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Materiais de Construção
Responsável Tecnico:

Patologias

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Histórico do processo de construção civil

INTRODUÇÃO Considerações Iniciais
Construção Civil – Contexto histórico Anos 80: Ausência de planejamento; Emprego de mão de obra mal qualificada e semi analfabeta; Alta incidência de improvisos; Resistência à utilização de novos métodos e materiais; Baixo controle de qualidade dos materiais e serviços; Desperdício de tempo e materiais; Preço Final = Custos + Lucro

Final dos anos 90, ou seja, SÉCULO XXI: Planejamento de todas as etapas da obra (com previsão precisa da data de entrega); Treinamento exaustivo da mão de obra; Detalhamento de todos os métodos e procedimentos a serem executados; Busca constante de novas tecnologias e serviços; Controle de qualidade e acompanhamento dos serviços com ênfase em sistemas de qualidade e certificação; Lucro = Preço de Mercado - Custos

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Esta mudança de paradigma visa basicamente: 1. Promover a satisfação dos clientes; 2. Reduzir desperdícios na construção. Especificamente nas fachadas dos edifícios, a Tecnologia de Sistemas de Revestimentos promove uma inestimável contribuição para se atingir estes dois objetivos, Uma vez que os métodos tradicionais de execução têm resultado em tantos desgastes, custos e problemas judiciais entre construtores e consumidores.

SISTEMAS DE REVESTIMENTO

Definição
Segundo a NBR 13529, Sistema de Revestimento é: O “Conjunto formado por revestimento de argamassa e acabamento decorativo, compatível com a natureza da base, condições de exposição, acabamento final e desempenho, previstos em projeto.”

De onde conclui-se que:
EM UM SISTEMA DE REVESTIMENTO DE FACHADA DEVEM SER LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO TUDO QUE INTERFIRA EM SUA VIDA ÚTIL E DESEMPENHO.

Funções
Os Sistemas de Revestimentos de Fachadas visam: 1. Embelezar e proteger a edificação das intempéries; 2. Evitar a degradação dos materiais de construção; 3. Promover a segurança e conforto dos usuários.

A grande incidência de problemas como: Eflorescências, 2. Bolores, 3. Destacamento de pastilhas, 4. Fissuras, 5. Infiltrações e 6. Descolamento de pinturas Mostra que o segmento da construção civil precisa se preocupar cada vez mais com o sistema de revestimento de uma edificação compatibilizando mão de obra, sistemas construtivos e a tradição, de maneira condizente à Engenharia.
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Ação das intempéries

Ante a certeza dos fatores externos Gradientes térmicos, 2. Chuvas, 3. Ventos e 4. Deformações mecânicas), O projeto de fachadas poderá evitar o aparecimento das patologias ou, no mínimo, diminuí-las sensivelmente, aumentando a vida útil dos revestimentos.
1.

Casos mais freqüentes
Queda freqüente de pastilhas e ladrilhos; Fissuração mais intensa dos revestimentos, com aumento de permeabilidade; Degradação prematura de pinturas; Descolamento das pinturas; Formação de eflorescências; Descolamento da argamassa de revestimento da alvenaria.

Patologias em fachadas

Fatores Determinantes
Elevada espessura dos revestimentos externos, em certos casos devido a perda de prumada; Grandes extensões de painéis (sem juntas no revestimento); Maior velocidade imposta à execução dos revestimentos; Uso de altos teores de argila, com conseqüente aumento da fissuração;

Inexistência de procedimento de cura; Utilização de revestimentos mais pesados e com pedras de maior dimensões; Emprego de Cimentos mais finos; Tonalidade do acabamento.

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08/09/2011 Agentes externos Exemplos 5 .

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mesmo que considerado insignificante. a imagem do edifício e. estrutura. Ou. Rejuntes. 7. em seus interiores. Materiais Assim. afeta certamente. 4. 7 . o acompanhamento da execução de todas as camadas dos RCF. preparação das misturas. Até a negligência quanto a aspectos básicos como o posicionamento de juntas de dilatação e telas de reforço(metálicas ou plásticas). 5. construtores e projetistas.08/09/2011 PATOLOGIAS EM FACHADAS Conforme já foi exposto anteriormente. sobretudo o assentamento das cerâmicas. também. Juntas. O processo de conceber e detalhar fachadas normalmente não recebe a devida atenção dos empreendedores. Escolha de materiais inadequados. podemos afirmar que a falta de consideração de qualquer elemento. desde : A falta de coordenação entre projetos. no que diz respeito à qualidade dos materiais. a ocorrência das patologias nas fachadas das edificações são o prenúncio de problemas. Cal. provavelmente. quando da sua inexistência. Projeto Todos os aspectos ligados à concepção da edificação. obediência aos prazos mínimos para a liberação dos serviços e. de normas internacionais e pesquisas já realizadas. Além disso. Principalmente. mas sim como avisos de que outras patologias ou acidentes ocorrerão mais cedo ou mais tarde. 6. Utilização de componentes: Cerâmica. 3. Cimento. os projetos de arquitetura. alvenaria e esquadrias são desenvolvidos sem a definição do produto final que será aplicado na fachada. 1. Deste modo. 2. Areia e suas misturas) Em desacordo com as especificações e recomendações da normalização brasileira. Ao projeto e a construção da fachada. tornará difícil sua correção. os problemas que ocorrem do lado de fora não devem ser vistos apenas como “agressões estéticas” à “vitrine” das obras. Argamassa de assentamento. Produção Envolve o controle de recebimento dos materiais.

As situações de projeto consideradas mais críticas. ocorrendo uma combinação de fatores cujas influências são variáveis caso a caso. trechos em curva. De uma maneira geral. Fonte de dados de profissionais realizadas no período compreendido entre 1995 e 1999. indica o que segue: 1. Ou seja. Verificou-se. panos situados no lado poente (oeste) e cerâmicas de cor escura. que o prejuízo financeiro foi da ordem de R$ 47. As patologias de fachadas decorriam de problemas de mão de obra. As patologias de fachadas decorriam de problemas da cerâmica.00 (quarenta e sete milhões de reais). chegando no máximo a 5 anos. 4. Na grande maioria das situações não há uma única origem para o surgimento da patologia. 3. 2.000. As patologias de fachadas decorriam de problemas da argamassa. sem aberturas para janelas ou varandas. Patologia em fachadas em Salvador Levantamento das Principais Patologias de Revestimentos de Fachada de Edifícios na Cidade de Salvador em 2006 8 . ainda.000. o que endossa os pressupostos de estudar detalhadamente este tema. As patologias de fachadas decorriam de problemas de projeto.08/09/2011 Uso Trata dos fatores ligados à operação durante a vida do componente e fundamentalmente. e portanto mais sujeitas ao descolamento numa edificação são os panos fechados. Projeto e produção começa a ocorrer pouco tempo após o término da execução do revestimento. tendo pesquisado 585 edifícios. às atividades de manutenção requeridas para um desempenho adequado do conjunto com o decorrer dos anos. a patologia decorre de falhas ligadas a aspectos como: Especificação dos materiais.

Eflorescências. 6. Os principais problemas registrados foram: Descolamento das pastilhas e das placas cerâmicas.08/09/2011 LOCAIS – LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO CONCLUSÕES De acordo com esse levantamento pôde-se observar que a maioria das fachadas que apresentam manifestações patológicas é de prédios antigos e em princípio. 5. Fissuração. Destacamento da pintura. 3. 2. Manchas na pintura (microorganismos). Diferenças de tonalidades nas fachadas 1. 7. Sujeira. foi detectada que a causa principal dessas falhas é proveniente da falta de manutenção e não da execução. 4. Fatores e agentes intervenientes nos Sistemas de Revestimento de Fachada (SRF) 9 .

Não observância das Normas Técnicas. em função da 1. São responsáveis por grande parte das avarias registradas em edificações. Acidentais Congênitas São aquelas originárias da fase de projeto. Ou de erros e omissões dos profissionais. Que resultam em falhas no detalhamento e concepção inadequada dos revestimentos. Adquiridas 4. Construtivas 3.08/09/2011 Causas A origem das patologias podem ser classificadas em: 1. 10 . Congênitas 2. 2.

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também são responsáveis por grande parte de das anomalias em edificações.08/09/2011 Construtivas 1. 3. Produtos não certificados e Ausência de metodologia para assentamento das peças O que. Sua origem está relacionada à fase de execução da obra. 2. segundo pesquisas mundiais. resultante do Emprego de mão-de-obra despreparada. 13 .

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danificando as camadas e desencadeando um processo patológico. em função de manutenção inadequada ou Realização de interferência incorreta nos revestimentos.08/09/2011 Adquiridas Ocorrem durante a vida útil dos revestimentos. 17 . Podendo ser Naturais. Sendo resultado da exposição ao meio em que se inserem. decorrentes da agressividade do meio. ou Decorrentes da ação humana.

Recalques e. Até mesmo incêndio. Sua ação provoca esforços de natureza imprevisível. quando não atinge até mesmo as peças.08/09/2011 Acidentais Caracterizadas pela ocorrência de algum fenômeno atípico. especialmente na camada de base e sobre os rejuntes. 18 . como a ação da chuva com ventos de intensidade superior ao normal. Provocando movimentações que irão desencadear processos patológicos em cadeia. Resultado de uma solicitação incomum.

Oxidação da ferragem. Ausência de vergas.CAUSAS Base mal preparada Dosagem da argamassa Aplicação após início de pega Inexistência de juntas de movimentação Juntas de assentamento inadequado Rejuntamento rígido Percolação de água Tempo de maturação da argamassa Configuração do tardoz Absorção da cerâmica/expansão por umidade Deformação da estrutura 19 . Variação de temperatura.CAUSAS Retração da argamassa. Variação da umidade. Ausência de vergas. Grandes espessuras. Deformação da estrutura. Alteração Química dos materiais DESCOLAMENTOS .08/09/2011 Causas e Reparos A seguir estão relacionadas algumas patologias freqüentes das edificações e suas prováveis causas. FISSURAS . Aplicação.

pelas condições ambientais de temperatura. 3. ainda. A causa da expansão é a rehidratação dos materiais argilosos que compõem o corpo cerâmico. deformações causadas pela temperatura diferencial entre as faces superior e inferior de um piso elevado. No caso do revestimento cerâmico o coeficiente de dilatação linear é a metade do coeficiente de dilatação térmica linear da argamassa e do concreto. Exemplo Choque Térmico Os revestimentos e suas camadas suportes de argamassa. 2. Haverá compressão à medida que temperatura cai em todo o conjunto. ou de concreto sofrem deformações térmicas diferentes Devido aos Seus coeficientes de dilatação e. Essa expansão geralmente ocorre lentamente durante um longo período e é pequena . de alvenaria. Ou entre as faces externa e interna dos edifícios ou. 1. 20 . Especialmente.08/09/2011 Expansão por Umidade É a expansão sofrida por alguns materiais cerâmicos provocada por adsorção de água na forma líquida ou de vapor.

08/09/2011 ABSORÇÃO DE ÁGUA CAPILAR POR INFILTRAÇÃO HIGROSCÓPICA POR CONDENSAÇÃO MANCHAS Desenvolvimento de fungos Poluição atmosférica Oxidação compostos minerais EFLORESCÊNCIAS Formação de umidade Presença de sais nos materiais Pressão hidrostática compatível 21 .

Treinamento e conscientização da mãode-obra. Atenção constante do engenheiro da obra. em especial as seguintes: NBR 7200 . NBR 13281 .Especificação.Execução de revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas Procedimento.Especificação e Procedimento 22 . Execução de Controle Tecnológico adequado. NBR 13755 Revestimento de Paredes Externas e Fachadas com Placas Cerâmicas com Utilização de Argamassa Colante NBR 13818 Placas Cerâmicas para Revestimento . Especificações e Procedimentos da ABNT Muitas das recomendações feitas nos projetos de fachada vêm das Normas Brasileiras existentes sobre o tema. Preparação adequada da base.Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas . Atendimento às especificações de projeto.Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos – Requisitos NBR 13529 – Revestimento de Paredes e Tetos de Argamassas Inorgânicas – Terminologia NBR 13530 – Revestimento de Paredes e Tetos de Argamassas Inorgânicas – Classificação NBR 13749 .08/09/2011 COMO EVITAR PATOLOGIAS? Elaboração de Projeto e Detalhamento de Revestimento de Fachada. Produção e aplicação adequada da argamassa de revestimento. Aquisição e controle dos materiais empregados.

Sob a forma de pasta têm a propriedade de se solidificar e endurecer com o passar do tempo. geralmente pulverulentos. 23 . Exemplos: Cales. Classificação 1. que entram na composição das pastas. 1. 1.08/09/2011 ARGAMASSA . Cimentos. CAULIM. 3. 2. ARENOSO.MATERIAIS CONSTITUINTES AGLOMERANTES (CIMENTO. 3. CAL & GÊSSO) AGREGADOS & ADIÇÕES (AREIA. 2. RESÍDUO) ADITIVOS FIBRAS ARGAMASSA MATERIAIS CONSTITUINTES DAS ARGAMASSAS 1. Aglomerantes: Cal Cimento Gêsso Agregados: Areia Adições: Arenoso. argamassas e concretos. Argilas. Caulim e Resíduo Aditivos e fibras AGLOMERANTES Definição Materiais.

5 a 0. Reconstituição autógena / estanqueidade: Fechamento gradual de trincas e fissuras pela carbonatação dos hidróxidos nas aberturas. Retenção de água: Retarda a secagem. ou cal virgem (não é o aglomerante ainda) 2a parte: Extinção Desprendimento de calor Pulverização das pedras Aumento de volume (2 a 3 vezes) = rendimento O Ca(OH)2 é denominado cal extinta. Plasticidade: Devido às suas propriedades coloidais apresenta facilidade de espalhamento sobre a Superfície. aéreo. Material pulverulento de cor esbranquiçada Utilização: sob forma de pasta ou de argamassa Matéria prima para fabricação: CALCÁRIO Durabilidade: Promove reações de neutralização e precipitação que incrementam a resistência à compressão com o tempo. 24 . ainda CAL AÉREAa Propriedades Físicas Massa específica = 2. Fabricação 1a parte: Calcinação O CaO é denominado cal viva. 2. 3. regulando a perda de água por evaporação ou por sucção da Superfície.0 MPa (a 28 dias) 1. ou cal apagada. ou cal hidratada ou.59 Mg/m3 Resistência à compressão = 1.0 a 3.08/09/2011 Propriedades Pega solidificação da pasta Endurecimento aumento de resistência Durabilidade Resistência CAL Principais Características Aglomerante quimicamente ativo. ou cal cáustica.20 Mg/m3 Massa unitária = 0.

Óxidos livres (máximo 10%): Determina o teor de óxidos não hidratados que. deverá constar.08/09/2011 Designação Conforme os teores de óxidos não hidratados a cal hidratada é designada pelas seguintes siglas: 1. Exigências Físicas 25 . CH-III (Cal Hidratada Comum com Carbonatos) Exemplos Ao ser entregue em sacos. medido por meio do resíduo insolúvel. uma vez que determina o teor de CO2. CH-II (Cal Hidratada Comum). Nome e Marca do fabricante além de outras informações técnicas adicionais. pode ter efeito negativo. uma vez que a cal é solúvel em ácido clorídrido – máximo 12%. 2. apesar de se constituirem no potencial aglomerante da cal. CH-I (Cal Hidratada Especial). Massa líquida. pois a hidratação tem continuidade. a: Denominação normalizada. Anidrido carbônico (máximo 13%): Avalia a qualidade da calcinação. também. 3. Deverá constar. em cada extremidade.CaO: 100%. uma destas siglas. Exigências Químicas Óxidos totais (CaO + MgO): Avalia a qualidade da matéria prima e do processo de produção. uma vez que são produtos expansivos . Impurezas: Material proveniente da rocha (quartzo e argilominerais). e MgO: 110%. que está combinado formando os carbonatos remanescentes da matéria prima (máximo 13%). de forma visível. uma vez que determina o teor de óxidos presentes (mínimo 88%).

(NBR 7200). Pasta de Cal: Obras que empregam pasta de cal hidratada. melhorando a trabalhabilidade da argamassa.08/09/2011 Patologias Re-Hidratação em Obra CAL = Re-Hidratação em Obra Para quê re-hidratar? Possibilitar um melhor envolvimento entre as partículas finas da cal e a água. 3. 5. Argamassa intermediária: Obras que empregam mistura prévia de cal e areia. lubrificando os grãos grossos de areia. Hidratar óxidos remanescentes não hidratados. Deve-se misturar primeiramente a areia e a cal. A pasta produzida deve ser deixada em maturação durante 16 horas no mínimo. Melhorar trabalhabilidade. e após. 1. Aumentar a retenção de água. 4. atingindo-se consistência seca. Desfazer grumos de cal. A mistura produzida deve ser deixada em maturação durante 16 horas no mínimo (NBR 7200). 2. acrescentar água. Melhorar a plasticidade. deve-se colocar a cal em um recipiente com água até que forme uma pasta bem viscosa. 26 . Não devendo ser usada água em excesso.

Método de Ensaio NBR 9205 .Cal Hidratada para Argamassas Determinação da Retenção de Água Método de Ensaio Definição Aglomerante obtido da desidratação total ou parcial da GIPSITA.Cal Hidratada para Argamassas Determinação da Plasticidade . Material pulverulento de cor esbranquiçada. 27 . Excelente isolante térmico e acústico e pouco permeável ao ar. Argamassa = Água + aglomerante + ag. Placas de gesso para forros. USO: 1. Moldes de peças de precisão (odontologia e fundição). O gesso adere bem ao tijolo.08/09/2011 Normalização NBR 7175 – Cal Hidratada para Argamassas – Especificação NBR 6471 .Método de Ensaio NBR 6473 .Cal Hidratada para argamassas Determinação da Estabilidade . Principais Características Aglomerante quimicamente ativo.Método de Ensaio NBR 9207 . Nata = pasta muito fluida 3. miúdo GÊSSO Aplicações Não pode ser utilizado na presença de água. confecção de blocos leves.Cal Virgem e Cal Hidratada . aéreo. ferro. pedra.Método de Ensaio NBR 9206 . Florões. Revestimentos de interiores.Retirada e Preparação de Amostra .Método de Ensaio NBR 9289 -Cal Hidratada para Argamassas – Determinação da Finura . Utilização: sob forma de pasta ou de argamassa. sancas e peças de decoração.Análise Química .Cal Hidratada para Argamassas Determinação da Capacidade de Incorporação de Areia no Plastômetro de Voss .Método de Ensaio NBR 9290 . Pasta = aglomerante + água 2. é bom protetor contra incêndios.Cal Virgem e Cal Hidratada . concreto e mal a madeira e favorece a corrosão do aço.

Clínquer + Gipsita = Cimento Portland 28 .5 a 15.0 Mg/m3 Resistência à compressão = 1. com adição de uma ou mais formas de sulfato de cálcio.Gesso para Construção Civil. produzido pela moagem do clínquer constituído essencialmente por silicatos de cálcio hidráulicos.7 a 1.0 MPa (a 28 dias) Normalização NBR 13207 – Gesso para construção civil – Especificação NBR 12127.08/09/2011 Fabricação O GÊSSO deve atender aos requisitos da NBR 13207 . pulverulento. Propriedades Físicas Massa específica = 2. NBR 12129. NBR 12128. NBR 12130 = NORMAS DE ENSAIOS DE LABORATÓRIO.70 Mg/m3 Massa unitária = 0. Cimento Portland Aglomerante hidráulico.

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concreto simples. Fundações de máquinas. CIMENTO PORTLAND COMPOSTO CPII E . tais como: Barragens. Esgotos e efluentes industriais. CIMENTO PORTLAND DE ALTO FORNO (CPIII) Aplicações: Em obras de concreto-massa.Pozolana CPII F – Fíler Aplicações: Recomendado para obras correntes de engenharia civil sob a forma de argamassa. Peças de grandes dimensões.08/09/2011 CIMENTO PORTLAND . elementos prémoldados e artefatos de cimento.CP I-S. pilares de pontes ou obras submersas. Tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. É usado em serviços de construção em geral. 30 . concretos com agregados reativos. quando não são exigidas propriedades especiais do cimento. Com pequenas adições .Tipos Está em vigor desde 1991 as seguintes denominações para os cimentos Portland brasileiros: CIMENTO PORTLAND COMUM (CPI) Aplicações: Um tipo de cimento portland sem quaisquer adições além do gesso (utilizado como retardador da pega). Obras em ambientes agressivos. Pilares. armado e protendido. Pavimentação de estradas e pistas de aeroportos.Escória CPII Z .

Cimentos do tipo pozolânico que contiverem entre 25% e 40% de material pozolânico. Tubos. Lajes. utilizando o caulim no lugar da argila. respectivamente. Mourões. Meio-fio. obras em regiões litorâneas. Postes. principalmente. 31 . Cimentos do tipo alto-forno que contiverem entre 60% e 70% de escória granulada de alto-forno. Aplicações: Estrutural: Em concretos brancos para fins arquitetônicos. Não estrutural: Em rejuntamento de azulejos e em aplicações não estruturais. Aplicações: Em ambientes submetidos ao ataque de meios agressivos. em massa. CIMENTO PORTLAND RESISTENTE A SULFATOS (RS) Teor de aluminato tricálcico (C3A) do clínquer e teor de adições carbonáticas de no máximo 8% e 5% em massa. Elementos arquitetônicos pré-moldados e pré fabricados. CIMENTO PORTLAND DE ALTA RESISTÊNCIA INICIAL (CPV ARI) Aplicações: Em blocos para alvenaria. como estações de tratamento de água e esgotos. CIMENTO PORTLAND BRANCO A cor branca é obtida a partir de matériasprimas com baixos teores de óxido de ferro e manganês. Blocos para pavimentação. Cimentos que tiverem antecedentes de resultados de ensaios de longa duração ou de obras que comprovem resistência aos sulfatos. tais como resfriamento e moagem do produto e. Em condições especiais durante a fabricação. subterrâneas e marítimas.08/09/2011 CIMENTO PORTLAND POZOLÂNICO (CP IV) Aplicações: É especialmente indicado em obras expostas à ação de água corrente e ambientes agressivos. em massa.

durante a moagem. Para diminuir a permeabilidade e porosidade de concretos e argamassas e melhorar a trabalhabilidade 32 . adicionado ao clínquer. quimicamente inerte.08/09/2011 Nomenclatura FILER CALCÁRIO CIMENTO PORTLAND Adições Calcário moído.

Efeito de micro filer 2.Produto não metálico. Pozolana Material silicoso natural. Efeito pozolânico EMBALAGEM Sacos de papel kraft. composto de partículas extremamente finas (100 vezes menores que as do cimento) de dióxido de silício amorfo. Embalagem com 25 kg Obs: o cimento Portland também pode ser vendido a granel 1. Embalagem com 50 kg 2. Empregada como adição ao cimento Portland.08/09/2011 ESCÓRIA DE ALTO FORNO Escória de Alto Forno . SÍLICA ATIVA Subproduto da produção de silício metálico e ligas de ferro-silício.resultante do tratamento do minério de ferro. em presença de água e temperatura adequada. Atuam na pasta de cimento por: 1. constituído essencialmente de silicatos e aluminatos de cálcio. e que finamente dividido. 33 . Empregado como adição ao cimento Portland. formando os mesmos compostos resultantes da hidratação dos cimentos. não aglomerante por si mesmo.reage com Ca(OH)2.

Cimento Portland de Alto-Forno Especificação NBR 5736 .Método de Ensaio Agregados Materiais granulosos.material de menor custo que o cimento – Aquisição: • Obtenção industrial (custo) • Transporte – Utilização: • Aplicação • Conservação 34 .Análise Química de Cimento Portland Processos de Arbitragem para Determinação de Dióxido de Silicio.Cimento Portland Comum Especificação NBR 5733 .Especificação NBR 11578 .Normalização NBR 5732 . Economia .Análise Química de Cimento Portland Determinação de Perda ao Fogo .Cimento Portland de Alta Resistência Inicial .Cimento Portland Resistente a Sulfatos Especificação NBR 5741 .Cimento Portland Pozolânico Especificação NBR 5737 .Método de Ensaio NBR 5744 .Análise Química de Cimento Portland Determinação de Resíduo Insolúvel .Extração e Preparação de Amostras . de preferência inertes. que podem ser selecionados adequadamente à obra de engenharia que se pretende executar.Cimento Portland Composto Especificação NBR 5735 .08/09/2011 CIMENTO . Óxido de Alumínio.Cimento Portland .Método de Ensaio NBR 5742 . Óxido Férrico. Óxido de Cálcio e Óxido de Magnésio Método de Ensaio NBR 5743 . com dimensões e propriedades variáveis. Agregados USO Lastro de vias férreas • Base de calçamento • Rodovias • ARGAMASSAS E CONCRETOS *Adicionamento ao solo *Revestimento Betuminoso FUNÇÃO DOS AGREGADOS 1.

com beleza e menor custo A verificação da qualidade (condição técnica) é feita através de ENSAIOS 1.Resistência (qualidade) . 1. pedra pome. (areia natural. Quanto às Dimensões • Miúdos . 35 . (brita.0 mg/m3). residuais aluviais – Tipos de depósito : eólicos glaciais – Tipos de Jazidas: minas. com peneiras definidas pela ABNT NBR ISO 3310-1.0 mg/m3).Agregados cujos grãos passam na peneira com abertura de malha de 75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 4. pedregulho. seixo rolado.Durabilidade .maior durabilidade .maior estabilidade dimensional .75 mm.já são encontrados na natureza sob forma de agregado (areia natural.) • Graúdos . brita. Quanto à Massa Específica – Leves (<2. etc. – Normais (2. etc.) 2. Técnica . em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248.Trabalhabilidade 3. com peneiras definidas pela ABNT NBR ISO 3310-1.0 a 3. pedrisco.) Obtenção 3. argila expandida. etc. pedregulho. Estética .Agregados cujos grãos passam na peneira com abertura de malha de 4. etc. Quanto à Origem – Naturais .08/09/2011 CLASSIFICAÇÃO 2. em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248. bancos de rio e de mar.0 mg/m3).75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 150 µm. – Pesados (>3.areias e pedregulhos – São rochas sedimentares encontradas em depósitos naturais.) – Artificiais . escória de alto forno. Agregados Naturais .necessitam de um trabalho de beneficiamento (areia artificial.

• Materiais Pulverulentos: Devido a elevada superfície específica afetam a consistência. Forma dos Grãos .8 Especificações : NBR 7211 EB . Granulometria 2. No Brasil extraímos os corpos de prova cilíndricos. Textura dos Grãos Influi na consistência e na resistência dos concretos e argamassas. pavimentações 3% (desgaste) • Agregados graúdos: 1% Argila em Torrões: • Podem prejudicar a consistência e a aderência da pa sta aos grãos com diminuição da resistência. – Problemas relacionados com a superfície específica – Pode influir na resistência dos concretos e argamassas Grãos angulosos ( agregados britados) Grãos arredondados ( agregados naturais) 4.4 – Limites • Agregados miúdos: 1.075 mm Método de ensaio: NBR 7219 MB . Problemas de aderência da pasta. Resistência Mecânica dos grãos – Os grãos devem ser mais resistentes que a pasta.5% • Agregados graúdos: » concreto estrutural 3% » com desgaste 2% » concreto aparente 1% 36 .9 Especificações : NRR 7211 EB.08/09/2011 1.Índice de Forma – Influi na consistência dos concretos e argamassas. • Agregados Naturais: Faz-se um ensaio de qualidade (ensaio comparativo de resistência) 3.4 Limites •Agregados miúdos: » concretos estruturais 5% » conc. Grãos lisos Grãos rugosos 5. Método de ensaio: NBR 7218 MB . influindo na resistência do concreto. – Verificação da resistência à compressão: • Agregados Artificiais: Faz-se o ensaio de resistência à compressão em corpos de prova cúbicos da rocha original (Europa).Impurezas Minerais Podem prejudicar a aderência da pasta aos grãos com diminuição da resistência. Partículas com diâmetro < 0.

Impurezas Orgânicas Pode retardar a pega e diminuir a resistência Método de ensaio : NBR 7220 / MB . Inchamento PROCEDIMENTOS PARA DETERMINAÇAO DAS MASSAS ESPECÍFICAS • Balança Hidrostática • Frasco Graduado de precisão ( Frasco de Chapmam) • A Massa Específica é empregada para: – Cálculos de Consumo de materiais – Elemento auxiliar em diversos cálculos 37 . 1. Perda de peso: (Pi-Pf)/Pf ] x 100 15% CARACTERÍSTICAS DOS AGREGADOS PARA CÁLCULOS DIVERSOS 9. à água e às variações de temperatura e não devem reagir com o cimento. Massa Unitária 3.10 e NBR 7221 MB – 95 NBR . Inatividade Química Os agregados devem ser inalteráveis ao ar.08/09/2011 6.7220 Avaliação das impurezas orgânicas (ensaio comparativo de cor) 7. Porosidade dos Grãos p = ( Vv / vt) x100 p = porosidade Vv = volume de vazios Vt = volume total A resistência diminui com maior porosidade O problema é mais acentuado nos calcáreos e nos arenitos. Massa Específica 2. Submeter-se o agregado à ação de uma solução de Na2SO4 (cinco ciclos de 20 horas de imersão na solução seguida de 4 horas de secagem em estufa). Umidade 4.

Volume da areia úmida Vh/Vs = Ci .” (NBR-7211) AGREGADOS & ADIÇÕES 38 . Massa Unitária µ= M/Vt M .Volume total do material. cujos grãos passam pela peneira ABNT 4.lnchamento (%) V .V olume da areia seca Vh . – Emprego: Transformação de medição em massa para volume e vice-versa 3.Variação de volume Vs .massa de água Ms . ou mistura de ambas.massa do material seco Mh . Inchamento I = ( V/ Vs) x 100 I = [(Vh-Vs) : Vs] x 100 Vh = Vs (1+I/100) Vh/Vs = 1+ I/100 ou Vh/Vs = s / h [( 100 + h)/100] I . inclusive o dos vazios entre os grãos. Umidade H = (Ma /Ms ) x 100 Ma .75mm e ficam retidos na peneira ABNT 150µm.08/09/2011 2.Coeficiente de Inchamento Correção de Massa Correção de Volume Definições A NBR 13529/1995 diferencia os termos “Agregado Miúdo” de “Adições”: Agregado miúdo: “Areia de origem natural ou resultante do britamento de rochas estáveis.massa do material úmido Determinação: Frasco de Chapman Alcool ou fogo Processos Expeditos Emprego: Correção das dosagens dos agregados e da água dos concretos 4.Massa do Agregado Vt .

Desde que sejam respeitados certos limites de utilização. 39 . a NBR-13529 define estes materiais como: “.. com baixo teor de argila. No atual estado de conhecimento que se dispõe sobre o assunto. podendo repercutir em aspectos da qualidade e/ou durabilidade. e de cor variada.” Mito e Realidade O uso das adições visa melhorar as propriedades da argamassa fresca quanto a aplicação. com minerais parcialmente decompostos.” (NBR-13529) ADIÇÕES Dentre as adições para argamassa mais comumente utilizadas na região da Grande Salvador destacam-se o Arenoso e o Caulim De forma geral.08/09/2011 Adições: “Materiais inorgânicos naturais ou industriais finamente divididos.solos provenientes de granitos e gnaisses. sendo arenosos ou siltosos. é possível afirmar de uma vez por todas: Os argilo-minerais disponíveis na região de Salvador (caulim e arenoso) Podem ser utilizados nas argamassas com garantia de desempenho compatível à das argamassas mistas com cal. adicionados às argamassas para modificar as suas propriedades e cuja quantidade é levada em consideração no proporcionamento..

Materiais pulverulentos. 7. Silvia M. quase sempre. tijolos e cerâmcas. 3. 2001. et al.. composto por: Concretos. 4. Salvador. 2. 6. Inchamento. Antônio S. RESÍDUO O AGREGADO RECICLADO é um resíduo heterogêneo. Alex P. Solos. a maior parcela dos resíduos sólidos gerados no ambiente urbano. et al. Devem ser realizados ensaios de caracterização do agregado reciclado. R. Absorção de água. Massa Unitária. 5. EDUFBA. Argamassa inorgânica com emprego de entulho reciclado. R. Umidade. Vitória. constituido. In I SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS ARGAMASSAS.S.1997. Reciclagem de entulho para a produção de materiais de construção – Projeto entulho bom. -Camadas de base e sub-base de pavimentos. Referências: •SILVA. Análise granulométrica. Avaliação de argamassas com . argamassas e rochas.Massa Específica.. areia e argila. 1. Outros: Impurezas orgânicas. -Tijolos e blocos. -Argamassas de revestimento interno.08/09/2011 AGREGADO RECICLADO O argilo-mineral utilizado na confecção das argamassas é proveniente da Região Metropolitana de Salvador Material proveniente das atividades de construção e demolição. Leonardo F. 1999. usualmente chamados entulho. etc Aplicações: -Argamassas de assentamento. •MIRANDA. teores de cloretos. -Argamassas para contra-piso. Blocos. SELMO. por procedimentos racionais de dosagem. 40 . •CARNEIRO. São geralmente considerados como material inerte. Salvador. In III SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS ARGAMASSAS. 8.

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