MINICURSO DE INTRODUÇÃO AOS CIRCUITOS ELÉTRICOS

ANDRÉ NICOLINI PAULO FERNANDO ALVES VINÍCIUS COSTA DA SILVEIRA

OUTUBRO/2011

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...........................................................................................................4 2. INTRODUÇÃO AOS CIRCUITOS ELÉTRICOS ..................................................5 2.1. TENSÃO ELÉTRICA ...................................................................................................5 2.2. CORRENTE ELÉTRICA ............................................................................................... 5 2.3. POTÊNCIA ELÉTRICA ................................................................................................ 6 2.4. ENERGIA ELÉTRICA ..................................................................................................6 3. ELEMENTOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS ......................................................7 3.1. RESISTOR .................................................................................................................7 3.2. CAPACITOR ..............................................................................................................9 3.3. INDUTOR ................................................................................................................11 4. CONCEITOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS.......................................................13 4.1. DEFINIÇÕES ...........................................................................................................13 4.2. SENTIDO DE REFERÊNCIA .......................................................................................13 4.2.1 SENTIDO DE REFERÊNCIA PARA TENSÃO DE BRAÇO ..............................................13 4.2.2 SENTIDO DE REFERÊNCIA PARA CORRENTE DE BRAÇO..........................................14 4.2.3 SENTIDO DE REFERÊNCIA ASSOCIADO ..................................................................15 5. LEIS DE KIRCHHOFF ............................................................................................ 15 5.1. LEI DAS CORRENTES DE KIRCHHOFF ......................................................................15 5.2. LEI DAS TENSÕES DE KIRCHHOFF ...........................................................................16 6. ELEMENTOS DE CIRCUITOS..............................................................................17 6.1. FONTES 6.2. FONTES
INDEPENDENTES DE TENSÃO .................................................................... 17 INDEPENDENTES DE CORRENTES .............................................................. 20

7. METODOLOGIA PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS ELÉTRICOS ................23 7.1. EQUIVALENTE THEVENIN E NORTON .....................................................................23 7.2.DIVISOR DE CORRENTE ........................................................................................... 25 7.3.DIVISOR DE TENSÃO ............................................................................................... 25 7.3.LICAÇÕES Y-∆ ........................................................................................................28 8. CIRCUITOS LINEARES INVARIANTES NO TEMPO .....................................30 8.1.ANÁLISE NODAL .....................................................................................................30 8.2.ANÁLISE POR MALHAS ............................................................................................ 31 9. CLASSIFICAÇÃO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS .............................................32 9.1. CIRCUITOS EM 1ª ORDEM ........................................................................................32 9.1.1. CIRCUITOS RC ....................................................................................................33 9.1.1.1.RESPOSTA A EXCITAÇÃO ZERO..........................................................................33 2

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9.1.1.2.RESPOSTA AO ESTADO ZERO .............................................................................34 9.1.1.3.RESPOSTA COMPLETA: REGIME TRANSITÓRIO MAIS REGIME PERMANENTE .......36 9.1.2. CIRCUITOS RL ....................................................................................................37 9.1.2.1.RESPOSTA A EXCITAÇÃO ZERO..........................................................................37 9.1.2.2.RESPOSTA AO ESTADO ZERO .............................................................................39 9.1.2.3.RESPOSTA COMPLETA: REGIME TRANSITÓRIO MAIS REGIME PERMANENTE .......40 9.2. CIRCUITOS EM 2ª ORDEM ........................................................................................41 9.2.1 CIRCUITO SUPERAMORTECIDO .............................................................................43 9.2.2 CIRCUITO CRITICAMENTE AMORTECIDO ............................................................... 44 9.2.3 CIRCUITO SUBAMORTECIDO .................................................................................44 9.2.4 CIRCUITO SEM PERDAS .........................................................................................45 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................47

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MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS

1. INTRODUÇÃO

A presente apostila foi desenvolvida como ferramenta de auxílio, guia e suporte para o Minicurso de Introdução aos Circuitos Elétricos I, presente no programa do I Ciclo de Minicursos do PET-EE da Universidade Federal de Santa Maria. Os ministrantes do minicurso citado, também foram responsáveis por desenvolver a apostila, seu texto e suas imagens, bem como sua formatação. O principal objetivo deste documento é servir como base para o estudo da disciplina de Circuitos Elétricos I, apresentando conceitos, problemas e, posteriormente, resoluções para os mesmos, que serão abordados durante o minicurso.

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ou conforme (2)..1. TENSÃO ELÉTRICA A tensão elétrica. A tensão contínua pode ser obtida em bancos de baterias. O Volt (V) é definido também como o trabalho de 1 joule para a transferência de uma carga de 1 coulomb de um ponto a outro. 2. dente de serra. triangular. saídas de retificadores.2. (2) onde sua unidade é o Ampère.. (1) onde: v = tensão instantânea V = tensão contínua A tensão elétrica pode ser contínua ou alternada. etc. CORRENTE ELÉTRICA Em palavras mais usuais esta é descrita como sendo o movimento ordenado de elétrons em um determinado material durante determinado intervalo de tempo. ou diferença de potencia d. 5 . como a onda senoidal. conforme a equação (1). Tecnicamente é descrita como a transferência de uma carga q (1 coulomb) durante 1 segundo.p. pilhas. (A).MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 2. cossenoidal. Já um sinal alternado é obtido em ondas que variam o seu módulo a cada instante de tempo. INTRODUÇÃO AOS CIRCUITOS ELÉTRICOS 2. etc. é definida como sendo o trabalho necessário à transferência de uma carga unitária de um ponto para o outro.d.

Sua unidade é o W (Watt). caso contrário. POTÊNCIA ELÉTRICA É o produto da tensão pela corrente elétrica aplicada em um determinado componente ou conjunto. É definida em (4): (4) 6 .3. ∫ (3) 2.4. este é isolante. por exemplo. Também pode ser definida através de (3).MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS A corrente elétrica é denominada como: i = corrente instantânea I = corrente constante Quando existe a circulação de corrente em um material dizemos que este é condutor. ou seja. Na física. quanto maior a energia liberada em um menor intervalo de tempo maior será a potência. o kWh (Quilowatt-hora). potência pode ser definida como a quantidade de energia liberada em certo intervalo de tempo. Esta por ser. ENERGIA ELÉTRICA É a taxa de potencia dissipada ou consumida por uma certa unidade de tempo. 2.

RESISTOR É um componente de dois ou três terminais que apresenta uma relação linear entre a corrente instantânea e a tensão instantânea. sendo elas a série e a paralela. Seu valor pode ser determinado como sendo a razão entre a tensão e a corrente elétrica existente em um determinado ponto do circuito elétrico.d.. 2 – Símbolo do resistor. letra grega ômega. O símbolo do resistor é mostrado na Fig. 2.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 3. Fig. formando assim. ELEMENTOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 3. dois tipos de associação básica. 7 . A sua resistência é definida como sendo a constante de proporcionalidade da corrente elétrica. Sua unidade é o Ω. É a dificuldade oferecida à passagem da corrente elétrica em seu interior quando há existência de uma d. Os resistores podem ser ligados de várias formas.p.1.

3. 4. como:  A corrente que circula na associação em série é constante para todas as resistências. Fig. Sua resistência total é dada pela soma algébrica de cada resistor que compõe a associação. conforme Fig. e assim sucessivamente. conforme Fig. 3 – Associação Série de Resistor.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 1) Série: Neste tipo de associação o terminal de entrada de um resistor é conectado ao terminal de saída de outro resistor. de modo a oferecer caminhos separados para a corrente elétrica. 8 .  A queda de tensão obtida na associação em série é a soma total de cada resistência.  O resistor de maior resistência será aquele que dissipa maior potência. (5): (5) Neste tipo de associação têm-se algumas características.  A potência total dissipada é igual à soma da potencia dissipada em cada resistência. 2) Paralela: Quando dois ou mais resistores têm seu terminais ligados à mesma diferença de potencial.

4 – Associação paralela de resistores.2. 5.  A corrente total que circula na associação é o somatório da corrente de cada resistor. É constituído de duas placas paralelas separadas de uma determinada distância por um determinado material. 3.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Fig. determinada pela quantidade de energia elétrica que pode ser armazenada em si por um valor de tensão e pela quantidade de corrente alternada que o atravessa em dada frequência.  O funcionamento de cada resistor é independente dos demais. 9 .  A diferença de potencial (corrente elétrica necessária para vencer a ddp) é a mesma em todos os resistores. Seu símbolo é demonstrado na Fig. Sua resistência total é dada por (6): (6) Neste tipo de associação temos as seguintes características:  A corrente elétrica se divide entre os componentes do circuito. (F).  O resistor de menor resistência será aquele que dissipa maior potência. A capacitância é a grandeza elétrica de um capacitor. Sua unidade é dada em Farad. CAPACITOR É um componente passivo que armazena energia na forma de campo elétrico.

5 – Símbolo do capacitor. Este também se associa em série e em paralelo: a) Série: Fig.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Fig. 10 . 7 – Associação paralela de capacitores. A capacitância equivalente é dada por (7): ∑ (7) b) Paralela: Fig. 6 – Associação série de capacitores.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS A capacitância equivalente é dada por (8): ∑ (8) As suas equações características são:  Carga (9)  Corrente (10)  Tensão ∫ (11)  Energia (12) Obs: Em corrente contínua o capacitor é considerado um circuito aberto. Sua unidade é o Henry (H). É constituído de bobinas de material condutor. Seu símbolo está demonstrado na Fig. Fig.8. normalmente o cobre. 3. 11 . 8 – Símbolo do indutor.3. INDUTOR Um indutor é um dispositivo elétrico passivo que armazena energia na forma de campo magnético.

9 – Associação série de indutores.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Este também se associa em série e em paralelo: 1) Série: Fig. 10 – Associação paralela de indutores. 12 . A indutância equivalente é dada por (14): ∑ (14) Obs: Em corrente contínua o indutor é considerado um curto-circuito. A indutância equivalente é dada por (13): (13) 2) Paralela: Fig.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 4. CONCEITOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 4. ou ainda. DEFINIÇÕES  Braço: Elemento concentrado¹ de dois terminais. Fig.  Corrente de braço: Corrente que flui entre os braços. ¹ Elemento cuja corrente que circula através dele e a diferença de potencial entre os seus terminais são bem definidos.1.  Nós: São os terminais dois braços. definida uma polaridade para a tensão – por convenção – a tensão de braço VAB. 11.2. em dado instante t. 1 – Imagem referente as definições. por sinais (+) e (-). A exemplo da Fig.2. Já em VBA. transistores e transformadores. pois o potencial no ponto B é menor do que no ponto A. indutores. SENTIDO DE REFERENCIA PARA TENSAO DE BRAÇO O sentido de referência para tensão de braço pode ser indicado por uma seta.  Tensão de braço: Tensão entre os nós. SENTIDO DE REFERÊNCIA 4. 4. capacitores. Ex: resistores.1. 13 . é positiva caso o potencial elétrico no ponto A for maior do que no ponto B. a tensão é negativa. Este sentido é denominado polaridade.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS A base da seta indica a tensão a ser subtraída da tensão presente na ponta da mesma.2. 14 . – por convenção – esta será positiva em dado instante t. SENTIDO DE REFERÊNCIA PARA A CORRENTE DE BRAÇO Definido o sentido para a corrente de braço. 11 – Sentido de referência para a tensão de braço. O significado de um sinal negativo no valor da corrente indica que o sentido desta corrente está invertido. 4. 11.2. Fig. sempre que o fluxo de cargas elétricas entrar em um terminal positivo (+) e sair em um negativo (-). ainda a exemplo da Fig.

a potência entregue à carga será positiva.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 4.2. a potência será negativa. O valor positivo da potência indica que a carga está dissipando potência. e o valor negativo indica que ela está devolvendo potência ao circuito. LEI DAS CORRENTES DE KIRCHHOFF Esta lei define que a soma de todas as correntes de braço que chegam a um nó com as que saem do mesmo. se uma corrente i de valor negativo entrar em um terminal negativo (-) de uma carga. e saia no terminal negativo (-). Caso a corrente i positiva entre no terminal negativo (-) e saia no positivo (+) da carga.3. é sempre zero.1. SENTIDO DE REFERÊNCIA ASSOCIADO Caso uma corrente i de valor positivo entre em um terminal positivo (+) de uma carga. e sair no terminal (+). 5. Fig. De forma semelhante. LEIS DE KIRCHHOFF 5. a potência entregue à carga será positiva. ∑ 15 . 12 – Sentido de referência associado. Caso a corrente negativa entre no terminal positivo (+) e saia no terminal negativo (-) a potência entregue será negativa.

a soma algébrica das tensões de braço é sempre zero. Convenção:  Corrente que chega ao nó: negativa (-).2. A LCK expressa a conservação da carga em todos os nós. Não há nem acúmulo nem perda de carga.13 – Lei das correntes de Kirchhoff. em qualquer malha fechada. 5.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Fig. LEI DAS TENSÕES DE KIRCHHOFF Esta lei define que. ∑ 16 . A LCK proporciona estabelecer uma relação linear entre as correntes de braço e as equações lineares homogêneas.  Corrente que sai do nó: positiva (+).

. pode ser aplicada a qualquer elemento de circuito (resistores. 6. em seus terminais. ELEMENTOS DE CIRCUITOS 6. para melhor efetuar a análise do circuito. FONTES INDEPENDENTES DE TENSÃO Uma fonte de tensão ideal ou independente é caracterizada por apresentar. independente da carga. ou seja. A LTK é independente da natureza dos elementos.) 1) Percurso fechado – É o caminho percorrido a partir de um nó passando por outros nós e voltando ao mesmo nó inicial.1. indutores. um nível de tensão específico.14. Faz-se conveniente indicar as direções de referência para tensão e corrente de uma fonte. 2) Malha Fechada – É um percurso fechado que não contém braços no seu Interior. capacitores. independente da corrente que atravesse o circuito ao qual esta esteja conectada como representa o gráfico da Fig.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS A LTK proporciona estabelecer uma relação linear entre as tensões de braço de uma malha. 17 ..

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Fig. Logo. OBS.15. A fonte de tensão real não pode ficar em curto. com uma resistência (R) tendendo a zero (curto circuito). Como exemplo. como exemplificado na Fig. A tensão disponível entre os terminais de uma associação série de fontes de tensão equivale à soma algébrica do valor de tensão das mesmas.14 – Características de uma fonte de tensão independente. pode-se utilizar a associação de pilhas ou baterias. o valor do quociente (V/R) tende ao infinito. Associação de fontes de tensão: 1) Série A associação série de fontes de tensão nos permite elevar ou mesmo reduzir a diferença de potencial em um circuito. uma vez que a resistência de um curto circuito é nula.: A fonte de tensão real pode ficar em circuito aberto. pois a corrente tenderá a infinito. levando em consideração o sentido de referência. na alimentação de eletrodomésticos e aparelhos diversos. o que pode ser comprovado pela equação da primeira Lei de Ohm. 18 .

Para isso. a corrente circulante tenderá ao infinito. evitando assim a elevação da corrente como expressa o Teorema de Millman na Fig.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Fig. O nível limite de corrente deste tipo de ligação está diretamente associado às resistências internas de cada fonte e ao valor das fontes de tensão. 2) Paralelo A associação em paralelo de fontes de tensão é uma medida que exige determinados cuidados. portanto. se o nível da resistência for muito baixo e o circuito não apresentar as devidas medidas de segurança. uma das medidas é adicionar resistores de valores razoáveis. Fig.16.15 – Associações em série de fontes de tensão. 19 .16 – Associações em paralelo de fontes de tensão.

18. reduzindo-as a uma única fonte equivalente. 20 .MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 6. a lei das correntes de Kirchhoff implicaria que i1-i2=0.17 – Características de uma fonte de corrente independente. como é possível verificar na Fig. uma vez ligado o circuito. como prevê o Teorema de Millman. obtendo o mesmo resultado de uma única fonte. como define a equação: Pois em um circuito aberto. mas. R tende ao infinito. FONTES INDEPENDENTES DE CORRENTE É o elemento de dois terminais que mantém uma corrente especificada em seus terminais. pois sua tensão vai a infinito. OBS. Já. este não pode ser seccionado. uma vez que as fontes de corrente de mesma intensidade produzirão uma corrente i1=i2. Para tanto. é possível utilizar resistores em paralelo com as fontes de corrente. se seus valores forem distintos. Associação de fontes de corrente: 1) Série Este tipo de associação não apresenta muita relevância.: A fonte de corrente pode ficar em curto circuito. Fig. porém na prática isto não é verificado e há o risco de que a tensão cresça tendendo ao infinito. independente da tensão aplicada.2.

Fig. 21 .MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Fig. considerando o sentido de referência. 2) Paralelo A associação de fontes de corrente em paralelo.19 – Associação em paralelo de fontes de correntes. é um modelo de configuração que consiste em somar as correntes provenientes de cada fonte.18 – Associação em série de fontes de corrente.19. representada na Fig.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Exercício: Determine as correntes do circuito. 22 . Exercício: Determine o valor das tensões do circuito.

porém as potencias envolvidas não possuem essa equivalência. A equivalência entre os circuitos é definida por (19) e (20): (19) (20) 23 . Dedução: (14) (15) (16) (17) (18) A equivalência entre estes circuitos equivalentes é dada somente na saída de cada circuito. ou seja.20 – Equivalente Thevenin e Norton.1. EQUIVALENTE THEVENIN E NORTON Estes circuitos equivalentes têm por objetivo facilitar a análise de circuitos elétricos.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 7. a corrente e a tensão nos terminais de cada circuito é a mesma. Fig. METODOLOGIA PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 7.

24 .MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Exemplo Determine o equivalente Thevenin-Norton. Exemplo Calcule o valor de R para i=833.33mA.

i2 e in são determinadas através de (21): (21) A fonte de corrente da figura anterior pode ser substituída por uma corrente que sai de outro componente. A Fig. 18 mostra o circuito de um divisor de tensão.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 7. DIVISOR DE TENSÃO A regra do divisor de tensão se aplica a componentes (resistores) conectados em série e destina-se a determinar a tensão sobre cada componente individual. como um resistor.2. por exemplo. DIVISOR DE CORRENTE A regra do divisor de corrente se aplica a componentes (resistores) conectados em paralelo e destina-se a determinar a corrente circulando cada componente individual.3. 7. As correntes i1. 25 . A figura 17 mostra o circuito de um divisor de corrente: Fig.21 – Divisor de corrente.

Para se determinar v1 e v2 utilizamos as igualdades (22): (22) Para um circuito com n resistores em série temos (23): (23) Exemplo 1) Calcule o valor de i e da tensão V nas resistências em paralelo: 26 .MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Fig.22 – Divisor de tensão.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 2) Encontre os valores de i. e Vab. 3) Calcule I: 27 .

Estra relação só é válida quando eh respeitada a posição dos resistores no circuito. 1) Transformação de Y-Δ: 2) Transformação de Δ-Y: 28 . 23 – Transformação Y-Δ.4. Fig.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 7. LIGAÇÕES Y-Δ Esta técnica tem por finalidade facilitar a análise dos circuitos elétricos.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Exemplo: 1) Determine a resistência equivalente: a) b) 29 .

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 8. O método desenvolvido para se obter essas tensões é descrito abaixo: 1º. Este método tem por objetivo determinar as tensões existentes em cada ramo do circuito. Determinar o número de nós: Através da LTK o somatório das tensões em qualquer percurso fechado é zero. ANÁLISE NODAL A análise ou método nodal é baseado na Lei das Correntes de Kirchhoff.1. 2º. A LTK obriga uma dependência linear entre as tensões de braço. Temos: 30 . 0 Volt. Escolher um nó de referência: Quando se escolhe um nó como referencia a este se atribui uma tensão nula. Esta escolhe deve ser feita de maneira a facilitar os cálculos futuros. CIRCUITOS LINEARES E INVARIANTES NO TEMPO 8.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS A definição do número de equações é dada através do número de nós existentes no circuito elétrico: Exemplo: 8. O número de malhas é igual ao número de equações. ANÁLISE POR MALHAS Neste método se obtém as correntes circulantes em cada malha do circuito. Todas as correntes de malha estão no sentido horário. 31 . 2º. Este baseia-se na Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK). Utilização de malhas somente. 3º. Na malha em questão. e não de circuitos fechados. a corrente é positiva em relação às outras. 4º. Para desenvolver o presente método devemos realizar as seguintes considerações: 1º.2.

1. Capacitor Indutor Resistor 32 . CLASSIFICAÇÃO DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS 9. já que aqui consideraremos apenas circuitos lineares invariantes no tempo. As equações de braço estão na Tab. Podemos prever o funcionamento deste tipo de circuito através de uma equação diferencial de primeira ordem com coeficientes constantes. podendo ser a carga em um capacitor ou o fluxo de corrente em um indutor. 1. CIRCUITOS DE 1° ORDEM Os circuitos de primeira ordem são caracterizados por possuírem apenas um elemento capaz de armazenar energia.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Exemplo: 9.

a chave S1 é aberta e S2 é fechada.  Devido a carga inicial do capacitor. aparecerá uma corrente na malha RC. 9. o capacitor está carregado com tensão Vo. que decrescerá até zero.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS ∫ ∫ Tab. CIRCUITOS RC 9.1.Circuito RC  Para t<0 a chave S1 fechada e S2 aberta.1.  Em t=0. mais rápido será a descarga. 1 – Equações de braço. sendo que este não possui entradas ou excitações.1. Analisando o circuito para t≥0: LTK: (23) 33 .1. OBS: Quanto menor a capacitância do capacitor ou quanto menor a resistência do resistor.1. RESPOSTA A EXCITAÇÃO ZERO Situação em que o circuito depende apenas de situações iniciais (t=0). Tem-se o circuito abaixo: Fig. 24 . dado pela fonte.

2. Figura 25.1.Circuito RC 34 .MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS LCK: (24) Substituindo-se as devidas equações de braço em (24). 9. e se utilizando da igualdade em (23): Então tem-se como solução da seguinte equação diferencial de primeira ordem.1. RESPOSTA AO ESTADO ZERO Situação em que o circuito possui uma situação inicial (t=0) nula.1/ RC Encontra-se K através da substituição das condições iniciais em (25). sendo que este a partir de t>0 possui uma fonte de entrada ou excitação. homogênea com os coeficiente constantes: (25) K= constante determinada pelas condições iniciais do circuito S0 é a frequência de amortecimento dada pela expressão: S0= .

tendo-se assim um curto circuito na fonte. S1 está fechada. o capacitor estará carregado. das condições iniciais do circuito no instante t=0. e a fonte de corrente é conectada ao circuito. causando: o  Em t=0. Pode-se definir que a equação geral para a equação do capacitor será do tipo: (29) Vhomogênea depende além dos parâmetros do circuito. Analisando-se o circuito. e então de (3) e (4) tem-se: Então tem-se como solução da seguinte equação diferencial de primeira ordem. considerando-se a tensão do capacitor como resposta almejada. 35 . e será um circuito aberto quando toda a corrente flui pelo resistor : (28) Note que para determinarmos a resposta da tensão do capacitor ao estado zero dependemos dos parâmetros do circuito e ainda da função de entrada que no nosso caso será a fonte Io. S1 abre.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS  Em t=0. tem-se LTK: LCK: (26) (27) OBS: Para um t>>0. onde K e So que são os mesmos parâmetros de (25). homogênea com os coeficiente constantes: .

1. então conforme já mencionado tem-se: (26) Então tem-se como Vc : Obtendo-se K em (3) pelas condições iniciais deste caso. Deve-se proceder da seguinte maneira:  Encontrar a reposta de Vc à excitação zero. RESPOSTA COMPLETA: REGIME TRANSITÓRIO MAIS REGIME PERMANENTE A resposta completa de um circuito RC.3. Exercícios 1)Dertermine 36 . tem-se: (27) 9. nada mais é que: Esta resposta se faz necessária quando a tensão no capacitor em t=0 for diferente de zero e quando houver uma fonte de entrada.  Encontrar a reposta de Vc ao estado zero.  Somar estes dois resultados.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Vparticular é encontrada analisando-se o circuito para t>>0.1.

26 . 37 .1. o indutor está carregado com a corrente Io.2.1. a chave S1 é aberta e S2 é fechada.  Em t=0. RESPOSTA A EXCITAÇÃO ZERO Tem-se o circuito abaixo: Fig. CIRCUITO RL 9.1.Circuito RL  Para t<0 a chave S1 fechada e S2 aberta.  Devido a energia inicial armazenada no campo magnético do indutor. que decrescerá até zero pois será dissipada na forma de calor no resistor.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 2) Dertermine 9.2. aparecerá uma tensão na malha RL.

e se utilizando da igualdade em (28): Então tem-se como solução da seguinte equação diferencial de primeira ordem.R/L Encontra-se K através da substituição das condições iniciais em (30). 38 . mais rápido será a descarga. Analisando o circuito para t≥0: LTK: LCK: (28) (29) Substituindo-se as devidas equações de braço em (29).MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS OBS: Quanto menor a indutância do indutor ou quanto maior a resistência do resistor. homogênea com os coeficiente constantes: (30) K= constante determinada pelas condições iniciais do circuito S0 é a frequência de amortecimento dada pela expressão: S0= .

e a fonte de tensão é conectada ao circuito. o indutor estará totalmente energizado. Pode-se definir que a equação geral para a equação do indutor será do tipo: (34) 39 .2.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 9. 27 .2. considerando-se a corrente do indutor como resposta almejada. S1 fecha. tendo-se assim um circuito aberto. e será um curto circuito quando toda a queda de tensão se dará em cima do resistor: (33) Note que para determinarmos a resposta da corrente do indutor ao estado zero dependemos dos parâmetros do circuito e ainda da função de entrada que no nosso caso será a fonte Vo. S1 está aberta. RESPOSTA AO ESTADO ZERO Fig.Circuito RL  Em t=0. causando: o  Em t=0. Analisando-se o circuito.1. tem-se LTK: LCK: (31) (32) OBS: Para um t>>0.

homogênea com os coeficiente constantes: . nada mais é que: 40 . Vparticular é encontrada analisando-se o circuito para t>>0. tem-se assim: (32) 9. então conforme já mencionado tem-se: (31) Então tem-se como Vc : Obtendo-se K em (12) pelas condições iniciais deste caso.3. e então de (31) e (32) tem-se: Então tem-se como solução da seguinte equação diferencial de primeira ordem.2.1. das condições iniciais do circuito no instante t=0. RESPOSTA COMPLETA: TRANSITÓRIO MAIS REGIME PERMANENTE A resposta completa de um circuito RL. onde K e So que são os mesmos parâmetro de (30).MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS ihomogênea depende além dos parâmetros do circuito.

CIRCUITOS EM 2ª ORDEM Os circuitos de segunda ordem são caracterizados por possuírem dois elementos capazes de armazenar energia. Exercicios: 1) ) Dertermine 2) ) Dertermine 9.  Somar estes dois resultados.2. Deve-se proceder da seguinte maneira:  Encontrar a reposta de ic à excitação zero.  Encontrar a reposta de ic ao estado zero.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS Esta resposta se faz necessária quando a corrente no indutor em t=0 for diferente de zero e quando houver uma fonte de entrada. sendo eles a carga em um capacitor e o fluxo de corrente 41 .

42 . Podemos prever o funcionamento deste tipo de circuito através de uma equação diferencial de segunda ordem com coeficientes constantes. como é uma equação diferencial de segunda ordem.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS em um indutor. obtemos: Neste caso. já que aqui consideraremos apenas circuitos lineares invariantes no tempo. 28 . assim pode-se definir o tipo de solução do problema. e se utilizando da igualdade em (33): ∫ ∫ Derivando e dividindo por C. Fig. Analisando-se o circuito tem-se: LTK: LCK: (33) (34) Substituindo-se as devidas equações de braço em (34).Circuito RLC em paralelo Aqui as equações de braço são as mesmas mencionadas no circuito de primeira ordem. necessário primeiro encontrar-se os parâmetros α e ω0 pois eles nos ajudam a caracterizar o comportamento do circuito RLC.

MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS (35) (36) √ Circuito Superamortecido Circuito criticamente amortecido Circuito subamortecido Circuito sem perdas Onde: √ 9.1. 1) 2) Fig. 29 . CIRCUITO SUPERAMORTECIDO  K1 e K2 são determinadas pelas condições iniciais do circuito.2.Comportamento do circuito superamortecido 43 .

30 .Comportamento do circuito criticamente amortecido 9.Comportamento do circuito subamortecido 44 .2.2. 31 . 1) 2) Fig.2. 1) 2) Fig. CIRCUITO SUBAMORTECIDO  Ke são determinadas pelas condições iniciais do circuito. CIRCUITO CRITICAMENTE AMORTECIDO  K1 e K2 são determinadas pelas condições iniciais do circuito.3.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 9.

vc(0-). vc(0)= 0 (V). para: a) iL(0)= 0 (A). iR(t). iL(0-). 32 . iL(t) e vc(t).2.Comportamento do circuito sem perdas Exercícios: 1) Determine vc(0+). vc(0)= 50 (V). b) iL(0)= 0 (A). 45 . vc(0)= 0 (V). c) iL(0)=10 (A). ic(t). CIRCUITO SEM PERDAS  Ke são determinadas pelas condições iniciais do circuito.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 9. iL(0+). 1) 2) Fig.4.

46 . vc(0)= 50 (V). 2) No circuito abaixo a chave estava fechada bastante tempo. Calcular a tensão v(t) a partir deste instante.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS d) iL(0)= 10 (A). sendo aberta em t=0.

[3] BOYLESTAD. M. Eletricidade básica. J. Fundamentos de Circuitos Elétricos. 1983. J. [6] VALKENBURGH. Análise de Circuitos em Engenharia. [2] SADIKU. 1974. R.MINICURSO DE INTRODUÇÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS 10. São Paulo: Print Hall do Brasil.. 2003. Guanabara Dois. [5] QUEVEDO. C. Edgard Bluncher. Q. WILLIAM. Von et alli. 1973.1997. KEMMERLY. Carlos Peres. Livraria Freitas Bastos... Circuitos elétricos. ALEXANDER. São Paulo. Rio de Janeiro. L.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] ORSINI. Curso de Circuitos Elétricos. K. Introdução à Análise de Circuitos. v. [4] HAYT. O. 2. L. H. . N. 1976 47 . 2004. São Paulo: McGraw. 1975. Bookmaan.

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