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LUANDA , 26 DE ABRIL, DE 2016

I. DEFINIÇÃO
II. PRESSUPOSTOS LEGAIS.
III. A DISTINÇÃO DOS CONTRIBUINTES POR TIPO DE TRIBUTAÇÃO.
IV.DISTINÇÃO DAS NORMAS DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO INDUSTRIAL E A DIFERENCIAÇÃO NA
DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA COLECTÁVEL E DO CÁLCULO DO IMPOSTO.

V. OBRIGAÇÕES LEGAIS DECLARATIVAS


1. PRAZOS
2. INÍCIO DE ACTIVIDADE
3. ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS COM A REFORMA FISCAL
VI.METODOLOGIA DE DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA COLECTÁVEL DOS CONTRIBUINTES DO GRUPO A PARA
O APURAMENTO DO IMPOSTO TENDO EM CONTA O LUCRO REAL.

VII.DEDUÇÕES A COLECTA
VIII.CONCLUSÃO SOBRE AS CONSEQUENCIAS DO CUMPRIMENTO E DO INCUMPRIMENTO DECLARATIVO E
SEUS EFEITOS QUANTO À METODOLOGIA DE TRIBUTAÇÃO E RESPONSABILIDADE FISCAL E PENAL.
 Define-se Lucro Real, pelo lucro contábil, apurado pela pessoa
jurídica, acrescido de ajustes positivos ou negativos, requeridos pela
legislação fiscal, para o apuramento do Imposto Industrial.

 Esquema para determinação do Lucro Real:


 Lucro ou prejuízo contábil (Resultado Líquido do exercício)
 + acréscimos fiscais
 - deduções fiscais
 = Lucro ou Prejuízo Real (Lucro Tributável)

OBS: Na hipótese de haver Prejuízo Real, não há lugar ao Imposto Industrial.


•ARTIGO 102º (IPOSTOS)
•1 – Os impostos só podem ser criados por lei, que determina a sua incidência, a taxa, os benefícios fiscais e as garantias dos
contribuintes.
•2 – As normas fiscais não têm efeito retroactivo, salvo as de carácter sancionatório, quando sejam mais favoráveis aos
contribuintes.
Constituição •3 – A crisção de impostos de que sejam sujeitos activos os orgãos do poder local, bem como a competência para a sua
da República arrecadação, são determinadas por lei.
de Angola •ARTIGO 165º (RESERVA RELATIVA DE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA)
•1 – À Assembleia Nacional compete legislar com reserva relativa, salvo autorização concedida ao Executivo, sobre as seguintes
matérias:
•o) Criação de impostos e sistema fiscal, bem como o regime geral das taxas e demais contribuições financeiras a favor das
entidades públicas.

•LEI Nº 19/14 DE 22 DE OUTUBRO


CÓDIGO DO •ARTIGO 1º (Incidência)
IMPOSTO •1 – O Imposto Industrial incide sobre os Lucros imputáveis ao exercício de qualquer actividade de natureza comercial ou
INDUSTRIAL industrial, ainda que acidentais.
•Capítulo II (DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA COLECTÁVEL)
•ARTIGOS 13º à 46º (Proveitos ou Ganhos; Custos ou Gastos; Custos ou Gastos com Assistência Social; Limites à dedutibilidade
de custos; Custos não aceites fiscalmente; Tratamento fiscal dos donativos e liberdades; Amortizações não aceites; provisões;
Documentação)
PLANO GERAL
DE
CONTABILIDADE
•DECRETO Nº 82/01 DE 16 DE Novembro.
▶ Tributação pelo Grupo A ▶ Inclusão no Grupo A ▶ Tributação pelo Grupo B
São obrigatoriamente tributados pelo Podem optar pela inclusão no São tributados pelo Grupo B,
Grupo A: grupo A quaisquer contribuintes todos os contribuintes não
As empresas públicas e entes desde que mencionem a sua abrangidos pelo grupo A, e os que
equiparados; pretensão até ao final do mês de devam imposto somente pela
Fevereiro do ano a que o Imposto prática de alguma operação ou
As sociedades constituídas nos Industrial respeite, mediante acto isolado de natureza
termos da lei das Sociedades alteração no Registo Geral de comercial ou industrial.
Comerciais ou Lei das Sociedades Contribuintes, a solicitar por
Unipessoais, de capital social igual escrito na repartição fiscal com Entende-se por acto isolado de
ou superior a AKZ 2.000.000,00 natureza comercial ou industrial, a
competência sobre o sujeito realização de qualquer actividade
(Dois Milhões de Kwanzas); passivo do imposto. comercial ou industrial, como
As sociedades constituídas nos Os contribuintes que tiverem definida nos termos do Código do
termos da lei das Sociedades optado pela sua inclusão no Imposto Industrial, que de forma
Comerciais ou Lei das Sociedades Grupo A, só depois de decorridos contínua ou interpolada, não
Unipessoais, com proveitos totais 3 (três) anos, podem requerer o tenha duração superior a 180
anuais de valor igual ou superior a seu reingresso no Grupo B. (cento e Oitenta) dias durante um
AKZ 500.000.000,00 (Quinhentos exercício fiscal.
Milhões de Kwanzas).
Consideram-se também incluídas no
grupo A as Associações, Fundações e
Cooperativas cuja actividade gere
proveitos adicionais às dotações e
subsídios recebidos dos seus
associados, cooperantes ou mecenas.
Consideram-se também incluídas no
grupo A as sucursais de sociedades
não residentes no território
angolano.
▶ Incidência subjectiva do Imposto Industrial:

RESIDENTES NÃO RESIDENTES


Pessoas colectivas que tenham sede ou direcção Pessoas colectivas que tenham sede ou direcção
efectiva no país e que exerçam em Angola uma efectiva no estrangeiro e estabelecimento estável em
actividade de natureza comercial ou industrial. Angola.
Sejam sociedades comerciais; Sociedades civis sobre Pessoas colectivas que tenham sede ou direcção
a forma comercial; cooperativas; associações; efectiva no estrangeiro, quando não possuam
Empresas públicas; outras pessoas públicas de estabelecimento estável no país, mas que aqui
direito público ou privado, com ou sem exerçam uma actividade ocasional.
personalidade jurídica.
Ref# Estabelecimento estável – artigo 39º do CGT.
▶ Incidência objectiva do Imposto Industrial

RESIDENTES NÃO RESIDENTES


Lucros Mundiais – As pessoas colectivas que tenham  As pessoas colectivas que tenham sede ou
sede ou direcção efectiva no país são tributadas pela direcção efectiva no estrangeiro e
totalidade dos lucros obtidos quer no país, quer no estabelecimento estável em Angola, são
estrangeiro. tributadas pelos:
 Para efeitos do Código do Imposto Industrial, são ◦ Lucros imputáveis ao Estabelecimento estável
sempre considerados de natureza comercial ou aqui situado;
industrial: ◦ Lucros imputaveis às vendas no país de
◦ Actividade de exploraçã Agrícolas, aquicola, mercadorias da mesma natureza, ou de
avícola, pecuária, piscatória e silvícola; natureza similar, das vendidas pelo
◦ Actividade de mediação, agência ou estabelecimento estável.
representação na realização de contratos de ◦ pelos lucros imputáveis a outras actividades
qualquer natureza; comerciais no país, da mesma natureza ou de
◦ O exercício de actividades reguladas pela natureza similar das exercidas pelo
actividade de supervisão de jogos, pelo Banco estabelecimento estável.
Nacional de Angola e pela Comissão de
Mercado de Capitais;
◦ Actividades das sociedades cujo objecto
consista na mera gestão de uma carteira de
imóveis, de participações sociais ou títulos;
◦ Actividade das fundações, fundos
autónomos, cooperativas e associações de
beneficência,
 PRAZOS
CONTRIBUINTES DO GRUPO B
CONTRIBUINTES DO GRUPO A
Os contribuintes do Grupo B que possuam contabilidade
Os contribuintes do Grupo A apresentam anualmente, no
organizada apresentam anualmente, no mês de Abril, na
mês de Maio, na repartição fiscal com competência sobre o
repartição fiscal com competência em relação ao
contribuinte, uma declaração em duplicado Modelo 1, a
contribuinte, a declaração Modelo 1 do Imposto Industrial,
regulamentar.
em duplicado, relativamente ao conjunto de actividades
A Declaração Modelo 1 deve ser entregue obrigatoriamente,
exercidas durante o ano anterior, conjuntamente com o
sob pena da sua não recepção pela repartição fiscal,
balanço, balancete Geral Analítico antes e depois dos
acompanhada dos elementos que constam do artigo 51º do
lançamentos de rectificação ou regularização e de
C.I.I.
apuramento de resultados e Demonstrações de Resultados, e
Quando as Declarações não fores suficientemente claras, as respectivos anexos, relatório técnico, todos devidamente
repartições fiscais notificam os contribuintes para prestarem assinados pelo contabilista.
por escrito, no prazo de 15 (quinze) dias, os esclarecimentos
Os contribuintes do Grupo B que não possuam contabilidade
que se julguem necessários.
organizada, apresentam a Declaração Modelo 2, em
As Declarações podem ser submetidas através de meios duplicado, relativamente ao conjunto de actividades
electrónicos, nos termos regulamentares. exercidas no ano anterior, assinada por contabilista, que
Os contribuintes do Grupo A, que sejam sociedades, permita o apuramento integral das vendas e prestações de
obrigadas a ter as suas demonstrações financeiras auditadas serviços ou das compras efectuadas e serviços contratados.
por peritos contabilistas, devem apresentar também, o
relatório e o parecer do respectivo perito contabilista sobre
tais demonstrações financeiras.
 Início de Actividade
Os cadastramento do contribuintes e início de actividade, implica a prestação de
informações sobre o contribuinte julgada conveniente pela Administração Fiscal e
requisitada no momento da atribuição do Número de Identificação Fiscal, nos termos do
C.G.T.
A informação utilizada no registo de início de actividade que se revele provisória, deve ser
actualizada no prazo de 60 (sessenta) dias, sob pena de multa.
Quando o contribuinte do grupo A cessar actividades, deve apresentar a declaração de
cessação de actividades Modelo 1, no prazo de 60 dias a contar da cessação da sua
actividade, em triplicado, nos termos do artigo 53º do C.I.I. A mesma obrigação deve ser
cumprida pelos contribuintes do Grupo B, num prazo de 30 dias.

 ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS COM A REFORMA FISCAL

O código do Imposto Industrial em vigor, inovou relativamente a obrigação declarativa do


Grupo B, com a apresentação da Declaração Modelo 1, estando deste modo os
contribuintes deste grupo obrigados a dispor de contabilidade organizada, a partir do
exercício fiscal de 2017, cumprindo as obrigações declarativas com base nas
demonstrações financeiras a serem elaboradas, nos termos do C.I.I e do PCGA.
A Matéria Colectável é determinada com base na declaração Modelo 1 e demonstrações financeiras do
contribuinte, cuja elaboração é obrigatória nos termos do Código do Imposto Industrial, e do Plano Geral
de Contas.
Resultado Líquido do Exercício
Diferença entre os proveitos ou ganhos e os custos ou gastos contabilizados no exercício. Determinado com base na
contabilidade.

Lucro tributável / Prejuízo Fiscal


Resultado líquido do exercício
+ variações patrimoniais positivas não reflectidas em resultados
+/- Correcções fiscais previstas no C.I.I.

Matéria Colectável
Resulta da diferença entre o lucro tributável e a soma dos prejuízos fiscais reportáveis e dos benefícios fiscais aplicáveis.
Tem de ser superior ou igual a zero.
Os prejuízos verificados em determinado exercício, são deduzidos à matéria colectável, havendo-os, de um, ou mais, dos 3
(três) anos posteriores. Os prejuízos sofridos em actividade que beneficie de isenção ou redução de taxa de imposto
industrial, não podem ser deduzidos dos lucros de outras actividades sujeitas ao regime geral do mesmo imposto. Os
prejuízos verificados no decorrer de períodos em que o contribuinte beneficie de isenção ou redução de taxa, não podem
ser deduzidos à matéria colectável, havendo-o, nos exercícios posteriores ao fim do período de isenção.
Os lucros levados a reservas de investimento que dentro dos 3 exercícios seguintes tenham sido reinvestidos, em
instalações ou equipamentos novos, afectos á actividade produtiva ou administrativa do contribuinte, podem ser deduzidos
a matéria colectável nos 3 anos imediatos ao da conclusão do investimento, até metade do seu valor.
 A matéria Colectável, aplica-se a taxa de Imposto Industrial, para a determinação da Colecta, que concorre para
o valor a pagar de imposto, após deduzidos os benefífios Fiscais e as Liquidações Provisórias.

 LIQUIDAÇÕES PROVISÓRIAS

Sobre vendas Grupo A Sobre vendas Grupo B


Auto-liquidação provisória do Imposto devido por Auto-liquidação provisória do Imposto devido por
referência ao próprio exercício fiscal a que a referência ao próprio exercício fiscal a que a
actividade tenha lugar, até ao final do mês de actividade tenha lugar, até ao final do mês de Julho.
Agosto. Correspondente a 2% do volume total de vendas,
Correspondente a 2% do volume total de vendas, efectuadas nos primeiros 6 meses do exercício.
efectuadas nos primeiros 6 meses do exercício.
Ref# O DAR e DLI respeitante ao imposto provisório auto-
liquidado, não poderão conter a liquidação ou arrecadação de
qualquer outro imposto.

Sobre Prestações de Serviços Grupo A e B retido deve ser feita até ao final do mês seguinte.
Os Contribuintes com sede, direcção efectiva ou A liquidação e entrega do imposto devido é da
estabelecimento estável em Angola que exerçam responsabilidade da pessoa colectiva pagadora do
actividade de prestação de serviços de qualquer serviço, que responde pela totalidade do imposto e
natureza, estão sujeitos a tributação por retenção acréscimos, no caso de não pagamento.
na fonte, à taxa de 6,5%, cuja entrega do imposto
 GARANTIAS DO CONTRIBUINTE
Os sujeitos passivos de Imposto Industrial e as pessoas solidarias ou subsidiariamente responsáveis pelo
pagamento do imposto, podem reclamar ou impugnar a respectiva liquidação, efectuada pelos serviços da
administração tributária, com os fundamentos e nos termos estabelecidos no C.G.T. e no Código do
Processo Tributário. Esta faculdade é igualmente conferida relativamente a auto-liquidação, à retenção na
fonte e as liquidações provisórias.
A reclamação da retenção na fonte de importâncias total ou parcialmente indevidas só tem lugar quando
essa retenção tenha carácter definitivo.

 PENALIDADES
A falta de apresentação de qualquer declaração fiscal, ou a sua entrega após o decurso do seu prazo legal,
sujeita o infractor, a pena de multa de KZ 200.000,00 (Duzentos Mil Kwanzas) para os contribuintes do
grupo B, que apresentam a declaração modelo 2 e KZ 800.000,00 (Oitocentos Mil kwanzas) para os
contribuintes do Grupo A e B que apresentam Declaração Modelo 1, por cada ano de incumprimento,
independentemente da entrega do imposto devido, e não arrecadado, em consequ~encia da transgressão
praticada, sem prejuízo da fiscalização externa.
O valor da multa a aplicar eleva-se para o dobro, quando houver dolo.
Incorrem a pena de multa de KZ 50.000,00 (Cinquenta Mil kwanzas) os contribuintes do Grupo A que não
possuam contabilidade organizada.
OBRIGADO