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Sebenta Português 12 Ano

Alberto Caeiro - «Poema décimo»

«Olá, guardador de rebanhos,


Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?»

«Que é vento, e que passa,


E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?»

«Muita coisa mais do que isso,


Fala-me de muitas outras coisas.
De memórias e de saudades
E de coisas que nunca foram.»

«Nunca ouviste passar o vento.


O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti.»

1. Neste poema nós vemos um diálogo entre dois sujeitos. Podemos nomear um de
sujeito poético (“guardador de rebanhos) e o outro de interlocutor (o que se cruza
no seu caminho). Ambos têm diferentes perspetivas da realidade.
1.1. Distingue, pois, a realidade para os dois sujeitos poéticos e evidencia as
diferenças entre a poesia de Alberto Caeiro e a de Fernando Pessoa ortónimo.

2. Demonstra como o estilo de Alberto Caeiro se revela neste poema

LILIANA VIEIRA CONDE 1


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Álvaro de Campos - «O que há em mim é sobretudo cansaço»


O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,


As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,


Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
1. Álvaro de Campos é caracterizado por ter três fases. Insere este poema na fase
correspondente, justificando com excertos do texto.
2. Evidencia o recurso estilístico que predomina na terceira estrofe e expõe o seu
valor estilístico.
3. O resultado das perspetivas de vida apresentada é diferente. Explica-o.
4. Os quatro últimos versos do poema são expressivos. Revela como o sujeito
poético conseguiu evidenciar este cansaço, anunciado desde logo no título.

LILIANA VIEIRA CONDE 2


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Ricardo Reis - «Sofro, Lídia, do medo do destino»

Sofro, Lídia, do medo do destino.


A leve pedra que um momento ergue
As lisas rodas do meu carro, aterra
Meu coração.

Tudo quanto me ameace de mudar-me


Para melhor que seja, odeio e fujo.
Deixem-me os deuses minha vida sempre
Sem renovar

Meus dias, mas que um passe e outro passe


Ficando eu sempre quase o mesmo, indo
Para a velhice como um dia entra
No anoitecer.
1. Neste poema há um medo visível da morte. Este é um tema recorrente em Ricardo
Reis. Demonstre como ele é construído ao longo do texto. (aqui tens de mostrar como
o tema é desenvolvido ao longo do texto – vê na pasta Métodos de Estudo, a análise
do texto poético).
2. Demonstre como a filosofia do estoicismo e do epicurismo estão presentes neste
poema.

LILIANA VIEIRA CONDE 3


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Resolução
Alberto Caeiro - «Poema décimo»

O interlocutor questiona o “guardador de


«Olá, guardador de rebanhos, rebanhos” sobre o que o vento lhe diz, ou
Aí à beira da estrada, seja, inquire-o sobre o que é realidade.
Que te diz o vento que passa?»

«Que é vento, e que passa, O “guardador de rebanhos” responde que é


E que já passou antes, apenas vento/realidade. Existiu antes e
E que passará depois. existirá depois.
E a ti o que te diz?»
E – a anáfora mostra a linguagem simples de
Caeiro e reforça a ideia de indiferença, pois o
vento existia antes e existirá depois.

«Muita coisa mais do que isso, A repetição da palavra “coisa(s)” remete para
Fala-me de muitas outras coisas. memórias, para uma quantidade enorme de
De memórias e de saudades acontecimentos passados, presentes e
E de coisas que nunca foram.» futuros, que surgem no interlocutor.

«Nunca ouviste passar o vento. Tudo isso são mentiras, pois a única realidade
O vento só fala do vento. é o presente/o vento. O interlocutor vive em
O que lhe ouviste foi mentira, mentira.
E a mentira está em ti.»

1. Neste poema nós vemos um diálogo entre dois sujeitos. Podemos nomear um de sujeito
poético (“guardador de rebanhos) e o outro de interlocutor (o que se cruza no seu caminho).
Ambos têm diferentes perspetivas da realidade.
1.1. Distingue, pois, a realidade para os dois sujeitos poéticos e evidencia as diferenças
entre a poesia de Alberto Caeiro e a de Fernando Pessoa ortónimo.

A realidade é distinta para os dois sujeitos poéticos. Enquanto que para o “guardador de
rebanhos” a realidade é apenas o sentir, sem pensar ou imaginar, uma vez que já existia antes
e existirá depois da sua existência (“Que é vento, e que passa”). A realidade é, assim, o momento
presente (“O vento só fala do vento”). Por conseguinte, o seu interlocutor defende que o
vento/realidade é muito mais, pois permite evocar a memória, o passado, a saudade e o futuro
(“De memórias e de saudades/E de coisas que nunca foram”).

Estas posturas distintas perante a vida parecem remeter para as filosofias de Fernando Pessoa
Ortónimo e de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa Ortónimo defende uma poesia assente no
fingimento artístico, no incómodo causado pelo pensamento, evadindo-se muitas vezes para o
sonho ou para a infância, o bem perdido, de forma a encontrar uma réstia de felicidade.

Por conseguinte, Alberto Caeiro, o mestre de todos os heterónimos e do próprio ortónimo,


defende uma realidade sem pensamento, sem dor, assente nas sensações do bem presente,
pois, como ele defende, “as coisas não têm significação, têm existência”. No final do poema,

LILIANA VIEIRA CONDE 4


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quando ele afirma “O que lhe ouviste foi mentira / E a mentira está em ti” parece que Caeiro
pretende referir-se a Fernando Pessoa como aquele que não consegue sentir as coisas como
elas são na realidade. Todavia, ao recordarmo-nos dos versos do ortónimo, este parece
responder-lhe: “Dizem que finjo ou minto / Tudo o que escrevo. Não. / Eu simplesmente sinto /
Com a imaginação. / Não uso o coração.”

Forma de construção da resposta:


1. Introdução;
2. Desenvolvimento, onde fui comprovando com exemplos textuais tudo o que ia
apresentando;
3. Fiz uma ponte para as características de cada um (ortónimo e heterónimo);
4. Relacionei estas características com o poema;
5. Conclusão, fazendo uma ponte para o Pessoa e o seu fingimento artístico;
6. Nota:
6.1. Alguns conectores de discurso: “enquanto que”, “assim”, “por conseguinte”, “pois”,
“todavia”;
6.2. Utilizei a expressão “parece ser”. Em análise de poemas não podemos apresentar
verdades absolutas, mas suposições, pois não fomos nós que escrevemos o poema e
não sabemos ao certo o que o autor pretendeu transmitir. Há casos em que o próprio
autor fez uma abordagem analítica aos seus poemas/obras e aí é possível dizer: Como
o autor afirma…

2. Demonstra como o estilo de Alberto Caeiro se revela neste poema


Alberto Caeiro é caracterizado pelo seu sensacionismo, por captar a realidade através das
sensações. Uma vez que só tem a instrução primária, toda essa capacidade de captar o real
é feita de uma forma bastante simples. O sujeito poético capta a realidade e expõe-na na
sua poesia com um estilo discursivo, argumentando a sua opinião. Aliás, se repararmos,
neste poemas vemos o sujeito lírico e o interlocutor a conversarem, o que lhes permitiu
apresentar os seus diferentes pontos de vista e a sua argumentação (“o vento só fala do
vento. / O que lhe ouviste foi mentira”).

A linguagem de Caeiro é também caracterizada por ser predominantemente simples,


familiar, com liberdade estrófica e rimática. A própria quadra remete para o popular. Há um
privilégio do substantivo em detrimento dos adjetivos, uma vez que ele se limita a
representar as sensações captadas na sua simplicidade.

Caeiro é o mestre do ortónimo e dos outros dois heterónimos e conseguiu-o com uma
linguagem simples, sem trabalho artístico da métrica e da estrofe. A poesia de Caeiro é,
assim, natural como ele.

LILIANA VIEIRA CONDE 5


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Álvaro de Campos - «O que há em mim é sobretudo cansaço»

O que há em mim é sobretudo cansaço —


Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,


As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,


Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

1. Álvaro de Campos é caracterizado por ter três fases. Insere este poema na fase
correspondente, justificando com excertos do texto.
Este poema pertence à terceira fase (intimista) de Álvaro de Campos, fase em que se verifica
um cansaço, um tédio, pelo excesso vivido na segunda fase, que não trouxe a felicidade
desejada (“Um supremíssimo cansaço”; “A subtileza das sensações inúteis, / As paixões
violentas por coisa nenhuma […]. Este cansaço.”) Esta é sem dúvida a fase em que Álvaro de
Campos parece ser uma extensão de Fernando Pessoa pelo seu tédio e angústia existencial.

Forma de construção da resposta:


1. Introdução, fazendo desde logo referência à terceira fase, identificando-a (“intimista”);
2. Justificação com exemplos textuais;
3. Conclusão, reforçando a sua posição na terceira fase e analogia com Fernando Pessoa.

LILIANA VIEIRA CONDE 6


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2. Evidencia o recurso estilístico que predomina na terceira estrofe e expõe o seu valor
estilístico.

Na terceira estrofe predomina a estrutura paralelística anafórica nas seguintes passagens: “Há
sem dúvida quem…” e “Porque eu…”. Esta estrutura permite a construção de um paradoxo, que
opõe o poeta aos outros.

Aos outros, “aos idealistas”, ele atribui o amor do infinito, o desejar o infinito e até o não desejar
nada. Porém, ele autocaracteriza-se por não ser nenhum destes idealistas. Ele afirma amar
“infinitamente o finito”, desejar “impossivelmente o possível” e querer “tudo, ou um pouco
mais, se puder ser, / ou até se não puder ser…”.

Em suma, com este recurso estilístico, pretende opor a sua postura à dos três tipos de idealistas.
Forma de construção da resposta:
1. Identificação do recurso estilístico e exemplificação/justificação com o texto;
2. Reforço da oposição entre os dois, seguido de conclusão.
Nota: A estrutura paralelística consiste na repetição da mesma estrutura sintática; a anáfora
é a repetição da mesma palavra no início de cada verso.

3. O resultado das perspetivas de vida apresentada é diferente. Explica-o.

A perspetiva de vida é diferente, logo, o resultado também será diferente. Para aqueles que
amam o infinito, a vida é “vivida ou sonhada”; para quem deseja o impossível, a vida é “vivida
ou sonhada”; para quem deseja o impossível, o sonho é “sonhado ou vivido”; para aqueles que
não querem nada, a vida é “a média entre tudo e nada”; e para o sujeito poético, a sua
perspetiva de vida só lhe aufere cansaço, mas com uma “felicidade” infecunda, pois ele descobre
uma razão para a sua fraqueza: a incapacidade de realização.

Em suma, todos são felizes, pois encontram as suas respostas de uma maneira diferente.
Forma de construção da resposta:
1. Introdução;
2. Desenvolvimento, fazendo a referência às estrofes três e quatro; a enumeração é feita,
recorrendo-se ao ponto e vírgula para não tornar a resposta extensa e complexa;
3. Conclusão, apresentando quem, segundo o sujeito poético, consegue ser feliz.

4. Os quatro últimos versos do poema são expressivos. Revela como o sujeito poético
conseguiu evidenciar este cansaço, anunciado desde logo no título.

Na última estrofe, o sujeito poético apresenta o resultado de cada perspetiva de vida. Nos
últimos quatro versos, ele acentua o seu cansaço, como sendo “infecundo”, “supremíssimo”. O
adjetivo no grau superlativo absoluto sintético (“supremíssimo”) é reforçado com a repetição
da sua terminação (“íssimo”). Esta repetição permite que a voz do sujeito poético se arraste,
fomentando, ainda mais, a ideia de cansaço.

Por fim, as reticências finais fecham o poema com a ideia de continuidade do cansaço, aquele
mesmo que já havia sido anunciado no título. É um cansaço normal (“cansaço assim mesmo, ele
mesmo, / Cansaço […]”, advindo da necessidade de amar “infinitamente o infinito”, desejar
“impossivelmente o possível” e porque quer “tudo, ou um pouco mais, se puder ser, / Ou até se
não puder ser …”

LILIANA VIEIRA CONDE 7


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Embora o cansaço seja normal e extremo, ele conduz à felicidade.


Forma de construção da resposta:
1. Introdução, partindo do geral para o particular (últimos quatro versos da estrofe);
2. Expliquei de que forma esta ideia foi sendo reforçada, justificando com exemplos;
3. Ponte com o título;
4. Conclusão, explicando em que consiste o cansaço.

LILIANA VIEIRA CONDE 8


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Ricardo Reis - «Sofro, Lídia, do medo do destino»


Sofro, Lídia, do medo do destino.
A leve pedra que um momento ergue
As lisas rodas do meu carro, aterra
Meu coração.

Tudo quanto me ameace de mudar-me


Para melhor que seja, odeio e fujo.
Deixem-me os deuses minha vida sempre
Sem renovar

Meus dias, mas que um passe e outro passe


Ficando eu sempre quase o mesmo, indo
Para a velhice como um dia entra
No anoitecer.
1. Neste poema há um medo visível da morte. Este é um tema recorrente em Ricardo
Reis. Demonstre como ele é construído ao longo do texto. (aqui tens de mostrar como
o tema é desenvolvido ao longo do texto – vê na pasta Métodos de Estudo, a análise
do texto poético).

O poema inicia com a confirmação do sujeito poético a Lídia do sofrimento que o destino lhe
causa (“Sofro, Lídia, do medo do destino”). Este medo da inexorabilidade da vida perante a
morte, vai estendendo as suas ramificações pelas restantes estrofes. Assim, nos restantes versos
da primeira estrofe, ele refere metaforicamente a brevidade da vida (“A leve pedra que um carro
ergue”) e pede ao coração que se acalme, que não se inquiete, para não sofrer (“As lisas rodas
do meu carro, aterra/ Meu coração.”)

Na segunda estrofe, ele afirma afastar-se de tudo o que o muda (“odeio e fujo”). Solicita aos
deuses, aqueles que também estão sujeitos ao fatum, que deixem a sua vida, sem interferir nela
(“Deixem-me os deuses minha vida sempre / Sem renovar”).

Por fim, na terceira estrofe, através de um enjambement, ele continua a ideia anterior: pedido
aos deuses para não interferirem na sua vida, que os seus dias passem, mas que ele fique “quase
o mesmo”. Termina o poema, afirmando que deseja ir para a velhice de uma forma natural
(“Para a velhice como um dia entra/ No anoitecer.”)

Em conclusão, ele começou o poema afirmando o seu medo perante a morte, foi aditando que
recusava a mudança e terminou o poema afirmando o seu caminho para a velhice/morte, de
uma forma muito natural.

Forma de construção da resposta:


1. Introdução, referindo o título e o tema;
2. Explicação das estrofes, justificando com exemplos;
3. Conclusão, sintetizando o que foi explicado.
Nota: enjambement ou encavalgamento – o verso de uma estrofe continua na estrofe
seguinte.

LILIANA VIEIRA CONDE 9


Sebenta Português 12 Ano

2. Demonstre como as filosofias do estoicismo e do epicurismo estão presentes neste


poema.

Ricardo Reis prima pelas filosofias do estoicismo e do epicurismo. Neste poema, essas
características estão bem evidentes.

O estoicismo caracteriza-se pela aceitação da nossa mortalidade, com calma. Na passagem


“Meus dias, mas que um passe e outro passe / Ficando eu sempre quase o mesmo […]”, notamos
esta aceitação da inexorabilidade da vida, sem resistência.

O epicurismo fez uma defesa da ataraxia, da inatividade, desfrutando apenas de todas as


emoções e prazeres, por exemplo, de uma forma moderada. Neste poema, o sujeito lírico
prefere resistir à mudança (“Tudo quanto me ameace de mudar-me / Para melhor que seja,
odeio e fujo”) e controlar as emoções (“aterra /Meu coração”) para não sofrer.

A própria referência aos deuses, que nada podem fazer e que não podem controlar o futuro, é
um reflexo desta disciplina epicurista (“Deixem-me os deuses minha vida […]”).

Em suma, este poema é um exemplo da filosofia ricardiana, assente em dois princípios: o


estoicismo e epicurismo.

Forma de construção da resposta:


1. Introdução, explicando as duas filosofias e depois da explicação, indiquei as passagens
onde se encontravam, explicando-as.
2. Conclusão.

LILIANA VIEIRA CONDE 10