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Questões Comentadas de Administração Pública

Auditor Fiscal da Receita Federal


Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Herbert Almeida - Aula 5

QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

OS PERÍODOS OU ERAS DA QUALIDADE

 inspeção – a garantia da qualidade era certificada através do controle em


massa de 100% dos produtos, ocorrendo o controle por amostragens em
casos muito específicos, sem uma estruturação adequada.
 controle estatístico da qualidade – Nesse período, o controle da qualidade
no processo produtivo passa a ocorrer mediante procedimentos
estatísticos, utilizando mecanismos como a amostragem.
 garantia da qualidade – A proposta passa a ser por uma preocupação com
a qualidade desde o projeto de desenvolvimento, envolvendo todos os
funcionários, de todos os níveis hierárquicos, além de fornecedores e
clientes.
 gestão estratégica da qualidade (gestão da qualidade total) – Nesse
momento, a preocupação com a qualidade envolve todos os pontos do
negócio, sendo fator elementar na manutenção das atividades da
empresa.

ABORDAGENS CONCEITUAIS DA QUALIDADE


 transcendental – Nessa abordagem, a qualidade é sinônimo de excelência
absoluta, é o padrão mais alto, sendo reconhecida por todos;
 baseada no produto – A qualidade é baseada em uma série de
especificações mensuráveis que a garantem e certificam. A partir desta
visão, temos dois pontos fundamentais: (1) a qualidade pode ser avaliada
objetivamente, uma vez que é uma característica inerente ao produto; e (2)
uma qualidade maior só pode ser obtida com mais custos, pois a
qualidade reflete às características dos produtos e os produtos com
qualidade superior são mais caros;
 baseada no usuário – Avalia-se a qualidade a partir do ponto em que o
produto se ajusta aos padrões das preferências do consumidor;
 baseada na produção – a qualidade é a conformidade com as exigências;
é a adequação ao projeto ou especificação, relacionando-se com os
aspectos de engenharia e produção; e

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Philip B. Crosby
Para Crosby a qualidade significa a conformidade com as especificações, de
acordo com as necessidades dos clientes. Seus estudos relacionam-se com
os conceitos de “zero defeito” e de “fazer certo desde a primeira vez”. Para
ele, a insatisfação com a organização constitui um “problema de qualidade”.
Esse problema, porém, é apenas um sintoma do que está ocorrendo no
interior da organização. Assim, ele traçou o “perfil da organização problema”.
Para ele a prevenção é muito mais eficaz do que as técnicas não preventivas,
como inspeção, teste e controle da qualidade.

Outros gurus da qualidade


 Walter Shewart, que inseriu as técnicas de controle estatístico da
qualidade e criou algumas ferramentas de qualidade como o ciclo PDCA e
o gráfico de controle; e
 Kaoru Ishikawa, é conhecido como o pai do Controle ou Gestão da
Qualidade Total (TQC) japonês, desenvolveu o diagrama de causa e efeito
(diagrama de espinha-de-peixe ou diagrama de Ishikawa) e os círculos de
qualidade.

QUALIDADE TOTAL

A norma ISO 900 define qualidade como “a totalidade de características de


um ente (organização, produto, processos etc.) que lhe confere a capacidade
de satisfazer às necessidades implícitas dos cidadãos” (grifos nossos).
Ademais, a gestão da qualidade total (Total Quality Management – TQM)
atribui às pessoas, e não somente aos gerentes e dirigentes, a
responsabilidade pelo alcance dos padrões de qualidade. Com isso, as
práticas de controle de qualidade ocorrem de maneira descentralizada e
coletiva, ao contrário do controle burocrático que é rígido, unitário e
centralizador.

MODELO DE EXCELÊNCIA GERENCIAL

O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) foi desenvolvido pela Fundação


Nacional da Qualidade (FNQ) para estabelecer uma orientação integrada e
interdependente para gerir uma organização.
Ademais, o MEG é baseado em 11 fundamentos e oito critérios. Como
fundamentos podemos definir os pilares, a base teórica de uma boa gestão.
Esses fundamentos são colocados em prática por meio dos oito critérios.
Fazendo uma ressalva importante, no Portal da FNQ já contam 13

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buscam a maior .......................... dos processos, evitando ........................
Caracterizam-se pela ..................... e ..................
a) clientes internos e externos da organização / eficiência/ desperdícios. / participação
de toda a equipe / melhoria contínua.
b) fornecedores / efetividade / a repetição de tarefas./ horizontalização das estruturas
organizacionais/ mudanças drásticas.
c) acionistas / eficiência / desperdícios. / subordinação às decisões da diretoria /
melhoria contínua.
d) clientes internos da organização / eficácia / a horizontalização das tarefas. /
mudança fundamental dos processos / melhoria contínua.
e) Stakeholders / efetividade / a repetição de tarefas./ busca de padrões de
desempenho / mudanças fundamentais.
Comentário: o conceito de qualidade evoluiu muito ao longo dos anos. No
entanto, atualmente, costuma-se relacioná-la com o atendimento das
exigências do cliente.
Nesse sentido, a norma ISO 9000 define qualidade como “a totalidade de
características de um ente (organização, produto, processos etc.) que lhe
confere a capacidade de satisfazer às necessidades implícitas dos cidadãos”.
Perceba que o conceito de qualidade total implica no atendimento às
necessidades do cliente. Contudo, vai além, pois com a incorporação de
práticas de qualidade, a organização deverá diminuir os custos de produção,
fruto da eliminação do desperdício. Com isso, aumenta-se a eficiência e, por
fim, os lucros da empresa.
Ademais, a gestão da qualidade total (Total Quality Management – TQM) atribui
às pessoas, e não somente aos gerentes e dirigentes, a responsabilidade pelo
alcance dos padrões de qualidade. Nessa linha, cada pessoa da instituição deve
exercer o controle de qualidade do produto, ou seja, todos os membros da
equipe devem participar. Com isso, as práticas de controle de qualidade
ocorrem de maneira descentralizada e coletiva, ao contrário do controle
burocrático que é rígido, unitário e centralizador.
Devemos destacar que, na qualidade total, deve ocorrer uma preocupação não
somente com a satisfação dos clientes externos, mas também dos clientes
internos. Para explicar melhor esse conceito, devemos entender os clientes
externos como os clientes finais de um processo, ou seja, as pessoas ou
organizações que devem ser atendidas ao final do processo. Numa pizzaria, por
exemplo, o cliente externo seria o cliente que vai receber a pizza em casa.
Os clientes internos, por sua vez, são aquelas pessoas que participam do
processo produtivo e dependem de um insumo realizado por um outro servidor.
Por exemplo, para costurar uma boa camisa, a costureira precisa que o talhador

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realize um corte adequado do tecido. Ou seja, o talhador tem como cliente
interno a costureira, ok?
Dessa forma, a qualidade total, além de envolver a participação de todos na
gestão da qualidade, se preocupa com o atendimento das demandas dos
clientes internos e externos.
Assim, já podemos completar a frase:
“Os programas de qualidade têm como foco as necessidades dos clientes
internos e externos da organização, buscam a maior eficiência dos processos,
evitando desperdícios Caracterizam-se pela participação de toda a equipe e
melhoria contínua.”
Nesse contexto, vejamos os ensinamentos do mestre Chiavenato3:
A melhoria contínua é uma técnica de mudança organizacional suave e ininterrupta
centrada nas atividades em grupo das pessoas. Visa à qualidade dos produtos e
serviços dentro de programas a longo prazo, que privilegiam a melhoria gradual e o
passo a passo por meio da intensiva colaboração e participação das pessoas. Trata-
se de uma abordagem incremental e participativa para obter excelência na
qualidade dos produtos e serviços a partir das pessoas. (grifos nossos)
Gabarito: alternativa A.

2. (ESAF - AFC/CGU/2004) Os programas de qualidade se consolidaram no Japão


visando basicamente produzir ganhos de competitividade para as indústrias; no
entanto, as idéias e métodos da qualidade se espandiram para outras realidades.
Assinale a opção que não corresponde ao enfoque dado por um programa de
qualidade.
a) A implantação de um programa de qualidade tem como foco garantir a qualidade
do produto, promover melhorias contínuas por meio de estímulo à inovação, atender
às expectativas dos clientes, mantendo-os satisfeitos.
b) A implantação de um programa de qualidade tem como foco padronizar a
produção, promover melhorias por meio de um processo de especialização e criar
unidades de atendimento ao cliente.
c) A implantação de um programa de qualidade tem como foco produzir um único
produto padronizado, promover melhorias por meio de um processo de
especialização e crer na fidelização do mercado.
d) A implantação de um programa de qualidade tem como foco garantir a qualidade
do produto, promover melhorias contínuas por meio da diminuição de desperdícios,
atender às expectativas dos clientes, mantendo-os satisfeitos.
e) A implantação de um programa de qualidade tem como foco produzir certo na
primeira vez, promover melhorias contínuas por meio de estímulo à inovação, criar
unidades de atendimento ao cliente.

3
Chiavenato, 2012, p. 272.

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Comentário: essas questões de marcar o item errado são muito boas para
conhecer o entendimento da banca. Vamos lá!
a) esse item se aproxima muito do conceito que apresentamos na questão
anterior. A qualidade busca a satisfação do cliente, mantendo-os satisfeitos.
Além disso, a busca pela melhoria contínua – kaizen – está presente nos
programas de qualidade. Por fim, no mundo contemporâneo, a inovação é um
elemento muito importante para a qualidade. Vejam, como exemplo, o caso dos
telefones celulares, a cada ano – ou menos que isso – o produto deve inovar,
buscando manter a sua qualidade – CORRETA;
b) a padronização é a forma de consolidar a aprendizagem organizacional. Por
exemplo, ao desenvolver um processo, a empresa vai fazer as avaliações. Caso
os resultados sejam satisfatórios, é interessante padronizar esse processo para
consolidar as suas práticas. Isso vai ficar mais claro na próxima aula, quando
estudarmos o ciclo PDCA. Na mesma linha, a especialização é importante, pois
permite que a organização aplique os seus recursos de forma mais racional.
Além disso, como o programa de qualidade tem foco no cliente, é muito
interessante que as empresas possuam um canal de comunicação com o seu
cliente, permitindo a apresentação de demandas e sugestões – CORRETA;
c) padronizar não significa adotar um único produto. A padronização é a forma
de descrever as especificações dos processos e dos produtos, permitindo que
eles sejam multiplicados dentro de um padrão de requisitos. No entanto, as
organizações devem possuir uma diversidade de produtos, possibilitando que
os clientes tenham opção de escolha e a empresa tenha uma “saída de
segurança” se alguma linha não der certo – ERRADA;
d) a alternativa só incluiu a diminuição de desperdícios. O programa de melhoria
contínua tem como um de seus princípios o “fazer certo desde a primeira vez”.
Assim, os clientes ficam satisfeitos e os custos com reparos diminuem –
CORRETA;
e) já “matamos” no comentário anterior. A melhoria contínua, que está
intimamente relacionada com a qualidade, destaca a necessidade de fazer certo
desde a primeira vez – CORRETA.
Gabarito: alternativa C.

3. (ESAF - AFC/CGU/2006) Indique qual das opções a seguir explicita corretamente


premissas de um programa de qualidade.
a) Processo de melhoria continua. Satisfação dos clientes. A responsabilidade pela
qualidade cabe à área de produção.
b) Fazer bem a primeira vez. A responsabilidade pela qualidade cabe à área de
produção. Bons materiais garantem qualidade.

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c) Processo de melhoria continua. Fazer bem a primeira vez. Eliminação de
desperdício.
d) Satisfação dos clientes. Bons materiais garantem qualidade. Eliminação de
desperdício.
e) A responsabilidade pela qualidade cabe à área de produção. Bons materiais
garantem qualidade. Eliminação de desperdício.
Comentário: Chiavenato4 faz um importante resumo das definições de
importantes cientistas do mundo da qualidade, vejamos:
A qualidade total é uma decorrência da aplicação da melhoria contínua. A palavra
qualidade tem vários significados. Qualidade é o atendimento das exigências do
cliente. Para Deming, “a qualidade deve ter como objetivo as necessidades dos
usuários, presentes e futuras”. Para Juran, “representa a adequação à finalidade e ao
uso”. Para Crosby, “é a conformidade com as exigências”. Feigenbaum diz que ela é
o “total das características de um produto ou serviço referentes a marketing,
engenharia, manufatura e manutenção, pelas quais o produto ou serviço, quando em
uso, atenderá às expectativas do cliente”. (grifos nossos)
Agora, vamos analisar cada item.
a) Processo de melhoria continua. Satisfação dos clientes. A responsabilidade pela
qualidade cabe à área de produção. [a qualidade é responsabilidade de todos]
b) Fazer bem a primeira vez. A responsabilidade pela qualidade cabe à área de
produção. [todos os membros] Bons materiais garantem qualidade. [bons
materiais são indispensáveis, mas não garantem a qualidade]
c) Processo de melhoria continua. Fazer bem a primeira vez. Eliminação de
desperdício.
A melhoria contínua deriva da filosofia japonesa do kaizen (kai – mudança; zen
– bom), significando um aprimoramento contínuo e gradual na maneira como
as coisas são feitas na organização, envolvendo a participação de todos os
membros. Um dos princípios da melhoria contínua é fazer certo desde a
primeira vez.
Para Crosby a qualidade significa a conformidade com as especificações, de
acordo com as necessidades dos clientes. Seus estudos relacionam-se com os
conceitos de “zero defeito” e de “fazer certo desde a primeira vez”.
Dessa forma, os investimentos em qualidade devem proporcionar a diminuição
dos desperdícios, pois devem evitar que as atividades sejam refeitas.
d) Satisfação dos clientes. Bons materiais garantem qualidade. Eliminação de
desperdício.
e) A responsabilidade pela qualidade cabe à área de produção. Bons materiais
garantem qualidade. Eliminação de desperdício.

4
Chiavenato, 2011, p. 549.

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Gabarito: alternativa C.

4. (ESAF - Ana/CVM/2010) A maior parte dos princípios e práticas que suportam o


TQM - Gerenciamento da Qualidade Total deriva de contribuições de um grupo
restrito de estudiosos. Tidos como mestres, ou gurus, o conhecimento de seu trabalho
é requisito para qualquer esforço visando compreender e implementar o TQM nas
organizações.
Sobre os Gurus da Qualidade e seus pensamentos, é correto afirmar que:
a) Deming contribuiu decisivamente no movimento japonês em prol da qualidade.
Segundo ele, a administração da qualidade compreende três processos básicos:
planejamento, controle e melhoria. Para ele, as abordagens conceituais necessárias
ao gerenciamento dos três processos são similares àquelas empregadas na
administração financeira.
b) Formado dentro de empresas, ao contrário dos demais mestres, considera-se um
pensador de negócios pragmático e não um guru da qualidade. Ishikawa criou a
concepção Zero Defect e popularizou o conceito de fazer certo da primeira vez.
c) Juran criou os famosos círculos de controle da qualidade. Além dos CCQ, as suas
sete ferramentas constituem importante instrumental de auxílio nos processos de
controle da qualidade. Ao contrário de outras metodologias, que colocam a qualidade
nas mãos de especialistas, ele acreditava que as sete técnicas podiam ser utilizadas
por qualquer trabalhador. Redefiniu o conceito de cliente, para incluir qualquer
funcionário que recebe como insumo os resultados do trabalho executado
anteriormente por um colega.
d) Crosby talvez tenha sido o mais celebrado guru da qualidade. Comparado com os
demais mestres, cujas orientações são de caráter marcadamente prático, pode ser
considerado um filósofo, um pregador em busca de discípulos. Diz-se que muitos dos
que adotam suas ideias o fazem com devoção quase religiosa.
e) Feigenbaun deu origem ao conceito de controle da qualidade total, tratando-o como
questão estratégica que demanda profundo envolvimento de todos dentro da
organização. A qualidade seria um modo de vida para as empresas, uma filosofia de
compromisso com a excelência.
Comentário: vamos fazer uma revisão sobre os principais Gurus da qualidade.
 Deming - o estudo da qualidade tornou-se mais evidente a partir das ideias
do americano William Edwards Deming no começo do século XX. Apesar de
ter nascido nos EUA, Deming não conseguiu fazer sua proposta ser
difundida naquele país, pois os norte-americanos vendiam tudo o que
produziam, logo não sentiam os efeitos da falta de qualidade de seus
produtos. Contudo, o Japão era um país quase destruído em decorrência da
II Guerra Mundial, assim acolheu e difundiu as ideias de Deming, tornando-
se, em pouco tempo, referência em qualidade e tecnologia. Somente a partir

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 Feigenbaun – é o pioneiro no uso da expressão “qualidade total”, através de
seus estudos realizados na General Eletric (GE). Em sua abordagem, a
qualidade deveria ser vista como instrumento estratégico pelo qual todos os
trabalhadores devem ser responsáveis. A qualidade é uma filosofia de
gestão e um compromisso de excelência6. Por fim, destaca-se que
Feigenbaun foi a primeira pessoa a realizar estudos sobre os custos da
qualidade, demonstrando os custos envolvidos na garantia ou na falta de
qualidade nas organizações (custos da prevenção, da avalição, de falhas
internas e de falhas externas).
 Crosby – para ele a qualidade significa a conformidade com as
especificações, de acordo com as necessidades dos clientes. Seus estudos
relacionam-se com os conceitos de “zero defeito” e de “fazer certo desde a
primeira vez”. Este autor afirma que a insatisfação com o serviço ou produto
final de uma organização constitui um “problema de qualidade”. Esse
problema, porém, é apenas um sintoma do que está ocorrendo no interior da
organização. Assim, ele traçou o “perfil da organização problema”. Para ele
a prevenção é muito mais eficaz do que as técnicas não preventivas, como
inspeção, teste e controle da qualidade. Além disso, traçou, assim como fez
Deming, 14 passos para a melhoria da qualidade, que devem ser encarados
como um processo perseguido continuamente7.
 Shewart – que inseriu as técnicas de controle estatístico da qualidade e criou
algumas ferramentas de qualidade como o ciclo PDCA e o gráfico de
controle; e
 Ishikawa – é conhecido como o pai do Controle ou Gestão da Qualidade Total
(TQC) japonês, desenvolveu o diagrama de causa e efeito (diagrama de
espinha-de-peixe ou diagrama de Ishikawa) e os círculos de controle de
qualidade (CCQ) – formados por pequenos grupos de funcionários
responsáveis por conduzir e democratizar o controle de qualidade na
organização. Assim, ele propôs que, ao invés de utilizar especialistas, as
sete ferramentas de qualidade (Fluxograma, Diagrama Ishikawa (Espinha-de-
Peixe), Folha de Verificação, Diagrama de Pareto, Histograma, Diagrama de
Dispersão e Cartas de Controle) fossem utilizadas qualquer trabalhador.
Agora, vamos à questão.
a) a questão trouxe os ensinamentos de Joseph Moses Juran, que apresentou
a trilogia da gestão da qualidade – planejamento, controle e melhoria –
ERRADA;
b) não foi Ishikawa, mas Crosby que defendeu o “zero defeito” e o “fazer certo
desde a primeira vez” – ERRADA;

6
Ibid. p. 41.
7
Marshall Junior et. al., 2010, p. 42.

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c) o correto é Ishikawa, que criou os círculos de controle da qualidade. Vale
lembrar que as sete ferramentas foram difundidas por Ishikawa e não criadas
por ele – ERRADA;
d) o mais celebrado guru da qualidade foi Deming, que desenvolveu os quatorze
princípios e é, para muitos, o maior nome quando se trata de qualidade –
ERRADA; e
e) perfeito! O conceito de qualidade total foi utilizado pela primeira vez por
Feigenbaun, que colocou a qualidade como questão estratégia, que demanda o
envolvimento de todos – ERRADA.
Gabarito: alternativa E.

5. (ESAF - AFC/STN/2013) A respeito da gestão da qualidade e mais


especificamente da qualidade total, analise as assertivas a seguir classificando-as
como verdadeiras(V) ou falsas(F). Ao final, assinale a opção que contenha a
sequência correta.
( ) Enquanto a melhoria contínua da qualidade é aplicável no nível operacional, a
qualidade total estende o conceito de qualidade para toda a organização.
( ) O gerenciamento da qualidade total é um conceito de controle que atribui apenas
aos gerentes e dirigentes a responsabilidade pelo alcance de padrões de qualidade.
( ) Na qualidade total o controle burocrático rígido, unitário e centralizador cede lugar
para o controle pelas pessoas envolvidas – solto, coletivo e descentralizado.
( ) A qualidade total está baseada no empoderamento das pessoas, o que significa
proporcionar à comunidade organizacional as habilidades e autoridade para tomar
decisões que tradicionalmente eram dadas aos gerentes.
a) F, V, V, V
b) F, V, F, F
c) V, V, F, F
d) V, F, V, V
e) V, F, F, V
Comentário: segundo Chiavenato8,
Enquanto a melhoria contínua da qualidade é aplicável no nível operacional, a
qualidade total estende o seu conceito para a organização inteira, abrangendo
todos os seus níveis, desde o pessoal de escritório e do chão da fábrica até a cúpula,
em um completo envolvimento. A melhoria contínua e a qualidade total são
abordagens incrementais para obter excelência em qualidade dos produtos e
processos. O objetivo é fazer acréscimos de valor continuamente. (...)
A gestão da qualidade total (Total Quality Management - TQM) é um conceito de
controle que atribui às pessoas, e não somente aos gestores e dirigentes, a
responsabilidade pelo alcance de padrões de qualidade. O tema central da
qualidade total é bastante simples: a obrigação de alcançar qualidade está nas

8
Chiavenato, 2012,

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pessoas que a produzem. Os funcionários, e não os gestores, são os responsáveis
pelo alcance de elevados padrões de qualidade. Com isso, o controle burocrático -
rígido, unitário e centralizador - cede lugar para o controle pelas pessoas
envolvidas - solto, coletivo e descentralizado.
A qualidade total está baseada no empoderamento (empowerment) das pessoas.
Empowerment significa proporcionar aos funcionários as habilidades e a
autoridade para tomar decisões que, tradicionalmente, eram dadas aos gestores.
Agora, vou colocar os destaques do texto em tópicos para que você possa
comparar com a questão:
"Enquanto a melhoria contínua da qualidade é aplicável no nível operacional, a
qualidade total estende o seu conceito para a organização inteira" (V)
"A gestão da qualidade total (Total Quality Management - TQM) é um conceito de
controle que atribui às pessoas, e não somente aos gestores e dirigentes, a
responsabilidade pelo alcance de padrões de qualidade." (F)
"Com isso, o controle burocrático - rígido, unitário e centralizador - cede lugar para o
controle pelas pessoas envolvidas - solto, coletivo e descentralizado." (V)
"A qualidade total está baseada no empoderamento (empowerment) das pessoas.
Empowerment significa proporcionar aos funcionários as habilidades e a autoridade
para tomar decisões que, tradicionalmente, eram dadas aos gestores." (V)
Perceba que a questão praticamente copiou o texto de Chiavenato, com a
ressalva para a segunda afirmativa, pois a gestão da qualidade total atribui às
pessoas a responsabilidade pelo alcance dos padrões de qualidade.
Gabarito: alternativa D.

6. (ESAF - AFC/STN/2013) São considerados mandamentos da qualidade total,


exceto:
a) Delegação.
b) Disseminação de informações.
c) Irrelevância dos erros.
d) Gerência de processos.
e) Constância de propósitos.
Comentário: vamos listar abaixo os princípios da qualidade total:
1. satisfação total do cliente: o cliente é a razão da existência de uma
organização, portanto, satisfaze-lo é o alicerce da gestão pela qualidade;
2. gerência participativa: uma administração que estabelece parcerias com
todo o pessoal envolvido faz com que todos se envolvam em ações voltadas
ao sucesso das operações;
3. constância de propósitos: os novos princípios devem ser lembrados a todo
instante até que a mudança se torne comum. É necessária muita
persistência;

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4. aperfeiçoamento contínuo: é importante que a empresa cresça junto ao
avanço tecnológico e ás mudanças de costumes e comportamentos da
sociedade;
5. desenvolvimento humano: deve-se buscar a evolução profissional e pessoal
de todos;
6. delegação: atribuir responsabilidade às pessoas, buscar decisões mais
rápidas;
7. garantia da qualidade: deve ocorrer a formalização dos processos e a
administração de rotinas, de forma que, mesmo substituindo as pessoas,
seja garantida a qualidade;
8. não aceitação de erros: o padrão de desempenho da empresa deve estar
focado em não admitir erros, deve-se fazer certo desde a primeira vez;
9. gerência de processos: busca da integração de todas entidades envolvidas
nos processos de uma empresa derrubando barreiras entre elas e
estimulando a comunicação entre essas entidades.
10. disseminação de informações: as informações devem circular em todos os
níveis.
A alternativa errada é a letra C, pois a qualidade total prega a não aceitação de
erros, buscando afastar qualquer ocorrência indevida.
Gabarito: alternativa C.

7. (ESAF - Eng/MF/2013) As organizações buscam melhorar a forma na qual


operam, quer isto signifique melhorar a sua participação no mercado, reduzir os
custos, gerenciar riscos mais eficazmente ou melhorar a satisfação dos clientes ou
públicos alvos. Um sistema de gestão lhe dá a estrutura necessária para monitorar e
melhorar o desempenho em qualquer área de seu interesse. Entre as normas que
podem ser utilizadas no processo de implantação de sistemas de gestão da qualidade
cita-se a série ISO 9001.
Com relação a ISO 9001, é correto afirmar:
a) a ISO 9001 define o padrão só para sistemas de gestão da qualidade.
b) a ISO 9001 não se aplica a todos os tipos de organizações, dependendo de
características específicas.
c) a ISO 9001 não pode ajudar a alavancar organizações e sim organizar os seus
processos.
d) a ISO 9001 deve ser liderada pela alta direção, garantindo que a alta gerência tome
uma abordagem estratégica para os seus sistemas de gestão.
e) a ISO 9001 é adequada para qualquer organização que busca melhorar a forma
como trabalha e como é gerenciada, dependendo do tamanho ou setor.

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Comentário: a International Organization for Standardization (ISO) –
Organização Internacional de Normalização – consiste numa organização sem
fins lucrativos que estabelece normas para todos os campos do conhecimento,
com exceção da área de engenharia eletrônica e elétrica. No Brasil, a ISO é
representada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Nesse sentido, as normas da família ISO 9000 foram desenvolvidas para apoiar
organizações, de todos os tipos e tamanhos, na implementação e operação de
sistemas de gestão da qualidade eficazes. Assim, compõem a família ISO as
seguintes normas:
 ABNT NBR ISO 9000 – descreve os fundamentos de sistemas de gestão da
qualidade e estabelece a terminologia para estes sistemas.
 ABNT NBR ISO 9001 – especifica requisitos para um sistema de gestão da
qualidade, onde uma organização precisa demonstrar sua capacidade para
fornecer produtos que atendam aos requisitos do cliente e aos requisitos
regulamentares aplicáveis, e objetiva aumentar a satisfação do cliente.
 ABNT NBR ISO 9004 – fornece diretrizes que consideram tanto a eficácia
como a eficiência do sistema de gestão da qualidade. O objetivo desta norma
é melhorar o desempenho da organização e a satisfação dos clientes e das
outras partes interessadas.
 ABNT NBR ISO 19011 – fornece diretrizes sobre auditoria de sistemas de
gestão da qualidade e ambiental.
Juntas elas formam um conjunto coerente de normas sobre sistema de gestão
da qualidade, facilitando a compreensão mútua no comércio nacional e
internacional. Nesse contexto, a Norma NBR ABNT ISO 9000 menciona o
seguinte sobre o sistema de gestão da qualidade:
A abordagem do sistema de gestão da qualidade incentiva as organizações a analisar
os requisitos do cliente, definir os processos que contribuem para a obtenção de um
produto que é aceitável para o cliente e manter estes processos sob controle. Um
sistema de gestão da qualidade pode fornecer a estrutura para a melhoria com o
objetivo de aumentar a probabilidade de ampliar a satisfação do cliente e de outras
partes interessadas. Ele fornece confiança à organização e a seus clientes de que ela
é capaz de fornecer produtos que atendam aos requisitos de forma consistente.
Após essa abordagem inicial, vamos analisar as alternativas.
a) a ISO 9001 estabelece os requisitos para o sistema de gestão de qualidade.
Em que pese ela não inclua requisitos específicos outros sistemas de gestão, a
Norma pode ser utilizada para integrar o sistema de qualidade com os demais,
permitindo o aprimoramento de outros sistemas da organização, como gestão
ambiental, gestão da segurança e saúde no trabalho, gestão financeira ou
gestão de riscos – ERRADA;
b) os requisitos para os sistemas de gestão da qualidade estão especificados
na ABNT NBR ISO 9001, sendo genéricos e aplicáveis às organizações de

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qualquer setor da indústria ou econômico, independentemente da categoria do
produto ofertado – ERRADA;
c) a Norma ISO 9001 adota a abordagem por processos, permitindo que as
atividades sejam realizadas de forma sistêmica pela organização. As
organizações que implantam um sistema de qualidade possuem a maior
capacidade de atender aos requisitos estabelecidos pelo cliente, melhorando o
seu desempenho e, com isso, alavancando a organização – ERRADA;
d) segundo a Norma ISO 9000 (que dispõe sobre os fundamentos da série), oito
princípios de gestão da qualidade foram identificados, os quais podem ser
usados pela alta direção para conduzir a organização à melhoria do seu
desempenho. Assim, a alta direção tem papel fundamental, permitindo uma
abordagem estratégia para os sistemas de gestão da organização – CORRETA;
e) novamente – as especificações da ISO 9001 são genéricos e aplicáveis às
organizações de qualquer setor da indústria ou econômico, independentemente
da categoria do produto ofertado – ERRADA.
Apenas para acrescentar, seguem os princípios previstos na Norma ISO 9000
para a gestão da qualidade:
i. foco no cliente: organizações dependem de seus clientes e, portanto,
convém que entendam as necessidades atuais e futuras do cliente, os
seus requisitos e procurem exceder as suas expectativas;
ii. liderança: líderes estabelecem unidade de propósito e o rumo da
organização. Convém que eles criem e mantenham um ambiente interno,
no qual as pessoas possam estar totalmente envolvidas no propósito de
atingir os objetivos da organização;
iii. envolvimento de pessoas: pessoas de todos os níveis são a essência de
uma organização, e seu total envolvimento possibilita que as suas
habilidades sejam usadas para o benefício da organização;
iv. abordagem de processo: um resultado desejado é alcançado mais
eficientemente quando as atividades e os recursos relacionados são
gerenciados como um processo;
v. abordagem sistêmica para a gestão: identificar, entender e gerenciar
processos inter-relacionados como um sistema contribui para a eficácia
e eficiência da organização no sentido desta atingir os seus objetivos;
vi. melhoria contínua: convém que a melhoria contínua do desempenho
global da organização seja seu objetivo permanente;
vii. abordagem factual para tomada de decisão: decisões eficazes são
baseadas na análise de dados e informações; e

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viii. benefícios mútuos nas relações com os fornecedores: uma organização
e seus fornecedores são interdependentes, e uma relação de benefícios
mútuos aumenta a habilidade de ambos em agregar valor.
Gabarito: alternativa D.

8. (ESAF - AFC/CGU/2006) O Programa de Qualidade e Participação da


Administração Pública instituído no âmbito da Reforma do Estado de 1995, tem como
princípios
I. Avaliação e premiação das melhores práticas.
II. Gestão participativa dos funcionários.
III. Gestão participativa dos clientes.
IV. Gerência por processos.
V. Identificação dos clientes.
VI. Descentralização das ações.
Selecione a opção que indica corretamente princípios desse Programa.
a) I e II
b) I e III
c) III e IV
d) V e VI
e) II e IV
Comentário: o Programa de Qualidade e Participação da Administração Pública
foi instituído em 1995 no bojo da Reforma Gerencial. Para maiores informações,
o aluno pode acessar o Caderno MARE 4 (clique aqui), que trata
especificamente deste programa. A leitura do documento, porém, é pouco
produtiva na reta final do concurso.
O documento apresenta os seguintes princípios para a implantação do
Programa da Qualidade:
a) satisfação do cliente;
b) envolvimento de todos os servidores;
c) gestão participativa; [ii]
d) gerência de processos; [iv]
e) valorização do servidor público;
f) constância de propósitos;
g) melhoria contínua; e
h) não aceitação de erros.
O documento estabelece que a gestão pela qualidade é participativa, ou seja:
 pressupõe a convocação dos servidores a participar da melhoria de
seus processos de trabalho;
 estabelece a cooperação entre gerentes e gerenciados;

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 dissemina informações organizacionais;
 compartilha desafios;
 coloca a decisão o mais próximo possível da ação.
Por óbvio, a gerência participativa não envolve os clientes, mas os funcionários.
Todavia, o termo funcionários não é o mais adequado para os serviços
públicos. Além disso, percebam que documento fala em participação de
servidores, cooperação de gerentes, compartilhamento de desafios e por aí vai.
Ou seja, o princípio não se limita à participação dos funcionários. Dessa forma,
o item poderia ser contestado.
O outro princípio seria a gerência de processos. Assim o gabarito seria letra D.
Porém, o item II não ficou muito claro, o que ensejou a anulação da questão.
Gabarito: anulado.

9. (ESAF - Ana/CVM/2010) Entre os critérios de excelência em gestão preconizados


pelo Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização - GESPÚBLICA, no
Instrumento para Avaliação da Gestão Pública - 2010, os requisitos do critério
PESSOAS referem-se, entre outros à
a) gestão do atendimento dos usuários diretos da unidade.
b) gestão dos processos da unidade.
c) gestão operacional e gerencial da informação.
d) obtenção de metas de alto desempenho.
e) criação de valor para todas as partes interessadas.
Comentário: esse é o tipo de questão que dificilmente algum candidato
dominaria o conteúdo para acertá-la. No entanto, vejam que ela exige um
requisito do critério PESSOAS e se trata de um cargo de Recursos Humanos.
Acho difícil a ESAF ser tão específica. Dessa forma, vamos aproveitar a questão
para dar uma analisada no que é o Modelo de Excelência em Gestão Pública
(MEGP).
O Instrumento para Avaliação da Gestão Pública é um conjunto de orientações
e parâmetros para avaliação da gestão que tem por referência o Modelo de
Excelência em Gestão Pública e os conceitos e os fundamentos preconizados
pelo Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização –
GESPÚBLICA.
O Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP) foi concebido a partir da
premissa de que a administração pública tem que ser excelente sem deixar de
considerar as particularidades inerentes à sua natureza pública.
Nesse contexto, o MEGP tem como base os princípios constitucionais da
administração pública e como pilares os fundamentos da excelência gerencial.
Os fundamentos da excelência são conceitos que definem o entendimento

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contemporâneo de uma gestão de excelência na administração pública e que,
orientados pelos princípios constitucionais, compõem a estrutura de
sustentação do MEGP. Ou seja, os princípios constitucionais representam a
orientação dos fundamentos que, por sua vez, são os pilares do Modelo.
Juntos, os princípios constitucionais e os fundamentos sustentam o MEGP,
indicam os valores e diretrizes estruturais que devem balizar o funcionamento
do sistema de gestão das organizações públicas e definem o que se entende,
hoje, por excelência em gestão pública.
Com efeito, o Modelo de Excelência em Gestão Pública é a representação de um
sistema gerencial constituído de oito partes integradas, que orientam a adoção
de práticas de excelência em gestão com a finalidade de levar as organizações
públicas brasileiras a padrões elevados de desempenho e de excelência em
gestão. A figura abaixo representa graficamente o MEGP, destacando a relação
entre as suas partes.
Representação do Modelo de Excelência em Gestão Pública

O primeiro bloco – Liderança, Estratégias e Planos, Cidadãos e Sociedade -


pode ser denominado de planejamento. Por meio da liderança forte da alta
administração, que focaliza as necessidades dos cidadãos-usuários, os
serviços, os produtos e os processos são planejados conforme os recursos
disponíveis, para melhor atender esse conjunto de necessidades.

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O segundo bloco – Pessoas e Processos - representa a execução do
planejamento. Nesse espaço, concretizam-se as ações que transformam
objetivos e metas em resultados. São as pessoas, capacitadas e motivadas, que
operam esses processos e fazem com que cada um deles produza os resultados
esperados.
O terceiro bloco – Resultados – representa o controle, pois serve para
acompanhar o atendimento à satisfação dos destinatários dos serviços e da
ação do Estado, o orçamento e as finanças, a gestão das pessoas, a gestão de
suprimento e das parcerias institucionais, bem como o desempenho dos
serviços/produtos e dos processos organizacionais.
O quarto bloco – Informações e Conhecimento – representa a inteligência da
organização. Nesse bloco, são processados e avaliados os dados e os fatos da
organização (internos) e aqueles provenientes do ambiente (externos), que não
estão sob seu controle direto, mas, de alguma forma, influenciam o seu
desempenho. Esse bloco dá à organização a capacidade de corrigir ou melhorar
suas práticas de gestão e, consequentemente, seu desempenho.
Assim, para efeito de avaliação da gestão pública, as oito partes do Modelo de
Excelência em Gestão Pública foram transformadas em Critérios para Avaliação
da Gestão Pública; a esses critérios foram incorporados referenciais de
excelência (requisitos) a partir dos quais a organização pública pode
implementar ciclos contínuos de avaliação e melhoria de sua gestão.
Apenas para ilustração, vamos dar uma olhada na figura com as respectivas
pontuações máximas do MEGP, destacando os critérios e itens de avaliação.

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Critérios e itens de avaliação

No critério de pessoas, temos três itens, que, por sua vez, possuem os
requisitos. O item 6.1 apresenta, entre outros, o seguinte requisito:
E - Como o desempenho das pessoas e das equipes é gerenciado, de forma a
estimular a obtenção de metas de alto desempenho, a cultura da excelência na
organização e o desenvolvimento profissional?
Como eu disse, é um item bem específico, não acho muito proveitoso tentar
“decorar” a essa altura os critérios de avaliação do MEGP. Preocupem-se com
outros pontos mais importantes, que vão proporcionar um retorno melhor.
Para fechar, seguem os critérios dos demais requisitos:
a) gestão do atendimento dos usuários diretos da unidade. [3. Cidadãos]
b) gestão dos processos da unidade. [7. Processos]
c) gestão operacional e gerencial da informação. [5. Informações e conhecimento]
e) criação de valor para todas as partes interessadas. [1. Liderança]
Gabarito: alternativa D.

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10. (ESAF - AFRFB/SRFB/2012) Entre novas tecnologias gerenciais e
organizacionais aplicadas à Administração Pública, temos a Carta de Serviços ao
Cidadão, preconizada pelo Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização - GESPÚBLICA, no Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão. Segundo o GESPÚBLICA, a Carta de Serviços tem como premissas
a) transparência e accountability.
b) Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Acesso à Informação.
c) gestão de processos e prestação de contas ao cidadão.
d) foco no cidadão e indução do controle social.
e) canais de acesso à informação pelo cidadão e governo eletrônico.
Comentário: o Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização –
GESPÚBLICA – foi instituído pelo Decreto 5.378/2005 com a finalidade de
contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados aos
cidadãos e para o aumento da competitividade do País.
O GESPÚBLICA deverá contemplar a formulação e implementação de medidas
integradas em agenda de transformações da gestão, necessárias à promoção
dos resultados preconizados no plano plurianual, à consolidação da
administração pública profissional voltada ao interesse do cidadão e à
aplicação de instrumentos e abordagens gerenciais, que objetivem:
 eliminar o déficit institucional, visando ao integral atendimento das
competências constitucionais do Poder Executivo Federal;
 promover a governança, aumentando a capacidade de formulação,
implementação e avaliação das políticas públicas;
 promover a eficiência, por meio de melhor aproveitamento dos recursos,
relativamente aos resultados da ação pública;
 assegurar a eficácia e efetividade da ação governamental, promovendo a
adequação entre meios, ações, impactos e resultados; e
 promover a gestão democrática, participativa, transparente e ética.
Uma das principais ferramentas do Gespública foi a carta de serviços ao
cidadão, que tem por objetivo informar o cidadão dos serviços prestados pelo
órgão ou entidade, das formas de acesso a esses serviços e dos respectivos
compromissos e padrões de qualidade de atendimento ao público.
De acordo com o Decreto 6.932/2009, a carta de serviços ao cidadão deverá
trazer informações claras e precisas em relação a cada um dos serviços
prestados, em especial as relacionadas com:
I. o serviço oferecido;
II. os requisitos, documentos e informações necessários para acessar o
serviço;

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III. as principais etapas para processamento do serviço;
IV. o prazo máximo para a prestação do serviço;
V. a forma de prestação do serviço;
VI. a forma de comunicação com o solicitante do serviço; e
VII. os locais e formas de acessar o serviço.
Os princípios fundamentais e as premissas da carta de serviços encontram-se
no Portal do Gespública.
Princípios fundamentais:
 participação e comprometimento;
 informação e transparência;
 aprendizagem; e
 participação do cidadão.
Premissas:
 foco no cidadão; e
 indução do controle social.
Gabarito: alternativa D.

11. (ESAF - AA/DNIT/2013) O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da Fundação


Nacional de Qualidade está alicerçado sobre um conjunto de conceitos fundamentais
e estruturado em critérios e requisitos inerentes à Excelência em Gestão.
Os Fundamentos da Excelência expressam esses conceitos reconhecidos
internacionalmente e que são encontrados em organizações líderes de Classe
Mundial. Além disso, o MEG utiliza o conceito de aprendizado e melhoria contínua,
segundo o ciclo:
a) Gestão da Qualidade.
b) PDCA (Plan, Do, Check, Action).
c) Curva de Aprendizagem.
d) Desenvolvimento Organizacional (DO).
e) PDCL (Plan, Do, Check, Learn).
Comentário: o Modelo de Excelência de Gestão (MEG) utiliza o conceito de
aprendizado e melhoria contínua, segundo o ciclo PDCL (Plan - planejar; Do -
fazer; Check - verificar; Learn - aprender). Vejamos o que diz a Fundação
Nacional da Qualidade - FNQ (órgão responsável pelo MEG):
O Modelo de Excelência da Gestão® - MEG está alicerçado sobre um conjunto de
conceitos fundamentais e estruturado em critérios e requisitos inerentes à Excelência
em Gestão. Os Fundamentos da Excelência expressam esses conceitos reconhecidos
internacionalmente e que são encontrados em organizações líderes de Classe
Mundial. Além disso, o MEG utiliza o conceito de aprendizado e melhoria contínua,
segundo o ciclo de PDCL (Plan, Do, Check, Learn). (grifos nossos)

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Trata-se de um ciclo que inicia pelo planejamento (plan), vai para execução (do),
sofre uma verificação (check), concluindo com o aprendizado (learn) de todo o
processo. Veja que este conceito está alinhado ao modelo de aprendizado e
melhoria contínua, pois pressupõem que devemos aprender com nossas ações
anteriores para aperfeiçoar cada vez mais a gestão.
Por fim, tomem cuidado, vejam outra citação do próprio portal da FNQ:
A figura representativa do MEG simboliza a organização, considerada como um
sistema orgânico e adaptável ao ambiente externo. O MEG é representado pelo
diagrama acima, que utiliza o conceito de aprendizado segundo o ciclo
de PDCA (Plan, Do, Check, Action). (grifos nossos)

Então? Das duas uma, ou a FNQ se confundiu ao colocar duas descrições


distintas sobre o mesmo programa e, nesse caso, a questão deveria ser
anulada. Ou, então, forçamos um pouco e entendemos que a "figura
representativa do MEG" é que é representada pelo ciclo PDCA, enquanto que o
"conceito de aprendizado e melhoria contínua" utilizado pelo MEG é baseado
no ciclo PDCL. Pelo visto, este foi o entendimento da banca.
Destaco, ademais, que o Cespe já considerou correta uma afirmativa de que o
MEG utiliza o ciclo PDCA.
De qualquer forma, o PDCL é uma variação do PDCA utilizado quando se fala
em aprendizado decorrente do processo.
Gabarito: alternativa E.

12. (ESAF - TA/DNIT/2013) Assinale a opção que não representa um fundamento do


Modelo de Excelência da Gestão da Fundação Nacional da Qualidade.
a) Pensamento sistêmico.
b) Aprendizado organizacional.
c) Visão de futuro.
d) Valorização de pessoas.
e) Desenvolvimento de sistemas de informação.
Comentário: o Modelo de Excelência da Gestão (MEG) foi desenvolvido pela
Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e apresenta como fundamentos:
 pensamento sistêmico (a);
 aprendizado organizacional (b);
 cultura de inovação;
 liderança e constância de propósitos;
 orientação por processos e informações;
 visão de futuro (c);
 geração de valor;
 valorização de pessoas (d);
 conhecimento sobre o cliente e o mercado;

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 desenvolvimento de parcerias e
 responsabilidade social.

Perceba que o "Desenvolvimento de sistemas de informação" (letra E) não está


entre os fundamentos da qualidade apresentados no MEG, portanto está errada
e é o nosso gabarito.
Gabarito: alternativa E.

13. (ESAF - TA/DNIT/2013) Sobre o GESPÚBLICA, analise as afirmativas que se


seguem e, após, assinale a opção correta.
I. O GesPública é uma política de gestão essencialmente pública.
II. O GesPública é uma política de gestão focada em resultados para órgãos públicos.
III. O GesPública é uma política de gestão federativa.
a) Somente I está correta.
b) Somente I e II estão corretas.
c) Somente II e III estão corretas.
d) Somente I e III estão corretas.
e) As opções I, II e III estão corretas.
Comentário: para responder esta questão, vejamos o que dispõe o documento
"O que é o Gespública" do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão:
Visto como uma política pública fundamentada em um modelo de gestão específico, o
Programa tem como principais características o fato de ser essencialmente
público – orientado ao cidadão e respeitando os princípios constitucionais da
impessoalidade, da legalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência –, de ser
contemporâneo – alinhado ao estado-da-arte da gestão –, de estar voltado para a
disposição de resultados para a sociedade – com impactos na melhoria da
qualidade de vida e na geração do bem comum – e de ser federativo – com aplicação
a toda a administração pública, em todos os poderes e esferas do governo. (grifos
nossos)

Esquematizando, as principais características do Gespública são:


 ser essencialmente público;
 ser contemporâneo;
 estar voltado para a disposição de resultados para a sociedade; e
 ser federativo.
Logo, os itens I e III estão corretos, todavia o item II está errado, pois a
disposição dos resultados é para a sociedade e não para os órgãos públicos.
Gabarito: alternativa D.

14. (ESAF - AnaTA/MF/2013) O sistema de gestão de uma organização representa


o conjunto de funções integradas e interatuantes que concorrem para o seu sucesso
no cumprimento da sua missão institucional.

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Segundo o Manual de Orientação para o Arranjo Institucional de Órgãos e Entidades
do Poder Executivo Federal, são consideradas funções da gestão, exceto:
a) liderança.
b) cidadãos e sociedade.
c) fiscalização.
d) pessoas.
e) informação e conhecimento.
Comentário: de acordo com o Manual de Orientação para o Arranjo Institucional
de Órgãos e Entidades do Poder Executivo Federal,
O Modelo de Excelência em Gestão Pública, adotado pelo Programa GESPUBLICA
da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, dispõe
que o sistema gerencial das organizações compõem-se de sete partes integradas,
que orientam a adoção de práticas de excelência em gestão: (1) liderança; (2)
estratégias e planos; (3) cidadãos e sociedade; (4) pessoas; (5) processos; (6)
informação e conhecimento e (7) resultados.
Percebam que o manual está desatualizado, pois, atualmente, o MEGP possui
oito partes, pois os critérios cidadãos e sociedade foram separados em dois.
De qualquer forma, podemos seguir no documento para finalizar a explicação
da questão:
Sistema de gestão
É o conjunto de sete funções integradas e interatuantes que concorrem para o sucesso
da organização no cumprimento de sua missão institucional: Liderança, Estratégias e
Planos, Cidadãos e Sociedade, Informação e Conhecimento, Pessoas, Processos e
Resultados.
Vejam, então, que o sistema de gestão é composto pelas funções que compõem
os critérios/partes do MEGP: Liderança, Estratégias e Planos, Cidadãos e
Sociedade, Informação e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados.
Logo, a fiscalização não compõe o sistema de gestão.
Gabarito: alternativa C.

15. (ESAF - AnaTA/MTUR/2014) São princípios fundamentais que sustentam o


processo de transformação de uma organização para atendimento das diretrizes de
melhoria e simplificação do atendimento aos cidadãos, exceto:
a) foco no cidadão e indução do controle social.
b) participação e comprometimento.
c) informação e transparência.
d) aprendizagem.
e) participação do cidadão.
Comentário: a questão quer saber dos princípios fundamentais da implantação
da carta de serviços ao cidadão. A alternativa A apresentou as premissas,
enquanto as demais trouxeram os princípios fundamentais.

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Fonte: Brasil. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Gestão.Programa


Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – GesPública; Prêmio Nacional da Gestão Pública –
PQGF; Carta de Serviços ao Cidadão; Brasília; MPOG, Seges, 2009.

Gabarito: alternativa A.

16. (ESAF - ATA/MF/2012) Acerca do tema atendimento ao cidadão, analise as


afirmativas abaixo e identifique se são verdadeiras(V) ou falsas(F). Após, assinale a
opção que contenha a sequência correta.
( ) A segurança ao transmitir informações depende do conhecimento que o servidor
possui sobre a função, as normas, os procedimentos, a organização, seus produtos
e serviços.
( ) É necessário ouvir o que o cidadão tem a dizer para estabelecer uma comunicação
sem desgastes.
( ) O servidor atendente deve falar o menos possível. Caso a informação conste dos
sistemas da organização, deverá apenas imprimir a tela e entregá-la ao cidadão.
( ) A percepção dos gestos, expressões faciais e da postura do cidadão é fator
fundamental. Por intermédio desta percepção, consegue-se captar diferentes reações
e assim dispensar tratamento individual e único.
a) V, V, V, V
b) F, V, V, V
c) V, V, V, F
d) V, V, F, V
e) V, V, F, F
Comentário: o primeiro item está correto, pois os servidores públicos devem
possuir conhecimento sobre a função, as normas, os procedimentos, a
organização, seus produtos e serviços para transmitir segurança no
atendimento. Imaginem um servidor mal preparada, que precisa consultar o
colega o tempo todo durante um atendimento. Não dá segurança, confere?

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O segundo item é simples, é necessário ouvir o cidadão para entender suas
demandas e não promover o desgaste. Lembre-se que, muitas vezes, as
pessoas buscam os órgãos públicos quando necessitam de alguma coisa. Às
vezes, o cidadão pode estar em um momento difícil e, portanto, deve ser ouvido
com calma.
O terceiro item é absurdo. O servidor deve ouvir, mas também deve prestar
todas as informações necessárias.
Por fim, o quarto item foi o que gerou dúvida. O serviço público é pautado pela
impessoalidade. Isso quer dizer que as pessoas não podem receber
favorecimentos em decorrência de popularidade, amizade ou outros critérios
pessoais. Contudo, tratamento não é a mesma coisa que atendimento. Este é
pautado pelas normas e regras e demonstra a relação entre o cliente, o
atendente e a organização. O tratamento, por outro lado, representa a maneira
como o atendente se dirige ao cliente, podendo ser representado por valores
como simpatia e cordialidade.
Nesse caso, o atendimento é impessoal, pois as mesmas regras se aplicam a
todas as pessoas. Contudo, o tratamento é individual e único. Não se pode dar
o mesmo tratamento a um idoso ou a uma pessoa debilitada que busca um
posto de saúde. Assim, o atendente deve prestar a atenção nos gestos,
expressões faciais e da postura do cidadão para poder dispensar (proporcionar)
um atendimento individualizado e único. Logo, o item está perfeito!
Assim, temos a seguinte sequência: V, V, F, V.
Gabarito: alternativa D.

17. (ESAF - AnaTA/MTUR/2014) São informações necessárias a constar da carta de


serviços ao cidadão em relação a cada um dos serviços prestados, exceto:
a) principais etapas para o processamento do serviço.
b) custo do serviço.
c) forma de prestação do serviço.
d) locais e formas de acesso ao serviço.
e) prazo máximo para a prestação do serviço.
Comentário: segundo o Decreto 6.932/2009, a carta de serviços ao cidadão
deverá trazer informações claras e precisas em relação a cada um dos serviços
prestados, em especial as relacionadas com:
I. o serviço oferecido;
II. os requisitos, documentos e informações necessários para acessar o
serviço;
III. as principais etapas para processamento do serviço;
IV. o prazo máximo para a prestação do serviço;

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V. a forma de prestação do serviço;
VI. a forma de comunicação com o solicitante do serviço; e
VII. os locais e formas de acessar o serviço.
Vejam que o Decreto em nada dispõe sobre os custos dos serviços.
Gabarito: alternativa B.

18. (ESAF - Ana Tec/SUSEP/2010) O Programa Nacional de Gestão Pública e


Desburocratização, conduzido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,
recomenda, para a busca da excelência em gestão, o atendimento a requisitos
contidos no Modelo de Excelência em Gestão Pública.
Que afirmativa representa melhor o conjunto de requisitos referentes ao item
Capacitação e Desenvolvimento, do Critério Pessoas:
a) a organização deve identificar as necessidades de capacitação e desenvolvimento,
compatibilizadas com as necessidades da organização e promover programas de
capacitação e desenvolvimento que abordem a cultura da excelência e contribuam
para consolidar o aprendizado organizacional.
b) a organização deve estimular a integração e a cooperação das pessoas e das
equipes, gerenciar o desempenho das pessoas e das equipes, de forma a estimular
a obtenção de metas de alto desempenho e o desenvolvimento profissional.
c) a organização deve estimular capacitação e desenvolvimento das equipes, de
forma a incentivar o alcance de metas, a promoção da cultura da excelência e o
desenvolvimento profissional.
d) a organização deve identificar as necessidades de capacitação e desenvolvimento,
de acordo com os interesses individuais, promovendo programas de capacitação e
desenvolvimento que valorizem as carreiras.
e) a organização deve promover a capacitação e desenvolvimento da força de
trabalho, na busca de um ambiente de trabalho humanizado, seguro, saudável, com
alcance do bem-estar, a satisfação, e a motivação das pessoas.
Comentário: já apresentamos acima a composição do MEGP, então vamos
direto ao item Capacitação e desenvolvimento, que faz parte do critério
Pessoas. Esse item examina a implementação de processos gerenciais os quais
têm por objetivo capacitar e desenvolver as pessoas da organização.
Os requisitos da capacitação e desenvolvimento (6.2) são:
A – Como as necessidades de capacitação e de desenvolvimento são
identificadas?
B – Como as necessidades de capacitação e de desenvolvimento das pessoas
são compatibilizadas com as necessidades da organização, para efeito da
definição dos programas de capacitação e desenvolvimento?

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C – Como os programas de capacitação e desenvolvimento abordam a cultura
da excelência e contribuem para consolidar o aprendizado organizacional?
D – Como é concebida a forma de realização dos programas de capacitação e
de desenvolvimento considerando as necessidades da organização e das
pessoas e os recursos disponíveis?
E – Como as habilidades e os conhecimentos adquiridos são avaliados em
relação à sua utilidade na execução do trabalho e à sua eficácia na consecução
das estratégias da organização?
F – Como é promovido o desenvolvimento integral das pessoas, como
indivíduos, cidadãos e profissionais?
Assim, o gabarito é alternativa A, que resumiu os requisitos do item. Vamos ver
o erro das demais alternativas:
b) a organização deve estimular a integração e a cooperação das pessoas e das
equipes, gerenciar o desempenho das pessoas e das equipes, de forma a estimular
a obtenção de metas de alto desempenho e o desenvolvimento profissional. [são
requisitos do item “6.1 Sistemas de trabalho”]
c) a organização deve estimular capacitação e desenvolvimento das equipes, de
forma a incentivar o alcance de metas, a promoção da cultura da excelência e o
desenvolvimento profissional. [são requisitos do item “6.1 Sistemas de trabalho”]
d) a organização deve identificar as necessidades de capacitação e desenvolvimento,
de acordo com os interesses individuais [da organização], promovendo programas
de capacitação e desenvolvimento que valorizem as carreiras.
e) a organização deve promover a capacitação e desenvolvimento da força de
trabalho, na busca de um ambiente de trabalho humanizado, seguro, saudável, com
alcance do bem-estar, a satisfação, e a motivação das pessoas. [este é o conceito
do item “6.3 Qualidade de Vida”].
Gabarito: alternativa A.

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NOVAS TECNOLOGIAS GERENCIAIS

METODOLOGIA PDCA
O ciclo PDCA é uma metodologia de melhoria contínua (kaizen). A sigla é formada
pelas palavras Plan (planejamento), Do (execução), Check (verificação) e Act (agir
corretivamente), constituindo um ciclo de contínuo aperfeiçoamento em busca de
melhoria e consolidando o aprimoramento e a padronização de práticas.

Plan (planejamento): deve-se estabelecer os objetivos e


metas, para que sejam desenvolvidos métodos,
procedimentos e padrões para alcançá-los.

Do (execução): ocorre a implementação do que foi planejado.


Nesta fase, deve ocorrer a coleta de dados, que serão utilizados
na verificação. Além disso, em algumas situações, pode ser
necessário fornecer educação e treinamento para os
colaboradores.
Ciclo
PDCA
Check (verificação): nesta fase ocorre a comparação entre as
metas desejadas e os resultados obtidos, utilizando os dados
coletados na execução. Normalmente usam-se, para isso,
ferramentas de controle e acompanhamento.

Act (agir corretivamente): caso as metas planejadas tenham


sido alcançadas, pode-se adotar como padrão o que foi
planejado. Por outro lado, caso as metas planejadas não tenham
sido alcançadas, deve-se buscar as causas fundamentais com a
finalidade de prevenir a repetição dos efeitos indesejados.

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DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO

O diagrama de causa e efeito, também chamado de diagrama de espinha de


peixe ou diagrama de Ishikawa, é uma ferramenta para identificação das possíveis
causas que levam a determinado efeito.
A partir dos efeitos dos problemas, as possíveis causas são agrupadas por
categorias e semelhanças e colocadas, em grau de importância, da esquerda para a
direita. Pode ser chamado como Diagrama 6M, pois as causas costumam ser
estruturadas em seis categorias da parte operacional de produção: meio ambiente,
método, mão-de-obra, matéria-prima, medida e máquinas.

DIAGRAMA GUT

O Diagrama Gravidade-Urgência-Tendência, ou matriz GUT, é uma ferramenta


utilizada na priorização de problemas e na análise de riscos. Utiliza dimensões de G
(gravidade): diz respeito ao custo, U (urgência): refere-se ao prazo necessário para
implementar melhorias ao processo e T (tendência): refere-se à inclinação do
processo em piorar.
Para cada elemento atribui-se um valor inteiro entre 1 e 5, correspondendo o 1
a menor intensidade e o 5 a maior. Em seguida, os valores atribuídos são
multiplicados, chegando ao valor final de cada problema ou fator de risco. Assim, a
organização pode estabelecer suas prioridades de ação.

DIAGRAMA DE PARETO

Também conhecido como regra “80 por 20”. A ideia básica é a seguinte: 20%
de determinados produtos (poucos vitais) são responsáveis por 80% dos problemas
ou resultados; por outro lado, os demais 80% dos produtos (muitos triviais) são
responsáveis por 20% dos problemas ou resultados.
A partir desta análise, a organização poderá priorizar suas ações para atender as
causas mais relevantes de problemas ou sucesso, direcionando suas ações para as
poucas atividades vitais, maximizando suas chances de sucesso.

DIAGRAMA DE DISPERSÃO

O diagrama de dispersão é utilizado para verificar a alteração de uma variável


quando outra se modifica. Dessa forma, é possível estabelecer uma relação entre
uma variável e outra.

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FOLHA DE VERIFICAÇÃO

A folha de verificação é um instrumento de coleta de dados que possibilita a


quantificação de certos episódios/situações específicas dando visualização a
diversos problemas.
O uso mais comum da folha de verificação é o horizontal. Além disso, a folha
pode ser analisada verticalmente quando se deseja analisar o impacto do período de
tempo considerado.
Uma desvantagem é que a folha de verificação não considera pesos ou ainda
níveis de importância relativa entre os eventos, o que pode ser fundamental para
uma análise mais apurada.

GRÁFICO DE CONTROLE

O gráfico de controle é uma ferramenta utilizada para aferir a variabilidade de


dado processo através do tempo. Como para toda variabilidade existe um valor
tolerável, seja ele mínimo ou máximo, sempre que o gráfico apresentar uma
modificação, será necessária uma avaliação mais profunda em busca do problema
que afeta a empresa.

HISTOGRAMA

Nada mais é do que um gráfico de barras. É utilizado na quantificação de


modificações em um processo em determinado instante. Tal característica é o que o
difere do gráfico de controle, que tem em sua definição a verificação através do tempo.
Na utilização do histograma, todos os dados são divididos em categorias,
formando colunas que indicam a tendência seguida pelos valores e suas
variabilidades.

BENCHMARKING

O benchmarking é uma tecnologia de gestão das organizações e de


aprendizado que revela as melhores práticas de uma organização tida como a número
um de seu ramo ou setor, no intuito de promover como resultado final uma perspectiva
do que poderia ser melhorado ou modificado, usando-se como referencial a outra
organização ou parte dela que serviu à investigação9.
Existem três tipos de benchmarking: interno, competitivo e funcional (genérico).

9
Araujo, 2011, p. 197.

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senso de asseio, saúde, padronização; Shitsuke – senso de autodisciplina, harmonia,


educação.
O uso dos cinco sensos promove mudanças nas empresas e organizações,
incentiva modificações comportamentais em seus colaboradores, sustenta programas
que envolvem qualidade e produtividade e cultiva bons hábitos em ambiente de
trabalho que podem perdurar até o ambiente familiar.

FLUXOGRAMA
Podemos conceituar fluxograma um gráfico, de uso universal, que representa o
fluxo ou sequência normal de qualquer trabalho, produto ou documento 13. Além de
permitir a interpretação conjunta do processo, o fluxograma apresenta as seguintes
vantagens (1) visão integrada do processo de trabalho, (2) visualização de detalhes
críticos do processo de trabalho, (3) identificação do fluxo do processo de trabalho,
bem como das interações entre os subprocessos, (4) identificação dos potenciais
pontos de controle e (5) identificação das inconsistências e pontos frágeis.

Mais um bloco de questões.


19. (ESAF - AFT/2006) Indique a opção que corresponde corretamente à frase a
seguir:
"É o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que
visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos de desempenho."
a) Trata-se da definição de processos de qualidade.
b) Trata-se de princípios que norteiam a busca de maior eficácia.
c) Trata-se da definição de reengenharia.
d) Trata-se de características de um processo de responsabilidade social.
e) Trata-se da definição de produtividade.
Comentário: vamos analisar cada alternativa para responder a essa questão:
a) não existe um único conceito de qualidade, visto que ela se fez ao longo de
um período, sempre se modificando. Porém, de maneira geral, podemos definir
os processos de qualidade como a busca por um patamar mais alto em relação
à qualidade do produto fornecido e ao atendimento às necessidades do cliente-
cidadão– ERRADA;
b) a eficácia diz respeito ao alcance dos objetivos estabelecidos – ERRADA;
c) a reengenharia surgiu das publicações de Michael Hammer e James Champy.
A proposta dos autores é “começar do zero”. Ou seja, essa metodologia não

13
Cury, 2012:340.

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parte dos processos existentes, sugerindo uma reestruturação radical. Assim,
não há adaptação de processos, simplesmente começa-se tudo de novo.
Marshall Junior et. al. (2010, p. 158-159) resumem as palavras-chave do texto
apresentado por Hammer e Champy da seguinte maneira:
 fundamental – por que faz isso? Por que se faz dessa forma?
 radical – não introduzir mudanças superficiais ou conviver com o que já
existe, mas jogar fora o antigo; desconsiderar todas as estruturas e
procedimentos existentes e inventar formas completamente novas de
realizar o trabalho;
 processos – como é o processo? Quanto custa o processo?
 drástica – reengenharia não diz respeito a melhorias marginais ou de
pequenas quantidades, mas a saltos quânticos de desempenho.
Assim, é questão fundamental entender o motivo da realização e a forma como
se faz cada coisa dentro da organização. A reforma deve ser radical, excluindo-
se os antigos processos e substituindo-os por novos. Um exemplo clássico da
reengenharia, segundo seus mentores, seria a pavimentação de uma rua. Não
se deve realizar reformas marginais com tapas buracos, mantendo a estrada
sinuosa; deve-se, na verdade, refazer toda a via, com asfalto novo e em linha
reta – CORRETA;
d) podemos entender como responsabilidade social o processo em que uma
empresa, de forma voluntária, se dispõe a realizar atividades que promovam
benefícios, sejam eles particulares ou de âmbito público, e gerem bem estar às
pessoas. Tais atitudes vão desde o compromisso em relação ao meio ambiente,
quanto a mudanças que promovam uma melhora na qualidade de vida de
colaboradores de uma organização – ERRADA;
e) a produtividade é a relação obtida entre a produção e os meios necessários
para que ela ocorra, quais sejam o maquinário, a mão de obra, os insumos e
etc. – ERRADA.
Gabarito: alternativa C.

20. (ESAF - AFRFB/2002) Processos de transformação organizacional inspirados na


idéia de reengenharia, conforme os conceitos originalmente apresentados por
Michael Hammer, tiveram grande aceitação nas últimas décadas, apesar das
inúmeras críticas que receberam. A transplantação do conceito original de
reengenharia ao setor público implicaria
a) acentuada reorganização visando à redução de organizações e unidades
organizacionais.
b) enxugamento de pessoal.
c) privatização, terceirização e devolução de serviços públicos.

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d) descentralização de funções governamentais para instâncias subnacionais e
desconcentração para a sociedade civil.
e) revisão abrangente de processos de trabalho a partir de novas configurações
visando a uma maior agregação de valor.
Comentário: vimos acima o conceito de reengenharia, assim, adequando-o ao
que foi dado na assertiva, podemos entender que a alternativa correta é a letra
E que induz a novas configurações e à reestruturação. Às vezes, costuma-se
dizer a reengenharia não envolve a revisão dos processos, pois ela começar do
zero. Contudo, a opção foi dada como correta. Assim, lembrem-se: a
reengenharia envolve a revisão abrangente de processos de trabalho.
Vamos verificar agora qual o erro das outras alternativas:
a) e b) ambos tratam do downsizing, que é ação de promover a diminuição dos
níveis hierárquicos e o enxugamento organizacional para reduzir as operações
ao essencial do negócio e transferir aquilo que não é essencial para terceiros
que saibam fazer a atividade melhor e mais barato. Por consequência, quando
da ocorrência da diminuição organizacional e de níveis hierárquicos, o quadro
de colaboradores também acaba diminuindo.
c) e d) essas opções se inserem dentro da redefinição do papel do Estado, que
ocorreu com a Reforma Gerencial.
Gabarito: alternativa E.

21. (ESAF – Analista Técnico/PECFAZ/2013) Com relação às técnicas de solução


de problemas, não se pode afirmar:
a) o Braistorming é uma técnica de gerar ideias criativas.
b) o Método Cartesiano obedece a quatro princípios: dúvida sistemática, análise,
síntese e enumeração.
c) o Princípio de Pareto afirma de maneira genérica que 80% dos nossos esforços
estão relacionados com 20% dos resultados que obtemos.
d) a Análise do Campo de Forças mapeia forças positivas e forças negativas em uma
dada situação.
e) o Diagrama Espinha de Peixe ou Gráfico de Ishikawa é uma técnica que busca a
causa raiz dos problemas.
Comentário: começamos com o estudo das ferramentas de qualidade. Para
melhor entendimento de cada uma, trabalharemos “em módulos”ok?!
O brainstorming, ou tempestade de ideias, é uma técnica utilizada para gerar
ideias criativas que possam resolver os problemas da organização. Nela,
diversos colaboradores se reúnem, sugerem possíveis soluções para o
problema em questão e estas serão anotadas e, posteriormente, discutidas para

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quais os resultados negativos (forças negativas) serão alcançados caso essa
decisão prossiga. A visão geral, dos prós e contras, apoiará qual a melhor
atitude a ser tomada.
Por fim, o diagrama de causa e efeito, também chamado de diagrama de espinha
de peixe ou diagrama de Ishikawa, é uma ferramenta para identificação das
possíveis causas que levam a determinado efeito. Nela, as causas são
agrupadas por categorias e semelhanças e colocadas, em grau de importância,
da esquerda para a direita. Dessa forma, fica mais fácil identificar as causas dos
problemas, de forma a atuar de modo específico e direcionado no tratamento
destas causas.
Agora ficou mais fácil de verificar qual a alternativa incorreta. No caso, a única
definição que não corresponde ao enunciado da assertiva é a letra C.
Gabarito: alternativa C.

22. (ESAF – AFC/STN/2013) São estágios que devem preceder o benchmarking,


exceto:
a) monitorar os resultados e melhorias.
b) conhecer a própria organização.
c) documentar processos de trabalho.
d) definir medidas de desempenho.
e) diagnosticar fragilidades.
Comentário: o benchmarking é uma tecnologia de gestão das organizações e
de aprendizado que revela as melhores práticas de uma organização tida como
a número um de seu ramo ou setor, no intuito de promover como resultado final
uma perspectiva do que poderia ser melhorado ou modificado, usando-se como
referencial a outra organização ou parte dela que serviu à investigação14. A ideia
do benchmarking é transformar a organização na melhor entre as melhores.
Vamos explicar melhor. Através do benchmarking, as organizações exploram e
analisam a forma como outras organizações, consideradas como referências,
realizam determinados procedimentos com bastante excelência. Imaginem uma
pizzaria que tem o melhor sistema de entregas da cidade. Então, você tem outra
pizzaria, que não consegue entregar os produtos de forma tão rápida. Utilizando
o benchmarking, você vai tentar identificar como a outra pizzaria consegue ser
tão eficiente, buscando adaptar os procedimentos para sua pizzaria,
melhorando seu sistema de entrega.
Existem três tipos de benchmarking, vejamos:

14
Araujo, 2011, p. 197.

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acesso a bancos de
dados relevantes;
resultados
estimulantes.

Agora vamos analisar as alternativas. Perceba que o estágio de monitorar os


resultados e melhorias só pode ocorrer após o desenvolvimento dos trabalhos,
por esse motivo a letra A está errada.
Antes de querer analisar os outros, precisamos conhecer a nossa própria
organização (b) para, então, diagnosticar nossas fragilidades (e),
documentando nossos processos de trabalho (c). Veja que, nesse caminho, já
identificamos diversas alternativas como corretas. Ressalta-se ainda a
importância de definir quais as medidas de desempenho (d), ou seja, como
iremos apurar, quantificar, o desempenho organizacional para comparar e
depois monitorar o quanto melhorou. Assim, todas as alternativas estão
corretas, com exceção da primeira.
Gabarito: alternativa A.

23. (ESAF – Agente Executivo/CVM/2010) São consideradas ferramentas de


qualidade total, exceto:
a) ciclo PDCA.
b) brainstorming.
c) diagrama de causa-efeito.
d) avaliação 360 graus.
e) análise de pareto.
Comentário: a avaliação 360 graus é uma ferramenta de avaliação de
desempenho das pessoas. Todas as demais são ferramentas de qualidade total
apresentas nesta aula.
O ciclo PDCA é uma ferramenta de melhoria contínua formada pelas seguintes
fases: Plan (planejamento), Do (execução), Check (verificação) e Act (agir
corretivamente).

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O brainstorming é uma metodologia aplicada em grupos/equipes para


desenvolver ideias criativas para a solução de problemas. O diagrama de
espinha de peixe é utilizado para identificar as principais causas para
determinados efeitos/problemas. Por fim, a análise de Pareto é utilizada para
priorizar ações para atender as causas mais relevantes de problemas ou
sucesso, direcionando os esforços para as poucas atividades vitais,
maximizando suas chances de sucesso.
Gabarito: alternativa D.

24. (ESAF – Agente Executivo/CVM/2010) O conceito de downsizing aplicado à


gestão significa:
a) delegação de competências.
b) gestão do desempenho.
c) gestão por competências.
d) redução de custos.
e) redução do tamanho da empresa.
Comentário: vimos em uma questão acima o conceito de downsizing, que
corresponde, de forma simplificada, ao enxugamento da organização e redução
de níveis hierárquicos.
A redução de custos, que consta na letra D, é apenas uma consequência do
downsizing.
Para tanto, correto o item E.
Gabarito: alternativa E.

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25. (ESAF – TA/DNIT/2012) Sobre o Ciclo PDCA, assinale a opção correta.
a) É um ciclo que orienta a implantação de novas ideias, mas não serve para a
solução de problemas.
b) É um ciclo utilizado na solução de problemas, porém somente se adéqua a
questões quantitativas.
c) É uma forma de agir que serve tanto para implantação de novas ideias como para
solução de problemas.
d) É um modelo gerencial utilizado para monitorar o desempenho dos níveis
operacionais, mas não serve para avaliar alcance de objetivos.
e) É uma atividade cíclica de avaliação de resultados usada para selecionar objetivos
organizacionais.
Comentário: o ciclo PDCA, também chamado de ciclo Shewhart – seu
idealizador – ou ciclo Deming – responsável pelo seu desenvolvimento e
reconhecimento, é uma metodologia de melhoria contínua (kaizen). A sigla é
formada pelas palavras Plan (planejamento), Do (execução), Check (verificação)
e Act (agir corretivamente), constituindo um ciclo de contínuo aperfeiçoamento
em busca da melhoria contínua, consolidando o aprimoramento e a
padronização de práticas.
Vejamos um pouco de cada fase do PDCA:
 Plan (planejamento) – deve-se estabelecer os objetivos e
metas, para que sejam desenvolvidos métodos, procedimentos
e padrões para alcançá-los.
 Do (execução) – aqui ocorre a implementação do que foi
planejado. Nesta fase, deve ocorrer a coleta de dados, que
serão utilizados na verificação. Além disso, em algumas
situações, pode ser necessário fornecer educação e
treinamento para os colaboradores.
 Check (verificação) – nesta fase ocorre a comparação entre as
metas desejadas e os resultados obtidos, utilizando os dados
coletados na execução. Normalmente usam-se, para isso,
ferramentas de controle e acompanhamento.
 Act (agir corretivamente) – caso as metas planejadas tenham
sido alcançadas, pode-se adotar como padrão o que foi
planejado. Por outro lado, caso as metas planejadas não
tenham sido alcançadas, deve-se buscar as causas
fundamentais com a finalidade de prevenir a repetição dos
efeitos indesejados.
Vejamos uma figura que resume o que foi apresentado até aqui:

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Ciclo PDCA

Fonte: Isnard Marshall Junior et. al. (2010, p. 94).

Resumidamente, podemos dizer que o PDCA é uma ferramenta de melhoria


contínua que pode ser utilizada na correção de processos não satisfatórios ou
na padronização dos processos considerados eficientes. Ademais, pode ser
utilizado em qualquer tipo de processo definido.
Vamos às opções:
a) É um ciclo que orienta a implantação de novas ideias, mas não serve para a
solução de problemas – ERRADA;
b) É um ciclo utilizado na solução de problemas, porém somente se adéqua a
questões quantitativas (pode ser utilizado em qualquer tipo de processo) -
ERRADA;
c) É uma forma de agir que serve tanto para implantação de novas ideias como
para solução de problemas – CORRETA;
d) É um modelo gerencial utilizado para monitorar o desempenho dos níveis
operacionais, mas não serve para avaliar o alcance de objetivos. (a busca é pela
melhoria contínua, assim todas as etapas devem ser percorridas, desde o
planejamento até a ação. Isso inclui a etapa de verificação – check) – ERRADA;
e) É uma atividade cíclica de avaliação (e melhoria) de resultados usada para
selecionar objetivos organizacionais (os objetivos organizacionais
[estratégicos] são definidos no planejamento estratégico) – ERRADA.
Gabarito: alternativa C.

26. (ESAF - APO/MPOG/2010) Sabendo que poucas causas levam à maioria dos
problemas, bem como que a identificação da causa básica de um problema deve ser

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feita de acordo com uma sequência de procedimentos lógicos, baseada em fatos e
dados, o recurso gráfico utilizado para estabelecer uma ordenação nas causas de
perdas que devem ser saneadas denomina-se:
a) Diagrama de Pareto.
b) Diagrama de Ishikawa.
c) Funcionograma.
d) Histograma.
e) Fluxograma.
Comentário: sempre que se falar que poucas causas levam a muitos problemas,
estamos falando do diagrama de Pareto.
O diagrama de Ishikawa identifica as possíveis causas para determinados
efeitos. O funcionograma descreve uma estrutura organizacional com as
respectivas funções de cada departamento. O histograma é um gráfico de
barras que auxilia na análise da frequência de dados em determinado momento.
O fluxograma é utilizado para demonstrar graficamente um processo.
Gabarito: alternativa A.

27. (ESAF – Analista Técnico Administrativo/MTur/2014) Considerando as


principais técnicas de solução de problemas, analise as afirmativas que se seguem e
selecione a opção correta.
a) O Princípio de Pareto é uma técnica de comparação que permite analisar grupos
de dados ou de problemas e verificar onde estão os mais importantes e prioritários.
b) O Método Cartesiano adota quatro princípios: dúvida sistemática, análise, síntese
e método.
c) Na técnica de Brainstorming, os participantes são estimulados a produzir sob
regras que qualificam o que deve ser proposto.
d) Na técnica de Análise de Campo de Forças, procura-se mapear e avaliar as
ameaças e oportunidades, pontos fortes e pontos fracos dos objetivos
organizacionais.
e) O gráfico de Ishikawa ou diagrama de espinha de peixe é uma técnica que tem por
finalidade priorizar problemas.
Comentário:
a) perfeito! A característica mais marcante dessa ferramenta é a condição 80/20.
Vamos relembrar? 20% de determinados produtos (poucos vitais) são
responsáveis por 80% dos problemas ou resultados; por outro lado, os demais
80% dos produtos (muitos triviais) são responsáveis por 20% dos problemas ou
resultados – CORRETA;

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b) os quatro princípios que regem o Método Cartesiano são (1) evidência/dúvida
sistemática, (2) análise de decomposição, (3) síntese da composição e (4)
enumeração ou verificação – ERRADA;
c) no brainstorming deve haver o mínimo de delimitações. Os colaboradores
devem estar livres para dar suas ideias, pois quanto maior a quantidade de
opiniões e mais extravagantes forem, melhor para a organização – ERRADA;
d) vamos reescrever essa opção:
Na técnica de Análise de Campo de Forças, procura-se mapear e avaliar as
ameaças e oportunidades, pontos fortes e pontos fracos dos objetivos
organizacionais (da decisão que, possivelmente, será utilizada. Trata-se de uma
análise da situação e não dos objetivos) – ERRADA;
e) a finalidade principal do gráfico espinha de peixe é identificar quais as
possíveis causas para um problema. Ele identifica as causas, mas não faz
priorização de problemas – ERRADA.
Gabarito: alternativa A.

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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CONCEITO
Hely Lopes Meirelles: “Controle, em tema de administração pública, é a
faculdade de vigilância, orientação e correção que um Poder, órgão ou
autoridade exerce sobre a conduta funcional de outro”

TIPOS
Quanto ao momento: prévio; concomitante e posterior.
Quanto à origem:
 interno: exercido por órgãos integrantes do mesmo Poder sobre as
condutas administrativas produzidas dentro de sua esfera;
 externo: exercido por um Poder diverso daquele em que foi praticado o
ato.
A Constituição Federal reserva a denominação “controle externo” somente
para o controle contábil, financeiro, orçamentário operacional e patrimonial
exercido pelo Congresso Nacional com o auxílio do Tribunal de Contas da
União.
Quanto à situação de exterioridade do controle16:
 jurisdicional – exercido pelos órgãos do Poder Judiciário em obediência
ao direito fundamental previsto no art. 5º da CF: “XXXV - a lei não excluirá
da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”;
 político – de competência do Poder Legislativo. Pode ser chamado de
controle parlamentar. As principais manifestações são as comissões
parlamentares de inquérito – CPIs –, as convocações de autoridades, os
requerimentos de informação e a sustação de atos do Poder Executivo que
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa
(CF, art. 49, V);
 técnico – exercido pelos órgãos de controle externo nas três instâncias de
governo, em auxílio aos órgãos do Poder Legislativo, e pelos sistemas de
controle interno.

16
Lima, 2009, p. 6.

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DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS IMPORTANTES


Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de
cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada,
que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou
pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio
do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante
parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e
valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades
instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa
a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a
qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões,
ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato
concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de
Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a
União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante
convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal
ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas
Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e
inspeções realizadas;
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de
contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa
proporcional ao dano causado ao erário;
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao
exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à
Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso
Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não
efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia
de título executivo.
§ 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório
de suas atividades.
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada,
sistema de controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos da União;

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II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão


orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal,
bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos
e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer
irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena
de responsabilidade solidária.
§ 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na
forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da
União.

Fechamos com mais questões.


28. (ESAF - ATA/MF/PECFAZ/2013) Quanto ao controle da administração pública, é
correto afirmar:
a) o controle da esfera federal é denominado de tutela, o qual somente pode ser
exercido nos limites estabelecidos em lei.
b) o controle político abrange aspectos ligados somente ao mérito do ato
administrativo e não a aspectos de legalidade.
c) o controle financeiro previsto na constituição federal compreende também o
controle da legitimidade.
d) não é possível a apreciação judicial dos atos discricionários praticados pela
Administração Pública por se tratar de "mérito", principalmente quanto à "motivação",
visto que abrangido pela oportunidade e conveniência do administrador público.
e) o recurso administrativo próprio é dirigido a órgão ou autoridade estranha à
hierarquia da que expediu o ato recorrido e por esse órgão ou autoridade julgado.
Comentário: de acordo com a Constituição Federal:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas,
será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de
controle interno de cada Poder.
Assim, percebe-se que o controle financeiro abrange a legitimidade. Dessa
forma, a opção C está correta.
Os demais itens estão incorretos, vejamos os motivos:
a) errada: de acordo com Hely Lopes Meirelles: “Controle, em tema de
administração pública, é a faculdade de vigilância, orientação e correção que
um Poder, órgão ou autoridade exerce sobre a conduta funcional de outro”.
Nesse contexto, no âmbito na Administração direta, o controle decorre da
subordinação hierárquica, e, no campo da Administração indireta, resulta da
vinculação administrativa, que deve ser nos termos da lei instituidora das
entidades que a compõem. Nessa linha, o controle que a Administração executa

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sobre os seus próprios atos denomina-se autotutela, sendo, portanto, amplo.
Por outro lado, o controle exercido pelo ente instituidor sobre a Administração
indireta denomina-se tutela ou controle finalístico, devendo ser exercido nos
limites da lei.
Percebe-se, pois, que o controle não se limita à tutela, abrangendo também a
autotutela. Ademais, podemos mencionar ainda o controle externo, que será
debatido adiante – ERRADA;
b) o controle político é exercido pelo Congresso Nacional sob o Poder
Executivo. Luiz Henrique Lima destaca que, entre os principais instrumentos do
controle político, estão as comissões parlamentares de inquérito – CPIs –, as
convocações de autoridades, os requerimentos de informação e a sustação de
atos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites
da delegação legislativa (CF, art. 49, V).
Nesse contexto, o controle político é essencialmente de legalidade, embora
possa alcançar o mérito, como no exame da economicidade – ERRADA;
d) realmente o Poder Judiciário não pode apreciar o mérito dos atos
discricionários. Porém, ele pode apreciar o ato discricionário em si. É possível
que o Judiciário verifique se o ato foi realizado dentro dos limites impostos pela
lei, se o agente é competente para tal, se o motivo alegado realmente consiste
com a prática do ato e por aí vai. A apreciação, nesse caso, não deixa de ser de
legalidade, uma vez que não se aprecia o mérito, mas tão somente se o ato
discricionário ocorreu nos limites impostos pela lei – ERRADA;
e) o item fez a inversão dos conceitos. O recurso hierárquico próprio é dirigido
a órgão ou autoridade da própria estrutura hierárquica. Por outro lado, o
recurso hierárquico impróprio é dirigido a órgão ou autoridade estranha à
hierarquia da que expediu o ato recorrido e por esse órgão ou autoridade
julgado – ERRADA.
Gabarito: alternativa C.

29. (ESAF - AFRE CE/2007) Assinale a opção que contenha a correlação correta.
(1) Controle Interno da Administração
(2) Controle Parlamentar
(3) Controle Jurisdicional
( ) Revogação ou anulação do ato administrativo - súmula 473 - STF
( ) Processo administrativo disciplinar
( ) Comissão Parlamentar de Inquérito
( ) Mandado de segurança
( ) Ação popular

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a) 1 - 1 - 2 - 3 - 3
b) 2 - 1 - 2 - 3 - 1
c) 3 - 2 -1 - 2 - 1
d) 1 - 1 - 3 - 2 - 1
e) 2 - 3 - 1 - 2 – 2
Comentário: de acordo com a Súmula 473 do STF:
A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em
todos os casos, a apreciação judicial. (grifos nossos)
Este é o fundamento do poder-dever de autotutela do qual deriva o controle
interno (1).
No mesmo contexto, o processo administrativo disciplinar é realizado pelo
próprio órgão ou Poder dentro de seu controle hierárquico, que é um controle
interno (1).
A comissão parlamentar de inquérito, por sua vez, encontra previsão no art. 58
da Constituição Federal, tratando de uma forma de controle parlamentar (2),
pois é exercido pelo Congresso Nacional:
Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e
temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo
regimento ou no ato de que resultar sua criação.
[...]
§ 3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação
próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das
respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal,
em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus
membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas
conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
Já o mandado de segurança e a ação popular são formas de controle
jurisdicional (3), pois são exercidas pelo Poder Judiciário. Vejamos os
respectivos dispositivos desses instrumentos na Constituição Federal:
Art. 5º [...]
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não
amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no
exercício de atribuições do Poder Público; [...]
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor,
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Esquematizando, a nossa resposta fica: 1 – 1 – 2 – 3 – 3 .
Gabarito: alternativa A.

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30. (ESAF - AFT/2010) O estudo do tema 'controle da administração pública' nos
revela que:
a) submetem-se a julgamento todas as contas prestadas por responsáveis por bens
ou valores públicos, aí incluído o Presidente da República.
b) no exercício do poder de autotutela, a administração pública pode rever seus atos,
mas não pode declará-los nulos.
c) em respeito ao princípio da separação dos poderes, é vedado o controle transversal
de um Poder sobre os outros.
d) o controle interno é exercido pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal
de Contas da União.
e) o Poder Judiciário exerce apenas controle jurisdicional sobre seus atos
administrativos.
Comentário: vamos começar pelo art. 70 da CF:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será
exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de
controle interno de cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou
privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações
de natureza pecuniária. (grifos nossos)
Dessa forma, podemos perceber que todos os responsáveis por bens ou
valores públicos devem prestar contas, que, por conseguinte, serão julgadas.
Daí a correção da opção A. Todavia, devemos destacar que, na esfera federal,
as contas dos responsáveis em geral são julgadas pelo Tribunal de Contas da
União, enquanto as contas do Presidente da República (PR) são julgadas pelo
Congresso Nacional, cabendo ao TCU emitir um parecer prévio. Ou seja:
 contas do PR – TCU emite parecer prévio, no prazo de 60 dias a contar de
seu recebimento; CN julga.
 contas dos demais responsáveis – TCU julga.
As demais alternativas estão incorretas pelos seguintes motivos:
b) no exercício do poder de autotutela, a administração pública pode anular
seus próprios atos, quando ilegais, ou revogá-los por motivo de conveniência
ou oportunidade (Súmula 473-STF);
c) o equilíbrio entre os poderes é mantido a partir do sistema de freios e
contrapesos, que consiste no controle que um Poder exerce sobre o outro –
controle externo. Ou seja, é possível que ocorra o controle transversal de um
Poder sobre os outros;

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d) o controle externo é exercido pelo Congresso Nacional, com o auxílio do
Tribunal de Contas da União (art. 71, CF/88).
e) o Poder Judiciário pode exercer o controle jurisdicional sobre toda a
Administração Pública. Além disso, o Judiciário exerce o controle
administrativo sobre os seus atos quando executa a função atípica de
administrar. Por exemplo, quando realiza uma licitação ou um concurso, o
Judiciário está exercendo a função administrativa e, nesse ponto, pode exercer
a autotutela.
Gabarito: alternativa A.

31. (ESAF - AnaTA MTUR/2014) Referente ao controle da administração pública,


assinale a opção correta.
a) O Senado Federal não tem o poder de convocar Ministro de Estado para prestar
pessoalmente informações sobre assunto previamente determinado.
b) Não é possível supervisão ministerial de empresas estatais.
c) O Congresso Nacional não possui a função de julgar anualmente as contas
prestadas pelo Presidente da República.
d) O Poder Judiciário não tem sistema de controle interno.
e) Ação popular não pode ser proposta por pessoa jurídica.
Comentário: vamos começar pelo Texto Constitucional:
Art. 5º [...]
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor,
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Percebam que a ação popular só pode ser proposta por cidadão, ou seja, não
alcança as pessoas jurídicas. Assim, a opção é alternativa E.
Quanto aos demais itens, podemos observar os seguintes erros:
a) as comissões do Senado Federal possuem competência para convocar
Ministro de Estado, conforme consta no art. 58, §2º, III:
Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e
temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo
regimento ou no ato de que resultar sua criação.
§ 2º - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos
inerentes a suas atribuições;
b) as entidades da Administração indireta estão sujeitas à tutela, controle
finalístico ou supervisão ministerial da Administração indireta. Um exemplo é a
Caixa Econômica Federal (empresa pública), que está sujeita à supervisão do
Ministério da Fazenda.

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c) as contas do Presidente da República são apreciadas, mediante parecer
prévio, pelo TCU e julgadas, nos termos do inc. IX do art. 49 da CF/88, pelo
Congresso Nacional:
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: [...]
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os
relatórios sobre a execução dos planos de governo;
d) todos os poderes devem possuir um sistema de controle interno:
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada,
sistema de controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da
gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração
federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos
direitos e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. (grifos nossos)
Gabarito: alternativa E.

32. (ESAF - AnaTA MTUR/2014) O conjunto de instrumentos que o ordenamento


jurídico estabelece a fim de que a própria Administração Pública, os Poderes
Judiciário e Legislativo e ainda o povo, diretamente ou por meio de órgãos
especializados, possam exercer o poder de fiscalização, orientação e revisão da
atuação administrativa de todos os órgãos, entidades e agentes públicos em todas as
esferas de poder enuncia o significado do:
a) Princípio da legitimidade.
b) Princípio da separação de poderes.
c) Controle administrativo.
d) Controle interno.
e) Controle externo.
Comentário: de acordo com Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo17:
Pode-se conceituar controle administrativo como o conjunto de instrumentos que o
ordenamento jurídico estabelece a fim de que a própria administração pública,
os Poderes Judiciário e Legislativo, e ainda o povo, diretamente ou por meio de
órgãos especializados, possam exercer o poder de fiscalização, orientação e
revisão da atuação administrativa de todos os órgãos, entidades e agentes
públicos, em todas as esferas de Poder.
Vejam que o conceito apresentado pela banca é cópia do trecho de Alexandrino
e Paulo, referindo-se, portanto, ao conceito de controle administrativo.

17
Alexandrino e Paulo, 2011, p. 790-791.

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Dessa forma, podemos perceber que o primeiro e o terceiro item se referem ao
controle hierárquico.
O controle não hierárquico, por sua vez, ocorre entre órgãos que não são
hierarquicamente subordinados. É o caso, por exemplo, do controle finalístico,
que é exercido pela Administração direta sobre a indireta, ou do controle
administrativo não hierárquico, que pode ser realizado por órgãos
especializados para julgar recursos em situações em que não existe relação de
subordinação entre eles. Dessa forma, o segundo e o quarto item são exemplos
de controle não hierárquico.
Dessa forma, obtemos a seguinte sequência: 1, 2, 1, 2.
Gabarito: alternativa B.

34. (ESAF - EPPGG/2013) É por meio da Administração Pública que o Estado dispõe
dos elementos necessários para implementar as prioridades do Governo. Assim, é de
extrema relevância o estudo acerca das ações empreendidas pelo gestor da coisa
pública, destacando especial atenção ao grau de aderência ao interesse público. O
objetivo principal do controle interno é o de possuir ação preventiva antes que ações
ilícitas, incorretas ou impróprias possam atentar contra os princípios expostos pela
Constituição da República Federativa do Brasil. O controle interno se funda em razões
de ordem administrativa, jurídica e mesmo política. Sem controle não há nem poderia
haver, em termos realistas, responsabilidade pública. A responsabilidade pública
depende de uma fiscalização eficaz dos atos do Estado. Neste contexto, o controle
interno opera na organização compreendendo o planejamento e a orçamentação dos
meios, a execução das atividades planejadas e a avaliação periódica da atuação. O
controle é instrumento eficaz de gestão e não é novidade do ordenamento jurídico
brasileiro.
Assinale, entre as opções abaixo, a opção incorreta acerca do controle público.

a) O Artigo 70 da Constituição Federal afirma que a fiscalização contábil, financeira,


orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração
direta, indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação de
subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Poder Judiciário, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada poder.
b) O Artigo 71 da Constituição Federal afirma que o controle externo, a cargo do
Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União,
instrumento do Poder Legislativo.
c) O Artigo 74 da Constituição Federal afirma que os Poderes Legislativo, Executivo
e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno.

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d) O Artigo 76 da Lei n. 4.320/64 estabelece que o Poder Executivo exercerá os três
tipos de controle da execução orçamentária: 1) legalidade dos atos que resultem
arrecadação da receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a extinção de
direitos e obrigações; 2) a fidelidade funcional dos agentes da administração
responsáveis por bens e valores públicos; 3) o cumprimento do programa de trabalho
expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de
serviços.
e) A Lei n. 4.320/64 inovou ao consagrar os princípios de planejamento, do orçamento
e do controle, estabelecendo novas técnicas orçamentárias para a eficácia dos gastos
públicos.
Comentário: embora as alternativas sejam longas, é muito fácil encontrar o erro
na opção A:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será
exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de
controle interno de cada Poder.
Assim, o titular do controle externo é o Congresso Nacional ou o Poder
Legislativo.
Os demais itens são todos corretos:
b) o artigo 71 da CF dispõe que o “controle externo, a cargo do Congresso
Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União”. O TCU
é um órgão autônomo e com competências próprias e privativas, extraídas
diretamente da Constituição Federal. Porém, em algumas situações, como no
julgamento das contas do Presidente da República, o TCU é o instrumento
técnico do Poder Legislativo.
c) simples reprodução do art. 74 da CF: “Os Poderes Legislativo, Executivo e
Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno [...]”.
d) a Lei 4.320/1964 dispõe sobre os tipos de controle que devem ser exercidos
pelo Poder Executivo, sem prejuízo das atribuições do Tribunal de Contas:
I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização
da despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;
II - a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens
e valores públicos;
III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e
em termos de realização de obras e prestação de serviços.
e) por fim, a Lei 4.320/1964 instituiu o orçamento programa, vinculando o
orçamento ao planejamento, além de apresentar diversos dispositivos sobre o
controle. Dessa forma, a Lei estabeleceu novas técnicas orçamentárias para a
eficácia dos gastos públicos.

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Gabarito: alternativa A.

35. (ESAF - AFRFB/2012) Ex-presidente de uma autarquia sofre tomada de contas


especial determinada pelo Tribunal de Contas da União – TCU em razão de apuração
de denúncia recebida naquele Tribunal.
A autarquia instaurou a tomada de contas especial com a finalidade de quantificar o
montante de recursos gastos com o fretamento de aeronaves (taxi aéreo) pelo seu
ex-presidente.
Tal procedimento resultou na apuração de despesas relativas a 59 (cinquenta e nove)
voos no período de sua gestão desde sua posse até a data em que foi afastado do
cargo.
A comissão condutora da tomada de contas especial, não obstante as considerações
do interessado, concluiu pela ausência de motivação para a contratação dos voos
realizados.
A referida comissão ressaltou também que encontrou reportagens de jornais da época
do fato, todas juntadas aos autos, noticiando que o então presidente da autarquia, por
ter pretensão de ocupar cargo político, acompanhava o governante do Estado onde
a autarquia era sediada em viagens e auxiliava outros governantes em suas
respectivas plataformas políticas, com a utilização da autarquia que presidia como
"trampolim político".
Endossando o entendimento da comissão de tomada de contas especial, o TCU
considerou que o ex-presidente da referida autarquia praticou ato antieconômico e
julgou pela irregularidade de suas contas, aplicando-lhe multa.
Considerando o caso concreto acima narrado e a jurisprudência do TCU acerca do
seu papel no exercício do controle da administração pública, avalie as questões a
seguir, assinalando falso (F) ou verdadeiro (V) para cada uma delas, em seguida,
marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) A motivação para a instauração da tomada de contas especial foi indevida,
porquanto invadiu o mérito administrativo, na medida em que compete ao
administrador a escolha do meio de transporte que melhor lhe aprouver.
( ) Quando se examina o interesse público sob a ótica da economicidade, a partir de
parâmetros e metas de eficiência, eficácia e efetividade e tendo presente o princípio
da razoabilidade, devem ser identificadas as situações em que os administradores
públicos tenham adotado soluções absurdamente antieconômicas. Caso seja
possível identificar, a partir da razoabilidade essas soluções, a conclusão é a de que
elas são ilegítimas.
( ) Não é da competência do TCU, invocando os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade, manifestar-se sobre o mérito administrativo, posto que teria sido
tomado na órbita da discricionariedade a que a lei reserva ao administrador público.

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( ) A análise da discricionariedade administrativa mostra-se viável para a verificação
da sua regularidade em relação às causas, aos motivos e à finalidade que ensejam
os dispêndios de recursos públicos, devendo o gestor público observar os critérios da
proporcionalidade e da razoabilidade no exercício de suas funções administrativas.
( ) O controle da economicidade envolve questão de mérito para verificar se o órgão
procedeu, na aplicação da despesa pública, de modo mais econômico, atendendo,
por exemplo, a uma adequada relação custo-benefício.
a) F, V, V, V, F
b) F, V, F, V, F
c) F, V, F, V, V
d) V, F, F, V, F
e) F, F, F, V, V
Comentário: vejam que essa questão é do último concurso da Receita Federal,
demonstrando que o assunto de tomada de contas especial pode ser exigido
no certame que se aproxima. Creio que este conteúdo pode cair tanto em Direito
Administrativo quanto em Administração Pública. Vamos aos comentários.
Segundo o artigo 8º da Lei 8.443/1992,
Art. 8° Diante da omissão no dever de prestar contas, da não comprovação da
aplicação dos recursos repassados pela União, na forma prevista no inciso VII do art.
5° desta Lei, da ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores
públicos, ou, ainda, da prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de
que resulte dano ao Erário, a autoridade administrativa competente, sob pena de
responsabilidade solidária, deverá imediatamente adotar providências com vistas à
instauração da tomada de contas especial para apuração dos fatos, identificação
dos responsáveis e quantificação do dano.
(F) A motivação para a instauração da tomada de contas especial foi indevida,
porquanto invadiu o mérito administrativo, na medida em que compete ao
administrador a escolha do meio de transporte que melhor lhe aprouver.
Devemos lembrar que nenhum administrador é dono do recurso público sob
seu controle. Os recursos são da sociedade e, portanto, devem ser usados de
forma eficiente e com finalidade pública. Assim, não cabe simplesmente ao
gestor escolher qualquer meio de transporte, ele deve ter justificativa para isso.
Percebam que, no caso apresentado, o gestor utilizou recursos públicos para
pagar viagens sem finalidade pública, representando um ato antieconômico,
que pode ensejar a instauração de tomada de contas especial.
(V) Quando se examina o interesse público sob a ótica da economicidade, a partir de
parâmetros e metas de eficiência, eficácia e efetividade e tendo presente o princípio
da razoabilidade, devem ser identificadas as situações em que os administradores
públicos tenham adotado soluções absurdamente antieconômicas. Caso seja
possível identificar, a partir da razoabilidade essas soluções, a conclusão é a de que
elas são ilegítimas.

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Esse item é cópia de um trecho do voto do Ministro AUGUSTO NARDES que
levou ao Acórdão nº 1195/2008 - TCU - 1ª Câmara:
Nesse sentido, permito-me, mais uma vez, reproduzir o brilhantismo do entendimento
lavrado pelo ilustre Procurador-Geral do Ministério Público junto a esta Casa, Sr. Lucas
Rocha Furtado, acerca da matéria:
[...]
Quando se examina o interesse público sob a ótica da economicidade, não se exige
do administrador a adoção da solução mais eficiente, eficaz e efetiva. Ainda que este
seja o cenário ideal, não se mostra factível querer impor ao administrador público o
dever de adotar a solução ideal. A partir dos parâmetros e metas de eficiência, eficácia
e efetividade, e tendo presente o princípio da razoabilidade, devem ser identificadas,
ao contrário, as situações em que os administradores públicos tenham adotado
soluções absurdamente antieconômicas. Caso seja possível identificar, a partir da
razoabilidade, essas soluções, a conclusão é a de que elas são ilegítimas.[...]
Assim, o item está correto, pois, caso sejam identificadas soluções
absurdamente antieconômicas, deve-se considerá-las ilegítimas.
(F) Não é da competência do TCU, invocando os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade, manifestar-se sobre o mérito administrativo, posto que teria sido
tomado na órbita da discricionariedade a que a lei reserva ao administrador público.
É possível que o TCU examine um ato sobre os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade, uma vez que, se não respeitados esses princípios, não mais
se tratará de questão de mérito, mas de legalidade e legitimidade. Imagine, por
exemplo, um gestor que decide comprar poltronas individuais para os
parlamentares de um município muito pobre e que essas poltronas custem R$
10 mil reais a unidade. Mesmo que ele realize uma licitação dentro dos
procedimentos legais, o ato é ilegítimo e, portanto, está sob controle do
Tribunal de Contas (no caso do estado).
Além disso, lembrem-se que o TCU não faz parte do Judiciário e cabe ao órgão
examinar o desempenho dos gestores. Dessa forma, o TCU poderá sim
examinar o mérito do ato administrativo, em particular quando não for
proporcional ou razoável.
(V) A análise da discricionariedade administrativa mostra-se viável para a verificação
da sua regularidade em relação às causas, aos motivos e à finalidade que ensejam
os dispêndios de recursos públicos, devendo o gestor público observar os critérios da
proporcionalidade e da razoabilidade no exercício de suas funções administrativas.
Perfeito! Caso a despesa pública não seja realizada dentro desses parâmetros,
ela se mostrará irregular e, nesse caso, estaremos diante do controle de
legalidade.
(V) O controle da economicidade envolve questão de mérito para verificar se o órgão
procedeu, na aplicação da despesa pública, de modo mais econômico, atendendo,
por exemplo, a uma adequada relação custo-benefício.
É o que vimos acima. O TCU pode sim examinar o mérito administrativo,
principalmente no que se refere à economicidade.

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Gabarito: alternativa C.

36. (ESAF - EPPGG/2013) As competências e as atribuições dos Tribunais de Contas


foram ampliadas consideravelmente no que tange à abrangência e ao alcance dos
poderes até então conferidos a tais instituições e estão definidas, em linhas gerais,
no caso do Tribunal de Contas da União, nos Artigos 70 e 71 da Constituição Federal
de 1988, cujas disposições se aplicam, também, no que couber aos Tribunais de
Contas dos Estados, do Distrito Federal e aos Conselhos de Contas dos Municípios.
Da análise dos referidos artigos, conclui-se que o exercício das atribuições e
competências do Controle Externo Técnico visa garantir o estrito respeito aos
princípios fundamentais da administração pública, quais sejam: legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, princípios esses traçados no
Artigo 37 da mesma Constituição Federal. Os Tribunais de Contas, amparados por
suas competências constitucionais, desempenham, entre outras, as seguintes
atividades principais, assinale a opção correta.
a) Auxiliam o Poder Judiciário em suas atribuições de efetuar o julgamento do agente
titular de cada poder, emitindo parecer prévio recomendando a aprovação ou rejeição
de suas contas.
b) Julgam, por intermédio de analistas de orçamento e finanças do Poder Executivo,
as contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por dinheiros, bens e
valores públicos da administração direta e indireta, e as contas daqueles que derem
causa à perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário.
Assim o fazem emitindo decisão reprovando ou aprovando, com ou sem ressalvas,
as contas prestadas ou tomadas de tais responsáveis.
c) Procedem, por iniciativa própria ou por solicitação do Poder Judiciário, à
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos poderes
das respectivas esferas de governo e das demais entidades.
d) Apreciam, para fins de registro, mediante a emissão de acórdão, a legalidade dos
atos de admissão de pessoal, na administração direta e indireta, bem como a das
concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias
posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório.
e) Da atribuição de julgador conferido aos Tribunais de Contas pelas atribuições do
Poder Judiciário previstas no texto constitucional, resulta, em consequência, a
competência sancionadora de imputar débito ou multa a cuja decisão a Constituição
Federal em seu art. 71, § 3o, conferiu a eficácia de título executivo, que é aquele que
goza de liquidez e certeza da decisão judicial.
Comentário: a leitura dos artigos 70-75 é indispensável. É importante que você
entenda que o titular do controle externo é o Congresso Nacional, porém o TCU
possui competências próprias e privativas, que não podem ser avocadas nem

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revistas pelo Legislativo. Essas competências encontram-se enumeradas no
artigo 71.
Essa questão foi retirada da dissertação: “O Controle Externo das Contas
Públicas: Tendências Atuais” de Costa et al18.
O primeiro item está errado, uma vez que o Tribunal de Contas da União auxilia
o Poder Legislativo. Além disso, o parecer prévio é somente para o Chefe do
Poder Executivo, já que o TCU efetivamente julga as contas dos demais
responsáveis. Havia previsão para emissão de parecer prévio para os demais
chefes de poderes na LRF, mas o STF suspendeu a eficácia do dispositivo.
A opção B está errada. De acordo com o documento mencionado, os tribunais
de contas:
Julgam, eles próprios, as contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis
por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, e as contas
daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte
prejuízo ao erário. Assim o fazem emitindo decisão reprovando ou aprovando, com ou
sem ressalvas, as contas prestadas ou tomadas de tais responsáveis;
Da mesma forma, a letra C também está errada. Os tribunais de contas
procedem, por iniciativa própria ou por solicitação das casas legislativas, à
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos
poderes das respectivas esferas de governo e das demais entidades.
A alternativa D, por sua vez, está correta. Consta no documento:
Apreciam, para fins de registro, mediante a emissão de acórdão, a legalidade dos atos
de admissão de pessoal, na administração direta e indireta, bem como a das
concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias
posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;
Essa competência encontra-se prevista no art. 71, inc. III, da CF/88.
Por fim, a alternativa E está errada. As decisões do Tribunal de que resulte
imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo extrajudicial. Por
outro lado, elas realmente gozam de liquidez e certeza.
Gabarito: alternativa D.

37. (ESAF – AnaTA/MTUR/2014) A respeito do controle realizado pelo Tribunal de


Contas da União, analise as afirmativas abaixo, classificando-as em verdadeiras (V)
ou falsas (F).
Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) Os tribunais de contas, no desempenho de suas atribuições, podem realizar o
controle de constitucionalidade das leis.
( ) O Tribunal de Contas da União dispõe de competência para determinar a quebra
do sigilo bancário das pessoas submetidas a seu controle.

18
Costa et al, 2003. Disponível em http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2055730.PDF

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( ) No caso de contrato administrativo, cabe ao próprio Tribunal de Contas da União
sustar a sua execução, dando ciência dessa providência à Câmara dos Deputados e
ao Senado Federal.
a) F, V, V
b) V, F, F
c) V, V, V
d) F, F, V
e) V, F, V
Comentário: o primeiro item está correto. Consoante a Súmula 347 do STF:
O Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a
constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público.
Esse controle de constitucionalidade realizado pelo TCU possui características
de controle difuso ou incidental.
O segundo item está errado, pois, conforme entendimento do STF, os tribunais
de contas não possuem competência para a quebra do sigilo bancário (MS
22.801-STF):
A Lei Complementar 105, de 10-1-2001, não conferiu ao Tribunal de Contas da União
poderes para determinar a quebra do sigilo bancário de dados constantes do Banco
Central do Brasil. O legislador conferiu esses poderes ao Poder Judiciário (art. 3º), ao
Poder Legislativo Federal (art. 4º), bem como às comissões parlamentares de
inquérito, após prévia aprovação do pedido pelo Plenário da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal ou do plenário de suas respectivas Comissões Parlamentares de
Inquérito (§ 1º e 2º do art. 4º). Embora as atividades do TCU, por sua natureza,
verificação de contas e até mesmo o julgamento das contas das pessoas enumeradas
no art. 71, II, da CF, justifiquem a eventual quebra de sigilo, não houve essa
determinação na lei específica que tratou do tema, não cabendo a interpretação
extensiva, mormente porque há princípio constitucional que protege a intimidade e a
vida privada, art. 5º, X, da CF, no qual está inserida a garantia ao sigilo bancário.
Por fim, o terceiro item também está errado. O TCU pode sustar diretamente os
atos administrativos. Porém, a sustação de contrato compete ao Congresso
Nacional. Caso o Legislativo ou o Executivo não tomarem as medidas cabíveis
em noventa dias, aí sim o Tribunal de Contas poderá decidir a respeito.
Art. 71.
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à
Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;
§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso
Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não
efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
Assim, temos a seguinte sequência: V, F, F.
Gabarito: alternativa B.

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38. (ESAF - ATPS/MPOG/2012) Segundo a Controladoria Geral da União (CGU) o
Controle Social tem a finalidade de verificar se o dinheiro público está sendo usado
de maneira adequada ou se está sendo desviado para outras finalidades. Isso
significa que o Controle Social permite:
a) substituir os controles realizados pelos órgãos que fiscalizam os recursos públicos.
b) substituir as ações de controle interno dos órgãos públicos pelo Controle Social.
c) complementar os controles realizados pelos órgãos que fiscalizam os recursos
públicos (que geralmente não dispõem de quantidade suficiente de fiscais e auditores
para monitorar e verificar cada despesa realizada).
d) que os cidadãos orientem a administração na gestão dos recursos públicos, mas
sem exigir que o gestor público preste contas de sua atuação.
e) substituir, mediante convênio entre entidades do Terceiro Setor e a administração
pública, os órgãos de controle interno.
Comentário: o controle social depende das competências institucionais dos
órgãos de controle para alcançar os gestores. Assim, as organizações da
sociedade civil atuam por meio de denúncias, apoio da mídia ou outras formas
para apresentarem suas demandas aos órgãos de controle de Estado.
Claro que o controle social também possui um importante papel nas eleições,
uma vez que a sua fiscalização tem capacidade de alcançar o eleitor que, por
meio do voto, poderá alcançar as autoridades.
Assim, as opções A, B e E estão erradas, pois o controle social não substitui os
órgãos que fiscalizam os recursos públicos nem o controle interno. Há, nesse
caso, cooperação.
A alternativa C, por outro lado, está correta. O controle social complementa a
atuação dos órgãos de controle, apresentando denúncias quando constatados
indícios de irregularidades na gestão dos recursos públicos.
A letra D é errada. O gestor tem o dever de prestar contas e, caso não o faça, os
cidadãos podem recorrer às instâncias de controle para exigir o dever
constitucional do gestor.
Gabarito: alternativa C.

39. (ESAF - APO/MPOG/2010) Os sistemas de controle interno e de controle externo


da administração pública federal se caracterizam por:
a) constituírem um mecanismo de retroalimentação de uso obrigatório pelos sistemas
de Planejamento e Orçamento.
b) no caso do controle interno, integrar o Poder Executivo; no caso do controle
externo, integrar o Poder Judiciário.

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c) serem instâncias julgadoras das contas prestadas por gestores e demais
responsáveis pelo uso de recursos públicos.
d) não poderem atuar ou se manifestar no caso de transferências voluntárias da União
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.
e) serem autônomos entre si, não havendo subordinação hierárquica entre um e
outro.
Comentário:
a) os sistemas de controle não são mecanismos de retroalimentação dos
sistemas de Planejamento e Orçamento. Os dois sistemas até auxiliam no
aprimoramento da gestão, principalmente o controle interno, uma vez que, nos
termos do art. 74, I, da CF/88, cabe ao sistema de controle interno avaliar o
cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos da União. Porém, as atribuições dos
dois sistemas são muito mais amplas que isso – ERRADA;
b) todos os poderes possuem controle interno. Além disso, o titular do controle
externo é o Congresso Nacional (Poder Legislativo), porém o TCU possui
competências próprias e a doutrina costuma dizer que este órgão é autônomo
e, portanto, não integra nenhum poder – da mesma forma como ocorre com o
Ministério Público – ERRADA;
c) somente o controle externo julga contas. Na esfera federal, o Congresso
Nacional julga as contas do Presidente da República, enquanto o TCU julga as
contas dos demais responsáveis – ERRADA;
d) se a União efetuar uma transferência voluntária, esse recurso continua sendo
da União e, portanto, deve ser fiscalizado pelos órgãos de controle externo e
interno. Porém, se as transferências foram constitucionais ou legais, aí a
competência fiscalizatória será do ente recebedor dos recursos – ERRADA;
e) os controles externo e interno são autônomos entre si. Não há subordinação
hierárquica. Dessa forma, a relação entre os dois é de complementariedade –
CORRETA.
Gabarito: alternativa E.

40. (ESAF - AFRFB/2005) Não inclui na finalidade do sistema de controle interno


federal, constitucionalmente previsto, a atividade de
a) avaliar os resultados, quanto à eficácia, eficiência e efetividade, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e entidades da Administração.
b) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias da União.
c) comprovar a legalidade da aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado.
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

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e) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual.
Comentário: essa questão cobra o conhecimento literal do artigo 74 da CF:
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada,
sistema de controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos da União; [opção E]
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da
gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração
federal [opção A – errada], bem como da aplicação de recursos públicos por entidades
de direito privado; [opção C]
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos
direitos e haveres da União; [opção B]
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. [opção D]
Até pode-se dizer que, atualmente, o controle interno avalia a efetividade
(impactos) das atividades dos órgãos e entidades. Todavia, não há previsão
constitucional, conforme solicitou o enunciado. Assim, a opção A está errada.
Gabarito: alternativa A.

41. (ESAF - PFN/2004) No que tange às atividades de controle interno e externo da


Administração Pública, assinale a opção correta.
a) A atividade do controle da União e da Administração indireta envolve a fiscalização
contábil, financeira, operacional e patrimonial, mas não diz respeito à matéria
orçamentária, eis que a forma de execução do orçamento é matéria típica do campo
discricionário do administrador público.
b) Por não envolver gastos públicos, não há controle interno ou externo sobre a
renúncia de receitas.
c) Nos termos de nossa Constituição Federal, o controle externo da União e da
Administração indireta correspondente está a cargo do Congresso Nacional, que o
exerce com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
d) O Tribunal de Contas da União julga não apenas as contas dos administradores e
demais responsáveis por dinheiros, valores e bens públicos, na órbita federal, mas
também as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República.
e) Na órbita federal, o Tribunal de Contas da União aprecia, para fins de registro, a
legalidade dos atos de admissão de pessoal, aí incluídas as nomeações para cargo
de provimento em comissão.
Comentário: a opção A está errada, pois a atividade do controle da União e da
Administração indireta envolve o aspecto orçamentário. Para decorar os
aspectos do controle previstos no art. 70 da Constituição Federal utilizem o
mnemônico “COFOP + LeLEco + aplicação das subvenções e renúncia de
receitas”:
C – contábil;

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O – orçamentário;
F – financeiro
O – operacional
P – patrimonial.
Le – legalidade;
L – Legitimidade;
Eco – Economicidade.
Agora, vamos repetir o artigo 70 para massificar:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial
da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas,
será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de
controle interno de cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada,
que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos
ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de
natureza pecuniária.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 14, §1º), a renúncia de
receita compreende:
[...] anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter
não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique
redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que
correspondam a tratamento diferenciado.
Em síntese, a renúncia de receita é um recurso que deixa de ser arrecadado por
causa de um tratamento diferenciado. Por exemplo, se o governo dá isenção
dos impostos para a construção de um estádio de futebol, ele estará fazendo
uma renúncia de receitas.
A renúncia é muito semelhante aos gastos públicos, pois tem o mesmo efeito,
só que o recurso não entrou nos cofres públicos. Assim, deve ser fiscalizada
pelos controles interno e externo. Dessa forma, a alternativa B está errada.
A alternativa C está correta. É cópia do art. 70 da CF.
A opção D, por seu turno, está incorreta. É item batido. As contas do Chefe do
Poder Executivo são julgadas pelo Poder Legislativo.
Por fim, o artigo 71, inc. III, dispõe que o TCU deve apreciar, para fins de registro,
a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na
administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas
pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e
pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento
legal do ato concessório.

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As nomeações para cargo de provimento em comissão são de livre nomeação
e exoneração e, portanto, não se submetem ao registro. Assim, a opção E está
errada.
Gabarito: alternativa C.

É isso. Finalizamos o nosso curso.

Foi um prazer trabalhar com vocês!

Sucesso e bons estudos.

HERBERT ALMEIDA.
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QUESTÕES COMENTADAS NA AULA

1. (ESAF - AFT/2006) Indique a opção que completa corretamente a frase a seguir:


Os programas de qualidade têm como foco as necessidades dos .....................,
buscam a maior .......................... dos processos, evitando ........................
Caracterizam-se pela ..................... e ..................
a) clientes internos e externos da organização / eficiência/ desperdícios. / participação
de toda a equipe / melhoria contínua.
b) fornecedores / efetividade / a repetição de tarefas./ horizontalização das estruturas
organizacionais/ mudanças drásticas.
c) acionistas / eficiência / desperdícios. / subordinação às decisões da diretoria /
melhoria contínua.
d) clientes internos da organização / eficácia / a horizontalização das tarefas. /
mudança fundamental dos processos / melhoria contínua.
e) Stakeholders / efetividade / a repetição de tarefas./ busca de padrões de
desempenho / mudanças fundamentais.
2. (ESAF - AFC/CGU/2004) Os programas de qualidade se consolidaram no Japão
visando basicamente produzir ganhos de competitividade para as indústrias; no
entanto, as idéias e métodos da qualidade se espandiram para outras realidades.

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Assinale a opção que não corresponde ao enfoque dado por um programa de
qualidade.
a) A implantação de um programa de qualidade tem como foco garantir a qualidade
do produto, promover melhorias contínuas por meio de estímulo à inovação, atender
às expectativas dos clientes, mantendo-os satisfeitos.
b) A implantação de um programa de qualidade tem como foco padronizar a
produção, promover melhorias por meio de um processo de especialização e criar
unidades de atendimento ao cliente.
c) A implantação de um programa de qualidade tem como foco produzir um único
produto padronizado, promover melhorias por meio de um processo de
especialização e crer na fidelização do mercado.
d) A implantação de um programa de qualidade tem como foco garantir a qualidade
do produto, promover melhorias contínuas por meio da diminuição de desperdícios,
atender às expectativas dos clientes, mantendo-os satisfeitos.
e) A implantação de um programa de qualidade tem como foco produzir certo na
primeira vez, promover melhorias contínuas por meio de estímulo à inovação, criar
unidades de atendimento ao cliente.
3. (ESAF - AFC/CGU/2006) Indique qual das opções a seguir explicita corretamente
premissas de um programa de qualidade.
a) Processo de melhoria continua. Satisfação dos clientes. A responsabilidade pela
qualidade cabe à área de produção.
b) Fazer bem a primeira vez. A responsabilidade pela qualidade cabe à área de
produção. Bons materiais garantem qualidade.
c) Processo de melhoria continua. Fazer bem a primeira vez. Eliminação de
desperdício.
d) Satisfação dos clientes. Bons materiais garantem qualidade. Eliminação de
desperdício.
e) A responsabilidade pela qualidade cabe à área de produção. Bons materiais
garantem qualidade. Eliminação de desperdício.
4. (ESAF - Ana/CVM/2010) A maior parte dos princípios e práticas que suportam o
TQM - Gerenciamento da Qualidade Total deriva de contribuições de um grupo
restrito de estudiosos. Tidos como mestres, ou gurus, o conhecimento de seu trabalho
é requisito para qualquer esforço visando compreender e implementar o TQM nas
organizações.
Sobre os Gurus da Qualidade e seus pensamentos, é correto afirmar que:
a) Deming contribuiu decisivamente no movimento japonês em prol da qualidade.
Segundo ele, a administração da qualidade compreende três processos básicos:
planejamento, controle e melhoria. Para ele, as abordagens conceituais necessárias

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ao gerenciamento dos três processos são similares àquelas empregadas na
administração financeira.
b) Formado dentro de empresas, ao contrário dos demais mestres, considera-se um
pensador de negócios pragmático e não um guru da qualidade. Ishikawa criou a
concepção Zero Defect e popularizou o conceito de fazer certo da primeira vez.
c) Juran criou os famosos círculos de controle da qualidade. Além dos CCQ, as suas
sete ferramentas constituem importante instrumental de auxílio nos processos de
controle da qualidade. Ao contrário de outras metodologias, que colocam a qualidade
nas mãos de especialistas, ele acreditava que as sete técnicas podiam ser utilizadas
por qualquer trabalhador. Redefiniu o conceito de cliente, para incluir qualquer
funcionário que recebe como insumo os resultados do trabalho executado
anteriormente por um colega.
d) Crosby talvez tenha sido o mais celebrado guru da qualidade. Comparado com os
demais mestres, cujas orientações são de caráter marcadamente prático, pode ser
considerado um filósofo, um pregador em busca de discípulos. Diz-se que muitos dos
que adotam suas ideias o fazem com devoção quase religiosa.
e) Feigenbaun deu origem ao conceito de controle da qualidade total, tratando-o como
questão estratégica que demanda profundo envolvimento de todos dentro da
organização. A qualidade seria um modo de vida para as empresas, uma filosofia de
compromisso com a excelência.
5. (ESAF - AFC/STN/2013) A respeito da gestão da qualidade e mais
especificamente da qualidade total, analise as assertivas a seguir classificando-as
como verdadeiras(V) ou falsas(F). Ao final, assinale a opção que contenha a
sequência correta.
( ) Enquanto a melhoria contínua da qualidade é aplicável no nível operacional, a
qualidade total estende o conceito de qualidade para toda a organização.
( ) O gerenciamento da qualidade total é um conceito de controle que atribui apenas
aos gerentes e dirigentes a responsabilidade pelo alcance de padrões de qualidade.
( ) Na qualidade total o controle burocrático rígido, unitário e centralizador cede lugar
para o controle pelas pessoas envolvidas – solto, coletivo e descentralizado.
( ) A qualidade total está baseada no empoderamento das pessoas, o que significa
proporcionar à comunidade organizacional as habilidades e autoridade para tomar
decisões que tradicionalmente eram dadas aos gerentes.
a) F, V, V, V
b) F, V, F, F
c) V, V, F, F
d) V, F, V, V
e) V, F, F, V

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6. (ESAF - AFC/STN/2013) São considerados mandamentos da qualidade total,
exceto:
a) Delegação.
b) Disseminação de informações.
c) Irrelevância dos erros.
d) Gerência de processos.
e) Constância de propósitos.
7. (ESAF - Eng/MF/2013) As organizações buscam melhorar a forma na qual
operam, quer isto signifique melhorar a sua participação no mercado, reduzir os
custos, gerenciar riscos mais eficazmente ou melhorar a satisfação dos clientes ou
públicos alvos. Um sistema de gestão lhe dá a estrutura necessária para monitorar e
melhorar o desempenho em qualquer área de seu interesse. Entre as normas que
podem ser utilizadas no processo de implantação de sistemas de gestão da qualidade
cita-se a série ISO 9001.
Com relação a ISO 9001, é correto afirmar:
a) a ISO 9001 define o padrão só para sistemas de gestão da qualidade.
b) a ISO 9001 não se aplica a todos os tipos de organizações, dependendo de
características específicas.
c) a ISO 9001 não pode ajudar a alavancar organizações e sim organizar os seus
processos.
d) a ISO 9001 deve ser liderada pela alta direção, garantindo que a alta gerência tome
uma abordagem estratégica para os seus sistemas de gestão.
e) a ISO 9001 é adequada para qualquer organização que busca melhorar a forma
como trabalha e como é gerenciada, dependendo do tamanho ou setor.
8. (ESAF - AFC/CGU/2006) O Programa de Qualidade e Participação da
Administração Pública instituído no âmbito da Reforma do Estado de 1995, tem como
princípios
I. Avaliação e premiação das melhores práticas.
II. Gestão participativa dos funcionários.
III. Gestão participativa dos clientes.
IV. Gerência por processos.
V. Identificação dos clientes.
VI. Descentralização das ações.
Selecione a opção que indica corretamente princípios desse Programa.
a) I e II
b) I e III
c) III e IV

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d) V e VI
e) II e IV
9. (ESAF - Ana/CVM/2010) Entre os critérios de excelência em gestão preconizados
pelo Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização - GESPÚBLICA, no
Instrumento para Avaliação da Gestão Pública - 2010, os requisitos do critério
PESSOAS referem-se, entre outros à
a) gestão do atendimento dos usuários diretos da unidade.
b) gestão dos processos da unidade.
c) gestão operacional e gerencial da informação.
d) obtenção de metas de alto desempenho.
e) criação de valor para todas as partes interessadas.
10. (ESAF - AFRFB/SRFB/2012) Entre novas tecnologias gerenciais e
organizacionais aplicadas à Administração Pública, temos a Carta de Serviços ao
Cidadão, preconizada pelo Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização - GESPÚBLICA, no Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão. Segundo o GESPÚBLICA, a Carta de Serviços tem como premissas
a) transparência e accountability.
b) Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Acesso à Informação.
c) gestão de processos e prestação de contas ao cidadão.
d) foco no cidadão e indução do controle social.
e) canais de acesso à informação pelo cidadão e governo eletrônico.
11. (ESAF - AA/DNIT/2013) O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da Fundação
Nacional de Qualidade está alicerçado sobre um conjunto de conceitos fundamentais
e estruturado em critérios e requisitos inerentes à Excelência em Gestão.
Os Fundamentos da Excelência expressam esses conceitos reconhecidos
internacionalmente e que são encontrados em organizações líderes de Classe
Mundial. Além disso, o MEG utiliza o conceito de aprendizado e melhoria contínua,
segundo o ciclo:
a) Gestão da Qualidade.
b) PDCA (Plan, Do, Check, Action).
c) Curva de Aprendizagem.
d) Desenvolvimento Organizacional (DO).
e) PDCL (Plan, Do, Check, Learn).
12. (ESAF - TA/DNIT/2013) Assinale a opção que não representa um fundamento do
Modelo de Excelência da Gestão da Fundação Nacional da Qualidade.
a) Pensamento sistêmico.
b) Aprendizado organizacional.

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c) Visão de futuro.
d) Valorização de pessoas.
e) Desenvolvimento de sistemas de informação.
13. (ESAF - TA/DNIT/2013) Sobre o GESPÚBLICA, analise as afirmativas que se
seguem e, após, assinale a opção correta.
I. O GesPública é uma política de gestão essencialmente pública.
II. O GesPública é uma política de gestão focada em resultados para órgãos públicos.
III. O GesPública é uma política de gestão federativa.
a) Somente I está correta.
b) Somente I e II estão corretas.
c) Somente II e III estão corretas.
d) Somente I e III estão corretas.
e) As opções I, II e III estão corretas.
14. (ESAF - AnaTA/MF/2013) O sistema de gestão de uma organização representa
o conjunto de funções integradas e interatuantes que concorrem para o seu sucesso
no cumprimento da sua missão institucional.
Segundo o Manual de Orientação para o Arranjo Institucional de Órgãos e Entidades
do Poder Executivo Federal, são consideradas funções da gestão, exceto:
a) liderança.
b) cidadãos e sociedade.
c) fiscalização.
d) pessoas.
e) informação e conhecimento.
15. (ESAF - AnaTA/MTUR/2014) São princípios fundamentais que sustentam o
processo de transformação de uma organização para atendimento das diretrizes de
melhoria e simplificação do atendimento aos cidadãos, exceto:
a) foco no cidadão e indução do controle social.
b) participação e comprometimento.
c) informação e transparência.
d) aprendizagem.
e) participação do cidadão.
16. (ESAF - ATA/MF/2012) Acerca do tema atendimento ao cidadão, analise as
afirmativas abaixo e identifique se são verdadeiras(V) ou falsas(F). Após, assinale a
opção que contenha a sequência correta.
( ) A segurança ao transmitir informações depende do conhecimento que o servidor
possui sobre a função, as normas, os procedimentos, a organização, seus produtos
e serviços.

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( ) É necessário ouvir o que o cidadão tem a dizer para estabelecer uma comunicação
sem desgastes.
( ) O servidor atendente deve falar o menos possível. Caso a informação conste dos
sistemas da organização, deverá apenas imprimir a tela e entregá-la ao cidadão.
( ) A percepção dos gestos, expressões faciais e da postura do cidadão é fator
fundamental. Por intermédio desta percepção, consegue-se captar diferentes reações
e assim dispensar tratamento individual e único.
a) V, V, V, V
b) F, V, V, V
c) V, V, V, F
d) V, V, F, V
e) V, V, F, F
17. (ESAF - AnaTA/MTUR/2014) São informações necessárias a constar da carta de
serviços ao cidadão em relação a cada um dos serviços prestados, exceto:
a) principais etapas para o processamento do serviço.
b) custo do serviço.
c) forma de prestação do serviço.
d) locais e formas de acesso ao serviço.
e) prazo máximo para a prestação do serviço.
18. (ESAF - Ana Tec/SUSEP/2010) O Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização, conduzido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,
recomenda, para a busca da excelência em gestão, o atendimento a requisitos
contidos no Modelo de Excelência em Gestão Pública.
Que afirmativa representa melhor o conjunto de requisitos referentes ao item
Capacitação e Desenvolvimento, do Critério Pessoas:
a) a organização deve identificar as necessidades de capacitação e desenvolvimento,
compatibilizadas com as necessidades da organização e promover programas de
capacitação e desenvolvimento que abordem a cultura da excelência e contribuam
para consolidar o aprendizado organizacional.
b) a organização deve estimular a integração e a cooperação das pessoas e das
equipes, gerenciar o desempenho das pessoas e das equipes, de forma a estimular
a obtenção de metas de alto desempenho e o desenvolvimento profissional.
c) a organização deve estimular capacitação e desenvolvimento das equipes, de
forma a incentivar o alcance de metas, a promoção da cultura da excelência e o
desenvolvimento profissional.
d) a organização deve identificar as necessidades de capacitação e desenvolvimento,
de acordo com os interesses individuais, promovendo programas de capacitação e
desenvolvimento que valorizem as carreiras.

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e) a organização deve promover a capacitação e desenvolvimento da força de
trabalho, na busca de um ambiente de trabalho humanizado, seguro, saudável, com
alcance do bem-estar, a satisfação, e a motivação das pessoas.
19. (ESAF - AFT/2006) Indique a opção que corresponde corretamente à frase a
seguir:
"É o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que
visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos de desempenho."
a) Trata-se da definição de processos de qualidade.
b) Trata-se de princípios que norteiam a busca de maior eficácia.
c) Trata-se da definição de reengenharia.
d) Trata-se de características de um processo de responsabilidade social.
e) Trata-se da definição de produtividade.
20. (ESAF - AFRFB/2002) Processos de transformação organizacional inspirados na
idéia de reengenharia, conforme os conceitos originalmente apresentados por
Michael Hammer, tiveram grande aceitação nas últimas décadas, apesar das
inúmeras críticas que receberam. A transplantação do conceito original de
reengenharia ao setor público implicaria
a) acentuada reorganização visando à redução de organizações e unidades
organizacionais.
b) enxugamento de pessoal.
c) privatização, terceirização e devolução de serviços públicos.
d) descentralização de funções governamentais para instâncias subnacionais e
desconcentração para a sociedade civil.
e) revisão abrangente de processos de trabalho a partir de novas configurações
visando a uma maior agregação de valor.
21. (ESAF – Analista Técnico/PECFAZ/2013) Com relação às técnicas de solução
de problemas, não se pode afirmar:
a) o Braistorming é uma técnica de gerar ideias criativas.
b) o Método Cartesiano obedece a quatro princípios: dúvida sistemática, análise,
síntese e enumeração.
c) o Princípio de Pareto afirma de maneira genérica que 80% dos nossos esforços
estão relacionados com 20% dos resultados que obtemos.
d) a Análise do Campo de Forças mapeia forças positivas e forças negativas em uma
dada situação.
e) o Diagrama Espinha de Peixe ou Gráfico de Ishikawa é uma técnica que busca a
causa raiz dos problemas.

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22. (ESAF – AFC/STN/2013) São estágios que devem preceder o benchmarking,
exceto:
a) monitorar os resultados e melhorias.
b) conhecer a própria organização.
c) documentar processos de trabalho.
d) definir medidas de desempenho.
e) diagnosticar fragilidades.
23. (ESAF – Agente Executivo/CVM/2010) São consideradas ferramentas de
qualidade total, exceto:
a) ciclo PDCA.
b) brainstorming.
c) diagrama de causa-efeito.
d) avaliação 360 graus.
e) análise de pareto.
24. (ESAF – Agente Executivo/CVM/2010) O conceito de downsizing aplicado à
gestão significa:
a) delegação de competências.
b) gestão do desempenho.
c) gestão por competências.
d) redução de custos.
e) redução do tamanho da empresa.
25. (ESAF – TA/DNIT/2012) Sobre o Ciclo PDCA, assinale a opção correta.
a) É um ciclo que orienta a implantação de novas ideias, mas não serve para a
solução de problemas.
b) É um ciclo utilizado na solução de problemas, porém somente se adéqua a
questões quantitativas.
c) É uma forma de agir que serve tanto para implantação de novas ideias como para
solução de problemas.
d) É um modelo gerencial utilizado para monitorar o desempenho dos níveis
operacionais, mas não serve para avaliar alcance de objetivos.
e) É uma atividade cíclica de avaliação de resultados usada para selecionar objetivos
organizacionais.
26. (ESAF - APO/MPOG/2010) Sabendo que poucas causas levam à maioria dos
problemas, bem como que a identificação da causa básica de um problema deve ser

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feita de acordo com uma sequência de procedimentos lógicos, baseada em fatos e
dados, o recurso gráfico utilizado para estabelecer uma ordenação nas causas de
perdas que devem ser saneadas denomina-se:
a) Diagrama de Pareto.
b) Diagrama de Ishikawa.
c) Funcionograma.
d) Histograma.
e) Fluxograma.
27. (ESAF – Analista Técnico Administrativo/MTur/2014) Considerando as
principais técnicas de solução de problemas, analise as afirmativas que se seguem e
selecione a opção correta.
a) O Princípio de Pareto é uma técnica de comparação que permite analisar grupos
de dados ou de problemas e verificar onde estão os mais importantes e prioritários.
b) O Método Cartesiano adota quatro princípios: dúvida sistemática, análise, síntese
e método.
c) Na técnica de Brainstorming, os participantes são estimulados a produzir sob
regras que qualificam o que deve ser proposto.
d) Na técnica de Análise de Campo de Forças, procura-se mapear e avaliar as
ameaças e oportunidades, pontos fortes e pontos fracos dos objetivos
organizacionais.
e) O gráfico de Ishikawa ou diagrama de espinha de peixe é uma técnica que tem por
finalidade priorizar problemas.
28. (ESAF - ATA/MF/PECFAZ/2013) Quanto ao controle da administração pública, é
correto afirmar:
a) o controle da esfera federal é denominado de tutela, o qual somente pode ser
exercido nos limites estabelecidos em lei.
b) o controle político abrange aspectos ligados somente ao mérito do ato
administrativo e não a aspectos de legalidade.
c) o controle financeiro previsto na constituição federal compreende também o
controle da legitimidade.
d) não é possível a apreciação judicial dos atos discricionários praticados pela
Administração Pública por se tratar de "mérito", principalmente quanto à "motivação",
visto que abrangido pela oportunidade e conveniência do administrador público.
e) o recurso administrativo próprio é dirigido a órgão ou autoridade estranha à
hierarquia da que expediu o ato recorrido e por esse órgão ou autoridade julgado.
29. (ESAF - AFRE CE/2007) Assinale a opção que contenha a correlação correta.

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(1) Controle Interno da Administração
(2) Controle Parlamentar
(3) Controle Jurisdicional
( ) Revogação ou anulação do ato administrativo - súmula 473 - STF
( ) Processo administrativo disciplinar
( ) Comissão Parlamentar de Inquérito
( ) Mandado de segurança
( ) Ação popular
a) 1 - 1 - 2 - 3 - 3
b) 2 - 1 - 2 - 3 - 1
c) 3 - 2 -1 - 2 - 1
d) 1 - 1 - 3 - 2 - 1
e) 2 - 3 - 1 - 2 – 2
30. (ESAF - AFT/2010) O estudo do tema 'controle da administração pública' nos
revela que:
a) submetem-se a julgamento todas as contas prestadas por responsáveis por bens
ou valores públicos, aí incluído o Presidente da República.
b) no exercício do poder de autotutela, a administração pública pode rever seus atos,
mas não pode declará-los nulos.
c) em respeito ao princípio da separação dos poderes, é vedado o controle transversal
de um Poder sobre os outros.
d) o controle interno é exercido pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal
de Contas da União.
e) o Poder Judiciário exerce apenas controle jurisdicional sobre seus atos
administrativos.
31. (ESAF - AnaTA MTUR/2014) Referente ao controle da administração pública,
assinale a opção correta.
a) O Senado Federal não tem o poder de convocar Ministro de Estado para prestar
pessoalmente informações sobre assunto previamente determinado.
b) Não é possível supervisão ministerial de empresas estatais.
c) O Congresso Nacional não possui a função de julgar anualmente as contas
prestadas pelo Presidente da República.
d) O Poder Judiciário não tem sistema de controle interno.
e) Ação popular não pode ser proposta por pessoa jurídica.

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e) 2, 1, 2, 1
34. (ESAF - EPPGG/2013) É por meio da Administração Pública que o Estado dispõe
dos elementos necessários para implementar as prioridades do Governo. Assim, é de
extrema relevância o estudo acerca das ações empreendidas pelo gestor da coisa
pública, destacando especial atenção ao grau de aderência ao interesse público. O
objetivo principal do controle interno é o de possuir ação preventiva antes que ações
ilícitas, incorretas ou impróprias possam atentar contra os princípios expostos pela
Constituição da República Federativa do Brasil. O controle interno se funda em razões
de ordem administrativa, jurídica e mesmo política. Sem controle não há nem poderia
haver, em termos realistas, responsabilidade pública. A responsabilidade pública
depende de uma fiscalização eficaz dos atos do Estado. Neste contexto, o controle
interno opera na organização compreendendo o planejamento e a orçamentação dos
meios, a execução das atividades planejadas e a avaliação periódica da atuação. O
controle é instrumento eficaz de gestão e não é novidade do ordenamento jurídico
brasileiro.
Assinale, entre as opções abaixo, a opção incorreta acerca do controle público.

a) O Artigo 70 da Constituição Federal afirma que a fiscalização contábil, financeira,


orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração
direta, indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação de
subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Poder Judiciário, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada poder.
b) O Artigo 71 da Constituição Federal afirma que o controle externo, a cargo do
Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União,
instrumento do Poder Legislativo.
c) O Artigo 74 da Constituição Federal afirma que os Poderes Legislativo, Executivo
e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno.
d) O Artigo 76 da Lei n. 4.320/64 estabelece que o Poder Executivo exercerá os três
tipos de controle da execução orçamentária: 1) legalidade dos atos que resultem
arrecadação da receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a extinção de
direitos e obrigações; 2) a fidelidade funcional dos agentes da administração
responsáveis por bens e valores públicos; 3) o cumprimento do programa de trabalho
expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de
serviços.
e) A Lei n. 4.320/64 inovou ao consagrar os princípios de planejamento, do orçamento
e do controle, estabelecendo novas técnicas orçamentárias para a eficácia dos gastos
públicos.

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35. (ESAF - AFRFB/2012) Ex-presidente de uma autarquia sofre tomada de contas
especial determinada pelo Tribunal de Contas da União – TCU em razão de apuração
de denúncia recebida naquele Tribunal.
A autarquia instaurou a tomada de contas especial com a finalidade de quantificar o
montante de recursos gastos com o fretamento de aeronaves (taxi aéreo) pelo seu
ex-presidente.
Tal procedimento resultou na apuração de despesas relativas a 59 (cinquenta e nove)
voos no período de sua gestão desde sua posse até a data em que foi afastado do
cargo.
A comissão condutora da tomada de contas especial, não obstante as considerações
do interessado, concluiu pela ausência de motivação para a contratação dos voos
realizados.
A referida comissão ressaltou também que encontrou reportagens de jornais da época
do fato, todas juntadas aos autos, noticiando que o então presidente da autarquia, por
ter pretensão de ocupar cargo político, acompanhava o governante do Estado onde
a autarquia era sediada em viagens e auxiliava outros governantes em suas
respectivas plataformas políticas, com a utilização da autarquia que presidia como
"trampolim político".
Endossando o entendimento da comissão de tomada de contas especial, o TCU
considerou que o ex-presidente da referida autarquia praticou ato antieconômico e
julgou pela irregularidade de suas contas, aplicando-lhe multa.
Considerando o caso concreto acima narrado e a jurisprudência do TCU acerca do
seu papel no exercício do controle da administração pública, avalie as questões a
seguir, assinalando falso (F) ou verdadeiro (V) para cada uma delas, em seguida,
marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) A motivação para a instauração da tomada de contas especial foi indevida,
porquanto invadiu o mérito administrativo, na medida em que compete ao
administrador a escolha do meio de transporte que melhor lhe aprouver.
( ) Quando se examina o interesse público sob a ótica da economicidade, a partir de
parâmetros e metas de eficiência, eficácia e efetividade e tendo presente o princípio
da razoabilidade, devem ser identificadas as situações em que os administradores
públicos tenham adotado soluções absurdamente antieconômicas. Caso seja
possível identificar, a partir da razoabilidade essas soluções, a conclusão é a de que
elas são ilegítimas.
( ) Não é da competência do TCU, invocando os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade, manifestar-se sobre o mérito administrativo, posto que teria sido
tomado na órbita da discricionariedade a que a lei reserva ao administrador público.
( ) A análise da discricionariedade administrativa mostra-se viável para a verificação
da sua regularidade em relação às causas, aos motivos e à finalidade que ensejam

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os dispêndios de recursos públicos, devendo o gestor público observar os critérios da
proporcionalidade e da razoabilidade no exercício de suas funções administrativas.
( ) O controle da economicidade envolve questão de mérito para verificar se o órgão
procedeu, na aplicação da despesa pública, de modo mais econômico, atendendo,
por exemplo, a uma adequada relação custo-benefício.
a) F, V, V, V, F
b) F, V, F, V, F
c) F, V, F, V, V
d) V, F, F, V, F
e) F, F, F, V, V
36. (ESAF - EPPGG/2013) As competências e as atribuições dos Tribunais de Contas
foram ampliadas consideravelmente no que tange à abrangência e ao alcance dos
poderes até então conferidos a tais instituições e estão definidas, em linhas gerais,
no caso do Tribunal de Contas da União, nos Artigos 70 e 71 da Constituição Federal
de 1988, cujas disposições se aplicam, também, no que couber aos Tribunais de
Contas dos Estados, do Distrito Federal e aos Conselhos de Contas dos Municípios.
Da análise dos referidos artigos, conclui-se que o exercício das atribuições e
competências do Controle Externo Técnico visa garantir o estrito respeito aos
princípios fundamentais da administração pública, quais sejam: legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, princípios esses traçados no
Artigo 37 da mesma Constituição Federal. Os Tribunais de Contas, amparados por
suas competências constitucionais, desempenham, entre outras, as seguintes
atividades principais, assinale a opção correta.
a) Auxiliam o Poder Judiciário em suas atribuições de efetuar o julgamento do agente
titular de cada poder, emitindo parecer prévio recomendando a aprovação ou rejeição
de suas contas.
b) Julgam, por intermédio de analistas de orçamento e finanças do Poder Executivo,
as contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por dinheiros, bens e
valores públicos da administração direta e indireta, e as contas daqueles que derem
causa à perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário.
Assim o fazem emitindo decisão reprovando ou aprovando, com ou sem ressalvas,
as contas prestadas ou tomadas de tais responsáveis.
c) Procedem, por iniciativa própria ou por solicitação do Poder Judiciário, à
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos poderes
das respectivas esferas de governo e das demais entidades.
d) Apreciam, para fins de registro, mediante a emissão de acórdão, a legalidade dos
atos de admissão de pessoal, na administração direta e indireta, bem como a das

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concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias
posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório.
e) Da atribuição de julgador conferido aos Tribunais de Contas pelas atribuições do
Poder Judiciário previstas no texto constitucional, resulta, em consequência, a
competência sancionadora de imputar débito ou multa a cuja decisão a Constituição
Federal em seu art. 71, § 3o, conferiu a eficácia de título executivo, que é aquele que
goza de liquidez e certeza da decisão judicial.
37. (ESAF – AnaTA/MTUR/2014) A respeito do controle realizado pelo Tribunal de
Contas da União, analise as afirmativas abaixo, classificando-as em verdadeiras (V)
ou falsas (F).
Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) Os tribunais de contas, no desempenho de suas atribuições, podem realizar o
controle de constitucionalidade das leis.
( ) O Tribunal de Contas da União dispõe de competência para determinar a quebra
do sigilo bancário das pessoas submetidas a seu controle.
( ) No caso de contrato administrativo, cabe ao próprio Tribunal de Contas da União
sustar a sua execução, dando ciência dessa providência à Câmara dos Deputados e
ao Senado Federal.
a) F, V, V
b) V, F, F
c) V, V, V
d) F, F, V
e) V, F, V
38. (ESAF - ATPS/MPOG/2012) Segundo a Controladoria Geral da União (CGU) o
Controle Social tem a finalidade de verificar se o dinheiro público está sendo usado
de maneira adequada ou se está sendo desviado para outras finalidades. Isso
significa que o Controle Social permite:
a) substituir os controles realizados pelos órgãos que fiscalizam os recursos públicos.
b) substituir as ações de controle interno dos órgãos públicos pelo Controle Social.
c) complementar os controles realizados pelos órgãos que fiscalizam os recursos
públicos (que geralmente não dispõem de quantidade suficiente de fiscais e auditores
para monitorar e verificar cada despesa realizada).
d) que os cidadãos orientem a administração na gestão dos recursos públicos, mas
sem exigir que o gestor público preste contas de sua atuação.
e) substituir, mediante convênio entre entidades do Terceiro Setor e a administração
pública, os órgãos de controle interno.

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39. (ESAF - APO/MPOG/2010) Os sistemas de controle interno e de controle externo
da administração pública federal se caracterizam por:
a) constituírem um mecanismo de retroalimentação de uso obrigatório pelos sistemas
de Planejamento e Orçamento.
b) no caso do controle interno, integrar o Poder Executivo; no caso do controle
externo, integrar o Poder Judiciário.
c) serem instâncias julgadoras das contas prestadas por gestores e demais
responsáveis pelo uso de recursos públicos.
d) não poderem atuar ou se manifestar no caso de transferências voluntárias da União
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.
e) serem autônomos entre si, não havendo subordinação hierárquica entre um e
outro.
40. (ESAF - AFRFB/2005) Não inclui na finalidade do sistema de controle interno
federal, constitucionalmente previsto, a atividade de
a) avaliar os resultados, quanto à eficácia, eficiência e efetividade, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e entidades da Administração.
b) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias da União.
c) comprovar a legalidade da aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado.
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
e) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual.
41. (ESAF - PFN/2004) No que tange às atividades de controle interno e externo da
Administração Pública, assinale a opção correta.
a) A atividade do controle da União e da Administração indireta envolve a fiscalização
contábil, financeira, operacional e patrimonial, mas não diz respeito à matéria
orçamentária, eis que a forma de execução do orçamento é matéria típica do campo
discricionário do administrador público.
b) Por não envolver gastos públicos, não há controle interno ou externo sobre a
renúncia de receitas.
c) Nos termos de nossa Constituição Federal, o controle externo da União e da
Administração indireta correspondente está a cargo do Congresso Nacional, que o
exerce com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
d) O Tribunal de Contas da União julga não apenas as contas dos administradores e
demais responsáveis por dinheiros, valores e bens públicos, na órbita federal, mas
também as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República.

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