COPA DO MUNDO DE 2014 E AS PERSPECTIVAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO ESTADO DE PERNAMBUCO: CASO DA CIDADE DA COPA EM SÃO LOURENÇO DA MATA.

1 O BRASIL E A COPA DO MUNDO 2014

A possibilidade de investir -se como o país sede de uma Copa de Futebol mundial aufere ao Brasil a probabilidade de alcançar extrema evidência no cenário global, tornando -se centro da atenção e despertando o interesse de milhões de pessoas de todos os continentes. Porém, os interesses que envolvem a decisão de uma empreitada deste tipo, estão relacionados a diversos fatores. Dentre eles, talvez o mais importante, seja o fato de um evento dessa amplitude abarcar as mais variadas áreas do país, fomentando e catalisando o desenvolvimento e a economia.1

1.1 O impacto sócio-econômico

Foi realizado,no estado do Rio de Janeiro, os Jogos Panamericanos e Parapan-americanos Rio 2007 e em 2011 ocorrerão também os Jogos Mundiais Militares. A Copa do Mundo de Futebol de 2014 acontecerá nas seguintes cidades e respectivos estados: Rio de Janeiro Horizonte Rio de Janeiro, São Paulo ² São Paulo, Belo Distrito

Minas Gerais, Porto Alegre ² Rio Grande do Sul, Brasília Mato Grosso, Curitiba Paraná, Fortaleza

Federal, Cuiabá Amazonas, Natal

Ceará, Manaus

Rio Grande do Norte, Recife

Pernambuco e em Salvador ²

1 SILVA, Renata Freitas da. Copa do Mundo de 2014 : a política externa brasileira em perspectiva. Disponível em: http://bdm.bce.unb.br/bitstream/10483/1071/1/2010_RenataFreitasSilva.pdf. Acesso: 02/jun/2011.

Bahia. Esses eventos esportivos caracterizam-se como importantes meios de exposições mundiais, pois mostram um país e principalmente as cidades-sede, em âmbito mundial. Como conseqüência, estes locais congregam diversas

possibilidades de servirem como expositores para a apresentação da imagem e das oportunidades de negócio no Brasil. Os eventos esportivos com suas características prioritariamente trans- profissionais, estão diretamente ligados a diversos segmentos econômicos, deixando à sociedade a possibilidade de identificar e aproveitar as oportunidades proporcionadas pelo meio. 2 De acordo com as estimativas previstas por CHIAS para a Copa 2014, calcula-se em 500 mil o número de turistas internacionais que vão desembarcar para assistir ao evento. Dessa forma, o Brasil vai ser notícia de grande interesse para mais de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo. Se tivermos a capacidade de informá-los sobre o país, seu potencial de negócios inovadores, além, é claro, da sua dimensão continental, diversidades cultural e natural, será possível dinamizar a internacionalização da produção de bens e serviços brasileiros no mundo do esporte. 3 ALVES constata que existe necessidade de recursos provenientes de linhas de crédito e incentivos a toda a cadeia produtiva vinculada ao segmento esportivo; o incentivo à indústria nacional voltada ao esporte e às empresas de serviço que atuam na área e que são de fundamental importância para o desenvolvimento do esporte no país. No que tange ao financiamento das atividades de empreendedorismo no campo do esporte há que se registrar que agências de 2 TERRA, Branca; BATISTA, Luiz A.; ALMEIDA, MARIZA e CAMPOS, Sérgio R. C. A Oportunidade

de inovação no esporte é nossa! Polêm!ca, v. 10, n. 1, p 74 - 90 ± , janeiro/março 2011Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.polemica.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/view/86/169. Acesso: 2/jun/2011. 3 CHIAS, JOSEP. Brasil 2014: uma visão a partir do marketing e do turismo. Disponível em http://www.gramado.onde.ir/component/content/article/8-variadas/1501-brasil-2014-uma-visao-apartir-do-marketing-e-do-turismo. Acesso: 02/jun/2011.

fomento governamentais já estão implementando políticas públicas de incentivo à inovação tecnológica nos esporte. 4 A Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP investiu cerca de R$ 10 milhões em pesquisas na área esportiva nos últimos três anos (Edital de 2007 do programa de Subvenção Econômica) e lançou o Programa 2014 Bis, em outubro de 2010, para apoiar iniciativas ligadas aos Jogos Olímpicos e à Copa do Mundo que o Brasil vai sediar. Segundo FINEP: ³Essa é a oportunidade e a motivação de criar C&T (ciência e tecnologia) para, finalmente, sermos protagonistas neste cenário, e não apenas compradores de eventos e soluções esportivas´, afirma Ricardo Avellar, coordenador geral de Excelência Esportiva da Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento em entrevista à autora. Segundo ele, a FINEP abriu as portas para o esporte com as iniciativas tomadas no s últimos três anos. Nesse período, a agência do Ministério da Ciência e Tecnologia já concedeu cerca de R$ 10 milhões para apoiar pesquisas e inovação no esporte. Em 2006, foi lançado o Centro de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer - CEDES. um edital com um total de R$ 4 milhões, específico para a área, visando o fortalecimento das redes federais Centros de Excelência Esportiva ± CENESP. A agência, com o objetivo de divulgar estas informações, vem realizando workshop para apresentar o chamado Programa 20 14BIS, que também envolve ações para as Olimpíadas de 2016. No momento em que estão previstos investimentos em infra-estrutura e serviços para que o Brasil possa receber estes dois eventos de grande porte, a FINEP encabeça o programa, que envolve atuação mobilizadora e financiamento de projetos de inovação tecnológica

4 ALVES, José Antonio B. Cenário de Tendências Econômicas dos Esportes e Atividades Físicas no Brasil. IN: DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). Atlas do Esporte no Brasil. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Educação Física - CONFEF, 2006.

voltados para o esporte, um deles ligado à melhoria do desempenho dos atletas brasileiros, o Laboratório Olímpico.5 Até agora, já foram selecionados 13 projetos de instituições de ciência e tecnologia, visando a produção de negócios inovadores, para serem fomentados pela agência. Em 2007, por iniciativa da Financiadora, o setor esportivo foi incluído no edital do Programa de Subvenção Econômica, que destinou R$ 6,97 milhões a cinco projetos. Ainda segundo FINEP: ³agora, mais do que nunca, o esporte entrou na lista de prioridades do Governo brasileiro ´. Segundo Ricardo Leyser, secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, o orçamento da pasta cresceu mais de três vezes desde a sua criação, em 2003. Desde então já foi investido R$ 1,4 bilhão em mais de sete mil obras, que vão desde a construção de quadras esportivas e m escolas e espaços comunitários até a implantação de núcleos e centros de excelência para o esporte de alto rendimento em diversos pontos do país. Por meio da Lei Agnelo-Piva, que destina 2% do prêmio das loterias federais aos esportes olímpico, paraolímpico, escolar e universitário, o Governo repassou ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) R$ 433 milhões entre 2003 e2008, para a preparação de atletas e equipes nacionais. Empresas estatais patrocinam modalidades como vôlei de quadra e de praia, futsal, basque te, judô, handebol, tênis, automobilismo, surfe, esportes aquáticos, atletismo, ginástica artística e esportes paraolímpicos. Enquanto isso, o programa Bolsa -Atleta, criado em 2005, beneficiou três mil competidores ainda sem patrocínio ano passado. ³Nunca os atletas brasileiros tiveram tantos recursos e condições para se preparar´, afirma Leyser. A sociedade deve utilizar estes eventos como elementos capazes de impulsionar e estimular cada vez mais a participação das pessoas em ações voltadas ao esporte e p rincipalmente, na criação
5 FINEP, Financiadora de Estudos e Projetos. De olho no pódio, Brasil investe em tecnologias esportivas. Revista Inovação em Pauta ± Capa: Esportes, Número 8, Nov 2009/Jan 2010.

de novos negócios de base tecnológica, oferecendo ao país um legado de educação e trabalho em todas as áreas do conhecimento. 6

de inovação no esporte é nossa! Polêm!ca, v. 10, n. 1, p 74 - 90 ± , janeiro/março 2011Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.polemica.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/view/86/169. Acesso: 2/jun/2011.

6 TERRA, Branca; BATISTA, Luiz A.; ALMEIDA, MARIZA e CAMPOS, Sérgio R. C. A Oportunidade

2 O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

2. 1 O mercado de trabalho e questões correlatas

A capacidade do mercado de trabalho brasileiro para gerar empregos vem, desde há muito, ocupando lugar de destaque no debate sobre a situação econômico -social do país. Isso se deve, em boa medida, à forte pressão da oferta de mão -de-obra ² decorrente tanto de movimentos puramente demográficos quanto de alterações no processo de decisão de ingresso no mercado de trabalho que acarretam mudanças na taxa de participação; mas, também, e com conotação mais preocupante, ao comportamento claudicante da demanda por trabalho, que acaba tolhendo a geração líquida de postos de trabalho. Nos últimos tempos esse tema passou a receber ainda mais atenção da sociedade em geral, em função não só da ascensão da taxa de desemprego a patamares elevados, como da tendência de que ela venha a experimentar elevações adicionais no curto prazo, implicando, conseqüentemente, um expressivo aumento do contingente de desempregados. O debate a esse respeito, de modo geral, baseia -se nos dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que cobre seis das principais regiões metropolitanas (RMs) do Brasil ² São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife ² e, em menor escala, nas informações da Pesquisa Mensal de Emprego e Desemprego (PED) existentes para diversas metrópoles. Além do mais, o mercado de trabalho metropolitano não constitui núcleo

isolado dos demais, podendo haver fortes interações entre eles, por questões de cunho econômico e/ou demográf ico.7 A economia do Nordeste tem apresentado durante sua história alguns indicadores econômicos problemáticos, que representam entraves para o

crescimento econômico sustentável. Alguns exemplos dessas dificuldades podem ser indicados pela renda per capita muito aquém do desejável, pelas altas taxas de desigualdade de renda, além de alto grau de pobreza e baixos níveis de investimento em educação. Embora ainda apresente esse quadro de elevada desigualdade, a economia do Nordeste vem apresentando algumas melhoras. Nas últimas décadas, a relação entre o PIB per capita do Nordeste e o do Brasil cresceu de 41,8% para 56,1% (entre 1960 e 1999, respectivamente). Em parte, pelo menos, esse crescimento provocou uma melhora no quadro enfrentado pela economia nordestina, relativamente àquele experimentado pela economia brasileira como um todo. Note-se ainda que nos últimos anos, o PIB per capita do Nordeste continua crescendo relativamente mais que o do Brasil. A tabela 1 mostra a evolução desse indicador nos anos de 2000 até 2004. Em 2000, o PIB per capita anual do Nordeste era de R$6.000,00; já em 2004, esse valor cresceu para R$6.700,00. Um crescimento de 11,7% durante todo o período, enquanto o PIB per capita do Brasil como um todo aumentou apenas 2,8% durante esses mesmos anos. Ao longo do período, também podemos observar uma mudança no comportamento da estrutura produtiva do Nordeste. O setor agropecuário, que apresentava, em 1960, cerca de 30,5% do total produzido na região, passou para 9,1% em 1999. Enquanto isso, o setor terciário (serviços) cresceu de 47,4% em 1960 para 64,3% do total do PIB

7 RAMOS, Lauro; FERREIRA, Valéria. Geração de empregos e realocação espacial no mercado
de trabalho brasileiro ² 1992-2002. Disponível em: http://ppe.ipea.gov.br/index.php/ppe/article/viewFile/33/13. Acesso: 02/jun/2011

nordestino no ano de 1999. Esse intenso crescimento do setor de serviços fez com que ele passasse a representar cerca de dois terços do produto interno bruto da região. Como pode ser visto, o Nordeste tem diversificado mais a sua estrutura produtiva, de modo que a agropecuária está perdendo espaço para os produtos não.8 A economia do Nordeste, desde a década dos 1990, tem crescido pouco acima da média nacional. Isso resulta da tendência que a economia nordestina apresentou de ganhar participação em todos os grandes setores da economia, notadamente na indústria, desde a dé cada dos 1970. Esse desempenho se refletiu em fatos novos observados por diversos especialistas em Economia Regional, entre os quais Diniz (2008). Este autor, considerando a escala nacional como parâmetro analítico, mostra que a indústria de transformação do Nordeste parece ganhar importância em termos nacionais, num contexto de relocalização onde o emprego industrial se revela favorável ao Nordeste. Os serviços acompanham essa dinâmica, muito em função dos serviços modernos, mas com considerável peso do chamado terciário subterrâneo. Em contrapartida, o setor primário nordestino tem perdido participação para o avanço, no Centro -Oeste, da produção agropecuária, notadamente aquela relacionada ao agrobusiness da soja e ao avanço da pecuária rumo ao sudeste do Pará. Ao nível estadual, o desempenho da economia nordestina entre 2002 e 2006 foi amparado no considerável crescimento das economias maranhense e piauiense. Esses estados lideraram o crescimento do PIB da região e, juntamente com o Rio Grande do Norte, tiveram desempenho acima da média regional. O bom desempenho da economia do Maranhão se deveu a uma mudança

8 CALDAS, Renata de M.; LIMA, João P. R. Análise das microrregiões nordestinas com sinais potenciais de aglomerações produtivas. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos , Vol. 2, No 2 (2008). Disponível em: http://www.revistaaber.com.br/index.php/aber/article/view/19/21. Acesso: 02/jun/2011.

na estrutura produtiva em direção a uma maior adição de valor através do setor secundário da economia, o mesmo ocorrendo com o Piauí e, em menor magni tude, no Rio Grande do Norte. Esses estados foram relevantes no sentido de compensar o fraco desempenho das maiores economias da região: Bahia e Pernambuco . Este último, a despeito de manter consolidada a posição de segunda maior economia do Nordeste, se destaca por ter tido o pior desempenho entre todas as unidades federativas do Nordeste, em termos de crescimento. 9

Gráfico 1: Nordeste e Estados Taxa média de crescimento PIB (Em %) (2002 -2006)
Fonte: IBGE ± Contas Regionais.

9 OLIVEIRA, Fábio P. de. Macroeconomia nordestina e dinâmica econômica recente de Pernambuco: perspectiva de mudança ou sinal de continuidade na estrutura produtiva estadual? Anais do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento Regional do Nordeste CICEF/UFPE. RecifePE, 13 a 16 de outubro de 2009.Disponível em: http://www.centrocelsofurtado.org.br/2009/anais/ArtigoCompleto_FabioPimentel_Mesa3.pdf. Acesso: 02/jun/2011

Uma investigação do PIB sob a ótica do valor adicionado pode fornecer pistas que expliquem esse desempenho da economia pernambucana em relação a seus pares regionais no período considerado, portanto, qualificando a análise. Entre 2002 e 2006, o setor primário da economia pernambucana ganha participação na conformação do produto interno bruto estadual. Isso significou, em termos relativos, uma perda de participação dos serviços enquanto a indústria apresentava menor queda na distribuição setorial do produto. Cabe ressaltar a importância, no âmbito do setor terciário, da administração pública para a formação de valor na economia do estado, o que termina por se tornar uma tendência para os Estados de base econômica mais frágil da região. Quanto ao setor primári o, o notável desempenho da fruticultura irrigada na região de Petrolina fornece pistas desse ganho de participação da agropecuária no PIB estadual. De acordo com o estudo elaborado por OLIVEIRA:

³O que se pode concluir, parcialmente, é que o desempenho macroeconômico de Pernambuco entre 2002 e 2006 se deveu à inércia do setor secundário na conformação do PIB estadual. Assim, o setor primário ± o mais dinâmico no período recente, se observada a distribuição setorial do produto ± não deu conta de engendrar um crescimento do PIB em nível semelhante ao dos estados onde o setor secundário ganha participação, ou seja, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. O comportamento do emprego no Nordeste corrobora o desempenho macroeconômico dos estados da região. ´10

10 OLIVEIRA, Fábio P. de. Macroeconomia nordestina e dinâmica econômica recente de Pernambuco: perspectiva de mudança ou sinal de continuidade na estrutura produtiva estadual? Anais do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento Regional do Nordeste CICEF/UFPE. Recife-PE, 13 a 16 de outubro de 2009.Disponível em: http://www.centrocelsofurtado.org.br/2009/anais/ArtigoCompleto_FabioPimentel_Mesa3.pdf. Acesso: 02/jun/2011

Por fim, o que os dados parecem mostrar é que a indústria de transformação tem peso considerável na geração de empregos formais em toda a região, secundada pela construção civil e, nos casos de Sergipe, Bahia e Rio Grande do Norte, pela relevância relativa e r egionalmente superior da indústria extrativa. Dessa forma, para o entendimento do que ocorreu no setor secundário da economia pernambucana torna-se desejável, na medida em que permite mediar a análise entre o produto interno bruto de Pernambuco e o comport amento de suas principais empresas no período, entender como se deu a dinâmica recente da indústria de transformação deste estado. Nesse contexto de perda de participação da indústria no PIB estadual, em termos de valor adicionado, a análise do valor da produção industrial (VBP) pode complementar a qualificação parcial anteriormente realizada e responder com maior precisão o porquê de a indústria ter tido um desempenho desfavorável no período recente. Além disso, permite que sejam apontados os setores mais relevantes da indústria pernambucana, de modo que seja possível encadear logicamente a estrutura macroeconômica, industrial e empresarial em Pernambuco. Na indústria de transformação, destacam -se a fabricação de produtos alimentícios e de bebidas, na qual se insere a fabricação de açúcar. O bom desempenho, traduzido no crescimento em termos médios a uma taxa de 5,8% ao ano, contribuiu para aumentar a participação do segmento no valor da produção entre 2000 e 2006. A fabricação de produtos químicos secunda a produção de alimentos e bebidas, tendo uma participação no VBP da indústria de transformação de 15,6% em 2006. Outro segmento de relevância para a composição do VBP industrial é a metalurgia básica. Ambos os segmentos (química e metalurgia) tiveram desempenho intermediário entre 2000 e 2006, porquanto acima da média da

indústria de transformação, no que diz respeito à taxa de crescimento anual do valor da produção. 11 Logo, em linhas gerais, o desempenho a indústria de transformação pernambucana pode ser explicado a partir da rigidez de sua estrutura produtiva, fortemente baseada no peso da fabricação de alimentos e bebidas, produtos químicos e metalurgia básica. Não se quer dizer com isso que o estado é especializado nesses segmentos; é exatamente a falta d e especialização e a diversidade produtiva, pouco considerável em termos de produção, uma carência identificada na literatura para a promoção do desenvolvimento industrial no sentido de prover ao estado posição competitiva frente à inserção no comércio int er-regional e internacional.12 É por isso que o bom desempenho dos segmentos líderes é amortecido pela dinâmica abaixo da média dos demais segmentos da indústria de transformação estadual. Isso se traduz exatamente na taxa de crescimento negativa para esse conjunto e na inexorável perda de participação desses segmentos no VBP estadual entre 2000 e 2006. Em termos setoriais, reflete -se na perda de participação da indústria no PIB estadual. Araújo aponta a indústria como principal motor de crescimento do esta do e muito provavelmente de transformação da velha estrutura econômica industrial pernambucana num futuro não muito distante, em virtude da dinâmica provocada pelos novos segmentos industriais: indústria naval, petroquímica, siderurgia e pelo pólo fármaco-químico. A evolução recente do valor bruto da produção e do número
11 OLIVEIRA, Fábio P. de. Macroeconomia nordestina e dinâmica econômica recente de Pernambuco: perspectiva de mudança ou sinal de continuidade na estrutura produtiva estadual? Anais do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento Regional do Nordes te CICEF/UFPE. Recife-PE, 13 a 16 de outubro de 2009.Disponível em: http://www.centrocelsofurtado.org.br/2009/anais/ArtigoCompleto_FabioPimentel_Mesa3.pdf. Acesso: 02/jun/2011 12 VERGOLINO, J. e MONTEIRO NETO, A. A economia de Pernambuco no limiar do século XXI . Editora dos Autores, Recife, 2002

de empregados na indústria de transformação pode ser cotejada com a massa salarial. Esta evoluiu, de modo geral, em menor magnitude que o número de empregados, muito em função do desempenho dos principais segmentos que compõem a indústria de transformação pernambucana (alimentos e bebidas, produtos químicos e metalurgia básica). Em contrapartida, a massa salarial evoluiu consideravelmente nos segmentos relacionados à fabricação de madeira, r efino de petróleo e derivados e máquina e equipamentos, ou seja, exatamente nos segmentos que se destacaram na dinâmica ocupacional. Essa evolução pode ser interpretada à luz das perspectivas criadas pelos investime ntos apontados por Araújo como potenciais modificadores da estrutura produtiva industrial de Pernambuco. 13 O potencial dinâmico de uma localidade decorre da capacidade e da iniciativa de empresários; da oferta de mão -de-obra local ou regional no mercado de trabalho; da rede de comunicações e de i nformações da região; dos serviços disponíveis; dos quadros que irão gerenciar as empresas e da própria estrutura espacial. Nota-se, pois, a importância do local frente ao estadual/regional/nacional. Em outros termos, o agente local (a empresa) torna -se o promotor do desenvolvimento e ao agente supralocal (o Estado) cabe garantir as mínimas condições para a acumulação. Deve-se ter em mente que as empresas respondem a uma lógica de acumulação privada, não necessariamente alinhada aos anseios sócio-econômico-ambientais da localidade em que atua. Muito necessárias para o desenvolvimento econômico em qualquer escala territorial, as devem, contudo, ser entendidas à luz dessa lógica. No contexto brasileiro, o desmaio do Estado a partir da década dos 1980, e junto com ele do esforço em termos de políticas de

13 ARAÚJO, T.B. Pernambuco: contexto e conjuntura . Recife, 2008

desenvolvimento regional, não permitiu quaisquer intermediações hierárquicas no sentido de garantir à sociedade um beneficiamento a partir das atividades produtivas desenvolvidas nos diversos espaços. Para desenvolver uma pesquisa realista e de robustez sobre os impactos regionais das empresas em Pernambuco, é preciso que se tenha acesso às bases de informações primárias que permitam a superação desses limites analíticos, que vêm a se juntar com a já mencionada problemática sobre o local de atuação da empresa. No período 2000-2006, a economia de Pernambuco teve o pior desempenho entre as economias do Nordeste, em termos de crescimento. Isso se deveu à perda de participação da indústria na composição do PIB estadu al, ao mesmo tempo em que a estrutura industrial permaneceu praticamente inalterada no período. Isso se refletiu, quando da análise das empresas, em modificações marginais na posição das principais empresas do estado. Portanto, não se pode afirmar empiricamente que um horizonte de transformações está próximo, nem da perspectiva da indústria, nem da perspectiva das empresas. Salienta Oliveira:

³recoloca o tema do planejamento regional em pauta, se se quiser escapar à aleatoriedade imposta pelas novas combinações de financeirização e revolução molecular digital [cujo] padrão é ubíquo e sua localização pode ser em quase qualquer parte do mundo. Não cria cadeias produtivas propriamente, mas amb ientes´.14

Por isso, o esforço não deve se prender apenas à questão empírica. O avanço dos estudos territoriais neste sentido precisa buscar referências em questões como a fragilização dos pactos federativos, o uso de fundos públicos na
14 OLIVEIRA, Francisco de. As contradições do ão: globalização, nação, região, metropolização . In: Economia Regional e Urbana: contribuição teóricas recentes. DINIZ, Clélio C. e CROCCO, Marco (orgs.). Editora UFMG, 2006

reprodução das elites e fortunas, bem como na estrutura, nas contradições e nas fissuras do bloco de poder. Esse esforço permite entender a lóg ica de valorização e reordenamento das oligarquias regionais no poder, ainda mais se carreado por um corte específico regional.15 É nessa pista que devem ser desenvolvidos estudos baseados nas empresas sob perspectivas macroeconômicas e regionais. Trata-se de uma agenda de pesquisa que se interpõe como desafiadora, na medida em que representa um importante subsídio para o avanço dos e studos em economia regional. Portanto, é uma tentativa de entender as empresas a partir de uma dimensão social sem negligenciar o papel que têm ± nomeadamente as grandes e privadas ± na promoção do desenvolvimento local/regional. Em outros termos, trata -se de entender de que maneira essas empresas podem (ou não) ser conduzidas no sentido da promoção desenvolvimento baseado em eficiência social.16

2.2 Políticas governamentais de desenvolvimento em Pernambuco

Nos últimos anos, ou seja, de 2000 em diante, a economia de Pernambuco, mesmo se defrontando com as limitações já expostas, vem apresentando um desempenho um pouco melhor em termos de crescimento relativo. Isso, comparando o crescimento estadual com o da economia brasileira, embora as taxas médias tenham ficado nos limites do crescimento raquítico observado no Brasil desde os anos 1980, ou seja, de 2,4% ao ano para Pernambuco e de 1,9% para o
15 BRANDÃO, C. Território e desenvolvimento: as múltiplas escalas entre o local e o global. Campinas, Editora da UNICAMP, 2007. 16 OLIVEIRA, Fábio P. de. Macroeconomia nordestina e dinâmica econômica recente de Pernambuco: perspectiva de mudança ou sinal de continuidade na estrutura produtiva estadual? Anais do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento Regional do Nordeste CICEF/UFPE. Recife-PE, 13 a 16 de outubro de 2009.Disponível em: http://www.centrocelsofurtado.org.br/2009/anais/ArtigoCompleto_FabioPimentel_Mesa3.pdf. Acesso: 02/jun/2011.

Brasil, no período 1999/2003. Esse melhor desempenho relativo tem a ver, entre outro fatores, com a atração de alguns investimentos para o Complexo Industrial Portuário de Suape, com a expansão da fruticultura irrigada do entorno do município de Petrolina e com a expansão das atividades têxteis e de confecções do Pólo Caruaru/Toritama/Santa Cruz do Capibaribe. Além disso, observou-se nos anos mais recentes uma recuperação da atividade álcool -açucareira e o incentivo ao turismo. Além disso, merecem destaque em termos de crescimento no Estado a

consolidação de atividades terciárias de comércio atacadista, de serviços de saúde e de informática. O complexo Suape, vale destacar, tem tido um papel importante nos últimos anos para a economia de Pernambuco ao proporcionar uma certa recuperação do papel de entreposto comercial do Estado agora pelo lado das importações. Pela localização estratégica no Nordeste, Pernambuco tem se posicionado com vantagens para atrair investimentos em centrais de distribuição, por exemplo, afora o esforço de atrair para Suape projetos industriais com maiores conexões externas. Esse esforço tem tido o suporte de políticas estaduais de incentivos fiscais, na linha da chamada ³guerra fiscal´ que tem vigorado no Brasil já há algum tempo. Em seguida apresentamos as linhas gerais de tais políticas. Uma dessas linhas fica a cargo da Agência de Desenvolvimento estadual, a ADDiper, que, além de buscar investimentos, desenvolve um Programa de Exportação para os produtos do Estado. Tal programa objetiva diversificar a pauta de exportações do Estado, aumentar o volume exportado, comercializar produtos com maior valor agregado e dar apoio às empresas que buscam o mercado externo pela primeira vez. O principal objetivo da ADDiper, no entanto, é a atração de investimentos Segundo a Agência,

³(...) de 1999 a abril de 2004, por exemplo, 789 novos negócios foram atraídos para Pernambuco, representando investimentos privados na ordem de R$ 7 bilhões. Estes investimentos geraram cerca de 48 mil empregos diretos. Isso foi decorrente, por um lado, de uma demanda dos próprios empresários e investidores que procuram a ADDiper para ter apoio em seus empreendimentos em Pernambuco. Mas, a maior parte dos novos investimentos que chegam a Pernambuco foi captada pela atuação pró -ativa da agência. O Governo de Pernambuco i nvestiu na modernização da infra-estrutura e criou um sistema de incentivos fiscais competitivo e abrangente, que prioriza o fortalecimento das cadeias produtivas e o uso da vocação logística do Estado como diferencial competitivo.´17

Para dar suporte à ação da ADDiper, Pernambuco mantém um programa de incentivos fiscais, o Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), que oferece vantagens para empresas com interesse em se instalar, ou mesmo expandir sua capacidade, no Estado. Os incentivos têm prazo que variam de oito a 12 anos para atividades industriais. As centrais de distribuição, consideradas como prioritárias, poderão ter 15 anos de incentivos sobre os impostos estaduais. O Prodepe também oferece incentivos para empresas importadoras que negoc iem com material acabado para distribuição atacadista, ou importem matéria -prima não incentivada pelo programa. O Prodepe foi criado em 1995, sofrendo reformulação em 1999, já tendo, até julho de 2004, apoiado 787 empresas. Outro instrumento de incentivo à atração de investimentos no Estado é o Complexo Industrial e Portuário de Suape, que dispõe de infra -estrutura para atender às necessidades dos

17 AGENCIA DE DESENVOLVIMENTO ESTADUAL ADDIPER. Disponível em: http://www.pe.gov.br/frames/index_addiper.htm. Acesso: 02/jun/2011.

investidores e tem atraído um número significativo de empresas interessadas em colocar seus produtos no mercado regional ou em exportá -los. Note-se ainda que Suape agrega uma multi modalidade de transportes, através de rodovias e ferrovias internas, aliadas a um porto de águas profundas com redes de abastecimento de água, energia elétrica, telecomunicações e gás natural instaladas em todo o complexo. Embora ainda aquém das expectativas e dos elevados investimentos ali realizados, o complexo Suape, mesmo ainda inconcluso, é hoje um dos principais trunfos, embora estes não sejam muitos, da economia pernambucana, que poderá ajudar a transformar sua base produtiva de forma mais consistente. Entre os investimentos de maior dimensão previstos para se alojar em Suape encontram-se uma refinaria de petróleo, um estaleiro de grande porte, um pólo de poliéster, uma usina de re-gaseificação de gás natural e um terminal de granéis sólidos, estando os três primeiros em estágio mais avançado de viabilização. Caso sejam confirmados, esses investimentos poderão atrair para Pernambuco outros projetos complementares e assim poderão ser preenchidos com maior abrangência os elos inexistentes das cadeias produtivas do Estado, com as repercussões favoráveis que lhes são associadas. As linhas gerais da política de desenvolvimento de Pernambuco parecem, assim, apontar na direção correta, abran gendo a atração de Essa prioridade justifica-se por ser Pernambuco o segundo maior mercado consumidor da Região Nordeste. Por conta da sua localização, Pernambuco tornou -se um pólo logístico na Região, concentrando importações e sendo responsável pelo abastecimento de vários Estados. Note-se que em um raio de 800 quilômetros, a partir do Recife, estão as principais cidades do Nordeste. Segundo a ADDiper, de 1999 a meados de 2004, 96 centrais de distribuição se implantaram em Pernambuco. Gerando

investimentos, a expansão da infra-estrutura, a promoção de arranjos produtivos, o suporte às exportações etc. Os recursos financeiros estaduais, entretanto, têm sido muito escassos e usados de uma maneira pulverizada, sem alvos mais dirigidos em termos de reforço da base produtiva local. Ademais não há incentivos diferenciados e assim maiores preocupações com a desconcentração da base produtiva para outras regiões do interior do Estado. Afora isso, cabe realçar que não há indicações de preocupações mais específicas da política de desenvolvimento de Pernambuco para com o Mercosul. A menor repercussão deste bloco sobre as economias da região Nordeste, como já apontado na literatura, pode estar condicionando o negligenciamento do Mercosul nas linhas de políticas estaduais.Assim, apesar do discurso oficial um tanto triunfalista, até aqui, vale observar, a performance da economia pernambucana tem sido um pouco afetada para melhor, mas não tem sido estruturalmente alterada pelos programas acima referidos. Isso, no entanto poderá ocorrer caso os projetos anunciados para instalação em Suape sejam confirmados e entrem em operação e se outros projetos de maior porte tenham continuidade ou venham efetivamente a serem implantados no Estado. 18

18 OLIVEIRA, Maria Cristina G. Ciência e desenvolvimento em Pernambuco: tendências e oportunidades. Disponível em: http://dci2.ccsa.ufpb.br:8080/jspui/bitstream/123456789/441/1/GT%205%20Txt%208 %20OLIVEIRA,%20Maria%20Cristina%20G.%20Ciência%20e%20Desenvolvimento...pdf. Acesso: 02/jun/2011.

3 A CIDADE DE SÃO LOURENÇO DA MATA

O município de São Lourenço da Mata está localizado na Região Metropolitana do Recife (RMR), limitando -se com as cidades de Paudalho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Recife, Camaragibe, Vitória de Santo Antão e Chã de Alegria. Localizada a 18 km do Recife, a extensão territorial da cidade compreende uma área de 264 km e abriga quase 98. 402 habitantes, de acordo com dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, especula-se que a densidade pop ulacional do município está acima dos 100 mil habitantes, sendo destes 92% residentes na zona urbana, e 8% na zona rural. As principais vias de acesso da cidade são as rodovias pavimentadas BR -408 - que está sendo duplicada por iniciativa do Governo do Est ado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) -, e a PE- 05. O clima da cidade é do tipo tropical chuvoso, com verão seco. O período chuvoso começa no outono/inverno tendo início em maio e término em agosto. A precipitação média anual é de 1300,9 mm. A vegetação é predominantemente do tipo floresta subperenifólia, com partes de floresta hipoxerófila. A economia formal do município se compõe basicamente dos setores de comércio, serviços de pequenas e médias empresas, e da administração pública.19

19 PREFEITURA DE SÃO LOURENÇO DA MATA. Site. Disponível em: http://www.slm.pe.gov.br/info_cidade.php. Acesso: 02/jun/2011.

4 PERSPECTIVAS ECONÔMICAS DECORRENTES DA COPA 2014 PARA O MUNICÍPIO DE SÃO LOURENÇO DA MATA CONCLUSÃO

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