Nova Apostila de Constiucional

UNIDADE V - DIREITO DE NACIONALIDADE

O estudo da nacionalidade é importante para as questões de organização e participação políticas, na medida em que o poder emana do povo e é por este exercido, indiretamente (representação popular pelos partidos políticos) ou diretamente (plebiscito [consulta prévia do povo]; referendo [subsunção de uma determinada medida para aprovação ou não pelo eleitor]; iniciativa popular [apresentação pelo povo de um projeto de lei ao legislativo – art. 14, I-III]. Toda esta participação popular direta e indireta possui por pressupostos: nacionalidade; cidadania (lato sensu); exercício dos direitos políticos; representação popular pelos partidos políticos. 5.1 Conceito “Nacionalidade é o vínculo jurídico político que liga um indivíduo a um certo e determinado Estado, fazendo deste indivíduo um componente do povo, da dimensão pessoal deste Estado, capacitando-o a exigir sua proteção e sujeitando-o ao cumprimento de deveres impostos.” (MORAES, Alexandre de) “Nacionalidade é o vínculo jurídico que se estabelece entre um indivíduo e um Estado.” (ARAÚJO, Alberto; NUNES JR., Vidal) “O laço jurídico que liga as pessoas a uma determinada sociedade política caracteriza o que se entende por nacionalidade.” (SOUZA, Nelson O.) “Nacionalidade é o vínculo jurídico-político de Direito Público interno, que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado.” (V. PAULO; M. ALEXANDRINO) “Nacionalidade pode ser definida como o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado, fazendo com que esse indivíduo passe a integrar o povo daquele Estado e, por conseqüência, desfrute de direitos e submeta-se a obrigações.”(LENZA, Pedro) 5.2 Definições relacionadas à nacionalidade - Povo: povo é o conjunto humano de um Estado, a este unido pelo vínculo da nacionalidade. Portanto, são os nacionais que formam o povo, excetuando-se os estrangeiros. - População: é um conceito mais extenso que povo, pois corresponde ao número de habitantes de um país, de uma região etc., englobando-se neste conceito nacionais, estrangeiros e apátridas que habitam determinado local. - Nação: aglomerado humano que habita um determinado território, unidos por elementos históricos, culturais, econômicos, lingüísticos, étnicos, elementos estes que conferem a este aglomerado humano uma consciência coletiva, um sentimento de comunidade. A nação é o conjunto dos nacionais, excluídos os estrangeiros e os apátridas.

por não se enquadrar em nenhum critério estatal que lhe atribua nacionalidade. . Como a Itália adota o critério do ius sanguinis.Cidadania da União Européia: a cidadania européia foi estabelecida pelo tratado de Maastricht/de Roma.Estrangeiros: todos aqueles que não são tidos por nacionais.Cidadão: é o nacional (brasileiro nato ou naturalizado) no pleno gozo de seus direitos políticos e participantes da vida do Estado. as pessoas a que o Direito do Estado não atribuiu a qualidade de nacionais. Este é o conceito de cidadão em sentido estrito. por serem filhos de pais italianos. nascidos onde quer que seja. Entre os direitos de que gozam os cidadãos europeus destacam-se: . de cor vinho. Em muitas áreas os cidadãos europeus têm os mesmos ou similares direitos que os cidadãos nativos de outro Estado-membro. . são brasileiros pelo critério do ius solis. Dois ou mais estados reconhecem uma pessoa como seu nacional. cidadão em sentido amplo. sob as mesmas condições que os nacionais do Estado em que reside (artigo 19).o direito de voto e o direito de se candidatar às eleições locais (municipais) e européias em qualquer Estado-membro.. Acesso em 04 mai 2009. não o registrarem em repartição brasileira competente nem venha a residir no Brasil.: Os filhos de italiano. para ter a "Cidadania da União". .: o filho de brasileiro nascido na Itália.o direito da liberdade de movimento e residência em qualquer país membro da União e o direito de pleitear postos de trabalho em qualquer esfera. isto é. Ex. significa ser sujeito de direitos e deveres. A cidadania européia possibilita certos direitos e privilégios no seio da União Européia. . Ex. nascidos no Brasil. se seus pais não estiverem a serviço do Brasil. 1[1] Disponível em: <>. é uma manifestação do princípio da dignidade da pessoa humana. no caso de não haver representação diplomático-consular do Estado do qual o cidadão é nacional (artigo 20).o direito de proteção pelas autoridade diplomático-consulares de outro Estado-membro em um país extracomunitário. por seu nascimento. pelo senso comum.Polipátrida: é aquele que possui mais de uma nacionalidade. De acordo com o artigo 17 deste tratado. não adquire nenhuma nacionalidade. É aquele que. assinado em 1992. um indivíduo necessita ser anteriormente titular da nacionalidade de um Estado-membro. .Cidadania nos Estados-nação: no sentido técnico-jurídico. . . desde que seus pais não estejam a serviço da Itália.Apátrida: sem pátria (ou heimatlos). símbolo nacional e o título "União Européia" em suas línguas oficiais. todavia. não será brasileiro. . é a qualidade de quem é cidadão (titular de direitos políticos). com o nome do Estado-membro. são também italianos. porque o Brasil adota o critério ius solis. em relação a um determinado Estado. porque a Itália adota o critério ius sanguinis. à exceção de posições delicadas como a Defesa (artigo 18).1[1] Os Estados-membros também emitem passaportes com um mesmo desenho estético. em razão de o seu nascimento o enquadrar em distintas regras de aquisição de nacionalidade. nem italiano.

12. I b) + registro (art. 12. b) Tácita Só em 1891 (art. primeira parte) + residência e opção confirmativa = nacionalidade potestativa (art. a) Extraordinária (ou quinzenária) (art. 12. II.°. I c. 12. I c. a) 2) não-originários de países de língua portuguesa (art.Gráfico – NACIONALIDADE: espécies e formas de aquisição NACIONALIDADE PRIMÁRIA ORIGINÁRIA (brasileiro nato) ADQUIRIDA SECUNDÁRIA (brasileiro naturalizado) Regra: ius soli (art. segunda parte) Expressa Ordinária: 1) originários de países de língua portuguesa (art. I. CF/1891) . § 4. 12. 12. 12. II. 69. II. a) Exceção: ius sanguinis + critério funcional/a serviço do Brasil (art.

será nacional todo descendente (filho) de nacional. É. em regra pela naturalização. A CF/88 não adotou este critério de maneira pura. em alguns casos. após o nascimento. para que os descendentes dos imigrantes passassem a ser nacionais do novo país. volitiva. independentemente do local de nascimento. (b) ius solis (ou territorial): será nacional o nascido no território do Estado que adota este critério.ambos os critérios partem do nascimento da pessoa para a atribuição da nacionalidade primária: (a) ius sanguinis (origem sangüínea): funda-se no vínculo de sangue. portanto. . Confere-se aos estrangeiros e aos apátridas quando estão presentes sua vontade e a aquiescência do Estado. mas vale lembrar que. . É. há também a adoção do critério do ius sanguinis. em razão da emigração (para manter o vínculo quanto aos descendentes). não do de origem de seus pais. pois.4 Critérios de atribuição de nacionalidade originária .Nacionalidade primária/originária/involuntária: é estabelecida através do nascimento.Nacionalidade secundária/adquirida/voluntária: esta adquire-se por vontade própria. É o critério adotado pela maior parte dos Países Europeus. aquisição involuntária da nacionalidade. 5. independentemente da nacionalidade de seus ascendentes.3 Espécies de nacionalidade .5. Este critério é bastante utilizado pelos países com alto índice de imigração. levando-se em consideração aspectos sangüíneos. decorrente do nascimento ligado a um critério adotado pelo Estado – confere-se aos brasileiros natos. Esta é a regra adotada pela CF/88. mas mitigado por outros critérios (vide gráfico acima). territoriais ou mistos adotados pelo Estado.

consular. vige a regra do ius sanguinis + critério funcional (a serviço do Brasil). 3. os rios.pai ou mãe brasileiros (natos ou naturalizados = ius sanguinis) + nascimento no exterior + estarem a serviço do Brasil (serviço diplomático. b: os nascidos no estrangeiro.: redação do art.nascido no estrangeiro. . ainda que de pais estrangeiros. A única exceção é quando ambos os pais são estrangeiros e estejam (mesmo que apenas um deles) a serviço do país estrangeiro do qual são nacionais. Assim. 12 da CF/88: (a) art. 95. Obs.neste caso. primeira parte: os nascidos no estrangeiro. de pai brasileiro ou mãe brasileira. 12. são brasileiros natos somente aqueles que preenchem os requisitos do inciso I do art. serviço público da Administração Pública direta ou indireta de quaisquer das entidades políticas. serviço a entidades internacionais das quais o Brasil faça parte – mesmo que não tenha sido designado pelo Brasil [pois pode ter sido designado pela própria entidade]). . 12. em qualquer tempo. que tinha por base a ECR n. lagos. seu filho nascido em solo brasileiro será brasileiro nato. necessitava vir a residir no Brasil e registrar-se (a qualquer tempo – sem data para a opção de ser brasileiro). desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil: .2) venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. 12. I. 12. de 07/06/1994. c. onde quer que se encontrem. I) A CF/8 adotou a regra do ius solis. formando o território propriamente dito. bem como o espaço aéreo e o mar territorial. filho de pai ou mãe brasileira (ou ambos. por óbvio) que não estejam a serviço do Brasil.regra do ius solis: em princípio. baías. se estiverem a serviço de um terceiro país. pela nacionalidade brasileira: . as aeronaves civis brasileiras em vôo sobre o alto mar ou de passagem sobre águas territoriais ou espaços aéreos estrangeiros”. ilhas. ADCT: Os nascidos no estrangeiro entre 7 de junho de 1994 e a data da . desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou (c. de pai brasileiro ou mãe brasileira. I. . determinava que. a regra transitória do art.4. registrado em repartição brasileira (consulado ou embaixada brasileiros). a: os nascidos na República Federativa do Brasil. Por isso.ius sanguinis + critério de registro em repartição competente (consulado ou embaixada brasileiros).1 Hipóteses de aquisição primária/originária da nacionalidade – brasileiros natos (art. para o filho de pais brasileiros nascido no exterior adquirir a nacionalidade brasileira. os navios e as aeronaves de guerra brasileiros. desde que estes não estejam a serviço de seu país: .5. I. os navios mercantes brasileiros em alto mar ou de passagem em mar territorial estrangeiro. (c) art.por território brasileiro entende-se: “as terras delimitadas pelas fronteiras geográficas. anterior à EC 54/2007. golfos. I. basta que o nascimento tenha ocorrido em território brasileiro para que o indivíduo seja brasileiro nato. c. (b) art. mitigada pelo ius sanguinis somado a outros critérios. 12.

a ser confirmada pela opção.nascidos no estrangeiro de pai ou mãe brasileira que não estejam a serviço do Brasil + fixação de residência no Brasil a qualquer tempo + realização da opção a qualquer tempo. desde que venham a residir na República Federativa do Brasil e optem.015/1973.ius sanguinis + critério residencial + opção confirmativa. e que venha a residir no Brasil – consubstancia-se esta transcrição do registro no Registro Civil das Pessoas Naturais (do domicilio do incapaz ou de seus pais) – nacionalidade temporária. X). 109. A expressa. 12.STF: a fixação de residência no Brasil constitui o fato gerador da nacionalidade brasileira originária. c. poderão ser registrados em repartição diplomática ou consular brasileira competente ou em ofício de registro. se vierem a residir na República Federativa do Brasil. . segunda parte: os nascidos no estrangeiro. . considerando-se a nacionalidade brasileira para efeito de todos os direitos decorrentes da nacionalidade. posteriormente à maioridade. 29°. (EC n. c. 109. I. VII e § 2. pois a opção é personalíssima (STF). que se conclui com a sentença que homologa a opção. I. §§ 1. a naturalidade fica suspensa até o momento da homologação da opção*.2) expressa extraordinária/quinzenária. 12. de pai brasileiro ou mãe brasileira (não registrados em repartição brasileira). a. 54.°) Brasileiro naturalizado é o estrangeiro ou o apátrida que adquire a nacionalidade brasileira pela nacionalidade secundária ou adquirida. São duas as situações: (a) enquanto incapaz civilmente. . X).° e 2. Trata-se de uma nacionalidade temporária. (b) depois de adquirida a capacidade civil. 5. 12. de 20/09/2007) (d) art. São espécies de naturalização por nacionalidade secundária/adquirida: (a) tácita ou (b) expressa. filhos de pai brasileiro ou mãe brasileira. art. filho de pai ou mãe brasileiros que não estavam a serviço do Brasil à época do nascimento.promulgação desta Emenda Constitucional.°). depois da aquisição da maioridade civil. uma vez presentes os requisitos objetivos e subjetivos exigidos pela CF.*registro provisório*: é competência da Justiça Federal a apreciação do pedido de transcrição do termo de nascimento de menor nascido no estrangeiro. É a chamada nacionalidade potestativa (depende da manifestação da vontade). . b.5 Brasileiro naturalizado (art. pela nacionalidade brasileira: .1) expressa ordinária ou (b. em qualquer tempo. II.a *opção* pela nacionalidade brasileira é feita judicialmente. confirmando a nacionalidade brasileira primária e determinando a transcrição do registro de nascimento no Registro Civil das Pessoas Naturais. a ser ratificada após alcançada a maioridade civil (art. ainda pode ser (b. cujo efeito é ex tunc (retroage à data na fixação de residência em território brasileiro). em processo de jurisdição voluntária de competência da justiça Federal (art. é nacional por intermédio de um registro provisório* (Lei 6. c/c art. .

ª) Art. .exercício de profissão ou bens suficientes à sua manutenção e da família. .815/1980 – estatuto do estrangeiro). . Hoje não é mais adotada pelo Brasil. II. Pode-se dividir a naturalização expressa ordinária em duas possibilidades. por Juiz Federal. (b. assim como seus filhos menores. por crime doloso a que seja cominada pena de prisão superior a um ano (abstratamente considerada).815/1980 – estatuto do estrangeiro: .°. a. por força das regras jurídicas de naturalização. 112 da Lei n. 6. Somente após a entrega deste certificado é que se adquire a nacionalidade brasileira por naturalização. mas fazia parte da CF/1891. os procedimentos e características administrativas (tramitação no Ministério da Justiça e decisão final do Presidente da República).boa conduta e boa saúde. passariam a ser brasileiros naturalizados.inexistência de denúncia. . . no Brasil ou no exterior. Importante salientar que além da satisfação desses requisitos constitucionais e legais. além da formalidade jurisdicional (entrega do certificado de naturalização por Juiz Federal).capacidade civil segundo a lei brasileira. . A naturalização expressa tem por requisitos: ato voluntário do estrangeiro. (a) Naturalização tácita ou grande naturalização: adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizado.1) Naturalização expressa ordinária: o processo de naturalização deve respeitar os requisitos legais (Lei 6. pronúncia ou condenação no Brasil ou no exterior por crime doloso a que seja cominada pena mínima de prisão. II. . analisados pelo Ministério da Justiça. pela qual os estrangeiros que estivessem no Brasil em 15/11/1889 e que.ser registrado como permanente no Brasil (visto permanente). . abstratamente considerada superior a um ano. dentre eles a discricionariedade do Chefe do Poder Executivo Federal.A naturalização secundária tácita é por força de lei.inexistência de denúncia.residência contínua pelo prazo mínimo de quatro anos. são necessários o consentimento do Presidente da República e a efetiva entrega do certificado de naturalização. 12. Além destas. mediante a satisfação de requisitos constitucionais e legais. ainda se verifica o caso dos portugueses equiparados e da radicação precoce: 1. primeira parte – Estrangeiros não originários de países de língua portuguesa e apátridas: os requisitos para esta naturalização encontram-se no art.ler e escrever em português. 12. no prazo de seis meses após entrar em vigor a CF/1891. pronúncia ou condenação. no art. a e § 1. não declarassem a vontade de manter a nacionalidade de origem (estrangeira).

Cabo Verde. 22. o português não se torna brasileiro.cláusula de admissão de reciprocidade (prevista no diploma internacional V Convenção sobre Igualdade de Direitos e Deveres entre Brasileiros e Portugueses.por radicação precoce = estrangeiros que ingressarem no Brasil antes dos cinco anos de idade e que aqui fixarem-se definitivamente adquirem a nacionalidade brasileira (pela naturalização).815/80. o brasileiro residente em Portugal equipara-se ao português sem deixar de ser brasileiro e sem tornar-se português. segunda parte – vide acima). II.reconhecimento da equiparação pelo Ministério da Justiça. § 3. c/c Lei n. 12. Noutras palavras. a. Moçambique. . 12. c/c art. a. 12. substituído pelo Decreto 3. primeira parte. mas de equiparação do português residente no Brasil ao brasileiro. como pela equiparação aos brasileiros. . pode haver naturalização secundária expressa ordinária: . não se trata de naturalização. mas possui todos os direitos/deveres advindos na nacionalidade brasileira secundária (com as exceções constantes na própria Constituição – art. ratificada pelo Brasil e promulgada pelo Decreto 70. 115. neste caso sem se tornarem brasileiros e sem deixarem de serem portugueses. 12. .Portugueses equiparados a brasileiros . Açores.391/1972. Angola. segunda parte . II. primeira parte. segunda parte. não houve revogação da possibilidade de naturalização presente no Estatuto do Estrangeiro em casos de radicação precoce e de curso superior. Príncipe. art. e art. nem deixa de ser português. 12. desde que se manifestem nesse sentido até dois anos após adquirirem a capacidade civil. Assim.também aqui é necessária a aceitação do pedido pelo Presidente da República e a entrega do certificado de naturalização pela Justiça Federal. Obs.°. II. São requisitos para a equiparação de português a brasileiro: .ª) Art. a. mas sim recepção dessas possibilidades pela CF/1988. a. . c/c § 1.para o exercício dos direitos e deveres políticos ainda é necessário requerimento à Justiça Eleitoral + residência mínima de três anos no Brasil. conforme art. – Radicação precoce e curso superior . para todos os efeitos da nacionalidade. Goa.2.927/2001. . § 2. Guiné-Bissau. II.Art. Portugal. Em Portugal esta Convenção foi ratificada pelo Decreto Legislativo 126/1972). 116. I e II. XIII: como a norma constitucional determina que são brasileiros naturalizados os que.residência permanente no Brasil. .residência no Brasil por um ano ininterrupto + idoneidade moral + capacidade civil do optante (pois decorre de um ato de vontade). a. Timor Leste) adquiram a nacionalidade brasileira por naturalização são necessários os requisitos: .Originários de países de língua portuguesa: para que estrangeiros originários de países de língua portuguesa (Portugal. “na forma da lei” satisfizerem determinados requisitos.: O português pode optar tanto pela nacionalidade brasileira da mesma forma que os demais estrangeiros oriundos de países que falam a língua portuguesa (art. Da mesma forma. 12. Macau.°: neste caso. 6.°).Art. II.

mas.. 222) . como qualquer outro estrangeiro. 12.função (art. § 1.°) .2) Naturalização expressa extraordinária ou quinzenária: art. deve ser conferida a nacionalidade brasileira.cargos (art. II. não se estende aos filhos e cônjuges. Gráfico – Tratamento jurídico-constitucional de brasileiros natos e naturalizados BRASILEIROS NATOS NATURALIZADOS Regra: igualdade Exceções (somente nas hipóteses constitucionais-taxativas) . há mais de 15 anos ininterruptos (não significa que não possa ter havido afastamento do país neste período. LI) . Preenchidos os requisitos acima. 12. trata-se de direito constitucional subjetivo que não necessita da aquiescência por parte do Poder Executivo.direito de propriedade (art.°) . (b. Observa-se que. pois a Constituição não prevê a existência de lei infraconstitucional limitando a eficácia da norma constitucional. I) Português equiparado (art.residência fixa no Brasil.°. ao contrário. vindo a residir no Brasil antes de atingirem a capacidade civil. 12. 5. Ainda. São requisitos para a naturalização extraordinária: . 12. desde que a residência tenha sido contínua).requerimento do interessado.perda da nacionalidade (art.extradição (art. pois só a adquire aquele que preenche os requisitos legais. prevê simplesmente o requisito “desde que requeiram”. façam curso superior em território brasileiro e requeiram a nacionalidade brasileira até um ano após a conclusão do ensino superior (colação de grau). b. § 3. necessitam satisfazer as exigências legais (visto etc. .por conclusão de curso superior = nascidos no estrangeiros que. VII) . Assim.).ausência de condenação criminal.°. Para que estes possam estar em território brasileiro. 89. a naturalização é intransferível. . neste caso de naturalização extraordinária/quinzenária. naturalizando-se o até então estrangeiro. § 4.

(IV) Ministro do Supremo Tribunal Federal. § 3.° e 2. § 4. caput e §§ 1. 222. (III) Presidente do Senado Federal.observa-se que o cargo de Ministro da Relações Exteriores pode ser ocupado por brasileiro naturalizado.°. LI e LII + art. I) É proibida qualquer distinção entre brasileiros natos e naturalizados além daquelas previstas na própria Constituição (art. 12. 12.cargos (art. (V) carreira diplomática .°): determina a Constituição. 12.° + art. 12. § 3. VII + art. que são cargos privativos aos brasileiros natos: (I) Presidente e Vice-Presidente da República. 87 nada . 89. .5.°. (II) Presidente da Câmara dos Deputados.°).° + art.6 Tratamento diferenciado entre brasileiro nato e naturalizado (art. § 2. 5. uma vez que o art. taxativamente e sem possibilidade de ampliação pela legislação infraconstitucional.

§ 4. nato ou naturalizado. lembrando-se que é impossível a extradição de brasileiro nato. desta data em diante. caput e §§ 1. 5. VII): o Conselho da República. Os efeitos do cancelamento da nacionalidade brasileira são ex nunc.determinou em contrário e que somente o Ministro de Defesa está elencado entre os Ministros de Estado como sendo cargo privativo de brasileiro nato. na medida em que todas as demais funções são reservadas a brasileiros natos. § 4. somente o brasileiro naturalizado poderá perder a nacionalidade brasileira. I): nesta hipótese. I. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional (art. (VI) oficial das Forças Armadas. I.quando o brasileiro adquirir outra nacionalidade (art. § 4. à exceção de naturalizados que ocupem as funções de líder da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. II. Ainda. que é a naturalização por mais de 10 anos.: vício de consentimento na manifestação da vontade de naturalizar-se): .°. 12. 12. 12. jamais por outro processo de naturalização. para verificar em quais situações brasileiros naturalizados podem ser extraditados. CPC) ajuizada até dois anos após o transito em julgado da sentença que cancelou a naturalização. direta ou indiretamente. II): sempre que um brasileiro. conjuntamente com o requisito de que no mínimo 70% do capital social da empresa jornalística pertença. para fins de cancelamento dos direitos políticos. restando preservados todos os atos anteriores. 12. Constatam-se três requisitos: voluntariedade da conduta + capacidade civil do interessado + aquisição da nacionalidade estrangeira. . 89.quando o brasileiro tiver cancelada sua naturalização. 12. acrescidos os casos em que a nacionalidade fora conseguida com fraude à lei civil (ex. comunicando-se imediatamente a Justiça Eleitoral. órgão consultivo do Presidente da República.° e 2. . . I): ação de cancelamento da naturalização.propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens (art. .°): não há exclusão de o brasileiro naturalizado adquirir tal propriedade.°. a e b é que será possível ocorrer a perda do direito de nacionalidade. por sentença judicial. senão por meio de ação rescisória (arts. .°. II. adquirir outra nacionalidade. a e b) Somente nos casos previstos no art. ou seja.perda da nacionalidade pela prática de atividade nociva ao interesse nacional (art. por meio de processo administrativo movido pelo Ministério da Justiça e decreto do Presidente da República. voluntariamente. LI LII): vide anotações sobre Extradição. mas sim exigência de um requisito. Exige-se o trânsito em julgado da sentença (efeito ex nunc) e não poderá ser pleiteada nova naturalização. (VII) Ministro de Estado de Defesa.°.7 Perda do direito de nacionalidade (art. a estes caberá a gestão da atividade e a responsabilização editorial. ou o cargo de Ministro da Justiça. 485-495.°.extradição (art. que é proposta pelo Ministério Público contra brasileiro naturalizado que tenha tido atitude nociva ao interesse nacional. a brasileiros natos ou naturalizados a mais de 10 anos.funções (art. é formado apenas por brasileiros natos. perderá a nacionalidade brasileira. . 5. § 4.°. § 4. 222.

pois não poderá mais ser considerado brasileiro nato. se era brasileiro nato. por qualquer das causas do art. desde que existam elementos que atribuam nacionalidade ao interessado e não contrarie dispositivos constitucionais (Pedro Lenza). nos termos anteriores à perda. Como exemplo cita-se a nacionalidade italiana conferida pela Itália aos descendentes de italianos por procedimento administrativo. Postado por direitobunic às 13:40 2[2] Lei n. se estiver domiciliado no Brasil. 12 possui a mesma redação do inciso I da referida lei. Observa-se que o inciso II do § 4. se se conservasse brasileiro.°. ser naturalizado. II: (a) reconhecimento da nacionalidade originária pela lei estrangeira (art. se se tratava de brasileiro naturalizado que tenha perdido a nacionalidade brasileira por optar. no caso do art. § 4.°. . nos termos do art. se se apurar que o brasileiro. (b) imposição de naturalização.para que readquira a nacionalidade brasileira. É mera aquisição de uma segunda nacionalidade pelo critério ius sanguinis. Todavia. 818/1949. ao brasileiro residente em Estado estrangeiro. . § 2º A reaquisição. .° 818/1949. ao eleger outra nacionalidade. São exceções que não geram a perda na nacionalidade brasileira. e que o inciso II desta mesma lei não foi recepcionado pela CF/88. com entendimentos divergentes: . ou seja. haverá dupla nacionalidade. Meu entendimento é que sejam os requisitos da naturalização. II.° do art. 12.É possível readquirir a nacionalidade brasileira? Sim. como condição para permanência em seu território ou para o exercício dos direitos civis (art. não será concedida. Mantém-se a nacionalidade brasileira e a estrangeira (dupla nacionalidade). uma vez que deixou de sê-lo pela perda da nacionalidade (Alexandre de Moraes). não implicando na perda da nacionalidade brasileira. 36: O brasileiro que. 12. desta lei. II. idem. o fez para se eximir de deveres a cujo cumprimento estaria obrigado. art. § 4. pela norma estrangeira. 22. poderá readquiri-la por decreto. que elementos são estes.José Afonso da Silva refere que se readquire a nacionalidade por decreto. § 4. por outra nacionalidade.°. números I e II. o autor não explica. a): neste caso. 362[2] da Lei n. mas a imposição de aquisição de outra nacionalidade como único meio de exercer atividade profissional ou de permanecer em território estrangeiro. nº I. voluntariamente. vota a ser e. 22. previstas nas alíneas no art. b): nesses casos. não se constata a vontade de o brasileiro deixar de sê-lo.por decreto. deverá submeter-se às condições exigidas para a naturalização. 12. houver perdido a nacionalidade.

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