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FACULDADE ADVENTISTA DE HORTOLÂNDIA CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

OS CONHECIMENTOS FISIOLÓGICOS DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NA ATUAÇÃO PROFISSIONAL

JOQUEBEDE DO NASCIMENTO BOAVA

HORTOLÂNDIA – SP 2009

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JOQUEBEDE DO NASCIMENTO BOAVA

OS CONHECIMENTOS FISIOLÓGICOS DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NA ATUAÇÃO PROFISSIONAL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do título de licenciado em Educação Física, pela Faculdade Adventista de Hortolândia. Orientador: Lopes Ms Charles Ricardo

HORTOLÂNDIA – SP

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2009
Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Joquebede Do Nascimento Boava, para obtenção do título de Licenciatura em Educação Física, sob o título “Os Conhecimentos fisiológicos dos professores de Educação Física Escolar na atuação profissional”, apresentado e aprovado no dia 30 de outubro de 2009, por banca composta pelos seguintes membros:

_________________________________________________________________ Prof. Ms. Charles Ricardo Lopes

_________________________________________________________________ Prof. Ms. Lucas

Aos meus amigos de curso por me motivarem em todos os momentos acadêmicos. este sonho não se realizaria. me apoiando. aos meus irmãos por entenderem a minha ausência. Aos meus pais Esther e Lourenço por me alicerçarem na vida.4 Dedico esse trabalho ao meu Deus. me acompanhando na pesquisa inspiração. Chegou o tempo de cantar. de campo e me consolando quando me faltava . pois sem Ele. Ao meu marido Wagner que soube me amar durante este período de extrema busca.

carinho e presteza. pelo incentivo quando lhe apresentei este tema. A minha amiga Dirce. A professora Helena. As minhas amigas Cleide Maria e Natália Verônica. Aos professores que contribuíram com a minha pesquisa de campo e a todas as especialistas que prontamente me receberam em suas Unidades Escolares. Charles Ricardo Lopes.5 AGRADECIMENTOS Ao meu orientador Prof. Pelas as aulas ministradas e por todo conhecimento adquirido em suas disciplinas. por termos solidificado uma amizade ao longo deste curso. sempre nos orientando a decidir pelo melhor. . pela sua contribuição. que acreditou e me apoiou na realização deste trabalho. MS.

6 “O homem que encontra a sabedoria descobre a verdade e é um homem feliz! Provérbios de Salomão .

e como este articula esse conhecimento em suas aulas teóricas e práticas. crescimento. ABSTRACT Resumo em inglês. Favor utilizar tradução de profissional qualificado se optar por fazer o abstract. Através do Termo de consentimento por eles assinados. Buscamos através desta. Os resultados apontam dados importantes para a nossa discussão.7 RESUMO O Objetivo dessa investigação foi analisar os conhecimentos fisiológicos que o professor de educação física escolar possui. sugerindo pontos positivos e negativos que ocasionam o desinteresse na explanação dos conhecimentos teóricos e práticos da fisiologia. Key-words: . maturação. sendo analisadas posteriormente. identificar falhas compatíveis ao resultado da pesquisa. escolares. pois mesmo possuindo os conhecimentos básicos da fisiologia ainda há omissão na educação física de escolares em relação a estes conhecimentos. estaduais e particulares das cidades metropolitanas da região de Campinas. ao todo foram 45 indivíduos. levamos a nossa pesquisa adiante para chegarmos a um consenso aplicamos um questionário com 10 questões fechadas. A nossa pesquisa abrange a revisão de literatura nas bases de dados eletrônicos e pesquisa de campo. conhecimento articulado. Participaram desta pesquisa professores de Educação Física de escolas municipais. Palavras-chave: fisiologia do exercício.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1- Amherst college, Massachutts …………………………………………… Figura 2- Analisador de gás Dr. J. S. Haldane.................................................... Figura 3-Efeitos do tempo de maturação biológica e da aptidão física inata sobre o desenvolvimento fisiológico e desempenho............................................ Figura 4- Gráfico dos resultados da pesquisa aos créditos da disciplina de Fisiologia aplicada à atividade física.................................................................... Figura 5 Gráfico idade dos indivíduos................................................................ Figura 6- Tempo de atuação profissional............................................................. Figura 7-Tipo de instituições de ensino................................................................ Figura 8- Gráfico da porcentagem total de acertos por indivíduo....................... Figura 9- Gráfico questão 1................................................................................. Figura 10- Gráfico questão 2................................................................................ Figura 11- Gráfico questão 3................................................................................ Figura 12- Gráfico questão 4................................................................................ Figura 13- Gráfico questão 5................................................................................ Figura 14- Gráfico questão 6................................................................................ Figura 15- Gráfico questão 7................................................................................ Figura 16- Gráfico questão 8................................................................................ Figura 17- Gráfico questão 9................................................................................ Figura 18- Gráfico questão 10.............................................................................. Figura 19- Gráfico das respostas.........................................................................

16 17 24 39 42 43 44 48 48 49 50 51 51 52 53 54 55 56 57

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Tabela das Universidades e Faculdades da região Metropolitana da cidade de Campinas, relação de créditos da disciplina de Fisiologia. Tabela 2 – Tabela da porcentagem de idade 8 Tabela 3- Tabela da porcentagem por tempo de atuação Tabela 4- Tabela das instituições onde se formaram Caso não tenha tabelas em seu trabalho delete essa página – Se tiver, após fazer a lista, delete as bordas da tabela.

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 Questionário para a escala de conhecimentos fisiológicos

Caso não tenha QUADROS em seu trabalho delete essa página – Se tiver, após fazer a lista, delete as bordas da tabela.

Fatores do crescimento que devem ser conhecidos pelo professor 2.Fibras musculares CAPÍTULO 3 – A influência da carga horária da disciplina 3.Apresentação e discussão dos dados CONSIDERAÇÕES FINAIS BIBLIOGRAFIA APÊNDICE 1 ANEXO 1 ANEXO 2 após fazer O SUMÁRIO.2.Hormônio do crescimento 2.11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.Metodologia 4.1....1..1.2 Os conhecimentos básicos para entender a fisiologia CAPÍTULO 2 – Fisiologia do exercício aplicada à área escolar 2.Metodologia da pesquisa 3.4.1. CAPÍTULO 1 ...Introdução a Fisiologia 1. 11 15 16 18 25 .A Fisiologia nos dias atuais 1.1...Fatores que devem ser abordados pelo professor 2.3.1 Apresentação e discussão dos dados CAPÍTULO 4. delete as bordas da tabela.

Pretendemos através desses estudos. onde o escolar tenha acesso a todas as informações acadêmicas a ele transferidas. pois.12 INTRODUÇÃO A realização desse estudo tem como base essencial a Fisiologia do exercício e a Educação Física Escolar.6) notam que com o passar dos anos. Gonçalves et al. A formação acadêmica deve abranger e atender as necessidades referentes à nossa profissão. esse questionamento surgiu ao nos depararmos com a omissão dos conhecimentos adquiridos na formação acadêmica com a disciplina de fisiologia. pois. as aulas de educação física tem perdido a atenção total dos professores. atender nossas inquietações a respeito desse tema. porém a ausência de pesquisa na área escolar e a unanimidade no interesse ao treinamento esportivo e não aos interesses em escolares. atentando a essa observação sentimos a necessidade de um novo olhar sobre a educação física. sabemos que essa ciência está presente em todos os momentos da nossa vida. 2002). Para chegarmos a esse conhecimento elaboramos uma pesquisa online e constatamos a não equivalência nos créditos destinados a disciplina em estudo. Ao analisarmos os dados históricos da fisiologia do exercício notamos vastas mudanças dos anos primordiais até os atuais. não só nas atividades físicas e esportivas A fisiologia do exercício é uma disciplina científica que estuda diversos aspectos que envolvem os processos de designam a formação corporal do ser humano (ROBERGS e ROBERTS. Este processo de crescimento da fisiologia elegeu inúmeros cientistas. Consideramos ser responsabilidade das Instituições acadêmicas a formação completa do profissional da educação física. e averiguar o nível de conhecimento fisiológico por parte dos professores em atuação com escolares. nos impulsionou a dar início a uma investigação. formando professores aptos para planejar e ministrar aulas. O desenrolar desse trabalho nos assegurou respostas valiosas e intrigantes. (2007. onde realmente há uma diferença nos créditos. p. Deve haver um resgate aos conhecimentos adquiridos na formação acadêmica. produzindo um material fiel aos interesses apontados em nossa pesquisa. . sendo direcionada aos professores atuantes nas escolas da região de Campinas.

2007. p. Surpreender-me-ia se aceitássemos os empecilhos e nos acomodássemos.6) porém. aderir à ética. Neste sentido é pertinente destacar a nossa preocupação com a fisiologia aplicada em escolares. Gonçalves et al. pois. (GONÇALVES et al. trazer a memória o juramento dito em colação de grau. p. não levar adiante o conhecimento para a formação completa dos escolares pode ser um processo mal gerado durante a formação acadêmica. se a realidade nas escolas nos afastar dos nossos objetivos acadêmicos.6) .13 abolir o ato omissivo. nos tornaremos coniventes com o insucesso sempre presente nos relatos aos profissionais da educação física escolar que nos antecederam. (2007.

Índia.º século a.1996. porém vale ressaltar que a maior influência para a fisiologia ocidental foi emersa da Grécia.C. entre ele estão Herodicus (5. Os fundamentos históricos da fisiologia do exercício surgiram na Grécia Antiga e na Ásia Menor e em civilizações como Miona e Micena e nos impérios de Davi e Salomão. no nosso estudo o assunto em questão é a fisiologia do exercício.p.14 1. grandes reis que fizeram parte da história. todos estes reinos dependiam de soldados bem treinados. . Persa. notamos que a fisiologia vem de bem longe. 8).). nos tempos primórdios era praticada por inúmeros reinos e impérios que submetiam os seus soldados a práticas de treinamentos visando um melhor desempenho por parte de seus exércitos. pois ostentavam domínio e poder. seu trabalho influenciou Hipócrates (460-377 a. Analisando este registro histórico. INTRODUÇÃO A FISIOLOGIA O início de toda pesquisa exige o total esclarecimento do assunto a ser estudado. nos dias de hoje o juramento feito pelos médicos é baseado no “Corpus Hippocratum” de Hipócrates. Mcardle et al. (MCARDLE et al. nos deteremos nas informações de Mcardle et all (1996) e Robergs e Robergs (2002). (1996.). que segundo o levantamento histórico de Mcardle et all (1996) iniciaram-se em períodos mais antigos do que imaginamos. onde o principal objetivo é conhecer as raízes da fisiologia do exercício. podemos ainda mencionar nações como a Síria. Mesopotâmia. este foi considerado “o pai da medicina preventiva”.C. 8) refere-se aos médicos gregos da antiguidade. Iniciaremos a nossa pesquisa conhecendo as principais raízes que sustentaram as suas fieis origens. era médico e atleta e um defensor do treinamento físico. China e o império de Alexandre o grande. Na busca deste esclarecimento escolhemos dois autores que nos auxiliarão neste percurso. Egito. através de seus feitos e conquistas de guerras. p. Arábia. pois apesar da fisiologia do exercício nos dias de hoje ter o seu lugar no mundo cientifico. Essa responsabilidade era atribuída aos estudiosos do corpo. escreveu 37 tratados sobre a medicina e muitos de seus tratados baseavam-se na saúde e higiene sendo utilizados na Grécia durante a idade áurea.

C. não deixando esquecidas as dissecções de animais. Massachusetts. que um dos maiores tesouros que continham informações primordiais sobre a fisiologia do exercício na América foi encontrado nos arquivos do Amherst college.). escrita pela primeira equipe de escritores. quando anatomistas fizeram novas descobertas através de dissecções humanas. iniciou sua carreira de medicina aos 16 anos. Após esse relato histórico vale mencionar que ao final do século XVIII. constituída por Edward Hitchock. As instruções recebidas por ele foram de altíssima qualidade. essa procura se estendeu pela Europa. Médico formado com estágio em Harvard. neste compêndio constavam as mensurações de força e antropométricas da maioria dos estudantes de Amherts de 1861 a 1889. segundo a teoria de Galeno existiam três tipos de “espíritos” naturais.15 Outro nome importante para a fisiologia ocidental é Cláudio Galeno (131-201 d. muitos médicos queriam aperfeiçoar suas idéias e treinamentos e isso foi possível devido a principal escola de Harvard inaugurada em 1782. ele estudou os tipos. No século XIX por volta de 1782 a procura por especialização foi grande. Constatamos nos relatos de Mcardle et al. tempo de duração e a intensidade apropriada. foi uma de suas publicações escrita por Heronymus Mercurialis (1530-1606) afetaram as publicações que sucederam esse período. Galeno contribuiu com observações dos exercícios físicos. . formas de exercícios. conhecido como o pai da química estabeleceu conceitos sobre a respiração. sua influencia atingiu os primeiros fisiologistas. De Carte Gymnastica apud ancientes (A Arte da Ginástica entre antigos) de 1539. durante 50 anos se dedicou aos estudos e se aprimorou na área da saúde e higiene. foi educado por eruditos na infância e na adolescência. médicos e professores de higiene. (MCARDLE et al. 1996). publicações essas que envolveram a ginástica na Europa e na América. O sustento da vida era a principal idéia de Galeno. Suas observações com fisiologista experimental abrangeram a fisiologia a anatomia comparada e a medicina. presidente do Amherts College. ao descobrir que o ar era responsável pela combustão. Edward Hitchock Jr.. porém esse conceito caiu por volta de 1500 no século XV. neles haviam um compêndio de anatomia e fisiologia. na França Antonie Lavoiser. vitais e animais.

p. 3) Podemos mencionar que segundo Powers e Howley (2000.16 Figura 1. são eles A. August Krogh da Dinamarca e Otto Meyrhof da Alemanha. Para que isso acontecesse muitos estudiosos do assunto contribuíram com pesquisas e novas descobertas. Hill da Grã-Bretanha. 3) três cientistas foram responsáveis por esse despertar. Nos relatos de Mcardle et al.1996). (POWERS e HOWLEY. estes receberam prêmios Nobel relacionados à pesquisas sobre os músculos e exercícios musculares. na apresentarmos histórica da idade antiga pois o nosso objetivo é apresentar o crescimento desta ciência tão profunda e conhecida nos dias atuais. Um dos instrumentos é o analisador de CO² e a balança para medir seres humanos. (1996) são muitos os nomes de cientistas que contribuíram com a fisiologia do exercício levando-a a discussões sobre vários . 2000. (Mcardle et al. O termo “Captação máxima de Oxigênio” foi reconhecido por seu trabalho sobre o metabolismo da glicose e Krogh recebeu o prêmio por sua pesquisa sobre a circulação capilar. Amherst College. contribuiu também com inúmeros instrumentos que auxiliaram nas pesquisas fisiológicas. voltamos a nossa atenção para o crescimento desta ciência nos Estados Unidos tendo como principal influente a fisiologia da Europa. Massachutts Passado alguns anos por volta de (1891-1892) pode-se constatar que grande parte do que se estuda no currículo escolar de fisiologia do exercício começou no primeiro laboratório científico de educação física na Harvard University ‘s Lawrence Scientific School. Detivemos-nos até o momento.V.p.

(MCARDLE et al. podemos citar outros nomes que influenciaram a fisiologia como.S. S. Para a realização deste estudo os cientistas realizaram esta experiência em lugares de altitudes variadas. Analisador de gás Dr J. Analisando os fatos que antecederam o grande despertar da fisiologia. Henduson l. Haldane responsável pelos trabalhos sobre o papel do CO² no controle da respiração. tendo por objetivo uma melhor mensuração em seus resultados. 4). Figura 2. Cristian Bohr da Dinamarca com o seu conceituado e clássico trabalho sobre a ligação do O² com a hemoglobina. este estudo foi realizado no laboratório de Bohr.17 temas como o de J. por volta de 1927 o primeiro laboratório que pode ser usado como referencia de estudos da fisiologia do exercício é o laboratório de Harvard Fatique e pode ser considerado também como o ponto principal da fisiologia do exercício nos Estados Unidos. Segundo os relatos de Powers e Howley (2000.p.1996). segundo os autores. o intuito do professor . as pesquisas ficaram a cargo do professor L. J. Haldane Temos também C. incluindo o analisador de gás que leva o seu nome. G. Douglas que foi pioneiro juntamente com Haldane na descoberta sobre o papel do oxigênio no controle da respiração durante o exercício físico.

ou seja.18 era a realização de uma pesquisa sobre os riscos industriais. Sid Robinson que destacaram suas carreiras em Santa Bárbara e posteriormente na Indiana University. podemos notar que estes acontecimentos foram ponte para o aparecimento de doutores como. Bruce Dill estava à frente dirigindo o laboratório podemos concluir que essa pesquisa foi à primeira de muitas outras. Schellander contribuiu como o analisador de gás atualmente usado como principal calibrador de tanques de gás. o laboratório de Harvard deu a oportunidade a vários doutores e cientistas que buscavam vorazmente pesquisas na área da fisiologia do exercício. Outros cientistas estrangeiros se destacaram com excelentes resultados em seus estudos exercendo grandes influenciais com novas idéias e tecnologias estes receberam Prêmio Nobel são eles. apesar de ter sido um dos principais laboratórios sua existência durou apenas 20 anos. fechando as portas em 1947. também contribuiu com o analisador de gases respiratórios e Vam Slyke com um aparelho utilizado na gasometria. sem a mesma precisão da coletas de dados. mesmo assim as mensurações de seus resultados permaneceram no mesmo nível. ambos conseguiram ótimos resultados no laboratório de Harvard. com a descoberta do débito de O² e a energética da locomoção. dando seqüência à novas descobertas na área da fisiologia do exercício. Calor e altitude) recomendado para todos os estudantes da fisiologia ambiental e da fisiologia do exercício. Steven Horvath. o Dr. E. o surgimento tecnológico serviu para melhorar a coleta de dados. H. Nielsen e August Krogh. 4). seus trabalhos se expandiram entre 1930 e 1980. porem essa pesquisa não foi à única. Dill (Vida. Podemos apresentar ainda algumas contribuições como o texto do Dr. outro nome como o de Peter F. E. podemos concluir que o laboratório de Harvard foi essencial para o desenvolvimento de pesquisas e novas descobertas. Asmussen. padronizando os analisadores eletrônicos. Notamos que na década de 80.p. M. sendo centro de formação com capacidade de . Como os resultados de Mcardle et al. vale ressaltar que entre estes estava Rudolpho Margaria. Christensen. (1996) e Powers e Howley (2000). Haldane. Para os autores Powers e Howley (2000.

5) quando o laboratório fechou suas portas houve uma contribuição indireta para a fisiologia do exercício. 5) afirmam que a fisiologia do exercício teve a sua ascensão por volta da década de setenta. 1. p. aterosclerótica e cardiovascular.p. como anatomia. que deu continuidade as suas pesquisas próximo de Bouder City. Nevada até os seus 80 anos. como professor. p. nutricionistas. Segundo Powers e Howley (2000. fisioterapeutas. pois as pesquisa e idéias foram disseminadas por todo mundo favorecendo de certa forma o crescimento desta ciência. vindo a falecer aos 93. tornando assim um modelo para o campo da fisiologia. treinador físico. deixando para nós a maior parte daquilo que conhecemos na fisiologia. A atuação como disciplina e profissão tem se dado nas terapias de reabilitação. recreacionista infantil e profissional de academia. Dill. enfermeiros e outros profissionais da área da saúde. Segundo Robergs e Robergs (2002. Podemos notar que para alcançarmos a compreensão da fisiologia do exercício não ficamos ligados apenas a ela e aos seus conteúdos. esse notável crescimento foi ocasionado devido à inclusão desta disciplina de fisiologia no currículo escolar de educação física. pois suas idéias. 5) por volta desta década o estudante de educação física tinham a seu dispor poucas opções de trabalho nesta área. técnicas e abordagens cientificam foram levadas pelos seus pesquisadores e o principal influente foi o Dr. abrangendo os programas acadêmicos tornando-a uma disciplina necessária em todos os cursos e vem sendo desenvolvida não só por estudantes de educação física mais por médicos.19 atrair e preparar vários doutores e cientistas que visavam contribuir com a fisiologias do exercício através de pesquisas. terapeutas ocupacionais. a .1 A FISIOLOGIA NOS DIAS ATUAIS Referente ao histórico da fisiologia os relatos Robergs e Robergs (2002. controle e prevenção de combates a doenças. em 1986. mas precisamos entender a interligação entre as disciplinas que a envolvem.

que podem se diferenciar na execução de suas funções. pois o seu trabalho não se limita apenas em transferir movimentos e técnicas. 1. que permitem que estabeleça relações inter pessoais com outros seres humanos. pois. Analisando os autores aqui mencionados. presente no nosso corpo. tecidos. na estrutura física e nas funções corporais. temos que definir o que é o exercício físico. a biologia celular. Robergs e Roberts (2002). a química. mas abrange a área do conhecimento do corpo.2 OS CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA ENTENDER A FISIOLOGIA Podemos avaliar que um professor de educação física escolar necessita de um vasto conhecimento. 3) nos fornece uma definição para a fisiologia do exercício explicando que é complexo solidificar uma definição ampla e ao mesmo tempo se torna um tanto problemático. células e moléculas subcelulares. .145) Para compreendermos a importância desse e avaliarmos o seu objetivo temos analisarmos os aspectos que serão apresentados como conteúdos e estudados nesta pesquisa. considerando os aspectos presentes nos nossos corpos. notamos que Robergs e Robergs (2002. como podemos entender na citação de Darido e Rangel (2005) que menciona: É por meio de nosso corpo que interagimos com o meio ambiente que nos cerca. (p. mas também por pessoas. no entanto. a bioquímica e a biologia molecular. órgãos. Podemos citar entre eles a relação aos sistemas. a estrutura e função do corpo humano. são nossos corpos aspectos pessoais. Nesse sentido. Para iniciarmos a explanação sobre a fisiologia do exercício precisamos compreender que o exercício físico e a atividade física estão ligados à fisiologia com participações diretas influentes na saúde. O ambiente é complexo e formado não apenas por coisas e animais. podemos garantir que o exercício físico está incluso nestes assuntos principais.20 fisiologia dos sistemas. dependem de pesquisas e a totalidade destas repercute no estudo que aborda o exercício físico.p.

mudanças hormonais e outros aspectos referentes às fases características a cada turma de alunos. respeitando-os e dialogando no processo de elaboração do conhecimento. 3). Para tanto. dará sustento a todas essas questões. Como existem diversos tipos de aptidão física de acordo com os músculos usados. Podemos notar que o exercício físico praticado. permitindo um envolvimento maior com os conteúdos da grade curricular de fisiologia.21 O exercício está ligado a uma atividade física que expressa um tipo de aptidão física. existem múltiplas formas de aptidão física. adquirido nos anos acadêmicos. levando em consideração. Diante desta necessidade o professor deve ser conhecedor das alterações que surgem nos aspectos físicos dê seus alunos. interceptando a homeostase. idade. Robergs e Roberts (2002. Darido e Rangel (2005) concluem que o professor. desenvolvidas e duração do uso. O exercício físico é definido por Monteiro e Filho (2004) como uma atividade que gera um maior consumo de oxigênio. forças. p. considerando as limitações de espaço e tempo ao ambiente da aula. para que ele realize suas aulas com base na fisiologia. Segundo eles. Podemos notar que não são poucos os aspectos que devem ser abordados em aula pelo professor de educação física escolar. a prática constante de exercícios físicos proporciona respostas fisiológicas nos sistema corporais e á grosso modo no sistema cardiovascular. ele precisa dotá-los de significado e sentido para os alunos. o seu conhecimento. Concluímos que o verdadeiro interesse do nosso trabalho é possibilitar ao professor de educação física escolar argumentos didáticos acessíveis. definem aptidão física como estar apto para uma atividade física. e a sua finalidade é manter o condicionamento gerando força através das atividades musculares. resulta em grandes mudanças ao corpo e em todos os sistemas. além de conhecer as diferentes disciplinas que se relacionam com a realidade cabe a ele a responsabilidade de articular esses conhecimentos. aspectos de maturação. Sendo . para isso o seu preparo e conhecimento deve ser profundo em todas as disciplinas que fazem parte de seu currículo escolar e se a fisiologia do exercício estiver como pano de fundo da educação física escolar.

22 capaz de identificar os motivos que levam um aluno à fadiga. . a falta de interesse em participar de suas aulas ou mesmo chegar ao final da aula em condições normais.

A fisiologia do exercício na criança é apresenta particularidades diferentes em relação ao adulto e ela possuiu identidade própria essencial. Rowland observa a carência de quem educa o físico da criança e percebe que o bom observador tem mais condições de identificar as diferenças existentes entre os seus alunos. 2005). volume sistólico. a fisiologia estuda os diferentes sistemas e alterações durante o exercício físico (DARIDO e RANGEL. Nota-se que houve aumento na estatura. p. os fatores fisiológicos que definem a locomoção durante a infância estão sempre em contínuo estado de evolução. (ROWLAND 2008. xiii). somático e quase todos os outros aspectos biológicos que se podem imaginar. uma das maneiras para melhor compreende-la é sem dúvida reconhecer e identificar os processos de mudança no processo de maturação. eficiência ventilatoria (ROWLAND 2008. Seguindo as informações sobre a fisiologia do exercício em crianças e adolescente. 57). debito cardíaco. Diante dessa sugestão Rowland apresenta quais variáveis sofreram interferência nesse meio tempo no processo de vida desse adolescente. potencial aeróbio. peso. p. consumo de oxigênio. Silva revela ser essencial e importante destacar que o entendimento mínimo da maturação biológica que dará suporte para compreendermos que em um grupo de crianças ou adolescentes de mesma faixa etária existe uma grande variação nas diversas variáveis fisiológicas. FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO APLICADO À ÁREA ESCOLAR Conhecer a fisiologia é uma das necessidades do professor de educação física. força muscular. psicossocial. Portanto é importante destacar que as considerações relacionadas às respostas fisiológicas durante o exercício dependem. da maturação biológica da criança e do adolescente. ventilação minuto. p. Rowland sugere a comparação das características fisiológicas de um adolescente de 12 anos com as que ele possuía quando tinha apenas cinco anos. (FRANCHINI e BERTUZZI 2006. Rowland (2008) defende que assim como os aspectos cognitivo. xiii).23 2. ou seja. economia de corrida. pois. capacidade anaeróbia. o educador busca entender o . durante a aula prática. fundamentalmente.

pois a sua maturação não é precoce e não é tardia. sendo considerada a mais apta. é geneticamente determinada. fazendo com que uma criança seja mais apta que a outra mesmo tendo o mesmo tamanho corporal e o mesmo desenvolvimento biológico. pois. Efeitos do tempo de maturação biológica e da aptidão física inata sobre o desenvolvimento fisiológico e desempenho. Os aspectos que asseguram as variações na taxa de maturação são inúmeros. devemos observar que o tempo responsável pelo estirão de crescimento em crianças e adolescentes. (ROWLAND 2008. como “privilegiada”. O autor apresenta na tabela 3 crianças a C. naturalmente apta. ou seja.24 porquê das diferentes reações ocorridas entre os alunos. xiii). sendo assim. criança C. maturação precoce. a idade relacionada ao pico de velocidade do crescimento e o enrijecimentos dos ossos. apontando as diferenças em variáveis como a força muscular e a velocidade na idade de oito anos não coincidem seus valores aos 13 anos. Criança A. acontecem reações variadas entre os seus alunos. maturação tardia. a criança que amadurece precocemente será . (ROWLAND 2008. Sabemos que a maturação é influenciada por fatores genéticos. criança B. entre essas mudanças ele destaca a maturação biológica precoce e outras tardias como as crianças A e B. pois apesar de haverem praticado a mesma atividade. em uma determinada atividade. Desenvolvimento 5 10 Idade(anos) A B C 15 FIGURA 3. sendo exemplificadas na figura I. com capacidade de levantar mais carga e sustentá-la por mais tempo que a criança A. p. xiii). p. mas o que provavelmente predomina é a diferença hereditária. Muitos deles demonstram a mesma taxa de mudança durante os anos de crescimento e desenvolvimento.

1997) A sugestão dos PCNS. reconhecer os limites do nosso corpo. compreendendo antes mesmo de ensinar. 146). e crianças não devem ser simplesmente consideradas adultas em miniatura. pode conhecer a alteração na freqüência cardíaca. isto é. mas essa complexidade aumenta ao se tratar da criança. A sugestão de Darido e Rangel para se incluir a fisiologia do exercício na educação física escolar é o acatamento aos aspectos aderidos em seus estudos. podemos conhecer seus sistemas e alterações. conceituais e procedimentais. (ROWLAND 2008). médio . No aspecto atitudinal. A transmissão dos conhecimentos que o professor adquire na formação acadêmica. Para Rowland. é que a prática em conhecer e passar este conhecimento pode ser feita através de analises sobre as alterações a curto. o aluno tem o momento de se conhecer. é determinante para a formação na educação de escolares. e no aspecto procedimental. respiração e a sudorese na atividade física. pois nesse processo o educador precisa compreender refletir e ter acima de tudo uma olhar crítico sobre os diversos conteúdos programáticos. Os conteúdos podem ser apresentados durante a percepção do próprio corpo. a fisiologia pediátrica é dinâmica. Darido e Rangel (2005) observam que isso só acontece quando os professores de Educação Física são capazes de ensinar esses conteúdos. Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil. No aspecto conceitual. (DARIDO e RANGEL 2005. p. saber como se comportam os diferentes sistemas durante o exercício. por meio de suas sensações. analisando e compreendendo as alterações que acontecem em seu corpo nos momentos da atividade física e depois das atividades físicas. a fisiologia do exercício já é complexa. Baseado nos estudos de Darido e Rangel (2005) ao analisarmos este estudo convêm nos aproveitar a construção deste trabalho para transmitir e explicar a fisiologia aos escolares de maneira didática focando a fisiologia nos aspectos atitudinais. como o limiar anaeróbio durante uma corrida.25 uma criança precoce e a criança que tem uma maturação tardia será uma criança com comprometimento maturacional. podemos observar o dinamismo de nosso corpo.

pois depende de fatores como saúde física. o aumento de massa muscular. levando em consideração as sugestões de Darido e Rangel (2005). alergias. Acreditamos que tanto a maturação. 1998) A disponibilidade para o exercício físico na educação física é individual. qual é a velocidade de seus movimentos. 247) observam que a nutrição. com já observamos nos estudos de Rowland (2008) e Gallahue e Ozmum (2003. intervenções cirúrgicas e outras que após serem entregues ao professor. gasto calórico. Segundo Franchini e Bertuzzi (2006. ou seja. são analisadas dando possibilidade ao professor de conhecer as limitações de seus alunos e instruí-los sobre o efeito do exercício físico no corpo de cada um. podemos concluir que a questão da maturação depende realmente de fatores que não andam isolados e sim em trabalho conjunto. dando evasão a ótica da percepção do próprio corpo. Podemos notar que não são poucos os fatores que podem e devem ser estudados e aplicados na área da educação física escolar. doenças e em algumas escolas os pais de alunos. Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil. perda de água e sais minerais e sobre tudo aqueles cuja resposta acontece em longo prazo como a melhora da condição cardiorespiratória. 1997) Os PCNS citam como conhecimentos básicos da fisiologia. 57) a maturação é um deles. p. freqüência cardíaca. da força e da flexibilidade e a redução de tecido adiposo. os alunos poderão analisar seus movimentos no tempo e no espaço: como são seus deslocamentos.26 ou longo prazo. assinam um termo de responsabilidade. Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil. o exercício e a atividade física são fatores importantes que afetam o crescimento. p. pois sob sua visão os conteúdos podem e devem ser apresentados de forma didática. . como a nutrição e o exercício físico devem ser abordados e incluídos nas aulas teóricas e praticas da educação física escolar. a compreensão das alterações que surgem durante a atividade física são eles. etc. Neste termo constam perguntas sobre as condições de saúde do aluno como patologias. de acordo com as suas condições físicas.

A pratica da atividade física requer a utilização de fontes protéicas de curta e longa duração. qual o tempo exigido para a sua realização. mas sim utilizados para gerar cidadãos críticos e conhecedores do seu corpo e dos diversos aspectos fisiológicos por ele apresentados. pois o corpo humano necessita de um suprimento continuo de energia para a manutenção de suas funções vitais. é a formação da autonomia do aluno após o termino da escolarização. que são constituídos por carboidratos. e essa energia é proveniente dos alimentos ingeridos. p. qual a intensidade. glândulas. . Para tanto os conhecimentos adquiridos durante o período acadêmico. Existe a necessidade de o professor conhecer o tipo de metabolismo que será solicitado durante a atividade física. qual o substrato energético foi ingerido antes da atividade.1 FATORES QUE DEVEM SER ABORDADOS PELO PROFESSOR O professor de educação física escolar tem a responsabilidade de formar cidadãos e diante dessa o professor tem um acervo de conhecimentos que não devem ser arquivados. fígado e assim sucessivamente. 2007. 29) Os órgãos necessitam de uma demanda de energia que são a fonte para sustentar o exercício e a manutenção de órgão tais como coração. incluindo as modificações nos aspectos fisiológicos. porém. Robergs e Robergs (2002). antes. (MONTEIRO. 1998). (Brasil.65) constatou que muitos professores não utilizam os conhecimentos adquiridos em formação prática pedagógica. para que isso aconteça o aluno deve conhecer a importância que têm a atividade física. devem ser explorados e garimpados servindo como fonte de informações e crescimento para os seus alunos.27 2. Uns dos fatos que os professores citam. Cabe ao professor de educação física a responsabilidade da explanação dos conhecimentos fisiológicos aos alunos assegurando-lhes uma análise crítica sobre as atividades e as reações pós-exercício físico. isso leva o aluno a atingir o nível cognitivo levando-o a conhecer o contexto das diferentes práticas corporais. durante e após a prática da atividade física. pulmões. gorduras e proteínas. Um dos estudos realizados por Darido (1996) apud Galvão (2002. p.

Para Massa e Ré (2006. O declínio no tamanho da massa corporal da maioria dos órgãos metabolicamente ativos é tido como o principal fator responsável pela redução no gasto calórico basal. referente à massa corporal. são conhecimentos que se passados com uma boa didática jamais será esquecido pelo aluno. 60) crianças e adolescentes passam pelo mesmo processo de crescimento. No entanto o consumo de oxigênio relacionado à massa corporal é reduzido.2 FATORES DO CRESCIMENTO QUE DEVEM SER CONHECIDOS PELO PROFESSOR Segundo Rowland (1996) apud Franchini e Bertuzzi (2006. crítica e atuante no seu ambiente. 60) 2. ROWLAND (1996) apud FRANCHINI E BERTUZZI (2006. isso resulta no aumento do tamanho corporal. p.155) esse processo de crescimento começa no momento da fecundação do espermatozóide com o óvulo.3 HORMÔNIO DO CRESCIMENTO Direcionaremos este tópico para abordar vários aspectos importantes no crescimento de escolares. assim como o aumento de consumo de oxigênio em repouso e durante o exercício de intensidade absoluta. com o aumento do tamanho da massa corporal acontecendo à mesma coisa com o gasto calórico de repouso sendo expresso relativamente à superfície corporal.28 substratos energéticos suficientes para que o aluno não apresente fadiga ou falha nos diversos sistemas. (Monteiro 2007). O autor não afirma se o gasto calórico de tecidos específicos diminui com a idade. No início da vida de um recém nascido. se desenvolvendo para o . o acompanhamento de um professor de educação física preparado e capacitado produzirá alunos com base educacional sólida. p. p. o gasto metabólico basal é cerca de mais de duas vezes o de um adulto. 2.

embrionário e fetal se preparando para o parto e para o desenvolvimento pós-parto Observamos que desde o desenvolvimento intra-uterino os processos destinados ao desenvolvimento e maturação estão prescritos em seu alicerce. A nutrição oferece benefícios desde o período pré-natal. p. pois deles dependem o ritmo do crescimento. pois. p 159). 34). homeostase. Processos esses que não devem ser ignorados. pesquisas comprovam que deficiências alimentares levam os prejuízos do crescimento nas fases da pré-infância e infância. este é o fator essencial para o desenvolvimento do feto. os processos referentes a qualidades e quantidades são desenrolados durante o desenvolvimento humano. 2003. Considerando essa hipótese concordamos com Rowland que justifica ser esse um dos fenômenos que possibilitam o atraso da maturação da estatura vinculado ao balanço calórico negativo (ROWLAND 2008.p. Nosso objetivo é relembrar que indivíduos escolares estão sempre em processo de crescimento e desenvolvimento. duração e ao período de desnutrição. Desta forma as mudanças denominadas quantitativas são referentes ao crescimento e aumento do corpo. A hereditariedade e os fatores ambientais são particularmente responsáveis no papel de promover a extensão dos limites do crescimento. pois esse processo transforma um bebê indefeso em uma criança maior com vontade própria (GALLAHUE e OZMUN. p.29 período germinativo. a taxa de crescimento não condiz com a realidade de crescimento de países que oferecem melhores condições nutricionais.155). Foi observado que em crianças de países subdesenvolvidos e desprovidos de nutrição. O crescimento da criança nos dois primeiros anos de vida nos surpreende. 247) Segundo Rowland (2006) a infância e a pré-adolescência apresentam necessidades de energia para a prática de exercícios. Um exemplo que o autor apresenta é uma criança que na idade de um . outros fatores são a nutrição. 2003. esse atraso no crescimento é proveniente da gravidade. a atividade física e o exercício (GALLAHUE e OZMUN. ou de partes especificas dando surgimento ao desenvolvimento da estrutura orgânica (MASSA E RÉ 2006. renovação dos tecidos e crescimento somático.

2003. Entender a nutrição como uma necessidade cotidiana estabelece no aluno o senso e o compromisso de manter uma alimentação baseada em carboidratos. Na proposta de Darido e Rangel (2005. p. tendo. Gallahue e Ozmum (2003. Gallahue e Ozmum (2003). terão menos gordura corporal em relação à massa magra. esses são os alimentos responsáveis pela energia que produzirá disposição para a prática de exercícios. Os autores ainda completam que crianças que tem acesso a ambientes que ofereçam assiduamente a prática de atividades físicas. Quando exercitado o músculo aumenta a sua secção transversal. 2003. como resultado positivos e negativos da atividade física. Na dimensão conceitual pode ser apresentada uma termorregulação. pois. pois nesse período que houve o comprometimento nutricional é o período referente ao crescimento cerebral. mas massa muscular por fibra e menos células adiposas. (GALLAHUE e OZMUN. Na dimensão atitudinal o professor pode propor o estabelecimento de uma dieta saudável. 247) A influência da atividade física no crescimento oferece razões sólidas nesse processo. as fibras musculares sofrem um aumento de tamanho e os músculos se adaptam a maiores quantidades de tensão. o desenvolvimento mental será prejudicado. (GALLAHUE e OZMUM. p. isso esclarece a hipertrofia e a atrofia. sendo assim. p. os alunos conheceram a temperatura corporal durante uma corrida e a importância da hidratação e a sua responsabilidade no equilíbrio da termorregulação corporal. terão melhor desenvolvimento muscular. avaliando e conhecendo os grupos alimentares que existem na cultura da comunidade local. quando não estimulado diminui o seu tamanho. lipídeos e proteínas. . 249) A atividade física na criança proporciona o desenvolvimento muscular. dificilmente ela conseguirá recuperar ou mesmo acompanhar o desenvolvimento de crianças que possuem a mesma idade que a sua. ou seja.30 a quatro anos passa pela má-nutrição. 142) falar de nutrição é possível através das três dimensões. onde os alunos são submetidos a um período experimental de dieta especifica. 249) apresentam o conceito de uso e desuso.p.

levando sugestões de hábitos saudáveis para si e para os membros da família. 34). os autores ainda relatam que a chave do sucesso de uma aula está nas mãos do professor. A fisiologia caminha com a nutrição. ela nos direciona ao consumo correto de todos os grupos alimentares que o nosso corpo carece. fadiga.. vivenciando-a durante a aula prática. com os alunos à carência de informações seguras. cansaço excessivo e indisposição. sentindo fraqueza. Darido e Rangel (2005) ainda na dimensão conceitual citam que o professor pode sugerir uma RDA (recomendação diária alimentar) composta por macros e micronutrientes. como alguns ainda pensam. Pois é na aula do professor de educação física que o aluno pode ter uma solicitação calórica maior. apresentando de forma didática a necessidade de porções corretas e excesso dos alimentos. com ele esta o conhecimento. levando o sujeito a sofrer desidratação. pois. Na dimensão procedimental os autores Darido e Rangel (2005) sugerem que deve se salientar a reposição hídrica. Tavares e Montagner (2004). enfim os alunos poderão fazer uso da pirâmide no seu dia a dia. alterando o equilíbrio hidroeletrolítico e comprometendo a termorregulação. ocasionando aglomerações e mau aproveitamento da aula. A demanda energética durante as aulas de educação física é solicitada em maior proporção isso indica a necessidade de conhecimentos nutricionais. de preferência a brasileira. sugiro ao professor de educação física escolar o uso da pirâmide alimentar em suas aulas. Podemos identificar papeis importantes delegados ao professor. 2006) apresentam um estudo e relatam que a perda hídrica leva a sudorese. sem nutrientes os sistemas fisiológicos sofrem pane (ROWLAND 2008. Lollo. Os autores nos informam que estudos sobre os efeitos fisiológicos da desidratação têm sido feito para desvendar os efeitos da não reposição das perdas de liquido durante o exercício prolongado. não se limitando apenas ao ensinamento de técnicas .31 Sobre isto (MACHADO-MOREIRA et al. esportivas. principalmente quando essa atividade é realizada em um ambiente com temperatura alta. e os efeitos quando a reposição de líquido é parcial. porém. p. Nesse aspecto o professor terá um suporte de fácil entendimento para os escolares.

ou seja. pois. de fatores bioquímicos como “neurotransmissores. p. corticotrofina e ainda. 23) . Cada um desses aumentos tem um objetivo. com migração dos cromossomos. Malina e Bouchar (1991. por meio da atividade física. (c) Fica comprovado que a atividade física produz estresse mecânico. dando seqüência ao crescimento musculoesquelético. por exemplo.33) as indicam como (a) Existe uma competição dos estoques calóricos com a demanda energética do crescimento normal pelos nutrientes acessíveis a eles. prejudicando o crescimento que deveria ter uma base nutricional sólida. jejum e o exercício físico. 3) completam que essas substâncias intracelulares são orgânicas e inorgânicas tendo a função de unir ou ajuntar as células em cadeias. vasopressina. levando a um envolvimento do DNA. Muitos fatores envolvem a resposta dos reguladores do GH. ou seja. Se houver “roubo calórico” o efeito pode ser negativo. pois são necessários para a formação da hipertrofia musculares resultado da prática regular do exercício. o aumento do número de células ocorre em função da divisão celular. em especial proteínas e substratos. como as fibras colágenas usam fazer na matriz e os adipócitos do tecido adiposo. e a assimilação deste assunto é dificultada. p. a hipertrofia e o aumento das substâncias intracelulares. o aumento do tamanho de células envolve o aumento nas unidades funcionais intracelulares. hormônio de liberação da tireóide. Novamente destacamos os conhecimentos essenciais ao planejamento prático das aulas de educação física para escolares. mas esses pontos ainda não foram esclarecidos.p. Rowland (2008. Um estudo realizado por Malina e Bouchard (1991. (b) Os fatores de crescimento são potenciáveis e estimulantes produzindo fatores de crescimento. o aumento de numero de células. Devemos levar em consideração o alicerce principal do crescimento no processo da vida de uma criança. calcitonina. Rowland (2008) assegura que este alicerce é o hormônio do crescimento (GH) / fator de crescimento ligado a insulina I (IGF-1). replicando em células funcionais idênticas. são eles a hiperplasia. não se sabe se são positivos ou negativos. fatores físicos e emocionais como o sono. (ROWLAND.32 Existem três mecanismos possíveis que oferecem alterações no crescimento.p. estresse. 3) apresentando alguns processos que influenciam o crescimento. mas. não se trata apenas desses dois hormônios. 2008.

a capacidade funcional e as adaptações metabólicas. o aproveitamento de todos esses conhecimentos em aulas teóricas e práticas. maturação. favorecem a velocidade do crescimento ósseo. O hormônio Gh influência no crescimento púbere. ou seja. é o que os estudos apresentam e durante o sono essa produção fica mais presente. a liberação do GH é baixa e inconstante.4 FIBRAS MUSCULARES Sobre as fibras musculares Bosseau e Delamarche (2000) ressaltam que poucas investigações têm sido feitas e poucas publicadas. pois. 2. descreio que crescimento. A maior dificuldade é a .p. e pessoas que possuem a produção acelerada do GH. a maturação muscular.0 ng.8. 2008. com deficiência na produção desse hormônio sofre da síndrome de Laron.33 A produção do GH é regulada pelo eixo hipotálamo hipófise a cada 2 horas. Os valores aumentam atingindo o pico máximo de 2. (ROWLAND. segundo Bosseau e Delamarche (2000) as mudanças ocorridas nessa fase podem influenciar diretamente o desenvolvimento das capacidades físicas e o desempenho durante a infância e adolescência. o arquivamento no sentido real. 2006. mL -¹) e o autor completa que na vigília da noite. GH e tantos outros assuntos aqui apresentados sejam conhecimentos que tome diversos rumos. a omissão de que esses assuntos façam parte da educação física escolar. apresentam o gigantismo. isso é mais freqüente em crianças em idade pré-púbere. ou seja. atividade física. (ROWLAND.1 ng. 25) Dentre tantas informações e conhecimentos adquiridos. 23) Pessoas desprovidas do hormônio GH. apresentando déficit no crescimento como crescimento ósseo atrasado e hipoglicemia. notamos aspectos de importância relevante na formação acadêmica do professor de educação física que atua com escolares. podendo apresentar problemas de comportamento e visão. na parte metabólica. e durante o período de explosões secretoras o hormônio pode ser indetectável chegando a (<0. chegando a crescer 205 cm. mL -¹.

34 realização de biópsia em crianças. por outro lado o treinamento excêntrico ligado a alta velocidade é o ideal para aumentar as fibras tipo IIb . Silva (2006. o tipo de estimulo que lhe é oferecido. ou seja. isso ocorre quando é aplicado um treinamento de força máxima ou de resistência de força. com intensidade relativamente alta. p. (lenta) se transforma em tipo IIa. 2008 apud OERTL. p. 303-13. p. 405-18) revelam que a partir do terceiro mês de gestação. no período da infância. 105) completa que apesar dos estudos é impossível entender claramente o significado de todas as informações relacionadas as fibras musculares. .p. acontece o desenvolvimento das fibras rápidas. 105) explica que este processo de modificação das firas musculares se dá devido à composição da miosina de cadeia pesada. Elder e Kakucas adiantam que durante os primeiros anos de vida esse processo continua e é amplamente realizado na idade de 2 a 3 anos. (ROWLAND. pois os estudos são superficiais e incapaz de esclarecer estas alterações bioquímicas. apresentando aumento durante a decorrência da gestação. No período da gestação acontece alterações nas fibras musculares. (tipo IIb). Acredita-se que as fibras musculares são determinadas geneticamente e uma mudança na população de fibras do tipo I ou II possa interferir no aproveitamento e melhora no desempenho em atividades de curta ou longa duração. pois o treinamento altera a sua composição. 1998). Podemos referir as características das fibras musculares com as características bioquímicas e estas fibras são modificadas de acordo com o tipo de solicitação que lhe é determinada. Elder e Kakucas (1993) apud Bosseau e Delamarche (2000. Silva (2006. Devido a essas alterações a fibra tipo I. especialmente nos músculos esqueléticos . começam a aparecer. ao mesmo tempo em que as fibras tipo IIa e tipo I. porém a maturação do músculo esquelético segue padrões de crescimento que estão relacionados ao metabolismo e a intensidade de exercícios físicos.

Rodrigues e Neto (2000). não havendo nenhum interesse em desmistificar os problemas da área escolar.35 3. porém. cinesiologia. a fisiologia vem desde a década de 70. Poderemos discutir se esses conhecimentos são satisfatórios em relação ao que propomos em nossa pesquisa. os escolares passariam conhecer os benefícios do exercício físico para a saúde. os estudos apontam que os pesquisadores fugiram da área escolar. Rodrigues e Neto (2000) alguns professores mencionaram a necessidade de oferecer aos alunos o conhecimento da fisiologia. a fisiologia do exercício não é especifica da área de treinamento esportivo. Os autores identificaram razões que levaram ao desinteresse dos pesquisadores na área escolar. biomecânica. Uma das buscas eram o reconhecimento profissional e na década dos anos 70 este reconhecimento só apareceria se os pesquisadores realizem pesquisas na área de treinamento ou desempenho . Através dos dados referentes aos créditos dessa disciplina em estudo. ou Fisiologia Humana. pois. podemos ter informações sobre o nível dos conhecimentos fisiológicos dos professores que tem se graduado atualmente. na área biológica. ao contrário do que alguns pensam. (ROBERGS e ROBERGS. O nosso interesse é o conhecimento que se emprega nas Universidades e Faculdades e a disponibilidade de créditos destinados a disciplina de Fisiologia aplicada à atividade física. pois segundo eles. pois as pesquisas eram realizadas na área de treinamento. Poderemos levantar hipóteses para conseguirmos detectar quais foram os pontos negativos que os levaram a ter baixa porcentagem de conhecimento na área da fisiologia do exercício. Segundo Darido. A INFLUÊNCIA DA CARGA HORÁRIA DA DISCIPLINA O objetivo deste capítulo é complementar o nosso trabalho de pesquisa e confrontá-lo com uma pesquisa virtual aos cursos de Educação Física das faculdades e universidades que estão localizadas na região Metropolitana de Campinas. ela esta presente no nosso dia a dia. 2002) Em uma pesquisa realizada por Darido.

a esse respeito vemos oportunidades. por esse motivo houve um crescimento no número de academias e conseqüentemente a procura desses ambientes pelos cidadãos para a prática de atividades físicas. podemos entender que se essa disciplina foi bem ministrada o docente por mais indiferente que seja em relação a essa disciplina vai ocasionalmente se lembrar dos conteúdos estudados e aplicados em aulas práticas.146). As verbas. lembramos que essa pesquisa foi realizada através de dados eletrônicos e o nosso objetivo é observar e discutir se a quantidade de créditos é suficiente para a formação de um docente com base fisiológica para a prática docente competente.36 esportivo. compreender e transmitir esses conhecimentos aos seus escolares (DARIDO e RANGEL 2005. RODRIGUES e NETO. 1) diz que. pode nos dar a certeza de como anda a disciplina de fisiologia. não a visão de uma educação física baseada no higiênismo ou no eugênismo. o financiamento entre outras questões são motivos que inibiram essas pesquisas (DARIDO. 2000). De acordo com essa idéia consideramos que nos dias atuais a educação física pode vir a ter pesquisadores dispostos a concretizar trabalhos e pesquisas na área da fisiologia do exercício. Após esse estudo Darido. campo de pesquisa e desafios para os novos docentes. chegam à uma conclusão e propõem uma nova visão. a competência profissional tem a ver com a capacidade que o professor tem de articular o seu conhecimento teórico com a sua prática profissional. mas sim em uma nova proposta com perspectiva biológica que poderá superar os modelos anteriores tão marcantes na educação física. Rodrigues e Neto (2000). p. ou seja. O Propósito dessa pesquisa é propor uma comparação dos créditos destinados a disciplina de Fisiologia Humana ou Fisiologia aplicada à atividade física como é nomeada em várias universidades e faculdades. Ao relacionarmos o conhecimento da fisiologia humana que o profissional adquiriu na sua graduação. Sobre competência docente Arantes (1997) apud Arantes e Magalhães (2009. ser capaz de agir criticamente de acordo com as mudanças fisiológicas de seus escolares. . p.

a criação de projetos de pesquisas que possibilitem uma nova geração de pesquisadores interessados em desvendar a fisiologia em escolares. No caso da Licenciatura em Educação Física o mercado de trabalho é a escola. pois algumas das faculdades e Universidades disponibilizam a grade curricular em seus sites sem o número de créditos e as horas totais equivalentes. quando uma disciplina com características fundamentais como a Fisiologia. onde podemos ver a quantidade de créditos que cada Universidade e Faculdade na região metropolitana da cidade de Campinas disponibilizam. a amostra tem a participação de oito instituições acadêmicas. Rodrigues e Neto (2000) com a informação que tanto nos incomodou em relação às pesquisas da fisiologia em escolares. seja publica ou particular. outras instituições nem a grade curricular disponibilizam. desenvolvimento e maturação biológica. Rowland (2008) tem apenas X créditos na grade curricular dos cursos de educação física. 3. As buscas foram realizadas e encontramos dificuldades em obter as informações. refletindo sobre isso voltamos ao comentário de Darido. que visa entender e explicar as mudanças fisiológicas que ocorrem durante o crescimento.37 Salientamos a responsabilidade das universidades e faculdades em ignorar a ampla formação de seus graduandos. queremos lembrar a oportunidade que as universidades podem promover aos seus graduandos. Arantes e Magalhães (2009). Podemos ressaltar a importância das universidades e faculdades estarem atentas para as exigências do mercado profissional. .1 METODOLOGIA DA PESQUISA Essa pesquisa foi realizada através de consulta aos sites das universidades e faculdades possibilitando a construção de uma tabela.

nestes contam a disciplina de Fisiologia Humana ou conhecida por outro nome como podemos constatar nos dados abaixo. Universidades e Faculdades da região Metropolitana da cidade de Campinas. Os dados foram obtidos através de pesquisa online. que tem em seus cursos de graduação a Licenciatura em Educação Física e Bacharel. Notamos que as definições de créditos em algumas das Unidades pesquisadas são apresentadas por quantidade de horas e em outras por quantidade de créditos. Universidades e Faculdades Faculdade Adventista de Hortolândia Faculdade de Americana FAM Faculdade de Jaguariúna FAJ METROCAMP PUC Campinas UNICAMP UNIMEP Piracicaba UNIP Campinas Nome da disciplina nas Universidades e Faculdades pesquisadas Fisiologia aplicada a Atividade física Não consta o total de créditos na grade curricular Não consta o total de créditos na grade curricular Fisiologia Humana Aplicada à Educação Física Bases Fisiológicas Aplicadas à Educação Física Fisiologia Humana I e II Fundamentos Anatômicos e Fisiológicos da Motricidade Humana Fisiologia à Atividade Motora: Aspectos de Saúde Créditos 40 HR - Não consta Não consta 80 horas 4 créditos 6 créditos Não consta Não consta Quadro 1. relação de créditos da disciplina de Fisiologia. O curso de Educação Física da Faculdade Adventista de Hortolândia nos oferece 40 horas para a disciplina de Fisiologia aplicada a atividade física. o que .38 3.2 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS Participaram dessa pesquisa oito instituições acadêmicas.

notamos uma grande diferença na quantidade de horas reservadas para a disciplina de fisiologia de uma instituição para a outra. no entanto a PUC Campinas oferece 4 créditos. vendo que os estudos e pesquisas na área da . Créditos de Fisiologia 140 120 Créditos/horas 100 80 60 40 20 0 M ET F PU R O A J C C CA AM P M UN PI N IM AS EP UN IC PI RA AM UN CI P IP C CA AB A M PÍ NA S IA SP FA M Créditos de Fisiologia Instituições Figura 4. Observando essa equivalência e resolvemos definir os créditos em horas aulas. Conforme o gráfico apresentado. podemos dizer que a PUC Campinas oferece uma carga horária de 80 horas para disciplina de Bases Fisiológicas Aplicadas à Educação Física. e alguns tem anos de formação. Gráfico dos resultados da pesquisa aos créditos da disciplina de Fisiologia aplicada à atividade física. Baseados nessa pesquisa observamos alguns aspectos que podem influenciar o resultado da nossa pesquisa de campo. essa definição facilita a nossa discussão. pois.39 equivale a 2 créditos . muitos indivíduos que participaram da pesquisa tem formação recente. Se 2 créditos equivalem a 40 horas . algo que pode ser considerável.

Através desses dados. a nível de aulas/horas. sem generalizar. sobretudo os créditos das disciplinas para podermos comparar a qualidade de ensino oferecido por todas aquelas que estão no mundo acadêmico. concluímos a necessidade de alguns ajustes em relação a essa disciplina. algumas não disponibilizam o número de créditos por disciplina. no nosso caso. mas em relação aquelas instituições que não nos favoreceu durante as nossas consultas. As opções de cursos são inúmeras. Outras não disponibilizam a grade curricular e muito menos os créditos referentes à disciplina. podemos concluir que existe a necessidade de se ter disponível a grade curricular dos cursos oferecidos por essas instituições de ensino e. as que comportam a região metropolitana de Campinas. Notamos que dentre as instituições pesquisadas. Considerando a falta de informação dessas faculdades e universidades. porém. . como de acerto.40 fisiologia do exercício tem crescido a cada ano e conforme vemos em nosso curso muitas foram as mudanças a nível internacional. a sua decisão será por aquela que disponibiliza as suas informações com clareza. diante daquilo que está disponível a consultas do estudante internauta pesquisador. sendo necessário um embasamento teórico/ prático extenso. à nível de créditos ou como queiram. tirando a oportunidade de sabermos a carga horária da disciplina em estudo. desta forma conseguimos entender o porque de algumas respostas terem alta porcentagem tanto de erro.

pois. Este trabalho teve como proposta a aplicação do questionário elaborado que avalia os conhecimentos de fisiologia do exercício de professores de educação física que atuam na área escolar. posteriormente os questionários foram entregues pão. onde se formou e onde leciona em relação às respostas. Os questionários foram entregues aos professores de algumas unidades escolares. reflexivo e aplicável. CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA: Esta pesquisa nasceu a partir do momento que procuramos artigos e trabalhos sobre a fisiologia em escolares e encontramos poucos materiais. desejamos que a partir deste trabalho outros pesquisadores queiram dar continuidade com outras pesquisas. Analisamos a correlação de alguns aspectos como idade. tempo de atuação profissional. a segunda através da internet onde buscou-se a informação sobre a carga horária da disciplina de Fisiologia nos Cursos de Educação Física da região e a terceira por intermédio da pesquisa de campo. As pessoas investigadas foram professores de educação física em atuação profissional nas escolas da região metropolitana da cidade de Campinas. SP. O questionário foi elaborado com perguntas fechadas. Os participantes receberam um questionário com 10 perguntas fechadas que foram analisadas posteriormente.41 4. A primeira foi uma revisão de dados disponíveis na literatura. ela pode ser um material útil. facilitando a tabulação e análise dos dados. os especialistas ficaram responsáveis por entregar o questionário e recebê-lo após serem lacrados. METODOLOGIA O estudo abrangeu três etapas investigativas. Depois de respondidos os questionários eram lacrados e usados mediante a autorização do respondente através da assinatura do termo de consentimento. tempo formação. totalizando 45 professores que foram voluntários durante visita escolar. . Para responder o questionário o participante levou no máximo 30 minutos. Ao percebermos esta escassez optamos pela elaboração desta pesquisa.

Questionário para a escala de conhecimentos fisiológicos . Idade dos individuos 16 14 Número de indivíduos 12 10 8 6 4 2 0 neutros 21 a 30 31 a 40 Idade cronológica 41 a 50 51 a 60 variação na idade Quadro 1. porém. Notamos certa desatualização quanto ao conhecimento solicitado nas questões. sua idade é 53 anos. Ao retornar a escola fiquei feliz por ver o envelope do individuo 3 lacrado. ao abrir o envelope. O indivíduo 3 demonstrou preocupação em participar da pesquisa. encontrei a seguinte justificativa do individuo 3: “ Cara amiga. O primeiro ponto discutível é a idade dos indivíduos. Por gentileza queira me perdoar”. pois em determinadas questões podemos associar esses dados para entender o percentual de acerto e erro. estou muito tempo afastados dos livros e por este motivo tenho dúvidas.42 Nestes itens apresentaremos alguns variáveis que tornam a pesquisa relevante. e seu tempo de atuação 28 anos. justificou que há muitos anos ele não consultava os livros.

Tempo de atuação profissional 16 14 Número de indivíduos 12 10 8 6 4 2 0 neutros 0a5 6 a 10 11 a 15 16 a 20 21 a 25 26 a 30 tempo de atuação Representação gráfica Figura 6. pois grande parte do professores que participaram da pesquisa ficou na faixa de 0 a 5 anos de atuação. sendo que boa porcentagem não identificaram o tipo de instituição onde se formaram. O que nos leva a crê numa desatualização para com os novos estudos na área da fisiologia. pois elas apresentam termos como. Quanto maior o tempo de formação que prevalece à convicção a respeito do ácido lático ser o causador da fadiga muscular. ácido lático.43 A variável tempo de atuação profissional mostra uma grande relação com as questões 3.Tempo de atuação profissional A porcentagem de professores que se graduaram em universidades federais foi pequena em relação aos que cursaram particulares. Através da pesquisa percebemos que o número de professores recém formado tem aumentado nas redes de ensino. .7 e 10. fechando em um número de 14 professores. fosfocreatina.5. produção de lactato e metabolismo anaeróbio alático.

Instituicões onde lecionam 35 30 25 Quantidade 20 Representação gráfica 15 10 5 0 Par/Pub Part neutros Pública Tipos de Instituições Figura 7.44% 15.Instituições de formação Nosso objetivo neste item era ter um visão geral do aproveitamento dos conteúdos acadêmicos dos indivíduos participante.56 Não responderam 20% Tabela 1 . concluímos que essa variável não interferiu nas respostas.44 Particular Federal 64. no entanto.Tipos de Instituições de ensino .

As questões são fechadas. a maior parte dos indivíduos lecionam em escolas públicas e a minoria em escolas particulares. ou mesmo projetos desenvolvidos nas escolas. participação em projetos sociais. ou de situações presenciáveis através meios de comunicação. sendo que uma porcentagem pequena leciona em ambos. INSTRUMENTO UTILIZADO: Elaboramos um questionário básico com questões relativas ao dia a dia dos escolares.45 No geral. pois dessa forma facilitam a tabulação e a analise posterior. baseadas em situações decorrentes das aulas práticas. . visando uma boa interpretação e facilidade de discernimento de cada uma delas. Abaixo apresentamos o quadro com as questões cuidadosamente elaboradas e redigidas.

devemos analisar quais variáveis? ( ) tempo do exercício ( ) intensidade do exercício ( ) tempo e intensidade 10. Numa prova de atletismo. o velocista chega ao final da prova com o tempo de 9 segundos. Até quanto tempo utilizamos o metabolismo anaeróbio alático? ( ) 1 hora ( ) 24 horas ( ) 10 segundos ( ) 1 minuto ( )30 segundos 4. ( ) Aeróbio ( ) Anaeróbio 2. Qual é o facilitador das reações químicas no sistema fisiológico? ( ) enzimas ( ) neurônios ( ) cálcio ( )testosterona 7. produzimos muito lactato? ( ) Sim ( ) Não 8. O ácido lático é o responsável pela fadiga e dor muscular no exercício físico? ( ) Sim ( ) Não 6.46 ESCALA DO CONHECIMENTO EM FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO FÍSICO Quadro 1. Quando realizamos um exercício de alta intensidade acima de 10 segundos. Qual é o metabolismo predominante nesta prova. Existem 3 tipos de ações musculares. predomina em um maratonista? ( ) Tipo I ( vermelha) ( ) Tipo II ( branca) 3. um participante corre 100 m. Escala de conhecimentos fisiológicos 1. Qual fibra é mais resistente à fadiga? ( ) Tipo I ( ) Tipo II 5. Um ginasta masculino. Se em uma corrida de 100 m.1 ASPECTOS ÉTICOS . qual fonte de energia predominou? ( ) acido graxos ( ) fosfocreatina ( ) glicogênio ( ) proteínas 4. que ação muscular ele está exercendo? ( ) Excêntrica ( ) Concêntrica ( ) Isométrica 9. Para saber se o exercício é aeróbio ou anaeróbio. quando executa o movimento nas argolas e fica estático no ar em posição vertical. Que tipo de fibra muscular.

Antes de analisarmos os gráficos individualmente. foi 03110. Porcentagem de acertos 120% 100% 80% Porcentagem 60% 40% 20% 0% 1 1 7 11 7 Indivíduos 7 4 6 1 Representação gráfica . 4.000-09 aprovado em 26/05/2009 recebendo o nº397/2009. sob folha de rosto 259214 nº do documento recebido pelo CEP. apresentaremos um que dará a noção da porcentagem total de acertos entre os indivíduos participantes. cada uma delas tem características comparativas com algumas variáveis contidas em nossa pesquisa.47 Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP – Parecer protocolado no SISNEP. pois.146. Somente foram aceitos os questionários dos indivíduos que concordaram em responder voluntariamente e assinaram o Termo de Consentimento livre esclarecido (APÊNCIDE 1).2 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Apresentar os gráficos por questão fortalece a nossa discussão.

um participante corre 100 m. Qual é o metabolismo predominante nesta prova? Questão 1 45 40 35 30 25 Nº 20 15 10 5 0 acertos erros Resultados neutro Figura 9. .Gráfico da porcentagem total de acertos por indivíduo A questão 1 desafia o individuo participante a dar uma resposta que comprove o seu entendimento sobre os tipos de metabolismo . a descrição da pergunta é a seguinte: “Numa prova de atletismo. nos permitindo pensar que suas aulas deve ter coerência quanto ao metabolismo predominante nas diversas atividades praticadas.Gráfico questão 1 No gráfico da questão 1.48 Figura 8. . podemos visualizar que a maior parte dos indivíduos sabe diferenciar metabolismo aeróbio de anaeróbio. pois.

por ser pequena ela não precisa de enzima para quebrá-la.49 Questão 2 35 30 25 20 Nº 15 10 5 0 acertos erros Resultado neutro Figura 10. ela já se encontra no músculo. ora Fibra tipo II muitos optaram por qualquer um das respostas. pois. é o seu tamanho. A resposta correta para essa questão é a fosfocreatina. ficavam confusos. As opções de respostas para essa questão eram 4 opções. pois ela é fornece energia para atividades de explosão. ora achavam que a resposta era a Fibra tipo I. rica em fosfato. A analise da questão 3.Gráfico questão 2 A questão 2 aborda os o conteúdo sobre os tipos de fibras musculares. Sobre essa questão durante as visitas notamos dúvida nos indivíduos. de 1 a 10 segundos. glicogênio e proteínas. fosfocreatina. . ácido graxos. A pergunta foi elaborada da seguinte forma: “Que tipo de fibra muscular predomina em um maratonista?”. e a maioria deste que responderam na dúvida erraram a resposta. e uma das suas características boas. pode desvendar algumas dúvidas sobre o nível de conhecimento dos nossos indivíduos.

2) apud (Guyton e Hall.Gráfico questão 3 Segundo Silva e Bracht (2001. em conjunto ela pode proporcionar potência muscular máxima de 8 a 10 segundos. A pergunta é direta: “Qual fibra é resistente a fadiga?”. pois ambas tem características diferentes. Para responder a questão 4 se o individuo realmente deveria saber as diferenças entre a fibra tipo I e a fibra tipo II.50 Q uestão 3 2 5 2 0 1 5 1 0 5 0 a rto ce s e s rro R s lta o eu d nu s e tro Figura 11. . logo ele saberia que essa fibra é a resistente a fadiga. p. se o individuo soubesse qual o tipo de fibra predomina no maratonista. sendo uma fonte energética potencializadora para uma corrida de 100 M. 1997) a fosfocreatina também é conhecida como sistema energético fosfogênico.

51 Questão 4 35 30 25 20 Nº 15 10 5 0 acertos erros Resultado neutros Figura 12. Questão 5 40 35 30 25 Nº 20 15 10 5 0 acertos erros Resultado neutro Figura 13.Gráfico questão 4 Analisando o gráfico referente à questão 4 notamos que a grande maioria sabe quais são os tipos de fibras musculares e as diferenças quanto as suas características.Gráfico questão 5 .

pois os indivíduos com formação recente. . Aqui esta a pergunta 5: “O ácido lático é o responsável pela fadiga e dor muscular no exercício físico?”. ( ) sim ( )não A pergunta foi formulada oferecendo duas opções de resposta. neurônios. Observamos que quando a resposta é positiva. Como opções de respostas colocamos 4 escolhas. Como sabemos toda degradação precisa de uma enzima para que o processo seja iniciado e concluído. a relação dessas variáveis. para coletarmos este conhecido apresentamos essa pergunta: “Qual é o facilitador das reações químicas no sistema fisiológico?”.Gráfico questão 6 A questão 6.52 Essa questão nos surpreende pelo discrepante número de erros. Questão 6 40 35 30 25 Nº 20 15 10 5 0 acertos erros Resultado neutro Figura 14. pois. confirmam que este indivíduo se formou há muitos anos. ou seja. se analisarmos a idade do individuo e os anos de formação. enzimas. procura conhecer os conteúdos relacionados aos processo fisiológicos. nos levando a refletir sobre a desatualização em relação aos novos estudos. inúmeros artigos vêm derrubando os mitos relacionados ao ácido lático ser o causador da fadiga muscular. a escolha pela opção sim prevalece. já optam pela opção não. cálcio e testosterona.

enquanto a porcentagem de erros foi de 24. Se o individuo observação a questão 3.Gráfico questão 7 . conseguiria assimilar e entender as respostas de todas essas questões.53 Nessa questão. executa a quebra da molécula. A pergunta é a seguinte: “Quando realizamos um exercício de alta intensidade acima de 10 segundos. sem elas as reações químicas e fisiológicas não aconteceriam. produzimos muito lactato?” A porcentagem de acertos nessa questão foi de 73. ou seja. 7 e a 10.44%.33%. Questão 7 35 30 25 20 Nº 15 10 5 0 acertos erros Resultado neutro Figura 15. compreendemos que os indivíduos não só entenderam que as enzimas são catalisadoras. A questão 7 gerou muita duvida em relação a resposta. porém podemos ver que a maioria dos indivíduos entenderam a questão e souberam a resposta.

Gráfico questão 8 A questão 8 teve uma porcentagem alta de acertos. que ação muscular ele está exercendo?” As opções de respostas são. concêntrica. quantidade bem significativa. por ser uma pergunta bem formulada. Sobre as ações musculares Lopes e Ide (2008. excêntrica e estática. 17.11%. houve facilidade de se entender o objetivo da questão.54 Questão 8 45 40 35 30 25 Nº 20 15 10 5 0 acertos erros Resultado neutro Figura 16. Os acertos ficaram com 86. .67%. São elas Concêntricas (CON). p. Apresentamos a questão: “Existem 3 tipos de ações musculares. gerando uma tensão sem que seja necessário o deslocamento angular das articulações envolvidas. quando executa o movimento nas argolas e fica estático no ar em posição vertical. enquanto os erros com 11. essa ocorre quando a produção do torque produzido pelo músculo é igual ao da resistência externa. Excêntricas (EXC) e a Isométrica (ISO). Um ginasta masculino.18) apresentam os 3 tipos de ações musculares.

permite que o participante analise pelo menos 3 questões contidas na escala apresentada. Vamos à questão: “Para saber se o exercício é aeróbio e anaeróbio. intensidade do exercício e tempo e intensidade. intensidade. equilibrar variáveis como. pois. . As opções de respostas foram bem coerentes e determinantes.Gráfico questão 9 A questão 9. devemos analisar. quais variáveis?”. pois ela recapitula os tipos de metabolismos e questiona o que se deve analisar no exercício para identificar o tipo de metabolismo que predominando na atividade física. é um meio seguro para utilizar o metabolismo correto em seus planejamentos de aula. Saber a resposta dessa questão é primordial para professor de educação física.55 Questão 9 40 35 30 25 Nº 20 15 10 5 0 acertos erros Resultado neutro Figura 17. sendo classificadas dessa forma. duração do exercício. tempo do exercício.

A pergunta é a seguinte: “Até quanto tempo utilizamos o metabolismo anaeróbio alático?”.56 Finalizamos a apresentação dos gráficos com a questão 10. 1 minuto e 30 segundos.Gráfico questão 10 Notamos a igualdade nas respostas. conseguimos perceber que muitos ainda não têm a noção sobre os termos lático e alático.3 e 7. 24 horas. ele deverá refletir sobre pelo menos 3 questões da escala. 10 segundos. pois além do individuo usar da interpretação. pois. 1 hora. Questão 10 25 20 15 Nº 10 5 0 acertos erros Resultado neutros Figura 18 . a questão 1. As opções de respostas foram. . a nossa pergunta visa caracterizar essas diferenças pouco conhecidas por alguns professores atuantes ou esquecidas.

Já as questões 5 e 3.44 82.89 2.67 77.67 4.22 24.44 66.57 Gráfico das respostas 100 90 80 Porcentagem 70 60 50 40 30 20 10 0 1 8. .33 28. As questões 1 e 8.89 77.11 Questões Figura 19.33 86.22 4.22 10 46. Nesse gráfico conseguimos visualizar a discrepância de erros e acertos em todas as questões.44 acertos erros neutro acertos 88.44 53.22 6 7 8 9 20 2.11 44.22 73.22 2.Gráfico das respostas No gráfico acima podemos analisar a porcentagem de acerto. erros e pessoas que ficaram neutras as questões da escala de conhecimento.78 48.56 24.22 2.44 11.89 2. apresentaram o maior número de erros.22 2.67 erros neutro 2. foram as que apresentaram maior número em acertos.22 2 3 4 5 20 2.89 71.78 15.

58 5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Sabemos que após alguns anos de formação o professor atuante se desvincula desses conhecimentos adquiridos. como: “Não uso a fisiologia na escola. .6) “evidenciamos um dos grandes problemas existentes na educação física: a ausência de identidade do profissional. a falta de clareza em suas atuações. Sobre isso Galvão (2002. mas com Ensino Médio. assimilam melhor esse tipo de conteúdo”. p. encontramos professores que não aceitaram participar da pesquisa. tanto pessoas acima dos 40 anos como abaixo dos 30 anos demonstraram boa vontade em nos auxiliar. não chegam a influenciar. mas desistiram. A satisfação em participar da pesquisa não corresponde à idade. Durante a pesquisa de campo. percebemos que a fisiologia não faz parte de seu âmbito escolar. alguns chegaram a abrir o envelope pra conhecer os conteúdos. vergonha de se expor por não saberem as respostas e muitos admitiram não se lembrar dos conteúdos das questões. as justificativas são inúmeras. p. Por meio de conversas com alguns indivíduos. Durante as visitas às Unidades Escolares. não sendo usados pelos professores em suas aulas.2) admite que os conhecimentos adquiridos em disciplinas mães como a fisiologia do exercício. por esse motivo não consigo lembrar essa resposta” ou “Se eu trabalhasse em academia eu lembraria essa resposta” ou “A escola não combina com a fisiologia” ou “Até daria pra falar alguma coisa de fisiologia. alegaram falta de conhecimento dos novos estudos. pois. e conseqüentemente o não reconhecimento da sociedade”. em conversas informais com profissionais da área notamos certo descrédito à capacidade de resposta dos indivíduos participantes. Por esse motivo acreditamos que alguns professor de educação física escolar não tem afirmado as suas capacidades e conhecimentos acadêmicos. pois. como diz Gonçalves et all (2007. essa afirmação foi manifesta por algumas especialistas.

59 Alguns professores mencionaram a apostila que lhes são enviadas. Sobre esses argumentos levantamos algumas questões: • A didática dos professores que ministrou a disciplina de fisiologia não inflamou o interesse destes docentes. A falta de interesse em ensinar aos escolares os conteúdos apresentados em nosso questionário. p. como é o caso do indivíduo 3. havendo um relacionamento entre os saberes obtidos na faculdade e as nossas ações pedagógicas. Gonçalves et all (2007. nos leva a temer pelos futuros docentes. onde esse tipo de conteúdo foi levemente citado. pois.6) diz que é importante a articulação entre a teoria e a prática. equilibrar e disponibilizar os acervos de conhecimentos é coerente e necessário. . • A carga horária foi insuficiente ao ponto de levar o docente ao esquecimento total dos conteúdos fisiológicos.

pois não há como praticar um movimento sem que ela não seja solicitada. um jogo de queimada. na brincadeira de amarelinha. Nossa solicitação aos futuros docentes e que não desprezem os conteúdos fisiológicos. de pouco proveito. Vivemos na dependência desta ciência. porém. a fisiologia do exercício como constatamos neste trabalho de pesquisa na maior parte é bem entendida. no jogo de voleibol.60 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base nos resultados obtidos enxergamos a necessidade de ser oferecido aos professores de educação física escolar em atuação cursos de capacitação que abordem os temas aqui discutido. na prática de um pega-pega. na corrida de saco. na intensidade de uma corrida ao ponto de ônibus. pois onde você for ela a fisiologia te seguirá. . enfim estamos o tempo todo solicitando novas reações fisiológicas. pois.

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