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ANESTESIA

LOCORREGIONAL

ANESTESIA LOCAL
Conceito
Características
Ação em área delimitada
Reversibilidade
Manutenção da consciência e ação
muscular

Meios de se obter anestesia
Mecânicos – garroteamento ou
compressão
do feixe nervoso.
Físicos – éter, gelo, cloreto de etila.
Químicos – anestésicos locais

DROGAS ANESTÉSICAS
Aminoestéres
Cocaína
Primeiro anestésico – final séc. XIX
Uso tópico – otorrinolarigologia e
oftalmologia
Vasoconstrictor
Atualmente – banido da prática médica
Alta toxicidade sistêmica
Dependência química

Prilocaína
Utilizada em odontologia e na pele.
Geralmente associada a outros drogas.

DROGAS ANESTÉSICAS Aminoamidas Lidocaína – 1% e 2% Ação efetiva e segura. Anestésico e antiarritmico. Uso tópico (gel ou “spray”) ou infiltração local. Características: pH próximo da neutralidade – baixa reação tecidual Potência intermediária Baixa latência (1 a 2 minutos) Média duração (1 a 2 horas) Toxicidade sistêmica relativamente baixa SNC – convulsões .

Características: Alta potência Média latência e alta duração Média/Alta toxicidade ( Cardiovascular e SNC) Ropivacaína – 0.5% Anestésico (altas doses) e analgésico (baixas doses) Uso em infiltração local e anestesia peridural.DROGAS ANESTÉSICAS Aminoamidas Bupivacaína – 0.5%. 0.75% e 2% Ação semelhante a bupivacaína Características: Média potência Longa latência e duração Média/Baixa toxicicidade .

AGENTES ASSOCIADOS Vasoconstrictor Efeito desejado Prolongar a ação do anestésico Reduzir a toxicidade – eficácia e segurança Seleção do vasoconstrictor Duração do efeito desejado e local Condições clínicas do paciente – comorbidades Uso de outras drogas associadas Drogas vasoconstrictoras adrenalina .

ANESTÉSICOS LOCAIS Complicações Reações alérgicas Reações Cardiovasculares Arritmias benignas Arritmias ventriculares graves Parada cardiorrespiratória Reações Neurológicas Parestesia perioral Zumbidos e escotomas visuais Tonteiras Abalos musculares Convulsões localizadas e generalizadas => coma .

ANESTÉSICOS LOCAIS Anestésico ideal: Ação em área delimitada Ação reversível Baixa agressão tecidual Início de ação rápido e tempo duração suficiente Grau reduzido de toxicidade Potente – o suficiente para anestesiar Boa penetração tecidual Não desencadear reações alérgicas .

TÉCNICAS DE ANESTESIA Anestesia Tópica Anestesia Infiltrativa Bloqueio de campo Bloqueios regionais .

ânus. punções. ouvido. Drogas Utilizadas Agentes: lidocaína. conjuntiva. trato gênitourinário Outros (menos eficaz) – crioterapia.ANESTESIA TÓPICA Indicações ideais: Mucosas . prilocaína Apresentações: Gel Spray Pomada Solução . tatuagens.trato respiratório superior. raspagens. curetagem de molusco contagioso.

Anestesia tópica na pele .

Anestesia tópica em mucosa .

ANESTESIA INFILTRATIVA Indicações ideais: Pequenos procedimentos cirúrgicos mais superficiais de pele. tecido celular subcutâneo e mucosas Exérese de verrugas. bupivacaína Apresentações: Solução – associada ou não a vasoconstrictores .. cistos de retenção. Drogas Utilizadas Agentes: lidocaína.. etc. nevos.

ANESTESIA INFILTRATIVA Técnica Antissepsia Colocação de campo cirúrgico estéril Botão anestésico próximo a lesão (com agulha fina) Infiltração de anestésico sob a lesão .

bupivacaína . tecido celular subcutâneo e mucosas •Drogas Utilizadas • Agentes: lidocaína.BLOQUEIO DE CAMPO Indicações ideais: Procedimentos cirúrgicos superficiais e profundos de pele.

BLOQUEIO DE CAMPO Técnica Antissepsia Colocação de campo cirúrgico estéril Botão anestésico próximo a lesão (com agulha fina) Infiltração sob a lesão em área delimitada (com agulha maior) .

BLOQUEIO REGIONAL Plexo Nervos Objetivo Anestesiar uma região delimitada por um plexo ou nervo específico Exemplos: bloqueio plexo braquial. bloqueio raquidiano . bloqueio peridural. plexo cervical.

Bloqueio do plexo braquial .

punho e dos nervos digitais • Bloqueio da fossa poplítea e do tornozelo . oftálmico.Bloqueios de nervos periféricos • bloqueios da cabeça e pescoço Nervo trigêmio. maxilar. mandibular • Bloqueio frontal e occiptal • Bloqueio do cotovelo.

Bloqueio de mão .

Bloqueio de dedo .

Bloqueio do tornozelo 5 nervos N. fibular profundo e superficial N. tibial posterior e safeno N. sural .

MOV .Bloqueio região inguinal nervo íleo-inguinal e íleo-hipogástrico Bloqueio ilioinguinal.

.

Bloqueio peniano .

.

Bloqueio região frontal N. supratroclear . supraorbital N.

Bloqueio do pavilhão auricular N. occiptal menor N. Grande auricular . auriculotemporal N.

Bloqueio medular Bloqueio raquidiano Bloqueio peridural .

.

IMPULSO NERVOSO Repouso Na+ + + + K + C A N A L + Na+ Na+ + K + + + Na C A N A L Na+ + + + + C A N A L C A N A L K+ + + + Na C A N A L .

ANESTÉSICOS LOCAIS Mecanismo de Ação Bloqueio dos canais de Na+ Impede o influxo de Na+ e a entrada de K+ Não há propagação do sinal nervoso .

DROGAS ANESTÉSICAS Características físicoquímicas Lipossolubilidade Ionização Afinidade protéica .

Drogas Anestésicas Farmacologia  Absorção  Redistribuição  Metabolismo e eliminação .

Ca(HCO3)2 Bicarbonato de Sódio .4) no tecido: menor latência aumenta forma não ionizada (mais lipossolúvel) Adição de drogas alcalinizantes aumenta o duração e diminui a latência torna o pH mais próximo do fisiológico menor reação tecidual => diminui a dor local Drogas alcalinizantes Bicarbonato de Cálcio .4) no tecido: menor eficácia pH alcalino (>7.NaHCO3 .AGENTES ASSOCIADOS Ação sobre o pH pH da solução pH ácido (<7.

.ANESTESIA INTRAVENOSA Anestesia de Bier Objetivo Anestesiar uma região terminal (braços e pernas) por períodos curtos.

ANESTESIA LOCAL .

Características: Alta potência e toxicidade Baixa latência e alta duração .5% Uso tópico (oftalmologia) e em raquianestesia.DROGAS ANESTÉSICAS Aminoestéres Procaína (Novocaína®) Primeiro anestésico sintético Características: Vasoconstrictor Baixa potência Alta latência e baixa duração Associado a reações alérgicas Tetracaína (Pantocaína®) – 0.

ANESTÉSICOS LOCAIS Composição Química (molécula básica) Éster • • • • Cocaína Procaína Tetracaína Prilocaína Amida • Lidocaína • Bupivacaína • Ropivacaína .