HISTORIAL Sheila Sale 2007/21/08 13:33 Com vista ao cumprimento das orientações dadas superiormente, o conselho de Ministros, criou, através

do Decreto-Lei 3/77, de 13 de Janeiro, a Empresa Moçambicana de Seguros E.E (Empresa Estatal). Esta empresa nasceu da fusão das Companhias de seguros sedeadas em Moçambique nomeadamente a "Lusitana", "Tranquilidade de Moçambique" e a "Nauticus". Á "Mundial Confiança", embora também sedeada em Moçambique, foi-lhe decretada falência. As restantes, agências gerais e delegações, foram mandadas cessar as suas actividades no país. Estava-se na era dos momopólios Estatais. Deste modo, a EMOSE assumiu todos os activos e passivos das companhias que a constituíram por fusão, incluindo o pessoal. Assim, tornou-se na maior e única companhia de seguros na então República Popular de Moçambique. De seguida foram adoptadas estratégias de formação profissional interna e externa para assegurar o funcionamento da empresa e garantir que fossem alcançadas os objectivos para os quias ela fora criada. Esta visão resultou na criação do Centro de Formação Profissional de Seguros que assegurou a formação de quadros moçambicanos nas áreas de seguros e resseguro. Também foram assinadas acordos com o Ministério de Educação para a elevação académica dos funcionários, desde a alfabetização até ao ensino médio. O instrumento de Línguas responsabilizou-se pela formação na lígua inglesa aos colaboradores. Fez-se um esforço para reduzir a " exportação de divisas" através do resseguro. Com os trabalhadores nacionais formados e com experências na gestão da actividade seguradora, foi possível aumentr a capacidade de retenção das responsabilidades transferidas para a empresa. O fim do sistema monopolista, típico da economia centralmente planificada, ditou a liberalização do mercado e a necessária estruturação empresarial. Isto aconteceu a partir de 1986. Entretanto, só em 1991, através da Lei 24/91, de 31 de Dezembro, o mercado dos seguros na República de Moçambique se abriu para outras operadoras dando origem ao surgimento da IMPAR em 1992 e a SIM um ano depois. Logo a seguir, surgiram a CGSM, Hollard e a CMS todas de capitais privados.

quase todas. é uma sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada. fez da EMOSE a escola porque muitos passaram como dirigentes/gestores da empresa. Muitas delas. inaugurou a nova fase dos Presidentes do Conselho de Administração. inclusive alguns segredos do negócio e outros dados vitais para a actividade seguradora. a Empresa Moçambicana de Seguros era Estatal. Assim. por força do Decreto 56/98. a EMOSE começou com uma Comissão Administrativa. o IGEPE trinta por cento. Sem querer lembrar-se eternamente. de 29 de Setembro. o Estado detêm cinquenta por cento do capital. O último. enquanto os restantes vinte por cento são dos trabalhadores. As mutações foram tantas. abriram os seus negócios drenando os quadros da EMOSE que detinham. Aliás. . Depois os Directores Gerais. Tal como a maior parte das empresas monopolistas criadas no pós Independência. a empresa apostou e lançou-se ao trabalho para continuar líder no mercado moçambicano. A permanente procura de garantir o seu lugar no mercado. já não era a primeira vez que se via no meio de tantos desafios. De lá a esta parte. De 1977 e 1998.O surgimento destas companhias trouxe muitos desafios á EMOSE. O seu próprio surgimento tinha sido um desafio.

data em que.R. a qual sucedeu automática e globalmente.E. S.L.A. e Companhia de Seguros Tranquilidade de Moçambique.A. 3/77 de 13 de Janeiro. com a designação de EMOSE .PERFIL Titos Gemo 2009/16/10 17:11 A EMOSE foi a primeira seguradora nacional pós independência. dependendo directamente do Ministério das Finanças. E. E. A EMOSE tem como missão proteger e gerar riqueza para as pessoas e organizações. inteiramente subscrito pelo Estado Moçambicano. deteve o monopólio da actividade seguradora até o ano de 1991.000.R. A EMOSE .. altura em que se liberalizou o sector de seguros na República de Moçambique (Lei 24/91 de 31 de Dezembro). na proporção de oitenta porcento e vinte porcento.. com efeitos a 1 de Janeiro de 1977.L. com um capital social inicial de 157.000 de Meticais (antiga família).L.000.E. legais e contratuais integrantes do activo e passivo desta. dotada de personalidade jurídica. e a nova empresa iniciou a sua actividade. simultaneamente. técnicos e trabalhadores elegíveis para o efeito. tornando-se na maior e única companhia de seguros na então República Popular de Moçambique.R.. bem como todos os seus valores activos e passivos foram nela integrados.00 MT. autonomia financeira. conservando a universalidade do respectivo património.A. embora o surgimento das primeiras seguradoras privadas se tenha verificado a partir do ano de 1995. e mantendo a personalidade jurídica da EMOSE. cessaram as suas funções as excompanhias. S. Companhia de Seguros Lusitana.E. Criada por Decreto-Lei Nº. resultou da fusão de três ex-Companhias de Seguros nomeadamente. S.Empresa Moçambicana de Seguros. S. E.L. constituído por todos os bens.A.000.. com a natureza de empresa pública. cujas carteiras de seguros e reservas respectivas. respectivamente.Empresa Moçambicana de Seguros... a EMOSE foi transformada em Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada.000. Por força do Decreto 56/98 de 29 de Setembro. Companhia de Seguros Nauticus. com um capital social de 150. direitos e obrigações.R. com vontade e qualidade dos seus parceiros e colaboradores. adoptando a designação de EMOSE .Empresa Moçambicana de Seguros. . subscrito pelo Estado e por gestores.

. Cuamba e Pemba. Chimoio.A. Reabilitação de 225 km da Linha Férrea do Limpopo. designadamente Ponta D´ouro. A EMOSE possui uma carteira de seguros com mais de 100. tornando-se numa preferência pela excelência dos seus serviços. No âmbito das suas relações a EMOSE. Há 32 anos que a EMOSE opera no mercado nacional. na qual detêm acções. a ZEP RE. vários projectos técnicos. integração de negócios e crescimento sólido. Munich Re (Alemanha. teve o privilégio de participar e liderar. e também garantiu os seguros de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais de todo o pessoal técnico e não só. 25 de Setembro No. Este posicionamento geográfico constitui uma mais valia. tais como Reabilitação da Estrada Nacional Nº 1. Angoche. Swiss Re (Suiça e África do Sul). Construção da Terminal Petrolífera da Beira. sobretudo em casos de sinistros. Chókwè.000 apólices. Maxixe. Ressano Garcia. envolvidos nos referidos projectos. S. dispondo de cerca de 35 produtos. acções numa delas. A sua Sede encontra-se situada em Maputo. Zóbuè.A. na assistência e atendimento aos seus clientes. o que permite responder à todo o momento. Lichinga. que culminaram com a efectivação de vários seguros de grande engenharia. Quelimane. Tan-Re. Para além disso. liderar os mercados dentro de uma postura de renovação. no Edifício EMOSE. a EMOSE S. Machipanda. Projecto Motraco. Tete. a EMOSE. e muitas outras. entre vários outros projectos. aviões e muito mais. e com posicionamento na maioria das fronteiras terrestres nacionais. Milange e Mandimba. Songo. na Av. Xai-xai. Africa Re. Gúruè. e é a única seguradora nacional posicionada em todas as capitais provinciais e em algumas capitais distritais. cujas coberturas se equiparam aos produtos vendidos em mercados internacionais. a MOZRE. Matola. Electrificação e Expansão da Rede Rural. Mussurize. 1383. com uma vasta carteira de seguros..Como visão. Desde a sua criação. e com as mais prestigiadas Resseguradoras do Mercado Internacional nomeadamente. Inhambane. etc. II”. “Electricity III / Pckages I. East Africa. SA. a Construção das Barragens de Corrumana e Pequenos Libombos. nomeadamente a ZEP RE. Beira. nomeadamente Maputo. Nampula. África do Sul e Maurícias). segura uma vasta frota de navios. às preocupações dos seus clientes. igualmente. relaciona-se com todas as Corretoras do Mercado Nacional. Goba.. nomeadamente. detendo. Calómuè. Kassakatiza. vários projectos de Montagem de Linhas de Alta Tensão entre as quais cita-se os Projectos de linha Centro/Norte. Namaacha. Nacala. Cuchamano. e congratula-se por relacionar-se também com a primeira Resseguradora Moçambicana.A.. S.

emose.mz Web: www.co. Av. 21 324 086 Fax: +258 21 326 026 E-mail: comercial@emose. 25 de Setembro.mz Maputo DELEGAÇÕES www. consultar a nossa Página Web www.emose.emose. No.A. EMOSE – Empresa Moçambicana de seguros.co.co. 1383 Caixa Postal 696 ou 1165 Tel: +258 21 322 095 / 9.mz/por/a_emose/onde_estamos. S.mz/por/a_emose/relatorios_e_contas. NUIT: 400004951 .Para Relatório e Contas.co.

na altura. Ao assumir riscos. a EMOSE confrontou-se com inúmeras dificuldades nas suas operações. de contrário. decorrentes da integração dos funcionários das empresas então intervencionadas pelo Estado. proporciona aos agentes económicos uma protecção e segurança para gerir e ocuparem-se de outros empreendimentos que. seria difícil. entretanto gradualmente superados. pois os poucos estrangeiros ao serviço das seguradoras já tinham começado a sair massivamente. O “handcap” acima (abordagem díspar do serviço ao cliente) era. de contribuir para a estabilização das actividades económicas e da vida social. Cada . A condição monopolista da EMOSE terá contribuído para um certo descurar da agressividade comercial. Um dos constrangimentos que a Empresa enfrentou foi a coabitação na mesma instituição de diversas culturas de servir o cliente. todas elas membros da AMS – Associação Moçambicana das Seguradoras. cinco companhias seguradoras. decorrentes da falta de quadros qualificados.O PAPEL DA EMOSE NO MERCADO SEGURADOR MOÇAMBICANO Titos Gemo 2009/26/11 11:10 Por: Armando Blaitone A actividade seguradora tem a função central em qualquer país. Logo após a sua criação em 1977. diferentes formas de abordar o mercado. em regime de monopólio. pois a Empresa foi criada com a prerrogativa de exercer. em 1991. o que poderá ter trazido alguns problemas de adaptação logo após a liberalização do mercado. resseguradora e afins. compensada pela exploração exclusiva do mercado. de toda a actividade seguradora. EMOSE E O MERCADO SEGURADOR São oficialmente conhecidas e a operarem em Moçambique. A questão de quem é quem e o que faz no mercado segurador tem sido objecto de alguns atiçado ânimos entre os respectivos operadores. da excelência na prestação de serviços ao cliente.

o “volume de vendas?” os “riscos subscritos?”. embora sejam de grande alcance social.. todas elas convergentes. Quanto à presença geográfica. os “lucros obtidos?”. Por exemplo. e. gozando da indiscutível preferência do público. sem falar de outros seguros do pacato cidadão.? Para o caso da EMOSE. a “massa do capital social?”. os dados disponíveis apontam que esta seguradora é a maior subscritora de riscos. reivindicam protagonismo em termos de serviços prestados e fatia abocanhada. a EMOSE está presente em locais onde meros critérios de rendibilidade económicofinanceira não justificariam. no seu “portfolio” riscos de actividades económicas que nenhuma outra seguradora aceita. invariavelmente. como são os riscos dos transportes semi-colectivos. etc. que elementos usar para definir o que é “maior empresa” ou “grande empresa”: Os “prémios processados?”. o “volume de reservas?”. vulgo “chapas”. questionar-se-ia. . a “taxa de retenção?“. a “presença geográfica?”. Ciente da sua responsabilidade histórica e função social. a sua prestação no mercado pode ser aferida usando uma multiplicidade de variáveis. O mesmo se coloca em relação à subscrição de riscos. o que traz responsabilidades acrescidas para esta Empresa histórica e genuinamente moçambicana. do ponto de vista de subscrição. e quase todos. etc. chegar-se à mesma conclusão: a EMOSE é o maior operador do mercado segurador moçambicano. o “número de empregados?”. Não é fácil estabelecer critérios rígidos que respondam à questão acima colocada. Pode dissecar-se cada um dos factores acima arrolados. Em palavras simples. com balcões até em alguns distritos.um. a EMOSE também é a única que se encontra presente em todo o País. A Empresa tem.

baseada no conhecimento das situações que podem constituir risco eminente. evidenciam duas conclusões de fácil aceitação: ü Os acidentes não acontecem. . conforto. tem garantida a rentabilidade e a produtividade resultantes do aumento do grau de motivação do próprio empregado. O seu grau de motivação e desempenho laboral. os custos. e . diminuindo as suas ausências e. Por exemplo. é influenciado pelo ambiente e condições de trabalho proporcionados pela entidade empregadora ou patronal. por consequência. é preciso que o trabalhador seja educado e treinado em relação às práticas e princípios que garantem a segurança nos processos de produção. secção I artigo 146 da Lei do Trabalho As condições e situações que podem causar acidentes de trabalho e danos no trabalhador devem ser excluídas do ambiente e quotidiano laboral. mostram claramente que cerca de 85% dos acidentes que ocorrem nas empresa são causados por falhas ou erros humanos. O empresário que consegue treinar e educar o seu trabalhador na forma de estar no sector produtivo. e proteger a vida e integridade física do trabalhador. o grau de bem estar. Adoptar medidas prescritas nas leis e nos regulamentos tendentes a prevenir acidentes de trabalho.SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO Titos Gemo 2009/26/11 10:58 Por Carlos Nhacule A Higiene e Segurança no trabalho devem ser encaradas como uma disciplina de antecipação dos riscos e perigos típicos de um processo de produção de quaisquer tipos de serviços/ou indústrias. Os avanços efectuados ao longo do tempo no campo da investigação dos acidentes. pondo em perigo não só a vida do trabalhador como também a da própria empresa. saúde e satisfação do mais valioso interveniente no processo produtivo. encontra-se inserida no capitulo IV. são causados. estudos realizados por especialistas em matéria de Higiene e Segurança nos processos de produção. mais do que isto. o HOMEM. A criação de condições de segurança nas empresas determina. em última análise.

enquanto lesionado. a vigilância neste aspecto é de primordial importância.ü As causas dos acidentes podem ser determinados e controlados Assim. O conhecimento perfeito da Legislação sobre as condições do trabalho e dos acidentes. quatro vezes mais os custos directos. Os operários esquecem se. com muita facilidade das recomendações de segurança que lhes são dadas pelo que . reabilitação física. 2º . . em matéria de segurança do trabalho pode ser causa grave ou mortal em caso de ocorrência do sinistro. por vezes. hospitalização. Por outro lado. Todavia. também para perfeito conhecimento das regras de prevenção. há a necessidade de se chamar à atenção do trabalhador ou do gestor para saber identificar. perda de tempo de outros trabalhadores e respectivos chefes. perda de salários. mas também os custos indirectos de cada acidente. 3º . perda económica da família. perda de produção para o resto do dia. fica sempre a necessidade de prover o cargo do acidentado.A ignorância do operário. Estes custos indirectos representam. etc. Ressonância em Acidentes nos Locais de Trabalho Os acidentes de trabalho e doenças profissionais representam um aspecto importante na economia e produção de todas as empresa e de todos os países. cabalmente. a desarticulação do serviço. em toda a empresa. devem ser encaradas as diversas consequências do acidente na pessoa. estes com a direcção da empresa. Nesse aspecto.(médicos. os quais compreendem: a perda de tempo do trabalhador sinistrado. em geral. A ignorância e a inexperiência do operário no aspecto profissional.O estudo minucioso do equipamento completo de protecção da máquina e do operário é fundamental. quer no aspecto económico. as suas funções. só podem ser combatidas através da sua formação técnica. o impacto emocional provocado nos companheiros. devem encarar-se não só os custos directos. quer no social. indemnização e seguros). o que constitui uma grande medida de prevenção. No aspecto da produção resulta uma paralisação de actividade no sector e.A observação cuidadosa das condições do trabalho e do local onde o operário trabalha procurando descortinar as situações perigosas ou as condições que poderão vir a determinar o acidente é importante. Estes impactos criam um mal estar e insegurança que se reflecte no relacionamento entre os trabalhadores e. analisar e gerir as fontes e causas dos acidentes laborais que podem resumir-se nos seguintes pontos: 1º . treino de novo operário. é indispensável para que o trabalhador e a entidade empregadora possam exercer.