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Introdução aos Princípios Históricos e Físicos da Utilização das Radiações ionizantes

Dentre algumas das inúmeras experiências realizadas pelos grandes físicos da história, uma em especial pode ser a experiência mais importante projetada para tentar explicar esses fenômenos da eletricidade foi a do físico inglês William Crookes, envolvendo descargas elétricas em ampolas de vidro contendo um gás a baixa pressão (figura 01). Crooks adaptou um condutor metálico (eletrodo) às extremidades da ampola de vidro. Na extremidade da ampola em que era aplicada a corrente elétrica, era criado um "pólo negativo" e na outra extremidade, em que a corrente era recolhida, criava se um pólo positivo. Esses pólos negativos e positivos foram chamados de eletrodos (palavra que significa "caminho para a eletricidade". Nessa ampola, os cientistas colocavam uma substância na fase gasosa a uma pressão muito reduzida, aproximadamente 0,01 atm, e provocavam uma diferença de potencial - algo em torno de 10.000 volts podendo chegar a 1000.000 volts, entre os eletrodos. Observou-se então que o gás (normalmente mal condutor de eletricidade) sofria uma descarga elétrica originando fenômenos surpreendentes. A primeira observação feita através de uma ampola de Crooks nessas condições foi a de um fluxo luminoso azulado (figura 2), denominado mais tarde de raios catódicos, que partia do pólo negativo da ampola (denominado cátodo) em direção ao pólo positivo (denominado ânodo) e que apresentou as seguintes propriedades principais: a) Possui massa; pode mover um pequeno moinho colocado dentro da ampola de Crooks – figura nº 03. b) Possui carga negativa; quando submetido a um campo elétrico externo à ampola, sofre desvio em direção ao pólo positivo – figura 4. c) Movimenta-se em linha reta; projeta na parede oposta da ampola a sombra de qualquer anteparo colocado em sua trajetória (a melhor maneira de ver a sombra do anteparo é posicionar o ânodo na parte superior da ampola)-figura nº 5 Mais tarde, em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson (que realizou as experiências acima), trabalhando com o tubo de Crooks, concluiu que eles eram parte integrante de toda espécie de matéria, uma vez que as experiências podiam ser repetidas com qualquer substância gasosa. (Texto adquirido e adaptado do livro “Química Integral – Martha Reis – Editora FTD)

FIGURA Nº 02 – Tubo de Crooks

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FIGURA Nº 05 – Tubo de Crooks modificado por Joseph John Thomson para comprovar suas experiências e a comprovação da existência do elétron.

THOMAS ALVA EDISON (Milan, EU, 1847-West Orange, 1931). Em 21 de outubro de 1879, Edison produziu a primeira lâmpada elétrica, prática, talvez a mais notável de suas invenções. (Basta-nos apenas sentarmos junto a uma vela acesa, por alguns minutos, durante uma queda da energia elétrica, para descobrirmos até que ponto aceitamos a importância da luz elétrica e quanto valor lhe damos.) Em anos sucessivos, Edison trabalhou para melhorar a luz elétrica e, principalmente, para encontrar modos de fazer o filamento incandescente durar mais tempo antes de "queimar se". De quebra, havia outro problema. Com o uso, a parte interna superior do bulbo da lâmpada ficava enegrecida. Parecia que partículas de carvão saíam do filamento e grudavam no vidro. Como era de seu costume, tentou tudo aquilo que pôde pensar. Um de seus esforços, sempre nas tentativas de errar ou acertar, consistiu em soldar uma plaquinha metálica dentro do bulbo da lâmpada elétrica, em cujo interior fizera vácuo (completa retirada do ar), perto do filamento, porém sem tocar nele. A plaquinha e o filamento ficaram separados por um pequeno espaço de vácuo. Edison, a seguir, ligou a energia elétrica para verificar se a presença da plaquinha conseguiria preservar mais a vida do filamento incandescente e se eliminaria a emissão de partículas que enegreciam internamente o bulbo da lâmpada. Não conseguiu, e abandonou a tentativa. Entretanto, notara que uma corrente elétrica fluía do filamento da lâmpada para a plaquinha metálica, através do espaço de vácuo. Nada, nos vastos conhecimentos de eletricidade prática de Edison, explicava aquilo; e tudo que Edison pôde fazer foi observá-lo, registrar o fato em seu livro de notas, em 1884. O fenômeno foi denominado efeito Edison, sendo sua única descoberta nos domínios da ciência pura. Edison descobre algo muito fora de sua época, não continuou trabalhando no caso; deixou de lado a pérola, enquanto saboreava a ostra. A lâmpada de Edison considerada uma das maiores invenções do mundo, juntamente com o fonógrafo, o primeiro gravador, ou melhor, registrador a voz humana, produzido por Edison, que revolucionaria o mundo da música. Edison também ajudou a melhorar o cinema, desenvolvendo a câmera de rolo, onde realizou seu primeiro filme “O Trem Pagador”. (Texto adaptado do site WWW História da física contemporânea.com)

Wilhelm Konrad Roentgen, (1845 - 1923), poucos acontecimentos na história da ciência provocaram impacto tão forte quanto à descoberta dos raios X por Wilhelm Konrad Roentgen, professor de física na Universidade de Würzburg. "O dia 8 de agosto de 1895 pode ser considerado como a data de início de uma nova era em física. Antes, os físicos viviam ainda na era clássica" - é o que diz um artigo publicado numa revista especializada, por ocasião do 501º aniversário da descoberta. Nascido a 27 de março de 1845 em Lennep, no Baixo Reno, Roentgen iniciou seus estudos na Holanda, país de origem de sua mãe. Foi depois para a Suíça, onde se formou na Escola Politécnica de Zurique, em 1866. Aí teve como professor o físico e matemático R. J. E. Clausius (1822-1888), um dos fundadores da termodinâmica, cujas aulas despertaram nele o interesse pela física. Em seguida foi para Würzburg e tornou-se assistente de August Kundt (1839-1894), físico alemão conhecido pela invenção de um método para determinar a velocidade do som nos gases. Roentgen lecionou física e matemática em Hohenheim (1875), em Estrasburgo (1876), em Geissen (1879), e em Würzburg (1880). Seis anos mais tarde tornou-se reitor desta última universidade. Em 1895, Roentgen começou a ocupar-se dos raios católicos (assim chamados por serem produzidos no cátodo dos tubos de vácuo) e realizou algumas experiências com tubos de vácuo elevado. Consistiam em tubos de vidro cuidadosamente esvaziados de ar, em cujo interior, em extremidades opostas, colocavam-se duas pequenas lâminas. Essas lâminas eram ligadas aos pólos de um gerador de alta tensão. Estabelecida à passagem de corrente, obtinha-se no tubo a emissão de radiação luminosa: era uma espécie de luminescência que parecia emanar do ar rarefeito que permanecia dentro do tubo. As experiências eram feitas em laboratórios escuros, o que permitia melhor análise das fracas radiações produzidas no tubo. Certo dia, com o objetivo de Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 2

realizar certa experiência, Roentgen envolveu um tubo com papelão preto. Casualmente, sobre uma mesa próxima havia uma tela de papel impregnada de platinocianeto de bário em uma das faces. A cada descarga do tubo, a tela se iluminava com uma luz esverdeada. E a produção do fenômeno se verificava, quer quando a face impregnada estava voltada para o tubo, quer quando isso ocorria com a superfície oposta. Roentgen chegou à conclusão de que a tela era atingida por uma radiação invisível, capaz de transpor o obstáculo representado pelo anteparo negro. Certamente deveria ser uma radiação "diferente", uma vez que o anteparo era opaco até em relação às radiações ultravioleta. Durante as semanas sucessivas, Roentgen dedicou-se exclusivamente à identificação de outras propriedades da recém-descoberta radiação. Em vista da incerteza que nutria quanto à sua natureza, deu-lhe o nome de raios X. Pouco depois, Kolliker, professor em würzburg, denominou-a raios Roentgen.

As experiências foram se intensificando. Evidentemente, a estranha radiação provinha do tubo de vácuo elevado. Roentgen pensou então em colocar um livro entre o anteparo e a fonte de radiação. Com surpresa, verificou que o objeto projetava no anteparo apenas uma sombra leve, indício de que os raios X conseguiam atravessá-lo. Depois, experimentou colocar como obstáculo sua própria mão: esta também se mostrou transparente, com exceção dos ossos, que ressaltaram na sombra. Finalmente, tentou interpor uma chapa fotográfica, que ficou impressionada, mas, revelou a presença dos dedos do experimentador, que a segurava por uma das pontas. Esta sombra também era diferente da projetada pela luz comum: era como se os dedos fossem, ao menos em parte, transparentes. Encenação, realizada para ilustrar a descoberta do Físico Roentgen no seu laboratório, onde estudava os misteriosos raios catódicos (tubo de Crooks) - figura 07; O lugar da descoberta, Instituto de Física da Universidade de Wurzburg; figura 09, Laboratório do Instituto de Física onde Roentgen notou pela primeira vez e investigou os raios-X - figura 10; Famosa radiografia da mão de sua esposa em 1895 – figuras 11

FIGURA 07

FIGURA 10

FIGURA 09

FIGURA 11 Radiografia da mão da esposa de Roentgen, demonstrando o seu anel de casamento, pode se notar que a imagem gerada não era muito nítida, mas isso seria modificado por vários inventos, como a evolução da fotografia, que ajudou a melhorar e muito a nitidez da imagem radiográfica.

(Texto adaptado do livro – Fundamentos de Radiologia de Squire – Tradução Roberta A Novelline – Editora Artmed - Texto adaptado do site WWW História da física contemporânea. com)

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Introdução a Teoria Atômica, composição da matéria, efeitos pertencentes à interação elétron com a matéria
Matéria definição quanto a Física: Matéria é tudo aquilo que ocupa lugar no espaço e tem peso. A menor partícula da matéria é o átomo, que é composto por Eletrosfera e núcleo. Figura abaixo. ÁTOMO

Neutrón - Carga elétrica nula

(0)

Protón - Carga elétrica positiva (+) eletrón - Carga elétrica negativa (-)

Eletrosfera Eletrosfera - é o sentido orbital que o elétron realiza em volta do núcleo. Mas cada parábola ou também chamada camada, tem um número, ou melhor, quantidade certa de elétrons por órbitas, sendo assim a órbita nunca poderá manter um elétron a mais. O átomo apresenta dois estados: Átomo estável: apresenta a quantidade de elétrons igual á de prótons, mantendo assim seu equilíbrio elétrico. A esse átomo, denominamos átomo estável ou equilibrado. Pois contém o número igual de elétrons e prótons, e o número certo de elétrons por camada, sendo assim não tendo a necessidade de se ligar a outro átomo, para poder se estabilizar. Átomo instável: apresenta a quantidade de elétrons menor que a quantidade de prótons, e o número de elétrons menor em cada ou determinada camada, sendo assim tende a ter a necessidade de se ligar a outro átomo, tornando-se eletricamente estável. Essa característica que todo átomo tem de procurar estabilizar-se, geralmente com um átomo ou algum elétron livre (sem átomo). Nota: O elétron apresenta diferentes características, essas características mudam de acordo com a órbita que executa. Energia de ligação: Essa energia é responsável em manter o elétron girando, ou melhor, orbitando em volta do núcleo, pois o núcleo exerce no elétron uma força de atração e repulsão, sendo assim ele fica aprisionado em sua órbita, mas à medida que a energia do elétron aumenta , tende a se afastar do núcleo, podendo até se desprender de sua órbita original, indo para outra órbita próxima ou distante do núcleo. Mas temos que entender que o elétron não tem a capacidade de aumentar sua energia, para se libertar, sendo assim ele precisa de uma interação de outra partícula, como por exemplo, outro elétron, ou um fóton (fóton é a menor parte da onda eletromagnética, onde veremos mais adiante). . Energia do elétron: O elétron possui carga ou energia própria, mas essa energia característica sofre influência do núcleo, essa influência faz com que sua energia altere a media que se aproxima do núcleo ou afasta-se do mesmo. Então podemos enunciar que: a) quanto mais próximo do núcleo o elétron orbitar, menor será sua energia característica, portanto maior será a energia de ligação exercida pelo núcleo. Com isso, dificultará a sua mudança de órbita original ou seu desprendimento do próprio átomo de origem. b) quanto mais distante do núcleo o elétron orbitar, maior será sua energia característica, portanto menor será a energia de ligação exercida pelo núcleo. Com isso, facilitará a sua mudança de órbita original ou seu desprendimento do próprio átomo de origem.

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portanto maior energia característica. Desde a Antiguidade sabe-se que toda a matéria é constituída de átomos. portanto menor energia característica. (Texto adaptado do livro – Fundamentos de Radiologia de Squire – Tradução Roberta A Novelline – Editora Artmed .Texto adaptado do site WWW História da física contemporânea. em relação ao elétron da camada K. Observe a figura abaixo Os pontos luminosos são átomos na ponta de uma agulha.Observe a figura abaixo e acompanhe a conclusão: a) o elétron da camada K é o elétron que possuí a maior energia de ligação. com. mais energia necessitara para poder se libertar de sua órbita ou do próprio átomo em questão. em relação ao elétron da camada L. Foto da ponta de uma agulha. fotografada com um poderoso microscópio eletrônico. b) o elétron da camada L é o elétron que possuí a menor energia de ligação. livro – Física III – Eletricidade – Djalma Nunes Paraná. os pontos luminosos são átomos.Editora Ática) Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 5 . Assim temos que ter em mente que quanto mais perto do núcleo o elétron está. Estes são tão minúsculos que apenas em microscópios especiais podem ser vistos. dez milhões de átomos enfileirados não chegam a medir um milímetro.

Sendo assim. onde essas alterações são proporcionais a energia cinética (movimento) que o elétron livre está no momento. (figura F) Seqüência do processo ionizante: Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 6 .Estado dos Átomos Átomo estável para átomo ionizado para átomo estável O átomo estável (figura A). ou de uma corrente de elétrons livres. mas a natureza dos átomos leva-os a sempre procurarem a estabilidade eletrônica. por isso o átomo sem o elétron em sua camada. se o elétron livre interagir (colidir) com um elétron da eletrosfera (figura B). sua força cinética é freada bruscamente. E essa liberação continua até ele entrar em órbita em volta do núcleo do átomo. mas esse elétron livre por estar longe do núcleo possui grande quantidade de energia característica (energia própria do elétron). poderá ocupar a órbita. pode ocorrer várias alterações em sua eletrosfera. proveniente de outro átomo. assim começa a liberar sua energia característica em forma de radiação característica (figura E). pela ausência desse elétron. começa a atrair outro elétron livre (figura D). então o elétron atraído. pois somente com essa energia diminuída. Completado esse processo o átomo volta (agora com o número de elétrons igual ao número de prótons) ser átomo estável ou átomo equilibrado. e a energia cinética desse elétron livre for suficientemente grande para retirá-lo de sua órbita (figura C). onde sua carga que é sempre nula (mesmo número de elétrons é igual ao mesmo número de prótons) desequilibra-se. O átomo torna-se agora átomo ionizado (átomo com ausência de elétrons em algumas de suas camadas). quando é atingido por um elétron livre. à medida que se aproxima do átomo.

(calor) (figura D). tem o número de elétrons certos para cada camada na eletrosfera. ele será atraído para outra camada inferior (figura D).Livro Química Integral – Martha Reis – Volume Único – Editora FTD) Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 7 . mas se a energia cinética do elétron livre não for suficientemente grande para expelir o elétron da eletrosfera para fora do átomo. sendo assim esse elétron para poder ocupar a camada L terá que liberar essa energia característica em forma de radiação ultravioleta. (figura E). (Texto adaptado do livro – Fundamentos de Radiologia de Squire – Tradução Roberta A Novelline – Editora Artmed . onde o elétron que saiu da camada M não pode ficar na camada L (figura C). então esse elétron é arremessado de volta. com. esse elétron livre passa parte de sua energia cinética para o elétron da eletrosfera. Mas como todo átomo dependendo do tipo.Editora Ática . e passa por camada a camada até ser atraído pela sua de origem. ele por estar mais afastada do núcleo.Texto adaptado do site WWW História da física contemporânea. e interage com um ou mais elétrons da eletrosfera (figura B). livro – Física III – Eletricidade – Djalma Nunes Paraná. sua energia característica é maior. Na media que o elétron da camada M se aproxima da camada L.Átomo estável para átomo excitado para átomo estável Um elétron livre proveniente de outro átomo ou de uma corrente de elétrons entra na trajetória do átomo estável (figura A). Voltando a ser estável novamente (figura F).

luz. etc. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 8 . que se propaga através de um meio. e não se propagam no vácuo. ondas de raios X. em ondas elétricas. entre os espaços atômicos (entre as partículas que compõem o átomo). mas são perceptíveis. *Ondas eletromagnéticas: São geradas por cargas elétricas oscilantes e não necessitam de um meio material para se propagar. Ex. raio laser. Propagam-se no vácuo. no caso o microfone transforma as ondas mecânicas produzida pela voz humana. ondas de radar. em que o processo é invertido. visíveis ou não visíveis. alcançando a antena do receptor. Classificação: Quanto a Natureza: *Ondas mecânicas: São aquelas que precisam de um meio material para se propagar e são dependendo do meio visível ou não visível. mas todas são de caráter imperceptível. por sua vez o transmissor transforma em ondas eletromagnéticas que percorrem longas distâncias.Princípios Básicos das Ondas Eletromagnéticas ONDAS: Definição: É o movimento causado por uma perturbação. rádio. São dependendo da freqüência. Na Figura acima podemos notar as formas de transformação das ondas. podendo se propagar no vácuo.

que a luz corresponde à propagação de ondas elétricas e magnéticas.Quanto à direção de propagação: *Unidimensionais: São aquelas que se propagam numa só direção. maior a energia por ela propagada. e vice-versa. em todas as direções *Tridimensionais: São aquelas que se propagam em todas as direções. Cambridge.James Clerk Maxwell (13 de Junho de 1831. o seu trabalho em eletromagnetismo foi à base da relatividade restrita de Einstein e o seu trabalho em teoria cinética de gases fundamental ao desenvolvimento posterior da mecânica quântica. Características das Ondas eletromagnéticas: I . *Bidimensionais: São aquelas que se propagam num plano. isto é. assim chamadas em sua honra e porque ele foi o primeiro a escrevê-las juntando a lei de Ampère. sem a necessidade de um plano para propagarem. por ele próprio modificada. e a lei da indução de Faraday. Amplitude: As ondas eletromagnéticas apresentam amplitudes diferenciadas pela quantidade de energia que elas propagam. ou seja: a) Quanto maior a amplitude da onda. b) Quanto menor a amplitude da onda. Inglaterra) foi um físico e matemático Escocês. Ondas Eletromagnéticas Histórico . Escócia . XIX. Maxwell demonstrou que os campos elétricos e magnéticos se propagam com a velocidade da luz. que une a eletricidade. Esta é a teoria que surge das equações de Maxwell. Maxwell é considerado por muitos o mais importante físico do séc. Ele é mais conhecido por ter dado a sua forma final à teoria moderna do eletromagnetismo. o magnetismo e a óptica. Ele apresentou uma teoria detalhada da luz como um efeito eletromagnético. a lei de Gauss.5 de Novembro de 1879. menor a energia por ela propagada. essa propriedade é inversamente proporcional. Ele também desenvolveu um trabalho importante em mecânica estatística. tendo estudado a teoria cinética dos gases e descoberto a chamada distribuição de Maxwell-Boltzmann. Demonstrou em 1864 que as forças elétricas e magnéticas têm a mesma natureza: uma força elétrica em determinado referencial pode tornar-se magnética se analisada noutro. hipótese que tinha sido posta por Faraday. Edimburgo. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 9 .Relação entre Energia.

Amplitude e Distância: Maxwell enunciou que as ondas eletromagnéticas. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 10 . ou seja.II . Distância quanto à área atingida: Outro enunciado proposto por Maxwell foi que a área abrangida pela onda é diretamente proporcional e exponencialmente a distância. perdem energia inversamente proporcional à distância percorrida. Amplitude. onda vai perdendo sua energia à medida que se distância de sua fonte de origem.Relação entre Energia. deste modo a amplitude da onda também sofre modificações. com a relação energia é igual ao inverso do quadrado da distância E = Energia propagada pela onda em relação ao quadrado da Distância D = Distância da Fonte III . quanto maior a distância maior a área atingida pela onda eletromagnética. quando se distância da fonte produtora. Enunciado: A onda eletromagnética perde energia. bem como as ondas mecânicas.Relação entre Energia.

incidindo na superfície S. Com esta experiência. produz-se reflexão de ondas”. permitindo a onda continuar em seu trajeto. incidindo na superfície S ela sofre refração e passa a se propagar no meio 2(água) com velocidade 2. Amplitude. aumentando a amplitude da onda. a absorção da energia é baixa. porém sofrendo devido à travessia aumento da sua amplitude e diminuição de sua energia. cristalinos e líquidos.Relação entre Energia.III . sofre alteração (diminuição) da sua energia e aumento de sua amplitude. Ondas de energia baixa possuem amplitude extensa. Mas ondas eletromagnéticas de alta energia possuem ondas de amplitude muito diminuta. Em relação à experiência. causando o aumento da interação da onda com as partículas que formam o objeto. sofre modificação do seu percurso inicial. Refração: “Quando o raio incidente da onda que se propaga no meio 1 (ar) com velocidade V1. Comprimento quanto capacidade de atravessar corpos líquidos ou cristalinos (Refletivos): Leis da Refração e Reflexão: Reflexão: “Quando ondas esféricas proveniente de uma fonte A encontram um obstáculo plano. pois este fenômeno físico depende da energia e amplitude transportada pela onda. Nem todas as ondas eletromagnéticas sofrem reflexão. atenuando à parcialmente ou totalmente. ela sofre refração e passa a se propagar no meio 2 (água) com velocidade V2. mas esta mudança de meio (ar/água) causa a emissão desta nova onda modificada em 45º do ponto de origem. o fator a determinar a capacidade com que ela vai conseguir atravessar o objeto irradiado é a amplitude da onda. diminuindo a interação com a rede de partículas do objeto. Deste modo a onda eletromagnética. e o raio de onda refratado denominou de feixe secundário. IV . Refração: “Quando o raio incidente da onda que se propaga no meio 1 (ar) com velocidade V1. Comprimento quanto capacidade de atravessar corpos sólidos ou cristalinos: Quando a onda eletromagnética interage com um corpo sólido ou cristalino. a onda eletromagnética ao interagir com uma superfície refletiva. Amplitude. Neste caso a amplitude e a energia sofrem modificações consideradas desprezíveis. Dependendo desta energia ocorre o princípio físico denominado Refração. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 11 . Podemos notar que na refração a onda perde energia e velocidade. ondas eletromagnéticas de alta poder energético possuem amplitude pequena facilitando a sua transposição sem ocorrer à reflexão. são aproximadamente iguais a V2 e E2 Na figura ao lado podemos observar o princípio da Reflexão. Deste modo todo o objeto absorve a energia propagada pela onda. o raio de onda incidente denominou de feixe primário. transpassando o com facilidade. Podemos notar que na refração a onda perde energia e velocidade. resultando em uma onda de baixa energia e alta amplitude. dificultando a passagem por meios cristalinos.Relação entre Energia. dificultando a passagem por meios sólidos. que a velocidade e a energia (V1 e E1). aumentando a amplitude da onda.

Relação entre Freqüência (Hz) comprimento (λ) e Amplitude: Ao observarmos a figura ao lado.Resultado da refração do raio primário e a incidência de vários outros raios secundários de ondas diferenciadas. no caso da luz a refração demonstra a soma das cores primárias. Com simples observação da figura acima. V . Denominamos de período (T). chama-se freqüência (F) o número de cristas consecutivas que passam por um mesmo ponto em cada unidade de tempo. batizada de lambda (significa a letra “l” em grego). podemos analisar os componentes da onda tanto mecânica bem como eletromagnética. denominamos de comprimento da onda (λ). o tempo necessário para que duas cristas consecutivas passem pelo mesmo ponto. a medida entre uma crista e outra ou um vale e outro. concluímos as seguintes características das ondas eletromagnéticas: Enunciado: a) Quanto maior for o comprimento menor a freqüência e por conseqüência maior será a amplitude b) Quanto menor for o comprimento maior a freqüência e por conseqüência menor será a amplitude Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 12 .

Isolantes de eletricidade são os meios matérias nos quais não há facilidade de movimento de cargas elétricas. tendo o mesmo sinal. sua polaridade será positiva. como o vidro. são condutores de eletricidade porque neles há os chamados “elétrons livres”: são os elétrons mais afastados do núcleo e. Quando um condutor é eletrizado. sua polaridade será negativa. Condutores e Isolantes Condutores de eletricidade são os meios materiais nos quais há facilidade de movimento de cargas elétricas.1c). o bastão suspenso é atritado (Fig. 1b). Em Teoria relacionam esses fenômenos com os átomos. Isso porque as cargas. é aproximada da extremidade do primeiro bastão. as cargas elétricas em excesso distribuem-se pela sua superfície externa. e a substância que absorve esses elétrons. Tais elétrons deslocam-se com facilidade. e depois separados. atritemos a extremidade de um bastão de vidro com um pano de lã e depois levantemos o bastão por um pequeno barbante. nota-se que o bastão suspenso é refletido (fig. etc. Os metais. estão fracamente ligados a ele. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 13 . Quando a extremidade de outro bastão de vidro. em vez do bastão de vidro. de um modo geral. Se o pano de lã é aproximado. atritado com um segundo pano de lã.. borracha. 03). por isso. elas passam a apresentar propriedades físicas importantes. Suspendendo-se o primeiro pano de lã e aproximando-se o segundo. é eletrizado. abandonando o átomo quando sob ação de forças mesmo de pequena intensidade.Quando um isolante. as cargas elétricas em excesso permanecem na região em que foram desenvolvidas. repelem-se mutuamente (fig. como mostra a figura 1a.Introdução a eletrodinâmica e suas aplicações na produção dos raios X Quando duas substâncias diferentes são atritadas. constata-se repulsão. quando a substância sede elétrons .(fig 4). Concluímos que cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem. Para ilustrar isso. madeira seca.

a Diferença de Potencial elétrico é conhecida como tensão elétrica. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 14 . desta forma é que conseguimos fazer com que os elétrons percorram os fios elétricos.Lei de Coulomb: Já verificamos que cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais diferentes se atraem. dependendo da quantidade de carga elétrica denominada de Potencial elétrico. através de uma balança denominada Balança de Torção. Coulomb desenvolveu uma forma brilhante de medir esta força . ao variarmos a intensidade dessas cargas a partícula movimentara ou será repelida. esta diferença de polaridade cria um campo elétrico uniforme. Campo elétrico e Potencial elétrico – Introdução Para que uma partícula se movimente em um corpo inicialmente deverá aparecer em suas extremidades um campo elétrico polarizado (negativo e positivo). aceleramos a velocidade do elétron dentro do campo elétrico. Podemos concluir que ao aumentarmos a diferença de potencial. e conseguiu enunciar a seguinte lei: “ A intensidade de forças de ação mútua entre duas cargas elétrica puntiforme é diretamente proporcional ao produto dos valores absolutos das duas cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas”. a unidade de medida é o Volt (V) em homenagem ao inventor da pilha elétrica Volter.

origina-se um campo elétrico exercendo forças nos elétrons livres. O papel de grande importância que a Eletricidade desempenha na vida moderna baseia-se em um fato experimental. fax e televisão também dependem dela. essa transformação nos interessa como nos aquecedores e nas lâmpadas incandescentes. 2º Deve existir uma ddp (diferença de potencial) entre dois pontos. determinando uma elevação da temperatura do resistor. comunicações por telefone. Os fios metálicos. separados dizemos que o circuito está aberto. Intensidade da Corrente elétrica Os condutores que oferecem mais interesse para o nosso curso são os metálicos. Para o nosso estudo utilizaremos o sentido real da corrente elétrica (negativo para o positivo). Quando se estabelece uma corrente elétrica em um resistor ocorre o choque dos elétrons livres contra seus átomos. Esta cresceria gradativamente até a fusão do resistor. A carga elétrica do elétron é 1. e para que as cargas possam circular deve existir entre as extremidades uma DDP (diferença de potencial elétrico) um pólo negativo e outro positivo. suas aplicações estendem-se desde os delicados aparelhos de medida e controle até gigantescos fornos e usinas elétricas. O movimento desses elétrons dentro do filamento gera os elétrons livres para interagir e produzir os raios X. entre dois pontos: 1º Deve haver um percurso entre os dois pontos.Corrente elétrica: Vivemos na era da Eletricidade.se a ddp nas extremidades de um fio metálico. existentes nos chuveiros elétricos e o filamento de tungstênio das lâmpadas incandescentes são exemplos de resistores. transforma-se em energia térmica. Casas e fábricas são iluminadas graças à eletricidade. se não houvesse troca de energia térmica (calor) com meio ambiente. a maior ou menor facilidade de movimento das cargas elétricas através de um corpo depende da sua natureza. convertendo-a integralmente em energia térmica. rádio. toda a energia elétrica que ele recebe é dissipada. aparentemente banal: as cargas elétricas podem se mover através da matéria. então abandonam os átomos e movimentam-se no sentido do campo elétrico. telex.6 x 10-19 C (Coulomb). O estado de agitação térmica dos átomos aumenta. estudioso e Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 15 . Em um resistor. Para tais situações é que dispomos dos resistores. nas linhas de transmissão de energia elétrica. Quem desenvolveu e a medida da resistência elétrica recebeu seu nome foi OHM. mas na Radiologia Médica é utilizado o seu submúltiplo o miliampére (mA) que significa um ampére dividido por mil (1 A/1000). isto é. que equivale a 1 A (medida estabelecida e em homenagem ao físico Ampére). porém durante esta passagem geram o efeito Joule (calor). Resistores e o Efeito Joule Resistores são elementos de circuito que consomem energia elétrica. Enunciado: Cargas elétricas em movimento ordenado (elétrons) constituem a corrente elétrica. Muitas vezes o efeito Joule é indesejável. Quando este percurso é interrompido. que. A conversão de energia elétrica em energia térmica recebe o nome de efeito Joule. enrolados em uma forma de hélice. quando não bem calculado pode acarretar aquecimento provocando incêndios diversos. ao longo do quais as cargas possam se movimentar. Os fios (cobre ou alumínio) facilitam a passagem dos elétrons. Duas condições devem existir para que se possa estabelecer uma corrente elétrica. Em outras ocasiões. ou seja. Mantendo . O percurso que as cargas elétricas (elétrons) são denominado circuito elétrico. como por exemplo. Esta unidade foi estabelecida pela SI (sistema internacional).

porém não estudado por ele. descobriram que a quantidade de radiação estava diretamente ligada. A plaquinha e o filamento ficaram separados por um pequeno espaço de vácuo.000 Volts. Com o avanço da física na área de eletrodinâmica (ciência que estuda a eletricidade e seus efeitos). deste modo o único controle existente nos primórdios da radiologia era o da quilovoltagem (Kv). perto do filamento. que causa a liberação de um elétron. porém sem tocar nele. geram um efeito denominado de efeito Edson. anodo e catodo) um forte campo elétrico uniforme. A ampola possuía somente dois eletrodos. notara que uma corrente elétrica fluía do filamento da lâmpada para a plaquinha metálica. (Funcionamento: Quando aplicávamos a alta tensão no pólo positivo (anodo) e no pólo negativo (catodo). em 1884. os processos de ionização e excitação são simultâneos na proporção de um por cento de ionização e noventa e nove por cento de excitação. a interação dos elétrons com a matéria no anodo gerava os seguintes processos: Ionização: Este processo já conhecido do aluno gera a emissão de radiação característica. registrar o fato em seu livro de notas. e abandonou a tentativa. então surgiram vários estudos a Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 16 . Edison descobre algo muito fora de sua época. através do espaço de vácuo. sempre nas tentativas de errar ou acertar. Batizado deste modo devido a ser descoberto. explicava aquilo. em cujo interior fizera vácuo (completa retirada do ar). e se tornava muito perigosa em mãos não treinadas. Nada. não continuou trabalhando no caso. os elétrons ficam flutuando em volta do filamento da lâmpada. esse campo elétrico acelerava os elétrons ao encontro do anodo. ao número de elétrons. Mas os resistores quando estão no vácuo absoluto (ausência de oxigênio). muitas pessoas foram eletrocutadas ou queimadas. Excitação: Neste processo o elétron muda de camada. Isto acontece devido ao efeito de ionização. provocando a emissão de Radiação Infravermelha (calor). no caso quando o resistor estiver em vácuo absoluto ele é denominado de filamento. deixou de lado a pérola. como dentro da lâmpada existe vácuo absoluto.desenvolvedor dos cálculos que ajudaram em muito o estudo e o desenvolvimento de telégrafos mais eficientes. não existia o filamento (resistor em autovácuo). Não conseguiu. Edison. Quanto maior for à intensidade de corrente elétrica no interior do filamento maior será o número de elétrons flutuando a sua volta. gerava entre as placas. O fenômeno foi denominado efeito Edison. consistiu em soldar uma plaquinha metálica dentro do bulbo da lâmpada elétrica.000. Entretanto. Interação elétron com a matéria: Ampola produtora de raios x 2º fase. Na Primeira fase da utilização da ampola produtora de raios X. Interação elétron com a matéria: Ampola produtora de raios x 1° fase. o termo característica é denominado pela capacidade de cada material quando interagido com os elétrons de emitir radiação na freqüência luminosa ou invisível. e tudo que Edison pôde fazer foi observá-lo. nos vastos conhecimentos de eletricidade prática de Edison. a seguir. A alta tensão utilizada checava a casa dos 1. sendo sua única descoberta nos domínios da ciência pura. enquanto saboreava a ostra. ligou a energia elétrica para verificar se a presença da plaquinha conseguiria preservar mais a vida do filamento incandescente e se eliminaria a emissão de partículas que enegreciam internamente o bulbo da lâmpada. no caso do tungstênio há emissão de poderosos Raios X. Efeito Edison Um de seus esforços. quando a corrente é cortada os elétrons voltam para o interior do resistor. impossibilitando a sua utilização por médicos.

como nós aprendemos o resistor no vácuo possui características bem diferentes. aumentamos o poder de ionização e excitação ao seu ponto máximo. O controle existente no aparelho produtor de raios X é denominado de corrente de filamento. denominado de elétrons livres. dependendo do material. formando uma nuvem elétrica. e não há elétrons livres. etc. Analisando a ultima figura podemos perceber que aumentando a intensidade da corrente elétrica. na linguagem técnica radiológica os profissionais o chamam de foco. um deles realizado por Googlin (físico) descobriu que aumentando o número de eletros interagindo com o anodo aumentava a quantidade de radiação exposta ao paciente e aumentava o poder de penetração. medido em miliampere. aumentamos o número de elétrons livres em volta do filamento. podendo chegar até 800 ºC. Neste sistema. com a utilização de uma faixa de alta tensão de baixo risco. flutuando em volta.respeito. no filamento muito desses elétrons se libertam do filamento. grosso quando a corrente varia entre 150 a 500mA e de foco fino quando a corrente varia entre 50 a 100mA. Podemos notar na figura ao lado como o resistor se comporta. Deste modo a ampola agora possuía um filamento (resistor no vácuo). Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 17 . quando o resistor é colocado em uma ampola de vidro e encerrado a vácuo (resistor filamento) ele pode alcançar dependendo do material a temperatura próxima de 2700º C. Com a utilização do filamento. No entanto o processo de ionização no resistor ambiente permite a passagem dos elétrons pelo condutor. Agora. por estar fora do contato com o oxigênio. que gerava elétrons livres que eram direcionados e acelerados pelo campo elétrico uniforme. no ambiente (contato com o oxigênio) a passagem dos elétrons gera calor. A quantidade de elétrons livres na ampola produtora de raios x vai determinar a quantidade de radiação aplicada ao paciente. em que a cor depende do tipo do material. diminuiu em muito a alta tensão. À medida que aumentamos a intensidade de corrente elétrica. nos hospitais clínicas. Mesmo com a utilização do filamento ainda deve-se tomar muito cuidado com a alta tensão utilizada. nesta temperatura o metal emite radiação luminosa. proporcionando deste modo a utilização hoje em dia do aparelho produtor de raios X. utiliza-se um filamento. mas ele não chega ao ponto de fusão para emitir luz por causa do oxigênio que deteriora o material. ele pode alcançar temperaturas em torno de 2700ºC.

Fontes de emissão de radiação não naturais. o mesmo elemento que por descaso causou o acidente em Goiânia. Fontes: Na natureza existem muitas fontes de emissão radioativa. além das ampolas temos os aceleradores de partículas (utilizados pelos Físicos para descobrirem a origem ou modificar determinados elementos).Fontes Naturais e Anaturais de emissão de radiação Introdução: A Radioatividade e as radiações ionizantes não são percebidas naturalmente pelos órgãos dos sentidos do ser humano. Existem várias formas de gerar radiação com a utilização da eletricidade. denominados de Raios X. mas o homem conseguiu gerar outros compostos de emissão radioativa a partir de compostos já existentes na natureza. Exemplo de fonte natural (retirada da natureza) urânio não enriquecido e modificados pelo homem o Césio. esta ampola converte a alta tensão e a corrente elétrica aplicadas a ela em emissão de radiação. exemplo o aparelho produtor de raios X hospitalares e industriais. Então a definição de fontes radioativas mudou completamente. Talvez seja por isso que a humanidade não conhecia sua existência e nem seu poder de dano até os últimos anos do século XIX. aceleradores lineares utilizados em radioterapia (estes aceleradores foram desenvolvidos para tentar superar ou inibir a utilização de fontes naturais). Fontes Anaturais: São fontes que necessitam de energia externa para gerarem a emissão de radiação. embora fizessem parte do meio ambiente. diferindo-se da luz e do calor. hoje temos as seguintes definições: Fontes Naturais: São as fontes de emissão de radiação que não necessitam de uma fonte de energia externa para produzirem essas emissões. Esquema Simplificado de um acelerador Linear. Tais fontes podem ser encontradas na natureza ou modificadas pelo homem. Mas ainda as fontes naturais são muito utilizadas na saúde bem como na área industrial. Iniciaremos pelo protocolo didático (continuação da matéria) com as fontes de emissão de radiação não naturais. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 18 .

Figura abaixo. este tipo de equipamento pode ser usado na radioterapia e na área industrial. Fonte de emissão de Radiação Anatural: Elementos constituintes. bem como a vida útil da ampola. de maneira a produzir conexões elétricas. tem como terceira função. mas em segunda função serve como campo elétrico com polaridade negativa. Mas com os avanços tecnológicos a ampola de anodo fixo foi trocado pela ampola de anodo giratório. O catodo se estende ao lado de fora da ampola. e bases elétricas e funcionais dos elementos da ampola produtora de raios x de anodo fixo. repelindo os elétrons e forçando-os a irem ao encontro do anodo (polaridade só aparecerá quando a alta quilovoltagem for aplicada entre o anodo e o catodo). mas com o aumento da utilização desgastavase rapidamente. A modificação realizada no tubo de Crooks graças à descoberta do efeito termoelétrico (efeito Edson). aquecido devido à passagem da corrente elétrica (elétrons com movimentos ordenados e unidirecionais. que veremos na continuação em breve. Funções relacionadas aos elementos da ampola produtora de raios X de anodo fixo. para suportar altas temperaturas impostas pelo filamento. Geralmente é composto de níquel misturado com tungstênio. surge à ampola com o anodo giratório. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 19 . Mas o anodo fixo (figura ao lado) ainda hoje é utilizado na fabricação dos aparelhos de raios x portáteis. seu formato em “U”. direcionar) os elétrons na região do anodo chamada Alvo. focar (mirar.Esquema simplificado demonstra a utilização do campo elétrico uniforme para acelerar os elétrons aumentando a sua interação. Catodo Tem como função inicial promover proteção contra choques mecânicos ao delgado filamento. dentro do metal condutor da composição do filamento). com o avanço da tecnologia. que proporcionou o aumento do tempo de exposição. Este modelo foi largamente utilizado na radiologia médica.

não se espalham. quanto maior for o número de elétrons percorrendo o filamento maior será o número de elétrons livres. devido ao formato do catodo. Em segunda função. aproximadamente com 2. entre o catodo e o anodo. denominado Alvo. Onde de todos os componentes constituintes do aparelho produtor de raios x. mas gerar elétrons livres (ionização). É montado em um prendedor chamado catodo. O aquecimento do filamento é realizado pela passagem da corrente elétrica (elétrons com movimentos ordenados e unidirecionais. de maneira a produzir conexões elétricas. Os fios do filamento se estendem ao lado de fora da ampola. comecem a liberar elétrons. demonstrando os botões e comandos para a movimentação e receptáculo da ampola produtora de raios X. gerar os raios x. o qual estende se um dos lados ao centro do tubo. começa a aquecer. liberando radiação ultravioleta (calor). também causa o efeito excitante. faz com que os átomos pertencentes ao filamento. Funcionamento da Ampola produtora de raios x No momento que aplicarmos corrente elétrica no filamento. O filamento é composto de um fio de tungstênio enrolado na forma de uma espiral.5 cm longe do anodo. essa proporção é de 1% para o primeiro efeito e 99% para o segundo. Uma placa de tungstênio maciça de aproximadamente 10 a 15 mm quadrados e 3 mm de espessura se localiza na face anterior da ampola. devido à movimentação dos elétrons no interior do filamento (corrente elétrica). gerando os raios x por interação dos elétrons com a matéria (sendo esse efeito já estudado no capítulo anterior).5 mm de diâmetros e de 10 a 15 mm de comprimento. Portanto o filamento pode chegar dependendo do tempo de utilização a altíssimas temperaturas. denominado cabeçote. Efeito excitante: O mesmo choque que causa o efeito ionizante. dentro do metal condutor da composição do filamento). evitando impactos mecânicos. Essa corrente elétrica é medida em millimaperes (mA). É comumente formado de um bloco de cobre (corpo). que os contém de forma a Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 20 . juntamente com esse efeito ocorre também à excitação gerando calor. representa cinqüenta por cento do valor monetário total. com aproximadamente 1. que faz com que o átomo pertencente ao filamento fique excitado. causa dois efeitos distintos: Efeito ionizante: Devido ao choque dos elétrons provenientes da corrente elétrica aplicada ao filamento. O mesmo deve ser manuseado com extrema cautela. os elétrons são direcionados a chocar-se com a região denominada Alvo. onde no próprio cabeçote localizam-se os controles de movimentação e freios eletromagnéticos de sustentação posicional do aparelho produtor de raios x. (origem da denominação). emissão da radiação característica (raios x) e calor efeito excitante. onde o mesmo não é aquecido para produzir luz (conseqüência). A ampola localiza-se na parte constituinte do aparelho produtor de raios X.Filamento O filamento tem como função gerar elétrons livres através do efeito de ionização. Os elétrons flutuantes em volta do filamento. através do efeito ionizante. Quando aquecido o filamento se ilumina (incandesce) da mesma forma que o filamento de uma lâmpada comum. Anodo O anodo tem com primeira função servir de alvo para os elétrons acelerados pelo campo elétrico. que flutuam em volta do filamento. figura abaixo. Figura do cabeçote. Este Alvo é responsável por servir de alvo aos elétrons acelerados por diferença de potencial entre o anodo e catodo. ela a ampola. pois o excesso de impactos pode causar sérios danos ao filamento da ampola.

e através de processos químicos alteraram sua composição e gerou outros minérios que não existiam até então na natureza (césio. não por causa da existência do aferidor (expessômetro). A radioatividade nos cerca a milhões de anos. bem como outros fatores componentes do contexto geral do curso. ao saírem do catodo são atraídos pelo anodo (carga positiva). o tempo que dura esta decomposição é denominada de radioatividade. corromper a estrutura vítrea (vidro) da ampola produtora de raios x. onde através de pesquisas. em separado da ampola produtora de raios x. paciente o foco da nossa existência. geram dois efeitos distintos: Efeito ionizante: Gera a emissão de radiação característica (nome dado em relação ao material bombardeado). aquela que emite radiação sem a necessidade de energia externa. mudaram completamente a definição de fontes naturais de radiação. que significa "no mesmo sítio". As escolas estão em grande maioria. proporcionando um campo sempre frio. aquecendo o anodo em demasia. deste modo. onde o anodo gira. No momento em que é aplicada entre o catodo e o anodo a alta voltagem. isso meus alunos é desrespeitar o termo chamado profissional nas áreas técnicas radiológicas. dosando os fatores técnicos a bom gosto. os isótopos de certo elemento contêm o mesmo número de prótons. época onde à espada e a sorte reinava absoluta sobre a razão física do universo. Bequerell. "A". causando o desconforto presenciado por mim. O número atômico corresponde ao número de prótons num átomo. A palavra isótopo. Essa mesma forma. Anodo giratório: O anodo fixo por causa do que acabamos de entender não pode agüentar tempos elevados de emissão radioativa. cobalto. Foram classificados com isótopos radioativos. é retornar a era medieval. em que o paciente como foco central é desumanamente desconsiderado. Gerando a aplicação de tais doses sem o menor aferimento. existe na atmosfera. Isso acontece da seguinte forma: Catodo carga negativa: Ficando o catodo com polaridade negativa (igual a do elétron). vaporizando o metal que irá acomodar-se no viro em volta do anodo. sem o devido aferimento.Esse conhecimento. forçando os elétrons que estão livres a irem de encontro ao alvo do anodo. Isótopos Radioativos Isótopos são átomos de um elemento químico cujos núcleos têm o mesmo número atômico "Z". providência a exatidão necessária. Tornando o controle do aparelho produtor de raios X. Anodo carga positiva: Com o choque dos elétrons no alvo do anodo. de minérios (urânio natural) encontrados na natureza. emite radiação característica na freqüência dos raios X. Nota do autor: . assim os físicos e engenheiros confeccionaram um sistema novo. mas pelo desconhecimento técnico físico dos componentes utilizados no meio radiológico. onde a razão filosófica é trocada por razões contrária as da Física. Dentro das fontes naturais acontece um processo denominado decomposição. vem do fato de que os isótopos se situam no mesmo local na tabela periódica. mas diferentes massas atômicas. me mostrou á grande dificuldade de entendimento “Físico” nesta abrangente área. Na Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 21 . visa contornar a grande falha proporcionada pelos despreparados cursos técnicos em radiologia médica. pois gera emissão de radiação ultravioleta (calor). Processo esse chamado de metalização da ampola produtora de raios x. um simples jogo de adivinhar a técnica. a fonte vai literalmente se decompondo. etc. A diferença nos pesos atômicos resulta de diferenças no número de nêutrons nos núcleos atômicos. para que o elétron interaja somente com o Alvo do Anodo. a única parte da mesma confeccionada de tungstênio. Assim.).comprimi-los em volta do filamento. no caso da falta da utilização do aferimento métrico da área a ser radiografada. Fontes de emissão de radiação naturais. Quando o homem começou a estudar esses minérios (Madame Curie. sendo denominada de fonte natural. e o pior desrespeitar a vida humana. Efeito excitante: Efeito esse que poderá se não controlado. diminuindo elementos básicos e fundamentais para o aprimoramento desses futuros profissionais. ou seja. aumentando o tempo de emissão radioativa. no caso do tungstênio. Aplicar os fatores técnicos. repele violentamente os elétrons em direção ao anodo com carga positiva. etc. cria-se o campo elétrico uniforme. Portanto o conceito de fonte natural era caracterizado pelos minérios retirados da natureza. ao contrário destruiria o anodo.). proveniente do cosmo (emissões de radiação provenientes do espaço).

este. o urânio foi isolado em 1841 por Péligot.nomenclatura científica. O minério de urânio mais importante é a pechblenda. ou uraninita. Muito raro na natureza. massa atômica 226. os uronatos. Tais sais são amarelos e dotados de fluorescência verde. gerador da família do rádio. incorporado ao vidro. Em virtude da baixa concentração do urânio em seus diversos minérios (em geral menos de 1%).Curie. anéis). Trata-se de um sólido cinza-ferro. U3O8. Foi no urânio que Henri Becquerel descobriu a radioatividade. branco. Último elemento natural da classificação periódica. O produto natural é uma mistura de três isótopos. ou urano. ao reagir com as bases. O rádio é um metal alcalino terroso. Página 22 Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane . O UO3 dá também. Exemplo o césio que sua decomposição ou radioatividade perdura por aproximadamente trezentos anos. que se torna fosforescente sob a ação de raios ultravioletas. UO2. principalmente pelo processo seletivo da difusão gasosa do hexafluoreto através de paredes porosas. extraído do óxido de urânio. como o Na2UO4. O anidrido urânico. Sob a ação de nêutrons. muitos outros. radioativo. depois. a primeira relaciona-se com a emissão de ondas eletromagnéticas (Raios X e Gama). ou ainda em compostos refratários (óxido. que vêm sendo ativamente extraídos. é um sólido negro. transmuta-se no polônio que. o metal é elaborado. carboneto). é a substância que se pode comportar como um ácido ou como uma base. a segunda relaciona-se com o tempo pela qual o minério ficará se decompondo e emitindo partículas e radiação eletromagnética. em reação como ácidos. e o urânio 235 pode sofrer fissão nuclear. beta e gama emitida pelo rádio são dotadas de grande poder bactericida e sua ação fisiológica acarreta a destruição dos tecidos e a suspensão da mitose. número atômico 88. Existem. resulta no vidro de urânio. o urânio 238 pode transformar-se em plutônio. que funde a 700 °C. a que correspondem os sais uranosos. Radiações emitidas pelas fontes naturais. por uma série de novas desintegrações. seja em estado puro. conduz finalmente ao chumbo 206. verdes. dependendo do outro reagente) e produz. é extraído da pechblenda. massa atômica 238. produzindo uma emanação gasosa de hélio e de radônio. descoberto em 1898 por P. Após a purificação do concentrado. massa atômica 232. Urânio-Metal de símbolo U. e o U235. 7. cristalino. de acordo com a Teoria ácida-base de Bronsted-Lowry. donde diversas aplicações terapêuticas (curieterapia). 038. tubos. massa atômica 210. de propriedades básicas. Polônio-Metal de símbolo Po. e densidade de 18. de densidade 12. hélio-3). sobretudo como combustível nos reatores nucleares (barras. seja em liga como o molibdênio. e que funde a 1700°C. que acompanha geralmente o rádio. O urânio é utilizado. número atômico 90. é anfótero (Anfótero ou anfotérico. mais abundante. 07. entre os quais o U238. aproximadamente. 1. de número atômico 84. ou pelo processo de ultracentrifugação. e M. Desintegra-se com uma vida média de 1620 anos. Alguns isótopos Radioativos Históricos Rádio-Metal de símbolo Ra. todavia. uma concentração química dos sais de urânio. número atômico 92. UO3. O óxido uranoso. Esse último. Radiação versos Radioatividade Não podemos confundir radiação com radioatividade. As radiações alfa. é dotado de intensa radioatividade. urânio-238. 05. extraído da torita. por redução metalotérmica pelo magnésio ou pelo cálcio. alaranjado. os isótopos são designados pelo nome do elemento seguido por um hífen e pelo número de núcleos (prótons e nêutrons) no núcleo atômico (ex: ferro-57. também radioativo. os tratamentos metalúrgicos compreendem inicialmente uma concentração física e. É afinado por refusão a vácuo antes de enformado e tratado termicamente. Pode também ser enriquecido num isótopo físsil. gerador da família do actínio. que funde a 1800°C e se oxida facilmente. Tório-Metal raro de símbolo Th. a partir do tetra fluoreto. sais de uranila (pois contém o radical UO2).

Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 23 . Desintegração artificial: O homem utiliza fontes naturais. etc. são emitidos três tipos de radiações alfa. Podemos compreender o significado de desintegração quanto física radiológica. Ex: rádio.). e alcança. não totalidade. Uma folha fina de alumínio barra completamente um feixe de partículas de 5MeV. partículas alfa de igual energia têm o mesmo alcance. para bombardear outras substâncias não radioativas. e encontra-se em dois estados: Estáveis – Quando o número de prótons (+) e elétrons (-) é igual. beta e gama). As substâncias radiativas emitem continuamente calor e têm a capacidade de ionizar o ar e torná-lo condutor de corrente elétrica. O alcance das partículas alfa é muito pequeno. o elétron. Num dado meio. após este processo a substância pode reagir por um período longo ou curto de emissão radiativa (alfa. chamado de desintegração. urânio (natural). como acontece nos casos de diagnóstico e terapêutico. inclusive ele e outros ícones da física (Curie. geralmente apresentam um período de radioatividade pequeno. Radiação Beta é também uma partícula. Desintegração dos isótopos radioativos. Quando a fonte de material radioativo for beta ou gama é necessária colocação de uma barreira entre o operador e fonte. de carga negativa. Radiação Gama é uma onda eletromagnética. A inalação ou ingestão de partículas alfa é muito perigosa. então alguns átomos se unem com outros complementando suas diferenças. Sua emissão é obtida pela maioria. muitas são utilizadas nos dias de hoje. Sua constituição é feita por partículas betas que são emitidas pela maioria dos nuclídeos radioativos naturais ou artificiais e tem maior penetração que as partículas alfa. denominadas radioativas. Desintegração espontânea: É observada em elementos com massa atômica geralmente maior que duzentos e que apresentam certa instabilidade nuclear. Ex: desintegração do Urânio 235. polônio etc. quando perdem elétrons ANIONS + . originando outros isótopos radioativos como césio. Existem outras substâncias. A desintegração atômica foi observada por Rutherford em 1900. sua divisão e composição. Portanto as fontes naturais emitem três tipos radiação: Radiação Alfa é uma partícula formada por um átomo de hélio com carga positiva. Becquerel. ou quando apresentam excesso ou facilidade de desprender elétrons (metais) CATIONS -. Tipos de desintegração atômica. os efeitos são muito mais extensos. Este processo faz com que os átomos se separem. que ocorre um processo ainda pouco conhecido no seu interior. O 32 P emitem radiação beta até 1. proporão várias teorias. em que aprendemos sobre a matéria. Se o emissor beta é ingerido.As Fontes naturais emitem radiação e possuem radioatividade. iniciando pelas aulas anteriores. cobalto etc. Mas a natureza força estes átomos a se estabilizarem. beta e gama. em pequena proporção. desmontando atomicamente toda a sua estrutura inicial. mas aplicáveis. a este tipo de estabilização denominamos de estabilização por doação ou compartilhamento de elétrons. Concluímos que a menor parte é denominada átomos constituem tudo que existe no universo. mas outras foram derrubadas e substituídas por outras.7 Mev com uma penetração média de 2 a 3 mm na pele. Instáveis – Quando o número de elétrons (-) é menor que o número de prótons (+) Neste último caso. São penetrantes e ao atravessarem uma substância choca-se com suas moléculas. A distância que uma partícula percorre antes de parar é chamada alcance. durante esta. aprendemos que os átomos instáveis são denominados IONS. dos nuclídeos radioativos habitualmente empregados. o que faz que elas sejam facilmente blindadas. A radiação gama tem seu poder de penetração muito grande. 8 mm. actínio. diferentemente das fontes Anaturais emitem radiação porem não possui radioatividade.

para 125 Bq após 24 dias e assim sucessivamente. Antigamente era utilizada uma unidade chamada de Curie (Ci). Esta energia é doada para o elétron que se desprende do átomo. Infelizmente o homem não conseguiu ainda gerar esta fusão por muito tempo. Nesta reação há maior liberação de energia que na fissão. ionizando e excitando totalmente. denominado como fóton a menor parte da onda eletromagnética. Fundamentalmente consiste na união de dois núcleos. O tempo necessário para que esta atividade diminua para a metade do seu valor inicial é denominado de meia vida física (T ½). Essas ondas são de média energia. se conseguir. Thompson e Fotoelétrico. Efeitos físicos da interação das ondas eletromagnéticas com a matéria INTRODUÇÃO: Albert Einstein .Físico alemão fugiu para os EUA. Efeito Compton: A energia das ondas eletromagnéticas aplicadas ao objeto (paciente) é parcialmente absorvida pela região irradiada. semelhante à seqüência de bolinhas de bilhar. Este efeito foi de grande utilidade para o estudo dos raios X. resolvera todos os problemas de energia do planeta. por unidade de tempo. para dar origem a um terceiro. com base nas ondas eletromagnéticas (Maxwell) Efeito foto elétrico: A energia das ondas eletromagnéticas aplicadas ao objeto (paciente) é totalmente absorvida pela região irradiada. Ex Bomba de Hiroshima Desintegração por Fusão nuclear: A fusão nuclear é o processo inverso da fissão nuclear. deste modo 50% interage e ioniza os átomos da região e o restante (50%) muda de direção e espalha se pelo ambiente. Definiu e conseguiu provar que o fóton não possuiu massa. o 131I tem uma meia vida física de aproximadamente 8 dias. esta energia está relacionada à energia da onda eletromagnética.” Efeitos Compton.Desintegração por Fissão nuclear: A fissão nuclear baseia se na interação de um nêutron com o núcleo do átomo. que equivale a 37 bilhões de dps ou 3. para 250 Bq após 16 dias. devido ao nazismo. Este efeito é prejudicial ao paciente. liberando uma grande quantidade de energia de uma só vez. denominado Efeito Fotoelétrico. recebeu o prêmio Nobel em 1921. “pacotes de energia”.7 x 1010 Bq. emitindo um nêutron que irá realizar este interação novamente. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 24 . e sim energia. Uma taxa de desintegração por segundo. Decaimento radioativo A atividade de uma amostra diminui ou decai com uma taxa fixa que é uma característica de cada radionuclídeo. por desenvolver uma nova teoria para as ondas eletromagnéticas. sofrendo o processo de Refração. A unidade empregada é o becquerel (Bq). é definida como sendo igual a 1 Bq. A partir desta afirmação analisamos os efeitos da seguinte maneira: “Para ondas eletromagnéticas em propagação utilizamos os enunciados de Maxwell. Conceito de atividade Atividade é a grandeza utilizada para expressar a quantidade de um material radioativo e representa o número de átomos que se desintegram. Uma atividade de 1000 Bq de 131I terá decaído para 500 Bq após 8 dias. não consegue atravessar as estruturas facilmente. Devido às ondas serem de baixa energia e amplitude alta. Por exemplo. neste ponto o núcleo se separa. i dps. deste modo os átomos desta região sofrem o processo de ionização (perda de elétrons e alteração da substância) e excitação geração de calor. E introduzir a teoria dos quantas. e para interação das ondas eletromagnéticas com a matéria utilizamos os enunciados de Albert Einstein.

mas devido a um acontecimento físico. ou natural (gama). portanto quando estivermos tratando da emissão entre o paciente e a fonte. no momento da interação o elétron absorve totalmente o fóton. da forma de pequenos pacotes de energia. que desenvolveu a teoria de que a luz não se propagava de forma ondulatória somente. propagação das ondas. a introdução de uma nova formulação para as ondas eletromagnéticas. utilizaremos os enunciados de Albert Einstein. e deste modo a física contemporânea deu lugar a física quântica. e considerado a menor parte da onda eletromagnética. deste modo os astrônomos conseguem perceber pelo desvio da luz a localidade de possíveis planetas. utilizaremos os enunciados de Maxwell sobre ondas eletromagnéticas. não conseguiram derrubar totalmente as teorias de Maxwell. este enunciado. Efeito foto elétrico (Fóton –> matéria): O fóton proveniente de uma emissão de radiação (de qualquer fonte Anatural (raio X). mas possuía partículas sem peso. devido ao fato de não conseguir explicar o eletromagnetismo. Então entra o celebre gênio de cabelos embaraçados. a forma de tratar a emissão de radiação foi alterada. a emissão de elétrons por um metal quando incidido pela luz encerrado no vácuo. Mesmo muitas de suas teorias serem derrubadas. cerca de 1 a 2% ioniza os átomos e gera calor o restante continua em direção perpendicular (reto). trazia uma assombrosa realidade nunca estudada.Efeito Thompson: A energia das ondas eletromagnéticas aplicadas ao objeto (paciente) é muito alta. Devido a essa descoberta. Albert Einstein desenvolveu a teoria denominada “Quanta”. No momento da interação paciente-radiação. (Física. maravilhosamente estudadas e enunciadas anteriormente pelo físico Maxwell. interage com o átomo equilibrado (mesmo número de prótons e elétrons). que mudaria de uma maneira brusca. foi denominado de fóton. ou prevista pela Física contemporânea. iniciando os estudos para o homem desvendar o BIG BEM. ultrapassando facilmente a região irradiada. As teorias de Albert. D. e de baixa amplitude. muitas outras estão sendo comprovadas. gerado por um solenóide (bobina feita de vários fios enrolados sobre uma forma cilíndrica). como a teoria de que a luz possui peso e são atraída pela gravidade. A analise realizada por Einstein do efeito fotoelétrico foi à primeira demonstração da impossibilidade de se utilizar a teoria ondulatória da luz para explicar certos fenômenos. devido a sua pequena amplitude somente uma pequena parte. aumentando a sua energia característica se Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 25 . HALLIDAY & R. Mas tarde muita das teorias desenvolvidas pelo famoso cientista é derrubada quando um astrônomo prova que o universo está em um constante dilatar. RESNICK pagina 278) – Figura ao lado. que as leis enunciadas anteriormente sobre as ondas eletromagnéticas sofreram um impacto por não conseguirem explicar tal fenômeno.

H. ou espalhada. do processo Efeito foto elétrico (Ondas eletromagnéticas –> matéria): A energia das ondas eletromagnéticas aplicadas ao objeto (paciente) é totalmente absorvida pela região irradiada. Compton (1892-1962). não consegue atravessar as estruturas facilmente. quando não levados em consideração a espessura do objeto. deste modo. pode gerar o efeito na radiografia conhecido como fotoelétrico efeito responsável pela imagem das estruturas ósseas. Compton fez incidir um feixe monocromático de raios X. em um bloco de grafita. Uma confirmação conveniente do conceito do fóton como um pacote concentrado de energia foi fornecida em 1923 por A. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 26 . Devido às ondas serem de baixa energia e amplitude alta. e médio a intensidade dos raios X em função de seu comprimento de onda em diversos ângulos de espalhamento. deste modo os átomos desta região sofrem o processo de ionização (perda de elétrons e alteração da substância) e excitação geração de calor. que recebeu o prêmio Nobel por este trabalho.libertando do átomo. através denominado INONIZAÇAO. toda a radiação aplicada foi totalmente absorvida pelas pequenas densidades obscurecendo as maiores densidades. Interação das ondas eletromagnéticas de baixa energia (raios X). ionizando e excitando totalmente a região interagida. gera fótons de baixa energia e velocidade. Esta experiência também foi realizada com um cartão embebido em uma solução de H2O + NaCL (sal comum). comprovando que o paciente é que gera a radiação secundária. Este efeito é considerado nocivo ao paciente. Este efeito é prejudicial ao paciente. de comprimento de onda λ bem definido.

mas devido ao custo elas não são utilizadas. interage com o átomo equilibrado (mesmo número de prótons e elétrons). deste modo 50% interage e ioniza os átomos da região e o restante (50%) muda de direção e espalha se pelo ambiente. no momento da interação o elétron absorve 50% da energia do fóton. Efeito Compton (Ondas eletromagnéticas –> matéria): A energia das ondas eletromagnéticas aplicadas ao objeto (paciente) é parcialmente absorvida pela região irradiada. alguns chassis vêm com a grade acoplada. apesar de existir grades portáteis. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 27 . devido a isto é que não vemos com freqüência a sua utilização. ou natural (gama). No entanto o fóton como não foi absorvido totalmente continua seu caminho em direção oposta e em relação à 45º com a interação. aumentando a sua energia característica se libertando do átomo.Efeito Compton (Fóton –> matéria): O fóton proveniente de uma emissão de radiação (de qualquer fonte Anatural (raio X). Este emissão se apresenta para todas as direções. Nos exames radiológicos realizados no leito isto acontece com freqüência. Deste modo geram no ecran (tela a base de fósforo que responde aos raios X em forma de emissão luminosa) várias emissões de diferentes direções. aumentando em muito o custo final. através do processo denominado INONIZAÇAO. que atenua o efeito indesejado. este inconveniente foi sanado na radiologia convencional através da utilização de um componente crucial denominado grade antidifusora. Essas ondas são de média energia. sofrendo o processo de Refração. provocando o borramento (perda de nitidez da imagem radiográfica).

ultrapassando facilmente a região irradiada. não alterando a sua energia característica. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 28 . Efeito Thompson (Ondas eletromagnéticas –> matéria): A energia das ondas eletromagnéticas aplicadas ao objeto (paciente) é muito alta. interage com o átomo equilibrado (mesmo número de prótons e elétrons). no momento da interação o elétron absorve entre 1 e 2% energia do fóton. Este efeito gera a imagem radiológica e radiográfica perfeita.Efeito Thompson (Fóton –> matéria): O fóton proveniente de uma emissão de radiação (de qualquer fonte Anatural (raio X). só conseguindo vibrar o elétron. não conseguindo se libertar do átomo. No entanto o fóton continua seu caminho em direção aproximadamente perpendicular (linha reta a 90º). e de pequena amplitude. devido a sua pequena amplitude somente cerca de 1 a 2% ioniza os átomos e gera calor o restante continua em direção perpendicular (reto). ou natural (gama). É o efeito mais nocivo ao técnico ou tecnólogo em radiologia médica.

Potter. atenuando desta maneira os efeitos nocivos a imagem final. desenvolveram a grade antidifusora. que com base nos estudos de Compton. Apesar da inovação da grade. pois somente os raios X perpendiculares (efeito Thompson) conseguiam atravessar a grade com pouca atenuação. coluna ou do abdome (densidades altas). para corrigir. como mão crânio. em incidências menos densas. O primeiro problema que surgiu foi à limitação da corrente de tubo (foco ou mA). eram atenuados pelas lâminas de material radiopaco. tórax. ela apresentava o inconveniente de aparecer na imagem radiográfica. com radiografias de ossos longos. etc. no entanto o efeito Compton apresentando raios X oblíquos (ângulo de 45º). Desta maneira esse era atenuado. os doutores Potter e Osvald Buck. Nasce a grade nas mãos do Dr. por causa do borramento que surgia constantemente. crânio.Grade antidifusora: Devido ao efeito Compton. idealizou a grade ante difusora. as radiografias de grandes densidades corpóreas ficavam comprometidas (apresentava borramento na imagem radiográfica). Manufaturada de finíssimas lâminas de resina radiotransparente (facilita a passagem dos raios X) e de um metal radiopaco (atenua a passagem dos raios X). e extremidades em geral. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 29 .

mecanismo Oswald Buck. A grade se encontra entre o paciente e o filme radiográfico. a grade em alguns casos pode ser vista. pois não acontece a separação entre os efeitos e sim a atenuação de ambos. deste modo a confusão com a gaveta do porta filme. Na mesa de exames (para realização com o paciente em clinostática) e na estativa (para a realização com o paciente em ortostática). desenvolveu um sistema batizado com seu nome. e avaliando estudos em óptica (ciência dedicada a estudar a variação e efeito da luz). Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 30 . começou a pesquisar. (conhecido pelos técnicos em radiologia médica como Buck) que movimentava a grade. Assim a imagem Radiológica (imagem gerada pelas diferenças de densidades corpórea) fica protegida da duplicação dos feixes. fazendo com que a imagem da mesma desaparecesse do filme. Oswald Buck. ou ouvir seu barulho peculiar durante a exposição radiológica. quando realizamos os exames dentro ou fora da gaveta do porta filme. o Dr. Os técnicos confundem o termo com Buck e sem Buck. Não podemos classificar esse efeito como filtro. Desta maneira poderíamos radiografar regiões menos densas. sem o inconveniente de a grade deturpar a imagem final.Estudando este inconveniente.

Alguns aparelhos produtores de raios X utilizavam estativas com o tampo de vidro. aparelho de marca Shimatzo. Não podemos observar as lâminas devido ao banho de resina neutra para proteger a estrutura. como no exemplo ao lado. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 31 .

Lentos – utilizados para incidir regiões de alta concentração tecidual..........4 CVB (coração e vasos da base)....... corrente do filamento.......................Fórmula de Maron – Introdução Básica Maron analisou e comparou os fatores técnicos.... também conhecido como médio............. mas apresentava alguma deficiência...... 1........ etc.. 0.......... devido a isso ele estipulou um sistema de fabricação para gerar um protocolo.... dividiu os filmes em: Rápidos – Filmes utilizados para incidir em regiões cujos órgãos estão em movimento constante ou não.... músculos... esôfago....... 20 Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 32 ............ denominada de constante miliamperimétrica (Cm) Calculando ele chegou à seguinte conclusão: a) A quilovoltagem era igual ao dobro da espessura da região a ser incidida..............5 Ossos longos............. (mAs) e a miliamperagem............................... 10 Filmes Médios....... para conseguir aplicar a radiação sem ter que adivinhar.............04 Foco Grosso Grosso Grosso Grosso Fino Fino c) O tempo é encontrado pela diferença entre miliamperagem por segundo.. 2. 0.. mAs = Kv * Cm Constante miliamperimétrica Tórax em AP/PA....0 Extremidades.....3 Abdome...... 0......... pesquisou e chegou a uma seqüência de fórmulas que aproximava da técnica... Deste modo a fórmula de Maron. Kv = 2 * Ep b) A miliamperagem por segundo (corrente do tubo) é igual ao produto entre a quilovoltagem e a constante miliamperimétrica...... (mA)............ ossos etc. 0...... coração. t = mAs/mA Com o tempo Maron deparou se com outro problema os vários tipos de filme... foi modificada: Kv = 2*Ep+K Onde a letra “K” representa o tipo do filme que segue as seguintes índices: Filmes Rápidos..2 Tórax em lateral........ intestino delgado e grosso......... Mas para facilitar a utilização e universalizar os físicos desenvolveram um filme e ecran denominados de universais (regular nos EUA). mamografia. permitindo trabalhar com a quilovoltagem baixa e o tempo de exposição alto.... pode ser utilizado em regiões com ou sem movimentos....... corrente entre o catodo e o anodo... Ex.......................... nas pesquisas ele desenvolveu uma constante em relação à região a ser radiografada... Ex.

Kv = 2*Ep+K+Fg Iniciaremos os exercícios apenas acrescentando inicialmente o tipo do filme: 1) Tórax em AP Ep = 25cm 2) Tórax em PA Ep = 32cm 3) CVB Ep = 33cm 4) Abdome em clinostática Ep = 37cm 5) Pelve Ep = 18cm 6) Joelho D em AP Ep = 22cm Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 33 . outro fator foi acrescentado á fórmula “Fg” fator de grade. Este Fator de grade é chamado erroneamente de constante do aparelho. Varia de acordo com o tipo de grade utilizada.Com o desenvolvimento do aparelho de raio X. pois a grade absorve em média os efeitos Thompson e Compton.

Com o Fator de Grade Fg = 10 1) Tórax em AP Ep = 25cm 2) Tórax em PA Ep = 32cm 3) CVB Ep = 33cm 4) Abdome em clinostática Ep = 37cm 5) Pelve Ep = 18cm 6) Joelho D em AP Ep = 22cm Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 34 .

Composição estrutural do filme radiológico Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 35 .

nestas condições podemos afirmar que o filme esta em estado equilibrado. Esse processo de oxidação é promovido por dois componentes do revelador denominados redutores de alto contraste e redutores de baixo contraste. No tanque do revelador as moléculas de Bromo e Iodo são retiradas do filme. Iodo e Prata) sofrer interação dos fótons provenientes do écran. Em termos populares os técnicos se referem a este estado como “virgem”. provenientes do Cosmo (espaço) ou vazamentos provenientes da má atenuação da sala de exames. ou filme não incidido.Filmes: Composição química básica do Haleto de Prata Molécula de Prata Tem como função registrar a imagem através da sua oxidação pelo elemento químico denominado revelador. ou seja. Molécula de Bromo Tem como função inibir a oxidação da prata por qualquer outro fator que não seja o revelador. Esse processo só poderá ocorrer se a composição do haleto de prata (Bromo. b) Fóton de luz proveniente do ecran neste Prata Fóton esta ( luz do ecran) latente imagem é denominada imagem registra a imagem gerada pelo ecran. c) quebra da molécula expondo a Prata. momento a molécula do Haleto de d) Durante o processo de revelação os redutores de alto e baixo contraste atuam na Prata desprotegida pela separação da molécula por causa da interação luminosa proveniente do ecran. No Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 36 . pronto para o uso. O próprio oxigênio existente no ar atmosférico. durante a interação dos raios X. mas o termo correto é não densificado. sem a presença do Bromo já seria suficiente para danificar o filme radiográfico. Molécula de Haleto de Prata a) Não foi interagida pela luz proveniente do ecran. Molécula de iodo Tem como função inibir a quebra da molécula por acúmulo de interações radioativas parasitárias.

g) O filme passa para o tanque da água onde é retirado os resíduos de fixador. Molécula de Prata Oxidada. Este é o processo final da revelação do filme radiográfico. denominada de Óxido de Prata e) A molécula de Prata é atacada pelos redutores. a molécula de Haleto de Prata é quebrada e retirada do filme. deste modo o filme passa para o tanque do fixador. devido ao aumento do diâmetro da molécula por causa da oxidação. causando à oxidação e transformando a em Óxido de Prata. não é oxidada. neste momento a imagem esta gravada no filme. ficando a interação registrada no filme.tanque o Bromo fica na superfície e o iodo se acumula no fundo do tanque. não conseguindo se desprender da gelatina. Definição de Imagem Ampola feixe de raios X filme Radiológica Latente Raio X Luz esverdeada gerada pelo ecran denominada Imagem Paciente imagem ecran imagem Filme imagem registrada no Processamento automático (revelação) Imagem Radiográfica Imagem Radiológica . por causa da ligação com o Bromo..Imagem gerada pelas diferenças de densidades do corpo exposto aos raios X Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 37 . terminando no processo de secagem. f) A molécula de Haleto de Prata que não foi interagido pelos fótons provenientes do ecran. Ficando o Bromo na superfície do tanque e no fundo a Prata e o Iodo.

pois ainda não é imagem e sim um princípio que pode ser deturpado por qualquer influência externa. ATUAÇÃO DA ZONA NEUTRA SUPERIOR (BROMO) ZONA ATIVA. Zona Neutra Superior ou Superficial – Causada pelo acúmulo de Bromo retirado no processamento do filme radiológico. o Iodo se acumula no fundo do tanque. esta é extremamente volátil. inibindo a atuação química no filme. DEMONSTRANDO A REVELAÇÃO NORMAL ATUAÇÃO DA ZONA NEUTRA INFERIOR (IODO) Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 38 . Zona Ativa – Porção do químico que ainda consegue atingir o filme. Imagem Radiográfica . portanto foi denomina Imagem Latente.Imagem armazenada no filme após o processo de revelação. Zona Neutra Inferior ou Profunda . acontece no tanque do revelador e fixador.Imagem Latente .Causada pelo acúmulo de Iodo retirado no processamento do filme radiológico.Imagem gerada e armazenada no filme pela quebra da molécula de Haleto de Prata. Zona Neutra: Efeito causado pelo acúmulo de Iodo (zona neutra inferior) e o bromo (zona neutra superior). inibindo a atuação química no filme. após este processo a imagem fica gravada definitivamente no filme. o Bromo se acumula na superfície do tanque.

Redutor suave que da a nitidez.Redutor responsável pelos contrastes fortes de alta densidade Sulfito de Sódio . reforça o poder dos redutores. cloro.retira o cristal de Haleto de Prata não precipitado pelo revelador (esses cristais não foram sensibilizados pela luz do ecran).Alcaliniza a solução. Sulfito de Sódio . age nos contrastes suaves de baixa densidade. Carbonato de Sódio . Hidroquinona . detergentes etc. Água Filtrada . FIXADOR: Componentes do fixador (Fórmula básica): A fixação da imagem radiográfica é realizada pelo fixador. criada pelos raios de luz florescente do ecran. conservando e estabilizando a solução (controla e mantém o PH da solução). esse elemento químico retira o Haleto de Prata que não foi sensibilizado pela luz do ecran. Brometo de Potássio . isto é. conservando a imagem nela registrada.Tem como função fornecer o meio químico para os componentes do revelador deve ser filtrada e totalmente ausente de minérios pesados. controla a velocidade da revelação e dilata os poros da gelatina. na gelatina do filme. Hiposulfito de Sódio .Evita a ação da hidroquinona nos cristais de Haleto de Prata que não foram expostos à luz do ecran.Age conservando e estabilizando a solução (controla e mantém o PH da solução) Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 39 .Processamento químico – fórmula química básica REVELADOR: A revelação de um filme completa o que a exposição começou. converte em imagem visível e permanente a imagem latente. e também auxilia no endurecimento da gelatina. ficando apenas os cristais de Prata Oxidada. Componentes do revelador (Fórmula básica): Metol Finidona .Previne a oxidação dos redutores. reagindo também como retardador do processo de oxidação da Prata. permitindo a interação dos redutores com o Haleto de Prata.

assim a gelatina fica mais resistente. endurecendo-a. parando instantaneamente o processo de revelação (Oxidação da Prata). Alumem de Cromo .age na estrutura química da gelatina do filme radiográfico. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 40 . para os componentes do fixador. Água Filtrada .Ácido Acético Glacial . devem ser filtrada e totalmente ausente de minérios pesados. detergentes etc. cloro.Acidifica a solução.Tem como função fornecer o meio químico. protegendo a imagem nela contida. com isso consegue anular o efeito de oxidação da Prata realizada pelo revelador (Hidroquinona).

b) indivíduos não ocupacionalmente expostos que voluntariamente ajudam a confortar ou conter pacientes durante o procedimento radiológico (acompanhantes. exposição médica e exposição natural normal devido à radiação ambiental do local. da conformidade com requisitos estabelecidos em legislação específica e a adoção de medidas cabíveis para impor o cumprimento destes requisitos. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 41 .Exposição a que são submetidos: a) pacientes.Exposição involuntária e imprevisível ocorrida em condições de acidente. geralmente.Exposição cuja ocorrência não pode ser prevista com certeza mas que pode resultar de um acidente com uma fonte de radiação ou em conseqüência de um evento ou uma série de eventos de natureza probabilística. Exposição normal . Exposição do público . adjacências com permanência constante. Fator de Uso .Feixe de radiação que passa através da abertura do colimador e que é usado para formação da imagem radiográfica. Fator de ocupação .Verificação. etc. Feixe primário (de radiação) . Fiscalização .Exposição de membros da população a fontes de radiação ionizante. Incluem exposições a fontes e práticas autorizadas. escada. pela autoridade competente.Fator utilizado para redução dos requisitos de blindagem.Filtração permanente dada pela soma da filtração inerente e a filtração adicional. circulação interna.U . Exposição potencial . excluindo exposição ocupacional. e em situações de intervenção.Material no feixe primário que absorve preferencialmente a radiação menos penetrante.PORTARIA FEDERAL SVS . em decorrência de exames ou tratamentos médicos ou odontológicos.T . T=1/16 em circulação externa. determinado pela estimativa da fração de ocupação por indivíduos na área em questão. durante o período de operação da instalação. incluindo o espelho do sistema colimador. Fantoma . familiares ou amigos próximos). em condições normais de operação de uma fonte ou de uma instalação. Exposição médica .Fator que indica a percentagem de carga de trabalho semanal para uma determinada direção de feixe primário de raios-x. T=1/4 em vestiário. incluindo os casos de pequenos possíveis contratempos que podem ser mantidos sob controle. c) indivíduos voluntários em programas de pesquisa médica ou biomédica e que não proporciona qualquer benefício direto aos mesmos. recepção. Filtração . Filtração total . Exposição ocupacional . WC.Nº 453.Exposição de um indivíduo em decorrência de seu trabalho em práticas autorizadas.Objeto físico ou matemático utilizado para reproduzir as características de absorção e espalhamento do corpo ou parte do corpo humano em um campo de radiação.Exposição esperada em decorrência de uma prática autorizada. Para fins de orientação: T=1 em áreas controladas. DE 1 DE JUNHO DE 1998 Exposição acidental .

por delegação do INMETRO. Em radiodiagnóstico. da garantia de qualidade.Dose efetiva e dose equivalente. Licenciamento .São valores estabelecidos para exposição ocupacional e exposição do público.Pessoa jurídica com obrigações relativas ao projeto."International Commission on Radiological Protection".Grandezas mensuráveis."International Commission on Radiological Units and Measurements".Instituto de Radioproteção e Dosimetria. onde dEtr é a energia cinética inicial de todas partículas carregadas liberadas por partículas ionizantes não carregadas em um material de massa dm. sistema. Instalação radiológica.Conjunto de ações sistemáticas e planejadas visando garantir a confiabilidade adequada quanto ao funcionamento de uma estrutura. o ambiente no qual está instalado.Equipamentos de raios-x montados em veículos automotores. Grandezas de limitação de dose . A unidade SI é o joule por quilograma. A parte do programa de garantia de qualidade que consiste do conjunto das operações destinadas a manter ou melhorar a qualidade é chamada de controle de qualidade. ICRP . Eles são geralmente expressos como doses anuais abaixo das quais a gerência deseja operar.Descrição do serviço e suas instalações. Memorial descritivo de proteção radiológica .São expressões da política gerencial dirigidas aos empregados (incluindo projetistas de equipamentos e instalações). Grandezas operacionais .Grandeza definida por k = dEtr/dm. Kerma . Indivíduo do público . Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 42 . Garantia de qualidade . de acordo com um padrão aprovado. do programa de proteção radiológica.Documento no qual a autoridade sanitária autoriza o requerente a executar determinada prática sob condições estabelecidas em leis e regulamentos. Licença .O equipamento de raios-x. definidas em um ponto. limites de dose ou simplesmente limites . ICRU .Laboratório Nacional de Metrologia das Radiações Ionizantes do IRD/CNEN. IRD . fabricação.Operação administrativa de autorização para execução de uma prática onde a pessoa jurídica responsável pela mesma comprova e se submete a avaliação dos requisitos estabelecidos pela autoridade sanitária. estabelecidas para avaliar as grandezas de limitação de dose. Limites de dose individual. Os limites constituem parte integrante dos princípios básicos de proteção radiológica para práticas autorizadas. estas ações devem resultar na produção continuada de imagens de alta qualidade com o mínimo de exposição para os pacientes e operadores. Instalações móveis .Qualquer membro da população não submetido a exposição ocupacional ou exposição médica. Eles não são limites nem alvos e devem ser suplementados por um requisito superior de fazer o melhor sempre que seja razoavelmente exeqüível.Monitoração de área. ou simplesmente instalação . LNMRI . bem como condições especificadas na própria Licença. Guias operacionais . seu painel de controle e demais componentes. Um importador de um equipamento de raios-x é também um fornecedor. de modo que uma exposição continuada pouco acima do limite de dose resultaria em um risco adicional que poderia ser considerado inaceitável em circunstâncias normais. produção ou construção de um equipamento ou fonte de radiação ionizante. e respectivas blindagens.Frnecedor . incluindo relatórios de aceitação da instalação. Levantamento radiométrico . com denominação especial de gray (Gy). componentes ou procedimentos.

em unidades "Hounsfield". qualquer partícula ou radiação eletromagnética que. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 43 .60 e 1. Painel de controle .Levantamento radiométrico.Valor de dose obtido em um programa de monitoração. Operador .75 m.Organização Mundial da Saúde.Profissional treinado e autorizado a operar equipamentos de raios-x. Nível de registro . Proteção radiológica . Os resultados devem ser expressos para as condições de carga de trabalho máxima semanal. É também. Estes níveis são uma forma de nível de investigação e devem ser relativos apenas a tipos comuns de exames diagnósticos e a tipos de equipamentos amplamente definidos. PMMA . ioniza seus átomos ou moléculas.Conjunto de números definidos em uma escala linear.Monitoração por meio de dosímetros individuais colocados sobre o corpo do indivíduo para fins de controle das exposições ocupacionais. para a qual a autoridade sanitária local já tenha concedido qualquer autorização.Componente do equipamento de raios-x onde estão montados o botão disparador e demais dispositivos necessários para selecionar os fatores de técnica antes de iniciar uma exposição.Valores estabelecidos pelo titular que. ou simplesmente radiação . Monitoração de área .Polimetil-meta-acrilato. Níveis de investigação . Níveis de referência de radiodiagnóstico . A monitoração individual tem a função primária de avaliar a dose no indivíduo monitorado.Medição de dose para fins de controle da exposição à radiação. e a interpretação dos resultados. Paciente adulto típico (para fins de avaliação de exposição médica em adulto) .Qualquer atividade humana que implique ou possa potencialmente implicar em exposições de pessoas à radiação ionizante.Exame de radiodiagnóstico ou utilização intervencionista dos raios-x diagnósticos. OMS .Qualquer alteração de estrutura.Conjunto de medidas que visa proteger o homem. um mecanismo efetivo para detectar flutuações das condições de trabalho e para fornecer dados úteis para o programa de otimização. Números de CT . com peso entre 60 e 75 kg e altura entre 1. relacionados ao coeficiente de atenuação linear e calculados pelo tomógrafo computadorizado. ao interagir com a matéria biológica. Monitoração individual (externa) . Procedimento radiológico .Indivíduo com característica biométrica típica de adulto. seus descendentes e seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante. sistema ou componente que envolva a segurança e a proteção radiológica em uma instalação radiológica.Valores de uma grandeza específica na prática de radiodiagnóstico para exames típicos em grupos de pacientes típicos. Radiação ionizante. Pode ser classificada em monitoração individual e monitoração de área. Avaliação dos níveis de radiação nas áreas de uma instalação. Também chamada de radioproteção. se excedidos. Estes níveis não devem ser ultrapassados nos procedimentos habituais quando são aplicadas as boas práticas correntes relativas ao diagnóstico. comercializado como plexiglass. Monitoração . Os níveis não foram planejados para serem utilizados de maneira exata e uma multiplicidade de níveis reduziriam sua utilidade. Os números de CT variam de -1000 para o ar até +1000 para o osso. Estabelecido pelo titular da instalação e/ou autoridade nacional e aplica-se principalmente à exposição ocupacional com particular referência à monitoração de indivíduos e dos locais de trabalho.Modificação .para fins de proteção radiológica. acrílico e lucite. com valor zero para a água. demanda-se uma investigação local. Prática . com significância suficiente acima do qual justifica-se o seu assentamento.

Responsáveis principais . Receptor de imagem . com conhecimento.Um sistema que transforma os fótons de raios-x que passam através do paciente em uma imagem visível ou outra forma que pode tornar-se visível por transformações adicionais. Deve ser acompanhado de um texto descrevendo o emprego da radiação ionizante.Prática com utilização de raios-x diagnósticos. Este indivíduo é geralmente o diretor ou o proprietário. Responsável técnico ou RT .Ato pelo qual o Ministério da Saúde autoriza a fabricação. designado pelo titular de um serviço para assumir as tarefas estabelecidas neste Regulamento. a comercialização e uso/consumo de produtos de interesse à saúde. Raios-x diagnósticos . sistema intensificador de imagem.Indivíduo responsável perante a justiça por um estabelecimento.Indivíduo com formação plena de nível superior.Radiação que consegue atravessar o cabeçote e/ou sistema de colimação. aplica-se às exposições ocupacionais e do público e a voluntários em pesquisa biomédica e em assistência não ocupacional a pacientes. Responsável legal .Empregadores e titulares. pode ser interpretada como o nível de referência de diagnóstico.Radiação de fuga . as suas responsabilidades conforme estabelecido neste Regulamento. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 44 . Registro . Símbolo internacional da radiação ionizante . Também chamada radiação de vazamento Radiodiagnóstico . com fins de diagnóstico ou para orientar procedimentos médicos invasivos (ou intervencionistas). treinamento e experiência comprovada em física das radiações e proteção radiológica na área de radiodiagnóstico. Termo de proteção radiológica .Símbolo utilizado internacionalmente para indicar a presença de radiação ionizante. onde se realizam procedimentos radiológicos médicos ou odontológicos.Fótons obtidos em tubos de até 150 kVp. Nesta definição estão incluídos os consultórios odontológicos com equipamento de raios-x diagnósticos. perante a autoridade sanitária local. destinada a ser usada como uma fronteira na etapa de planejamento de proteção radiológica para limitar a gama de opções consideradas no processo de otimização. detetor de estado sólido em CT. Supervisor de proteção radiológica em radiodiagnóstico ou SPR . ou simplesmente serviço . Restrição de dose . No caso de exposições médicas de pacientes.Documento assinado pelo supervisor de proteção radiológica em radiodiagnóstico assumindo.Médico ou odontólogo que atende aos requisitos de qualificação profissional estabelecidos neste Regulamento e que assina o termo de responsabilidade técnica perante a autoridade sanitária local. não pertencente ao feixe primário. utilizados para impressionar um receptor de imagem. Estabelecida por autoridade nacional.Estabelecimento.Restrição prospectiva nas doses individuais relacionadas a uma determinada fonte de radiação ionizante. quando não existe diretoria. ou um setor definido do estabelecimento ou instituição. Serviço de radiodiagnóstico. Exemplos: sistema filme-tela. Esta exigência aplica-se também a produtos importados.

Vestimenta de Proteção Individual . luvas. para atestar a conformidade com as características de projeto e de desempenho declarados pelo fabricante e com os requisitos deste Regulamento. Princípios Físicos e Históricos da utilização dos Raios X – Profª Cristiane Página 45 .Um conjunto de medidas e verificações para atestar conformidade com os padrões de desempenho. perante a autoridade sanitária local.Declaração do titular do serviço listando suas responsabilidades.Documento assinado pelo responsável técnico assumindo. Termo de resonsabilidade técnica . Teste de constância .Avaliação rotineira dos parâmetros técnicos e de desempenho de instrumentos e equipamentos da instalação. Titular .Aventais. a imagem é obtida com a qualidade requerida e a menor dose para o paciente. de acompanhantes autorizados ou de profissionais durante as exposições.Termo de responsabilidade primária . para fins de licenciamento. Teste de desempenho . realizadas após a montagem do equipamento na sala. Deve confirmar que quando operado como desejado. óculos e outras blindagens de contato utilizadas para a proteção de pacientes.Responsável legal pelo estabelecimento para o qual foi outorgada uma licença ou outro tipo de autorização.Um conjunto de medidas e verificações. Teste de aceitação (do equipamento) . as sua responsabilidades conforme estabelecido neste Regulamento.