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Dimensionar uma sapata para um pilar com seção transversal de 20 cm x 40 cm,

que tem um normal de Nk = 20,2 tnf, armadura do pilar é barras de 10 mm, e


tensão admissível do solo é 2,0 kgf / cm2, os momentos fletores são
inexistentes, cobrimento 4 cm, fck = 25 MPa.
Tem – se um pilar com hx = 20 cm e hy = 40 cm, pilar central, normal (Nk) = 20,2 tnf.

x hx = 20 cm

hy = 40 cm
Primeiramente deve – se encontrar o Nk em kN

103 kgf
Nk = 20,2 tnf . Nk = 20,2 . 103 . kgf Nk = 20,2 . 103 . kg
1 tnf

Nk = 20,2 . 103 . Kgf . 10 N Nk = 20,2 . 104 N Nk = 202 000 N


kgf

kN Nk = 202 kN
Nk = 202 000
10³
Primeiramente deve – se encontrar a tensão admissível em kN / cm²

σadm = 2,00 . kgf . 10 N σadm = 20,0 . N


cm² 1 kgf cm²

N k kN
σadm = 20 . . σadm = 0,02 .
cm² 10³ cm²
É sempre importante encontrar a relação entre kN / cm² e MPa

N 104 cm² N
σadm = 20,0 . . σadm = 20 . 104 . σadm = 20 . 104 . Pa
cm² 1 m² m²

M
σadm = 20 . 104 . Pa . σadm = 0,2 . MPa
106
Deve – se encontrar a área da sapata, o coef. Kmaj é um ajuste do peso da sapata e também do
peso do solo.

Nk Kmaj . Nk Kmaj . Nk
σadm = σadm = Asap =
Asap Asap σadm

1,1 . 202 kN
Kmaj = 1,1 Asap = Asap = 11 110 cm²
0,020 kN / cm²
Dimensões das sapatas

CB

B bp

CB

CA ap CA
Dimensões das sapatas

1 1
B= . ( bp – ap ) + . ( bp – ap )² + Asap
2 4

1 1
B= . ( 20 – 40 ) + . ( 20 – 40 )² + 11 110 B = – 10 + 105,87
2 4

B = 95,88 cm B = 100 cm

A – B = ap – bp A – 100 = 40 – 20 A = 120 cm

Asap = 100 cm . 120 cm Asap = 12 000 cm²


Areal = 12 000 cm² Aest = 11 110 cm²

>
Deve – se calcular o tamanho dos balanços da sapata.

A – ap 120 cm – 40 cm
CA = CA = 40 cm
2 2

A – ap 120 – 40
h≥ h≥ h ≥ 26,66 cm
3 3

h ≥ 26,66 cm
Como CA não será igual a CB então existe a
necessidade de verificar o lado B
Deve – se calcular o tamanho dos balanços da sapata.

B – bp 100 cm – 20 cm
CB = CB = 40 cm
2 2

B – bp 100 – 20
h≥ h≥ h ≥ 26,66 cm
3 3

h ≥ 30 cm Como para o lado A necessitou – se de no mínimo 30


cm, que é maior que 26,67 cm, deve – se utilizar no
mínimo 30 cm.
Para possibilitar a ancoragem da armadura longitudinal do pilar dentro do volume da sapata, a
altura útil d deve ser superior ao comprimento de ancoragem ( lb ) da armadura do pilar: d > lb

Concreto C 25 Região de boa aderência Barra Φ 10 mm

Comprimento de Ancoragem lb = 26 cm

C = 4 cm

Altura Útil d=h–(c+1) d = h – ( 4 cm + 1 cm )

Adotando – se h = 35 cm

d = 35 cm – ( 5 cm ) d = 30 cm

Logo:
d = 30 cm > lb = 26 cm
d = 30 cm lb = 26 cm

>
Para a altura das faces verticais nas extremidades da sapata tem – se:

h/3 35 cm / 3 h = 11,66 cm
h0 ≥
15 cm

Logo: h0 ≥ 12 cm h0 = 15 cm

h – h0
tg α =
CA
35 – 15
tg α =
?? º lb = 26 cm 40
h = 35 cm
h0 = 15 cm
α = 26,56 º
CA
Para a altura das faces verticais nas extremidades da sapata tem – se:

h/3 35 cm / 3 h = 11,66 cm
h0 ≥
15 cm

Logo: h0 ≥ 12 cm h0 = 15 cm

h – h0
tg α =
CB
35 – 15
tg α =
?? º lb = 26 cm 40
h = 35 cm
h0 = 15 cm
α = 26,56 º
CA
Deve – se salientar que o ângulo nunca deve maior que 30º, pois é um ângulo natural do talude
do concreto fresco, assim evita – se a necessidade de formas.

26,56 º lb = 26 cm
h = 35 cm
h0 = 15 cm

40 cm
Classificação segundo CEB de 1970 ( CEB – 70 )
Utiliza um critério diferente e considera como sapata rígida quando o ângulo β (tg β = h / c) fica
compreendido entre os limites:

35 cm
ap tg β º =
40 cm

tg β º = 0,875
C = balanço
h
β

C
Se tg β < 0,5 a sapata é considerada flexível, e se tg β > 1,5 não é sapata, e sim bloco de
fundação direta (aquele que dispensa armadura de flexão porque o concreto resiste à tensão
de tração máxima existente na base do bloco).
Classificação segundo CEB de 1970 ( CEB – 70 )
Utiliza um critério diferente e considera como sapata rígida quando o ângulo β ( tg β = h / c ) fica
compreendido entre os limites:

tg β º = 0,50 tg β º = 0,875 tg β º = 1,50


Classificação segundo CEB de 1970 ( CEB – 70 )
Utiliza um critério diferente e considera como sapata rígida quando o ângulo β (tg β = h / c) fica
compreendido entre os limites:

35 cm
ap tg β º =
40 cm

tg β º = 0,875
C = balanço
h
β

C
Se tg β < 0,5 a sapata é considerada flexível, e se tg β > 1,5 não é sapata, e sim bloco de
fundação direta (aquele que dispensa armadura de flexão porque o concreto resiste à tensão
de tração máxima existente na base do bloco).
Classificação segundo CEB de 1970 ( CEB – 70 )
Utiliza um critério diferente e considera como sapata rígida quando o ângulo β (tg β = h / c) fica
compreendido entre os limites:

tg β º = 0,50 tg β º = 0,875 tg β º = 1,50


Cálculo das Armaduras

Os esforços solicitantes atuantes na sapata podem ser computados em função da pressão


no solo calculada considerando as ações externas que atuam na sapata (forças e
momentos fletores) já majoradas pelos coeficientes de ponderação das ações.

As cargas relativas ao peso próprio da sapata e do solo sobre a sapata não necessitam ser
consideradas no cálculo do momento fletor, pois são transferidas diretamente ao solo, sem
causar flexão na sapata, diferentemente da carga do pilar, que inclina – se em direção à
superfície da base da sapata

Nd 1,4 . 202 kN kN
Pd = Pd = Pd = 0,024
A.B 120 cm . 100 cm cm²
Cálculo das Armaduras
O método proposto pelo CEB – 70 para o cálculo de sapatas e blocos sobre estacas foi
traduzido pelo Professor Lauro Modesto dos Santos. Para o método poder ser aplicado, as
sapatas devem apresentar as seguintes características geométricas

C
C

0,5 . h ≤ C ≤ 2 . h
Se c > 2h, a sapata pode ser considerada como viga ou como placa, e calculada de acordo
com a teoria correspondente. Se o balanço (aba) for pequeno (c < h/2) em qualquer direção,
é admitido que se trata de bloco de fundação, e o método apresentado não é aplicável.
Cálculo das Armaduras
Assim, verifica – se a geometria da sapata de acordo com o modelo CEB – 70.

0,5 . h ≤ C ≤ 2 . h 0,5 . 35 cm ≤ 40 cm ≤ 2 . 35 cm

20 cm ≤ 40 cm ≤ 70 cm

As distâncias das seções de referência S1, à extremidade da sapata.

Xa = CA + 0,15 . ap Xa = 40 cm + 0,15 . 40 cm Xa = 46 cm

Xb = CB + 0,15 . bp Xb = 40 cm + 0,15 . 20 cm Xb = 43 cm
Cálculo das Armaduras

A altura útil d da seção de referência é tomada na seção paralela à S1 e situada na face do pilar e
não deve exceder 1,5 . cA. Para a sapata da Figura, d ≤ 1,5 . cA

ap CA

0,15 . ap

d S1A
A S,A

A
Cálculo das Armaduras
Os momentos fletores são calculados, para cada direção, em relação a uma seção de referência
(S1A ou S1B) plana, perpendicular à superfície de apoio.
ap

0,15 . bp
XB
S 1B
bp
B

0,15 . ap
CB
S 1A

CA XA
A
Cálculo das Armaduras
Assim, calcula – se os momentos fletores nas seções referidas.

Xa2 46 2
m1A,d = Pd . .B m1A,d = 0,024 . . 100
2 2

m1A,d = 2 539,2 kN . cm

Xb2 43 2
m1B,d = Pd . .A m1B,d = 0,024 . . 120
2 2

m1B,d = 2 662,56 kN . cm
Cálculo das Armaduras
Assim, calcula – se os momentos fletores nas seções referidas.

XA = 46 cm

CB = 40 cm

B = 100 cm
bp = 20 cm

S 1A CB = 40 cm

ap = 40 cm
CA = 40 cm CA = 40 cm

A = 120 cm
Cálculo das Armaduras
Assim, calcula – se os momentos fletores nas seções referidas.

0,15 . ap 6,0 cm

ap

α
S 1A d = 30 cm
h = 35 cm
A S,A

p
Cálculo das Armaduras
Assim, calcula – se os momentos fletores nas seções referidas.

m1B,d = 2 662,56 kN . cm
m1A,d = 2 539,2 kN . cm
m1B,d = 2 662,56 kN . cm
B = 100 cm

m1A,d = 2 539,2 kN . cm

A = 120 cm
Aço CA - 50

fyk = 500 MPa

500 MPa
fyd =
1,15

fyd = 434,8 MPa

kN
fyd = 43,48
cm²
Cálculo das Armaduras
Assim, calcula – se os momentos fletores nas seções referidas.

m1A,d 2 539,20 kN . cm
As,A = As,A =
0,85 . d . fyd 0,85 . 30 cm . 43,48 kN / cm²

As,A = 2,30 cm²

m1B,d 2 662,56 kN . cm
As,B = As,B =
0,85 . d . fyd 0,85 . 30 cm . 43,48 kN / cm²

As,B = 2,40 cm²


Cálculo das Armaduras
As áreas encontradas devem ser divididas pelo lado da sapata.

2,30 cm²
As,A = As,A = 2,30 cm² / m
1m

2,40 cm²
As,B = As,B = 2,00 cm² / m
1,20 m
BITOLA (Φ)
Espaçamento (cm) 4,2 5 6,3 8 10 12,5
7 1,98 2,8 4,45 7,18 11,22 17,53
8 1,73 2,45 3,9 6,28 9,82 15,34
Armadura ASA 9 1,54 2,18 3,46 5,59 8,73 13,64
10 1,39 1,96 3,12 5,03 7,85 12,27
11 1,26 1,78 2,83 4,57 7,14 11,16
12 1,15 1,64 2,6 4,19 6,54 10,23
13 1,07 1,51 2,4 3,87 6,04 9,44
14 0,99 1,4 2,23 3,59 5,61 8,77
ASA = 2,30 cm² / m 15
16
0,92
0,87
1,31
1,23
2,08
1,95
3,35
3,14
5,24
4,91
8,18
7,67
17 0,81 1,15 1,83 2,96 4,62 7,22
18 0,77 1,09 1,73 2,79 4,36 6,82
19 0,73 1,03 1,64 2,65 4,13 6,46
Logo 20 0,69 0,98 1,56 2,51 3,93 6,14
21 0,66 0,93 1,48 2,39 3,74 5,84
22 0,63 0,89 1,42 2,28 3,57 5,58
23 0,6 0,85 1,36 2,19 3,41 5,34
Φ 6,3 mm c / 13 cm 24
25
0,58
0,55
0,82
0,79
1,3
1,25
2,09
2,01
3,27
3,14
5,11
4,91
26 0,53 0,76 1,2 1,93 3,02 4,72
27 0,51 0,73 1,15 1,86 2,91 4,55
28 0,49 0,7 1,11 1,8 2,8 4,38
29 0,48 0,68 1,07 1,73 2,71 4,23
30 0,46 0,65 1,04 1,68 2,62 4,09
BITOLA (Φ)
Espaçamento (cm) 4,2 5 6,3 8 10 12,5
7 1,98 2,8 4,45 7,18 11,22 17,53
8 1,73 2,45 3,9 6,28 9,82 15,34
Armadura ASB 9 1,54 2,18 3,46 5,59 8,73 13,64
10 1,39 1,96 3,12 5,03 7,85 12,27
11 1,26 1,78 2,83 4,57 7,14 11,16
12 1,15 1,64 2,6 4,19 6,54 10,23
13 1,07 1,51 2,4 3,87 6,04 9,44
14 0,99 1,4 2,23 3,59 5,61 8,77
ASB = 2,00 cm² / m 15
16
0,92
0,87
1,31
1,23
2,08
1,95
3,35
3,14
5,24
4,91
8,18
7,67
17 0,81 1,15 1,83 2,96 4,62 7,22
18 0,77 1,09 1,73 2,79 4,36 6,82
19 0,73 1,03 1,64 2,65 4,13 6,46
Logo 20 0,69 0,98 1,56 2,51 3,93 6,14
21 0,66 0,93 1,48 2,39 3,74 5,84
22 0,63 0,89 1,42 2,28 3,57 5,58
23 0,6 0,85 1,36 2,19 3,41 5,34
Φ 6,3 mm c / 15 cm 24
25
0,58
0,55
0,82
0,79
1,3
1,25
2,09
2,01
3,27
3,14
5,11
4,91
26 0,53 0,76 1,2 1,93 3,02 4,72
27 0,51 0,73 1,15 1,86 2,91 4,55
28 0,49 0,7 1,11 1,8 2,8 4,38
29 0,48 0,68 1,07 1,73 2,71 4,23
30 0,46 0,65 1,04 1,68 2,62 4,09
Verificação da Diagonal Comprimida
Como a sapata é rígida, não ocorre a ruptura por punção, por isso basta verificar a tensão na
diagonal de compressão, na superfície crítica C.

Assim, calcula – se o perímetro da superfície crítica C.

40 cm

20 cm 20 cm

40 cm

U0 = 2 . ap + 2 . bp U0 = 2 . 40 cm + 2 . 20 cm U0 = 120 cm
Verificação da Diagonal Comprimida

Deve – se encontrar a força de projeto de rasgamento.

Fsd = 1,4 . 202 kN Fsd = 282,80 kN

Fsd = 282,80 kN U0 = 120 cm d = 30 cm

Fsd 282,80 kN kN
𝝉sd = 𝝉sd = 𝝉sd = 0,079
U0 . d 120 cm . 30 cm cm²

𝝉sd = 0,79 MPa


Verificação da Diagonal Comprimida
Capacidade resistiva das bielas comprimidas.

VRd2 = 0,27 . αV2 . fcd

fck 25 αV2 = 0,90


αV2 = 1– αV2 = 1–
250 250

fcd = Resistência de Projeto do Concreto


fck 25 MPa kN
fcd = fcd = fcd = 17,85 MPa fcd = 1,78
γc 1,4 cm²
kN
VRd2 = 0,27 . αV2 . fcd VRd2 = 0,27 . 0,90 . 1,78 VRd2 = 0,434
cm²
VRd2 = 4,34 MPa
Comparação entre os limites

𝝉sd = 0,79 MPa VRd2 = 4,34 MPa

<
8 Φ 6,3 mm c / 15 cm
B = 100 cm

8 Φ 6,3 mm c / 13 cm

A = 120 cm
De acordo com o CEB – 70 existem duas possibilidades para ancoragem da armadura.
Aba do balanço > Altura Aba do balanço > Altura
C > h 40 cm > 35 cm

Então a armadura deve ser ancorada a partir da distancia h afastada da face do pilar

Então:
concreto C25 lb = 38 . Φ
Φ = 10 mm lb = 38 . 10 mm
boa aderência
h = 35 cm lb = 380 mm
lb Sem gancho

C = 40 cm
Então a partir da extremidade da sapata as barras deverão ser estender 38 cm.

h0 – 4 cm – 4 cm 15 – 4 cm – 4 cm 7 cm

38 – 7 cm = 31 cm 35 cm

h0 = 15 cm 15 – 4 cm – 4 cm = 7 cm

C = 35 cm C = 35 cm

C = 7 cm C = 112 cm C = 7 cm
C = 196 cm
20 Φ 10 mm c / 10 cm
C = 7 cm
C = 35 cm
8 Φ 6,3 mm c / 15 cm

8 Φ 6,3 mm c / 15 cm
C = 176 cm
C = 92 cm
8 Φ 6,3 mm c / 13 cm

C = 35 cm
C = 35 cm C = 35 cm

C = 7 cm
C = 7 cm C = 112 cm C = 7 cm
C = 196 cm
8 Φ 6,3 mm c / 13 cm

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