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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL ARQUITETURA E URBANISMO

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS DO RIBEIRÃO JACUBA EMPREGANDO A FLUORESCÊNCIA DE RAIOS X POR REFLEXÃO TOTAL COM RADIAÇÃO SÍNCROTRON (SR-TXRF)

Renato Willian Martins de Oliveira

CAMPINAS - SP - Brasil Fevereiro – 2004

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL ARQUITETURA E URBANISMO

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS DO RIBEIRÃO JACUBA EMPREGANDO A FLUORESCÊNCIA DE RAIOS X POR REFLEXÃO TOTAL COM RADIAÇÃO SÍNCROTRON (SR-TXRF)

Renato Willian Martins de Oliveira

Orientadora: Silvana Moreira

Dissertação de mestrado submetida à Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas para a obtenção do título de Mestre em Engenharia Civil, na área de concentração de Recursos Hídricos, em 19 de Fevereiro de 2004.

CAMPINAS - SP - Brasil Fevereiro – 2004

FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA - BAE - UNICAMP

OL4a

Oliveira, Renato Willian Martins de. Avaliação da qualidade das águas do ribeirão Jacuba empregando a fluorescência de raios x por reflexão total com radiação Síncrotron (SR-TXRF) / Renato Willian Martins de Oliveira. --Campinas, SP: [s.n.], 2004. Orientadora: Silvana Moreira. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo. 1. Esgotos. 2. Água doce. 3. Metais Pesados. 4. Radiação. 5. Tratamento de efluentes. I. Moreira, Silvana. II. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo. III. Título.

ii

19 de fevereiro de 2004 iii . constituída por: _______________________ Profa. Dra. Silvana Moreira Presidente e Orientadora – FEC/UNICAMP ___________________________________________ Prof. Regina Cely Barroso IF/UERJ Campinas. Dra.UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL ARQUITETURA E URBANISMO AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS DO RIBEIRÃO JACUBA EMPREGANDO A FLUORESCÊNCIA DE RAIOS X POR REFLEXÃO TOTAL COM RADIAÇÃO SÍNCROTRON (SR-TXRF) Renato Willian Martins de Oliveira Dissertação de Mestrado aprovada pela Banca Examinadora. Dr. Bruno Couracci Filho FEC/UNICAMP ____________________________ Profa.

iv . minha irmã Kátia e minha filha Jéssica. Dedico. onde busco forças para acreditar que tudo é possível. Aos meus pais José e Maria. Ofereço.A Deus.

Nossa vida é uma jornada. às vezes. as estradas em que viajamos são mais misteriosas e mágicas do que jamais imaginamos (Deanna Beisser) v . e.

que me apoiaram em momentos difíceis desta minha jornada. irei sempre lembrar. As empresas de Hortolândia que cederam o material para análise.Agradecimentos Aos meus pais José e Maria que me dão carinho. vi . amor e ajudam a realizar meus sonhos. Aos amigos Ivan. que muito me auxiliaram na minha formação acadêmica. Em especial a orientadora Professora Doutora Silvana Moreira pela amizade. pelo apoio prestado. Aos colegas de classe é o convívio geral. pela amizade e companheirismo. confiança e ajuda. A todos os funcionários da Faculdade de Engenharia Civil. A todos os professores com os quais tive o prazer de conviver durante o mestrado. Sinira. E a todos aqueles que de alguma forma auxiliaram neste trabalho. sou eternamente grato. Ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. onde as medidas foram realizadas.

................INTRODUÇÃO....................................OBJETIVOS........2....................Ciclo Hidrológico e Metais............. SÍMBOLOS E DEFINIÇÕES....Metais.... Xxvii 1 ............................................................. 3............................................ 3................................ 1 2 ............................................ x xvi Xx RESUMO...2.....................................................................Ocorrência dos Metais na Natureza.............. LISTA DE ABREVIATURAS.....Introdução.....................2...........................2 ..............................................................................2.SUMÁRIO página LISTA DE FIGURAS................................................ 3.............................. 3........................................................................................................................................................... vii 7 7 7 7 10 10 11 .........2.............................2 .............1 ...................2..................................................................... 3.. 3.............................1 ........................REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.....................Água e Metais........2 ................................................1 .............................................. 5 3 .. LISTA DE TABELAS..............Água....

.............5............................2 .Suporte para Amostra.............Preservação das amostras..............Excitação dos Elementos.............. 4...................2 ............................................................................Postos de coleta de água superficial e esgoto. 4...............................3 ....................................... 3...........4 .....................Fundamentos da Fluorescência de Raios X por Reflexão Total.................................Principais Características do Anel de Armazenamento e da Estação de Fluorescência de Raios X do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron............. 5.. 5..........................Limite Mínimo Detectável.......................1 .. 5.....1 ...........................................................2... 3....................................................3 .......1 ..........2 ..........3 ............2..Legislação e Classificação do Ribeirão Jacuba...............1 ......... 4....................... 5..................................... 3.............. 43 43 43 47 47 47 49 49 52 52 viii ..3 ........Fluorescência de Raios X por Reflexão Total com Excitação por Radiação Síncrotron....Coleta e Preparo das Amostras...........Planejamento da Amostragem...Preparo dos Padrões..................5 .................Bio-acumulação e Bio-disponibilidade...................Fundamentos Teóricos da Fluorescência de Raios X............................................... 5......1 ...........................................Fluorescência de Raios X por Reflexão Total.............3 .................... 4............................ 4......................................................Locais de amostragem............. 4...........2......................1............. 4................... 5....................4 ............... 5.........5..........5 ........................... 5....................4 ..........1.....5....Instrumentação..........................2.............Tubos de Raios X.................................3..........3 .............1............5 .... 12 12 13 15 20 4 – FLUORESCÊNCIA DE RAIOS X..................Caracterização do Esgoto............................................2........................ 25 25 30 31 33 37 38 42 5 – MATERIAL....... 5.................2 .....Análise Quantitativa por TXRF..............Caracterização do Efluente......... 3........

....................4 .......Resultados das Amostras de Efluentes.........1 ....1...... 149 ix ...........4 ...1...........................2 ................................... 6................... 5.....1.....................2 ............................................1 ................................3 .... 6.............. 6........5........1.................................1....1 ..............Análise das Amostras Utilizando o Sistema de Fluorescência de Raios X com Reflexão Total e Radiação Síncrotron....5 ............... 6...................................................... 58 59 6 – RESULTADOS E DISCUSSÃO...........CONCLUSÕES.......... 61 61 61 67 72 73 92 109 110 125 7 ......................Resultados das Amostras de Esgoto coletadas no Presídio........... 6...................Resultados das Amostras de Efluentes coletadas na Empresa Um....Cálculo da Sensibilidade Relativa.............................Limite Mínimo de Detecção.. 137 8 .........................Análise dos Padrões Certificados.........................6 .....6...REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.... esgoto e efluentes inorgânicos e orgânicos..........1..ABSTRACT.1............... 143 9 ...............Postos de coletas de efluentes................5.......................5............6................ 6... 6.......................................Resultados das Amostras de Efluentes coletadas na Empresa Dois.................................................5 ...................Preparo das amostras de águas superficiais....................................... 6...Resultados das Amostras de Águas Superficiais coletadas no Ribeirão Jacuba......1......... 6..................................................

...................................... 4. Representação esquemática do ângulo crítico (em minutos) para os Raios X Mo-α de 17.......6 Desenho esquemático do sistema de fluorescência de raios X por reflexão total com radiação síncrotron..04 keV.......... x 45 45 38 37 36 35 11 26 30 ........................ SP............................. incidindo em um material em ângulo φ qualquer.................. Campinas.......................................1 Vista geral do anel de armazenamento de elétrons do LNLS................5 Geometria de excitação/detecção da TXRF......... Representação esquemática do efeito Auger........... incidindo sobre quartzo........................................3 Formas de ocorrência dos metais na natureza........................ e as coloridas os característicos................................2 4.....1 4.......2 Emissão de luz síncrotron devido à aceleração dos elétrons num dipolo do anel de armazenamento que altera sua trajetória LNLS.................... com as linhas pretas representando os raios-X incidentes e espalhados.................................................................................... 4.......LISTA DE FIGURAS página 3.................. 5................44 keV e Cu-Kα de 8.................................... Equação de Plank e espectro eletromagnético..............4 Representação esquemática da refração e reflexão de um feixe de radiação policromático..............1 4.......................... 5...................................... 4................................................................

...........15 6.....12 5...3 Postos de amostragem no Ribeirão Jacuba – Hortolândia....................... V... Ni....... utilizando TXRF com radiação síncrotron...4 Vista parcial da estação de fluorescência de raios X do LNLS........ localização geográfica do Município de Hortolândia-SP......... Curva da Sensibilidade Relativa para a série L utilizando SR-TXRF.......................3 5..... Fe............................................... Fotografia do posto de coleta 7......14 5...5 Valores máximos permitidos pela resolução CONAMA para os elementos Al......13 5...................2 6...9 5.............7 Planejamento da amostragem.. 6.................................................... Fotografia do posto de coleta 10................. Região Metropolitana.....................6 5..............6 Valores máximos permitidos pela resolução CONAMA para os elementos Cr................................... Formação do Rio Piracicaba em Americana – SP.......... utilizando TXRF com radiação síncrotron..................11 5.... Detalhe do posicionamento da amostra na linha de fluorescência de raios-X .............................4 Limite Mínimo detectável (LMD) para a linha L..... Cd...... esgoto e efluente........ 6......... Fotografia do posto de coleta 9.................. Fotografia do posto de coleta 4.....8 5................... Hg....... 46 46 48 50 5.......................................... para amostras de água superficial.............................. Mn............................................ 5..................................... para amostras padrão.................... 6..........................................................5 5......................10 5................................................................... Ca e Zn para água superficial...7 Valores máximos permitidos pela resolução CONAMA para os elementos Ag......................... As e Se para água superficial......... Limite Mínimo detectável (LMD) para a linha K. Fotografia do posto de coleta 1................................................. Fotografia do posto de coleta 3........ Curva da Sensibilidade Relativa para a série K utilizando SR-TXRF..... Pb para água superficial........... Cu..............................................5.................... 51 54 55 55 56 56 57 57 58 65 66 70 71 74 74 75 xi .................................................... 6...................1 6.......................... Fotografia do posto de coleta 5.........................................

......................... 76 6.....6.............................. Concentrações de Cobre nos postos de água superficial.......................25 6.....23 6........................................................................................ Concentrações de Zinco nos postos de água superficial...... Concentração de Manganês nos postos de água superficial......................... Concentração de Cromo nos postos de água superficial......... Cd....................12 Espectro dos raios X característicos dos elementos na amostra de esgoto.............11 Espectro dos raios X característicos dos elementos na amostra de água superficial....... Pb..............8 Valores máximos permitidos pela resolução CONAMA para os elementos Sn e Ba para água superficial........................................ Concentrações de Titânio nos postos de água superficial...... Concentração de Potássio nos postos de água superficial........................................................................................ 75 6...........15 6...................................... 76 6. Concentrações de Níquel nos postos de água superficial.....19 6.... Cr.......9 Valores máximos permitidos pelo Decreto 8................................................. xii ............................... Cu..............................CETESB para os elementos Ba...... Concentração de Enxofre nos postos de água superficial.......... Concentração de Cloro nos postos de água superficial...22 6............................................................14 6... Sn e Zn para água superficial..18 6.... Concentrações de Ferro nos postos de água superficial.............24 6....20 6...21 6..........468/76 ... Hg e Se para água superficial..........468/76 ........... Concentração de Cálcio nos postos de água superficial......17 6....... 78 6.. As.. Cd... Pb e Hg em efluentes.... 78 79 80 81 82 83 84 85 86 88 89 90 91 92 93 6..................CETESB para os elementos As... 77 6......... Concentração de Fósforo nos postos de água superficial................................................16 6......10 Valores máximos permitidos pelo Decreto 8........... Se. Valores máximos permitidos ..................13 Espectro dos raios X característicos dos elementos na amostra de efluente...........27 Concentração de Silício nos postos de água superficial..26 6..........CONAMA 20/86 para os elementos Cr.......

........................................... Concentrações de Estanho no esgoto............................... Cr......... 94 6.....48 6........................... Concentração de Cloro no esgoto......................................................................... 94 96 96 97 97 98 98 99 99 100 101 101 102 103 103 104 104 105 106 6..... Concentrações de Bário no esgoto...38 6..... Cu.... Concentração de Cromo no esgoto.36 6....................................CONAMA 20/86 para os elementos Mn.CETESB para os elementos As..................... P............. Mn.................................37 6.. Concentrações de Cobre no esgoto....... Concentrações de Ferro no esgoto.............................. Concentração de Enxofre no esgoto......... Concentrações de Zinco no esgoto....41 6...................... Concentração de Titânio no esgoto................... Ag................................................................................ Concentrações de Zircônio no esgoto......... Comparação das concentrações dos elementos Si.35 6...45 6.....44 6.. Concentrações de Estrôncio no esgoto............ Cu...................... Sn.....................................29 Valores máximos permitidos pelo Decreto 8......................... Zn................28 Valores máximos permitidos .......................................................30 Valores máximos permitidos pelo Decreto 8.....32 6. Ni.................43 6.............. Concentração de Manganês no esgoto. Sn e Ba em efluentes.....34 6............ Ag e Se em efluentes......50 Comparação das concentrações dos elementos Ti................47 6....................................... Concentração de Bromo no esgoto..49 Concentração de Silício no esgoto..... Cd......468/76 ........... Pb..... B. Fe............... Hg................. Fe......... Concentrações de Níquel no esgoto.............................42 6............ Ni e Zn em efluentes......... Cr...............CETESB para os elementos Ba..................39 6.31 6.............................46 6........6.......... Concentração de Fósforo no esgoto......... 93 6.......................................................................................................................................................... Concentração de Potássio no esgoto...... K e Ca no esgoto................................... S.................................. Fe........ 108 xiii .. Mn............ Zn e Br no esgoto..............33 6.................. 107 6.......................................... Cu.............................. Concentração de Cálcio no esgoto.............. Cl..................40 6...........................468/76 .....

Concentrações de Estrôncio em amostras da empresa um.. Concentrações de Cloro em amostras da empresa dois............ 109 113 113 114 115 115 116 116 117 117 118 119 119 120 121 121 122 122 123 124 127 127 128 128 129 129 130 Concentrações de Silício em amostras da empresa um ...................... Concentrações de Titânio em amostras da empresa um .... Concentrações de Zinco em amostras da empresa um...........................................77 xiv ..................... Concentrações de Cálcio em amostras da empresa dois........ Concentrações de Zircônio em amostras da empresa um...................6....................60 6.........71 6..70 6.. Concentrações de Manganês em amostras da empresa um........................................................ Sn e Ba no esgoto........................... Concentrações de Fósforo em amostras da empresa um...... Concentrações de Chumbo em amostras da empresa um.......................................................67 6.............. Concentrações de Titânio em amostras da empresa dois............. Concentrações de Cálcio em amostras da empresa um ..........................69 6............. Concentrações de Cloro em amostras da empresa um .......62 6........58 6............................................... Concentrações de Enxofre em amostras da empresa dois...........54 6... Concentrações de Potássio em amostras da empresa um........74 6......56 6...........................61 6.........55 6................... Concentrações de Ferro em amostras da empresa um...... Concentrações de Cobre em amostras da empresa um.............................................. Concentrações de Fósforo em amostras da empresa dois........................................ Concentrações de Bromo em amostras da empresa um.........65 6.51 Comparação das concentrações dos elementos Sr..........66 6..............63 6....73 6.... Concentrações de Níquel em amostras da empresa um.............................. 6........................ Concentrações de Silício em amostras da empresa dois.. Concentrações de Cromo em amostras da empresa um........68 6....................72 6................... Concentrações de Bário em amostras da empresa um............................76 6...........................53 6................................................75 6.........57 6.. Concentrações de Potássio em amostras da empresa dois......... Concentrações de Estanho em amostras da empresa um.........64 6.52 6.............. Zr..........................59 6................................. Concentrações de Enxofre em amostras da empresa um..................

86 Concentrações de Cromo em amostras da empresa dois....84 6..........85 6....... Concentrações de Estanho em amostras da empresa dois..............80 6..............................78 6. Concentrações de Bromo em amostras da empresa dois.... Concentrações de Zinco em amostras da empresa dois.................................................. 131 131 132 133 133 134 135 135 136 xv ..............6....... Concentrações de Estrôncio em amostras da empresa dois.79 6.... Concentrações de Manganês em amostras da empresa dois......................... Concentrações de Níquel em amostras da empresa dois...82 6...................83 6...... Concentrações de Cobre em amostras da empresa dois......................... Concentrações de Ferro em amostras da empresa dois...81 6..

.... selênio e chumbo......2 Correspondência entre as notações dos diagramas de linhas IUPAC e Siegbahn................3 Valores máximos permitidos pela resolução CONAMA Nº 20/86 para descarte de efluentes nas águas......................................... 3..................................LISTA DE TABELAS página 3.................. 3.....................................1 Energia crítica de excitação e seus correspondentes comprimentos de ondas para os elementos silício......................2 Composição do esgoto doméstico in natura. 4..................... 4..............4 Valores máximos permitidos pelo Decreto 8.................................................................................................. 3.........................1 3.468/76 do Estado de São Paulo para o descarte de efluentes de qualquer natureza lançados nos cursos de águas........................................... Valores máximos permitido pela Resolução CONAMA Nº 20/86 para águas de classe 2............................... arsênico...5 Valores máximos permitidos pelo Decreto 8......... 4............................................................. xvi 33 29 27 18 18 17 16 14 ...468/76 do Estado de São Paulo para águas de classe 2.........................3 Principais radionuclídeos utilizados como fontes de excitação na análise por fluorescência de raios X por dispersão de energia......................

.................. 63 6.....................10 Valores do limite de detecção para os elementos da série L....15 multielementar. Hg.............................. Zn............... Valores do limite de detecção para os elementos da série L.......... Comparação dos valores medidos e certificados do padrão Drinking Water Pollutants...........................................................................................8 Sensibilidade Relativa obtida para os elementos da série K.. 64 64 65 67 6...................5 6.......... Valores do limite de detecção para os elementos da série L............................................................... 67 6...................... 68 6.11 6........ nas amostras de água.................. nas amostras esgoto.................. K..............2 Concentração dos elementos (Ga.................... Mo........... nas amostras de água. Se.............................1 5............. Sensibilidade relativa obtida para os elementos da série L.............5.......................... 69 72 73 79 Comparação dos valores medidos e certificados do padrão 69 6..... Sb.................................... Ba.................................. Ti. Concentrações de Silício em águas superficiais.7 6...................13 6.............................. Sr e Mo) nas soluções padrões para a série K............................ Fe.... Limite de detecção para os elementos da série K......................3 Intensidade Relativa dos elementos nas amostras padrão para a determinação da sensibilidade da série K........................... Pt.... Tl e Pb) nas soluções padrões para a série L.. Concentração dos elementos (Si.......9 Valores do limite de detecção para os elementos da série K..................................2 6..................................................6 6............... nas amostras de esgoto...........................4 Intensidade relativa dos elementos nas amostras padrão para a determinação da sensibilidade da série L.....12 Valores do limite de detecção para os elementos da série K..... 62 6........ Ca............................................................................. Postos de coletas nas empresas no município de Hortolândia – SP............ xvii ...................... Ga.............. 53 59 62 6................................................ Ni.. Cr. Cd.. nas amostras de efluentes....... 68 6........................................1 Postos de coletas e localização no município de Hortolândia – SP....................................................14 6........ nas amostras padrão..

...31 Concentrações de Fósforo em águas superficiais.. 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 95 95 95 110 6.....................................................................................................23 6.. K............................ Ni e Cu em amostras de efluentes da empresa um... Sn e Ba no esgoto. Concentrações de zinco em águas superficiais.... Concentração dos elementos Ti......................16 6...........28 6... Concentrações de titânio em águas superficiais................ Cr... Fe............ Ni.. Concentrações de Enxofre em águas superficiais................25 6................................. 112 xviii .. Mn....................................... 111 111 6................................................ Concentração dos elementos Zn.30 6................33 Concentração dos elementos Ti.................... Concentrações de cromo em águas superficiais..20 6.. Cu e Zn no esgoto..... K e Ca em amostras de efluente da empresa um............................................ 111 6........................................................34 6.........17 6................. P............... Zr.............................................................................................35 Concentração dos elementos Fe........... Cr e Mn em amostras de efluentes da empresa um.......... Concentrações de manganês em águas superficiais....................................22 6..................................... Concentrações de Cálcio em águas superficiais.............................. Concentrações de Cloro em águas superficiais.. Concentrações de Potássio em águas superficiais............................. 110 6...................19 6.........................................................................................32 Concentração dos elementos Cl.............................. Concentrações de níquel em águas superficiais...................6.................. Ca e Br no esgoto............................. P e S em amostras de efluentes da empresa um..........................21 6................27 6.......................... Concentrações de ferro em águas superficiais................................29 6...... Concentrações de cobre em águas superficiais..36 Concentração dos elementos Zr e Sn em amostras de efluentes da empresa um............................................................... Br e Sr em amostras de efluentes da empresa um..........18 6...26 6.............. Concentração dos elementos Sr........24 6.............................. S.......... Concentração dos elementos Si......................................................... Concentração dos elementos Si.......

............................... Fe.................................................................6.................................................. Br.............. 125 6.......................38 Concentração dos elementos Si............. P.................................. Sr e Sn em amostras de efluentes da empresa dois..........37 Concentração dos elementos Ba e Pb em amostras de efluentes da empresa um..... 126 6.......................39 Concentração dos elementos K........... Ni e Cu em amostras de efluentes da empresa dois.......................41 Concentração dos elementos Zn........... Ti e Cr em amostras de efluentes da empresa dois..................... S e Cl em amostras de efluentes da empresa dois... Ca..................................................................................... 112 6.................................... 126 xix ..40 Concentração dos elementos Mn........................ 125 6..

LISTA DE ABREVIATURAS. Atomic Absorption Spectroscopy (Espectrometria de absorção at/g a. Elemento químico Arsênio. com valores iguais a 1 e 7. Elemento químico Alumínio. xx . Antes de Cristo.4 para saltos quânticos para a camada K e L.C. Elemento químico Boro. SÍMBOLOS E DEFINIÇÕES. Ag Al APDC AAS As AXIL β b B atômica). Analysis of X-ray spectra by Interative Least-squares fitting. Ditiocarbamato de pirrolidina de amônio. Partícula beta negativa Constante de Moseley. respectivamente. Elemento químico Prata. ANC α Amostra não coletada Partícula alfa Átomo-grama ou molécula-grama do material (g/mol).

Energia dos raios X (eV).8. Elemento químico Cloro. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. do elemento i. Elemento químico Carbono. Detector de Silício dopado com Lítio. xxi . Contagem por segundo.mL-1). Elemento químico Bromo.Ba Br C Ca CE CEETEPS Ci CETESB Cl Co CONAMA cps Cr Cu Cy ºC Detector de Ge (Li) Detector de Si (Li) e E Ecrit ED-XRF Emax Elemento químico Bário. Energia crítica. Concentração do padrão interno (Y) na amostra. Energy Dispersive X-ray Fluorescence (fluorescência de raios X dispersiva em energia ou por dispersão de energia). Energia máxima. Detector de Germânio lítio. Elemento químico Cobalto. Concentração (ppm ou µg. Elemento químico Cálcio. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Elemento químico cromo. Captura eletrônica. Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. Graus Celsius.10-10 ues. Carga elétrica do elétron = 4. Elemento químico cobre.

625. Elemento químico Hidrogênio. Constante de Planck = 6. Environmental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental). Elemento químico Mercúrio. Intensidade do padrão interno (Y) na amostra. Estação de tratamento efluente orgânico. Inductive Coupled Plasma – Atomic Emission Spectroscopy ICP-AES (Espectroscopia de Emissão Atômica Induzida por Plasma Acoplado). xxii . Ácido nítrico. Grama por centímetro cúbico. Elemento químico Gálio. Estação de tratamento de efluente orgânico final. Elemento químico Ferro. International Union of Pure and Applied Chemistry (União Ii Iy IUPAC Internacional de Química Pura e Aplicada). Elemento químico Iodo.s. Estação de tratamento de efluente industrial. International Atomic Energy Agency (Agência Internacional de Energia Atômica). Fluorescência de raios-X por emissão em ângulo baixo.Ek EPA ETI ETO ETOB ETOF eV Fe Ga GE-XRF g/cm3 h H Hg HNO3 H2O2 I IAEA Energia de ligação eletrônica. 10-27 erg. Intensidade líquida dos raios-X (cps) da linha característica Kα ou Lα do elemento i. Estação de tratamento de efluente bruto. Peróxido de Hidrogênio. Elétron volt.

K Kα e Kβ kV

Elemento químico Potássio. Linhas espectrais formadas pela excitação da camada eletrônica. Quilovolts. 1 quilo elétronvolt = 103 eV (unidade de energia); 1 eV = energia

keV

adquirida por um elétron quando acelerado por uma diferença de potencial elétrica de 1 volt.

km2 Lα Lβ Li

Quilômetro quadrado. Linha de energia L de um átomo, subnível α. Linha de energia L de um átomo, subnível β. Elemento químico Lítio. Limite mínimo de detectável para o elemento i, concentração mínima

LMDi

na qual se pode detectar o elemento i utilizando uma determinada metodologia analítica.

LNLS m Mg mA mg.kg-1 mg.L-1 mL mm Mn m.s–1 Mo N NaDDTC

Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, CNPq/MCT, Campinas, SP. Massa do elétron = 9,11. 10-28 gramas. Elemento químico Magnésio. Miliampére. Miligrama por Quilograma. Miligramas por Litro. Mililitro. Milímetro. Elemento químico Manganês. Metro por segundo. Elemento químico Molibdênio. Elemento químico Nitrogênio. Dietil ditiocarbamato de sódio. xxiii

Na ne ng/g-1 ng.mL-1 Ni ni, nf P Pb PIXE pg.L-1 ppb ppm QXAS

Elemento químico Sódio. Densidade eletrônica do material (elétrons. cm-3). Nanograma por Grama. Nanograma por Mililitro. Elemento químico Níquel. Número quântico principal do nível inicial e final do salto quântico. Elemento químico Fósforo. Elemento químico Chumbo. Particle Induced by X-ray Emission (Emissão de raios X induzida por partícula). Picogramas por litro. Partes por bilhão (unidade de concentração). Partes por milhão (unidade de concentração). Quantitative X-ray Analysis System (Programa de Análise Quantitativa por XRF). Background - Região abaixo do pico dos elementos, no espectro dos raios-X característicos, que estabelece o valor para o limite mínimo de detecção do elemento na amostra, para o sistema analítico. Enhancement - Reforço dos raios X característicos, devido às interações com os elementos que compõem a amostra. Intensidade relativa. Elemento químico Enxofre. Elemento químico Antimônio. Elemento químico Selênio. Sensibilidade analítica para o elemento i. Elemento químico Silício. xxiv

Radiação de fundo

Reforço Ri S Sb Se Si Si

Sn SP Sr SRi

Elemento químico Estanho. Estado de São Paulo. Elemento químico Estrôncio. Sensibilidade relativa para o elemento i. Synchrotron Radiation - Total Reflection X-Ray Fluorescence

SR-TXRF

(Fluorescência de raios X por Reflexão Total com Radiação Síncrotron)

sY t TEFA

Sensibilidade do detector para o padrão interno Y. Tempo Tube Excitation Fluorescence Analysis (Análise por Fluorescência de Raios X com excitação por Tubo). Total reflection X-Ray Fluorescence (Fluorescência de raios X por Reflexão Ttotal). Micrograma. Micrograma por grama. Micrograma por litro. Microlitro. Elemento químico Vanádio. Valor Máximo Permitido. Elemento químico Tungstênio. Wavelength Dispersive X-Ray Fluorescence (Fluorescência de raios X por dispersão de comprimento de onda).

TXRF µg µg.g-1 µg.L-1 µL V VMP W WD-XRF

XRF Zn Zr Y

X-Ray Fluorescence (Fluorescência de raios X). Elemento químico Zinco. Elemento químico Zircônio. Elemento químico Ítrio. xxv

φcrit ρ % λ γ Ângulo crítico. Densidade do material. Raios gama xxvi . Comprimento de onda. Porcentagem.

RESUMO OLIVEIRA. coletadas em nove postos. Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo. R. 2004. Não apenas os países desenvolvidos vêm sendo afetados pelos problemas ambientais. através de análise de metais pesados em diferentes amostras. A poluição do meio ambiente tornou-se de interesse público em todas as partes do mundo. 150 p. Campinas. W. amostras de efluentes xxvii . As amostras foram divididas em três grupos que delimitam a área de estudo: amostras de águas superficiais. Este trabalho tem como objetivo estudar a qualidade da água no Ribeirão Jacuba Município de Hortolândia dos efluentes e esgotos. Dissertação de Mestrado. Isso decorre do rápido crescimento econômico associado à exploração de recursos naturais. também as nações em desenvolvimento começam a sofrer os graves impactos da poluição.. Universidade Estadual de Campinas. M. Avaliação da qualidade das águas do ribeirão Jacuba empregando a fluorescência de raios X por reflexão total com radiação síncrotron (SR-TXRF).

Fluorescência de Raios X. Radiação Síncrotron. limite de detecção na faixa de parte por bilhão (ppb). onde há necessidade de correlação entre os elementos essenciais e tóxicos. dentre as quais podemos destacar rapidez. Efluentes. A técnica empregada SR-TXRF apresenta algumas vantagens em relação à outros métodos. além de ser um método multielementar. E esta técnica tem um elevado potencial de aplicação em várias áreas. Metais Pesados. amostras de esgoto do presídio estadual. que permite a detecção de vários elementos em uma única medida.inorgânicos e orgânicos sem tratamento e tratadas e. Água Doce. Palavras Chaves: Esgotos. xxviii .

que quando se disponibilizam em concentrações elevadas podem promover alterações a diversos organismos presentes no meio aquático e conseqüentemente à população humana. em destaque temos a Região Metropolitana de Campinas que integra dezenove cidades. O Estado de São Paulo tem se mostrado um grande centro de desenvolvimento industrial e tecnológico nas ultimas décadas. que consome a água. O efeito colateral deste crescimento acelerado e muitas vezes desorganizado é a poluição dos rios. como conseqüência pode-se observar o desequilíbrio do ecossistema. 1 . promovendo o aumento nas concentrações de substâncias contaminantes descartadas nos cursos d’água sem prévio tratamento. Em destaque temos os metais pesados. e também prejuízos a outros organismos dependentes deste recurso. uma vez que ocorre o acúmulo de substâncias tóxicas neste ambiente. A poluição da água está relacionada ao desenvolvimento que algumas regiões apresentam.1 .INTRODUÇÃO A proteção do meio ambiente contra os agentes poluidores de origem doméstico e industrial é um problema complexo para os países em desenvolvimento. onde se observa uma área altamente urbanizada e industrializada. As alterações promovidas no último século nas características físico-químicas e biológicas têm acarretado modificações na qualidade dos recursos naturais principalmente em relação aos recursos hídricos.

A ingestão de metais pesados pela população é nociva à saúde. quando acumulado em altas concentrações no organismo. 1993. 2 . Casos ocorridos. fator preocupante quando nos deparamos com descartes de substâncias contaminantes nos cursos d’água do Ribeirão Jacuba. Frente a este problema.Na região metropolitana o município de Hortolândia apresenta atenção especial por não contar com estações de tratamento de esgoto e seu recurso hídrico é limitado. No Estado de São Paulo a Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Básico em Defesa do Meio Ambiente aplica o decreto estadual 8. em setembro de 1991. Cr e Se. As. Hg. Também está assegurado aos estados determinar os padrões de qualidade dos recursos hídricos. onde a CETESB. Verifica-se assim.6 µg. valor bastante elevado quando comparado ao valor máximo permitido de 0. descartados nos mananciais sem prévio tratamento acarreta sérios prejuízos ao ambiente aquático e podendo muitas vezes comprometer a saúde humana. dentro dos quais pode-se destacar o Pb. em amostras coletadas sobre o rio Atibaia. usos preponderantes e adequando os níveis de qualidade exigidos.L-1 de mercúrio. para um determinado corpo d’água em função do uso que se pretende dar aos mesmos. na rodovia Campinas-Cosmópolis. MONTICELI & MARTINS. Sabe-se que o mercúrio é um metal que pode provocar lesões renais e danos ao sistema nervoso central. detectou um índice de concentração de 3.468/76 que confere qualidade aos corpos de águas e efluentes. que a qualidade da água.L-1. o qual apresentam a classificação das águas em defesa de assegurar os níveis de qualidade. O aumento na produção de esgoto e efluentes industriais. está relacionada com o crescimento populacional e industrial de algumas regiões.2 µg. o Conselho Nacional do Meio Ambiente apresenta a RESOLUÇÃO CONAMA 20/86.

A fluorescência de Raios X tem se apresentado como uma técnica sensível para análise desta amostras ambientais por apresentar um baixo limite de detecção e necessitar de um pequeno volume da amostra e detectar vários elementos em uma única medida. muitos são os meios para se avaliar a qualidade da água nos corpos hídricos.Com a visível preocupação da contaminação dos recursos hídricos. 3 .

Empregar a TXRF com excitação por Radiação Síncrotron para a análise quantitativa das amostras. 5 .Verificar a qualidade das águas superficiais. . esgoto e efluentes industriais no Município de Hortolândia .OBJETIVOS O presente trabalho tem como objetivo avaliar a contaminação de metais pesados em águas superficiais do Ribeirão Jacuba. Para alcançar estes objetivos as metas a serem atingidas foram: .2 .Avaliar os resultados obtidos para o monitoramento de metais pesados. esgoto e dos efluentes industriais não-tratados e tratados.Coleta de amostras de águas superficiais. Comparar os valores medidos com os valores máximos permitidos (VMP) pela resolução CONAMA 20/86. .SP.Levantamento bibliográfico da metodologia da TXRF. usando a técnica de Fluorescência de Raios X por Reflexão Total com Radiação Síncrotron (SR-TXRF). . amostras de esgoto e efluentes inorgânicos e orgânicos. .

tanto naturais quanto sintéticas. sendo de particular interesse os metais.2 .Introdução Desde a Antigüidade a humanidade vem promovendo alterações no ambiente em que vive. A água possui a propriedade de dissolver um número muito grande de substâncias. o crescimento desordenado está diretamente associado ao crescimento industrial e o desenvolvimento econômico. cobrindo três quartos da superfície. 3. facilitando assim sua absorção ou seu transporte. líquidas ou gasosas.3 . Então dificilmente se encontra a água 7 . Deste montante somente 3% apresenta-se na forma de água superficial.3 bilhão de quilômetros cúbicos de água que preenchem os vazios da crosta terrestre.Água e Metais 3. nas formas sólidas. BRANCO. que podem causar danos à saúde humana.1 .2.1 . 1993.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3. sendo mais fácil sua extração.Água Nosso planeta possui cerca de 1. Ao lado dos crescentes problemas provocados pela contaminação do meio ambiente tem sido dada grande importância à contaminação das águas por substâncias tóxicas. Diante destes valores é de grande importância à preservação dos recursos hídricos no planeta.

esta é suficiente para influenciar nas características da água. químicas. indicam a qualidade dos recursos hídricos e a finalidade a que esta água se destina. Muitas vezes o descarte de efluentes ou esgoto sem o prévio tratamento. Nas águas naturais também são encontradas diversas substâncias sendo de grande importância os metais. industrias de tintas e pigmentos e industrias química. O termo poluição refere-se aos efeitos nocivos freqüentes a fauna e flora. biológicas e radioativas da água está associada com a presença de vários elementos inorgânicos e orgânicos. PEREIRA. então muitas vezes as características relacionadas à água suja e imprópria para o consumo humano é classificada como limpa para a industria. determinando assim se esta água deverá ser submetida a um prévio tratamento antes de ser disponibilizada para o ao consumo humano. nos rios. porém o aumento de metais está relacionado aos lançamentos de efluentes industriais gerados por indústrias extrativistas de metais. Estes setores industriais promovem um aumento considerável de poluentes no ambiente aquático alterando suas características originais. influenciando na qualidade da água e assumindo proporções mais complexas no tratamento da mesma.na natureza em estado de pureza absoluta. tornando-a inaceitável para o uso que se pretende. Quimicamente sem impurezas a água contém uma mistura de 33 substâncias distintas. animais. 1998. Quando o descarte de efluente apresenta alta carga poluidora. promove o aumento da carga poluidora. PEREIRA. industriais. lagos e poços. 1998. domésticos e outros agentes poluentes das diversas atividades humanas. diz-se então que a água está poluída. A análise das características físicas. como também de organismos vivos que em determinadas quantidades. 8 . A presença de organismos patogênicos é observada com aumento de substâncias orgânicas. despejos de resíduos da atividade agrícola.

as características dos compostos inorgânicos das águas como os metais são de grande importância. utilizando os valores máximos permitidos pela resolução CONAMA Nº 20 de 18/06/1986 que estabelece a nível nacional classificação dos corpos de águas receptores e padrões de qualidade para a água e efluente. em pequenas concentrações os metais são necessários ao metabolismo dos organismos. manifestando sintomas específicos e quadro clínico próprio. A presença destas substâncias nos rios poderá chegar até o homem. Na sua grande maioria. A disposição dos efluentes industriais e domésticos contendo espécies metálicas sem o prévio tratamento e o uso contínuo da água acarretará o acúmulo mesmo que em concentrações baixas de diversos elementos alterando as características físico-químicas da água. Diante deste problema faz-se necessário aplicar tecnologias de tratamentos para água. é um fator de grande preocupação aos seres humanos. quando esta água é utilizada para consumo humano. vindo até a ocorrer a morte destes. 9 . pois podem manifestar problemas de saúde e inviabilizar o uso da água por exigir tratamentos específicos. reduzindo a biodiversidade e contaminando os organismos vivos. Resolução CONAMA. Diante do quadro sanitário e econômico. principalmente os metais pesados. O acúmulo das diversas substâncias químicas na cadeia alimentar poderá causar a intoxicação de diversos seres vivos.O aumento das concentrações de substâncias potencialmente tóxicas na água. retardando a recuperação do ambiente e podendo promover a deterioração na qualidade dos recursos hídricos. Quando em concentrações maiores podem ser tóxicos aos microorganismos responsáveis pela bio-degradação da matéria orgânica.

Cálcio.2 . Cobalto. os metais essenciais são: Sódio. Acredita-se que os metais talvez sejam os agentes tóxicos mais conhecidos pelo homem. todavia. sendo bons condutores de eletricidade. brilho característico. Porém alguns metais são tóxicos e mesmo os metais essenciais em concentrações elevadas podem causar danos à saúde humana.Metais Metais são elementos que abrangem aproximadamente 80% dos elementos químicos.000 anos a. Há aproximadamente 2. FÖRSTNER & WITTMANN. No caso dos metais 10 . Ferro. Cobre e Molibdênio.Ciclo hidrológico e os metais Desde o surgimento da água no planeta Terra os metais são transportados pelo ciclo hidrológico.2. 1981. grandes quantidades de chumbo eram obtidas de minérios. o que retém seu transporte até os oceanos. alterações nas condições ambientais podem ocasionar a remobilização dos metais acumulados.078g).2. possuem baixa eletro-negatividade. maleabilidade e ductilidade. Na forma particulada os metais ficam retidos nos sedimentos de rios e lagos. Toda forma de vida orgânica depende dos íons metálicos para sobreviver. 3. Os metais pesados são definidos como aqueles que apresentam massa atômica superior à do Cálcio (40. 2001.1 . Manganês.C.3. Zinco. Magnésio. como subproduto da fusão da prata e isso provavelmente tenha sido o início da utilização desse metal pelo homem. alto ponto de fusão e ebulição. ou também definido por alguns como elementos que possuem densidade superior a 5g/cm3. as mudanças ambientas promovem a distribuição dos metais nas fases dissolvida e particulada. FONSECA..2.

DI BERNARDO. Todavia.1 . podem entrar na cadeia alimentar humana e de outros animais ao serem absorvidos primariamente por plantas e microorganismos. DI BERNARDO. afetam as características físico-químicas dos metais nas águas. 1993.Ocorrência dos metais na natureza Na natureza os metais apresentam diferentes formas físico-químicas determinando sua concentração total. 3. 11 . SALOMONS & FÖRSTNER. potencial de oxidação e salinidade. Fatores ambientais como o pH.dissolvidos.2 . temperatura. são apresentadas as diversas formas em que os metais ocorrem na natureza.2.2. Metal total Metal insolúvel Metal solúvel Metal complexado Metal não complexado Complexo orgânico Complexo mineral Forma catiônica Forma catiônica Forma aniônica Forma neutra Figura 3. quando estão na forma solúvel. 1984. estes podem levar alguns dias ou semanas para chegarem aos oceanos. A forma de disponibilidade está diretamente associada aos danos que serão provocados ao ambiente e à população humana. Na figura 3.1.Formas de ocorrência dos metais na natureza. 1993.

BONACELLA & MAGOSSI. A concentração dos metais bio-disponíveis em cada um dos reservatórios é de fundamental importância na proteção dos recursos naturais e da saúde pública. que se combinam com os átomos.3. 1990.2. de modo geral. Níquel. Cobre. 2003. especialmente os sintéticos e os metais pesados resultantes do despejo de efluentes industriais. No despejo de efluentes industriais sem prévio tratamento (in natura). A partir da segunda guerra mundial ocorreu a expansão acelerada da indústria petroquímica promovendo um aumento da poluição. Zinco. Prata). Os efluentes que mais preocupam são os oriundos de curtumes (Cromo hexavalente). os metais podem aparecer em grandes concentrações. os poluentes industriais que mais preocupam são os inorgânicos. NUVOLARI. A bio-acumulação destes metais nos reservatórios se dá pela combinação com certas substâncias (ácidos complexos). 1993. pode ser utilizada como meio de transporte.Bio-acumulação e Bio-disponibilidade A presença dos metais no ambiente pode estar distribuída em quatro reservatórios abióticos: material em suspensão. BRAILE & CAVALCANTI.3 – Caracterização do Efluente Na indústria.2. fonte de vapor ou produção de energia.2. no que se refere aos metais tóxicos que se acumulam no ambiente. águas superficiais e águas intersticiais. Cromo. sedimentos. formando complexos metálicos inofensivos chamados quelatos. a água pode ser a matéria-prima que junto com outras pode criar um produto acabado. 12 . galvanoplastia (Cádmio. que acabam por sedimentar-se. e atualmente. sistema de refrigeração. agente de limpeza. 3.3 .

1 apresenta uma idéia da constituição qualitativa do esgoto doméstico in natura lançados nos corpos d’água. JORDÃO & PESSOA. Molibdênio. aumentando a possibilidade de contaminação dos organismos aquáticos. Cobre. A tabela 3. animais e dos seres humanos pelo consumo ou contato com essa água. 1995. Mercúrio. pode variar suas características em diferentes localidades e segundo taxa de consumo per capita. No tratamento biológico de efluentes. na forma iônica. animais e ao homem.O efluente industrial pode também apresentar diversos elementos metálicos potencialmente tóxicos como: Cádmio. ALMEIDA. Os metais complexados normalmente são retirados do líquido nos tanques de sedimentação e farão parte do lodo primário ou secundário. geradas a partir da água de abastecimento. Chumbo. alguns metais podem ser tóxicos aos microorganismos responsáveis pela bio-degradação da matéria orgânica. promover toxidade tanto a plantas. pode haver o declínio dos níveis de oxigênio dissolvido e exalação de gases mal cheirosos decorrentes da degradação da matéria orgânica. Zinco e Arsênio. 1985. podendo resultar em um efluente mais diluído. Selênio. Além do aspecto visual desagradável. outra parte. Nesse caso. O lançamento do esgoto doméstico sem prévio tratamento nos corpos d’água acarreta sérios prejuízos à qualidade da água. podendo estes metais ser transferidos 13 . constitui-se ameaça aos seres aquáticos e a saúde do ser humano.2. que em determinadas concentrações podem através da cadeia alimentar. PEGORARO.4 – Caracterização do Esgoto O despejo líquido resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas. 3. poderá sair junto ao efluente tratado. Níquel.

Cloreto de sódio Cozinhas e na Cada ser humano elimina pela urina humana urina de 7 a 15 gramas/dia. por sua vez. Vermes. células de descamação Fezes humanas Idem epitelial. Gorduras Cozinhas e fezes -------------------humanas Substâncias córneas. Fezes humanas Vão se constituir na porção de ligamentos da carne e fibras matéria orgânica em vegetais não digeridas.1 . em urina humana média.Tabela 3. vírus e Fezes humanas Idem leveduras. pela urina. encontrada nos esgotos. Desse modo. 1. pigmentos hepáticos.5 gramas/dia. a qualidade dos corpos d’água está relacionada à preservação das características físico-químicas e biológicas da água e esta. amoníaco e ácido úrico. decomposição.Composição do esgoto doméstico in natura. Sulfatos Urina humana -------------------Carbonatos Urina humana -------------------Uréia. 14 . Tipos de substâncias Sabões Origem Observações Lavagem de --------------------louças e roupas Detergentes (biodegradáveis ou Lavagem de A maioria dos detergentes não) louças e roupas contém o nutriente fósforo na forma de polifosfato. bactérias. Porções de amido e de Fezes humanas Idem proteínas Urobilina. Fosfatos Detergentes e Cada ser humano elimina. Urina humana Idem Mucos. é afetada pelo descarte de esgoto e efluentes nos cursos d´água. Urina humana Cada ser humano elimina de 14 a 42 gramas de uréia por dia.

Recreação de contato primário. De acordo com os seus usos.mundodoquimico. Criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. salobras e salinas assegurando os seus usos preponderantes e atendendo às necessidades da comunidade. seu uso é destinado para: (a) (b) (c) (d) (e) Abastecimento doméstico. 15 . Na tabela 3. Proteção das comunidades aquáticas.3.Legislação e Classificação do Ribeirão Jacuba De acordo com a Legislação Federal de Controle da Poluição Ambiental. o qual determina os valores máximos permitidos para diversas substâncias na água.2. após tratamento convencional. www.5 . 2003. a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente Nº 20/86 determina os níveis de qualidade dos corpos d’água em águas doces. Irrigação de hortaliças e plantas frutífera. Os padrões estabelecidos para os corpos de água doce para Classe 2 estão apresentados no Artigo 5 da resolução CONAMA 20/86.2 estão listados os limites para as substâncias potencialmente prejudiciais aos seres vivos e seus efeitos causados ao organismo. O Ribeirão Jacuba está classificado dentro da Classe 2. os corpos de águas podem ser classificados em diferentes categorias.

dor abdominal e desalojar o potássio das células. Está freqüentemente associado a lesões cutâneas. letal. 16 . problemas digestivos. A toxicidade pode provocar distúrbios gastrointestinais.2 . É tóxico: provoca febre e calafrios por inalação dos vapores metálicos em baixas doses e tem efeito acumulativo ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 250000 1400 Os despejos de efluentes de qualquer fonte poluidora descartada direta ou indiretamente nas águas devem seguir também as condições estabelecidas pela resolução CONAMA Nº 20/86 de acordo com o Artigo 21.3. altamente tóxicos para animais. Provoca envenenamento crônico. A inalação de vapores metálicos produz sideroses (pigmentação vermelha no pulmão). diarréia. ataca o sistema nervoso central. cardiovascular. estes limites estão listados na tabela 3. cefaléias. infertilidade. É bastante tóxico: produz irritação na pele e nariz.2 25 10 10 100 180 Efeitos causados à saúde No homem produz efeitos nos sistemas respiratório. danos severos ao sistema nervoso e provocam. distúrbios renais e hepáticos. náuseas.Tabela 3. Elemento Alumínio Arsênio Bário Berílio Boro Cádmio Chumbo Cobalto Cobre Cromo Estanho Ferro Lítio Manganês Mercúrio Níquel Prata Selênio Vanádio Zinco Cloretos Fosfato Total VMP (µg. ---------------------------------------------------------------Consumo prolongado pode ocasionar danos funcionais ao fígado e aos rins. insônia. ---------------------------------------------------------------Não é tóxico. apatia. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Exposições a longo prazo provoca danos aos rins. neoplasias (câncer) pulmonares.L-1) 100 50 1000 100 750 1 30 200 20 50 2000 300 2500 100 0. tremores nos dedos e braços. Provoca danos no SNC É um poderoso veneno. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Irritação respiratória. muitas vezes. ---------------------------------------------------------------As exposições mais significativas ocorrem através dos fumos e poeiras de manganês. nervoso e hematopoiético. Seu excesso provoca trocas sanguíneas. produz danos irreversíveis e. também.Valores máximos permitidos pela Resolução CONAMA Nº 20/86 para águas de classe 2. diarréia. A ingestão pode causar vômitos. Nas crianças.

compete à Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Básico e Defesa do Meio Ambiente . Na tabela 3. na padronização da qualidade dos corpos de água e efluentes lançados nos cursos de águas. Na tabela 3. Elemento Arsênio Bário Boro Cádmio Chumbo Cobre Cromo Estanho Ferro Manganês Mercúrio Prata Selênio Zinco VMP (µg.5 estão listados os valores máximos permitidos pelo Decreto 8. 17 .468/76 dos poluentes presentes em efluentes de qualquer natureza lançados nas águas do Estado de São Paulo.Valores máximos permitidos pela resolução CONAMA Nº 20/86 para descarte de efluentes nas águas.468/76.Tabela 3.L-1) 500 5000 5000 200 500 1000 500 4000 15000 1000 10 2000 100 1000 Contudo não cabe somente ao Governo federal determinar os padrões de qualidade das águas. As águas no estado de São Paulo são classificadas em 4 classes. No Estado de São Paulo o controle da poluição dos recursos hídricos.4 estão listados os valores máximos permitidos de poluentes para águas de classe 2.3 .CETESB aplicar o Decreto 8.

L-1) 100 1000 10 50 1000 100 2000 2 10 5000 Tabela 3. Elemento Arsênio Bário Boro Cádmio Chumbo Cobre Cromo Estanho Ferro Manganês Mercúrio Níquel Prata Selênio Zinco VMP (µg.5 .468/76 do Estado de São Paulo para águas de classe 2.Tabela 3.Valores máximos permitidos pelo Decreto 8.468/76 do Estado de São Paulo para o descarte de efluentes de qualquer natureza lançados nos cursos de águas.L-1) 200 5000 5000 200 500 1000 100 4000 15000 1000 10 2000 20 20 5000 18 .4 . Elemento Arsênio Bário Cádmio Cromo Cobre Chumbo Estanho Mercúrio Selênio Zinco VMP (µg.Valores máximos permitidos pelo Decreto 8.

discutir e promover discussões. As atribuições exercidas por este comitê propõem a elaboração de algumas diretrizes apresentadas abaixo: I) Propor Termos de Referência e acompanhar a elaboração do Plano de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba. IV) Propor diretrizes e ações conjuntas para a integração e otimização de procedimentos entre as instituições responsáveis pela Gestão dos recursos hídricos e pela cobrança pelo uso de recursos hídricos. critérios e valores para a implementação e aplicação da cobrança pelo uso dos recursos hídricos.Portanto. determinado a qualidade para seu uso e preservando a vida dos organismos vivos e do próprio ser humano que a consome. dados e outras atividades para a tomada de 19 . Capivari e Jundiaí. Cabe ressaltar que o Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba. II) Propor Termos de Referência e acompanhar a elaboração anual dos Relatórios de Situação dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba. deve estar enquadrada dentro dos limites estabelecidos pela legislação em vigência. avaliar e propor diretrizes. Capivari e Jundiaí. III) Estudar. V) Interagir com as outras Câmaras Técnicas. Capivari e Jundiaí – CBH-PCJ e PCJ Federal apresentam planos elaborados pela Câmara Técnica do plano de Bacias. a qualidade das águas e dos efluentes descartados nos cursos de água. a fim de subsidiar o CBH-PCJ e o PCJ FEDERAL com pareceres.

Emissão de raios X induzida por partícula (PIXE). al. soluções diversas. quando couber.Fluorescência de Raios X Por Reflexão Total A espectrometria de raios X é um método analítico que tem sido muito utilizado na avaliação quali-quantitativa da composição química em vários tipos de amostras ambientais por permitir a análise de vários elementos simultaneamente em uma única medida. 3. et. Fluorescência de raios X induzida por Radiação Síncrotron (SR-XRF) e Fluorescência de raios X por emissão em baixo ângulo (GE-XRF) dependendo da origem dos raios X ou do sistema de detecção. SANSONI. COSTA. et. VI) Manifestar-se sobre pedidos de inclusão de novos membros na CT-PB. al. ar. al. fluídos corporais. fluorescência de raios X por dispersão em energia (ED-XRF).3 . 20 . podendo ser aplicadas na análise de amostras de águas. 1993.decisões e na elaboração do Plano de Bacias e do Relatório de Situação do CBHPCJ e PCJ FEDERAL. solos. VII) Elaborar. O método analítico da fluorescência de raios X pode ser dividido em: Fluorescência de raios X por comprimento de onda (WD-XRF). et. rochas. aprovar e alterar. alimentos e vegetais e tecidos humanos. metais. PINKERTON. 1992. KLOCKENKÂMPER. sangue.. Várias são as aplicações das variantes da técnica de fluorescência de raios X. seu Regimento Interno e seu Plano de Trabalho Anual. 1990.. 2003. Fluorescência de raios X por reflexão total (TXRF).

solo. COSTA.1991. Para a análise dos elementos utilizou-se como padrão interno o gálio (Ga)... 1992. 2003. 30 a 150 mg. e as amostras foram medidas por um tempo de 200 s para a excitação e detecção dos raios X característicos. 1993. et. Esta variante vem sendo bem desenvolvida nos últimos anos por apresentar algumas características particulares na análise de amostras: atmosféricas. São Paulo.L-1. Dentre os elementos determinados. As características são: I) análise de elementos traços. tem sido descrita por muitos autores na análise de amostras de águas (rio.L-1.kg-1 para os V. Estudo da contaminação e bio-disponibilidade de metais em lagos formados por escavações para extração de argila na cidade de Santa Gertrudes.. utilizando a TXRF apresentou a presença de alguns elementos potencialmente disponíveis para o ambiente. et.. 2003. os que mais apresentam potencial de dano ambiental são: V. al. al. II) amostras líquidas em pequeno volume (microlitros). Sr e Pb.21 µg. et. concentração na faixa de parte por bilhão µg.g-1 para o Pb e as concentrações de 80 a 450 mg. chuva e mar) para monitoramento de metais a níveis de traços no ambiente aquático. sedimentos.10 µg. et. Cu. 21 . 1993. VIVES. PRAGE. al. Além desses fatores a TXRF é um método rápido para a determinação simultânea de elementos com número atômico maiores que 11 e para níveis abaixo de µg.. al. PRANGE. Zn. TÖLG & KLOCKENKÄNPER. Os limites de detecção destes elementos variaram entre 0. MURKHTAR. Cr. KLOCKENKÂMPER.kg-1 para o Cr e de 10 a 120 mg.kg-1 para o Cu..Uma das variantes da fluorescência de raios X é denominada Reflexão Total (TXRF). et. plantas e outros materiais de interesse ambiental. porém para análise na água do mar há a necessidade de separação dos metais por complexação. et. al. al. III) simplicidade no preparo das amostras. 1985. água.g-1 para o V e 0. A análise pela técnica de fluorescência de raios X por reflexão total (TXRF).

Isto torna o método apropriado para o monitoramento da qualidade da água..9 keV e tempo de medida de 150 s para obtenção do espectro de raios-X nas amostras de água. 1987. COSTA. 1985. durante um período de 1000 s. HOLYNSKA. PRAGE. 2003.. em água potável com préconcentração inicial. As amostras de água de chuva foram analisadas na determinação de metais traços utilizando a TXRF e excitação Mo e W.mL-1 para o Pb estão bem abaixo das concentrações admissíveis para água potável. sob tensão de 59 keV e 33 mA. et. garantindo a qualidade das amostras. al.5 ng. estes se abriam somente durante as chuvas e permaneciam fechados durante período seco evitando assim a contaminação por partículas de poeira contendo metais. 1ng. mercúrio e chumbo. com um modulo de TXRF. STÖSSEL & PRAGE.mL-1 para o Cu. et. relativamente simples e precisa. Nestas amostras foram detectados 27 elementos (do S e Ba).Análise de elementos traços em águas de chuva utilizando a TXRF foi realizada em amostras de águas de chuva.. Os limites de detecção encontrados. As amostras foram excitadas por tubos de Mo e W. 1996. Rio de Janeiro utilizou-se a TXRF com excitação de radiação Síncrotron com um feixe policromático de 20 keV para excitação e detector de Si (Li) com resolução de 165 eV e 5. al. 0. Para a complexação dos diferentes metais. al.mL-1 para o Hg e 0. Para análise de elementos traços em águas superficiais da Baia de Sepetiba. Na determinação de metais traços em água provenientes do ciclo da chuva o preparo das amostras necessitou de diferentes técnicas devido a presença de vários tipos de matrizes encontrado.5 ng. A determinação de cobre. et. para análise foi utilizada uma mistura de 1:1 de uma solução aquosa de NaDDTC e APDC. utilizando a TXRF mostrou-se rápida. 22 . as amostras foram coletadas por um amostrador automático.

A SR-TXRF mostrou-se um método apropriado para a detecção de elementos traços em amostras de águas marinhas. apresentando bons limites de detecção e boa precisão. na análise foram detectadas as presenças de 17 elementos. características essenciais em aplicações de monitoramento ambiental. Os resultados obtidos com TXRF mostraram que esta técnica tem grande aplicabilidade. 23 .No tratamento das amostras foi realizada a pré-concentração dos elementos metálicos com APDC para eliminação do efeito matriz.

1970. 1989. mas toda a radiação eletromagnética tem velocidade de 3x108 m.s–1 no vácuo. A transição eletrônica constitui uma perda de energia para o elétron. Quando a amostra é excitada.Fundamentos Teóricos A análise por fluorescência de raios X é um método quali-quantitativo baseado na medida de comprimentos de ondas ou nas energias e nas intensidades (número de raios X detectados por unidade de tempo) dos raios X característicos emitidos pelos elementos que constituem a amostra.1 apresenta o espectro de ondas eletromagnéticos que inclui ondas de rádio.4 – FLUORESCÊNCIA DE RAIOS X 4. esta energia é emitida na forma de fóton de raios X característico que emitem linhas espectrais cujas intensidades estão relacionadas com concentração dos elementos na amostra. infravermelho. raios gama. radiação visível. microondas.1 . estas diferem em amplitude e comprimento. etc. Para excitação da amostra normalmente empregam-se tubos de raios X. os elementos presentes tendem a ejetar os elétrons do interior dos níveis dos átomos. A figura 4. IAEA. ou raios X ou gama que são emitidos por fontes radioativas e o mais recente radiação síncrotron. BOUMANS & KLOCKENKÄMPER. 25 . e como conseqüência realizam um salto quântico para preencher a vacância.

s-1 Lembrando que: 1 joule = 0.e-1.nm 9 1017 1016 1015 1014 1013 1012 1011 1010 109 108 107 106 Infravermelho Ultravioleta 105 104 Espectro visível TV FM e Rádio Raios X Raios Gama Figura 4. 10-34 f = freqüência (ciclos.101 eletronvolts 1 metro = 109 nanômetros tem-se que: E.FREQUÊNCIA (Hz) FÓTON ENERGIA (eV) 107 106 105 104 103 102 101 10 10-1 10-2 10-3 10-4 10-5 10-6 10-7 10-8 10-9 10-10 COMPRIMENTO DE ONDA (nm) 10-3 10-2 10-1 10 101 102 103 -1pm 104 105 106 107 -1cm 108 109 -1m 1010 1011 1012 -1Km 1013 1014 LEI DE PLANK 1021 E=h.c/λ 1020 1019 1018 E = energia do fóton (joule) h = constante de Plank = 6.1 .625.λ = 1240 eV.625.f E=h. hertz) λ = comprimento de onda (metro) c = velocidade da luz no vácuo = 3.Equação de Planck e espectro eletromagnético 26 .108 metros.

149 83. 27 .000 1. por exemplo.413 1. e esta excede à energia critica de excitação dos elétrons em um dado átomo.115 1. As energias de ligação são chamadas de energia crítica de excitação. para isto a energia mínima deve ser superior a energia de ligação do elétron nessa camada. Tabela 4.035 0. arsênico.200 0.782 L2 0.643 0.855 1.419 8.477 8. camada K.Energia crítica de excitação (ligação) (keV) e seus correspondentes comprimentos de ondas para os elementos silício.099 123. denominada energia de ligação eletrônica ou também de corte de absorção Ek.005 0.816 L3 0.951 Quando amostras são irradiadas com feixe de fótons de energia Eo.046 12. L dos elementos Silícios (Si).360 9.000 1.736 15. selênio e chumbo.861 0.1. alguns elétrons são ejetados do átomo. mostra as energias críticas de excitação para os níveis de energia K.472 11.282 9.099 123.839 6.141 L1 0.670 1.Para a produção de raios X característico e necessário retirar elétrons das camadas mais internas dos átomos.379 8.393 15. Como exemplo a tabela 4. determinando que o átomo esteja em um estado excitado ou ionizado. o átomo instável ou ionizado necessário para iniciar o processo de emissão dos raios X característico. Arsênico (As).1 . e elas representam a energia mínima que deve ser igualada ou excedida para ejetar elétrons de um átomo.317 9. Selênio (Se) e Chumbo (Pb).200 1.990 13. deixando assim. Elemento Si E (keV) λ(Aº) As E (keV) λ(Aº) Se E (keV) λ(Aº) Pb E (keV) λ(Aº) K 1.981 88.

A energia de ligação eletrônica pode ser calculada de modo aproximado. resultando na emissão de um fóton de raios-X. devido às transições L → K e M → K. e os raios X devido à transição M → L são denominados de Lα e Lβ.2 Os principais motivos que levaram a criação da notação IUPAC foram: a) sistemática. c) abrange todas as transições das séries M e N. b) simples e fácil de aplicar a qualquer nível de transição.65( Z − b) 2  2 − 2  n   f ni  (4. N. e posteriormente. com energia igual à diferença entre os dois níveis de energia envolvidos e bem definidos para cada elemento. As anotações da IUPAC e Siegbahn podem ser comparadas na tabela 4. a vacância pode ser preenchida por elétrons dos níveis M. fazendo-se algumas considerações sobre a experiência de Moseley. Se um elétron de um nível K é ejetado. aplicando-se a teoria atômica de Bohr para o átomo de hidrogênio e átomos de hidrogênoides. respectivamente. Então cada transição eletrônica constitui uma perda de energia para o elétron. d) consistente com a notação usada em espectroscopia eletrônica e) está relacionada à notação usada em espectroscopia de elétron Auger. Os raios X emitidos por um elemento são reunidos sob a denominação Kα e Kβ.O átomo estando em estado ionizado torna-se instável e quase instantaneamente ocorre um processo de transição eletrônica começa a fim de preencher as vacâncias deixadas pelos elétrons ejetados.1 permite o cálculo aproximado dessa energia para os elétrons das camadas K e L dos átomos de um elemento:  1 1  E = 13. Desse modo à equação 4.1) 28 . etc.

5 L3-N1 L3-O1 L3-N6.Onde: E = energia dos raios X (eV).1 que a energia de ligação para uma dada camada é diretamente proporcional ao quadrado do número atômico Z do elemento excitado. ni.7 L1-M5 L1-M4 L1-N4 L2-M3 Siegbahn Lγ1 Lγ2 Lγ3 Lγ4 Lγ4 Lγ5 Lγ6 Lγ8 Lγ8 Lη Lι Ls Lt Lu Lv IUPAC L2-N4 L1-N2 L1-N3 L1-O3 L1-O2 L2-N1 L2-O4 L2-O1 L2-N6(7) L2-M1 L3-M1 L3-M3 L3-M2 L3-N6. nf = número quântico principal do nível inicial e final do salto quântico. respectivamente.5-N2. com valores iguais a 1 e 7.7 L2-N6(7) Siegbahn Mα1 Mα2 Mβ Mγ Mζ IUPAC M5-N7 M5-N6 M4-N6 M3-N5 M4. Pode ser observado nesta equação 4. b = constante de Moseley.2 .3 29 . Tabela 4.Correspondência entre as notações dos diagramas de linhas IUPAC e Siegbahn. Siegbahn Kα1 Kα2 Kβ1 KβI2 KβII2 Kβ3 KβI4 KβII4 Kβ4x KβI5 KβII5 IUPAC K-L3 K-L2 K-M3 K-N3 K-N2 K-M2 K-N5 K-N4 K-N4 K-M5 K-M4 Siegbahn Lα1 Lα2 Lβ1 Lβ2 Lβ3 Lβ4 Lβ5 Lβ6 Lβ7 Lβ7 Lβ9 Lβ10 Lβ15 Lβ17 IUPAC L3-M5 L3-M4 L2-M4 L3-N5 L1-M3 L1-M2 L3-O4. Z = número atômico do elemento emissor dos raios X.4 para saltos quânticos para a camada K e L.

os raios X característicos interagem com os elétrons mais externos do próprio átomo. de energias também características. partículas 30 . ao invés de serem emitidos raios X característicos são emitidos elétrons.1 . conforme pode ser visualizado na Figura 4.1.pt/AUGER. base da espectrometria Auger.Excitação dos Elementos Para promover a emissão de raios X característicos dos elementos presentes em uma amostra. prótons ou íons. à excitação pode ser feita de várias maneiras: excitação por partículas aceleradas com elétrons. denominados elétrons Auger. Dessa forma.2. 4.2 .Algumas vezes. Espectro Elétron Elétron Auger Estágio inicial Estágio final Figura 4.ult.gecea.ist.Representação esquemática do efeito Auger. e desse modo. pode-se definir o rendimento de fluorescência com o numero de raios X efetivamente emitidos em relação ao número de vacâncias produzidas em uma camada. excitação por raios X. 2003). (Fonte: www.

Tubos de Raios X Para a análise por fluorescência de raios X a amostra tem que ser irradiada com fótons altamente energéticos. Os processos que permitem a emissão de radiação X de tubos de alto vácuo tipo Coolidge são: a) elétrons. partículas beta negativas. por tubos de raios X e radiação síncrotron. desaceleração dos elétrons de alta velocidade) na matéria. acoplado a um gerador de alta voltagem estabilizado. b) Estes elétrons carregados negativamente são acelerados e focalizados O filamento de tungstênio (cátodo) é aquecido ate incandescer. 4. c) As radiações X são emitidas devido à ação de frenamento (isto é. Cada transição eletrônica realizada constitui na redução de energia para o elétron. característico de cada elemento. A energia da fonte de excitação na maioria dos equipamentos comerciais é um feixe policromático primário emitido por tubos de raios X.2 . sendo está energia emitida na forma de fóton de raios X.alfa.1. gerando em direção a um alvo metálico (ânodo) por meio de um alto potencial aplicado entre os dois eletrodos. ou raios gama emitidos por radionuclídeos. As duas interações dos elétrons incidentes com o alvo que são mais importantes em fluorescência de raios X são aquelas que dão origem: 31 . e saída através de uma fina janela de berílio.

II) As radiações características do elemento alvo. sendo a principal vantagem monocromática. kV = voltagem aplicada (quilovolts). A tabela 4. tempo de desintegração e energia do fóton emitido. O espectro contínuo é o resultado da perda de energia quando os elétrons altamente acelerados colidem com os elétrons livres e sofrem desaceleração dentro do alvo. beta negativa. raios X ou gama de baixa energia. Com o uso de fontes radioativas. O comprimento de onda corresponde a mais alta energia do fóton emitido por um tubo de raios X é chamado de mínimo comprimento de onda. e.I) A um espectro contínuo (também chamado branco ou radiação Bremsstrahlung). sendo os de maior interesse experimental aqueles que se desintegram por captura eletrônica. como: meia-vida.3981 kV (4. e é dado por: λmin = Onde: 12. não é necessário o uso de equipamentos eletroeletrônicos. emissoras de partículas alfa.3 apresenta as características dos radionuclídeos utilizados como fonte de radiação. 32 .2) λ = comprimento de onda (angstrons).

adentrando pelo material. α = partícula alfa.0 27 (raios X-K do Te) 47 γ 4.0 88 γ Cd – 109 1.3 .2 . IAEA. ou a reflexão. 33 .16 CE 138. 1970. A ocorrência de um ou outro processo dependerá da energia da radiação incidente.0 11-13 (raios X-L do Bi mais Pb – 210 22.Tabela 4.Principais radionuclídeos utilizados como fontes de excitação na análise por fluorescência de raios X por dispersão de energia.0 4.0 41 (raios X-K do Eu) 700 γ 0.74 CE 122 γ 88.9 14 γ 8.0 60 γ Am – 241 428.0 14-21 (raios X-L do Np) 103 γ 20.0 35 γ I – 125 0. pode ocorrer a refração.0 22 (raios X-K da Ag) 7.0 97 γ Gd – 153 CE 2. γ = raio gama Radionuclídeo Meia-Vida Tipo de (anos) desintegração (*) 2.4 (raios X-K do Fe) (*) CE = captura eletrônica. β = partícula beta negativa.2 6.0 β radiação de freamento ate 24.6 70 γ 10. em ângulo de emergência igual ao de incidência. da densidade eletrônica do material e do ângulo de incidência da radiação.4 α 4.5 Pu – 238 12-17 (raios X-L do U) 13.27 CE 107.9 Co – 57 0.7 CE 86.Fundamentos da Fluorescência de Raios X por Reflexão Total Quando ocorre a passagem de um feixe de radiação monoenergético de um meio (ar ou vácuo) e atinge uma superfície plana de um dado material.2 136 γ 8.0 30. Fóton Emitido keV % Fe – 55 6 (raios X-K do Mn) 28.0 1. sendo refletido pela sua superfície.17 MeV) 36.0 α 37.

π . 1992.023. h = constante de Planck = 6.Z A (4.11. cm-3).3) φcrit = ângulo crítico. 10-28 gramas.10-10 ues.4: ne = Onde: N o . m = massa do elétron = 9.6. AIGINGER & WOBRAUSCHEK. φcrit = Onde: ne e.5: 34 . permanecendo no plano de interface. e utilizando-se a energia da radiação em unidades de keV (1 keV = 1.8.4) No = número de Avogrado = 6. KLOCKENKÂMPER. E = energia da radiação (erg). 10-12 erg).625.cm-3). há um ângulo crítico (φcrit) equação 4.ρ . em radianos. Substituindo-se os valores constantes.h E 2.m (4. ne = densidade eletrônica do material (elétrons.Desse modo. 1974.3. pode-se calcular o ângulo crítico φcrit em minutos pela equação 4. et. 1023 at/atg. e = carga elétrica do elétron = 4. A = átomograma ou molécula-grama do material (g.mol-1). Z = número de elétrons em um átomo ou molécula do material. al.. ρ = densidade do material (g. 10-27 erg. no qual a radiação não é refratada e tampouco refletida.s. A densidade eletrônica do material ne é dada pela equação 4.

Por outro lado.8mim Mo 6.4. Para este mesmo material. Emax.44 keV e Cu-Kα de 8. Cu 13. A = 60.5.1 ρ .Z E A (4. se um feixe policromático.0843 g e ρ = 2. enquanto que as radiações de energia entre zero até este valor crítico sofrer reflexão.04 keV. 35 . os raio de energia Ecrit. incidir sobre um material com um ângulo crítico φcrit.4 minutos (Figura 4.3 . terá o sentido da interface.4mim quartzo Figura 4. se o raio X Kα do Cu de 8.3).44 keV será de 6.Representação esquemática do ângulo crítico (em minutos) para os Raios X Mo-α de 17.5 g. o ângulo crítico para os raios X Mo-kα de 17.8 minutos. e as de energia entre o valor crítico e o valor máximo sofrerão a refração Figura 4. o ângulo crítico φcrit será de 13. contendo radiações desde zero até um valor máximo.cm-3).04 keV incidir sobre o quartzo (Z = 30 elétrons.φcrit = 99. dada pelo inverso da equação 4.5) Desse modo. incidindo sobre quartzo.

Assim. for pipetada sobre um suporte de quartzo e depois seca. tanto no sentido da incidência como na emergência. o feixe incidente será totalmente refletido. e com isto há grande probabilidade de excitar os átomos que compõem a amostra. os picos de espalhamento incoerente e coerente serão bastante reduzidos no espectro de pulsos produzidos pelo detector. de excitação/detecção tem-se a então denominada fluorescência de raios X por reflexão total (TXRF) figura 4. Desse modo.5 mm. não adentrando no suporte e portanto não sofrerá espalhamento pelos efeitos Rayleigh ou Compton. Nestas condições geométricas. mesmo quando for colocado o mais próximo possível. em um ângulo de incidência de 5.Representação esquemática da refração e reflexão de um feixe de radiação policromático. e se sobre ela incidir um feixe de raios-X Mo-Kα de 17. se uma alíquota na faixa de microlitros de uma solução bastante diluída (água de chuva. Entretanto. por exemplo). de modo a formar uma mancha (“spot”) de 5 mm de diâmetro e uma espessura da ordem de nanômetros. incidindo em um material em ângulo φ qualquer.44 keV. 36 . o feixe incidente atravessa todo o filme fino formado pela deposição da amostra.REFLEXÃO 0 < Ecrit < Emax φ = φ crit 0 < E < Ecrit φ E = Ecrit Ecrit < E < Emax REFRAÇÃO Figura 4.4 .5.

A figura 4.5 . 1999.TXRF 5 mm DETECTOR Amostra 0. 37 .Geometria de excitação/detecção da TXRF.4 º SUPORTE Figura 4.Fluorescência de Raios X por Reflexão Total com Excitação por Radiação Síncrotron Várias são as maneiras para se obter melhores limites de detecção (LDi) na análise por fluorescência de raios X. polarização linear e colimação natural. pois fornece ao mesmo tempo propriedades de brilhância. A redução da intensidade de radiação de fundo pode ser obtida através da aplicação de fenômenos físicos como a reflexão total ou a polarização linear da radiação de excitação ou uma combinação das duas. NASCIMENTO FILHO. e as coloridas os característicos. Uma das formas de melhorar o (LDi) é obviamente aumentar o tempo de contagem e a sensibilidade e reduzir a intensidade do background (radiação de fundo).2 a 0. Atualmente a fonte de raios X mais intensa disponível á a síncrotron. com as linhas pretas representando os raios X incidentes e espalhados.6 apresenta o esquema de fluorescência de raios X por reflexão total com radiação síncrotron. 4.3 .

1967. cobrindo um círculo com aproximadamente 5 mm de diâmetro. et.6 . GIRARDI. colocada na superfície do suporte da amostra antes da evaporação do solvente. Quando a amostra apresentar elementos voláteis como Hg e As estes devem ser convertidos em formas químicas mais estáveis pela adição de uma pequena quantidade de solução quelante.L-1.Desenho esquemático do sistema de Fluorescência de Raios X por Reflexão Total com Radiação Síncrotron.L-1 a 10 µg. al.Figura 4.4 .Análise Quantitativa por TXRF Na técnica de TXRF uma alíquota de 5 a 50 µL da amostra líquida in natura ou digerida é colocada no centro de um suporte de quartzo ou germânio e seca. 38 . O filme fino obtido. por exemplo. está pronto para ser analisado por TXRF. com massa entre 10 pg. ditiocarbamato de pirrolidina de amônia (APDC). 4..

e.Devido à diminuta espessura da amostra e alta energia dos raios X normalmente utilizados na excitação (raios X Mo-Kα de 17 keV).6) Ii = intensidade líquida dos raios X (cps) da linha característica K ou L do elemento i de interesse. na TXRF é possível adicionar um padrão interno à amostra e neste caso tem-se a vantagem de corrigir as instabilidades do sistema e erros operacionais. Além disso. Neste caso. evitando a ocorrência de sobreposição de picos.mL-1).L-1). não é necessária a correção para o efeito matriz. a equação básica 4. Ci = concentração do elemento i (ppm ou µg. Si = sensibilidade elementar do sistema (cps. Devido à ausência do efeito matriz.µg. para o elemento i de interesse. na solução pipetada no suporte.Ci Onde: (4.6 para análise quantitativa é a relação entre a intensidade fluorescente da linha característica Kα ou Lα e a concentração de um elemento de interesse na amostra: I i = S i . pode-se estimar a sensibilidade para um elemento 39 . utilizando-se uma solução padrão multielementar. Então com base nas sensibilidades elementares dos elementos contidos na solução padrão multilelementar. não há ocorrência do efeito de absorção e reforço na TXRF. conseqüentemente. contendo esses elementos em baixa concentração (na faixa de ppm) e emissores de raios X de energias não muito próximas. pode-se determinar a sensibilidade elementar de modo simultâneo para vários elementos.

estimar a sua concentração.Ci Onde: Ri = intensidade relativa. Ci = concentração do elemento i na amostra. Ii s .6 podemos fazer a razão entra a intensidade do elemento i e o padrão interno Y.7) Ri = S Ri . Ii = intensidade de elemento i na amostra.detectado na amostra e.C y Ii s C y = i Ci Iy sy Fazendo: I Ri = i C y Iy Temos: e si S Ri = sy (4. conseqüentemente. e o Co e Y para outros tipos de amostras.8) . Utilizando a equação 4. Cy = concentração do padrão interno (Y) na amostra. mesmo que o padrão não contenha este elemento.C = i i I y s y . e assim os elementos Ge e Ga têm sido utilizados para amostras de águas. Iy = intensidade do padrão interno (Y) na amostra. Os elementos a serem utilizados como padrões internos devem ocorrer em concentrações baixas nas amostras. 40 (4.

S Ri . O coeficiente angular (SRi) da reta. pode-se calcular a concentração do elemento de interesse.9: Ci = Ii . o resultado obtido será sempre em relação a este padrão.si = sensibilidade do detector para o elemento i. Com a adição do padrão interno. porque o filme fino formado sobre o suporte não possui geometria regular. Com isto. a contagem obtida na irradiação da amostra depende da posição em que esta for colocada no suporte. Cabe ressaltar que existe uma alta correlação matemática entre sensibilidade elementar e o número atômico dos elementos.C y Iy (4. como L e M. utilizandose a equação 4.9) A função do padrão interno é eliminar o efeito de geometria. representa a sensibilidade relativa do elemento i. 41 . com base nas sensibilidades elementares dos elementos contidos na solução padrão multielementar. no gráfico Ri x Ci. as mesmas equações podem ser utilizadas para a linha Kβ e outras. Assim. não importando a posição da amostra. De maneira análoga. Desta forma. SRi = sensibilidade relativa para o elemento i. sY = sensibilidade do detector para o padrão interno Y. pode-se estimar a sensibilidade para um elemento detectado na amostra não contido na solução padrão e conseqüentemente estimar a sua concentração na amostra de interesse. onde logicamente as sensibilidades elementares terão outros valores.

10 temos que: e S Ga = I Ga C Ga LMDi = 3. efluente orgânico e inorgânico.S i I i ( BG ) t (4.5 . Para o cálculo. devido ao feixe refletido. al. portanto a eficiência de detecção dos raios X característicos. et. LMDi = Substituindo: 3 Si I i ( BG) t (4.. CURRIE.Limite Mínimo Detectável (LMD) Para o cálculo do limite mínimo detectável (LMD) para TXRF. KLOCKENKÄNPER.11) t = tempo de contagem (s) De modo geral. devido a três fatores: (1) baixa intensidade do continuum. com radiação síncrotron. 1995. 1968. foi ajustada a área abaixo do pico de cada elemento de interesse no espectro dos raios X característicos. obtendo-se as intensidades do background. esgoto.S Ga Na equação 4. Onde: CGa I Ga . Os ajustes foram realizados para amostras de água superficial.10) S i = S Ri . 42 . (2) o fluxo da radiação primaria disponível para a excitação da amostra. é muito mais efetiva do que na XRF e (3) a distância entre a amostra (filme fino) e o detector de Si é muito menor que na ED-XRF aumentando.4. os limites de detecção para a análise em fluorescência de raios X por reflexão total são bem menores que para outras técnicas de fluorescência. utilizou-se a equação abaixo.

com resolução de 165 eV. et.1 .65 T. 1999.0 mm de altura sob condição de reflexão total. acoplado a um módulo amplificador e placa analisadora de pulsos multicanal. PÉREZ. inserida dentro de um microcomputador PC. al. 43 .0 mm de largura e 2. enquanto que para excitação foi empregado um feixe branco de radiação Síncrotron com 3.5 .MATERIAL 5. 5.Principais Características do Anel de Armazenamento e da Estação de Fluorescência de Raios X do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron Energia do elétron no anel de armazenamento: 1. Campinas SP. Todas as medidas foram realizadas na estação experimental de fluorescência de raios X do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron.37 GeV (corrente em torno de 100 mA).Instrumentação Na detecção dos raios X produzidos pelos elementos nas amostras e nos padrões foi utilizado um detector de Si(Li).1.. Campo magnético do dipolo D09B: 1.1 .

9 keV e de Ge (HP). Fluxo de fótons.1. de Si(Li). et. Alto grau de polarização do feixe. Detectores semicondutores.2 m de perímetro e 30 m de diâmetro. à 8 keV.9 keV. A figura 5. 44 . PÉREZ. 2003.4 podemos visualizar o sistema de posicionamento da amostra. Acelerador linear de elétrons: 18 m. com resolução de 150 eV à 5.2x109 fótons/s. utilizando cristal monocromador de silício (111). al. www.- Anel de armazenamento de elétrons: 93. com resolução de 165 eV à 5. Energia crítica do fóton: 2.lnls.. Posicionamento da amostra utilizando um sistema semi-automático. em uma área de 20 mm2 : 4.2 MHz.br.2. a emissão de luz síncrotron num dipolo do anel é mostrado na figura 5. Freqüência de revolução dos elétrons no anel de armazenamento: 3. Uma vista geral do anel de armazenamento de elétrons do LNLS é mostrada na figura 5.08 keV. enquanto na figura 5. com movimento tridimensional.3 mostra uma vista parcial da estação de fluorescência de raios X por reflexão total do LNLS. Feixe policromático (branco) ou seleção de energia entre 3 e 14 keV.

Figura 5. Campinas.Emissão de luz síncrotron devido à aceleração dos elétrons num dipolo do anel de armazenamento que altera sua trajetória LNLS. 45 .2 .1 . Figura 5. SP.Vista geral do anel de armazenamento de elétrons do LNLS.

Vista parcial da estação de fluorescência de raios X do LNLS Campinas – SP.Detalhe do posicionamento da amostra na linha de fluorescência de raios X LNLS. Campinas SP. 46 .4 . Detector Refletor e Amostra Figura 5.3 .Figura 5.

4 . o suporte da amostra deve ser polido e plano. O lucite pode ser cortado facilmente no formato desejado e utilizado imediatamente após a retirada do filme plástico.Preparo dos Padrões Para realizar a calibração do sistema de detecção. C e O. Além disso. pode permanecer uma contaminação. principalmente dos elementos Fe. para se produzir a reflexão total. Entretanto apresentam algumas desvantagens significativas: a radiação fluorescente do silício no quartzo torna impossível uma determinação quantitativa de silício na amostra. 5. SCHMITT.5. e posteriormente calcular a sensibilidade relativa. Normalmente.3 . devem ser bem polidos e a limpeza. dificultando a contaminação por outros elementos. 1987.Planejamento da Amostragem Todas as decisões com relação ao projeto se apóiam nesta fase. utilizado como padrão interno.. et. Cu e Zn. quanto dos usados. foram preparadas dez soluções padrão contendo o elemento gálio (Ga). Este suporte contém somente os elementos H. os suportes de quartzo são caros. Desta forma. deve ser feita cuidadosamente. o programa de amostragem foi realizado criteriosamente no controle da qualidade 47 . reduzindo o custo e o risco de contaminação. 5. A superfície do lucite é protegida com um filme plástico fino para evitar arranhões e contaminação durante o manuseio. al. O Lucite (perspex) é um material que pode ser adquirido em forma de chapas com superfícies muito lisas que não necessitam de polimento.2 . tanto dos suportes novos.Suporte para Amostra Na análise por TXRF. caso contrário. suportes de quartzo são utilizados.

não pode garantir a precisão dos dados.Coletar porção representativa para análise: fundamental na determinação do método analítico a ser empregado.desde a remoção.5 . conforme apresentado na figura 5. Para coleta das amostras faz se necessário a definição de protocolo considerando-se algumas variáveis: 1 . OBJETIVOS NÚMERO DE AMOSTRAS LOCALIZAÇÃO DA AMOSTRAGEM MÉTODOS DE COLETA E ACONDICIONAMENTO DAS AMOSTRAS MÉTODOS ANALÍTICOS AVALIAÇÃO DA METODOLOGIA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS Figura 5. CETESB. e requer um rígido planejamento.5.Planejamento da amostragem Vale ressaltar que a realização de procedimentos inadequada durante as coletas e locais impróprios. mesmo diante das técnicas e dos equipamentos sofisticados atuais. 48 . 1989. e preparação. fracionamento.

1 . exceto quando se tratar de sedimentos. A confiabilidade dos resultados está diretamente relacionada à preservação das amostras.Coleta e Preparo das Amostras A coleta e preparo das amostras serão descritos nos itens a seguir.6).5. À esquerda podemos ver o Rio Atibaia e à direita o Rio Jaguari e no centro o Rio Piracicaba. Sua formação ocorre com o encontro das águas do rio Atibaia com o Jaguari (Figura 5. Para representação da confiabilidade dos resultados das amostras deve-se: a) Coletar amostras com o cuidado de evitar a presença de elementos particulados.2 . 5. b) Acondicionamento e lavagem apropriada. e) Preservação da amostra. biológicas. 5. 3 . f) Acondicionamento das amostras em local apropriado. c) Volume necessário de amostra para análise. a amostra tem que ser bem preservada para não sofrer perdas dos elementos pela absorção do recipiente durante o tempo de armazenamento até a análise final.O número de amostras.Locais de Amostragem A micro bacia do Ribeirão Jacuba está localizada dentro da bacia hidrográfica do Piracicaba que nasce na cidade de Americana.5 . 49 . d) Identificação das amostras. microbiológicas.Os diferentes tipos de amostras podem ser analisadas em suas características físico-químicas. número de pontos de coleta e a escolha dos indicadores de qualidade são determinados pela finalidade do estudo. Quando se trabalha com a análise de elementos traços.

Toledo (que nasce na região de Santa Bárbara D'Oeste). A Bacia do rio Piracicaba possui uma superfície de 12.6 . São Paulo (Figura 5. localizada na latitude 22º51’22’’ S e longitude 47º13’05’’ W. ribeirão Anhumas (que nasce em Campinas). entre outros. O Piracicaba tem outros afluentes importantes como: Quilombo (que nasce em Campinas). ribeirão Pinheiros (que nasce na região de Vinhedo).Figura 5. 50 . As amostras estudadas foram coletadas no município de Hortolândia. Estado de São Paulo.746 km2. É uma região de alta produtividade e com grande potencial tecnológico no estado de São Paulo. a 100 km de distância da capital. Corumbataí (que nasce em Analândia). que está localizado na região metropolitana de Campinas com 22 cidades e 2.2 milhões de habitantes.7).Formação do Rio Piracicaba em Americana – SP. ribeirão Piracicamirim (que nasce na região de Piracicaba).

Figura 5.7 . figura 5.Região Metropolitana. média mínima de 4 a 6 ºC e média máxima de 30 a 32 ºC. distribuídos em uma área de 62 km2. O Município de Hortolândia possui uma população em torno de 170 mil habitantes. O período de amostragem foi realizado quinzenalmente entre os meses de março a agosto de 2002. localização geográfica do Município de HortolândiaSP.000 mm na estação chuvosa e de 200 a 300 mm na estação seca. Os índices pluviométricos variam de 900 a 1. O município apresenta recurso curso hídrico com diversas nascentes formando os cursos de águas que deságuam ao longo do leito principal formando o Ribeirão Jacuba.8.O clima regional é o tropical alternadamente seco e úmido com temperatura média anual de 18 a 20 ºC. Este período é marcado por uma estação seca com poucas 51 .

A preservação da qualidade do material se faz necessário para análise com finalidade de expressar o grau de confiabilidade dos resultados obtidos. Os frascos plásticos utilizados para coletas das amostras foram submetidos à lavagem para remoção dos agentes contaminantes.chuvas. A tabela 5.3 .5.Postos de Coleta de Água Superficial e Esgoto O município de Hortolândia não possui estação de tratamento de efluentes. Os materiais resultantes das atividades humanas são descartadas em fossas sanitárias ou. 5. As amostras coletadas foram acidificadas no local e conservadas em geladeira até a preparação. descartados diretamente nos cursos d’água do Ribeirão. Foram demarcados nove postos para água superficial. 5. A lavagem foi realizada com solução aquosa de 10% HNO3 onde os frascos permaneceram submersos por 24 horas. 52 . O volume 50 mL foi coletado para amostra de água superficial e 100 mL de efluente sendo estes volumes suficientes para preparo de repetições futuras.2.1 apresenta a localização dos postos de amostragem para água superficial e esgoto. a coleta está fundamentada no planejamento de amostragem. o que pode promover o aumento na concentração dos elementos presentes no meio aquático aumentando riscos potenciais de toxidade aos seres vivos. Os frascos foram então lavados com água destilada e.8. um posto de esgoto in natura e dois postos de efluentes industriais.2 . caso necessário. secos a temperatura ambiente.5.Preservação das Amostras Conforme descrição no item 3.

13 5. Curso d’água próximo à granja.14 . A área apresenta alto índice de erosão e observa-se formação de espuma constantemente. Apresenta vegetação rasteira e pouca vegetação arbórea.11 5.É observado constantemente acumulo de espuma.8 5.8 Posto 9 ÁGUA Posto 10 ESGOTO Curso d’água final do Ribeirão Jacuba recebe água de todos os postos marcados para amostragem. utilizada como fonte de pesca e lazer mesmo proibido. apresenta vegetação rasteira ao seu redor.1 . localizado a jusante do posto três. apresenta área com vegetação rasteira e morta. Postos Posto 1 ÁGUA Posto 2 ÁGUA Posto 3 ÁGUA Posto 4 ÁGUA Posto 5 ÁGUA Posto 6 ÁGUA Posto 7 ÁGUA Posto 8 ÁGUA Localização Região com alto índice de indústrias.10 5. Nascente a jusante do Presídio Estadual.15 5. Curso d’água próximo a empresa Comfibra a montante do posto 4.Postos de coleta e localização no município de Hortolândia – SP.12 5. Cursos d’água próximo ao estacionamento da Viação Boa Vista. recebe água dos postos 1.Tabela 5. Figura 5. apresenta área com pequena erosão e vegetação rasteira.9 5. apresenta área com vegetação rasteira. Curso d’água próximo ao Banco Bradesco. recebe água dos postos 4 e 5. Nascente a montante do aterro sanitário. Apresenta vegetação rasteira.8 5. Posto de amostragem do esgoto do presídio. em sua proximidade localiza-se estacionamento de ônibus. 53 5. Apresenta vegetação rasteira e arbórea.3 e 6. 2. Lagoa próxima à rodovia SP-101.

Legenda: Posto de coleta 1 Posto de coleta 2 Posto de coleta 3 Posto de coleta 4 Posto de coleta 5 Posto de coleta 6 Posto de coleta 7 Posto de coleta 8 Posto de coleta 9 Posto de coleta 10 Figura 5. 54 N .Postos de amostragem no Ribeirão Jacuba – Hortolândia.8 .

Figura 5.9 – Fotografia do posto de coleta 1.10 – Fotografia do posto de coleta 3. 55 . Figura 5.

56 .12 – Fotografia do posto de coleta 5. Figura 5.11 – Fotografia do posto de coleta 4.Figura 5.

13 – Fotografia do posto de coleta 7.Figura 5. Figura 5.14 – Fotografia do posto de coleta 9. 57 .

15 – Fotografia do posto de coleta 10.2. A coleta destes efluentes foi dividida em grupos de efluentes tratados e não tratados e estão relacionados na tabela 5.2.5. As amostras de efluentes industriais foram coletadas em duas empresas no município de Hortolândia. e seus efluentes são tratados antes de serem descartados no Ribeirão Jacuba. 58 . 5.Postos de Coletas de Efluentes As características dos efluentes industriais estão representadas no item 3.Figura 5.3.4 .

5 ppm). foi realizada uma préfiltragem a vácuo.45 µm de diâmetro de poro.ETOF Estação de tratamento de efluente inorgânico e orgânico tratado para descarte no Ribeirão. 2) A seguir foram adicionados 5 mL de ácido nítrico (HNO3) concentrado. 1989. KIMBROUGH & WAKAKUWA. Estação de tratamento de efluente bruto.ETI Empresa 2 . A seguir. baseado no método 3050B.Postos de coletas nas empresas no município de Hortolândia – SP. Estação de tratamento de efluente tratado para descarte no Ribeirão.EPA). Para as amostras de esgoto e efluente orgânico realizou-se a digestão proposta pela Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency . Esgoto e Efluentes Inorgânicos e Orgânicos.Tabela 5.ETIB Empresa 2 . foi tomado 1 mL de amostra. para posterior secagem com luz infravermelha. As etapas da digestão foram: 1) A 50 mL de amostra foram acrescentados 10 mL de ácido nítrico (HNO3) concentrado e a mistura foi deixada em refluxo por 10 minutos. deixando por refluxo por 30 minutos ou até digerir completamente. Foram pipetados 5 µL da amostra sob um disco de Lucite com 3 mm de espessura e 3 cm de diâmetro.5 . Empresa 1 . utilizando filtro de papel celulose com porosidade de 0.5.ETIF Estação de tratamento de efluente industrial. Empresa 1 . 59 . acrescido de um volume de 100 µL de Gálio (102.Preparo das Amostras de Águas Superficiais.2 . Postos Características Empresa 1 . No preparo das amostras de água e efluente inorgânico.ETOB Estação de tratamento de efluente inorgânico e orgânico bruto. 5.

5) Finalmente a solução foi retirada e resfriada a temperatura ambiente. na concentração de 30%. 60 . estas foram preparadas de maneira idêntica às amostras de água e efluente inorgânico. 4) Posteriormente adiciona-se peróxido de hidrogênio (H2O2) até borbulhar.3) Após isso foram adicionados 8 mL de peróxido de hidrogênio (H2O2). reduzindo-se o volume até 5 mL e adicionando-se 10 mL de ácido clorídrico (HCL) concentrado. Para cada amostra foram realizadas triplicatas. A amostra foi deixada em refluxo por 15 minutos ou até a redução do volume a 5 mL. Após o resfriamento das amostras.

RESULTADOS E DISCUSSÃO 6.2.Análise das Amostras Utilizando o Sistema de Fluorescência de Raios X com Reflexão Total (TXRF) com Radiação Síncrotron Após o preparo.1. Campinas – SP. para determinação da sensibilidade para as linhas da série K e L. foi empregado um programa computacional. como padrão interno. 6. acrescidas do elemento gálio (Ga). apresentam os valores das concentrações dos elementos e do padrão interno em cada amostra padrão.1 e 6. 61 . no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. este programa foi desenvolvido pela IAEA (International Atomic Energy Agency) e é distribuído gratuitamente. os padrões e as amostras foram medidas por 100 segundos pela técnica de reflexão total (TXRF) com radiação síncrotron na linha XRF. respectivamente. Para a obtenção da intensidade fluorescente.1 . foram utilizadas dez soluções padrões conhecidas e em diferentes concentrações.1 . As tabelas 6.6 . denominado QXAS (Quantitative X-ray Analysis System).Cálculo da Sensibilidade Relativa Para calcular a sensibilidade elementar.

Tabela 6.1 - Concentração (µg.L-1) dos elementos (Si, K, Ca, Ti, Cr, Fe, Ni, Zn, Ga, Se, Sr e Mo) nas soluções padrões para a série K.

Concentração dos Elementos nas Amostras Padrão (mg.L-1) Z 14 19 20 22 24 26 28 30 31 34 38 42 Elemento Si K Ca Ti Cr Fe Ni Zn Ga Se Sr Mo Padrão 1K 13,830 4,619 4,633 4,564 4,564 4,578 4,587 4,564 9,404 4,495 4,610 4,587 Padrão 2K 25,769 8,607 8,632 8,504 8,504 8,530 8,547 8,504 8,761 8,376 8,590 8,547 Padrão 3K 36,180 12,084 12,120 11,940 11,940 11,976 12,000 11,940 8,200 11,760 12,060 12,000 Padrão 4K 45,338 15,143 15,188 14,962 14,962 15,008 15,038 14,962 7,707 14,737 15,113 15,038 Padrão 5K 53,457 17,855 17,908 17,642 17,642 17,695 17,730 17,642 7,270 17,376 17,819 17,730

Tabela 6.2 - Concentração (µg.L-1) dos elementos (Ga, Mo, Cd, Sb, Ba, Pt, Hg, Ti e Pb) nas soluções padrões para a série L.

Concentração dos Elementos nas Amostras Padrão (mg.L-1) Z 31 42 48 51 56 78 80 81 82 Elemento Ga Mo Cd Sb Ba Pt Hg Tl Pb Padrão 1L 9,318 13,636 13,636 4,514 4,591 4,409 0,182 4,545 4,591 Padrão 2L 8,487 25,336 25,210 8,487 25,210 8,345 8,151 0,336 8,403 Padrão 3L 8,008 35,156 35,156 11,637 11,836 11,367 0,469 11,719 11,836 Padrão 4L 7,482 43,796 43,796 14,496 14,745 14,161 0,584 14,599 14,745 Padrão 5L 7,021 51,370 51,370 17,003 17,295 16,610 0,685 17,123 17,295

62

Utilizando se a equação 4.6, pode-se obter a razão entre a intensidade do elemento (i) e do padrão interno (Ga). O coeficiente angular (Si) da reta, no gráfico Ri versus Ci, representa a sensibilidade relativa do elemento i. Nas tabelas 6.3 e 6.4 podem ser vistos os valores das intensidades relativas (Ri ) de cada elemento. Tabela 6.3 - Intensidade Relativa (Ri) dos elementos nas amostras padrão para a determinação da sensibilidade relativa para a série K.

Intensidade Relativa nas Amostras Padrão (mg.L-1) Z 14 19 20 22 24 26 28 30 31 34 38 42 Elemento Si K Ca Ti Cr Fe Ni Zn Ga Se Sr Mo Padrão 1K 0,032 0,275 0,491 0,832 1,487 2,515 3,586 4,687 4,495 7,362 1,241 0,222 Padrão 2K 0,060 0,513 0,914 1,551 2,770 4,687 6,681 8,734 8,376 6,858 2,311 0,413 Padrão 3K 0,084 0,720 1,283 2,178 3,890 6,580 9,381 12,26 11,76 6,420 3,245 0,580 Padrão 4K 0,105 0,902 1,608 2,729 4,874 8,245 11,75 15,36 14,73 6,033 4,067 0,727 Padrão 5K 0,124 1,064 1,896 3,218 5,747 9,722 13,86 18,11 17,37 5,691 4,795 0,858

63

Tabela 6.4 - Intensidade relativa (Ri) dos elementos nas amostras padrão para a determinação da sensibilidade relativa para a série L.

Intensidade Relativa nas Amostras Padrão (mg.L-1) Z 42 48 56 78 81 82 Elemento Mo Cd Ba Pt Tl Pb Padrão 1L 0,574 0,935 0,916 4,855 3,744 3,285 Padrão 2L 1,067 1,729 5,028 9,189 0,277 6,013 Padrão 3L 1,481 2,412 2,360 12,516 9,653 8,469 Padrão 4L 1,845 3,004 2,941 15,593 12,026 10,551 Padrão 5L 2,164 3,524 3,449 18,290 14,105 12,376

Utilizando-se os dados das tabelas 6.1; 6.2; 6.3 e 6.4, foram obtidos os valores das sensibilidades relativas para os elementos das séries K e L. respectivamente, os quais estão apresentados nas tabelas 6.5 e 6.6.

Tabela 6.5 - Sensibilidade Relativa para os elementos da série K.

Z 14 19 20 22 24 26 28 30 31 34 38 42

Elemento Si K Ca Ti Cr Fe Ni Zn Ga Se Sr Mo

Sensibilidade Experimental 0,00231 0,05960 0,10588 0,18239 0,32577 0,54942 0,78172 1,02698 1,00000 0,78287 0,26910 0,04837

Sensibilidade Ajustada 0,00246 0,05318 0,08612 0,19785 0,38105 0,61521 0,83262 0,94463 0,94176 0,71625 0,26818 0,04959

64

068595 0.6 foram obtidas as curvas de sensibilidade relativa para as séries K e L dos elementos de interesse presentes nas amostras padrões. As curvas estão apresentadas nas figuras 6.02205.851863 0.6 . 65 .Curva da Sensibilidade Relativa para a série K utilizando SR-TXRF.Sensibilidade Relativa para os elementos da série L.823742 0.762806 Sensibilidade Ajustada 0.1 e 6.1 .20.042129 0.068924 0.47223 + 1.0.044346 0.Z ) R = 0. Z 42 48 56 78 81 82 Elemento Mo Cd Ba Pt Tl Pb Sensibilidade Experimental 0. 10 1 SRi = exp(.2.Tabela 6.062243 0.5 e 6.99629 10 0 2 2 Sensibilidade Relativa (SRi) 10 -1 10 -2 10 -3 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 Número Atômico (Z) Figura 6.199429 1.715570 Com os dados das tabela 6.219538 1.101122 0.342009.Z .

.99629.1) O coeficiente de correlação (R2) para o ajuste da curva da sensibilidade para a série K foi de 0.3484. para a série K. (6.Z 2 ) . Para a série L.02205.2) 66 .0264.5509.99748.2). é dada por: S Ri = exp(−20.99748 2 2 -4 3 Sensibilidade Relativa (SRi) 10 0 10 -1 10 -2 40 44 48 52 56 60 64 68 72 76 80 84 Número Atômico (Z) Figura 6.Z ) R = 0.4413 .5509910−4.44133−1.Z + 0. (6.47223+ 1.10 .2 . . com coeficiente de correlação R2 = 0. foi obtida a equação (6.34843Z + 0.02637Z 2 −1.1.1.10 1 SRi = exp (18.342009Z − 0.Curva da Sensibilidade Relativa para a série L utilizando SR-TXRF.Z .Z 3 ) . A equação ajustada que relaciona a sensibilidade relativa e o número atômico (Z) do elemento. SRi = exp(−18.

5342 0.7 .887 67 .3249 1.Limite Mínimo de Detecção (LMD) Os valores obtidos para os limites de detecção para as amostras de água superficial. Z 14 15 16 17 18 19 20 22 24 25 26 28 29 30 31 35 38 Elemento Si P S Cl Ar K Ca Ti Cr Mn Fe Ni Cu Zn Ga Br Sr LMD Experimental (µg.2590 11.0479 21.3486 0.8898 2.3294 0.5796 0.Limite de detecção para a série K.11.6501 3.1.7 à 6. foram detectados apenas os elementos Ba e Pb e.7937 41.8 – Limite de detecção para Ba e Pb.3422 3. esgoto e efluentes por SR-TXRF.3942 0.4658 0.9495 Para a série L.L-1) 87.3999 0.4411 21.0472 0.3361 0.3980 1. Z 56 82 Elemento Ba Pb LMD Experimental (µg.3611 0.4058 0.3382 0.325 0.L-1) 1.5152 6. calculados pela equação 4.6369 LMD Ajustado (µg. Tabela 6.5614 42.3312 0.3702 0.0888 0.9785 2.2 . Tabela 6.3164 6. nas amostras de água. são apresentados nas tabelas 6.3253 0. para um tempo de contagem de 100 s. nas amostras de água.6.L-1) 85.8847 2.11.2772 11. por isso não foi possível levantar a curva do limite de detecção para as amostras de água e esgoto.7423 2.

895 6.099 0. nas amostras de esgoto.067 1.142 2.504 Tabela 6.113 2.244 0. 68 .607 5.541 0.147 0.9 .147 0.538 1.261 0. Z 14 15 16 17 18 19 20 22 24 25 26 28 29 30 31 35 38 40 Elemento Si P S Cl Ar K Ca Ti Cr Mn Fe Ni Cu Zn Ga Br Sr Zr LMD Experimental (µg.125 0.189 Para o levantamento da curva do limite de detecção para a série L (tabela 6.12).954 1.723 0.870 0.327 1.319 0. nas amostras de esgoto.L-1) 28.L-1) 34.081 0.244 0.115 0.887 LMD Ajustado (µg.Limite de detecção para a série K.191 0.308 3.085 0.116 0.Limite de detecção para Ba e Pb.790 12.L-1) 0.108 0.097 0.070 2.10 .Tabela 6. foram empregadas as mesmas soluções utilizadas para o levantamento da curva de sensibilidade para a série L. Z 56 82 Elemento Ba Pb LMD Experimental (µg.147 0.300 13.530 0.389 1.113 0.127 0.

416 26.661 130.6302 1.7135 Com os dados das tabelas 6.0030 3.7 a 6.770 2.424 46. Z 38 42 48 51 56 78 80 81 82 Elemento Sr Mo Cd Sb Ba Pt Hg Tl Pb LMD Experimental (µg.2232 16.560 141.12 .909 3.526 507. nas amostras padrão.295 69.408 23.186 Tabela 6.7454 26.11 .5975 17.289 3.122 12.9391 2.523 4. Z 14 15 16 17 18 19 20 22 24 25 26 28 29 30 31 35 38 Elemento Si P S Cl Ar K Ca Ti Cr Mn Fe Ni Cu Zn Ga Br Sr LMD Experimental (µg.5289 49.5979 LMD Ajustado (µg.Tabela 6.Limite de detecção para a série K.L-1) 52.662 10.3) para água. nas amostras de efluentes.143 LMD Ajustado (µg.646 11.344 3.L-1) 1215.5535 3.452 258.3953 48.8679 2.191 3.169 5.104 5. 69 .159 3.806 4.9565 7.0766 1.3782 27.7058 7.0015 3.L-1) 1050.606 4.644 54.444 3.098 544.Limite de detecção para a série L.431 77.896 267.826 16.L-1) 58.702 44.12 foram levantadas as curvas do LMD para a série K por SR-TXRF (figura 6. esgoto e efluentes.4969 3.022 3.590 39.791 3.

Limite Mínimo de Detecção (LMD) para a série K.01 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 Número Atômico (Z) Figura 6.4).100 S 10000 1000 Limite Mínimo de Detecção (µg.Para os elementos da série L não foi possível levantar a curva do limite de detecção.L ) -1 ÁGUA ESGOTO EFLUENTE 100 10 1 0. utilizando SR-TXRF. efluente e esgoto. a curva foi então levantada utilizando as amostras padrão empregadas para o cálculo da sensibilidade relativa da série L (figura 6. Devido a isto.1 0. 70 . para amostras de água superficial.3 . pois apenas dois elementos foram detectados nas amostras de água.SÉRIE K TEMPO . esgoto e efluente. LIMITE MÍNIMO D DETECÇÃO (LMD) .

10−4 Z 3 ) (6. para as amostras padrão.73513.10 .02575 Z 2 ) (6.522.Z + 7.100 LMD = exp(-8.0.99866 2 10 1 44 48 52 56 60 64 68 72 76 80 Número Atômico (Z) Figura 6.3).48028 Z + 0.10−2 Z 2 − 4.4 – Limite Mínimo detectável (LMD) para a série L.5).79729.L-1) para as amostras de água (equação 6.4) R 2 = 0.63235. para os elementos da série K são: LMD( ÁGUA ) = exp( 20.Z . esgoto (equação 6.9606 − 2.06647 + 0.98255 71 . As equações obtidas para o limite mínimo detectável (µg.Z ) Limite Mínimo de Detecção (µg.99817 LMD( ESGOTO) = exp(26.01277.4) e efluente (equação 6.4923Z + 6. utilizando TXRF com radiação síncrotron.L ) -1 2 -5 3 R = 0.14926 − 1.3) R 2 = 0.

101-8) para ICP/AAS.00 ± 1.14 são apresentados os resultados para o padrão certificado multielementar (Sigma 41.L-1) 6.06 16. Nas tabela 6.L-1) 6.LMD( EFLUENTE ) = exp(24.Z 2 + 7.65163Z + 2.63235Z − 0.13 e 6.84 9.6. comparados com os valores certificados.06 ± 1.99866 6.1. apresenta o ajuste da curva do limite mínimo de detecção para a série L.99475 (6.Análise dos Padrões Certificados Para verificar o ajuste da curva de calibração para as linhas K e L.63 ± 0.15 ± 1. e os dados calculados.73513.62 ± 0.927.50 ± 0.46 ± 0.46 31.59 ± 0.25 15.Z 3 ) (6.38 Valor Certificado (mg.45 13.5) A equação 6.48848 − 1.06647 + 0. obtida através das amostras padrão.93 27.10 −5.31 9.62 72 .6) R 2 = 0.25 ± 1.13 .10−2 Z 2 ) R 2 = 0.3 . LMD( serieL ) = exp(−8. foram analisados dois padrões líquidos certificados.101-8) para ICP/AAS e Drinking Water Pollutants (Aldrich).25 ± 0.56 25.Comparação dos valores medidos e certificados do padrão multielementar (Sigma 41.01277.37 ± 0. Elemento Cr Mn Co Ni Cu Zn Valor Medido (mg. Tabela 6.59 ± 0.71 32.78 12.

enquanto que nas figuras 6.75 Valor Certificado (mg.5 a 6.45 9.14 ± 0. 6.09 ± 0.09 ± 0. Cu.45 Os valores medidos apresentaram desvios padrões inferiores a 5% e erros relativos inferiores a 10% para a maioria dos elementos.45 4. As figuras 6.9 a 6.88 4.54 ± 0. confirmando um bom ajuste para a curva de calibração.72 9.8 apresentam os valores máximos permitidos pela Resolução CONAMA para água.4 – Resultados das Amostras de Águas Superficiais Coletadas no Ribeirão Jacuba Os resultados das amostras de águas superficiais serão comparados com os valores estabelecidos pela resolução CONAMA 20/86 e pelo Decreto 8.Comparação dos valores medidos e certificados do padrão Drinking Water Pollutants (Aldrich). Cr. As.23 90.L-1) 8. Cd.10 são apresentados os valores estabelecidos pela CETESB para Ba.81 ± 0.14 . Zn.L-1) 9.17 8.37 90.09 ± 0.Tabela 6. 73 . Elemento Cr As Se Ba Pb Valor Medido (mg.1.87 ± 0. Pb. Hg e Se.98 ± 0.72 ± 5.468/76 CETESB.55 9.91 ± 4. Sn.

VMP para Água CONAMA Concentração (µg. As e Se para água superficial.5 .Valores máximos permitidos (µg.L ) 350 300 250 200 150 100 50 0 Al V Mn Fe Co Zn Elementos -1 Figura 6.L -1) 50 40 30 20 10 0 Cr Ni Cu As Se Elementos Figura 6.L-1) pela resolução CONAMA para os elementos Cr. VMP para Água CONAMA 60 Concentração ( µg. 74 .6 . Cu. Mn. V. Ca e Zn para água superficial.Valores máximos permitidos (µg. Ni. Fe.L-1) pela resolução CONAMA para os elementos Al.

VMP para Água CONAMA 35 30 25 20 15 10 5 0 Ag Cd Hg Pb Concentração ( µ g. Cd. 75 .7 .L-1) pela resolução CONAMA para os elementos Ag.Valores máximos permitidos (µg. Pb para água superficial.Valores máximos permitidos (µg. VMP para Água CONAMA 2500 Concentração (µg.L ) -1 2000 1500 1000 500 0 Sn Elementos Ba Figura 6.L ) -1 Elementos Figura 6.8 .L-1) pela resolução CONAMA para os elementos Sn e Ba para água superficial. Hg.

Cu.Valores máximos permitidos (µg. Pb. 76 . Sn e Zn para água superficial.L ) 120 100 80 60 40 20 0 As Cd Cr Pb Hg Se Elementos -1 Figura 6. Hg e Se para água superficial.L ) 5000 4000 3000 2000 1000 0 -1 Ba Cu Elementos Sn Zn Figura 6. Cr.CETESB para os elementos As.VMP para Água CETESB 6000 Concentração ( µ g.10 .Valores máximos permitidos (µg. Cd. VMP para Água CETESB Concentração (µg.L-1) pela CETESB para os elementos Ba.L-1) pelo Decreto 8.468/76 .9 .

77 Ni-Kα Cu-Kα Si Cl Zn-Kα Ga-Kβ .13 estão apresentados os espectros dos raios-X característicos dos elementos das amostras de água superficial.11 . Á gua K-Kβ+Ca-Kα 10000 Ga-Kα Fe-Kα Fe-Kβ Mn-Kα 6 7 100000 Contagens/canal Ba-Lα Ba-Lβ 1000 Ar K-Kα Ca-Kβ 10 1 2 3 4 5 8 9 10 11 12 13 S 100 Energia (keV) Figura 6.Nas figuras 6.11 a 6.Espectro dos raios X característicos dos elementos na amostra de água superficial. esgoto e efluente industrial coletada no dia 15/07/2002.

13 .Espectro dos raios X característicos dos elementos na amostra de esgoto. K-Kβ+Ca-Kα 100000 Mn-Kα Fe-Kα Efluente K-Kα Fe-Kβ 10000 Contagens/canal Ca-Kβ Zn-Kα Ga-Kα 9 10 1000 Mn-Kα Ar 100 10 1 Si 2 3 4 5 Cr-Kα P S 6 7 Ni-Kα Cu-Kα Cl Ti-Kα 8 Ga-Kβ 11 Ga-Kβ 12 Energia (keV) Figura 6.Espectro dos raios X característicos dos elementos na amostra de efluente.100000 Fe-Kα Esgoto 10000 K-Kα K-Kα+Ca-Kβ Ca-Kβ Fe-Kβ Ni-Kα Cr-Kα Contagens/canal Zn-Ka Ga-Kα Cu-Kα 8 9 10 Cl Ar 1000 100 10 1 2 3 4 5 6 7 11 12 Ti-Kα Si P S Energia (keV) Figura 6. 78 .12 .

27. estão apresentadas nas tabelas 6. 15 .Concentrações de Silício em águas superficiais (valores em µg. S. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 coleta 1 11533 7736 10091 6944 10110 12375 9444 12141 10264 coleta 2 13920 12621 5303 7138 9786 11570 11309 12300 8742 coleta 3 10479 7087 13303 11488 12113 20588 16185 10159 13262 coleta 4 12281 6769 9570 6618 10938 14133 11377 10220 13935 coleta 5 9996 8607 5440 5702 7562 34305 11688 9061 10663 coleta 6 10169 5837 9255 5662 4845 11002 10204 9157 10352 coleta 7 13987 9490 9602 6809 13115 13399 12896 11279 8910 SILÍCIO 40000 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Conscentração ( µg. Zn. Ni. Ti.As amostras de águas superficiais foram obtidas em nove postos. K. P.15 a 6. Fe. Ca.L -1) 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Postos de Coleta Figura 6. 79 posto 9 . Tabela 6. Cr. Mn.L-1).14 .Concentração de Silício nos postos de água superficial (valores em µg.L-1). Cu. as concentrações dos elementos Si.

Tabela 6. As concentrações altas podem ser observadas no posto seis com valores de 34305 µg.Concentração de Fósforo nos postos de água superficial (valores em µg.Concentrações de Fósforo em águas superficiais (valores em µg.L-1 ) 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Postos de Coleta Figura 6. Valores acima de 4500 µg.L-1).15 .L-1 foram detectados em todos os postos analisados. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 CONAMA coleta 1 9244 63 2603 1982 2529 3203 2594 3595 2205 coleta 2 3438 921 551 2061 2056 3548 3465 5471 2653 coleta 3 2390 1322 5631 3331 5056 3004 5412 2087 4296 coleta 4 2578 528 1555 2188 4454 3231 9462 1850 6719 1400 coleta 5 2642 708 976 1758 2787 13009 5623 2830 4556 coleta 6 3446 770 1036 2659 2714 2898 5636 3536 5199 coleta 7 4007 777 947 2033 5242 4021 2088 6605 3666 FÓSFORO 14000 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Concentração ( µg.L-1).14 mostra as concentrações do elemento Silício presente na água superficial.L-1. 80 posto 9 .16 .A figura 6.

cinco. no posto três as coletas dois. Tabela 6.16 .L-1). seis e sete também apresentam valores abaixo do permitido. As concentrações no posto dois estão abaixo do valor máximo permitido em todas as coletas.Concentrações de Enxofre em águas superficiais (valores em µg.L-1. 81 posto 9 .L-1).A figura 6.L ) 20000 15000 10000 5000 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 -1 Postos de Coleta Figura 6. Os outros postos apresentaram concentrações acima do permitido com valores até 13009 µg.Concentração de Enxofre nos postos de água superficial (valores em µg.17 .15 mostra as concentrações do elemento Fósforo presente na água superficial. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 coleta 1 11361 755 1109 4929 4953 5520 4281 6661 4567 coleta 2 3260 1985 428 5120 3995 4411 4437 8043 4552 coleta 3 6382 1187 3171 5187 4665 9452 10891 11488 10250 coleta 4 3498 1070 1789 3835 7235 4324 8735 8363 7004 coleta 5 9039 1236 17727 3190 4415 20379 9950 9523 10271 coleta 6 5644 1118 648 5977 4859 5928 5423 7165 7299 coleta 7 8248 1151 1011 5608 6333 6590 17595 11940 7865 ENXOFRE 25000 Concentração ( µ g.

16 mostra as concentrações do elemento Enxofre presente na água superficial.17 . O posto oito apresentou maiores concentrações nas diferentes coletas realizadas quando comparada com coletas de Tabela 6.18 .Concentração de Cloro nos postos de água superficial (valores em µg.Concentrações de Cloro em águas superficiais (valores em µg.L-1 outros postos.L-1. As concentrações detectadas nas amostras apresentaram concentrações variando entre 428 µg.L -1) 70000 60000 50000 40000 30000 20000 10000 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Postos de Coleta Figura 6. a 20379 µg.A figura 6.L-1). 82 posto 9 .L-1). Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 coleta 1 13634 2129 3014 4967 6040 6079 5730 7329 7098 coleta 2 6805 21173 8639 3449 6456 6310 7156 21344 8950 coleta 3 5823 5679 8116 6487 14656 4128 5743 4084 10120 coleta 4 6198 3996 5041 4016 12254 4061 54358 6299 10498 coleta 5 38231 5107 68442 6280 7324 42462 13035 6197 7975 coleta 6 4618 1844 2581 3302 5272 10295 9959 4420 6622 coleta 7 6184 2508 2709 3535 6743 7163 11669 55207 5589 CLORO 80000 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Concentração ( µg.

Tabela 6.L-1).19 .L-1 no posto três. valores entre 1844µg. como pode ser observado pela figura 6.L-1 ) 25000 20000 15000 10000 5000 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Postos de Coleta Figura 6.Concentrações de Potássio em águas superficiais (valores em µg. 83 posto 9 .L-1).17 e.Concentração de Potássio nos postos de água superficial (valores em µg.L-1 no posto dois e 68442 µg.As concentrações de cloro apresentaram maiores valores no posto sete quando comparado com outros postos.18 . Água Posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 coleta 1 21035 3901 2939 7321 11945 12057 7429 19471 9076 coleta 2 9194 6566 4217 8684 11077 9413 8623 26055 11414 coleta 3 10999 7040 5956 10755 13715 11942 13728 26523 17050 coleta 4 9876 6451 4285 7617 14710 10106 10533 21294 13034 coleta 5 9492 6436 3640 6295 13911 18457 11091 22258 13211 coleta 6 10439 4439 1812 6023 10462 10542 8414 16234 11926 coleta 7 11747 4918 2162 4483 11700 10169 20190 9032 12373 POTÁSSIO 30000 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Concentração ( µg.

Entre os postos analisados o posto oito apresentou as maiores concentrações.19 .L-1.20 .L-1).Concentrações de Cálcio em águas superficiais (valores em µg. Tabela 6.18 mostra as concentrações do elemento Potássio presente na água superficial. As concentrações apresentaram uma variação entre 1812 µg.Concentração de Cálcio nos postos de água superficial (valores em µg.L-1 a 26523 µg.A figura 6. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 coleta 1 18582 3453 22470 19214 21190 22507 20685 23377 17778 coleta 2 22821 9131 12229 18889 19596 27229 27731 39704 23532 coleta 3 18965 11979 22009 23846 31584 19278 41991 19726 36025 coleta 4 23864 5908 10777 15768 25151 24495 70036 17042 54982 coleta 5 15029 7904 22633 14563 17987 17897 40281 20418 33341 coleta 6 27684 5998 9499 19820 18853 23561 40512 27089 40660 coleta 7 26800 7343 8063 13105 28175 25880 26364 39744 28452 CÁLCIO 80000 70000 60000 50000 40000 30000 20000 10000 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Concentração ( µg. 84 posto 9 .L -1) posto 8 Postos de Coleta Figura 6.L-1).

Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 coleta 1 274 113 170 265 55 77 63 76 41 coleta 2 142 615 301 42 142 111 108 179 211 coleta 3 134 164 90 128 157 781 122 93 251 coleta 4 76 130 63 109 124 43 47 95 193 coleta 5 357 797 44 82 84 766 75 96 488 coleta 6 89 41 48 40 27 222 41 83 91 coleta 7 87 67 63 91 56 65 936 144 45 TITÂNIO 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Concentração (µg.L-1 a 70036 µg. Tabela 6. 85 .L-1.19 mostra as concentrações do elemento Cálcio presente na água superficial.A figura 6.21 .L-1) Postos de Coleta Figura 6.20 . Nas amostras analisadas foram observadas concentrações variando de 3453 µg.L-1).L-1).Concentrações de titânio em águas superficiais (valores em µg.Concentrações de Titânio nos postos de água superficial (valores em µg. As maiores concentrações podem ser observadas no posto sete quando comparado com outros postos.

571 <0.571 60 3 4 50 50 coleta 5 7 16 554 3 6 1 2 1 <0.L-1 na maioria dos postos.571 <0.571 3 coleta 2 83 9 128 1 30 2 5 80 1 coleta 3 5 1 <0.571 2 1 4 3 3 <0.20 mostra as concentrações do elemento titânio.L-1) 500 400 300 200 100 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 VMP CONAMA = 50 µg.571 2 10 6 2 6 coleta 4 121 112 2 <0. 86 posto 9 . Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 CONAMA CETESB coleta 1 8 1 440 12 5 54 7 <0. As maiores concentrações são observadas nos postos dois. sete e nove com valores acima de 400 µg.22 .L-1).571 7 2 1 3 1 CROMO 600 coleta 1 Concentração (µg.571 coleta 6 1 <0.571 coleta 7 <0. seis. Tabela 6.571 <0.L-1).A figura 6.21 – Concentração de Cromo nos postos de água superficial (valores em µg.571 <0. este elemento apresentou concentrações com valores acima de 100 µg.Concentrações de cromo em águas superficiais (valores em µg.571 <0.L-1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Postos de Coleta Figura 6.571 1 <0.L-1 .

três.L-1). cinco. tanto pelo CONAMA quanto pela CETESB.L-1.L-1 foram observados sendo o valor permitido de 50 µg. Valores determinados no posto três promovem uma preocupação maior.23 .24 apresenta os valores das concentrações de ferro presente nas amostras de águas superficiais.23 e a figura 6. pois valores acima de 554 µg. oito e nove. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 CONAMA coleta 1 186 18 46 51 117 126 140 72 132 coleta 2 207 63 705 68 114 60 162 87 186 coleta 3 138 41 <0.22 apresentam os valores das concentrações de manganês presente em águas superficiais.21 mostra as concentrações de Cromo presente na água superficial.L-1.L-1 a 238 µg. A tabela 6. seis. Tabela 6. dois. sete.L-1. 87 . as amostras possuem concentrações acima do permitido nos postos um. Os valores mais altos foram detectados no posto três com valores acima de 700 µg. três e oito. Para os outros postos foram observados valores variando de 100 µg.Concentrações de manganês em águas superficiais (valores em µg.A figura 6. A tabela 6.4618 58 63 152 238 74 249 coleta 4 162 48 13 48 116 107 10 62 178 100 coleta 5 127 72 527 54 128 93 158 89 169 coleta 6 142 28 4 14 99 4 128 29 115 coleta 7 111 21 6 6 124 101 69 154 112 As concentrações do elemento manganês se mostram acima dos valores máximos permitidos para os postos um.

L-1). Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 CONAMA coleta 1 3186 3262 2091 1591 437 308 617 1006 283 coleta 2 3809 2169 6147 321 710 820 943 1928 1005 coleta 3 611 1271 323 933 1099 6495 1434 1365 3326 coleta 4 1428 1014 610 1075 1211 1380 1252 1236 2889 300 coleta 5 1267 3430 5979 551 537 1731 734 573 2237 coleta 6 924 294 146 380 442 388 528 1115 778 coleta 7 919 537 403 917 1216 1164 2780 953 587 A figura 6.L-1).Concentrações de ferro em águas superficiais (valores em µg. Tabela 6.L -1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Postos de Coleta Figura 6.L -1) 700 600 500 400 300 200 100 0 posto 1 posto 2 posto 3 coleta 1 VMP CONAMA = 100 µg.23 mostra que as concentrações de ferro nas amostras de água superficial estão acima do valor máximo permitido em todos os postos.24 .22 . 88 posto 9 .MANGANÊS 800 Concentração ( µg.Concentração de Manganês nos postos de água superficial (valores em µg.

seis.25 . dois. Nas coletas um e cinco do posto três valores quatro vezes acima do permitido foram determinados.Concentrações de níquel em águas superficiais (valores em µg. 89 posto 9 . Tabela 6.Concentrações de Ferro nos postos de água superficial (valores em µg.L-1).L -1) 7000 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 VMP CONAMA = 300 µg.24). sete. cinco.25 apresenta os valores das concentrações de níquel presente nas amostras de águas superficiais.L-1). três.FERRO Concentração ( µg. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 CONAMA coleta 1 33 9 115 17 14 63 15 27 20 coleta 2 32 21 13 20 35 20 23 38 19 coleta 3 19 19 45 23 23 15 18 18 20 coleta 4 61 53 21 14 21 14 19 17 12 25 coleta 5 17 16 150 18 59 75 23 19 13 coleta 6 19 16 16 13 16 16 17 18 29 coleta 7 21 19 20 19 25 16 69 36 19 Nos postos um.23 . A tabela 6.L -1 Postos de Coleta Figura 6. oito e nove se observam valores acima do permitido para o Níquel (figura 6.

L-1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Locais de coleta Figura 6.26 .L -1) 150 125 100 75 50 25 0 posto 1 posto 2 posto 3 VMP CONAMA = 25 µg.Concentrações de Níquel nos postos de água superficial (valores em µg. foram observadas em praticamente todos os postos.24 .NÍQUEL 175 coleta 1 Concentração ( µg.L-1). Tabela 6. No posto um obtivemos 90 posto 9 . A tabela 6.26 apresenta os valores das concentrações de cobre presente nas amostras coletadas nos nove postos de águas superficiais. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 CONAMA CETESB coleta 1 172 20 42 17 11 33 12 24 18 coleta 2 43 27 39 16 34 27 25 46 18 coleta 3 20 19 47 30 26 23 24 27 33 coleta 4 22 21 27 17 24 14 10 20 19 20 1000 coleta 5 15 16 13 18 33 93 14 18 14 coleta 6 16 11 13 11 13 15 17 15 16 coleta 7 22 13 15 17 29 18 156 29 16 Para o Cobre concentrações acima do valor máximo permitido pela CONAMA.L-1).Concentrações de cobre em águas superficiais (valores em µg.

L -1) VMP CETESB = 1000 µg.L-1. Água posto 1 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 posto 9 CONAMA CETESB coleta 1 736 340 668 554 449 545 438 578 370 coleta 2 525 570 511 469 604 599 522 1350 574 coleta 3 475 674 810 552 590 411 725 521 798 coleta 4 935 635 1002 407 1015 579 544 620 452 180 5000 91 coleta 5 460 607 597 499 695 652 592 572 418 coleta 6 393 258 424 348 284 333 315 452 1474 coleta 7 546 482 361 273 714 651 962 598 473 posto 9 .27 .L-1 nos postos um.L-1 VMP CONAMA = 20 µg. e valores acima de 80 µg.L-1).Concentrações de zinco em águas superficiais (valores em µg. Tabela 6. Porém estes valores de concentrações estão abaixo do limite estabelecido pela CETESB.concentrações variando entre 40 µg.L-1 e 160 µg.25 . seis e sete. COBRE 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 posto 1 Concentração ( µg.L -1 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 posto 2 posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Locais de coleta Figura 6.L-1). A tabela 6.27 apresenta os valores das concentrações de zinco presente nas amostras coletadas nos nove postos de águas superficiais.Concentrações de Cobre nos postos de água superficial (valores em µg.

30 apresentam os valores máximos permitido para o descarte de efluentes.A figura 6. cinco.L posto 3 posto 4 posto 5 posto 6 posto 7 posto 8 Postos de Coleta Figura 6. As figuras 6.Resultados das Amostras de Esgoto coletadas no Presídio Para análise dos resultados de esgoto do Presídio (posto dez) utilizaram-se os valores da resolução CONAMA e da CETESB para classe de efluentes. dois.L Concentração (µg. sete.L-1) 1200 1050 900 750 600 450 300 150 0 posto 1 posto 2 VMP CONAMA = 5000 µg. seis.L-1 foram observadas nos postos um. três.1.Concentrações de Zinco nos postos de água superficial (valores em µg.26 . observa-se a presença deste elemento acima dos valores máximos permitido (CONAMA) em todos os postos. ZINCO 1500 1350 coleta 1 coleta 2 -1 -1 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 VMP CONAMA = 180 µg. oito e nove. 92 posto 9 .L-1). Concentrações acima de 600 µg.27a e 6.26 mostra as concentrações do elemento zinco. 6.5 .

Sn e Ba em efluentes (valores em µg.600 VMP para Efluentes CONAMA Concentração ( µ g. Pb e Hg em efluentes (valores em µg.Valores máximos permitidos . Se. 16000 14000 VPM para Efluentes CONAMA Concentração ( µg.L -1) 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 Mn Fe Cu Zn Ag Sn Ba Elementos Figura 6.27 . As. Cd. Ag.CONAMA 20/86 para os elementos Cr. Zn.L-1). Fe.Valores máximos permitidos .L-1). 93 .CONAMA 20/86 para os elementos Mn. Cu.28 .L ) -1 500 400 300 200 100 0 Cr As Se Cd Pb Hg Elementos Figura 6.

Fe. Ni e Zn em efluentes (valores em µg.250 VMP para Efluentes CETESB Concentração ( µg.L -1) 200 150 100 50 0 As Cd Cr Hg Ag Se Elementos Figura 6. Hg.468/76 . Cd.CETESB para os elementos As.Valores máximos permitidos pelo Decreto 8.L ) 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 Ba B Pb Cu Sn Fe Mn Ni Zn -1 Elementos Figura 6. Ag e Se em efluentes (valores em µg. Cr.29 . 94 . B.CETESB para os elementos Ba. Sn.Valores máximos permitidos pelo Decreto 8. Pb.30 .468/76 . 16000 14000 VMP para Efluentes CETESB Concentração ( µg. Mn.L-1). Cu.L-1).

Coleta 1 2 3 4 5 6 7 Si 4779 1899 3666 1633 2802 42634 11081 P 2415 1701 2577 1755 3940 11603 7760 S 532 313 1706 1288 639 3355 2052 Cl 525 491 2034 214 496 722 2832 K 4141 5202 2757 1630 1963 5561 5882 Ca 3335 2877 2627 1978 2717 6593 8080 Br 5 854 17 3 8 14 14 Tabela 6. Fe. Ni.5 36 --------------------95 Sn --------------------------------------------------4000 4000 Ba 3 265 4 5 <0.L-1) dos elementos Ti.Concentração (µg. Sn e Ba. K. Ca e Br no esgoto. Coleta 1 2 3 4 5 6 7 CONAMA CETESB Ti 14 4 16 4 31 574 96 ------------------- Cr 11 161 4 7 9 18 254 500 50 Mn 9 78 8 7 10 26 38 1000 1000 Fe 6 4 3 3 5 13 102 15000 15000 Ni 8 6 4 4 8 22 76 2000 2000 Cu 72 49 49 48 48 102 211 1000 1000 Zn 14 4 16 4 31 574 96 1000 5000 Tabela 6. Cu.L-1) dos elementos Si.L-1) dos elementos Sr.As tabelas 6. Cr. Mn.1 536 <1. Cl. Cr.5 <2. Ca. P. Fe. Sn e Ba no esgoto.5 <2.Concentração (µg. Cu e Zn no esgoto.5 <2.1 <1.29 . S. Ni.28 . P.30 mostram os valores das concentrações dos elementos: Si. Zr. S.30 .3 5000 5000 . K. Coleta 1 2 3 4 5 6 7 CONAMA CETESB Sr <1.28 a 6. Zr. Mn.1 3 <1. nas amostras de esgoto.5 347 <2.Concentração (µg. Ti.1 ------------------- Zr <2.1 <1. Tabela 6.3 22 <0. Br. Zn Sr.

Os dados das tabelas 6.28 a 6.30 estão apresentados nas figuras 6.31 a 6.48, dados comparados com o valor máximo permitido para efluentes pela resolução CONAMA. Concentrações de silício com 42634 µg.L-1 foram detectadas na sexta coleta em amostra dos esgoto.

SILÍCIO
45000

Concentração ( µg.L )

-1

40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0

coleta 1

coleta 2

coleta 3

coleta 4

coleta 5

coleta 6

coleta 7

Coletas Figura 6.31 - Concentração de Silício no esgoto (valores em µg.L-1).

FÓSFORO
14000

Concentração (µ g.L )

-1

12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

Coletas Figura 6.32 - Concentração de Fósforo no esgoto (valores em µg.L-1).

96

A coleta seis apresentou a concentração mais alta para fósforo com 11603 µg.L-1. Concentrações de enxofre com 3355 µg.L-1 foram detectadas na sexta coleta em amostra dos esgoto.

ENXOFRE
4000

Concentração ( µ g.L )

-1

3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

Coletas Figura 6.33 - Concentração de Enxofre no esgoto (valores em µg.L-1).

CLORO
3000 2500 2000 1500 1000 500 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

Concentração ( µ g.L )

-1

Coletas Figura 6.34 - Concentração de Cloro no esgoto (valores em µg.L-1).
97

POTÁSSIO
7000

Concentração (µg.L )

-1

6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

Coletas

Figura 6.35 - Concentração de Potássio no esgoto (valores em µg.L-1).

CÁLCIO
9000 8000

Concentração (µ g.L )

-1

7000 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

Coletas Figura 6.36 - Concentração de Cálcio no esgoto (valores em µg.L-1).

98

L-1). 99 .Concentração de Titânio no esgoto (valores em µg.L-1).L-1 ) 800 700 600 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.BROMO 900 Concentração ( µg.37 . TITÂNIO 700 Concentração ( µ g.38 .L ) -1 600 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L-1) foram detectadas para as amostras de esgoto na sétima coleta. Altas concentrações de cloro (2832 µg.L-1) e cálcio (8080 µg.L-1). enquanto que para bromo (854 µg.Concentração de Bromo no esgoto (valores em µg.L-1) as mais altas concentrações foram as da segunda coleta. potássio (5882 µg.

L-1 Concentração ( µg. em duas coletas foram observados valores de concentrações acima do limite estabelecido pela CETESB.A concentração de titânio nas amostras de esgoto apresentou valores acima de 20 µg. porém estes valores não ultrapassam os limites definidos pela resolução CONAMA.L-1). .L-1 a partir da coleta cinco e concentração de 96 µg. CROMO 300 VMP CETESB = 50 µg. com valores acima de 150µg.L-1 na coleta sete.Concentração de Cromo no esgoto (valores em µg.L-1 na coleta dois e 250µg.L-1 na coleta sete. 100 .L-1 Coletas Figura 6.39 . Para o cromo.L-1) 250 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 VMP CONAMA = 500 µg.

MANGÂNES 90 Concentração (ug.41 . 101 . FERRO 2000 1800 Concentração ( µ g.L ) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 coleta 1 coleta 2 -1 VMP= 1000 µg.L-1).40 Concentração de Manganês no esgoto (valores em µg.L-1).L ) -1 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 coleta 1 coleta 2 VMP= 15000 µg.L -1 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.Concentrações de Ferro no esgoto (valores em µg.L -1 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.

NÍQUEL 120 Concentração ( µ g.L-1.L-1.42 .L-1). sendo todos os valores determinados abaixo do máximo permitido.O manganês apresentou maior concentração na coleta dois com valor de 78 µg.Concentrações de Níquel no esgoto (valores em µg.L -1 -1 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. sendo o maior valor observado na coleta sete com 102µg. O elemento níquel apresentou valores abaixo do máximo permitido.L-1. 102 .L-1 e nas outras coletas valores inferiores a 40 µg.L ) 100 80 60 40 20 0 coleta 1 coleta 2 VMP= 2000 µg. Para o ferro os limites permitidos também não foram atingidos e as concentrações mais elevadas foram observadas nas amostras das coletas seis e sete com valores acima de 1400µg.

COBRE 90 80 Concentração ( µg.L-1). ZINCO 250 Concentração ( µ g.L-1).L VMP CETESB = 5000 µg.43 .L -1 -1 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.44 .L -1) 70 60 50 40 30 20 10 0 coleta 1 coleta 2 VMP= 1000 µg. 103 .L ) -1 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 VMP CONAMA = 1000 µg.Concentrações de Cobre no esgoto (valores em µg.L-1 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.Concentrações de Zinco no esgoto (valores em µg.

L-1) 300 250 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.Concentrações de Estrôncio no esgoto (valores em µg.45 . ESTRÔNCIO 600 Concentração ( µ g.L-1).L-1).Para os elementos cobre e zinco. as concentrações estão abaixo do máximo permitido para todas as coletas. sendo o maior valor observado para ambos os elementos na coleta sete. 104 . ZIRCÔNIO 400 350 Concentração ( µg.Concentrações de Zircônio no esgoto (valores em µg.L ) 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 -1 Coletas Figura 6.46 .

L coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L-1) e bário (265µg.L-1.468/76 da CETESB.47 .L-1). na coleta seis.Concentrações de Estanho no esgoto (valores em µg.L-1 ) 7000 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 coleta 1 coleta 2 VMP= 4000 µg.ESTANHO 9000 8000 -1 Concentração ( µg. 105 . o valor determinado para a concentração foi superior ao permitido pela Resolução CONAMA e pelo Decreto 8. As maiores concentrações de estrôncio (536 µg. Para o elemento estanho.L-1) foram detectadas na coleta dois e a de zircônio na coleta cinco com 347µg.

49 apresenta a comparação das concentrações dos elementos Si. S. K e Ca presentes nas amostras do esgoto do presídio. Cl. Observam-se também valores elevados de potássio e cálcio. O elemento silício e fósforo apresentaram as maiores concentrações durante as coletas.BÁRIO 300 250 Concentração (µg.L ) VMP= 5000 µg.Concentrações de Bário no esgoto (valores em µg.L-1 _1 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L-1). 106 . P. A figura 6.48 .

ESGOTO - PRESÍDIO
45000 40000 35000
Concentração ( µ g.L )
-1
coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 Si P S Cl K

Ca

Elementos Figura 6.49 - Comparação das concentrações dos elementos Si, P, S, Cl, K e Ca no
esgoto. A figura 6.50 mostra a comparação das concentrações dos elementos Ti, Cr, Mn, Fe, Cu, Zn e Br presentes nas amostras do esgoto do presídio. O elemento bromo apresentou a maior concentração na segunda coleta. O elemento zinco e ferro apresentaram altas concentrações durante as coletas. Observam-se também valores elevados de cromo e níquel.

107

ESGOTO - PRESÍDIO
900 800
Concentração ( µg.L -1)
coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

700 600 500 400 300 200 100 0 Ti Cr Mn Ni Elementos Cu

Zn

Br

Figura 6.50 - Comparação das concentrações dos elementos Ti, Cr, Mn, Fe, Ni, Cu, Zn
e Br no esgoto. A figura 6.51 mostra a comparação das concentrações dos elementos Sr, Zr, Sn e Ba. O elemento estanho apresentou a maior concentração quando comparado com outros elementos na coleta seis.

108

ESGOTO - PRESÍDIO
9000
coleta 1

8000
Concentração ( µ g.L )

coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7

7000 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 Sr Zr Elementos Sn Ba

Figura 6.51 - Comparação das concentrações dos elementos Sr, Zr, Sn e Ba no esgoto.

-1

6.1.6 - Resultados das Amostras de Efluentes
As amostras coletadas nas duas empresas foram divididas em dois grupos: I– efluente inorgânico e orgânico, II– efluente com características industrial. Nos itens a baixos serão descritos os resultados obtidos nas coletas.

6.1.6.1 – Resultados das Amostras de Efluentes coletados na Empresa Um
109

Ti.L-1). I– ETI amostras de efluente. P. Mn.Concentração dos elementos Cl. Br.31 .32 . Ni. Fe. K e Ca em amostras de efluentes da empresa um (valores em µg. Cl.Efluente inorgânico e orgânico tratado ***ETI . Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 ETI 15 5 7 70 10 9 240 Cl ETOB ETOF 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 9 7 4 ETI K ETOB ETOF ETI Ca ETOB ETOF 8 9 11 21 10 16 37 3 6 3 18 2 6 10 3 2 3 3 2 3 3 26 24 20 251 26 43 286 6 13 5 12 7 10 29 18 18 14 9 9 11 13 110 . Zr.As amostras forma divididas em três grupos. Tabela 6. S.L-1). Ca. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 ETI 16 25 24 44 10 26 177 Si ETOB 16 70 20 33 8 7 12 ETOF 6 13 45 21 7 2 7 ETI 10 10 5 34 15 18 83 P ETOB 3 3 5 7 5 7 8 ETOF 4 5 9 4 3 2 2 ETI 2 3 2 9 2 4 48 S ETOB 1 1 1 2 1 2 4 ETOF 1 1 1 1 1 2 2 *ETOB . submetidas à digestão para determinação da concentração final dos elementos e III– ETIF amostras tratadas não submetidas à digestão. II– ETOB amostras não tratadas que apresentam matéria inorgânica e orgânica em suspensão.Concentração dos elementos Si. As tabelas 6. Sr.37 mostram os valores das concentrações dos elementos Si. P e S em amostras de efluentes da empresa um (valores em µg.Efluente inorgânico e orgânico bruto **ETOF . Ba e Pb nas amostras de efluentes da empresa um. Cr. Sn.Efluente industrial Tabela 6.31 a 6. Zn. K. Cu.

33 .L-1).L-1).35 .79 188 54 793 280 69 2077 988 2555 15000 15000 ETI 84 117 66 304 <3 185 444 Ni ETOB 20 8 19 172 16 37 22 2000 2000 ETOF 22 17 20 18 16 13 16 ETI 5 35 13 12 <3 25 95 Cu ETOB 12 13 5 18 4 7 26 1000 1000 ETOF 4 5 5 5 4 4 42 Tabela 6.Concentração dos elementos Zn.Tabela 6. Br e Sr em amostras de efluentes da empresa um (valores em µg.Concentração dos elementos Fe.Concentração dos elementos Ti.34 . Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB ETI 65 53 116 141 35 74 491 Ti ETOB ETOF 272 10 32 4 28 58 479 38 26 7 244 9 214 197 ----------ETI 6 7 8 15 6 7 116 Cr ETOB ETOF 8 6 17 7 8 7 17 6 7 6 12 6 69 14 500 100 ETI 68 51 26 577 25 93 487 Mn ETOB ETOF 22 4 13 5 23 6 257 5 22 4 34 4 118 27 1000 1000 Tabela 6.6 1280 2491 Zn ETOB 202 142 159 181 134 280 450 1000 5000 ETOF 271 257 207 182 285 138 281 ETI 5 5 5 4 5 5 273 Br ETOB 5 4 3 3 3 8 28 --------ETOF 86 31 72 76 12 15 24 ETI 64 74 52 725 34 184 34 Sr ETOB 11 39 12 47 18 24 20 --------ETOF 460 423 341 87 334 433 468 111 . Cr e Mn em amostras de efluentes da empresa um (valores em µg.L-1). Ni e Cu em amostras em amostras de efluentes da empresa um (valores em µg. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB Fe ETI ETOB ETOF 78 402 80 400 226 115 1439 193 196 1128 1016 120 <3. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB ETI 296 809 933 2994 <3.

Concentração dos elementos Ba e Pb em amostras de efluentes da empresa um (valores em µg. Cr. Ti. Cl. Sr. Zn. S. Ba e Pb nas amostras da empresa um (1). Fe.36 . Ni. 112 . Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB ETI 37 224 314 343 ----136 ----Ba ETOB 12 4 3 75 7 25 ----5000 5000 Pb ETOF --------------------374 147 -----ETI ----------------------------ETOB ----10 ---------2 3 ----500 500 ETOF ----------------------------- As figuras 6. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB ETI <191 <191 <191 <191 <191 <191 <191 Zr ETOB 14 19 29 <191 <191 <191 <191 --------- Sn ETOF <191 <191 <191 <191 <191 <191 <191 ETI ------------------------ETOB ----------2845 ----------2042 -----4000 4000 ETOF 11461 53989 7790 640 556 609 ----- Tabela 6.L-1). P.Concentração dos elementos Zr e Sn em amostras de efluentes da empresa um (valores em µg.52 a 6. Zr. Ca.L-1). Cu. Sn.37 .70 apresentam as concentrações dos elementos Si. Br. K.Tabela 6. Mn.

53 . FÓSFORO 90 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial Concentração ( µg.Concentrações de Silício em amostras da empresa um.L ) 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial -1 Coletas Figura 6.Concentrações de Fósforo em amostras da empresa um. 113 .52 .L -1) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.SILÍCIO Concentração ( µ g.

ENXOFRE 60 Efluente Bruto Concentração ( µg. Nas quatro coletas seguintes observa-se a redução na concentração nas amostras tratadas.L -1) 50 40 30 20 10 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 Efluente Tratado Efluente Industrial coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. somente na coleta três observa-se concentração maior no efluente tratado. 114 .Concentrações de Enxofre em amostras da empresa um.54 . sendo observado na coleta cinco. O elemento enxofre apresentou concentrações menores nas amostras tratadas para a maioria das coletas.A concentração do elemento silício apresentou redução na maioria das amostras tratadas. concentrações mais elevadas para as amostras tratadas. O elemento fósforo apresentou concentrações maiores nas três primeiras coletas em amostras tratadas.

Concentrações de Cloro em amostras da empresa um.Concentrações de Potássio em amostras da empresa um.L ) -1 30 25 20 15 10 5 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L ) -1 250 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 Efluente Tratado Efluente Industrial coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.55 .CLORO 300 Efluente Bruto Concentração ( µ g. 115 . POTÁSSIO 40 35 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial Concentração ( µ g.56 .

Concentrações de Cálcio em amostras da empresa um.58 .57 . já para o potássio a redução da concentração foi para as amostras tratadas.L -1) 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.Concentrações maiores de cloro são observadas na maioria das amostras póstratamento.Concentrações de Titânio em amostras da empresa um. TITÂNIO 600 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µg. 116 . CÁLCIO 350 Efluente Bruto Concentração ( µg.L -1) 300 250 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 Efluente Tratado Efluente Industrial coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.

117 . enquanto para o titânio foi verificada uma redução na concentração na maioria das amostras tratadas. CROMO Concentração ( µg.60 .L-1 VMP CETESB = 100 µg.L -1) 140 120 100 80 60 40 20 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial VMP CONAMA = 500 µg.L-1 Coletas Figura 6.O elemento cálcio apresentou concentrações maiores em amostras nas amostras tratadas da coleta um.59 . com exceção da coleta três. três e seis.L-1) 600 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 Efluente Bruto VMP= 1000 µg.Concentrações de Manganês em amostras da empresa um. dois.Concentrações de Cromo em amostras da empresa um.L -1 Efluente Tratado Efluente Industrial /20 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. MANGANÊS 700 Concentração ( µg.

Porém. FERRO 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 VMP= 15000 µg. nas seis primeiras coletas.61. 118 .Concentrações de Ferro em amostras da empresa um. sendo as concentrações mais altas para as amostras não tratadas. com exceção das coletas 1 e 5. mas apenas para a coleta sete a concentração foi acima do valor máximo permitido. na coleta sete do efluente industrial a concentração determinada foi superior ao limite estabelecido pela CETESB.61 .L ) -1 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial Coletas Figura 6. podendo ser observada uma redução nas concentrações para as amostras tratadas. O elemento manganês apresentou maiores concentrações nas amostras de efluente bruto. Valores acima de 500 µg.L -1 Concentração ( µ g. Os valores mais elevados de ferro foram observados para o efluente industrial.As concentrações do elemento cromo ficaram abaixo do valor máximo permitido pela CONAMA. os valores de ferro no efluente bruto foram maiores do que nas amostras tratadas.L-1 foram observados no efluente industrial na coleta quatro. Para todas as amostras os teores determinados ficaram abaixo dos valores máximos permitidos. Como pode ser visto na figura 6.

119 .L ) -1 80 60 40 20 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.Concentrações de Cobre em amostras da empresa um.Concentrações de Níquel em amostras da empresa um.L -1 Efluente Tratado Efluente Industrial coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L -1) 400 350 300 250 200 150 100 50 0 VMP= 2000 µg.L-1 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial Concentração (µg.63 . COBRE 120 100 VMP= 1000 µg.62 .NÍQUEL 500 450 Efluente Bruto Concentração (µg.

como era esperado. 6 e 7 e para o efluente bruto apenas na coleta 4.Para o níquel foram observadas concentrações mais elevadas nas amostras de efluente industrial.L-1 Efluente tratado coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. para o efluente industrial nas coletas 4. O mesmo comportamento foi observado para o elemento cobre. 120 . Para os elementos.64 . ZINCO 3500 Efluente Bruto Concentração ( µg.L-1 VMP CETESB = 5000 µg. O elemento zinco apresentou concentrações acima do permitido estabelecido pela CONAMA. bromo e estrôncio as concentrações mais altas foram observadas nas amostras de efluente tratado.L -1) 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 VMP CONAMA = 1000 µg. enquanto que as amostras de efluente tratado apresentaram um decréscimo nas concentrações em relação às amostras de efluente bruto.Concentrações de Zinco em amostras da empresa um.

65 .L ) Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial -1 Coletas Figura 6. 121 .66 .Concentrações de Estrôncio em amostras da empresa um.L ) -1 600 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.BROMO 300 250 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Concentração ( µ g.Concentrações de Bromo em amostras da empresa um. ESTRÔNCIO 800 700 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial Concentração ( µ g.

L -1 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. 122 .Concentrações de Zircônio em amostras da empresa um.68 .Concentrações de Estanho em amostras da empresa um.L -1) Efluente Bruto 50000 40000 30000 20000 10000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 Efluente Tratado VMP= 4000 µg.ZIRCÔNIO 35 30 25 20 15 10 5 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Efluente Bruto Concentração ( µg.67 .L -1) Coletas Figura 6. ESTANHO 60000 Concentração ( µg.

Este elemento não foi detectado nas amostras de efluente industrial.Concentrações de Bário em amostras da empresa um. BÁRIO 400 350 Efluente Bruto Efluente Tratado Efluente Industrial Concentração ( µg.L-1 foram observadas para bário. 2.L-1 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. nas coletas cinco e seis do efluente tratado. Na coleta sete não foi possível detectar este elemento em qualquer um dos efluentes e. foram observadas nas coletas 1. Concentrações na faixa de 150 a 350 µg. em três das sete coletas realizadas. 3. 4 e 6 do efluente industrial as concentrações variaram de 50 a 350 µg.L -1) 300 250 200 150 100 50 0 VMP= 5000 µg. 123 .69 .L-1. No caso do estanho concentrações acima do permitido pelo CONAMA. nas coletas 1. 2 e 3 do efluente tratado.O zircônio foi detectado apenas no efluente bruto e.

Concentrações de Chumbo em amostras da empresa um.L -1 Efluente Bruto Concentração ( µ g. 124 . O Pb apresentou foi detectado apenas para algumas coletas em amostras de efluente bruto.70 . porém com valores abaixo do valor máximo permitido.L ) -1 8 6 4 2 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 5 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.CHUMBO 12 10 VMP= 500 µg.

P. Br.Concentração dos elementos Si.16 54 <5. S. Zn.16 <5.6.523 179 ------------------<10. Fe.38 a 6.1. Ti. Cu.L-1). Cr. Mn. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB ETIB 140 185 86 96 ------85 70 K ETIF 124 98 143 82 -----64 107 ETIB 246 144 1881 3282 -------3603 1291 Ca ETIF 2885 3158 2709 3840 ------2396 4644 ETIB 13367 8272 212 <10. Cl. Tabela 6.16 4371 301 <10.16 <5.523 <5. Sr e Sn nas amostras de efluente da empresa dois (2).--------8569 5484 2280 9697 Tabela 6. Ti e Cr em amostras (ETIB) e (ETIF) empresa dois (valores em µg. Ca.16 <5.38 .41 mostram os valores das concentrações dos elementos Si.523 <10.523 <10. Ni.16 ------<10. K.39 . P.6. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 ETIB ------------------------------------------141 Si ETIF 305 49 ----------------------------123 ETIB 175 160 326 559 -------593 241 P ETIF 530 556 429 589 -------418 793 ETIB 1126 1123 374 582 -------692 210 S ETIF 780 742 569 523 -------397 1023 Cl ETIB ETIF 2428 6441 1763 6225 4863 4724 7469 6888 --------. As tabelas 6. Ca. as amostras foram divididas em dois grupos: ETIB amostras não tratadas e ETIF amostras tratadas.Concentração dos elementos K.523 1783 248 500 --------500 --------100 . S e Cl em amostras (ETIB) e (ETIF) empresa dois (valores em µg.L-1).16 2156 Ti Cu --------- -------- --------- --------125 ETIF ETIB ETIF <10.523 <5.2 – Resultados das Amostras de Efluentes coletados na Empresa Dois No caso da segunda empresa amostrada.

L-1).289 <3. 126 .41 . Cl. Br.289 1375 28 -------.71 a 6. S.791 10 2245 10 30 10 277 85 ------------10 20 17 27 15000 --------- Ni Cu ETIB ETIF ETIB ETIF <3.20796 -----------------------. Ni e Cu em amostras (ETIB) e (ETIF) empresa dois (valores em µg. Cr.344 408 617 438 494 2000 1000 2000 1000 Tabela 6.644 222 <54. Zn.------202 457 239 8231 6340 ------. Sr e Sn em amostras (ETIB) e (ETIF) empresa dois (valores em µg.L-1). Fe. Ti. P.186 9105 -------.Concentração dos elementos Mn.10642 496 630 5317 16587 15568 21377 5159 ----------------4000 ----------------4000 As figuras 6. K. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB Mn ETIB ETIF 308 27590 308 18428 280 1165 783 3844 ------------375 254 317 737 1000 --------- Fe ETIB ETIF <3.76 apresentam as variações das concentrações dos elementos Si.------.Concentração dos elementos Zn.289 241 61 266 <3.------.------------------<3.644 346 <54.186 7608 -------. Ca. Sr e Sn nas coletas de efluente bruto e tratado da empresa dois (2). Fe. Elementos Amostras Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3 Coleta 4 Coleta 5 Coleta 6 Coleta 7 CONAMA CETESB Zn ETIB 1219176 817487 7244 73283 ------452 4112 1000 5000 Br Sr Sn ETIF ETIB ETIF ETIB ETIF ETIB ETIF 483 <12. Mn.289 <3.15802 476 352 170 5098 6773 -------.13484 519 <12.344 <3.289 28 57 15690 20 <3.289 <3.289 18373 20 <3.11795 534 102 348 8732 11607 -------.Tabela 6. Ni.40 . Br. Cu.

71 . na sétima coleta observa-se redução na concentração de silício após tratamento. No caso 127 .L ) 300 250 200 150 100 50 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 -1 Efluente Bruto Efluente Tratado coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.Concentrações de Silício em amostras da empresa dois. FÓSFORO 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 Concentração (µg.SILÍCIO 350 Concentração (µg.Concentrações de Fósforo em amostras da empresa dois.72 .L ) -1 Efluente Bruto Efluente Tratado coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. O elemento silício apresentou altas concentrações no efluente tratado.

CLORO 12000 Concentração (µg.do fósforo as concentrações foram maiores nas amostras tratadas.73 . com exceção da coleta seis.L ) -1 Efluente Bruto Efluente Tratado 10000 8000 6000 4000 2000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. ENXOFRE 1200 Concentração ( µg.Concentrações de Cloro em amostras da empresa dois.74 .Concentrações de Enxofre em amostras da empresa dois.L ) -1 Efluente Bruto Efluente Tratado 1000 800 600 400 200 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. 128 .

O mesmo comportamento foi observado para o cloro. dois e sete. onde as concentrações maiores nas amostras tratadas foram observadas nas coletas um.75 .76 .O elemento enxofre apresentou uma redução na concentração das amostras tratadas.Concentrações de Cálcio em amostras da empresa dois.L-1) Efluente Bruto Efluente Tratado coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L ) 5000 4000 3000 2000 1000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 -1 Efluente Bruto Efluente Tratado coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6. POTÁSSIO 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 Concentração ( µg. para a maioria das coletas. 129 . CÁLCIO Concentração ( µ g.Concentrações de Potássio em amostras da empresa dois. exceto para as coletas três e sete.

exceto para as coletas três e sete. O elemento titânio apresentou concentrações acima de 1000 µg. o cálcio teve comportamento inverso. O posto ETIF apresentou concentrações com valores zero nas seis primeiras e somente na sétima coleta foi detectado concentração de 1783 µg.L-1 nas coletas um. 130 . Por outro lado.Concentrações de Titânio em amostras da empresa dois.L-1. apresentando concentrações maiores nas amostras tratadas para a maioria das coletas.L ) -1 coleta 7 Coletas Figura 6. excetuando-se a coleta seis.77 . TITÂNIO 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 6 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µ g. dois. três e sete no posto ETIB.O elemento potássio apresentou uma redução na concentração após o tratamento na maioria das coletas.

131 .Concentrações de Manganês em amostras da empresa dois. MANGÂNES 30000 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µg.L ) VMP CONAMA = 500 µ g.L-1 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.78 .CROMO 5000 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 coleta 1 coleta 2 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µ g.L -1) 25000 20000 15000 10000 5000 0 coleta 1 coleta 2 VMP = 1000 µg.Concentrações de Cromo em amostras da empresa dois.L coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L -1 -1 -1 VMP CETESB = 100 µ g.79 .

Concentrações acima dos valores permitidos foram observadas para o manganês nas quatro primeiras coletas do efluente bruto enquanto que no efluente tratado os valores estão dentro do permitido.O elemento cromo apresentou excedeu os limites permitidos para o efluente bruto na coleta dois. com 4371µg.Concentrações de Ferro em amostras da empresa dois. os valores foram ultrapassados para as coletas dois. 132 . Mas se os dados forem comparados com os valores estabelecidos pela CETESB.L Concentração (µg. O elemento ferro apresentou concentrações abaixo do permitido em todas as coletas tanto para o efluente bruto quanto para o tratado.80 . quatro e sete.L-1 quando comparado com a Resolução CONAMA. FERRO 2500 Efluente Bruto Efluente Tratado VMP = 15000 µg.L ) -1 -1 2000 1500 1000 500 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.

133 .L -1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.Concentrações de Níquel em amostras da empresa dois. COBRE 20000 18000 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µ g.L ) 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 coleta 1 coleta 2 VMP= 1000 µg.L -1 -1 coleta 3 coleta 4 Coletas coleta 6 coleta 7 Figura 6.L ) 600 500 400 300 200 100 0 coleta 1 -1 VMP= 2000 µg.82 .NÍQUEL 700 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µ g.Concentrações de Cobre em amostras da empresa dois.81 .

Entretanto.244 µg.L -1) 1200000 1000000 800000 600000 400000 200000 0 coleta 1 coleta 2 VMP CONAMA = 1000 µg.83 . O zinco apresentou concentrações acima do permitido para o efluente bruto nas quatro primeiras coletas com valores acima de 7.L-1. 134 . 2 e 4.L-1. destaque maior pode ser dado para a sétima coleta para o efluente tratado que apresentou a maior concentração deste elemento com 617µg.159 µg.O elemento níquel apresentou concentrações abaixo do permitido em todas as amostras analisadas. o qual apresentou concentrações acima do permitido para as coletas 1.Concentrações de Zinco em amostras da empresa dois. para o efluente tratado apenas a sétima coleta com 5. O mesmo não ocorreu com o cobre. nas amostras de efluente bruto. está acima do permitido segundo a CONAMA e CETESB. porém com concentrações abaixo do permitido para amostras de efluente tratado.L-1. ZINCO 1400000 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µg.L-1 VMP CETESB = 5000 µg.L-1 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.

Concentrações de Bromo em amostras da empresa dois.84 .L ) Efluente Bruto Efluente Tratado -1 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.85 . 135 .BROMO 700 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µ g.Concentrações de Estrôncio em amostras da empresa dois. ESTRÔNCIO 18000 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 Concentração (µg.L ) -1 600 500 400 300 200 100 0 coleta 1 coleta 2 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.

com valores também acima do permitido. concentrações maiores foram observadas nas amostras tratadas das coletas 1. 4 e 7. O estanho apresentou concentrações acima do permitido para as amostras de efluente tratado em todas as coletas realizadas e apenas foi detectado no efluente bruto da sétima coleta. O mesmo ocorreu no caso do Sr.86 .Concentrações de Estanho em amostras da empresa dois. 136 . apresentando concentrações maiores para amostras tratadas na maioria das coletas.L 20000 15000 10000 5000 0 coleta 1 coleta 2 -1 coleta 3 coleta 4 coleta 6 coleta 7 Coletas Figura 6.L ) -1 VMP= 4000 µg. ESTANHO 25000 Efluente Bruto Efluente Tratado Concentração ( µ g.Para o Br. 2.

137 . O elemento fósforo apresentou valores acima do permitido na maioria das coletas de água superficial. A técnica da fluorescência de raios X por reflexão total com radiação síncrotron (SR-TXRF) mostrou-se adequada para a detecção dos elementos Si. Este elemento não foi encontrado no posto de coleta dois. Sr. K. Mn. com valores 13009 µg. esgoto e efluentes. Ba e Pb em amostras de águas naturais. Zr. Zn. Ni.468/76 da CETESB.L-1 em maioria das coletas realizadas nos postos de água superficial. Br. Ti.L-1. Cr. S. Sn.000 µg. portanto não é possível indicá-los como elementos potencialmente prejudiciais à saúde ou outros danos que possam a vir causar no ambiente aquático. Muitos dos elementos analisados nas amostras de água superficial não apresentam valores máximos permitidos pela resolução CONAMA ou pelo Decreto 8. Fe. Cu. Ca.7 – CONCLUSÕES Neste trabalho utilizou-se a fluorescência de raios X por reflexão total com radiação síncrotron para analisar a contaminação de metais em águas superficiais. Cl. P. esgoto e efluentes. Para o elemento silício foram detectadas concentrações acima de 5.

L-1. L-1. sete e nove com valores acima de 400 µg.453 µg. As concentrações de Cloro apresentaram maiores valores no posto sete quando comparado com outros postos.L-1 a 70. L-1. A concentração mais alta foi detectada no posto três com valores acima de 700 µg.L-1 no posto três.523 µg. dois.L-1 a 26.0 vezes o permitido.3 vezes o VMP pela resolução CONAMA sendo estes valores preocupantes 138 . porém o posto três promovem uma preocupação maior. As maiores concentrações são observadas nos postos dois. Para os outros postos foram detectados concentrações entre 100 µg.442 µg. Comparando o elemento cromo presente em amostras de água superficial.L-1 valor 8.L-1. Para o elemento cálcio foram observadas concentrações entre 3. seis.L-1 na maioria dos postos. A concentração do elemento ferro presente em amostras de água superficial estão 3.L-1 a 20. O elemento manganês apresenta concentração acima dos valores máximos permitidos pela resolução CONAMA com valores 2. Para o elemento potássio em amostras de água superficial os valores detectados apresentaram uma variação entre 1.8 vezes o VMP. com a legislação CONAMA e o decreto 8. valores acima de 554 µg. três e oito apresentaram valores acima do permitido.379 µg. Os valores detectados são indesejáveis do ponto de vista ambiental.L-1 no posto dois e 68. Os postos um.036 µg. devido à contaminação da água e ao perigo potencial que representa para a saúde humana.812 µg.L-1 a 238 µg.L-1.O elemento enxofre presente na água superficial apresentou concentrações variando entre 428 µg. valores estes preocupantes para a qualidade do ambiente como também para a saúde do homem. Valores entre 1844µg. pois os valores máximos permitidos são os mesmos.L-1. O elemento titânio apresentou concentrações com valores acima de 100 µg.468/76 da CETESB podemos observar as mesmas concentrações.

L-1. Mn. Ni. Em relação ao elemento níquel a concentração é de 6 vezes a VMP. Mn.1 vezes o valor permitido pela resolução CONAMA e quando comparado com o Decreto 8. é observado concentrações com 172 µg. Este posto é uma nascente localizada próximo ao aterro sanitário e do descarte do esgoto. Para os elementos analisados nas amostras de esgoto o silício apresentou concentrações mais altas nas coletas quando comparados com as outras coletas.468/76 CETESB os valores estão abaixo do permitido. o elemento enxofre 3.L-1 . o elemento fósforo concentração de 11.L-1 . O elemento cobre apresentou concentrações 8. Na análise das amostras de esgoto o elemento silício apresentou concentração de 42.603 µg. O elemento cobre apresentou a maior freqüência comparada com os elementos Cr. 139 .468/76 CETESB e valores abaixo do permitido pela resolução CONAMA. o elemento cloro 2. Os elementos Ti. Ti.080 µg.para a qualidade do ambiente. quando comparado com o decreto 8.468/76 CETESB os valores estão abaixo do permitido.L-1 na coleta dois. mesmo apresentando valor abaixo do permitido.832 µg.6 vezes o valor máximo permitido pela resolução CONAMA em todos os postos. Fe. e Zn.L-1.L-1 estes valores foram observados na coleta seis.582 µg. o elemento cálcio 8. Fe.634 µg. Na as mostras de esgoto o elemento cromo apresentou concentração de 5 vezes o valor máximo permitido pelo decreto 8.L-1 ambos foram observadas na coleta sete e o elemento bromo com 854 µg. Nas amostras de águas superficiais o posto três apresentou concentrações acima dos valores máximos permitido para todos os elementos analisados.L-1. o elemento potássio 5.1 Para o elemento zinco as concentrações com 8. Ni. Cu e Zn apresentaram valores abaixo do permitido em todas as coletas realizadas.355 µg.

As amostras de esgoto do presídio apresentaram valores abaixo do permitido para os elementos analisados. Zr. Atenção maior para os postos três. Sn e Ba em amostras de esgoto.Na análise dos elementos Sr. Nas amostras da empresa dois o elemento cromo mostrou concentrações acima do VMP na sétima coleta no posto ETIF. o elemento estanho apresenta concentração acima do permitido pela resolução CONAMA e decreto 8. sete e oito que apresentaram concentrações acima do VMP em todas as coletas.468/76 CETESB com 2 vezes o valor permitido.Sn e Ba apresentam algumas concentrações com valores abaixo do limite de detecção não podendo ser detectadas na análise das amostras. Pode-se considerar que o descarte de efluentes tratados no curso de água do Ribeirão Jacuba pode contribuir no aumento das concentrações dos elementos analisados. Com este estudo pode-se indicar que o Ribeirão Jacuba apresenta indícios de contaminação por alguns elementos. Cabe destacar que o tratamento apresenta uma redução nas concentrações dos elementos presentes nas amostras após tratamento. Os elementos Sr. 140 . Na maioria das amostras analisadas as concentrações verificadas apresentam valores abaixo do VMP. Este estudo mostra que as concentrações dos elementos nas amostras de águas superficiais apresentam valores acima do permitido pelo CONAMA. Porém observou-se concentrações maiores para o elemento zinco e ferro no esgoto. para o elemento zinco. Zr. As amostras de efluente da empresa um apresentaram concentrações acima do permitido.

Cabe aos órgãos responsáveis realizar o monitoramento da qualidade das águas do Ribeirão Jacuba na finalidade de manter os limites estabelecidos pela legislação CONAMA na manutenção da qualidade dos recursos hídricos do município de Hortolândia. 141 .

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The pollution of the environment became everywhere of public interest of the world. 2004. through heavy metal analysis in several samples. Campinas. M. samples of inorganic and organic residual waters. residual waters and sewages. what elapses of the fast economic growth associated to the exploration of natural resources. This work has as objective to study the quality of the waters in Jacuba stream in Hortolândia city. the developing nations also begin to suffer the serious impacts of the pollution. Brazil. The samples were divided in three groups that define the study area: samples of superficial waters. samples of sewage from state prison. R. Campinas State University. W. without treatment and treated and. The developed countries not just come being affected for the environmental problems. collected in nine different locations. – Water quality evaluation of Jacuba stream using Synchrotron Radiation Total Reflection X-ray Fluorescence Analysis (SR-TXRF).ABSTRACT OLIVEIRA.9 . College of Civil Engineering. 149 . Dissertation (Master’s Degree). Architecture and Urbanism.

heavy metals. synchrotron radiation.The technique employed (SR-TXRF) presents some advantages in relation to the other methods. This technique has a high potential application in several areas. mainly in areas where it is necessary a correlation among the essential and toxicant elements. X-ray fluorescence. which we can emphasize the detection limit in the range of a few micrograms per liter (ppb). 150 . sewage. superficial water. Key words: residual water. besides being a multi-elementary method that allows the detection of several elements in a unique measure.