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Direito Previdenciário
I. SISTEMA CONSTITUCIONAL DE SEGURIDADE SOCIAL
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, foi adotado o conceito de Seguridade Social que agrega as ações dos poderes públicos nas áreas de saúde, previdência social e assistência social. O Ministério da Saúde é responsável pelos projetos destinados à saúde da coletividade. A saúde é um direito de todos, sendo um dever do Estado prestá-la independentemente de contribuição (pagamento) do beneficiário. Desde a CF de 1988, a saúde desvinculou-se da previdência social e, atualmente, o SUS – Sistema Único de Saúde é nacionalmente responsável pelo atendimento dos serviços de saúde. A assistência social é a garantia da prestação de serviços pelo Estado aos carentes e necessitados que precisem dessa proteção e amparo para sobreviver. Segundo a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) – Lei 8742/93, são considerados carentes os que têm renda familiar inferior a 25% do salário mínimo por pessoa. Esta lei prevê o Benefício de Prestação Continuada para idosos carentes com idade mínima de 65 anos, a partir do Estatuto do Idosos (Lei 10.741 de 01/10/2003), bem como para deficientes carentes, independente de qualquer contribuição. O benefício é pago com recursos da União, mas a concessão do benefício é feita no INSS. A previdência social é um seguro social que visa garantir cobertura ao segurado(a) em caso de ocorrência de um sinistro que o(a) incapacite para o trabalho, como nos casos de doença, prisão, idade avançada, gestação, acidentes, morte e desemprego involuntário. A previdência social compreende o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos e dos militares. A administração do RGPS é atribuída ao Ministério da Previdência Social e exercida por uma autarquia federal vinculada ao Ministério, ou seja, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Considera-se como marco da Previdência Social no Brasil a Lei Eloy Chaves, Decreto Legislativo nº 4682, de 24/01/ 1923, que estabeleceu a criação de Caixas de Aposentadoria e Pensão para os empregados das empresas ferroviárias. Somente na Constituição de 1946 surgiu a expressão “previdência social”, elencando como riscos sociais, a doença, a velhice, a invalidez e a morte. Em 1960, foi aprovada a Lei Orgânica da Previdência Social – LOPS – Lei nº 3.807, de 26/ 08/1960, que unificou os critérios de concessão dos benefícios pelos diversos Institutos de Aposentadorias (IAP’s) ligados a empresas, que congregavam classes e categorias de trabalhadores, de âmbito nacional. A unificação efetivamente veio a ocorrer alguns anos depois, quando os IAP´s foram unificados, através do Decreto-Lei nº 72, de 26/11/66, que criou o Instituto Nacional da Previdência Social – INPS.  A  Constituição  Federal  de  1988  unificou  o  sistema  previdenciário de todos os trabalhadores da iniciativa privada, rural ou urbano, criando-se o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). As Leis 8.212 e 8.213 de 24/07/91 foram editadas para regulamentar o plano de custeio e de benefícios do RGPS, respectivamente.  A Lei 8.029/90 dispôs sobre a fusão do INPS - Instituto Nacional de Previdência Social e IAPAS - Instituto de AdminisS E M I E XTE N S I V O tração da Previdência e Assistência Social para criação do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. A Emenda Constitucional nº 20 de 1998 reformou a legislação do RGPS, instituindo nova forma de cálculo de aposentadoria, entre outras alterações. O Decreto nº 3048/99 aprovou o Regulamento da Previdência Social, ou seja, regulamentou as Leis 8.212 e 8.213. No sistema previdenciário brasileiro prevalece o regime de controle financeiro de repartição simples, no qual todas as contribuições são destinadas a um fundo, de onde são retirados os recursos para pagamento dos benefícios. Esse regime é baseado na solidariedade social e, em regra, os benefícios são definidos. O regime de repartição é diferente do regime de capitalização adotado nos planos de previdência complementar privada, em que cada participante faz uma poupança privada (constituição de reservas) para receber benefício futuro (as contribuições são definidas, os benefícios não). O regime de previdência privada, de caráter complementar, é facultativo e organizado de forma autônoma em relação ao RGPS. A previdência complementar brasileira é regida pelos princípios previstos no art. 202 da Constituição Federal e pelas normas gerais da Lei Complementar 109/2001. As funções do órgão regulador e do órgão fiscalizador das entidades abertas de previdência complementar são exercidas pelo Ministério da Fazenda, por intermédio do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Já as entidades fechadas de previdência complementar, como as que foram instituídas em favor dos empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista, são fiscalizadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar -PREVIC, recentemente criada pela Lei 12154, de 23/12/09, como autarquia de natureza especial, vinculada ao Ministério da Previdência Social.

I. PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL
Os princípios que regem a seguridade social estão elencados nos artigos 194* e 195* da CF, como se vê: a) universalidade de cobertura e atendimento: a proteção social deve alcançar todas as pessoas residentes no Brasil, mesmo se de outra nacionalidade. O melhor exemplo é o atendimento dos serviços de saúde via SUS. b) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais: decorre do princípio da isonomia e da igualdade de direitos sociais para trabalhadores urbanos e rurais, conforme previsto no art. 7º da CF. c) seletividade e distributividade na prestação dos serviços e benefícios: não obstante a universalidade da cobertura, haverá limites na concessão de benefícios e prestação de serviços. Ex: a lei seleciona os trabalhadores de baixa renda para a percepção do salário-família. d) irredutibilidade do valor dos benefícios: é vedada a redução efetiva dos valores nominais das prestações. Além disso, o art. 201, § 2º, da CF prevê o reajustamento periódico dos benefícios, de modo a preservar-lhes o seu valor real. e) eqüidade na forma de participação do custeio: também denominado princípio da solidariedade contributiva, como expressamente previsto no “caput” do art. 195 da CF ao dispor que a seguridade social será financiada pelo Estado e por Direito Previdenciário - 1

201. O objetivo dessa norma é proibir que recursos da seguridade social sejam desviados para outras finalidades. Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS). SEGURADOS: “são as pessoas físicas filiadas ao RGPS. 154. Os órgãos colegiados são o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). 9º/11 do DecreS E M I E XTE N S I V O . 201 da CF/88. www. aposentados e do governo nos órgãos colegiados de deliberação. 195 da CF.213. c) equilíbrio financeiro e atuarial: deve ser observada a relação entre custeio e pagamento de benefícios. assegura a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada. como estabelecido no art. mas que desejam contribuir de forma facultativa. 12 da Lei 8. por meio de lei complementar (competência tributária residual da União – art. alterado pela EC n. Estados e DF (art. i) orçamento diferenciado: a CF estabelece que a receita da seguridade social constará de orçamento próprio.213 e 12 da Lei 8. ou não”. 11 da Lei 8. § 4º. Também os que não estão inseridos no mercado de trabalho.com.Direito Previdenciário  Dependentes: I – cônjuge. 165. de qualquer condição. § 5º. de qualquer condição. com participação de trabalhadores. a organização da previdência social é sob a modalidade de regime geral. Distrito Federal e Municípios. empregadores e Estado (com a participação da sociedade em geral). CF). assistência e previdência) e a unificação das previdências urbana e rural no RGPS. menor de 21 anos ou inválido. XII. II – pais. f) diversidade da base de financiamento (tríplice forma de custeio): o custeio será repartido de forma tripartite entre trabalhadores. segundo critérios estabelecidos na Lei 9. filho não emancipado. e) atualização monetária dos salários de contribuição: todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefícios serão atualizados na forma da lei (art.1. com as contribuições dos trabalhadores provenientes dos descontos em seus salários e pela sociedade em geral. mediante contribuição. CF).º 20/98.796/ 99. h) previdência complementar facultativa: a previdência complementar é autônoma e independente em relação ao regime oficial e é oferecida pela iniciativa privada (art. ou inválido. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL a) filiação obrigatória: do trabalhador que exerce uma das atividades elencadas no art. II. CF). 22. companheiro.Fone: (65) 3624-4404 toda a sociedade.1. comissionados e agentes políticos sem vínculo efetivo. § 2º. companheira. devendo ser observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema previdenciário. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL A Constituição Federal de 1988 inaugurou uma fase de organização da seguridade social no país. h) precedência da fonte de custeio: segundo o art. O RGPS envolve todos os trabalhadores da iniciativa privada e os da Administração Pública contratados sob o regime celetista. 195. nos termos da lei).br  g) princípio da comutatividade: o art. Exceções: salário-família e auxílio-acidente que são benefícios que não substituem o salário de contribuição do beneficiário. 201. 202). 2 . g) caráter descentralizado e democrático da administração mediante gestão quadripartite. da CF/88): a competência para legislar sobre a seguridade social é privativa da União (art. bem como pelos arts. f) preservação do valor real dos benefícios: este princípio será concretizado conforme critérios previstos em lei. dependendo se a filiação for decorrente de exercício de atividade laboral reconhecida pela lei como tal. enquanto a competência normativa em matéria de previdência social e saúde é concorrente da União. 11 da Lei 8. Com a nova redação dada ao art. Outro aspecto que deve ser ressaltado quanto ao princípio da legalidade diz respeito às fontes de custeio da seguridade social previstas no art. 195.212 ou art. 195 da CF. 5º. BENEFICIÁRIOS DO RPGS (SEGURADOS E DEPENDENTES) São beneficiários os destinatários das prestações contempladas pelo RGPS. empregadores. devendo os sistemas de previdência social se compensar financeiramente. 201. § 5º. podendo ser classificados como segurados obrigatórios ou facultativos. da CF. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total (princípio da contrapartida). § 3º. da CF). rural ou urbana. d) garantia do benefício mínimo (art. com a delimitação das ações estatais em cada setor (saúde. Estados. nos termos do art. XXIII. menor de 21 anos. § § 1º e 2º). II. tanto pela receita oriunda da União. Atualmente. (Marcelo Leonardo Tavares) A classificação dos segurados é feita pelos arts. j) legalidade (art. 24. b) caráter contributivo: conforme previsto no art. sem que seja possível atrelar o reajuste a índices e condições do salário mínimo (art. distinto daquele previsto para a União Federal (art.fatoconcursos. da CF. 195. a receita ou o faturamento e o lucro. § 4º.212. § 9º. que não representam um rol taxativo. enquanto Estados e DF instituem normas para efetivação das normas gerais no âmbito local. II. de acordo com o seguinte quadro: Obrigatórios:           Empregado Empregado doméstico Trabalhador avulso Contribuinte individual Segurado especial Segurados Beneficiários    Facultativo I. podendo ser instituídas outras fontes de recursos. CF). nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. temporários. 201. Podem ser segurados (os que mantêm vínculo em nome próprio) e dependentes (aqueles que dependem economicamente dos segurados. a seguridade social é financiada com as contribuições dos empregadores incidentes sobre a folha de salários. i) indisponibilidade dos benefícios previdenciários: os benefícios têm caráter alimentar e são inalienáveis e impenhoráveis. III – irmão não emancipado. equiparado a filho (menor tutelado e enteado). como da receita do concurso de prognósticos (loterias). CF. de filiação obrigatória. CF): nenhum benefício que substitua o salário do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo. III e art. Logo a União estabelece normas gerais para a seguridade social. I. 201 da CF. a fim de se manter o equilíbrio do sistema previdenciário.

o servidor público contratado como empregado pelo regime celetista.fatoconcursos. com ou sem auxílio eventual de terceiros. com o conseqüente reconhecimento jurídico dessa situação. ocupante de cargo efetivo. 3. § 2º do Dec. meeiro ou arrendatário rurais. da CF (temporários). mesmo se desempenhada em localidade rústica. o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21/11/1994. concomitantemente. IX.br parados. na forma da legislação trabalhista (Lei 6019/74). São exemplos de segurado facultativo: a dona-de-casa. para o exercício de atividades de natureza temporária. § 3º da Lei 8. ou das respectivas autarquias e fundações.com. os sócios de empresas e os cooperados de cooperativas de trabalho ou de produção. pois a filiação decorre de lei.876/99. sindicalizado ou não. Se estiver atuando em atividade geradora de lucro. como nos casos dos servidores públicos efetivos filiados a Regime Próprio de Previdência do Servidor Público e os militares. 7º. parceiro. sem vínculo efetivo com os Entes Federativos. sem utilização de empregados. o pescador artesanal e seus assemelhados. FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO: “A filiação é a relação jurídica estabelecida entre o segurado e o INSS. O regime de economia familiar é aquele em que a atividade dos membros da família é indispensável à própria subsistência. e II – seja maior de 16 anos (art. são contribuintes individuais: o garimpeiro. de congregação ou de ordem religiosa. deve ser considerado empregado. 37. bem como o servidor do Estado. 11. Segurado Especial: é o produtor.213). A inscrição do segurado empregado e trabalhador avulso será efetuada diretamente na empresa.788/08.2. presta serviço de natureza urbana ou rural a diversas empresas. § 5º.048/99. profissionais liberais e empresários urbanos e rurais.666/03 dispõe que a pessoa jurídica tomadora de serviço e a cooperativa de trabalho são obrigadas a efetuar a inscrição no INSS dos seus contratados e cooperados. São segurados facultativos os que. (Marcelo Leonardo Tavares). via de regra. Estão compreendidos na categoria de segurado empregado: o trabalhador temporário. salvo quando prestadores de serviços a pessoa jurídica ou cooperados em cooperativa de trabalho. preencham os seguintes requisitos: I – não exerça atividade de vinculação obrigatória a qualquer regime previdenciário. Devem coexistir os requisitos da relação empregatícia: pessoalidade. se ainda não inscritos. 40. contratado por prazo não superior a três meses. Já os segurados domésticos. nessa qualidade. o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada. nessa condição. empregado é aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa. no interior (sede de sítio ou fazenda). os contribuintes individuais. nos termos da Lei 8630/93. subordinado e mediante remuneração).887/04). em caráter não eventual. desde que não vinculado a regime próprio de Previdência Social (a partir da vigência da Lei 10. em atividade sem fins lucrativos (finalidade da exploração do trabalho). que é responsável pelos pagamentos das contribuições. empregado doméstico. 11.  Trabalhador avulso: é o trabalhador que. § 13. 201. por ocasião do primeiro emprego. amarrador de embarcação. Os contribuintes individuais e facultativos dependem da inscrição (cadastramento) e da primeira contribuição para se filiarem ao Regime Geral. Desse modo. o bolsista que se dedique em tempo integral à pesquisa e o presidiário que não exerce atividade remunerada.048/99). o servidor público ocupante exclusivamente de cargo em comissão. da CF). sob sua subordinação e mediante remuneração. etc. Distrital ou Municipal. o bolsista ou estagiário que prestam serviço de acordo com a Lei 11. sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra e a dos demais no INSS. decorre automaticamente de sua inclusão na GFIP.3 . autarquias e fundações públicas (art. de Secretário Estadual. Além disso. a pessoa física ou família. desde que. com intermediação obrigatória de sindicato da categoria ou do órgão de mão-de-obra. II. É vedada a filiação ao RGPS na qualidade de segurado facultativo de pessoa participante de regime próprio de previdência social. de acordo com a permissão prevista no art. salvo na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida. Inscrição é o ato de cadastramento do segurado e dependente junto ao RGPS. respectivamente.  Contribuinte Individual: é a classe de segurado criada pela Lei 9. Empregado: utilizando o conceito derivado do Direito do Trabalho. que exerçam suas atividades. A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada para os segurados obrigatórios. pois nestes casos a Lei 10. os ocupantes de cargos de Ministro de Estado. em condições de mútua colaboração. estadual ou municipal. sem vínculo empregatício. os exercentes de mandato eletivo federal. e da inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição para o segurado facultativo. mediante identificação específica. como contribuintes individuais. sem vínculo efetivo. Ex: Se pela manhã o trabalhador é professor e pela tarde é Direito Previdenciário . com a redação dada pela EC nº 20/98). A filiação do trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa física por prazo de até dois meses dentro do período de um ano.  Empregado Doméstico: é aquele que presta serviço com vínculo semelhante ao empregado (caráter não eventual. conforme demonstrado no quadro acima: empregado. como autônomos. XXIII. Os segurados obrigatórios são divididos nas seguintes espécies. trabalhador avulso e segurado especial. Assim. nos termos do RGPS. bem como seus respectivos cônjuges ou companheiros e filhos maiores de 16 anos de idade ou a eles equiS E M I E XTE N S I V O www. São pessoas que trabalham por conta própria. devem realizar sua inscrição junto ao INSS. via de regra.Fone: (65) 3624-4404 to nº 3. estiva. desde que trabalhem comprovadamente com grupo familiar respectivo. o exercício de mais de uma atividade implica filiação obrigatória a cada uma delas (art. contribuição ao respectivo regime próprio (art. não esteja amparado por regime próprio de previdência social. não-eventualidade e remuneração. contribuinte individual. prorrogável. Importante ressaltar que os empregados filiam-se automaticamente ao RGPS. geradora de direitos e obrigações mútuas”.  A atividade do doméstico é urbana. no âmbito residencial desta. da CF/88. São exemplos de trabalhador avulso os que exercem atividades nos portos brasileiros de capatazia. o estudante. reunindo as antigas espécies de segurado empresário. subordinação. o síndico não-remunerado. Aspecto fundamental na caracterização deste segurado é a prestação de serviço intermediada. individualmente ou em regime de economia familiar. Distrito Federal ou Município. ocorrendo no momento do registro do contrato na carteira de trabalho. o servidor contratado por prazo determinado. devem ser inscritos pelo empregador doméstico. autônomo e equiparado a autônomo. da CF e art. conferência de carga.

I. Não se aplica o princípio da anterioridade legal no tocante ao exercício financeiro previsto no art. Isto não ocorre se não havia. transitada em julgado. estão as leis ordinárias que regulam a matéria. assim. Simultaneamente com a inscrição do segurado especial. 150. A legislação previdenciária compreende um conjunto de princípios. previsão legal de consideração do trabalho como de filiação obrigatória. 150. da Lei nº 8. poderá ter considerado o tempo retroativamente.fatoconcursos. para fins de recolhimento das contribuições previdenciárias Fato não admitido pela legislação é a inscrição após a morte do segurado. quando for o caso. somente fará jus as seguintes prestações: salário-família e reabilitação profissional. recálculo da aposentadoria anterior ou pagamento de pecúlio (é um pagamento em prestação única aos beneficiários na data da ocorrência do falecimento do participante de plano de previdência). aplica-se a regra do art. Contudo. O princípio da legalidade em matéria tributária. A inscrição do segurado especial será feita de forma a vinculá-lo ao seu respectivo grupo familiar e conterá. mediante a apresentação dos documentados listados pelo Regulamento da Previdência Social. o nome do parceiro ou meeiro outorgante. conforme o caso. majoritariamente. delimitando seu campo de atuação. é o instrumento que aprovou o Regulamento da Previdência Social esmiuçando todas as normas previstas na legislação de custeio e de benefício. LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA 4 . com a ressalva de que não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei (art. devendo o aplicador do direito valer-se dos mecanismos destinados a suprir as lacunas da lei: a analogia. porém está colocado em plano secundário. No caso de atividades concomitantes exercidas por contribuintes individuais não haverá duplicidade de inscrição. § 2º. Assim. Os direitos e obrigações previdenciárias decorrem da filiação e não da inscrição. na época dos fatos. O cadastramento de um da classe anterior impede o da classe subseqüente. leis e atos administrativos que corporificam o seguro social. A analogia deve ser utilizada em primeiro lugar. O costume é também fonte supletiva em nosso sistema jurídico. Todavia. constituindo-se. desde que presentes os pressupostos da filiação. CF. aplica-se a regra geral prevista na Lei de Introdução ao Código Civil (LICC. constante. em que se admite a inscrição post mortem do segurado especial. § 6º. será atribuído ao grupo familiar número de Cadastro Específico do INSS – CEI. pública e geral de determinado ato. que prevê que terão vigência para os fatos geradores ocorridos após 90 dias de sua publicação (anterioridade nonagesimal ou mitigada). que possuem natureza tributária. Isto porque o direito brasileiro consagra a supremacia da lei estrita. III. § 1º). destinatários. conforme redação dada pelo Decreto 3265/99. mediante o pagamento das contribuições em atraso.com. desde que comprove esta condição. 4º). institutos. nos termos do art. certidão de óbito ou sentença judicial. são elas: §Materiais: são os fenômenos e os fatos sociais relevantes produzidos pela sociedade e que informam o sistema jurídico. da CF. arrendador. ou aplica-se a norma posterior em detrimento da anterior ou a norma especial em detrimento da geral. certidão de anulação de casamento. para cada uma destas atividades deverá ser formalmente inscrito junto à previdência social. Os princípios gerais do direito são regras de caráter geS E M I E XTE N S I V O III. aplica-se às contribuições sociais para o custeio da seguridade social. “b”. os costumes e os princípios gerais de direito. a lei não permite nova aposentação do segurado. comodante ou assemelhado. art. Somente podem ser utilizados os demais mecanismos se a analogia não puder ser aplicada. 7º.213/91. pois somente haverá uma contribuição. há uma ressalva para o caso de comprovação do trabalho no campo. além das informações pessoais. sob fundamento da aplicação do princípio da solidariedade. Logo. O aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade abrangida pelo regime é segurado obrigatório e fica sujeito às contribuições. Em caso de conflito interpretativo entre normas de mesma hierarquia. §Formais: a principal fonte formal é a Constituição Federal onde está delineado todo o sistema da seguridade social. mesmo posteriormente. Essas normas destinam-se a assegurar o equilíbrio entre as relações humanas. 108. 18. pois sua filiação decorre da inscrição. Aplicação: Quanto à aplicação das normas que instituírem ou modificarem contribuições sociais. tem reconhecido a constitucionalidade da cobrança de contribuição do aposentado que retorna ao trabalho. se nela reside ou o Município onde reside e. a identificação e inscrição da pessoa responsável pela unidade familiar. no ato da inscrição.Direito Previdenciário . em relação à lei. da CF. O Código Tributário Nacional admite a analogia como critério de hermenêutica. o segurado obrigatório deve ter sua filiação reconhecida se conseguir comprovar. O decreto. Abaixo da CF. expressamente previsto no art. Neste caso. com a convicção de sua necessidade. Hierarquia: Prevalece a norma de hierarquia mais alta. a identificação da propriedade em que desenvolve a atividade e a que título. www. 195. A jurisprudência nacional. dentre outros aspectos. O cancelamento da inscrição do cônjuge se processa em face de separação judicial ou divórcio sem direito a alimentos. O escopo do Direito Previdenciário é o conjunto normativo da previdência social. que o segurado facultativo não tem como obter reconhecimento de tempo retroativo.Fone: (65) 3624-4404 advogado. O costume é conceituado como sendo a prática uniforme. Integração Normativa: Em caso de existência de lacuna normativa. XXXIII). pois. Fontes do Direito Previdenciário: as fontes são entendidas como o berço de onde emanam as normas que dão origem ao Direito. Pode-se constatar. O segurado especial integrante de grupo familiar que não seja proprietário ou dono do imóvel rural em que desenvolve sua atividade deverá informar. que no período considerado exerceu atividade prevista em lei è época dos fatos. daí porque este ramo do direito não se aprofunda no estudo dos demais ramos da seguridade social (saúde e assistência social). art. Incumbe ao dependente promover sua inscrição quando do requerimento do benefício a que estiver habilitado. Outro ponto que merece destaque está no fato de que o trabalhador menor aprendiz. poderá ser inscrito a partir dos 14 anos. Parte do princípio de que a situações semelhantes deve-se aplicar a mesma regra de direito.br Pode-se conceituar o Direito como o conjunto de normas gerais e positivas que regem a vida em sociedade. O emprego da analogia consiste em aplicar à hipótese não prevista em lei um dispositivo legal relativo a caso semelhante. por sua vez. exceção à regra geral que exige a idade mínima de 16 anos para o ingresso no mercado de trabalho (CF.

Por isso. sobre o salário-de-contribuição mensal. incidentes sobre o faturamento e lucro. nas esferas federal. mediante remuneração mensal. que unificou as Secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária. relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. mediante decisão de 2/3 dos seus membros. EMPRESA E EMPREGADOR DOMÉSTICO Para o Direito Previdenciário. entidade de qualquer natureza.149). estadual e municipal. ou de quem a lei a ele equiparar (introduzida pela EC nº 42/2003). dos quais parte será alocada na lei orçamentária para custeio do sistema previdenciário.br II – receitas das contribuições sociais. com o recolhimento das contribuições sociais. este não deve ser somado a remuneDireito Previdenciário . art.5 . FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL O artigo 195 da Constituição determina que a sociedade financiará a seguridade social de forma direta ou indireta: direta.417/06. 195 da CF. operador portuário e órgão gestor de mão de obra (Lei 8630/93). V. d) das empresas. as remunerações deverão ser somadas para o correto enquadramento na tabela acima. As alíquotas variam entre 8 e 11%. empresa é a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. 195. mesmo sem vínculo empregatício. Equipara-se a empresa o contribuinte individual em relação ao segurado que lhe presta serviço. bem como os órgãos e as entidades da administração direta e indireta. A exceção diz respeito à hipótese do art. da Constituição. estadual e municipal”.fatoconcursos. e indireta. DF e Municípios. As contribuições para Seguridade Social As contribuições dos segurados a) Contribuição dos segurados empregado. em sua aplicação e integração. estejam ou não incluídas no direito positivo. § 2º. Em consonância com o art. a União detém a capacidade tributária para realizar a cobrança das contribuições sociais através da Secretaria da Receita Federal do Brasil criada pela Lei 11. Além destas.com. as autoridades administrativas devem se adequar ao enunciado das súmulas vinculantes. Por esta razão. Aplicam-se-lhes. respeitando-se o limite máximo de contribuição. “sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível. IV. etc. www. através da participação dos orçamentos dos entes federativos. conforme tabela abaixo: V. Além da competência tributária. A jurisprudência não pode ser considerada como fonte do Direito Previdenciário. com a redação dada pela Lei 11. 154. c) dos trabalhadores e demais segurados da previdência social. com base na competência residual prevista no § 4º o art. como o que não admite escusa de não-cumprimento da lei por não conhecê-la (LICC. 103-A da Constituição. associação. missão diplomática. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. as prestações de serviços de saúde e assistência social são efetuadas independentemente de contribuição dos beneficiários. e) sobre a receita de concursos de prognósticos. poderão ser instituídas outras contribuições. S E M I E XTE N S I V O Sempre que ocorrer mais de um vínculo empregatício para os segurados empregado e doméstico. III – receitas de outras fontes. Quando houver pagamento de remuneração relativa a décimo terceiro salário. empregado doméstico. conforme disposto no art. que orientam a compreensão do sistema jurídico. como o de que “a boa-fé se presume”. e sem finalidade lucrativa. as disposições do Código Tributário Nacional em matéria geral de legislação tributária. de forma não cumulativa. sobre a qual incidirá a alíquota estabelecida em lei para determinar o valor da sua contribuição mensal. quando não houver disciplina específica na legislação previdenciária. conforme estabelecido no art. pois não se configura como norma obrigatória. incidentes sobre a folha-de-pagamento e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados.457/2007. aprovar súmula que. 3º) e outros estão implícitos no sistema jurídico. proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. 28 a Lei 8212): Essa contribuição será calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota. f) do importador de bens e serviços do exterior. Alguns passaram a integrar o direito positivo. não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo RGPS. administrativa e penal”. De acordo com o artigo 64-B da Lei nº 9.Fone: (65) 3624-4404 nérico. Apenas para as prestações da previdência social há a exigência de contribuições. com a utilização dos tributos pagos pela coletividade. à pessoa física que lhe preste serviço. As contribuições sociais estão incluídas no Sistema Tributário Nacional (art. suprimindo. mas apenas a orientação predominante nos tribunais no tocante à aplicação da lei. eventuais lacunas normativas.1. repartição consular. O salário-de-contribuição é a base de cálculo da contribuição do segurado. empregado doméstico e avulso (art.784/99. da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei. se diz que a solidariedade se faz presente neste sistema de financiamento da seguridade. O STF poderá. b) dos empregadores domésticos. desde que por lei complementar. nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante. o financiamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas: I – receitas provenientes dos orçamentos da União. I. a cooperativa. 102. pois. A União é competente para instituir as seguintes contribuições sociais com esta finalidade: a) do empregador. possuem natureza de tributo. a qualquer título. de ofício ou por provocação. Estados. com fins lucrativos ou não. Esta mesma regra se aplica às remunerações do trabalhador avulso. CF. inclusive. O empregador doméstico é o que admite a seu serviço. incidentes sobre o seu salário-de-contribuição. Importante ressaltar que apesar do sistema ser contributivo. nas esferas federal. a partir de sua publicação na imprensa oficial. que dispõe: “As decisões definitivas de mérito.

aberto ou fechado. l) o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. recebidas a título de incentivo à demissão. quando paga ou creditada de acordo com lei específica. 477 da CLT. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.069. desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. c) a parcela “in natura” recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. 143 e 144 da CLT.321. por força da atividade. os arts. de 30 de outubro de 1973. u) a importância recebida a título de bolsa de aprendizagem garantida ao adolescente até quatorze anos de idade. g) a ajuda de custo. quando excedente a cinqüenta por cento da remuneração mensal.Direito Previdenciário www. j) a participação nos lucros ou resultados da empresa. nos termos e limites legais. 7. em parcela única. nos termos da Lei nº 6. desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da remuneração mensal. n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença. 4. nos termos do art. d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. ou seja. recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. observados. O limite mínimo do salário-de-contribuição do menor aprendiz corresponde à sua remuneração mínima definida em lei. t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica. de 20 de dezembro de 1996. As parcelas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição estão descritas no art. observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho. O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial. e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa. inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar. 21 da Lei nº 9. o salário-decontribuição será proporcional ao número de dias de trabalho efetivo. 64 da Lei nº 8. exclusivamente: a) os benefícios da previdência social. 2. recebidas a título da indenização de que trata o art. da categoria ou. q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico. f) a parcela recebida a título de vale-transporte. despesas médico-hospitalares e outras similares. legal ou normativo. 6. alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência. na forma estabelecida em regulamento.929. i) a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário.394. o afastamento ou a falta do empregado ocorrer no curso do mês. de 14 de abril de 1976. o) as parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira. de 8 de junho de 1973.com. a dispensa. recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos 6 .212/91. de que trata o art. Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei. quando devidamente comprovadas as despesas realizadas. previstas no inciso I do art. anterior a 5 de outubro de 1988. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 5. desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa. s) o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista. 9º da Lei nº 7. O salário-maternidade é considerado salário-de-contribuição. O limite máximo do salário-de-contribuição é o estabelecido na Portaria 568/2010. 3. recebidas a título da indenização de que trata o art. 479 da CLT. inclusive o reembolso de despesas com medicamentos. exceto para o cálculo de benefício.fatoconcursos. na forma da legislação própria. óculos. tomado no seu valor mensal.889. 470 da CLT. recebidas a título da indenização de que trata o art. desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. de 13 de julho de 1990. Integram o salário-de-contribuição o total das diárias pagas. diário ou horário. observado o limite máximo de seis anos de idade. h) as diárias para viagens. em canteiro de obras ou local que. e) as importâncias: 1. próprio da empresa ou por ela conveniado. b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5. S E M I E XTE N S I V O . ao salário mínimo. inexistindo este. Quando a admissão. 36 da Lei nº 4. exija deslocamento e estada.Fone: (65) 3624-4404 ração mensal para efeito de enquadramento na tabela de salários-de-contribuição. na forma do art. salvo o salário-maternidade. r) o valor correspondente a vestuários. v) os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais. de 29 de outubro de 1984. Parcelas integrantes e não-integrantes da base de cálculo do salário-de-contribuição O salário-de-contribuição é a base de cálculo para incidência da contribuição previdenciária. 9º e 468 da CLT. 14 da Lei nº 5. no que couber. será aplicada a alíquota sobre os valores em separado. 9. quando paga nos termos da Lei nº 11788/08. relativas à indenização por tempo de serviço.br expressamente desvinculados do salário. recebidas a título de licença-prêmio indenizada. O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição. de 1º de dezembro de 1965. aparelhos ortopédicos.238.870. conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. m) os valores correspondentes a transporte. equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. 8. de acordo com o disposto no art. desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. 28 da Lei 8. x) o valor da multa prevista no § 8º do art. na forma estabelecida em regulamento. do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço-FGTS. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT.

3% incidente sobre o valor bruto da comercialização de sua produção rural. até o dia 20 do mês seguinte ao da competência.Fone: (65) 3624-4404 b) Contribuinte individual e facultativo Para os contribuintes individuais e facultativos filiados ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social). juntamente com as contribuições a seu cargo.Para o segurado contribuinte individual . é necessário que as contribuições estejam em dia. § 12. isentas da cota patronal e ministro de confissão religiosa. membros de instituto de vida consagrada. concomitantemente. o percentual é de 20%.a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria. que optarem pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição. Nota: A partir do momento em que for feita a inscrição. independentemente da data de inscrição. Caso o saláriode-contribuição seja superior ao salário mínimo. Este percentual é composto da seguinte maneira: · 2. alterou dispositivos das Leis nos 8. · 0.o valor por ele declarado. o contribuinte individual que prestar serviço. a missão diplomática ou repartição consular de carreira estrangeira. A empresa tomadora do serviço ficará responsável pelo recolhimento. a contribuição até o valor mínimo mensal do salário-de-contribuição. que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A empresa que remunerar contribuinte individual deverá fornecer a este. . o fato deverá ser comunicado à empresa em que estiver prestando serviços como segurado empregado ou trabalhador avulso. ou ao empregador doméstico. para observância do limite máximo de contribuição. . o segurado fica isento de contribuir com o carnê. da Constituição Federal. Observação: Com a Medida Provisória nº 83 de 12/12/2002 e a conversão desta na Lei nº 10. o contribuinte individual é obrigado a complementar. c) Segurado especial A contribuição do segurado especial corresponde ao percentual de 2. recebida pelo contribuinte individual por serviços prestados a uma ou mais empresas. ambas de 24 de julho de 1991.7 . inclusive doméstico ou trabalhador avulso. diretamente. sob as penas da lei. for inferior a este. microempresas e empresas optantes pelo SIMPLES) e cooperativas são obrigadas a arrecadar a contribuição previdenciária do Contribuinte Individual a seu serviço. 201. Para aderir a este plano simplificado. Observação: No caso de contribuintes individuais que prestarem serviço a entidades beneficentes. observando o limite máximo do salário-de-contribuição. o segurado continua responsável pelo recolhimento da sua contribuição. durante o mês. é preciso solicitar a baixa da inscrição. inclusive com o número do cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e o número de inscrição do contribuinte individual no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). comprovante de pagamento pelo serviço prestado consignando.br cada empresa. observados os limites mínimo e máximo do salário-de-contribuição. no caso de segurado empregado doméstico. sua contribuição é de 20% sobre o salário-de-contribuição. A forma simplificada de adesão à Previdência Social (Plano Simplicado da Previdência Social – PSPS) foi regulamentada pelo Decreto 6042 de 12/02/2007.o total da remuneração mensal. o segurado deve trabalhar por conta própria (não presta serviço à empresa) e deve contribuir sobre o salário mínimo. com exceção dos contribuintes individuais que aderiram ao Plano Simplificado da Previdência Social e recolhem com alíquota reduzida. será aplicada sobre a parcela complementar. Para efeito da observância do limite máximo do saláriode-contribuição. deverá apresentar às contratantes o recibo de pagamento de salário relativo à competência anterior à da prestação de serviços ou prestar declaração. exceto quando: .666 de 08 de maio de 2003. de 14 de dezembro de 2006. devida ou creditada.fatoconcursos.  a  sua identificação completa.o contribuinte individual prestar serviço a outro contribuinte individual. . Dessa forma. mediante declaração.213. for inferior ao limite mínimo do salário-de-contribuição.1% para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT). ficará em débito com a Previdência Social. Dessa maneira.170/00) a contribuição a ser descontada é de 20% sobre a remuneração paga. podendo deduzir quarenta e cinco por cento da contribuição patronal da empresa . de que é segurado empregado.2% para o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). mediante a apresentação do comprovante de pagamento. observado o limite máximo de contribuição. deverá informar a S E M I E XTE N S I V O www. exercer atividade como empregado ou trabalhador avulso. e criou a alíquota de 11% para os segurados contribuinte individual e facultativo. (Lei nº 10. de congregação ou de ordem religiosa que receber valores de entidades religiosas e instituições de ensino vocacional. por serviços prestados a pessoas jurídicas. além dos valores da remuneração e do desconto   feito  a  título  de  contribuição  previdenciária. a Lei Complementar n° 123. consignando o valor sobre o qual é descontada a contribuição naquela atividade ou declarando que a remuneração recebida naquela atividade atingiu o limite máximo do salário-de-contribuição e identificando a empresa ou o empregador doméstico que efetuou ou efetuará o desconto sobre o valor por ele declarado. E ainda. a mais de uma empresa.Para o segurado facultativo . Direito Previdenciário . Na hipótese de o segurado exercer as duas atividades. o valor recebido sobre o qual já tenha incidido o desconto de contribuição. Neste caso.com. pois. ao segurado. somente poderá fazê-lo. conforme previsto acima e ser efetuado primeiro o desconto da contribuição como segurado contribuinte individual. Salário-de-contribuição: .o segurado quiser contribuir com um valor superior ao descontado pela empresa. as empresas (inclusive empregador rural pessoa jurídica. caso contrário. Assim o segurado deverá recolher diretamente a complementação da contribuição. Caso o segurado pare de contribuir. e · 0. O contribuinte individual que prestar serviço a empresas e. no mesmo mês.0% para a Seguridade Social. Em consonância com o art. a produtor rural pessoa física. se exercer outra atividade que o enquadre como segurado obrigatório.212 e 8. limitado a nove por cento do respectivo salário-de-contribuição. devida ou creditada a este segurado. Para dar baixa na inscrição é necessário se dirigir a uma das Agências da Previdência Social/INSS. quando as remunerações recebidas no mês. mediante desconto de 11% da remuneração paga. a alíquota de 20% (vinte por cento).

com. O enquadramento é feito de acordo com a atividade preponderante da empresa. Lei 8212). 22.br médico-residente. Neste caso.1% a título de SAT.5% de acordo com o enquadramento da empresa em virtude de sua atividade econômica. 9 ou 6% incidente sobre a remuneração paga. I. Trata-se da contribuição do segurado-cooperado. recolhem como empresas urbanas. Por fim. entidades como bancos e fundos de previdência privada devem recolher 22. inclusive tem a responsabilidade pela retenção dos valores devidos à previdência pelos cooperados. 2% ou 3% a depender do grau de risco da atividade preponderante no bojo da entidade empregadora (leve. na hipótese de exercício de atividade que autorize a concessão de aposentadoria especial apo 15. d) Contribuições para terceiros SESI/SESC/SENAC/SEBRAE e outros: alíquotas que variam em média de 0. O fato gerador da contribuição previdenciária é o crédito do trabalhador. por sua vez. não importando o momento da quitação do salário do trabalhador. a.Fone: (65) 3624-4404 Sempre que o segurado especial vender sua produção rural à adquirente pessoa jurídica. por contratar mão-de-obra remunerada são: 20 % sobre o total das remunerações pagas. há diferenças de alíquotas entre o adicional de SAT da cooperativa de trabalho e o de produção. da Lei 8212). II. da Lei 8212). sobre a sua remuneração deverá incidir o percentual devido ao SAT. Dessa forma. Ressalte-se ainda que o único contribuinte individual que faz jus aos benefícios decorrentes de acidente de trabalho é o 8 . a qualquer título. 22. b. 20% sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados contribuintes individuais que lhe prestam serviços (art. relativamente a serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho (art. 3% ou 2% relativamente ao valor dos serviços prestados pelos segurados sujeitos à aposentadoria especial após 15. 20 ou 25 anos de trabalho. é o equivalente a 2. o percentual de 11% e recolher. A única exceção a essa regra se verifica nas atividades de piscicultura. quando a cooperativa detenha por qualquer forma os meios de produção. respectivamente. respectivamente. No caso. Além da incidência da alíquota de 1. c) Salário Educação: alíquota de 2. quando submeter os trabalhadores cedidos a condições nocivas de trabalho. aos cofres da previdência (art. a cooperativa de produção contribui com as alíquotas de 12. As contribuições sociais a cargo da empresa ou equiparada. respectivamente) conforme previsto no art. Com a edição da Lei 10666/2003 foi atribuída às empresas a obrigação de reter. A contribuição das cooperativas As cooperativas de trabalho são pessoas jurídicas de direito privado. médio e alto. 20 ou 25 anos de contribuição. deverá emitir uma nota fiscal.6%. Além desta. deverá reter 11% do valor creditado ao cooperado e repassá-lo à previdência. após 15. b) SAT/RAT (seguro de acidente de trabalho ou contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa. 22. da fatura ou do recibo de prestação de serviços. do valor a ser pago ao contribuinte individual a seu serviço. devidas ou creditadas. 7% ou 5% conforme a atividade exercida pelo cooperado permita a concessão de aposentadoria especial após 15.fatoconcursos. Logo.5% do total da folha de salários para a seguridade social (art.666/2003 acresceu à contribuição de 15% devida pela empresa tomadora de serviços. IV.Direito Previdenciário . A alíquota do adicional do SAT é de 12. Sempre que uma cooperativa colocar à disposição de uma empresa tomadora de serviços mão-de-obra de seus associados. da Lei 8212). se a empresa tiver algum em seus quadros. O segurado especial além desta contribuição obrigatória. § 1º. devida ou creditada ao cooperado filiado. sem fins lucrativos. e não de acordo com cada estabelecimento da empresa. em virtude da exposição a agente nocivo a sua saúde ou integridade física. Lei 8212). acrescida de 4%. 57. 22. carcinicultura (produção de crustáceos). IV. parágrafos 6º. deverá efetuar a retenção de 11% do montante devido à empresa prestadora dos serviços. totalizando 2. Assim sendo. 31. incidente sobre o valor bruto da receita da produção. o adicional de 9%. também poderá contribuir facultativamente aplicando-se a alíquota de 20% sobre o respectivo salário-de-contribuição (segurado facultativo). A cooperativa de produção recolhe para a previdência como uma empresa comum. 2 ou 3% em favor do SAT. como contribuinte individual. 22. decorrente dos riscos ambientais do trabalho): adicional que varia entre 1%. sendo irrelevante para efeitos previdenciários o inadimplemento salarial. As contribuições das Empresas: www. uma vez que nessas áreas de produção a base de cálculo da contribuição é a remuneração contida na folha de pagamento dos segurados. 15% sobre o valor bruto da nota fiscal. mesmo aos contratados sem vínculo empregatício. A Lei 10. As cooperativas de trabalho não se confundem com as cooperativas de produção.5% da receita bruta de sua produção rural. há de se frisar que a empresa contratante de serviços mediante cessão-de-obra (ex: tomadora de serviços de limpeza terceirizados). 20 ou 25 anos de contribuição. para fazer jus aos benefícios previdenciários com valores superiores a um salário mínimo. O tomador deverá recolher em seu nome próprio e CNPJ o equivalente a 15% do montante pago (valor bruto) em favor da seguridade social (art. A lei instituiu um adicional de 2. fatura ou recibo de pagamento. 22. suinocultura e avicultura. é obrigado a recolher mais 0. Entende-se por cooperativa de produção aquela em que os associados contribuem com seus serviços para a produção em comum de bens. 20 ou 25 anos de contribuição. avulso ou contribuinte individual. trabalhadores avulsos e contribuintes individuais que lhe prestam serviços. A contribuição dos empregadores rurais A contribuição do empregador rural pessoa jurídica. inclusive agroindústria.5% sobre a folha de pagamento dos empregados das empresas. avulsos e contribuintes individuais. II. aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestam serviços (art. a lei também instituiu o adicional do SAT que visa o custeio do benefício previdenciário denominado aposentadoria especial.5% a incidir nas contribuições devidas pelas instituições financeiras sobre a folha de salários dos empregados. A contribuição também será a substitutiva. c da Lei 8212/91 e Anexo V do Decreto 3048/99. Lei 8212).5 a 2. consumidora ou consignatária. formadas pela associação de trabalhadores que prestam serviços de forma autônoma. juntamente com a quota por ela devida. A cooperativa. 7º e 8º da Lei 8213). que é concedido a segurado empregado. estas ficarão subrogadas na obrigação de descontar do produtor e efetuar o respectivo recolhimento. 9 ou 6% dependendo da nocividade do agente e incide sobre a folha de cada empregado sujeito à aposentadoria especial (art. nos casos em que S E M I E XTE N S I V O FOLHA DE PAGAMENTO a) Toda empresa é obrigada a recolher a contribuição incidente sobre a folha de salários e demais rendimentos dos trabalhos a ela prestados.

o produtor rural pessoa física também deverá recolher a sua parte como contribuinte individual (segurado). deve-se atentar ao fato de que ambos são pessoas físicas.9 VI. Independe de carência a concessão das seguintes prestações.1% da receita da venda da produção. b) 10 meses de atividade rural para o salário-maternidade da segurada especial. o trabalhador avulso. porém como benefício comum. limitado ao teto de recolhimento previdenciário. Por outro lado. 201. No tocante às contribuições devidas pelo produtor rural pessoa física a alíquota substitutiva é de 2. I e parágrafo único da Lei 8213/91 (aposentadoria por idade ou por invalidez.fatoconcursos. se for um concurso da iniciativa privada. são contemplados com benefícios acidentários apenas o segurado empregado. quando se destinam a trazer algum tipo de compensação ao trabalhador (auxílio-acidente e salário-família). este não ter empregados. O produtor rural pessoa física contribui com 2. após filiar-se ao RGPS for acometido de alguma das doenças e afecções. visto que o recolhimento deverá ocorrer mês a mês. A responsabilidade pelo recolhimento da contribuição é sempre do produtor rural pessoa jurídica. Se o concurso é patrocinado pelo Estado. nos casos de incapacidade para o trabalho. De igual forma. São pagos aos dependentes a pensão por morte e o auxílioS E M I E XTE N S I V O c) . c) 12 meses para o auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. realizados no Brasil. 24 da Lei 8. PLANO DE BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Os benefícios são as prestações pecuniárias devidas pelo Regime Geral de Previdência Social aos segurados. contribuirá com 5% da receita bruta de qualquer forma de patrocínio. colheita da produção. § 2º. A contribuição sobre a receita bruta é substitutiva da contribuição sobre a remuneração de empregados.com. deformação. inclusive o empregado doméstico. em regra não é do produtor rural pessoa física ou do segurado especial a obrigação de efetuar o recolhimento. loteria esportiva.213/91): a) 10 meses para o salário-maternidade da contribuinte individual e facultativo (em caso de parto antecipado o período de carência é reduzido em número de contribuições equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado). já que a referente a estes ocorre pelo fato de terem empregadores. Os demais segurados. nacionais ou internacionais. São devidos aos segurados as aposentadorias. A contribuição dos clubes de futebol A associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional contribui com 5% sobre a receita bruta decorrente dos jogos. para se diferenciar um do outro.1% de SAT. o salário-maternidade e o salário-família. Na prática. salário-família e auxílio-acidente. a cada três anos. reclusão. Assim. Atendendo ao princípio constitucional da seletividade e uniformidade. o segurado especial e o médico residente (único contribuinte individual que recebe benefício acidentário). os benefícios são classificados em remuneratórios. A exceção ocorre quando a venda da produção é feita diretamente no varejo. o segurado deve cumprir os períodos de carência. os benefícios são classificados em comuns e acidentários. bem como nos casos de segurado que. A carência pode ser conceituada como o número mínimo de contribuições mensais exigidas para a concessão de um benefício (art. o auxílio-acidente. a contribuição devida pelo segurado especial é de 2. os benefícios concedidos aos segurados especiais previstos no art. Diferentemente da empresa rural. propaganda e transmissão de espetáculos desportivos.213/91). ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado. especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social. Todos os benefícios são encontrados na versão comum. auxílio-doença. desde que comprove o exercício de atividade rural no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício igual ao número de meses correspondentes à carência do benefício requerido e salário-maternidade no valor de um salário-mínimo à segurada que comprove Direito Previdenciário . quando visam à substituição da remuneração percebida pelo segurado.br Quanto ao risco social do acidente de trabalho. por exemplo.1%. mas sim do adquirente ou consignatário. www. exclusivamente. 39.Fone: (65) 3624-4404 consórcio simplificado de produtores rurais e cooperativas de produção utilizam serviços de segurados empregados para realizarem. no valor de um saláriomínimo. auxílio-reclusão. publicidade.1% por possuir empregados. loteria federal e corridas de cavalo. Resumidamente o prazo e os benefícios que exigem carência são (art. d) 180 meses para as aposentadorias por idade. trabalhadores avulsos e SAT. quando não se exige a carência. Mas se sofrerem algum acidente que os incapacite para o trabalho. Além dessa. sendo 2% a título de contribuição sobre a receita bruta da produção e 0. da CF e. apenas o equivalente a 5% sobre o movimento global de apostas será revertido aos cofres públicos. Veja também que a contribuição substitutiva devida pelo produtor pessoa física não se estende ao contribuinte individual por ele contratado para prestação de serviços. permitindo-se o pagamento em valor inferior ao salário-mínimo. no exterior ou para outro segurado especial ou pra outro produtor rural pessoa física. Deve-se destacar que essa contribuição não se confunde com a devida pelos clubes de futebol profissional. em caso de morte ou prisão. não podendo ser pagos em valor inferior ao salário-mínimo. nos termos do art. Dos Concursos de Prognósticos Considera-se concurso de prognósticos todo tipo de jogo oficial ou legal como loto. e aos dependentes. de acordo com os critérios de estigma. 26 da Lei 8213/91: a) b) pensão por morte. toda receita líquida será destinada para a seguridade social. Já os acidentários são pagos em virtude de um sinistro laboral. deficiência. residindo a distinção daquele em relação ao segurado especial pelo fato de. não recebem benefício decorrente de acidente. 25 da Lei 8. exceto se decorrentes de acidente de trabalho. auxílio-reclusão ou pensão. qual seja 20% sobre o salário-de-contribuição. enquanto o segurado especial recolhe tal percentual para si e para os membros de sua família que com ele trabalham. de qualquer modalidade esportiva. Para obter determinados benefícios. A lei não permite suprir a carência com pagamento antecipado ou atrasado das contribuições. sena. mas não do adquirente da produção. auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho. Quanto aos destinatários. do auxílio-acidente. o auxílio-doença. licenciamento de uso de marcas e símbolos. indenizatórios (ou complementares). Quanto à natureza. os benefícios são classificados como devidos aos segurados ou aos dependentes. em consonância com o art. como é o caso. receberão o auxílio-doença. em regra. mutilação.

é calculada a partir do salário de benefício e não terá valor inferior ao do salário-mínimo. considerar-se-á como saláriode-contribuição. o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social. Logo. auxílioS E M I E XTE N S I V O Nas regras de carência há um caso especial que envolve a perda da qualidade de segurado. reajustado nas mesmas épocas e nas mesmas bases dos benefícios em geral.” O salário-de-benefício consiste: I. o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração. conta-se da data do primeiro recolhimento em dia. e para restabelecê-la o segurado deverá recolher. de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. desejar se aposentar. será concedido o benefício de valor mínimo. poderá fazê-lo.com. Mantém  a  qualidade  de  segurado. resultante de promoção regulada por normas gerais da empresa. desde que comprovada essa situação pelo registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. A rigor. o benefício será concedido sempre que se tiver 180 meses de contribuição. especial e idade.br          §  4º A  perda  da  qualidade  de  segurado  ocorrerá  no dia seguinte ao do término do prazo fixado no Plano de Custeio da Seguridade Social para recolhimento da contribuição referente ao mês imediatamente posterior ao do final dos prazos fixados neste artigo e seus parágrafos. inclusive o voluntariamente concedido nos trinta e seis meses imediatamente anteriores ao início do benefício.         V - até  3 (três) meses após o licenciamento. empregada doméstica e trabalhadora avulsa. Se. a qualquer título. Vejamos abaixo a redação os prazos estabelecidos no art. Passados tais períodos. 15 da Lei 8213/91: “Art. que substituir o salário-de-contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado. no cálculo do salário-de-benefício. www.  auxílio-doença e auxílio-acidente na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo. A renda mensal do benefício de prestação continuada.  independentemente de contribuições:          I - sem limite de prazo. b) atualização anual. sobre os quais tenha incidido contribuição previdenciária.fatoconcursos. ocorre a perda da qualidade de segurado. O valor do salário-de-benefício não será inferior ao de um salário mínimo. no mínimo mais 1/3 das contribuições para a carência do benefício pretendido. observados os seguintes critérios:  a) preservação do valor real do benefício.          VI  -  até  6  (seis)  meses  após  a  cessação  das  contribuições. ao completar 65 anos. 15 (redação abaixo) os chamados “períodos de graça”. ao trabalhador avulso e empregado doméstico que tenham cumprido todas as condições para a concessão do benefício pleiteado. mas a pessoa mantém a condição de segurado. o segurado retido ou recluso. pro rata. c) variação de preços de produtos necessários e relevantes para a aferição da manutenção do valor de compra dos benefícios. Exceções foram introduzidas pela Lei 10.666/2003 na questão da carência das aposentadorias por tempo de contribuição.666/2003 de que a perda da qualidade de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade.para as aposentadorias por idade e por tempo de contribuição. Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do segurado empregado. de sentença normativa ou de reajustamento salarial obtido pela categoria respectiva. a expectativa de sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar). Esta perda ocorre quando o segurado deixar de exercer atividade remunerada (desemprego ou doença sem estar no gozo de benefício) ou não mais contribua para a previdência. nem superior ao limite máximo do salário-decontribuição na data de início do benefício. sob forma de moeda corrente ou de utilidades. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário mínimo. no período. multiplicada pelo fator previdenciário (o fator previdenciário consiste em uma fórmula matemática que considera a idade. b) data do início da atividade rural: segurado especial. o aumento dos salários-de-contribuição que exceder o limite legal. entre 1980 e 1995. mas não possam comprovar o valor dos seus salários-de-contribuição no período básico de cálculo. 15. salvo se homologado pela Justiça do Trabalho. devendo esta renda ser recalculada. no período básico de cálculo. o segurado tiver recebido benefício por incapacidade. na média aritmética simples dos maiores saláriosde-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo. salário-maternidade às seguradas empregada.         IV - até 12 (doze) meses após o livramento. Não será considerado. não podendo ser inferior ao salário mínimo nem superior ao limite máximo do salário-de-contribuição. o segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar. o segurado acometido de doença de segregação compulsória.Direito Previdenciário . 10 . com base no percentual definido em Decreto do Poder Executivo. II - para  as  aposentadorias  por  invalidez  e  especial.         § 3º Durante os prazos deste artigo. o segurado facultativo.         II -  até 12 (doze)  meses após a  cessação das contribuições. A lei 8. em vista da disposição contida na Lei 10. No tocante à aposentadoria por idade. por exemplo. Ao segurado empregado.Fone: (65) 3624-4404 d) exercício de atividade rural pelo período de 10 meses).         § 2º Os  prazos do inciso II  ou do  § 1º serão acrescidos de 12 (doze) meses para o segurado desempregado. se um segurado trabalhador urbano pagou a previdência por 15 anos.         III - até 12 (doze) meses após cessar a segregação.         § 1º O prazo do inciso II será prorrogado para até 24 (vinte e quatro) meses se o segurado já tiver pago mais de 120 (cento e vinte) contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado. em que não há recolhimento. estes são os termos iniciais para a contagem da carência de cada segurado: a) data da filiação: para empregado e trabalhador avulso.213 prevê no art. a renda mensal dos benefícios de aposentadoria por idade ou por invalidez. e em 2005. o salário-de-benefício que serviu de base para o cálculo da renda mensal. admitida pela legislação do trabalho. Para as aposentadorias por tempo de contribuição e especial basta o segurado contribuir pelo tempo restante para fazer jus ao benefício. nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição. c) para os demais. quem está em gozo de benefício. quando da apresentação de prova dos salários-de-contribuição. Para os segurados especiais.

ainda que de forma descontínua. continuando ativo nas outras. 2) auxílio-acidente: é o benefício concedido a empregados. avulsos e segurados especiais. se mulher. Também a dita emenda acabou com a aposentadoria por tempo de serviço proporcional aos que se filiarem ao sistema após a sua edição. da mesma forma que a Gratificação de Natal dos trabalhadores. 4) aposentadoria por idade: é devida ao homem que completar 65 anos e à mulher que completar 60 anos. na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social. fará jus ao auxílio-doença em relação a esta. devendo os documentos ser contemporâneos aos fatos a comprovar. nos 10 (dez) meses imediatamente anteriores ao do início do benefício. se homem. no período. contribuinte individual. o requisito será de 30 anos para o homem e 25 para a mulher. 20 ou 25 anos. que aderiram ao plano simplificado de filiação previdenciária. tampouco com o auxílio-acidente em conseqüência do mesmo evento. 201. períodos de contribuição sob outras categorias do segurado. A renda mensal desse benefício (RMB) é 91% do salário-de-benefício (base de cálculo utilizada para o pagamento de benefícios). conforme o caso. Caso o segurado especial queira somar ao período de trabalho na atividade rural. 6) aposentadoria especial: há previsão constitucional para concessão de benefícios diferenciados para os casos de atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador (art. trabalhador avulso e contribuinte individual. durante o ano. 3) auxílio-reclusão: é o benefício concedido aos dependentes de segurado de baixa renda. Para o trabalhador rural. O valor da RMB é 100% do valor da aposentadoria por invalidez a que faria jus o segurado no momento do recolhimento à prisão. em média. pensão por morte ou auxílio-reclusão. recolhido à prisão. Vejamos a seguir as espécies de benefícios: 1) auxílio-doença: é o benefício concedido a todos os segurados do RGPS em virtude de incapacidade temporária.fatoconcursos. A aposentadoria especial será devida ao segurado empregado. até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou do óbito. Para os professores que comprovem exclusivamente tempo de efetivo exercício em função de magistério de educação infantil. ou seja. que tenha trabalhado durante 15. como forma de indenização mensal. em cada exercício. quando o segurado estiver suscetível de recuperação. A RMB é 70% do salário-de-benefício mais 1% por cada grupo de 12 contribuições. observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos. O valor do abono anual correspondente ao período de duração do salário-maternidade será pago. mantendo uma regra transitória para os que já faziam parte do RGPS. e aos 65 anos. Se o segurado exercer mais de uma atividade de vinculação obrigatória ao RGPS e ficar incapacitado somente para uma atividade. bem como para os segurados garimpeiros que trabalhem em regime de economia familiar. sujeito a condições especiais que Direito Previdenciário . e tiver cumprido a carência de 180 meses de contribuição. 100% do SB. Consiste em 50% do salário-de-benefício do auxílio-doença originário. É devido a partir do dia seguinte ao da S E M I E XTE N S I V O www. que não receber remuneração de empresa nem estiver em gozo de auxílio doença ou aposentadoria. trabalhador avulso. A empresa pode requerer a aposentadoria (compulsória) do empregado desde que este tenha cumprido o período de carência e tenha completado 70 anos se homem e 65 se mulher. desde que necessite afastar-se de sua atividade habitual por mais de 15 dias. desde que comprovada o exercício de atividade rural. recebeu auxílio-doença. desde que comprove o exercício de atividade rural. assim. É. É devido abono anual (13ª prestação) ao segurado e ao dependente da Previdência Social que.Fone: (65) 3624-4404 doença.com. O segurado especial. não sendo considerada a contribuição sobre o 13º salário. Para a segurada especial fica garantida a concessão do salário-maternidade no valor de 1 (um) salário mínimo. igual ao número de meses correspondentes à carência do benefício requerido ou a renda poderá ser calculada. É devida ao segurado que completar 35 anos de contribuição. enquanto for mantida a condição de segurado. conforme estabelece a Lei 10666/2003. e 30 anos de contribuição. juntamente com a última parcela do benefício nele devida. O abono anual está disciplinado no art.11 . conforme alteração promovida pela LC 123/06 Tal como na aposentadoria por idade. o segurado será aposentado por invalidez. 120 do Decreto 3042/99.7 anos de idade. considerando-se como salário-de-contribuição mensal do período como segurado especial o limite mínimo de salário-de-contribuição da Previdência Social. O STF decidiu pela constitucionalidade da utilização do fator previdenciário. Falecendo o segurado detido ou recluso. ainda que de forma descontínua. auxílio-reclusão ou pensão corresponderá ao valor de 1 (um) salário mínimo. desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social. É devido a partir do 16º dia de afastamento para os empregados e desde a data do início da incapacidade para os segurados empregado doméstico. no ensino fundamental ou no ensino médio como docente em sala de aula. Para aposentarse com 100% do SB o segurado terá que contribuir por 30 anos. CF). § 1º. Como não há requisito de idade mínima para teste tipo de aposentadoria. Se ficar atestado por perícia médica que a incapacidade para o trabalho é permanente. 5) aposentadoria por tempo de contribuição: foi criada a partir da EC 20/98 e sempre será paga no valor integral de 100% do SB. no que couber. aos 53. O auxílio-doença é inacumulável com o salário-maternidade. passando a ser 60 para o homem e 55 para a mulher. A possibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição faz com que os brasileiros conquistem a aposentadoria.br cessação do auxilio-doença.fórmula atuarial que tem por base o tempo de contribuição e a idade quando da concessão do benefício. este somente quando cooperado filiado à cooperativa de trabalho ou de produção. enquanto o beneficiário estiver submetido a tratamento médico e a processo de reabilitação profissional. tendo por base o valor da renda mensal do benefício do mês de dezembro de cada ano. o limite de idade será reduzido em cinco anos. o segurado contribuinte individual e o segurado facultativo. se homem. auxílio-acidente ou aposentadoria. 40 da Lei 8213/91 art. segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). a lei criou o fator previdenciário . não farão jus à aposentadoria por tempo de contribuição. O abono anual será calculado. A prova do tempo de contribuição é feita mediante documentos que comprovem o exercício da atividade nos períodos a serem contados. se presentes os requisitos para concessão. especial ou facultativo. salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de agravamento dessa doença ou lesão. imediatamente anterior ao requerimento do benefício. o benefício será automaticamente convertido em pensão. após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza. benefício concedido em caráter provisório. poderá se aposentar aos 60 anos. a perda da qualidade de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por tempo de contribuição. que resultarem seqüelas que impliquem em redução da capacidade para o trabalho ou impossibilidade de desempenho da atividade que exercia à época do acidente. Não será devido ao segurado que se filiar ao RGPS já portador da doença ou da lesão invocada como causa do benefício. se mulher.

quando o benefício for requerido até 30 dias após o falecimento ou a partir do requerimento. O mesmo se aplica no caso de natimorto. se o segurado já era aposentado quando do falecimento.br mento do filho ou documentação referente ao equiparado. a aposentadoria será automaticamente cancelada. É vedado ao aposentado especial continuar ou retornar à atividade que o sujeite a qualquer agente nocivo à saúde listado no anexo IV do RPS.com. inclusive a mãe-adotiva empregada. até quatorze anos de idade. exceto no caso do segurado empregado (devida a partir do 16º dia do afastamento da atividade ou a partir do requerimento) e no caso do segurado empregado doméstico. durante toda a jornada de trabalho. o sindicato ou órgão gestor de mãode-obra para os avulsos e o INSS pagará as aposentados e aos empregados em gozo de beneficio de incapacidade. por ser absolutamente incapaz. ou em caso de desaparecimento do segurado. a qualquer tempo. Para se verificar seu estado de invalidez. O valor da aposentadoria será acrescido de 25%. contribuinte individual. e de 30 dias. 60 dias. A morte presumida é decretada mediante sentença declaratória de ausência. No entanto. a partir de 1º de janeiro de 2011. Cessa o pagamento em caso de morte do dependente. se a recuperação for total. A RMB consiste em 100% do SB. No caso de empregada gestante. Se a criança vier a falecer durante a licença-maternidade (120 dias).Direito Previdenciário www. trabalhador avulso.41  para  o  segurado  com  remuneração  mensal não superior a R$ 573. É devido a partir da data da apresentação da certidão de nasci12 . devendo a pensionista optar por uma delas. cessando com a morte do aposentado e sem se incorporar à pensão por morte. Para o menor de 16 anos.213/91) em caso de morte do segurado. O valor da RMB é fixa. 8) salário-família: é o benefício concedido aos segurados de baixa renda (segurado empregado. mas tem o direito de receber retroativaS E M I E XTE N S I V O . desde que tal fato seja comprovado por atestado médico. mesmo que total. a aposentadoria por invalidez é causa de suspensão do contrato de trabalho. corresponde a 1/12 do valor sobre o qual incidiu sua última contribuição anual e para as seguradas contribuinte individual e facultativa. mas somente as insalubres. a RMB consiste em renda igual à remuneração integral. nos termos do art. A empresa pagará o benefício para os empregados. Para a segurada especial. a aposentadoria será mantida (integralmente e parcialmente) durante os períodos previstos na lei até cessar definitivamente. se o aposentado necessitar de assistência permanente de outra pessoa. se a recuperação for parcial ou. quando a criança tiver até um ano completo de idade. especial ou facultativo (a contar da data do início da incapacidade ou da data do requerimento. com base em laudo técnico de condições ambientais de trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. 10) pensão por morte: é devida aos dependentes (art. trabalhador avulso e aposentado). sob pena de suspensão do benefício. exceto no caso de aposentadoria por invalidez.73  para  o  segurado  com  remuneração  mensal superior a R$ 573. quando então será devido pelo período de 120 dias.11. ou inválido de qualquer idade. não corre prescrição do benefício (Ex: o segurado faleceu e deixou um dependente de 14 anos e este somente requereu a pensão quando completou 16 anos. mas não de extinção. a cessação do benefício ocorrerá após tantos meses quantos forem os anos de duração do auxílio-doença e da aposentadoria. Será concedida normalmente a partir do dia imediato ao da cessação do auxílio-doença. O valor da RMB será 100% da aposentadoria. não há óbice legal que impeça a acumulação de aposentadoria com pensão. exceto nos casos de acidentes de qualquer natureza ou causa. Para os demais segurados. Para as seguradas empregada e avulsa. Resguardadas as situações de direito adquirido. No caso do segurado empregado. em cada vínculo sujeito a condições especiais. no início ou fim do período. por motivo de catástrofe. consiste no valor do seu último salário-de-contribuição. O início do benefício pode ocorrer 28 dias antes do parto até o dia deste e será pago até 91 dias após o parto. como vimos. apurados em um período não superior a 15 meses. 151 da Lei 8213/91. A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário denominado perfil profissiográfico previdenciário emitido pela empresa ou seu preposto. é de:  I  -  R$  29. O valor da pensão será rateado em partes iguais entre os dependentes. corresponde a 1/12 da soma dos últimos 12 salários-de-contribuição.fatoconcursos. inclusive férias. sendo vedado o recebimento de pensões deixadas por dois sucessivos cônjuges.58. acidente ou desastre. O valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição. da decisão judicial. 7) aposentadoria por invalidez: será concedida ao segurado de qualquer categoria que. o benefício não será interrompido. é de 12 contribuições mensais.Fone: (65) 3624-4404 prejudiquem a saúde (ambientes insalubres) ou a integridade física (ambientes perigosos). a partir de quatro até oito anos completos de idade. se inválido. podendo ser ampliado por duas semanas a critério médico. Será devido o benefício por duas semanas em caso de aborto não criminoso. mesmo que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal. 9) salário-maternidade: tem por objetivo a substituição da remuneração da segurada gestante durante os 120 dias de repouso. para segurada que adotar ou obtiver a guarda judicial para fins de adoção de criança. que possuir filho ou equiparado menor de 14 anos ou inválido de qualquer idade. também. É possível a cumulação de pensões diversas (ex: pensões deixadas por marido e filho falecidos). ou quando o dependente completar 14 anos ou. o aposentado estará obrigado. não são consideradas especiais as atividades perigosas. receberão o benefício diretamente no INSS. A RMB é 100% do SB. que não pode ser cumulada com qualquer espécie de benefício. Para a empregada doméstica. 16 da Lei 8. O início do pagamento será a partir do óbito. estando ou não em gozo de auxílio-doença. De igual forma. A carência desse benefício. ou quando o segurado for acometido por uma das doenças graves elencadas no art. o empregador continuará a recolher a sua contribuição patronal e descontará a contribuição previdenciária devida pela segurada. quando cessar a incapacidade e pelo desemprego do segurado. Caso haja a recuperação do aposentado e este retornar voluntariamente à atividade. enquanto permanecer nessa situação. referentes à licença-maternidade. licença médica e auxílio-doença decorrente do exercício dessas atividades. O mesmo ocorrendo para o caso do segurando empregado que tiver direito a retornar à função que desempenhava na empresa quando a recuperação ocorrer dentro de 5 anos contados da data do início da aposentadoria ou do auxílio-doença que a antecedeu. O art. 3º Lei 10666/2003 dispõe que a perda da qualidade de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria especial. a partir de um até quatro anos completos de idade. Considera-se tempo de trabalho para fim de aposentadoria especial os períodos de exercício de atividade permanente e habitual. se entre essas datas decorrerem mais de 30 dias). o pagamento do benefício cabe à empresa que será reembolsada (Lei 10710/03). reajustável em junho de cada ano. Mesmo durante o pagamento do salário-maternidade. A RMB não está sujeita ao limite máximo do maior salário-de-contribuição. se efetuado após 30 dias do óbito ou no caso de morte presumida. comprovado mediante prova hábil. somente ocorrer após cinco anos de inatividade. 475 da CLT. As demais seguradas.59 e igual ou inferior a R$ 862. ou 100% da aposentadoria por invalidez a que faria jus o segurado se não aposentado na data do óbito. a se submeter a exame médico bienal. É pago. for considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação para o exercício de qualquer atividade.  II  -  R$  20.

Somente será admitido o processamento de justificação administrativa na hipótese de ficar evidenciada a inexistência de outro meio capaz de configurar a verdade do fato alegado. Caracteriza motivo de força maior ou caso fortuito a verificação de ocorrência notória.          III - os  menores  de  dezesseis  anos. os pontos que pretende justificar. pode ser feita mediante justificação administrativa ou judicial e só produzirá efeito quando baseada em início de prova material. A aceitação de informações relativas a vínculos e remunerações inseridas extemporaneamente no CNIS. em número não inferior a três nem superior a seis. devendo esses documentos ser contemporâneos dos fatos a comprovar e mencionar as datas de início e término e.13 . O processo de justificação administrativa é parte de processo antecedente. após a homologação do processo. para fornecer ao segurado as informações contidas no CNIS. O segurado poderá solicitar.  quando  a ciência  do fato. até o terceiro grau. no dia e hora marcados. vedada sua tramitação na condição de processo autônomo.com. para os efeitos da Lei 8213/91. cujos depoimentos possam levar à convicção da veracidade do que se pretende comprovar. a partir dos 14 anos). quando se tratar de trabalhador avulso. Somente é dispensado o início de prova material quando houver ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito. A prova de tempo de contribuição é feita mediante documentos que comprovem o exercício de atividade nos períodos a serem contados. a seguir. Prazos de Decadência e Prescrição (arts. à autoridade que houver designado o processante. A justificação administrativa será processada sem ônus para o interessado e nos termos das instruções do INSS. com a apresentação de documentos comprobatórios dos dados divergentes. capitulado no art. este deverá ser encaminhado ao setor competente de arrecadação para levantamento e cobrança do crédito. Não será admitida a justificação administrativa quando o fato a comprovar exigir registro público de casamento. O INSS terá até 180 (cento e oitenta) dias. a contar do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou.  quando  dele  resultar  a  morte  ou  a incapacidade temporária. indicando testemunhas idôneas. conforme disposto no Regulamento. que tenha atingido a empresa na qual o segurado alegue ter trabalhado. deverá o interessado juntar prova oficial de sua existência no período que pretende comprovar.fatoconcursos. devendo ser comprovada mediante registro da ocorrência policial feito em época própria ou apresentação de documentos contemporâneos dos S E M I E XTE N S I V O www. ou de qualquer ato jurídico para o qual a lei prescreva forma especial. clara e minuciosamente. do dia em que tomar conhecimento da decisão indeferitória definitiva no âmbito administrativo. não sendo admitida prova exclusivamente testemunhal. e o início de prova material apresentado levar à convicção do que se pretende comprovar. tais como incêndio. descendente ou colateral. indo o processo concluso. exclusão ou retificação de informações constantes do CNIS. de idade ou de óbito. contados da data em que foram praticados. a incapacidade permanente ou o agravamento das seqüelas do acidente.  e        IV - o ascendente. Se a empresa não estiver mais em atividade. VIII. quando for o caso. por consangüinidade ou afinidade. 103. 103 da Lei 8213/91. a qualquer momento. prestadas em justificações processadas perante a Previdência Social. VII. RECURSOS ADMINISTRATIVOS O INSS utilizará as informações constantes no Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS sobre os vínculos e as remunerações dos segurados. 299 do Código Penal. JUSTIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA A comprovação do tempo de contribuição. As testemunhas. a duração do trabalho e a condição em que foi prestado. Não podem ser testemunhas:         I - os loucos de todo o gênero. observado o disposto no art. inundação ou desmoronamento. No caso dos segurados empregado doméstico e contribuinte individual. a inclusão. Para o processamento de justificação administrativa. Direito Previdenciário . dependa dos sentidos. contados da data:          I  -  do  acidente.         II - os cegos  e surdos. a quem competirá homologar ou não a justificação realizada. e verificada a correlação entre a atividade da empresa e a profissão do segurado. serão inquiridas a respeito dos pontos que forem objeto da justificação. salvo o direito dos menores.Fone: (65) 3624-4404 mente. A homologação da justificação judicial processada com base em prova exclusivamente testemunhal dispensa a justificação administrativa. Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. inclusive retificações de informações anteriormente inseridas. que lhes faltam. fica condicionada à comprovação dos dados ou das divergências apontadas. na forma do Código Civil. o interessado deverá apresentar requerimento expondo. tempo de contribuição e relação de emprego. se complementada com início razoável de prova material. 103-A e 104 da Lei 8213/91): É de dez anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão de benefício. verificada esta em perícia médica a cargo da Previdência Social. comprovação de filiação ao Regime Geral de Previdência Social. toda e qualquer ação para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela Previdência Social. ou         II - em que for reconhecida pela Previdência Social. serão aplicadas as penas previstas para o crime de falsidade ideológica. o prazo decadencial contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. A justificação processada perante a Previdência Social visa suprir a falta ou insuficiência de documento ou provar fato ou circunstância de interesse do beneficiário. salvo na ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito. que se quer provar. No caso de efeitos patrimoniais contínuos. contados a partir da solicitação do pedido. As ações referentes à prestação por acidente do trabalho prescrevem em 5 (cinco) anos.br fatos. Prescreve em cinco anos. para fins de cálculo do salário-de-benefício. O direito da Previdência Social de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os seus beneficiários decai em dez anos. Aos autores de declarações falsas.       Não  caberá recurso  da decisão  da autoridade  competente do Instituto Nacional do Seguro Social que considerar eficaz ou ineficaz a justificação administrativa. incapazes e ausentes. salvo comprovada má-fé. a contar da data em que deveriam ter sido pagas.

pela Previdência Social. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. 327 do CP define funcionário público. interpor recurso especial às Câmaras de Julgamento. de 2008) Das decisões proferidas pelo INSS. ressalvado o direito da parte interessada de pedir a revisão da decisão no prazo decadencial previsto na lei de benefícios. Havendo dúvida sobre a regularidade do vínculo incluído no CNIS e inexistência de informações sobre remunerações e contribuições. que capitula o crime de falsificação de documento público: “Art. e multa. nome do segurado e seus dados pessoais. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços”.029. revogando as hipóteses criminais anteriormente contidas no art. na atualização ou na revisão.983/2000) A Lei 9. 17 da Lei no 8. quando não conformados. 337-A). apenas poderá ser praticado por funcionário público. com base nos índices estabelecidos em lei. de ação judicial que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto. É de trinta dias o prazo comum às partes para a interposição de recurso e para o oferecimento de contrarrazões. 20 da Lei 8742/93) na concessão.Falsificar.212/91. o funcionário. quando ele perde a capacidade de trabalho. b) Auditoria-Geral. 297 . tem por finalidade promover o reconhecimento.983/2000 acrescentou ao art. nos documentos mencionados no § 3o. introduziu no Código Penal os tipos penais intitulados de apropriação indébita previdenciária (art. de 12 de abril de 1990. A referida lei também inseriu na legislação penal o art. e  multa. II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. 95. vinculada ao Ministério da Previdência Social. DE 11/09/2009. no todo ou em parte. bem como na emissão de Certidão de Tempo de Contribuição e na correção de dados constantes do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).Fone: (65) 3624-4404 Considera-se extemporânea a inserção de dados decorrentes de documento inicial ou de retificação de dados anteriormente informados. Para as Juntas de Recursos. os livros mercantis e o testamento particular. foram aprovadas a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão. c) Corregedoria-Geral. d) Diretoria  de  Orçamento. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. Parágrafo único. 2º do Anexo I do Decreto 6934/2009. o título ao portador ou transmissível por endosso. em vigor desde 15/10/2000. poderão os interessados.br a previdência social.  de  dois  a  seis  anos. De acordo com o art. comodidade aos seus usuários e ampliação do controle social.983.          §  2º  -  Para  os  efeitos  penais. ou a informação retificadora. o INSS exigirá a apresentação dos documentos que serviram de base à anotação. instituída com fundamento no disposto no art. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO INSS A Previdência Social é uma instituição pública que tem como objetivo reconhecer e conceder direitos aos seus segurados. sob pena de exclusão do período. poderão os segurados.Distrito Federal. (Incluído pela Lei Complementar nº 128. 313-B. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante 14 . e comete o crime prevalecendo-se do cargo. O art.fatoconcursos. embora transitoriamente ou sem remuneração. forem apresentados após os prazos estabelecidos em regulamento (Art.  e S E M I E XTE N S I V O . recorrer às Juntas de Recursos-JR. referentes ao reconhecimento de direitos (benefícios previdenciários ou assistenciais previstos no art. Por meio do Decreto nº 6934. quando não conformados. morte e desemprego involuntário. das Funções Gratificadas e das Funções Comissionadas do INSS. aumenta-se a pena de sexta parte. quando o documento ou a retificação. Instituto Nacional do Seguro Social. seja pela doença. as empresas e os órgãos do INSS. invalidez. a remuneração. CRIMES CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL (LEI 9. O INSS. II - órgãos  seccionais: a) Procuradoria  Federal  Especializada. ou mesmo a maternidade e a reclusão. A renda transferida pela Previdência Social é utilizada para substituir a renda do trabalhador contribuinte.  Finanças  e  Logística. 297 do CP. É um crime próprio. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena – detenção. ou alterar documento público verdadeiro:          Pena -  reclusão. ressalvadas as matérias de alçada exclusiva das Juntas de Recursos. 313-B abaixo transcrito: Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações: Art. Das decisões proferidas no julgamento do recurso ordinário. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. X. de direito ao recebimento de benefícios por ela administrados. A mesma Lei 9. com sede em Brasília . exerce cargo.Direito Previdenciário www.  equiparam-se  a  documento público o emanado de entidade paraestatal. 19-A e 19-B do Decreto 3048/99).         § 1º  - Se o  agente  é funcionário público. § 4 o Nas mesmas penas incorre quem omite. IX. da Lei 8.com. idade avançada. III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. por iniciativa do beneficiário. as ações de sociedade comercial. o recurso interposto é denominado ordinário. esta é a estrutura organizacional do INSS: I - órgão  de  assistência  direta  e  imediata  ao  Presidente: Gabinete. Modificar ou alterar. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. emprego ou função pública. 168-A) e sonegação de débito previdenciário (art. para os efeitos penais. 19. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. assegurando agilidade. documento público. Constitui alçada exclusiva das Juntas de Recursos as decisões colegiadas fundamentadas em matéria médica e reajustamento de benefício em manutenção. ou às Câmaras de Julgamento-CaJ do Conselho de Recursos da Previdência Social-CRPS. Conclui-se o processo administrativo com a decisão administrativa não mais passível de recurso. como sendo aquele que. autarquia federal. A propositura.

f) Auditorias-Regionais. órgão de Assistência Direta e Imediata ao Presidente do Instituto. orçamento. promovido mediante adesão espontânea dos servidores ocupantes de cargos efetivos. perícia médica e de reabilitação profissional. bem como promover a orientação à sociedade objetivando o reconhecimento do direito. exclusivamente. licitação e contratos. b) Diretoria  de  Saúde  do  Trabalhador. compete supervisionar. Compete ainda a Diretoria de RH julgar os servidores do INSS em processos administrativos disciplinares. supervisionar. serviço social. e) Procuradorias-Seccionais. quando a penalidade proposta for de advertência. À Corregedoria-Geral compete acompanhar o desempenho dos servidores e dirigentes dos órgãos e unidades do INSS. coordenar e articular a gestão das Gerências-Executivas sob sua jurisdição. quanto à qualificação dos recursos humanos e diretrizes e parâmetros referentes ao perfil e à lotação dos servidores para o provimento de recursos humanos e para a administração do quadro geral de pessoal do INSS. no âmbito do INSS e as ações de capacitação de âmbito nacional. manutenção. inclusive as efetuadas por executores indiretos. O Decreto explicita as atribuições de todos os órgãos acima elencados que compõem a estrutura organizacional do INSS. bem como a operacionalização da compensação previdenciária e a emissão de certidões de tempo de contribuição. habilitação e reabilitação profissional. das Gerências-Executivas e das Agências da Previdência Social. as funções comissionadas e as funções gratificadas integrantes da estrutura regimental do INSS serão efetuadas em conformidade com a legislação vigente. além de coordenar as ações de atendimento direto e remoto aos usuários dos serviços do INSS. Os Gerentes-Executivos serão escolhidos. subordinadas ao Presidente. acompanhar e controlar o desenvolvimento de auditorias preventivas e corretivas. As nomeações para os cargos em comissão. informação e conscientização da sociedade. À Diretoria de Saúde do Trabalhador compete gerenciar. nomeados na forma da legislação.com. inclusive as efetuadas por executores indiretos. que priorize o mérito profissional.fatoconcursos. na forma e condições definidas em portaria ministerial.br zes gerais para os órgãos e unidades descentralizadas. bem como aprovar a participação de servidores no Programa de Pós-Graduação. operacionalização da compensação previdenciária entre o Regime Geral de Previdência Social e outros regimes de previdência. Compete ao Gabinete. assistir ao Presidente do INSS em sua representação política e social e ocupar-se da comunicação social e do preparo e despacho do seu expediente administrativo. atender as demandas da Ouvidoria-Geral da Previdência Social. executar as atividades de orientação. Compete ainda às Gerências-Executivas assegurar o controle social. fixas e móveis. IV - unidades  e  órgãos  descentralizados: a) Superintendências  Regionais. c) Agências  da  Previdência  Social. inclusive aquelas decorrentes das parcerias locais. engenharia. serão providos. recurso e revisão de direitos aos benefícios administrados pelo INSS. em lista quíntupla composta a partir de processo de seleção interna. por servidores ocupantes de cargos efetivos pertencentes ao quadro de pessoal do INSS ou do Ministério da Previdência Social. pertencentes ao quadro de pessoal do INSS ou do Ministério da Previdência Social. diretriS E M I E XTE N S I V O www. Quanto às unidades e órgãos descentralizados: Às Gerências Regionais. compete supervisionar as Agências da Previdência Social sob sua jurisdição nas atividades de reconhecimento inicial. por intermédio da celebração de convênios e parcerias constituídos com empresas. e a operacionalização da compensação previdenciária entre o Regime Geral de Previdência Social e outros regimes de previdência.  e g) Corregedorias-Regionais. coordenar. prefeituras municipais e outros agentes públicos e comunitários. À Diretoria de Orçamento. em articulação com a Gerência-Executiva. Às Agências da Previdência Social compete proceder ao reconhecimento inicial. patrimônio. bem como decidir sobre recursos interpostos por servidores contra decisões administrativas proferidas pelos Gerentes-Executivos. Quanto aos órgãos específicos singulares: À Diretoria de Benefícios compete gerenciar o reconhecimento pela Previdência Social de direito ao recebimento de benefícios por esta administrados. atender com presteza as demandas oriundas da Ouvidoria-Geral da Previdência Social. bem como julgar os servidores do INSS em processos administrativos disciplinares. em especial por meio da manutenção dos Conselhos de Previdência Social. À Diretoria de Recursos Humanos compete propor ao Presidente. promover a instauração de sindicâncias e processos administrativos disciplinares. À Diretoria de Atendimento compete assegurar a qualidade dos serviços prestados aos usuários do INSS. finanças e contabilidade. em articulação com as demais Diretorias. controlar. quando a penalidade proposta for de suspensão até trinta dias. III - órgãos  específicos  singulares: a) Diretoria  de  Benefícios.PEP. assistenciais e os relativos aos servidores públicos federais de reabilitação profissional e de serviço social. Em breve síntese. as atividades de perícia médica. À Auditoria-Geral compete planejar. Finanças e Logística compete planejar. de reabilitação profissional e de serviço social. normatizar e supervisionar as atividades relacionadas com as áreas de logística. b) Gerências-Executivas.15 . normatizar e desenvolver estudos voltados para o aperfeiçoamento das atividades de perícia médica de benefícios previdenciários. de acordo com as diretrizes estabelecidas no Programa de Educação Previdenciária . Quanto aos órgãos seccionais: Compete à Procuradoria Federal Especializada representar judicial e extrajudicialmente o INSS. regionais ou nacionais. Direito Previdenciário . manutenção. Os cargos em comissão e as funções gratificadas integrantes das Gerências Regionais. quanto à preparação programas de aperfeiçoamento. Às Gerências-Executivas. fiscalizando e avaliando sua conduta funcional. subordinadas às respectivas Gerências Regionais. analisar a pertinência de denúncias relativas à atuação dos dirigentes e servidores do INSS. recomendando ações preventivas e corretivas aos órgãos e unidades descentralizadas. d) Procuradorias-Regionais. apontaremos algumas dessas atribuições.  e c) Diretoria  de Atendimento.   O  INSS  é  dirigido  por  um  Presidente  e  cinco  Diretores. recurso e revisão de direitos ao recebimento de benefícios previdenciários e assistenciais. apoiar e controlar as unidades de atendimento a elas vinculadas. em consonância com o modelo de gestão por resultados. identificando e avaliando riscos. desenvolvimento e gestão de recursos humanos. exclusivamente. perícia médica. orientar.Fone: (65) 3624-4404 e) Diretoria  de  Recursos  Humanos.

recurso e revisão de direitos ao recebimento de benefícios previdenciários por incapacidade.Fone: (65) 3624-4404 Às Agências da Previdência Social de Benefícios por Incapacidade compete executar os serviços de reconhecimento inicial.br 16 . restabelecimento. propor consulta formal às Divisões ou Serviços de Benefícios e à Procuradoria da Gerência-Executiva à qual se vincula. e propor consulta formal às Divisões ou Serviços de Benefícios da Gerência-Executiva a que se vincula. www.com. e prestar informações e esclarecimentos à Procuradoria Federal Especializada e ao Poder Judiciário.Direito Previdenciário S E M I E XTE N S I V O . Às Agências da Previdência Social de Atendimento de Demandas Judiciais compete executar os serviços de cumprimento de decisões judiciais para o reconhecimento inicial. conversão e revisão de direitos ao recebimento de benefícios previdenciários.fatoconcursos.

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