You are on page 1of 31

Título I ORDEM SOCIAL §1 O Homem e a Sociedade 1.

1 Natureza social do homem a) «O homem é um animal político»: Aristóteles; b) a sociabilidade é inata ao Homem; c) o mundo animal e o mundo cultural, produzido pelo homem; nomeadamente o mundo institucional: o direito como uma instituição cultural d) a necessidade do direito: a paz e a vida em comum exigem institucionalização de regras. §2 Várias ordens normativas Necessidade de regras; necessidade de regulação de comportamentos. a) a religião âmbito: os crentes; são também regras de conduta: os mandamentos da lei cristã, por exemplo. Mas as sanções não podem utilizar o Estado e os aparelhos repressivos do Estado. O direito canónico: as penas: a excomunhão; b) a moral imperativos de consciência; moral geral e deontologia profissional; O direito, porque disciplina a acção humana, também tem em conta factores internos que condicionam esse actos (a culpa, o dolo, o temor, a intenção, a boa-fé); Importante fazer a distinção a) critério teleológico: fim pessoal/fim social: insatisfatório; inverso é verdade também. b) critério da interioridade/exterioridade: insuficiente: moral releva tb aspecto externo «fazer o bem» «de boas intenções está o inferno cheio»; e direito também valor aspecto interno (vide supra); c) imperatividade: a obrigação moral não confere qualquer direito correspectivo; a obrigação jurídica em princípio sim, … mas: obrigações naturais – 402.º CC; d) autonomia/heteronomia (vontade/imposição);

e) espontaneidade/coercibilidade: contudo a aceitação da norma jurídica não implica necessariamente coacção: a norma jurídica é cumprida, na maior parte dos casos, espontaneamente. f) Normas jurídicas moralmente indiferentes: por exemplo, direito de ordenaçãosocial; normas técnicas … Normas jurídicas contrárias à moral (2194.º CC);

Conclusão: grande coincidência de conteúdos: exs.: artigos 953.º e 2196:º (nulidade de disposições testamentárias e de doações ao cúmplice de adultério); revogação da doação por ingratidão: 970.º, 974.º Mas: o direito é um dever-ser que tem-de-ser! Iremos encontrar vários momentos em que a solução justa de um conflito de interesses, ou o comportamento juridicamente correcto dos sujeitos jurídicos, ou mesmo dos operadores judiciais, terá uma base de justiça moral (ex: dever de contraditório, presunção de inocência do arguido; proibição da retroactividade, publicidade dos actos; prazos, etc., etc.) c) normas de uso social – são impessoais e coactivas (coactividade social, prestígio, dignidade, marginalização). Há casos de usos que adquirem juridicidade, sendo consagrados em letra de lei: usos laborais (ex: remuneração em espécie, feriado no aniversário, gorjeta, etc.)

Características do Direito: a) necessidade/socialidade/alteridade b) imperatividade; graus de imperatividade c) coercibilidade: sanção potencial Em regra, a norma jurídica é cumprida porque é legítima O que é a legitimidade? regras de processo de produção de normas (aspecto formal); regras de competência dos órgãos autores (aspecto orgânico), regras pré-existentes cujo conteúdo tem de ser respeitado (aspecto material) Normas sem sanção: normas constitucionais referentes aos poderes dos órgãos de soberania; Normas de direito internacional público

d) exterioridade; Comandos que se impõe e vinculam os comportamentos exteriorizados (embora, como vimos, a intenção interior seja relevante); e) estatalidade O que é o Estado? Estado e Organizações de Estados fontes de Direito; Autarquias locais, Regiões Administrativas e Estado.

TÍTULO II ORDEM JURÍDICA CAP. I DIREITOS SUBJECTIVOS Questão: o que é um direito subjectivo? Qual a sua natureza? Escola do Direito Natural – o direito subjectivo é algo inato ao indivíduo e, por isso, é anterior à norma jurídica que o consagra: o Direito reconhece os direitos subjectivos, não atribui direitos; Escola do Positivismo Jurídico (Expressão jurídica do cientismo positivista – Comte) – os direitos (e os deveres) são os que estão na Lei – Dura Lex sed Lex – o Direito atribui direitos.

Teorias: Teoria da vontade: Savigny, Windscheid: os direitos subjectivos são as vontades individuais protegidas pelo Direito. Críticas: a) os menores, os deficientes mentais, não têm vontade reconhecível pelo direito (maturidade) e, contudo, têm direitos subjectivos (ver CC) b) as pessoas colectivas não têm uma vontade psicológica mas têm direitos; c) há direitos que não têm temporariamente titular (herança jacente, direitos do nascituro);

Fundamentaram os totalitarismos. Teorias funcionalistas – kelsen – o direito subjectivo é uma função social. exercido como «um dever» numa comunidade. os direitos são o contrapólo dos deveres. subsídios no âmbito da relação de trabalho). e) direitos cuja renúncia não produz efeitos (direito a férias. incapazes). c) Há interesses protegidos pelo direito: caso da vacinação obrigatória: mas não resultam daí direitos subjectivos. mas este continua a existir. d) Há interesses protegidos retirando direitos e não concedendo direitos (menores. não é o direito em si: direitos não são interesses. Normativismo: o direito subjectivo é a consequência do que a norma determinar: as normas determinam deveres de conduta e. . b) se o interesse fosse essencial ao direito o direito não existiria se não houvesse interesse: por vezes não há interesse em exercer o direito. a retribuição. Teoria normativo-integrante: os direitos subjectivos são expressões da autonomia pessoal a exercer de forma responsável no seio de uma determinada comunidade. Teoria do interesse: IHERING o direito subjectivo tem duas facetas: interesses individuais e protecção desses interesses pela ordem jurídica. por isso. para bem desta.d) o titular dum direito pode não o exercer sem que o direito desapareça. Mas – crítica – os direitos não teriam que ter qualquer base ou axiológica. Liberdade e responsabilidade social (solidariedade) são dois pólos conexos. ou se o seu titular não souber que o tem. Críticas: a) o interesse individual é o fim do direito.

integrado. reconhecido pela ordem jurídica (Direito em sentido objectivo). b) poder de exigir comportamento .Poder de produzir efeitos jurídicos na esfera jurídica de outrém – direitos potestativos (constituição de servidão de passagem. por acto de autoridade pública (decisão judicial). a1) o poder de domínio é absoluto: impõem-se a todos – dever geral de abstenção. b2) o poder de exigir uma prestação (direito de crédito) é relativo – devedor determinado. ou equivalente (817. ou faculdade. 827.Poder de exigir ou pretender: a) poder de domínio sobre bens (materiais ou imateriais). produzir efeitos jurídicos que inevitavelmente se impõem a outra pessoa. de exigir ou pretender de outra pessoa um determinado comportamento positivo (facere) ou negativo (non facere) ou de. Poder de exigir ou pretender poder de exigir – recorrer a tribunal para obter o cumprimento coercivo do dever (ex.SECÇÃO I PRIVADOS Noção: Poder. resolução de contrato).prestação de facto ou de coisa.º CC) (indemnização 483. Pode dizer-se que os direitos subjectivos (em sentido amplo) incluem direitos subjectivos em sentido estrito e direitos potestativos 1 .º CC). por acto de livre vontade. Corresponde-lhe a sujeição (nada a fazer) .ºCC) ou pretender – apenas pretender: não tem poder de exigir: obrigações naturais (402. ou não.º) 2 .

º e segs. 1935.direito de direcção do empresário/administrador 1878. os complexos incluem um feixe de possibilidades: direitos de propriedade. 5 – disponíveis e indisponíveis: estes são.º.Direitos subjectivos inatos e não inatos Inatos: nascem com a pessoa: direitos de personalidade. tutela. PODERES-DEVERES OU PODERES FUNCIONAIS .Direitos potestativos constitutivos: cria-se uma nova relação jurídica (ex: servidão de passagem: 1543.º). Direitos potestativos modificativos: pedido de separação de bens (1767.Poder-paternal. 1409. 4 . direito de uso e habitação (1488. hoje (496.º. direitos de personalidade.º. resolução de contrato. poder paternal.º) 6 – simples e complexos: os primeiros traduzem-se numa prestação específica. 2 – essenciais e não essenciais: em relação à pessoa: não essenciais os que são concebíveis sem a pessoa 3 – pessoais e patrimoniais: estes os que se podem traduzir em dinheiro. direitos de família. . em regra.º). 1535.º. Classificação: 1 . são indemnizáveis. comunhão forçada em paredes confinantes: 1370.. logo.tutela e .º e 1555.º CC) fala-se de danos morais (por violação de direitos pessoais) e da sua indemnizabilidade. relativos – direitos carentes de colaboração (dependem da vontade do devedor).º. direitos de preferência: 1380.absolutos e relativos: absolutos os que conferem um poder independente da vontade do devedor: são direitos de exclusão: impõem-se a todas as pessoas (erga omnes) dever geral de abstenção. Direitos potestativos extintivos: pedido de divórcio. .

promoção. elementos essenciais do Homem (liberalismo). ao reconhecer direitos aos cidadãos. Antecedentes teóricos/filosóficos dos direitos subjectivos públicos: a) a doutrina do contrato social (Locke e Rousseau). aposentação).DIREITOS SUBJECTIVOS PÚBLICOS Direitos que os cidadãos podem invocar contra o Estado. se estaria a «autolomitar». etc. O problema é que o Estado (e os titulares do poder) podem não querer «autolimitar-se» (ditadura). (nomeação. Rousseau – o estado natural do Homem é a liberdade a igualdade: mas o afastamento do «estado de natureza» resultante da vida em sociedade levou o Homem a ter de inventar o Estado a quem conferiu poderes de legislar.º CRP) Direitos a prestações públicas (segurança social). Locke – a função do Estado é garantir a liberdade e a propriedade. . Direitos fundamentais (artigo 18. exigências ao Estado: o poder está no Estado que. imposições. As Declarações de DH: Declaração Universal dos Direitos do Homem (ONU) e CEDH (Conselho da Europa) – importância dos direitos sociais e políticos. ou seja. Direitos de acção judicial Aspecto histórico: a superação dos absolutismos – a Magna Cartha: limites ao poder tributário: direito de audição e de participação. Crítica: o estado natural nunca existiu b) doutrina da autolimitação: o Estado auto-limita-se. exercer a força. classificação. Direitos da função pública. regular. os direitos dos cidadãos são concebidos como limites.

património.. mas vantagens que para nós resultam da aplicação do direito d) Expectativas jurídicas: expectativa de vir ter um direito: não é um direito que o filho tem em relação à herança do pai: mas é protegido permitindo ao filho anular certos negócios jurídicos do pai para salvaguardar os seus bens (caso dos jipes) (protecção da legítima) Também os pactos sucessórios (1700.º).º e segs. ou de celebrar negócios jurídicos (liberdade/faculdade contratual). interpelação para colocar o devedor em mora. (hoje já se reconhecem meios de acção popular para defesa de interesses «difusos») b) Faculdades: são faculdades primárias (não fazem parte de qualquer direito) Há faculdades que integram os direitos sobre as coisas (fruição. etc. tornando a soluções legais tantas vezes «injustas».º). c) Direitos reflexos: vantagens que possa retirar de um embargo de obra nova.FIGURAS AFINS DOS DIREITOS SUBJECTIVOS a) Meros «interesses jurídicos»: interesses dos indivíduos (de todo e de qualquer um) mas aos quais a ordem jurídica não atribui direitos: conservação das estradas. ordem pública. mas é uma ideia que evolui. disposição) ou sobre os comportamentos (definição do local da prestação. 1755. negócios sujeitas a condição suspensiva (o donatário pode praticar actos conservatórios – 273. Elementos lógicos da Justiça . etc. embora não tenha direito de exigi-lo. ambiente. vacinação. não são verdadeiros direitos. CAPÍTULO III FINS DO DIREITO JUSTIÇA - Justiça como virtude social A finalidade do direito é fazer a Justiça! A Justiça não é limitada ao direito positivo. viajar. etc) Meros poderes naturais: passear.

etc.. c) alteridade: o respeito pelo outro. o entendimento que hoje se tem da justa realização do Direito. e de que a Justiça vai além do que está na Lei. d) ajuda a interpretar a norma. e da observância da igualdade. Equidade – justiça do caso concreto (não justiça de aplicação geral) Funções: a) mitiga o rigor da lei (discricionariedade). e) integra as lacunas (ler artigo). Assim: é Justo que os ricos paguem mais impostos do que os pobres. Ou seja. Justiça comutativa – equilíbrio nas relações pessoais (indemnização por danos. preço por bem. assenta na generalidade e abstracção das normas jurídicas. proporcionalidade. como pessoa com igual dignidade. (a lei de Talião) b) igualdade: tratar de forma igual o que é igual e de forma desigual o que é desigual. c) flexibiliza a aplicação da norma (conceitos indeterminados e cláusulas gerais). que atende à vida pessoal em sociedade. …) Justiça distributiva – rege a repartição dos bens comuns pelos cidadãos: é um imperativo da acção do Estado: mais apoio a quem mais precisa (Justiça geral ou legal. justiça é o que deve ocorrer na relação entre os benefícios que a sociedade dá ao indivíduo e o que este dá à sociedade. A JUSTIÇA é uma categoria ética. mas é. já não deixa espaço para a Equidade como categoria autónoma. Mas é necessária uma justiça material: ou seja. da aplicação rigorosa e correcta da lei. correctora da lei. a Justiça em si mesma. é característica do direito privado.a) proporcionalidade: sua concretização no direito positivo (sob pena de carecer de legitimação). necessariamente. b) decisora (resolve de forma diferente do proposto nas normas). TODAVIA . entre a nossa autonomia pessoa e os nossos interesses e a solidariedade e a participação na comunidade em que estamos inseridos. . Justiça social). não decorre. antes. um Resultado Justo.

b) caso julgado (mesmo injusto) (recursos de revisão).º.º CC. al. 1051.º. b) f) caducidade: 328.º e 2204.º. 1536.º. 1569. (12. 29. h) vacatio legis. i) forma dos negócios 875.º.º. n. 1615.º 1. 1569.º1.º Diferença: resulta da lei e da vontade contratual/a prescrição só resulta da lei. n.º.º. a). 947. e) prescrição (310. opera ipso iure e pode ser declarada oficiosamente/ tem de ser invocada.º CRP) d) usucapião. n. 1536. al. c) não retroactividade da lei. 1476.SEGURANÇA JURÍDICA ORDEM – PAZ – CERTEZA DO DIREITO – SEGURANÇA PERANTE O ESTADO – SEGURANÇA SOCIAL Relação entre Justiça e Segurança Casos de prevalência da Segurança sobre a Justiça a) a ignorância da lei não desculpa.º. c).º. al.º. 1485. g) publicidade.º ESTADO (VIDE PPOINT) NORMATIVIDADE JURÍDICA CAPÍTULO I A NORMA JURÍDICA Noção. «critério de qualificação e decisão de casos concretos» .º 1. 1476.

º 1.º. mas incluem-se e estão pressupostas em normas de conduta) c) normas que produzem efeitos automáticos (perda da nacionalidade. n. B) Estatuição ou injunção: prescrição de efeitos jurídicos no caso de a situação se verificar É uma estrutura tipo: haverá normas que a não apresentam (ou em que essa estrutura é difícil de determinar). CC Art.º 284. Ex: normas de processo) (não deixam de ser normas de conduta …. Decompor artigo 483. 122.º 1. d) normas sobre normas (norma revogatória) e) normas instrumentais (normas que disciplinam o funcionamento de órgãos e os processos técnicos.. Art. É na norma que o Direito absorve a realidade e a juridifica! Os conceitos deixam de ser naturalísticos e passam a ser jurídicos.º CC (o sentido resulta da articulação com outro artigo do CC: a norma está em vários artigos.º. Ex. caducidade e prescrição): os seus efeitos não dependem da vontade (mas não serão normas que condicionam – e que devem ser tidas em conta – na conduta.) ESTRUTURA A) Previsão ou hipótese Descrição de factos com termos e conceitos que são jurídicos (têm um conteúdo jurídico).«regra de conduta» a) as normas retroactivas – não seriam normas de conduta porque não determinam comportamentos (futuros) b) as normas qualificativas (ou de conceitos) – não determinam qualquer conduta (certo. CRP.) . n.

ª – Hipotecidade – A determinação normativa assenta sempre na hipótese de verificação de certos factos (se… então…) 2. Proibitivas: proíbem um comportamento: normas penais. etc CLASSIFICAÇÃO a) quanto à sua relação com a vontade dos destinatários Normas Imperativas – a sua aplicação não depende da vontade das pessoas Preceptivas: impõem uma conduta: 406. normas dirigidas aos órgãos supremos do Estado. 1347. como normas jurídicas. circular pela direita.º CC. 1717. «coisa móvel» 205. 878.º.Características da norma jurídica 1.ª – Violabilidade (distinção das leis da natureza) 6.º.º .ª – a coercibilidade: é uma característica: mas comporta excepções: há normas sem sanção (imperfeitas).º e 2189. 473.ª – Abstracção – características abstractas da situação 4. «parentes de testador» 2226. etc.º CC. ou aplicáveis num contexto de relação dos sujeitos jurídicos. 1601.º CC. a) facultativas: normas que regulam os poderes no âmbito da propriedade: (1305. pagar impostos.ª – Bilateralidade (no sentido de ser uma norma relacional) nem sempre se destinam a ser aplicadas a uma relação jurídica típica (mas.º.ª – Generalidade – utilização de categorias (mesmo que os destinatários sejam determináveis).º.ª – Imperatividade – no sentido de que não é opcional: verificada a hipótese a estatuição impõe-se (coisa diferente é saber se a norma é respeitada ou não…).º CC. Normas permissivas: permitem ou autorizam certos comportamentos.º. 2188. «uso nocturno» 1402.º.ºCC c) supletivas: suprem a falta de manifestação de vontade: 772. 5. são sempre normas relacionais. 3. 483.º CC) b) interpretativas: contém conceitos explicados: «uso diário». pois é essa mesmo a vocação do Direito) 7.

º.º) b) especiais: disciplina específica para um grupo determinado de destinatários. etc.º. b) não autónomas (normas remissivas): 1) remissão explícita 2) remissão explícita modificativa 3) remissão explícita modificativa restritiva (1485.ºCC). n. 1440. reduzem o tempo de prescrição (310.º. al.º 3. 1293. n. não podem ser revogadas por norma geral (7. Direito Canónico 1625.º.º). prazo ordinário de prescrição (309. etc.b) 4) remissão explícita modificativa ampliativa (1407. 3). 11186.º e 1134.. Carreiras.º. Dto comercial).Direito internacional privado. 1779.º Quanto à plenitude do seu sentido a) autónomas: expressam um sentido completo. invertem o ónus da prova (344.º). atribui o risco ao devedor em mora (807.ºCC).º a 65.º e 1158. 316.º. e 985.º. mas não oposta ao regime regra (ex.Quanto ao âmbito espacial a) universais – todo o âmbito de poder do Estado (em regra o território) b) regionais – DLegislativo de Região autónoma c) locais (emanados das autarquias locais) E as normas de âmbito territorial limitado produzidas por órgãos estatais? Quanto ao âmbito pessoal de validade a) gerais: estabelecem o regime regra: ex. exemplos: norma que fixa os efeitos da maioridade (130.º. etc: são a maioria) 7) remissão explícita não modificativa extra-sistemática: 14.º.º CC). n. Regime do Trabalho em funções públicas.º) Analisar o artigo 11.º. 317.º e 1781. 1773.º CC) 8) remissão implícita: resulta do sentido de uma norma que o seu regime implica remissão para outra .º.º4) 5) remissão explícita não modificativa 6) remissão explícita não modificativa intra-sistemática (1151. n.º.princípio da consensualidade (219. regra de repartição do ónus (342. 1426.º.º.º . c) excepcionais: regime oposto ao regime regra: ex: exigência de escritura pública. 1690.º 1.º.º 1. também a do artigo 1367.

º 1.º Exemplo: desrespeito prazo internupcial: 1604.º Exemplo: 2189.º. 1605. 275. 441. n. 1296. Normas perfeitas (leges perfectae) : determinam apenas a invalidade dos actos que as violem: Exemplo: 875. CC 10) remissão implícita: presunção legal: provada a verificação de um facto. al. 64.º e 1650.º CC .º Normas imperfeitas (leges imperfectae): não estabelecem sanção: Exemplos: direitos a prestações: 63.º.º do Código Penal. se tem por provada a verificação de outro: 1826. 2190. Constituição. 1636.º.º.º. 1826. mas não produzirá todos os seus efeitos. 1260. 350. n.º Normas menos que perfeitas (leges minus quam perfectae): não estabelecem a invalidade dos actos que as violem.º e 1874.º. 1298. a). n. 1299. 1832.º. Exemplo: contrato de tráfico de droga: 280.º.º.º 2. als b) e c).º. c) e 1631. 1294. al.: posse violenta é de má fé: 1260. al b).º.º.º.º.º.º e 1638. al.: presunção de paternidade. 1828. n. n.º 11) remissão implícita: presunção legal absoluta (iuris et de iure): não admitem prova em contrário: ex. a) e 247.º. n. 1829.º.º Exemplo: 1631.º.º.º e 947.º 1 e 21. c).º 3: são excepcionais: 350. 344.º.º Quanto à sanção: Normas mais que perfeitas (leges plus quam perfectae): determinam a invalidade do acto e uma pena aos autores Exemplo: casamento de quem é casado: 1601. al.º 2.º.º.º. 1295.º.º e 1839. n.º 2.º 2. n. 402. n.º 1.º e 442.º e 220.º DL 15/93. 1649. Exemplo: casamento de menor sem autorização: 1604.º.9) remissão implícita: ficção legal: assimilação fictícia de situações/factos: artigo 805. 1635.º 2 12) remissão implícita: presunção legal relativa (iuris tantum): podem ser ilididas: ex.

830. suspensão.deve falarse de compensação ou de reparação. Punitivas – pressupõe a reprovação de uma conduta e a punição do infractor a) criminais b) civis – incapacidade sucessória por indignidade (2034.º c) indemnização específica: em vez de pagar. 828.º c) disciplinares – violação de deveres funcionais – penas de repreensão.º).º CC.º). dar um bem igual. casamento de menor sem autorização dos pais 1649. .ºa 2020.º e 1779.º e 566. Classificação de sanções Reconstitutivas – restabelecem a situação existente antes da violação das normas a) reconstituição em espécie ou reconstituição natural – 562. subsídios…). quando um contrato não seja cumprido: 827. Compensatórias – impõe que se crie uma situação de valor idêntico: através da indemnização dos danos e dos lucros cessantes (564. Pode dizer-se que as normas sancionatórias (ou a parte sancionatória da norma) se podem distinguir das normas ordenadoras (ou da parte ordenadora da norma) Exemplo: 1672. abonos.SANÇÃO Consequência prevista pela ordem jurídica (Há consequências positivas: certos benefícios fiscais.º do CC. 2003. Noção de danos materiais e de danos morais ou não patrimoniais: 496.º.ºCP (alimentos) Exemplo: 131-ºdo CP: norma que contém a sanção contém implícita a norma ordenadora: prisão do homicida contém norma ordenadora que proíbe o homicídio.º e 250. despedimento.º: deve ser a preferida: exemplos – 1341.º CC.º . multa. b) execução específica – utilizada no direito dos contratos.

º.º.º -regime: conhecimento ex oficio.º. não pode ser declarada oficiosamente ( 287.º e 256.º. 280.º b) invalidade b1. inabilitação para desempenho de cargos públicos 66.3) ineficácia: 1649. inibição da tutela 1933.Preventivas – internamento de inimputáveis 91. 2179. 1577.º a 69. 2003. 255. 240. 2204.º. a todo o tempo. 1630.º 1 e n.º b.º. sanção pecuniária compulsória 829.º.º.º.º. – protecção de interesse público.º e 1948.º. dentro de certo prazo.º Compulsórias – procuram obrigar o infractor a cumprir uma obrigação: direito de retenção – 755. a) e e).º) Exemplos: 125.º e 288. A lei impede a produção de efeitos jurídicos a actos ou contratos a) inexistência jurídica: 1628.º. por qualquer pessoa.º CP.º CC – o negócio não produz os efeitos (ou todos os efeitos) que visava.º. (875.º 4 A ineficácia jurídica Será uma sanção.º.º Classificações legais – 203.º (personalidade e capacidade jurídica) TUTELA O QUE É? .) nulidade: 289.º do CP.º. 781. als. 2026.º b. 2156.º-A. 212.º e 254. 947. 874. 253. Proposições normativas incompletas Definições legais – 202. n.º.2) anulabilidade: protecção de interesse particular: invocável apenas pelos interessados.º. 220. 247. 1977.º.º Qualificações legais – 66. por confirmação. insanável pelo decurso do tempo e por confirmação.

3) passividade: princípio do pedido: artigo 3. Tutela repressiva Aplicação de uma sanção: importância da coercibilidade. autogoverno da magistratura judicial. limitam. Tutela preventiva a) normas preventivas. arresto de bens do devedor. suspensão de deliberação social.º e 123. Ler LOTJ . Estrutura Alçadas Tribunais de competência especializada.º CRP Princípios estruturantes 1) independência – 203.) d) Procedimentos cautelares – o que são? Exemplos: restituição de posse. sujeitam a autorização prévia. alimentos provisórios.º do CPC Organização judicial. conjunto de incompatibilidades. c) Polícias (fiscalizam. inamovibilidade.Modalidades.. Necessidade de um poder estatal organizado e dotado de força para reagir contra as violações de normas: a) os tribunais O que é a tutela judiciária? Análise artigo 202. 2) imparcialidade – impedimento 122. b) medidas de segurança.º CRP: garantida pela irresponsabilidade.º CPC.

as providências cautelares O Ministério Público: 219.º (análise dos pressupostos: o excesso de legítima defesa) d) estado de necessidade: 339.º .º CRP) b) direito de representação: fazer exposições (alertar AP para pretensas consequências das decisões) c) direito de queixa: denúncia de um funcionário aos seus superiores. (52.º CPA b) recurso hierárquico 166. b) acção directa: 336.º c) recurso hierárquico impróprio 176.º d) recurso tutelar 177.A Administração Pública Garantias petitórias: a) direito de petição: pedir à Administração que tome determinadas decisões.º Queixa ao Provedor de Justiça (23.º CC c) legítima defesa: 337.º CRP.º e 220. Garantias contenciosas: acção comum e acção especial. d) direito de denúncia: de uma situação e) direito de oposição: intervenção num procedimento e oposição (171.º CRP TUTELA PRIVADA Defesa dos direitos pelos particulares em situações excepcionais: a) direito de resistência: 21.º CRP): poder «persuasório» e não «decisório».º CPA) Garantias impugnatórias: a) reclamação: 158.

b) sentido orgânico. lei em sentido material (artigo 2.º a 191.º.e) direito de retenção: 755.º CC) (incluindo actos normativos das autarquias locais: 238. n.º) Critérios de resolução de conflitos: a) superioridade ou posição hierárquica: lei superior derroga lei inferior b) posteridade: lei posterior derroga lei anterior.º 4 e 241. c) sentido material. d) sentido formal. A Lei Lei em sentido formal (artigo 112.º.º CRP: acto legislativo). c) especialidade: Análise artigo 7.º CC Processo de elaboração: remissão Direito Constitucional Notas: a) publicação: DR e JOCE b) vacatio legis . Hierarquia das leis: Remissão para a matérias de Constitucional (188.º da CRP). FONTES DO DIREITO Sentidos da expressão fontes do direito: a) sentido instrumental.

Os princípios gerais de direito na CRP (dignidade humana. TÉCNICA JURÍDICA INTERPRETAÇÃO Noção: extrair um sentido. A importância do artigo 8.º..º CRP) .º) (auto-interpretação ou hetero-interpretação em matéria de competência legislativa comum entre AR e Gov.. Dispensar p. particularidades. art. Revogação: expressa/tácita . Princípios fundamentais do direito . 198. No código civil: proibição da retroactividade. 885.º. igualdade. 221 a 226. etc. Antecipar páginas 313 e sgts.210 a 214) O uso: ex. 234. n. semelhanças com a interpretação de qualquer texto. liberdade contratual. responsabilidade por culpa.proibição da repristinação (duas excepções: a lei revogatória ser declarada inconstitucional e intenção inequívoca) Jurisprudência Doutrina Costume Elementos: corpus e animus (dispensa de fls.Caducidade. o problema da interpretação Ex.c) cessação da vigência .º 2.º: o direito internacional público. de vários diplomas portugueses que continha um último artigo dizendo que as dúvidas seriam esclarecidas por despacho ministerial … Modalidades: Interpretação autêntica: (ler artigo13. soberania popular). artigo 218.º.

conexões. Crítica ao objectivismo: maior dependência do «subjectivismo» do juiz: sacrifica a certeza e segurança.º. contexto. Historicismo: sentido da norma na altura em que foi feita Actualismo: sentido da norma no momento em que é interpretada.º 5 (ref. Elementos da interpretação.º e a expressão «pensamento legislativo». história (precedentes normativos) e direito comparado b) sistemático: lugares paralelos. A lei tem de «responder a questões. assegurar a certeza e segurança Subjectivismo actualista e subjectivismo historicista Subjectivismo moderado (teoria da alusão) e extremo (sacrifício total da letra da norma) Críticas: o legislador institucional não tem mens legislatoris. Ac TC 7/12/1993). A teoria subjectivista: a busca da mens legislatoris: expressão de legalismo positivista: respeito pelo autor da lei. Interpretação oficial Interpretação doutrinal (Referência histórica à interpretação dos jurisconsultos romanos). que não foram colocados ao legislado na altura em que a elaborou. trabalhos preparatórios. problemas. unidade do sistema jurídico . n. Conteúdo mais adaptável às necessidades da realidade. respeito pelo princípio da separação de poderes. A teoria objectivista: mens legis: sentido não psicológico (vontade) mas jurídico.Os Assentos: sua inconstitucionalidade face ao artigo 112. A teoria mista: subjectivismo/objectivismo: o artigo 9. Elemento literal Elementos lógicos a) histórico: occasio legis. não é determinável (legislador abstracto) as leis destinam-se a vigorar muito tempo por isso é necessária uma perspectiva que permita uma interpretação actualista mais ampla.

crias novas: quaisquer cabeças de gado. restritiva: o legislador disse mais do que pretendia. deficiência: Publicação da lei no Jornal Oficial (apenas das leis que devem ser publicadas no DR) 4 – Int. qualquer sentido normativo: é como se já não existisse: (revogação tácita). declarativa: coincidência entre espírito e letra Comporta sentido amplo ou restrito: exs: homem (sexo masculino ou ser humano). 5 – Int.c) teleológico (racional) Resultados da interpretação 1 – Int. n. a norma não tem. mesmo que não crias 3 – Int. 2 – int extensiva: o legislador disse menos do que pretendia: há que estender o sentido literal para coincidir com o espírito da norma. o seu verdadeiro sentido. Exs: 2181. há que reduzir 282.º. alienar (dispor totalmente ou parcialmente de uma coisa). 1462. filho (rapaz ou rapaz/rapariga).º.º 1 – estado mental: deve restringir-se para estado mental depressivo.º: onde se lê terceiro deve ler-se terceiros. ab-rogante: contradição insanável entre letra e espírito. enunciativa: extrair sentidos com base em argumentos lógicos: a) argumento a maiori ad minus: lei que permite o mais permite o menos (autorização para alienar inclui autorização para . afinal.

. conclui que existem outras.formas de disposição mais limitadas. mesmo para o arrendamento) b) argumento a minori ad maius: lei que proibe o menos proíbe o mais: proibição da entrada de cães. partindo de semelhanças observadas. automaticamente.º A Analogia Operação mental que. No caso do Direito a semelhança é entre situação que tem regulação e situação que a não tem. b) intenção de não regular certa matéria num determinado momento (aguardando mais completo da situação) c) O sistema jurídico não é um todo fechado e imutável. … Integração Necessidade de esforço integrativo: artigo 8. a norma-regra.2 «espécies de lacunas». proibição de entrada de animais de maior porte. INTEGRAÇÃO Noção de lacuna Prescindir de ponto 65. c) Argumento a contrario sensu: a norma excepcional indicanos. Explicação das lacunas: a) imprevisibilidade. mas em construção permanente.

b) direito fiscal: princípio da legalidade fiscal (103. de justiça e de coerência sistemática. em seguida. n. direitos reais.º: a sua ratio não permite aplicação a outros casos. e extrai dela o conteúdo normativo essencial.º. b) a norma vale só para o caso concreto Prescindir de ponto 66. c) normas excepcionais: artigo 11. aplicando-o. se o legislador não considerou tributáveis certas situações foi porque não quis. Analogia legis: parte de uma norma jurídica concreta.º.º da CRP. .O fundamento é «onde procedam as razões justificativas da regulamentação do caso previsto na lei»: razões de igualdade. de um capítulo do CC. A problemática norma do artigo 10.3.º CRP): são lacunas «políticas» ou seja. 68. etc.º 2. 67. a um caso lacunoso Analogia iuris: parte de uma pluralidade de normas (de um instituto jurídico.º 3 a) o «espírito do sistema» como limite objectivo ao intérprete. fê-lo intencionalmente. Limites à analogia: a) normas penais: vigora o princípio «não há crime sem lei [que o preveja]» (nulla poena sine lege») artigo 29. d) Enumerações taxativas: artigo 483. Ideia de segurança jurídica. e extrai delas um princípio jurídico. n. etc.

Que lei se aplica? D. A e B casam. Se A pratica um facto que não era crime mas a LN vem criminalizá-lo. A. A LN vem alterar os deveres conjugais dispensando a autorização do marido para certos actos da mulher. A LN veio admitir o divórcio de casamentos católicos. .º do DL 47344 (norma formal) ou determina uma disciplina transitória diferente da antiga e da nova lei b) regras de coordenação 1 –princípio da não retroactividade da lei. Quando os cônjuges se separam já entrou em vigor uma LN que estabelece o regime de comunhão de adquiridos. Deve A ser julgado? C. É aplicável no caso de cônjuges casados catolicamente? F.A aplicação da lei no tempo. mantém ou perdem a sua capacidade de agir? B. LA dispõe que maioridade é aos 18 anos: se LN passar a dizer que é só aos 21 e os interessados tem 19 ou 20. Qual se aplica à partilha na separação? Soluções: a) direito transitório. Deve considerar-se inválido? E. Quando os cônjuges casaram valia o regime de bens supletivo da comunhão geral. ex: artigo 23. A LN veio exigir escritura pública para contrato celebrado por escrito particular.

que não determinam a competência da lei aplicável. médio – salvaguarda efeitos já consolidados por sentença ou decisão equivalente. modificam ou extinguem relações jurídicas (a estes a LN não se aplica) de factospressupostos.doutrinas explicativas a) doutrina dos direitos adquiridos: a LN deve respeitar sempre os direitos adquiridos: mas assim seria impossível evoluir (um determinado direito de propriedade sobre um prédio pode perpetuar-se por séculos…). mesmo que se produzissem após entrada em vigor da LN. Casos de proibição expressa da retroactividade: a) normas penais: b) normas fiscais: 103.Graus de retroactividade (máximo. b) doutrina do facto passado: o facto jurídico deve ser regulado pela lei vigente na altura em que se produziu: a LA aplicar-se-ia ao factos e aos efeitos dos factos. mínimo: aplica-se às situações já existentes mas salvaguarda todos os efeitos já produzidos.º2. n. cujo relevo é aferido no momento da actual em que se aprecia a questão: ex: impedimentos matrimoniais. fundamentos de deserdação. d) leis restritivas de direitos liberdade e garantias: artigo 18.º. Distinção entre factos passados que constituem. c) caso julgado (a menos que seja com base em inconstitucionalidade: artigo 282. Casos especiais: a) direito penal mais favorável: .º 3). n. 2. causas de indignidade sucessória.º CRP.

Aos prazos que funcionam como «factos-pressupostos» (prazo internupcial.º.º c) prazos processuais Prazo mais curto: aplica-se a LN a menos que pela LA falte menos tempo. pelo que a sua contagem precisa é muito importante: exemplos a) usucapião: 1287.º Importância prática: os prazos têm efeitos constitutivos ou extintivos. d) conteúdo de relações jurídicas que subsistam à data da entrada. por exemplo): aplica-se a LA.º b) prescrição de direito disponível: 298.º 1 b) condições de validade material e formal de quaisquer factos ou seus efeitos: aplica-se a LA. c) conteúdo de relações jurídicas que subsistam à data da entrada em vigor da LN: aplica-se a LN (abstraindo-se dos factos que lhes deram origem…). Leis sobre prazos: artigo 297.b) direito processual: aplica-se logo a LN. período legal de gestação 1826. Prazo mais longo: aplica-se a LN mas conta-se o tempo já decorrido. ou prazo de ineligibilidade. Código Civil: a) artigo 12. mas em que não se possa abstrair dos factos que lhes deram origem: responsabilidade contratual (o contrato) ou extra-contratual (o acidente. n.º.º e 1828. Resumo .

b) Critério da qualidade dos sujeitos: normas de direito público aplicam-se às relações jurídicas em que intervenham entes públicos. normas de direito privado aplicam-se às relações entre privados: . público são as normas que visam a satisfação dos interesses colectivos. privado aquelas que só dizem respeito aos indivíduos). mas a protecção da parte mais fraca por interesses sociais: respeito pela intervenção do legislador LN): caso dos contratos de adesão. (data da feitura do documento) Responsabilidade extracontratual: LA As Leis interpretativas (artigo 13. crítica: as normas prosseguem todas interesses públicos e privados. dto. Estatuto do contrato: LA (lei em vigor na altura do contrato).º do CC) § 44 Ramos do direito Direito público e direito privado Critérios de distinção a) critério da natureza dos interesses (dto. quanto ao seu conteúdo LN Estatuto real: LA na aquisição/constituição e LN no conteúdo.º Lei em vigor à data da morte: Quanto à validade formal do testamento e à capacidade de testar aplica-se a LA. Estatuto sucessório: sucessão: 2031.Estatuto pessoal: quanto à constituição LA. embora predominem uns ou outros.

da imediação. oralidade. actos de organizações internacionais Referência ao direito comunitário b) Direito constitucional c) Direito Administrativo – d) Direito penal e) Direito processual (civil. acordos internacionais. laboral. p. c) Critério da posição dos sujeitos: normas de direito público aplicáveis sempre que os entes públicos exerçam o seu ius imperii: o menos criticável. administrativo. do contraditório. Falta de entidade coerciva externa. a disciplina fundamental de certa matéria: a) regula um ramo (pelo menos) do direito . Fontes: costume internacional. p. Questão da sua juridicidade: os gentlemen agreement. economia processual. da justiça material Princípios do processo penal: f) Direito do trabalho. entre entidades colectivas com reconhecimento internacional (e mesmo indivíduos). as acções executivas. Princípios: p. dispositivo (as partes dispõe do processo). penal. de forma científico-sistemática e unitária. g) Direito internacional privado. constitucional). livre apreciação das provas. Ramos Direito Público: a) Internacional Público: relações internacionais. celeridade processual. p.critério incompleto: há relações jurídicas com entes públicos às quais se aplica o direito privado. Tipos de acções declarativas. Noção de Código: lei que contém.

b) contém a disciplina desse ramo do direito (CCP. Conflito alemão entre Savigny e Thibaut: os argumentos esgrimidos representam ainda hoje o elenco entre as vantagens e desvantagens da codificação: Vantagens: a) conhecimento mais fácil e aplicação mais segura do direito. o funcionamento de um serviço (ex. em princípio sem métodos de codificação). segundo critérios técnico-científicos Distingue-se de a) compilação (agregação totalizante. mas sema amplitude de um código (estatuto dos Magistrados Judiciais. LOTJ) e) mini-código (de dimensão inferior ao código… é um «lei muito importante. por exemplo. não sendo revistos. CCP. Ordenações Afonsinas b) consolidação: fusão de várias leis numa só (prática habitual na UE) c) estatuto: regula uma matéria de forma sistemática. c) a sua estrutura revela os grandes princípios. por exemplo) d) lei orgânica: organiza e regula. . b) unifica o direito. evita contradições entre as normas jurídicas. Ex. de forma globalizante. aglutinando e articulando as normas jurídicas. Legislação extravagante e avulsa: aumenta à medida que os códigos «envelhecem». não é um ramo) c) é sistemático e científico: ordena as matérias de forma sistemática. que regula uma aspecto importante das relações sociais): ex: Lei do arrendamento.

Desvantagens: a) rigidez: imutabilidade b) convicção da plenitude lógica do código .d) facilita a integração das lacunas através do recurso à analogia.