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ESCOLA SECUNDÁRIA DE SANTO ANDRÉ BARREIRO

Exercícios saídos em Exames Nacionais Matemática B – 11ºAno

Turma: H Prof.: Ana Barros da Silva

Problema 1: Numa determinada região, existe um parque natural no qual vivem
diferentes espécies de animais, cada uma no seu habitat. Uma empresa pretende
instalar uma unidade fabril nessa região, a sul do parque natural, e, para tal, aguarda
decisão das entidades responsáveis. Para apoio dessa decisão, foi elaborado um
estudo de impacto ambiental. De acordo com esse estudo, prevê-se que o nível de
concentração diário de um poluente, em partes por milhão (p.p.m.), originado pelo
escoamento de águas residuais, siga uma distribuição normal, N (8, 2), de média µ = 8
e desvio padrão σ = 2.
O estudo refere que o nível de concentração desse poluente não deverá exceder o
equilíbrio ecológico aceitável de 10 p.p.m.

Determine a probabilidade de, num certo dia, o nível de concentração do poluente
exceder esse valor.

Apresente o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.

Problema 2: No Casino ALEA, em LA PLACE, um dos jogos de sorte preferidos é a
«Roleta das Somas». A roleta está dividida em oito sectores iguais, numerados, como
mostra o esquema da figura.

Cada jogador executa duas jogadas. Cada jogada consiste em fazer girar a roleta e,
quando esta parar, registar o número indicado.
Admita que, em cada jogada, cada sector tem a mesma probabilidade de sair. A
pontuação que cada jogador obtém é a soma dos números saídos nas duas jogadas.

1. Seja X a variável aleatória «Soma dos números saídos nas duas jogadas».
Complete a tabela de distribuição de probabilidades de X, apresentando os valores
exactos de probabilidades, na forma de dízima.

Probabilidades
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2. Em cada noite de jogo no casino ALEA, a «Roleta das Somas» é usada
dezenas de vezes. Para efeitos de controlo pelas autoridades competentes, os
serviços do casino registam o número total de jogadas realizadas em cada noite,
especificando quantas vezes sai cada um dos três números diferentes registados nos
sectores (1, 2 e 3). Este procedimento é utilizado, principalmente, para se verificar que
a roleta não está viciada. Numa certa noite, os serviços do casino registaram 820
jogadas efectuadas com a roleta. Na tabela seguinte, apresentam-se as frequências
relativas correspondentes ao número de vezes que cada um dos três números
diferentes saiu nas 820 jogadas.

Determine a média dos números saídos nas 820 jogadas efectuadas naquela noite.

Problema 3: O «jogo da moedinha» consiste no seguinte: cada jogador (num
conjunto de dois ou mais) esconde zero, uma, duas ou três moedas, numa das suas
mãos. Seguidamente, cada um dos jogadores tenta adivinhar o número total de
moedas «escondidas». O David e o Pedro jogam com frequência o «jogo da
moedinha». Admita que cada um deles escolhe, aleatoriamente e com igual
probabilidade, o número de moedas, entre zero e três, que vai esconder na sua mão.

1. Seja Y a variável aleatória «número total de moedas escondidas pelo David e
pelo Pedro».
Construa a tabela de distribuição de probabilidade da variável aleatória Y.
Indique se é mais provável que o número total de moedas escondidas pelo David e
pelo Pedro seja menor do que dois ou maior do que três.

2. Considere X a variável aleatória «número de vezes por semana que os dois
amigos se encontram para realizar o referido jogo».
Admita que a seguinte tabela corresponde à distribuição de probabilidade da variável
X.

Determine o valor de a e calcule o valor médio da variável aleatória X.

Problema 4: Numa piscicultura, existe um tanque que tem actualmente 300 robalos.
Ao serem introduzidas x trutas no tanque, a proporção P(x) do número de trutas,
relativamente ao número total de peixes que passam a existir no tanque, é tal que:
( )= .

1. A equação P(x) = 1 é impossível.
Interprete esta impossibilidade no contexto da situação descrita.

2. Pretende-se que a percentagem de trutas, relativamente ao número total de
peixes, seja de 25%.
Qual é o número de trutas a introduzir no tanque?

Probabilidades
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3. Admita agora que, no tanque, existem 300 robalos e 200 trutas.

3.1. Vai ser pescado, ao acaso, um peixe do tanque. Admita que cada peixe tem
igual probabilidade de ser pescado. Qual é a probabilidade de se pescar um robalo?

3.2. Foram retirados do tanque doze robalos. Os valores dos respectivos
comprimentos e pesos são os que constam da seguinte tabela.

Recorrendo à calculadora, determine o coeficiente de correlação linear entre as
variáveis a e p, arredondado às centésimas.
Interprete o valor obtido, tendo em conta a nuvem de pontos que pode visualizar na
calculadora.

Problema 5: Dispõe-se de dois dados perfeitos, um tetraedro e um cubo, com faces
numeradas de 1 a 6 e de 1 a 4, respectivamente.
Considere a experiência aleatória que consiste em lançar, simultaneamente, os dois
dados e registar a soma do número da face que fica voltada para baixo, no caso do
tetraedro, com o número da face que fica voltada para cima, no caso do cubo.

1. Construa o modelo de probabilidades associado à experiência aleatória
considerada. Apresente as probabilidades na forma de fracção.

Nota: Construir um modelo de probabilidades consiste em construir uma tabela,
associando aos resultados da experiência aleatória a respectiva probabilidade.

2. Com base na experiência aleatória descrita, a Ana e o João decidem fazer um
jogo. A Ana lança o tetraedro e o João lança o cubo. A Ana sugere que as regras do
jogo consistam no seguinte:

• ganha o João se a soma dos números saídos for ímpar;
• ganha a Ana se a soma dos números saídos for par.

Porém, o João diz que as regras não são justas, afirmando que a Ana tem vantagem,
uma vez que existem mais somas pares do que ímpares.

Num pequeno texto, comente o argumento do João, referindo se ele tem, ou não,
razão. Deve incluir, obrigatoriamente, na sua resposta:

• uma análise do argumento do João, referindo o número de somas pares e o número
de somas ímpares;
• o valor da probabilidade de «sair soma par»;
• o valor da probabilidade de «sair soma ímpar»;
• conclusão final, referindo se o João tem, ou não, razão

Probabilidades
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Problema 6: Num certo concelho do nosso país, uma empresa de informática vai
facultar um estágio, durante as férias do Verão, aos alunos do 11.º ano, das escolas
desse concelho, que tenham obtido classificação final superior a 15 valores, quer a
Matemática, quer a Informática.
As classificações finais nas disciplinas de Matemática e de Informática obtidas pelos
50 alunos desse concelho que satisfaziam as condições requeridas foram tratadas
estatisticamente.
Desse tratamento resultaram os gráficos apresentados a seguir.

1. Depois de ter calculado, para cada uma das disciplinas, a média e o desvio
padrão das classificações, a Ângela comentou: «As médias das classificações a
Matemática e a Informática são iguais, mas o mesmo não se passa com os desvios
padrão».

1.1. Conclua que a Ângela tem razão na sua afirmação, calculando, para cada
uma das disciplinas, a média e o desvio padrão das classificações.

1.2. O Pedro, que estava a tratar os dados em conjunto com a Ângela,
comentou: «Quando me disseste que as médias eram iguais, eu,
observando os gráficos, concluí logo que os desvios padrão eram
diferentes».

Tendo em conta que o desvio padrão mede a variabilidade dos dados
relativamente à média, explique como poderá o Pedro ter chegado àquela conclusão.

2. Sabe-se que, dos alunos que obtiveram 20 a Informática, metade obteve
também 20 a Matemática.
A empresa vai sortear um prémio entre os alunos que obtiveram classificação igual ou
superior a 19, na disciplina de Matemática.
Qual é a probabilidade de o prémio sair a um aluno que obteve 20 nas duas
disciplinas? Apresente o resultado na forma de fracção irredutível.

Probabilidades
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