Estratégias Para Reforçar E Expandir O Uso Da Contracepção De Emergência Entre Adolescentes E Jovens

O projeto foi gerado em uma reunião em Brasília, em 2005, envolvendo representantes da BEMFAM, da ECOS e do GTPOS. Nessa reunião ficou definido que a BEMFAM apoiaria em São Paulo o projeto de advocacy em contracepção de emergência. Coube à ECOS duas atribuições: • Criar e divulgar o documento Marco Referencial para a Promoção e Defesa dos Direitos de Adolescente e Jovens à Contracepção de Emergência. • Realizar um seminário para discutir e referendar o documento. Contracepção de Emergência (CE) - é um recurso que pode ser usado pelas mulheres para evitar uma gravidez não planejada depois de uma relação sexual desprotegida, em que houve falha potencial de um método anticoncepcional (por exemplo, quando a camisinha se rompe durante a relação, quando se esquece de tomar a pílula por dois ou mais dias) ou em caso de estupro. A Contracepção de Emergência tem como base o uso de pílulas com alta dose de hormônios, que devem ser ingeridas até 5 dias após a relação sexual com risco de gravidez. No entanto, quanto mais cedo forem tomadas, maior é a chance de evitar gravidez. • As pílulas de Contracepção de Emergência não funcionam se a mulher já estiver grávida. • A contracepção de emergência não é considerada um método abortivo. • Trata-se ainda de um procedimento aprovado pelo Ministério da Saúde.

Vantagens e desvantagens do uso da Contracepção de Emergência VANTAGENS • É o único método contraceptivo que pode ser utilizado pela mulher após a relação sexual. • Se não funcionar, não causa efeitos colaterais no feto. • Não é abortiva. • É uma opção contraceptiva complementar para evitar uma gravidez não desejada. DESVANTAGENS • Os comprimidos possuem alta concentração de hormônios e só devem ser utilizados em casos de emergência. • Em mulheres que amamentam, pode diminuir a quantidade de leite materno. • Os comprimidos podem causar efeitos colaterais leves como: náuseas, vômitos, tontura, desconforto nas mamas e dor de cabeça. • A menstruação pode adiantar ou atrasar alguns dias. • O uso repetitivo da CE em um mesmo ciclo menstrual é menos eficaz do que os outros métodos. • Medicamentos, como barbitúricos e alguns antibióticos, podem reduzir a eficácia do método. • Não previne contra as DST/Aids.

Fonte: www.redece.org, visitado em 10/10/2006 1. A importância do Marco Referencial para a Promoção e Defesa dos Direitos de Adolescente e Jovens à Contracepção de Emergência. O documento foi criado com uma premissa básica: adolescentes e jovens, assim como mulheres e homens adultos, têm direito à contracepção de emergência e devem ter acesso à informação e a este insumo nos serviços de saúde. Os tópicos do Marco Referencial apresentam as seguintes informações: • Histórico das ações empreendidas pela sociedade civil para divulgar e disseminar o uso contracepção de emergência (CE); • Panorama atual da legislação brasileira sobre a CE; • Recomendações para a elaboração de um plano de ação para garantir à população acesso à informação e ao medicamento nos serviços públicos de saúde. O Marco Referencial tem por objetivo contribuir para a promoção e a defesa do direito à informação e ao acesso dos adolescentes e jovens à CE, chamar a atenção para a necessidade de divulgar sistematicamente este recurso e garantir sua distribuição adequada e ágil, principalmente por serviços públicos de saúde, em todo o território nacional.

2. Realização do seminário Direitos Sexuais e Reprodutivos e Contracepção de Emergência para Adolescentes e Jovens O seminário foi realizado em 31 de agosto/2006, em São Paulo, nas dependências do Instituto de Saúde da Secretaria de Saúde de São Paulo. Contou com a participação de jovens feministas, de grupos de jovens (entre eles, o Juventude Força e Ação do Icaraí), de profissionais da saúde e da educação (destaque para a drª. Wilza Vilela, Antonio Carlos Egypto, Ana Adeve, Juny Kraiczyk e Beth Gonçalves). O encontro teve como objetivo: • Analisar o documento Marco Referencial para a Promoção e Defesa dos Direitos de Adolescente e Jovens à Contracepção de Emergência. • Discutir e recomendar ações de advocacy para garantir o direito à informação e ao acesso ao medicamento de contracepção de emergência. Na parte da manhã houve exposição e debate dos temas: • Marco Referencial como Estratégia de Advocacy. • Panorama da Situação da Política de Distribuição da Contracepção de Emergência no Brasil. • Contracepção de Emergência e Orientação Sexual. Na parte da tarde as/os participantes foram divididos em grupos para discutir o documento e ações de advocacy em prol da contracepção de emergência. Algumas informações e posicionamentos referendados pelos/as participantes do seminário: • A Contracepção de Emergência começa a fazer parte do universo de opções contraceptivas de jovens. • Seu uso ocorre predominantemente através da aquisição em farmácias e drogarias, beneficiando um público de maior poder aquisitivo. • A disponibilização da CE ainda precisa ser ampliada na rede pública de saúde, para garantir o acesso da população que dela necessita. • É necessário orientar o público e os profissionais da rede pública sobre a contracepção de emergência. 3. Treinamento de Mídia Em janeiro e abril de 2007 os jovens do Grupo Juventude Força e Ação do Icaraí participaram do Primeiro Treinamento de Mídia e Contracepção de Emergência e do Segundo Treinamento de Mídia e Contracepção de Emergência, ambos promovidos pela BEMFAM e realizados pelo Instituto Patrícia Galvão. No primeiro encontro foram discutidos os desafios a serem enfrentados para utilizar a mídia na divulgação da contracepção de emergência, o funcionamento da uma redação de um grande jornal; etc. Os /as participantes também treinaram/simularam falar em prol da contracepção de emergência em uma rádio e em um canal de televisão.

O segundo teve foco na readequação da comunicação utilizada pelas ONG's, lideranças e técnicas/os de modo a torná-la mais impactante e eficiente na comunicação pessoal com adolescentes e jovens e na criação de materiais de comunicação voltados a este público. A partir dessas vivências os/as jovens perceberam a importância dos meios de comunicação em massa como instrumento para a divulgação das idéias e das práticas de jovens militantes e, com o apoio e coordenação da ECOS promoveram o Treinamento Juventude e Mídia, Direitos Sexuais e Reprodutivos, em maio de 2007. As oficinas que fizeram parte do treinamento foram ministradas pela equipe técnica da ECOS, Instituto Patrícia Galvão e convidados/as: Heloisa Helvécia- Jornalista da Folha de São Paulo e da Globo e diretora chefe da revista Malhação e Nilton Hernandes, doutor em Semiótica. Das oficinas práticas, com gravação de áudio e vídeo, resultou o vídeo Juventude, Mídia e Sexualidade, que foi editado e finalizado com o apoio da Rede Rua no projeto + de UMinuto. Para conhecer o vídeo clique aqui. http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=H52JHzMOv7s

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