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Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.403, DE 4 DE MAIO DE 2011.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Os arts. 282, 283, 289, 299, 300, 306, 310, 311, 312, 313, 314, 315, 317, 318, 319, 320, 321, 322, 323, 324, 325, 334, 335, 336, 337, 341, 343, 344, 345, 346, 350 e 439 do Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal, passam a vigorar com a seguinte redação:

´TÍTULO IX DA PRISÃO, DAS MEDIDAS CAUTELARES E DA LIBERDADE PROVISÓRIAµ

A nova lei inseriu no título IX ´DAS MEDIDAS CAUTELARESµ. ´Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas observando-se a: I - necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação ou a instrução criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática de infrações penais; Dentre os requisitos da prisão preventiva estão GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL (GALP), CONVENIENCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL (CIC), GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E ECONÔMICA (GOPE). Ocorre que a Garantia da Ordem Pública gera muitas injustiças por ser um conceito bastante aberto e um ´prato cheioµ para juízes e promotores que por qualquer motivo entendiam que a prisão deveria ser mantida, mas não tinham fundamentos para isso. Agora, permaneceu a GALP, CIC e aparentemente parece ter acabado com a GOP. No entanto, permaneceu esta redação no art. 312, do CPP. Ocorre que entendo que numa interpretação sistemática (até porque não haveria sentido algum a inserção deste inciso I se assim não fosse) deve se entender por garantia da ordem pública se evitar a prática de infrações penais, nos casos expressamente previstos (em lei, obviamente). II - adequação da medida à gravidade do crime, circunstâncias do fato e condições pessoais do indiciado ou acusado. Ora, o que se entende por ´gravidade do crimeµ, ´circunstâncias do fatoµ e ´condições pessoais do indiciado ou acusadoµ?! No inciso de cima, procurou-se objetivar a ´ordem públicaµ, mas nesse permaneceram condições genéricas e abertas.

de seu assistente ou do querelante. poderá substituir a medida. que se respeite o contraditório (poder de influência) e se ouça a defesa. a acusação pode ser previamente ouvida e. o juiz. de ofício ou a requerimento das partes ou. por exemplo. Acredito. o Direito Penal não poderia intervir em razão de sua fragmentariedade e subsidiariedade! § 1o As medidas cautelares poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente. acompanhada de cópia do requerimento e das peças necessárias. § 6o A prisão preventiva será determinada quando não for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. o juiz. como medida cautelar mais gravosa. impor outra em cumulação. quando no curso da investigação criminal. determinará a intimação da parte contrária. decretar a prisão preventiva (art. que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente. que neste caso a exceção vai virar regra. Aqui. § 3o Ressalvados os casos de urgência ou de perigo de ineficácia da medida. por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público. a PRISÂO PREVENTIVA é de ultima ratio. § 4o No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas. é aplicada apenas em último caso. 312. independentemente de prévia comunicação às partes para manifestação. a prisão preventiva. em último caso. é grave. § 2o As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz. se sobrevierem razões que a justifiquem. Caso não fosse. ou seja. Dessa forma.Todo o crime. § 5o O juiz poderá revogar a medida cautelar ou substituí-la quando verificar a falta de motivo para que subsista. bem como voltar a decretá-la. eis que o indiciado ou o acusado pode ter motivos relevantes (desconhecidos pelo magistrado) para ter descumprido ou cumprido de forma parcial a medida anteriormente imposta. deve ser ouvida a defesa. Aqui o juiz pode agir de ofício. 319). Veja que dentre as medidas cautelares possíveis. de ofício ou mediante requerimento do Ministério Público. penso que em caso de SUBSTITUIÇÃO da medida. se for caso de manifestação pela mantença da medida. . parágrafo único). ou. permanecendo os autos em juízo. é soldado de reserva apenas para o caso de reiterado descumprimento das medidas anteriormente impostas. Da mesma forma quanto ao caso de REVOGAÇÃO. particularmente. ao receber o pedido de medida cautelar.µ (NR) Como se disse anteriormente. Ocorre que não é o que se aconselha no caso de SUBSTITUIÇÃO da medida.

do qual deverá constar o motivo da prisão. a quem se fizer a requisição. Isso. nos termos da lei de execução penal. tomadas pela autoridade. 289. na prática. onde ficará preso à disposição das autoridades competentes. será deprecada a sua prisão. à vista de mandado judicial. . O militar preso em flagrante delito.µ (NR) ´Art.µ (NR) ´Art. as precauções necessárias para averiguar a autenticidade desta. fora da jurisdição do juiz processante. a PRISÃO DEFINITIVA e OUTRAS FORMAS DE PRISÃO PROVISÓRIA (além do flagrante). respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade do domicílio. contados da efetivação da medida. 283. por exemplo. 300. bem como o valor da fiança se arbitrada. não caberá qualquer tipo de medida cautelar! É o óbvio. medida mais gravosa não for a pena privativa de liberdade. Quando o acusado estiver no território nacional. § 3o O juiz processante deverá providenciar a remoção do preso no prazo máximo de 30 (trinta) dias. em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou.´Art. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. Aqui temos a PRISÃO EM FLAGRANTE. As pessoas presas provisoriamente ficarão separadas das que já estiverem definitivamente condenadas. após a lavratura dos procedimentos legais. o juiz poderá requisitar a prisão por qualquer meio de comunicação. Nas infrações que. 306. § 2o A autoridade a quem se fizer a requisição tomará as precauções necessárias para averiguar a autenticidade da comunicação. de rigor que órgãos públicos acabem por fiscalizar e pedir as medidas judiciais e administrativas necessárias. A captura poderá ser requisitada. em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. § 1o Havendo urgência. acaba não acontecendo em razão das penitenciárias super lotadas (verdadeiros depósitos de corpos humanos). § 2o A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia e a qualquer hora.µ (NR) ´Art. Parágrafo único. § 1o As medidas cautelares previstas neste Título não se aplicam à infração a que não for isolada. 299. Assim. quais sejam. cumulativa ou alternativamente cominada pena privativa de liberdade. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente. será recolhido a quartel da instituição a que pertencer. ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. a temporária e preventiva.µ (NR) ´Art. no curso da investigação ou do processo. por qualquer meio de comunicação. devendo constar da precatória o inteiro teor do mandado.

de 7 de dezembro de 1940 . 386 do CPP). Informa-se que na sua DÚVIDA. com ou sem fiança.µ (NR) ´Art. e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão. se no curso da ação penal. sendo a decisão nula e impugnável via habeas corpus. infelizmente. 311. do querelante ou do assistente. conceder ao acusado liberdade provisória.848. A maioria dos juízes assim decidem: ´Flagrante formalmente em ordem. quando não foi entregue ao indiciado. 312. Parágrafo único. A ilegalidade formal ocorre. mediante recibo. decretar a prisão preventiva se previstos os requisitos (e fundamentos) previstos no art. caso o autuado não informe o nome de seu advogado. legítima defesa. a nota de culpa.converter a prisão em flagrante em preventiva.Código Penal. o juiz deverá fundamentadamente: Este ´fundamentadamenteµ. quando o auto de prisão em flagrante não foi encaminhado em 24hs ao juiz ou. a liberdade provisória visando garantir que o indiciado ou acusado responda ao processo em liberdade. se não indicado advogado.§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão. 23 do Decreto-Lei no 2. mantenha-se a prisãoµ. de ofício. A ilegalidade material ocorre. 93 da CF/88. por exemplo. caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz. acaba não ocorrendo na prática. ou a requerimento do Ministério Público. ou A ilegalidade pode ser material ou meramente formal. em caso de prisão pela prática de contravenção penal. que o agente praticou o fato nas condições constantes dos incisos I a III do caput do art. furto de uma barra de chocolate de um supermercado). O Juiz deverá analisar se é caso de aplicação das medidas cautelares e. II . será entregue ao preso. § 2o No mesmo prazo. sob pena de revogação. pelo auto de prisão em flagrante. estrito cumprimento do dever legal ou regular exercício de um direito). cópia integral para a Defensoria Pública. 310. Isso fere frontalmente o inciso IX do art. pode o menos. ´Art. I . quando é caso de atipicidade material (princípio da insignificância ² ex. . mediante termo de comparecimento a todos os atos processuais. assinada pela autoridade. em 24hs. ou por representação da autoridade policial. a nota de culpa. quando presentes os requisitos constantes do art. deve se determinar a liberdade provisória também.conceder liberdade provisória. ou seja.relaxar a prisão ilegal. ou Veja que aqui não caberá mais a esdrúxula decisão citada acima do tal ´flagrante formalmente em ordem. Mantenho a prisão em flagranteµ. do CPP. fundamentadamente.µ (NR) Aqui temos as excludentes de ilicitude (estado de necessidade. com o motivo da prisão. poderá.µ (NR) Sempre lembrando que é apenas aplicada em último caso. Ao receber o auto de prisão em flagrante. SE NÃO. será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e. 312 deste Código. eis que se pode o mais (absolvição pela dúvida da existência de excludentes de ilicitude ² parte final do inciso VI do art. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal. Se o juiz verificar. III . o nome do condutor e os das testemunhas. à Defensoria Pública. por exemplo.

que seja há menos de 05 anos da data do novo fato penal. que além do caput. mas apenas portador de maus antecedentes. 312. ao ler este parágrafo único. não devemos ter o réu como reincidente. no passado. se verifica que há decisão condenatória penal transitada em julgado para a defesa e/ou em fase de cumprimento da sanção imposta ou. Réu rencidente nada mais é do que aquele que comete infração HOJE e.848. Nos termos do art. 282 do CPP.848. 312 deste Código. §4. 312. a exemplo do estelionato. Parece. Parágrafo único. ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 2. de 7 de dezembro de 1940 . verifica-se que não se trata do reincidente em crime doloso. mas sim SUPERIOR a 04 anos de pena máxima. A redação deste inciso II é assim redigia: ´se tiver sido condenado por outro crime doloso. remeto aos comentários do inciso I do art. ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. . ser aplicada. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública.Código Penalµ.µ (NR) Estranha a redação. 282. do CPP.º.´Art. a prisão preventiva vai ser decretada nestes casos (não são hipóteses cumulativas. 313. a prisão preventiva poderá ser decretada no caso previsto no art. se esta já foi cumprida. ´Art. 282. sendo a regra outras medidas cautelares que. Veja: não se trata de pena máxima igual a 04 anos (furto simples. 284. Explico. quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. mas sim alternativas): I . II .se tiver sido condenado por outro crime doloso . aí sim.nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos. §4. da ordem econômica. como vimos. por conveniência da instrução criminal. em sentença transitada em julgado. 64 do Decreto-Lei no 2. será admitida a decretação da prisão preventiva: Além dos termos do art. Por uma interpretação meramente literal do dispositivo. poderá. A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares (art.). Passados 05 anos da data do cumprimento da pena. ou para assegurar a aplicação da lei penal. e respeitado o art. Ocorre que. § 4o). Quanto à ordem pública. apropriação indébita etc. em sentença transitada em julgado.º. de 7 de dezembro de 1940 Código Penal. se descumpridas de forma injustificada e mesmo após as tentativas de cumulações com outras e substituições. a prisão preventiva é a exceção.

para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. III . A decisão que decretar. por uma interpretação meramente literal. em 07/03/2011). do CP. 314. salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida. mas por uma falha de redação.(revogado). do CPP). uma enferma ou com deficiência.Código Penal. Mais uma vez se percebe que a intenção do legislador foi outra. mas o final do dispositivo (para garantir a execução das medidas protetivas de urgência) acaba por ligá-lo à Lei Maria da Penha.µ (NR) Mesmos comentários do parágrafo único do art. devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação. Esta lei não se aplica a homem. II e III do caput do art. idoso. Parágrafo único. 23 do Decreto-Lei no 2. sem a aplicação.Note que o réu pode estar sendo processado por um crime doloso praticado em 06/01/2011 e tenha um processo em curso por outro crime doloso praticado após este fato (´v. substituir ou denegar a prisão preventiva será sempre motivada.µ (NR) ´Art. do inciso I do art. enfermo ou pessoa com deficiência. as tais ´medidas protetivas de urgênciaµ são as da Lei Maria da Penha.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. Ocorre que ele terá contra si uma decisão condenatória por crime doloso e com trânsito em julgado para a defesa. (NR) ´Art. 63. pode o intérprete acreditar que o melhor posicionamento. Acredito que este inciso vai dar problema no mundo jurídico.gµ. Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la. 310 do CPP. de forma que deve se entender que este inciso III apenas deve ser aplicado em relação à MULHER. Ora. uma idosa. criança. IV . 64.848. é a citada acima. Este segundo processo por fato posterior pode ser resolvido mais rapidamente e termos uma condenação com trânsito em julgado para a defesa. de 7 de dezembro de 1940 . Questiona-se: o réu se torna reincidente pela superveniência desta decisão por crime doloso praticado após os fatos? Claro que não (vide art.µ ´CAPÍTULO IV DA PRISÃO DOMICILIARµ . obviamente. seja ela uma criança. 315. A prisão preventiva em nenhum caso será decretada se o juiz verificar pelas provas constantes dos autos ter o agente praticado o fato nas condições previstas nos incisos I. adolescente. aplicáveis à MULHER vítima de violência doméstica ou familiar. Pela sua leitura. uma adolescente. resta evidente que o legislador quis se referir ao reincidente em crime doloso.

São medidas cautelares diversas da prisão: I . III . Para a substituição. por circunstâncias relacionadas ao fato. para informar e justificar atividades. . ´CAPÍTULO V DAS OUTRAS MEDIDAS CAUTELARESµ ´Art.suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais. 318.maior de 80 (oitenta) anos.proibição de manter contato com pessoa determinada quando.extremamente debilitado por motivo de doença grave. Parágrafo único.µ (NR) Esta forma de medida cautelar diversa da prisão preventiva é de suam importância e veio em boa hora. 319. deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações. IV . no prazo e nas condições fixadas pelo juiz. deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante.comparecimento periódico em juízo. V .recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos.imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência. por circunstâncias relacionadas ao fato. IV . o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo. A prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou acusado em sua residência. Aqui será muito aplicado para as lesões corporais e ameaças.µ (NR) ´Art. só podendo dela ausentar-se com autorização judicial.´Art.gestante a partir do 7o (sétimo) mês de gravidez ou sendo esta de alto risco. Cuidado com estes dois requisitos objetivos que devem ser provados.proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando. II . Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: I . VI . II . 317. III .proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução.

monitoração eletrônica. nas infrações que a admitem.VII . se for o caso. 322. quando a perícia (judicial) verifica a inimputabilidade ou a semi-imputabilidade e o crime for praticado com violência ou grave ameaça.µ (NR) ´Art. Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva. VIII . Mais uma vez parece que a prisão preventiva é a regra. considerando as disposições gerais sobre o assunto.(revogado). I . intimando -se o indiciado ou acusado para entregar o passaporte. a fiança será requerida ao juiz. quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial.internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça. as medidas cautelares previstas no art.µ (NR) ´Art. A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos.(revogado) II . que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas.µ (NR) ´Art. Ora. § 2o (Revogado). Na redação antiva o Delegado poderia conceder a fiança nos crimes punidos com detenção ou prisão simples. Parágrafo único. 282 do CPP. § 3o (Revogado). 282 deste Código. 321. A proibição de ausentar-se do País será comunicada pelo juiz às autoridades encarregadas de fiscalizar as saídas do território nacional.fiança.µ (NR) . ao invés da prisão. § 4o A fiança será aplicada de acordo com as disposições do Capítulo VI deste Título. sendo a exceção (apenas nos casos em que não cabe a prisão preventiva) as demais medidas cautelares. impondo. IX . 319 deste Código e observados os critérios constantes do art.º do art. § 1o (Revogado). Boa inovação. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração. principalmente o §4. para assegurar o comparecimento a atos do processo. 320. Nos demais casos. no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. interna-se provisoriamente (em hospital de tratamento). o juiz deverá conceder liberdade provisória. não é o que se deve interpretar. Nestes casos. Grande novidade e que exige altos custos do Estado. podendo ser cumulada com outras medidas cautelares.

000 (mil) vezes. sem motivo justo. na forma do art. § 1o Se assim recomendar a situação econômica do preso. 323. a meu ver. . IV . II .nos crimes de racismo. no grau máximo. Não será. 324. qualquer das obrigações a que se referem os arts. I . IV .aumentada em até 1.(revogado). III . ´Art. O valor da fiança será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: a) (revogada). terrorismo e nos definidos como crimes hediondos. 325. civis ou militares.aos que.´Art. para exterminar a fiança. Não será concedida fiança: I .de 1 (um) a 100 (cem) salários mínimos. b) (revogada).(revogado). ou III .nos crimes de tortura.de 10 (dez) a 200 (duzentos) salários mínimos. II . § 2o (Revogado): I . quando se tratar de infração cuja pena privativa de liberdade.quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva (art.µ (NR) É.em caso de prisão civil ou militar. V . 350 deste Código. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. c) (revogada). igualmente.µ (NR) ´Art. II . não for superior a 4 (quatro) anos.dispensada.(revogado). 327 e 328 deste Código. tiverem quebrado fiança anteriormente concedida ou infringido.(revogado). contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. II . no mesmo processo.reduzida até o máximo de 2/3 (dois terços). 312). concedida fiança: I . III . a fiança poderá ser: I .nos crimes cometidos por grupos armados. quando o máximo da pena privativa de liberdade cominada for superior a 4 (quatro) anos.

se. na forma da lei. o acusado não se apresentar para o início do cumprimento da pena definitivamente imposta.µ (NR) ´Art. que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. Recusando ou retardando a autoridade policial a concessão da fiança. aplicar-se-á o disposto no § 4o do art. sujeitando-o às obrigações constantes dos arts. Se o beneficiado descumprir. se for o caso. o valor que a constituir. 334. 341. ou alguém por ele. deixar de comparecer.µ (NR) ´Art. 344.µ (NR) ´Art. 337.regularmente intimado para ato do processo.(revogado).praticar nova infração penal dolosa. O dinheiro ou objetos dados como fiança servirão ao pagamento das custas. 327 e 328 deste Código e a outras medidas cautelares. o preso. IV . 345 deste Código.deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do processo. a decretação da prisão preventiva. o juiz.II . da prestação pecuniária e da multa. da indenização do dano. será recolhido ao fundo penitenciário. mediante simples petição. No caso de perda da fiança. o seu valor. na totalidade. deduzidas as custas e mais encargos a que o acusado estiver obrigado.descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a fiança. 336. No caso de quebramento de fiança. 350. verificando a situação econômica do preso.µ (NR) ´Art. se for o caso. atualizado. 343. se o réu for condenado.µ (NR) . Se a fiança for declarada sem efeito ou passar em julgado sentença que houver absolvido o acusado ou declarada extinta a ação penal. 335.µ (NR) ´Art. Nos casos em que couber fiança. V . perante o juiz competente. III . 110 do Código Penal).resistir injustificadamente a ordem judicial.µ (NR) ´Art. o valor restante será recolhido ao fundo penitenciário.(revogado). 345. condenado. 282 deste Código. poderá prestá-la. 336 deste Código. 346.µ (NR) ´Art.µ (NR) ´Art. poderá conceder-lhe liberdade provisória. sem motivo justo. Parágrafo único.µ (NR) ´Art. qualquer das obrigações ou medidas impostas. Parágrafo único. Este dispositivo terá aplicação ainda no caso da prescrição depois da sentença condenatória (art. na forma da lei. feitas as deduções previstas no art. será restituído s em desconto. salvo o disposto no parágrafo único do art. II . Entender-se-á perdido. O quebramento injustificado da fiança importará na perda de metade do seu valor. o valor da fiança. sem motivo justo.µ (NR) ´Art. III . Julgar-se-á quebrada a fiança quando o acusado: I . cabendo ao juiz decidir sobre a imposição de outras medidas cautelares ou. A fiança poderá ser prestada enquanto não transitar em julgado a sentença condenatória.

o § 2o e seus incisos I. passa a vigorar acrescido do seguinte art. 393 e 595. § 4o O preso será informado de seus direitos. § 6o O Conselho Nacional de Justiça regulamentará o registro do mandado de prisão a que se refere o caput deste artigo. nos termos do inciso LXIII do art. § 5o Havendo dúvidas das autoridades locais sobre a legitimidade da pessoa do executor ou sobre a identidade do preso. de 3 de outubro de 1941 . Art. 5 o da Constituição Federal e. § 2o Qualquer agente policial poderá efetuar a prisão decretada. § 3o A prisão será imediatamente comunicada ao juiz do local de cumprimento da medida o qual providenciará a certidão extraída do registro do Conselho Nacional de Justiça e informará ao juízo que a decretou. 289-A. 4o São revogados o art.µ (NR) Art. os §§ 1o a 3o do art. II e III do art. 313. 324. 325 e os arts. o inciso III do art. Brasília. . 190o da Independência e 123o da República. 4 de maio de 2011. 319. 290 deste Código. O exercício efetivo da função de jurado constituirá serviço público relevante e estabelecerá presunção de idoneidade moral. será comunicado à Defensoria Pública. os incisos I e II do art. todos do Decreto-Lei no 3. os incisos IV e V do art.´Art.689. § 1o Qualquer agente policial poderá efetuar a prisão determinada no mandado de prisã o registrado no Conselho Nacional de Justiça. O juiz competente providenciará o imediato registro do mandado de prisão em banco de dados mantido pelo Conselho Nacional de Justiça para essa finalidade.Código de Processo Penal.µ Art.Código de Processo Penal. 3o Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua publicação oficial. em seguida. caso o autuado não informe o nome de seu advogado. 2o O Decreto-Lei no 3. o registro do mandado na forma do caput deste artigo. 439. 289-A: ´Art. 298. devendo este providenciar. 321. de 3 de outubro de 1941 .689. aplica-se o disposto no § 2o do art. 323. ainda que fora da competência territorial do juiz que o expediu. o inciso IV do art. ainda que sem registro no Conselho Nacional de Justiça. adotando as precauções necessárias para averiguar a autenticidade do mandado e comunicando ao juiz que a decretou.