O ENSINO DAS MEDIDAS NO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FUNDAMENTOS E MÉTODOS DO ENSINO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA ORIENTADOR: Prof. Msc. Antônio Cezar B. Bitencourt
Ana Celi Cravo Santa Rosa1 Ana Cristina da Silva Othoniel1 Eliude Pinheiro Alves Querino1 José Alisson dos Santos1 Marcelo Salgueiro Júlio1

RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo promover uma análise no ensino de grandezas e medidas no 6º ano do ensino fundamental. Será feita uma abordagem da aplicabilidade das Medidas, devido à importância do assunto para o dia a dia do estudante, uma vez que nessa vida moderna há necessidade de saber e compreender esses parâmetros. A pesquisa se fundamentará em pesquisas bibliográficas. Ensinar grandezas e medidas no 6º ano, irá levar os alunos, a terem noção das dimensões de formas e objetos. Através de uma boa didática de ensino, o infante estará familiarizado com medidas e proporções. O estudo mostra que grandezas e medidas tem uma grande importância na vida em sociedade, pois o individuo poderá analisar situações corriqueiras do dia a dia, como analise de gráficos estatísticos entre outras. Assim, ressaltamos a importância do uso de tecnologias e jogos lúdicos como recurso viável tanto para o professor educador, quanto para o aluno enquanto cidadão em processo de formação, levando em consideração que deva ocorrer motivação e investimento na capacitação de professores para alcançarmos resultados positivos para educação.

PALAVRAS-CHAVES: Educação no 6º ano, matemática, grandezas e medidas. ABSTRACT
This paper aims to promote the teaching of analysis and measures quantities in the 6th year of elementary school. An approach will be made of the applicability of measures due to the importance of the issue to the everyday student, once in this modern life is no need to know and understand these parameters. The research is based on bibliographical research. Teaching quantities and measures in the 6th year, is not very easy to transmit. However, the teacher has to take these children to have an idea of the dimensions of shapes and objects. Only through a well-designed classroom teaching and good teaching, the teacher will make the infant is familiar with measures of proportion. The study shows that quantities and measures is of great importance in society, because the individual will analyze current situations of everyday life, such as analysis of statistical graphs among others. Thus, we emphasize the importance of using technology and fun games as viable resource for both the teacher educator, and for the student as a citizen in the process of training, considering it has to be motivation and investment in training teachers to achieve positive results for education.

KEYWORDS: Education in 6th grade, mathematics, quantities and measures. INTRODUÇÃO O ensino-aprendizagem da Matemática no 6º ano tem sido tema de debates e discussões no meio pedagógico por professores. A maioria dos pesquisadores em Matemática dá pouca importância em pesquisar novas metodologias na educação infantil. No entanto, vale
1-Licenciatura plena em matemática - UNIT

tem uma grande diferença de nível educacional quando comparada a outros países. professores que ainda que se esforcem. pesos. segundo a pedagoga Edna Alves Neves.” (Revista Nova Escola. baixo rendimento por dificuldade de compreensão dos conteúdos. que tem como elemento básico a centralidade de conhecimento e da educação. 75) O estudo de grandezas e medidas na educação infantil é de suma importância.213. Especificaremos várias formas de aprimoramento para que o aluno tenha mais atenção no assunto e assim fazer com que o mesmo tenha um maior rendimento na aprendizagem intelectual. Segundo a pedagoga Edna Alves Neves do departamento de Matemática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e coordenadora dos PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais). atualmente.aprendizagens do aluno também serão expostas no trabalho. não conseguem trabalhar conteúdos de forma significativa para os alunos. a Geometria e a Álgebra. Um dos maiores desafios do nosso país em termos de desenvolvimento ainda é na área da educação. essa importância é caracterizada por ser um conteúdo vinculado ao cotidiano do estudante. volumes. . Ed. Metodologias e novas práticas de ensino. e estes no ponto de vista do capitalismo globalizado passa a ser. Trataremos neste trabalho. A revolução tecnológica esta favorecendo o surgimento de uma nova sociedade. pela informação e pelo conhecimento. de relevância no mundo em que vivemos. diz que “o tema proporciona situações interessantes em que o professor consegue articular diversos campos matemáticos. O processo de ensino e aprendizagem de matemática atualmente evidencia a falta de interesse de alunos. o ensino de grandezas e medidas no 6º ano. pág. Essa situação pode ser consequência da falta ou não uso adequado de recursos didáticos. temperatura diferente e outras. de forma a suprimir os esquemas tradicionais de ensino por métodos inovadores que busquem facilitar o aprendizado e despertar o interesse dos alunos. tamanhos dos objetos. alunos que não demonstram prazer pelas aulas. como por exemplo. marcada pela técnica. em destaque no mundo por seus crescimentos econômicos e tecnológicos. como a Aritmética. Muitas atividades cotidianas das crianças envolvem medidas. aonde por conta desses mitos a Matemática no 6º ano vem causando um misto de medo e desatenção nos alunos. força matriz e eixos de transformação produtiva e do desenvolvimento econômico. O ensino da Matemática no 6º ano está impregnado por mitos oriundos de outras gerações.lembrar que o aluno só terá uma boa bagagem matemática se for bem ensinado nas séries iniciais do ensino básico. Apesar de ser um país.

as unidades variavam não só entre províncias. o palmo. como na cruz). a capacidade de um recipiente. a braça (os dois braços estendidos. por Exemplo. Já os Estados Unidos ainda mantém outros sistemas de medidas. e cada novo Rei ou Imperador inventava seu próprio sistema de medida. serão observadas ainda as opiniões de vários pesquisadores na área de educação matemática. o homem utilizava partes de seu próprio corpo como referência. Até mesmo a Inglaterra teve que adotá-lo a partir de 1972. Somente com a formação do sistema métrico decimal houve uniformidade das medidas. tendo. pág. Surgiram então medidas como a polegada. e hoje é aceito em quase todo o mundo. O ENSINO DA MATEMÁTICA . Desde a antiguidade os povos foram criando suas unidades de medida. Medidas como essas ainda continuam sendo muito utilizadas até hoje. ele é baseado em múltiplos de 10. para que integrasse ao mercado comum Europeu. revistas e jornais periódicos e também materiais disponíveis na rede mundial de computadores. por último decidir que unidade expressa o resultado. Ed. a trena e outros instrumentos para tirar medidas. principalmente as ideias de Patrícia Sadovsky e Thomas O`Brien. O primeiro é fazer com que as crianças saibam o que será mensurado: o peso de um objeto. E foi assim que em 1791.213. na França. A HISTÓRIA DAS MEDIDAS Antes da criação da fita métrica. ficava cada vez mais difícil à troca de informações e as negociações com tantas mediadas diferentes. época da Revolução Francesa que um grupo de representantes de vários Países reuniu-se para discutir a adoção de um sistema único de medidas. objetivos principais. o comprimento de um espaço ou o tempo.No ensino desses conteúdos há três. O passo seguinte é escolher o instrumento adequado a cada situação para.74 e 75). o pé. e cada um deles possuía suas próprias unidades padrão. mas aos poucos vai sendo forçado a adotar o Sistema Métrico Decimal. Usaremos como subsídio bibliográfico o PCNM (Parâmetros Curriculares Nacional de Matemática). portanto que unificar um padrão de medida para cada grandeza. como a Onça e a Libra. O trabalho também tem como fundamentação. Sendo consultados materiais impressos como livros. (Revista Nova Escola. vários tipos de acervos e pesquisas na área de educação Matemática. Mas com o desenvolvimento do comércio. a jarda (tomando por base o comprimento de um braço estendido). o passo.

nem mesmo o professor.Segundo Patrícia Sadovsky (2007) o ensino aprendizagem na Matemática tem sido nos últimos tempos tema de pesquisas por muitos estudiosos da área educacional. Além de pesquisar quais são as perguntas fundamentais que orientam o trabalho de investigação nas aulas. que tem se dedicado às pesquisas educacionais nesta área. Não poderíamos deixar de citar a pesquisadora Argentina Patrícia Sadovsky. pois elas não suportam mais regras e técnicas que não fazem sentido. sabe para quê servem. são pouco explorados na escola. à abordagem superficial e mecânica realizada pela escola. checar informações e ser desafiado. não só no Brasil. Para chegar a essas conclusões. E o professor precisa saber nos dias atuais que profissional de hoje precisa ter uma postura reflexiva capaz de mostrar que não basta abrir um livro didático em sala de aula para que as crianças aprendam. E sugere que seus colegas sigam o mesmo caminho. Os aspectos mais interessantes da disciplina. como se dá a evolução dos conhecimentos nos estudantes e as melhores intervenções que os professores podem fazer. O caminho é um só e passa pela prática reflexiva e pela formação continuada. as situações didáticas e os novos saberes a construir. aqueles que possibilitam considerar os conhecimentos anteriores dos alunos. O ensino se resume as regras mecânicas que ninguém. como resolver problemas. ela coordena um programa de capacitação docente da secretaria municipal de Educação de Buenos Aires. Falta formação aos docentes para aprofundar os aspectos mais relevantes. A pesquisadora defende que é preciso aumentar a participação das crianças na produção do conhecimento. o baixo desempenho dos alunos na Matemática é uma realidade em muitos países. discutir idéias. O trabalho intelectual do professor requer tomado de decisões particulares e coletivas baseadas em uma sólida bagagem conceitual. . Sadovsky considera que a má fama da disciplina se deve. Patricia se tornou doutora em didática da Matemática pela Universidade de Buenos Aires. Segundo a pesquisadora falta fundamentação didática no ensino da Matemática e sugere o fim do professor polivalente e diz que os docentes precisam de mais tempo e espaço para refletir sobre sua prática e o raciocínio dos alunos A professora descreve também que. Segundo o educador Thomas O`Brien (1970) trocou a decoreba pelo construtivismo.

(1991). O princípio é ao mesmo tempo básico e desprezível: empurrar conceitos que devem ser relembrados e recitados pelos alunos toda vez que o professor desejar. e explicar equivalências e relações entre grandezas. Aos 61 anos de idade. ele lança mão do bom humor para pregar contra os métodos de ensino antigos e ultrapassados. No PCN de Matemática está descrito que o estudo de medidas e grandezas no 6º ano deve seguir as seguintes características: comparação de grandezas de mesma natureza. balança. Diretor do Centro de Formação de Professores da Universidade do Sul de Illinois. construtivista ferrenho. etc. graças a seus três filhos. identificação de unidades de tempo — dia. semana. capacidade e tempo. inteligível e previsível a partir de sua própria experiência. massa. que O’Brien passou a usar como guia nas ações pedagógicas. Tem diversos livros publicados em língua inglesa e contribui para a elaboração dos currículos nacionais da disciplina nos Estados Unidos. Sua conversão ao construtivismo aconteceu em casa. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos — fita métrica. recipientes de um litro. . eu vi como constroem uma visão de mundo significativa. o matemático e educador americano Thomas O’Brien quebra logo de início as expectativas de quem imagina encontrar nele um sisudo estudioso da Aritmética. empurrava fórmulas e conceitos goela abaixo e depois testava para ver se estava tudo bem digerido. Essas conclusões coincidem com as idéias do psicólogo e filósofo suíço Jean Piaget (1896-1980). vinte deles como pesquisador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). acumulada desde o nascimento". SOLUÇÃO NA MEDIDA Aqui veremos algumas formas reais que poderiam ser usadas pelos professores para mostrar aos alunos as unidades de comprimento. O’Brien estuda há mais de trinta anos a construção do pensamento matemático na criança. mês. É mais ou menos o mesmo processo adotado com os papagaios ensinados. Segundo O’Brien (1970) o jeito tradicional de ensinar de Matemática do papagaio se apóia na memorização de fatos e procedimentos totalmente desvinculados do contexto da vida real.O autor começou a lecionar há 35 anos pelo modo tradicional: anestesiava o paciente. "Observando o desenvolvimento cognitivo deles. Tanto que criou um apelido para as velhas fórmulas de sala de aula: "É a Matemática do papagaio". em Edwardsville. e com essa frase.

Ainda segundo o PCNM as atividades em que as noções de grandezas e medidas são exploradas proporcionam melhor compreensão de conceitos relativos ao espaço e às formas. bimestre. reconhecimento de cédulas e moedas que circulam no Brasil possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. semestre. horas . O mesmo processo vale para apresentar as unidades de tempo: trabalhar o uso do calendário e ensinar a ver horas é maneiras de entender as equivalências entre minutos. ano — e utilização de calendários. A estratégia mais eficaz não será anotar no quadro a equivalência (1 l = 1. Para a turma entender que é possível usar uma situação particular de estudo para generalizar o mesmo raciocínio para outros casos. No PCNM do 6º ano o estudo de medidas e grandezas caracteriza-se por sua forte relevância social. Medir quantas garrafas cabe em um balde já permite a primeira aproximação com a idéia de comparação de capacidades. Só mostrar as regras sem considerar o raciocínio que levou à sua construção não ajuda a aplicar o que foi aprendido em outras situações. Quando o professor de Matemática precise ensinar quantos mililitros cabem em 1 litro. e um campo fértil para uma abordagem histórica. a intervenção do professor é essencial. leitura de horas. identificação dos elementos necessários para comunicar o resultado uma medição e produção de escritas que representem essa medição. semana. desempenham papel importante no currículo. Na vida em sociedade. pois a melhor alternativa é aquela em que o aluno tem a oportunidade de testar hipóteses para construir o conhecimento. mês. as grandezas e as medidas estão presentes em quase todas as atividades realizadas. potinhos de supermercado.bimestre. São contextos muito ricos para o trabalho com os significados dos números e das operações. com evidente caráter prático e utilitário. da idéia de proporcionalidade e escala.000 ml) e pedir que os alunos memorizem. pois mostram claramente ao aluno a utilidade do conhecimento matemático no cotidiano. relação entre unidades de tempo — dia. Uma opção é pedir que os estudantes levassem diversos tipos de recipiente: copos de lanchonete. ano. Más sim levá-los a perceber qual é a relação entre as unidades por meio de uma atividade que envolva copos de 250 ml e uma jarra de 1 litro. comparando relógios digitais e de ponteiros. vasilhames com graduação de mililitros. semestre. baldes grandes e garrafas de refrigerante. Desse modo.

Assim. quilogramas. O próximo passo é questionar os alunos no seguinte fato: os instrumentos que utilizamos para medir os objetos podem possuir tamanhos variados. enquanto um terceiro dá a resposta em metros. Já para pensar nas medidas de comprimento. como a massa. os alunos irão entender que é preciso ter um instrumento próprio para medir. ou seja. a professora deve apresentar aos alunos esses instrumentos (pode ser feito com imagens). Trabalhando dessa forma os alunos irão perceber que só será possível dizer se algo é menor ou maior que outro. Segundo Miranda (2005) em seu artigo intitulado Ensinando medidas para crianças da educação infantil no estudo das medidas não é interessante trabalhar já de início as unidades de medidas. E sim. comparar objetos fazendo a relação de maior ou menor. num primeiro momento. o professor contrapõe formas de estimar as distâncias até a escola. litros. horas. metros ou quilômetros) e não convencionais (quadras). Essa pode ser uma excelente ocasião para explicar a diferença entre medidas convencionais (nesse caso. por exemplo. a fita métrica (instrumentos mais conhecidos para medir comprimento) para medir todos os objetos que mediram antes com o palmo e com o lápis. Na seqüência. É preciso. Entre as atividades possíveis estão. Enquanto um aluno pode ter a noção de que percorre um quilômetro. como metro. aplicar a comparação. outro diz que são dez quadras. um lápis é menor se pegarmos como referência um caderno e já seria maior se fosse comparado com uma borracha. Nesse momento não é necessário que eles aprendam a fazer a relação entre centímetro e metro. ENSINO DA MATEMÁTICA ALIADO A TECNOLOGIA MODERNA . a trena.e segundos. utilizando como unidade e instrumento de medidas o palmo ou outro objeto qualquer. o tamanho de um palmo varia de pessoa para pessoa. se fizer uma relação. Escolha um tipo de medida e leve alguns instrumentos para que os alunos aprendam a manuseá-los. localizar datas importantes dentro de um mês específico e calcular o tempo que falta para chegar lá. ou seja. É aconselhável que comece pela medida de comprimento. pela facilidade de manuseio dos instrumentos. tanto o comprimento. por exemplo. que deem valores numéricos às medidas. Nesse momento o professor deve pedir para que eles escolhessem entre a régua. como um lápis. a capacidade e o tempo.

fomentando a autoestima de seus filhos. O aparecimento de novas tecnologias como o computador. câmera fotográfica. essas novas tecnologias. todas essas ferramentas servem para aprimorar e aumentar o ângulo de visão em relação a determinado conteúdo passado dentro de sala. como por exemplo: Excel. Hoje os jovens são multitarefa.Na sociedade atual mais conhecida como Era da informação ou Era digital os jovens que também são chamados de geração Z. Os jovens desta geração são atraídos pelo fascínio da tecnologia. acostumados a conseguirem o que querem e não se sujeitam às tarefas subalternas. Eles cresceram vivendo em ação. é um conceito dado pela Sociologia. Ter a atenção do aluno para certo conteúdo escolar esta ficando cada vez mais difícil principalmente quando se fala de . estimulados pela execução de tarefas múltiplas. Uma das suas principais características é a utilização de aparelhos de telefonia móvel o celular para várias outras finalidades como mp3. muito além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores. não querendo repetir o abandono das gerações anteriores. PowerPoint. Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos. encheramnos de presentes. pois atrai esses alunos para um ambiente de seu interesse e com o qual já estão familiarizados. ANÁLISE DOS RESULTADOS A utilização de recursos tecnológicos aliados à educação vem na tentativa de aumentar a eficiência do ensino. isso pode ser uma das causas desse problema que pode ser traduzida muito bem pela imagem abaixo: Esta facilidade dos alunos da era da informação com os aparelhos tecnológicos associados à multitarefa pode ser uma ferramenta de grande potencial pedagógico. é uma problemática que pode se dizer que aumentou junto com os avanços da informática. principalmente na questão interatividade que com o avanço surpreendente da internet passa a ter presença nas escolas. recrutando os alunos que estão em contato com as tecnologias da informação desde cedo. A utilização de calculadoras e de audiovisuais como recursos para o ensino e a aprendizagem da Matemática começou a atrair o interesse de pesquisadores em Educação Matemática com mais intensidade a partir dos anos de 1970. tem levado educadores matemáticos a tentar utilizá-las no ensino. atenções e atividades. também conhecida como geração da Internet. Os pais. pertencem a essa geração. a televisão e a internet. filmadora. os nascidos na metade da década de 90 e nos anos 2000. Como já é de conhecimento de todos não só do professor a atenção do aluno.

pois esta ainda é vista como uma disciplina pura e simplesmente abstrata. reduzindo-a a cálculos rotineiros e mecânicos sem aplicação prática e com coerência real. (*) depende da capacitação do aluno e desenvolver seu potencial de modo que ele possa criar paralelismos com as situações cotidianas. fica visível que a falha é do processo educacional que desgasta o estímulo inicial. e o professor por sua vez coloca a culpa nos alunos que não se dedicam. Ano após ano a Matemática é responsável pela reprovação de milhares de alunos na escola básica. e os estudantes colocam muitas das vezes a culpa no professor que não sabe repassar o conhecimento. quando na verdade a responsabilidade é de ambos. nos vestibulares. metodologicamente e funcionalmente. o ideal é juntar-se a ela. não permitindo a compreensão dos alunos para os conteúdos específicos. Assim. possuem maior facilidade para aprender a matemática e depois diminuem o interesse. Essa situação ocorre em geral pelas limitações metodológicas aplicadas em sala de aula. sendo assim. não estudam em casa. por exemplo o software trigonometria para mostrar literalmente o circulo trigonométrico em todos os seus quadrantes e ângulos. Este desgaste ocorre porque no início da educação os professores tendem a respeitar mais as descobertas individuais dos alunos sendo que com o passar dos anos o ensino mecanizante passa a sobrepor o estilo que justamente seria o mais próximo do ideal. por exemplo. neste caso se o professor não pode competir a atenção dos alunos para trabalhar. virando uma bola de neve. e aliado a esse programa ampliando a imagem para facilitar ainda mais a possibilidade de entendimento dos alunos. Esses avanços tecnológicos usados para criar ou incrementar a metodologia dentro de sala de aula são a nova alternativa na tentativa de proporcionar aprendizado de qualidade aos alunos. o professor em procurar alternativas metodológicas que facilitem o aprendizado e o aluno em dedicar-se a este aprendizado. trigonometria tradicionalmente. utilizando . concursos etc. porque não temos a capacidade de fazer um circulo trigonométrico tão complexo e bem desenhado como o do programa de computador. no início do processo escolar. distante da realidade dos alunos. para atender a estas exigências que basicamente tratam de mudanças essenciais para o interesse e o desenvolvimento matemático. O grande desafio dos educadores é ganhar à atenção do aluno acreditando ser a chave para . a tecnologia pode ser utilizada a favor da educação. pois se você não pode com ele junte-se a ele (ditado popular). se os alunos.matemática. ela deve estar preparada. O estudo nos mostra que com as melhorias no papel da escola e do professor em relação ao ensino de grandezas e medidas. Ora.

O Brasil já percebeu a importância de uma educação de qualidade. ela torna a aula mais dinâmica. nos mostram que a realidade é diferente e que o professor deve ser um mediador na formação do conhecimento do aluno e com isso o professor tem que ter uma formação continuada. pois antes . divertida. que visa buscar os aspectos de uma boa educação.aprendizagem dos conteúdos trabalhados em sala de aula. não aquela aula tradicional monótona. na educação dos seus jovens e hoje está colhendo os frutos deste investimento. software matemático para melhor de mostrar determinados assuntos. exemplo: são líderes em pesquisas tecnológicas devido a grandes investimentos. Essa pratica já vem sendo adotada em muitos lugares do mundo e no Brasil vem crescendo bastante nos últimos anos. essa atividade tende a favorecer o seu envolvimento na aprendizagem. usar em suas aulas essas tecnologias: Computador. precisamente. durante décadas. E com tantas atividades de entretenimento que o mundo oferece. fatores estes que favorecem no processo de aprendizagem. Data show. Investir em educação não quer dizer que hoje o governo invista bilhões e no outro ano já está tudo bem. A tecnologia esta cada vez mais presente no cotidiano da sala de aula. É nessa hora que o professor mostra a sua nova arma metodológica. Por exemplo: o Japão se recuperou de uma forma surpreendente mesmo depois de dois ataques atômicos. Hoje ele é uma das maiores potências no mundo não só economicamente. atrativa. educação requer muito tempo e dedicação. Antes se pensava que o professor tinha como única e principal função apenas repassar o conhecimento para seus alunos. mas estudiosos do assunto como Jean Piaget (1959). com investimentos do governo na área da educação. Ao requerer a participação do aluno na formulação das questões a estudar. O aluno aprende quando mobiliza os seus recursos cognitivos e afetivos com vista a atingir um objetivo. aliada a tecnologia. gostando da aula pelo fato de ser uma coisa atrativa. fica difícil competir com tanta facilidade de acesso à informática que realmente é uma coisa que prende a atenção do aluno. pois tem maiores índices de aproveitamento porque o aluno esta interessado. por questões adversas. um dos aspectos fortes das investigações. diferente. sempre se atualizando às novas formas de ensinar. é como um investimento no banco em longo prazo: você investe hoje e depois de anos começa a ver os resultados. Lev Vygotsky (1962). mas em quase todos os níveis. fica muito difícil o aluno que já não tem o costume de estudar em casa. Investimentos em educação através de exemplos como foi citado na pesquisa feita pela empresa americana. Esse é.

Ela ensinou para a 6ª série da EMEF Professor Athayr da Silva Rosa. Mas ainda temos algumas resistências quanto ao uso dos recursos tecnológicos em sala de aula. Só assim se pode verdadeiramente perceber o que é a Matemática e a sua utilidade na compreensão do mundo e na intervenção sobre o mundo. pode parecer uma coisa simples a primeira vista. Para 78% dos pesquisados. o uso das tecnologias na Educação amplia as possibilidades de . em Urupês/ SP. mas ser capaz de fazer investigação de natureza Matemática (ao nível adequado a cada grau de ensino). porque realmente fica complicado você imaginar todas as operações matemáticas sem pelo menos saber o que realmente esta se fazendo. hoje são levados para a escola que vive um cenário de terceirização da função educacional. ele consiga não perder de vista sua articulação entre a sua formação profissional e pessoal. como calcular o consumo médio de água por pessoa da sua cidade. mas também entra ai a questão se a escola tem a estrutura para viabilizar o uso a essas ferramentas. Um bom exemplo de aplicação dessa tecnologia é o da professora de Matemática Daniela Mazoco. que é tida como matéria difícil. vencedora do Prêmio Victor Civita 2009. ela fez com que os alunos realizassem uma pesquisa de campo na concessionária de água da sua cidade com o objetivo de coletar os dados do consumo de água do município. mas essa atitude muda muito à concepção dos alunos em relação à matemática. Já é consenso que os computadores são importantes aliados do professor. já com os dados em mãos os alunos inseriram as pesquisas no programa da Microsoft Excel depois disto obtiveram o resultado da media de consumo diária de cada habitante da cidade. Considerando que.assuntos tratados somente em casa. como podemos observar na pesquisa realizada pela fundação Victor Civita. Para que dessa forma. atribuindo com isso. Alguns professores têm medo ou não estão preparados para usar as novas ferramentas metodológicas que são uma inovação. Só assim se pode ser inundado pela paixão detetivesca indispensável à verdadeira fruição da Matemática. Aprender Matemática não é simplesmente compreender a Matemática já feita. onde ele poderá priorizar suas experiências práticas e teóricas. um leque de significados educacionais e sociais. isso irá lhe prover uma boa ação docente e melhores condições de trabalho. Considerando o professor um ser de ação.

<http://www.html. 2008. mas sim aproveitar toda e qualquer situação de melhorias no ensino da Matemática no 6º ano e consequentemente no ensino de grandezas e medidas matemáticas.canalkids. Novos estudos vão surgindo e com o espírito cientifico que há em nós. encontraremos novos caminhos em busca da aprendizagem eficiente dos nossos alunos. Sendo uma fase onde o ser humano consegue assimilar com mais rapidez o aprendizado. novos educadores. As Ciências da Educação. Entretanto. p74e75. SP. Thaís. E 63% acreditam que o bom aproveitamento das máquinas se reflete na melhora da aprendizagem dos alunos. 2008. ainda que o grau dessa eficiência possa variar em função das diversas outras circunstâncias que tragam influências. os professores poderão conseguir rendimentos diferentes. Minidicionário Escola da Língua Portuguesa. Junho/Julho. toda criança é única e cada uma possui em si suas peculiaridades. Continuaremos a investigar.com.htm>. . <http://www. 2003. É claro que existe toda uma série de circunstâncias que devem ser levada em consideração. SP. Eric e VERGNAUD. utilizando os novos métodos.br/cultura/matematica/medidas.26/01/20 11. resta sempre a certeza de que sua utilização é sempre mais eficiente do que sua não utilização.exploração dos conteúdos escolares.webartigos. Dermival Ribeiro. São Pulo. o ensino aprendizagem do conteúdo medidas. 21:00). Loyola.com/articles/3949/1/Formacao>. RIOS. PLAISANCE. Editora Abril N° 213. O que e como ensinar: Como medir tudo que há. REFERÊNCIAS GURGEL. A utilização de novas metodologias por parte do professor é fator favorável ao rendimento do desenvolvimento psicopedagógico-intelectual do aluno.DeProfessor/pagina1. através de analises em novas pesquisas na área de educação Matemática. São Paulo: DCL. Todavia o professor não deve ficar limitado somente à sala de aula. Gérard. CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização da pesquisa demonstrou que o estudo de medidas e grandezas é de suma importância para o desenvolvimento intelectual-matemático da criança. Sendo assim. Extraído em 01/11/2011. Revista Nova Escola São Paulo.

T. Ed. Thomas..VERGNAUD. Atividade Humana e Conceituação. Artmed. "Algumas Notas sobre a multiplicação". Manuel Campos. O'Brien C. RL. Gérard. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura. Alvarez. Porto alegre. 2005. Estudos de Educação em Matemática. setembro de 1970. 307 p. . 258 págs. Geempa. Valente. LHC. Trad.). Barros. Meneses. C.. 1959. Didática da Matemática . Assunção. Pires. Braga. Parra Cecilia e Saiz Irma (orgs. 2008. RS.Reflexões Psicopedagógicas. Pires. WR. A Matemática do Ginásio: Livros didáticos e Reformas como Campos e Gustavo Capanema.. HN. IMP. A Linguagem e o Pensamento da Criança.