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ESCOLA ARQUIMEDES

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

RAIVA

ELIEL RICARDO PADOVINI

MAIO/2007

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ESCOLA ARQUIMEDES

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

RAIVA

Eliel Ricardo Padovini – Nº22


Módulo I, Noturno, Sala 52
Disciplina: Microbiologia
Profª: Wânia Maria B. Dei Santi

PAULÍNIA-SP, MAIO/2007

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SUMÁRIO

• Prefácio............................................................................................... 03
• Agente Etiológico................................................................................ 04
• Reservatório........................................................................................ 04
• Período de Incubação......................................................................... 05
• Modo de Transmissão......................................................................... 05
• Período de Transmissibilidade............................................................ 06
• Suscetibilidade e Imunidade............................................................... 06
• Sintomas.............................................................................................. 06
• Tratamento.......................................................................................... 07
• Diagnóstico.......................................................................................... 08
• Medidas Profiláticas.............................................................................08
• Cuidados da Enfermagem................................................................... 09
• Histórico da Doença no Brasil............................................................. 09
• Conclusão............................................................................................ 10
• Bibliografia........................................................................................... 11

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PREFÁCIO

Ser mordido por um cão ou algum outro animal mamífero é perigoso,


pois, através da mordida você pode ser infectado pó ruma zoonose fatal
denominada raiva. A raiva é uma zoonose causada por vírus e acomete o
Sistema Nervoso Central, e que se não tratada com a devida rapidez, leva a
óbito após curta evolução da doença.
Neste trabalho serão mostradas as características principais dessa
doença tão perigosa que infelizmente ainda faz vítimas no mundo todo.
O objetivo trabalho é aprimorar o conhecimento sobre a patologia e
conscientizar sobre seus males ajudando assim, no combate a doença.

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AGENTE ETIOLÓGICO

A raiva é causada por vírus pertencentes a família Rabdoviridae (do


grego rábdos, “vara”, “bastão”), do gênero lyssavirus (em grego, lyssa
“loucura”). O vírus é termolábile e, sobrevive até 4 horas em temperatura de 40
graus, vinte e quatro horas na saliva e é estável por vários dias a 4 graus. O
agente resiste a dessecação, congelamento, descongelamento e pH entre 5 e
9; e é inativado por pH<4 e pH>10, agentes oxidantes, solventes orgânicos,
detergentes, enzimas prolipeptídeos, raio X e radiação ultravioleta.

Rabdoviridae lyssavirus

RESERVATÓRIO

Os animais silvestres são reservatórios primários da raiva na maior parte


do mundo, porém, as principais fontes de transmissão da raiva para os seres
humanos, ainda são os animais domésticos; principalmente o cão e o gato.

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Reservatórios

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

É extremamente variável, desde dias até um ano, com uma média de 45


dias no homem e de 10 dias a 02 meses no cão. Em crianças, existe uma
tendência para um período de incubação menor que no individuo adulto,
portanto, o tempo de incubação depende muito da natureza do vírus, do local
da inoculação (se a inoculação ocorrer na cabeça, pescoço ou nos membros
superiores, o vírus atingirá a região predileta que é o sistema nervoso central,
com maior rigidez, tendo então um período de incubação mais breve) e,
depende também da quantidade de agentes inoculados.

MODOS DE TRANSMISSÃO

O cão e o gato são os principais transmissores da raiva para o homem


nos ambientes urbanos. Mas todos os mamíferos, inclusive os silvestres,
podem contrair a raiva, sendo, portanto, potenciais transmissores da doença.
A transmissão ocorre quando o vírus existente na saliva do animal,
penetra no organismo humano, através da lesão da pele ou mucosas do novo
hospedeiro por mordedura, arranhadura ou lambedura do animal doente. Isso
quer dizer, que para o vírus ser inoculado, o hospedeiro não precisa
necessariamente sofrer agressão por parte do animal. Basta que um corte,
ferida, arranhão profundo ou queimadura em sua pele entre em contato com a
saliva do raivoso.

Momento da transmissão da raiva ao homem

O morcego hematófago, da espécie Desmodus rotundus, é um importante


transmissor da raiva, pois pode infectar bovinos, eqüinos e morcegos de outras
espécies. Todos estes animais podem transmitir a raiva para o homem.
- Na literatura só há referências de transmissão inter-humana através do
transplante de córnea.
- A fonte de infecção é o animal infectado pelo vírus da raiva. Em espaços
urbanos, o principal transmissor é o cão, seguido do gato. Em espaços rurais é
o morcego.

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- Animais silvestres são os reservatórios naturais do vírus, propiciando a
contaminação de animais domésticos.
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva se dá de dois a cinco


dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, persistindo durante toda a
evolução da doença.
Em relação aos animais silvestres, há poucos estudos sobre o período
de transmissão, sabendo-se que varia de espécie para espécie. Por exemplo:
especificamente os quirópteros podem albergar o vírus por longo período, sem
sintomatologia aparente.

SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE

A maioria dos animais de sangue quente é suscetível à infecção pelo


vírus rábico.
A existência de imunidade natural no homem é desconhecida. A
imunidade pode ser adquirida pela vacinação preventiva de pessoas agredidas
por animais suspeitos de terem adquirido a doença, bem como de pessoas
sujeitas a alto risco de infecção por força de suas atividades, como veterinário,
encarregado de canis, guarda florestal e outros.

SINTOMAS

No início, os sintomas são característicos: transformação de caráter,


inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos. Em seguida, instalam-se
alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da
mordida. Essas alterações duram de 2 a 4 dias. Posteriormente a vítima tem
febre pouco intensa (38 graus centígrados), que depois torna-se mais elevada,
40 a 42 graus e instala-se um quadro de alucinações e espasmos dolorosos na
laringe e na faringe que dificultam na respiração e na deglutição. Inicia-se o
período de estado da doença por 2 ou 3 dias, onde qualquer tipo de excitação
pode provocá-los (luminosa sonora ou aérea) e os espasmos estendem-se
então aos músculos do tronco e das extremidades dos membros, de forma
intermitente e acompanhado de tremores generalizados, ansiedade extrema,
convulsões, violenta raiva, taquicardia. Frequentemente experimenta ataques
de terror e depressão nervosa, apresentando tendência à vociferação, à gritaria
e à agressividade, com acessos de fúria, alucinações visuais e auditivas, baba
e delírio. O desconforto nessa fase é terrível.
O homem tem um sintoma característico que é a hidrofobia (medo de
água), sofre espasmos violentos quando vê ou tenta beber água.
Esse período de extrema excitação dura cerca de três dias, vindo a
seguir a fase de paralisia, mais rápida e menos comum nos homens do que
nos animais. É então a paralisia flácida da face, da língua, dos músculos da

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deglutição, dos oculares e das extremidades dos membros. Mais tarde, a
condição pode atingir o corpo todo.
Às vezes, a moléstia pode manifestar evolução diferente: surge com a
paralisia progressiva das extremidades e logo se generaliza. Não há perda de
consciência até a instalação do coma, porém, após o surgimento do primeiro
sintoma, a morte é certa.

Animal raivoso

TRATAMENTO

Em caso de ataque de um animal ao ser humano, há uma série de


medidas a serem tomadas imediatamente, mesmo que este animal estiver
vacinado contra a raiva deve-se:

 Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão.


 Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo.
 Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para
que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva.
 O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local
seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais.
 Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento,
voltar imediatamente ao Serviço de Saúde.
 Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.
 Quando um animal apresentar comportamento diferente, mesmo que ele
não tenha agredido ninguém, não o mate e procure o Serviço de Saúde.

Se confirmado a inoculação do vírus na vítima, o tratamento tem que ser


feito durante o período da incubação, quando o paciente na apresenta
sintomas e não manifesta queixas. Aplica-se o soro perifocal na(s) porta(s) de
entrada. Em pacientes imunodeprimidos, agredidos por animal não observável,
deverão ser administrados soro e vacina de cultivo celular, independentemente
do tipo de ferimento.

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Felizmente, não é mais necessário tomar aquela quantidade enorme de
injeções na barriga como antigamente, devido a grande evolução de medidas
preventivas.
É importante salientar que: evitar que a doença se instale é a única
forma de não ser acometido pela enfermidade.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da doença pelo quadro clínico é sempre tardio.


As suspeitas no homem podem ser comprovadas por biópsias de pele
ou córnea, e por exames imunológicos de sangue ou saliva, já que é para a
saliva que o vírus migram em grandes quantidades após inoculado na vítima.
No animal, o diagnóstico dá-se através de:
 pela pesquisa de corpúsculos de Negri no cérebro;
 pelo isolamento do vírus do cérbro ou da saliva;
 por outras técnicas de exame direto;
 pelo diagnóstico sorológico.

MEDIDAS PROFILÁTICAS

A principal e mais importante prevenção é a vacinação sempre


atualizada dos animais de convívio próximo. Deve-se ficar atento a campanha
de vacinação de cães e gatos que acontece todo ano, normalmente nos meses
de Agosto e Setembro. A vacina é gratuita.

Importante prevenção a raiva: Vacina

A vacina humana como medida preventiva, só é indicada em caso de


profissões de risco, como o veterinário, porque, além de ser muito cara, existe
o risco de efeitos colaterais.

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Phyllis Romijn, médica-veterinária da Coordenação de Vigilância
Ambiental em Saúde do Estado do Rio de Janeiro, orienta que as pessoas
também “respeitem o espaço dos animais”, ou seja:
 Não se aproximem demais, principalmente, de cães e gatos
desconhecidos e mamíferos silvestres, que podem transmitir a doença.
 Não tocar em animais estranhos, feridos e doentes.
 Não perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou
dormindo.
 Não separar animais que estejam brigando.
 Não entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego
(vivo ou morto).
 Não criar animais silvestres ou tirá-los de seu "habitat" natural.

CUIDADOS DA ENFERMAGEM

O paciente infectado, deve ser mantido em um ambiente escuro, sem


barulho ou qualquer outra coisa que o perturbe, para evitar seu sofrimento,
visto que; devido a letalidade do agente, sua morte é certa.

HISTÓRICO DA DOENÇA NO BRASIL

A Raiva no Brasil, tem sido notificada em 22 estados, com diferenças


importantes no controle da doença, de acordo com as peculiaridades de cada
Unidade Federada.
No período de 1996 à 1999, o número de casos de Raiva Humana se
manteve numa média de 26 casos / ano. No ano de 2000, já foram notificados
18 casos, com o estado do Maranhão sendo responsável pela notificação de 7,
ou seja 38,6% do total seguido de Rondônia com 16,4% , Acre 11,0% e
Pernambuco, Pará, Ceará, Bahia, Mato Grosso e Goiás com 5,5%.
Neste período, o cão foi responsável pela transmissão em 73,1% dos
casos, seguido pelo morcego (10,3%) e pelo gato (4,6%).
De 1995 à 1999, 44,1% dos casos ocorreram na Região Nordeste,
31.6% na Região Norte, 12,5% na Região Centro-Oeste e 11,8% na Região
Sudeste. A Região Sul não registra casos de Raiva Humana desde 1987.
As coberturas vacinais no país tem sido superior a 80% nos últimos 5
anos, atingindo 84,77% no ano de 1998 e 88,13% em 1999.
De forma geral observa-se melhorias no controle da Raiva no Brasil,
onde o desencadeamento das ações e direcionamento delas, são os fatores de
efetividade para o avanço da eliminação da Raiva Humana em nosso País.

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CONCLUSÃO

Logo se percebe que, a raiva realmente é uma patologia perigosa e fatal


em 100% dos casos não tratados em tempo adequado, entretanto, tomando as
medidas de controle cabíveis, sendo responsável, como por exemplo:
vacinando seu animalzinho de estimação todos os anos, entre muitas outras
medidas profiláticas necessárias, certamente um dia, mais essa patologia será
erradicada não só no Brasil, como em todo o mundo.

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BIBLIOGRAFIA

 Desenvolvimento: Corpo Docente da Escola Arquimedes


Apostila: Escola Arquimedes – Microbiologia, Revisão – Fevereiro/2007
 Lucia Helena Salvetti de Cicco - Disponível em
<http://www.saudevidaonline.com.br/raiva> Acesso em: 12/maio/2007
 Instituto Pasteur - Disponível em <http://www.pasteur.sp.gov.br> Acesso
em: 12/maio/2007
 Disponível em <http://www.abcsaude.com.br> Acesso em:
12/maio/2007
 Maria Ramos - Disponível em <http://www.invivo.fiocruz.br> Acesso em:
12/maio/2007
 Disponível em <http://www.google.com.br> Acesso em: 12/maio/2007

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