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O CAMINHO

FAZENDA DE SANTA CRUZ


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FAZENDA CAPÃO DO BISPO E FORTE


NO CAMPINHO

Caminho Imperial: de
rota histórica a símbolo
do esquecimento
Estrada que ligava residência de Dom Pedro I a Fazenda de
Santa Cruz ainda pode ser percorrida, mas tem marcos
abandonados

POR RENAN RODRIGUES


   
16/09/2018 4:30 / atualizado 16/09/2018 4:30

Se o incêndio que destruiu o Museu Nacional há duas semanas tivesse


ocorrido na época de Dom Pedro I, danificando o Paço de São Cristóvão,
como o palácio na Quinta da Boa Vista era então chamado, o destino do
imperador e da família era praticamente certo: passar uns dias na Fazenda
Imperial de Santa Cruz, endereço escolhido pelos nobres para “esfriar a
cabeça” e relaxar das pressões enfrentadas na residência oficial. O trajeto
acidentado de 53 quilômetros — 11 léguas, na medida do século XIX — que
levava até o refúgio pode ser percorrido ainda hoje, mas pouca gente se
dará conta de que está na Estrada Real de Santa Cruz ( ou Caminho
Imperial).
LEIA:Portugal promete ajudar na recuperação do acervo do Museu
Nacional
Louvre oferece ajuda para recuperar Museu Nacional

O CAMINHO

Instaladas na década de 2000, poucas placas informando o trajeto do Caminho Imperial


resistem: na foto, sinalização no Largo da Abolição, na Avenida Dom Hélder Câmara -
Márcia Foletto / Agência O Globo

Pouco restou dos 12 marcos de pedra que foram erguidos entre 1826
e 1827, um a cada légua, para indicar o percurso. Tombados pelo
Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, apenas seis resistiram ao
tempo e às mudanças urbanísticas. E são mistérios para quem anda
pelo Caminho Imperial: as placas com informações históricas foram
roubadas em quatro deles.

LEIA:Após destruição do Museu Nacional, MPF irá investigar


condição de museus localizados em São Paulo

Sebrae vai recorrer ao STF contra agência que vai reconstruir Museu
Nacional

A sinalização implementada pela prefeitura na década passada,


indicando as ruas por onde passava a comitiva dos imperadores,
também é deficiente. Poucas avenidas, como a Dom Hélder Câmara
e a Estrada Intendente Magalhães, ainda possuem referências ao
passado.

Além da importância histórica, o caminho hoje esquecido também


desempenhou um papel decisivo na interiorização da cidade,
segundo o arquiteto Rodrigo Bertamé, membro do Conselho de
Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ). Prova disso, diz ele, é
que, antes da construção da Avenida Brasil, o polo industrial
caminhou por parte do trajeto, nas regiões de São Cristóvão, do
Jacaré e da Avenida Dom Hélder Câmara:

— Temos uma ideia de uma cidade muito fragmentada, com bairros


distintos e características urbanas diferentes. Mas nós temos um elo.
Esse caminho é o elo. Acredito que, ao relembrar essa estrutura, que
passa no meio da cidade, você valoriza bairros que são esquecidos no
projeto de cidade.

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StoryMapJS | Leaflet | Map tiles by Stamen Design, under CC BY 3.0. Data by OpenStreetMap, under CC BY SA.

Márcia Foletto / Agência O Globo

Caminho
Imperial
Conhecida inicialmente como Caminho dos Jesuítas,
a rota entre os bairros de São Cristóvão e Santa Cruz
ganhou fama com a chegada da família real ao Rio,
que tomou as propriedades da igreja, entre elas a

Fazenda Imperial de Santa Cruz. O percurso de onze
léguas, o equivalente a pouco mais de 53
quilômetros, passou a se chamar Caminho Imperial.
Navegue pelos marcos que sobreviveram aos dias de
hoje:

Iniciar

FAZENDA DE
SANTA CRUZ
No passado, o ponto final do Caminho Imperial era a Fazenda de
Santa Cruz, que se tornou um bem da família após a expulsão dos
Jesuítas, em 1759. A propriedade onde Dom Pedro I descansou
durante seu deslocamento para São Paulo, em 1822, pouco antes de
proclamar a Independência, era uma das preferidas de Maria
Leopoldina, primeira esposa do monarca:

LEIA: Estátua de Dom Pedro II em frente ao Museu Nacional é


pichada

Perícia preliminar da PF não encontra sinais de curto-circuito no


Museu Nacional

— Ela gostava imensamente de ir para o Palácio de Santa Cruz,


porque aprendia sobre a botânica brasileira olhando as matas,
vegetais e também minerais — conta o historiador João Eurípedes
Franklin Leal, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
(IHGB) e professor benemérito da UniRio.

Especialista no subúrbio carioca, o historiador Rafael Mattoso


reforça a importância da propriedade:

— Ter um lugar para estar longe da pressão política que São


Cristóvão representava era um momento de paz necessário para
sobreviver. O reinado dele (Dom Pedro I) é muito curto, de 9 anos. É
compreensível que Dona Leopoldina gostasse de ficar em Santa Cruz
porque ela ficou conhecida como uma mulher que não gostava de
badalação, alguém que sempre foi mais reservada.

LEIA: Com medo de críticas, governo mantém Museu Nacional nas


mãos da UFRJ

Hoje, o antigo palácio abriga o Batalhão Escola de Engenharia do


Exército, na Praça Ruão. Desde o século XIX, o imóvel passou por
várias alterações. Ganhou mais um andar no Período Republicano
para aquartelar tropas. Para João Eurípedes, a beleza foi
comprometida:

— O casarão da Fazenda foi depois alterado, eu diria até adulterado,


pelo Exército, que o transformou num quartel. Prejudicou a
arquitetura. Se perdeu a beleza do prédio — reclama.

FAZENDA CAPÃO
DO BISPO E FORTE
NO CAMPINHO

Na Avenida Dom Hélder Câmara, uma das vias que compõe o percurso do Caminho
Imperial, a sede da fazenda do Capão do Bispo, construção do período dos jesuítas,
resiste - Márcia Foletto / Agência O Globo

Ainda há no caminho algumas construções que Dom Pedro I


avistava quando ia para a o palácio. É o caso da sede da Fazenda
Capão do Bispo, no número 4.616 da Avenida Dom Hélder Câmara.
Antigo engenho e uma das propriedades mais importantes da antiga
Freguesia de Inhaúma, o local está hoje em péssimo estado de
conservação.Também é possível encontrar as ruínas do Forte de
Nossa Senhora da Glória do Campinho, que resistem na Avenida
Ernani Cardoso, escondidas em meio à vegetação e construções mais
modernas.

LEIA: Segurança no Museu Nacional é reforçada para evitar


'garimpo' nos escombros

A Riotur afirmou reconhecer a importância turística e cultural do


Caminho Imperial e informou que pretende desenvolver planos de
fomento ao turismo na região em seu planejamento para 2019-2020.
Já a Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente
(Seconserma) disse que estuda trocar as placas furtadas dos marcos,
feitas de alumínio, por outras de resina, sem valor comercial.

O Instituto Pereira Passos acrescentou que informações históricas


sobre a região serão disponibilizadas em breve no “Data.Rio”, site
que reúne informações sobre o Rio de Janeiro.

PRECIOSIDADES DO CAMINHO IMPERIAL

Entrada da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão: Local era


residência oficial da Família Real Foto: Márcia Foletto / Agência O
Globo
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