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Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ

André Oliveira da Silva Tema 01 tRio de Janeiro 09 de maio de 2005. by Roberta

Seguridade Social – art.194 CR

Previdência Social

Assistência Social Seguro Social = contributividade

Saúde

Seguridade é gênero (a previdência social, assistência social e saúde são espécies). Quando se fala em previdenciário ou em previdência social refere-se a um dos segmentos da civilidade social. Por isso que a previdência social é denominada, por muitos, como um fenômeno de seguro social. A aposentadoria é um benefício previdenciário que pressupõe a contribuição (contributividade). Baseia-se no binômio: custeio / benefício. Para ter direito ao benefício, o indivíduo tem que ter contribuído (CRFB, art.201, caput). Assistência Social: tem de haver a figura da gratuidade (é isto que diferencia a assistência social da previdência social) - art. 203, CFRB: “será devida a quem dela necessitar independentemente de contribuição”. A saúde também é gratuita. Não confundir seguridade com seguro. No passado existia uma coisa chamada INPS e outra chamada IAPAS. O INPS tratava da parte de benefícios e o IAPAS tratava da parte de custeio. Em 1990, tudo mudou. Os dois institutos foram fundidos e criou-se o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os três ramos da seguridade social (previdência social, assistência social e saúde) têm a natureza jurídica de direitos sociais (art. 6º / CFRB). Art. 194 (CFRB): Compete ao poder público, nos termos da lei, organizar a seguridade social com base nos seguintes objetivos/ princípios constitucionais: 1º) Princípio da universalidade da cobertura e do atendimento (Lei 8.213/91- regime geral da previdência social): esse princípio é consectário do princípio da isonomia. Isto é, do princípio da igualdade, onde todos merecem a proteção social. Então, a proteção social deve ser universal. O marco da previdência social no Brasil é uma lei de 1923 (Lei Eloi Chaves). Esse parlamentar criou uma caixa de aposentadoria e pensões para a categoria dos ferroviários. Hoje, há o regime geral que contempla todos os segurados (urbano, rural, empregado, avulso). O princípio da universalidade foi tão observado pelo legislador que até quem não trabalha (não exerce atividade remunerada) tem a proteção previdenciária, é a figura do segurado facultativo. 2º) Princípio da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais: mesmo regime para trabalhadores urbanos e rurais. A lei 8.213/91 estabeleceu esse único regime. Não é o fato de ser urbano ou rural que vai definir o benefício, mas sim a classificação de segurado que ele possui. São cinco os tipos de segurados obrigatórios. O trabalhador rural pode estar em qualquer das 4 (quatro) espécies, exceto o empregado doméstico. O trabalhador rural tem 5 (cinco) anos reduzidos em sua idade para se aposentar devido ao fato do trabalhador rural envelhecer mais rápido. 3º) Princípio da seletividade e distributividade nas prestações dos benefícios e serviços: serão selecionados determinados rol de benefícios e distribuídos de acordo com as peculiaridades de cada espécie de segurado. Isto é, nem todos os segurados terão direito a todos os benefícios. O segurado facultativo não tem direito à aposentadoria especial. A empregada doméstica também não tem direito à aposentadoria especial. 4º) Princípio da irredutibilidade do valor dos benefícios: o benefício não pode ter o seu valor reduzido (tanto em relação ao valor nominal como em relação ao valor real) – art.201, §4° da CFRB. 5º) Princípio da eqüidade na forma de participação no custeio: está vinculado ao princípio da capacidade contributiva ou tributária (quem pode mais, paga mais; quem pode menos, paga menos) – art.20, da Lei de Custeio – dependendo da faixa salarial, o empregado terá contribuição diferenciada. Art.195, §9°, CFRB. 6º) Princípio da diversidade da base de financiamento: o custeio da seguridade social não estará concentrado em uma única fonte, ou seja, a base será diversificada. Essa diversidade é tão presente que permitirá a contribuição das empresas sobre receita, remuneração e lucro. Os contribuintes são Estado, empregadores e os trabalhadores e segurados.

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7º) Princípio da tríplice forma de participação no custeio: significa que três serão os partícipes – o Estado, o empregador e o trabalhador. 8º) Caráter democrático e descentralizado da administração: descentralizado porque se dá a nível federal, estadual e municipal. Gestão quadripartite: serão quatro os participantes – governo, empregador, trabalhador e aposentado. Art. 109 da CFRB – ação comum e ação acidentária (competência). Ação acidentária previdenciária – 1° grau é justiça do trabalho/ 2° grau é justiça estadual. Lei 8.213/91 trata da competência da justiça estadual para ações relativas a acidente de trabalho (ação acidentária). O que vai definir a competência não é o pedido/objeto da ação e sim a natureza do benefício, segundo o STF. A justiça estadual é competente para apreciar, processar e julgar a ação proposta por parte do INSS.

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André Oliveira da Silva Empregado Empregado Doméstico Empresário Trabalhador autônomo Trabalhador autônomo equiparado Trabalhador Avulso Segurado Especial Tema 02 by Clara

Contribuinte Individual Lei nº 9.876/99

Hoje se tem três espécies de segurados obrigatórios: contribuinte individual, empregado, empregado domestico, trabalhador avulso e segurado especial. Houve a fusão do trabalhador autônomo e equiparado a autônomo, empregado em um só. Virou o contribuinte individual, pela lei 9.876/99. Caiu na prova da magistratura do trabalho: Classificam-se como segurados do RGPS: empresário, trabalhador autônomo, equiparado a autônomo, segurado facultativo. A resposta correta é segurado facultativo. Hoje, se utiliza, para fins de classificação, no Direito Previdenciário não se utiliza a figura do autônomo, equiparado a autônomo ou do empresário. É o contribuinte individual. Contribuem individualmente. Pode se por carnê ou desconto em folha, salvo, se também prestar serviço a pessoas físicas. Um médico que presta serviço à empresa: Amil, Golden Cross. O particular vai recolher parte do que recebeu da empresa (já recebe aquilo descontado), através de carnê, recolher, a título de remuneração dessas pessoas físicas. Art. 10 da lei 8212/91 – beneficiários. Art. 11 - obrigatórios. Art. 13 – facultativo. Pensão por morte não é benefício devido a segurado. Será seus dependentes. Esse é um benefício exclusivo de dependente, o outro é o auxilio reclusão. São dez os benefícios previdenciários. Esses dois são devidos a dependentes. Os outros são devidos a segurado. Quando o benefício é devido a segurado não é devido a dependente. Beneficiário é gênero. Você pode estar se referindo a segurado ou a dependente. No auxílio reclusão quem depende da prestação previdenciária é o dependente. Art.11 – pessoa física. Apresa contribui. É contribuinte, mas não é segurado. Todo o segurado contribui, mas nem todo o contribuinte é segurado. Emprega, é contribuinte, não faz jus a benefício previdenciário. O art. 11, I vai tratar de todas as figuras denominadas empregado. O inciso I da alínea a é o típico empregado da CLT art. 3º. Não importa que ele seja trabalhador urbano e rural. O que ele importa é que ele seja empregado, para fins previdenciários. Segurados obrigatórios. Em caráter não eventual - habitualidade da relação. Sob sua subordinação - uma das características do vínculo empregatício mediante remuneração – É a figura da onerosidade. Alínea b – trabalhador temporário. Presta serviço para atender necessidade extraordinária ou substituição de pessoal, regular ou permanente. Alínea c – trabalhar no Porcão na sucursal de Miami. Alínea f – contratado. Quem trabalha em consulado, embaixada, se ele é exercente de mandato federal, estadual ou municipal, ou seja, deputado, vereador que não tem regime próprio, vai estar vinculado ao regime geral. Servidor ocupante exclusivamente de cargo em comissão, sem vinculo efetivo. Por isso é que Ministro do Estado, Secretário de Estado, de Municípios, essa turma toda exercendo a função e que não é servidor público efetivo vai para as vala comum. Lei 8.213. Art.40, §13 da CR: remitir à alínea g do art.11 da lei. Só trata do ocupante de cargo em comissão a nível federal. Remitir art.40, §13 da CF (todos os níveis) ao art.11, alínea i (nível federal, estadual e municipal, distrital, exclusivamente ocupante de cargo em comissão). II, empregado doméstico - presta serviço de natureza contínua à pessoa ou família, sem fins lucrativos. Habitualidade da relação. Se você tem alguém que trabalha duas vezes por semana, será diarista (contribuinte individual). O STF pensa dessa forma: a partir de três meses ele já vincula. Se a empregada doméstica passar a vender bolinhos, será empregada, Para fins previdenciários tudo é considerado empresa. Partido político, igreja. Natureza familiar da relação – motorista particular, piloto de helicóptero, será empregado doméstico. Será empregada doméstica, inobstante trabalhe na zona rural. Se vender caldo de cana da fazenda, já desvirtua a relação pela finalidade lucrativa. Ela passará a ser empregada. Houve um caso do patrão que tirou foto da empregada e ela saiu até na Play Boy. Ela deixa de ser empregada doméstica para ser empregada. Ele deixa de ser empregador doméstico para ser contribuinte individual.

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Ao empregado são devidos todos os benefícios e ao trabalhador avulso, menos para a empregada doméstica. O contribuinte individual estará na alínea c – ministro de confissão religiosa... Antes eles eram equiparados a trabalhador autônomo. É o contribuinte individual. A alínea f do inciso V é a antiga figura do empresário. Alteraram e incluíram a figura do sócio cotista. Então é atividade de gestão. Se for sócio de capital, mas recebe remuneração, também será considerado segurado obrigatório, na condição de contribuinte individual. Marcos e João, irmãos. João, sócio gerente, Marcos sócio cotista, recebem remuneração em decorrência do trabalho deles na emersas. Montam uma padaria. Serão contribuintes individuais. Porque o outro, apesar de ser sócio cotista, recebe remuneração em decorrência do trabalho. O fato gerador da obrigação tributária, contribuição social é remunerada. Alínea f: diligente de partido, de igreja, de tudo o que for é contribuinte individual. Exceção - §4º - o dirigente mantém o mesmo enquadramento que tinha. O dirigente ou o sindicato será contribuinte individual ou manterá o enquadramento de empregado doméstico? Manterá o enquadramento de empregado doméstico. Em regra o dirigente é contribuinte individual. A única exceção é dirigente sindical. Alínea g: é a figura do antigo trabalhador autônimo sem vínculo. Pode se cadastrar a uma ou mais empresas, com caráter eventual. Há de natureza urbana e rural. Exemplo: quem transporta gado de uma fazenda para outra. Não tem vínculo com ninguém. É trabalhador rural. Contribuinte individual. Alínea h: não exerce para empresa atividade com fim lucrativo. Profissional liberal. Exemplo: massagista. Contribuinte individual. Vide §15 do art.9º do Decreto 3.048. Inciso VI da lei é decadente é melhor o decreto. Pela lei a gente acha que trabalhador avulso também seria uma figura do contribuinte individual. Não tem nada a ver. A única similitude que há entre um avulso e um individual é que os dois não possuem vínculo empregatício. No mais, o trabalhador avulso faz jus a todos os benefícios, O contribuinte individual, não. Trabalhador avulso é a empresa, tem que haver a intermediação obrigatória do sindicato ou do gestor de mão de obra. Pode-se pedir diretamente do amarrador de embarcação? R. Não. Vai-se ter que ir diretamente ao órgão gestor de mão de obra para este encaminhar o trabalhador avulso. Em regra o trabalhador avulso é o trabalhador do porto. Mas tem o da alínea e do art., 9º, VI do decreto, que é paradigma do art.11 da lei. O inciso VI trata do trabalhador avulso e a alínea e vai tratar do catador de café, cacau e similares. Este é trabalhador avulso que não é o portuário. É a figura do trabalhador rural. Não importa se é rural ou urbano, é trabalhador avulso. Garimpeiro não pode ser segurado especial. Sempre será contribuinte individual - inciso V alínea b. Antes o garimpeiro era segurado especial e trabalhava no regime de economia familiar. A idade mínima é de 16 anos. O segurado contribui só quando começar a produção. Se naquele ano não tiver produção ele não contribui. O boy não é segurado especial. Contratando Ricardo, vizinho, para auxiliar Maria, ela, que era segurada especial, deixa de sê-lo e passa a ser contribuinte individual – art. 11, inciso V, a. Ricardo passa a sr empregado. Garimpeiro – o termo chave é: com ou sem o auxílio de empregados. Quer dizer, de qualquer forma ele será sempre um contribuinte individual, porque ele presta contribuição sobre a produção, de forma que o garimpeiro, quando vende o ouro, já incide outro tributo sobre aquela operação, de modo que ele tem que contribuir de novo para a previdência social. Por conta disso, tiraram ele da relação de segurado especial e o colocaram na condição de contribuinte individual. Dependentes da classe 1, segurados: o cônjuge, a companheira, companheiro, filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido. Em caso de separação dos cônjuges, seja judicial ou de fato, bem como de divórcio, aquele que antes da separação fora dependente do segurado manterá esta qualidade? R. Art.76, §2º da lei 8.213, o divorciado, o separado de fato ou judicialmente, concorrerá em igualdade de condições da classe 1 do art. 16, desde que receba alimentos, e fará jus ao benefício da pensão por morte. Cônjuge, companheiro, filho não emancipado, menor de 21 anos, ou filho não emancipado inválido, irmão não emancipado menor de 21 anos ou irmão não emancipado inválido. Dependência econômica presumida. Não precisa o companheiro ou cônjuge comprovar dependência econômica. Tem que comprovar o vínculo de companheiro. O cônjuge separado de fato, judicial, divorciado, que perceba alimentos, manterá a qualidade de dependente. Art. 16 do Decreto 3.048. Se houver companheira e cônjuge, será metade para cada uma. O homossexual é considerado dependente para fins previdenciários – art.22 da instrução normativa nº 95, dando cumprimento a uma ação civil pública proposta no RS. Litisconsórcio ativo superveniente - Grupo Gay da Bahia. No caso de união estável putativa, embora ele seja casado com outra – O TRF da 2ª Região entendeu que a outra não deverá ter conhecimento do casamento dele com outra mulher. Nesse caso, terá direitos previdenciários. E com o advento do Novo Código Civil, o filho emancipado menor de 21 anos, quer dizer que até essa idéia será considerado dependente. Será aplicada a legislação previdenciária. O inválido, filho não emancipado inválido – dependente.

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No mínimo três documentos. Tem que comprovar o exercício da atividade. porque lá tem essa previsão.048). Tem que pagar a primeira contribuição.11. com declaração do segurado dizendo que quer que o menor seja seu dependente. Decreto 3. Companheiro – comprova-se o vínculo (art. 20 do Decreto. com base no art. A pensão por morte independe de carência. § 2º da lei 8. O menor tem que provar que não possui meios de prover o seu sustento e educação. Mas também havia na lei previdenciária. Primeiro a pessoa se cadastra. Pelo domicílio. na condição de contribuinte individual. §3º do RGPS. É filiada em relação às três atividades. Se contribuir com 1000 numa atividade e 2000 em outra. Camelô é segurado obrigatório na condição de contribuinte individual. Na condição de procurador. Se trabalhar na universidade.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Universitário se tem 24 anos. não pode exercer cargo de gestão em sociedade. Pode se aposentar pelos dois regimes. O avô estava para morrer.508. A pessoa não pode ser sócio-gerente. declaração feita perante tabelião. acompanhou o óbito internação hospitalar. deixou de produzir efeitos o que se encontrava no ECA.72. pedia guarda do menor. Ele só receber benefício previdenciário até os 21 anos. Aqui será direito de família. Inscrição é ato de cadastramento perante o RGPS. está vinculado ao regime geral enquanto contribuinte individual. Amparo da família. Equipara-se a filho o enteado. Mas sempre há decisões em sentido contrário. A filiação decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada para os segurados obrigatórios. como obrigatório. Na condição de professor eventual. É constitucional. O menor sob a guarda judicial foi excluído da legislação previdenciária. O segurado facultativo terá sua inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição. através dos mesmos documentos que se comprova os vínculos de companheiro – art. no qual decorrem direitos e obrigações. CP V – C 2005 . entendendo que a lei não produz efeitos erga omnes.22.213 estabelece que todo aquele que exercer concomitantemente mais de uma atividade remunerada. Só vai contribuir até R$ 2. comprova faticamente a dependência. Quando ela comprova o vínculo. não vai mais receber benefícios previdenciários. Equipara-se a filho o enteado e o menor tutelado. O art. Se passar num concurso público. A companheira tem a dependência presumida.048. Se efetua atividade remunerada se é automaticamente filiado ao RGPS. Qual a diferença entre filiação e inscrição: art. etc. conta conjunta. não posso me filiar ao regime geral na condição de facultativo. estou vinculado. o menor tutelado. Alimentos será até os 24. É ato administrativo. Comprova-se a dependência econômica das classes 2 e 3. O que exceder ela não contribui. Art. vai ter regime próprio de servidor publico. Se a pessoa receber mais do que o seu limite máximo do regime geral que era R$ 2. só irá contribuir sobre esse valor. A exclusão do menor sob a guarda judicial ocorreu. filho havido e comum. Os dependentes das outras classes têm que comprovar dependência econômica. plano de saúde.18 do regulamento. Vai estar vinculada aos dois regimes. Filiação é o vínculo que se estabelece entre a previdência social e as pessoas que com ela contribuem. para depois ficar filiado. Quando deixou de ser. é servidor público pelo regime próprio e em relação à atividade profissional dele. Se questiona. mas tem que comprovar dependência econômica.508. senão não há vínculo à previdência.72. 22 § 3º do Decreto 3. Pode haver inscrição retroativa ex officio com as devidas atualizações. O STF entende que a exclusão é legal. é obrigatoriamente filiado a cada uma delas. O procurador do município pode advogar. serei empregado da universidade. Princípio da isonomia.226 CR que essa exclusão seria inconstitucional. Tem-se que aplicar o ECA.

Sim. 142 diz para o segurado inscrito até 24/07/91. Exige-se preenchimento do requisito etário simultâneo a qualidade de segurado. A qualidade de segurado não basta para a fruição dos benéficos previdenciários porque gera para o segurado uma expectativa de direito... mas remete à Lei 8213. que basicamente são os serviços de habilitação profissional e/ou reabilitação profissional e social. A prestação de natureza previdenciária pressupõe um vínculo para com a Previdência Social. teve um vínculo para com a previdência social. alteração da legislação previdenciária. 09 de maio de 2005. quer indiretamente na condição de dependente.. o mínimo de contribuições recolhidas pelo segurado como requisito para que se faça jus a determinado benefício previdenciário. que basicamente vem incorporar essa jurisprudência no sentido de dispensar a qualidade de segurado desde que cumprida a carência. que pode ser de natureza continuada (obrigações de trato sucessivo). como prestações de natureza pecuniária.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Andréa Cunha Esmeraldo Tema 03 Rio de Janeiro.213). A controvérsia que surge desse dispositivo é o seguinte: e aquele segurado que já esteve inscrito e perdeu essa qualidade de segurado quando do advento da lei? R. A jurisprudência vinha mitigando essa simultaneidade no sentido de que. Exemplo: contribuinte individual. que era aquele benefício devido ao aposentado que retorna a atividade laborativa e como tal ele é incluído como segurado obrigatório. Carência é o tempo mínimo de vinculação para com a previdência. É possível porque nós não estamos diante de um vínculo contratual. É justamente o que vai caracterizar o vínculo para com a Previdência Social. Nós vamos ter decisões no sentido de considerar que o que o legislador quis resguardar é aquele que já esteve filiado. Pela redação do art. A gente vai citar rapidamente aquela questão do pecúlio. a gente vai ter um elenco de benefícios que em tese são devidos ao segurado e os benefícios devidos aos seus dependentes. que diz respeito a alguém que já exerceu atividade laborativa e precisa ser readaptado. Regime segundo o qual o indivíduo se vincula sempre que se enquadrar naquelas atividades elencadas por lei como tal. Exemplo: auxílio doença – 12 contribuições. Já mencionei os benefícios como prestação pecuniária ao lado dos quais a gente vai ter os serviços. de que são espécies de um lado o próprio segurado e de outro os seus dependentes.88 e ss da Lei nº 8. a gente vai ter a seguinte classificação: os benefícios de um lado como espécie do gênero prestação previdenciária. De qualquer maneira a gente vai partir dessa premissa dos beneficiários ou dos dependentes. Digamos que o Sr. Para efeito de pensão por morte essa esposa e o filho têm direito à pensão por morte? R. A qualidade de segurado trás aí ínsito o regime estatutário. Então se tem o serviço a disposição daqueles que sequer exerciam atividade laborativa. quando a implementação do requisito etário estaria resguardado – o direito adquirido . pouco importando que tenha perdido a condição de segurado (posição da professora). Risco social é a perda da renda familiar.25: tem-se benefícios que dependem de carência e qual o período dessa carência? R. E qual é a carência? A Lei 10666 não fala. vínculo este que é de caráter contributivo. que são contingências.na verdade a gente acaba encontrando jurisprudência de cunho social. Então é o exemplo de prestação pecuniária de benefício de natureza instantânea. Então aqueles deficientes físicos que não tem qualquer vínculo para com a Previdência Social. ou benefícios devidos em forma de prestação única. por exemplo. em contrapartida a reabilitação. E quando a gente fala em benefício. portanto para aquele que sequer chegou a exercer atividade profissional. ainda que tenha perdido a condição de segurado. A gente tem o gênero beneficiários da Previdência Social. temos que remeter aos arts.. Há uma questão que se coloca por força da redação literal do art. E falando dessa jurisprudência nós acabamos nos deparando com a Lei 10666. daí porque ele como que se resgatava aquelas contribuições recolhidas naquele período que ele já estava aposentada sob a forma de pecúlio. eventos determinantes também elencados em lei que uma vez ocorrido no caso concreto é que faz nascer a prestação denominada benefício previdenciário. Então quando se fala da habilitação. Lei 8213 há regra de transição – art. by Alessandra É bom estabelecer o que é prestação previdenciária para estabelecer um paralelo com as prestações de natureza assistencial. Esse serviço não tem. Em linhas gerais vai se agregar a qualidade de segurado o que a gente chama de riscos sociais. Ele morreu na condição de segurado e esse benefício independe de carência. de prestação única. ele tem que procurar outros serviços de amparo assistencial propriamente ditos. Então a rigor nós temos que entender o caso aqui mais voltado aos dependentes. na verdade nós temos aí como risco social implícito uma incapacidade presumida. mas que não teria em contrapartida acesso a uma série de benefícios.. Auxílio Doença: pressuposto da concessão do benefício a própria qualidade de segurado. Outra interpretação (Marcelo Leonardo Tavares) – a regra CP V – C 2005 . 25 e 26 da Lei 8213. a lei que será aplicada ao caso concreto. João das Couves foi empregado pela primeira vez no dia 1º de março de 2005 e ele vem a falecer no dia 30/04/05 deixando esposa e filho. Carência: a professora colocou como um adendo pois nem todos os benefícios previdenciários exigem carência. Quando a gente fala em prestação previdenciária. Art. Não cumprida essa carência ainda que preservada a condição de segurado e ainda que ocorrido o chamado risco social não haveria como se considerar adquirido o direito ao benefício. Quando a gente fala de carência portanto. que são de natureza não pecuniária (art. quer na condição de segurado. E nós temos aí o risco social que é a morte. Esses que vem se esvaziando ao longo de todas as reformas previdenciárias. Mas a gente tem que entender esse dispositivo partindo-se da premissa que se aplica aos beneficiários da Previdência Social.89. Por isso o leigo não entende porque contribuiu de forma X e na hora de me aposentar eu recebe menos do que aquele valor sobre o qual eu recolhi a contribuição. Aí é da característica do regime previdenciário a gente levar em conta a lei de regência. 142 – tem-se. aposentadoria por idade.

Porque 4 meses é 1/3 da carência para o auxílio-doença (art.213 no art. Se o tempo de serviço a ser averbado é relativo ao exercício de atividade que não determinava filiação obrigatória na previdência social urbana da lei anterior. Mas a gente acaba remetendo a questão para o art. mesmo que não haja direito adquirido. aquele tempo anterior pode ser considerado desde que cumprido mais 1/3 do período de carência a partir dessa nova filiação. O fundamento dessa ADI leva em conta o §2º do art.213 quem defendesse a inconstitucionalidade. par. 15 e o segurado que há perdeu essa qualidade posteriormente ingressa no regime a rigor nós temos nova filiação. 26 – afasta a carência. Art. Art. O STF entendeu pela constitucionalidade desse dispositivo. XXVIII CF – responsabilidade do empregador que não se confunde com esse tratamento da legislação previdenciária para o acidente de trabalho. 55. mas muitas vezes a certidão de casamento que consta lá é a profissão de lavrador. são contingências que impedem o segurado de obter pessoalmente sua renda para a sua subsistência ou implique numa redução dessa condição. mas essa situação é só para aquele benefício do art. E na ocasião o STF chegou a suspender a eficácia desta MP nesse tocante quando da medida cautelar na ADI 1664. Esses riscos sociais são aqueles eventos previstos em lei que fazem nascer a pretensão à prestação pecuniária. principalmente no âmbito judicial. não foi esse entendimento que prevaleceu. 20 – extensão dessa definição. Mas a rigor esse recolhimento não faz sentido. §2º para dizer que “não. Tudo bem. Empregador deve comunicar esse acidente – o CAT. por exemplo). fica incapacitado para o trabalho e vai ao posto do INSS e lá falam para ele recolher como contribuinte individual por 4 meses e depois voltar para requerer o benefício. Se esgotado o período de graça previsto no art. Art. pois o recolhimento pressupõe o exercício de determinada atividade remunerada (de exercício de trabalho). Porém. I CF.24: quando o segurado está em gozo de um benefício previdenciário não perde a qualidade de segurado ou então até 12 meses da cessação das contribuições. 143”. 19 – definição de acidente de trabalho. será necessário também o recolhimento das contribuições correspondentes para o tempo de serviço anterior. Então essas contribuições são desprezíveis para efeito do auxílio doença. 202 da CF com a redação anterior a EC 20. CP V – C 2005 . Art. Art. Os riscos sociais estão elencados no art. I: há entendimento no sentido de que esse dispositivo teria sido tacitamente revogado pela Lei 9876. Competência: art.118 – estabilidade de emprego. Com o advento da Lei 8213 a situação de acidente de trabalho foi incorporada ao regime geral da previdência. Houve uma discussão tremenda a esse respeito após o advento da MP 1523 que alterava o art.109. 44. Basta comprovar o exercício da atividade. 55. Outra questão é reajuste de benefício previdenciário – critério de cálculo na manutenção do benefício. Eventos reais ou presumidos (aposentadoria por idade. Em contrapartida a jurisprudência acabou por mitigar essa rigidez de interpretação. mas que permite aproveitar a filiação anterior desde que respeitado o art. Vamos ver os riscos sociais. Então se ele perde a condição de segurado nesse prazo do art. A partir da Lei 9032 praticamente equiparou o tratamento do acidente de trabalho aos benefícios decorrentes de outra causa de incapacidade. O STF já decidiu que a competência é de natureza absoluta da Justiça Estadual. se a pessoa já está incapacitada no momento em que ela recolher ela não está enquadrada naquelas hipóteses que lhe assegura a qualidade de segurada. único: uma vez ocorrida a perda da qualidade de segurado e há uma nova filiação posterior. §2º. Só não vale documento não contemporâneo.25.39. Depois quando da conversão da medida provisória na lei 8 28 não foi mantida a redação daquela MP. que também deve ser observado também nos processos judiciais. desse dispositivo na medida em que para o juiz vale o princípio do livre convencimento. Para a professora isso serve para reforçar que o art. Qualquer documento serve para suprir essa exigência de início de prova documental. Exemplo: pessoa perde a condição de segurado. Passou a ter um tratamento previdenciário propriamente.7º. único estabelece uma exceção permitindo o reconhecimento desse tempo desde que devidamente comprovado o tempo e não o recolhimento. Para o tempo de serviço desenvolvido como segurado trabalhador rural anterior a lei 8213 o art. Exige início de prova material. salvo para efeito de carência (o recolhimento só será exigido para efeito de carência). praticamente reproduzido da Lei 8. I. Art. 142 Lei 8213 com o art. P. Art. A professora critica dizendo que no meio rural os registros documentados são muito escassos. Art. mas para esse benefício de valor mínimo.106/107: prova da atividade rural. 25. §3º que trás a exigência da chamada prova tarifada. Combinar o art.201 da CF. 21 – hipótese de acidente de trabalho por equiparação.1º. Há jurisprudência reiterada no sentido de considerar o princípio da lei mais benéfica no caso de acidente de trabalho.143: tem apenas a carência. independente de recolhimento. Quando a gente está discutindo o próprio critério de cálculo do benefício a gente vai ter sempre discutindo a questão da RMI. adoece.55.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ de transição foi introduzida juntamente para evitar o efeito surpresa daquele que era segurado e da noite para o dia teria que cumprir uma carência três vezes maior. Para os outros benefícios ele teria que comprovar o período de carência e recolher por esse período correspondente. Ora. logo o índice não seria o salário mínimo. §10º CF c/c art. 201. Critério de cálculo da concessão do benefício. Renda mensal inicial (cálculo do RMI)/ Renda mensal de benefício (RMB)/ Salário contribuição – dizem respeito ao critério de cálculo do benefício quando da fixação inicial. Art. 142 é aplicado àquele que perdeu a condição de segurado. independentemente de recolhimento. Com o advento da CF e da Lei 8213 foi alçada a condição de segurado obrigatório da previdência unificada (urbano e rural). Art. I). 24. Houve logo do advento da Lei nº 8. deve ser observado esse início de prova documental. 142 ele entra na regra de permanência. Art.

Essa lei aumentou o universo de salários de contribuição. §3º. O STF entendeu que precisava de regulamentação. porém apenas aquelas do período básico de cálculo a ser considerado. §3º) – cabe ao legislador infraconstitucional estabelecer o período de base de cálculo que é o período em relação ao qual serão considerados os salários de contribuição. 3ª) O segurado não tem direito adquirido algum .144/145) para alcançar justamente aquele período entre CF a lei 8213. O buraco negro foi suprido administrativamente.3º) que considera como período base de cálculo todo o universo das contribuições a partir de julho de 94.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Quando a gente fala critério do cálculo de concessão (RMI).880/94. ainda que ele venha requerer só posteriormente. 2ª) Do segurado que já havia implementado as condições para a aposentadoria proporcional mas não para a integral – ele vai poder fazer uma opção: ou vai optar pela aposentadoria proporcional com base nas regras em vigor quando do advento da EC 20 ou continua progredindo no regime. A lei 8213 previa desde a redação originária que o valor do salário de benefício não será inferior a um salário mínimo nem superior ao limite máximo do salário de contribuição na data do início do benefício . 202. a qualidade de segurado. PPC – Período básico de cálculo – é o universo dos salários de contribuição a ser considerado para fins de cálculo do benefício. tanto que a professora nunca recebeu processo questionando esse período. art. A mecânica desse cálculo é a seguinte: considerar um determinado período básico de cálculo. como previa a CF. que não é mais de 36 meses.876 alterou a base de cálculo. desprezados os menores salários de contribuição. Ora. que é o empregador que fornece. ou seja. Salário de benefício não é exatamente o salário de contribuição.213. Regulamentando isso nós vamos ter a lei 9. Teto do benefício – especialmente por força desse art. que serve de desincentivo à aposentadoria precoce. Sobre esse universo de cálculo nós vamos tirar uma média aritmética é que vai redundar no denominado salário de benefício.aí ele se submete ao regime nove. Art. 61. como prevê a exclusão de 20% dos menores salários de contribuição para sobre a média aritmética corrigida – aplica-se o chamado fator previdenciário. A EC 20 revogou a aposentadoria proporcional. corrigidas mês a mês.da correção monetária e nem sempre a tabela era corrigida ao mesmo templo. Art. Regra de transição – art. mas provavelmente vai se submeter à legislação nova do fator previdenciário.32: o segurado pode ter concomitantemente mais de um vínculo para com a previdência. 9º da EC 20 – três situações podem ocorrer: 1ª) Do segurado antes da EC já havia completado o tempo para aposentadoria integral. (art. que veio a ajustar essa situação à CF para considerar que esse plus entre a média das 36 contribuições e o teto do salário benefício seria então incorporado quando do primeiro reajuste do primeiro beneficio. Para quem ingressou no regime após esse diploma já vai ser todo o período de base mesmo. CP V – C 2005 . Não vai haver necessariamente uma equivalência. o grande fator complicador a modificação da legislação previdenciária. que veio com a lei 8. que vai variar ao longo das alterações legislativas. mas ressalvou o direito adquirido. 202. A base de cálculo dessa RMI é justamente a relação de salários de contribuição. Com o advento da EC 20 da CF. Porque é sobre o que o segurado contribuiu que se vai calcular o benefício que ele vai receber. A Lei 9. mas não tem relação com salário de contribuição. A rigor nós vamos ter como base de cálculo a relação de salário de contribuição sim. A gente tem que levar em conta a lei de regência. muitas vezes ocorria que o benefício sofria um limitador teto em descumprimento daquele comando da média das últimas 36 contribuições. Ex: auxílio-doença – art. uma proporcionalidade. Essa situação foi reparada por força da lei 8. a lei que estava em vigor no momento em que o segurado reúne os requisitos para a concessão do benefício. considera o salário de contribuição superveniente. Isso porque a gente tem que considerar o direito adquirido. Não há direito adquirido a aposentadoria proporcional e não há direito a cálculo de renda mensal inicial (RMI). Não tem natureza contratual.21. inclusive retroagindo (art. Nós temos incidindo sobre esse salário de benefício um coeficiente de cálculo percentual para a concessão de beneficio..35 – não havendo prova do salário de contribuição será considerado um salário mínimo. mas se a gente tem a média das 36 últimas contribuições daquele que vinha contribuindo no teto do salário de contribuição quando.876 (art.. É o que se costumou denominar “buraco negro”. Cada benefício terá sua regulamentação. Exemplo: O segurado consegue comprovar o vínculo.

siga o mesmo critério de reajustamento do salário mínimo. que ficam limitados aos segurados de baixa renda. o que nós tivemos é a reiterada jurisprudência do STF que reduz a noção do valor real ao valor nominal. Então. desse início de benefício. Que é aquela idéia de que todas essas reformas previdenciárias e reformas sucessivas conduzem a que a previdência privada se restrinja a um mínimo. acerca da constitucionalidade do critério legal. porém. Como foi dito. Depois das reedições dessa medida provisória. Destaca-se.846/SC. ou seja. acarreta excessiva discricionariedade. Ou seja. no sentido de se assegurar um mínimo existencial por conta de uma série de fatores de crise financeira. que decorre da súmula 260 do extinto TRF.). Porém. A rigor. é uma coisa. E durante algum tempo. é critério de manutenção de valor nominal e não real. o calculo da renda mensal inicial. Os leigos. onde esta já inaugura um outro critério. fraudes. veio a lei 8700 estabelecendo o fator de atualização salarial. as medidas provisórias trouxeram um percentual específico de reajuste. ou seja . especificamente sobre o IGPDI). não podendo o juiz se substituir ao legislador para estabelecer o índice que melhor reflita a inflação real”. em que houve previsão legal expressa da manutenção do valor do benefício em número de salários mínimos. indicativa da manutenção do status de segurado. nenhum outro benefício está atrelado a equivalência em número de salários mínimos. isso só ocorreu num determinado período específico. sem fazer alusão a qual índice. Ora. o IGPDI tinha previsão legal. o último índice com previsão legal foi o do IGPDI. ou seja. quando exigida por lei. a medida provisória 1415. Chegou-se a conclusão de que a tendência é cada vez maior de se restringir esses benefícios. Ou seja.§4º da CR. simplesmente adotou o que havia sido dito: “critério real é o índice oficial. Portanto. Ainda assim. que era o IGPDI. toda vez que o salário mínimo muda. Cabe destacar que a emenda 20 deu nova feição a esses riscos sociais.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Andréa Cunha Esmeraldo Tema 04 by Daniel A contribuição não é fator do direito à prestação. há um diferencial que é a ausência de previsão legal. Assim. E a partir daí. reflete um status. Ora. Tivemos percentuais escolhidos através de medidas provisórias. Isso acabou sendo regulamentado por simples decreto. é a chamada equivalência do valor inicial do benefício. E mais recentemente ainda. §2 o). que atualmente o critério de reajuste não está mais atrelado a nenhum índice oficial. Ou seja. da RMI. apesar de alguns julgados do STJ finalizando favoravelmente. chamado de FAZ. esse art. No final das contas.201 da CF fazendo alusão ao princípio da preservação do valor real do benefício. Isso. o piso mínimo dos benefícios previdenciários também mudam. o art. já desvinculado do reajuste do salário (a não ser quanto ao piso. a lei 8542 estabeleceu o IRSM. art. Depois do INPC. o que. Assim. E não atente a redação literal do art 201. cuja média gerará o salário de benefício. que confere a condição de segurado. para finalmente termos a renda mensal inicial (RMI). que era. medida provisória é até aceitável que se atenda. Mas como não há. Apenas. que acabou por ser revogado justamente após essa decisão do Supremo. até o advento da lei 8213/91. que a evolução dos sistemas previdenciários progride no sentido da gradual abolição das prestações individuais do segurado. até mesmo através de decreto. definido por lei. Depois. Esses índices que mencionei foram convalidados pela jurisprudência. temos critérios de reajustamento desses benefícios. a partir de maio de 1998. CP V – C 2005 . Tudo isso. Mas com exceção do piso (que é o valor mínimo do benefício vinculado ao salário mínimo. se perguntam: por que na época em que eu me aposentei meu benefício valia “tantos” salários mínimos e hoje não vale mais? – como se existisse uma previsão legal para invocar essa equivalência. portanto. Só que aqui. É muito comum. mas decreto?! A interpretação que o Supremo acabou por sedimentar (REXT 376. Houve um Enunciado da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais. ao número de salários mínimos á época da concessão. nem mesmo através de medida provisória é dado esse tratamento. passou a ser estabelecido um percentual pontual. só para corroborar o que já vínhamos mencionando. Foi o único período em toda evolução da legislação beneficiária . Em conseqüência. em termos de prestação individual. de um modo geral. sobre a qual incide um determinado coeficiente de cálculo. 201. após sucessivas reedições com outros números. a nosso ver. sobretudo no que diz respeito a restrição do salário família e auxílio reclusão. É um critério nitidamente de calculo dos benefícios em manutenção. é para efeito de concessão de benefício. ainda hoje. ideológica. se fez uma certa confusão em termos de reajustamento de benefícios. uma vez fixada essa renda mensal inicial. Então. a equivalência em número de salário mínimo só se aplica: do artigo 58 até o advento da lei 8213/91. tivemos o IPCR. 58 do ADCT. 58 tem eficácia limitada no tempo. termos ações em que o beneficiário vem pleitear que. que estabeleceu o INPC. Mesmo o art. Mas essa é a jurisprudência que prevaleceu. que era a indexação ao INPC. então. que a manutenção da renda mensal do benefício (RMB). estabelecido na própria CF. Uma vez concedido. quando finalmente foi convertido na lei 9711. na verdade. Uma outra sigla muito utilizada é o DIB (data do início do benefício). A periodicidade do reajuste de benefício previdenciário foi mantida. vimos que segue mais ou menos essa mecânica de se considerar um universo X . me parece que seria o caso de se invocar o último índice previsto em lei . que foi com o advento da CF de 88 por força do art. pois seria invasão da competência legislativa. a preservação do valor real do benefício. não foi o entendimento consolidado. foi omitido o IGPDI. o URV. de salário de contribuição a serem levados em consideração. Tanto mais. temos que a relação Cidadão-Entidade previdenciária. não se pode questionar se o índice legal atende ao valor real do benefício . 58 só se aplicava aos benefícios então concedidos. ou seja. é aquilo que nominalmente o legislador estabelecer. Após isso.

salvo discordância da parte quanto ao lado concluído. É bem verdade que a diferença da incapacidade que enseja o auxilio doença e a aposentadoria por invalidez é que . pelo avanço da medicina. Acontecia que o reajuste do benefício previdenciário se dava por uma mecânica prevista em decreto. quando a súmula 260 fala em “valor integral do reajuste” é o mesmo valor. sem previsão legal propriamente dita. Parcial porque não atinge necessariamente todas as atividades laborativas possíveis. onde equiparava tudo. no caso de aposentadoria por invalidez. pois o próprio TRF da 2a região chegou a editar uma súmula 17. não importando em que faixa salarial estivesse incluído o benefício.101 da lei 8. significa o caso do prognóstico negativo de cura ou reabilitação para outra atividade. que é o mesmo critério do art. mesmo que não tenha havido previsão legal. estamos falando da incapacidade real. pode acontecer que a pessoa possa se reabilitar. só para alerta. já havia uma defasagem na própria inclusão das faixas salariais e um fator diferenciado de reajuste. Daí. Uma leitura rápida desse dispositivo. mas é necessário que volte. que acabou ultrapassada por reiteradas decisões do supremo criticando a interpretação da 2a região. aqueles benefícios concedidos mais próximos da periodicidade do reajustamento. Eles subsistem enquanto permanecer a situação de incapacidade laborativa. Pois estabelece o salário mínimo então atualizado. que gerou o enunciado 260 do TFR. nem mesmo incapacidade por tempo de serviço. ou melhor. Além disso. Esse enunciado 17 interpretava que. E tempos depois. vale dizer: comprovada. justamente para verificar se persiste ou não essa situação. ou como fator determinante . É essa a situação que enseja o benéfico. Portanto. em razão do período do benefício. porque permite a recuperação para o trabalho. você vai ter que considerar o valor do salário mínimo atualizado. e sim aquela atividade que o segurado desempenhava regularmente. pois o INSS vai acompanhar. Desse modo. aposentadoria por invalidez e Auxílio acidente. principalmente a ensejar a revisão periódica. No momento em que o laudo é realizado. 58 do ADCT. Sobretudo a partir do segurado que possui uma certa idade. essa incapacidade total e permanente que dá ensejo a aposentadoria por invalidez. estamos falando de falta de aptidão para o trabalho. esse mesmo critério administrativo previa um enquadramento na classe sem considerar o valor do salário mínimo atualizado. Dificilmente um tratamento vai permitir a recuperação da capacidade laborativa nessa situação. no caso do auxílio doença a incapacidade é parcial e temporária. devem se submeter a exames periódicos por parte do INSS. ou melhor. como requisito a sua concessão: a incapacidade. justamente definindo que os benefícios de prestações continuadas no Regime Geral da Previdência não serão reajustados com base no IGPDI a partir de 1997 em diante. CP V – C 2005 . Ou seja. Então. Assim. Se se está falando de incapacidade. estamos diante de um prognóstico de recuperação. ou seja. por força da súmula 260 o benefício deveria guardar manutenção em número de salários mínimos. atualmente tem-se o Enunciado nº 8 da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais. Essas espécies de benefícios (especificamente auxílio doença e aposentadoria por invalidez) têm natureza precária. faz-se alusão à súmula 260. Por isso que dizemos que é de natureza precária. mais espaçada. Pois senão. habitualmente antes de eclodir a incapacidade. para toda e qualquer atividade e não apenas aquela que habitualmente o segurado exercia antes de eclodir a incapacidade. portanto. não é caso de incapacidade por idade. E havia um percentual diferenciado dependendo da classe dessas faixas salariais em que esse benefício era enquadrado. nós teríamos uma situação em que . Estou fazendo menção a essa súmula 260. E nesse caso. consideramos esse caráter precário. essa é uma forma de interpretação equivocada e o TRF da 2a região acabou abandonando esse entendimento.213. em que o benefício era enquadrado em determinadas faixas salariais. a natureza precária da concessão. Isso está previsto no art. atendeu concretamente ao critério da preservação do valor real. já que o benefício só é devido enquanto persistir a incapacidade. Ora.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Então. teriam um plus em comparação àqueles benefícios mais antigos. Ou ainda que se considere a faixa salarial. Temporária. a conclusão do perito é de que a incapacidade é total e permanente porque não é passível de recuperação. Tem que voltar menos vezes. O benefício de aposentadoria por invalidez pressupõe a incapacidade total. Mas a rigor. Esses benefícios têm como fundamento. Espécies de Prestações Pecuniárias Importantes são três espécies de benefícios previdenciários: Auxílio doença. poderia nos levar a seguinte conclusão: que a súmula 260 está falando que o benefício está atrelado ao número de salários mínimos. Mas ainda assim. Nessa situação. descobre-se a cura para aquela determinada doença. Há um dispositivo no regulamento que prevê essa periodicidade. Essa comprovação se faz por perícia médica realizada no âmbito do próprio INSS. os segurados titulares de auxílio doença ou aposentadoria por invalidez. Pois o Supremo acabou por consolidar essa interpretação de que. como risco social. Mas essa é uma interpretação equivocada pois não se levam em consideração as razões históricas do contexto da própria legislação então em vigor. Retomando essa questão da equivalência ao número de salários mínimos. o percentual que foi adotado a cada caso.

Também será resguardado. se for restabelecimento de um benefício de auxílio doença que foi cessado por recuperação da capacidade. A doença ou a incapacidade não pode ser pré-existente a filiação (art. hoje contribuinte individual) que vinha desenvolvendo uma atividade laborativa. Nunca mais ele vai poder ser motorista de ônibus. Pois pode ser que a pessoa possuísse a doença em potencial. Nós não se considera propriamente a doença. quando a incapacidade se dá para uma atividade específica. ainda que a incapacidade para essa atividade seja permanente. §2o e 59. mas em um período assintomático. O que se resguarda nesse exemplo dado e em vários outros. o empregador não terá que cumprir novamente os 15 primeiros dias. Terá que ser readaptado a uma outra atividade que não aquela regularmente exercida até então.62 da lei 8. Uma pessoa esquizofrênica que tem antecedentes familiares. O segurado obrigatório que perde a qualidade de segurado pode vir a se inscrever como segurado facultativo. Vide também Decreto nº 30. como foi mencionado. Dispositivo interessante é o art. previsto no art. teremos duas situações: uma no caso da chamado alta médica indevida. Como foi mencionado. ele já não tinha a menor condição de se recuperar. não sendo passível de recuperação. não depende do segurado estar em atividade. que até um determinado momento não lhe gerava incapacidade. Esta pode até ser preexistente. a aposentadoria por invalidez decorre da incapacidade total (ou seja. Inscreve-se.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Há uma questão que se coloca. E se ele volta a piorar no prazo de 60 dias decorrente da mesma moléstia anteriormente verificada. não solicitou o auxílio doença. Pois a pessoa pode ter uma predisposição genética. Mas não o benefício por incapacidade. Desenvolvia sua atividade de autônomo e em dado momento ele parou de recolher.48/99. Fora isso. Ou seja.213). Tem relação com a situação da perda da qualidade de segurado. cabendo até a concessão de ofício desse auxílio doença. se ele consegue comprovar por perícia que. Tanto no caso de aposentadoria por invalidez. teremos que analisar se a incapacidade também era preexistente. 15 da lei 8213. como no caos de auxílio doença. poderá até fazer uso de um outro benefício. que é quando o INSS cessou o benefício quando não poderia ter cessado. A partir do 16o dia . Ele pode exercer outras atividades que não exija esforço físico. E essa situação está resguardada. pois vai esbarrar no problema da preexistência desta. Pode acontecer de o segurado ter um melhora. mesmo quando o laudo não consiga precisar. exerce atividade laborativa e anos depois vai acontecer um evento na vida dela que faz eclodir um surto que a incapacita. já passa ao dever do INSS. não é a doença em si.76 do Decreto nº 30. uma doença congênita. Essa é uma situação em que o INSS será obrigado a encaminhar o segurado para exame e para serviço de reabilitação habitacional. Exemplo: o sujeito (antigo autônomo. Se momento da filiação a pessoa já era portadora de HIV. nem de ser readaptar em nenhuma outra atividade. quando ainda estava no período de graça. Estando ele apto para outras atividades. A rigor. Mas ele parou de recolher justamente porque não estava conseguindo mais desempenhar a atividade laborativa. Vide também art. A rigor.26. o restabelecimento deve ser desde a cessação do benefício. do art. é o agravamento da doença. E um outro requisito que deve ser levado em conta é a boa fé. não enseja aposentadoria por invalidez. II da lei 8. mas para àquela atividade é permanente. Quando alguém o alertou. Então. Os 15 primeiros dias de afastamento da atividade por incapacidade ficam a cargo do empregador. Essa é uma hipótese de incapacidade parcial porque não atinge a totalidade das atividades laborativas possíveis. não deixa de ser uma incapacidade parcial. a rigor. se a doença era preexistente. Exemplo: imagine um motorista de ônibus que sofreu uma lesão na coluna.42. Ele é que é obrigado a efetuar o pagamento do salário (art. a incapacidade é parcial. Art.151.11. estará resguardado e não incorre na perda da qualidade de segurado. Resolve procurar o INSS. aquela que habitualmente o segurado exercia antes. vai esbarrar nessa situação da preexistência da incapacidade. E por falta de informação. havendo uma recaída posteriormente. ou desconhecimento. Assim. vincula-se a previdência social. §3o. §U da lei 8. Mas mesmo a inscrição como segurado facultativo. mas que só gerou a incapacidade após a filiação. Estando em atividade como empregado. a arcar como o pagamento do auxílio doença. Mas essa situação do auxílio doença.48/99. pode também acontecer dessa incapacidade ser permanente para aquela atividade. O chamado período de graça. §3o da lei 8. ou seja . Quando o laudo do perito não consegue precisar o início da incapacidade laborativa. No caso do auxílio doença. Vide art. estando até então com sua capacidade laborativa preservada.213. Mas por ser justamente a atividade habitual. Então.213). Se a pessoa se inscreve como segurado facultativo. comprovada realmente a incapacidade.213/91 – tratam das doenças que dispensam a carência.60. CP V – C 2005 . não podendo fazer nenhum tipo de movimento mais brusco. Então. Essa é uma situação resguardada. não haveria observância dos 15 primeiros dias a cargo do empregador. foi quando eclodiu a incapacidade . para toda e qualquer atividade) e permanente. no caso de benefício por incapacidade. já incapacitada para o trabalho. Esse elenco é exaustivo. essa inscrição seria inválida. dentro desse prazo. Essa é uma circunstância que afasta a aposentadoria por invalidez. que é o requisito negativo. O que deve ser afastado é a má fé. Pode acontecer dessa redução da capacidade se constatar apenas com relação àquela atividade que habitualmente o segurado desenvolveu. o legislador exige o afastamento da atividade. não perde a qualidade de segurado quem está (ou deveria estar) em gozo do benefício.

Esse é um benefício que não substitui a renda. sem prejuízo do serviço de reabilitação profissional. se o INSS não faz essa prova. em havendo recuperação da capacidade laborativa (no caso de aposentadoria por invalidez). o grau de instrução. A parte recorreu insistindo que aquele auxílio doença fosse convertido em aposentadoria por invalidez. A sentença foi no sentido de restabelecer o auxílio doença. Assim. Aposentadoria por invalidez: segue mais ou menos essa sistemática do auxílio doença. cabe a ele provar que cessou regularmente. Essa situação foi estendida e o auxílio acidente hoje é devido para qualquer acidente. o art. Para a professora. diante todas essas limitações. do trabalho ou não. Além disso. ela fosse passível de recuperação. Vide art. ou seja. Assim. (art. o auxilio acidente. desde já é possível aferir que essa capacidade é total e permanente. Mas temos que avançar um pouco mais para considerar circunstancias subjetivas. Data do início do benefício e data da cessação: data do início seria o auxilio doença. Pois o beneficio do auxílio doença e a aposentadoria concedidos judicialmente só poderiam ser revistos também judicialmente. Reforçando o que foi mencionado sobre a natureza precária do benefício mesmo no caso de aposentadoria por invalidez. no caso do valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar de assistência permanente de outra pessoa. já que antes não é preciso precisar. resultar seqüelas. qualquer causa relacionada ou não ao trabalho. E se surgir a cura daquela doença vindo a pessoa a se reabilitar? O INSS teria que mover uma ação judicial para cessar ao benefício? R. A jurisprudência tem se manifestado no sentido de que deve ser considerado a data do laudo. a chamada DIB (data do início do Benefício) tem que ser a do laudo pericial. CP V – C 2005 . Quando já se tem um benefício em curso e o INSS cessa. O art.213 e. O auxílio doença pode ser concedido mesmo para quem está afastado da atividade. Art. mas tem como precisar que essa pessoa está incapaz agora. deverá propor um ação revisional. Na aposentadoria por invalidez é a mesma coisa.46: o retorno à atividade é incompatível com a concessão do benefício. Um detalhe importante e que as pessoas se confundem é a afirmação de que a aposentadoria por invalidez deveria ser sempre precedida pelo auxílio doença. Existe um posicionamento defendendo que o INSS. Então. a parte vem em juízo e o perito não consegue precisar. prevê um percentual de 25% . não se pode estabelecer retroativo à data do requerimento administrativo por exemplo. é devido ao segurado. Quando agente fala nessa possibilidade de se readaptar a outras atividades. por exemplo não faz jus ao auxílio acidente. Muitas vezes temos um laudo em que o perito diz que a segurada é suscetível de recuperação. que a redação originária desse artigo fazia alusão ao auxílio acidente concedido quando. temos que levar em consideração o aspecto objetivo e ao próprio resultado do laudo médico.18.42 da lei 8. §1o.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Mas se tem a situação em que o benefício foi indeferido administrativamente e o perito do juízo diz que não tem como precisar o momento da incapacidade.47 prevê uma hipótese de cessação gradativa do benefício. Assim. Por isso. no caso concreto. ou seja. sempre que de um acidente. vale destacar. mas sim um complemento para quando a pessoa necessite de acompanhamento. A própria medicação apontada pelo perito do juízo gerava um efeito sedatório. é impossível uma recolocação no mercado de trabalho. o restabelecimento deve se dar desde a data da cessação. vale mencionar que não são todos os segurados (havendo uma mitigação do princípio da Universalidade das prestações) que podem se beneficiar desse auxílio acidente.45 da lei 8. O próprio perito narrava que ela já tinha sido atropelada 2 vezes e que determinadas horas ela saia na rua sem roupa. etc. Mas não basta a conclusão fria e seca do perito afirmando que a doença tem tratamento e que portanto é recuperável. mas quando a incapacidade tenha ocorrido ainda no período de graça. Mas quando você não tem esse elemento anterior. Alegou que a limitação da autora era severa porque a pessoa era portadora de Esquizofrenia com quadro alucinógeno. ainda que do ponto de vista estritamente médico. Sendo que. temos que considerar a idade. embora dependesse de tratamento. mesmo que o perito não consiga estabelecer o início da eclosão. O empregador doméstico. implique em seqüela que acarrete redução da capacidade laborativa para o trabalho habitualmente exercido. A professora narra uma situação em que o perito afirmava que a segurada era suscetível de recuperação. E aí. com a diferença de que a incapacidade seja considerada total e permanente. diferentemente da aposentadoria por invalidez. conclui-se que. Pode o INSS rever administrativamente quando daquele comparecimento periódico para a avaliação da incapacidade? R. Isso não é verdade. os efeito. após a consolidação de lesões decorrentes de acidente do trabalho.86 da 8. objetivo. deve ser precedido do auxílio doença. vamos supor: um benefício que foi indeferido administrativamente . nesse caso. Porque o auxílio acidente só é devido quando constatadas a consolidação das lesões decorrentes de acidente. essa interpretação não parece razoável. Auxílio Acidente: está disciplinado no art. para a professora não perece ser a melhor posição. embora dependesse de tratamento.213) .213/91. que é o caso em esses benefícios são concedidos judicialmente. não faz sentido conceder previamente o auxílio doença para só depois converter em aposentadoria por invalidez. Há uma discussão processual que nos interessa. se no momento em que é constatado a incapacidade. Ele vai recebendo esses percentuais diferenciados até sua efetiva recolocação.

mas não era levando em conta na base de cálculo da aposentadoria a ser concedida.124 traz as hipóteses em que não é possível acumulação dos benefícios previdenciários. nos teríamos um bi in idem (a mesma situação fática dando ensejo a esses dois benefícios. Com a mudança introduzida com a lei 9. Assim.124.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Então . O auxílio acidente suprimiu totalmente o antigo auxílio suplementar. no salário de contribuição e no salário de benefício. mesmo a concessão da aposentadoria não seria motivo de cessação do benefício. um período já do afastamento da própria atividade. ou seja. a rigor. na prática. vitalícia. O art. a rigor. Antes o auxílio acidente era recebido como prestação mensal. Mas ficam resguardadas as situações de direito adquirido. esse é um caso que deveria ser precedido do auxílio doença. Por isso o benefício deixou de ser vitalício. No inciso V desse artigo. CP V – C 2005 . teremos a impossibilidade da acumulação de mais de um auxílio acidente. foi incluído o auxílio acidente no calculo do salário de benefício da aposentadoria. Não é mais cumulável. É a redação original desse parágrafo primeiro.583.86 da 8213 (§1º). Ocorre que por força da lei 9. Este era devido especificamente no caso de acidente do trabalho e daquele segurado que estivesse incapacitado para atividade que habitualmente exercia. O auxilio suplementar ficou absorvido pelo auxílio acidente. Anteriormente o auxilio acidente era considerado vitalício. A lei 8. em que passou a ser computado na base de calculo. Pois ao termino do auxílio doença podese concluir que houve seqüela que se enquadra aí na característica do art. se houver essa cumulação. Embora não haja previsão expressa nesse art.582. Não foi revogado expressamente. como suplemento de renda. mas foi tacitamente. essa consolidação das lesões acaba se revelando. que seria incompatível com toda a sistemática do regime de previdência).213 regulamentou toda aquela situação em que era abrangida pelo auxílio suplementar. Portanto.

Aula de ontem.00 por mês. remissão ao art. no mínimo de 15 anos. da EC/20 e aposentadoria especial. É compulsória tanto em relação ao empregador como a instituição.00. 9º. dentre outros fatores. No regime geral não é expulsória como do regime próprio. Auxílio Acidente é de 100%. então receberá 70% + 20X 1% = 90% do valor da contribuição.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ André Oliveira da Silva Tema 05 Rio de Janeiro. esse requisito devendo ser no período imediatamente anterior. Também serão considerados 80% dos maiores salários.000. o mesmo para aposentadoria por invalidez. sem estar contribuindo.3º definiu que não precisa sustentar a qualidade de segurado. by Isabella Espécies de prestações II: Aposentadoria por idade. O direito não socorre a quem dorme. no regime geral. mas para empregado e doméstico. não há período de carência. isso de julho de 1994 até hoje. se requerida até 90 dias. mas é necessário ter cumprido o período de carência de 180 meses de contribuição. somente será prestado o benefício da data do requerimento deste.213/91 tem uma tabela. vide tabela do art.000. Exemplo da tia que com 70 anos somente trabalhou 15 anos a mais de 30 anos parada. os destinatários serão todos os segurados. para o trabalhador urbano. todos deverão contribuir sobre a produção. Aposentadoria por tempo de contribuição integral o percentual é de 100%. CP V – C 2005 . Segurado antigo terá uma tabela no art.3º da Lei 10. Isso quer dizer que eles por terem vínculo empregatício. 48 da Lei 8. tinha 65 anos de idade se aposentou. Então até 90 dias tem ligamento e se requerer até esses noventa dias terão o direito desde a data do desligamento. O Salário Benefício dele era de R$ 900. não pede desligamento.25.213/91. O auxílio doença é de 91%. Mas na data do requerimento do benefício terá que completar a carência. deverá ter no mínimo 15 anos de contribuição. Mas também tem como requisito no art. No art. salário de benefício. aposentadoria do art. por isso em cada 10 anos poderá 2 anos ganhar menos que não será considerado. Então se um aposentado contribuiu por 20 anos.3º. §1º. 142 da lei 8. Mas para o trabalhador rural será de 55 anos de idade para a mulher e 60 anos de idade para o homem. aposentadoria por tempo de contribuição. Então se a pessoa trabalhou dos 30 anos aos 55 anos. Será DER (data da entrada do requerimento) para os demais segurados. 60 anos de idade para mulher e 65 anos de idade para o homem. devido ao sol e ao desgaste físico.213/91. se o segurado completar 65 anos mais não se desligar da empresa e continuar trabalhando. será devido o benefício da data que requereu. Segurada especial (rural) precisa comprovar tempo de serviço de atividade rural. O art. porém se requerida após esse prazo. Aposentadoria por Idade: o homem demora 35 anos de contribuição para se aposentar e a mulher 30 anos. Aposentadoria por idade se calcula da seguinte forma: parte de 70% fixo. Art. sem contribuir o homem até os 65 anos. §2º da lei 8.3º.666/03 estabelece que se perder a condição de segurado não será considerada para fins de aposentadoria por idade. Aposentadoria compulsória: 70 anos de idade homem e 75 anos de idade mulher. Então. somente receberá por idade se contribui no mínimo por esse período. tanto ao trabalhador rural do empregado como o de regime de economia familiar. A carência de aposentadoria por idade é de 180 meses de contribuição. 142 da lei 8. O mesmo ocorre com a pensão por morte que se for requerida até 30 dias do falecimento será prestado o benefício desde a data do óbito a seus dependentes. o período mínimo para trabalhar como rural: Terá que ter de tempo de atividade rural a mesma da carência da aposentadoria por idade. isso porque o trabalho rural envelhece mais cedo. será prestado o benefício da data do requerimento. Como é que calcula o salário de benefício? R. mas a exceção é para os inscritos até 24 de julho de 1991.213/91 aposentadoria por idade. poderá ficar parado.00?R. esperando aposentar por idade. quando não houver desligamento.213/91. A carência será de 180 meses de contribuição. No regime próprio é de 70 anos para homem e mulheres. O percentual de aposentadoria especial será 100%. mas se requerem ao benefício após somente receberam da data do requerimento. O art. perdeu a qualidade de segurado. DIB (data do início do benefício): data do desligamento para o empregado e para o doméstico. Pela média salarial. Isaías contribuiu por 25 anos. é correto afirmar que a renda dele será de R$ 805. 11 de maio de 2005. mas vai ter direito a aposentadoria por idade por força desta lei 10. possuem ligamento.666/03 art. O valor do benefício. mais 1% por cada grupo de 12 meses de contribuição.00 = R$ 825.666/03. II da lei 8. Como ele receberá 95% de R$ 900. A lei 10. Então se ganha R$ 1. média é R$ 1. Isso ocorre quando ele continua trabalhando. dará 70% mais 1% por cada 12 meses de contribuição.00 pagará a título de contribuição 9% desse valor. 25 da mesma lei. 142 da lei 8.213/91. Salário benefício é média salarial. no art. Salário de contribuição é a base de calculo da contribuição. Salário maternidade para segurada especial é preciso de 10 meses de exercício de atividade.00 então está errado. somente para segurada especial. Requisitos específicos para cada benefício: a aposentadoria por idade tem o requisito específico da aposentadoria por idade é a idade avançada.

apenas no caso de aposentadoria por idade. então para ele o ideal é sair na regra geral e não na regra de transição proporcional. 55. o laudo que a empresa emite será baseado nesse laudo.213/91.9º da EC 20. Também poderá ter período de carência menor. terá direito a redução de 5 anos de contribuição. A relação desses prejuízos a saúde está no anexo 4 do regulamento Decreto 3. somente ao professor que exerça efetivamente atividade de magistério. A empresa vai fornecer um documento e vai contribuir mais. durante 15 anos. art. II da lei 8. 142 da lei 8.032/95 previa que só precisava comprovar a categoria que fazia parte. vai faltar 5 anos para 30 anos. mas. com o proporcional de 70 %. 1º da lei 10.57 e 58 da lei 8. até mesmo que tenha usado equipamentos protetores. mas tomem cuidado que a lei 10. 6º da lei 8. o trabalhador avulso e o cooperado de produção. terá que cumprir mais 14 anos de contribuição.tema 5. vai ser o exercício de trabalho sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. O art.213/91. A regra de carência é a mesma da aposentadoria por idade e a DIB é a mesma.048. o pedágio será 2 anos. Todos os segurados. Aposentadoria por tempo de contribuição: não se usa mais o termo aposentadoria por tempo de serviço desde dezembro de 1998. par. Para o homem se em dez/98 tinha exercido 20 anos de contribuição o tempo necessário em dez/98 era de 30 anos de contribuição.213/91: destinatário é o empregado. CP V – C 2005 . que somente se estive dentro das atividades consideradas nocivas pelo RGP. Como o art. 55 da lei 8. para fins de tempo de contribuição para aposentadoria.666/03 é de dezembro de 2003. Deverá ser emitido um laudo de médico do trabalho ou de engenheiro de segurança do trabalho. basta ter cumprido o tempo de carência de contribuição (15 anos). ainda que não tenha contribuído como é o caso do trabalhador rural que não contribuía até 1991. então calcula-se que o tempo faltante sendo de 10 anos. de acordo com a 1ª questão do caso concreto . terá que ter 32 anos de contribuição.666/03. com o advento da lei que beneficiou aqueles que cumprido a carência perderam a qualidade de segurado antes de completar a idade mínima para se aposentar por idade. Exceção. esse laudo é que efetivamente vai demonstrar. está no art. O INSS não concede quando usa equipamento de trabalho. mas também pede idade mínima de 53 anos para homem. tem direito a aposentadoria por tempo de contribuição. então se ficar na regra geral com 35 anos de contribuição fará jus a 100% do valor da contribuição. no art. 9º da EC 20 de 1998 estabelece a regra de transição para aposentadoria proporcional. Aposentadoria Especial: art. se estiver dentro das atividades insalubres previstas na lei. então se no caso tivesse contribuído por 33 anos. 57 da lei 8. receberá 75% de proporcional. com 34 anos de contribuição passará a fazer jus ao benefício proporcional por tempo de contribuição.213/91. mas se for proporcional somente receberá 70% para o resta de sua vida. Vou dar outro exemplo: digamos que essa pessoa tivesse em dez/98 trabalhado por 25 anos de contribuição. para obter o benefício. em vez dos 32 anos exigidos. o pedágio não vale para nada. porém ainda para os inscritos até dezembro de 1998.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Não tem problema nenhum perder a condição de segurado. o requisito específico é de 30 anos de contribuição para o homem e de 35 anos para o homem. menos o segurado especial. 57. o tempo faltante é de 10 anos de contribuição. IX do Regulamento RPS Decreto 3. somente receberá 5% de acréscimo por período de 12 meses (1 ano) de contribuição. será sempre por tempo de contribuição. (10 + 4 anos = 14 anos). porque faltava muito tempo. O requisito específico está no art. Até 1995 a lei 9. quando por auxílio doença ou aposentadoria por invalidez. receberá na proporção de 70 %. Já o professor que exerça atividade de magistério em ensino fundamental e médio. portanto. que é o trabalhador rural que não precisa comprovar carência apenas tempo de exercício de atividade.213/91. pela atividade nociva do segurado.213/91 disciplina como comprovar o tempo de serviço.048. O trabalhador rural poderá ter por tempo de contribuição carência de 30 anos de contribuição se mulher e de 35 anos de contribuição se homem. as decisões judiciais vem concedendo aposentadoria especial com base em laudo. 60. o empregado doméstico não tem direito. somente haverá esse direito ao benefício da aposentadoria por idade com a perda da qualidade de segurado após esta lei. para aposentadoria por idade. O art. depois de 1995 é preciso comprovar a condição de trabalho em qualidade especial. em 2001 teria completado 65 anos de idade mas só passou a ter direito ao benefício em dezembro de 2003. for força da regra de transição do art. de acordo com a tabela do art. Nos incisos há regras para fins de tempo de contribuição o período que vai ser considerado. que não será considerado como tempo salvo se o benefício tiver decorrido de acidente do trabalho. Não existe mais aposentadoria proporcional. essa qualidade de aposentadoria especial. e a professora com 25 anos de contribuição. faltará 5+2=7 anos de contribuição. Aqueles que haviam perdido a qualidade de segurado. portanto o diretor que seja professor não terá a redução de 5 anos. Assim. Isso ocorre quando falta tempo para completar a idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição que será de 48 anos para mulher e de 53 anos para o homem. um pedágio sobre o tempo faltante de 40% = 4 anos. do salário de benefício. 20 anos ou 25 anos. não terá a diminuição de 5 anos nesse caso. precisando ter laudo especial. o professor homem aposenta com 30 anos de tempo de contribuição.

Quando convolou a medida provisória 1. Por conta disso o INSS entendeu que não. no presente exemplo a mulher para converter seu tempo deveria multiplicar os 10 anos pelo fator 1. mas sim na comum. Salário-maternidade: o art.711 parecia que havia uma contradição. Quando veio a lei 9711 a redação foi mantida e não houve a revogação do artigo. Ou seja. Sobre o uso de equipamento: o uso de equipamento de segurança e proteção não é excludente de insalubridade em razão de não anular os agentes nocivos do ambiente. 57.33. durante certo período e assim por diante. antes bastava que o empregado fosse de uma categoria específica para que fosse concedida a aposentadoria. Outra questão que nós não tratamos e que vamos tratar agora é a seguinte: se o uso de equipamento obrigatório afasta o benefício? R. se a mulher trabalhou 14 anos na atividade de risco e parou de trabalhar. segundo o tribunal o art 14 é constitucional. Todavia. por 14 anos. Dessa forma multiplicando-se 14 x 2.663 em lei esqueceram de revogar o §5°. O que consiste a conversão do tempo especial em comum? R. (circular o art 70 do decreto). A única atividade que sempre se pedia laudo. XVIII. Quais são os dois benefícios que não são calculados sobre o salário de benefício? R: salário família e salário maternidade. A mesma coisa poderia ocorrer com quem trabalhasse por 10 anos numa atividade de risco e que ir para uma de 30 anos. da CRFB estabelece uma garantia a gestante. A trabalhadora. No bojo da Lei 9. Assim.213. Haverá outro fator de conversão que está no art.57. acarretando a não revogação do art. 30 anos. E também que o tempo especial pode ser convertido para outra atividade. O homem para converter seu tempo de 15 anos para 30 deve utilizar o fator de multiplicação 2. basta a apresentação do formulário SB 40. devendo-se interpretá-lo conforme a CRFB. chegamos a 28 anos. O que precisa ser entendido é que pode haver conversão do tempo especial para o comum. Acarretando a seguinte discussão: alguns entenderam que estava tacitamente revogado o artigo. porque não ocorreu a revogação expressa. pode haver conversão? R: ex: a mulher trabalhou 10 anos numa atividade de 15. Como se dará a comprovação a exposição aos agentes nocivos? R. Como se comprovaria que no ambiente de trabalho o ruído era alto ou não? Era necessário se comprovar se o ruído era alto ou não.72 da lei 8. na qual foi decidido que ainda era permitida a conversão do tempo especial em comum.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ André Oliveira da Silva Tema 06 Rafael Santoro Aposentadoria especial: quem tem direito são as pessoas que exercem determinadas atividades.33. porque o art 70 do Decreto havia regulado o tema. Foi proposta uma ação civil pública. O trabalho deve ser de 15. no art. Ora. seguindo essa regra só precisaria ficar 2 anos na atividade comum. O que não pode acontecer é o contrario de se converter o tempo comum para especial. que venha a ficar grávida. podendo o salário ser pago acima do limite do RGPS pelo INSS. lei 8213.048/99. Com tudo prevalece o art.000. O artigo traz a tabela de conversão. pois segundo ele foi uma decisão política. Conversão de tempo: com a medida provisória acabou com a conversão de tempo. cada ano da atividade de riso equivale ao dobro na atividade comum. Mas ela foi convolada em lei. chegando-se a 13 anos e 3 meses. mas o empregador bancaria a diferença entre o limite máximo e o valor efetivo da trabalhadora. Uma mulher trabalhou num subsolo de mina. por esquecimento. O uso do equipamento é paliativo. ela terá esse tempo convertido para a atividade normal.00. Para o tribunal o salário-maternidade está fora do art.70 do decreto traz uma tabela de conversão: de 15 para 30 anos a mulher tem o fator 2. sendo somente medida paliativa. §5°. Entendeu-se que a previdência iria bancar o salário-maternidade até o limite máximo. Salário-maternidade não é calculado dessa forma. Existe o quadro de atividades e cada uma delas tem um tempo específico. ou seja. O professor criticou esse posicionamento. era a reativa a ruídos. todos os benefícios previdenciários estão restritos ao limite máximo do RGPS. mas não juridicamente correta. Observe-se que ela se aposentaria com 15 anos. 14. se o empregado estava exposto ao agente nocivo e estivesse usando o equipamento. A obrigatoriedade de laudo só existiu a partir de 1995. 20 ou 25 anos. Para comprovação da insalubridade dos trabalhadores até 1995. entendeu-se que por não estar previsto expressamente na lei o artigo teria sua redação restituída. Ocorre que o STF teve um entendimento diverso.64 do Decreto 3. relacionadas no art. O art. pois se o entendimento anterior prevalecesse estar-se-ia promovendo a discriminação que a CRFB buscou combater. que foi a posição do INSS. mister se faz a apresentação de laudo técnico pericial. esses 10 anos serão considerados como mesmo 10 anos numa atividade de 20? Claro que não. Mas. Em outras palavras. O trabalhador que exercia atividade comum nunca se aposentará pela atividade especial. Digamos que uma empregada doméstica que receba um salário de R$ 5. E assim vai (vide o artigo). 14. A partir de 20 de abril de 1995. E de regime especial para especial. majoritariamente. Ela não se aposentaria na atividade especial. A empresa emite um formulário SB 40 informando que o empregado trabalhava em certa atividade.7°. Se ele estivesse numa atividade comum ela teria que trabalhar o dobro. se ela for para uma atividade de 20. Acontece que após a EC 20/98. 66. do art. qual será o salário-maternidade da empregada doméstica? CP V – C 2005 . O legislador constituinte derivado não excepcionou nenhum benefício. mesmo antes de 1995. com tempo especial convertido para comum. O uso de equipamento obrigatório não afasta o direito ao benefício.

Percentual do SB não é calculado com base no salário de benefício. Quem paga o benefício é o empregador. Poderá ganhar até 4 semanas em situações especiais. 2°. 248. pois é ela quem está com a guarda (obs: o prof° não esclareceu se também se inclui nessa hipótese a mãe não segurada). A DIB é a data da apresentação da documentação. No salário-maternidade a carência é mitigada.00. devendo-se comprovar o direito através da certidão de nascimento. Direito do empregado e trabalhador avulso. CP V – C 2005 . Se o segurado não comprovar os requisitos ele perde o benefício. Quem paga o benefício é o empregador. A carência só é exigida nas quatro aposentadorias e no auxílio-doença. previsto no art. Observe-se que a partir do 6° mês de gestação não se tem mais aborto e sim parto. Para as domésticas e a trabalhadora avulsa não há carência. a empregada doméstica atualmente não receberá mais do que esse valor. Quando o filho ultrapassa a idade limite o segurado perde o benefício. O salário-maternidade não é cumulativo com o auxílio-acidente. O benefício varia conforme o número de filhos que o segurado possui. há um óbice constitucional. Em maio de 2005 o valor aumentou para R$ 2. sendo ele não criminoso. O empregador deve guardar os comprovantes por até dez anos. A regra é a media dos últimos 12 meses. (fazer referencia no art. Aqui há a limitação do salário de contribuição.000. O benefício também pode ser concedido após o nascimento.668. Isso não está em lugar nenhum. o prazo é reduzido da metade. Contudo. Vindo ela a engravidar qual será o seu salário-maternidade? R. A mãe adotante também terá 120 dias de benefício. No caso de aborto. E nos demais benefícios não há carência. O salário maternidade é o único benefício que não incide contribuição. a gestante fará jus ao benefício por duas semanas. Se ambos os pais trabalham ambos serão beneficiários do salário-família. 72. O dia faltante é o dia do parto. Logo. Trata-se de apropriação indébita previdenciária prevista no art. é uma prática. o legislador não falou em remuneração integral. Se for maior de um ano e até 4 anos. fazendo jus a um acréscimo de 25%.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ A empregada e a trabalhadora avulsa recebem o salário-maternidade pela remuneração integral. será 1/12 dos últimos 12 meses. Isso está na instrução normativa. As situações excepcionais são: perigo de vida para a criança e para a gestante. Se o legislador quis que se tratasse de remuneração integral é porque que não quis limitar o salário-maternidade. logo ambos terão direito ao benefício. Todas as seguradas têm direito ao salário maternidade. Se estava recebendo o auxílio-acidente. Em situações excepcionais. A empregada doméstica está enquadrada no inciso I do art. 73. quando o segurado necessitar de auxílio de terceiros. Quando a segurada estiver recebendo um não poderá receber o outro. que depois se compensa perante o INSS. Se o pai tem direito. 65 a 70 da Lei 8213. que poderá ultrapassar o limite máximo. A carência é de 10 meses. Se passar de 4 anos e for até 8 anos o prazo é de 30 dias. 73 traz a forma de calcular o salário-maternidade das demais seguradas.00. São dois. Salário-família: arts. O art. O empregador é quem recolhe a contribuição enquanto a segurada estiver em gozo do benefício. Salário-maternidade da contribuinte individual e da segurada facultativa. Na lei veremos que os aposentado também terão direito.aposentadoria por invalidez.15. Qual é o requisito específico para o salário família? Ter o segurado de baixa renda filho ou equiparado menos de 14 anos ou inválido e comprovar vacinação anual obrigatória até os 6 anos e freqüência escolar semestral a partir dos 7 anos. ainda que nasça natimorto. 1°. A primeira vista poderíamos responder que seria R$ 50. São dois os segurados. que depois compensa o valor pago à gestante do valor que será repassado ao INSS. em regra. mas está separado e a guarda da criança está com a mãe o salário deverá ser pago para mãe. A empresa vai começar a pagar o auxílio. Esse benefício não tem carência. O período do salário-maternidade é de 120 dias. Podendo voltar a ser recebido se após o prazo de 120 dias ainda houver impossibilidade para o trabalho. O salário da trabalhadora avulsa será pago diretamente pela previdência. É crime o empregador debitar o valor de benefício que não pagou ao empregado. sendo 28 dias antes do parto e 91 dias após o parto. o salário-maternidade poderá ser estendido por mais duas semanas. que é o teto ministerial. salvo se o menor for inválido. Antes e depois do parto. o primeiro benefício será suspenso. com o advento do parto.salário-maternidade da empregada e da trabalhadora avulsa. O legislador quis que o valor ficasse limitado ao máximo do RGPS. 45 da lei 8213 garante esse aumento. Já foi perguntado na magistratura federal a seguinte questão: quais benefícios podem ter valor superior ao teto do RGPS? R. 168-A do CP. O art. Outro exemplo: uma empregada que recebe o salário de R$ 50. Observe-se ainda que segurada pagará a contribuição sobre o limite do RGPS e o empregador sobre o salário total.000. da lei 8213). se a criança tiver até um ano.

Art.97 do Decreto – só haverá direito ao benefício enquanto a gestante estiver empregada. Com a morte do segurado os beneficiários receberão os mesmo 85%. Tempos após o segundo dependente requer ao INSS a concessão do benefício. A falta de um possível dependente não vai protelar a concessão do benefício. só haverá direito quando houver a relação de emprego. Esse benefício independe de carência. Porém. O cônjuge do segurado não exclui o direito do companheiro do falecido. Havendo futura comprovação daquele período. Em determinada ocasião ele desaparece. Senão fosse aposentado o valor seria 100% do valor a ser recebido numa eventual aposentadoria por invalidez. Lei 8213 c/c 110 do Decreto. 105 do decreto. Observe-se que essa segunda hipótese não será idêntica a primeira. Exemplo: João é casado com Maria. pois se o segurado fosse aposentado o valor seria o mesmo da aposentadoria. Vide art. A previdência não pagará duas vezes. será da data do óbito se requerido o benefício até 30 dias após completar 16 anos. O prof° mencionou um caso ocorrido no posto de Salvador. Tal conduta está equivocada.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Caiu numa prova do MP do trabalho: que o INSS suspendeu o benefício por falta de comprovação do período escolar. Caso em que receberá o valor atrasado desde o óbito. inclusive quanto aos valores desde a data do óbito. Art. Se requerer depois de 30 dias só receberá a partir do requerimento. deve requerer o benefício no prazo de 30 dias. valor que o segurado teria direito no caso de aposentadoria por invalidez. A ausência do cônjuge ou do companheiro também não exclui o direito do dependente. daí a aluna perguntou se é necessário que a declaração de ausência seja expedida por juiz federal. A maldade aqui é que ninguém sabe disso. 112 do Decreto. Se nesse mesmo exemplo. o legislador presumindo que o beneficiário já pode a partir de 16 anos firmar recibo. pela redação do Decreto. Exemplo: Se a pensão por morte não for requerida na data do óbito. O decreto contraria a lei. a DIB será a data da entrada do requerimento. Esse artigo foi “revogado” pelo art. 97 é ilegal. sendo assim. Diz o decreto que a concessão independe do prazo de 6 meses. Ou seja. Se o segurado não fosse aposentado. Na data do somente um requer o benefício. perguntava-se se haveria direito ao recebimento do valor não pago? R. A pensão é benefício dos dependentes. Pensão por morte: o percentual do SB é calculado da seguinte forma: valor igual ao da aposentadoria se aposentado fosse falecido. no qual uma beneficiária já havia completado a idade de 16 anos e deixou de requerer o benefício no prazo de 30 dias por desconhecimento da regra. Observe-se que no exemplo acima. disse que tanto o salário-maternidade como o salário-família. o professor para ajudar a beneficiária apresentou um parecer dizendo que o óbito do segurado tinha ocorrido antes da alteração da lei pelo decreto. Se requerida até 30 dias da data do óbito. salvo a hipótese do menor até o prazo de 30 dias após completar 16 anos. O separado judicialmente e o de fato que receba alimentos têm direito ao benefício de pensão por morte. Para o professor esse art. como um outro dependente já havia recebido o benefício. Em determinados casos a previdência até desconta os valores devidos ao menor do outro beneficiário. o valor da pensão será de 100% do SB. O prof° respondeu que há uma CP V – C 2005 . Porém. podendo requerer a concessão do benefício até a data de 21 anos. A resposta é afirmativa. Qualquer habilitação posterior somente produzirá efeitos a partir do requerimento. Exemplo: digamos que o segurado que tenha dois dependentes venha a falecer. Vindo Maria a requerer a pensão por morte. Essa regra não está na lei. porque já pode ser segurada a partir dessa idade. e efetivamente já será deferida a pensão provisória. pode dependente menor requerê-la até 30 dias após completar 16 anos. Pensão provisória: no caso de morte presumida o beneficiário fará jus a essa pensão. João reaparecer após a morte de Maria. a beneficiária não estaria abrangida pela nova regra. Terá ele direito ao benefício. porque o segurado comprovou que não perdeu direito àquele período. Observe-se que pela Lei 8213 o segurado conserva todos os seus direitos no período de graça. porque o artigo do decreto é claro. O pagamento da pensão por morte se dá por rateio entre todos os beneficiários do segurado. 78 da lei 8213. Quem tem direito a pensão por morte? R: os dependentes. Ou no caso do menor. 76 em diante. Ele é segurado do RGPS.§ 1°. Porém. 76. ela vem disposta no art. Pelo decreto será a partir da decisão que declara a ausência. poderá ele concorrer com eventual companheiro dela. o menor não terá direito aos atrasados. porém terá que demonstrar a dependência econômica. Observe-se que a lei 8213 fala em autoridade competente e o Decreto fala em autoridade judiciária. Se requerer depois de 30 dias. Nesse caso específico. se esse segurado vier a falecer antes da concessão da aposentadoria os dependentes receberão 100%. Requisito específico para ser requerido o benefício é a morte do segurado. sendo que somente da data do requerimento. 105 do regulamento da previdência. quando o beneficiário complementar essa idade. no art. Exemplo: o segurado com 65 anos de idade e 15 anos de contribuição poderia se aposentar recebendo 85% do SB. O Decreto não pode contrariar a lei para restringir direito. está ausente o juiz pode declará-la no mês seguinte. Se proceder dessa forma receberá o benefício desde o óbito. O valor será igual a uma aposentadoria por invalidez. Art. A DIB é a data do óbito. ficando o outro inerte.

presumindo-se suas mortes. o professor disse que o INSS reconhece o direito independente do prazo judicial de 6 meses. reparação desse material e transporte do acidentado do trabalho. não será devida a restituição ao INSS da pensão paga aos dependentes. Serviço social é o atendimento que o segurado recebe nas agências do INSS. O dependente recebe o auxílio na condição de dependente. Reabilitação profissional é a prestação não pecuniária que visa reabilitar o segurado profissionalmente. Se for verificado o reaparecimento do segurado. Se o segurado estiver em gozo de aposentadoria ou auxílio-doença não assiste aos dependentes o direito de receber o auxílio-reclusão. Auxílio-reclusão: esse benefício é calculado da mesma forma que a pensão por morte. O dependente tem 30 dias para requerer o benefício a contar da reclusão. todos vieram a desaparecer. não disse nada sobre a declaração da justiça estadual. No caso de acidente. Sendo assim bastará a apresentação dessa declaração em processo administrativo para se resolver o problema. CP V – C 2005 . respeitada a mesma regra da prisão penal. Serviço por sua vez se divide em: serviço social e reabilitação profissional. Por que? Pelo seguinte: o segurado foge ou consegue um livramento condicional ocorrendo a perda do requisito específico.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ controvérsia sobre esse tema. O consulado expediu uma declaração de que os brasileiros estavam naquele dia na torre. Não há carência. para fins de comprovação perante o INSS. É necessário que de 3 em 3 meses se comprove o estado de recluso do segurado. Quanto à modificação do prazo. O requisito específico é a prisão do segurado de baixa renda. Com o atentado de 11 de setembro. e a orientação. justamente. Outrossim. Foi perguntado pelos alunos se a prisão civil também geraria direito ao benefício. 88 e 89. Essa regra está no art. sendo segurados obrigatórios do RGPS. O auxílio-reclusão na verdade ele independe do nome da prisão. Todavia. Toda vez que tiver reclusão os beneficiários terão direito ao benefício. Já benefícios quando é devido a segurado e não é devido a dependentes. Quem não pode receber outro benefício é o segurado preso. poderão receber o auxílio. Seu fundamento é evitar o “enriquecimento” do segurado e do beneficiário. Serviços: prestação é gênero. Não importa o regime de cumprimento da pena. é o atendimento prioritário. Exemplo: o fornecimento de prótese. salvo se comprovada má-fé. Nesse caso não será necessária nenhuma declaração judicial. da qual são espécies benefícios e serviços. Serviço social e reabilitação profissional. a exemplo da aposentadoria. ortese. e o outro benefício na condição de segurada. Os beneficiários são os dependentes do segurado de baixa renda. Exemplo: uma corretora de valores brasileira tinha filial no WTC. Disse que é possível se ter uma declaração de ausência da justiça federal. Art. É reabilitação profissional todo o serviço devidos a segurados e dependentes. mesmo que os beneficiários recebam algum benefício do INSS. o benefício é sempre devido. parece que ele respondeu que seria possível. desastre ou catástrofe será devida a pensão provisória independente de declaração judicial. 80 da lei. onde alguns brasileiros trabalhavam. prisão ou detenção. A resposta do professor foi confusa.

trazer. já poderíamos ter esse tempo para efeito de ser computado agora para obtenção de uma aposentadoria (aí se procura fazer um procedimento que se chama reconhecimento de filiação. as pessoas não voltam para o setor privado. é feita uma conversão e aqui hoje. que define contagem recíproca exatamente da forma que nós acabamos de mencionar. É o que nós chamamos de indenização. E finalmente: o tempo de serviço anterior ou posterior à obrigatoriedade de filiação à previdência social só será contado mediante indenização da contribuição correspondente ao período respectivo com acréscimo de juros moratório. uma pelo RGPS e a outra no setor público. não é qualquer tempo que pode ser transferido para o serviço público. muitos até. Há uma previsão legal na própria CF. desde que.5% a. foi exercida uma atividade que vincularia obrigatoriamente aquela pessoa ao regime) .e então. para que este possa ser computado. É impossível. essa compensação financeira sempre vai ser feita pelo órgão em que estiver o interessado vinculado. é preciso que essas pessoas tenham essa idade. durante um determinado período. é vedada essa conversão. esta nada mais é do que a possibilidade que se tem de computar. duas aposentadorias. reconhecido o tempo. As condições especiais (há pouco. de 0. obviamente. que é aquela concedida a quem trabalha em condições insalubres. aquelas férias não gozadas no serviço público podem ser contadas em dobro para efeito de aposentadoria. capitalizados anualmente. estas não vão poder ser contadas em dobro para uma transposição na iniciativa privada. o art. não pode dizer que só quer se aposentar no setor público. A contagem recíproca. a colega mencionou o fato da dificuldade para a aposentadoria especial. isso é óbvio. mas nem todos começaram a contribuir exatamente no momento em que iniciaram a atividade privada. poderá computar o seu tempo de serviço público para obter uma aposentadoria no RGPS. há limitações e nós vamos ver essas limitações. se a pessoa computar o tempo na iniciativa privada pelo serviço público. atualmente. no setor público há uma certa acomodação.048/99 (arts. A pessoa que exerceu uma atividade na área privada e passa a exercer atividade no serviço público poderá computar o tempo de atividade que ela teve na iniciativa privada para uma possível aposentadoria no serviço público e vice versa: aquele que um dia foi servidor público e passa a exercer uma atividade privada. em que a aposentadoria por tempo de contribuição será concedida ao segurado do sexo feminino a partir dos 25 anos completos de serviço e ao segurado do sexo masculino a partir dos 30 anos completos de serviço.201. evidentemente. quando se vislumbra uma possibilidade de aposentadoria. aqui. qualquer comentário aqui seria desnecessário. A primeira hipótese: o art. onde. penosas e perigosas.m. que o nosso caso concreto aborda). o tempo vai ser computado de forma simples). só é possível após uma. caso contrário será o órgão público. Quando se chega lá frente. o excesso é desprezado. está no art. nada disso pode ser computado. by Adriana O que vem a ser contagem recíproca por tempo de serviço? R. Se o indivíduo estiver contando seu tempo na iniciativa privada quem compensará o serviço público será o INSS. mas já houve época em que era possível e é exatamente sobre essa época. o tempo só será contado mediante indenização da contribuição correspondente. através de uma modalidade de justificação. ressalvadas as hipóteses de redução previstas em lei. e essa previsão legal. iniciar-se a outra ou quando não houver coincidência de época de prestação de serviços. se vai tentar comprovar que. se do sexo feminino ou 35 anos se do sexo masculino. é preciso que haja um pagamento das contribuições referentes àquele período. com raríssimas exceções. Então o §9º nos define a contagem recíproca por tempo de serviço. de forma que a pessoa que contribui dessa forma poderá ter. A segunda hipótese: se alguém exerce uma atividade no setor público e paralelamente no setor privado.98 diz que quando a soma dos dois tempos ultrapassar trinta anos. ele é maior do que o realmente trabalhado por força de índices que são aplicados. e multa de 10%. Vejam. § 9º. 94/98) e também no Decreto 3. e é exatamente sobre isso que esse inciso IV trata: pode-se computar sim. se obedeça à idade aqui prevista no art. em que era possível.213/91 (arts. É mais comum nós termos uma atividade que passa do setor privado para o setor público. férias. antes de começarmos a aula. esse meu tempo de iniciativa privada eu vou levar para o setor público. desde que se tenha pagado as contribuições em atraso. eu estou aqui agora acompanhando a lei 8. 125/141). da possibilidade da contagem recíproca. desde que se tenha indenizado a previdência. São essas as vedações à contagem recíproca. nas regras para essa contagem. será pago pelo INSS. no mais. no inciso IV. já vêm exercendo atividade privada há vários anos.213. um tempo concomitante para somar ao serviço público é impossível. só da leitura desse parágrafo nós podemos chegar a uma conclusão do que seja a contagem recíproca. não se pode computar um tempo que já foi computado para obtenção do benefício. para efeito de aposentadoria no serviço público todo o tempo exercido na atividade privada urbana ou rural. 99 diz que ele vai ser pago.94. 12 de maio de 2005. pelo órgão ao qual ele pertencer. por expressa vedação legal.. tem que obedecer algumas regras e essas regras. são duas coisas completamente distintas.97. cujo o tempo é aumentado. 96 cuida das situações em que não será admitida a contagem recíproca (não será admitida a contagem em dobro – por exemplo. enfim. O art. se as atividades são concomitantes. quase nunca ninguém faz. tudo é permitido. agora. CP V – C 2005 . qualquer tempo que seja fictício – licença prêmio não gozada . porque quando se tem o exercício de uma atividade no setor privado e no setor público há obrigatoriedade de contribuir para ambos os regimes: o do setor público e o do setor privado. e vice versa: se levar o tempo no serviço público para a iniciativa privada. isso é muito normal. Outra: não será contado por um sistema o tempo de serviço utilizado para a concessão de aposentadoria pelo outro. é vedado o cômputo em condições especiais. ora.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Lucíola Bela Duarte Coelho Tema 07 Rio de Janeiro. nós dizemos: nós já poderíamos estar contribuindo. no art. Mas nós também temos a disciplina da contagem recíproca na lei 8. no futuro. para que se some esse período. não vai ser sempre livremente.

já não é mais possível (eu acho que aí caberia invocar o princípio da isonomia. mas aqui. ela não é um processo autônomo como é a justificação CP V – C 2005 . FGTS. tratamentos diversos. porque as condições de trabalho são exatamente as mesmas). faz um certo sentido e nós temos duas correntes: 1) concede a desaposentação. para ter êxito. atendidas todas as exigências legais e o benefício for licitamente concedido. então. uma medida tipicamente cautelar porque ela pode ser processada de forma autônoma. de forma mais inteira. mas nunca adentrando no mérito dessa justificação. hoje. não se fala em negativa de direito. por outro lado. não permitindo que o aposentado permaneça um largo tempo recebendo a aposentadoria para só depois se arrepender: pode se desaposentar. No que diz respeito à justificação administrativa. No serviço público não é permitida a reversão. na realidade. desde que não tenha recebido nenhum pagamento ou não tenha recebido o PIS. se alguém exercer atividade celetista em condições especiais e pretende converter esse tempo para averbar junto ao serviço público. não há nenhum dispositivo legal que vede a ele de renunciar a esse direito patrimonial. apenas se pode contraditar testemunhas e analisar eventuais documentos que venham a ser incluídos para apreciação do juiz. ou mesmo aposentado especial. está previsto expressamente na lei que a justificação só será acolhida. para ser concedida. conseqüentemente. É um tema bastante controvertido. A doutrina e jurisprudência são divergentes. Decreto. mas é legal. nos arts. a regra geral é de não se permitir a reversão. não pode a administração revogar esse ato por ela praticado. se tiver nos autos um mínimo de prova material.142. É um procedimento que tem como objetivo suprir a insuficiência de algum documento. o decreto até fala que é um recurso. A justificação judicial vem no livro do processo cautelar. todos iriam desistir. fatalmente). ele terá um direito patrimonial disponível. e o tempo tem que ser 30 dias para manifestar esse arrependimento. mas encontra-se mais decisões favoráveis à desaposentação. mesmo a judicial. não existe no serviço público aposentadoria especial. 142. também. 861/866. não tem caráter contencioso. não enseja recurso. Não se aplica o 103 (este só se aplica quando há negativa da administração. ela vem definida no art. 3048/99 nós vemos a desaposentação permitida. não é. não se fala nisso. promovendo a justificação judicial para comprovar o vínculo e. e quando se vêem frustradas pela previdência e mal orientadas. A justificação administrativa. se ela tivesse postulado administrativamente e tivesse havido negativa. mas a palavra recurso não está sendo utilizada dentro do seu aspecto técnico. A justificação administrativa vem definida na Lei e no Decreto como sendo um procedimento. Requisitos da justificação judicial: ela está baseada em inquirição. nós podemos dizer que ela só vai ser admitida se não tiver outro meio capaz de comprovar o fato que se pretende provar. É completamente inválida uma justificação judicial quando for baseada exclusivamente em prova testemunhal. no momento em que se vai requerer o benefício tem que se comprovar essa condição de companheira. uma vez concedida a aposentação. Para isso é utilizada a justificação. envolve apenas contagem recíproca). sob o lado do aposentado. Isso é equivocado. buscam o meio judicial. A atividade desse caso concreto foi exercida em época anterior à EC 20/98. É um tema relativamente novo. o INSS de forma alguma acatará. sem qualquer vicio. do segurado. a doutrina majoritária. no caso concreto. como um procedimento supletivo na hipótese de um insucesso de uma justificação administrativa. porque não lhe cabe fazer isso. para a obtenção de uma aposentadoria. outra diferença é que a justificação administrativa só poderá existir se houver um processo principal. por mais perfeita que seja a produção de prova testemunhal.032/95. não tem caráter contencioso. só poderá produzir efeitos se tiver a prova material acompanhando todos os depoimentos que foram colhidos. produzir comprovação de tempo de atividade. por outro lado. A justificação judicial tem algumas características: é baseada única e exclusivamente em inquirição de testemunhas e avaliação das provas. precisa dos requisitos legais e a manifestação do interessado (através de um requerimento) e. a matéria não envolve decadência. A pessoa. É injusto isso. como muitos entendem. o juiz apenas homologa essa justificação. CPC. comprovação de vínculo. Desaposentação é um instituto através do qual o aposentado por tempo de contribuição. No dec. mas. se pergunta se procede a pretensão dela. e hoje nós também temos entendimento jurisprudenciais favoráveis. nesse caso muitas vezes as pessoas não possuem prova material. e a administrativa está prevista tanto na Lei quanto no Decreto. Então é essa a base da justificação administrativa.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Depois da lei 9. São regimes diversos. mas ele devolve tudo o que recebeu (o que é inviável. a partir do art. para poder pleitear o benefício (pensão por morte. com efeitos ex nunc. não tem caráter cautelar. embora hoje. porque tanto uma quanto a outra necessitam de prova material. Aliás. A justificação judicial não pode ser entendida. renuncia ao direito de gozar a aposentadoria que lhe foi concedida. não enseja recurso. não se diz que ela teve o seu direito negado. por idade. aí se começaria a contar esse prazo do art. deixou de ser possível o cômputo. embora o juiz não deva adentrar no mérito (ele só verifica a regularidade dessas provas que estão sendo produzidas). apenas apreciando a prova oferecida. comprovar alguns fatos de interesses de beneficiários (dependentes e segurados). estamos diante de um ato jurídico perfeito. Justificação judicial e administrativa: duas modalidades de justificação: a judicial e a administrativa. por exemplo). só testemunhal. ela não depende de um processo principal. sobretudo no caso de vínculo de companheira. mas condicionada. 103. Se discute a questão sob o aspecto da lei que está em vigor. A administração age sempre pautada pelo princípio da legalidade e se. é preciso que esteja baseada num começo razoável de prova material e essa prova material terá que ser complementada através de prova testemunhal. a decisão é controvertida. fica condicionado ao interesse público em casos excepcionalíssimos. não há nenhum posicionamento consolidado. 2) entendimento da jurisprudência: toda aposentadoria.

da mesma forma que a justificação judicial. falta a ele interesse de agir. o prazo é de 10 anos (decadencial). julgando eficaz ou ineficaz. 103-A. ensejar um pedido. a partir da decisão final. Tem-se um outro prazo de prescrição para as ações de acidente de trabalho. qualquer que seja a decisão. porque não há necessidade de esgotamento dessa via). quando um segurado vem a perder essa qualidade. referentes a custeio. §1º. deverá vir acompanhada (e isso decorre do art. Apesar do juiz não apreciar. O art.102 .213 e 143. da primeira prestação do benefício ou. sendo vedado o trâmite autônomo da justificação administrativa. E o casamento. as diferenças. serviços: são prestações de natureza social: reabilitação profissional.144 aparentemente parece atingir a liberdade de apreciação do juiz (pode-se entender esse artigo da seguinte forma: processada a justificação judicial. que foi recém acrescentado à lei 8. A saída para tais hipóteses seria MS ou uma ação de obrigação de fazer c/c pedido de tutela antecipada. para o processamento administrativo.quando se tratar de comprovação de tempo de serviço ou tempo de contribuição. que é o prazo para a previdência anular atos de benefícios que foram concedidos indevidamente. aí começa a fluir o prazo de 10 anos para que se possa rever o ato de concessão. A justificação judicial é com ônus. que também é irrecorrível). uma vez esgotado todo o período de graça. é preciso que tenha havido uma provocação da administração pública. posteriormente. nesse caso o prazo prescricional começará a fluir a partir da data do acidente. mas exige a prova material para complementá-la. são fatos que necessitam de documento público. enfim. é sinal que o benefício terá sido legitimamente concedido. se o segurado não retoma o CP V – C 2005 . quando for o caso. Nos traz o primeiro prazo de decadência que é de dez anos. lei 8. pois a justificação administrativa é inviável. art. colhida a prova testemunhal. 150 prevê sanção para as declarações falsas. O art. porque ele não tem a negativa da administração. Tem-se ainda um outro prazo prescricional a ser analisado. Nós temos aqui um outro prazo de prescrição. O mês seguinte é quando ele efetivamente recebe a primeira mensalidade de seu benefício (benefício =/= serviços => benefício: tudo aquilo que é exteriorizado em dinheiro. por exemplo. o INSS aceita a justificação. incapazes e ausentes. 143. para que seja válida. o tempo de contribuição. houver um acidente e desse acidente resultar a morte ou a incapacidade temporária.144). deve vir acompanhada de um mínimo de prova judicial. então esse prazo só irá começar ou quando o benefício tiver sido concedido em bases com as quais ele não concorda (em que o prazo se dará a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da concessão) e. há uma vinculação do processo a um processo administrativo principal. a contar da data que deveriam ter sido pagas. nascimento. A justificação é rotineiramente utilizada para comprovar a dependência econômica dos dependentes cuja dependência não é presumida (dependentes da 2ª e 3ª classes). Outro ponto importante é que não se admite justificação quando o fato a ser provado depender de documento público.embora o tema não seja específico de contagem recíproca e justificação e nosso tema não verse sobre perda de qualidade de segurado. óbito. O primeiro prazo é esse do art. ou que deixaram de ser pagas. que fala de prova material. se não houver má fé.55. a cargo da previdência. vão ser abordados pelo colega que falará do custeio. Essa redação foi dada pela lei 10839/04. apenas o que se exige é que a justificação. para que esse prazo comece a fluir. um processo. Alguns artigos interessantes para nós analisarmos dessa parte quase final da lei 8. O prazo será de cinco anos. §1º. Então os prazos de prescrição estão aqui. do momento em que for tomado conhecimento do indeferimento do pleito junto ao órgão administrativo. Processada essa justificação administrativa. O início de contagem desse prazo é a partir do primeiro dia do mês seguinte ao do recebimento do benefício. ofenda ao principio da livre apreciação da prova pelo juiz (não ofende) e não impõe limites à postulação judicial. 103. que diz respeito às prestações (as devidas. 151 fecha a justificação administrativa ou judicial frisando que só se procede a uma justificação administrativa quando não houver qualquer outro meio capaz de provar o fato que se pretende comprovar perante o órgão previdenciário. os prazos para as outras ações. verificada pela perícia médica. Ela terá que.213 por uma MP que veio a ser convolada na lei 10. §3º.839/04). Decreto (essas hipóteses só são permitidas – de se processar a justificação sem um começo de prova material . apenas modificando o critério de cálculo (quando. 103 é o prazo para que se possa postular qualquer revisão para a concessão de um benefício previdenciário. se não houve manifestação da administração. sendo apenas um passo para que se chegue a um requerimento.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ judicial. não correndo a prescrição em face dos menores. lei 8213. 143. salvo se ficar comprovada a má fé daquele que se beneficiou com o ato.142. Esse prazo do art. uma vez que. os diversos da previdência social.213: art. de atos que foram favoráveis aos beneficiários (não é nem prazo de prescrição é um prazo de decadência de 10 anos – está aqui no art. O art. o prazo para as ações acidentárias está no art.103. e o art. uma vez esgotadas todas as vias administrativas (quando for o caso. ela é irrecorrível. Decadência e prescrição: art. art. será sempre o prazo de cinco anos. sem o quê não terá havido nenhum prejuízo para o segurado. o procedimento administrativo seria simplificado porque não precisaria da oitiva de testemunhas. se este não postulou nenhum benefício. também a partir da data do laudo da perícia médica é que começará a contar esse prazo de cinco anos). 10 anos contados da data que foram praticados. qualquer parcela em dinheiro que seja devida pela restituição). não). na realidade deveria ser prazo de prescrição. contém uma exceção nos §§ 1º. as pessoas que não podem ser testemunhas são aquelas mesmas que não podem ser testemunhas no direito civil. no caso de indeferimento. essa exigência da prova material não significa que esse dispositivo. 2º e 3º. precisa da oitiva de testemunhas (no mínimo 3 e no máximo 6). toda e qualquer ação para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela previdência social. mas a administrativa é sem ônus. no caso em que for reconhecida pela previdência incapacidade permanente ou agravamento das seqüelas. por ex). é preciso a prova material. Mesmo na justificação judicial não é suficiente a prova testemunhal. 104.

102. porque os dependentes daquele segurado que perdeu a qualidade. só farão jus a uma pensão por morte se aquele segurado . no §1º cuida exatamente do direito adquirido. O art. lei 8. RESP 233768/AL. Então às vezes a pessoa contribui durante 10 anos e perde a qualidade de segurado e essa contribuição não vai ensejar a seus dependentes o direito ao benefício previdenciário. o que é injusto. 112. inobstante não possuir mais o vínculo com a previdência social. que cuida da estabilidade daquele que sofreu o acidente de trabalho e que volta ao trabalho (é assegurada a estabilidade de 12 meses). se ocorresse a perda da qualidade de segurado. na realidade. mas é a lei.antes de perder essa qualidade -. imprescritíveis. se ele não preencheu esses requisitos. nesse caso. ele terá. só que.213. quando essa perda ocorre. RESP 4323/SP. O art. A prescrição para a ação que visa ao reconhecimento sobre o tempo de contribuição: as ações que visam ao reconhecimento do tempo de contribuição são. 118. antes das mudanças todas que aconteceram na legislação previdenciária. já fazendo jus a um benefício qualquer. ou seja. esteja contribuindo ou esteja usufruindo do período de graça e a pensão por morte independe de carência) antigamente. que cuida das parcelas não recebidas em vida pelo segurado que são pagas aos dependentes habilitados à pensão (somente inexistindo dependentes é que essas parcelas serão pagas aos sucessores. CP V – C 2005 . só que agora a coisa ficou cruel. há segurados que já preencheram os requisitos para obtenção dos benefícios. Ele fará jus ao benefício para o qual já havia preenchido todos os requisitos que a lei impunha como necessários. faziam jus à pensão por morte. preservado o seu direito adquirido. O §2º é terrível porque (nós sabemos que a pensão por morte é um benefício que basta que o segurado esteja segurado. antes era concedido o benefício. Art. Aquela ação declaratória que visa à contagem do tempo de serviço ou de contribuição é imprescritível e nesse sentido nós já temos posição do STJ: RESP 35354/SP.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ pagamento das contribuições ocorre o que a gente chama de perda da qualidade de segurado. os dependentes daquele que perdeu a qualidade de segurado e que já havia inclusive contribuído durante algum tempo para a seguridade social. os dependentes não farão jus a qualquer benefício. tiver preenchido os requisitos para uma aposentadoria por invalidez. na forma da lei civil).

por conta desse entendimento equivocado de alguns Estados. proventos proporcionais ao tempo de contribuição. por entender que este estaria afrontando o art 60 §4º CR. da lei 8112. só que este é feito de forma primária. o que não existia expressamente do texto anterior. 40 cuida da regra de transição. Ou seja. da forma mais primária é feita uma média aritmética e se chega a algo que se chama salário de benefício que é um patamar para todos os benefícios previdenciários. Esse ano o reajuste foi de 0. Aposentadoria por invalidez: não é voluntária. que era a última remuneração. sendo que onde se lia tempo de serviço hoje é tempo de contribuição CP V – C 2005 . igualar os segurados da iniciativa privada aos servidores públicos.01%. É a mesmo que ocorre com o cálculo do salário de benefício. Antes na redação original fazia-se menção ao §3º que falava que os vencimentos para os servidores antigos teriam por base a última remuneração recebida. que ainda está para ser regulamentada. de proventos e também a paridade. é compulsória. foram respeitados os direitos adquiridos e também foram estabelecidas regras de transição. se aplica o regime do servidor público. ai não. Alias foi esse um dos objetivos da EC 41. Então essa ADIN foi julgada. se for um servidor público de carreira. a propósito desse parágrafo 13 do art 40.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Lucíola Bela Duarte Coelho Tema 08 by Carla Agora. e vamos ver que a paridade desapareceu da redação do art 40 completamente. eu me refiro inclusive à forma de cálculo dos benefícios. improcedente. que agora não se fará com base na última remuneração como era feito. Quando ocorreu essa modificação ela não foi pacificamente aceita pelos Estados. são os novos servidores que estão chegando no regime agora. apenas exercendo um cargo em comissão. só que agora são calculados os proventos fixados na forma do § 3º e 17 e esse não mais se refere ao valor da última remuneração. mesmo quando decorrente de planos de cargos e carreira. Então por conta disso. Isso tudo é para os servidores que virão a se aposentar com as novas regras trazidas pela EC 41. Aqui o que vai servir de base para o cálculo dos proventos vai ser a média dessas remunerações de todo o período. Esse teto que a partir de agora os novos servidores. aboliu a integralidade dos vencimentos.isso faz com que se assemelhe o critério de cálculo do salário de benefício com o do salário de contribuição. deixando aos Estados a legislação complementar desses servidores. mas sim na média das remunerações durante todo o período contributivo. Então essa forma de cálculo adotada pela EC é perversa para os novos servidores e vai aproximar os servidores dos trabalhadores da iniciativa privada. número 2024-2 DF. eu gostaria de dizer alguma coisa. através da qual se questionava esse §13 do art. não são os que têm tempo de serviço público seja nos municípios.devidamente atualizados. Assegura o reajustamento do benefício. Então temos a EC 41 ela aboliu para os novos servidores que ingressaram após a sua publicação. Então. alterando a recolocação de um servidor estaria de certa forma. Todavia. Agora. que é perversa. Os que desejarem aumentar o seu patamar remuneratório deverá se socorrer da previdência privada complementar. O §8º do art. foi proposta uma ação direta de inconstitucionalidade. que está equivalente ao teto máximo dos benefícios previdenciários que gira em torno de dois mil e quinhentos e qualquer coisa. instituiu a solidariedade impondo a todos os servidores ativos e inativos o pagamento de contribuição previdenciária. Ainda relendo o art. ele é feito com base nos salários de contribuição efetuados durante 80% de todo o período contributivo. porque entenderam os Estados que essa forma de se modificar a constituição. que vamos examinar. EC 41. e o §17 diz que essas remunerações que servirão de base para o cálculo dos proventos serão atualizados monetariamente. Nós sabemos que a previdência do servidor público. que foi modificado pela EC 20. Então já se sente que por mais que sejam atualizadas essas remunerações isso estará muito aquém do valor que era antigamente. roubando. ela retirou dois princípios básicos que até então vigoravam quando da aposentadoria dos servidores públicos. depois de muitos anos de tramitação. Independentemente disso. não há nenhuma inconstitucionalidade nesse §13 do art 40 uma vez que a União possui competência concorrente com os Estados e da forma que a matéria foi colocada no art 40 ela apenas teceu normas de caráter geral. pois não há igualdade de tratamento em todos os sentidos. a irredutibilidade de vencimentos. a irredutibilidade de vencimentos. Mesmo que tenha contagem recíproca eles vão se aposentar pelas novas regras da EC 41. da remuneração dos ativos. estados ou na união e são aprovados em outro concurso e transportam apenas esse tempo. acabou com a paridade e ao mesmo tempo institui a solidariedade. fala na média. pois há duas modalidades de cálculo de salário de benefício. a ser atribuída todas as vantagens. A EC 41 trouxe algumas grandes modificações na previdência do serviço público. a autonomia legislativa dos estados membros e com isso comprometendo a estrutura federativa que assegura a liberdade dos Estados membros para legislar e para se auto gerirem e para legislarem em matéria de seus servidores. “remunerações”. mas não a paridade.40. A EC 41 ela impôs aos novos servidores um teto remuneratório. como não poderia deixar de ser. E questionava que a forma federativa do Estado estaria sendo violentada pelo fato da União que tem competência concorrente com os Estados para legislar sobre matéria previdenciária haver modificado essa forma de tratamento e de proteção ao servidor quando exclusivamente ocupante de cargo de função gratificada. que ingressaram no serviço público. que vai obrigar a edição de uma lei complementar para instituir o regime de previdência complementar que ainda não se tem noticia. A redução do teto. mais especificamente pelo governo do Mato Grosso do Sul. já começa uma defasagem bem grande. A paridade seria a garantia da correção dos proventos na mesma época da correção dos vencimentos. §1º traz a irredutibilidade.40.

5 anos no cargo. Com vencimentos proporcionais ao tempo de contribuição. mas há outro detalhe. mas não parece razoável já que as regras são maléficas. está incorporado ao seu patrimônio. Lembre-se que. 5 anos de efetivo exercício no serviço público e teria que pagar um “pedágio”. não farão jus a eventuais vantagens concedidas aos servidores da ativa. Aluno ressalta que no TJ há gratificação por atividade judiciária. a EC 41 colocou todos os requisitos exigidos anteriormente. e aquele servidor que não implementou os requisitos até a EC 41 terá que preencher os mesmos requisitos exigidos anteriormente.5 para cada ano antecipado. 60 anos de idade se homem. acabou com a aposentadoria proporcional. sempre ressalvado o direito de opção à aposentadoria pelas novas regras da EC 41. para os que ingressaram após EC 41. 35 anos de contribuição para o homem e 30 para a mulher. vai perder 3. Temos aposentadoria voluntária por tempo de contribuição e por idade. e a mulher com 48. mas a idade vai ser de 65 anos para o homem e 60 para a mulher e não vai se falar aqui em tempo de contribuição. III. dezembro de 2003. Quando do cálculo do benefício todas essas vantagens são consideradas e vão compor o cálculo. §único apesar de se aposentarem com proventos integrais só adquirem paridade parcial. a 20% do tempo que faltava para completar o tempo exigido pela lei na data da emenda. e desde que eles tenham cumulativamente se homem 60 anos de idade e 35 anos de contribuição. a idade a mesma 53 e 48. no arts 2º e 6º. Eram essas as regras da EC 20. 5 anos no cargo. A ausência total de paridade seria se não fossem garantidas a correção em igual índice e na mesma época dos servidores que estão em atividade. A EC 41 também criou a situação das pessoas que já preencham todos os requisitos para aposentadoria. A regra de transição do art 6º vai se aplicar ao servidor que ingressou após a EC 20. A EC 20 abrangeu muito mais os segurados do RGPS. desde que cumpridos 10 anos de efetivo exercício no serviço público. 55 se mulher. mas disciplinou em parte a aposentadoria dos servidores públicos. só ocorrerá se a empresa requerer. 5 anos nos serviço público e “pedágio” de 40%. A EC 41 resguardou os direitos dos servidores que já haviam completado os requisitos para a aposentadoria. antigamente se era criada uma gratificação especial para os ativos essa era estendida aos inativos. faltam 7 anos. para os que desejassem se aposentar com proventos integrais. e temos que analisar as situações de transição. O que vier posteriormente aos ativos é que não será estendido aos inativos. o homem ao completar 35 anos de contribuição. mas os requisitos são bem maiores. pois a paridade era total. O que é seu é seu. Professora diz que poderia não ser concedida aos inativos. a mulher 25. o cálculo vai ser: média! Isso vale para os novos servidores ou por aqueles que optem por essas regras e não pelas de transição. é parcial pois há reajuste na mesma época. é o abono de permanência. aposentou-se com base no art 40 com a redação da EC 41. só as posteriormente concedidas é que não serão estendidas aos inativos. seria a compulsória no RGPS. CP V – C 2005 . que correspondia. que estão no texto da EC 41. Então. Se quisesse se aposentar com proventos proporcionais bastaria que o homem tivesse 30 anos de contribuição. se cumprir os requisitos até o final desse ano. É forma indireta de se obrigar o servidor a permanecer no serviço público. No caso do serviço público. vai poder se aposentar pelas regras que vigoravam na sua entrada no serviço público. Esses terão direito adquirido a se aposentaram pelas regras vigentes à época em que completaram os requisitos. ela poderia se aposentar com proventos integrais se tivesse 53 anos de idade o homem. e para a mulher 55 anos de idade e 30 anos de contribuição. Temos então a situação do direito adquirido. 10 anos de carreira. vai sofrer uma redução. Mas poderão também optar pelas regras da EC 41. mas optam por permanecer. Aqueles servidores q ingressaram antes da EC 20 mas que não conseguiram implementar todos os requisitos para uma aposentadoria até a data em que entrou em vigor a EC 41 eles vão poder se aposentar nas mesmas bases anteriores. mas ela não é compulsória. ou seja. e hoje nós temos a seguinte situação. com proventos integrais calculados sobre a última remuneração. os requisitos são: voluntariamente.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Aposentadoria compulsória: a empresa pode requerer a aposentadoria do segurado que tendo preenchido os requisitos tenha completado 70 anos de idade. Quanto à indagação do caso concreto. cujo valor é igual ao valor da contribuição previdenciária que está sendo descontada. 5 anos no cargo em que se dará aposentadoria. com os mesmos índices. totalmente respeitado. e antes da publicação da EC 41. a mulher 30. 20 anos de serviço público. mas se se aposentarem vamos dizer a mulher com 48 anos. seja os anteriores a EC 20 e os que implementaram depois da EC 20 e antes da EC 41. ao completar 70 anos o servidor não trabalha um dia sequer. que também vai exigir 10 anos no serviço público. hoje é exigido 55 anos. só que não serão concedidas outras vantagens pecuniárias que venham a ser concedidas aos ativos. Então na EC 20 tínhamos que uma pessoa que não tivesse até a data da EC 20 implementado todos os requisitos para a aposentadoria. a EC 41 revogou o art 8º da EC 20.

Observem que o art. que exige 35 para o homem e 30 anos para a mulher de contribuição somado ao pedágio. 9º da EC 20. temos HOJE a exigência de 35 anos de contribuição para o homem e 30 anos de contribuição para a mulher. Temos também. a partir do momento em que eu passo a exigir os dois critérios unidos. ou seja.que é de 20% sobre o tempo que faltava para a pessoa completar o tempo exigido pelo inc. no termos da interpretação que o STF conferiu a este artigo. by Luciana Previdência do Servidor Público (Regime Próprio de Previdência Social RPPS) Como era a previdência do servidor público com a redação originária da CRFB. ficou sem aplicação no que tange à aposentadoria integral. antes da EC 20/98? R. 201. A intenção do constituinte derivado. 9º da EC 20. ao apreciar a questão. vamos precisar de 53 anos de idade para o homem e 48 anos de idade para a mulher = regra de transição do regime da redação originária da CRFB para o regime da EC 20. 3º da EC 20 – quem antes da publicação da EC 20 já tinha preenchido todos os requisitos. Tinha-se três modalidades de aposentadoria (ou aposentação) voluntária . exige. passando-se a ter uma aposentadoria mista. inicialmente. aposentadoria proporcional – necessidade de idade mínima e os vencimentos serão proporcionais ao tempo de contribuição. está com direito ao benefício = direito adquirido. §7º da CRFB. Porque. tempo de serviço 35 anos para o homem e 30 para a mulher e.” um caráter aditivo. possui no inc.9º exige uma idade mínima (I. Assim. Como fica a situação desse servidor? 1) RGPS: na aposentadoria por tempo de contribuição do regime geral de previdência social. 13 de maio de 2005. a regra de transição fica sem aplicação porque é impossível a pessoa completar os requisitos do tempo de serviço pela regra de transição. ainda. sem antes já ter completado o tempo de aposentadoria por tempo de contribuição. Com a emenda de 98 surgiu uma discussão: eu tinha pessoas que estavam quase se aposentando por idade.para cada um desses tipos de aposentadoria do regime próprio dos servidores públicos tínhamos critérios diferenciados: APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA (antes EC 20/98) a) aposentadoria por tempo de serviço integral b) aposentadoria por tempo de serviço proporcional Aposentadoria por idade HOMEM 35 anos de contribuição 30 anos de contribuição 65 anos MULHER 30 anos de contribuição 25 anos de contribuição 60 anos (A aposentadoria especial é modalidade do regime geral).201. enquanto no inc. uma regra de transição. ou seja. por fim. nem a por idade.53 anos para o homem e 48 para a mulher).” separando os dois incisos. mas sim cumulativos. tempo de contribuição (II. no que tange ao servidor público. a . por exemplo. Com o advento da EC 20/98 houve uma reformulação dos critérios de aposentadoria voluntária dos servidores públicos: ela uniu o critério de tempo de contribuição com o critério idade. É necessário somar o tempo de contribuição e a idade. o §7º prevê apenas um tipo de aposentadoria em que se exige os dois requisitos. I exigência de tempo de contribuição.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Fábio de Souza Silva Tema 09 Rio de Janeiro. não ocorre na aposentadoria do servidor público. razão pela qual temos dois tipos de aposentadoria: a aposentadoria por idade e a aposentadoria por tempo de contribuição. a pessoa antes disso vai completar todos os requisitos para usufruir da aposentadoria por tempo de contribuição prevista no art. Qual a regra de transição então? R. Então. Regra de transição para aposentadoria integral: já o art 9º da EC 20 traz o direito à aposentadoria integral pelas normas estabelecidas para o RGPS. já que temos o acréscimo do pedágio. essas pessoas se distanciam da aposentadoria. pelo que o segurado terá a oportunidade de utilizar essa regra de transição. ao fazer a emenda. todavia. A conseqüência dessa desarmonia entre a interpretação dada pelo STF e a intenção do constituinte derivado é que o art. I em 1998. havendo um “. §7º da CRFB. que é o art. Mas. Exemplo: servidor. um pedágio de 20%. em 16/12/1998 (data CP V – C 2005 . ou alternativo. como também tinha outras pessoas que estavam quase se aposentando por tempo de contribuição. Vamos imaginar que uma pessoa que ingressou muito cedo no serviço público pode chegar aos 35 anos de contribuição bem distante da idade mínima de 65 anos para o homem. nesse caso. ainda. Mas o STF. conforme vimos anteriormente. 2) RPPS: isso. o qual trata do RGPS. ficou bem esclarecido que os critérios idade e tempo de contribuição não são alternativos. era que os requisitos fossem cumulativos. que ali houvesse uma única aposentadoria. Segundo a EC 20 era preciso para obter: aposentadoria integral – necessidade de idade mínima e tempo de contribuição mínimo. 1ª regra: art. que é o ano da EC 20). mas não isoladamente a aposentadoria por tempo de serviço. Teria esse “. ou teremos dois tipos de aposentadoria – uma por tempo de contribuição e outra por idade? R. pela EC 20 ainda tínhamos a aposentadoria integral e a proporcional. Essa regra de transição deixou de ser aplicada para a aposentadoria integral. 5 anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria e. Depois.35 anos para o homem e 30 anos para a mulher) e exige um pedágio (II. b . O art. Só que pela regra de transição. Para aposentadoria integral. decidiu que esses requisitos são alternativos. II a exigência é de idade. isto é. que prevê a regra de transição para o RGPS.

retira 70%. é mais prejudicial que a do passado. que remete às disposições do RGPS. se não houvesse a regra de transição. mais de 5 anos de serviço público e 33 anos de tempo de serviço. quando ele alcançar a idade mínima. Logo. limitado a 100%. já tem garantido 70% e. Logo. nem o tempo de contribuição necessário. após a EC 41. 195. ele vai ter 55 anos + 20% de 2 anos (corresponde a alguns meses) = com menos de 56 anos este servidor vai conseguir se aposentar. já no texto da CRFB. CP V – C 2005 . Mas isso não quer dizer que ele está perdendo seu poder de compra. continua com direito à:    Integralidade . Por isso é que quando o salário mínimo aumenta. Ocorre que o salário mínimo é revisto em percentuais acima da inflação. de forma a manter seu valor real. nós tínhamos a imunidade das aposentadorias e pensões.a partir dela. Mesmo que o servidor em atividade tenha aumento. O servidor público. as regras para o servidor não são tão benéficas. É de fácil constatação que a previdência hoje. quando da publicação da EC 20. porém. O aposentado requer a correspondência judicialmente. que será o valor que lhe está garantido. Então. Pelas regras da emenda. 195. ou seja. para que se possa ter mais liberdade de se aumentar o salário mínimo. O benefício dos aposentados sofrerá atualizações anuais. Observem que o art. de acordo com a lei 10887/2004. atingindo o período mínimo (imagino que seja o tempo real de contribuição+ pedágio). No nosso exemplo. em razão dessa equiparação do RPPS ao RGPS. mas a sistemática. não temos regra específica.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ da publicação da EC 20). ele poderá se aposentar antes de 56 anos. deve ter apenas a composição da perda inflacionária e se o salário mínimo é aumentado acima da inflação. Regras contidas nas EC 20 e EC 41: O que muda. faltavam 2 anos para ele chegar aos 35 anos de contribuição. é evidente que o valor do benefício vai diminuindo em número de salários mínimos. ou seja. da mesma forma que no regime geral. 7º da CRFB. Já a EC 41 modifica menos coisas na CRFB. Pega-se o valor da aposentadoria integral. A EC 20 não modificou esse critério. A idade mínima é igual: 53 anos para o homem e 48 anos para a mulher. as perdas inflacionárias serão compensadas. limitado a 100%. mas o menor valor do benefício pago pela previdência social é de 1 salário mínimo. aplica-se a regra de transição que impõe a inclusão do pedágio (20% sobre o tempo que faltava na época da publicação da EC 20 para ele atingir os 35 anos de contribuição). todos esses benefícios estipulados no valor mínimo são automaticamente aumentados. A EC 41 determina:  Fim da integralidade .mesmo a aposentadoria proporcional é calculada sobre o valor da remuneração que o servidor auferia. reduz-se em 30%. este equivalia a 7 salários mínimos. Teremos que calcular o benefício observando um período básico de cálculo. já que ele precisava de 35 anos. mas com a seleção das 80% maiores remunerações. o valor da aposentadoria integral. obtendo-se. o aposentado não terá. na EC 20? R. Acrescente-se que o salário mínimo. O que fazíamos era aplicar o art. Contribuição dos inativos. Se o benefício do servidor público.  Pensão por morte – de acordo com a EC 20. somaremos 5% sobre o valor da aposentadoria integral. no mínimo de 60 anos de idade. Logo. Há alteração principiológica do RPPS. 40. O poder de compra vai ser atualizado pelos índices de inflação. 5 anos no mesmo cargo também. inclusive ao art. e hoje corresponde a apenas quatro. o tempo de contribuição e os 5 anos de efetivo exercício no cargo. não pode servir de indexador para nada. No serviço público. para cada ano que ultrapasse esses 70%. mas a reformulação do sistema é mais profunda. a base principiológica da previdência do servidor público não se modifica. ele terá direito a se aposentar de forma integral. dessa forma. Regras de transição para a aposentadoria proporcional: esta é mais difícil de ser alcançada.termina a equiparação do benefício à remuneração do servidor. Na Justiça Federal existem diversas ações pedindo a equiparação da renda do benefício atual ao número de salários mínimos que valia na época de sua concessão. com a redação dada pela EC 20. o servidor tinha 50 anos na época: segundo o professor. consiste em todo o período em que o segurado contribuiu. não teremos a última remuneração do servidor servindo de base para o cálculo do benefício. Abono de permanência em serviço. II CRFB estabelece que os benefícios de pensão e aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada (RGPS) não podem ser tributados. então. e para cada ano que ele ultrapasse. de acordo com o art. Qual vai ser o valor dessa aposentadoria? R. mas só tinha 33 anos de contribuição. Os critérios para conseguir a aposentadoria mudam.  Fim da paridade . Ele. Os benefícios da previdência social não estão vinculados ao salário mínimo. ele vai precisar de. Assim. os dependentes do servidor público vão ter a pensão por morte calculada com base na última remuneração do servidor . A diferença está no tempo de contribuição: 30 anos para o homem e 25 anos para a mulher e no pedágio que é de 40%. Quando ele vai conseguir se aposentar? Ele não possui a idade mínima. tinha 50 anos de idade. por exemplo. que. Imunidade tributária das aposentadorias e pensões – de acordo com a sistemática da EC 20. por meio da regra de transição. Paridade – toda vez que um servidor da ativa tiver um aumento. ele ganhará 5%. quando o benefício foi concedido. ele teria que esperar até os 60 anos de idade e. não incide contribuição sobre aposentadorias e pensões. ou seja. o aposentado também terá.    Pensão por morte – o que ultrapassar do teto do RGPS. 35 + 20% de 2 anos.

O inativo se aposenta e sobre a aposentadoria ou pensão do dependente ocorre a incidência de contribuição que é a mesma contribuição dos servidores da ativa que é de 11% (para os servidores federais).7º da EC 41/03). Segundo o STF. Mas. Traremos apenas dois aspectos da hipótese de incidência da regra previdenciária para o regime próprio: aspecto pessoal = qualidade de servidor. É uma norma não auto-aplicável que precisou de regulamentação.10887. É a mudança mais drástica trazida pela EC 41. surge o direito ao benefício. ele passa a ter direito à renda da aposentadoria. adquiriu o direito ao benefício. ele adquiriu direito ao benefício da aposentadoria. quando ele morrer na vigência da EC.10887/2004 que teremos a diminuição na pensão por morte. cujo óbito do instituidor ocorreu até a L. §2º . Quais os direitos adquiridos? a) Esses servidores e pensionistas têm direito de receber os benefícios de acordo com a integralidade (art. se a pessoa tinha à época qualidade de servidor. A Lei 8. Os benefícios. entrou imediatamente a fazer parte do patrimônio de quem adquiriu. Se ele deixa passar mais de 30 dias entre o afastamento do emprego e o requerimento. ele vai precisar de previdência complementar. No RGPS. idade mínima e tempo de contribuição. 195.3º. 10. caput diz que a seguridade social (e a previdência do servidor público está nela incluída) vai ser custeada por toda a sociedade. agora. Antes. é a) a conseqüência de um fato idôneo a produzi-lo. Veremos alguns autores como Fábio Zanbiti sustentando que o que determinará o direito adquirido no caso da pensão não é a morte do servidor. que hoje está em R$ 2. Só a partir da L. Assim. A imunidade está no art. ou seja.tempo de contribuição.6º. seus benefícios serão calculados de acordo com a última remuneração do servidor. 10 anos depois ele requer o benefício. segundo ele. II CF. Ele só vai receber a renda a partir do requerimento. 10887/2004? R. se ele não morreu antes. b) Mantém-se a paridade (art. ele já está adquirido. A partir de sua criação. esses também terão. Quando se adquire o direito a aposentadoria? R. mas já estava aposentado antes da EC.15. Assim: 1º) O direito já tem que estar inserido no patrimônio da pessoa. na hora de se aposentar. em virtude da lei no tempo no qual o fato foi consumado. faltando a morte do servidor público. Atualmente. Exemplo: o servidor público preencheu os requisitos de acordo com a regra anterior. teremos o fato gerador do benefício. Não há dúvidas de que se o servidor morreu antes da EC 41. pegaremos um exemplo do RGPS porque a sistemática é idêntica. não podemos cobrar dele também! O STF disse que não precisa de contraprestação porque o art. esse valor. o servidor público vai receber pela previdência pública. Quem tem direito adquirido nos casos específicos das mudanças que estamos tratando? a) Servidores que preencheram requisitos até 31/12/2003. O requerimento integra o aspecto material do fato gerador? R.668. é preciso lei para tal. Porque a EC 41 fala que a lei regulará a pensão por morte de acordo com os critérios estabelecidos na CRFB. que ele só vai receber a partir do momento em que for ao INSS para requerer o benefício.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ  Previdência complementar facultativa – temos a previsão para sua criação. como os servidores do INSS.112 exige a publicação da aposentadoria e a partir desse momento. O STF decidiu que não existe direito adquirido a não tributação. mesmo que não o tenha requerido. mas sim a aposentadoria. surge o direito ao auxílio-doença. ou terá direito à imunidade? R. as prestações desse período. Para tanto. Vejam que direito ao benefício é diferente de direito à renda. toda vez que o servidor da ativa tiver aumento. pelo que. essa lei não esteja mais em vigor. Como fica o direito adquirido frente a todas essas alterações e supressões impostas pela EC 41? R. b) nos termos da lei sob cujo império se entabulou o fato do qual se origina. 195. §2º da EC 41/03). ou seja. segundo Gabba. o entendimento era oposto. se ele acumula a carência e a qualidade de segurado. o que traduz o princípio da solidariedade. a renda desse período não é recebida por ele. mesmo que na ocasião de fazer valer esse direito.887/2004. a contribuição não exige contraprestação. aspecto material = idade mínima . em razão do princípio da solidariedade. têm hipótese de incidência prevista na lei. Questões lançadas nas ADINS: 1a) argumentava-se que o servidor tinha contribuído a vida inteira. 2º) Tem que ter sido produzido de acordo com a lei que vigia na época A lei de introdução ao CC também traz um conceito no art. Essa posição não está de acordo com a doutrina de direito adquirido de Gabba porque os dependentes não preencheram todos os requisitos para receber a pensão. data da publicação da EC 41 – não é controvertida b) Pensionistas. Assim. quando o segurado sofre doença e fica incapacitado. O valor que ultrapassar. haveria o direito adquirido do dependente. Por que o marco utilizado é a l. Tem-se que descobrir o fato gerador do benefício. Essa lei regula a EC 41 – é controvertida. assim como os tributos. isto é. o direito ao benefício é garantido e o direito à renda depende do requerimento. Essa distinção é importante para que possamos entender a mudança de posição do STF. a previdência compulsória do servidor público estará limitada ao mesmo limite do INSS. conforme pode ser verificado na súmula 59 do STF. Não.se ele já pode exercer o direito. ele julgou constitucional a tributação dos inativos nas ADINS 3105 e 3128. apenas do óbito do instituidor teremos o direito adquirido. Preenchidos todos os aspectos da hipótese de incidência. tem direito adquirido. hoje temos o requerimento como excluído do fato gerador do benefício. ou aposentadoria por invalidez. dependendo do caso. Quem já está aposentado vai ter seu benefício sujeito a essa regra. Direito adquirido. no máximo. c) A contribuição do inativo – existe direito adquirido à situação de imunidade? A contribuição dos inativos foi permitida pela EC 41 e instituída pela L. CP V – C 2005 .

A de hoje é de 11%.00. teremos que levar em conta critérios estabelecidos no art. Logo. 3° § 1º traz a previsão do abono de permanência para os servidores que já estavam em atividade mesmo antes da EC e que continuaram trabalhando após adquirir o direito à aposentadoria. O STF se manifestou dizendo que não faz sentido fazer diferença entre servidor do Estado e da União.00. todo mundo só vai pagar contribuição acima de 2400. Com base nesses argumentos.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ 2a) Além disso. 2º da EC 41/03 trata especificamente dos servidores que já o eram na data da publicação da emenda 20 (em 16/12/1998). mitigada. Nós vamos ver apenas o valor do benefício sem a incidência dos tributos. 40.668. Estamos tratando deste item nas regras de transição porque a EC 41/03 nos art. 4a) A contribuição possui uma causa? Luiz Roberto Barroso traz alguns aspectos que ele denomina de pré-jurídicos. Terá direito a ele o servidor que completar os requisitos para a aposentadoria e permanecer em atividade até chegar à aposentadoria compulsória. I. incide contribuição. o constituinte derivado estabeleceu que vai incidir contribuição sobre o que ultrapassar R$ 1. 6a) A relação é sinalagmática? O sujeito contribui para receber o benefício? R. único. o servidor público também tem imunidade. Expectativa de Direito para o servidor que já o era na data da EC 20/98 (16/12/98): como a CRFB não prevê a expectativa de direito como cláusula pétrea. O STF disse que não. o art. que é de R$ 2. Para isso. o que afasta o argumento do bis in idem. embora autorize fazermos algumas distinções. As únicas aposentadorias proporcionais são a por invalidez (as causas que dão direito à aposentadoria integral por invalidez são elencadas de forma exaustiva. É evidente que não.400.00 = 1. tempo de contribuição de 35 anos para o homem e 30 para a mulher e mais o pedágio de 20%). Além disso. p.  Fim da aposentadoria proporcional – quem não adquiriu o direito não poderá mais se aposentar voluntariamente se aposentar proporcionalmente. Questão de prova: Acabou a imunidade dos proventos dos servidores públicos? R. pode ter uma nova contribuição incidindo no mesmo fato gerador e base de cálculo do imposto. Mas o bom-senso determina que criemos algumas regras de transição como ocorreu em relação à EC 20. Se ele completar as exigências para se aposentar até 31/12/2005. A regra geral é de que aquilo que ultrapassa esse valor. Mas se pode em relação aos servidores que estão na ativa. O abono é do valor da contribuição (11% art.00.195. II autoriza a incidência de contribuição sobre a renda do trabalhador. mas para que todos possam recebê-lo. 7a) Mas ele analisou outra questão. segundo STF) e a aposentadoria compulsória. o STF disse que não é razoável distinguir entre o servidor que se aposentou antes da emenda e o que se aposentou depois da emenda. argumentava-se que isso seria bis in idem. que equivale a 50% do teto máximo da previdência (50% de 2. Não. Um deles é o déficit da previdência. o qual fala da criação de impostos não previstos na CRFB. o STF disse que a contribuição é para o sistema da previdência. não existe bis in idem entre contribuição e imposto porque o art. 4º Lei 10. aí sim será confiscatória. o redutor será de 3.00). Se for estabelecida uma alíquota de 30%.7o CR). exceto os pensionistas da União. Ela existe até o valor do teto da previdência. Assim. Assim. estas devem ser razoáveis e essa distinção não é.200. No entanto. Dessa forma. Então. § 19 da CRFB) não é regra de transição e foi criado para estimular que o servidor continue trabalhando. iremos verificar de acordo com a alíquota instituída. Na EC 41 tem uma situação estranha: vejam o seu art.5% por cada CP V – C 2005 . como a eqüidade.200. o que ficar abaixo. O art.887/2004). §4 o institui a possibilidade de criação de uma nova contribuição e faz remição ao art. já que só recebe até o teto. Já o servidor público contribui a partir do teto. 4o. Abono de Permanência – (art. este argumento também cai por terra. o STF disse ser constitucional a cobrança de contribuição dos inativos. para quem ainda vai se aposentar. Além de todos os critérios da EC 20 (limite mínimo de idade. embora não especifique qual. Ademais. temos um redutor do valor do benefício de aposentadoria com o fim de evitar que o servidor se aposente cedo. o constituinte derivado pode mudar os critérios para aquisição de um direito e quem não adquiriu perderá o direito. 2º. Vamos usar o valor originário previsto na EC 41. Então ele declarou inconstitucional as expressões: “a partir de 50% e a partir de 60%”. 194. Ela apenas foi diminuída. não para o sujeito individualmente receber o benefício. existe uma causa para a contribuição. Logo. Esse argumento não prevaleceu porque o aposentado do RGPS não contribui. o do Estado e Município vão pagar o que ultrapassar 60%. a irredutibilidade dos benefícios existe também em relação aos salários (art. seria certo se dizer que eu não poderia ter aumento da carga tributária em razão da irredutibilidade? R. A simples previsão da criação de uma contribuição não é confiscatória. hoje. Em razão do princípio da solidariedade. 5a) Ela é confiscatória? R. que irão pagar o que ultrapassar 50%. Isso porque temos o princípio da isonomia que. A contribuição dos servidores também incide sobre a renda. A interpretação do STF deste dispositivo é no sentido de que as regras ali contidas são aplicadas para a contribuição também. a contribuição para previdência do servidor inativo é calculada sobre o que supera o teto (está hoje em R$ 2. estará imunizado. sendo também aplicado aos servidores que já estão na ativa. A incidência tributária não afeta o valor dos benefícios para fins de verificação do princípio da irredutibilidade.400.15) para quem já estava aposentado. A imunidade tributária está fora do conceito de irredutibilidade. Se é ou não. o abono de permanência não é exclusivo dos novos servidores. Isso porque. O fato gerador do imposto de renda é o acréscimo patrimonial. § 5º e art. Em razão disso. Só que para os dependentes de servidores da União que já estão em gozo de pensão. Assim. 195. o STF afirma a impossibilidade de se ter direito adquirido a uma situação de imunidade. 3a) A tributação sobre os proventos constitui bis in idem em relação ao IR? R. até o teto. por que não poderia em relação ao aposentado? Em razão deste dispositivo. 8a) Outra questão levantada na ADIN: a contribuição dos servidores inativos ofende o princípio da isonomia (RPPS x RGPS)? Alegou-se a quebra do princípio da isonomia porque os aposentados do RGPS não contribuem e o do RPPS contribuem.154.

Caso o servidor complete as exigências depois de 31/12/2005.  20 anos no serviço público e 10 anos no cargo. Antes da EC 20/98. o tempo de contribuição era diferente. nem integralidade.6º. 6º da EC 41/03. Servidora desde março de 1997 (antes da EC/20) Regra de transição: art. mas foi promovido para o TJ e está neste cargo há 4 anos. Completará os requisitos em dezembro de 2010. Em 16/12/1998 a servidora tinha 20 anos de contribuição. caput) e a paridade (art. 2º . ela terá 12 anos x 3. Nesse caso. Faltavam 10 anos. Exemplo: juiz tem 20 anos no serviço público na hora de se aposentar. a redução será de 5% por ano de idade antecipado. Exemplo: se a mulher se aposenta com 48 anos. Terá uma diminuição de 5% na renda mensal. nos termos do art.  Tempo de contribuição 35 e 30 anos.5% de redução. Já os critérios estabelecidos pela EC 41 para conseguir o direito à aposentadoria são bem mais exigentes que os critérios da EC 20.  Regras de transição para quem era servidor em 31/12/2003 – aplicação do art. A EC 41 expressamente fala que estas regras se aplicam aos juízes e membros do MP.6º. mas o valor do benefício ia lá embaixo. CP V – C 2005 . único). senão vejamos:  Idade: 60 anos para homem e 55 para mulher. já que os critérios para obtenção da aposentadoria não eram tão difíceis de serem alcançados. Não terá paridade. 20% de 10 = 2 anos. ficando a seu critério. Tempo cargo: 05 Servidora: 04 Falta: 01. Já podemos verificar que pela outra regra de transição a intenção do constituinte era que ninguém aceitasse.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ ano de idade antecipado. Para esses servidores fica mantida a integralidade (art. Ninguém quer aposentar-se dessa forma. 2º da EC 41/2003: Idade mínima: 48 Servidora: 47 Falta: 01. Tempo contr. que é a idade mínima.:32 Servidora: 27 Faltam: 05. com acréscimo de 17%. O tempo que trabalharam até a EC 20/98 é contado de forma especial.  Fim da integralidade e da paridade Expectativa de Direito para quem era servidor na data da EC 41/03 (31/12/03): o servidor poderá optar por qualquer regra de transição. p. com 52 anos de idade. ele não vai conseguir se aposentar com os vencimentos de desembargador por não preencher o requisito de 10 anos no cargo.

Quando se fala em previdência na seguridade social.212/91. que falam de custeio. contribuição sobre a receita de concurso de prognóstico e contribuição sobre o importador). Exemplo: salário educação (mesmo cobrado pelo INSS. que depois vai para o FNDE – Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação. que deve ser encarada também como seguridade social. O constituinte originário dispôs que se aplicaria o art. 149 da CR faz uma remissão expressa aos artigos 150. Para a seguridade social não se aplica a anterioridade tributária. 149 nós temos os interesses das categorias profissionais econômicas (OAB. Legalidade tributária estrita significa dizer que a lei deve prever todos aspectos da hipótese de incidência. aquelas que já estão previstas. 3. § 4° da CR).150 fez previsão de uma anterioridade mínima. da Lei 8. O art. Quando o INSS presta um serviço. não vamos aplicar a anterioridade.195. conforme se observa no art. em que o fato gerador ocorre o ano todo e no final do ano se verificará a sua renda – 31/12). Aspecto quantitativo (alíquota que incide). da CR/88. No art. expressamente na CR. As contribuições sociais gerais encontram-se no art. Aplicaremos a anterioridade mínima. caso do IR. Aspecto pessoal (sujeito ativo e passivo da obrigação tributária). Além da contribuição da União e das contribuições para a seguridade social. anterioridade tributária (alínea b. no art. 3. deve-se englobar o regime geral de previdência social e a previdência do servidor público. Temporal (quando ocorreu o fato gerador – temos questões controvertidas sobre esse aspecto. As contribuições estão sujeitas às limitações ao poder de tributar.149 e 149 A. 3. Deve-se situar de onde provêem essas contribuições. de 90 dias. São contribuições especiais: 1. Exemplo: arrecadação para o sistema S (SESI. Contribuições ordinárias ou nominadas.149. pois o INSS cobra da mesma forma como o faz para o sistema S). o dinheiro recebido em razão da prestação desse serviço é também fonte de custeio.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Fábio de Souza Silva Tema 10 by C. da CR/88 e art. 149 falar da anterioridade. 2. que falam das contribuições especiais. saúde e assistência. que devem ser observadas no art. 149 da CR. do inciso III). Espacial (onde esse fato vai dar origem a um tributo – fato praticado no exterior pode dar origem a uma contribuição previdenciária – existem segurados no exterior que são segurados obrigatórios da Previdência Social). I. mas o mais importa são as contribuições. As contribuições sociais. pois a igualdade e isonomia são princípios constitucionais CP V – C 2005 . Na segunda parte do art. III. já havia essa previsão da anterioridade mínima para as contribuições previdenciárias. já prevista no §6°. com parcelas arrecadatórias diferentes das relativas à seguridade social. para a saúde e para a assistência social. Portanto. Mas se observa que é um princípio que deve ser aplicado. 5. 2. As receitas da previdência provêem da União. Segundo Geraldo Ataliba os aspectos são: 1. 2.150. (contribuição do empregado e demais segurados. Para as outras contribuições se aplica. Material (o que vai dar origem à incidência tributária – sob qual base econômica e qual o fato que vai ser tributado). A União tem que contribuir para o custeio da previdência. São verbas diferentes. aluguel de bens etc. III e IV. CRM. 11. 149 A temos a contribuição de iluminação pública municipal e distrital. São as voltadas para a ordem social. não se configura como contribuição para a seguridade social. O destinatário desse dinheiro não é o INSS. do art. principalmente no que diz respeito aos fatos geradores complexivos. dispostas na primeira parte do art. Apesar do art. Não há previsão expressa para a isonomia tributária. Buscam custear a ordem social. caput. Outras fontes são as multas. SENAI). §6°. Com isso pretende-se atender ao Princípio da Não-Surpresa do Contribuinte. teremos três limitações: irretroatividade tributária (alínea a. 4. só é contribuição para a seguridade social àquelas que estão voltadas para a previdência. No art. A Previdência Social. Recentemente o art. mas não a todas. II e III (limitações ao poder de tributar). A lei tributária só vai incidir sobre fatos ocorridos após sua vigência. 195. 149 temos as contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE). Na terceira parte do art. CRO etc) e no art. Contribuição para a previdência dos servidores públicos. temos outras fontes. II. A Seguridade Social só tem três ramos: previdência. As contribuições para a seguridade social podem ser dividas em três espécies: 1. mas não a seguridade social. não sendo estas decorrentes das contribuições para seguridade social. Contribuições residuais (art. nos incisos I. primeira parte. Essas são as fontes de custeio em geral. 195. do inciso III). I e III. A cobrança só poderá ocorrer no exercício seguinte ao da publicação.195. mas ele cobra pelo trabalho de arrecadação.195. Henrique Fontes de custeio da Previdência Social: não só de contribuições vive a Previdência Social. 150.

II e III. o conceito de empresa tem uma visão subjetiva. que as contribuições. Para ele. O CTN dispõe que o fato gerador é que é determinante para que saibamos qual é a espécie tributária. A natureza jurídica das contribuições é de tributo. Há previsão expressa nos parágrafos do art. para a contribuição da seguridade social. dependendo de seu fato gerador. ora dentro das taxas. Para Luiz Emydgio. ainda que não se tenha exatamente a base de cálculo.213. mesmo com a redação atual da CR/88. 150. A capacidade tributária ativa é do INSS. até aqui. pois tem natureza de salário.dispõe sobre a finalidade. IV.212. a base econômica e a destinação. 150. Na contribuição do segurado haveria uma referibilidade. pois haveria a possibilidade de receber um benefício.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ previstos no art. e para quem vai o dinheiro. No conceito de empresa do direito previdenciário estão englobados os entes federativos: União. A imunidade é só para a aposentadoria e pensão. é aplicável. contribuições especiais e empréstimo compulsório. a natureza de taxa é a que melhor se enquadraria na hipótese. Para que se possa descobrir se um tributo é contribuição. A capacidade tributária ativa é o sujeito ativo na relação tributária. que pode cobrar a contribuição. existe. hoje R$ 2. Na contribuição da empresa não há qualquer referibilidade. O destinatário legal do tributo é a pessoa que exerce uma atividade de interesse público.195. ora estariam inseridos dentro de impostos. Estados. de sujeito. 5°. Alguns doutrinadores defendem a tese de que contribuições não têm natureza de tributo. que a contribuição da empresa pode modificar com a atividade e quantidade de mão-de-obra. empregador. Para a seguridade social não. I.Finalidade. isso deve ser levado em consideração pelo legislador. vemos quem é o sujeito passivo. As vedações vistas. mas é mitigada. o auxílio doença. fala da vedação da incidência sobre aposentadorias e pensões. que tem previsão no art. também é aplicável para as contribuições (exemplo: do trabalhador que vem do nordeste. para as contribuições. entretanto um detalhe. já que há essa referibilidade. conforme entendimento doutrinário majoritário e acolhido pelo STF. O art. contribuições de melhoria. não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação – Princípio da Não-Exportação de Tributos. que divide os tributos em cinco categorias: impostos. aplicáveis a qualquer tributo. quanto aos requisitos para obtenção das imunidades). taxas. portanto é necessário algo mais. Veremos que também as empresas são tributadas de forma diferente. II. que vai cobrar e inscrever em dívida ativa e o FNDE. A vedação quanto ao limite de tráfego. o salário maternidade. A CR. na prática essa finalidade – destinação da verba). como expressamente dispõem as Leis 8. O texto constitucional traz o sujeito passivo. A legislação ordinária sobre essa imunidade traz algumas controvérsias. inclusive. que desenvolve a atividade. Esse algo mais é a finalidade. no julgamento da ADIN mencionada. exceto para um único benefício do RGPS. 149. é tudo empresa. A empresa é aquela que exerce. No direito previdenciário. Isso a lei pode estabelecer. Luiz Emydgio. Nas contribuições para a seguridade social. A isonomia tributária só vem reforçar o princípio constitucional. são benefícios da previdência social: o auxílio acidente. com novos conceitos sobre os termos mencionados na CR. traz a previsão da imunidade das entidades beneficentes de assistência social. II. se tem um pouco mais que a finalidade para caracterizá-la como tributo. no caso do CP V – C 2005 . ora são taxas. Há. A competência tributária para a instituição das contribuições desta natureza é sempre da União. Municípios e Distrito Federal. quem aufere renda no concurso de prognóstico e importador. somente temos três categorias: imposto. por exemplo (ver Lei 8.195. ao teto estipulado pela previdência. §7°. não podendo ser modificado. tal como a necessidade de certificado do Conselho Nacional de Assistência Social. § 2°.15. reafirmou que contribuição tem natureza tributária e que assim se reconhece pela finalidade legalmente instituída (havendo ou não. 150.010 – caso da tentativa de aumento do percentual 11 para 25%. da contribuição previdenciária do funcionalismo público – STF “as contribuições para a seguridade social estão submetidas ao princípio da vedação ao confisco”). As contribuições têm limitações específicas.668. (exemplo: ADIN 2. I) exclui da incidência tributária qualquer contribuição.195. Fala também quanto a base econômica. taxa e contribuição de melhoria. É a chamada Teoria Qüinqüepartite. que deve ser voltada para saúde. que teria uma contribuição em percentual maior). O STF. A isonomia tributária. os recursos devem ser voltados para isso. Somente se utilizando desses dois critérios. é verificando a sua atividade. A União é quem tem competência para instituir o salário educação. Esse princípio para seguridade social deve ser aplicado de forma mitigada. segurado. O que importa é a finalidade legal. o art. No art. V. auxílio reclusão etc. O destinatário legal do tributo é o FNDE. O CTN não menciona a questão da finalidade. mas não traz o sujeito ativo e o destinatário. Os tributos são cinco. como se vê. 195. Uma das formas de distinguir o contribuinte. não se limitando. apesar do art. Como temos todos esses critérios no art. conforme dispõe o CTN. ora são impostos. Outros dizem que devem ser reunidas as contribuições de melhoria e as contribuições especiais em uma mesma categoria (Ricardo Lobo Torres). Para os demais benefícios existe a figura da isenção.195. são as chamadas vedações gerais. 149 não fazer a remissão. não só as contribuições para seguridade social. ou seja. o empréstimo compulsório e as contribuições especiais. Além das aposentadorias e pensões. veremos que é vedada a diferenciação em razão do exercício da atividade profissional.212 e 8. que não é isento. Vedação ao confisco é aplicada às contribuições. vamos chegar à conclusão do Prof. critério de validação constitucional. temos que ver a finalidade que lei determina para aquele recurso. O sujeito ativo e o destinatário da contribuição não estão previstos no texto constitucional. melhor se enquadrando na natureza de imposto. segundo a redação do art. exclusivas: 1 – (art. Por este motivo. em algumas hipóteses. para a previdência e para a assistência social. No art.

como se vê no recém criado inciso IV. no caso dos inativos. 195. somente a União entra com verbas. é a justiça. não se fala daqueles que se utilizam dos serviços de saúde ou assistência social. Significa que nas cobranças sejam levadas em consideração as especificidades de cada contribuinte.00. Dessa conceituação se extraiu que aquele que exerce mandato eletivo não é trabalhador. a Previdência Social. do trabalhador rural. também. SENAC etc.. Com base nessa definição.668. que inseria uma alínea no art. vencedor no concurso de prognósticos. Algumas contribuições são cobradas pelo INSS. quem vai fazer isso é a Secretaria de Receita Previdenciária. relacionado à seguridade social. O STF. hoje. Referibilidade X Contraprestação: já vimos que a referibilidade está presente também nas taxas. que nunca contribui. colocava o exercente de mandato eletivo como segurado obrigatório da previdência social. II. mas agente político. Precisa de uma relação entre o contribuinte e destinação do tributo.506. Este valor máximo tem que ser atualizado anualmente.”. Vamos exigir uma ligação muito menor entre a destinação do tributo e o segurado. A taxa de coleta domiciliar de lixo. como sendo aquele que presta serviço a entidade de direito privado ou direito público. que se faz alusão a estes entes no art. como o empregador. a União tem capacidade tributária ativa: renda de prognóstico. O decreto 5. Os Estados. esse piso servirá como base de cálculo (art. desde que abrangido pelo regime celetista (CLT). também permite que o segurado especial possa contribuir uma vez por ano sobre o resultado de sua produção. A previdência tem um orçamento altíssimo para poder fazer frente às demandas da saúde. quem é trabalhador? R. Há. O INSS. Quando se fala em objetivo. com capacidade tributária ativa: contribuição do segurado. Essa redação foi considerada inconstitucional pelo STF. 28. importador etc. Por qual motivo ocorreu essa modificação no texto. Está no grupo que tem direito ao benefício. pode ser interpretado como princípios. falava em trabalhador. importação. C. observando-se a E. A contribuição é para a seguridade social. da Lei 8. O que nos importa são os princípios relacionados ao custeio. pois em 1997. 11. que trouxe a figura do importador. que tem sede constitucional no caput do art.A referibilidade é menos que contraprestação. O salário de contribuição está submetido a dois limites: um máximo e outro mínimo. É o caso.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ sistema S será o SESC. regime próprio. § 3°. trouxe essa atualização. Em outras. não vai inscrever em dívida ativa.195. Há também a figura da diversidade da base de financiamentos. O limite mínimo é o salário mínimo ou piso salarial da categoria.. Por este motivo. de maio de 2005. precisa de referibilidade. que são os bancos. O contribuinte precisa estar incluído em grupo. não vai ajuizar a execução fiscal. independentemente de contribuição. contribuição sobre a folha de pagamento. É mais que capacidade contributiva. na ADIN da cobrança dos inativos reconheceu o Princípio da Solidariedade como informador da Seguridade Social. que foi declarada inconstitucional. CP V – C 2005 . previdência e a assistência social. II. conceituou trabalhador em um RE. V aparece o Princípio da Eqüidade. Quando a categoria tiver um piso salarial. falava-se apenas em “trabalhadores”. somente se poderia cobrar contribuição do segurado. entretanto. É para todos. O salário-de-contribuição é a base de cálculo da contribuição do segurado e do empregador doméstico. Tem-se um princípio que informa o custeio da previdência social. Se houvesse uma referibilidade estrita. do STF. que é o Princípio da Solidariedade. contribuições. A solidariedade será menos que a referibilidade. 41. 195. teremos toda a sociedade custeando a previdência social. O valor máximo é R$ 2. Tanto é assim que os Procuradores que estavam na dívida do INSS estão lotados na Secretaria de Receita Previdenciária. Os recursos serão buscados em vários segmentos da sociedade. É este princípio que autoriza a cobrança de contribuições daqueles que não se beneficiaram diretamente. Para o RGPS. um outro princípio que é a solidariedade. da Lei 8. 195. Outro exemplo é o da empresa que emprega mais. A saúde pública no Brasil é universal e gratuita. 195. o trabalhador avulso. Existem alguns princípios constitucionais específicos para o custeio da Previdência Social. Na seguridade social não se tem a referibilidade como ocorre com a taxa. 194 se observa o termo objetivo da Previdência Social. pois se coleta o lixo de cada morador do logradouro público. pois só ele tem relação com a previdência. a Lei 9. como também na saúde e assistência social. e pode gozar de alguns benefícios. Não se pode imaginar que somente uma categoria de pessoas custeasse isso tudo. que é mais que igualdade é igualdade material. não confundi-la com a taxa de limpeza urbana. Municípios e o Distrito Federal entram com verbas para a previdência de seus servidores. para não onerar o tributo daqueles que já contribuem. por exemplo: os segurado estão divididos em faixas.194.443.212/91. o art. No art. e exercente de mandato eletivo não era se enquadrava no conceito de trabalhador. Há também a figura do mero arrecadador.212/91). Demais Segurados da Previdência Social – Contribuinte individual. A nova redação fala: “dos trabalhadores e demais segurados da previdência social. No art.. que arrecadam e repassam para o destinatário legal. especificamente. que estabeleceu um valor de R$ 2. segurado facultativo. para manter seu valor real. mesmo não sendo prestação direta. do art. temos o Princípio da Diversidade de Financiamento.15. é quase uma contraprestação. Na versão original do art.400. Para se evitar uma sobrecarga tributária. Da mesma forma que a referibilidade é menos que a contraprestação. O Ministro Carlos Veloso. Chega-se a este valor máximo. pois a base principiológica desses serviços é a gratuidade. que somente observa o aspecto econômico. segurado especial. com base neste princípio. Aqui. Salário-de-Contribuição: tem como objetivo o cálculo do salário-de-benefício e também calcular o valor da contribuição do segurado.

portanto. durante o mês.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ No art. em regime próprio. que não são pagas pelo empregador. São considerados contribuintes individuais: o empresário. O prazo para recolhimento é até o dia 15. Já a contribuição do segurado especial. contribui para o RGPS (não ficou clara essa frase do professor). que deve recolher a contribuição até o dia 2. somente salário-família. A questão mais importante em relação a este tema é se o 13° salário integra o salário-de-contribuição. não há problema. CP V – C 2005 .620. Isso irá determinar duas contribuições. Quando o segurado viaja e tem gastos. As férias indenizadas também não integram. já se desconta o CPMF. O STJ já chegou a decidir que o cálculo deveria se dar de forma conjunta. é até o dia 15 do mês seguinte. A pessoa jurídica que toma o serviço de um contribuinte individual deve reter a contribuição previdenciária. não tendo direito a maioria dos benefícios. não é isso que faz a previdência.212/91) deve contribuir. § 8°. Quando a contribuição é somada ao mês. em pecúnia. Parcelas não-integrantes: várias são as parcelas que não integram o salário de contribuição (§9°. A alíquota vai progredindo. via de regra sim. contribui para o regime do servidor público. não tinha a contribuição retida. O salário-de-contribuição do empregado doméstico é aquele que está registrado na carteira de trabalho. assim como a do contribuinte individual.666/03 traz a retenção obrigatória. da Lei 8. que sendo inferiores a 50% do valor de sua remuneração. da mesma forma como é feito o cálculo do IR. sem abatimento.28. O 13° só é salário-de-contribuição para fins tributários. devendo ser recolhida pelo prestador posteriormente. há uma redução. Remuneração in natura. embora a decisão tenha ocorrido após a Lei 8. a remuneração dos dois ofícios devem ser somadas para que se calcule o salário-de-contribuição. isso afastaria a referibilidade. O que remunera o trabalho integra o salário-de-contribuição. O plano de demissão voluntária também não integra o salário-de-contribuição. mas algumas remuneratórias. o empregado recebe diárias.212/91. Com este raciocínio não haveria inconstitucionalidade no art. é cobrada após a produção rural. O que indeniza o segurado não integra o salário-decontribuição. não para que ele exerça o seu trabalho. todos os demais benefícios são isentos. Para Marcelo Leonardo Tavares. Para o segurado facultativo.28. sendo necessária somente uma leitura a lei. o salário-de-contribuição.668. A retenção acontece também pelas cooperativas (ex. nos dois primeiros percentuais dispostos na lei. por exemplo. da Lei 8. Essas são as parcelas básicas que integram a remuneração do segurado. É independente. uma em razão da remuneração normal do mês e outra em razão do 13°. cooperativas de leite). da Lei 8. Essas são as férias não gozadas. O mês de competência é o mês em que se efetivamente se exerceu o trabalho. salário-maternidade (Decreto) e os direito de habilitação profissional. A contribuição do segurado empregado.212/91).212/91. Mas já vimos que o Princípio da Solidariedade autoriza a cobrança de contribuição. sem a escalonagem do IR. A soma das atividades é que deve se limitar ao teto. para efeito de cálculo será esse valor. sendo esta cobrança inconstitucional.212/91. do mês seguinte. Quem prestava serviço para uma pessoa jurídica.212 disciplina o que seja produção. da Lei 8. Quando uma pessoa desenvolve mais de uma atividade. que não excedam 50% e o vale-transporte. A base de cálculo é o salário-de-contribuição. 2. mitigando. Pode-se dividir a remuneração do segurado em três tipos: 1. sujeitando-se somente aos limites máximo e mínimo. Entretanto. No cálculo do benefício não se vai considerar o 13°. Gorjetas. Todas essas remunerações integram o salário-de-contribuição. Não ocorre o abatimento. Quanto ao segurado que se aposenta pelo RGPS e volta a exercer atividade remunerada (art. §§ 3° e 4°. conforme autoriza o art. Algumas indenizatórias. uma casa. que autoriza a cobrança em separado. Outra questão diz respeito ao servidor público. Entretanto. há as parcelas que integram o salário de contribuição. da Lei 8. No caso do empregado doméstico. da Lei 8. Quanto ao segurado facultativo a alíquota é de 20 %. limitado a 9%. e em separado a contribuição do 13°. o salário-de-contribuição é o que ele quiser. a referibilidade. assim como as diárias de viagem. não traz grandes problemas. 3. §4º. O art. com exceção do salário maternidade. o autônomo e o equiparado ao autônomo. não integrando o salário-de-contribuição. mas por terceiros. § 4°. O salário-decontribuição do contribuinte individual é a remuneração que ele recebe de uma ou mais empresas. se for o caso.15. que seguem a regra geral. inclusive o doméstico e do trabalhador avulso. conforme dispõe o § 4° do art. Este dispositivo autoriza uma compensação. 25. O INSS calcula a contribuição do mês de pagamento da remuneração normal. 195. 12. do art. e não as atividades individualmente. Vai compensar 45% do que o empregador recolheu de sua contribuição. Salário propriamente dito. contraprestação pelo seu trabalho em facilidade. mas como um prêmio pelo seu trabalho. são indenizadas. O caso que foi motivo de apreciação pelo STJ estava sob a égide de lei anterior à Lei 8.620. também para os contribuintes individuais. o que antes não acontecia. O percentual é aplicado em relação ao valor integral. do mês seguinte ao da competência. que é obrigação do empregador. não integram o salário-decontribuição. A Lei 10. pois existindo o teto de R$ 2. Quanto à retenção. Salvo as aposentadorias e pensões.12. 30. A grande celeuma se dá no que diz respeito ao cálculo em separado do 13° ou somado ao valor da remuneração dom mês em que ele foi pago. bastante. são consideradas indenização. um carro.

Quando a empregadora doméstica utiliza os serviços da empregada doméstica com o intuito de auferir lucro. II.. recolhe as duas contribuições unidas. No art.195-A. Mudou o fundamento constitucional. tem-se a figura do empregador. com base no empregado. transforma-se de empregadora doméstica em empregadora e a empregada doméstica em empregada. A alíquota do empregador doméstico é de 12%. A regra para os outros empregadores é que contribua sobre tudo.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Todas as contribuições vistas tem base no art. mas o empregador doméstico é semelhante ao próprio segurado. 195. por isso a forma é semelhante a do segurado. Há um empregador contribuindo sobre salário-de-contribuição. CP V – C 2005 . sobre tudo que o empregado recebe. pois e pessoa física ou família. O empregador doméstico tem que fazer a retenção do percentual devido ao empregado doméstico. que toma o serviço sem fins lucrativos.

Art. 20% sobre o valor da remuneração (vale para empregado. na verdade. avulso C. Conta-se a que tem mais empregados. Para se falar em salário tem que haver vínculo empregatício. foi declarada constitucional.212/91).212 . pois tem mais empregados. A segunda posição é de que o conceito de faturamento pode ser alterado pela lei ordinária (para o professor está mais correta). avulso (art. por exemplo. b da CR. nem 2% e nem 3%. É constitucional devido a vacatio legis. bastando que contrate um segurado. As atividades são tratadas no anexo V do Decreto nº 3. a cobrança só ocorreu depois por causa do princípio da anterioridade.57. § 6º.666. COFINS: contribuição para financiamento da seguridade social. risco leve.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ André Oliveira da Silva Tema 11 Custeio Contribuição Social – hoje o termo é mais amplo (art. a questão dos 90 dias do princípio da anterioridade e quando fechou a cobrança já estaria sob a égide da EC 20. a outra tem 10 contribuintes individuais. Alínea a. Saiu agora a PT MSS nº 822. I da Lei nº 8.048. Além disso tem: Empregado T.202.048 (trata de atividade preponderante). Lei nº 8. isso foi antes da EC 20. Na atividade A. Informativo 392: Lei nº 9. a prestar serviço para uma empresa.212) – sobre remuneração e faturamento.22. a lei passou a ser lei ordinária. I e II da lei nº 8. §7º. ao invés de ser sobre a remuneração dos trabalhadores ela não paga nem 1%. Entendimento da constitucionalidade da referida lei. §1º) Cooperado de trabalho/ produção Lei nº 10.22. questionamento de sua constitucionalidade. ou seja. §8º. §3º do Decreto 3. Todavia. II da Lei nº 8.22. a entidade promotora do espetáculo já faz o repasse. O que se paga ao empregado. I da CR ≠ art. Remuneração: art. Empresa de 10 empregados e 10 contribuintes individuais. tudo depende da natureza do trabalho desenvolvido para ser considerado remuneração. Pode ser gerada uma contribuição social nova somente por via de lei complementar. §9º/CR) Utilização intensiva de mão-de-obra Empregado + 2. III da Lei nº 8. A lei complementar é exigida apenas em contribuição social nova não prevista na CR. Veio a norma. entidades religiosas. I. by Isabella Art.22.5 % T.212) 6% 25 anos 9% 20 anos 12% 15 anos (art.213) (art. Paga sobre a receita bruta. é pro labore. Lei 8.22.668.1º Rio de Janeiro. Clube de futebol – 20 % sobre a remuneração – art. Há várias ações na justiça do trabalho pedindo verbas trabalhistas de pastores e padres. há 9 empregados. todavia.§§ 6º e 7º do art. Contribui como se empresa fosse.708.195.195. Informativos 294 e 392. Lei 8. Ver art.22. Se a empregada ganha R$ 10 mil ela contribui com 11 % sobre o valor da remuneração e o empregador contribui com o valor de 20% R$ 10 mil. o conceito de remuneração é mais amplo do que o de salário. Art. Quando a matéria passou a ser considerada contribuição social prevista na CR. (contribuição sobre faturamento ou receita). até a União fica no conceito de empresa.57 da Lei nº 8. CP V – C 2005 . Se uma dona de casa é contratada para fazer comida. §6º. risco grave. trabalhador avulso e contribuinte individual).15 e também as novas contribuições. por conta disso.212/91. individual 1% leve 2% médio 3% grave Risco ambiental do trabalho Empregado T. informar a autoridade promotora todas as receitas obtidas no evento. Quem define cada uma das atividades é o decreto. II.22. ou seja. de 11/05/05 com os novos valores R$ 2.212 – art.22. Antes da EC 20 era contribuição social da empresa. Outras receitas da seguridade social: COFINS e a CSSL (contribuição social sobre o lucro líquido).212.195. A atividade preponderante é a A.213 (contribuição da aposentadoria especial). Apesar de a lei ser antes da EC 20.20 da Lei nº 8. A contribuição social que foi criada para o empregador doméstico foi criada por lei ordinária.212/91. O faturamento seria a receita bruta. art. na atividade B se tem 10 contribuintes individuais e 1 empregado. A norma pode estabelecer o conceito de faturamento (que é o total da receita bruta). §13. uma vez que a lei que instituiu veio antes da EC 20. I da Lei nº 8. O contribuinte individual está no art. contribuintes. I da Lei nº 8. 16 de maio de 2005. Há de se incidir contribuição sobre gorjetas e adiantamento salarial (art. avulso + (art. a empresa contribui de 20% sobre o total da remuneração. Em substituição.15.212.

A competência para fiscalizar. outro para contribuição social.167. COFINS. por exemplo.5 + 0. Outra substituição é o produtor rural pessoa jurídica – agroindústria. Já engloba aqui várias contribuições e tributos. A contribuição social que incide sobre a remuneração não pode ser aplicada em qualquer outra área da previdência. o INSS tem competência para as que incidem sobre a remuneração e sobre àquelas de substituição. arrecadar é a receita federal. Microempresa pode ter um tratamento diferenciado. As empresas que aderem ao SIMPLES estão desobrigadas a contribuírem com o valor de 20% sobre a remuneração.1 (somente em casos de acidente do trabalho) sobre a receita bruta (art. Lei 8. É a idéia de tributo unificado. como IR. mas tão somente ao RGPS (art.212). XI da CR).22-A. não podendo ser aplicada na área da saúde.317/96). IPI. Por isso é contribuição social previdenciária. Nesses casos tem-se um percentual que incidirá sobre a receita bruta e se terá um valor fixo o qual um irá para a COFINS. outro para a CSSL. Contribui com um percentual de 2.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ SIMPLES: sistema simplificado de tributação (Lei nº 9. CSSL. CP V – C 2005 .

da lei 8212/91 teve sua vigência suspensa pelo STF. No caso do art. é necessário comprovar que nada deve à Previdência Social. configura-se o crime de apropriação indébita previdenciária. CP V – C 2005 . Além disso.048/99. quem não estiver sujeito ao CNPJ ou no caso da construção civil.195. 55. A empresa não se inscreve. O parcelamento das contribuições se dá em até 60 meses. da lei 8. arrecadar é descontar da remuneração do empregado e do trabalhador avulso. lei 8. sendo que cada mês pode ser dividido em quatro períodos. 55. Todavia. §7º. 45 da lei 8. sendo prazo de decadência. além de se impedir a alienação ou oneração de bem imóvel. que. É necessário confessar a dívida para se impedir questionamento quanto ao valor. Não se pode compensar tal contribuição com COFINS ou CSSL.219. 219 do decreto 3.212/91. Para compensar ou restituir. As entidades beneficentes de assistência social têm isenção prevista constitucionalmente (art. Todavia. A constituição do crédito pode se dar pela notificação.212/91). sendo possível deferir tal parcelamento com a empresa em concordata. o decreto 3048/99. O decreto 3. Se recolher e não repassar à Previdência Social. se a própria obrigação foi recolhida indevidamente. o que não é razoável. Entende-se que a decadência não é norma geral de direito tributário. Distrito Federal). a empresa devedora do INSS não pode requerer a certidão de entidade de assistência social. Quanto à contribuição de terceiro. Todavia.212/91. Todo mês. tem-se 30 dias para se matricular junto ao INSS contado do início da sua atividade. 32 da lei 8. sendo que o INSS procede à matrícula de ofício se houver omissão. Pelo art. Para alterar dados na Junta Comercial. a empresa contratante de mão de obra retém 11% do valor bruto da nota fiscal ou da fatura de prestação de serviços a ser paga até o dia 02 do mês seguinte ao do serviço prestado em nome da empresa cedente da mão de obra. prevê-se um prazo de 10 anos. conforme também prevê o art. A empresa sujeita ao CNPJ não precisa ir ao INSS. impede-se a prova de inexistência de débito para com o INSS. confissão de dívida e auto de infração.048/99. É contado: 1) 1º dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido apurado e constituído o crédito. CRFB/88). 2) data da decisão definitiva que houver anulado a constituição do crédito anteriormente efetuada.31 da lei 8. Todavia. sendo que a lei 10. o empregador é obrigado a preencher uma guia (GFIP) em que se registram informações do segurado junto ao CNIS. Ainda que as contribuições estejam em dia. A certidão de utilidade pública tem que ter natureza federal necessariamente e uma certidão de algum dos demais entes federativos (Estados. 168-A do Código Penal. embora a própria lei 8212/91 a denomine de isenção em seu art. 33. A contribuição para a Seguridade Social agora inclui a do importador de bens ou serviços do exterior ou de quem a lei a ele equipara.89 da lei 8.212/91. ela é também cobrada como contribuição social previdenciária. que só prevê que só é restituído através de pedido de restituição. somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo INSS na hipótese de pagamento ou de recolhimento indevido que incida sobre a remuneração. Não se pode parcelar o valor que foi arrecado do empregado e será recolhido pelo empregador junto ao INSS.666/04 estendeu tal obrigatoriedade ao empregador quando este contrata um contribuinte individual. III. sob pena de sofrer cobrança por via judicial. trata-se de imunidade. a GFIP também pode constituir crédito. prevê a compensação no mês seguinte (art. Municípios. É possível o reparcelamento uma única vez. da lei 8. faz-se necessário requerê-las na entidade beneficiada por tal contribuição.212/91. Quanto ao empregado doméstico. o recolhimento se dá até o dia 15. com base no art. No art. §9º). prevê que o prazo de validade da certidão negativa de débito é de 90 dias. mas se matricula (art.212/91. é possível requerer tudo junto ao INSS. se tal guia não for enviada. O art.212/91. A empresa que está devendo para o INSS não pode contratar com o Poder Público ou receber benefício ou incentivo fiscal ou creditício dado pelo mesmo. Isso é demonstrado pela CND (certidão negativa de débito). no art. porque a inscrição no CNPJ matricula a empresa no INSS. que está no art. Não se exige certidão negativa de débito junto ao INSS quando não há mão de obra remunerada para a construção civil. 4º e 5º da lei 8. ligando-se isso à residência unifamiliar. é limitada a 70 m². §7º. no decreto 3. ao invés da lei. sendo renovada a cada 3 anos. pois é pressuposto a inexistência de débito. 30 da lei 8. porque se restringiu o alcance do legislador constituinte por só isentar de contribuição entidade que preste assistência social de maneira exclusiva e gratuita. cuja natureza é decadencial por ser apurar e constituir créditos. §6º. Pelo art.49. O deferimento do parcelamento fica condicionado ao pagamento da primeira parcela. ao segurado facultativo e ao contribuinte individual. tendo de ser pago à vista. Recolher é pegar o quantum e encaminhar para a Previdência Social até o dia 02 do mês seguinte à arrecadação feita pela empresa. 55. Não é permitido parcelamento de dívida de empresa com a falência decretada.46 da mesma lei. Seus responsáveis não podem perceber remuneração nem usufruir vantagem ou benefício a qualquer título e eventual resultado operacional terá aplicação integral na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais.257. nem pode ultrapassar 30% do valor a ser recolhido. As obrigações acessórias das empresas estão no art. Os parágrafos 3º.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ André Oliveira da Silva Tema 12 by Eduardo Pela previsão do art.212/91. por se ligar ao direito de cobrar o crédito tributário já apurado e constituído. §7º. Pelo art.212/91. indo além da lei 8. sendo que o STF entendeu ser possível a prestação de assistência social por entidade que não preste alguma atividade onerosa.212/91 também tiveram sua eficácia suspensa.048/99. tal prazo tem natureza prescricional e é de 10 anos.

para comprovar tempo para aposentadoria. CP V – C 2005 . como o fez. não há decadência. prever prazo relativo à decadência. Por fim.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ podendo a lei.

não há a transferência da coisa. Art. mas incluem-se os juros de mora. Antes mesmo de descontar fisicamente a coisa há o prazo para o recolhimento.137: em regra. havendo a tradição da coisa. mas há uma exceção. Art.168-A do CP: crime formal.500. A presunção pode ser aplicada em desfavor do réu. O ânimo de se apropriar é denominado de animus rem sibi habendi. A apropriação indébita tributária se consuma com o não recolhimento. é o segundo dia do mês.168 do CP o crime pode ser omissivo ou comissivo. não se apropria de algo que não se possui. ou seja. sendo neste momento a consumação do crime. Lei nº 8. destrói a coisa. pois o dolo é especial.137: crimes materiais (fraude + supressão tributária). Estavam na Lei nº 8. mas para afastá-la é necessário que a defesa se desincumba desse ônus. em relação às fases posteriores da Lei nº 9. pois está no próprio tipo. É crime pluriofensivo (afeta mais de um patrimônio jurídico). II. a partir de atos reveladores da vontade de apropriar-se da coisa. Esse princípio afasta a tipicidade no seu aspecto material. é de consumação fixa no tempo. Tutela-se o patrimônio público. Lei nº 8.1º. Após a Lei nº 9. by Isabella CP V – C 2005 .983 aplica-se o princípio da insignificância.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Fabrício Antônio Soares Tema 13 Crimes Previdenciários Crimes tributários: quando o tributo se tratar de uma contribuição previdenciária há a especialidade que fará incidir determinadas regras aplicadas a crimes previdenciários sem afastar-se dos crimes tributários. Para alguns é crime de mera conduta.212/91. excluindo-se a multa moratória. Art. Lei nº 8. o qual é genérico. dizendo que não se justifica a cobrança. é formal. Art.2º. Nos crimes tributários em geral há duas normas: é aplicado o princípio da insignificância. os crimes são formais (pois há consumação antecipada de suprimir o tributo). afastando a natureza de crime material. Aqui á a apropriação indébita previdenciária. Trata-se de crime material. De quem é a prova do desconto da contribuição previdenciária que deixou de ser recolhida? R. A dúvida está no valor porque na Lei nº 10. portanto.137: é denominado de apropriação indébita sem o ser. Art.168-A a natureza é omissiva. Exige-se aqui a fraude.00. Os crimes previdenciários são o art. art.137 – agente que desconta o tributo na fonte e não recolhe do fisco. Já o momento da consumação da apropriação indébita é da inversão da posse. a transferência é lícita. Na apropriação indébita o agente possui licitamente a coisa. II da Lei nº 8.168-A previu o efeito específico para a insignificância que é o perdão judicial. Em havendo inversão no título da posse. Há presunção de que o desconto foi feito pelo empregador.522/02 há previsão de arquivamento sem baixa da execução fiscal no valor de R$ 2.2º. Lei nº 8.95. pois o art.000. mesmo nos casos em que há fraude.000 (Lei nº 9. o qual só há no art. Na apropriação indébita previdenciária ele não precisa ter a posse da coisa. O art. No art. alienar a coisa. por exemplo. No art. o crime é patrimonial. Princípio da insignificância: sendo o bem tutelado de natureza patrimonial aplica-se o princípio da insignificância.168-A do CP (apropriação indébita previdenciária) e o art.2º está voltado para o imposto de renda e os tributos indiretos (ICMS e IPI).983/00 não se aplica o princípio da insignificância de R$ 1. Nos crimes tributários a proteção é quanto aos bens públicos. Rio de Janeiro.168-A é só o dolo.337-A do CP (sonegação previdenciária). mas a fatos posteriores não. Não há a cobrança de créditos inferiores a R$ 1.168-A de apropriação indébita só tem o nome.00. Atualmente.168 do CP. por isso a coisa passa a ser ilícita.137): sonegação previdenciária. é crime omissivo próprio. A presunção é estabelecida em lei e não na Constituição. Se os fatos forem anteriores à Lei nº 9. Natureza jurídica: crime omissivo próprio. 17 de maio de 2005. Paralelo é o art. O prazo para recolher é anterior ao recolhimento do salário. O desconto sendo elemento do tipo será aplicado ao crime essa presunção do desconto? R. prescinde do elemento subjetivo especial do tipo (basta a vontade de não recolher). mas a partir de um momento subseqüente há a inversão do título da posse.337-A (paralelo ao art. O critério para aplicação desse princípio é o critério que o credor considera insignificante quanto extingue o crédito tributário.441/97). não se admite a tentativa. Tanto é assim que o prazo para o recolhimento do tributo é anterior para o prazo do pagamento do salário.983/00 esses crimes passaram a ser tratados no Código Penal.1º. O elemento subjetivo do tipo do art. Dependendo dos atos exteriores que revelem o ânimo de se apropriar o crime poderá ser omissivo ou comissivo. O art. a consumação varia no tempo. tal fato se dá por revelação de fatos exteriores.2º.

É uma contradição da posição do STJ nos crimes previdenciários e nos crimes tributários. Em relação aos crimes previdenciários a posição do STJ é a supra citada (R$ 1.00.Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ Além do valor supra citado há o valor de R$ 10 mil previsto na portaria do Ministério da Fazenda nº 49.000. O valor de R$ 2. CP V – C 2005 . Em relação aos crimes tributários a maioria vem entendendo que o serve é o valor de R$ 2. Há também o valor de R$ 1.500.00). pois está estabelecido na Lei nº 10.00 previsto pela Lei nº 9.522/00. o qual serve para a extinção do crédito tributário.00 e R$ 10 mil são valores para arquivamento sem baixa na distribuição.469.000.500.