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Gestão de empresas e planeamento estratégico

As empresas existem para fazer dinheiro e a atividade de fazer dinheiro precisa de


Planeamento e Organização. O leitor pode decidir não "gerir" a sua vida pessoal,
deixando-a "desenrolar-se" com o tempo, enfrentando as adversidades; é uma opção de
vida com vários inconvenientes e vantagens. As empresas, no entanto, invariavelmente,
exigem uma gestão estratégica profissional.

Mas se decidir começar um nova empresa, e simplesmente "esperar" que ela gere
dinheiro com o tempo, sem qualquer tipo de planeamento, na melhor das hipóteses, vai
aperceber-se de que a sua empresa não só é deficitária como estará num beco sem saída.
Nas próximas linhas, fazemos um esboço das principais funções da gestão de empresas
e damos uma perspetiva abrangente sobre como cada uma delas é gerida.

Planeamento e Gestão Estratégica


Esta palavra que parece tão importante, estratégia, na verdade significa algo de muito simples.
A estratégia das empresas envolve decidir para onde se quer ir e criar um mapa para lá chegar.
A estratégia empresarial passa por definir:

 O grupo específico de clientes - e as suas necessidades peculiares - nas quais se irá


concentrar. As empresas ganham dinheiro por fornecerem, de alguma forma, "valor"
aos seus clientes. Para fazer isso de forma eficaz, precisa de conceber uma ideia clara
sobre a atual caracterização do grupo de clientes que escolheu como alvo. Também
precisa de ter uma ideia clara sobre como as necessidades desse grupo de clientes
estão atualmente a ser servidas.
 Uma vez que as necessidades dos clientes estejam identificadas, terá que desenvolver
um plano para satisfazer essas necessidades de uma maneira eficiente, do ponto de
vista económico. Normalmente, haverá outras empresas que já encontraram essas
mesmas necessidades. Assim, o leitor terá que encontrar uma maneira de competir
com essas empresas para que os clientes optem pelos produtos ou serviços da sua
empresa, em vez dos da concorrência. O seu plano também terá que ter em conta o
custo de fornecimento dos seus produtos e o preço que os clientes estarão dispostos a
pagar, de modo a ser possível obter lucro.

O plano estratégico deverá especificar apenas os grandes objetivos a atingir, tais como o valor
do volume de negócios a alcançar ao fim de, digamos, cinco anos e os resultados líquidos que
se pretendem atingir no mesmo período de tempo. Os pequenos detalhes não deverão ser
considerados no planeamento estratégico, não se trata de um plano de ação usado no dia-a-
dia da empresa. Os planos de ação tomam as formas de planeamento de projetos e
planeamento operacional. Vamos analisar as principais características destes dois tipos de
plano.
Planeamento de Projetos e Planeamento Operacional
O planeamento de projetos e o planeamento operacional têm algumas características em
comum. Ambos envolvem:

 Definir objetivos de ações em áreas relevantes;


 Desenvolver programas de ações detalhados para atingir esses objetivos;
 Criar horários que especificam as metas de tempo e as sequências dos programas de
ação;
 Identificar o material, a mão-de-obra e os recursos financeiros necessários para
executar os programas dentro dos prazos previstos.

Onde o planeamento de projetos e o planeamento operacional diferem é na repetição do


planeamento (e execução) das ações. O planeamento de projetos lida com projetos pontuais,
enquanto o planeamento operacional e de gestão lida com processos repetitivos, como a
produção diária e as atividades de marketing, por exemplo.

Diferentes técnicas são utilizadas para os dois tipos de planeamento. O planeamento de


projetos utiliza técnicas como o PERT e o CPM. O planeamento operacional envolve o
desenvolvimento de cronogramas e orçamentos para cada uma das áreas funcionais, tais
como vendas, produção, aquisição de materiais, pessoal, entre outras, e a consolidação desses
planeamentos funcionais num planeamento consistente da empresa como um todo.

Gestão Operacional e de Projetos


A implementação bem-sucedida dos planos requer a atenção a uma série de questões:

 Os financiamentos necessários para adquirir e organizar os recursos devem ser


planeados;
 As atividades específicas envolvidas na execução dos planos devem ser discriminadas e
sequenciadas;
 As atividades devem ser iniciadas, muitas vezes dando instruções claras e relevantes
aos empregados;
 Os funcionários devem ser treinados e motivados para que realizem as suas tarefas
com um grau de eficácia aceitável;
 As entidades externas e as pessoas subcontratadas devem ser contactados e as
relações de trabalho estabelecidas;
 A constante monitorização do progresso deve ser feita formal e informalmente;
 O progresso deve ser comparado com os planos e as adaptações necessárias e as
ações devem ser implementadas para manter níveis aceitáveis de progresso.

Como é evidente, as empresas não podem prescindir de uma gestão profissional. Tantas coisas
têm que ser planeadas, coordenadas e monitoradas simultaneamente que se torna necessário
adotar uma abordagem sistemática para aumentar significativamente as possibilidades de
sucesso. Mesmo as empresas pequenas beneficiam com a adoção de ferramentas e processos
de gestão formais, onde o planeamento e controle de gestão é feito não apenas através da
cabeça do dono.