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BRASIL

Dr. Carlos de Mello Porto

Copyright © Carlos de Mello Porto 2011 Todos os direitos reservados ao autor

Capa/Editoração Osimar R. Araújo Revisão Luiz F. Branco Impressão Gráfica Alves

Brasil Aperfeiçoando a vida institucional

INTRODUÇÃO

O político brasileiro, disciplinado, patriota, não deixará de oferecer as condições mínimas exigidas pelo Instituto Brasileiro de Aperfeiçoamento Político (IBRAP), pois, na verdade, sabe ele que estará compondo um Parlamento sério ou ocupando um cargo executivo que exige
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conduta ilibada, idealismo e competência. Com o aperfeiçoamento da institucionalização política, a sociedade ficará tranquila, as crianças assistidas, povo tranquilo e alegre, porque estão conscientizados e a conduta do homem político brasileiro é toda ela compatível com os anseios da Nação brasileira, que almeja a mudança de mentalidade, com ausência total de vícios e corrupções e a chegada do padrão político ideal, originando-se daí a paz, tranquilidade, progresso, saúde e educação e a

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distribuição da riqueza nacional de forma justa e almejada. O procurador de justiça Dr. Carlos de Mello Porto, mais conhecido como Dr. Carlos de Mello, oferece o IBRAP, visando dar uma contribuição para o aperfeiçoamento do ordenamento político nacional, com os excelentes frutos que advirão.
www.carlosdemelloporto.wordpress.com

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IBRAP - INSTITUTO BRASILEIRO DE APERFEIÇOAMENTO POLÍTICO

Muito se tem falado sobre o aperfeiçoamento da vida institucional do país. Anseia-se por lideranças novas, conscientizadas da prevalência do bem comum sobre os interesses de grupos ou indivíduos, dotadas de espírito público e capazes moral e intelectualmente.
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Clama-se, enfim, pela criação de um organismo que selecione o homem político brasileiro. Com efeito, não se pode ter uma verdadeira democracia sem contar-se com a sadia formação de caráter e capacidade do político brasileiro. Por isso, sugerimos a criação do IBRAP. O Instituto Brasileiro de Aperfeiçoamento Politico (IBRAP) tem por escopo aferir as aptidões do candidato a cargo eletivo, isto é, verificar se o cidadão ou cidadã, que aspire a ser vereador, prefeito, deputado estadual ou federal, senador,
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governador ou presidente da República, preenche os requisitos mínimos de patriotismo, irrepreensível conduta moral e competência que se deve exigir a quem pretenda desempenhar tão alta missão. O IBRAP consultará a comunidade de informações sobre a vida pregressa do candidato a cargo eletivo. Criar-se-á, para isso, o Centro de Identificação Criminal Brasileiro, ao qual serão remetidas pela autoridade competente precisas informações sobre qualquer inquérito ou processo de natureza penal que ocorrer no país, seu andamento e
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desfecho, acompanhadas da individual datiloscópica do acusado, sob pena de sua responsabilidade criminal. Evitar-se-á, dessa forma, que elemento condenado num estado ou território seja julgado noutro como primário, ou tecnicamente primário, o que amiúde ocorre à míngua de elementos de prova ao alcance da Promotoria Pública. A vida pretérita do aspirante a cargo eletivo será investigada com o máximo rigor.

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Levar-se-ão em conta sua personalidade, vocação pública e espírito de brasilidade, de modo que os cargos eletivos sejam sempre preenchidos por verdadeiros homens de bem, dotados de profundo espírito de patriotismo e competência. Além disso, o candidato a vereador deverá possuir o certificado de conclusão do Ensino Médio, no mínimo. Na sua falta, submeter-se-á à sabatina no IBRAP, sobre os aspectos econômicos, sociais, educacionais e geopolíticos dos problemas da cidade onde tenha o seu domicílio eleitoral.

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O pretendente ao cargo de prefeito deverá ter no mínimo, o Ensino Médio ou equivalente ou ser submetido à sabatina, perante o Instituto, para avaliação do grau de seus conhecimentos sobre os problemas do meio social em que vive. Se aspirar ser deputado estadual, fará também prova de reunir os mesmos requisitos exigidos para o cargo de prefeito. Do candidato a deputado federal, senador ou governador, ou, ainda, à Presidência da República, exigir-se-á que possua curso superior, ou seja submetido à sabatina.
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Independentemente do título que já possua, o candidato, sempre que o IBRAP achar conveniente, poderá ser submetido à sabatina sobre as necessidades ou deficiências da localidade do seu domicílio eleitoral. O IBRAP será administrado por uma diretoria executiva composta por 9 membros: 3 indicados pelo Poder Executivo, entre civis e militares, 3 pelo Poder Legislativo e pelo Judiciário. Idêntica composição terá ele nos estados.

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O IBRAP é órgão da Presidência da República. Ao presidente da República incumbirá, antes de proceder à escolha dos membros indicados pelos 3 poderes do Instituto Brasileiro de Aperfeiçoamento Político, colher informações sobre a vida pregressa de cada um deles junto aos órgãos de segurança, comissões de investigações, institutos de criminalística e outras entidades similares, sob pena de crime de responsabilidade. Os diretores do IBRAP deverão ter conduta ilibada, profundo espírito de patriotismo e de justiça e não manter
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vínculo de nenhuma natureza com indivíduos ou grupos. O mandato dos membros do IBRAP será de 6 anos, podendo ser reconduzidos por igual período por uma vez. Entretanto, serão demitidos, se contra eles arguir-se e provar-se fato desabonador, em processo regular. Liberado pelo IBRAP, o candidato, tendo legenda e domicílio eleitoral, poderá inscrever-se no Tribunal Regional Eleitoral — TRE, para concorrer à eleição, cabendo, a seguir, ao povo ou a seus representantes legais, decidir soberanamente.
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Dir-se-á que o homem é mutável e, mesmo com o rigor do IBRAP, haverá, sempre, a possibilidade de ele desmerecer a confiança daqueles que o elegeram. Esta possibilidade, todavia, será mínima, pois a seleção terá obedecido aos melhores critérios de avaliação e julgamento. Homens de boa formação moral e intelectual, conscientizados da relevância de sua missão, estarão menos sujeitos a erros e falhas do que aqueles que se ressentem desses atributos. A perfeição humana não se atinge, é verdade, mas devemos caminhar para ela.
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Eis aí algumas ideias que me ocorreram em momento de meditação e estudo dos problemas institucionais do Brasil, e que ora tenho o prazer de oferecer como subsídio da minha modesta experiência, adquirida no árduo ofício de fiscal da lei e representante da sociedade. Espero que elas sejam de alguma valia no encaminhamento e solução da questão política brasileira.
Dr. Carlos de Mello Porto

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SOBRE O AUTOR
O Dr. Carlos de Mello Porto, alagoano, ocupou os cargos de Defensor Público, Curador de Menores, Curador de Acidentes do Trabalho, Curador de Órfãos, Sucessões, Ausentes e Interditos, Curador de Família, Curador de Resíduos, Curador de Registros Públicos, Promotor de Justiça e Procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro. Também cursou Filosofia e Teologia no Seminário Sacré Couer de Jesus, no Recife, tendo se destacado pelo aprendizado das línguas portuguesa, inglesa, francesa e latim. Cursou, ademais, Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais e Doutorado em Direito Penal na Faculdade Nacional de Direito, Universidade do Brasil, extensões universitárias na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na Faculdade Fluminense de Di19

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reito. Convidado, participou do Congresso Internacional de Juízes no Estado de Massachussets, Estados Unidos, sobre o tema “Violência e Terrorismo”, em que o Brasil se destacou, com a tese apresentada pelo autor: “O Tóxico e a Corrupção como Instrumento da Subversão”. Cursou “Parapsicologia e Psicologia”, ministrado pelo Frei Albino Aresi, mestre do Instituto Mens Sana. É autor da ideia de criação do IBRAP, Instituto Brasileiro de Aperfeiçoamento Político. Já recebeu menções de elogio pelos mais diversos órgãos públicos. Recebeu condecorações das Forças Armadas do Brasil. Na qualidade de Curador de Menores, destacou-se pela luta fragorosa em favor do menor, com ênfase nas ações contra as publicações eróticas e o abandono de crianças e adolescentes na Capital Fluminense.
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