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LOBITOS MANUAIS

R.A.P.

SISTEMA DE PROGRESSO

PROG
RESSO
ANEXO 1: FOLHAS DE APOIO AO REGISTO:
DIAGNÓSTICO INICIAL e CCA

ANEXO 2: TEXTOS DE LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO
ANEXO 3: ACTIVIDADES EDUCATIVAS
OBJECTIVOS EXTRA

ANEXO 4 JOGOS DE DIAGNÓSTICO

ANEXO 5 FICHAS DE DIAGNÓSTICO INICIAL
QUADRO COM OBJECTIVOS EDUCATIVOS

MANUAL DE APOIO
Ver. 1.1
(Jun.2
017)

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
DIRIGENTE - Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
1
PERTENCE A : __________________________________________

AGRUPAMENTO: ________________________________________

REGIÃO: _______________________________________________

BAIRRO/RUA ONDE VIVO: ________________________________

CONTACTO: _____________________

COLECÇÃO DE MANUAIS ‘FLOR-DE-LIZ’ (DIRIGENTES)
DIRIGENTES
- Projecto Educativo - Manual comum às Secções (260 pág.)

LOBITOS - I Secção
- Projecto Educativo da I Secção (178 pág.)
- Sistema de Progresso (130 pág.)
- Caderno de Animação da Alcateia (modelos) (40 pág.)

JÚNIORES - II Secção
- Projecto Educativo II Secção (174 pág.)
- Sistema de Progresso (76 pág.)
MANUAIS
SÉNIORES - III Secção R.A.P.
- Projecto Educativo da III Secção (198 pág.)
- Sistema de Progresso (74 pág.)

CAMINHEIROS - IV Secção
- Projecto Educativo da IV Secção (174 pág.)

FICHA TÉCNICA
AUTOR: Secretariado Nacional para o Programa de Jovens
EDIÇÃO: ASSOCIAÇÃO DE ESCUTEIROS DE ANGOLA
DIRECÇÃO: AEA – Departamentos Nacionais da lª, IIª, IIIª e IVª Secção
Redacção, designer gráfico e paginação: P. Rui Carvalho, Missionário Passionista
e Assessor do SNPJ para Publicação e Método
ENDEREÇO: Associação de Escuteiros de Angola
Junta Central, Nova Urbanização do Cacuaco, n.º 1

Colabora connosco enviando sugestões, dúvidas e correcções para:
b.satula@gmail.com; simoesgunza@hotmail.com; ruicarvalho20@gmail.com;

Associação
- Sistema dede Escuteiros de Angola
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“A criança não aprende o que os mais
velhos dizem, mas o que eles fazem!”
B.P.

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Anexo 1
FOLHAS DE APOIO

REGISTO DO

DIAGNÓSTICO INICIAL
E

CONHECIMENTOS,
COMPETÊNCIAS E ATITUDES

C.6

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Anexo 2

TEXTOS PARA
OPORTUNIDADES/ACTIVIDADES
EDUCATIVAS
(Ligação entre o Imaginário principal e os
Objectivos Educativos da Alcateia)

C.6

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Área de Desenvolvimento FÍSICO (Cá)
Cá, a pitão a quem os Bândarlougues cham-
am 'minhoca amarela sem pernas', é um dos
animais da Selva com mais destreza física:
para ela, praticamente não há obstáculos.
Embora possua um carácter dúbio, acaba, no
Livro da Selva, por se tornar profundamente
amiga de Máugli. Conhece-o quando luta para
o salvar do rapto dos Bândarlougues (1), satis-
faz-lhe a curiosidade quanto às suas transfor-
mações físicas (2) e acaba por brincar frequen-
temente com ele, auxiliando-o a desenvolver a
sua agilidade e a manter comportamentos saudáveis (3).

F1. Participo em actividade físicas que me ajudam a ser mais ágil.

1 Desempenho: Cá defende Máugli dos Bândarlougues.
“Cá mal acabara de escalar a muralha ocidental (…) e enroscou-se
e desenroscou-se uma ou duas vezes para se certificar de que todos os
palmos do seu comprido corpo estavam em boa forma. (…) O primeiro
golpe foi dirigido para o centro da multidão que envolvia Bálú – foi des-
pedido de boca fechada, em silêncio, e não foi preciso outro. Os macacos
dispersaram aos gritos de: – Cá! É Cá! Fugi! Fugi! Máugli voltou-se e viu a
cabeça do grande pitão balouçando-se um palmo acima da sua.
– Este é então o homúnculo – disse Cá. (…) Acautela-te, homenzinho,
que te não tome por macaco, ao crepúsculo, quando tiver mudado de pele.
– Somos o mesmo sangue, eu e tu – respondeu Máugli. – Recebo a
vida de tuas mãos esta noite. A minha caça será a tua caça, se alguma vez
tiveres fome, ó Cá.”
O Livro da Selva, A caçada de Cá, pp. 69-70, 72-73

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F2. Conheço os principais órgãos do meu corpo, sei onde estão localizados.
F3. Conheço as principais diferenças do corpo das meninas e dos meninos.

2 Auto-conhecimento: Cá muda de pele.
“Cá, a grande jibóia das rochas, mudara a pele talvez pela ducentésima
vez desde que nascera; e Máugli, que nunca se esqueceu de que devera
a vida a Cá, pela acção de uma noite nas Moradas Frias, de que talvez
vos lembreis, foi felicitá-la. A muda de pele torna a serpente caprichosa e
deprimida até que a pele nova comece a reluzir e a ter bonito aspecto. (…)
– É perfeita até às escamas dos olhos – disse Máugli baixinho, brincan-
do com a pele velha. – É estranho ver a cobertura da própria cabeça aos
próprios pés!
– Sim, mas a mim faltam-me os pés – disse Cá. – (…) Que te parece a
minha capa nova? Máugli correu a mão de cima a baixo pelo axadrezado
em diagonal do enorme dorso.
– A tartaruga marinha tem o dorso mais duro, mas menos vistoso –
disse ele. – A rã, que tem o meu nome, é mais vistosa, mas menos dura.
É muito linda à vista.”
O Segundo Livro da Selva, O acicate do rei, pp. 105-106

F4. Sei o que devo e não devo comer e que tenho que descansar.
F5. Cuido do meu corpo e do meu aspecto.
F6. Sei que há comportamentos e produtos que me podem fazer mal

3 Bem-estar físico: Máugli brinca com Cá.
“– Vou-te levar eu – disse Máugli, e curvou-se a rir, para erguer a secção
média do grande corpo de Cá, exactamente onde o tronco era mais gros-
so (…). Começou então o habitual jogo de todas as noites – o rapaz, no
vigor da sua grande força, e o Pitão, na sua esplêndida pele nova, ergui-
dos um em frente do outro para uma sessão de luta –, prova de vista e de
força. Cá podia, evidentemente, esborrachar uma dúzia de Máuglis, se se
não contivesse; mas jogava com cautela, e nunca soltava um décimo da
sua força. Desde que Máugli tinha robustez suficiente para aguentar um
pouco de tratamento duro, Cá ensinara-lhe o jogo e este exercitava-lhe os
membros como nenhum outro.”
O Segundo Livro da Selva, O acicate do rei, p. 106

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Área de Desenvolvimento AFECTIVO (Rakcha)

Na idade dos Lobitos, a família (e sobretu-
do os educadores, por norma os pais) de-
Rakcha
sempenha um papel fulcral. Por essa razão,
optámos nesta área por uma das figuras
parentais que surge no Livro da Selva: Rak-
cha, a Mãe Loba, que adopta Máugli incondi-
cionalmente, mostrando como podemos dar-
nos bem mesmo com os que são diferentes
(1), defendendo-o de Xercane (2) e aman-
do-o com todo o seu coração (3).

A1. Escolho as minhas amizades e dou-me bem com todos.
A2. Escuto e respeito os mais velhos, tendo os pais como exemplo.
A3. Distingo aquilo que gosto e não gosto e consigo falar sobre isso
A4. Sei que meninos e meninas comportam-se de maneira diferente e res-
peito isso.

1 Relacionamento e sensibilidade: Rakcha acolhe Máugli
no Covil.
“– Que pequenino! Que nuzinho e que ousado! – disse brandamente
Mãe Loba. (…) – Eia! Está a comer com os outros. Este é então um cachor-
ro de homem. (…) Pai Lobo disse-lhe gravemente:
– (…) O cachorro tem de ser apresentado à alcateia. Queres ainda con-
servá-lo, Mãe?
– Conservá-lo! – disse ela, arquejante. – Chegou nu, de noite, só e es-
fomeado; todavia, não tinha medo! (…) Se o quero conservar? Pois que
dúvida? Está quieto, rãzinha.”
O Livro da Selva, Os irmãos de Máugli, pp. 16, 19

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A5. Sou capaz de falar daquilo que sinto.

2
Equilíbrio emocional: Rakcha defende Máugli de
Chercane.
“O rugido do tigre encheu o covil como um trovão. Mãe Loba sacudiu de
si os Lobitos e avançou dum salto, com olhos que no escuro lembravam
duas luas verdes, a desafiar o olhar chamejante de Xercane.
– Sou eu, Rakcha [o Demónio], que respondo. – O cachorro de homem
é meu, Langri – meu e só meu! E ninguém o matará. Viverá para correr
com a alcateia e caçar com a alcateia; e no fim, repara bem, caçador de
cachorrinhos nus, papa-rãs, mata-peixes – caçar-te-á a ti. E agora reti-
ra-te, senão, pelo sâmbar que matei (eu não como gado morto de fome),
vais voltar para a tua mãe, fera queimada da selva, mais coxo do que
vieste ao mundo! Vai-te!
O Livro da Selva, Os irmãos de Máugli, pp. 18-19

A6. Sei quais são as minhas qualidades e os meus defeitos.

3 Auto-estima: Rakcha ama Máugli como ele é.
“– Vou-te levar eu – disse Máugli, e curvou-se a rir, para erguer a secção
média do grande corpo de Cá, exactamente onde o tronco era mais gros-
so (…). Começou então o habitual jogo de todas as noites – o rapaz, no
vigor da sua grande força, e o Pitão, na sua esplêndida pele nova, ergui-
dos um em frente do outro para uma sessão de luta –, prova de vista e de
força. Cá podia, evidentemente, esborrachar uma dúzia de Máuglis, se se
não contivesse; mas jogava com cautela, e nunca soltava um décimo da
sua força. Desde que Máugli tinha robustez suficiente para aguentar um
pouco de tratamento duro, Cá ensinara-lhe o jogo e este exercitava-lhe os
membros como nenhum outro.”
O Segundo Livro da Selva, O acicate do rei, p. 106

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Desenvolvimento do CARÁCTER (Bálú)

Bálú é, no Livro da Selva, o animal re- Bálú
sponsável pelo desenvolvimento do carácter
de Máugli. De facto, é ele que ensina os pre-
ceitos da Lei da Jangal (que, na Iª secção, está
corporizada na Lei e nas Máximas do Lobito).
Assim, ele ensina a Máugli a Lei (1), ensina-o
a cumpri-la da melhor forma, pensando no que
faz e não desistindo (2) e orgulha-se da apren-
dizagem do ‘Cachorro de Homem’, que se rev-
ela particularmente respeitador e capaz (3).

C1. Sei a Lei e as Máximas da Alcateia.
C2. Tenho em conta a opinião dos mais velhos quando tomo decisões.
C3. Participo em Actividades que me ajudam a apreender coisas novas.

1 Autonomia: Bálú ensina a Lei da Selva.
“ Bálú, o mestre da Lei, ensinou-lhe as leis dos bosques e das águas:
a distinguir um ramo podre dum são; a falar cortesmente às abelhas sil-
vestres quando encontrasse uma colmeia destas a cinquenta pés do solo;
o que havia de dizer ao morcego Mangue, quando o importunasse nos
ramos ao meio-dia, e a adverti as cobras-d’água, nos lagos, antes de mer-
gulhar no meio delas. (…) Depois Máugli aprendeu também o grito de caça
do forasteiro, que tem de se repetir com força até obter resposta, todas
as vezes que um dos moradores da Selva caça fora do seu próprio terre-
no. Quer dizer em tradução: «Dai-me licença de caçar aqui porque tenho
fome.» E a resposta é: «Caça então para comer, mas não por prazer».”
O Livro da Selva, A caçada de Cá, pp. 46-47

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C4. Cumpro as tarefas que me são dadas, porque sei que isso é importante.
C5. Não desisto, mesmo quando as tarefas são difíceis.
C6. Reconheço que as minhas acções têm consequências.

2 Responsabilidade: Bálú ajuda a cumprir a Lei.
“O rugido do tigre encheu o covil como um trovão. Mãe Loba sacudiu de
si os Lobitos e avançou dum salto, com olhos que no escuro lembravam
duas luas verdes, a desafiar o olhar chamejante de Xercane.
– Sou eu, Rakcha [o Demónio], que respondo. – O cachorro de homem
é meu, Langri – meu e só meu! E ninguém o matará. Viverá para correr
com a alcateia e caçar com a alcateia; e no fim, repara bem, caçador de
cachorrinhos nus, papa-rãs, mata-peixes – caçar-te-á a ti. E agora reti-
ra-te, senão, pelo sâmbar que matei (eu não como gado morto de fome),
vais voltar para a tua mãe, fera queimada da selva, mais coxo do que
vieste ao mundo! Vai-te!
O Livro da Selva, Os irmãos de Máugli, pp. 18-19

3 Coerência: Bálú orgulha-se de Máugli.
“– Sus! Sus! Sus! Sus! Illo! Illo! Illo, olha cá para cima, Bálú da Alcateia
de Seiôuni! (…) Vi Máugli entre os Bândarlougue. Ordenou-me que to
dissesse. (…)
– Papo cheio e sono profundo te desejamos, Tchill – disse Báguirá. –
Hei-de lembrar-me de ti logo que matar e reservarei a cabeça para ti só, ó
modelo de milhafres!
– Nada! Não há de quê. O rapaz lembrou-se da palavra-mestra. Eu não
podia fazer outra coisa. – E Tchill subiu às voltas para o seu poiso.
– Não se esqueceu de se servir da língua – disse Bálú, com um risinho
de orgulho. – Imagine-se uma pessoa tão jovem a lembrar-se da pala-
vra-mestra das aves enquanto o arrastavam através das árvores!”
O Livro da Selva, A caçada de Cá, pp. 60-61

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Área de Desenvolvimento ESPIRITUAL (Hati)

Hati, o elefante, é, no Livro da Selva, o
animal que domina todos os conhecimentos
sobre a Jangal, sendo respeitado por todos
por ser sensato e bom conselheiro. Ele é o
fiel depositário de toda a Sabedoria da Sel-
va, que apresenta nas histórias maravilhosas
que conta e que permitem aos bichos com-
preender o mundo e sentir-se uma família
unida. Uma delas é da criação de tudo o que
existe e da forma como a selva é uma família (1). A Sabedoria da Selva
está ainda repleta de valores morais (que o Lobito descobre à medida que
aprofunda o conhecimento sobre Jesus) ligados ao bem e à tolerância (2).
São todos estes ensinamentos que Hati transmite a todos os bichos e a
Máugli, para que em cada dia respeitem o mundo em que vivem e com-
preendam o que é, de facto, importante.

E1. Conheço as primeiras histórias do Livro Sagrado que a minha Igreja/
Credo usa.
E2. Sei a história do Enviado/Profeta/Mensageiro maior da minha Igreja/Credo.
E3. Sei que a minha Igreja/Credo é uma família a que eu pertenço.

1 Descoberta: Hati conta a história de Tha.
“– …Calai-vos aí nas margens que eu vou contar-vos a história. (…)
Sabeis, meus filhos – começou –, de todas as coisas, o homem é a que
mais temeis. (…) E não sabeis porque temeis o Homem? – continuou Hati.
– Eis a razão: no começo da Selva, e ninguém sabe quando isso foi, nós
os da Selva andávamos juntos sem receio uns dos outros (…) E o Sen-
hor da Selva era Tha, o Primeiro dos Elefantes. Este extraiu a Selva das
águas profundas com a tromba; e onde fez sulcos no chão com os dentes
aí correram os rios; e onde bateu com a pata, apareceram lagos de boa
água; e quando soprava pela tromba, assim, as árvores caíam. Foi deste
modo que a Selva foi feita, e assim me contaram a história. (…) Nesses
tempos não havia trigo, nem melões, nem pimenta, nem cana-deaçúcar,
e tão pouco existiam pequenas choupanas como as que todos conheceis;

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e os moradores da Selva nada sabiam do Homem, mas viviam na Selva
juntos, formando um só povo.”
O Segundo Livro da Selva, Como nasceu o medo, p. 18

E4. Sei que a oração diária é uma maneira de falar com Deus.
E5. Imito o Enviado/Profeta/Mensageiro maior da minha religião.
E6. Sei que existem diferentes religiões.

2 Aprofundamento: Hati guarda toda a Sabedoria da Selva.
““Pedira as palavras-mestras a Hati, o elefante selvagem, que sabe to-
das as coisas.” A caçada de Cá, 49

“O calor continuava e devorava toda a humidade, até que por fim o
canal maior do Ueinganga era o único que levava um fiozinho de água
entre as suas margens mortas; e quando o elefante bravo, Hati, que vive
cem anos e mais, viu aparecer, precisamente no meio do rio, uma crista
de rocha extensa, magra e azul, sabia que estava a ver a Rocha da Paz,
e, sem mais delongas, ergueu a tromba e proclamou a Trégua da Sede
(…). Pela Lei da Selva é réu de morte quem matar nos bebedouros logo
que se tenha declarado a Trégua da Sede. (…) Os moradores da Selva
aproximavam-se, famintos e exaustos, do rio sumido – tigre, urso, veado,
búfalo e porco, todos em conjunto, bebiam das águas conspurcadas (…).
– Homem! – disse Xercane tranquilamente. – Matei um, há uma hora.
(…) Tinha esse direito na minha noite, como sabes, ó Hati. – Xercane fala-
va quase cortesmente.
– Sei, sim – respondeu Hati; e após breve pausa: – Já saciaste a sede?
(…) Então vai-te. O rio é para beber e não para conspurcar. Ninguém
senão o Tigre Coxo seria capaz de se gabar do seu direito nesta época em
que todos nós sofremos. (…)
– Qual é o direito de Xercane, ó Hati? [– perguntou Máugli.] (…)
– É uma história velha – disse Hati –, uma história mais velha que a Sel-
va (…). Hati avançou até lhe dar a água pelos joelhos no pego do Penedo
da Paz. Embora magro, enrugado e de presas amarelas, tinha o ar do que
a Selva via nele – o seu senhor.”
O Segundo Livro da Selva, Como nasceu o medo, pp. 11, 16-17

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Área de Desenvolvimento INTELECTUAL
(Báguirá)
Báguirá

O Lobito é, por inerência, muito curioso: inter-
essa-se por tudo, adora descobrir coisas novas.
Báguirá, a pantera negra que, com a sua inteligên-
cia e imaginação, protege Máugli, contribuindo
decisivamente para a sua entrada na Alcateia de
Seiôuni (3), é, no Livro da Selva, o animal que aju-
da o ‘Cachorro de Homem’ a trilhar novos camin-
hos. Assim é ela que lhe ensina os segredos da caça, ajudando-o a escol-
her o que é mais conveniente e interessante (1), e a usar o que aprende
para ser melhor e mais capaz (2)..

I1. Proponho à Alcateia temas e assuntos novos para pesquisar.
I2. Sei onde procurar e guardar novas informações.
I3. Sou capaz de escolher o que mais gostava de fazer e aprender.

1 Procura do conhecimento: Máugli e Báguirá caçam juntos.
“– Espera – disse Báguirá, atirando-se para a rente quanto podia num
soberbo salto. A primeira coisa a fazer quando a pista se não entende
é dar um lanço para diante, sem deixar as próprias pegadas no chão.
Báguirá voltou-se ao cair em terra e enfrentou Máugli, bradando:
– Aqui vem outra pista ao encontro dele. O pé é mais pequeno, o da
segunda pista, e os dedos virados para dentro!
Máugli aproximou-se a correr e observou a nova pista.
– É o pé de um caçador Gonde – disse. – Olha, aqui arrastou o arco so-
bre a erva. Foi a razão por que a primeira pista se desviou tão de repente.
O Pé Grande ocultou-se do Pé Pequeno.
– É verdade – disse Báguirá. – Agora, para não desmancharmos as
pegadas ao cruzar o rasto um do outro, cada um de nós siga uma pista.
(…) Continuaram a correr outra meia milha, mantendo sempre a mesma
distância pouco mais ou menos, até que Máugli, que não levava a cabeça

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tão perto do chão como Báguirá, exclamou:
– Já se encontraram. Boa Caça.”
O Segundo Livro da Selva, O acicate do rei, pp. 118, 120

I4. Sou desembaraçado e uso as coisas que aprendo para resolver prob-
lemas.
I5. Sei dizer quando há um problema e o que é preciso fazer para o resolver.
I6. Gosto de imaginar e fazer coisas novas.

2 Resolução de problemas: Báguirá responsabiliza Máugli.
“– Eu não vi senão uma grande serpente a descrever círculos capricho-
sos até que escureceu. E tinha o focinho todo ferido. Ora! Ora!
– Máugli – disse Báguirá, colérica –, tinha o focinho ferido por tua cau-
sa; assim como eu tenho as orelhas, ilhargas e patas doridas, e Bálu o
pescoço e as espáduas, por tua causa.
Nem Bálu nem Báguirá poderão ter gosto na caça durante muitos dias.
(…) E tudo isto, cachorro de homem, por teres brincado com os Bândar-
lougues.
– Verdade, é verdade – disse Máugli, pesaroso. – Sou um malvado
cachorro de homem, e trago cá dentro o coração muito triste. (…)
Bálu não queria meter Máugli em mais apuros, mas também não podia
torcer a Lei; portanto, tartamudeou:
– O arrependimento não suspende o castigo. Mas lembra-te, Báguirá,
de que ele é pequenino.
– Descansa que não me esqueço, mas portou-se mal, e tem de ser
punido. Máugli, tens alguma coisa a alegar?
– Nada. Procedi mal. Tu e Bálu estais feridos. É justo.”
O Livro da Selva, A caçada de Cá, pp. 75-76

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Área de Desenvolvimento SOCIAL (Àquêlà)

Àquêlà, o Lobo Solitário que chefia a Alcateia
de Seiôuni, é, para Máugli, o exemplo do Guia.
De facto, ele consegue orientar de forma correc-
ta e respeitosa as reuniões na Rocha do Con-
selho (1) e sabe discernir como pode ser útil:
quando, já velho, é obrigado a ceder o seu lugar
de Chefe da Alcateia a outro, tem humildade su-
ficiente para ficar e ajudar Fao, que agora é o
responsável pelo Povo Livre (2); quando Máugli
mata Xercane, ele desempenha na perfeição as
tarefas que Máugli guardou para ele, não impondo ditatorialmente a sua
autoridade (3).

S1. Conheço as regras de boa educação que me fazem dar bem com os
outros.
S2. Participo da melhor vontade em todas as Actividades.
S3. Respeito aquilo que é de todos.
S4. Não me aborreço/chateio quando perco nas votações.

1 Exercer activamente a cidadania: Àquêlà orienta as re-
uniões na Rocha do Conselho.
“Àquêlà, o grande lobo cinzento solitário, que governava a alcateia por
força e astúcia, jazia a todo o comprido no seu rochedo (…).
Por fim – e as cerdas do pescoço de Mãe Loba retesaram-se ao chegar
o momento – Pai Lobo empurrou «Máugli, a Rã», como lhe chamavam,
para o centro (…). Ouviu-se por detrás do rochedo um rugido abafado – a
voz de Xercane bradando: – O cachorro é meu. Entregai-mo. (…) – Àquêlà
nem sequer mexeu as orelhas e disse apenas:
– Reparai bem, ó lobos! Que tem a gente livre que ver com as ordens
de quem quer que seja, senão do Povo Livre? Reparai bem! (…) Quem
defende este cachorro? (…)
– O cachorro de homem? O cachorro de homem? – disse [Bálu]. – Falo

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eu pelo cachorro de homem. (…)
– Precisamos doutro ainda – disse Àquêlà. – Bálu já falou, que é mestre
dos nossos Lobitos novos. Quem o acompanha?
Uma sombra negra caiu dentro do círculo. Era Báguirá (…).
– Leva-o – disse ele a Pai Lobo –, e cria-o como convém a um da gente
livre.”
O Livro da Selva, Os irmãos de Máugli, pp. 20, 22-23, 25

S5. Procuro ser útil aos outros no meu bairro..
S6. Sou capaz de escutar e dar importância às opiniões dos outros, aguar-
dando a minha vez de falar.

2 Solidariedade e tolerância: Àquêlà ajuda Fao.
“Os lobos novos, os filhos da Alcateia de Seiôuni, que se dissolvera,
prosperavam e aumentavam, e quando atingiram o número aproximado
de quarenta elementos de cinco anos, mas sem Chefe, de voz plena e pés
limpos, Àquêlà disse-lhes que se deviam juntar para seguir a Lei e andar
sob as ordens de um Chefe, como competia ao Povo Livre. (… )
Quando Fao, filho de Faona (o pai deste era o Pisteiro Cinzento dos
bons tempos de Àquêlà) se guindou à chefia da Alcateia, em sucessivos
combates, de harmonia com a Lei da Selva, e as velhas vozes e canções
começaram a ouvir-se mais uma vez sob as estrelas, Máugli apareceu
na Rocha do Conselho para recordação. Quando lhe apeteceu falar, a Al-
cateia escutou até ao fim (…). Fao e Àquêlà estavam juntos sobre a rocha,
e abaixo deles, de nervos tensíssimos, sentavam-se os outros.”
O Segundo Livro da Selva, Mabecos, pp. 156-157

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
27
3ª DENTADA

LOBITO NA SELVA

1ª DENTADA 2ª DENTADA

Lobito ENTRA Lobito VIVE NA
NA ALCATEIA ALCATEIA

ADESÃO

PATA-TENRA

28 MANUAIS
R.A.P.
I SECÇÃO - Sistema de Progresso -
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
Anexo 3

SUGESTÕES DE
OPORTUNIDADES/ACTIVIDADES
EDUCATIVAS
(Actividades e ideias que podem
ser usadas como ‘guia’
para cumprir os Objectivos
das 3 Dentadas do Sistema de Progresso)

C.6

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
29
Crescer!
versão em revisão v. 1.1

Objectivos Educativos
I SECÇÃO LOBITOS
1ª Dentada F1. Participo em actividades físicas que F2. Conheço os principais órgãos do meu
LOBITO ENTRA me ajudam a ser mais ágil. corpo, sei onde estão localizados.
NA ALCATEIA

2ª Dentada F3. Conheço as principais diferenças do F4. Sei o que devo e não devo comer e
LOBITO VIVE corpo das meninas e dos meninos. que tenho que descansar.
NA ALCATEIA

3ª Dentada F5. Cuido do meu corpo e do meu F6. Sei que há comportamentos e produ-
LOBITO NA SELVA aspecto. tos que me podem fazer mal.

1ª Dentada A1. Escolho as minhas amizades e A2. Escuto e respeito os mais velhos, ten-
LOBITO ENTRA dou-me bem com todos. do os pais como exemplo.
NA ALCATEIA

2ª Dentada A3. Distingo aquilo que gosto e não A4. Sei que meninos e meninas com-
LOBITO VIVE gosto e consigo falar sobre isso. portam-se de maneira diferente e

versão em revisão
NA ALCATEIA respeito isso.

3ª Dentada A5. Sou capaz de falar daquilo que sinto. A6. Sei quais são as minhas qualidades
LOBITO NA SELVA e os meus defeitos.

1ª Dentada C1. Sei a Lei e as Máximas da Alcateia. C2. Tenho em conta a opinião dos mais
LOBITO ENTRA velhos quando tomo decisões.
NA ALCATEIA

2ª Dentada C3. Participo em Actividades que me C4. Cumpro as tarefas que me são
LOBITO VIVE ajudam a apreender coisas novas. dadas, porque sei que isso é
NA ALCATEIA importante.

3ª Dentada C5. Não desisto, mesmo quando as C6. Reconheço que as minhas acções
LOBITO NA SELVA tarefas são difíceis. têm consequências.

1ª Dentada
E1. Conheço as primeiras histórias do E2. Sei a história do Enviado/Profeta/
LOBITO ENTRA Livro Sagrado que a minha Igreja/ Mensageiro maior da minha Igreja/
NA ALCATEIA Credo usa. Credo.

2ª Dentada E3. Sei que a minha Igreja/Credo é uma E4. Sei que a oração diária é uma
LOBITO VIVE família a que eu pertenço. maneira de falar com Deus.
NA ALCATEIA

3ª Dentada E5. Imito o Enviado/Profeta/Mensageiro E6. Sei que existem diferentes religiões.
LOBITO NA SELVA maior da minha religião.

1ª Dentada I1. Proponho à Alcateia temas e assuntos I2. Sei onde procurar e guardar novas
LOBITO ENTRA novos para pesquisar. informações.
NA ALCATEIA

2ª Dentada I3. Sou capaz de escolher o que mais I4. Sou desembaraçado e uso as
LOBITO VIVE gostava de fazer e aprender. coisas que aprendo para resolver
NA ALCATEIA problemas.

3ª Dentada I5. Sei dizer quando há um problema e o I6. Gosto de imaginar e fazer coisas
LOBITO NA SELVA que é preciso fazer para o resolver. novas.
Design: Rui Carvalho - ruicarvalho20@gmail.com

1ª Dentada S1. Conheço as regras de boa educação S2. Participo da melhor vontade em todas
LOBITO ENTRA que me fazem dar bem com os outros. as Actividades.
NA ALCATEIA

2ª Dentada S3. Respeito aquilo que é de todos. S4. Não me aborreço/chateio quando
LOBITO VIVE perco nas votações.
NA ALCATEIA

3ª Dentada S5. Procuro ser útil aos outros no meu S6. Sou capaz de escutar e dar
LOBITO NA SELVA bairro. importância às opiniões dos outros,
aguardando a minha vez de falar

30 ManualIde
Colecção ‘Sempre Alerta’ - A.E.A.
SECÇÃO
MANUAIS
- Sistema
Apoio à Formação de
- ProgramaProgresso
Educativo
Associação
(Agrupamento - de
S. Paulo - LOBITOS - ESCUTEIROS
Escuteiros
da Cruz-Uíge) - I de
SECÇÃO
Angola (A.E.A.)
Piloto
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
Fase
45
versão em revisão
R.A.P. R.A.P.
2016 - 2017
1ª DENTADA

LOBITO
ENTRA NA
ALCATEIA
‘BRONZE’

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
31
Desenvolvimento FÍSICO

Dimensão da personalidade: o corpo

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (CÁ DEFENDE MÁUGLI DOS BÂNDARLOUGUES)
DESEMPENHO [rentabilizar e desenvolver as suas capacidades, destre-
za física; conhecer os seus limites]

u (CÁ MUDA DE PELE)
AUTO-CONHECIMENTO [conhecimento e aceitação do seu corpo e do
seu processo de maturação]

u (MÁUGLI BRINCA COM CÁ)
BEM-ESTAR FÍSICO [manutenção e promoção: exercício; higiene;
nutrição; evitar comportamentos de risco]

SUGESTÃO de Oportunidades/Ac-
Objectivos tividades Educativas que podem ser
Educativos usadas para cumprir os objectivos

F1. Valores e Serviço
- Treino de respiração: aprender a coordenar
a respiração ou ensinar outros a fazê-lo,
Participo em explicando porque é que é importante.
actividades
físicas que me Relacionamento interpessoal
ajudam a ser - Participar em jogos com o bando em que
é necessária a entreajuda (por exemplo,
mais ágil. transportar um elemento em braços, per-
correr um caminho com os pés ligados ou
olhos vendados, sob a direcção do guia,
etc.)

32 MANUAIS
R.A.P.
I SECÇÃO - Sistema de Progresso -
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
Objectivos Vivência de Alcateia
Educativos Finais: - Praticar na Alcateia diversos jogos tradicio-
F1. Praticar nais (barra do lenço, malha, etc.).
actividade física que
promova o Mística e Imaginário
desenvolvimento e - Narração, dramatização ou actividade sobre
manutenção da
agilidade, a actividade física de Máugli na Alcateia (‘A
flexibilidade e de- Caçada de Cá’ ou ‘O Acicate do Rei’)
streza de forma ade-
quada à sua idade, Animação
capacidade e - Executar danças e canções com movimen-
limitações. tos.
Esclarecimento - Improvisar instrumentos musicais (com
e avaliação paus, pedras, etc.) e treinar a coordenação
Procura-se que o Lo- rítmica.
bito se desenvolva,
em termos físicos, a Técnica
nível da - Aprender a fazer e aplicar diversos nós (nó
desenvoltura
(agilidade, flexibili- direito e de correr, de barqueiro e cabeça
dade) e da coorde- de cotovia, de oito e lais de guia, pedreiro e
nação motora escota) e saber enrolar uma espia (pode-se
(habilidade e usar o Livro da Selva para explicar os nós).
destreza), tendo em
atenção as suas Expressão plástica
limitações e
potencialidades. - Coser um botão.
- Fazer um objecto que implique colagens
Pistas para minuciosas (com missangas ou conchas
avaliação: pequenas, por exemplo).
Demonstra interesse
por actividades Vida na Natureza
físicas
diversificadas? - Proporcionar momentos de ginástica mati-
Participa em várias? nal.
Demonstra - Jogos que impliquem coordenação de diver-
agilidade? sos tipos: exercícios de equilíbrio, cam­ba­
É capaz de lhotas, mini-basquetebol, estafetas, corri-
coordenar os seus das de bicicleta, jogos aquáticos, etc.
movimentos em
diversas situações - Gincana ou estafeta em terra ou água com
(jogos de perícia, vários obstáculos.
danças, etc.)?
Revela habilidade
manual
adequada ao seu
desenvolvimento?

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
33
Desenvolvimento FÍSICO

SUGESTÃO de Oportunidades/Ac-
Objectivos tividades Educativas que podem ser
Educativos usadas para cumprir os objectivos

Valores e Serviço
- Fazer uma apresentação dos principais
F2. órgãos do corpo humano, identificando os
principais riscos para cada um deles se
Conheço os houver um estilo de vida não saudável.
principais
Relacionamento interpessoal
órgãos do meu - Jogo em que se verifica o que é capaz de
corpo, sei onde fazer uma criança de 3 anos, outra com a
estão idade de um Lobito e um adulto.
localizados. - Cartões com nomes das partes do corpo e
principais órgãos (o Lobito tem que as iden-
tificar no seu próprio corpo).
- Praticar natação e jogos aquáticos, BTT ou
outros desportos individuais ou colectivos.

Objectivos Vivência de Alcateia
Educativos - Visitar um clube desportivo, por exemplo, e
Finais: falar com os atletas para descobrir que par-
tes do corpo têm que se desenvolver mais
F2. Conhecer e e porquê.
aceitar o - Caso estejam disponíveis: visitar exposições
desenvolvimento sobre o corpo humano.
e - Apresentar ao bando, ou fazer em bando,
amadure­cimento um trabalho feito sobre um órgão ou apa-
relho do corpo humano (por exemplo, um
do seu corpo
trabalho realizado na escola).
com naturalidade. - Jogar um “Trivial” sobre a anatomia huma-
na.

34 MANUAIS
R.A.P.
I SECÇÃO - Sistema de Progresso -
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
Mística e Imaginário
- Narração, dramatização ou actividade sobre
a vida de Máugli na Alcateia (‘O Acicate do
Esclarecimento e Rei’, no episódio em que Máugli exercita o
avaliação: seu corpo com a ajuda de Cá, ‘Corridas da
Pretende-se que o Primavera’, etc.).
Lobito tenha noção
das partes Animação
constituintes do seu - Cantar canções sobre o corpo humano;
corpo e do seu
funcionamento. Técnica
- Medir pulsação antes e depois do exer-
Pistas para cício.
avaliação:
Aceita com Expressão plástica
naturalidade o seu - Recortar e construir um mapa do corpo hu-
corpo? mano com espaços em branco para se co-
Identifica os seus larem depois nomes dos órgãos.
principais órgãos? - Construir e montar um puzzle com imagens
Localiza-os? de partes do corpo para no final da cons­
Compreende trução se verificarem as diferenças.
minimamente
a sua utilidade? Vida na Natureza
Tem noção de que - Realizar raides com dificuldade e distância
está a crescer? progressivamente maior (não começar por
Relaciona doenças grandes distâncias), ensinando aos Lobi-
com problemas em tos como funcionam os seus músculos.
determinadas partes
do corpo? Escreve aqui outras ideias/actividades:
-

-

-

-

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
35
Desenvolvimento AFECTIVO

Dimensão da personalidade: os sentimentos e as emoções

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (RACKCHA ACOLHE MÁUGLI NO COVIL)
RELACIONAMENTO E SENSIBILIDADE [auto-expressão; intereducação;
valorização dos laços familiares; opção de vida; sentido do belo e do estético]

u (RACKCHA DEFENDE MÁUGLI DE XERCANE)
EQUILÍBRIO EMOCIONAL [saber lidar com as emoções “controlar/exprimir”;
manter um estado interior de liberdade; maturidade]

u (RACKCHA AMA MÁUGLI COMO ELE É)
AUTO-ESTIMA [conhecer-se; aceitar-se; valorizar-se]

SUGESTÃO de Oportunidades/Actividades
Objectivos Educativas que podem ser usadas
Educativos para cumprir os objectivos

Valores e Serviço
A1. - Auxílio, a outro Lobito, em actividades de forma
Escolho desinteressada.
as minhas - Construir, com o seu bando, um jogo para a Al-
amizades e cateia.
dou-me bem
com todos. Relacionamento interpessoal
- Jogo do Amigo Secreto.
Objectivos
Educativos - Jogos de inter-ajuda em que o papel de cada um,
Finais: no bando, é essencial para vencer.
A1. Valorizar e
demonstrar
sensibilidade
nas suas
relações

36 MANUAIS
R.A.P.
I SECÇÃO - Sistema de Progresso -
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
afectivas, Vivência de Alcateia
de modo - Participar activamente nas reuniões de bando,
consequente aceitando os outros como são.
coma opção de
vida assumida. - Acolher bem os aspirantes, explicando-lhes
aspectos da vida quotidiana da Alcateia.

Esclarecimento Mística e Imaginário
e avaliação:
Neste objectivo, - Narração, dramatização ou actividade sobre a en-
procura-se trada de Máugli na Alcateia (o seu acolhimento no
que o Lobito Covil e na Rocha do Conselho).
demonstre
capacidade para
escolher de Animação
forma - Fazer uma mímica em conjunto com outros Lobi-
adequada os tos, demonstrando aceitar cada um como é.
seus amigos,
sem, com isso, - Apresentar, com o seu bando, um número na Flor
deixar de se Vermelha.
relacionar de
forma positiva
com os outros Técnica
(ultrapassando - Ensinar a Lobitos mais novos alguns nós (direito,
situações de torto, cabeça de cotovia, de barqueiro, de cor-
conflito e rer, de oito, lais de guia simples), demonstrando
insegurança).
paciência.
Pistas para - Ensinar aos Aspirantes a saudação e o significado
avaliação: das insígnias do uniforme.
Consegue
dar-se bem com
a generalidade Expressão plástica
das pessoas - Fazer um pequeno trabalho sobre “ser amigo”.
(mesmo não
sendo muito - Fazer uma prenda para um amigo.
amigo delas)? - Fazer um brinquedo para oferecer numa festa de
Consegue fazer crianças (especialmento no dia 1 de Junho).
escolhas a nível - Desenhar cartões de parabéns e/ou de Boas Fes-
das suas
amizades, tas e/ou convites
baseando-se no
carácter dos Vida na Natureza
outros? Aceita os
outros como eles - Colaborar na montagem e desmontagem do cam-
são? po (montar e desmontar tendas, limpar o local,
É respeitador? etc.).
É cordato?
Provoca
confusão?
Mantém as
amizades do
Bando fora da
Alcateia?

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
37
Desenvolvimento AFECTIVO

SUGESTÃO de Oportunidades/Actividades
Objectivos Educativas que podem ser usadas
Educativos para cumprir os objectivos

Valores e Serviço
- Visitar um lar/residência de 3ª idade, assim como
A2. algum idoso que viva sozinh@, animando um mo-
mento.

Escuto e Relacionamento interpessoal
respeito os - Explicar a sua árvore genealógica.
mais velhos, - Realizar uma actividade conjunta com os pais,
onde estes desempenhem uma tarefa em conjun-
tendo os to com os filhos.
pais como - Realizar entrevistas a pessoas mais velhas sobre
exemplo. vários assuntos.

Vivência de Alcateia
- Ajudar o Àquêlà a preparar todo o material para
uma actividade de Alcateia.
Objectivos - Conhecer as insígnias dos dirigentes do Agrupa-
Educativos mento.
- Entrevistar os dirigentes do Agrupamento.
Finais:
- Participar em Conselhos de Alcateia/Guias (para
A2. Respeitar preparação de Caçadas, por exemplo), aceitando
a existência as opiniões dos Chefes.
de várias
sensibilidades Mística e Imaginário
- Narração, dramatização ou actividade sobre a vida
estéticas de Máugli na Alcateia (respeito e obediência aos
e artísticas, bichos da Selva que o ajudavam - por exemplo, a
formando a aprendizagem da Lei com Bálú ou a Caçada de
sua opinião Cá; a adopção de Máugli pela família dos lobos;
o amor de Máugli pelos seus pais adoptivos e
com sentido irmãos; a relação protectora de Máugli e Messua
crítico. em ‘Tigre! Tigre!’, ‘A invasão da Selva’ ou ‘Corri-
das da Primavera’).

Animação
- Criar e representar uma peça em que se mencio-
nem as regras da sociedade e respeito pelos mais
velhos.

38 MANUAIS
R.A.P.
I SECÇÃO - Sistema de Progresso -
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
Esclarecimento Técnica
e avaliação: - Saber arrumar a sua mochila.
- Colaborar na preparação de alimentos para uma
O intuito deste refeição em campo.
objectivo é
ajudar o Lobito a: Expressão plástica
- assumir o seu
- Realizar um pequeno trabalho sobre “a escola no
lugar na família;
- aceitar a tempo dos meus avós” ou “a profissão do meu
autoridade pai”.
parental
- compreender Vida na Natureza
que a harmonia - Deixar limpo o local de uma actividade, demons­
familiar passa trando obediência.
por estabelecer
relações de amor
e respeito entre
todos. Escreve aqui outras ideias/actividades:
-
Pistas para
avaliação:
Demonstra
respeito para -
com os mais
velhos, mesmo
que não sejam
da sua família? -
Ouve o que têm
para lhe dizer?
Respeita a de-
cisão dos mais -
velhos (pais,
avós, etc.)
mesmo que não
goste dela?
É obediente?
É capaz de
demonstrar
afecto?
Demonstra
equilíbrio nas
suas relações
afectivas
(relativamente a
ciúmes, inveja,
chamadas de
atenção, agres-
sividade, etc.)?

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
39
Desenvolvimento do CARÁCTER

Dimensão da personalidade: a atitude

LIGAÇÃO AO IMAGINÁRIO

u (BÁLÚ ENSINA A LEI DA SELVA)
AUTONOMIA [tornar-se independente; capacidade de optar; construir o
seu quadro de referências]

u (BÁLÚ AJUDA A CUMPRIR A LEI)
RESPONSABILIDADE [ser consequente; perseverança e empenho; le-
var a bom termo um Projecto assumido]

u (BÁLÚ ORGULHA-SE DE MÁUGLI)
COERÊNCIA [viver de acordo com o seu sistema de valores; defender as
suas ideias].

SUGESTÃO de Oportunidades/Actividades
Objectivos Educativas que podem ser usadas
Educativos para cumprir os objectivos

Valores e Serviço
C1. - Jogos vários:
Sei a Lei e as > Os Lobitos escrevem as Máximas e Lei em
Máximas da papéis e cada um escolhe e explica um artigo,
dizendo como é que o cumpre e o que não se
Alcateia. deve fazer.
C1. Possuir e > Puzzle de construção da Lei e das Máximas.
desenvolver um > De entre uma lista de actividades, escolher
quadro quais se associam a cada artigo da Lei e Máxi-
de valores que mas e quais as que não se devem praticar.
são fruto > Escolher, no conjunto dos artigos da Lei e Máxi­
de uma opção mas, aquele que parece mais difícil de atingir
consciente. e explicar porque é que é difícil. O resto dos
Lobitos dá sugestões sobre o que fazer.

40 MANUAIS
R.A.P.
I SECÇÃO - Sistema de Progresso -
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
Esclarecimento - Oração para fazer à noite, em que o Lobito revê as
e avaliação: atitudes que teve de acordo com a Lei e com as
Procura-se que Máximas e as que não estiveram de acordo.
o Lobito saiba a
Lei e Máximas e Relacionamento interpessoal
demonstre - Relembrar em casa as leis da Alcateia, dando-as a
capacidades de
reflexão sobre o conhecer aos familiares.
que significam,
manifestando Vivência de Alcateia
concordância - Ensinar aos Lobitos mais novos a Lei e as Máxi-
com elas e mas.
assumindo-as - Jogo de estafetas em que os Lobitos têm de orde-
como nar a Lei e as Máximas.
valores a seguir.
Mística e Imaginário
PISTAS PARA - Narração, dramatização ou actividade sobre a vida
AVALIAÇÃO: de Máugli na Alcateia (Bálú ensina a Lei, Máugli
cumpre a Lei em todos os momentos).
Consegue
enumerar a Lei Animação
e as Máximas? - Utilizar as danças da Selva para explicar os
Sabe explicar o artigos da Lei e Máximas.
seu significado?

É capaz de dar Técnica
exemplos de - Fazer uma gincana de obstáculos em que tenha
cumprimento de levar significados das Leis e Máximas para no
da Lei e das final do percurso as colocar em frente às respecti-
Máximas? vas Leis e Máximas.
É capaz de se Expressão plástica
avaliar a este
- Construir um íman de frigorífico, um quadro ou um
nível?
pequeno folheto com a Lei e as Máximas para le-
Sabe dar var para casa.
exemplos de
momentos em Vida na Natureza
que não cumpriu - Saída para pôr em aplicação, na Natureza, algu-
Lei ou mas Máximas (por exemplo, ser asseado, saber
Máximas, ver e ouvir, pensar primeiro no seu semelhante,
revelando etc.), através da limpeza de algum campo, ob-
capacidade
de avaliação? servação de características da Natureza (cores,
cheiros), proteger um animal ou planta, etc.

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
41
Desenvolvimento do CARÁCTER
SUGESTÃO de Oportunidades/Actividades
Objectivos Educativas que podem ser usadas
Educativos para cumprir os objectivos

Valores e Serviço
- Tomar decisões correctas à hora de escolher par-
ticipar ou não em actividades (por exemplo, vir à
C2. reunião ou ir a uma festa de anos; ir jogar à bola
ou fazer os/as trabalhos/tarefas de casa).
Tenho em
conta a Relacionamento interpessoal
opinião dos - Escolha do Cargo que prefere (negociação, ouvir o
Chefe, escolher consoante os diversos argumen-
mais velhos tos apresentados).
quando tomo
decisões. Vivência de Alcateia
- Escolha de uma proposta de caçada, ouvindo a
opinião dos Chefes.
- Partilha de opiniões e avaliação de actividades,
ouvindo e aceitando a opinião dos mais velhos.

Objectivos Mística e Imaginário
Educativos - Narração, dramatização ou actividade sobre a
Finais: vida de Máugli na Alcateia (as lições de Bálú ou
C2. Ser capaz Báguirá, a conversa com Báguirá antes de deixar
de formular e a Alcateia, as conversas com Messua (mãe hu-
construir as mana de Máugli), a conversa com Cá perante a
suas próprias ameaça dos cães vermelhos, etc.).
opções,
assumindo-as Animação
com clareza. - Escutar a opinião dos Chefes na hora de es­
colher uma peça para a Flor Vermelha.

Técnica
- Jogo de aplicação: ensinar alguns nós, explican-
do as suas diferentes aplicações. De seguida, dar
aos Lobitos várias situações e levá-los a decidir
que nó usariam em que ocasião.

42 MANUAIS
R.A.P.
I SECÇÃO - Sistema de Progresso -
Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
Esclarecimento Expressão plástica
e avaliação: - Escolha de um objecto para fazer, como prenda
Através deste (para um Dia do Pai ou da Mãe, por exemplo). O
objectivo, Chefe pode dar vários materiais e dar sugestões,
pretende-se que o vendo como é que os Lobitos reagem a elas.
Lobito, a partir
das sugestões Vida na Natureza
e conselhos dos
- Raide com jogo de pistas local a um ponto alto
mais velhos
(adultos ou na serra mais próxima do teu Agrupamento. Ao
Lobitos mais longo do percurso encontrarão, certamente, zona
velhos) demonstre de mata sensível. Pelo caminho terão que decidir
capacidades para qual será o percurso, seguindo-se a que a maioria
fazer e assumir decidir. Avaliar a decisão no final.
escolhas.

Escreve aqui outras ideias/actividades:
PISTAS PARA -
AVALIAÇÃO:
Procura recolher
opiniões à hora
de tomar uma
decisão?

Ouve os adultos?

Ouve o seu guia
e os Lobitos mais
velhos?

Manifesta respeito
pelas sugestões
que
lhe são dadas?

É capaz de
escolher o que é
adequado?

É demasiado
influenciável?

Toma decisões
pensando no que
de facto é
melhor para si e
para os outros?

Colecção ‘Flor de Liz’ - A.E.A.
- Sistema de Progresso - I SECÇÃO
MANUAIS
R.A.P.
43