2.458 . Cláudio R.85 o C Ts = 36.85 o C c) Determine a grandeza e a localização da pressão máxima da película.3 ⋅ 25 ⋅ 0.0055 ⋅ 3000 N ⋅ 3.3 ⋅ rcnL ⇒ Q = 3. Losekann Q Para L / d = 1 e S = 3.342cal 5.284kgfm / s ∆T = ∆T = γ ⋅ C esp ⋅ Q kgf cal m3 890. dado S = 3. “γ” e “Q”.025 ⋅ 20 ⋅ 50 ⇒ Q = 2062mm 3 / s O calor gerado pela movimentação do munhão é dado pela equação 2. determina-se a H variação de temperatura do óleo através da equação ∆T = . H 5.284(2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Logo: rcnL Q = 3.284 s s Dado “H”. da figura 2.3 . Dr.836 H = 5. = 3.

O mancal é lubrificado com óleo SAE 30.100 mm. a espessura mínima da película de óleo e o acréscimo de temperatura. Trace uma curva mostrando a relação entre o coeficiente de atrito e a folga. Calcule a perda de calor. ho = 0.873.100 mm. 1.85 °C. o fluxo total. A folga radial é de 0. 2. QL = 1350 mm3/s.6) Um eixo de mancal de 75 mm de diâmetro e 75 mm de comprimento suporta um eixo que gira a 420 rpm e está submetido a uma carga radial de 2. considere que o sistema de refrigeração é ineficiente e que com o aumento da temperatura o a densidade do óleo diminui para 0. 1.150 mm. ∆T = 7 °C.035 mm. Losekann Exercício de fixação 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.93 kW. Resposta: 0. Achar o acréscimo de temperatura e a espessura mínima da película de óleo. Resposta: H = 24. Resposta: 0. Calcule a perda de calor.021mm.7 KN.18. que flui para dentro do mancal a uma temperatura de 70 °C. Suporta uma carga de 33 KN e gira a 900 rpm.2) Refaça o exemplo 2. A carga no mancal é de 3 kN e o eixo gira a 1200 rpm. A velocidade da árvore é de 3210 rpm e uma carga radial de 35 kN. 0. 1. 30 e 40. 2.85 kW. que flui para dentro do mancal a uma temperatura de 60 °C. 2.8) Um motor diesel de 8 cilindros tem o eixo de mancal principal do virabrequim de 87. Exercícios propostos 2.56. 2.050 mm. Recalcule com o novo valor de temperatura 36. O mancal tem uma ranhura anular central de óleo de 5 mm de largura. determine a potência de atrito para os seguintes lubrificantes: SAE 10. a espessura mínima da película de óleo. 2. considerando a utilização do óleo Lubrax MG1 20W.1) Dado o exemplo 2. É lubrificado com óleo SAE 20W-50 numa temperatura de admissão de 70 °C. 2.4) Um eixo de mancal de 200 mm de diâmetro tem 100 mm de comprimento. O mancal é lubrificado com óleo SAE 20W-50. Q = 2740 mm3/s.025 mm e uma viscosidade média de 137. Cláudio R. 73 .5 mm de diâmetro e 50 mm de comprimento. considerando uma folga radial de 42 µm. 20.7) Um eixo de mancal de 200 mm de diâmetro e 100 mm de comprimento suporta um eixo que gira a 400 rpm e está submetido a uma carga radial de 40 KN. 0. calcule a potência de atrito. O ajuste do acoplamento entre mancal e eixo é h7/G6.1 J/s.3) Um eixo de mancal radial completo tem 50 mm de comprimento e 50 mm de diâmetro. 0. o fluxo pelas extremidades. Usando uma folga radial de 0. o fluxo total. Empregando uma folga de 0.8 mPas.96.075 mm. Dr.5) Repita o problema anterior usando lubrificante SAE 40 e as seguintes folgas radiais: 0. o fluxo pelas extremidades. Considere a temperatura de operação de 70 °C.

Tecnologia dos Materiais: unidade I. P. C. C.. Ed. 74 . 2005. v. Itajaí. 1984. Texaco Brasil S. SHIGLEY. 3. NIEMANN. v. KIRCHOFF. Santa Maria: Departamento de Fabricação – Centro de Tecnologia . do curso de Técnico em Automobilística do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina). NBR-6158: Norma de sistema de tolerância e ajustes. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. Rio de Janeiro. 2. 1980. Dr. BUDYNAS.A. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. J. Univali. SHIGLEY. LUBRIFICAÇÃO – lubrificação de engrenagens II. São Paulo: Ed. FERROLI. NBR-6173: Terminologia de tolerância e ajuste. TELECURSO 2000 profissionalizante.. CALLISTER Jr. 5a edição. 12. 1978. 8.A. Elementos de máquinas. 2006. LUBRIFICANTES. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. Losekann REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 1980. Produtos de Petróleo. 3ª edição. C.UFSM.A. 2003. 2002. L. 6. J. Projeto de engenharia mecânica. LOSEKANN... Florianópolis: Gerência de Metal Mecânica – Unidade Florianópolis – CEFET/SC. v. n.64. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. ______.A. 13. Fabricação para designers. Uma abordagem de integração projeto/manufatura. 4. M. Cláudio R. 1980. E. F.A. v. Elementos de máquinas I. G. 1978. São Paulo: Ed. Texaco Brasil S.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.2.2. FUNDAMENTOS E APLICAÇÕES – Petrobras distribuidora S. n. Gustav.2. MISCHKE. Gerência Industrial. (Material didático da disciplina Elementos de Máquinas I. 1998.. 9. 1982. E. jan/1999. 5. (Material didático da disciplina Tecnologia dos Materiais. W. Produtos de Petróleo. R. Porto Alegre: Ed. Elementos de máquinas. Edgard Blücher Ltda. Globo S.. R..2. LUBRIFICAÇÃO – viscosidade II. Bookman. Rio de Janeiro. R. 7. Elementos de máquinas. LOSEKANN.66. 10. R. do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Maria). 11. C. 7ª edição.

2 – Eixo curto. por exemplo.1 . mancais. polias. o projeto deve ser estudado a partir dos seguintes pontos de vista: • Deflexão e rigidez Deflexão flexional. 3. contra-eixo (eixo intermediário) e eixo flexível são nomes associados a uso especiais. polias.2 mostra um eixo curto escalonado suportando a engrenagem de um redutor de velocidade com uma polia.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. polias. ou oscilação. Eixos de transmissão são usados para transmitir potência entre o motor e o conduzido. eixo de comando. Figura 3. • Tensão e resistência Resistência estática.INTRODUÇÃO Os eixos que transmitem potência por torção podem ser divididos em duas classes: eixos de transmissão e eixos fixos. volantes e outros dispositivos. volantes. Engrenagens.1 e 3. polias e similares.2. rodas dentadas e similares.1 – Eixo composto com engrenagem. Os eixos podem ser lisos ou compostos em que são montados engrenagens. Um eixo fixo é um elemento de máquina não-rotativo que não transmite torque e que é usado para suportar rodas gigantes. mancais e polia. Dr. mancais e outros elementos terão pelo menos sido parcialmente analisados e seus tamanhos e espaçamento. tentativamente determinados. Ele provê a linha de centro de rotação. Confiabilidade. manivelas. O uso de ressaltos de eixo é um excelente meio para localizar axialmente os elementos desse eixo: tais ressaltos podem ser utilizados para pré-carregar mancais de rolamento e prover as reações necessárias de empuxo a elementos rotativos. Nesse estágio. Cláudio R. Figura 3. Inclinação em mancais e em elementos suportados pelo eixo. Uma roca é um eixo curto. mancais e polias devem sempre ser posicionados com precisão.2 – FORMA DOS EIXOS A geometria de um eixo é geralmente a de um cilindro escalonado. eixo cardan. Deflexão de cisalhamento decorrente de carregamento transversal de eixos curtos. Resistência de fadiga. conforme mostram as figuras 3. Termos como eixo de linha. eixo de ponta. 75 . eixo de transmissão. Losekann 3 – EIXOS 3. Deflexão torcional. bem como controla a geometria de seus movimentos. Um projeto de eixo realmente tem início após muito trabalho preliminar. O projeto da máquina em si ditará certas engrenagens. de elementos como engrenagens. bem como providências devem ser tomadas a fim de aceitar cargas de empuxo. A figura 3.

por combinação dos melhores destes. Dr. os eixos podem ser cônicos. • Chavetas. dependendo da 76 .4 – Eixos. não deve ser usado para transmitir muito torque. . mas também diversos tipos de pinos patenteados. A melhor forma de estudar os casos é a que consiste em avaliar os projetos existentes para aprender como problemas similares foram resolvidos e. por exemplo. ranhurados. Muitas situações de projeto de eixo incluem o problema da transmissão de torque de um elemento a outro nesse eixo. Não existe fórmula mágica para determinar a geometria de um eixo para todas as situações de projeto.Ajustes de pressão e contração. Cláudio R. O uso desses dispositivos requer orifícios radiais através do eixo. então. . com degraus para suportarem maiores cargas nas partes de maior solicitação ou críticas. e daí a concentração de tensão pode ser um problema. vazados ou ocos. pinos e parafusos de fixação . . A) cônico. resolver seu próprio problema. a) b) Figura 3. Além disto. A figura 3. B) ranhurado. Elementos comuns de transferência de torque são os seguintes: . B) vazado. estriados e etc. A) maciço. A figura 3.Pinos.Estrias.3 ilustra estas duas formas. . Podem ser maciços.Parafusos de fixação. Losekann Os eixos podem ter formatos bem variados em função dos elementos que se deseja acoplar para exercer funções específicas.Ajustes cônicos. mas outros servirão como bons transmissores de torque.Chavetas.4 ilustra esta situação. . Alguns destes servem tão somente para propósitos de localização – um contra-pino.3 – Eixos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Os pinos para esse propósito incluem não somente pinos retos e cônicos. Figura 3.

Esse método permite desmontagem e ajustes laterais. cubo partido ou cubo cônico de duas peças. • Ajustes de pressão e contração . muitos dos estilos de anel disponíveis exercem uma força de mola contra o dispositivo a ser ancorado. para prender o cubo ao eixo. o eixo está solicitado com carregamentos combinados. flexão. Dr. as tensões relevantes são de tração e de compressão. O uso de um anel ajustado a um sulco de eixo é uma solução econômica para alguns problemas. anel e sulco. conforme a exemplificação da figura 3. além disso. a principal tensão induzida é a tensão de cisalhamento. Figura 3. para cálculos aproximados. mas nem todos solucionam o problema de localização axial. cargas axiais. Neste caso é necessário os cálculos da Resistência dos Materiais de momentos fletores e torçores máximos e mínimos e. Todos esses meios de transferência de torque resolvem o problema de ancorar seguramente um dispositivo ao eixo com cargas radiais. ressalto de eixo. 77 . Cláudio R. parafuso de fixação. se a carga é de flexão. Se a carga é torcional. Os sulcos são muito rasos. 3. Um arranjo alternativo e melhor é uso de um colar bipartido fixo por parafuso. O fator resultante de concentração de tensão é em geral muito pequeno. porca e arruela.Para segurar cubos em eixos são usados igualmente para transferência de torque e preservação de localização axial. levando ao bom hábito de projeto. os sulcos podem às vezes ser localizados onde o efeito e fator de concentração de tensão são pequenos ou sem importância.5. cargas radiais ou combinando todos estes tipos de carregamentos. • Estrias de eixo .3 – CARGAS NOS EIXOS Os eixos podem estar sujeitos à torção.5 – Eixo com carregamento combinado. a concentração de tensão costuma ser bem moderada. Elas são usadas quando grandes quantidades de torque devem ser transmitidas. Em muitas aplicações de engenharia. Um método similar consiste em utilizar um cubo partido com parafusos.Assemelham-se a dentes de engrenagem cortadas ou forjadas na superfície do eixo. colar e parafuso. Os catálogos e a literatura comercial incluem ilustrações e recomendações. • Encaixes cônicos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Alguns dos dispositivos de localização mais usados incluem o seguinte: Pino e arruela. manga. Losekann localização deles. Quando estrias são utilizadas. dimensionar através das equações de tensões equivalentes seguindo as teorias de falhas propostas na tabela abaixo.

5) σ ⎛σ ⎞ σ σ eq = + ⎜ ⎟ +τ 2 ≤ r 2 ⎝2⎠ s O “s” nas equações da tabela acima é o coeficiente de segurança que cada projetista pode determinar.300 kgfm 0 1 2 3 4 5 6 x (m) Figura 3.2) σ eq = σ 2 + 4τ 2 ≤ s Frágil Alternada Fratura Tensão limite σf (3.6 – Momento fletor no plano horizontal. Cláudio R. falha limite Dúctil Estática Escoamento Tensão de σe (3. Diagrama de momento fletor (plano horizontal) 0 -100 M (kgfm) -200 -300 .1) escoamento σ eq = σ 2 + 3τ 2 ≤ (σe) s σe (3.3) de fadiga σ eq = σ 2 + 4τ 2 ≤ (σe) s Estática Fratura Tensão de σr (3. Losekann Quadro 3. Material carga Modo de Tensão Teoria da falha Eq.1 – Equações para dimensionamento de eixos.4) ruptura σ eq = α k σ ≤ (σr) s 2 (3. 78 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dr.

MPa].5 kgfm 200 187.7 – Momento fletor no plano vertical.5 kgfm 100 0 0 1 2 3 4 5 6 x (m) Figura 3. Losekann Diagrama de momento fletor (plano vertical) 300 262. As tensões fletoras e torçoras são de acordo com as equações que seguem: • Tensão torçora ou de cisalhamento M ⋅c τ= t (3. cm4] que: π ⋅ d4 1. Para simplificação do estudo.6) J Onde: “τ” é a tensão de torção que ocorre no eixo [N/mm2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Diagrama de momento torçor 225 kgfm 200 M (kgfm) 112. e “J” é o momento polar de inércia [mm4. Para eixo circular maciço vale J = . 32 2. onde “b” representa a largura e “h” a 12 altura da secção retangular. onde “ D ” é a distância do baricentro do eixo à aplicação da 2 79 . Cláudio R. onde “d” é o diâmetro do eixo.8 – Momento torçor. Para eixo maciço retangular.5 kgfm M (kgfm) 100 0 0 1 2 3 4 x (m) Figura 3. considerar-se-á o eixo de secção circular. Dr. cm]. “c” é a distância do baricentro [mm. d Onde c = r = e M t = F ⋅ D . J = b ⋅ h b2 + h 2 ( ) .

5 e os diagramas de momento fletor e torçor. e “I” é o momento de inércia [mm4. Para simplificação do estudo. calcular o diâmetro do eixo considerando eixo circular maciço e sem escalonamento. Considere o exemplo abaixo. Com recursos computacionais pode-se fazer ambas ao mesmo tempo. onde “ L ” é a distância da carga a um ponto em consideração. o momento de inércia é dado por: I= ( 4 π ⋅ de − di 4 ) . material do eixo de aço carbono e coeficiente de segurança adotado igual a 1. 2 Considerando que os eixos podem ser vazados. cm4] que: π ⋅ d4 3. em geral. onde “b” representa a largura e “h” a altura da 12 secção retangular. 32 • Tensão fletora M f ⋅c σ= (3. Dados: σe = 30 kgf/mm2. Para eixo circular maciço vale I = . Para eixo maciço retangular. considerar-se-á o eixo de secção circular. “c” é a distância do baricentro [mm.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 64 Os problemas de engenharia são. o momento de inércia é dado por: J= ( π ⋅ de − di 4 4 ) . de verificar se um determinado diâmetro de eixo suporta as condições exigidas segundo um critério de falha ou de determinar o diâmetro do eixo. Considerando que os eixos podem ser vazados.7) I Onde: “σ” é a tensão de flexão que ocorre no eixo [N/mm2. Verificando os diagramas de momentos observam-se dois pontos onde ocorrem momentos máximos. Exemplo: Considerando eixo da figura 3. 1. 64 b3 ⋅ h 4. I = .2. Cláudio R. MPa]. d Onde c = r = e M f = F ⋅ L . cm]. Este problema trata de um material dúctil e condição de estática. onde “de” é o diâmetro externo e “di” é o diâmetro interno. onde “d” é o diâmetro do eixo. Dr. Losekann carga. 80 . onde “de” é o diâmetro externo e “di” é o diâmetro interno.

Iniciaremos com restrições de geometria relacionadas com deformação e. Losekann Utilizando diâmetro de 50 mm (não satisfaz às condições exigidas). matematicamente.1 σeq = 26. Isto faz com que.850483 kgf/mm2 σ= 17.96892 kgf/mm2 σ = 20.6742 kgf/mm2 σeq = 25. então. o problema se tornará bastante simplificado.40127 kgf/mm2 σ = 24. Dr.12179 kgf/mm2 Utilizando diâmetro de 53 mm (satisfaz às condições exigidas). as restrições sobre elas têm sido freqüentemente ativadas (apertadas) quando se conclui.7 mm4 σe = 25 kgf/mm2 τ= 7.585987 kgf/mm2 σ= 21.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.3 mm4 I= 306640.192357 kgf/mm2 τ = 4.5 mm J= 774253. passaremos às restrições de resistência associadas às tensões críticas.53591 kgf/mm2 Equação 3.93236 kgf/mm2 Os conjuntos de decisão encontrados até agora tem sido uma ou duas variáveis de decisão e.1 σeq = 22.6 mm4 σe = 25 kgf/mm2 τ= 9. e as localizações de mancais podem também ser variáveis de decisão.39617 kgf/mm2 σeq = 21. Distância Distância 1m 4m Mtmax = 225500 kgfmm Mtmax = 112500 kgfmm Mfmax = 262500 kgfmm Mfmax = 300000 kgfmm D= 53 mm c= 26. 81 .59172 kgf/mm2 3.68876 kgf/mm2 σeq = 21. Se as restrições forem localizadas antecipadamente.71808 kgf/mm2 τ = 3. Um eixo que tem uma forma geométrica relativamente simples pode apresentar segmentos com diâmetros diferentes e um número similar de comprimentos de ressalto a ressalto.4 mm4 I= 387126. Cláudio R.2 σeq = 23. Algumas das posições dos elementos a ele fixados podem envolver relações fixas ou variáveis às outras. Distância Distância 1m 4m Mtmax = 225500 kgfmm Mtmax = 112500 kgfmm Mfmax = 262500 kgfmm Mfmax = 300000 kgfmm D= 50 mm c= 25 mm J= 613281.2 σeq = 28.4586 kgf/mm2 Equação 3.71608 kgf/mm2 3. Tal reconhecimento pode ser baseado na experiência ou em procedimentos que auxiliam quando a primeira estiver faltando.21369 kgf/mm2 σeq = 26. se torne complexa.

Integração direta. 3. O segundo passo é selecionar mancais para prover vida adequada sob essas forças e velocidades. Em um engrenamento. A inclinação de uma linha de centro (linha elástica ou linha neutra) de eixo. O terceiro passo corresponde a considerar a deflexão de eixo e tensão. tipicamente. o futuro mancal impõe um limite ao tamanho de eixo. Existem diversos métodos para a determinação da linha elástica. a distância entre eles será definida. conforme abordado anteriormente. para mancais de esferas. anterior à aplicação das cargas. deve ser menor que 0. fixa uma restrição no tamanho de eixo. 2.3.9 – Deflexão de eixo. limites para a flecha. Energia elástica de deformação. Diagrama de momentos. as forças no sistema são fixadas. Funções singulares. Losekann 3. impõem. Para mancais de rolos cônicos deve ser menor que 0. A outra componente desse deslocamento. 3. 4. ou dimensionamento. É essencial que o projetista saiba calcular a flecha e a inclinação originada do eixo.0005 rad. somado ao espaço radial necessário para um rasgo de chaveta. em relação a uma linha de centro de anel externo de mancal de rolo cilíndrico.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. à componente do deslocamento linear desse ponto que é perpendicular ao baricentro do eixo.1. Cláudio R. para mancais de rolos de sulco profundo e pista profunda e.1 . P visto que elementos de máquinas como mancal de rolamento ou deslizamento e y engrenagens podem sofrer de forma a impedir o perfeito funcionamento ou mesmo ter desgastes excessivos por não terem sidos previstos. bem como da inclinação do eixo. a inclinação relativa admissível de duas engrenagens de dentes retos deve ser mantida inferior a 0. freqüentemente. para mancais de rolos. inferior a 0. Nos materiais. em um ponto do eixo. Após serem selecionados os mancais. Figura 3.RESTRIÇÕES GEOMÉTRICAS Considere as restrições geométricas para uma tarefa de projeto de eixo de transmissão. paralelo ao baricentro inicial é.3. Com o tamanho de engrenagem e polia. desprezível em P relação à flecha. As especificações para o cálculo. Buscando controlá-la de modo a evitar o comprometimento quanto a funcionalidade. Os que mais se empregam são os seguintes: 1. O diâmetro da raiz dos dentes de engrenagem ou sulco de polia.0087 rad. a distorção é inevitável sob carga. O primeiro passo em dimensionar as engrenagens e polias para a velocidade e a potência especificadas. deve ser inferior a 0.004 rad. Assim. em geral.1 – Flexão elástica de eixos: método da integração direta Denomina-se flecha.0005 rad. Dr. 82 . Similarmente. A figura ao lado representa a situação.001 rad.

..]. Exemplo 1: Determinar a linha elástica do eixo em balanço de acordo com a figura abaixo. Cláudio R.10. cm4].9) A equação diferencial da linha elástica se escreve: d2y E⋅I ⋅ = M = −P ⋅ l + P ⋅ x dx 2 Por integração resulta: dy Px 2 E⋅I ⋅ = − Plx + + C1 (3. os esforços reativos no engastamento. Evidentemente este x P último é resultado da reação para P ⋅l x satisfazer a condição de equilíbrio e será variável se a força “P” se P deslocar ao longo do eixo “x”. MPa.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann O método da integração direta envolve equação diferencial da linha elástica de uma viga ou eixo deformado inicialmente reto é dado por: d2y E⋅I ⋅ =M (3. dx Integrando-se a equação 3. Nm. Solução – com as equações da estática.10) dx 2 dy Onde: “ ” é a rotação da seção transversal de abcissa “x” (coincidente com a dx inclinação da tangente à linha elástica. M = −P ⋅ l + P ⋅ x (3. Dr. isto conduz a “C1 = 0”. nesse ponto). e “x” e “y” são as coordenadas da linha elástica que se apresentam e “y” poderá ser a flecha que se deseja determinar ao integrar duas vezes a equação diferencial 3. “E” é o módulo de elasticidade longitudinal [N/mm2. Esta constante se determina com a condição de ser nula a rotação da seção do dy engastamento. e “C1” é a constante da primeira integração.8) dx 2 Onde: “M” é o momento fletor que ocorre no eixo [Nmm. kgf/cm2. O momento fletor distante “x” do engastamento é produzido pela força “P” e pelo y momento P ⋅ l . Assim.. isto é. “ ” deve ser zero para “x” igual a zero. como se indica na x figura acima. Assim: Figura 3..].10 – Deflexão de eixo em balanço. kgfcm. uma força y P vertical “P” e um binário de l momento “ P ⋅ l ”. calcula-se inicialmente. dá: 83 .8. “I” é o momento de inércia [mm4.

para a determinação de “C1”. com a equação 3.12) 3EI Exemplo 2: Determinar a linha elástica do eixo bi-apoiado de acordo com a figura abaixo. porém. Na integração das duas equações P diferenciais da linha elástica aparecerão quatro constantes em vez de duas como no y exemplo anterior. Cláudio R.13. Nessas condições. obtém-se com “x = a” na equação 3. entretanto. obtém-se: quando igual a zero. d 2 y Pb E⋅I ⋅ = ⋅x 0≤ x≤a (3. Dr.14) ⎝ dx ⎠ x = a l 2 84 . a mudança de inclinação da seção.10.11. “x = l”. P Solução – com as equações da estática. na seção do engastamento. com “C1 = C2 = 0” fornecem respectivamente. dá: Pl 3 f = y max = − (3. Mas a flecha “y” também deve ser nula para “x = 0”. as equações 3. Losekann x 2 Px 3 E ⋅ I ⋅ y = − Pl + + C2 (3. uma delas só é valida para “x < a” e a outra só para “x l > a”.11) 2 6 Onde: “C2” é a constante da segunda integração. não estando a carga no meio do eixo.11. isto é: ⎛ dy ⎞ Pb a 2 E ⋅ I ⋅⎜ ⎟ = ⋅ + C1 (3. isto é.13) dx l 2 Nenhuma condição existe para dizer que “C1 = 0”.12) dx 2 l Por integração resulta: dy Pb x 2 E⋅I ⋅ = ⋅ + C1 (3.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Desta forma. Integrando-se a equação 3. A equação diferencial correspondente é: Figura 3. em que se aplica a força “P”. as inclinações e as flechas correspondentes a qualquer seção de abcissa “x”. Na região à esquerda da Pb Pb força vertical “P”. a b calcula-se inicialmente. Este problema difere do anterior por ser necessário exprimir duas equações de momentos fletores. Daí resulta “C2 = 0”.5l”. não se pode afirmar que a inclinação seja nula para “x = 0. tem-se “ M = ⋅x Va = Pa l Vb = l l para “ 0 ≤ x ≤ a ”.11 – Deflexão de eixo em bi-apoiado.10 e 3. isto conduz a “C1 = 0”. os esforços reativos “Va” e “Vb”.

tem-se: d 2 y Pb E⋅I ⋅ = ⋅ x − P(x − a ) a≤ x≤l (3.17) dx 2 l Por integração resulta: dy Pb x 2 P( x − a ) 2 E⋅I ⋅ = ⋅ − + C3 (3.20 conduz a: 85 . tem-se: E ⋅ I ⋅ ( y )x=a = Pb 3 ⋅ a + C3 ⋅ a + C 4 (3.21. a flecha pode ser obtida com “x = a” na equação 3.13 novamente resulta: Pb x 3 E⋅I ⋅ y = ⋅ + C1 ⋅ x + C 2 (3. porém na equação 3.19) ⎝ dx ⎠ x = a l 2 Conclui-se então que “C1 = C3” quando se iguala as expressões 3.21) 6l Comparando as equações da segunda integração onde “x = a” como as equações 3.15) 2l 3 Mas a constante “C2” é nula.14 fazer “y = 0” quando “x = l”.15. levada a equação 3. Losekann Integrando a equação 3. Integrando-se a equação 3.14 e 3. Cláudio R.18. e levando-se em conta que “C1 = C3” conclui-se que “C4 = 0”.12 não é aplicável para x > a. situado à direita de P. Dr. vem: Pb x 3 P( x − a ) 3 E⋅I ⋅ y = ⋅ − + C3 ⋅ x + C 4 (3. tem-se: ⎛ dy ⎞ Pb a 2 E ⋅ I ⋅⎜ ⎟ = ⋅ + C3 (3.16 e 3. pois “y = 0” quando “x = 0”. Na seção onde está aplicada a força vertical “P”. visto que a equação 3.19.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Não é possível.16) 6l Na região do eixo. isto é: E ⋅ I ⋅ ( y )x =a = Pb 3 ⋅ a + C1 ⋅ a (3.18) dx l 2 2 Para “ x = a ”. A condição de fazer “y = 0” quando “x = l”.20) 2l 3 6 Para “ x = a ”.

para “x 2 < l/2” é: Pb l M = ⋅ x para “ 0 ≤ x ≤ ”.24) dx 2 2 Por integração resulta: dy P x 2 E⋅I ⋅ = ⋅ + C1 (3. d2y P E⋅I ⋅ = ⋅x 0 ≤ x ≤ 0.23) b ⎦ Exemplo 3: Determinar a linha elástica do eixo bi-apoiado de acordo com a figura abaixo. determinam-se as quatro constantes de integração e levando-as as equações pertinentes da linha elástica. Dr.22) E⋅I ⋅ y = Pb ⎡ 3 l ⎢ 6l ⎣ 3 ⎤ x − (x − a ) − l 2 − b 2 ⋅ x ⎥( ) a≤ x≤l (3.25) dx 2 2 86 .5l (3. as reações de apoio l/2 l/2 P são iguais a . cada uma delas só é valida na região indicada resultando: E⋅I ⋅ y = Pb 3 6l [ ( x − l 2 − b2 ⋅ x ) ] 0≤ x≤a (3.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann Pb l 3 P(l − a) 3 E ⋅ I ⋅0 = ⋅ − + C3 ⋅ l 2l 3 6 Pb l 2 P(l − a) 3 0= ⋅ − + C3 ⋅ l 2 3 6 Pb 2 P(b) 3 0= ⋅l − + C3 ⋅ l 6 6 C3 ⋅ = Pb 2 2 6l ( ⋅ b −l ) Desta maneira.12 – Deflexão de eixo em bi-apoiado com a carga simetricamente distribuida. O momento fletor. Cláudio R. l l 2 P y P P Va = Vb = 2 2 Figura 3. P Solução – Por simetria.

28) 12 16 Deve-se observar que não é possível adotar. Dr. por simetria. pois “y = 0” quando “x = 0”. a flecha máxima.27. a rotação “ = 0 ” para “ x = 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. a condição pois “y = 0” quando “x = l”.29) 48EI 87 . Na realidade não é necessário determinar a expressão de “y” quando “x > l/2”. então: dx Pl 2 C1 = − 16 Somando a constante a equação 3. Isto porque a equação deduzida só é válida para “x” compreendido entre zero l e 0.25 tem-se: dy P 2 Pl 2 E⋅I ⋅ = x − (3. Cláudio R. Finalmente: P Pl 2 E ⋅ I ⋅ y = ⋅ x3 − ⋅x (3.26 novamente resulta: P x 3 Pl 2 E⋅I ⋅ y = ⋅ − ⋅ x + C2 (3. na equação 3.5l.26) dx 4 16 Integrando a equação 3. Para “ x > a expressão do momento fletor contém um termo adicional que deveria 2 ser levado em conta na dedução da equação da linha elástica. Losekann dy Por simetria. ocorre no centro da viga.27) 4 3 16 Mas a constante “C2” é nula. Evidentemente.5l ”. Obtendo-se: Pl 3 y max = (3. visto que a linha elástica é simétrica em relação ao centro da viga.

32) ⎝ dx ⎠ x = a 2 Integrando a equação 3.31 novamente resulta: R x3 E ⋅ I ⋅ y = − ⋅ + C1 ⋅ x + C 2 (3.13 – Deflexão de eixo em bi-apoiado. Va = R Vb = R Tem-se. Figura 3.33) 2 3 Mas a constante “C2” é nula. então no trecho “CD”.30) dx 2 Por integração resulta: dy x2 E⋅I ⋅ = −R ⋅ + C1 (3. E. Solução – As reações de apoio. Losekann Exemplo 4: Determinar a linha elástica do eixo bi-apoiado de acordo com a figura abaixo. Dr. Cláudio R.31) dx 2 Aplicando-a para “x = a” resulta: 2 ⎛ dy ⎞ a E ⋅ I ⋅ ⎜ ⎟ = −R ⋅ + C1 (3. d2y E⋅I ⋅ = −R ⋅ x 0≤ x≤a (3.34) dx 2 Por integração resulta: 88 . o momento fletor é negativo e. no trecho “BC” é positivo como se indica na figura pela y curvatura do eixo. M = − R ⋅ x + M 1 para “ a ≤ x ≤ l ”. de acordo a b com as equações da estática valem: M A B M1 C R = 1 . Tem-se. d2y E⋅I ⋅ = −R ⋅ x + M 1 a≤ x≤l (3. então no trecho “AB”.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. No trecho “AB”. pois “y = 0” quando “x = 0”. O momento fletor à esquerda l do ponto “B” é: M = − R ⋅ x para l “ 0 ≤ x ≤ a ”.

R x3 R x3 x2 E⋅I ⋅ y = − ⋅ + C1 ⋅ x + C 2 e E⋅I ⋅ y = − ⋅ + M1 ⋅ + C3 ⋅ x + C 4 2 3 2 3 2 R a3 R a3 a2 − ⋅ + C1 ⋅ a + C 2 = − ⋅ + M1 ⋅ + C3 ⋅ a + C 4 (3.44) 2 89 .36) ⎝ dx ⎠ x = a 2 Igualando-se as expressões 3.41) 2 Resolvendo simultaneamente as equações 3.43) 3 2l M a2 C4 = 1 (3. Dr.33 e 3. nas equações 3. Pode na equação 3.42) 3 2l M l M a2 C3 = − 1 − 1 (3.35) dx 2 Aplicando-a para “x = a” resulta: ⎛ dy ⎞ a2 E ⋅ I ⋅ ⎜ ⎟ = −R ⋅ + M 1 ⋅ a + C3 (3. È a que exprime a igualdade das flechas. obtém-se: C1 = M 1 ⋅ a + C 3 (3. vem: M 1l M a2 C1 = − + M 1a − 1 (3. resultando: R l3 l2 0=− ⋅ + M 1 ⋅ + C3 ⋅ l + C 4 (3.37) Integrando a equação 3.39) 2 3 2 Desta forma.32 e 3.38) 2 3 2 Mas a constante “C2” é nula.35 resulta: R x3 x2 E⋅I ⋅ y = − ⋅ + M1 ⋅ + C3 ⋅ x + C 4 (3. para “x = a”. uma equação para determinar as constantes de integração.36.41. Cláudio R.40) 2 3 2 3 2 a2 C1 ⋅ a = M 1 ⋅ + C3 ⋅ a + C 4 (3. pois “y = 0” quando “x = 0”.38 fazer “y = 0” quando “x = l”. falta ainda.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.38. Losekann dy x2 E⋅I ⋅ = −R ⋅ + M 1 ⋅ x + C3 (3.37.39 e 3. 3.

14 – Deflexão de eixo com força e momento aplicado. Assim. ilustrado na figura 3. A maioria dos eixos de transmissão de potência apresenta uma restrição ativa de distorção. podemos somar os resultados de todas as cargas no eixo. (d) Igualdade de rotações para x = a. São necessárias quatro equações para determiná-las e que se obtêm com as condições: (a) y = 0 para x = 0. existem vários limites de sérias distorções em um eixo de transmissão de potência. Desta forma. primeiro considera-se a inclinação nos mancais do eixo simplesmente apoiado. projetar para distorção e verificar para resistência é atrativo.33 e 3. há um momento fletor induzido no ponto de aplicação da carga. assim. as deflexões são: E⋅I ⋅ y = Pb 3 6l [ ( x − l 2 − b2 ⋅ x ) ] (3.38. ou projetar para distorção e verificar para resistência. Losekann Substituindo-se esses valores nas equações 3. Para o mancal esquerdo. Neste caso. A cada uma delas corresponde uma equação diferencial de segunda ordem: na integração dessas equações aparecem quatro constantes. note que além da carga “P”. Aparentemente.14. obtêm-se as equações que definem a linha elástica do eixo: R x 3 ⎛ M 1l M 1a 2 ⎞ ⎜ E ⋅ I ⋅ y = − ⋅ + ⎜− + M 1a − ⎟⋅ x (3.46) 2 3 2 ⎝ 3 2l ⎠ 2 Resumindo: Havia duas equações para exprimir os momentos fletores ao longo da viga. Figura 3. o primeiro procedimento é o de encontrar um eixo de diâmetro uniforme que satisfaça a todas as restrições de distorção. Seguindo com as vantagens.48) Diferenciar para obter inclinação e estabelecer x = 0 para o mancal esquerdo resulta em 90 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. visto que as restrições de inclinação de mancal costumam ser limitantes. O projetista dispõe de uma escolha entre projetar para resistência e verificar a distorção. Dr. (b) y = 0 para x = l.45) 2 3 ⎝ 3 2l ⎟⎠ R x3 x 2 ⎛ M 1l M 1 a 2 ⎞ M a2 E ⋅ I ⋅ y = − ⋅ + M1 ⋅ + ⎜⎜ − − ⎟⎟ ⋅ x + 1 (3. utilizando sobreposições. (c) Igualdade de flechas para x = a. como se fossem independentes para desenvolver expressões para a inclinação nos mancais decorrente das cargas P e M . Esta situação atípica requer que seja determinada a linha elástica considerando a soma dos dois tipos de carregamentos.47) P ⋅b⋅ x M ⋅x y AB = 6⋅ E ⋅ I ⋅l ( ) ⋅ x2 + b2 − l 2 + 6⋅ E ⋅ I ⋅l ( ⋅ x2 + 3⋅ a2 − 6 ⋅ a ⋅ l + 2 ⋅ l 2 ) (3. Cláudio R.

52) ⎨ ⎬ 3π ⋅ E ⋅ l ⋅ θ todo [ ( ) ( ⎪⎩ ∑ Pi ⋅ bi ⋅ bi 2 − l 2 + ∑ M ⋅ 3 ⋅ ai 2 − 6 ⋅ ai ⋅ l + 2 ⋅ l 2 )]V 2 ⎪⎭ De forma semelhante. de modo a prover: 1 θA = 1 ⋅⎨ i[ i i ( i ) ⎧ ∑ P ⋅b ⋅ b 2 − l2 + ∑ M ⋅ 3⋅ a 2 − 6⋅ a ⋅l + 2⋅l2 ⎪ i ( )] 2 H + ⎫⎪ 2 (3. 1 1 4 d= 32 ⋅ nd ⎪[ i i i( ) ⎧ ∑ P ⋅b ⋅ b 2 − l2 + ∑ M ⋅ 3⋅ a 2 − 6⋅ a ⋅l + 2⋅l2 i i( )] 2 H + ⎫⎪ 2 (3. [ )] 1/ 2 1/ 4 d= 32 ⋅ nd ⎪ ⋅⎨ i i (i ) ⎧ ∑ P ⋅ a ⋅ l 2 − a 2 + ∑ M ⋅ 3⋅ a 2 − l 2 i ( 2 H + ⎫⎪ (3. Dr. os resultados podem ser adicionados como vetores. Losekann θA = 1 6⋅ E ⋅ I ⋅l [ ( ) ( ⋅ P ⋅ b ⋅ b2 − l 2 + M ⋅ 3 ⋅ a2 − 6 ⋅ a ⋅ l + 2 ⋅ l 2 )] (3.50) Considerando o plano xy como plano vertical V e o plano xz como plano horizontal H. Assim. somamos os resultados. fazendo uso de sobreposição. para a restrição de inclinação do mancal direito. então.51) ⎬ ⎩ i[ i i ( i ) 6⋅ E ⋅ I ⋅l ⎪ ∑ P ⋅b ⋅ b 2 − l2 + ∑ M ⋅ 3⋅ a 2 − 6⋅ a ⋅l + 2⋅l2 i ( )] 2 V ⎪⎭ Para um eixo sólido circular de diâmetro “d”. Cláudio R. para a restrição de inclinação do mancal esquerdo. I = πd 4 / 64 . obtendo: θA = 1 6⋅ E ⋅ I ⋅l [ ( ) ( ⋅ ∑⋅ P ⋅ b ⋅ b2 − l 2 + M ⋅ 3 ⋅ a2 − 6 ⋅ a ⋅ l + 2 ⋅ l 2 )] (3.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Estabeleça θ A = θ todo como o valor absoluto da inclinação admissível no mancal e nd como fator de projeto.53) ⎬ 3π ⋅ E ⋅ l ⋅ θ todo [ ( ) ⎪⎩ ∑ P ⋅ ai ⋅ l 2 − ai 2 + ∑ M ⋅ 3 ⋅ ai 2 − l 2 ( )] 2 V ⎪⎭ Essas equações são apropriadas para programação.49) Se dispusermos de um número de forças concentradas e de momentos no plano xy. 91 . para carregamento em ambos os planos.

Lado direito: a partir da equação.15 – Carregamento de eixo em dois planos. Solução: Lado esquerdo: a partir da equação.17mm Para a restrição de inclinação do mancal esquerdo.817cm = 38.100. O eixo de aço ilustrado na figura ao lado carrega duas engrenagens retas e dispõe de carregamento.5) {[ )] } 1/ 4 d= 3π ⋅ 2.001) 6 ⋅ 300 ⋅ (10 ) ⋅ 16 2 − 10 2( )] + [1000(4) ⋅ (16 2 2 −4 2 2 1/ 2 d = 3. Dados: E = 21.53.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. com um fator de B projeto de 1.473cm = 34.52.5) {[ )] } 1/ 4 d= 3π ⋅ 2. 1000 kgf y 4 cm 12 cm A B x 750 kgf 250 kgf Figura 3. Equação 3.1 ⋅ 10 ⋅ 16 ⋅ (0. A inclinação espacial de 113 kgf 187 kgf linha de centro nos mancais está limitada a 0.1 ⋅ 10 ⋅ 16 ⋅ (0. Dr. como mostrado.000 kgf/cm2.000 300 kgf kgf/mm2 = 2. {[ )] } 1/ 4 d= 32 ⋅ nd 3π ⋅ E ⋅ l ⋅ θ todo ( P1 ⋅ a1 ⋅ l 2 − a1 2 )] + [P ⋅ a ⋅ (l 2 H 2 2 2 − a2 2 2 1/ 2 V 32 ⋅ (1. Losekann Exemplo 5.5.001) 6 ( ⋅ 300 ⋅ (6) ⋅ 6 2 − 16 2 )] + [1000 ⋅ (12) ⋅ (12 2 2 − 16 2 2 1/ 2 d = 3. Cláudio R. {[ )] } 1/ 4 d= 32 ⋅ nd 3π ⋅ E ⋅ l ⋅ θ all ( 2 ⋅ P1 ⋅ b1 ⋅ b1 − l 2 )] + [P ⋅ b ⋅ (b 2 H 2 2 2 2 −l 2 V 2 1/ 2 32 ⋅ (1.001 rad. Equação 3.73mm 92 . Os mancais localizados em A e B serão mancais rolos cilíndricos. Estime o diâmetro de A um eixo uniforme que satisfaça às 10 cm 6 cm x restrições de inclinação impostas z pelos mancais.

Losekann Esse cálculo inicial informa a um projetista que um eixo uniforme de diâmetro d = 3. Para eixos escalonados. à exceção de uma. um aumento diametral deve ser realizado em assentos de engrenagem e ressaltos. segue-se que a rigidez do 93 . Contudo. para torque constante ϕ = M t ∑(1 / K i ) . a componente de cisalhamento da deflexão transversal merece atenção.55. a partir de M t li ϕ= ∑ (3. anote a dx maior razão d recalculado / d calculado e então multiplique todos os diâmetros por ela. um novo diâmetro poderá ser determinado a partir de: 1/ 4 n ⋅y d recalculado = d calculado ⋅ d velho (3.17mm satisfará às restrições de inclinação do mancal.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Ademais. uma perspectiva útil. e todas as outras serão folgadas. ao examinar as deflexões. Se. a deflexão e a inclinação em vários pontos podem ser encontradas. para um torque constante através de material homogêneo. Dados o diagrama de momento fletor e a geometria do eixo. visto que ϕ i = M t i / K i e ϕ = ∑ ϕ i = ∑(\ M t i / K i ) . essas últimas e as inclinações são em geral exatas. a deflexão angular ϕ é fornecida pela equação 3. Não se preocupe muito com os tamanhos de munhão de extremidade.54) y todo dy Em que ( )todo é a inclinação admissível. Para um eixo escalonado com comprimento individual li de cilindro e torque M t a deflexão angular pode ser estimada a partir de M tili ϕ = ∑ ϕi = ∑ (3. qualquer valor encontrado for maior que a deflexão admissível y todo . é prática. A restrição apertada será igualmente apertada. visto que a influência deles costuma ser insignificante. Cláudio R.55) Gi J i Ou. A beleza do método está em que as deflexões necessitam ser completadas somente uma vez e as restrições podem ser afrouxadas. Como resultado desses cálculos. O método presta-se à implementação por computador. podem ser identificados sem recalcular todas as deflexões. quando existe uma razão de comprimento/diâmetro menor que 10. O cisalhamento transversal V em uma secção de uma viga em flexão impõe uma deflexão de cisalhamento.56) G Ji Se a rigidez torcional é definida como K i = M t i / ϕ i e. a qual é sobreposta à deflexão de flexão. Para eixos cilíndricos circulares retos em torção. a integração. O projetista tem uma idéia de “peso” do eixo.817cm = 38. Programas de elementos finitos também são úteis. Normalmente. nos quais as deflexões podem ser buscadas em pontos diferentes. por sua vez. Existem muitos eixos curtos. Dr. os diâmetros. Para qualquer diminuição em diâmetro nos munhões em mancais e nos ressaltos. fazendo uso de funções singulares ou de integração numérica. tal deflexão de cisalhamento é inferior a 1% da deflexão transversal de flexão sendo raramente avaliada.

ou eixo de transmissão.4 – POTÊNCIA E MOMENTO TORÇOR EM ÁRVORES DE TRANSMISSÃO Os eixos de transmissão transmitem potência de um motor para demais componentes e para o dimensionamento deste tipo de eixo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.8) n [rpm] Onde “Mt” é o momento torçor. Dr. Cláudio R. 94 . produz condições diferenciadas que não há regra geral como equações padrões para dimensionamento e deve seguir os princípios da Resistência dos Materiais e da Mecânica da Fratura. utilizam-se os mesmos princípios abordados em eixos de máquinas da seção anterior considerando que a potência fornecida pode ser de origem elétrica. Cada projeto.assimétrico. Isto implicará em variações de tensões em um mesmo ponto durante a rotação devido à variação dos momentos polares de inércia e momentos de inércia. algumas vezes pode ser usado com secção transversal não circular .55 não é precisa. “n” é a freqüência do acoplamento. entalhes como chavetas e rasgos podem diminuir a vida do eixo quando em carregamento. Além destas flutuações de tensões que podem gerar carregamentos alternados no eixo. Desbalanceamento de massa é outro calcanhar de aquiles em transmissão de potência.2 ⋅ N [cv] Mt [kgfm] = (3. 3. etc. Losekann eixo K.55. com diferentes acoplamentos. uma vez que a evidência experimental mostra que ϕ é maior que aquele fornecido pela equação 3. em termos das rigidezes do segmento é: 1 1 =∑ (3. 3. “N” é a potência. O projetista deve ter cuidado no dimensionamento visto que a largura e altura invertem em determinados planos. Além das deflexões denominadas de flechas.8 para iniciar um dimensionamento. Assim utiliza-se a equação 8. 716. hidráulica.5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS Embora em muitos exemplos anteriormente descritos usou-se eixo cilíndrico. podem ocorrer deflexões devido ao desbalanceamento de massas.57) K Ki Observe que a equação 3.

Dr.67kgf Vb = = = 133. b) As constantes da linha elástica. Cláudio R.000 kgf/mm2 = 2. Losekann Exercícios de fixação: 3. c) Os diagramas de esforços cortante e A B momento fletor.67 ⋅ x dy 266.22 c) Diagrama dos esforços e momento fletor Trecho 0-1 para 0 ≤ x ≤ a 266.000 kgf/cm2.22) 95 . Dados: E = 21. C1 = C 3 = −222.1) Em relação ao eixo carregado conforme ilustra a figura ao lado e considerando que o eixo é bi-apoiado por mancais de rolamento de rolos cilíndricos em suas extremidades.67 2 dy E⋅I ⋅ = x + C1 E ⋅ I ⋅ = 133.5. 3m d) O diâmetro do eixo.445 x 3 + C1 ⋅ x E ⋅ I ⋅ y = 44.445 x 3 − 222.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.33kgf l 3 l 3 b) Constantes da linha elástica ⋅ (b − l ) Pb 2 2 C1 = C 3 C2 = C4 = 0 C3 ⋅ = 6l 400 ⋅ 2 2 ⋅ (b − l ) = ⋅ (2 − 3 2 ) = −222.33x 2 − 222. e) A flecha máxima. determine: 1m 2m a) As reações de apoio.22 Pb 2 2 C3 ⋅ = 6l 6⋅3 Logo.22 dx 2 dx E ⋅ I ⋅ y = 44.67 kgf x M 0−1 = 266. considerando um coeficiente de segurança de 400kgf 1. Solução: a) Reações de apoio Pb 400 ⋅ 2 Pa 400 ⋅ 1 Va = = = 266.100.22 ⋅ x Ou E⋅I ⋅ y = 6l [ Pb 3 x − (l 2 − b 2 ) ⋅ x] 0≤ x≤a (3.

33x + 400 dy 266. Cláudio R.22 2 E⋅I ⋅ = x − dx 2 2 266. Losekann Trecho 1-3 para a ≤ x ≤ l 266. Dr.67 3 400 ⋅ ( x − 1) − 222.67 kgf x M 1−3 = 266.2217 x 3 + 200 x 2 + C 3 ⋅ x + C 4 96 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.33x + 400 dy E⋅I ⋅ = −66.665 x 2 + 400 x + C 3 dx E ⋅ I ⋅ y = −22.67 2 400 ⋅ ( x − 1) − 222.67 x − 400 ⋅ ( x − 1) x -1 ou 400 kgf M 1−3 = −133.67 2 400 ⋅ ( x − 1) + C 3 2 E⋅I ⋅ = x − dx 2 2 dy 266.22 ⋅ x 3 E⋅I ⋅ y = x − 6 6 Ou x − (x − a ) − (l 2 − b 2 ) ⋅ x ⎥ Pb ⎡ 3 l 3 ⎤ E⋅I ⋅ y = ⎢ a≤ x≤l (3.23) 6l ⎣ b ⎦ M 1−3 = −133.

1 ⋅ 10 ⋅ 300 ⋅ (0.534mm Mas no trecho “ a ≤ x ≤ l ” tem-se o valor da flecha máxima de todo o eixo. Equação 3.09mm Para a restrição de inclinação do mancal esquerdo.40cm = 134. {[ )] } 1/ 4 d= 32 ⋅ nd 3π ⋅ E ⋅ l ⋅ θ todo P1 ⋅ a1 ⋅ l 2 − a1 2 ( )] + [P ⋅ a ⋅ (l 2 H 2 2 2 − a2 2 2 1/ 2 V 32 ⋅ (1. Losekann d) O diâmetro do eixo Lado esquerdo: a partir da equação. Dr.001) 6 d = 13.52.68cm = 126. Equação 3.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. conforme mostra a figura abaixo.5) {[ ]} 1/ 4 ⋅ 400(100) ⋅ (300 2 − 100 2 ) 2 1/ 2 d= 3π ⋅ 2. 97 . Cláudio R.1 ⋅ 10 ⋅ 300 ⋅ (0. {[ )] } 1/ 4 d= 32 ⋅ nd 3π ⋅ E ⋅ l ⋅ θ all 2 ⋅ P1 ⋅ b1 ⋅ b1 − l 2( )] + [P ⋅ b ⋅ (b 2 H 2 2 2 2 −l 2 V 2 1/ 2 {[ )] } 1/ 4 d= 32 ⋅ nd 3π ⋅ E ⋅ l ⋅ θ all 2 ⋅ P2 ⋅ b2 ⋅ b2 − l 2( V 2 1/ 2 32 ⋅ (1.5) {[ ]} 1/ 4 ⋅ 400 ⋅ (200) ⋅ (200 2 − 300 2 ) 2 1/ 2 d= 3π ⋅ 2.53.001) 6 d = 12. Lado direito: a partir da equação.82mm e) A flecha máxima Em “ 0 ≤ x ≤ a ” tem-se uma flecha máxima para o trecho quando “x = 1 m” e esta flecha é determinada por: E⋅I ⋅ y = Pb 3 6l [x − (l 2 − b 2 ) ⋅ x ] y= Pb 3 6lEI [ x − (l 2 − b 2 ) ⋅ x ] y= 400 ⋅ 2 ⋅ 10 3 π ⋅ d 4 [ (1 ⋅ 10 3 ) 3 − ((3 ⋅ 10 3 ) 2 − (2 ⋅ 10 3 ) 2 ) ⋅ 1 ⋅ 10 3 [mm] ] 6 ⋅ 3 ⋅ 10 3 ⋅ 21 ⋅ 10 3 ⋅ ( ) 64 y= 400 ⋅ 2 ⋅ 10 3 π ⋅ 134 4 [(1 ⋅10 ) − ((3 ⋅ 10 ) 3 3 3 2 ) − (2 ⋅ 10 3 ) 2 ⋅ 1 ⋅ 10 3 [mm] ] 6 ⋅ 3 ⋅ 10 ⋅ 21 ⋅ 10 ⋅ ( 3 3 ) 64 y = −0.

67 2 400 222.0 2.367m max 0.5 -0.6 y max=-0.3 -0.0 0. Cláudio R.58692 ⋅ 10 −5 m 4 Assim: 64 64 kgf EI = 2.22 ⋅ (x − 1) − 2 x − =0 EI 2 EI 2 EI Ou 266.134 m (134.67 2 400 ⋅ ( x − 1) − 222.1 -0.67 2 400 ⋅ ( x − 1) − 222.0 Distância (mm) -0.0 0.2 Deflexão (mm) -0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.4 -0.1 ⋅ 1010 ⋅ 1.5 3. Dr.5 1.22 = 0 2 E⋅I ⋅ = x − dx 2 2 266.5kgfm 2 m 98 .58692 ⋅ 10 −5 m 4 EI = 333253.22 = 0 2 x − 2 2 Usando um eixo com diâmetro máximo de 0.23) 6l ⎣ b ⎦ Ou derivando a equação: E ⋅ I ⋅ y = −22.09 mm) tem-se: π ⋅ d 4 π ⋅ 0.13409 4 I= = = 1.1 ⋅ 1010 2 ⋅ 1.2217 x 3 + 200 x 2 + C 3 ⋅ x + C 4 Que dá: dy 266.0 1.5807mm Esta flecha pode ser obtida derivando a equação: x − (x − a ) − (l 2 − b 2 ) ⋅ x ⎥ Pb ⎡ 3 l 3 ⎤ E⋅I ⋅ y = ⎢ a≤ x≤l (3.5 2.58692 ⋅ 10 −5 m 4 m2 kgf EI = 2. Losekann x y =-1.

Losekann 133. x = 1.5807mm 99 .8885. Cláudio R.632m 2a 2 ⋅ −66.6682.667 x 2 + 400 x − 422.67 3 400 222.22 x' ' = .667 − b − b 2 − 2ac − 400 − 400 2 − 2 ⋅ −66.10 −4 − 9.22 x' = .367 − 1) − 6.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.10 −4 ⋅ (1.367 m 2a 2 ⋅ −66.5kgfm 2 .22 = 0 133.367 ) − 2.1155.667 Logo.22 = 0 − 66.333x 2 − (200 x 2 − 400 x + 200) − 222.10 −4 y = −5. x' = = 1.333x 2 − 200 ⋅ (x 2 − 2 x + 1) − 222.10 −6 − 9.3336. x' ' = = 4.667 ⋅ −422.10 −4 (1.667 ⋅ −422.367m Substituindo na equação: E ⋅ I ⋅ y = −22.22 = 0 Da equação de 2º grau acima tira-se duas raízes: − b + b 2 − 2ac − 400 + 400 2 − 2 ⋅ −66. tem-se: 3 E⋅I ⋅ y = x − 6 6 266.67 3 400 ⋅ ( x − 1) − 222.367 ) 3 3 y = 3.807 ⋅ 10 −4 m = −0.2217 x 3 + 200 x 2 + C 3 ⋅ x + C 4 tem-se: 266.22 ⋅ ( x − 1) − 3 y= x − ⋅ x e substituindo a primeira raiz obtem-se: EI 6 EI 6 EI y = 1.10 −4 (1. Dr.4068.22 ⋅ x e como EI = 333253.

Ambas as engrenagens tem um passo diametral de 8. Losekann 3. as inclinações estão limitadas a 0.0005 rad em cada engrenagem. encontre o diâmetro de um eixo uniforme que evite as restrições nas engrenagens e aquelas decorrentes de mancais de rolo cilíndrico cuja utilização é esperada. o cisalhamento transversal V e o torque T apresentam distribuições como mostram as outras figuras. y 2000 lbf 1100 lbf 3 in 3 in 1¾ in x A B C D 3300 lbfin 2421 lbf 3300 lbfin 679 lbf 100 .5 . O momento flexor M. Para um fator de projeto nd = 1. uma em B e a outra em D. nem detalhes acerca de seus tamanhos são mostrados. Cláudio R.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. em balanço no lado do mancal direito.2) O eixo de aço mostrado na figura abaixo (a) é sobressalente. Dr. As forças radiais de 2000 e 1100 lbf situam-se no mesmo plano. Devido ao uso de dentes não-coroados. nem suas parceiras em engrenamento. Ele carrega duas engrenagens retas.

3014(10 7 ) ] ⋅ (6 − x 2 ) = −1.0372(10 −3 )x 2 − 7.3014 ⋅ (10 7 ) ⋅ lbf ⋅ in 3 64 1100(1.75) θ AB = ⋅ (3x 2 + 3 2 − 6 2 ) + ⋅ (6 2 − 3x 2 ) 5.3014(10 )7 5.3014(10 )7 [ (x − 6)2 − 1. Losekann Solução: Para um diâmetro uniforme de 1 in. Logo.4949(10 −4 )x 3 + 2.3014(10 )7 [ ⋅ − 3(6 2 ) + 6(6)6 − 2(6 2 ) − 3 2 ( x − 6 ) ] 1100( x − 6)6 + 5.8601(10 −3 ) [rad] A deflexão do eixo para o trecho CD é a sua inclinação em l multiplicada por (x-l).75)x 2 ⋅ (x 2 + 3 2 − 6 2 ) + ⋅ (6 − x 2 ) 2000(3) x y AB = 7 5.7486(10 −3 )x [in] 2000(3) 1100(1.3014(10 7 ) ⋅ (6 2 − 3x 2 ) = 4.0744(10 −3 )x − 7.4846(10 −4 )x 2 + 4.3014(10 ) 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.1115(10 −3 ) [in] 2000(3) 1100(1. π ⋅ (14 ) 6 ⋅ E ⋅ I ⋅ l = 6 ⋅ (30) ⋅ 10 6 ⋅ ⋅ 6 = 5.7486(10 −3 ) [rad] 2000(3)(6 − x ) 2 1100(1.75) θ BC = 5.3014(10 ) 7 [ ⋅ − 3 x 2 + 6(6)x − 2(6 2 ) − 3 2 + ] 5.8601(10 −3 )x + 6.6866(10 −5 )x 3 − 1.75)x 2 y BC = 5.306(10 −4 )x 2 − 1. 2000(3) y CD = 5. Dr. Cláudio R.3014(10 ) 7 = 2.3014(10 ) 7 [ ⋅ x + 3 2 − 2(6 )x + 5.3014(10 ) 7 = 7.75(3x − 6) ] 101 .

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.5(− 0. Também sabe-se que a restrição apertada (com margem de 1. Cláudio R.789(10 −3 )x + 2.003170 0.995in 0.24495(10 −4 )x 3 − 2.0005620 ) 1/ 4 dD = 1 = 0.173(10 −2 )x − 5. Dr.0005620 -0.0005 Distância de centro a centro: para engrenagens de passo diametral 8.5).5(− 0.902in 0.3014(10 ) 7 { 3( x − 6) − 1.003170 ) 1/ 4 dB = 1 = 0. rad A (x = 0) 0 -0.273 in.005 O diâmetro de eixo.641in 0. tornando a deflexão transversal admissível 0. in θ . é de 1.0003268 C (x = 6) 0 0.0005 1.5(− 0.75[6 x − 4(6)] 2 } = 3. exceto uma.173(10 −2 ) [rad] Os deslocamentos e as inclinações em A.3069(10 −2 ) [in] 2000(3) θ CD = 5.0004414 ) 1/ 4 dC = 1 = 0.001 Inclinação em engrenagens acopladas: 1. mantendo todas essas restrições folgadas.205in 0.988in 0.010 in. C e D são demonstrados a seguir.5(0.0007024 ) 1/ 4 dD = 1 = 1. é o desalinhamento de mancal à esquerda (mancal A).0007024 Inclinação de mancal: 1.3014(10 ) 7 [ ⋅ − 3(6 2 ) + 6(6 )6 − 2(6 2 ) − 3 2 ] 1100(6) + 5. 102 . Dividiremos esta entre engrenagens engrenadas.0017486 B (x = 3) -0.8945(10 −3 )x 2 + 2. Posição. 1.75) -0. in y.0003268) 1/ 4 dB = 1 = 0.273in 0.0004414 D (x = 7.5(0.0001 1.5(− 0. a expansão da distância de centro a centro em engrenagens de qualidade comercial é de 0. B.005 1.0005 in. Losekann = 1.001749 ) 1/ 4 dA =1 = 1.7349(10 −4 )x 2 − 5.

4104N 13680N 450mm 250mm 450mm 1 2 1150mm Vd Vc 103 .0087rd (condição para mancais de rolamentos de esfera). Dr. F1 = 12000 N F2 = 40000 N N E = 193000MPa = 193000 mm 2 PLANO VERTICAL FY 1 = 12000 N ⋅ sen(20) = 4104 N FY 2 = 40000 N ⋅ sen(20) = 13680 N Cálculo: a) Determinação das reações de apoio e construção com determinação de momento fletor. com tensão de escoamento igual a 290 MPa e módulo de elasticidade longitudinal de 193 GPa. Solução: Dados: θ = 0. Losekann 3. Para o cálculo deverá ser considerado um coeficiente de segurança de 1. Cláudio R. A força “F” aplicada no pinhão (roda dentada menor) é de 40 kN.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.3) O conjunto de transmissão por engrenagem abaixo esquematizado é apoiado em mancais de rolamento autocompensadores de esfera. O eixo que contém estes elementos é de aço inoxidável ABNT 304.

ΣV = 0 .0x106 0.0x106 Plano vertical (F=40kN) Momento fletor (Nmm) 5.785 6 3.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.0x106 3533216.Condição de equilíbrio ΣV = 0 ⇒ Vd − 41004 − 13600 + Vc = 0 ⇒ Vd + Vc = 17784 N ΣM D = 0 Vc D − ΣM D = 4104 ⋅ 450 + 13680 ⋅ 700 − Vc ⋅ 1150 0 = 4104 ⋅ 450 + 13680 ⋅ 700 − Vc ⋅ 1150 + 11422800 Vc = = 9933N 4104 13680 1150 Logo: Vd = 7851N Trecho d-1 para 0 ≤ x ≤ 450mm 7851N x M d −1 = 7851 ⋅ x M d −1 = 7851 ⋅ 0 = 0 Nmm M d −1 = 7851 ⋅ 450 = 3532950 Nmm 6.0x10 2.0x106 4470054. Cláudio R. Losekann ΣM = 0 .0x106 1.0 0 200 400 600 800 1000 1200 Distância (mm) d2y E⋅I ⋅ = M d −1 dx 2 dy 7851 2 E⋅I ⋅ = x + C1 dx 2 7851 3 E⋅I ⋅ y = x + C1 ⋅ x + C 2 6 104 . Dr.569 4.

Cláudio R. Losekann Trecho 1-2 para 450mm ≤ x ≤ 700mm 7851N x M 1− 2 = 7851x − 4104 ⋅ ( x − 450) M 1− 2 = 7851 ⋅ 450 − 4104 ⋅ (450 − 450) = M 1− 2 = 3532950 Nmm x − 450 M 1− 2 = 7851 ⋅ 700 − 4104 ⋅ (700 − 450) = 4104N M 1− 2 = 4469700 Nmm d2y E⋅I ⋅ = M 1− 2 dx 2 dy 7851 2 4104 E⋅I ⋅ = x − (x − 450)2 + C3 dx 2 2 7851 3 4104 E⋅I ⋅ y = x − (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 Trecho 2-c para 700mm ≤ x ≤ 1150mm 7851N x x − 450 x − 700 4104N 13680N M 2−c = 7851x − 4104 ⋅ ( x − 450) − 13680 ⋅ ( x − 700) M 2−c = 7851 ⋅ 700 − 4104 ⋅ (700 − 450) − 13680 ⋅ (700 − 700) = M 2 −c = 4469700 Nmm M 2 −c = 7851 ⋅ 1150 − 4104 ⋅ (1150 − 450) − 13680 ⋅ (1150 − 700) M 2−c = 0 Nmm 105 . Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. y = 0 dy dy Quando x = 450mm . y = 0 Logo: Quando x = 0 . dy dy = dxesq dx dir dy 7851 2 E⋅I ⋅ = x + C1 dx 2 7851 2 4104 E ⋅I ⋅ dy = x − ( x − 450 )2 + C 3 dx 2 2 7851 2 7851 2 4104 x + C1 = x − (x − 450)2 + C3 2 2 2 C1 = C 3 y esq = y dir 7851 3 E⋅I ⋅ y = x + C1 ⋅ x + C 2 6 7851 3 4104 E⋅I ⋅ y = x − (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 7851 3 7851 3 4104 x + C1 ⋅ x + C 2 = x − (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 6 Como C1 = C 3 . y = 0 7851 3 7851 3 E⋅I ⋅ y = x + C1 ⋅ x + C 2 ⇒ 0 = 0 + C1 ⋅ 0 + C 2 ⇒ C2 = 0 6 6 Quando x = 450mm . = e y esq = y dir dxesq dx dir dy dy Quando x = 700mm . dy dy = dxesq dx dir dy 7851 2 4104 E⋅I ⋅ = x − (x − 450)2 + C3 dx 2 2 106 . = e y esq = y dir dxesq dx dir Quando x = 1150mm . Quando x = 0 . Cláudio R. Dr. Quando x = 700mm . leva a C 2 = C 4 = 0 . Losekann d2y E⋅I ⋅ = M 2 −c dx 2 dy 7851 2 4104 E⋅I ⋅ = x − (x − 450)2 − 13680 (x − 700)2 + C5 dx 2 2 2 7851 3 4104 13680 E⋅I ⋅ y = x − (x − 450) − 3 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 b) Condições de contorno e determinação das constantes da linha elástica.

y = 0 7851 3 4104 E⋅I ⋅ y = x − (x − 450)3 − 13680 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 7851 4104 0= 1150 3 − (1150 − 450)3 − 13680 (1150 − 700)3 + C5 1150 + C 6 6 6 6 7851 4104 0= 1150 3 − (700)3 − 13680 (450)3 + C5 1150 + 0 6 6 6 C 5 = −1345815598 c) Determinação do diâmetro dy Quando x = 0 . leva a C 4 = C 6 = 0 . Losekann dy 7851 2 4104 E⋅I ⋅ = x − (x − 450)2 − 13680 (x − 700)2 + C5 dx 2 2 2 7851 2 4104 7851 4104 x − (x − 450)2 + C3 = x2 − (x − 450)2 − 13680 (x − 700)2 + C5 2 2 2 2 2 C3 = C5 y esq = y dir 7851 3 4104 E⋅I ⋅ y = x − (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 7851 3 4104 E⋅I ⋅ y = x − (x − 450)3 − 13680 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 7851 3 4104 x − (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 = 7851 x 3 − 4104 (x − 450)3 − 13680 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 6 6 Como C 3 = C 5 . Assim tem-se: C1 = C 3 = C 5 e C2 = C4 = C6 = 0 Determinação de C1 = C 3 = C 5 Quando x = 1150mm .6mm − 0.Mancal D dx dy 7851 2 E⋅I ⋅ = x + C1 dx 2 7851 2 E ⋅ I ⋅ −0. Dr.0087 ⋅ 193000 ⋅ π dy Quando x = 1150 .0087rd .0087 = 0 − 1345815598 ⎝ 64 ⎠ 2 ⎛π ⋅d 4 ⎞ − 1345815598 − 1345815598 ⋅ 64 ⎜⎜ ⎟⎟ = ⇒d4 = ⎝ 64 ⎠ − 0. Cláudio R.0087rd .0087 ⋅ 193000 ⋅ π − 1345815598 ⋅ 64 d =4 ⇒ d = 63.0087 ⋅ 193000 − 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Mancal C dx 107 . = −0.0087 = 0 + C1 2 ⎛π ⋅d 4 ⎞ 7851 2 193000 ⋅ ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ −0. = 0.

Losekann dy 7851 2 4104 E⋅I ⋅ = x − (x − 450)2 − 13680 (x − 700)2 + C5 dx 2 2 2 7851 4104 E ⋅ I ⋅ 0. 11276N 37587N 450mm 250mm 450mm 1 2 1150mm Vd Vc ΣM = 0 . ΣV = 0 .0087 = 1150 2 − (700)2 − 13680 (450)2 − 1345815598 ⎝ 64 ⎠ 2 2 2 ⎛π ⋅d 4 ⎞ 1455078152 1455078152 ⋅ 64 ⎜⎜ ⎟⎟ = ⇒d4 = ⎝ 64 ⎠ 0.82mm 0.0087 ⋅ 193000 0.0087 ⋅ 193000 ⋅ π PLANO HORIZONTAL FY 1 = 12000 N ⋅ cos( 20) = 11276 N FY 2 = −40000 N ⋅ cos( 20) = −37587 N Cálculo: a) Determinação das reações de apoio e construção com determinação de momento fletor.Condição de equilíbrio ΣV = 0 ⇒ Vd − 11276 + 37587 + Vc = 0 ⇒ Vd + Vc = −26311N ΣM D = 0 Vc D − ΣM D = 11276 ⋅ 450 − 37587 ⋅ 700 − Vc ⋅ 1150 + 0 = 11276 ⋅ 450 − 37587 ⋅ 700 − Vc ⋅ 1150 − 21236700 11276 37587 Vc = = −18467 N 1150 Logo: Vd = 7844 N 108 . Dr.0087 = 1150 2 − (1150 − 450)2 − 13680 (1150 − 700)2 − 1345815598 2 2 2 ⎛π ⋅d ⎞ 4 7851 4104 193000 ⋅ ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Cláudio R.0087 ⋅ 193000 ⋅ π 1455078152 ⋅ 64 d =4 ⇒ d = 64.

Losekann Trecho d-1 para 0 ≤ x ≤ 450mm -7844N x M d −1 = −7844 ⋅ x M d −1 = −7844 ⋅ 0 = 0 Nmm M d −1 = −7844 ⋅ 450 = -3529975Nmm Plano horizontal (F=40KN) 0.0x106 -8310151.0 0 200 400 600 800 1000 1200 Distância (mm) -2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.0x106 -8.758 -4. Cláudio R. Dr.0x106 -6.264 d2y E ⋅ I ⋅ 2 = M d −1 dx dy 7844 2 E⋅I ⋅ =− x + C1 dx 2 7844 3 E⋅I ⋅ y = − x + C1 ⋅ x + C 2 6 Trecho 1-2 para 450mm ≤ x ≤ 700mm -7844N x M 1− 2 = −7844 x + 11276 ⋅ ( x − 450) M 1− 2 = −7844 ⋅ 450 + 11276 ⋅ (450 − 450) = M 1− 2 = -3529975 Nmm x − 450 M 1− 2 = −7844 ⋅ 700 + 11276 ⋅ (700 − 450) = 11276 M 1− 2 = -8310151Nmm d2y E⋅I ⋅ = M 1− 2 dx 2 7844 2 11276 E⋅I ⋅ dy =− x + (x − 450)2 + C3 dx 2 2 109 .0x106 Momento fletor (Nmm) -3529975.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Quando x = 0 . y = 0 dy dy Quando x = 450mm . y = 0 7844 3 7844 3 E⋅I ⋅ y = − x + C1 ⋅ x + C 2 ⇒ 0 = − 0 + C1 ⋅ 0 + C 2 ⇒ C 2 = 0 6 6 Quando x = 450mm . y = 0 Logo: Quando x = 0 . Cláudio R. Losekann 7844 3 11276 E⋅I ⋅ y = − x + (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 Trecho 2-c para 700mm ≤ x ≤ 1150mm -78441N x x − 450 x − 700 11276 -37587N M 2 −c = −7844 x + 11276 ⋅ ( x − 450) − 37587 ⋅ ( x − 700) M 2 −c = −7844 ⋅ 700 + 11276 ⋅ (700 − 450) − 37587 ⋅ (700 − 700) = M 2−c = -8310151Nmm M 2−c = −7844 ⋅ 1150 + 11276 ⋅ (1150 − 450) − 37587 ⋅ (1150 − 700) M 2−c = 0 Nmm d2y E ⋅ I ⋅ 2 = M 2 −c dx 7844 2 11276 E⋅I ⋅ dy =− x + (x − 450)2 − 37587 (x − 700)2 + C5 dx 2 2 2 7844 3 11276 37587 E⋅I ⋅ y = − x + (x − 450) − 3 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 b) Condições de contorno e determinação das constantes da linha elástica. Dr. dy dy = dxesq dx dir 110 . = e y esq = y dir dxesq dx dir dy dy Quando x = 700mm . = e y esq = y dir dxesq dx dir Quando x = 1150mm .

Losekann dy 7844 2 E⋅I ⋅ =− x + C1 dx 2 7844 2 11276 E⋅I ⋅ dy =− x + (x − 450)2 + C3 dx 2 2 7844 2 7844 2 11276 − x + C1 = − x + (x − 450)2 + C3 2 2 2 C1 = C 3 y esq = y dir 7844 3 E⋅I ⋅ y = x + C1 ⋅ x + C 2 6 7844 3 11276 E⋅I ⋅ y = − x + (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 7844 3 7844 3 11276 − x + C1 ⋅ x + C 2 = − x + (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 6 Como C1 = C 3 . Dr. Assim tem-se: C1 = C 3 = C 5 e C2 = C4 = C6 = 0 Determinação de C1 = C 3 = C 5 Quando x = 1150mm . y = 0 111 . dy dy = dxesq dx dir 7844 2 11276 E⋅I ⋅ dy =− x + (x − 450)2 + C3 dx 2 2 7844 2 11276 E⋅I ⋅ dy =− x + (x − 450)2 − 37587 (x − 700)2 + C5 dx 2 2 2 7844 2 11276 − x + (x − 450)2 + C3 = − 7844 x 2 + 11276 (x − 450)2 − 37587 (x − 700)2 + C5 2 2 2 2 2 C3 = C5 y esq = y dir 7844 3 11276 E⋅I ⋅ y = − x − (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 6 6 7844 3 11276 E⋅I ⋅ y = − x + (x − 450)3 − 37587 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 7844 3 11276 − x + (x − 450)3 + C3 ⋅ x + C 4 = 6 6 7844 3 11276 − x + (x − 450)3 − 37587 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 Como C 3 = C 5 . Quando x = 700mm . leva a C 4 = C 6 = 0 . Cláudio R.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. leva a C 2 = C 4 = 0 .

0087rd .0087 ⋅ 193000 ⋅ π 1793178658 ⋅ 64 d =4 ⇒ d = 68.Mancal C dx 7844 2 11276 E⋅I ⋅ dy =− x + (x − 450)2 − 37587 (x − 700)2 + C5 dx 2 2 2 7844 11276 E ⋅ I ⋅ −0.0087 rd .0087 ⋅ 193000 ⋅ π .1mm − 0.0087 = − 1150 2 + ⎝ 64 ⎠ 2 2 2 ⎛π ⋅d 4 ⎞ .3mm 0.2350865800 ⋅ 64 ⎜⎜ ⎟⎟ = ⇒d4 = ⎝ 64 ⎠ − 0.0087 ⋅ 193000 0.0087 = 0 + 1793178658 ⎝ 64 ⎠ 2 ⎛π ⋅d 4 ⎞ 1793178658 1793178658 ⋅ 64 ⎜⎜ ⎟⎟ = ⇒d4 = ⎝ 64 ⎠ 0.2350865800 .0087 = − 0 + C1 2 ⎛π ⋅d4 ⎞ 7851 2 193000 ⋅ ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.0087 ⋅ 193000 ⋅ π 112 .0087 ⋅ 193000 ⋅ π dy Quando x = 1150 . = 0. Cláudio R. = −0. Dr.0087 = − 1150 2 + (1150 − 450)2 − 37587 (1150 − 700)2 + 1793178658 2 2 2 ⎛π ⋅d ⎞ (700 )2 − − 37587 (450 )2 + 1793178658 4 7844 11276 193000 ⋅ ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ −0.0087 ⋅ 193000 − 0.Mancal D dx dy 7844 2 E⋅I ⋅ =− x + C1 dx 2 7844 2 E ⋅ I ⋅ +0.2350865800 ⋅ 64 d =4 ⇒ d = 73. Losekann 7844 3 11276 E⋅I ⋅ y = − x + (x − 450)3 − 37587 (x − 700)3 + C5 x + C 6 6 6 6 7844 11276 37587 0=− 1150 3 + (1150 − 450)3 − (1150 − 700)3 + C5 1150 + C 6 6 6 6 7844 11276 37587 0=− 1150 3 + (700) − 3 (450)3 + C5 1150 + 0 6 6 6 C 5 = 1793178658 c) Determinação do diâmetro dy Quando x = 0 .

A árvore gira a 840 rpm e deverão ser acoplados mancais de rolamentos autocompensadores de esferas nos pontos O e B. Dados: E = 21.4) A árvore da figura tem correias paralelas. 113 . c) a potência resultante. Dados: E = 21.000 kgf/mm2. 3. Verifique.000 kgf/mm2. Losekann Exercícios propostos: 3. Dr. b) com deflexão. Determine o diâmetro do eixo considerando: a) sem deflexão do eixo. Determine também a flecha máxima que ocorre neste eixo e a sua posição em relação ao eixo de referência “x”. 3.3) Um jogo de mancal de rolamento autocompensador de esferas de 40 mm de diâmetro interno foi calculado para compor o eixo de transmissão conforme mostra a figura ao lado. sendo que a tensão no ramo frouxo da polia 4 é de 25% da tensão no ramo tenso. Dados: n = 600 rpm.000 kgf/mm2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. calculando o diâmetro do eixo. se o mancal foi especificado corretamente em função do diâmetro mínimo determinado pelo método da integração direta.5) Determine o diâmetro do eixo de transmissão da figura ao lado e as flechas máximas que ocorrem nos elementos que compõem o eixo utilizando o método da integração direta. E = 21. Cláudio R.

1984. Projeto de engenharia mecânica. Porto Alegre: Ed. Harla. SHIGLEY. v.2. KIRCHOFF. Dr. Gustav.. Santa Maria: Departamento de Fabricação – Centro de Tecnologia . São Paulo: Ed. 6. NIEMANN.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. E. F.. 1998. Bookman. Cláudio R. E. 1980. J. Globo S.A. G. 3. L.2. Elementos de máquinas I. Edgard Blücher Ltda.. SINGER. 1982. J. F. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Maria). 5. Elementos de máquinas. (Material didático da disciplina Elementos de Máquinas I. São Paulo: Ed.A. R. 7ª edição. R. v. 1971. 2005. 4. TELECURSO 2000 profissionalizante. C. 2. Resistencia de materiales.. BUDYNAS. Elementos de máquinas. Elementos de máquinas.. São Paulo: Ed. 114 . 3ª edição. Losekann REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. SHIGLEY.UFSM. MISCHKE.

3: VA = VB (4. “ VB ” é a velocidade tangencial na roda dentada “B”.INTRODUÇÃO Uma das formas de transmissão de movimento mais empregada na construção mecânica é a chamada roda dentada. popularmente denominada engrenagem. Losekann 4 – ENGRENAGENS 4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. A figura 4. com rodas de fricção. Para produzir o movimento de rotação.1 que converge para equação 4. As rodas se engrenam quando os dentes de uma engrenagem se encaixam nos vãos dos dentes da outra engrenagem.1 . as rodas devem estar engrenadas. Cláudio R. desde produtos pequenos como relógios. pode-se citar a possibilidade de transmissão de forças elevadas entre dois eixos. A função principal de uma engrenagem é a transmissão de força através do movimento de rotação entre rodas dentadas. ft/s]. onde “R” é o raio do cilindro e “n” é a freqüência. A relação de transmissão “i” ocorre quando a velocidade tangencial é igual no diâmetro primitivo – ponto de contato de melhor rendimento de transmissão. cuja equação básica do princípio de funcionamento é a equação 4. As engrenagens de um mesmo conjunto podem ter tamanhos diferentes. Figura 4.3) RB n A 115 . sem que a relação de transmissão seja alterada. as engrenagens são o mais conhecido arranjo de elementos de máquinas. estando presente. a engrenagem maior chama-se coroa e a menor chama-se pinhão. tem-se: 2πRA n A = 2πRB nB (4. até grandes máquinas de usinagem. O termo que se difunde é “condutora” para a roda dentada motora e “conduzida” para a roda dentada movida. Quando um par de engrenagens tem rodas de tamanhos diferentes. o que não acontece. Desta forma. Dr. Como principal vantagem da utilização de tal mecanismo. por exemplo. as engrenagens são usadas para variar o número de rotações e o sentido da rotação de um eixo para o outro.1 mostra um exemplo de arranjo. Sabendo que a velocidade tangencial em um cilindro de revolução é V = 2πRn . Convém salientar que uma engrenagem é um conjunto de duas ou mais rodas dentadas que estão em engrenamento.1) Onde: “ VA ” é a velocidade tangencial na roda dentada “A” [m/s. Muitas vezes.2) RA nB i= = (4.1 – Engrenagens de dente reto.

Losekann 4. módulo – “m”. “Z” como número de dentes e sempre é um valor inteiro. Além disto.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. normalizado pela norma DIN 780.7) Para que duas ou mais rodas dentadas se engrenem perfeitamente.6) π Logo. dp = Z ⋅ (4. deve ser considerado o vão.“b”. Assim: p m= (4. e é determinado pela equação 4. Dr. entre outras que serão vistos à medida que avança o estudo. parte-se da nomenclatura básica conforme mostra a figura 4.1 . introduz-se o conceito de “módulo” – “m”. representado por “p”.4) Z p Logo. Para melhor compreensão do estudo.NOMENCLATURA O diâmetro primitivo “dp” é indicado na figura 4.“a”. “L” como largura do dente.2a e é o diâmetro referência para o projeto de engrenagens. Figura 4.2 – ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS 4. altura da cabeça do dente . Cláudio R.2b. altura do pé do dente .2. B) Nomenclatura técnica das regiões dos dentes. dp = m ⋅ Z (4. O arco de circunferência primitiva compreendido entre dois dentes consecutivos é o passo circular. dp ⋅ π p= (4. representado por “v”.5) π Sendo π um número irracional fazendo com que o diâmetro primitivo se torne irracional e não inteiro. estas engrenagens 116 . onde estão representados os dentes de uma roda dentada de dentes retos com a devida nomenclatura técnica.4. “h” como altura do dente. passo circular. A) Diâmetro primitivo.2 – Engrenagens de dente reto. representados por “p”.

... o quadro que segue abaixo.....UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.. Fresa n° 1 – Para fresar engrenagens de 12 a 13 dentes Fresa n° 2 – Para fresar engrenagens de 14 a 16 dentes Fresa n° 3 – Para fresar engrenagens de 17 a 20 dentes Fresa n° 4 – Para fresar engrenagens de 21 a 25 dentes Fresa n° 5 – Para fresar engrenagens de 26 a 34 dentes Fresa n° 6 – Para fresar engrenagens de 35 a 54 dentes Fresa n° 7 – Para fresar engrenagens de 55 a 134 dentes Fresa n° 8 – Para fresar engrenagens de 135 a ∞ dentes Sendo então o módulo único no engrenamento de dois ou mais dentes. como por exemplo.... Do módulo 0..4 .... e grupo de número de dentes da engrenagem.. Quadro 4....... teremos um jogo de 8 fresas de cada módulo.. 0. Losekann devem ter o mesmo módulo como condição..9 .. As fresas para fabricação de engrenagens são especificadas por módulos normalizados.. a relação de transmissão de engrenagens pode ser determinada pela equação 4............9 obtida da equação 4. Dr..........8) Z1 Z2 dp1 Z 1 n2 i= = = (4.5°... módulo.3 – 0.... 0... 6........18 . 75 ....25 . é o ângulo formado com o ponto que inicia o contato entre dois dentes com o ponto que tangencia o diâmetro primitivo que deve ser igual ao ângulo formado pelo ponto de fim de contato entre dois dentes com o ponto que tangencia o diâmetro primitivo......8 .. Desta forma as rodas dentadas que engrenarão devem ser feitas pela mesma ferramenta de corte.........1 – 1........... É comum adotar também o número 1 para representar a condutora e o número 2 para a conduzida.... conforme ilustra a figura 4..... As fresas de perfil constante para engrenagens são normalizadas de acordo com: tipo de perfil. ou seja... ângulo de pressão.....1 – Módulos normalizados. será adotado a partir deste ponto a simbologia numérica para expressar uma ou mais rodas dentadas..... 24 – 27 . 3......30 ... geralmente especificada como “φ”. Em virtude de sistemas de transmissão conter geralmente mais de duas rodas dentadas.3... dp1 dp 2 m= = (4. Usualmente os ângulos de pressão mais utilizados são 14....5 .. 42 45 ......3 até o módulo 10.... 117 .... pela fresa..8.. 15 16 ..75 4 – 4.....9) dp 2 Z 2 n1 O ângulo de pressão.....50 ....... Módulo 11 ou superiores possuem jogos de 15 fresas para cada módulo..5 – 7 . Cláudio R.. 15° e 20°......

A reta que une o ponto C’.3 – Linha de ação. Quadro 4. φ i 14. O ângulo de pressão de 20° está sendo mais utilizado.5° 15° 20° 1:1 22 21 12 1:2 27 25 14 1:3 29 27 15 1:4 30 28 16 A figura 4.4 mostra outras dimensões de perfil de dente como espessura cordal -“sc” e altura cordal -“ac”. forma com a tangente as mesmas no ponto C. O início de contato se dá quando o pé do dente da engrenagem motora encontra a cabeça do dente da engrenagem movida. das circunferências primitivas.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. enquanto. No caso das rodas de fricção o ponto C permanece em uma posição fixa e bem definida. Estas dimensões são determinadas pelas equações 4.11 118 .2 – Ângulos de pressão. no caso das engrenagens o ponto de contato C’ se desloca descrevendo uma linha chamada curva ou linha de contato. Dr. Losekann Figura 4. Cláudio R. um ângulo “φ” chamado ângulo de pressão.10 e 4. com o ponto de tangência C. Isto se deve ao fato de que os dentes ficam mais fortes e permite pinhões com menor número de dentes para uma mesma relação de transmissão.

16) h1 = a1 + b1 (4.167m (4. Se dentes maiores são necessários daqueles em diametral pitch. Em outras palavras. 119 .10) ⎡ Z ⎤ a c1 = m ⋅ ⎢1 + 1 ⋅ (1 − cos α )⎥ (4. faz com que ocorram algumas confusões em determinados projetos e por isto viu-se necessário explanar alguns conceitos destes países. é comum usar o sistema “circular pitch” (sistema de passo circular .17) p e=v= (4. de1 = m ⋅ (Z1 + 2) (4.15) Z1 b1 = 1.“circular pitch system”) que é apropriado em produção por fundição e em projetos e fabricação de parafusos sem fim.13) a1 = m (4. Dr.4 – Espessura e altura cordal. dado pela relação matemática: 1 Z Z P= = 1 = 2 (4. Como os termos em alguns casos são parecidos ou expressam a mesma coisa.19) m dp1 dp 2 Os sistemas de engrenagens nos Estados Unidos da América são estabelecidos pela especificação de proporções de dentes na roda dentada.11) ⎣ 2 ⎦ Figura 4. ângulo do dente.18) 2 Nos Estados Unidos da América e países do Reino Unido o sistema padrão adotado para engrenagens feitas através de fresadoras é o “diametral pitch” e não de “módulo” como da norma DIN 780.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. altura do dente e a espessura e vão. altura do pé do dente (dedendo).12) di1 = m ⋅ (Z 1 − 2.14) α= (π / 2) (4. As fórmulas que seguem mostram respectivamente as equações para determinar o diâmetro externo. embora se considere importante o projetista conhecê-las. tendo em vista a conversão de unidade de milímetro para polegada e vice-versa.é o inverso do módulo. Losekann respectivamente e ambas são dimensões que não influem na maioria dos projetos de engrenagens. altura da cabeça do dente (adendo). “diametral pitch” - representada pela letra minúscula da letra “P” . diâmetro interno.334) (4. s c 1 = m ⋅ Z 1 ⋅ senα (4. O sistema “diametral pitch” é aplicado na maioria da produção de engrenagens nos Estados Unidos. Cláudio R.

adendo (addendum). DO = Diâmetro externo (outside diameter). DR = Diâmetro interno (root diameter). Cláudio R. 120 .dedendo (dedendum). t = Espessura circular (circular tooth thickness) P = Diametral pitch. Losekann Figura 4. N = Número de dentes (number of teeth). DB = Diâmetro do círculo de base (base circle diameter). p = Passo (circular pitch). ht = Altura do dente (whole depth of tooth). DP = Diâmetro primitivo do pinhão (pitch diameter of pinion). L = Largura (face width). Simbologia: φ = Ângulo de pressão (pressure angle).5 – Nomenclatura para partes de dentes de engrenagens no sistema inglês. A figura 4. Dr. a = Altura da cabeça do dente . DG = Diâmetro primitivo da coroa (pitch diameter of gear). b = Altura do pé do dente . c = folga de fundo de dente (clearance) C = Distância entre centros (center distance). hk = Altura de trabalho (working depth of tooth). D = Diâmetro primitivo (pitch diameter).6 mostra duas rodas dentadas em engrenamento com a identificação das partes em inglês.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

01. 21 dentes de 121 .7 – Tamanhos e formas de dentes de engrenagens. da mesma forma se tem um número de dentes por engrenagens. O sistema diametral pitch é feito para proporcionar uma série de tamanhos de dentes padrões. 116. na qual se tem um número de filetes em uma polegada.7 mostra tamanhos e formas comparativas de dentes de engrenagens. sendo a origem similar a da padronização de parafusos. 115.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.01. Dr.6 – Engrenamento de Pinhão e coroa – sistema diametral pitch.5. a) Diametral pitch diferentes b) Formas de dentes para diferentes ângulos de pressão Figura 4. No sistema “diametral pitch” definições de termos de engrenagens são dadas pela AGMA “American Gear Manufacturers” 112. que como exemplos. A figura 4. Losekann Figura 4. Cláudio R. e pode-se dizer: 20 dentes de diametral pitch 4 será 5 polegadas.

36) π Diâmetro externo (Outside DO = D + 2a (4.25) C= 2P (N p + N G )p (4.21) p= N π (4.6 ) ⋅ p (4. Quadro 4. Para achar Fórmula Equação Diâmetro do círculo de base DB = D ⋅ cos φ (4.37) diameter) 122 .28) P= D N p ⋅ (mG + 1) (4.27) P= p N (4. conforme a simbologia da AGMA.26) C= 6.2832 Diametral pitch π (4.33) diameter .6 ) (4.30) (Gear ratio) mG = Np Número de dentes (Number N = P⋅D (4. Dr.20) (Base circle diameter) Passo (Circular pitch) π ⋅D (4.32) N= p Diâmetro externo (Outside DO = (N + 2) (4.31) of teeth) π ⋅D (4.29) P= 2C Relação de transmissão NG (4.24) C= 2 N p + NG (4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann diametral pitch 4 será 5¼ O quadro que segue mostra as equações que proporcionam o dimensionamento de engrenagens neste sistema.34) π Diâmetro externo (Outside DO = ( N + 1 .full-depth teeth) P DO = (N + 2) ⋅ p (4. Cláudio R.23) (Center distance) C= 2p D p + DG (4.3 – Fórmulas para o sistema diametral pitch.35) diameter – American P Standard Stub Teeth) DO = ( N + 1 .22) p= N Distância entre centros N p ⋅ (mG + 1) (4.

250 b = 0.40) diameter) Altura do dente (Whole ht = a + b (4.3183( N + 1.3183 ⋅ p a= P Dedendo (b) (preferido) 1.300 r f = 0.5) ⋅ p (preferido) DR = P Diâmetro interno (DR) ( N − 2.39) D= π Diâmetro interno (Root DR = D − 2b (4. Losekann Diâmetro primitivo (Pitch N (4.3183( N − 2.0955 ⋅ p rf = (fillet radius) P Diâmetro interno (DR) ( N − 2.000 a = 0.350 b = 0.41) depth) Altura de trabalho (Working hk = a G + a p (4.250 ht = 0.38) D= diameter) P N⋅p (4.6) ⋅ p DO = (American Standard Stub P Teeth) π Nota: p = . Cláudio R.7) ⋅ p DR = (shaved or ground teeth) P Diâmetro externo (DO) ( N + 2) DO = 0.5708 t = 0. Quadro 4.350 ht = 0. P 123 .7162 ⋅ p ht = (preferido) P Altura do dente (ht) (shaved 2.3979 ⋅ p b= P Dedendo (b) (shaved or 1.250 c = 0.6366 ⋅ p hk = P Altura do dente (ht) 2.4 – Fórmulas para partes padronizadas do dente.3183( N + 2) ⋅ p DO = (preferido) P Diâmetro externo (DO) ( N + 1.000 hk = 0.6) DO = 0.7) DR = 0.1-1968. Norma: ANSI B6. Dr.42) depth) O quadro abaixo mostra as fórmulas para partes padronizadas para engrenagens com ângulo de pressão 20 – 25 graus.4297 ⋅ p b= ground teeth) P Altura de trabalho (hk) 2.5000 ⋅ p t= (circular tooth tickness) P Raio de arredondamento (rf) 0. Para achar Diametral pitch Circular pitch Adendo (a) 1.3183( N − 2.0796 ⋅ p c= (cleareance) (c) P Espessura circular (t) 1.5) DR = 0.7480 ⋅ p ht = or ground teeth) P Folga de fundo de dente 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

Dr. Nos últimos anos vem sendo quase universal o uso de ângulo de pressão de 20°.8 – Partes básicas de dentes de engrenagens. Losekann A figura abaixo mostra os diferentes perfis do dente segundo as normas americanas. 12 dentes. Cláudio R. A resistência mecânica proporcionada a engrenagem com este ângulo de pressão é muito otimizado. enquanto que para ângulo de pressão de 25° é permitido um número menor. Isto é de suma importância. pois o engrenamento entre os dentes de rodas dentadas deve ser perfeito com o mínimo escorregamento possível. Figura 4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 124 . O quadro abaixo mostra alguns dados do perfil do dente mediante as equações que o determinam. mas recente estudo tem proporcionado melhores resultados com engrenagens com menor número de dentes. com sensível aumento de resistência ao desgaste. Para ângulo de pressão de 20° é permitido 18 dentes. A American National Standard Coarse Pitch Spur Gear Tooth Forms proporciona várias informações construtivas de engrenagens com perfil de dente de evoluta. que no caso ângulo de pressão de 25°. As diferenças são basicamente na quantidade de dentes que a roda pode conter.

7500 0.1350 0.7500 1 3.1500 0.5236 3.1176 0.0472 0.1-1968.5 – Dados resultantes segundo a Norma: ANSI B6.0625 0.3307 9.1688 0.2500 0.3491 5 0.4297 2.5465 3.0750 0.3333 0.0944 0.1111 0.0231 0.1122 15 0.1588 0.5730 3.5 0.3333 0.5556 0.1333 0.0964 0.5 2.1653 0.0167 0.6981 2.1250 0.5 0.0750 0.3491 0.1884 2.2500 0.1428 12 0.1848 0.4833 3.1848 9 0.0239 3.1000 0.2667 0.1047 16 0.0472 1.1923 0.1831 3.3820 2.4189 0.2500 1.7056 3.1571 11 0.1964 8.6000 0.3927 8 2.5915 1.1486 0.0353 0.0000 1.5000 0.2700 0.6283 0.0833 0.5712 5.1471 0.1316 0.9099 2.4167 0.5783 0.0844 0.8000 1.8117 4.5236 0.3142 5.5 2.2282 2.0833 0.1208 14 0.5712 3 1.5 2.0000 1.3000 1.1500 0.9842 3.1421 0.6526 0.7500 0.2455 0.2000 0.1818 0.7952 0.3000 0.0158 0.0827 125 .4377 0.1389 0.2566 1.5133 0.4000 0.0923 0.4545 0.0462 0.1000 0.3375 0.1038 0.0900 0.8594 4. Cláudio R.0909 0.2000 1.0273 0.5040 0.7854 2.3342 1.9072 4.7189 0.0333 0.4324 1.1250 0.0375 0.5708 1.75 0.6283 2.0600 0.7500 0.2618 6.1538 0.5 0.7854 4 1.1667 0.0690 2.3927 0.2856 0.2857 0.2250 0.5708 p= a= b= b= rf = t= Dado “P” P P P P P P 0.1309 13 0.2094 8 0.8976 2 1.2566 0.4909 0.7799 4.0658 0.0545 0. Losekann Quadro 4.5400 0.3142 10 3.75 1.2229 0.25 1.1714 0.4189 4 0.0176 0.5 0.2273 0.3125 0.5810 3.5000 0.3307 0.7852 3.0735 0.2856 6 0.0800 0.3500 0.3873 2.9337 0.000 1.5 0.250 1.350 0.0188 0.0962 0.5712 0.0694 0.1831 3.0400 0.0711 0.5863 2.7143 0. π 1.0000 0.6250 0.1745 0.4488 7 2.1200 0.3820 3.25 2.0714 0.5 3.0893 0.0823 0.7905 1.5000 0.2244 0.2083 0.1786 0.5 1.8976 3.6750 0.2618 0.5714 0.6981 0.3963 0.0080 0.75 1.1963 0.2077 0.0300 0.3636 0.0429 0.3873 2.0873 19 0.3926 1.1136 0.5915 1.2778 0.2500 0.0250 0.8675 0.7854 0.2972 0.4488 3.1125 0.5 0.1053 0.0556 0.0769 0.0794 0.0667 0.4500 0.1424 0.6207 3.5 1.2417 0.1667 0.1653 10 0.0526 0.1227 0.9000 0.9894 2.8333 0.2732 1.3696 0.3491 9 2.300 1.6685 3.7714 0.5 1.0000 0.6981 4.0214 0.0316 0.0982 17 0.8648 3.3635 0.6283 5 1.4775 2.5252 2.1333 0.3142 0.2222 0.7639 4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.3696 8.0588 0.7162 3.0781 0.5236 6 1.4488 0.0000 0.2244 7.25 0.8976 0.7932 0.0667 0.5 2.1563 0.1416 1.9549 5.4444 0.3857 0.5708 0.1929 0.2500 0.0200 0.9789 4.3571 0.5 1.5000 0.0857 0.0000 0.2500 0. Dr.2094 0.1800 0.1429 0.0500 0.3927 4.1745 9.7507 2.1091 0.9666 0.8378 0.1042 0.0800 0.1141 1.5 0.3600 0.0924 18 0.4833 6.4189 7.6667 0.2400 1.3077 0.3846 0.5000 0.2417 7 0.4833 0.4154 0.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Exemplo 1 . levando em consideração engrenagem cilíndrica de dentes retos. Cláudio R.9 mostra este tipo de engrenagem com módulo igual a 8 e número de dentes igual a 17.0500 0.P”. Dr. e “diametral pitch .1571 0. Figura 4. 126 .0785 Para simplificar o estudo. Losekann 20 0.m”. Fonte: Provenza (1978).9 – Engrenagem cilíndrica de dentes retos.0150 0.0625 0. se compararão ambos os sistemas “módulo .0675 0. A partir desses dados.A figura 4. é possível determinar as dimensões das partes que compõem a engrenagem.

29° dente Z 1 Altura da ⎡ Z1 ⎤ a c1 = 8.798mm de base Passo p = π ⋅m p = 25. Dr.6 .328mm interno Altura da a1 = m a1 = 8mm cabeça do dente Ângulo do α= (π / 2) α = 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.334) di1 = 117.167m b1 = 9. Losekann Quadro 4.1328mm Diâmetro de1 = m ⋅ (Z1 + 2) de1 = 152mm externo Diâmetro di1 = m ⋅ (Z 1 − 2. Sistema módulo item Fórmula Resultado Módulo dp dp m = 8mm m= 1 = 2 Z1 Z2 Número de Z 1 = 17 Z 1 = 17 dentes Ângulo de φ = 20 º φ = 20 º pressão Diâmetro dp1 = m ⋅ Z1 dp1 = 136mm primitivo Diâmetro db1 = dp1 ⋅ cosφ db1 = 127.336mm pé do dente Altura do h1 = a1 + b1 h1 = 17.Quadro de fórmulas e resultados – Sistema módulo.29mm cabeça do a c1 = m ⋅ ⎢1 + 2 ⋅ (1 − cos α )⎥ ⎣ ⎦ dente (cordal) Altura do b1 = 1.336mm dente Espessura p e = v = 12. Cláudio R.538mm cordal Relação de dp Z n Depende de Z2 i= 1 = 1 = 2 transmissão dp 2 Z 2 n1 Distância dp + dp 2 Depende de Z2 entre I= 1 2 centros m ⋅ (Z 1 + Z 2 ) I= 2 127 .5664 mm e=v= circular e 2 vão Espessura s c 1 = m ⋅ Z 1 ⋅ senα s c 1 = 12.

75in P P 8 (N + 2) (88 + 2) DGO = G DGO = DGO = 11.000 1.000 a= a= a = 0.5 ⋅ cos φ = 3.000 2.19635in P P 8 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.25in P 8 1.2889in DPB = 3.25in P 8 2.25in 2P 2⋅8 N N 28 P= DP = P DP = DP = 3.19635in P 8 N 88 mG = G mG = mG = 3.5708 t= t= t = 0.6875in (N + 2) DPO = (N P + 2) (28 + 2) DO = D PO = DPO = 3.5708 t= t= t= = 0.3366in DGB = 10. Dr.5 − 2 ⋅ 0.15625 DPR = 3.2889in DGB = DG ⋅ cos φ DGB = 11 ⋅ cos φ = 10.250 1.000 hk = hk = hk = 0.250 2.Projete duas rodas dentadas com diametral pitch 8 e ângulo de pressão de 20°.15625 DGR = 10.5708 1.3366in 1. tendo em vista que o pinhão deverá ter 28 dentes e a coroa 88.5708 1.125in P 8 1.250 ht = ht = ht = 0.250 b= b= b = 0. N P + NG 28 + 88 C= C= C = 7.5708 1. Losekann Exemplo 2 .1428 Np 28 128 .39268in p P 8 DR = D − 2b DPR = DP − 2b DPR = 3.1875in DGR = DG − 2b DGR = 11 − 2 ⋅ 0.28125in P 8 2.15625in P 8 π π π P= p= p= p = 0. Cláudio R.5in D P 8 N 88 DG = G DG = DG = 11in P 8 DB = D ⋅ cos φ DPB = DP ⋅ cos φ DPB = 3.

250 ht = 0. Dr.25in externo P Diâmetro DR = D − 2b DPR = 3.75in DGO = 11. Losekann Quadro 4.7 .19635in t = 0.28125in ht = 0.Quadro de fórmulas e resultados – Sistema diametral pitch.15625in pé do dente b = P Altura do 2.25in C = 7.2889in DGB = 10.000 a = 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.25in entre C= 2P centros 129 . Sistema diametral pitch item Fórmula geral Pinhão Coroa Diametral N P =8 P =8 P= pitch D Número de N P = 28 N G = 88 dentes Ângulo de φ = 20 º φ = 20 º pressão Diâmetro N DP = 3.1428 transmissão mG = N p Distância N P + NG C = 7.125in a= cabeça do P dente Altura do 1.5in DG = 11in D= primitivo P Diâmetro DB = D ⋅ cos φ DPB = 3.1428 mG = 3.15625in b = 0.39268in p= P Diâmetro DO = (N + 2) DPO = 3.1875in DGR = 10.125in a = 0. Cláudio R.25in hk = 0.250 b = 0.000 hk = 0.3366in de base Passo π p = 0.28125in ht = dente P Altura de 2.39268in p = 0.5708 t = 0.6875in interno Altura da 1.19635in t= circular P (vão) Relação de NG mG = 3.25in hk = trabalho P Espessura 1.

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4.2.2 – PERFIL DO FLANCO DO DENTE

O perfil do flanco do dente na maioria das engrenagens é caracterizado por parte de
uma curva chamada evolvente, do inglês “involuta”. A figura ao lado apresenta o processo de
desenvolvimento dessa curva. O traçado prático da evolvente pode ser executado ao redor de
um círculo, marcando-se a trajetória descrita por um
ponto de uma corda que se desenrola ou enrola de um
cilindro que na roda dentada é feita sobre o diâmetro
de base. O arco da curva gerada é sempre normal a
tangente do cilindro fazendo com que o raio da
evolvente é variável. Quanto menor for o diâmetro de
base, mais acentuada será a evolvente. Quanto maior
for o diâmetro de base, menos acentuada será a
evolvente, até que, em uma engrenagem de diâmetro
base infinito (cremalheira) a evolvente será uma reta.
Neste caso, o perfil do dente será trapezoidal, tendo
como inclinação apenas o ângulo de pressão.

Figura 4.10 – Perfil cicloidal - evolvente. Fonte: SENAI (1996).

Embora haja outros perfis para dentes de engrenagens, como a ciclóide e trapezoidal, o
perfil de evolvente é adotado universalmente em engrenagens de dentes retos e helicoidais em
acoplamentos onde o interesse é a transmissão de força. Para outros fins, como bombas de
engrenagens para bombeamento de fluido, há outras formas do perfil.

A evolvente tem um significado matemático que é segundo a equação abaixo:
evolφ = tan φ − φ ( rd ) (4.43)
Onde o último termo que trata do ângulo de inclinação “φ” deve ser em radianos. Esta
equação permite calcular o vão ou espessura circular no ponto de contato em engrenagens que
estão levemente fora de centro.

O perfil de evolvente é o perfil que melhor proporciona movimento relativo entre os
dentes sem escorregamento. Na prática e durante a montagem de engrenagens, dificilmente
ocorre o acoplamento perfeito e também que este perfil pode não ser bem gerado pelas fresas,
e isto traz como conseqüência desgaste da superfície do dente. O exemplo abaixo mostra uma
das aplicações da evolvente.

Exemplo 3 – Projete duas rodas dentadas com diametral pitch 8 e ângulo de pressão de
20°, tendo em vista que o pinhão deverá ter 28 dentes e a coroa 88. A distância entre centros é
de 7,5 polegadas. As engrenagens serão usinadas com fresa de 0,169 polegada de adendo.

a) Dados: P = 8 ; a = 0,169in ; N p = 28 ; N G = 88 ; C = 7,5in ; φ = 20°
b) Solução: Observe que neste problema a distância entre centros é uma constante e uma
condição que alterará outros dados que geralmente são resultados de problemas.

N P + NG N P + NG 28 + 88
C= P1 = P1 = = 7,7333
2P 2C 2 ⋅ 7,5

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⎛ P1 ⎞ ⎛ 7,7333 ⎞
φ1 = arccos⎜ ⋅ cos φ ⎟ = 24,719° φ1 = arccos⎜ ⋅ 0,93969 ⎟ = 24,719°
⎝8 ⎠ ⎝ 8 ⎠
N N 28
P= DP1 = P DP1 = DP1 = 3,6207in
D P1 7,7333
N 88
DG1 = G DG1 = DG1 = 11,3794in
P1 7,7333
DB = D ⋅ cos φ DPB1 = DP1 ⋅ cos φ1 DPB1 = 3,6207 ⋅ cos φ1 = 3,2889in
DGB1 = DG1 ⋅ cos φ1 DGB1 = 11,3794 ⋅ cos φ1 = 10,3367in
1,5708 1,5708 1,5708
t= t1 = t1 = = 0,20312in
P P1 7,7333
evolφ = tan φ − φ ( rd )
evol 20° = tan 20° − 0,34905 evol 20° = 0,36397 − 0,34905
evol 20° = 0,01462
evol 24,719 ° = tan 24,719 ° − 0,4314 evol 24,719° = 0,4603 − 0,4314
evol 24,719 ° = 0,0289

NP ⎛ 1,5708 ⎞
t P2 = ⎜⎜ + evolφ1 − evolφ ⎟⎟
P ⎝ NP ⎠
28 ⎛ 1,5708 ⎞
t P2 = ⎜ + 0,0289 − 0,01462 ⎟ t P 2 = 0,2463in
8 ⎝ 28 ⎠
NG⎛ 1,5708 ⎞
tG 2 = ⎜⎜ + evolφ1 − evolφ ⎟⎟
P ⎝ NG ⎠
88 ⎛ 1,5708 ⎞
tG 2 = ⎜ + 0,0289 − 0,01462 ⎟ t G 2 = 0,35343in
8 ⎝ 88 ⎠
⎛ t − 1,5708 / P ⎞ ⎛ 0,2463 − 1,5708 / 8 ⎞
bP1 = bc − ⎜⎜ P 2 ⎟⎟ bP1 = 0,169 − ⎜ ⎟ = 0,1004in
⎝ 2 tan φ ⎠ ⎝ 2 ⋅ 0,36397 ⎠
⎛ t − 1,5708 / P ⎞ ⎛ 0,3534 − 1,5708 / 8 ⎞
bG1 = bc − ⎜⎜ G 2 ⎟⎟ bG1 = 0,169 − ⎜ ⎟ = −0,0467in
⎝ 2 tan φ ⎠ ⎝ 2 ⋅ 0,36397 ⎠

28
DR = D − 2b DPR1 = DP − 2bP1 D PR1 = − 2 ⋅ 0,1004 DPR1 = 3,2992in
8
88
DGR1 = DG − 2bG1 DGR1 = − 2 ⋅ (−0,0467) DGR1 = 11,0934in
8

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4.2.3 - TIPOS DE ENGRENAGENS

Esta seção tratará de forma breve os tipos de engrenagens sem a preocupação de
dimensionamento. O dimensionamento será tratado a parte, como quando se iniciou este
capítulo com alguns exemplos de dimensionamento de engrenagem cilíndrica de dentes retos
ao abordar a nomenclatura.
• Engrenagens cilíndricas de dentes retos: A figura 4.9 mostra uma engrenagem
cilíndrica de dentes retos com módulo igual a 8 e número de dentes igual a 17. Como foi
visto no exemplo 1, a partir desses dados, é possível determinar muitas partes que
compõem a engrenagem.

O dimensionamento é feito com equações padrões, embora a largura do dente “L” foi
especificada como 50 mm naquele exemplo. A largura do dente depende da resistência do
material e pode ser calculada grosseiramente
como uma viga engastada, de secção retangular
no pé do dente, sobre a qual há uma força
vertical atuando a distância “b” – altura do pé
do dente. Desta forma, ocorre um momento
fletor proporcional a força aplicada a distância
da altura do pé do dente. Este momento fletor
gera uma tensão fletora que deverá ser menor
que a tensão de escoamento do material para
materiais dúcteis, ou inferior a tensão limite de
regime elástico para um material frágil,
utilizando-se dos princípios da Resistência dos
Materiais. Tendo em vista a complexidade, em
seção a parte será tratada a resistência em
função de vários fatores.

Figura 4.11 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos.

• Pinhão e cremalheira: Pode-se
acompanhar, pela figura que a barra
dentada é denominada de
cremalheira. Neste caso o perfil do
dente é trapezoidal, enquanto que o
do pinhão é cicloidal (evolvente).

Figura 4.12 – Esquema da cremalheira de dentes retos.

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• Engrenagens cilíndricas de dentes
helicoidais: Nas engrenagens helicoidais os
dentes são oblíquos em relação ao eixo da
engrenagem. A inclinação do dente,
geralmente representada pela letra grega “β”
é tomada pela relação trigonométrica entre o
passo circular e o passo normal. No
processo de fabricação é a inclinação dada
pela mesa divisora.
Para melhor compreensão deste estudo é
necessário fazer algumas considerações.
Engrenagens com dentes helicoidais são usadas
em sistemas mecânicos, como caixas de câmbio e
redutores de velocidade, que exigem alta
velocidade e baixo ruído. Esta engrenagem tem
passo normal “pn” e passo circular “pc”, e a hélice
apresenta um ângulo de inclinação “β”), conforme
mostra a figura 4.14.

Figura 4.13 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais. Fonte: Provenza (1978).

Figura 4.14 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais. Fonte: Telecurso 2000 (1998).

Para identificar a relação entre o passo normal “pn”, o passo circular ou frontal“p” e o
ângulo de inclinação da hélice “β” deve-se proceder da seguinte forma: retire um triângulo
retângulo da última ilustração, conforme segue e, através da trigonometria deduz-se as
equações para dimensionamento resultando:

133

17 – Engrenagens cônicas a 120. Dr. Figura 4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 134 . 19 dentes no pinhão. 25 dentes na coroa e ângulo entre os eixos γ = 90°.15 mostra um conjunto de engrenagens cônicas a 900 com módulo igual a 5. Cláudio R.16 – Engrenagens cônicas a 75°. Losekann • Engrenagens cônicas a 90°: A figura 4. Fonte: Provenza (1978). 34 dentes na coroa e ângulo entre os eixos γ = 75°. • Engrenagens cônicas a 120°: A figura mostra um par de engrenagens cônicas a 120° com módulo igual a 5. 12 dentes no pinhão. • Engrenagens cônicas a 75° A figura que segue mostra um conjunto de engrenagens cônicas a 75° com módulo igual a 4. Figura 4. Fonte: Provenza (1978). Figura 4. 30 dentes na coroa e ângulo entre os eixos de 120°.15 – Engrenagens cônicas a 90° Fonte: Provenza (1978). 16 dentes no pinhão.5.

135 .ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES HELICOIDAIS Engrenagens cilíndricas de dentes inclinados ou helicoidais são construídas com dentes que não são alinhados com a direção axial dos elementos de transmissão.19 mostra um conjunto de coroa e rosca sem fim. Losekann • Coroa e rosca sem fim: A figura 4. Fonte: Provenza (1978).19 mostra um par de engrenagens helicoidais de eixos ortogonais. com módulo igual a 3. são capazes de suportar esforços mais elevados e apresentam engrenamento gradual dos dentes. Baseado nisso. com módulo igual a 3. São utilizadas quando é necessário construir reduções que ocupem menor espaço axial e que gerem menor ruído. A primeira característica vem do fato de que a largura efetiva dos dentes é maior do que os de engrenagens cilíndricas de dentes retos para dimensões equivalentes. Dr. diferenciando das chamadas de dentes retos. Cláudio R.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 40 dentes na coroa e ângulo de hélice de 16°.18 – Coroa e rosca sem fim. • Engrenagens helicoidais de eixos ortogonais: A figura 4.3 . 15 dentes no pinhão e 28 dentes na coroa. Figura 4. Figura 4. Fonte: Provenza (1978).19 – Engrenagens helicoidais de eixos ortogonais. 4.

pdf>.Engrenagens cilíndricas helicoidais. já que o contato ocorre em um plano inclinado em relação ao eixo dos elementos. O rolamento entre os dentes ocorre num plano inclinado em relação à face do conjunto.21 .pucminas. o perfil evolvente deve ser gerado em torno de um cilindro que também está inclinado em relação aos eixos das engrenagens. Como as engrenagens helicoidais apresentam um perfil de dente não alinhado com seu eixo. “β” é o ângulo de hélice.21.br/palma/elemaqapostengrenagembasico.mea.Vista Superior de duas engrenagens helicoidais mostrando as designações mais importantes. Assim. A figura abaixo ilustra as duas formas construtivas de engrenagens helicoidais com posição relativa entre eixos diferentes. como os rolamentos de contato angular. Cláudio R.fem.20 . “pn” é o passo normal ou ortogonal. Engrenagens de dentes helicoidais geram esforços axiais. Fonte: Disponível em:<www. e “b” é a largura da engrenagem.br/~lafer/es690/arquivos/Engrenagens_Helicoidais.mea.unicamp. a) b) Figura 4. elas ainda podem transmitir rotação entre eixos paralelos e eixos concorrentes ou reversos (dentes hipoidais). para permitir o engrenamento sem que os dentes se cruzem.pdf > e <www.br/palma/elemaqapostengrenagembasico. uma série de ângulos são fundamentais para que se possam entender algumas partes importantes de seu aspecto geométrico e construtivo. Losekann As engrenagens helicoidais possuem seus dentes inclinados em sentido oposto uma da outra.pucminas. Figura 4. (b) Eixos concorrentes. Um esquema dos dentes e das variáveis envolvidas no estudo das engrenagens helicoidais é mostrado na figura 4. Para suportar esses esforços devem-se prever a utilização de mancais de escora ou mancais que permitam esforços axiais e radiais. Fonte: Disponível em: <www.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.pdf> 136 . Nessa figura. (a) Eixos paralelos. “p” é o passo frontal. que define a inclinação dos dentes em relação ao eixo das engrenagens. Dr.

Em engrenagens helicoidais usa- se o módulo normal “mn”.22 .49) π m .22. Fonte: Disponível em: <www. Este passo é medido em uma direção perpendicular ao dente e pode ser calculado por: p n = p ⋅ cos β (4.47) A circunferência primitiva é uma circunferência teórica sobre a qual todos os cálculos são realizados. A distância ae é o passo normal “pn”.45) O módulo é a relação entre o diâmetro primitivo e o número de dentes de uma engrenagem. O diâmetro da circunferência primitiva é o diâmetro primitivo “dp” e pode ser calculado através de: dp = Z . 137 . O seguimento ac é o passo frontal (p). Dr.51) Onde: “de” é diâmetro externo.br/palma/elemaqapostengrenagembasico. p dp = (4. Representa a distância entre dois pontos homólogos medida ao longo da circunferência primitiva. As circunferências primitivas de duas engrenagens acopladas são tangentes.48) Z. formando um ângulo “φ” com a tangente comum às circunferências primitivas (tracejadas na figura). A figura 4. p = mc ⋅ π (4. Tem-se então: p ⋅ cos β m n = mc ⋅ cos β = (4. Figura 4.50) cos β dp = de − 2mn (4. O módulo deve ser expresso em milímetros.pucminas. Cláudio R.pdf>. Este ângulo é medido na direção perpendicular aos dentes (secção NN) na figura 4. É considerado à base do dimensionamento de engrenagens no sistema internacional. “Z” é número de dentes da engrenagem.Z dp = n (4. Pode ser obtido através da equação: tan φ n = cos β ⋅ tan φ (4. Duas engrenagens para serem acopladas devem obrigatoriamente possuir o mesmo módulo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.22 mostra que o pinhão exerce uma força na coroa. Losekann As linhas ab e cd são as linhas de centro de dois dentes adjacentes.21 é diferente do ângulo de ação medido na direção de rotação (φ).mea.Ângulo de ação de duas engrenagens acopladas.44) Onde “ mc ” é denominado módulo frontal. como é possível observar na figura 4.mc (4.46) π O ângulo de pressão normal “φn” é o ângulo que define a direção da força que a engrenagem motora exerce sobre a engrenagem movida.

número de dentes e diâmetro primitivo da coroa.52) nc Z p Dp p Onde: “ n p ”. A figura 4.24 . O primeiro é o plano perpendicular ao eixo da engrenagem e o segundo é perpendicular aos dentes. Cláudio R. “ Z c ”.fem. Pode-se notar que os ângulos são diferentes.Triângulo retângulo de uma engrenagem helicoidal. Fonte: <www. A visão dos dentes em cada plano é diferente. À esquerda.21. Embora o perfil dos dentes deva ser envolvido nesse plano. A Figura 4 mostra os dentes em ambos os planos. 138 . número de dentes e diâmetro primitivo do pinhão e “ nc ”. o passo normal “pn” e o ângulo de inclinação da hélice “β” através da equação: pn cos β = (4. Figura 4. O ângulo normal é o que realmente está no plano de rolamento e é normalizado. Dr. A.unicamp.23 a seguir também mostra os planos RR e NN da figura 4. dificuldades de fabricação impedem que isso ocorra. à direita. Losekann A relação cinemática entre uma coroa e um pinhão de engrenagens helicoidais é a seguinte: n p Z c Dpc = = (4. corte no Plano NN. A seguir. Pequenas diferenças são levadas em conta no dimensionamento através da modificação dos fatores geométricos. O triângulo retângulo da figura 4.Visualização dos dentes de engrenagens helicoidais. “φn” é o ângulo de pressão normal ou ortogonal e φ é o ângulo de pressão. “ dp c ” são rotação em rpm.24 a seguir relaciona o passo frontal “p”.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.pdf>. “ dp p ” são rotação em rpm. Fonte: Desenhado por Rosa.53) p A partir dessa equação foi obtida a maioria das relações explicitadas anteriormente. encontram-se os formulários completos para engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais para eixos paralelos e eixos reversos.br/~lafer/es690/arquivos/Engrenagens_Helicoidais. Figura 4. “ Z p ”. Nessa figura. corte no Plano RR. R.23 .

58) ma = a = c π senβ Diâmetro primitivo m ⋅Z p⋅Z (4.67) dente (circunferencial) Passo normal do p n = mn π = p cos β (4. Losekann Quadro 4.65) e = 1.66) s= do dente 2 (circunferencial) Espessura cordal do sc = mc ⋅ Z ⋅ senα (4. φ n (4.63) dente Altura do pé do b = 1.70) tan β tan β tan β senβ h (serve para o fresado do dente) Passo axial p π ⋅ mc p (4.71) pa = n = = senβ senβ Z Ângulo de pressão = φ = 14.250m n para β = 20° Folga no pé do dente e = 0.55) ideal (Para escolha cos 3 β da fresa) Módulo dp mn p (4.15° (4.62) Altura da cabeça do a = mn (4.734) tan φ = circunferencial cos β Ângulo de β = 8° ÷ 30° (4.54) Z= mc Número de dentes Zid = Z (4.61) ideal cos2 β Diâmetro interno di = dp − 2b (4.167 m n para β = 14. Dr.57) m n = mc ⋅ cos β = n = .8 .Quadro de fórmulas para engrenagens cilíndricas helicoidais.5° ÷ 20°. Cláudio R.167 m n para β = 14.5°.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.72) Ângulo da fresa Ângulo de pressão tan φ n (4. Ítem Fórmula Equação Número de dentes dp (4.68) dente Passo p π ⋅ dp π ⋅ mn (4.250m n para β = 20° Espessura circular π ⋅ mc (4.60) Diâmetro primitivo dpi = dp (4.56) mc = = = circunferencial Z cos β π Módulo normal p dp (4.64) dente b = 1.59) dp = mc ⋅ Z = n = cos β π Diâmetro externo de = dp + 2m n (4.69) p = mc π = n = = circunferencial ou cos β Z cos β aparente Passo da hélice P = π ⋅ dp = π ⋅ mc ⋅ Z = Z ⋅ pc = Z ⋅ m ⋅ π (4.5°.74) inclinação da hélice 139 . cos β π Z Módulo axial p m (4.15° (4.

25mn = 1. O eixo do parafuso sem-fim e da coroa não há cruzamento entre eixos e geralmente o ângulo entre eles é de 90º e por isto ambos possuem o mesmo sentido de hélice. 140 .84 − 2 ⋅ 3. ângulo de inclinação da hélice β = 19º30' e ângulo de pressão φ = 20º.75mm g) Altura da cabeça do dente: a = m n = 3mm h) Diâmetro interno: di = dp − 2b = 101.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.1825 ⋅ π = 9.84mm d) Passo normal: p n = mn ⋅ π = 3 ⋅ π = 9.25 – Parafuso sem-fim e coroa.75 = 94. mn = 3. Figura 4. Dr. Dimensionar uma engrenagem helicoidal com 32 dentes.84mm c) Diâmetro externo: de = dp + 2mn = 101. Cláudio R.998mm f) Altura do pé do dente: b = 1.1825mm cos β cos 19.42mm e) Passo frontal: p = mc ⋅ π = 3.5° b) Diâmetro primitivo: dp = Z ⋅ mc = 101. O engrenamento de parafuso sem-fim é de projeto mais complicado que o engrenamento convencional. centros 2 2 cos β 2 Relação de i = n2 = Z1 = dp1 (4.75) I= 1 = mc = . Fonte: Telecurso 2000 (1998).41mm 4. mas os ângulos normalmente são muito diferentes. mn 3 a) Módulo circunferencial: mc = = = 3. Losekann Distância entre dp + dp 2 Z 1 + Z 2 mn Z 1 + Z 2 (4.25 ⋅ 3 = 3.4 – ENGRENAGENS PARAFUSO SEM-FIM E COROA O parafuso sem-fim na realidade é uma engrenagem helicoidal com um ângulo de hélice muito grande que um único dente envolve continuamente ao redor da circunferência que tem por analogia um parafuso.76) transmissão n1 Z 2 dp2 *Ângulo entre os δ = β1 + β 2 (4.84 + 2 ⋅ 3 = 107.77) eixos reversos * Para engrenagens de dentes helicoidais de eixos reversos Exemplo 4.

Portanto.27 – Entradas em um parafuso. que o parafuso tem roscas com duas entradas e a coroa tenha 60 dentes. será necessário dar 60 voltas no parafuso para que a coroa gire uma volta.800 rpm. Ph = ne ⋅ pa (4.800 rpm. O número de roscas sem-fim é também referido por seu número de entradas. embora razões acima de 30:1 tem um sem-fim de uma única rosca. Como a coroa tem 60 dentes. Se um parafuso com rosca sem-fim tem apenas uma entrada e está acoplado a uma coroa de 60 dentes.78) Figura 4. a coroa girará a 1. por exemplo. a rotação da coroa é 60 vezes menor que a do parafuso.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. pois como já foi dito o sem-fim possui apenas um dente. Assim. agora. divididas por 60. Assim. Dr.26 . Fonte: Telecurso 2000 (1998). a coroa girará dois dentes. que resultará em 30 rpm. O número de entradas do parafuso tem influência no sistema de transmissão. Pode-se criar reduções tão grandes quanto o número de dentes na engrenagem do sem- fim.Parafuso sem-fim-coroa e ângulo de avanço. A distância que um ponto da engrenagem acopla axialmente em uma revolução do sem-fim é chamada de avanço “Ph” e o avanço é o passo do parafuso “pa” multiplicado pelo número de entradas “ne”. Losekann Os ângulos de pressão variam com a inclinação da hélice e devem evitar o estreitamento do dente da coroa nos pontos ao final do contato. O engrenamento de parafuso sem-fim pode ser produzido com relação de transmissão que varia de 1:1 até 360:1. 141 . Suponda. a cada a cada volta dada no parafuso com rosca sem-fim. Figura 4. o parafuso com rosca sem-fim está girando a 1. será necessário dar 30 voltas no parafuso para que a coroa gire uma volta. Cláudio R. em cada volta dada no parafuso a coroa vai girar apenas um dente. Se.

Vistas do conjunto parafuso sem-fim tipo cilíndrico/roda helicoidal 2. elevadores. sem-fim globoidal – roda helicoidal Figura 4. lubrificação e vibração. Um engrenamento autotravante pode ser movido somente para uma direção. limpadores de pára-brisa.29 . Assim poderá ser usado para suspender uma carga no sentido vertical. acabamento da superfície. Sem-fim cilíndrico – Roda helicoidal Figura 4. Se o par for autotravante ele não retrocede isto por que o torque aplicado pela coroa não rodará o parafuso sem-fim. Para que um engrenamento sem-fim ser ou não autotravante depende de fatores como razão entre a tan β e o coeficiente de atrito “µ”. Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.TIPOS DE SEM-FIM 1. Cláudio R.4. porém o atrito é mais elevado. Losekann É de grande importância citar a sua habilidade auto-travamento. 142 . Geralmente o autotravamento ocorrer em ângulos de avanço abaixo de 6º e pode ocorrer em ângulos de avanço tão elevados quanto 10º ângulos de pressão mais elevados dão maior resistência ao dente. 4.30 .1 .Vistas do conjunto parafuso sem-fim tipo globoidal/roda helicoidal Estes tipos de engrenagens têm sido bastante usados em redutores para a transmissão de força de todos os tipos até 1400 CV. guindaste motorizado. furadeiras verticais e plainas limadoras. Por exemplo: para transporte contínuo.

Em equipamentos mecânicos em geral são recomendados materiais como o aço endurecido (como aços ABNT 1010. usando-se a equação abaixo: de + de2 − 2 ⋅ C m= 1 (4. “de2” é o diâmetro externo da coroa e “C” a distância entre centros. Sob condições de escorregamento elevado. Dr.4. O quadro 4.9 mostra várias equações usadas em dimensionamento deste tipo de 143 . FONTE: Fotografado por ALBERTON. 1050). Cláudio R. 4. o bronze com elementos químicos aditivos para proporcionar a autolubrificação.Mecanismo de redutor de rotação. Quando o problema é calcular as dimensões do parafuso sem-fim e da coroa a serem fabricados. Losekann Figura 4. Outra aplicação do par sem-fim coroa é no mecanismo de afinação de violões e de odômetros.32 – Parafuso sem-fim e coroa.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.2 – DIMENSIONAMENTO DE SEM-FINS Em geral transmissão de potência por intermédio de coroa e parafuso sem-fim requer grande resistência do material. Vários materiais podem ser empregados desde que se tenha a certeza da necessidade de resistência ao desgaste também. A. embora a figura acima mostre componentes (coroa/parafuso) feitos de bronze e plástico. é preciso calcular o módulo. C.1020 cementados e1045. Figura 4. Outro aspecto construtivo é o bom acabamento como retificação e polimento.79) 4 Onde: “de1” é o diâmetro externo do parafuso sem-fim.31 .

9 .15° e = 1. Quadro 4.84) n2 = revoluções da coroa Z2 144 .81) 2 Módulo dp mn p mc = = = circunferencial Z cos β π Módulo normal p dp m n = mc ⋅ cos β = n = .15° dente b = 1.5°.167 m n para β = 14.5°.38⋅ p + 6 para parafuso sem-fim com (4.82) dp1 = do sem-fim com tan β número de entradas dp1 = q 0 ⋅ m n >1 Número de dentes n q0 = e aparentes tan β Diâmetro externo de = dp + 2m n Diâmetro interno di = dp − 2b Altura da cabeça do a = mn dente Altura do pé do b = 1.167 m n para β = 14.250 m n para β = 20° Folga no pé do dente e = 0. cos β π Z Diâmetro primitivo m ⋅Z p⋅Z dp = mc ⋅ Z = n = cos β π Diâmetro primitivo ne ⋅ mn (4. Losekann engrenamento. Cláudio R. Ítem Fórmula Equação Número de dentes dp Z= mc Diâmetro maior d 2 = de2 + 2 R(1 − cosδ ) (4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.250m n para β = 20° Espessura circular π ⋅ mc s= do dente 2 (circunferencial) Largura da coroa L = 2. Dr.15⋅ p + 5 para parafuso sem-fim com uma ou duas entradas Passo normal do p n = m n π = p cos β dente Passo pn π ⋅ dp π ⋅ mn p = mc π = = = circunferencial ou cos β Z cos β aparente Passo da hélice π ⋅ dp π ⋅ mc ⋅ Z Z ⋅ pc Z ⋅ m ⋅ π ph = = = = (serve para o fresado tan β tan β tan β senβ do dente) Número de n1 ⋅ ne (4.83) uma ou duas entradas L = 2.Quadro de fórmulas para parafusos sem-fim e coroa.80) Raio R=I− de2 (4.

28mm e) Passo frontal: p = mc ⋅ π = 2.95mm Uma condição tridimensional de carregamento existe no engrenamento de sem-fim.38⋅ 6.08 + 2 ⋅ 2 = 28. Componentes tangencial radial e axial atuam em conjunto.85) 2 145 .38⋅ p + 6 L = 2. ângulo de inclinação da hélice β = 5° e ângulo de pressão φ = 20º.25 ⋅ 2 = 2. Losekann Ângulo de pressão = φ = 14.35 + 2 ⋅ 2 = 104. Sendo “Ft” a força tangencial que o sem-fim imprime ao conjunto. Dr.08 ⎠ m) Largura da coroa: L = 2.35 = 62.25mn = 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dimensionar um par parafuso sem-fim de uma entrada com coroa que deverão engrenar com mn = 2.35mm .35mm de1 = dp1 + 2mn = 24.215 − 104. o torque “Mt”do parafuso sem-fim pode ser determinado por: dp M t = Ft ⋅ 1 (4.30°ou 40° variando com ângulo de filete pressão 14. m ⋅ q + mn ⋅ Z 2 C=I= I= n 0 centros 2 2 Relação de i= n2 Z1 dp1 = = transmissão n1 Z 2 dp2 Ângulo do chanfro ⎛ dp1 ⎞ da coroa δ = arccos⎜⎜ ⎟⎟ ⎝ de1 ⎠ Exemplo 5. Cláudio R.35 − 2 ⋅ 2.007 mm cos β cos 5° b) Diâmetro primitivo: dp2 = Z 2 ⋅ mc = 100.007 ⋅ π = 6.5 = 4.215mm 2 2 k) Raio: R = I − de2 R = 62.08mm c) Diâmetro externo: de2 = dp2 + 2mn = 100. O número de dentes do parafuso é 12 e o diâmetro primitivo é 24 mm.30mm f) Altura do pé do dente: b = 1.5mm i) Diâmetro interno: di2 = dp2 − 2b2 = 100. φ n Ângulo da fresa Ângulo de flanco do α = 29°. mn 2 a) Módulo circunferencial: mc = = = 2.08mm d) Passo normal: pn = mn ⋅ π = 2 ⋅ π = 6.35 = 10.28+ 6 = 20.50 = 95.50mm g) Altura da cabeça do dente: a = mn = 2mm h) Altura do dente: h = a + b h = 2 + 2.5° ÷ 20°.08 ⎞ l) Ângulo de chanfro da coroa δ = arccos⎜⎜ 1 ⎟⎟ δ = arccos⎜ ⎟ = 30.5°.04mm 2 2 ⎛ dp ⎞ ⎛ 24.08 + 100. 15° e 20° Ângulo de pressão tan φ n tan φ = circunferencial cos β Ângulo de β = 5° ÷ 30° inclinação da hélice Distância entre dp1 + dp2 .96° ⎝ de1 ⎠ ⎝ 28.35mm j) Distância entre centros: C = I = dp1 + dp2 I= 24. dp1 = Z1 ⋅ mc = 24.

89) ⎜ ⎟ t2 ⎝ q0 ⎠ ⎜ Z 2 ⋅σ ⎟ cont . 2 ⎛ ⎞ ⎜ ⎟ ⎛ Z2 ⎞ ⎜ 540 ⎟ ⋅ M ⋅ Kc ⋅ Kd I = ⎜⎜ + 1⎟⎟ ⋅ 3 (4. “Kc” é o fator de concentração de carga. os valores de “Kc” podem ser superiores.88) 2. “Mt2” é torque no eixo da coroa.1 para v2 ≤ 3m/s.6 Um valor prático para cálculos iniciais é o valor médio recomendado pela (AGMA): I 0. A classificação do engrenamento do sem-fim é dada pela suas qualidades em resistência ao nível de potência de entrada.957 ≤ dp ≤ (4.2 Tem-se uma expressão que fixa a distância entre centros a partir de diferentes valores.90) tan β O fator de concentração “Kc” é igual a 1 quando houver uma regularidade de aplicação de carga. A classificação AGMA é baseada nos critérios mais comuns de falha que é o desgaste em altas velocidades de deslizamento. essa classificação é baseada em um ciclo de 10 horas de uso contínuo por dia de serviço sob uma carga uniforme definido como fator de serviço 1.0. dado por: N [ cv ] M t = 71620 ⋅ [ kgfcm ] (4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.1 à 1. “Kd” é fator dinâmico de carga. etc. I 0.máxima ⎝ q0 ⎠ Onde: “ q0 ” é o numero de dentes aparentes ou número de módulo contido no sem- fim.0 à 1. Logo: Kd = 1. podendo ser próximos de 2. teoricamente. Quando a carga é variável. Losekann O momento torsor desenvolvido ou aplicado é determinado pela potência de transmissão que às vezes depende do motor acoplado. ter qualquer diâmetro desde que a seção transversal de seu dente (passo axial) iguale o passo circular da coroa. numero de dentes.957 I 0. “σcont. esforços. como características de materiais. Assim o diâmetro do sem-fim pode ser selecionado independentemente do diâmetro da coroa. O valor “Kd” varia em função das velocidades tangenciais da coroa. máxima” é tensão de contato máxima (kgf/cm2).2 para v2 > 3m/s. n q0 = e (4. 146 . Kd = 1.87) 3 1. tendo como início a fixação da distância entre centros “I”. A American Gears Manufactures Association (AGMA) recomenda os seguintes valores para mínimos e máximos para diâmetro primitivo. Dr.86) n[ rpm ] Desta forma o parafuso sem-fim pode. Cláudio R.957 dp ≅ (4.

Quadro 4. conforme a tabela 2.5-1. tem-se os valores recomendados do ângulo de atrito “ρ” para diferentes velocidades de deslizamento dado em m/s.0-3.adm ” é a tensão de contato admissível (kgf/cm²).adm = 400 kgf/cm² Bronze coquilhado σ cont.máxima = σ cont . dado por: N = 60 ⋅ H ⋅ n2 ⋅ nev (4.0 Valores de σ cont.94) tan (β + ρ ) Onde “ρ” é o ângulo de atrito.Valores da velocidade de deslizamento e da tensão de contato admissível. Onde “K” é dado por: 107 K =8 (4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. dado por: σ cont .93) Sendo: “ n 2 ” o número de rotações da coroa [rpm].adm = 600 kgf/cm² Sabe-se que o rendimento do par coroa/sem-fim é relativamente baixo. “H” o número de horas de solicitação.92) N Sendo “N” o número de ciclos de aplicação da carga. Dr.5 0.adm (kgf/cm²) Aço 1020 2000 1600 900 _ _ Cementado 1200 Aço 1045 1800 1500 700 _ _ 1100 Aços temperados _ _ 2200 1800 1200 Bronze fundido em areia σ cont.91) Onde: “ σ cont.0 6.máxima ” é a tensão de contato máxima (kgf/cm²). “ σ cont. Cláudio R. maior é a eficiência (η) de um par coroa e sem fim. Na tabela 1.0 2. Material do parafuso Velocidade de deslizamento (m/s) sem-fim <0.0 4. “ nev ” é o número de vezes que o dente engrena numa volta.10 . e que varia com a condição de atrito e com o ângulo de inclinação. A tabela 2 mostra que quanto maior for o ângulo d de hélice (β). “K” é o fator de atuação de carga. Losekann A tensão de contato é uma função da velocidade de deslizamento entre o parafuso sem-fim e a coroa. 147 .adm ⋅ K (4. Assim o rendimento do acoplamento é dado por: tan β η= (4.

5 71. serviço normal.7 20.0 25. Velocidade de Ângulo de atrito ( ρ ) Deslizamento (m/s) 0. b) A rotação do eixo de saída será de 60 rpm. Ângulo de hélice (β) Eficiência η (%) 1.96: Vt = π ⋅ n2 ⋅ dp2 (4. dureza superficial 50 HRC. Losekann Tabela 4.0 76.95: π ⋅ n1 ⋅ dp1 Vt = (4.0 62. c) Características da transmissão: Duração de 10.0 25. ângulo de inclinação da hélice β =17°.0 89.5 6°00’-2°50’ 2 2°30’-2°00’ 2.2 2. Dados.5 2°20’-1°40’ 3 2°00’-1°20’ 4 1°40’-2°00’ 7 1°20’-1°00’ Tabela 4.8 15.5 46.92.2 A velocidade tangencial no diâmetro de primitivo do sem-fim é dada pela equação 4.0 82. b) Características da coroa: bronze coquilhado.96) Exemplo 6.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.5W. a) Características do parafuso: Aço ABNT 1045.0 86. número de entradas ne = 3.8 5. Cláudio R. eixos cruzados a 90°. rendimento da transmissão 0. Determinar a distância entre centros ideal de uma transmissão feita por coroa e parafuso sem-fim com as seguintes características: a) o parafuso será acionado por um motor elétrico com potência “N =22.0 88.2 10.1: Velocidade de deslizamento e seus respectivos ângulos de atrito.1-1.6 7.000h. 148 .000W e rotação n = 1200rpm.2: Ângulo de hélice e eficiência.95) cos β A velocidade tangencial no diâmetro de primitivo da coroa é dada pela equação 4.0 30. Dr. 1cv = 735.

8 tan 17° 1.852 = 1789.1) Potência em cv = N=22.6) Pressão máxima de contato: σ cont .adm ⋅ K σ cont .2kgf / cm 2 σ cont.adm = 2100 .92kgfcm i 2 ⎛ ⎞ ⎜ ⎟ ⎛ 60 ⎞ ⎜ 540 ⎟ I =⎜ + 1⎟ ⋅ 3 ⋅ 32937 ⋅ 1 ⋅ 1.máxima = 1789kgf / cm 2 ne 1.5) Número de dentes do parafuso: i = Z1 Z2 1 Z1 60 = Z1 = =3 20 60 20 1. adotou-se σ cont . Losekann 1) Determinação da distância entre centros 1. Cláudio R.852 N 36 ⋅ 106 kgf Como o aço é 1045 e temperado.8) Distância entre centros: 2 ⎛ ⎞ ⎜ ⎟ ⎛ Z2 ⎞ ⎜ 540 ⎟ ⋅ M ⋅ Kc ⋅ Kd I = ⎜⎜ + 1⎟⎟ ⋅ 3 ⎜ Z ⎟ t2 ⎝ q0 ⎠ ⎜ 2 ⋅σ ⎟ cont .5 = 30 cv N [ cv ] 1.máxima ⎝ q0 ⎠ M t1 ⋅ η M t2 = M t 2 = 32936.5 kgfcm 1200 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.3) Relação de transmissão: i = n2 = Z1 = dp1 n1 Z2 dp2 n2 60 1 i= = = n1 1200 20 n1 ⋅ ne 1200 ⋅ 3 1.1 ⎝ 9.000/735.4) Número de dentes da coroa: Z 2 = Z2 = = 60 n2 60 1.7) Número de dentes aparentes: q0 = tan β 3 q0 = q 0 = 9. Dr.8 ⎟ ⎝ ⎠ 149 .máxima = σ cont .2) Determinação do torque: M t = 71620 ⋅ [ kgfcm ] n[ rpm ] 30 M t = 71620 ⋅ = 1790 .8 ⎠ ⎜ 60 ⋅ 1789 ⎟ ⎜ 9.máxima = σ cont . cm 2 σ cont .adm ⋅ K N = 60 ⋅ H ⋅ n2 ⋅ nev N = 60 ⋅ 10000 ⋅ 60 ⋅ 1 = 36 ⋅ 10 6 107 107 K =8 K =8 = 0.máxima = 2100 ⋅ 0.

67 − 2 ⋅ 10.25mm h) Altura da cabeça do dente: a = m n = 9mm i) Altura do dente: h = a + b h = 9 + 10.41 ⋅ π = 29.45 ⎝ 9.17mm k) Raio: R = I − de2 582.67mm cos β cos 17° Parafuso .81° ⎝ de1 ⎠ ⎝ 81.dp 2 = mn ⋅ Z 2 = 9 ⋅ 60 = 564.15⋅ p + 5 L = 2.25mm j) Diâmetro interno: di2 = dp2 − 2b2 = 564.27+ 5 = 65.8 + m n ⋅ 60 I= 317 = n mn = 9. I = m n ⋅ q 0 + m n ⋅ Z 2 .10mm b) Determinação do diâmetro primitivo: dp = mc ⋅ Z = mn ⋅ Z = p ⋅ Z cos β π Coroa .53 ⎠ m) Largura da coroa: L = 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.67 R = 317 − = 25.665mm 2 2 ⎛ dp ⎞ ⎛ 63.53 ⎞ l) Ângulo de chanfro da coroa δ = arccos⎜⎜ 1 ⎟⎟ δ = arccos⎜ ⎟ = 38. Dr. determine as outras características de projeto do par. Em relação ao exercício do exemplo.27 mm f) Passo frontal: p = mc ⋅ π = 9.53 + 2 ⋅ 9 = 81.25 = 19.25 = 544.78mm 150 .56mm g) Altura do pé do dente: b = 1.dp1 = I ⋅ 2 − dp 2 dp1 = 314.25m n = 1. Losekann ⎛ 60 ⎞ I =⎜ + 1⎟ ⋅ 4.53mm e) Passo normal: p n = mn ⋅ π = 9 ⋅ π = 28.1⋅ 2 − 564.25 ⋅ 9 = 10. a) Determinação do módulo do engrenamento Distância entre centros: I = dp1 + dp 2 .53mm mn 9 c) Módulo circunferencial: mc = mc = = 9. Cláudio R.67 mm de1 = dp1 + 2mn = 63.69cm I ≅ 317mm Exemplo 7.67 = 63.67 + 2 ⋅ 9 = 582.083 2 2 Adotando mn = 9 e recalculando a distância entre centros tem-se: I = 314.15⋅ 28.8 ⎠ I = 31.41 cos β cos 17° d) Diâmetro externo: de2 = dp 2 + 2mn = 564. 2 2 mn ⋅ q 0 + m ⋅ Z 2 m ⋅ 9.

permitindo o emprego de grandes velocidades periféricas.motosclassicas70. Fonte: <www. Possuem a forma de tronco de cone no qual seu vértice é o ponto de convergência do prolongamento da inclinação de seus dentes. Devido a essas características.iol. A Figura 28 exemplifica a aplicação destas engrenagens no conjunto diferencial do automóvel. Fonte: <www.5 . Com esse aumento da duração do engrenamento.autoportal. A Figura 27 abaixo ilustra exemplos de engrenagens com dentes curvos.com. Figura 4. o engrenamento cônico com dentes curvos é aplicado em árvores de transmissão do diferencial em veículos de cargas. eixos cujas linhas de centro se interceptam normalmente inclinadas a 90° dependendo da aplicação. como caminhonetes e caminhões. pois os esforços estão mais distribuídos.pt> 151 .Engrenagens cônicas com dentes curvos.34 . Cláudio R.ENGRENAGENS CÔNICAS As engrenagens cônicas são elementos de transmissão de energia e movimento associados a eixos concorrentes. inclinados ou ainda curvos em relação ao eixo de rotação das engrenagens.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Conjunto diferencial de automóvel.33 . Losekann 4. pois há mais de um dente em contato ao mesmo tempo mantido por um engrenamento contínuo sem folgas evitando impactos e ruídos. Figura 4. em máquinas de alta capacidade de carga ou em qualquer outro mecanismo mecânico aos quais são necessárias essas características. Os dentes podem ser retos. ou seja. assim como o aumento da capacidade de carga em função de uma área de contato maior entre os dentes.br> As engrenagens cônicas de dentes curvos são especialmente utilizadas em transmissões onde é necessário um movimento silencioso. Dr.pt> <www. Também possuem uma regularidade maior no movimento transmitido. tornando um acoplamento homogêneo e suave. permite-se uma redução da altura do dente.abrito.

Fonte: Provenza (1978).CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS As engrenagens cônicas são acopladas de forma a transferir o movimento entre eixos da forma mais eficaz possível.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 152 . Enquanto isso. Fonte: Provenza (1978). Figura 4. sua denominação assim como os esforços atuantes ao realizar o engrenamento.Denominação das principais partes integrantes da engrenagem cônica. evitando-se ao máximo a perda de potência. “dp1” é o diâmetro primitivo do pinhão. Em vista disso. Figura 4. Losekann Um inconveniente que apresentam as engrenagens cônicas de dentes curvos é a elevada pressão axial provocada pelo engrenamento dos dentes.Tipos de curvatura. “dp2” é o diâmetro primitivo da coroa. o que a cremalheira representa para as engrenagens cilíndricas. “χ = δ1 + δ2” é a soma dos ângulos dos cones primitivos. é necessário estudar o funcionamento de suas partes integrantes. A figura 4.5. Dr. A roda plana é gerada pelo rolamento do cone primitivo sobre um plano.35 identifica quais as principais partes integrantes de uma engrenagem cônica. Para que isso ocorra. A roda ideal é gerada pelo rolamento do cone complementar sobre um plano. 4. “g” é a aresta lateral do cone primitivo. a roda plana representa para as engrenagens cônicas. os eixos devem ser adequadamente suportados por rolamento cônico de rolos cônicos ou rolamento autocompensadores de esferas.1 . Onde: “δ1” e “δ2” são os semi-ângulos dos cones primitivos.37 . “α1” e “α2” são os semi- ângulos dos cones complementares.36 . Cláudio R.

que são: espiral logarítmica e espiral de Arquimedes. 153 . Figura 4. a Figura 30 ajudará a compreensão quanto às diferentes curvaturas: Segundo sua utilização. Logo abaixo. têm-se variações.Engrenagens cônicas espirais (curvas): utilizadas para velocidades menores ou iguais a 40 m/s.2 . mas com inclinação zero. Fonte: Rossi (1970).PROCESSOS DE FABRICAÇÃO Sabe-se que para se fabricar engrenagens. . Dr. . espiral oblíqua.Engrenagens cônicas zerol: com dentes espiralados. ciclóide cônico. Até mesmo dentro do grupo de engrenagens de dentes curvos. pode-se classificar as engrenagens cônicas desta forma: . Portanto. dentes inclinados. epiciclóide prolongado. não se tem no mercado apenas um determinado tipo de engrenagem. 1) Dentadoras Gleason: podem realizar três tipos de dentes: espiral com ângulo zero (zerol). serão exemplificadas as ferramentas de fabricação. tais como as respectivas engrenagens que as mesmas podem produzir. evolvente de círculo. e com mecanismos de geração de flancos diferentes. Afinal.38 . e também a hipóide. existem processos diversos. ipociclóide prolongado. Losekann Os dentes das engrenagens cônicas podem ser adquiridos segundo diversos tipos de curvas. .5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. há um processo de fabricação diferente. mas com pequeno deslocamento entre os eixos. É importante ressaltar que para cada tipo de curva.Processo Gleason para obter os dentes helicoidais de rodas cônicas. Cláudio R. 4. para as quais se utilizam equipamentos de construção distintos.Engrenagens hipóides: com dentes espiralados. arco de elipse.Engrenagens cônicas de dentes retos: para engrenamento com velocidades periféricas menores ou iguais a 5m/s.

ideal para dentes em espiral. embora apresente mais vantagens.39 . Fonte: Fonte: Rossi (1970).Percurso das lâminas durante a fresagem de rodas cônicas. Fresa da dentadora Mammano exemplificada na ao lado.40 . Fonte: Rossi (1970). Losekann 2) Dentadoras Mammano: produz os dentes a espiral das rodas cônicas.Fresa frontal de lâminas aplicadas para a dentadora Mammano.40 ilustra o percurso realizado pela fresa da dentadora Oerlikon. Figura 4. Cláudio R. 154 . Figura 4. Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 3) Dentadoras Oerlikon: máquina moderna. Tem muitas semelhanças com a dentadora Gleason. A Figura 4. Apresenta vantagens das outras dentadoras já aperfeiçoadas (ex: Mammano).

Posicionamento da fresa cônica ilustrado na figura. falha por fadiga devido às tensões originárias de flexão e falha por fadiga superficial devido as tensões de contato hertzianas. Losekann 4) Dentadora Kingelnberg: emprega uma fresa mestre cônico para obter dentes em espiral. 4. Máquinas operatrizes modernas.RESISTÊNCIA DAS ENGRENAGENS A resistência dos dentes de engrenagens é baseada em três tipos de falhas possíveis: falha estática devido às tensões decorrentes de flexão.Distribuições das tensões nos dentes de uma engrenagem cilíndrica de dentes retos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Cláudio R.Posicionamento do criador cônico em relação à roda a cortar.6 . Figura 4. sobre uma coroa cônica. M. A análise mais simples da atuação da força sobre um dente reto foi apresentado em 1892 por Wilfred Lewis e ainda é a base para o cálculo de tensões de flexão em dentes de engrenagens na qual considerou a forma do dente. Dr.42 . 155 . A figura ao lado mostra um esquema da distribuição de tensão em um dente reto originada por uma força “F” do engrenamento por outra roda dentada. Figura 4. Fonte: Rossi.41 .

Losekann Decompondo a força em um sistema cartesiano e sobre uma viga engastada. 156 .98) L⋅m L ⋅Y Onde: “m” é o módulo e “Y” é um fator de forma. t M f ⋅c Ft ⋅ l ⋅ σ= = 2 = 6 ⋅ Ft ⋅ l (4. “P” é o “diametral pitch”. “l” é a distância da força aplicada a raiz do dente e “Ft” é a força transversal no dente. Dr.11 mostra valores de “Y” para determinados ângulos de pressão. Figura 4. a figura 4. Para simplificar. O quadro 4. é a razão entre a tensão de escoamento e um coeficiente de segurança. Através do tempo a equação baseada na tensão de flexão levou em consideração a forma.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. velocidade e acabamento da superfície que levou a expressão: 1 Ft ⋅ σ= Y = Ft ⋅ P (4.43 .97 e 4. “t” é a largura na raiz do dente. As equações 4.43 mostra esta situação. pode-se desenvolver a tensão pelos princípios da Resistência dos Materiais. geralmente.Distribuições das tensões nos dentes de uma engrenagem cilíndrica em plano cartesiano. Cláudio R.98 são tensões atuantes ou de trabalho e devem ser menor que a tensão admissível de projeto que.97) I L ⋅t 3 L ⋅t2 12 Onde “L” é a largura do dente (engrenagem).

236 0.327 0.264 12 0.312 13 0.290 0.301 7 0.353 0.409 0.438 34 0.318 0.5° 20° Pinhões 20° dente dentes pequenos rebaixado 20° normal 5 0.457 43 0.245 0.367 0.497 100 0.261 0.463 50 0.460 0.362 17 0.520 300 0.507 150 0.359 0.355 0. Losekann Quadro 4.346 0.397 0.425 28 0.350 16 0.384 0.388 20 0.390 0.422 0.432 30 0.374 0.333 0.264 11 0.406 24 0.11 – Valores do fator de forma Y.340 15 0.485 0.277 0.472 0.283 0.277 0.368 18 0.308 0.399 0.233 0.552 157 .322 0.264 0.340 0.400 22 0.447 38 0.303 0. Número de 14.245 0.447 0.416 26 0.435 0.264 10 0.535 Cremalheira 0.324 14 0.383 0.270 0.277 0.314 0.264 9 0.394 21 0.331 0. Dr.289 0.361 0.371 0.309 0.292 0.314 0.296 0.320 6 0.282 8 0.476 60 0. Cláudio R.211 0.346 0.264 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.337 0.254 0.485 75 0.378 19 0.270 0.328 0.

6.101) L ⋅ dp1 ⋅ Ig KH ⋅ ZR σ c = Z E Ft ⋅ K o ⋅ K v ⋅ K s ⋅ unidades SI (4. A equação de tensão de contato AGMA para a resistência à formação de cavidades é: Km ⋅C f σ c = C P Ft ⋅ K o ⋅ K v ⋅ K s ⋅ unidades habituais nos EUA (4. Na terminologia da AGMA. K v é o fator dinâmico. C f ( Z R ) é o fator de condição superficial. mas irá ser empregado a letra grega para esta propriedade. K s é o fator de tamanho. L é a largura do dente. J (YJ) é o fator geométrico para resistência à flexão . K o é o fator de sobrecarga. Ig ( Z t ) é o fator geométrico para a resistência a formação de cavidades. elas são conhecidas como número de tensão e são designadas pela letra minúscula “s”. P é o diametral pitch. K B é o fator de espessura de borda. Dr. m é o módulo.99) L J 1 KH ⋅ KB σ = Ft ⋅ K o ⋅ K v ⋅ K s ⋅ ⋅ unidades SI (4. N).1 – EQUAÇÕES DE TENSÃO AGMA Duas equações fundamentais de tensão são utilizadas na metodologia AGMA – uma para flexão e outra para resistência a formação de cavidades (tensão de contato).102) L ⋅ dp1 ⋅ Z t Tem-se: C P ( Z E ) é um coeficiente elástico ( lbf / in 2 . Cláudio R.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 158 .100) L⋅m YJ Tem-se: Ft é a carga transversal (lbf. em vez da letra grega “σ”. Losekann 4. A equação de tensão de flexão AGMA fundamental é: P Km ⋅ KB σ = Ft ⋅ K o ⋅ K v ⋅ K s ⋅ ⋅ unidades habituais nos EUA (4. N / mm 2 ).

autores utilizam a letra “S” ou “Sa” para representar resistência ou às vezes a tensão admissível ou número de tensão admissível. diz-se que a tensão admissível é uma tensão teórica que se aplica considerando o limite de resistência do material.adm = ⋅ unidades habituais nos EUA (4. denominado também de tensão atuante. K T ( Yθ ) é o fator de temperatura. ou seja.101) S H KT ⋅ K R S Z ⋅Z σ C .6. K R ( YZ ) é o fator de confiabilidade. N / mm 2 ).adm = HP ⋅ N W unidades SI (4. utilizar-se-á simbologia similar a empregada na seção 4.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.102) S H Yθ ⋅ YZ Tem-se: S c ( S HP ) é a resistência admissível de contato ( lbf / in 2 . 159 .2 – EQUAÇÕES DE TENSÃO ADMISSÍVEL AGMA A literatura de Elementos de Máquinas usa muitos símbolos para descrever equações que produzem determinados comportamentos dos materiais ou de elementos de máquinas e a variedade de símbolos causam muitas confusões. que talvez seja a melhor designação para condição de serviço. as resistências são modificadas por vários fatores que produzem valores limite da tensão de flexão e da tensão de contato de trabalho.1. Cláudio R.6. No procedimento AGMA. Z N é o fato de carregamento cíclico de tensão. C H ( Z W ) é o fator de razão de dureza para a resistência à formação de cavidades. que para alguns aços é a tensão de escoamento dividida por um coeficiente de segurança dado pelo projetista do equipamento. O termo “tensão admissível” é às vezes confundido com “resistência”. S F é o fator AGMA se segurança.103) S F KT ⋅ K R S Y σ adm = FP ⋅ N unidades SI (4. Por outro lado. Dr.104) S F Yθ ⋅ YZ Tem-se: S t ( S FP ) é a resistência à flexão ( lbf / in 2 . que ocorre durante o serviço. N / mm 2 ). A equação de tensão admissível de contato AGMA para a resistência à formação de cavidades é: Sc Z N ⋅ CH σ C . YN é o fato de carregamento cíclico de tensão. geralmente. tipo de carregamento e outros. empregando-se a letra grega “σe τ”. A resistência é o valor determinado muitas vezes experimentalmente e costumam ter valores inferiores ao da característica do material em virtude de fatores como forma. Desta forma. tendo-se: A equação de tensão admissível de flexão AGMA fundamental é: St YN σ adm = ⋅ unidades habituais nos EUA (4. Para não confundir com tensão. Losekann 4.

160 . uma mudança no sentido da transmissão. até que os dois dentes estejam completamente acoplados. os eixos podem ser concorrentes ou reversos. engrenagem helicoidal.7.ENGRENAGEM CRUZADA HELICOIDAL Engrenagem cruzada helicoidal se diferencia dos outros tipos por não ser um caso de construção específica da engrenagem e sim por ser apenas o caso de uma montagem específica de um tipo de engrenagem já existente. Losekann 4. Existem cinco tipos principais de engrenagens cruzadas: engrenagem cilíndrica helicoidal cruzada. Figura 4. Cláudio R. obtendo-se assim. São usadas quando se é necessário reduções de transmissão.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. parafuso sem-fim. o contato se inicia em uma extremidade dos dentes e gradualmente aumenta na medida em que as engrenagens giram. Na montagem comum de par de engrenagens. A figura ao lado mostra um par de engrenagens helicoidais em montagem normal. ou seja.1 . engrenagem espiróide. Essa montagem específica é representada pelo cruzamento dos eixos das engrenagens em questão.7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS Define-se por engrenagem cruzada a montagem específica de diversos tipos de engrenagens em que os eixos de transmissão não são paralelos.45 – Par de engrenagens helicoidais (eixos paralelos). no caso. São utilizadas para transmitir um movimento de rotação entre dois eixos que conservam uma posição qualquer entre eles. cônica. Figura 4.44 – Engrenagens cruzadas. quando dois dentes se acoplam. engrenagem hipóide e. 4. Dr. desde que não sejam paralelos.

e haverá um único ponto de contato entre os dentes da engrenagem em funcionamento. Figura 4. Normalmente se montam os pares de engrenagem helicoidais de mesmo sentido. assim. Isto não é necessariamente obrigatório. constituindo-se assim na montagem de engrenagem helicoidal cruzada. o contato entre as engrenagens passa a ser através de uma linha. tendo todas as combinações de montagem possível.46 – Par de engrenagens helicoidais cruzadas (eixos cruzados). Usam-se engrenagens helicoidais cruzadas em instrumentos que se deseja apenas posicionar ou fazer pequenos movimentos (não são recomendadas para transmissão de alta potência). Na figura a seguir tem-se um par de engrenagens helicoidais de eixos cruzados. Engrenagens helicoidais cruzadas são construídas pelos mesmos processos para fazer engrenagens helicoidais comuns. 161 . Até o ponto da montagem dos pares de engrenagens não há diferença entre as cruzadas e as comuns. Aplicam-se para relação de transmissão de até 1:5. uma engrenagem esquerda move outra esquerda. por exemplo. Desconhecida. Este engate gradual faz as engrenagens helicoidais operarem muito mais silenciosa e suavemente que as engrenagens de dentes retos. Figura 4. Losekann Na construção da engrenagem helicoidal. A proporção em que os dentes sofrem desgaste com o uso. Se esses ângulos das duas engrenagens em montagem estiverem corretos. ou seja. sentido de hélice e rotação para as engrenagens helicoidais cruzadas. Na figura ao lado mostra as relações entre empuxo axial. Utilizando-se os ângulos corretos de cruzamento de eixos podemos ter uma engrenagem esquerda movendo uma direita. de acordo com o sentido de hélice. elas podem ser montadas em eixos perpendiculares. os eixos das engrenagens estarão cruzados entre si. pois suportam somente pequenas cargas. Assim. Essas engrenagens são utilizadas para transmitir pequenas potências e pequenas distâncias de centro a centro e apresentam rendimentos próximos das engrenagens cilíndricas helicoidais. Cláudio R. sentido de hélice e rotação. os dentes são cortados em ângulo com a face da engrenagem.47 – Relações entre empuxo axial. Por esse motivo não se deve aplicar esse tipo de montagem para trabalhos muito pesados. com o ângulo de rotação ajustados à 90º. Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

São mais usadas em aplicações que necessitam de grande redução de velocidade e que os eixos não podem se cruzar. a qual é obtida pela razão entre os números de dentes.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 162 . por exemplo. então por isso não podem se usar os diâmetros primitivos para a obtenção da razão de transmissão.ENGRENAGEM HIPÓIDE Engrenagens hipóides constituem em uma montagem muito semelhante às engrenagens cônicas em vários aspectos. A principal diferença da montagem hipóide das outras montagens de engrenagem cônicas. Isso significa que em todas as posições de engrenamento. Quando os ângulos de hélice não são iguais deve-se usar a engrenagem com o maior ângulo de hélice como a motora se ambas as engrenagens tiverem o mesmo sentido de hélice.5º dá bons resultados.2 . é preciso que as engrenagens sejam fabricadas com pequeno ângulo de pressão e grande altura de dente. isto é. Muitas proporções diferentes ocasionam boa ação dos dentes. Entretanto. Losekann No projeto de engrenagens helicoidais cruzadas obtêm-se a velocidade mínima de deslizamento quando os ângulos de hélice são iguais. a carga será compartilhada por pelo menos 2 pares de dentes. Não há padrão para as proporções dos dentes de engrenagens helicoidais cruzadas. 4. o eixo do pinhão é deslocado abaixo ou acima do eixo da engrenagem. Projetistas desse tipo de montagem de engrenagens geralmente adquirem os melhores resultados quando há uma razão frontal de transmissão de pelo menos 2. Cláudio R. é que os eixos entre o pinhão e engrenagem não se interceptam. Os diâmetros primitivos das engrenagens não têm uma relação direta com o número de dentes. A ação dos dentes numa engrenagem hipóide é uma combinação de rolamento e do deslizamento ao longo de uma linha reta e tem muito em comum com o de uma engrenagem sem-fim. Para adquirir esta razão. A figura abaixo ilustra uma montagem de engrenagem hipóide. e em aplicações que necessitam de silêncio e leveza no seu funcionamento.7. Figura 4. assim como seus componentes. Quando a hélice tem um ângulo de 45º.48 – Arranjo da engrenagem hipóide. não é necessário usar os mesmos ângulos de hélice para as duas engrenagens. um ângulo de pressão de 14. Ambas têm os eixos cruzados. Dr.

49 – Diferencial de automóvel. Dr. assim como as helicoidais cruzadas vistas anteriormente. 163 . A engrenagem cônica espiral tem uma eficiência maior do que a hipóide (97% contra 92% a 96% respectivamente). Losekann Ao contrario da regra geral para as outras engrenagens. onde ocorre a última transmissão da potência do motor antes de chegar às rodas. Uma aplicação comum e de grande utilização das engrenagens hipóides é no diferencial de automóveis e caminhões. cuja quantidade de dentes freqüentemente não baixa de 12 dentes para uma relação alta. hipóides e pinhões não possuem relação do diâmetro primitivo com o número de dentes. Cláudio R. Figura 4. ocupando menor espaço em comparação com uma engrenagem cônica.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. juntamente com o par de engrenagens hipóide.50 – Diferencial de caminhão. Porém não se usa a engrenagem cônica espiral no lugar da hipóide por que ela não consegue transmitir tanto torque quanto a engrenagem hipóide. A figura abaixo mostra os componentes de um diferencial. Pinhões de hipóides conseguem uma elevada relação de transmissão com pouco mais de 5 dentes. Figura 4.

3. R. Santa Maria. KIRCHOFF. 6. Gustav. Elementos de máquinas. 1996. v. Noções básicas de elementos de máquinas. 7. Santa Maria. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. 2007. L. Engrenagens Cruzadas. Santa Maria. R.2. Porto Alegre: Ed. E. Dr.. 8. Elementos de máquinas.. Trabalho Acadêmico – Universidade Federal de Santa Maria. E. TELECURSO 2000 profissionalizante. (Material didático da disciplina Elementos de Máquinas I. Cláudio R. do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Maria). J. NICHELE. C.UFSM. G. MISCHKE.A. Elementos de máquinas I. L. 1998. Mecânica . Elementos de máquinas. L. São Paulo: Ed. et al. 32f. 2007.. 10.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.A. Edgard Blücher Ltda. et al. 1980. F. 7ª edição. 24f. SHIGLEY. v. 32f. 1984. P. NIEMANN. 164 . 2.. BUDYNAS. Santa Maria. 4. 49f. Bookman. F. 5. et al. 2007. Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais. Trabalho Acadêmico – Universidade Federal de Santa Maria. São Paulo: Ed. SENAI-ES. Losekann REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. J. Engrenagens cônicas de dentes curvos. v. A. 9. Trabalho Acadêmico – Universidade Federal de Santa Maria. Projeto de engenharia mecânica. 2005. NEUENFELDT. M. v. Globo S. 2007. et al. CABRAL.. Santa Maria: Departamento de Fabricação – Centro de Tecnologia ..1. SHIGLEY.. 3. 3ª edição. Trabalho Acadêmico – Universidade Federal de Santa Maria. 1982.. A. Parafuso Sem-Fim.. PEROTTI.2. A.

utilizam-se acoplamentos por intermédio de polias. Os motores elétricos. 5. ou a distância do centro ao nível médio da correia. ou engrenagens.1) RB n A 165 . Este formato permite maior rigidez no acoplamento entre polia e correia. como mostra o esquema de transmissão na figura 5. a velocidade escalar das polias serão iguais. as máquinas que são acionadas pelos motores elétricos ou por motores de combustão. Assim. No entanto. m. “n” é a freqüência. pode-se dizer que a velocidade tangencial da polia conduzida (B) é igual a velocidade tangencial da polia condutora (A). Na primeira. Em eixos independentes. em geral. As equações abaixo mostram a relação de transmissão entre os raios e freqüências dessas polias. permitindo transmissões a grandes distâncias e correção de eventuais desalinhamentos. correntes ou cabos. muitas vezes.1 – INTRODUÇÃO Elementos flexíveis para transmissão de potência são empregados para transmitir o movimento entre um elemento motor a um elemento movido. Nesse caso.2 .POLIAS As polias são peças cilíndricas movimentadas pelo eixo motor ou por correias. admitindo-se que a correia seja inextensível e que não ocorram escorregamentos. condutoras e conduzidas. têm uma freqüência de rotação fixa. geralmente expressa em rpm (rotações por minuto). Figura 5. Devido a isso.1.1. as polias são acopladas por duas correias em forma de V (vista da secção transversal). Cláudio R.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. considerando que a velocidade tangencial nas polias é a velocidade linear da correia. A relação de transmissão também deve ser verificada em engrenagens. precisam desenvolver diferentes freqüências de rotação. geralmente expressa em mm.1 .Sistema de transmissão. São duas formas de acoplamentos de polias. V A = VB ⇒ 2πR A n A = 2πRB n B ⇒ R A n A = RB n B R n i= A = B (5. mostrada na figura 5. A velocidade tangencial é expressa pela equação V = 2πRn onde “R” é o raio da polia. Losekann 5 – ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO FLEXÍVEIS 5. As polias fazem parte de muitas máquinas. Muitos outros sistemas de transmissão com polias e correias utilizam correias planas. um exemplo disto é o conjunto polia-correia ou corrente. Dr.

são utilizadas como sinônimos. Essa superfície pode ser plana ou abaulada.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Além das polias para correias planas e trapezoidais. para correntes. Cláudio R.3 – Corte de polia trapezoidal. polias para correias redondas e para correias dentadas. Losekann Outro tipo de agrupamento de polias é quando polias de diferentes diâmetros estão no mesmo eixo. roda e polia. Figura 5. A polia trapezoidal recebe esse nome porque a superfície na qual a correia se assenta apresenta a forma de trapézio. o período e a freqüência das polias são iguais. Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta. Para esse tipo de agrupamento. A polia plana conserva melhor a correia enquanto que a polia abaulada guia melhor a correia. 166 . as palavras. As polias planas podem apresentar dois formatos na sua superfície de contato. existem as polias para cabos de aço. polias (ou rodas) de atrito.2 – Corte de polia plana e polia abaulada. As polias trapezoidais devem ser providas de canaletas (ou canais) e são dimensionadas de acordo com o perfil padrão da correia a ser utilizada. Elas podem ser planas ou trapezoidais. Dr. Algumas vezes. muitas são chamadas de polias escalonadas. a velocidade angular. Figura 5.

167 .4 – Tipos de polias.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Cláudio R. Losekann Figura 5. Dr.

para absorver a carga de tensão. As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. (b) Correia cruzada reversível e (c) Correia aberta reversível. Dr. etc. as correias apresentam como principais vantagens: a facilidade de montagem.Geometria de correias planas.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.1 . Cláudio R.CORREIAS Os elementos de transmissão flexíveis (correntes.CORREIAS PLANAS As correias planas normalmente são confeccionadas de uretano e também de tecido impregnado de borracha reforçado com cabo de aço. Losekann 5. Figura 5. As correias planas são silenciosas. 5. ou com cordas de náilon. • Em alguns casos é necessário o uso de uma ou mais polias intermediárias. Os principais tipos de correias são quanto ao formato: plana. eixos e mancais. como conjuntos de engrenagens. As transmissões de correias planas têm boas vantagens sobre as transmissões de engrenagens ou de correias trapezoidais. trapezoidais ou em V e correias dentada (sincronismo).3.3 . • Exceto para correias de tempo a razão das velocidades angulares dos eixos não é constante e nem exatamente igual à razão dos diâmetros das polias. eficientes a altas velocidades e permitem a transmissão de grandes potências por longas distâncias entre os centros. redonda. As correias de couro também são muito utilizadas. Geralmente as correias planas são adquiridas em rolos e cortadas. Citam-se abaixo algumas características das correias: • Possibilidade de uso para longas distâncias de centro. 168 . Fonte: Shigley (2005). Umas ou as duas superfícies podem ter um revestimento de fricção de superfície. e a compensação de pequenos desalinhamentos. Em suma. A eficiência das transmissões de correias planas alcança cerca de 98% que é aproximadamente o mesmo que as transmissões de engrenagens.5 . Todos os tipos possuem uma distância mínima entre eixos que depende do tipo de correia e do tamanho. (a) Correia aberta não-reversível.) são utilizados para a transmissão de potência onde a distância entre os acoplamentos é muito grande para a utilização de sistemas mecânicos. já as de correias trapezoidais tem eficiência variando entre 70% a 96%. a capacidade de absorver choques. a união é feita utilizando materiais fornecidos pelo fabricante. correias.

7. Outras vantagens das correias planas podem ser observadas nas figuras abaixo. supõe-se que os ângulos de contato para a polia maior e menor respectivamente sejam “β2” e “β1”.Transmissão com correias planas. com pontos de emendas em posições diferenciadas. se forem usados materiais de alta fricção. 2005. DIMENSIONAMENTO As equações que serão apresentadas abaixo são utilizadas para o dimensionamento e escolha das correias planas. Figura 5. Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. porém cabe salientar que as mesmas equações também podem ser utilizadas para o dimensionamento de correias redondas. pois assim aumenta-se o ângulo de contato.7 – Ângulos de contato em correia 169 .5 demonstra a geometria de transmissões de correias planas abertas e cruzadas. em vez de uma larga. quando as correias forem cruzadas devem ser separadas para prevenir roçamento. A figura 5.6 . Cláudio R. a) b) c) Figura 5. normalmente prefere-se que o lado bambo seja o superior. Quando a transmissão é posta em funcionamento no caso de correia aberta pode-se observar a formação de uma barriga ou caimento visível. Fonte: Shigley. Losekann Com freqüência são utilizadas mais de uma correia lado a lado. Considerando um sistema de transmissão de correia aberta conforme a figura 5.

mostrando forças e torques em uma polia. “C” distância entre centros. Losekann ⎛D−d ⎞ α = sen −1 ⎜ ⎟ [rad] (5.3) β1 = π − 2 ⋅ α [rad] (5. “w” é o peso por unidade de comprimento e “g” a aceleração da gravidade.10) g g Onde: “V” é a velocidade da correia.2) ⎝ 2C ⎠ β 2 = π + 2 ⋅ α [rad] (5. “ φ ” é ângulo efetivo. ciclos/min. m/s. 170 .V = .7) 2 As forças resultantes na polia podem ser encontradas com a seguinte equação. “ F2 ” é a tensão do lado folgado. que é chamada de equação de correia: F1 − FC = e fφ (5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Cláudio R.9) w 2 γ .6) ⎝ 2C ⎠ 1 L = 4C 2 − ( D + d ) 2 + ( D + d ) β (5. a velocidade da correia é: V = πdn [ft/min. “β” é ângulo de contato.8) F2 − FC Onde: “ F1 ” é a tensão do lado tracionado. Figura 5. “ FC ” é a tensão circunferencial decorrente da forças centrífuga.5) 2 As equações do ângulo de contato e do comprimento da correia em casos de correias cruzadas são as seguintes: ⎛D+d⎞ β = π + 2 ⋅ sen −1 ⎜ ⎟ (o ângulo é o mesmo para ambas as polias) (5. A figura ao lado é um diagrama de corpo livre de uma polia e parte de uma correia. 2 sendo encontrado pela seguinte equação: 1 L = 4C 2 − ( D − d ) 2 + ( Dβ 2 + dβ 1 ) (5. Fonte: Shigley.V (5. Dr. cm/s] (5. “γ” é o peso específico do material da correia. “d” e diâmetro da polia menor.8 – Diagrama de corpo livre. geralmente o ângulo maior “β2”. “b” é a largura e “t” a espessura.t 2 Fc = . 2005.4) Onde: “D” e diâmetro da polia maior. O comprimento da correia é dado pela soma dos comprimentos dos arcos com duas 1 vezes a distância entre o começo e o fim de cada arco de contato “ 4C 2 − ( D − d ) 2 ”. da polia de diâmetro “d”.b. A força “ FC ” também pode ser encontrada como segue: com “n” sendo a rotação em.

Estes métodos acomodam estiramentos temporários ou permanentes que possam vira a acontecer com a correia. a tensão inicial deverá ser: 1. Provida. Dr. “ ∆F ” é a tensão decorrente do torque transmitido “Mt”.13) D Somando-se as equações e fazendo as manipulações necessárias encontra-se uma equação para a força inicial Fi que a polia deverá ter: F1 + F2 = 2 Fi + FC (5. “ D ” é o diâmetro. 3.9 – Pré-tencionamento de correia. 171 . Losekann Da figura tira-se que as tensões com suas respectivas componentes aditivas podem ser expressas como: F1 = Fi + Fc + ∆F = Fi + FC + M t / D (5. Mantida por inspeção de rotina. Uma delas é montar o motor e a polia motora de modo que o peso do motor. “ FC ” força circunferencial decorrente da força centrífuga. O ponto crucial para um bom funcionamento das correias planas é a tensão inicial.14) F1 + F2 Fi = − FC (5. A figura ao lado mostra um esquema de pré- tencionar a correia.12) Onde “ Fi ” é a tensão inicial.15) 2 Dividindo a equação encontrada pela equação que fornece a diferença entra as forças e manipulando a equação encontra-se uma nova relação para Fi : M t e fφ + 1 Fi = (5. Outra maneira é através do uso de polia intermediária carregada por mola.15) D e fφ − 1 Esta equação é muito importante e nos fornece um discernimento fundamental sobre correias planas. nenhum torque é transmitido. Diminuindo uma equação da outra se encontra uma nova relação para a diferença entre as forças: 2M t F1 − F2 = (5. Figura 5. então o torque transmitido Mt também iguala-se a zero. 4. Sustentada.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Na quantidade apropriada. Disto conclui-se que para se ter uma transmissão de correias planas satisfatória. para controlar esta tensão existem várias maneiras. Se Fi for igual a zero. 2. da polia e demais acessórios induzam e mantenham a tensão inicial correta. se não há tensão inicial. ou seja. Cláudio R.11) F2 = Fi + Fc − ∆F = Fi + FC − M t / D (5.

17) e +1 Estas equações nos revelam como as correias funcionam.014 cv = 0. que é obtida D substituindo-se o valor do torque que se deseja obter e o diâmetro da polia.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann A partir da equação de Fi obtém-se a relação do valor de Mt/D que substituído nas equações para F1 e F2 que foram retiradas do diagrama de corpo livre obtemos: 2e fφ F1 = FC + Fi fφ (5.7 kcal/min 172 .ft/min = 10.Gráfico da tensão inicial 2M t contra a tensão de correia F1 ou F2. 2005.18) 33000 Lembra-se aqui. Dr. se elas forem plotadas em um gráfico contra Fi (figura 5. Fonte: D Shigley.7457kW =33000lbf. Figura 5. Cláudio R. mostrando o ponto onde a quantidade é encontrada.10 .10) podemos obter o valor da tensão inicial mínima para que a diferença entre F1 e F2 seja 2M t igual à quantidade . que a avaliação de unidades é muito importante e evita erros de dimensionamento.16) e +1 2 F2 = Fc + Fi fφ (5. Abaixo se tem as seguintes conversões: 1 hp = 1. A potência transmitida é dada por: H = (F1 − F2 )V ou (F − F2 )[lbf ] ⋅ V [ ft / s] H= 1 [hp] ou 550 H= 1 (F − F2 )[lbf ] ⋅ V [in / s] [hp] ou 6600 (F − F2 )[lbf ] ⋅ V [ ft / min] H= 1 [hp] (5.

00 A-2 0.77 0. usa-se um fator de serviço “ K s ” aplicado na potência nominal por correia da seguinte maneira: H d = H nom K s nd (5.92 0.19) Onde: “ H d ” é a potência de projeto.00 A-4 .6 a 4 4. 173 . Fonte: Shigley.00 1.00 1.00 1. Losekann A vida de uma correia normalmente é de vários anos. “Cv” corrige os efeitos de velocidades acima de 600ft/min e seus efeitos sobre a vida para correias de couro (ver figura 17).00 1.87 0. “ H nom ” é a potência nominal.Fator de correção de velocidade Cv para correias de couro. Tabela 5.Fator de correção de polia Cp para correias planas. Para o cálculo da força máxima admissível usam-se dois fatores de correção.5 a 8 9 a 12. Cláudio R. 2005.71 0.00 1. para correias de poliamida e uretano Cv = 1. “Cp” corrige a intensidade da flexão e seu efeito sobre a vida da polia (ver tabela 5. “ K s ” é o fator de serviço.00 1. O fator “ K s ” é o mesmo utilizado para correias trapezoidais e é apresentado na tabela 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.92 A-5 .00 A-3 .00 1. 2005. Fonte: Shigley.73 0.85 0. “ n d ” fator de projeto por exigências.00 F-0 0. 0. Diâmetro da polia menor (in) Material 1.1).96 1.2.91 Figura 5.95 1.86 0.72 0.00 Poliamida F-1 0.86 0.73 0.94 0. 0.70 0.19) Onde: “ ( F1 ) a ” força máxima admissível (lbf).5 14 a 16 18 a 31. “ C p ” é ofator de correção de polia.70 0. .96 1. .00 1.00 1.80 0. “ C v ” é o fator de correção de velocidade. “b” é a largura da correia (in) “ F ” é a força permitida pelo fabricante (lbf/in). Para desvios da carga a partir da nominal. 0.80 0.95 1.60 0.5 Couro 0.00 F-2 0.11 .70 0.96 1.1 .5 >31. Os fatores são considerados como segue: ( F1 ) a = b ⋅ F ⋅ C p ⋅ C v (5.00 1.5 0. Dr. .90 1.

Encontrar FC a partir da geometria da correia e da velocidade.50 1. D 5. Losekann Tabela 5.5 1.00 Redonda 3/8 2.00 Para evitar que as correias planas escapem das polias estas necessitam ser coroadas.2 a 1.75 2. 2M t 6. Encontrar F2 usando a relação F2 = ( F1 ) a − . Encontrar Fi A tabela abaixo contém os tamanhos mínimos de polia para correias de uretano planas e redondas.00 3.00 3/4 5. Tabela 5.Fator de serviço. Razão da velocidade de polia pelo comprimento de Estilo de Tamanho de correia rev/(ft. encontrar a quantia ( F1 ) a − F2 = necessária.63 0. 174 . Fonte: Shigley. Fonte de potência Maquina movida Característica Torque elevado ou nomal de torque não uniforme Uniforme 1. Encontrar FC . D 7. 3.00 7.50 Plana 0.44 0.25 2. Dr. 2.50 0..75 1/4 1. Cláudio R.1 a 1.4 Choque médio 1. Sempre que as polias não tiverem seus eixos na posição horizontal elas devem ser coroadas.Tamanhos mínimos de polia para correias de uretano.0 a 1.3 a 1.62 3.50x0.38 0.63 0.5 a 1. Encontrar o torque necessário Mt.25x0.50 4. A tabela 5 fornece o valor para a altura da coroa.3 Choque leve 1. caso somente uma polia for coroada esta deverá ser a maior.50 0. Fonte: Shigley.2 1.75x0.062 0.078 0.3 . Encontrar ( F1 ) a com a relação ( F1 ) a = b ⋅ F ⋅ C p ⋅ C v . pode-se listar os passos para a análise e dimensionamento de uma transmissão de correias planas: 1. 8. Ks. 2005.6 Choque elevado 1.min) correia correia (in) Até 250 250 a 499 500 a1000 0.75 1.4 a 1.4 1. A partir do torque Mt.00 1/2 3.8 Tendo em vista as equações apresentadas.090 0. Encontrar e fφ a partir da geometria da transmissão de correia e fricção. 2005.1 a 1.00 6.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.2 .3 1. 2M t 4.2 a 1.

b.5 0. redução. 35. A polia movida tem diâmetro de 18 in. de uma maneira tal que o lado folgado está em cima.5. a) Estime a tensão centrífuga Fc e o torque Mt.1 . 9 0.V 2 = . 14 0. A polia motora de 6 in gira a 1750 rpm.06 8.1524.05 5.03 2. Geometria de transmissão. Manutenção de tensão inicial.012 22. 7. em que Ks = 1. é usada para transmitir uma potência de 15 hp sob condições de choque leve. Figura 5. 4.012 12.6 0.016 31. e um fator de segurança igual ou maior que 1. F2 e Fi admissíveis. D.024 45. Dr. 3.05 0. 50.1 0. 3.55. .04 0. 28 0.Uma correia plana de poliamida A-3.012 12.03 0. 4.15 0.4. Exemplo 5. velocidade.25.3.1 é apropriado.Altura de coroa e diâmetros (Norma ISO) de polia para correias planas.06 0.2 0. calcula-se a velocidade da correia: π V = π ⋅ d1 ⋅ n1 = 0. são disponíveis em dimensões discretas que são encontradas nos catálogos dos fabricantes. 80 0. bem como a potência admissível Ha. Fator de projeto: nd. 5. 7.5 0.1524m).5.10 Para um projeto de transmissão de correia plana consistem em decisões de projeto: 1. Material de correia. 56 0. 2.020 40 0.t 2 FC = .4 .5 0. A distância entre centros é 8 ft (2.08 10.6.04 3. 6.05 0. d. Fonte: Shigley.05 0. Sendo que as espessuras e larguras que são as variáveis que determinam a tensão máxima. 25. Função: potência. 11. Diâmetro ISO Altura de coroa Diâmetro ISO Altura de coroa (in) de polia (in) (in) de polia (in) ≤ 10in ≥ in 1. Os eixos de rotação da polia são paralelos e estão no plano horizontal. 2.V g g 175 .5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.12 – Sistema de transmissão para uma correia plana Solução: a) Primeiramente.06 6.8. b) Estime F1.1750 = 13. 14 0. Losekann Tabela 5. 71.030 63. Cláudio R.07 0. com largura de 6 in (0.4384m). durabilidade. 2005.96m / s 60 A força centrífuga é obtida por: w γ . 4. Espessura de correia: t. fator de serviço e distância entre centros 2. Largura de correia: b 8. 5.

38 N ⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠ 176 .V = ⋅ 13.042 0.t 2 11400. F1 = 0. 2 2 Assim.1524 Figura 5. 2M t 2.8 A-4 0.1 Mt = = = 83. Dr.035 0.035 0.7.21 N/m3 t = 0.0.039 0.5 para A-3.2 N Através da figura abaixo. pode-se perceber que o torque na polia é: d d M t = FR .042 lbf/in3 = 11400.8 A-3 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Esquema das forças na polia.97 = 1203.17511.5.5 N d 0. por exemplo.3856 ⋅ H ( HP ) ⋅ k s .5 F-1 0.15. tem-se que: Fa = 100lbf/in = 17511.25 275 0.10-3m Tabela 5. Força admissível por Peso específico Coeficiente de Especificação Espessura (in) unidade de largura (lbf/in) (lbf/in3) atritoo F-0 0.b.07 60 0.0 = 1868.83.8.051 0.03 10 0.13 in = 3.25.11 60 0. 2007.302.039 0.1.21 ⋅ 0. Cláudio R.5 A-2 0.1.95 F2 = F1 − = 1868.5 ⎞ Fi = ⎜ 1 ⎟ − FC = ⎜ ⎟ − 113. Fonte: Desenhado por Ribeiro. o da tabela 5.5 F-2 0.1.13 100 0.97 N g 9.302.3856. γ . R.1.13 .96 2 = 113.1524.5: Propriedades das correias planas de poliamida. A tensão inicial que deve ser produzida na correia para que a transmissão funcione corretamente é chamada de Fi.0.7.95 Nm n( rpm ) 1750 b) A força no ramo tenso da polia é calculada a partir da equação: F1 = b ⋅ Fa ⋅ C p ⋅ C v Verificando a tabela 5.1524 ⋅ 3.2 + 766. O fator de correção de velocidade para correias de poliamida é Cv = 1.8 N/m A partir da Tabela 5. Dessa forma.2 − = 766. consegue-se o fator de correção de polia Cp = 0. H.037 0.10 −3 FC = . e é dada pela equação: ⎛ F + F2 ⎞ ⎛ 1868.2 175 0. Losekann O valor de γ e t são fornecidos pelo fabricante como. = ( F1 − F2 ).8 A-5 0.nd 7123. γ = 0.05 35 0.8 Assim.81 O torque na polia pode ser determinado através da equação: 7123.

pode-se controlar esta tensão através da depressão (flecha) gerada pelo próprio peso da correia. Losekann Por fim.2 − = 766.625 F2 = F1 − a = 1868. Observação: A tensão inicial é a chave para o funcionamento da correia plana. a correia possui um coeficiente bem maior do que o necessário.nd = 15. Cláudio R. a tensão inicial será a necessária para a transmissão.1524. o dimensionamento é satisfatório. = .1 = 20. = 3. Neste exercício. não tendo risco de ocorrer deslizamento. Dr.b.38 Dessa forma. e é obtido pela equação: ⎡D − d ⎤ φ = π − 2. a tensão inicial pode ser controlada através da depressão na correia: 1 L2 w 1 L2 γ .0165 ⎝ 766.5.7.sen −1 (0.54mm 8 Fi 8 Fi 8 1203.21.t 1 (2.1. consegue-se obter o valor do coeficiente de atrito necessário no sistema: 1 ⎛ F − Fc ⎞ 1 ⎛ 1868.8. calcula-se a potência admissível: H a = H .4384) 2 .sen −1 ⎢ ⎥ = π − 2.3.20. Logo.96 Resta agora saber se o dimensionamento será satisfatório. verifica-se que o coeficiente de atrito da correia escolhida (A- 3) é f = 0. 177 .97 ⎠ Analisando a tabela 5. No caso de grandes distâncias entre centros.328 φ ⎝ F2 − Fc ⎠ 3. Para isso. quando a depressão da correia for de 3. ou seja.5 N V 13.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.11400.1.0625) = 3. ln⎜ ⎟ = 0. assim: H 745.54 mm.25.302.10 −3 d= .0165 rad ⎣ 2 C ⎦ Assim.97 ⎞ f = ln⎜⎜ 1 ⎟⎟ = .k s .0. = .625hp A força no ramo folgado pode também ser calculada através da equação da potência: P(W ) = FR ( N ).V (m / s) = ( F1 − F2 ).V Mas P = Ha. utiliza-se a expressão: F − FC e fφ = 1 F2 − FC O nde φ é o ângulo de contato da correia com a polia em radianos.2 − 113.5 − 113.

J. A confecção das correias dá-se por meio de um elemento central de tração.Seção simplificada de uma correia trapezoidal.16 . em pequenas distâncias entre centros e são fáceis de montar. típicos das correias emendadas (planas).CORREIAS TRAPEZOIDAIS A correia em V ou trapezoidal é inteiriça. São usadas em veios paralelos horizontais com velocidades de 5 a 25 m/s. . o emprego da correia trapezoidal é preferível ao da correia plana porque: . podendo apresentar vida útil de até 10.000 horas. E resumo.Seção longitudinal e transversal de uma correia trapezoidal. Figura 5.Permite o uso de polias bem próximas. Figura 5.3. C. mas também maior atrito. Dr. Losekann 5. .14 – Correia trapezoidal ou em “V” acoplada em uma polia. é maior do que para correias planas. Figura 5.15 . A figura abaixo mostra com maior claridade os aspectos de confecção de correia trapezoidal e disto se percebe que a área de contato em uma polia. 178 . Cláudio R.Elimina os ruídos e os choques. Fonte: Desenhado por Daroit.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Praticamente não apresenta deslizamento.2 . com sulco em “V”. fabricada com seção transversal em forma de trapézio e são padronizadas por fabricantes. proporcionando melhor aderência. geralmente cordões de algodão. Estas correias funcionam silenciosamente. raiom ou nylon (para suportar as forças de tração) e envolta por material acolchoante como borracha ou composto sintético.

540.390.300. “ LC ” é a dimensão de correção de comprimento.42. 2005.38.64.180.420.93.420 D 120.8 2.360. Tabela 5.600.195.9 3.195.480.120.330. em polegadas.(D + d ) + (D + d )2 (5.68.300.46.3 4.3 1.660 DIMENSIONAMENTO Para calcular o comprimento primitivo da correia usa-se: π L p = 2C + .85. “ C ” é a distância centro a centro. Fonte: Shigley.158.144.90.240.20) 2 4C Onde “ L p ” é o Comprimento de passo primitivo.136.65.240.78.420.79.144.5 179 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Secção Circunferência (in) A 26.75.100. B 112.80. Fonte: Shigley. Dr.162.173.90.53.360. Losekann Tabela 5.660 E 180.330. “ d ” é o diâmetro primitivo da menor polia.128 35.7 .240.158.144.75.75.600.66.62.173.128.51.180.42.51.105.240.90.105.81.105.540.81. 2005.60.128. C 270.83.390.270.300.195.480.270.38.330.48. Cláudio R.66. Fonte: Shigley.60.270. Tabela 5.71.210.158.128.55.300 51.180.48.210.96.103.31.Circunferências internas de correias padronizadas. conforme tabela 5.97.33.53.162.96.64.85.120.Dimensões d e conversão de comprimento.8 .Exemplo de seções padronizadas de correias trapezoidais.7. Secção de Largura (in) Espessura (in) Correia 1 11 A 2 32 21 7 B 32 16 7 17 C 8 32 1 3 D 1 4 4 1 E 1 1 2 Para especificar uma correia trapezoidal.85. “ D ” é o diâmetro primitivo da maior polia. LC .57.55.62.71.136.57.60.360. deve-se especificar a letra conforme a tabela 5.131.112.210.173.68.210. Secção de Correia A B C D E Qualidade a ser adicionada 1.46.35.120.68.78.112.6 seguida pela circunferência interna. 2005.195.390.6 .

geralmente.21) ⎪⎩⎣ 2 ⎦ ⎣ 2 ⎦ ⎪⎭ Onde a distância entre centro deve satisfazer a condição D < C < 3 ⋅ (D + d ) Da mesma forma que nas correias planas. 180 . K1 = Fator de correção do ângulo de envolvimento.11. 34° e 38°. são 30°. 5. FC = Tensão circunferencial decorrente da forças centrífuga.45 e 0.9.22: H a = K 1 . 0. F1 − FC = e fφ (5. β 1 = Ângulo de contato da polia menor. H a = Potência admissível.H tab (5.10.(D + d )⎥ + ⎢ L p − .5. A potência admissível que a correia irá suportar pode ser calcula seguindo a equação 5. os ângulos de contato entre polias e correias trapezoidais são: ⎛D−d ⎞ α = sen −1 ⎜ ⎟ [rad] (5. Losekann A distância entre centros é dada por ⎧⎪⎡ π π 2 ⎫ ⎤ ⎡ ⎤ 2 ⎪ C = 0. F2 = Tensão do lado folgado. Dr.(D − d ) ⎬ (5.2) ⎝ 2C ⎠ β 2 = π + 2 ⋅ α [rad] (5. O coeficiente de atrito assume valores dependentes do ângulo de sulco da polia que.4) Onde: β 2 = Ângulo de contato da polia maior. Tab.(D + d )⎥ − 2.K 2 . ⎨⎢ L p − .8) F2 − FC Onde: F1 = Tensão do lado tracionado. φ = Ângulo efetivo. Tab. 5. A relação é idêntica a utilizada na equação 5.22) H tab = Potência padronizada de correias trapezoidais. 5.25. Estes ângulos proporcionam coeficientes de atritos próximos de 0.40 respectivamentes. Tab.3) β1 = π − 2 ⋅ α [rad] (5.8. K 2 = Fator de correção do ângulo do comprimento da correia.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Cláudio R.

92 16.00 7.50 24.46 10.90 18.30 35.70 16.66 1.00 1.44 3.90 33.50 20.30 26.10 36.80 26.70 24.29 2.96 4.53 0. Dr.90 26.80 2.20 30.80 14.8 1.0 2.60 32.19 4.27 1.50 5.31 10.74 8. Cláudio R.52 9.30 18.60 28.20 17.93 0.46 4.83 9.0 0.88 6.0 13.66 2.25 8.0 2. Losekann Tabela 5.58 A > 5.0 6.0 9.82 5.87 7.55 5.90 6.12 0.34 5.10 10.20 2.0 7.49 5.90 18.69 2.62 0.2 1.10 181 .09 1.07 1.08 1.0 6.60 17.06 8.0 5.82 11.47 0.29 4.89 2.20 19.71 4.64 2.22 4.72 2.65 7.96 2.89 11.00 10.76 2.55 1.60 15.40 23.0 4.15 3.45 6.0 12.11 9.03 1.40 9.53 1.4 0.50 14.72 1. Fonte: Shigley.00 21.33 2.92 3.31 1.62 12.10 19.38 2.80 30.6 1.62 3.00 17.0 2.6 1.34 2.21 7.20 23.0 11.0 1.10 20.26 11.70 20.8 0.17 2.0 1.94 4.86 7.70 E < 28 13.61 3.24 5.20 14.2 1. H tab .09 3. 2005 Diâmetro de Velocidade de correia [ft/min] passo primitivo Seção da correia de polia 1000 2000 3000 4000 5000 2.80 12.10 C > 12.00 22.4 1.12 8.6 0.35 11.23 4.36 5.14 6.70 31.85 3.15 9.0 7.40 22.18 13.0 3.90 11.28 4.80 37.00 6.09 6.80 15.0 8.12 3.27 12.01 13.50 13.13 6.0 10.03 2.60 30.09 7.44 2.40 15.26 0.89 4.00 16.00 D > 17.11 1.0 3.64 6.57 1.10 39.60 20.74 2.0 8.9 .39 10.40 21.0 4.68 14.20 26.6 1.Potência padronizada de correias trapezoidais.0 5.67 4.50 18.81 1.01 4.59 2.0 3.90 6.64 4.10 15.11 8.01 3.2 1.68 1.58 1.0 1.24 3.93 1.48 B > 7.70 21.94 4.48 3.87 3.84 2.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.20 11.82 3.99 2.44 2.00 13.84 10.10 5.01 1.66 13.71 9.90 17.38 3.92 2.

94 0. Fonte: Shigley.60 145.20 166.76 0.n ” para encontrar o valor tabelado de potência para a correia.96 0.95 48-55 62-75 105-120 173-210 210-240 1.8 0. 2005. precisa-se determinar a velocidade na periferia da polia menor com a equação “ V = π .8 0.84 0.9 0.00 120.50 82.00 180.1 0.5 0.10 96-112 128-144 210-240 360-420 420-480 1.40 156.19) K s = Fator de serviço.0 0.80 132.12.9 0.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. K 2 .40 91.70 0.65 Tabela 5.10 113. Como a potência de projeto é dada pela equação 5.30 162.20 195 e acima 330 e acima 540 e acima 660 Como a potência das correias é padronizada.3 0.80 0.83 0.82 1. Losekann Tabela 5 10 .3 0.Fator de correção do ângulo de envolvimento.0 1.50 151.20 106.30 98.85 1.97 0.7 0. 2005.90 126.70 1. graus ⎝ C ⎠ VV V plana 0. Tab. Cláudio R.82 0.70 139.85 0. 5.77 1. ⎛D−d ⎞ K1 ⎜ ⎟ φ .99 0.0 0.5 0.75 0.89 0.10 174. K1 .91 0.05 78-90 105-120 162-195 270-330 330-390 1.d .78 0.0 0.77 0.80 0.3 0.15 120 e acima 158-180 270-300 480 540-600 1. Fonte: Shigley.00 0.1 0. 182 .93 0.73 1. Dr.73 0.11 .85 Até 35 Até 46 Até 75 Até 128 0.90 38-46 48-60 81-96 144-162 Até 196 0. Fator de Comprimento nominal de correia comprimento Correia A Correia B Correia C Correia D Correia E 0.00 60-75 78-97 128-158 240 270-300 1.Fator de correção do ângulo do comprimento da correia.87 0.81 0.65 0.85 0.80 1.79 0.19: H d = H nom K s nd (5.

o número de correias necessárias para suportar a totalidade da potência projetada é: H Nb ≥ d (5. 2005.3 Choque leve 1.3 1. Tabela 5.5 1.965 C 1600 1.217 8V 4830 3.23) Ha N b = Número de correias.0 a 1. 5. Tab. Secção de Kb KC correia A 220 0.3 a 1.716 D 5680 3.1 a 1.8 Sendo assim.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.1 a 1.17.12 . K s . Segue equações destinadas ao cálculo das tensões mostradas na figura 5. Fonte: Shigley. 2005.4 Choque médio 1.041 3V 230 0.425 5V 1098 1.4 a 1.4 1. Dr. Fonte de potência Máquina movida Característica Torque elevado normal de torque ou não uniforme Uniforme 1. Fonte: Shigley 2005 Onde a força circunferencial é dada por: 2 ⎛ V ⎞ FC = K C .2 1.⎜ ⎟ (5.2 a 1.5 a 1. Cláudio R. Fonte: Shigley.2 a 1.Tensões de Correia em V. Losekann Tabela 5.24) ⎝ 1000 ⎠ K C = Parâmetro correia.0561 B 576 0.288 183 .498 E 10850 5.6 Choque elevado 1.Fator de serviço. Figura 5.13: Parâmetros de correias trapezoidais.13.17 .

283 7.062 10.H d ∆F = (5. Tabela 5. 108 a 109 109 a 1010 Diâmetro Secção de Picos de força Picos de força mínimo de correia K b K b polia.5123φ F1 = FC + 0.00 C 2. Kb Fb 2 = (5.14. Losekann 1.5123φ e −1 F2 = F1 − ∆F F + F2 Fi = 1 − FC 2 Fi = Tensão inicial.100 21.50 184 .27) d Fb1 = Tensão flexional de tração motora.038 11. in A 674 11.394 10. K . e 0.105 13. K b = Parâmetro correia.29) T1 = Tensão de tração equivalente.926 5.14 – Relação de K e b. 5.319 12. T1 = F1 + Fb1 (5. Tab.31) N p ⎝ T1 ⎠ ⎝ T2 ⎠ N p = Número de passagens.464 1.00 E 6. considerando a força de atrito f = 0.26) Pnom . Dr. Kb Fb1 = (5.089 3.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.60 3V 728 12.N n fs = a b (5.65 5V 1.153 2.253 10.50 D 4.593 2.d n = Rotação. T2 = F1 + Fb 2 (5.26. b = Constantes.25) N d .173 8.061 11. H .5123 .10 8V 3.00 B 1.654 12.K S n fs = Fator de segurança.10 5.n.629 5. Cláudio R. aproximam-se as outras equações para: ∆F .208 11. O número de passagens das correias é dado por: −b −b 1 ⎛K⎞ ⎛K ⎞ = ⎜⎜ ⎟⎟ + ⎜⎜ ⎟⎟ (5.638 12.193 10.28) D Fb 2 = Tensão flexional de tração movida.30) T2 = Tensão equivalente.

CORRENTES As correntes transmitem força e movimento que fazem com que a rotação do eixo ocorra nos sentidos horário e anti-horário. Os eixos de sustentação das engrenagens ficam perpendiculares ao plano. sendo empregada numa ampla faixa de velocidades.19 – Transmissão por corrente. ou seja. como exemplo. o movimento tem de ser integralmente transmitido.18 – Correia dentada. B) Silenciosas. incluem- se a relação de transmissão constante e a possibilidade de acionar vários eixos a partir de uma única fonte motora. A figura ao lado mostra estes dois tipos. Para isso.20 – Correntes. Figura 5. Figura 5. Dr. utiliza-se correia dentada. Entre as características básicas de uma transmissão por corrente.L p t= (5. as correias utilizadas em comando de válvulas do motor de um automóvel. Em casos em que não pode ocorrer de forma alguma um pequeno deslizamento.3. Figura 5. Os principais tipos de correntes utilizados para transmitir potência são: corrente de roletes e corrente silenciosa. Losekann Finalmente tem-se o tempo de vida útil da(s) correia(s) através da equação: N p . as engrenagens devem estar num mesmo plano. Correntes silenciosas são preferidas em situações onde temos velocidades mais elevadas. Cláudio R.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.V t = Tempo de vida. 5. Observa-se aqui. que cada fabricante de correias disponibiliza a metodologia de cálculo. 185 . O tipo mais utilizado é a corrente de roletes.32) 720.4 . A) Roletes.

A figura 5. Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. a tarefa do engenheiro para a maioria das aplicações não consiste em projetar e sim selecionar a corrente de acordo com a situação. Corrente de elo curto Corrente de elo intermediário Corrente de elo com travessa Corrente de elo comprido 186 . sendo mais baratas do que por engrenagens. A figura abaixo mostra outros tipos de correntes utilizados na indústria. Em condições ideais.21 – Aspectos construtivos de correntes silenciosas. para uma dada distância e capacidade. As correntes nos permitem a transmissão de potência através de grandes distâncias. Losekann Figura 5.21 mostra esquematicamente o aspecto construtivo da corrente de transmissão silenciosa. Quanto ao preço. Normalmente a falha de uma corrente ocorre por desgaste dos roletes ou pinos ou fadiga superficial decorrentes de jornadas muito grande de trabalho. as correntes exigem menor precisão do que as engrenagens. De forma análoga a mancais de rolamentos. bem como as polias. Cláudio R. transmissões por correntes e por polias se equivalem. No que diz respeito à montagem e alinhamento. Sendo que. porém não tão compacta quanto à transmissão por engrenagens. o rendimento de transmissões por correntes encontra-se em torno de 98 a 99%. a transmissão por corrente apresenta-se mais compacta do que por polias. As transmissões por correntes não deslizam oferecendo assim um perfeito sincronismo e mantendo a relação angular original entre elemento condutor e o conduzido.

Fonte: Provenza. Fonte: Provenza. 1978. • flexão em torno dos pinhões. ocasionando desgaste nas ligações. devido à variações na velocidade.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 187 . Dr.22 . A figura abaixo mostra algumas rodas utilizadas para transmissões por correntes.23 . • impacto devido ao contato elo e dente da engrenagem. 1978. As transmissões por correntes encontram-se sujeitas aos seguintes esforços: • tração necessária para transmitir a potência. Figura 5. aliada à carga da corrente. sendo este a causa da maior parte do ruído nestas transmissões. Losekann Corrente de elos desmontáveis Corrente “Waucanson” Figura 5.Rodas para correntes. Cláudio R. • força centrífuga.Correntes. As equações de relação de transmissão e comprimento da correia podem ser usadas para correntes. • ação poligonal ou cordal.

A transmissão de potência se dá pelo engrenamento dos rolos com rodas dentadas. 188 . Figura 5. Fonte: Niemann. Os rolos possuem uma bucha no seu interior onde são alojados os pinos. rolos e pinos distribuídos alternadamente ao longo da corrente. mostra um tipo específico de corrente constituídas por chapas planas furadas. conforme pode ser observado na figura ao lado. A figura a ao lado mostra um tipo de corrente de rolos de duas linhas. Losekann Transmissão por corrente de roletes As correntes de roletes (ou rolos). Fonte: OBERG.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Figura 5. Dr. Cláudio R. 1971.Partes de uma corrente de rolos. usadas quando a potência no eixo motriz é mais elevado para o acionamento da movida. chapas parcialmente dobradas.Corrente de rolos de duas linhas.24 . As chapas de ligação são utilizadas como elementos de união dos vários rolos. Adaptado por Marcelo Esteves. 2004. Uma das características desta corrente de roletes é que os roletes encontram-se livres para rotacionar.25 .

É importante notar que este efeito resultará em diferentes velocidades de saída da corrente. esta linha se aproxima do centro de rotação da roda dentada. Observando novamente a figura 5. ocorrendo.27. Cláudio R. Considere a figura ao lado onde ocorre o engrenamento de uma corrente em torno do pinhão. 189 . Figura 5. γ/2 = ângulo de articulação. pois favorece o desgaste na junção da corrente e causa impacto entre rolo e roda dentada.33) ⎝ 2 ⎠ d1 / 2 sen (γ / 2) Onde: p = passo da corrente d1 = diâmetro de passo primitivo da roda dentada. aplicando a trigonometria tem-se que: ⎛γ ⎞ p/2 p sen ⎜ ⎟ = ∴ d1 = (5. Figura 5.27 – Ação poligonal sobre a corrente. Esta ação é prejudicial à vida da corrente. Dr. 2005.27. analogamente a velocidade de entrada. podendo inclusive ocasionar vibrações na máquina. Observe que. Losekann No estudo de transmissões por correntes é de fundamental importância compreender a natureza da ação cordal. uma diminuição da sua velocidade. a velocidade de saída da corrente dependerá de que a saída seja um vértice (figura 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Note que inicialmente a linha AB é tangente ao círculo primitivo do pinhão.a) ou uma aresta do polígono (figura 5.26 . portanto.b). Após a rotação de um ângulo γ. imagine a roda dentada como sendo um polígono.27. Fonte: SHIGLEY.Acoplamento entre corrente e roda dentada. Para melhor compreender isto.

percebe-se que a velocidade mínima de saída ocorrerá em um diâmetro d (menor que d1 ).34) sen (180° / Z 1 ) Nota-se assim que a ação poligonal está diretamente relacionada com o ângulo de articulação. Losekann Utilizando que γ = 360°/Z1. Conforme foi visto.37) ⎝2⎠ Seguindo os mesmos procedimentos realizados na dedução de Vmáx. Os fabricantes baseiam-se na seguinte tabela: 190 .38) sen (180° / Z1 ) Denotando a velocidade da corrente como sendo: V = Z ⋅ p⋅n (5. obtem-se: p d1 = (5. Dr. dado por: ⎛γ ⎞ d = d1 ⋅ cos ⎜ ⎟ (5. Cláudio R. A velocidade máxima de saída da corrente é dada por: Vmax = π ⋅ d1 ⋅ n (5. na equação (1).34 em 5. esta questão é tratada de forma empírica (de acordo com a experiência).39) Tem-se que a variação da velocidade.35) n = é a freqüência ou número de rotações da roda dentada (rotações / unidade de tempo). Substituindo a equação 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. denominada variação de velocidade cordal. e. menor será este ângulo.b.35.40) V V n ⎣ sen (180° / Z 1 ) tan (180° / Z1 ) ⎦ O número mínimo de dentes do pinhão é limitado pela ação cordal.36) sen (180° / Z 1 ) Observando a figura 5. a ação cordal apresenta uma relação direta com a velocidade da corrente.27. onde Z1 corresponde ao número de dentes da roda dentada. menos intensa será a ação cordal. portanto. obtemos para a velocidade mínima de saída a seguinte equação: cos (180° / Z1 ) Vmin = π ⋅ n ⋅ p ⋅ (5. é dada por: ∆V Vmáx − Vmín π ⎡ 1 1 ⎤ = = ⎢ − ⎥ (5. Fica também evidente que quanto maior o número de dentes da roda dentada. como não é possível estabelecer uma dedução teórica para analisar os efeitos da ação cordal. trás: π ⋅n⋅ p Vmax = (5.

15 35.05 86700 19.94 13920 7.Número mínimo de dentes do pinhão.4 48.76 120 38.67 71.18 3470 3.7 31300 11.77 - 40 12.35 3.4 15. 2005.87 29.7 7.5 38.88 55600 15.08 10.88 9.Dimensões de correntes de roletes padronizadas pela ANSI.71 65. Os parâmetros passo.8 31. 2005.29 100 31.76 7830 5.16 .7 47. Número de Resistência Diâmetro Espaçamento corrente Passo Largura mínima de de rolo de fileiras ANSI (mm) (mm) tração (N) (mm) múltiplas (mm) 25 6.15 . Cláudio R.05 12.1 347000 39.92 14.45 25.71 280000 35.52 21700 10. Fonte: Shigley.4 124500 22.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.84 200 63.62 87. conforme seus tamanhos. Fonte: Shigley.63 498000 47. diâmetro do rolo e espaçamento de fileira são fornecidos em tabela. Dr.1 25.38 50 15. Tabela 5.16 18.52 4.57 58.3 6.22 45.35 6670 7. Losekann Tabela 5.05 35.4 35 9.87 160 50.Parâmetros utilizados para descrever correntes de rolos Fonte: SHIGLEY.91 22.13 41 12.44 140 44.55 180 57. largura. 2005.78 80 25.11 60 19.4 169000 25. Velocidade da corrente Número de dentes do pinhão Baixa 12 Média 17 Alta 25 SELEÇÃO DA CORRENTE As correntes de rolos são padronizadas pela ANSI.55 240 76. Figura 5.83 191 .28 .75 222000 28.75 19.7 6.

1 76.14 12. Fonte: Shigley.4 89 101 112 123 0 900 0. As capacidades de potência correspondentes a uma expectativa de vida de. • 15. Tabela 5.8 84. Estas falhas são causadas por: • desgaste dos rolos nos pinos.9 28.6 13. • eixos na posição horizontal. o passo da corrente é 1/4”.32 7.5 1. • Se o último dígito for seguido de H significa corrente da série pesada.45 3.8 56. no máximo. • fadiga das superfícies dos rolos. • lubrificação recomendada.62 2.35mm.6 44.72 1.9 0 3000 1.75 14.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. que se baseia em dados compilados por fabricantes.99 0.81 22.23 0.8 14.9 52.72 1.9 0 1600 1.52 9.05 3.73 13. Dr.6 28.02 3.4 105 145 193 310 500 0.55 1. e não por resistência à tração insuficiente.16 0. Velocidade da corrente Número de corrente ANSI dentada (rpm) 25 35 40 41 50 60 80 100 120 140 160 180 200 240 50 0.61 5.3 39.8 72.78 1.23 10. 2005.4 1200 0.27 4.84 5. As falhas em correntes de rolos ocorrem principalmente pelo excesso de horas de serviço.17 . Cláudio R.1 38.8 150 0.36 2.64 4.69 16. • Corrente de fileiras múltiplas é representadas por um hífen e um ou dois dígitos após os últimos algarismos ou letra.8 18.37 0.41 0.53 8.9 49. que corresponde a 6.17 0.83 4.81 2.000 horas à carga completa.6 22.4 61. Losekann O número de corrente fornecido pela ANSI deve ser interpretado da seguinte forma: • O primeiro ou. • comprimento contendo 100 passos.25 0 192 .8 25.3 15.98 5.1 115 166 204 222 0 700 0.3 77. • O último dígito fornece o tipo de corrente de rolos.05 0. Exemplo: corrente ANSI 40.24 2.Capacidade de potência.9 43. 15000 horas para os diversos tipos de corrente de rolos ANSI são expressas na Tabela 26.52 9.98 2.24 2. causada por impactos. • fileira única.61 6.97 2.2 0.8 61 69. Para roda dentada de 17 dentes.32 7. • máxima elongação admissível de 3%.2 14.76 7. os dois primeiros dígitos fornecem o passo da corrente em oitavos de polegada.6 21. comprometendo a placa de conexão.93 1.73 6.37 1.33 14.18 7.68 3.74 9.85 1.7 39.3 25.13 0.3 31 59.9 74.9 38. Na elaboração da tabela foram adotados os seguintes critérios: • duas rodas dentada de 17 dentes.88 5.7 103 166 300 0.4 20. no caso de três dígitos. “Exemplo: corrente ANSI 25.1 4.29 12.7 34.71 9.5 27. algarismo 0 corresponde a corrente de rolos padrão.92 3.7 46.8 0 2000 1.

seleciona-se o menor valor encontrado. H tabelado = 9.17 são determinadas considerando uma roda dentada motora de 17 dentes e correntes de fileira única. Utiliza-se K r = 29 para correntes de número 25 e 35.4 para corrente número 41. Cláudio R. “ n1 ” é a rotação da roda dentada (rpm). Para construção da tabela 5. Para um melhor entendimento. A potência nominal para este caso é dada por: H 1 = 0.625 ) = 20hp 1000 ⋅ 17 ⋅ 171.43) O fator K1 é denominado fator de correção de dente. obs. Para determinar a capacidade de potência calcula-se: H 1 = 0. sendo a roda dentada de 17 dentes com velocidade de 2000 rpm.5 Adotando o menor valor.5 Onde: “ K r ” é uma constante.07 p ) [hp ] (5.004 ⋅ Z 11. 193 . Em outros casos devemos incluir no cálculo da capacidade de potência os fatores “ K1 ” e K 2 ”.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. respectivamente.8 H2 = [hp] (5.: no caso da corrente número 41 a constante 0.17 calcula-se H1 e H2 segundo as equações 5. K r = 17 ⇒ correntes de número 40 a 240. Losekann Para baixas velocidades a capacidade de potência é limitada pelo desgaste da placa de conexão. A seguir.5 ⋅ p 0.9 ⋅ p (3 − 0.23hp Conforme foi destacado anteriormente. Tem-se assim uma capacidade de potência admissível “ H adm ” como sendo: H adm = K 1 ⋅ K 2 ⋅ H tabelado (5. a potência nominal é dada como sendo: 1000 ⋅ K r ⋅ Z 11.42.08 ⋅ n10.07⋅0.004 (equação 5. tem-se como exemplo a corrente ANSI de número 50.5 ⋅ 0.41 e 5. 08 ⋅ 2000 0.41) Onde: “ Z 1 ” é o número de dentes da roda dentada menor.0022 “ p ”passo da corrente (polegadas) Para velocidades maiores a capacidade de potência é limitada pela fadiga dos rolos.625 0.9 ⋅ 0. K r = 3.18. as capacidades calculadas na tabela 5.004 ⋅ 171. seu valor é obtido da tabela 5.625 (3 − 0. tem-se que a capacidade de potência “ H tabelado ”fornecida pela tabela 5.8 H2 = = 9hp 20001.41) passa a ser 0.42) n11.17 . devendo ser incluído quando a roda dentada possuir número de dentes diferente a 17. Dr.

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Tabela 5.18 - Fatores de correção de dente. Fonte: SHIGLEY, 2005.

Número de
K K1
dentes em 1
roda dentada Potência pré- Potência pós-
motora extremo extremo

11 0,62 0,52
12 0,69 0,59
13 0,75 0,67
14 0,81 0,75
15 0,87 0,83
16 0,94 0,91
17 1 1
18 1,06 1,09
19 1,13 1,18
20 1,19 1,28
Z ( Z 1 /17)1,08 ( Z 1 /17)1,05

A base dos dados de pré-extremo (entradas verticais) é a equação 5.41, enquanto que
os dados referentes a pós-extremo são baseados na equação 5.42. O fator K 2 é chamado de
fator de múltiplas fileiras, deverá ser incluído no cálculo da capacidade de potência sempre
que a corrente de roletes possuir mais de uma fileira, seu valor é fornecido na tabela 5.19.
Tabela 5.19 - Fatores de múltiplas fileiras. Fonte: SHIGLEY, 2005.

Número de
K2
fileiras

1 1
2 1,7
3 2,5
4 3,3
5 3,9
6 4,6
8 6

Foram mostrados anteriormente os procedimentos para calcular a capacidade de
potência admissível nos casos em que os parâmetros número de dentes da roda dentada e
número de fileiras da corrente não coincidem com os utilizados na construção da tabela 5,17.
Existem situações nas quais além desses parâmetros existem outros que também podem não
coincidir, como, por exemplo, comprimento não equivalente a 100 passos ou expectativa de
vida diferente de 15.000 horas. Nestes casos, existe uma equação que nos fornece o valor de
H2 como sendo:

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⎡ 1, 5 0, 4
15000 ⎞ ⎤
0, 4
0 ,8 ⎛
⎛ Z1 ⎞ Lp ⎞ ⎛
H 2 = 1000 ⋅ ⎢ K r ⋅ ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ p ⋅ ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ ⎜ ⎟ ⎥ (5.44)
⎢⎣ ⎝ n1 ⎠ ⎝ 100 ⎠ ⎝ h ⎠ ⎥⎦
Onde: L p = comprimento da corrente em passos; h = vida da corrente em horas.

No caso de adotar o valor fornecido na equação 5,44, este valor não deve ser
multiplicado pelo fator de correção de dente (K1) no cálculo da potência admissível.

Para determinação do comprimento da corrente em passos utilizamos a seguinte
equação
L 2 C Z 1 + Z 2 (Z 2 − Z 1 )
2

= + + (5.45)
p p 2 4π 2 C / p
Sendo a distância de centro a centro:
p ⎡ ⎛ Z − Z 1 ⎞ ⎤⎥
2

C = ⋅ ⎢− A + A 2 − 8 ⋅ ⎜ 2 ⎟ (5.46)
4 ⎢ ⎝ 2π ⎠ ⎥
⎣ ⎦

Onde:

Z1 + Z 2 L
A= − (5.47)
2 p

MATERIAIS DAS CORRENTES

Na confecção de corrente de roletes são geralmente empregados aços especiais
tratados termicamente, sendo a superfície dos pinos e das buchas endurecida. Existem casos
em que se torna necessário à utilização de materiais com características especiais como anti-
magnetismo e resistência à corrosão.

Para confecção de pinhões com menos de 25 dentes é usualmente utilizado aço ou
ferro fundido. A dureza a ser apresentada pelos dentes do pinhão depende da velocidade da
corrente, para velocidade de correntes inferiores a 180 m/min uma dureza de 180 Brinell é
suficiente, porém para velocidades mais elevadas é exigida uma dureza entre 300 a 500
Brinell. Os formatos dos pinhões e dentes são padronizados.

A correta lubrificação da corrente de rolos é fundamental para evitar o desgaste
excessivo, proporcionando uma vida longa. As funções principais do lubrificante são:
minimizar desgaste entre pino e bucha, arrastar e eliminar fragmentos de materiais, lubrificar
a área de contato entre corrente e pinhão de modo a reduzir desgaste e impactos, dissipação de
calor e retardar efeitos de corrosão. Óleos minerais são usualmente empregados como
lubrificantes. Na escolha do tipo de óleo a ser utilizado devemos procurar que este possua as
seguintes características:
• Viscosidade baixa o suficiente para penetrar nas pequenas folgas da corrente;
• Viscosidade alta o suficiente para prover uma película de lubrificante capaz de resistir as
pressões de contato;
• Estar livre de contaminantes e substâncias corrosivas;
• Encontrar-se apto a manter a lubrificação necessária nas várias condições que surgem
durante a operação.

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Considerações Finais
• Notamos que nas correntes, à diferença das polias, o lado frouxo deve ser o inferior.
• A escolha de uma corrente de fileira única com passo grande ou uma corrente de várias
linhas dependerá do espaço disponível. Caso este espaço limitar o diâmetro do pinhão, a
corrente de fileiras múltipla nos permitirá um número maior de dentes diminuindo assim a
ação cordal.
• Considera-se boa prática utilizar razões de velocidade de até 6:1, razões maiores
comprometem a vida da corrente de rolos.
• Nunca aplicar no ramo tenso da corrente uma roda intermediária.
• A escoriação entre pino e bucha é o responsável por limitar a velocidade máxima de uma
transmissão de corrente do tipo rolete.
• Evite usar graxas e óleos pesados como lubrificante, pois estes possuem viscosidade muita
elevada não conseguindo assim penetrar nas folgas.

Transmissão por corrente silenciosa

Conforme visto anteriormente, sobre cada pino articulado, varias talas são dispostas
uma do lado das outras, onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. Devido a
esse tipo de arranjo pode
ser construídas correntes
muito largas e resistentes,
sendo estas geralmente
feitas de aço cromo
níquel. A figura ao lado
ilustra a corrente em
questão.

Figura 5.30 - Estilos de correntes Fonte: www.acotrans.com.br/correntes/c_silenciosas.

Essas correntes podem ser
empregadas para transmitir rotações mais
elevadas do que as correntes de rolos com
velocidades entre 7 a 16 m/s. Devido a
forma das talas, essas permitem um bom
acoplamento com a engrenagem, e isso
gera um baixo nível de ruído. A
superfície do elo pode ser curva sendo
capaz de engrenar, por exemplo, com um
dente reto, ou ambos os perfis podem ser
curvos o que possibilitaria uma redução
da ação poligonal.

Figura 5.31 - Acoplamento entre corrente e engrenagem. Fonte:
www.ssintl.co.kr/test/images/img/Ramsey/item10.

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5.4 – CABOS

Cabos são elementos de
transmissão que suportam cargas
(força de tração), deslocando-as nas
posições horizontal, vertical ou
inclinada. Os cabos são muitos
empregados em equipamentos de
transporte e na elevação de cargas,
como em elevadores, escavadeiras e
pontes rolantes.

Figura 5.32 – Sistemas de elevação e transporte.

O cabo de aço, na forma como é conhecido hoje foi feito há 150 ano atrás na
Alemanha pelo conselheiro de mineração Wilhelm August Julius Albert. Era um cabo 3x4, ou
seja, 3 pernas sem alma e quatro arames de 3,5
mm em cada perna. Era torcido Lang a mão em
lances de 17 e 38 metros. Substituindo muito
bem os cabos de cânhamo e as correntes na
mineração. Atualmente um cabo de aço se
constitui de alma e. A perna se compõe de
vários arames em torno de um arame central. É
feito de aço carbono com teores de carbono
entre 0,3% a 0,8%, manganês de 0,3% a 0,7%,
silício e terores mínimos de fósforo e enxofre.
Para cabos de aço inoxidável são usadas as
ligas AISI 304 e 316. Os arames são redondos
de diâmetro de 0,10 a 4,0mm

Figura 5.33 – Partes de um cabo.

Tabela 5.20 - Resistência à tração típica dos arames de aço carbono. Fonte: Catálogo
Ferramentas Gerais, 2001.
Resistência à tração kgf/mm2 Denominação Americana
60 Iron
120 a 140 Traction Steel
140 a 160 Mild Plow Steel (MPS)
160 a 180 Plow Steel (OS)
180 a 200 Improved Plow Steel (IPS)
200 a 230 Extra Improved Steel (EIPS)

197

6. 198 . e o atrito alma versus cabo é bastante alto. 5. talhas. "aperta" a alma que solta parte da graxa e lubrifica o cabo enquanto está em operação. alma de asbesto – sujeitos a temperaturas elevadas. 4. Ainda hoje se usa o termo: "alma de cânhamo". 2. Ao selecionarmos o cabo deve-se selecionar a alma do mesmo. alma de algodão – para cabos pequenos. Figura 5. Quando o cabo trabalha. Elas se chamam AACI ou IWRC ou simplesmente “steel core”. 3. em pequena escala o poliéster. e alma de aço – quando necessita de maior resistência à tração. Em cabos estáticos (imóveis) como estais. A alma de fibra normalmente é engraxada. dependendo do sentido de rotação as pernas pode ser à direita ou esquerda e também conforme a disposição do volante que puxa o cabo durante a fabricação o passo pode ser maior ou menor. As principais naturais usadas em cabos são (pela ordem de uso): Sisal. Losekann A alma de um cabo tem como finalidade oferecer às pernas apoio evitando um contato forçado de uma contra a outra. núcleo de aço. feito independente do principal. uma vez que o cânhamo não é mais usado faz muitos anos. Dr. Em quase todos os cabos Inoxidáveis. o polietileno (PE). sempre que possível deve-se. Locais com temperaturas elevadas onde há risco de dano alma de fibra. principalmente em casos em que os cabos são continuamente movimentados (por exemplo: elevadores de passageiros. Passo é a distância que um arame percorre até dar uma volta completa em torno do cabo. A alma de fibra faz com que o cabo fique muito mais flexível que o de alma de aço. Cláudio R. o Nylon (PA) e. 5. guinchos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Entre as fibras sintéticas temos o polipropileno (PP). A alma pode ser de fibra ou de aço. Cabos com alma de fibra são mais leves. se quer aumento da carga de ruptura para um mesmo diâmetro. A alma de fibra oferece apoio macio às pernas. 4. A alma de aço é usada em: 1. rami e juta. algodão. Os arames para virarem cabo têm que ser torcidos em máquinas especiais chamadas torcedeiras ou cableadoras. As almas de fibra (AF) podem ser ainda de fibras naturais ou artificiais (AFA). de dentro para fora. Cabos que têm que trabalharem esmagados. por razões de projeto ou de construção. As almas de aço (salvo em cabos finos) devem ser outro cabo. É claro que o efeito de lubrificação não existe como nas almas de fibra. escolher almas de fibra. Fonte: Catálogo Cimaf. etc. carga. 2.Passo do cabo de aço. Quando. por isso devemos levar em consideração alguns pontos: 1. O tipo mais utilizado para cargas não muito pesadas. que na prática significa mesmo alma de sisal.34 .). Cabos com alma de fibra são mais baratos. Cabos com alma de fibra são mais fáceis de trançar e prensar Por isso. enrolados desordenadamente nos tambores em cargas elevadas ou sofrendo impactos violentos (inclusive no sentido do comprimento) 3.

O cabo com torção regular.25% a 0. Com o uso o módulo de elasticidade longitudinal do cabo pode variar de 9.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Figura 5. De maneira geral pode se estimar em 0.Cabos: a) torção regular á esquerda. melhor. gases. Claro que agüentam melhor os esforços de dobramento. Essa deformação deve ser levada em conta quando é preciso que o cabo de aço possua precisão no posicionamento da carga. Fonte: Catálogo Cimaf. pelo cruzamento de suas torções tem menor tendência a se abrir. Dr.50% a 0. 2. 3. enquanto que para o aço o módulo de elasticidade longitudinal é em torno de 21. Tem maior resistência à abrasão perna x perna. b) torção Lang á direita. Cláudio R. Em algumas aplicações os cabos de aço estão suscetíveis à corrosão (mar. Somente devem ser usados cabos com torção Lang em situações em que ambas as pontas estão firmemente presas. etc.35 . Regular: quando o encordoamento do cabo é contrário ao do encordoamento das pernas do cabo. sem possibilidade de se abrirem e sem relaxar demais as tensões.500 kgf/mm2. Os arames têm maior superfície de contato com tambores e polias. 2. porém o cabo Lang tem algumas vantagens: 1. o módulo de elasticidade não é o mesmo do arame de que é composto. Losekann Cabos com passo maior têm maior carga de ruptura do que o equivalente com o passo menor.000 kgf/mm2. dependendo de sua construção. São mais flexíveis que os regulares. quando em carga. desde que esta não ultrapasse o limite elástico do cabo que é de aproximadamente 60% da tensão de ruptura mínima. A torção de um cabo pode ser: 1. O cabo sofre uma deformação elástica quando em uso após completar a deformação inicial é proporcional a carga aplicada. 199 . pois o cabo de aço é uma composição de vários arames enrolados em torno de uma alma geralmente de material mais elástico que os arames. É bom se ter em mente que o módulo de elasticidade do cabo varia conforme a construção do mesmo e.75% do comprimento do cabo sob carga. Lang: o encordoamento das pernas e do cabo tem a mesma direção.. Os arames resistem às pressões laterais com superfície maior e em conseqüência.). Uma deformação inicial começa logo que o cabo recebe a primeira carga e é gerada pela acomodação dos arames nas pernas e destas em relação à alma do mesmo. Diminuindo a abrasão.000 kgf/mm2 até 15. atmosfera úmida.50% a deformação elástica do cabo quando submetido a uma tensão 1/5 de sua tensão de ruptura. Para isso os fabricantes já fornecem o cabo pré-esticado como os usados em pontes pênseis. devendo ser utilizados cabos galvanizados ou então de aço inoxidável. Nos cabos comuns a deformação inicial é de aproximadamente 0.

DIMENSIONAMENTO O dimensionamento e seleção de cabos dependem da aplicação e por isso consideram- se fatores de segurança apropriados para cada caso. utiliza-se coeficientes de segurança elevados. ZZ indicam o tipo de alma (AP. Os cabos são especificados por um conjunto de números. • Fricção na polia e mancal. É um intermédio entre flexibilidade e resistência ao desgaste. Um cabo não deve ser solicitado ao máximo. que é composta por: • Peso morto ou seja. mas tornado-se o menos flexível. mas também a de fadiga. isso se deve à razões econômicas. abrasão). AA alma de aço. mas deve-se pensar que quanto maior a vida requerida ou maior o risco de danos humanos e materias. Quando estas carga são somadas determina-se a carga estatica que o cabo terá que suportar. para que o cabo trabalhe muitas vezes abaixo de sua carga de ruptura pois durante a sua utilização o cabo esta sujeito a muitas solicitações que não a simplesmente a de tração (flexão. Assim.36 – Tipos de cabos. Os principais tipos de distribuição são: • Normal: as pernas são feitas com um tipo só de arame. AF alma de fibra. • Cargas adicionais causadas por paradas repentinas ou arranques. • Seale: com duas bitolas de arames em coroas alternadas com os fios externos mais grossos. aumentando a resistência ao desgaste. apresenta boa flexibilidade resistência ao desgaste e ao amassamento. em que muitas vezes não se pode substituir periodicamente um cabo. polipropileno. maior deverá ser o coeficiente de 200 . • Cargas de choque. Cláudio R. A essa carga multiplicada pelo fator de segurança encontra-se a resistencia do cabo de aço. AACI alma de cabo de aço). Figura 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dr. bitola única. O primeiro número indica a quantidade de pernas e o segundo o numero de fios em cada perna. É o mais flexível e menos resistentes ao desgaste. O fator de segurança não é de fácil determinação pois muitas vezes não se pode prever a que condições a que o cabo estara submetido. • Filler: quatro bitolas de arames são utilizadas. esmagamento. A primeira consideração ao se selecionar um cabo de aço é determinar a carga estática. ao se dimensionar um cabo de aço. peso da estrutura. Losekann Existem vários tipos de distribuição de fios nas camadas de cada perna do cabo. quatro pernas e cada uma delas com 26 arames. onde os mais finos servem de enchimento para melhor acomodação dos arames. ou seja. • Warrington: as pernas são construídas com duas bitolas intercaladas na mesma coroa. Exemplo: 4 x 26 x ZZ.

guindastes e gruas 6a8 Elevadores de passageiros Vel (m/s) 7.785 7. Defeitos que exigem substituição ou providências imediata: • Arames rompidos visíveis atingirem seis fios em um passo ou três fios em uma perna. Para isso relações entre o diâmetro da polia e do cabo “D/dc” maiores que 400 são os mais indicados. maior do que 1/3 de seu diâmetro original. A tabela que segue serve de orientação para a escolha do fator de segurança mínimo. Tabela 5.21 .5 a 5. por isso é interessante que as polias tenham o maior diâmetro possível.80 3 11. Dimensionar toda a estrutura para suspender o cabo de sustentação de lona. anéis fixadores e coluna metálica de seção circular cheia ou vazada.65 11.25 1.6 Elevadores de carga 8 Reboque 6 Elevadores de carga manuais 5 Cabo de sustentação para teleférico de carga 3 Laços 5a8 Um dos fatores que diminui a vida do cabo é quando este passa por um pino ou polia.Fatores de segurança usuais para cabos de aço.2 . Ao se examinar um cabo e for encontrado algum defeito que comprometa a segurança o cabo deve ser imediatamente substituído. Figura 5. Exemplo 5. Uso do cabo Fator de segurança Cabos de tracionamento simples 4. como cabos. Gaiola de passarinho (direita). amassamento ou "gaiola de passarinho") exigem substituição por um novo. • Corrosão acentuada no cabo. 201 .12 11.Um sistema de sustentação de cobertura por lona de um tanque para criação de alevinos de camarão é mostrado esquematicamente na figura abaixo. • Desgaste dos arames externos. Cláudio R. • Diminuição do diâmetro do cabo maior do que 5% em relação ao seu diâmetro nominal. • Danos por alta temperatura ou qualquer outra distorção no cabo (como dobra.90 6.5 Guinchos. Geralmente “D/dc” entre 800 e 1000 são os mais utilizados. Losekann segurança. Dr. Dobra (esquerda). pois nestes casos ocorre uma flexão muito grande do cabo que muitas vezes pode extrapolar o limite de resistência à tração dos arames mais externos do cabo.37 – Defeitos ou falhas que determinam a troca do cabo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

Determinação dos pontos críticos. Figura 5. Foi determinado 4 pontos críticos do sistema para análise detalhada. A .38 . 202 .ELO Figura 5.Cabo sustentador da lona.39 . Dr.40 .CONEXÃO CABO SUSTENTADOR DA LONA . Solução: O dimensionamento dos elementos que compõem o sistema de sustentação deve ser analisado em partes para facilidade de cálculos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.Sistema de sustentação da cobertura por lona de um tanque. Losekann Figura 5. Os pontos seguem abaixo. Cláudio R.

2 A. ou seja C1 = 1.000 kgf no cabo.500 kgf no cabo para ambos os lados. tem-se. o mesmo deverá ter um diâmetro próximo ou maior que o diâmetro do cabo para diminuir a tensão cortante no mesmo. tem-se as seguintes propriedades mecânicas especificações: σe = 18 kgf/mm2 σr = 38 kgf/mm2 Para não ocorrer deformação plástica ou ruptura. conforme a P fórmula σ = . que poderá ser feito por meio de presilhas.5mm 203 .Diâmetro do elo P P 3000 τ admissivel ≥ τ adm ≥ τ adm ≥ A π ⋅d2 π ⋅d2 4 4 d ≥ 18.Esquema da conexão cabo-elo.500 kgf e C2 = 1.25kgf / mm 2 s 1. A região mais solicitada será no elemento de conexão da lona no cabo. o cálculo é realizado utilizando a tensão de escoamento. A Adotando-se um coeficiente de segurança (s) de 1. ganchos ou elos. O peso da lona exerce uma força cortante de 3. gancho ou elo.000 kgf. a tensão cortante será τ = 0. Dr.500 kgf. sendo a tensão de tração a razão da força pela área.75σ .2 nos cálculos.41 . Cláudio R. A resistência à tensão de cisalhamento para metais é aproximadamente 75% da tensão de tração. portando se for utilizado um elo na conexão. σe 18 σ adm = σ adm = σ adm = 15kgf / mm 2 τ adm = 11. ocorrerá força de tração de 1. logo.000 kgf no cabo e no elo. conforme mostra o esquema abaixo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Figura 5. Considerando que o elo é de aço ABNT 1025. Neste caso haverá força cortante de 3. Losekann Considerando que a lona após uma chuva de granizo possa ter um peso de 3.1) .

160 3/8 0. maior é área superficial exposta à ação do meio ambiente. Cláudio R. Assim. A carga prevista de uso é de 3.7 mm) de diâmetro suporta até 10. cuja composição química não é tabelada.) 12.2) . observa-se no quadro que um cabo de aço com alma de aço do tipo 6 x 19 Warrington da CIMAX 1/2 polegada (12.246 kgf.660 5/16 0. Sugestão: usar φ de (1/2 pol. A figura abaixo.000 kgf. um cabo é constituído de muitos fios.Seção transversal de cabos de aço.060 1/2 0.42 . mostra uns cabos CIMAX tipo AA (alma de aço). O contato com o ar produz oxidação em cabos de aço e degradação em cabos de plástico.684 10.940 7/16 0.171 2. é necessário mantê-lo lubrificado com lubrificantes anti-oxidação ou sistemas plastificantes. Este cabo irá proporcionar um coeficiente de segurança igual a 2. 204 . Losekann A. Para o cabo de aço tipo 6 x 19 Warrington.267 4. a carga de regime elástico é aproximadamente 60% da carga de ruptura efetiva que resulta em 6.000 kgf. Quanto maior o número de fios e mais finos. Figura 5. Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.410 kgf para se romper. Para aumentar a vida útil de um cabo.528 8. diminuindo a resistência mecânica.7 mm para evitar a deformação plástica.Diâmetro do cabo Um cabo é constituído com cordoalhas enroladas em outras cordoalhas geralmente com fios mais finos de metal ou fibra sintética (alma).410 Como o peso estimado da lona (com granizo) é de 3. tem-se as especificações no quadro abaixo: Diâmetro Peso aproximado Carga de ruptura efetiva (polegadas) (kgf/m) (kgf) 1/4 0. ou seja.382 5.

Se for utilizado grampos para fixação em laço. Há vários dispositivos de fixação de cabos em colunas. Cláudio R.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. O alojamento poderá ser soldado na coluna.CONEXÃO COLUNA .Esquema da conexão coluna-cabo. o modo correto da disposição dos grampos é demonstrado na figura 8. Dr. 205 .CABO O esquema abaixo mostra a disposição da coluna e cabo.44 . Figura 5. Losekann B . Figura 5. A fixação do cabo na coluna poderá ser feita através de olhais com alojamento para o cabo. A figura ao lado mostra a eficiência de alguns olhais em relação as cargas de ruptura mínima efetivas dos cabos.43 .Tipos de olhais.

46 . Figura 5. O esquema da figura abaixo representa esta situação. Um cabo de aço com alma de aço de diâmetro de 1/8 polegadas (3.Esquema da aplicação correta de grampos. D . A coluna poderá ser ainda cheia ou vazada. C . Recomenda-se o uso de 3 ou mais grampos para diâmetro do cabo superior a 1/2 polegada.CONEXÃO CABO ESTICADOR .175 mm) pode suporta até 600 kgf.45 .COLUNA A fixação do cabo esticador na coluna poderá ser feita através de olhais ou elos soldados na coluna.CONEXÃO COLUNA . Cláudio R. Dr.Esquema do cabo esticador-coluna. Supõe-se que o cabo esticador exerça uma força máxima de 500 kgf.SAPATA A situação mais desfavorável para este ponto crítico é considerando a inexistência de cabo esticador e a força de tração (1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Losekann Figura 5. 206 .500 kgf) na coluna ser totalmente horizontal.

2 ⎛φ ⎞ M ⋅⎜ ⎟ σ adm ≥ ⎝2⎠ ⎛ π ⋅φ 2 ⎞ ⎜⎜ ⎟⎟ ⎝ 64 ⎠ P P 3000 τ admissivel ≥ τ adm ≥ τ adm ≥ A π ⋅d2 π ⋅d2 4 4 d ≥ 18. Cláudio R.47 . DIMENSIONAMENTO DA COLUNA SEÇÃO CIRCULAR CHEIA A determinação do diâmetro da coluna é feita através das equações de equilíbrio da estática de uma viga engastada. Losekann Figura 5.Esquema da coluna-sapata. O engaste é a sapata e o solo. ΣH = 0 Equações da condição de equilíbrio: ΣV = 0 ΣM = 0 ΣH=0 ΣV=0 ΣM=0 ΣH = 0 ⇒ H − 1500 = 0 ⇒ H = 1500 kgf ΣM = 0 ⇒ M − 1500 ⋅ 4 = 0 ⇒ M = 6000 kgfm M = 6 ⋅ 10 6 kgfmm σe 18 σ adm = σ adm = σ adm = 15kgf / mm 2 s 1. Dr.5mm 207 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

70 7 17.43φe − φi 4 ≥ 0 ⎛ π ⋅ (φ e − φi )4 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ 64 ⎟ ⎝ ⎠ Desta equação obtém-se.08 61/4 15. valores de diâmetro externo através de diâmetro interno pré-estabelecido.62 65/16 16.91 3 7. Cláudio R. Losekann ⎛φ ⎞ M ⋅⎜ ⎟ ⎝2⎠ 32 ⋅ M 32 ⋅ 6 ⋅ 10 6 σ adm ≥ ⇒ φ≥3 ⇒ φ≥ 3 ⎛ π ⋅φ 4 ⎞ π ⋅ σ adm π ⋅ 15 ⎜⎜ ⎟⎟ ⎝ 64 ⎠ φ ≥ 159.75mm ⇒ φ ≥ 16cm DIMENSIONAMENTO DA COLUNA SEÇÃO CIRCULAR VAZADA φ e = Diâmetro externo φi = Diâmetro interno ⎛φ ⎞ M ⋅⎜ ⎟ σ adm ≥ ⎝2⎠ ⇒ φe 4 − 4. tendo em vista ainda a segurança que o mesmo pode proporcionar.16 63/4 16.24 4 10.076.76 5 12. conforme a tabela abaixo. Diâmetro interno Diâmetro externo d (polegada) d (cm) φ (polegada) φ (cm) 2 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. 208 . não compensado o vazado. Isto implica que pode ser mais barato este tipo. fornecido por algum fabricante de tubos de aço. Dr.70 Observa-se aqui a importância da verificação dos tubos e suas dimensões expostos no mercado e o preço em comparação com vergalhões (coluna cheia) produzidos por processo de laminação.

Figura 5. podendo ser montado e removido sem problemas de alinhamento. 4. Os acoplamentos podem ser rígidos. flexíveis e móveis. Figura 5. 209 . Os acoplamentos rígidos podem ser divididos em: 3. Acoplamento com luva de compressão ou de aperto: Esse tipo de luva facilita a manutenção de máquinas e equipamentos. Acoplamento rígido com flanges parafusadas: Esse tipo de acoplamento é utilizado quando se pretende conectar árvores e é próprio para a transmissão de grande potência em baixa velocidade. alinhando as árvores de forma precisa. Dr. Cláudio R. Losekann 5. os acoplamentos devem ser construídos de modo que não apresentem nenhuma saliência.48 – Aplicação de um acoplamento. Por motivo de segurança.50 – Acoplamento com luva de aperto. • Acoplamentos rígidos Os acoplamentos rígidos servem para unir árvores de tal maneira que funcionem como se fossem uma única peça.49 – Acoplamento com flanges parafusadas.5 – ACOPLAMENTOS Os acoplamentos são elementos de máquinas para transmitir movimento de rotação entre eixos ou árvores de transmissão. com a vantagem de não interferir no posicionamento das árvores. Figura 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

elástica ou articulada e elástica. Os principais tipos de acoplamentos flexíveis são: Figura 5. Podem ser de dois tipos externo e interno. As superfícies de contato nesse tipo de acoplamento podem ser lisas ou dentadas. 210 . Acoplamento de discos ou pratos: Empregado na transmissão de grandes potências em casos especiais.52 – Acoplamento de pinos. angular e axial entre as árvores.53 – Acoplamento elástico contínuo. Losekann 5. Dr. e permitem o funcionamento do conjunto com desalinhamento paralelo. • Acoplamentos flexíveis Esses elementos tornam mais suave a transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos. 2. Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada. 1.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Figura 5. por exemplo. Acoplamento elástico de pinos: Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha. Acoplamento elástico contínuo: Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão. Cláudio R.51 – Aplicação de acoplamento flexível. como se fossem duas engrenagens cônicas acopladas axialmente. Esse acoplamento permite o jogo longitudinal de eixos. Permitem o deslocamento angular axial. Figura 5. nas árvores de turbinas. como.

Dr. Todo o espaço entre os cabos e as tampas é preenchido com graxa. Acoplamento elástico de fita de aço: Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas. encaixam-se nas aberturas do contra-disco e transmitem o movimento de rotação. Esquerdo – externo.53 – Acoplamento elástico contínuo. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor elástico junto ao cubo. 211 . constituídas por tocos de borracha. Permite uma quantidade razoável de desalinhamento axial e angular. Losekann Figura 5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.54 – Acoplamento elástico de garras. 4. Acoplamento elástico de garras: As garras. Apesar de esse acoplamento ser flexível. Figura 5. as árvores devem estar bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviço.interno 3. Cláudio R. nos quais está montada uma grade elástica que liga os cubos. Direito .

5. Acoplamento de dentes arqueados: Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial. Figura 5.57 – Acoplamento de dentes arqueados. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central. Cláudio R. 212 . Losekann Figura 5. mas com pequenos desalinhamentos angular. Acoplamento de corrente: Empregado na transmissão de potência elevada. axial ou radial. 6.55 – Acoplamento elástico de fitas de aço. Pode-se usar correntes silenciosas ou de rolos. o que permite até 3 graus de desalinhamento angular. sendo este último o mais usado. Figura 5.56 – Acoplamento elástico de fita de aço.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Dr.

59 – Acoplamento de dentes arqueados. Articulação de até 15°. Figura 5. e dependendo da forma dos dentes e das folgas podem suportar desalinhamentos angulares pequenos e paralelos também.58 – Juntas. Acoplamento de engrenagens: usam dentes externos curvos ou retos de engrenagens em malha com dentes internos. A maioria dos automóveis é equipada com esse tipo de junta.Essa junta é constituída de esferas de aço que se alojam em calhas. a) homocinética. durante sua atividade. Losekann 7. b) cardan. 213 . igual à da árvore motriz. Cláudio R. a) b) Figura 5. Permitem desalinhamento axial. Cardan . 8. Junta: Esse tipo de junta é usado para transmitir movimento entre árvores que precisam sofrer variação angular.A junta cardan e a junta com articulação esférica não conseguem dar à árvore comandada uma velocidade constante. Homocinética . Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Os acoplamentos móveis podem ser: de garras ou dentes. Mt ⋅c τ= J Onde “Mt” é o momento torçor. b) de dentes. Dr. Losekann • Acoplamentos móveis São empregados para permitir o jogo longitudinal das árvores. isto é. 214 . obedecem a um comando. “c” é o raio do eixo (distância da linha neutra a fibra mais afastada). a) de garras.60 – Acoplamentos móveis.61 – Torção em eixos acoplados. esses acoplamentos são usados em aventais e caixas de engrenagens de máquinas-ferramenta convencionais. tanto para a determinação de força quanto a determinação do momento torçor e outras grandezas físicas relacionadas aos elementos de transmissão flexíveis podem-se basear nas equações da Resistência dos Materiais como os elementos abaixo: Figura 5. Cláudio R. “J” é o momento polar de inércia. DIMENSIONAMENTO As equações básicas para projeto. a) b) Figura 5. Geralmente. e a rotação é transmitida por meio do encaixe das garras ou de dentes. Esses acoplamentos transmitem força e movimento somente quando acionados.

2 ⋅ N [cv] Mt = [kgfm] Mt [kgfm] = n[rpm] n [rpm] Onde “N” é a potência. Os parafusos irão suportar a tensão de cisalhamento aplicada? O material dos parafusos tem σe = 40 kgf/mm2 e σr = 55 kgf/mm2? Dado: Diâmetro dos parafusos = 1/2" 5 cm Mt = F.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof.231kgfcm Mt = F.266cm2 cm mm2 kgf τ = 2.046.d ⇒ F= ⇒ F= = 2.3: Dois eixos são unidos por meio de flange. Cláudio R. Losekann 716. “n” é a freqüência do acoplamento.2 N [cv] 716.2 = 102.31kgfm n 700rpm Mt = 10. Exemplo 5. havendo transmissão de 100 cv a 700 rpm. ou eixo de transmissão.d N Mt = 716.69 mm2 215 .27cm)2 A parafuso = π⋅ A parafuso = π ⋅ = 1.266cm2 6 ⋅ A parafuso 4 4 F 2.2 ⇒ Mt = 716. utilizando-se seis parafusos fixados a 5 cm do baricentro. Dr. logo: τ= F ⇒ D2 ⇒ (1.2kgf kgf kgf τ= ⇒ τ= ⇒ τ = 269.231 kgfcm A força tangencial aplicada no circulo em que estão os parafusos é dada pela equação geral de momento.2 n F τ= Mt → kgfm A N → cv D2 A= π⋅ n → rpm 4 N 100cv Mt = 716. Mt 10.046.69 6 ⋅ A parafuso 6 ⋅ 1.2kgf d 5cm A tensão aplicada é a força tangencial divido por 6 parafusos.37 2 = 2. conforme mostra a figura abaixo.

. 3ª edição. 2004. HOLOWENKO..2004 8. H. 1996.. R. 4. E.. Edgard Blücher Ltda. 7. τ < τe . São Paulo: Ed. 27 ed. G. Porto Alegre: Ed. Bookman. SHIGLEY. LAUGHLIN. São Paulo: Ed. E.UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. NORTON. TELECURSO 2000 profissionalizante. Porto Alegre: Ed. 1994 13..A. Gustav. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 1982. A. 11. Catálogo C-8 Cabos de Aço.2. J. FAIRES. 1984. 5. os parafusos irão suportar as condições de trabalho. Ed. 1986. NIEMANN. MANCUSO. 2005.3. Dr. v. V. 7ª edição. RITZMANN. 9.1. v. New York: M.A.. v. é menor que a tensão de cisalhamento de escoamento. G. R. BUDYNAS. Losekann Resposta: como a tensão de cisalhamento que ocorre em cada parafuso.. Elementos de máquinas. Elementos de máquinas. 2. McGraw Hill. Cláudio R.A. SHIGLEY. Elementos de máquinas. 1998.. Mecânica. MISCHKE. R. 1982. R.. C.. 2005. 14. Projeto de engenharia mecânica. Globo S. Erik 2004 Machinery’s Handbook. Elementos orgânicos de máquinas. D. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. Projeto de máquinas. v. Dekker. Cabos de aço: Manual prático para escolha e seleção. CIMAF. Noções básicas de elementos de máquinas. 3 ed. 10. Mechanical power transmission components. FERRAMENTAS GERAIS. OBERG. J. S. SHIGLEY. M. A. W. 216 . Catálogo de produtos 97/98.2. L. 12. SENAI-ES. 6. Standard handbook of machine design. SOUTH. J. HALL Jr. Bookman. R. 2 ed. Elementos Orgânicos de Máquinas. New York. 1985 3. J. R.

8760 T & R 427 154 116 140 12 43 429 C46 2.2% Mo 8640 T & R 538 117 88 102 15 52 330 C35 5 60(b) 0. Pode ser carbonetado C1020 Recozido 40 30 29 36.25% Mo – emprego 4340 (e) T & R 427 156 136 (f) 140 12 48 422 C45 2.95% Cr.5 60 Elementos de máquinas Elementos de máquinas.8%Cr – engrenagens. 4130 T & R 593 89 67 80 18 62 280 C29 11.80% Cr – engrenagens.5 65(b) peças forjadas 1. 62 Elementos de máquinas. eixos.5 65(b) 1. (g) – recozido.5% Cr.5 50(b) engrenagens. eixos. 0.5 4 55(b) 1. (f) – torção. árvores. A41-36 B1113 Trabalhado a frio 58 43 50 14 40 170 B87 . 0. 0. pinos 8630 (e) T & R 538 93 69 81 18 62 262 C26 10 65(b) 0.55% Ni.55% Ni. 0. forjados a frio C1022 Laminado 50 38 36 35 67 149 B81 8 70(h) Emprego geral C1030 Laminado 56 42 36 32 56 179 B88 7. árvores 3250 (e) T & R 538 116 85 102 16 52 340 C36. alto % S 1340 T & R 650 79 59 64 21 61 293 C31 13 45 (g) Aço ao Mn 2317 (e) T & R 538 74 55 50 27 72 220 B97 11. . 0. (b) – recozido. chapa C1020 Normalizado 45 38* 35 39 69 131 B74 10 . parafusos 2% Si. camisas 2340 (e) T & R 538 96 72 84 22 60 285 C30 7 31 3.2% Mo 0. (d) – resistência ao cisalhamento é considerada como sendo 75% da resistência a tração.55% Ni.82% Mn – molas.5 66 111 B66 11 .5 55 (h) 3. 50 (h) ASTM A85-36. 32 25 40 138 B76 . barras 0. tratável termicamente C1118 Laminado 53 39 32 32 70 149 B81 11 82 Usina fácil. talhadeiras.25% Mo 5140 (e) T & R 538 105 79 90 19 55 300 C32 .85% Ni. 60(b) 0. alto % S B1113 Laminado 49 . tratável C1035 Laminado 60 45 39 29 58 190 B91 6 57 termicamente C1045 Laminado 67 50 41 22 45 215 B96 4 51 Eixo e árvore grandes C1095 Normalizado 99 74 56 8 16 285 C25 0.85% Ni.5% Cr.4mm). 135 Usina fácil. .85% Ni. não é soldável normalmente C1144 T & R 538 83 62 58 19 46 235 C22 5 65 (b) Usina fácil. 0.5 39 Ferramentas. 0.25% Mo – eixos. (c) – T & R 538 significa temperado e revenido a 538°C. 2 Estricção Dureza Dureza Izod Material AISI Estado (e) escoamento Usinabilidade Observações Tração Cisalhamento pol [%] [%] Brinell Rockwell [kgfm] (σe) [kgf/mm²] (σr) (τr) (d) Ferro pudlado Laminado 34 25 18 (a) 35 .5 55(b) 1. árvores.25% Ni. .05% Cr – engrenagens 4063 T & R 538 126 95 112 14 43 375 C40 8 .5% Ni – engrenagens. alto % S C1020 Laminado 46 34 34 36 59 143 B79 9 64 Aço estrutural. Emprego geral C1020 Estirado a frio 55 41 46 20 59 156 B83 . 1. 0. 0.45% Ni. molas. pinos. 0.85% Ni.5% Ni – engrenagens Aços 1.4% Cr.2% Mo – eixos. Usina fácil. B60 .5% Cr. 0. 0. (e) – corpo de prova de 1” (25.8% Cr. Tabela A: Propriedades Típicas dos Aços Forjados – 1 Tensão Máxima [kgf/mm²] Limite de Along. árvores. 9253 T & R 538 126 95 112 15 32 352 C36 1 45(b) ferramentas 9440 T & R 538 106 73 95 18 61 311 C33 10 60(b) 0. 0.11% Mo OBS: (a) – valores mínimos.5 16 geral 4620 Carbonetado 104 77 81 17 58 302 C32 5. 0.25% Mo – propriedades do núcleo 4640 (e) T & R 538 106 73 91 19 56 310 C33 5. (h) – estirado a frio. exceto nos casos assinalados com asterisco.25% Mo – ferramentas. 0. 3150 T & R 538 106 79 91 16 54 300 C32 6 - parafusos. 0.

Massa Usinabi.5 28.5 1090 12. 49 (e) 49 (e) Normalizado 22 26. (f) – ASTM 35 e seguintes são de alta resistência. 3mm 30 111 21 (e) 73.5 .6 4.5 (e) T&R 34.44 160 1 (m) 7.49 120 2 7. Dureza Izod Material Tração Compressão Corte Torção Transversal Escoamento Transv. (k) – N &R. 42 (e) 42 (e) Recozido 17.86 70 24 40 090 63 (e) 63 (e) N&R 28. (j) .5 7.2 . 21 (h) 43.5 (e) 73.33 80 3 (e) - Fofo Nodular (i) 0. caracteriza-se o material através das composição.4mm). 44 (h) .8 . .05 380 1.03 80 6.45 50 12. (d) – limite de resistência a fadiga do fofo varia entre 0. 35 (e) 105 45 47 1360 18 .4σr e 0. 15.5mm 35(f) 120 24.85 220 4 7.5 6.5 21 (e) 21 8.25 55 12.86 70 24 50 A148.5 (e) 21 8. 7 . 49 (e) 49 (e) N&R 23 31. Mód.5 (e) 21 8.5 6.5 (h) 45. Espessura Mínima Fadiga Elast.05 175 4 (l) 7. normalizado e revenido. .5 17.2 3.5 - (m) 60-45-15 (recozido) 49 .5 28 1000 8. 9.5 7. 820 5. 0105 73.9 240 9 7. (i) – sem padrões para fofo nodular atualmente: 90-65-02 significam σr= 90Ksi.5 17.05 235 4 (l) 7. varia com a composição química e as dimensões da secção. 19mm Ferro Maleável Along Estricção 2 pol ASTM TIPO [%] [%] A47-33 32 510 35.5mm 40(f) 121 28 (e) 87.6σr.5 . 3mm 25 . (l) – Teste Charpy com entalhe em ângulo reto a 21°C. σe= 65Ksi e alongamento de 2% para secções de 1 pol (25.5 . 910 7 (h) .2 . características mecânicas além do n° indicativo.44 210 7.05 160 5 (l) 7.8 .5 34.5 31.5 .5 (e) 45.5 40. Limite de Elast. 7 . 56. 7. (n) – tomar valores iguais a σr.6 260 10.5 (e) 70 24. .05 140 4 (l) 7.5 (h) 35 .5 (n) 30 40. (b) – valores relativos de usinabilidade.5 38 1180 14 .5 6.5 0175 122. 180 3 7.5 (e) Normalizado 19. .44 240 7. 7.5 90-65-02 (fundido) 70 .5 7. 19. 7.49 120 1.5mm 60(f) .5 59. 17 (h) 38. específica lidade (Normal) das [kgf/mm²] E X 10E-3 Brinell [kgfm] (σr) (σr)c (τr) (τr)t [kgf] [kgf/mm²] G X 10E-3 [g/cm³] (b) Paredes (σn’) [kgf/mm²] [kgf/mm²] Fofo Cinzento (d) (g) ASTM SAE (a) 20 110 14 (e) 56 22. (e) – valores mínimos.5 . (g) – para fofo. 11.%C= 0.5 (e) T&R 54 102 (e) 21 8.5 17. .5 (e) 59.5 (h) . 13. 17.33 90 10 (e) - A220-44T 70 003 63 (e) (n) 56 (h) .05 130 4 (l) 7.86 60 30 53 A157-44 .5 42 (e) 21 8. 200 3. 18 42 17. 10.5 42 53 1540 20 .5 7.86 65 28 55 .05 190 3. 220 .5 24.5 - A47-33 35 018 38. portanto.3 120 12. são materiais mais caros.86 . 8 15 (e) OBS: (a) – ASTM e SAE são especificações diferentes.5 (e) 80. 24 (h) 50.5mm 50(f) .5 (e) 21 8. 42 (e) 122. valores normais variam até 40% a mais.5 (l) 7.12 65 9.2 .86 60 18 42 46T 122.5 (e) 21 8. .5 35 21 8. 170 .3 5.5 (e) N&R 26. tensão de 25% da tensão de ruptura. .5 .5 36.3%. (m) – Teste Charpy com entalhe em V. 160 .5 17.5 (e) 21 8.5 (l) 7.5 80-60-05 (fundido) 63 . (h) – valor estimado. 4 - (m) 0.86 70 26 43 0050 59.5 31. 24.3 120 20 - A220-44T 43 010 49 (n) 42 (h) .05 140 5 (l) 7. .5 (h) .5 (h) . 20 - Aço Fundido Estado (k) ASTM SAE (a) .86 55 30 50 A27-46T 0030 (j) 45. 63 (h) .86 65 28 50 A27-46T 080 56 (e) 56 (e) N&R 24.5 7.05 120 4 (l) 7. 9. 7 .5 25. Tabela B: Propriedades Típicas dos Metais Ferrosos Fundidos – 2 Tensão Máxima [kgf/mm²] Resistência Mód.5 .45 . 31. 150 .5 (n) 33.

8.5 19600 55 60 140 7.92 13. 416. recozido 59. revenido.3255(DB). (e) – limite de resistência a fadiga (σn’) para aços inox: σn’= 0.3 termicamente Martensítico T& R 538°C 410. Endurece somente com 347. 20300 6 .92 12. Não endurece por tratamento 430. 20300 31 55 160 7. tratado Endurecimento por tratamento térmico. Endurece somente com 316.6 17.67 4.8 9. 410 e 416: σr= 3. 19600 62 70 150 7.7 10.5 63 . recozido 63 28 27.92 . 20300 20 65 310 7. Endurece somente com 304. 20300 25 45 165 7.5 31.4 9. trabalho a frio. (d) – trabalhado a frio.5 Endurecimento por tratamento térmico.0 trabalho a frio Austenítico.5 28 23.5 28 24. 304 são aços inoxidáveis 18-8 Austenítico.7 10.7 térmico OBS: (a) – coeficiente de dilatação linear (α) em temperatura ambiente. 105 (b) 91 .9 16. 9. (b) – valores médios da resistência a tração dos aços 403. 400 7.1 trabalho a frio Austenítico.1 5.72 2.4 16. laminado a frio 87.9 302.1 5.4 9.variações devido ao recozimento. recozido 28 . (a) Along. 250 7.8 9. (f) .72 8. 303.3 5. laminado a frio 98 70 49 (d) 19600 30 .5 +0.92 13.7 trabalho a frio 410. (E) Estricção Material AISI 2 pol Brinell específica [kgfm] Observações Fadiga [kgf/mm²] [%] (c) Tração Escoamento [%] (c) (c) [g/cm³] (c) Por Por (σn’) (f) (σr) (c) (σe) (c) °F °C (e) Austenítico.3 trabalho a frio Austenítico. recozido 52. 240 7. Dureza Massa Izod Elast.8 5. laminado a frio 134 (b) 98 .3 16. (c) – variações devido ao tratamento térmico e trabalho a frio.92 . Endurece somente com 302.4 16.5 28 .9 trabalho a frio 302.5 17.3 Máxima dureza. endurecido.7 10. recozido 59.7 9.92 12. recozido 59. . Endurece somente com 303.8 19600 57 70 150 7.4σr até limite de σr= 112Kg/mm². Martensítico 54. Tabela C: Propriedades Típicas de Alguns Aços Inoxidáveis – 3 Resistência Máxima [kgf/mm²] Mód.70 11.5 .3 (b) Martensítico Ferrítico. onde DB= dureza Brinell. 19600 30 .3 19600 50 65 160 7.

28 Nula Teflon OBS: (a) – CQ= consolidação a quente. (e) – diam.2 1.8 24. barra 4.92 .5 1. 1. .4 54 M90 2 1. para diam.2 1-5 M85 1. TA.8 .4 0.9 1. 7. - Bakelite. 4. TP= termoplástico. Dureza Izod Material (E X 10E-3) D (h) absorção Registradas (a) (k) Tração Compressão Flexão [%] Rockwell [kgfm] (f) [kgf/mm²] H2O (i) Comerciais (σr) (σr)c (σf) (g) L.65 0. Plaskon Geon. (k) – MC= massa de celulose. tomar σn= 4. 1/3 a 1 pol.5 16. M100 2. Marvinol Metil-metacrilato (f) TP M. (c) – de face. 1/8 a 1 pol. TA= temperatura ambiente.35 0. Saran.5 8.5 8. 2.2 (f) 16. (l) – usado em engrenagens.044 0. M100 2. 3. ¼ pol de espessura.2-4. Tipo X CQ 9. (i) – absorção média de água (%) em 24 horas.2 1.2 . .1 0.5 Nylon Lumarith. . Textolite Polythene.3 32.4 12-50 M40 0. 3. M= moldado.8-14 1. 0.2 9.2 30-500 .028 0. Poliestireno (f) TP M.18 (c) 1.4 Fórmica.8 - Nylon-fenólico CQ L.1 2.01 Bakelite Tetrafluoretileno (f) TP M.1 1.4 300-400 .8 6.45 0. M90 2. P= plastificado.105 0. 0. reduzir 15%. Styron.05 Vinylite.2Kg/mm² (6000psi).5 . Polietileno (f) TP M.65 Synthane (l) Massa de pó de madeira CQ M.5-10. % Marcas Tipo Estado [kgf/mm²] Along.5 (e) . Uréia-formaldeído (f) CQ M.1 . M118 8. barra 5. Cloreto de Polivinil (f) TP M. (d) – diam.14 0.8-14 1. MC.8 M100 8.65 Fórmica (l) Tipo C CQ L.8 2.3 (d) 14 11.4 Bakelite (l) chapa Fenol- formaldeído Tipo XX CQ L.16 0.028 Nula Textolite Nylon FM-1 (a 25°C) TP M. 1.6 6.009 1. 2.3 5-15 M60 4.25 (c) 0. 2.35 0. . 3.2 Micarta (l) Tipo A CQ L.4-0. Plexiglass Lustrex. .06 0.033 0. (h) – densidade.9 (e) . barra 6 (d) 14 10.4 1. P. (f) – valores mínimos.44 (c) 1.27 0.9 14 7 .7-3. 1. 0. . Elast. (j) – 48 horas de imersão.5 1. . 1 e 2 pol reduzir 10%.35 0. (g) – resistência a flexão em secções simétricas.4 1.4 1.4 10.1 4. Tabela D: Propriedades Típicas de Alguns Plásticos – 4 Resistência Máxima Mód. L= laminado.8 5.14 (c) 0. . . 29.2 . para árvores de 1 a 2 pol. . 1. Acetato de celulose (f) TP M.3 (f) 0. .5-10.3 (j) Lucite.5 7 (e) . M100 2.11 2 Plastacile.2 (d) 10.

53 11. Limite de Res.1 10 Al.80 12.1 23 B70 8. 35 Zn (B36-8) Latão amarelo ½H 43 28 35 (a) .75 9.53 11.0 70 Cu.70 22 105 (e) 2.5 Cu. H. (i) [kgf/mm²] Elast. 48 30 32 (a) 11 a 3X10E8 10.41 11.2 1. 28 (a) 20 a 8X10E7 11. 33 (c) 9 a 5X10E8 7.1 3 B90 8. Along.5 Cu.53 11.70 10 150 (e) 2.4 2.80 11. 30 Zn Ligas de Cobre (B134.5 4.35 Ni (B194) (h) Latão 70X30 ½ H.2 92 Cu. 35 Zn (B36-8) H 14.70 3. 72S (B209) T6.5 4. 11.3 20.9 23. n°3) barra 0.5% B) Latão amarelo Mola H 64 33 43 (a) 14 a 10E8 10.5 4.5 Mg.2 barra outros 3% (B138-A) Latão naval ¼ H. outros 1% TT (B148) Cobre-berílio 35 a 10E8 TT 140 67 (o) 120 (b) 12.2 0.5 Pb.5 4.2 Mn duro Trabalha 5.8 17. Massa escoamento (σn) Elast.9 (p) 0.5 30 B80 8. outros 1% recozida (B150-1) Bronze de Fundido. 60 Cu.2 (B124.5 Mg. 2 pol específica Tração Cisalhamento (σe) [kgf/mm²] a (E X 10E3) Rockwell Por Por Percentual (G X 10E3) [%] (j) [g/cm³] (σr) (τr) (d) [kgf/mm²] n° de ciclos [kgf/mm²] °F °C [kgf/mm²] Metal 71 Cu.75 Sn Bronze ½ H. 28 Zn.3 65 Cu. 3S (B209) 15 10 13 (c) 6 a 5X10E8 7 2.70 15 95 (e) 2. silício (B98. TT 57 34 50 16 a 5X10E8 7.2 2. p) 13 a 5X10E8 7.9 4.1 4 Cu.1 27 B78 8.77 12.8 outros 2.6 22 . barra 49 32 39 (a) 21 a 3X10E8 10.5 2.8 400 (d) 8.6 17. 13 (c) 12 a 5X10E8 7.3 20.82 12. 8 Sn barra (B139-C) Bronze- 96 Cu.8 21. 10.9 17.9 4.58 9.6 2 Be.3 10 Al.22 9.1 15 B80 8.8 21. n°6) barra Bronze- ½ H.6 1.1 20.39 9.1 65 F75 8.9 do a frio 0.3 2.5 Si.74 12. 1.5 33 B85 8. 1. Ligas de Alumínio 11S (B211) 37 .47 11. Tabela E: Propriedades Típicas de Alguns Metais não-Ferrosos – 5 Tensão Máxima Mód.5 . TT 48 29 32 (c) 13 a 5X10E8 7. 0. 7.7 22. T4. outros 2. 1 almirantado Recozido 37 18 (o) 15 (a) 13 a 10E7 10. 39 Zn.66 16 40 (e) 2.5 Cu.5 4.2 2. Fadiga Mód.5 17.2 4.7 21.2 20.3 2. 58 Cu.80 13.5 4.5 Zn. 2.2 Sn (B111) Bronze de Barra alumínio 56 .80 22 120 (e) 2. 49 29 36 (a) 15 a 5X10E7 11. 0. manganês 59 34 42 (a) (q) 10. 28 (a) . 2.3 65 Cu.2 4. TT 43 (p) 27 28 (c.80 10. 24S (B211) T4.1 18. 39.7 22.6 15 B90 7.5 Mn 4.9 23.9 4.25 Zn. Dureza Composição Material ASTM Estado Transv.6 Mn 5. 46 (a) 15 a 10E8 (r) 11.1 19 B90 8.47 11. alumínio 63 .5 Mg.15% Liga 85 Fundido 28 .5 Bi 17S (B211) 4 Cu. 5 Si . 0.1 23. fosforoso 56 .

a comp. 5 Ligas de Chumbo patente 7 Esc. .2 (m) . .5 - tipo III) Titânio (MST Encruado 87.4 (m) 2.5 Zn. 6 a10E8 .15 Mn do Metal A 25°C 2. . 7 91 (e) 6. TT = tratado termicamente.0 (n) Fe recozido Laminad 67 Ni. 30 Mo.9 B91-45 T) 0. a comp.125%.4Kg/mm². limite de proporcionalidade = 70Kg/mm² (100000psi).34 .7 Kg/mm². T4 = indicação de um tratamento térmico. (k) – limite de escoamento à compressão: A10 = 8. 15 Sb. 5 patente 3.9 (l) Sn (B23-46 T-8) Metal A 20°C 2. AZ80X = 19. H14 = tratamento equivalente a ½ duro.3 23. (f) – limite de proporcionalidade = 28Kg/mm² (40000psi).4 25.0 Mg (XXV) pressão OBS: (a) – com 0.5Kg/mm² (25000psi). (l) – coquilhado. 2. Monel oa 56 39 28 (c) 22 a 10E8 18. - (l) 2X10E7 4.2%. (o) – estimado. 5 Hastalloy B o. . 15 Sb. .3 Sb.9Kg/mm².8 Esc.7 8.55 10.9 10 Al.64 17. 42 (c) 21.96 13. 17 (e) 7. (q) – para engrenagens de Bronze-manganês σn= 11. 0.0 outros 3% quente Diversos Liga de Recozido 32 . 6 Al.5 Al. AZ61X = 14. 1 Zn.6 1. Fundido 15 13 8 (c. patente 5. 8.4 25. 1 Cu. (r) – para engrenagens de Bronze fosforoso SAE. (g) – limite de proporcionalidade = 35Kg/mm² (50000psi). H = duro.6 1. ¼ H = ¼ duro.9 B107-45 T) Mn a Forjado. resfriado em água e envelhecido. 91 . 27 10 (e) 9. (b) – com distensão de 0.7 8.04 Zamak-5 sob 33.7 40 B85 8. 35 90 (e) . 12 A62 4. 1.4Kg/mm².1 Mn B80-47 T) Magnésio Barra Ligas de (AZ61X. 0.8Kg/mm².5 Cu (B23-46 T-1) Laminad 46 a 10E8 62 Ni. Tabela E: Propriedades Típicas de Alguns Metais não-Ferrosos – 6 (B85) sob pressão (liga A 10.8 14.2 31. .5 .25 5.01%. . envelheci 35 16 24 (c. k) 11 a 5X10E8 4. (d) – dureza Brinell.96 13.7 2 E64 1.5 Esc. 77 (g) 42 10. (j) – varia com o tamanho do corpo testado. 4. 5 20 (e) 9. (h) – limite de resistência a fadiga à torção com reversão total = 17.3 27 .48 4. 0.5Kg/mm². (m) – com distensão de 0. k) 12 a 5X10E8 4.2 .1 (m) 5. (n) – a 650°C. σr= 38. 40 B95 9.83 14. 30 Cu. .4 25. (p) – perfis laminados. (e) – dureza Brinell com carga de 500Kg.2 extrudad 32 15 22 (c. 0. σn= 16.6 a 91 Sn.5 . 10 Rádio platina Titânio (MST Recozido 56 . (c) – com distensão de 0.7 a 80 Pb.6Kg/mm².2 6. k) 7 a 5X10E8 4.9 . a comp. .7 6 E82 1.7 15 E67 1.48 4.9 (l) 2X10E7 Sn (B23-46 T-8) e Estanho Metal A 100°C 80 Pb. 50 (f) 35 18.5 - tipo III) Zinco.83 14. 3. (AZ80X. (i) – coeficiente de dilatação linear. Fundido 4 Al. 25 A59 4.83 7.9 . . .80 14. σe= 22.6 1.1 .5% alongamento total sob carga.3 23.

3 Recozido 1 43.3 27 51.9 126 7.7 41.4 47.9 29.5 34.2 137 8.7 41 25 54.2 29.7 Normalizado 2 46.3 57.6 40.8 C1015 Normalizado 1 43. Tabela F: Propriedades Gerais dos Aços – 7 Diam.3 36.5 Normalizado 2 67.7 55.6 25 58 201 9.8 28 55 170 6.4 56.2 116 11.6 179 12.3 64.6 71 126 11.4 40.3 29.5 Laminado ½ 49.4 Normalizado 4 70 39.8 Normalizado 2 42 31.6 Laminado ½ 71.6 Recozido 1 46.3 61 143 9.1 23.6 Normalizado 2 58.5 67.4 47.1 C1137 Normalizado ½ 68.9 TA & R 538 4 78.8 TA & R 538 2 81.3 27 60.3 61.6 38.6 Laminado ½ 56 35.1 TO & R 538 2 78. TO & R 538 significa temperado em óleo e revenido a 538°C.9 29.7 32 54 179 7.5 Normalizado ½ 44.1 156 9.1 OBS: (a) TA & R 538 significa temperado em água e revenido a 538°C.8 24.4 TA & R 538 1 61.3 22 51 197 2.6 24.8 61.4 Normalizado 1 59.7 31.1 33.7 187 10.7 30 57 149 4.8 TO & R 538 4 63 40. Estricção Dureza Izod AISI Estado (a) de prova tração (σr) Escoamento 2 pol [%] Brinell [kgfm] [pol] [kgf/mm²] (σe) [kgf/mm²] [%] Laminado ½ 42.3 31 57.4 TA & R 538 2 71 48.1 23.7 40 187 1.7 Laminado ½ 65.5 31 33 63 143 8.4 37.3 44.6 18 37 229 3.1 32.1 C1030 Normalizado ½ 54.0 C1050 TA & R 538 ½ 83.6 23 55.8 39 61 126 11.9 34.5 207 2.5 64. corpo Resistência a Limite de Along.4 C1040 TA & R 538 ½ 76.4 TO & R 538 2 64.8 58 121 9.4 Recozido 1 59.9 37 69.5 26 63 192 8.2 35 32 61.5 69.7 111 11.6 201 2.1 38.1 33.8 TO & R 538 ½ 85.5 47.4 21.1 28 53 167 7.4 34.7 Normalizado ½ 77.7 126 11.2 201 8.2 21.6 24.8 116 11.2 Recozido 1 64.2 Recozido 1 39.8 27 59.5 229 2.6 207 11.5 35.4 32.6 21.2 37.7 137 11.5 Normalizado 4 44.6 23.9 Recozido 1 52.4 37 69.7 60.7 63.9 Normalizado 4 41.4 28.7 60 241 7.6 121 11.8 167 5.6 28 68.7 43. .8 58 248 3.6 223 2.1 Normalizado 4 58.7 56.5 35 27 54 174 5.4 41.3 179 8.3 TO & R 538 4 71.5 Normalizado 4 50.7 22.4 TA & R 538 4 69.5 37.8 31.5 223 10.2 34.9 55 23 61 235 3.5 34.5 50 223 2.8 32.5 C1117 Normalizado ½ 48.8 37.

5 51 200 22 7.5 61.5 44 217 23 4.2 ½ 538 129 121 375 12 4.5 363 11 0.9 1 704 59.5 160 514 10 1.3 ½ 427 147 136.5 429 11 1.8 ½ 650 103 87 311 17 4.5 429 15 2.5 277 21 11.5 C1035 (água) 1 538 71.9 8742 Ni-Cr-Mo (óleo) 1 650 91 77 262 21 9.1 ½ 427 147 136.4 9840 Ni-Cr-Mo (óleo) 1 650 98 84 280 19 9 6 538 105.5 40 170 29 12.9 4140 Cr-Mo (óleo) ½ 650 91 80.5 59.1 (água) 4 593 67 50.5 331 16 7.5 262 17 0. Tabela G: Propriedades Típicas de Aços Tratados Termicamente – 8 Resistência a Limite de Along.4 2330 Aço-Níquel ½ 538 94.8 1 370 166 150 470 11 1.3 4 650 82.5 534 11 1.4 1 370 158 142 455 11 1.8 4 593 91 45.5 429 13 5.7 ½ 370 94. corpo de Revenido Dureza Izod tração (σr) Escoamento 3 pol têmpera) prova [pol] a °C Brinell [kgfm] [kgf/mm²] (σe) [kgf/mm²] [%] 1 316 75.5 277 12 1.7 9261 Si-Mn (óleo) ½ 480 151 134. AISI (meio de Diam.4 ½ 650 89 82 269 21 8.8 C1137 (óleo) ½ 538 77.5 217 26 15.5 58 229 23 12 ½ 427 160 150.1 4 538 73.8 C1095 (óleo) ½ 593 101.5 4 650 78.5 61.5 415 11 2.5 91.4 2 538 73.7 4150 Cr-Mo (óleo) ½ 650 111.5 444 10 1.5 293 18 9 2 650 84.4 5150 Cr (óleo) ½ 538 112 104.5 98.9 ½ 427 123 78.5 91.5 63.5 207 26 12 ½ 260 189 168.2 6152 Cr-V (óleo) ½ 650 99.5 293 17 0.5 235 22 - ½ 427 181.5 61 240 11 5.5 197 25 14.5 80.5 321 15 5.6 (água) ½ 704 75 63.2 ½ 370 172 157 495 10 1.5 66 241 21 6.5 302 16 - .5 88 277 20 10.3 ½ 316 147 136.5 229 23 8.5 285 20 13.2 ½ 427 130 122 375 14 8 8639 Ni-Cr-Mo ½ 593 96 87.

Tabela H: Limites de Resistência à Fadiga para Diferentes Materiais – 9 Resistência a Fadiga (σn) [kgf/mm²] Resistência ao Escoamento Material Estado a n° de ciclos (σe) [kgf/mm²] Longitudinal 21 0. trat.46 133 1. trat.2mm 18 a 10E8 0.47 Aço fundido. 11 1.53 Aço fundido.41 40 1.00 Extrudado 13 a 5X10E7 . Em água salobra 20 a 10E8 0.40 31 1.70 Baixo latão Arame de mola.46 Bronze-silício B Laminado a frio.06 Barra laminada a quente 34 0.29 32 2. em areia.25 Temperatura ambiente 26 a 10E8 0. .64 Recosido. trat.41 25 1. . termicam. term. 8630 Fundido.75 Aço Inox 303 Barra laminada a frio 35 0.46 1035 Em banho de sal 17 .19 25 4. 3. 1335 (manganês) Fundido e normalizado 32 0.71 1137 Laminado a frio 35 0. ø 0.64 70 1. 34 1.25 Fundido. - 15 a 10E4 .61 650°C 46 a 10E8 .62 Bronze-chumbo-antimônio Fund. temperado e revenido 45 0. 16°C 25 a 10E8 0. 28 1. 4340 Fundido.56 Nitralloy 135. - De fundição 22 0.53 42 1.00 Recosido 73°C 27 a 10E8 0.40 Bronze fosforoso Fund.41 49 1.77 1141 39 0.50 48 1.72 Aço forjado 1117 28 0.53 32 1. ø 0.45 26 1. trat.50 Alumínio 122 Coquilhado.28 Alumínio 52S Meio duro 13 a 5X10E8 0.50 42 1. endurecido por 22 a 10E6 0.46 41 1. 35 2.00 8. 0. termicam. 13 1.46 Bronze-alumínio Fund. 13 0.21 21 3.59 98 1.59 32 1. 12 0. term. trat. 15 .59 Em enxofre 17 . termicam.1mm 17 a 2X10E7 0.26 46 2. termicam.17 46 3.5 0.67 Bronze-manganês Fund. trat.55 Laminado a frio 32 0. termicam.40 Aço fundido. 0.2mm 15 a 10E8 0.37 25 0.21 48 2. ø 0. 6 a 5X10E8 0. temperado e revenido 36 0.61 53 1.28 De fundição 22 0. 8 . modificado Com entalhe e nitretado 17 .32 48 2.29 36 2. em areia.14 Aço Inox 410 Temperado e revenido a 650°C 34 0.46 32 1.45 Alumínio 24S envelhecimento 18 a 10E7 0. meio duro 21 a 3X10E8 0.18% C Fundido e recozido 24 0. 21 1.65 .60 20 1.45 Não-nitretado 32 .5 X 4 pol 11 a 3X10E8 0.40 28 1. envelhecido 11 a 5X10E8 0.77 Bronze comercial Arame endurec.31 Aço fundido.36 57 2.17 Extrudado. lâmina de 0.70 termicam.48 22 0. Bronze-silício A Barra.72 Ao ar 28 0.25% C Fundido e normalizado 25 0.66 98 1.98 Nitralloy N Nitretado 87 0.38 . - Com entalhe e não-nitretado 56 0.51 20 1. temperado e revenido 32 0.29 Arame duro. 24 a 7X10E7 0.17 Magnésio (ASTM B91-41 T) Barra forjada. 35 1.97 2317 Em banho de sal 22 . - Ferro fundido ASTM 30 11 a 10E5 .39 32 1. em areia.54 Magnésio (ASTM B80-41 T) Fund.2mm 16 a 10E8 0.55 28 a 10E5 0.06 2320 Carbonetado e endurecido 63 0. trat.32 18 1.1mm 13 a 10E8 0. 21 .54 25 0.50 55 1.50 67 1.16 816°C 23 a 10E8 .06 28 a 10E5 .07 Latão 70X30 Meio duro.40 104 2. em areia SAE 65.50 42 1.49 36 1.24 28 2.11 6150 Termicamente tratado 67 0. envelhecido 6 a 5X10E8 0.56 3120 Carbonetado e endurecido 63 0.14 Aço fundido. trat.47 Recosido.68 32 a 10E4 .72 Ao ar 36 0.50 36 1. 41 5. lâmina de 0.14 Revenido.63 Dureza de mola.19 Stellite 21 650°C 31 a 10E8 0. .33 Arame de mola. Trat.51 25 1.78 14 a 10E8 0.28 47 2.08 De fundição 19 0.44 35 1. - Nitretado 63 0.65 21 1. 72% de redução 21 a 3X10E7 0. termicam. 32 2.41 Em enxofre 7 .20 Aço Inox 316 27 0.45 60 1.53 98 1. 15 0. (engrenagens) 17 . .00 Ferro pudlado Transversal 20 0.46 32 1.93 Monel Laminado a frio 36 a 10E8 0. 6 a 5X10E8 0.. em areia.45 25 1.2mm 18 a 10E8 0.31 42 2.93 Barra recozida Aço Inox 403 28 0.67 1015 Laminado a frio 25 0.. 34 1.65 126 1. 41 2.54 Fund. - Hastalloy B 816°C 24 a 10E8 . .21 1020 Laminado 23 a 10E6 .25 13 2. ø 0.37 32 1.23 Alumínio 17S Forjado.50 62 1.52 Laminado a quente 11 a 5X10E7 . 34 1.50 34 1.61 35 0.

91 TD & R 150.19 TS & R 150. (c) – diam. O 93 58 20 56 269 7. O 144 129 13 53 415 6. 6. corpo de prova = 2 pol.9 (f) (g) E9310 (d) TS & R 150. O 126 104 14. O 111 85 15.5 62 363 8 C62 1. O 95 74 19 55 300 8.4 (f) (g) E9310 (c) TS & R 150.1 C61 1.5 1. (f) – da ordem de outras durezas vistas. O 81 54 22.14 TD & R 150. O 2115 (a) 63 42 30 70 185 9. (f) (g) C1117 (b) TS & R 175. O 145 117 13.5 a 1. O 122 97 15. . A 56 35 30 60 160 . corpo de prova = ½ pol.6 C59 1.6 C64 1.78 (h) 125 100 15. Tabela I: Propriedades Típicas do Núcleo dos Aços Carbonetados – 10 Propriedades do núcleo Camada Limite de Tração Dureza AISI Estado (e) escoamento Along. (a) – diam.6 C64 1.2 (f) (g) TS & R 230.52 4620 (b) TD & R 230. A 51 32 32 71 149 12. corpo de prova = 1 pol.22 TD & R 150.9 (f) (g) OBS: carbonetação a 925°C e revenimento a 150°C produz dureza superficial máxima.8 52 415 6.7 (f) (g) 2515 (a) TD & R 150.9 C59.6 C62 1. em óleo.5 62 235 10.5 62 293 12.5 1. O 85 54 22 56 248 8. (e) – abreviações: TS & R 230 O = “têmpera simples e revenido a 230°C resfriado a óleo”. O 70 63 25 55 212 7.4 C60. O 99 77 17 50 .3 59 375 7. A 67 41 23 53 192 4.5 C57.6 (f) (g) 3415 (a) TD & R 150. (b) – diam.9 C57. porém revenimento a 230°C melhora a resistência ao choque. (d) – diam. O 117 184 14. O 119 91 14 50 352 5.7 (f) (g) ou A TD & R 150.5mm de espessura.3 53 341 4 C61 1. O 132 104 11.5 C60.19 TD & R 150. O 91 67 18 52 285 7. A 70 46 30 60 210 9.5 C61 1.19 TS & R 150.8 C59 1. (f) (g) C1020 (a) TS & R 150.5 58 363 7. 2 Redução Dureza Izod Espessura (σr) Rockwell (σe) pol [%] área % Brinell [kgfm] [mm] (8hr) [kgf/mm²] Rc [kgf/mm²] C1015 (b) TS & R 175.9 C62 1. (g) – camada carbonetada (penetração) dependendo da temperatura e do tempo do processo. O 95 66 19 60 277 12. O 121 95 15.5 (f) (g) 3115 (a) TD & R 150.3 66 363 7. corpo de prova = 4 pol.52 4320 (b) TD & R 230.19 E3310 (b) TD & R 150.3 58 352 6.5 51 388 3. O 102 76 18.8 56 293 6.52 TS & R 150. (h) – resfriado diretamente da panela a 150°C. O 124 100 15.8 (f) (g) 2317 (a) TD & R 150.91 8620 (b) TS & R 230. O 102 66 21.19 4820 (b) TS & R 230. na prática a maioria dos casos possui camada de 0.5 1.6 C65 1.40 E9310 (a) TS & R 150. TD & R 150 A = “têmpera dupla e revenido a 150°C resfriado a água”.5 0. A 60 39 33 65 170 .98 TD & R 150.5 57 321 9. O 67 42 35 65 195 11.6 (f) (g) 3215 (a) TS & R 150.3 (f) (g) (h) 152 111 13 50 429 4.99 E9310 (b) TS & R 150.5 1.

 válvulas. na  frigorífica.040 Max  0.00 a 18.    .11  0.00 a 12.  instrumentos  cirúrgicos. destilarias.  odontológicos e  lâminas de corte  telefônicas.00 Max  2.  revestimento em  vasos de pressão.00 Max  2.00 Max  1.8 xE6  18.  cirúrgicos.  frigoríficos.  peças soldadas e  exaustão de gases  têxtil.0  9.0  8. frigorífica.75  % Outros                    Max  Max  Estrutura  austenítica  austenítica  austenítica  austenítica  austenítica  austenítica  austenítica  ferrítica  martensítica  martensítica  ferrítica  Densidade [g/cm³]  8.  Equipamentos  Equipamentos  OBS: NORMAS ABNT  naval.00  17.6 xE6  19.00 a 19.0 xE6  17.  balcões  aplicações estruturais.00 Max  1.030 Max  0.  farmacêutica e  petroquímica.8  Calor específico 0‐100°C [Kcal/Kg.12  0. tubos e  refinarias.00 Max  1.00 Max  1. utensílios  odontológica e cirúrgica. hospitalar.00 a 12.50 a 11.097  0.00 Max  1.00 Max  1.8 xE6  17.00 a 14.0  8.4 xE6  10.097    0.  medida.030 Max  0.  Cutelaria. instalações  cosmética.  siderurgia.0  8.030 Max  0. alimentícia.030 Max  % Cr  16.  refinarias.00  8. têxtil.  geladeiras. hospitalar.0 xE6  11.00 Max  1.045 Max  0. naval.2 xE6  11.  aquecimento na  explosão.75  11.030 Max  0.  equipamentos  cosmética.00 Max  % Si  1. papel e celulose.  e discos de freio.  aplicação em tubos.12  0.00 a 3.097  0. siderúrgica.097  0.00 Max  2.00 a 8.  adornos de    cirúrgica.4 xE6  11.00  18.00 Max  1.08 Max  0.8  7.  petroquímica.00          % Mo          2.50  8. química e  medida.50 a 13.  rodoviária.097  0.030 Max  0.12 Max  Composição Química  % Mn  2.°C]  0.  para indústria  para a fabricação  NBR 5601 – Classificação por composição química dos  hospitalar.2  86.1   Propriedades  Tipo aço ABNT  301  302  304  304 L  316  316 L  321  409  410  420  430    % C  0.  refrigeração.0  8.030 Max  0. papel e celulose.00  17.2 xE6  16.00  2.11  Propriedades Físicas  Coeficiente médio de dilatação térmica 0‐300°C  17.045 Max  0.030 Max  0.9 xE6  17.  Equipamentos para indústria  instrumentos de  instrumentos de  automóveis.15 Max  0. Tabela K: Propriedades dos Aços ABNT .  equipamentos para a área de destilação.  instrumentos  geral.  domésticos. laticínios.00 Max  1.  química e  aeronáutica.12  0.  fermentação.030 Max  0.7  7. alimentícia.0 xE6  Coeficiente médio de dilatação térmica 0‐650°C  18.00  % Ni  6.  cunhagem de    Estampagem em  armazenagem e  faixa de  eletrodomésticos.cm]  Condutividade térmica 100°C [Kcal/h.8 xE6  18.9 xE6  16.00 a 20.00 Max  2.148  0.00 a 10.00  16.  criogênicas.m.00  10.12  0.6 xE6  18. tanques e  ferroviária e  cutelaria.045 Max  0.  odontológica e  ferroviária. fotografia.097  0.045 Max  0.0  8. borracha  mineração. laticínios.  e tintas.045 Max  0.040 Max  % S  0.00 Max  1.  hospitalares.  aços inoxidáveis.00 a 19.0 a 14.030 Max  0.  odontológicos e  talheres.  domésticos em  Aplicações    para indústria  utensílios  fabricação de  Sistema de  cirúrgica.00            Ti ≥ 5x %C 0.045 Max  0. destilarias de álcool.  geral.8 xE6  18.00  10.00 Max  1.  Equipamentos para indústria  Cutelaria.00  16.11  0.  utensílios  planos de aço inoxidável.2 xE6  17.11  0. naval. fogões. naval.  revestimentos de  elevadores.00 Max  2.0    Resistência a tração [MPa] [N/mm²]  758  621  579  558  579  558  621  448  483  655  517  Limite de escoamento [MPa] [N/mm²]  276  276  290  269  290  290  241  241  310  345  345  Alongamento 50mm [%]  60  50  55  55  50  50  45  25  25  20  25  Propriedades  Significativas  Mecânicas  Dureza Rockwell B  88  88  85  85  85  85  85  80  88  92  85  Limite de fadiga [MPa] [N/mm²]  241    241    269              Dobramento a frio [Graus]  180  180  180  180  180  180  180    180    180  Embutimento Erichsen  13  12  12  12  12  12  12        8  Embutibilidade  boa  boa  ótima  ótima  boa  boa  boa  boa  deficiente  deficiente  boa  Temperatura inicial de forja [°C]  1150‐1260  1150‐1260  1150‐1260  1150‐1260  1150‐1260  1150‐1260  1150‐1260  885  1090‐1200  1090‐1200  1040‐1120  Temperatura de formação de carepa [°C]  815  815  840  840  840  840  815    650  650  650  Térmico  Tratame Recozimento contínuo [°C]  1010‐1120  1010‐1120  1010‐1120  1010‐1120  1010‐1120  1010‐1120  950‐1120    650‐760  730‐790  760‐820  nto  Esfriamento  rápido  rápido  rápido  rápido  rápido  rápido  rápido    rápido  rápido    Temperatura de têmpera [°C]  não temperável  não temperável  não temperável  não temperável  não temperável  não temperável  não temperável    930‐1010  930‐1040  não temperável  Soldabilidade  boa  muito boa  ótima  ótima  Ótima  ótima  ótima  boa  boa  boa  discreta   Área automotiva.045 Max  0. bebidas. ferroviária. refrigeração.0  7.00 a 18.2  86.  mineração. estampagem geral e  de pressão. ferroviária.7 xE6  12.040 Max  0.8 xE6  18. pias. química.50  12.  sujeitas a  em motores de  domésticos.00 Max  2.00 Max  1.  aquecedores.097  0.3 xE6  13.00  8.2  86.  aeronáutica.00  16.0 a 14.  processamento  precipitação de  tanques em geral.8  7.00 a 18.  de ácido nítrico.156  Módulo de elasticidade [GPa]  193  193  193  193  193  192  193    200  200  200  Módulo de rigidez [GPa]  86.0  8.70  Ti ≥ 6x %C 0.00 Max  % P  0.045 Max  0.  aeronáutica.15 Max  0. farmacêutica e cosmética.12  0.08 Max  0.9 xE6  Intervalo de fusão [°C]  1398‐1420  1398‐1420  1398‐1454  1398‐1454  1371‐1398  1371‐1398  1398‐1427  1427‐1510  1483‐1532  1454‐1510  1427‐1510  recozido não  recozido não  recozido não  recozido não  recozido não  recozido não  recozido não  qualquer estado  qualquer estado  qualquer estado  qualquer estado  Magnetismo em estado  magnético  magnético  magnético  magnético  magnético  magnético  magnético  magnético  magnético  magnético  magnético  Resistência elétrica específica à temperatura ambiente  72  72  72  72  74  74  72  61  57  55  60  [µΩ.08 Max  0.12  0.8 xE6  11.00 a 18.12  0.00 Max  1.  bombas.045 Max  0.°C]  0.  NBR 6666 – Propriedades mecânicas de produtos  Fins industriais.  aeronáutica. fabricação de tubos e vasos  hospitalares.  NBR 8301 – Chapas e tiras de aço inoxidável ao cromo  aeronáutica.15 Max  0.  revestimentos de    alimentícios.00  18.  profunda. odontológica e  petroquímica. revestimentos.00 a 20.149  0.2            81.00 Max  1.2 xE6  11. têxtil.08 Max  0.  de produtos  carbonetos.030 Max  0.  siderúrgicos.  NBR XXXX – Produtos planos de aço inoxidável para  tanques de  caldeiras.0  10.  e cromo‐níquel para vasos de pressão.  mineração.  moedas de fichas  NBR 8390 – Chapas e tiras de aço inoxidável para  geral e profunda.00 a 10.030 Max  0. farmacêutica e  peneiras.08 Max  0.00 a 3.