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Escola Secundária de Manhiça

Trabalho de Educação Física

Tema: Monografia Ginástica

Turma 6: 2019

12a Classe Turma 6

Adnerio Samuel Mazivila

Deisy Diana Garião

Estêvão Hélder Zita

Edmilson Alexandrina Nguenha

Euclides Idrisse Chitlhango

Epifânio Dalton Albino Tembeo

Luidino Flávio Matusse

Noa Alfredo Muchaumbe

Núbia Maura H.Ngovene

Brochura de Educação Física

Classificação:__________valores Data: 20 de Março de 2019

O professor: ______________ Professor Felisberto

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Introdução

A presente brochura insere se no âmbito dos trabalhos de pesquisa escolar organizados pelo professor Felisberto
da Escola Secundária da Manhiça, a temática escolhida foi Ginástica, é aqui onde vamos falar da origem e
evolução da Ginástica, dos distintos tipos de Ginástica e da Ginástica como matéria da disciplina de Educação
Física.

Para melhor organização e compressão deste artigo o mesmo apresenta se em títulos (à negrito), subtítulos, e
subtemas. É importante citar que não podemos falar de um certo tema sem darmos o conceito primeiramente e
falarmos por último da sua importância.

Ao fazer a leitura completa deste enunciado devemos ser capazes de fazer uma resenha simples e bem
informativa sobre os assuntos acima referidos. É importante que façamos uma leitura calma de tal modo que
possamos compreender com exactidão a final do que se esta e como se aborda a temática Ginástica.

Índice
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Assuntos página

Introdução………………………………………………………………………………………………………..1

Ginástica e sua História…………………………………………………………….…………………............3

Conceito e tipos de Ginástica……………………………………………………………..…………………...6

Conteudos e estruturas da Ginástica…………………………………………………….............................7

Ginástica em Moçambique…………………………….............................................................................8

A Educação Física escolar e a ginástica enquanto conteúdo…………………………...…………………8

Referencias bibliograficas…………………………..................................................................................9

Conclusão………….…………………………….....................................................................................10

Ginástica

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A ginástica é a ciência racional de nossos movimentos, de suas relações com nossos sentidos, inteligência,
sentimentos e costumes, é o completo desenvolvimento de nossas faculdades. É a ciência do movimento racional,
sujeito a uma disciplina e a um fim prático. O termo ginástica é oriundo do grego “gymnádzein”, que significa
treinar. Desenvolveu-se na Grécia Antiga, onde alcançou lugar de destaque, tornando-se uma actividade
fundamental para o crescimento da pessoa.

Com o domínio romano, o desporto esteve em desuso, retomando com ênfase no final do século XVIII, na
Europa, com a Escola Alemã, caracterizada por movimentos lentos e ritmados, e com a Escola Sueca, que
introduziu aparelhos em sua prática. Essas exerceram influência no desenvolvimento do sistema de exercícios
físicos idealizado por Friedrich Ludwig Jahn.

A ginástica localizada consiste em uma série de exercícios com número elevado de repetições para grupos
musculares diferentes, com o objectivo de moldá-los ou defini-los. É uma das actividades mais requisitadas nas
academias, por pessoas que desejam melhorar o tônus muscular nas regiões abdominais, coxas, glúteos, parte
posterior de membros superiores. A ginástica melhora a postura, a disposição física, auxilia no emagrecimento,
proporciona bem-estar, ajuda a reduzir os riscos de lesões.

História da Ginástica

A evidência mais antiga da existência da Ginástica é datada de 2700-1400 antes de Cristo.

A palavra Ginástica deriva do grego. Os homens da altura executavam os exercícios nus, daí a palavra
"Gymnos" que significa nu.

No entanto, a ginástica surgiu na china há milhares de anos. Onde a acrobacia fazia parte integrante do culto
religioso. Na Grécia, no ano 400 A.C. a Ginástica englobava a Ginástica de manutenção, o Atletismo e a Esgrima.
Estas actividades eram utilizadas como forma de estabelecer o Ser Humano.

Na Roma Antiga, um pouco mais tarde, a ginástica era utilizada para ajudar os homens na sua preparação física
para a arte de guerrear. Após a vitória do catolicismo e o declínio de Império Romano a Ginástica afundou-se e
desapareceu durante mais de mil anos.

Na Europa, a acrobacia viria a ser implementada no período da Idade Média, com o aparecimento de grande
número de funâmbulos e saltimbancos em jogos de circo que mais se assemelhavam ou prendiam com exercícios
no solo. Foi no século XIX, que se notou a grande evolução da Ginástica, na Europa, com o aparecimento de três
linhas doutrinárias distintas.

A linha Doutrinária Francesa, esta doutrina foi impulsionada por um senhor espanhol Francisco Amoros
(1770/1847) que tenta pôr a ginástica como desporto e define-a como sendo a prática de exercícios que tornam o
homem mais saudável e mais forte.

Per Henrik Ling (1759/1839) formou a linha Doutrinária Sueca. Algumas das ideias de Ling não foram
aprovadas, pois a sua doutrina estava ainda fortemente ligada a exercícios de malabarismo. No entanto, conseguiu
levar as suas ideias para a frente criando uma ginástica ligada à Ginástica dos Gregos, religião e às artes. Era uma
forma de Educação e Socialização numa tentativa de criar protótipos de homens, obedecendo a uma enorme
rigidez.

Mas seria com J.C.Guts Muts (1759/1839), considerado o “Pai da Ginástica Escolar”, que a mesma viria a sofrer
um enorme incremento, através da aplicação de um novo conceito de exercício físico com fins educativos.

Pela mesma altura e também na Alemanha, apareceu F.L. Yahn (1778/1852), que apresenta como base do seu
sistema os aparelhos. Professor num liceu em Berlim, Yahn é animado de um ardente patriotismo, agrupava com
um fim semelhante de ressurgimento nacional e de desforra contra o estrangeiro, toda a juventude do seu país. É
neste espírito nacionalista que nasceu o primeiro, de todos os métodos modernos de Educação Física.

O método de Yahn fundamentava-se primeiramente, no adestramento, disciplina e vida ao ar livre, apelidando


esta prática de "Turnen". O que lhe deu sucesso perante a juventude foi o facto de exigir movimentos de conjunto
rigorosamente ordenados, uma disciplina de ferro e uma subordinação absoluta às ordens do chefe. O seu método
baseia-se, principalmente, na força e na destreza exigindo uma atitude rígida e artificial: a cabeça levantada, o
corpo direito, a perna estendida.
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Em finais do séc. XIX, o ensino da Ginástica viria a ser praticado nos estabelecimentos de ensino, onde
permaneceu durante muito tempo sob a influência do Método Sueco de Ling.

Em 1881, funda-se a Federação Internacional de Ginástica (F.I.G.).

A Ginástica já como desporto foi introduzida nos Jogos Olímpicos de 1896, realizados em Atenas, unicamente
com cinco modalidades para o sexo masculino.

As mulheres começaram a praticar ginástica por volta de 1800, ma foi só em 1909 que uma mulher participou
em eventos internacionais. Foi em Luxemburgo e os exercícios incluíam rítmica, ballet e rotinas coreografadas.
Nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, em 1928 ocorreu a primeira competição de ginástica feminina e, em
Budapeste, 1934, ocorreu o primeiro mundial com a participação feminina.

Foi em 1903, já no nesse século que se realizou o primeiro campeonato Mundial de Ginástica Desportiva. E é
a partir desta altura que se assiste a uma tentativa de melhorar e substituir os aparelhos existentes, por outros
melhores e mais modernizados. Mas, só em 1956 se define a Ginástica que dura até aos dias de hoje, ou seja, com
seis aparelhos para os homens (argolas, barra fixa, cavalo com arções, salto de cavalo, solo e paralelas simétricas);
e quatro para as mulheres (paralelas assimétricas, salto de cavalo, trave, solo); isto no que se refere à Ginástica
de competição.

Conceito de Ginástica
A ginástica é um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas e envolve a prática de uma
série de movimentos exigentes de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento
físico e mental.

Tipos de Ginástica
A ginástica é classificada em duas modalidades, as competitivas e não competitivas.
a) Entre as competitivas estão:

Ginástica Acrobática: com origem nas artes circenses, pode ser caracterizada pela realização de exercícios de
elasticidade, equilíbrio, destreza e força. É um desporto bastante dinâmico. É uma das modalidade mais novas do
universo ginástico competitivo e ainda não possui suas regras difundidas, cuja a prática também disponibiliza
valor pedagógico. Costuma-se fazer exercícios acrobáticos em grupos e, por isso, requer um alto grau de confiança
e cooperação entre os seus participantes. A ginástica acrobática pode ser dividida em cinco grupos principais
diferentes.

Ginástica artística: também é uma forma que se deve ter força, equilíbrio e habilidade, um exemplo, é o cavalo
de alças;

Ginástica de Trampolim: trampolim é uma actividade recreativa, uma ferramenta de


Treinamento acrobático, bem como um desporto olímpico competitivo em que os atletas realizam acrobacias
enquanto pulam em um trampolim. Em competição, estes atletas podem dar saltos simples ou fazer combinações
mais complexas de saltos. A pontuação é baseada na dificuldade e nos segundos totais gastos no ar. As notas, que
são de 0 a 10 são atribuídas ao ginasta por um júri, que geralmente é formado por cinco juradores
Ginástica Rítmica: Combinação de ginástica e arte, a ginástica rítmica é um desporto em que indivíduos ou grupos
de cinco ou mais pessoas manipulam um ou dois aparelhos que podem ser cordas , aros, bolas, fitas, maças,
semelhantes a balizas ou pinos de boliche e também sem aparelho. A ginástica rítmica é um desporto que combina
elementos de balé, ginástica, dança e manuseio de aparelhos Cada movimento precisa e envolve um alto grau de
habilidade atlética. As habilidades físicas necessárias por uma ginasta rítmica inclui força, flexibilidade, destreza,
agilidade, resistência e coordenação. Assim como outras modalidades, o desporto é controlado pela federação
internacional de ginástica (FIG).

b) Entre as não-competitivas estão:

Contorcionismo: que consiste em exercitar movimentos que flexibilizam. São poucos comuns e geralmente e são
mais usado em espectáculos de circo;
Ginástica cerebral: praticada através de exercícios e movimentos coordenados do corpo que, executados de
maneira apropriada, acessam e estimulam partes específicas do cérebro;

Ginástica laboral: geralmente praticada no ambiente de trabalho para funcionários, durante o horário de trabalho,
para se evitar lesões de esforços repetitivos;

Ginástica localizada de academia: são os exercícios feitos em academias para ajudar o condicionamento físico e
também emagrecer e para alguns também o fortalecimento muscular ;
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Hidroginástica: melhora a capacidade aeróbica e cardiorrespiratória é uma ginástica praticada na água;

Conteúdos e estruturas da ginástica

Todo movimento ginástico, assim como os movimentos característicos dos desportos, evoluíram dos
movimentos naturais do ser humano, ou habilidades específicas do ser humano que são aquelas que se
caracterizam por estar presentes em todos os seres humanos, independentes de seus lugaresgeográficos e nível
sociocultural e que servem de base para aquisição de habilidades culturalmente determinadas. (GALLARDO,
1993)

Estes movimentos naturais ou habilidades específicas do ser humano, quando analisados e transformados,
visando o aprimoramento da performance do movimento, entendida aqui de acordo com vários objectivos como:
economia de energia, melhoria do resultado, prevenção de lesões, beleza do movimento entre outros, passa a ser
consideradas como movimentos construídos (exercícios) ou habilidades culturalmente determinadas. Por
exemplo, um movimento próprio do homem como o saltar, foi sendo estudado, transformado e aperfeiçoado
através dos tempos, para alcançar os objectivos de cada um dos desportos onde ele aparece: salto em altura, em
distancia e triplo no atletismo, cortado e bloqueio no voleibol, salto sobre o cavalo na Ginástica Artística, salto
“jeté” na Ginástica Rítmica Desportiva entre outros. (GALLARDO, 1993)

Uma das principais características da Ginástica é a possibilidade de utilização de uma enorme variedade de
aparelhos, entre eles os de grande porte como o trampolim acrobático, a trave de equilíbrio, as rodas ginásticas,
as barras paralelas; os aparelhos de sobrecarga como os halteres, as bicicletas ergométricas, os aparelhos de
musculação; aparelhos portáteis como a corda, a bola, as maças, até os aparelhos adaptados ou alternativos
provenientes da natureza ou da fabricação humana. (STEPLHANYY, 2007)

Não há prática educativa sem conteúdo, quer dizer sem objecto de conhecimento a ser ensinado pelo educador
e aprendido, para poder ser aprendido pelo educando, isto porque a prática educativa é naturalmente gnosiológica
e não é possível conhecer nada a não ser que nada se substantive e vire objecto a ser conhecido, portanto vire
conteúdo. A questão fundamental é política. Tem que ver com: que conteúdos ensinar, a quem e a favor de que e
de quem, contra quê, como ensinar. Tem que ver com quem decide sobre que conteúdos ensinar, que participação
têm os estudantes, os pais, os professores, os movimentos populares na discussão em torno da organização dos
conteúdos programáticos. (FREIRE, 1989)

Para a melhor compreensão do universo da Ginástica e sua evolução, faz-se necessário, analisar sua estrutura
organizacional em nível mundial. A Federação Internacional de Ginástica (FIG) é a organização mais antiga e
com maior abrangência internacional na área da Ginástica. Está subordinada ao Comité Olímpico Internacional
(COI), sendo responsáveis palas modalidades gímnicas que são competidas nos Jogos Olímpicos. É portanto a
Federação com maior poder e influência na Ginástica mundial. (VANUSA SOUZA, 2008)

A FIG é um órgão que tem com objectivo orientar, regulamentar, controlar, difundir e promover eventos na
área da Ginástica. Tem sua origem nas Federações Europeias de Ginástica (Fédérations Européennes de
Gymnastique – FEG), estabelecidas em 23 de Julho de 1881 em Bruxelas, Bélgica, com a participação da França,
Bélgica e Holanda. Apesar de reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional desde 1986, a FEG só participou
como federação oficial de Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de Londres em 1908. (SOUZA, 2008)

Em 7 de Abril de 1921 a FEG incluiu em seu quadro outros países, resultando na fundação da Federação
Internacional de Ginástica – FIG com a participação de 16 federações (países) membros. Actualmente tem
sua rede em Moutier, na Suíça, e possui 121 países filiados. Cada uma destas Federações nacionais representam
o órgão máximo da Ginástica em seu país, tendo em nível nacional os mesmos objectivos da FIG. Ainda
relacionadas a FIG estão as Federações que controlam a Ginástica no âmbito continental, entre elas a União
Asiática de Ginástica fundada em 1964, a União Pan-americana de Ginástica fundada em 1982, e a União Africana
de Ginástica fundada em 1990. (VANUSA SOUZA, 2008)

A FIG actualmente é composta de 5 comités sendo 4 relativos às modalidades competitivas (Ginástica Artística
Masculina, Ginástica Artística Feminina, Ginástica Rítmica Desportiva e Ginástica Aeróbica) e um relativo a
Ginástica Geral que tem carácter demonstrativo. (VANUSA SOUZA, 2008)

Segundo o “Gymnaestrada Guide – X World Gymnaestrada Berlim 1995”, em 1994 a Ginástica Aeróbica foi
admitida pela FIG realizado em Atlanta em 1996, foi primeiro campeonato. No Congresso da FIG realizado em
Atlanta em 1996, foi decidida a inclusão e toda regulamentação para a sua incorporação, estão sendo preparados
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para serem apresentados no Congresso da FIG de 1998. Também foi discutida em Atlanta a inclusão na FIG, do
Trampolim Acrobático e dos Desportos Acrobáticos, representados respectivamente pela FIT – Federação
Internacional de Trampolim e pela IFSA – Federação Internacional de Desportos Acrobáticos, as quais
encontram-se em fase de preparação e mudanças dos estatutos e regulamentos, para serem submetidos à aprovação
no próximo Congresso da FIG em 1998. (ARAÚJO, 2007)

A intenção da FIG de incorporar outras modalidades gímnicas, pode ser claramente observada nos Jogos
Olímpicos de Atlanta – 1996, na realização de sua Festa de Gala (FIG Gala), após o término de todas as
competições na área da Ginástica, onde os melhores ginastas de Ginástica Artística, Ginástica Rítmica Desportiva,
Ginástica Aeróbica, Ginástica Acrobática, Trampolim Acrobático e Tumbling fizeram uma belíssima
apresentação sem carácter competitivo. (GALLARDO, 1993)

A convivência de modalidades competitivas e demonstrativas numa mesma federação, é uma característica da


FIG reafirmada nas palavras de Yuri Titov, presidente desta instituição de 1976 a 1996, no documento de
propaganda da Ginástica Geral (FIG [199?]: 04): “Nós somos a primeira federação internacional que se dedica
tanto ao desporto competitivo como ao desporto recreativo...“. Este é um aspecto interessante que destaca a FIG
das demais federações desportivas, vindo ao encontro de sua natureza e objectos diferenciados, os quais se
harmonizam perfeitamente com o espírito e tradições desta entidade. (FONTOURA, 2001)

A presença da Ginástica Geral como um comité específico dentro da estrutura da FIG a partir de 1984, vem
demonstrando a importância deste fenómeno de massa que envolve um incontável número de participantes em
todo o mundo, ultrapassando em larga escala o total de atletas das modalidades competitivas dirigidas pela mesma
federação. (SANTOS, 2001)

Coexistem com a FIG, outras federações internacionais que regulamentam modalidades gímnicas não
abrangidas por ela até o momento. Entre elas destaca-se a Federação Internacional de Trampolim (FIT)
responsável pelo Trampolim Acrobático e pelo Duplo Mini-Trampolim, ambas modalidades competitivas porém
não olímpicas e a Federação Internacional de Desportos Acrobáticos (IFSA) que coordena a Ginástica Acrobática
e o “Tumbling”. (FONTOURA, 2001)

Com relação aos Jogos Olímpicos a Ginástica é oficialmente representada nas modalidades Ginástica Artística
Masculina desde 1908 em Londres, a Ginástica Artística Feminina desde 1928 em Amsterdã e a GRD desde 1984
em Los Angeles. Sem carácter competitivo, a Ginástica Geral tem sempre abrilhantado as Cerimonias de Abertura
dos Jogos, caracterizando-se como um dos pontos altos destes eventos, onde a criatividade, a plasticidade, a
expressão corporal se fazem presentes na participação sincronizada de um grande número de ginastas (publicado
em 2002)

Ginástica em Moçambique

Edmundo Ribeiro: A Federação de Ginástica de Moçambique iniciou as suas actividades em 2006, na altura
enquanto comissão instaladora, tendo concluído o processo de legalização em 2009 com a publicação dos
estatutos no Boletim da República. Em Setembro de 2010 organizou-se o processo eleitoral que elegeu o actual
corpo directivo.

Os problemas desta prática são vários, porquanto podemos destacar os seguintes: falta de infra-estruturas para
a prática da modalidade; falta de material para a desenvolver a modalidade; falta de equipamento desportivo; falta
de instalações para o funcionamento da federação bem como para as respectivas associações provinciais; falta de
corpo técnico especializado e em número suficiente para as diversas disciplinas que perfazem a ginástica;
financiamento insuficiente por parte do Governo e dificuldades junto aos patrocinadores por não se tratar de uma
modalidade desportiva de massas; complicações no tocante à oficialização de algumas associações provinciais,
bem como a indisponibilidade a tempo inteiro dos membros do corpo directivo da federação.

A Federação de Ginástica recebe do FPD 350 mil meticais anuais, dos quais 50% são direccionados às
associações e núcleos. Temos recebido também algum apoio da Federação Internacional de Ginástica para a
realização de algumas actividades de formação dentro e fora do país

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A Federação teve o grande patrocínio da EMOSE para dois eventos, nomeadamente: o campeonato regional de
ginástica e o africano da modalidade, este último que resultou numa medalha de ouro. Até 2010 o principal
impulsionador da ginástica no país era o Gabinete da Esposa do Presidente da República, apesar desse apoio a
Federação não consegui cumprir com os seus propósitos, precisando portanto de mais apoio. É importante citar
que a Ginástica Moçambicana era mais eleite no período colonial em relação a actualidade, isso devido a falta de
infra-estrutura desportivas e patrocínio. Essa situação levou a muitos especialistas na ária à concluírem que “A
Ginástica e o desporto não tem futuro em Moçambique” (Escrito por David Mhassengo em 31 de Janeiro de 2013.
Disponível em: http://www.verdade.co.mz/desporto/34152-ginastica-a-modalidade-condenada-a-sobreviver)

A Educação Física escolar e a ginástica enquanto conteúdo

A Educação Física dentro do ambiente escolar deve se preocupar com o desenvolvimento integral dos alunos,
considerando seus avanços motores, cognitivos, sociais e afectivos. Segundo Gonçalves (1994), a Educação Física
Escolar é compreendida como a prática sistemática de actividades físicas, desportivas ou lúdicas, que estabelece
relação dialéctica com outros campos do conhecimento, como a biologia, a psicologia, a sociologia e a filosofia.
A qualidade das aulas de Educação Física depende de um conjunto de factores que podem estar relacionados aos
recursos financeiros das Instituições, competência pedagógica dos professores, entre outros. Contudo, tais
factores podem interferir na motivação, interesse e participação dos alunos nas aulas de Educação Física, gerando
um quadro onde muitas vezes os alunos não se sentem atraídos pelas aulas.

A Ginástica é um conteúdo muito importante para a Educação Física escolar, no desenvolvimento das crianças
e adolescentes. Esta modalidade além de ter um carácter lúdico, melhora a flexibilidade, o alongamento, a
resistência muscular, a força de explosão, a força estática e a força dinâmica, além é claro de ajudar
consideravelmente na melhora da coordenação motora.

A ginástica melhora a postura, a disposição física, auxilia no emagrecimento, proporciona bem-estar, ajuda a
reduzir os riscos de lesões.

Além dos benefícios fisiológicos da actividade física no organismo, as evidências mostram que existem
alterações nas funções cognitivas dos indivíduos envolvidos em actividade física regular. Essas evidências
sugerem que o processo cognitivo é mais rápido e mais eficiente em indivíduos fisicamente activos por
mecanismos indirectos como: diminuição da pressão arterial, diminuição nos níveis de colesterol no plasma,
diminuição dos níveis de triglicerídeos e inibição da agregação planetária.

Dentre os efeitos psicológicos, a diminuição da tensão emocional pode ser considerada como um dos mais
importantes, sendo alguns dos seus mecanismos a curto e longo prazo segundo Nieman.

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Referências bibliográficas

APPLE, Michael & NÓVOA, Antônio (org.). Paulo Freire: política e pedagogia. Portugal: Porto Editora, 1998.

AYOUB, Eliana (1998): A Ginástica Geral na sociedade contemporânea: perspectivas para a Educação Física
Escolar. Tese de doutorado. Universidade Estatal de Campinas, Faculdade de Educación Física, Editorial
Unicamp, Brasil.

AYOUB, Elianae (Org.) Coletânea: Textos e Sínteses do I e II Encontros de Ginástica Geral. Ed. Gráfica
Unicamp, Campinas, 1997.

BORTOLETO, Marco A. C. Ginástica A Arte e o Julgamento nos Desdobramentos Culturais Modernos, anais do
I Congresso Científico Latino-Americano Fiep-Unimep, Piracicaba – SP, 2000.

FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação, uma introdução ao pensamento de Paulo Freire.
São Paulo: Moraes, 1980.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 15. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 11. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

«Ginástica Aeróbica - Histórico». Ginásticas.com. Consultado em 29 de Agosto de 2009

«Sports» (em inglês). COI site oficial. Consultado em 14 de Março de 2010

«Sports > Artistic Gymnastics History» (em ingles). COI site oficial. Consultado em 14 de Março de 2010

«Competition format» (em inglês). The Official Website of the Beijing 2008 Olympic Games. Consultado em 3
de Novembro de 2008

«Ginástica para todos» (JPG). Ginásticas.com. Consultado em 29 de Agosto de 2009

«Ginástica geral». Edukbr.com. Consultado em 29 de agosto de 2009

«World Gymnaestrada History» (em inglês). Halo Demo Team. Consultado em 3 de Agosto de 2009

http://www.verdade.co.mz/desporto/34152-ginastica-a-modalidade-condenada-a-sobreviver

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Conclusão

A ginástica deveria ser trabalhada no contexto escolar, pois dentro da Educação Física ela é importante para o
aluno, seja no aspecto motor, social, cognitivo e até mesmo afectivo.

O fato da ginástica abranger todos os músculos do aluno, faz com que ele adquira uma maior flexibilidade,
equilíbrio e força muscular. E tudo isso é conseguido de uma maneira que eles adoram.

A boa prática da ginástica escolar está também muito ligada ao apoio da escola. Deve dar totais condições de
trabalho ao professor de Educação Física, fornecendo a ele local, aparelhos e materiais adequados para a prática
segura das actividades.

Devido a todos os seus benefícios, expostos neste trabalho, a ginástica escolar vem crescendo de uma
maneira considerável. Devido a sua grande repercussão, competições escolares vêm sendo criadas na
modalidade da ginástica geral para todas as idades. Muitos alunos que tiveram ginástica como contexto da
Educação Física escolar, hoje são ginastas profissionais.

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