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TUTORIA

FENÔMENOS DE
TRANSPORTE I
Curso: Engenharia Mecânica 10º Semestre

Disciplina: MAQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTES

Professor: Mattson

Acadêmicos: Everaldo de Paula Henriques RA: 1156377532


Introdução............................................................................................................4

1. Resumo do capítulo 01....................................................................................5

2. Resumo do capítulo 02..................................................................................10

3.Conclusão.......................................................................................................14

4.Bibliografia......................................................................................................14
Introdução:

Com o objetivo de estudar as características e comportamento dos fluidos, é


elaborado um resumo dos capítulos 01 e 02 do livro “BRUNETTI, F. Mecânica dos
Fluidos. São Paulo: Pearson, 2004”. Estes capítulos trás uma introdução científica aos
conceitos da mecânica dos fluidos que permite o equacionamento nos fenômenos do
transporte.

O estudo sistemático, elaborado junto ao professor em forma de Tutoria, trará


fundamentação para eliminação com a aprovação da disciplina de “Fenômenos do
Transporte I” ministrado no 4º semestre da Engenharia Mecânica do Centro
Universitário Anhanguera de Campo Grande.
O livro trás por título Fenômenos do Transporte, que é o nome da disciplina,
porém é importante ressaltar que se trata do estudo da mecânica dos fluidos.

01 – Resumo do Capítulo 01:

Este capítulo está focado na “Definição de Mecânica dos Fluidos”.

A mecânica dos fluidos é o ramo da mecânica que estuda o comportamento físico


dos fluidos e suas propriedades. A mecânica dos fluidos proporciona o estudo de
escoamentos de líquidos e gases; máquinas hidráulicas; aplicações de pneumática e
hidráulica industrial; sistemas de ventilação e ar condicionado; diversas aplicações na
área de aerodinâmica voltada para a indústria aeroespacial.

Para um avanço nas relações de matéria, é importante ressaltar quais as diferenças


fundamentais entre fluido e sólido.

A diferença fundamental entre sólido e fluido está relacionada com a estrutura


molecular.

Sólido: as moléculas sofrem forte força de atração, isto mostra o quão próximas se
encontram e é isto também que garante que o sólido tem um formato próprio.
Fluido: as moléculas tem certo grau de liberdade de movimento, e isto garante que
apresentam uma força de atração pequena e que não apresentam um formato próprio.

Na primeira classificação dos fluidos aparecem os líquidos, que apesar de não ter
um formato próprio, apresentam um volume próprio, isto implica que podem apresentar
uma superfície livre.

Depois apresenta se os gases e vapores, que além de apresentarem forças de


atração desprezível, não apresentarem nem um formato próprio e nem um volume
próprio, isto implica que ocupam todo o volume a eles oferecido.

Os fluidos não resistem a esforços tangenciais por menores que estes sejam, o que
implica que se deformam continuamente. Já os sólidos, a serem solicitados por esforços,
podem resistir deformar-se e ou até mesmo cisalhar.

Na Lei de Newton da viscosidade diz que a tensão de cisalhamento é diretamente


proporcional ao gradiente de velocidade propondo a seguinte equação: α τ
Newton descobriu que em muitos fluidos a tensão de cisalhamento é proporcional

ao gradiente de velocidade, isto é, à variação da velocidade com y. Onde representa o

estudo da variação da velocidade no meio fluido em relação a direção mais rápida desta
variação.

A constante de proporcionalidade da lei de Newton da viscosidade é a viscosidade


dinâmica, ou simplesmente viscosidade - µ.

τ = μ×

Viscosidade (µ) é a propriedade que indica a maior ou a menor dificuldade de o


fluido escoar.

Nos líquidos a viscosidade é diretamente proporcional à força de atração entre as


moléculas, portanto a viscosidade diminui com o aumento da temperatura.
Nos gases a viscosidade é diretamente proporcional a energia cinética das
moléculas, portanto a viscosidade aumenta com o aumento da temperatura.

Segunda classificação dos fluidos:

Os fluidos newtonianos são aqueles que obedecem à lei de Newton da


viscosidade, enquanto os fluidos não newtonianos são aqueles que não obedecem à lei
de Newton da viscosidade.

Escoamento laminar:

O escoamento no fluido não tendo deslocamento transversal de massa. Para


formulação matemática dele, Considera se v = f(y) sendo representado por uma
parábola.

Na simplificação prática da lei de Newton da viscosidade, conclui se que a


simplificação ocorre quando consideramos a espessura do fluido entre as placas o
suficientemente pequena para que a função representada por uma parábola seja
substituída por uma função linear.

V = a*y + b τ = μ×

Um conceito muito interessante no estudo deste capítulo é a massa específica


(Densidade) – ρ, sendo a massa de fluido por unidade de volume.

A partir daí, denomina se a equação dimensional:

[ρ] = M* = F* *T²

Outra propriedade é o Peso específico – γ

γ=

Equação dimensional: [γ] = M* * = F*


Com estas informações é possível determinar a relação entre peso específico e
massa específica.

γ= = = ρ*g

Define se Peso específico relativo -

γ=

Formulando a viscosidade cinemática (ν), obtém se a relação entre a viscosidade


dinâmica e a massa específica.

Podendo ser implementada a equação dimensional [ν] = L²*T-¹

02 - Resumo do capítulo 02:

O capítulo 02 estudará os fenômenos da estática dos fluidos, os quais


proporcionarão meios para equacionamento do trabalho dos fluidos.

A pressão, quando a força for normal será definida como: p =

Se a força for uniforme, denomina se: p =

Analisando pressão em torno de um ponto de um fluido em repouso ela será a


mesma em qualquer direção.

Através do Teorema de Stevin define se que A diferença de pressão entre dois


pontos do fluido em repouso é igual ao produto do peso específico do fluido pela
diferença de cotas dos dois pontos.

Σ =0

. dA + γ . dA . h = . dA denominando - = γ. h
Por essa linha de raciocínio, a pressão livre na superfície do líquido for nula a
pressão a qualquer profundidade é: p = . H

Já em gases a pressão se mantém praticamente constante, pois o peso específico é


pequeno.

Pela Lei de Pascal, a pressão aplicada em um ponto do fluido transmite-se


integralmente a todos os demais pontos do fluido.

Definindo “Carga de pressão”, conclui se que é a pressão em termos de


comprimento:

h=

Estudando escalas de pressão, para o estudo básico dos Fenômenos do


Transportes três escalas são importantes: Escala absoluta, escala efetiva ou relativa.

Na escala de pressão absoluta que adota como zero o vácuo absoluto, podemos
escrever:

Já a efetiva ou relativa é a escala de pressão que adota como zero a pressão


atmosférica local.

Para unidades de pressão, abordando o Sistema Internacional identifica se que: A


força aplicada é dada em Newtons (N) e a área em metro ao quadrado (m²). A unidade
N/m² também é usualmente chamada de Pascal (Pa).

Na prática industrial, muitas outras unidades são utilizadas como:

atm (atmosfera);

mmHg (milímetro de mercúrio);

kgf/cm² (quilograma força por centímetro ao quadrado);


bar (nomenclatura usual para pressão barométrica);

psi (libra por polegada ao quadrado);

e mca (metro de coluna d’água).

Pela Lei de Pascal, Os sistemas hidráulicos conseguem eliminar mecanismos


complicados como engrenagens, alavancas, etc. O fluido hidráulico então não está
sujeito a quebras tais como as peças mecânicas.

Trabalhando se os Fenômenos do Transporte, é indispensável o entendimento de


estudos da massa específica ou peso específico relativo que inclui um breve estudo de
medidas.

A medida da massa densidade baseia-se em geral, na determinação da massa de


um volume conhecido do fluido em estudo. Para isso, utiliza se o densímetro.

Ao ser introduzido no líquido, o densímetro flutua. Se o líquido é muito denso, o


volume do hidrômetro mergulhado será pequeno. Logo, à medida que a densidade do
líquido diminui, mais o densímetro submerge.

Outro instrumento utilizado é o viscosímetro. Como o próprio nome já diz, é


utilizado para medir a viscosidade, esse dispositivo pode ser idealizado de diversas
formas: Viscosímetro de cilindros coaxiais, viscosímetro de esferas e viscosímetro de
Saybolt.

Para medição de pressão temos o Barômetro, o Manômetro metálico ou de


Bourdon e também STRAIN – GAUGE. Em algumas ocasiões, tembém se utiliza
medidores de pressão capacitivos, coluna piezométrica ou piezômetro, tubo em U e
manômetros diferenciais.

Através da equação manométrica é possível extrair informações do sistema para


melhorar a aplicação dos instrumentos e controle das variáveis: - = γ. ( - )
Aprofundando mais nos Fenômenos do Transporte, aplica se um estudo sobre as
forças em superfícies submersas.

Quando o fluido está parado existe apenas tensão normal. A tensão normal surge
devido a pressão. A variação da pressão ocorre devido apenas ao peso do próprio fluido.

Estes conceitos são normalmente utilizados para corpos flutuando ou submersos,


represas hidroelétricas, armazenamento de líquidos.

Em superfícies planas a força hidrostática forma um sistema de forças paralelas.


Em muitas aplicações, deve se determinar a magnitude e a posição, que é chamado de
cetro de pressões. A pressão atmosférica pode ser desprezada nestes casos, pois aparece
nos dois lados de uma superfície.

Para determinação da força resultante num sistema aplica se a equação:

Dessa forma, verifica-se que a Força Resultante (F) é obtida pelo produto da
Pressão (ṗ) no CG pela sua própria Área (A). A partir daí também pode se identificar
também as forças em superfícies submersas.

A cinemática dos fluidos é a ramificação da dos Fenômenos do Transporte que


estuda o comportamento de um fluido em uma condição movimento. Podendo ser em
Regimes ou movimentos variado e permanente.

No RP as propriedades do fluido são invariáveis em cada ponto com o passar do


tempo. Velocidade, massa específica, pressão e temperatura constantes.

Estudando o comportamento dos fluidos em seus regimes, percebe se a existência


de dois tipos de escoamento separados por um escoamento de transição.

Escoamento laminar é aquele em que as partículas se deslocam em lâminas


individualizadas, sem troca de massa entre elas. E Escoamento turbulento é aquele em
que as partículas apresentam um movimento aleatório macroscópico, isto é, a
velocidade apresenta componentes transversais ao movimento geral do conjunto.

Com essas conclusões, Reynolds verificou que o fato do movimento ser laminar

ou turbulento depende do valor do número adimensional dado por:

Onde:

Re<2000 Escoamento laminar;

2000<Re<2400 Escoamento de transição

e Re>2400 Escoamento turbulento.

Para facilitar, quando Re, Eu e Fr forem adimensionais característicos do


fenômeno, adota se:

Logo:

Ficando:

Finalizando com:
Validando:

Lembrando que a aceleração da gravidade pode variar muito dependendo


do local. Neste caso K=1 adotando a Terra

Ainda no estudo do regime dos fluidos, é preciso definir o conceito de trajetória,


que é o lugar geométrico dos pontos ocupados por uma partícula em instantes
sucessivos. Outra definição importante também, para o equacionamento da mecânica
dos fluidos é a linha de corrente, que é a linha tangente aos vetores velocidade de
diferentes partículas no mesmo instante.

Depois de entender estes aspectos, é possível relacionar melhor o conceito de


vazão que está relacionada à velocidade média na seção.

No estudo de equação da energia para regime permanente e equação da


continuidade é possível a determinação da velocidade real de escoamentos, também
determinar a potência de máquinas hidráulicas, instalações hidráulicas em geral e
projetos de ventilação e ar condicionado.

Por isso adota se: ou ou

Para compreender o equilíbrio relativo dos fluidos em um sistema xyz, nota se que
estando ele em movimento de translação, após um instante de tempo, permanecerá em
equilíbrio se a aceleração permanecer constante.

Neste caso, pode se escrever a equação da seguinte forma:

Logo, continua se adotando o teorema de Stevin:


Para uma análise de um recipiente de rotação de velocidade angular constante,
adota se o seguinte modelo:

logo

Conclusão:

No estudo realizado nestes capítulos foi possível identificar a necessidade da


relação de unidades e fenômenos para o levantamento de estudos em fluidos, sendo
líquidos ou gasosos.

A adoção das grandezas físicas como veículo de modelamento de equações


permite simplificar um sistema através de somatória de energia.

Embora o equacionamento de sistemas fluidomecânicos necessitar de muitas


outras equações que são apresentadas nos próximos capítulos do livro, os princípios
básicos não mudarão. A diferença estará na exatidão de resultados adquiridos e estudos
mais avançados em Fenômenos do Transporte.

Bibliografia:

BRUNETTI, F. Mecânica dos Fluidos. São Paulo: Pearson, 2004. (Livro


principal)

FOX, Robert W; MCDONALD, Alan T., Introdução à mecânica dos Fluidos. 6ª


ed , Rio de Janeiro: LTC, 2006. (Material de Apoio complementar)