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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

Faculdade de Letras
Departamento de Letras Vernáculas

Professora: Mônica R. Nobre

SOBRE NARRAÇÃO, DESCRIÇÃO, DISSERTAÇÃO e ARGUMENTAÇÃO

Baseado em PLATÃO, F. e José Luís FIORIN. Lições de Texto: Leitura e redação. São Paulo,
Ática. 1996.

1. NARRATIVA E NARRAÇÃO – A narrativa é uma mudança de estado operada pela ação de


uma personagem. Mesmo que essa personagem não apareça no texto, está logicamente
implícita. Há dois tipos de mudança. O primeiro é aquele em que alguém passa a ter alguma
coisa que não tinha. O segundo tipo é aquele em que alguém deixa de ter alguma coisa que
tinha: quando uma pessoa fica pobre, deixa de ter riqueza. Assim, temos dois tipos básicos
de narrativa: de aquisição (as que relatam casos de alguém que enriquece, que adquire
conhecimento, se apaixona, se torna ressentido, ganha uma eleição) e de perda (as que
narram eventos de término de um amor, de demissão de um posto, de enlouquecimento).

Um texto narrativo não tem uma mudança apenas. São várias transformações. A narrativa
típica apresenta quatro mudanças de situação, sejam elas de aquisição ou perda:

a) Uma personagem passa a ter um querer ou um dever, um desejo ou uma necessidade de


fazer algo.
b) Uma personagem adquire um saber ou poder, a competência necessária para fazer algo.
c) A mudança principal da narrativa – a realização daquilo que se quer ou se deve fazer.
d) A transformação principal que ocorreu e que pode atribuir prêmios ou castigos às
personagens.

Toda narrativa tem essas quatro mudanças, mesmo que elas não sejam explicitamente
mencionadas, pois elas se pressupõem logicamente. Uma narrativa longa não tem uma única
sequência das quatro transformações descritas acima. Tem várias: essas sequências
coordenam-se umas às outras, implicam umas às outras, subordinam-se umas às outras.

A DIFERENÇA ENTRE A NARRATIVA E A NARRAÇÃO

A narratividade é um elemento que pode existir em textos que não são narrações. A
narratividade é a transformação de situações.

Exemplo: A abertura da economia brasileira foi necessária, pois só a livre concorrência pôde tornar
as empresas mais competitivas.

O texto é tipicamente dissertativo (a ver mais adiante), mas, apresenta um componente


narrativo; há duas mudanças de situação – passagem do fechamento à abertura e da não-
competitividade para a competitividade.

Então, o que é a NARRAÇÃO ?

A narração é um tipo de narrativa que tem as seguintes características básicas:


a) É um conjunto de transformações de situações referentes a personagens determinadas,
mesmo que sejam coletivas (o povo brasileiro) ou particulares, num tempo preciso e
espaço bem configurado.
b) O trabalho com personagens, situações, tempos e espaços bem determinados,
predominantemente com termos concretos, sendo, portanto, um texto figurativo.
c) Há uma progressão temporal entre os acontecimentos relatados, com eventos
concomitantes, anteriores ou posteriores uns aos outros. No caso dessa ordem sofrer
alterações cronológicas, o autor precisa assinalar as marcas do tempo (vide Memórias
Póstumas de Brás Cubas, em que Machado de Assis começa pela morte do narrador, seguindo-se o
nascimento, a infância, a vida adulta.)
d) Os tempos verbais do pretérito (pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-
que-perfeito e futuro do pretérito) fazem o conjunto de tempos verbais por excelência,
de uma narração.

Existe, também, a chamada narrativa profética, em que os acontecimentos narrados


são vistos como posteriores à narração. É o caso dos horóscopos, previsões
meteorológicas e profecias. Os tempos verbais, nesse caso, são os do futuro do presente
e o próprio presente. Exemplo: Quando o Senhor vos tiver dado o pão da angústia e a água da
aflição, aquele que te ensina não se esconderá mais e teus olhos verão aquele que te instrui...
(Isaías, 30, 2-23).

PROPOSTA DE EXERCÍCIOS

VALSINHA
(Chico Buarque de Hollanda)

Um dia ele chegou tão diferente


Do seu jeito de sempre chegar. Como há muito tempo
Olhou-a de um jeito muito mais quente Não se usava dar
Do que sempre costumava olhar. E cheios de ternura e graça
E não maldisse a vida tanto Foram para a praça
Quanto era seu jeito de sempre falar. E começaram a se abraçar.
E nem deixou-a só num canto E ali dançaram tanta dança
Pra seu grande espanto Que a vizinhança toda despertou
Convidou-a pra rodar. E foi tanta felicidade
Então ela se fez bonita Que toda a cidade se iluminou
Como há muito tempo não queria ousar E foram tantos beijos loucos
Com seu vestido decotado Tantos gritos roucos
Cheirando a guardado Como não se ouviam mais
De tanto esperar. Que o mundo compreendeu
Depois os dois deram-se os braços E o dia amanheceu em paz.

I. OS DOIS PRIMEIROS VERSOS RELATAM UMA TRANSFORMAÇÃO: ELE CHEGAVA


HABITUALMENTE DE UM JEITO E PASSOU A CHEGAR DE OUTRO. COMO ELE CHEGAVA
HABITUALMENTE ?

II. NAQUELE DIA, UMA DAS ATITUDES DELE CAUSOU SURPRESA. QUE ATITUDE FOI
ESSA ?

III. QUAL TRANSFORMAÇÃO SE DEU COM ELE QUE DESENCADEOU UMA TRANSFORMAÇÃO
NELA ?

IV. PODE-SE DIZER QUE O TEXTO ESTABELECE UMA RELAÇÃO DE SEMELHANÇA ENTRE A
VALSA, O JOGO AMOROSO E AS RELAÇÕES HUMANAS ? Se sim, explique.

V. PROPOSTA DE REDAÇÃO: Conte um fato surpreendente, alegre ou triste pelo qual


você tenha passado, em um parágrafo.
2. DESCRIÇÃO – Toda descrição reduz-se à enumeração das partes e dos aspectos de uma
coisa vista, e esse inventário pode ser elaborado numa ordem qualquer, o que introduz na
execução uma espécie de acaso. (Paul Valéry).
“Acha-se ali sozinha e sentada ao piano uma bela e nobre figura de moça. As linhas do perfil desenham-se
distintamente entre o ébano da caixa do piano e as bastas madeixas ainda mais negras, que fascinam os olhos,
enlevam a mente e paralisam toda análise. A tez é como o marfim do teclado, alva que não deslumbra,
embaçada por uma nuança delicada, que não sabereis dizer se é leve palidez ou cor-de-rosa desmaiada. (...) Os
cabelos soltos e fortemente ondulados se despenham caracolando pelos ombros em espessos e luzidios rolos, e
como franjas negras escondiam quase completamente o dorso da cadeira a que se achava recostada. (...) Os
encantos da gentil senhora eram ainda realçados pela singeleza e, diremos, quase pobreza do modesto trajar.
Um vestido de chita ordinária azul-clara desenhava-lhe perfeitamente com encantadora simplicidade o porte
esbelto e a cintura delicada (...)” (A Escrava Isaura – Bernardo Guimarães)

CARACTERÍSTICAS:

a) Texto figurativo: constroi-se predominantemente com elementos concretos – piano,


moça, perfil, ébano, madeixas, negras, tez, marfim, teclado etc.

b) Ocorrências simultâneas: ao mesmo tempo em que está sentada sozinha ao piano, seu
perfil desenha-se entre o ébano da caixa do piano.

c) Verbos de estado: acha-se, é ...

d) Foco na descrição corporal da moça. Não existe relação de anterioridade ou


posterioridade entre os enunciados. Há inexistência de progressão temporal. A descrição
é mais espacial.

e) Esses textos iniciam com descrição para, depois, converterem-se em narração, pois a
expectativa é de que haverá mudanças no estado de coisas.

f) A descrição não é algo supérfluo ou meramente ornamental em um texto; tem uma


funcionalidade, pois fixa caracteres, dá qualificações para as personagens, espaços,
tempos. Esses elementos presentes na descrição terão um papel no desenvolvimento de
uma trama narrativa.

g) A descrição não é neutra, pois, a partir dos elementos selecionados e da forma como
são apresentados, revela-se uma visão de mundo do autor.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
A ARTE DE SER FELIZ

Houve um tempo em que minha janela crianças que vão para a escola. Pardais
se abria sobre uma cidade que parecia que pulam pelo muro. Gatos que abrem
ser feita de giz. Perto da janela havia um e fecham os olhos, sonhando com
pequeno jardim quase seco. pardais. Borboletas brancas, duas a
Era uma época de estiagem, de terra duas, como refletidas no espelho do ar.
esfarelada, e o jardim parecia morto. Marimbondos que sempre me parecem
Mas todas as manhãs vinha um pobre personagens de Lope de Vega. Às
com um balde e, em silêncio, ia atirando vezes um galo canta. Às vezes um
com a mão umas gotas de água sobre avião passa. Tudo está certo, no seu
as plantas. Não era uma rega: era uma lugar, cumprindo o seu destino. E eu me
espécie de aspersão ritual, para que o sinto completamente feliz.
jardim não morresse. E eu olhava para Mas, quando falo dessas pequenas
as plantas, para o homem, para as gotas felicidades certas, que estão diante de
de água que caíam de seus dedos cada janela, uns dizem que essas coisas
magros e meu coração ficava não existem, outros que só existem
completamente feliz. diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a
Às vezes abro a janela e encontro o
olhar, para poder vê-las assim.
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
(Cecília Meireles)

I. DESCREVA UM LOCAL EM QUE VOCÊ GOSTE DE FICAR ou

II. DESCREVA UM LOCAL EM QUE VOCÊ GOSTARIA DE ESTAR ou

III. DESCREVA UM LOCAL EM QUE VOCÊ NÃO GOSTA DE FICAR ou

IV. DESCREVA UM LOCAL EM QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA DE FICAR.

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3. DISSERTAÇÃO – É o texto que interpreta, analisa, explica e avalia a realidade.

CARACTERÍSTICAS:

a) Ao contrário do texto narrativo e do texto descritivo, a dissertação é TEMÁTICA – não


trata de episódios ou de seres concretos e particularizados, mas de análises e
interpretações genéricas válidas para muitos casos concretos e particulares. A
dissertação opera predominantemente com termos abstratos.

b) Também pode mostrar mudanças de situação.

c) Ao contrário do texto narrativo, a ordenação é lógica e obedece às relações de analogia,


pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação.

PROPOSTA DE DISSERTAÇÃO

(Ricardo B. de Araújo, artigo extraído da Revista


Ciência Hoje, ano I, 1, de jul./ago. de 1982).

A torcida possui a propriedade de reunir, “na mesma massa”, pessoas situadas em posições
sociais diversas, homogeneizando, em torno de clubes, as suas diferenças. Nesse processo, um
mecanismo extremamente importante é o uniforme de cada clube: ao mesmo tempo que separa e
distingue cada uma das torcidas, ele “despe” cada torcedor de sua identidade civil, e o integra em
um novo contexto, profundamente indiferenciado.
Nesse contexto de massa que é a torcida, inexistem desigualdades, pelo menos em
princípio. Todos estão ali reunidos pela paixão, para torcer por um dos clubes e, portanto, cada
torcedor tem, nesse momento, os mesmos direitos que qualquer outro.(...)
Qualquer torcedor pode, inclusive, discordar das “autoridades” em futebol, dos técnicos,
dirigentes ou comentaristas, sem que sua interpretação seja considerada insolente ou descabida.
Este é um contexto em que, de alguma forma, todo mundo tem opinião, e todos têm o direito de
exprimi-la, ou seja, são livres para explicitá-la sem sofrer qualquer constrangimento. É exatamente
por isso que as discussões sobre futebol são consideradas “intermináveis”. Na verdade, esta
impressão é causada pela própria dificuldade de se chegar a algum consenso num ambiente tão
pluralista e democrático. (...)

SUGESTÕES PARA REDAÇÃO

A) A TORCIDA DE FUTEBOL É UM EXEMPLO DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL, POIS ENTRE OS TORCEDORES


NÃO EXISTE DIFERENÇA DE CLASSES ou

B) SE TODA SOCIEDADE SEGUISSE O EXEMPLO DE UMA TORCIDA DE FUTEBOL, NÃO SE CHEGARIA


NUNCA A DECISÃO NENHUMA, POIS TODA DISCUSSÃO SERIA INTERMINÁVEL ou

C) DO PONTO DE VISTA DESSE TEXTO, A TORCIDA É UM MECANISMO SOCIAL DE PARTICIPAÇÃO E NÃO


DE ALIENAÇÃO ou
D) NUMA ORGANIZAÇÃO DEMOCRÁTICA, COMO É UMA TORCIDA DE FUTEBOL, TUDO SE IGUALA, O
QUE INDUZ A COMPORTAMENTOS PADRONIZADOS, SEM NENHUM TRAÇO DE ORIGINALIDADE.
4. ARGUMENTAÇÃO – Podemos convencer alguém de alguma coisa com raciocínios que não são
logicamente demonstráveis, mas que são plausíveis. Quando a publicidade de um desodorante nos
diz: “Tiramos a fragrância e mantivemos toda a proteção”, o raciocínio implícito é que o efeito
deve se produzir. A conclusão que a publicidade encaminha pode não ser necessariamente
verdadeira, mas possivelmente correta. Por isso argumenta-se não só com aquilo que é
necessariamente certo, mas com o que é possível, plausível, provável.

A argumentação, quando bem construída, dá consistência ao texto, produzindo a sensação de


realidade ou impressão de verdade. Acreditamos no texto que está falando sobre assuntos reais ou
verdadeiros.

TIPOS DE ARGUMENTOS:

IV.1 – Argumento de autoridade – é a citação de autores renomados, de autoridades num


certo domínio do saber, para corroborar uma tese, um ponto de vista. O uso de citações
cria a imagem de que o falante conhece bem o assunto que está discutindo, porque já
leu o que sobre ele pensaram outros autores.

IV.2 – Argumento baseado no consenso – são proposições evidentes por si mesmas e,


portanto, indemonstráveis. Exemplos: o todo é maior do que a parte; dias quantidades
iguais a uma terceira são iguais entre si; a educação é a base do desenvolvimento. Não
se deve, no entanto, confundir argumento baseado no consenso com lugares-comuns
carentes de base científica, de validade discutível, ou baseados em preconceitos do
tipo: o brasileiro é indolente; só o amor constrói.

IV.3 – Argumentos baseados em provas concretas - Qualquer argumento terá muito mais
peso se a opinião estiver baseada em fatos comprobatórios. Os dados devem ser
pertinentes, suficientes, adequados, fidedignos. Se alguém diz Nenhum europeu toma
banho todos os dias, basta que se cite UM que o faça para que o argumento deixe de ter
validade. As provas concretas podem ser cifras estatísticas, dados históricos, fatos da
experiência cotidiana.

IV.4 – Argumentos com base em raciocínio lógico – O raciocínio lógico diz respeito à
próprias relações entre proposições. A argumentação baseia-se nas relações de causa e
consequência. Nada é pior para convencer do que um texto sem coerência lógica, que
diz e se desdiz, que apresenta afirmações que não se implicam umas às outras, que está
cheio de contradições.

IV.5 – Argumentos da competência linguística – o modo de dizer dá confiabilidade ao que se


diz. Utilizar um vocabulário adequado à situação de interlocução dá credibilidade à
informações. Um médico se vale de termos científicos para fazer uma exposição sobre
suas experiências; um professor precisa ser capaz de usar a norma culta ou achamos
que ele não conhece a disciplina que ministra.

Para tornar o texto convincente, a argumentação precisa ser resultado da


exploração de recursos que levem esse texto a parecer verdadeiro, de modo
que o leitor creia no que está lendo.
UM ARRISCADO ESPORTE NACIONAL

(Geraldo Medeiros – Médico endocrinologista, VEJA, dez de 1985)

Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médico e de louco todos temos um
pouco. Esse problema, no entanto, jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como
atualmente. Qualquer farmácia conta com um arsenal de armas de guerra para combater
doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas
realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se
automedicam. (...)
Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em
cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para
que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a
maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo
maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para manter a juventude. Qualquer que seja a
causa, os resultados podem ser danosos.
É comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma gripe banal leve um brasileiro a ingerir
doses insuficientes ou inadequadas de antibióticos fortíssimos, reservados para infecções graves
e com indicação precisa. Quem age assim está ensinando bactérias a se tornarem resistentes a
antibióticos. (...)

I. O TÍTULO DO ARTIGO É SUGESTIVO e ATRAENTE ?


II. QUE ARGUMENTO(S) O AUTOR USA PARA CONFIRMAR QUE “a automedicação jamais
adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente” ?
III. Ao dizer: “Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos,
leitura...” em termos de força argumentativa, essa passagem é mais ou menos
convincente do que “Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas
metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam.”

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Desafio do Center Norte é recuperar sua imagem, diz especialista

EVANDRO SPINELLI – Folha de São Paulo – 2 de outubro de 2011

“Corredores vazios e consumidores desconfiados. Mais do que solucionar a questão ambiental, que
pode interditar o prédio, o Shopping Center Norte terá de se preocupar em recuperar sua imagem. Os
efeitos da crise que envolve o shopping - com notícias de contaminação por gás metano e risco de
explosões - sobre a imagem dele podem ter efeitos duradouros e prolongados. Antes lotado, o Center
Norte já sente o reflexo da crise. Lojistas apontam forte queda nas vendas.”

"Depois do primeiro momento [da crise], é preciso montar um plano de relacionamento para
recuperar a imagem. Sem isso, a empresa pode até fechar", diz Flávio Schmidt, presidente do
Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas.

SUA TAREFA É A DE ESCREVER UM TEXTO PARA TENTAR RECUPERAR A (BOA) IMAGEM DO


SHOPPING CENTER NORTE.

Notícia completa para pesquisa em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/984408-


desafio-do-center-norte-e-recuperar-sua-imagem-diz-especialista.shtml

OS QUATRO TEXTOS PEDIDOS COMO PROPOSTAS DE REDAÇÃO DEVERÃO SER ENTREGUES ATÉ
O DIA 31 DE OUTUBRO DO CORRENTE, EM FOLHA DE PAPEL ALMAÇO E VALERÃO COMO NOTA
PARCIAL DO SEMESTRE.