Deficiência Mental/Intelectual Novos Olhares

Jacqueline Duret Profª Especialista Deficiência Mental

A inclusão só deixará de ser um devaneio quando crianças com deficiência mental tiverem acesso a todas as oportunidades de aprendizagem informal e formal que oferecemos às outras crianças, do lazer ao trabalho, passando pela escola. O contrário é uma forma de discriminação muito bem disfarçada pela idéia de que o afeto resolve tudo. Amor é fundamental para o desenvolvimento psicossocial saudável para qualquer pessoa. Mas isso não basta. Quem aprende ums profissão porque foi amado?
(WERNECK, 2007, p.66)

Algumas informações
• • • Segundo a ONU, existem 650 milhões de pessoas com deficiência no mundo. Este número representa 10% da população mundial. 20% das pessoas mais pobres do mundo têm deficiências. A sua marginalidade se reflete em estudos que demonstram, por exemplo, que 90% das crianças não freqüentam a escola. O índice mundial de alfabetização de adultos com deficiência não passa de 3%, sendo 1% no caso das mulheres, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNDU). Segundo o censo de 2000 do IBGE, 14,5% da população do Brasil tem algum tipo de deficiência, o que representa cerca de 25 milhões de pessoas. Dentre estas, 70% vivem abaixo da linha da pobreza. A legislação brasileira para a pessoa com deficiência é uma das mais avançadas do mundo, com práticas de ações afirmativas que muitos países ainda não possuem, como as cotas, que obrigam empresas com mais 100 ou mais funcionários a contratar um percentual de pessoas com deficiências (2 a 5%) e a reserva de vagas nos concursos públicos (5 a 20%).

I.A neurobiologia da deficiência mental
Os mais recentes estudos têm demonstrado a importância dos primeiros anos de vida na formação e no desenvolvimento do cérebro humano. Quanto mais se avança na compreensão sobre o funcionamento e as conexões cerebrais, mais se comprova a necessidade de proporcionar à criança um meio ambiente em que os estímulos se façam constantemente presentes.

O cérebro humano é composto por

Neurônio e Células gliais

Os neurônios são células especializadas em gerar, receber, modificar e transmitir sinais elétricos a outros neurônios.

Neurônio .

Neurônios conduzem atividade elétrica através do axônio .

As sinapses são intermediadas pelos neurotransmissores. motoras e cognitivas do cérebro humano. estruturas cuja função é vital para o desenvolvimento de capacidades sensoriais.A comunicação entre os neurônios ocorre na sinapse. . estabelecendo assim uma complexa atividade nas redes neuronais. mediadores químicos no processo de transmissão de impulsos elétricos entre os neurônios. Os pulsos elétricos se propagam de neurônio a neurônio.

Transmissão sináptica:transferência de informações entre neurônios .

anencefalia. Erros nos mecanismos de proliferação e de migração de neurônios resultam em graves anomalias no desenvolvimento do cérebro – microcefalia. o que é a chave para a compreensão da deficiência mental. . Alterações mais sutis vão resultar em erros de comunicação entre os neurônios.Na gestação os neurônios se multiplicam e se deslocam para formar as várias regiões do cérebro.

. extremamente sensível às condições ambientais. O cérebro em desenvolvimento é uma estrutura extremamente adaptável.Estudos recentes mostram que a estimulação ambiental pós-natal não só contribui para a formação dos respectivos circuitos neuronais como também o seu aprimoramento. É fato que. nenhum indivíduo desenvolverá as adaptações herdadas geneticamente. sem estímulos ambientais adequados.

A visão moderna sobre o desenvolvimento do cérebro indica que a capacidade plástica de reorganização dos circuitos neuronais deve ser explorada ao máximo. . A riqueza e a variação dos estímulos ambientais podem ser benéficos para o desenvolvimento.A plasticidade do cérebro em desenvolvimento ocorre durante uma janela temporal – período crítico – em que fatores ambientais vão modelar os circuitos neuronais. a despeito de restrições impostas pelas condições biológicas. principalmente em crianças com necessidades especiais.

Espinhos Dentríticos estão alterados em condições de baixa estimulação sensorial e também nas deficiências mentais .Espinhos Dentríticos são sítios específicos para comunicação sináptica.

Como resultado do desenvolvimento dos circuitos neurais. áreas corticais específicas se desenvolvem durante os primeiros anos de vida – Período crítico. .

associada à importância do papel da interação social. com base na compreensão da plasticidade do cérebro. A possibilidade de se criar novos caminhos de desenvolvimento.Programas de estimulação de crianças com DM devem ser adotadas o mais cedo possível. . visto que a capacidade plástica do Sistema Nervoso Central decai após os primeiros anos de vida (período crítico de desenvolvimento) contudo. sinaliza outras formas de se estudar e entender o processo de desenvolvimento das pessoas com deficiência. não devem deixar de ser utilizados em crianças e adolescentes de qualquer idade.

com limtações associadas à duas ou mais áreas de habilidades adaptativas à seguir: • Comunicação..Definição de Deficiência Mental – AARM Refere-se a limitações essenciais ao desempenho intelectual.M. . e caracterisza-se por funcionamento intelectual significativamente abaixo da média.com atualização em 1197. lazer. habilidades sociais • Desempenha na comunidade • Independância na locomoção • Saúde e segurança • Desempenho.II-Diferentes recursos de avaliação Referências a. existindo concomitantemente. 1992. trabalho Manifesta-se antes dos 18 anos Associação Americana de R. cuidados pessoais • Vida escolar.

20) . e está expresso nas habilidades adaptativas conceituais. Essas incapacidades têm início antes dos 18 anos.Atualmente a AAMR entende a deficiência mental levando em consideração o aspecto funcional e contextual. O retardo mental é uma incapacidade caracterizada por importantes limitações. sociais e práticas. tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo. p.2006. (AAMR.

tendo como objetivo identificar a intensidade de apoio que se deve oferecer para o aluno. . A avaliação não deve nunca ser utilizada para rotular e sim permitir a desconstrução da idéia de que não se obtêm avanços. atividades e nível de apoio que o indivíduo necessita. sendo importante que a equipe ao avaliar o aluno tenha em mente os aspectos globais e a singularidade do sujeito.A ultima definição da AARM valoriza a forma como a pessoa funciona dentro de uma perspectiva sistêmica. na identificação de áreas.

b. CID-10 Critérios Diagnósticos dos Transtornos Mentais e de Comportamento Classificação • F70: deficiência mental leve (QI 50 a 69) • F 71: Deficiência mental moderada ( QI 49 a 36) • F 72: Deficiência mental severa ( QI 35 a 20) • F 73: deficiência mental profunda (QI abaixo de 20) .

9 – Sem menção de comprometimento do comportamento. • Nível de Competência Social escalas de maturidade social.Principais componentes de avaliação • Nível de capacidade cognitiva (QI) dependentes de normas de espectativas culturais dos indivíduos e seu meio. 3. • Caracteres 1. 4. 8 – Outro comprometimento do comportamento. 1 a 7 – Comprometimento significativo do comportamento requerendo atenção ou treinamento. . 2. 0 – Nenhum ou mímino compromentimento comportamento .

Considerações • Avaliação mais simplista. • Recurso de utilização mais fácil e acessível em nosso meios • Na publicação geral não acrescenta nenhum critério orientador podendo gerar riscos de erros no diagnóstico do grau de deficiência e perfil individual. • Pode gerar uma análise estática da incapacidade/deficiência sem considerar as competências. influência de fatores ambientais e possíveis modificações no grau de dependência. .

3. 3.Retardo Mental Leve ( QI entre 50/55 e 70) -85% 318. 2. • 1. Funcionamento intelectual significativamente abaixo da média /QI.c.Retardo Mental Severo ( QI 20/25 a 35/40) – 3 a 4% 318. DSM IV – Manual Estatístico de Transtorno Mentais/AAP • Critérios diagnósticos: 1. Níveis de Gravidade: 317. 2. 5.2 – Retardo Mental Profundo ( QI abaixo de 20/25) 1 a 2% 318 – Retardo Mental gravidade não especificada. Limtações significativas no funcionamento adaptativo.0 – Retardo Mental Moderado ( QI 35/40 a 50/55) – 10% 318. 4. .1. Decorrentes de vários processos patológicos que comprometem o SNC.

Considerações • Descreve os principais itens influenciam o grau de deficiência. • Pobre como considera as necessidades indivíduais. que caracterizam e • Considera de forma pouco detalhada as necessidades relacionadas à faixa etária bem como as condições de stresse e sócio-economico a que está exposto. • Pontua a importância das diferenças que influenciam na aplicabilidade dos testes e que podem gerar falhas nos resultados e comprometer a confiabilidade da avaliação. • Não leva em consideração as competências de cada indivíduo. .

2.Sem deficiência 2.CIF • Considera o funcionamento corporal.Classificação internacional de funcionamento incapacidade e da saúde .Deficiência moderada 4. • Classificação: 1. a saúde.Deficiência grave 5. 0.Sem especificação 7. 1.Deficiência completa 6.d. 4.Deficiência leve 3. 3. o bem estar e os estados relacionados à saúde. 8. Sem aplicação .

5. 3. Vida doméstica.• Fatores corporais ( estruturas e funções): 1. Funções mentais específicas. 2. Educação. • Atividades e participação: Aprendizagem e aplicação do conhecimento. • 1. 6. Fatores ambientais . Funções mentais globais incluindo a intelectual. 2. Vida comunitária social e cívica. Interações e relações interpessoais. 4. Tarefas e demandas gerais.

Merece equipe multidisciplinar embora possa com riscos. • Riscos de se tornar tão complexa dificultando o diagnóstico. . ser aplicada por profissional treinado e qualificado. • Dificil avaliar hierarquicamente a importância dos vários fatores envolvidos na origem.Considerações • Avaliação complexa porém abrangente. agravamento e manutenção da deficiência.

Considera o QI. Considera habilidades relacionadas a faixa etária. processo ocupacional laboral. Considera habilidades relacionais e grau de dependência. linguagem. . 2. Psicomotridade. Considera condições pessoais sociais e de acessibilidade. • Avalia por sistemas. Tabela de Valoración de las situaciones de minusvalia/ Espenha. 5. conduta. habilidades de autonomia pessoal e social.e. processos auditivos. 3. • Determina o grau de incapacidade para ter direito a beneficíos e assistência. 4. • Utiliza tabela de pontos • Capítulo 15 – Retardo Mental 1.

Deficiência Mental Leve ( QI de 51 a 60) ( incapacidade entre 30 e 59%). . 4.• Classificação 1. Deficiência Mental Severa/Profunda ( QI de 34 a 20) (incapacidade acima de 76%). Deficiência Mental Moderada ( QI de 35 a 50) ( incapacidade entre 60 e 75%). Incapacidade Mental Limitrofe ( QI de 70 a 80) (incapacidade entre 15 a 29%. 3. 2. sendo de 33% naquele com claro diagnóstico de incapacidade).

• Confiabilidade significativa.Considerações • Avaliação complexa. com as diferenças regionais. . necessita de equipe multidisciplinar. • Dificil aplicabilidade num país com a extenção. • Exige capacitação profissional. com a variação na acessibilidade aos serviços qualitativos como o Brasil.

• . Considera pontuações diferenciadas para os deficientes mentais e doentes mentais em relação aos parâmetros gerais. mudanças posturais. vestir-se. Valoración de la dependencia – VD/Espenha • • • Lei de promoção da autonomia pessoal e proteção das pessoas em situação de dependência 2006/2007. capacidade de tomar decisões. Itens avaliados. severa (II/I e II). lavar-se. Grau e nivel de Dependência: moderada (I/I e II ). manutenção da saúde. grau de incapacidade ou dificuldade para: comer e beber. Considera por faixa etária.f. deslocamentos dentro e fora do domicílio. grande dependência (III/I e II). outros cuidados corporais. regulação da micção de defecação. • • Valoriza a autonomia para atividades de vida diária e a necessidades de supervisão.

Desnutrição materna. Defeitos do tubo neural. Síndromes neurocutâneas. 2. 7. . 3. esqueléticas.. entre outros. Causas Pré-natais Distúrbios cromossômicos. 5.III – Causas • 1. Influências ambientais. Distúrbios embrionários da formação cerebral. autossômicos. . musculares. 6. associado ao cromossomo x.. drogas. 4. toxinas e agente teratogenos entre outros. Erros inatos do metabolismo. defeitos de migração neuronal.

2. Hemorragia intracraniana Crises epiléticas neonatias Distúrbios respiratórios. Distúrbios metabólicos. . 3. 7. 5. Distúrbios de parto.. 1. 1. 4.. . 3. Gestação múltipla. Distúrbios neonatais Encefalopatia hípóxia-isquêmica. 2. Infecções Traumatismos vranianos.• Causas perinatais Distúrbios intrauterinos Insuficiência placentária. 6.

. Causas Pós-natais Traumatismos cranianos. Distúrbios tóxico-metabólicos. 8. 2. Desnutrição. Privação ambiental. Distúrbios degenerativos. Infecções do sistema nervoso central. 3. 5. Distúrbios epiléticos. Distúrbios desmielinizantes.• 1. 4. 7. 6.

Na verdade. As outras deficiências não abalam tanto a escola comum. Brasília. não corresponde ao esperado pode acontecer com todo e qualquer aluno.IV . mas os alunos com deficiência mental denunciam a impossibilidade de atingir esse ideal.Escola Inclusiva:atendimento educacional especializado para deficiência mental. 2006) . (MEC/SEESP. invariavelmente não corresponde ao ideal da escola. pois o aluno com essa deficiência tem uma maneira própria de lidar com seu saber. que. de forma tácita. Eles não permitem que a escola dissimule essa verdade. pois não tocam no cerne e no motivo de sua urgente transformação: entender a produção do conhecimento acadêmico com uma produção indivídual.Escola A deficiência mental coloca em xeque a função primordial da escola comum que é a produção do conhecimento.

. Necessitando de interferências planejadas que auxilie em seus processos evolutivos. cognitivo e motor. indistintamente. nos processos de relação com o mundo. na capacidade de aprender. Se as escolas não se reorganizarem para atender a todos os alunos. A escola ainda presa a estruturas conservadoras e norteada por mecanismos elitistas de promoção dos melhores alunos em todos os seus níveis de ensino e contribui para aumentar e/ou manter o preconceito e discriminação em relação aos alunos com deficiência mental. na constituição de sua autonomia. apresentado uma forma de organização qualitativamente diferente de seus pares da mesma idade.A escola deve estar atenta para o fato de que o indivíduo que possui deficiência mental apresenta um padrão diferenciado de desenvolvimento afetivo. a exclusão generalizada tenderá a aumentar provocando cada vez mais queixas vazias e maior distanciamento da escola comum dos alunos que supostamente não aprendem.

oportunizando a integração social. propiciando as concepções às deficiências. Essa diversidade deriva das formas singulares de nos adaptarmos cognitivamente a um dado conteúdo e da possibilidade de nos expressarmos abertamente sobre ele. (Vygotsky) A escola nesta perspectiva transforma-se em espaço privilegiado. São as diferentes opniões. independentemente de sua condição intelectual ser mais ou ser menos privilegiada. heterogênia e regulada pelo sujeito da aprendizagem. individual. determina o destino de todo o seu desenvolvimento mental. . impulsionando a aprendizagem.O apredndizado é uma das principais fontes da criança em idade escolar e é também uma poderosa força que direciona o seu desenvolvimento. tem um papel importante no desenvolvimento. níveis de compreensão que enriquecem o processo escolar e clareiam o entendimento dos alunos e professores. interativo por excelência. Aprender é uma ação humana criativa.

sempre reconhecendo e valorizando as diferenças.Ensinar é um ato coletivo. Essas atividades não são graduadas para atender a níveis diferentes de compreensão e estão disponíveis na sala de aula para os alunos as escolham livremente. Ele prepara atividades diversas para seus alunos ( com e sem deficiênciamental) ao trabalhar um mesmo conteúdo curricular. de acordo com seus interesses. no qual o professor disponibiliza a todos os alunos . não ministra um « ensino diversificado » para alguns. segundo suas possibilidades. . a escola comum precisa recriar suas práticas. As praticas escolares que permitem ao aluno aprender e ter reconhecidos e valorizados os conhecimentos que é capaz de produzir. rever seu papel. o mesmo conhecimento. O professor. sem exceção. Ao invés de adaptar e individualizar/diferenciar o ensino para alunos. são próprias de um ensino escolar que se distingue pela diversificação de atividades. mudar suas concepções. na perspectiva da educação inclusiva.

. Dessa forma. sem formar um grupo à parte. na verdade . trabalhar com um grupo e com todas as possibilidades de subdividi-lo. os alunos com deficiencia mental podem aderir a qualquer grupo de colegas.A prática escolar inclusiva provoca necessáriamente a cooperação entre todos e o reconhecimento de que ensinar uma truma é. constituído apenas com alunos com deficiência e/ou problemas na aprendizagem. nas subdivisões de uma turma.

para elaborar estratégias educacionais (aluno. (forma como produz A investigação (avaliação) pedagógica é necessária e essencial.Qual o ponto de partida para o trabalho pedagógico com alunos com deficiênca mental/intelectual? Realizar avaliação pedagógica para conhecer : • • • Os aspectos cognitivos conhecimentos). à maneira que o aluno processa e constrói suas estruturas cognitivas. As potencialidades. escola e na ação docente) que atendam de fato. Habilidades adaptativas do aluno. .

As estratégias educacionais devem possibilitar ao aluno com deficiência intelectual: • • • Planejar e monitorar o seu desempenho escolar. Regular suas ações. Adaptação Curricular. isto é. Auto-avaliar seu desempenho. reconhecendo as singularidades do aluno. Apoios especializados. favorecer a tomada de consciência dos processos que utiliza para aprender. As estratégias educacionais devem possibilitar a escola: • • Valorizar as potencialidades. Acessibilidade ao currículo: adotando metodologias de ensino diversificadas. • • .

Ao invés de adaptar e individualizar / diferenciar o ensino para alguns. Trabalhando suas potencialidades e não seu limite. mudar suas concepções. inventar hipóteses e reinventar o conhecimento livremente. a escola comum precisa recriar suas práticas. pesquisar. A Escola deve oferecer oportunidades para que TODO aluno seja incentivado a se expressar. . sempre reconhecendo e valorizando as diferenças. rever seu papel.

V. dor. culpa. tristeza. vergonha. luto. no qual necessidades físicas se satisfazem por meio de um mínimo de manejo e contato humano. requer um tempo de isolamento. insegurança. As demandas excessivas provenientes da deficiência podem gerar na mãe muitas vezes sentimentos negativos. • A hospitalização necessárias em virtude da condição física do bebê.Família • É no ambito familiar que acontecem as relações significativas para o processo evolutivo da criança com deficiência mental. Estudo mostram que esses sentimentos colocam a deficiência das crianças como um fator de risco ao malrato. . etc. como desânimo. perda. • O vínculo emocinal precoce é necessário e fundamental para a autoformação do bebê.

o que certamente prejudicará o seu desenvolvimento global. . por favorecerá a hostilidade e agressividade. • A criança com deficiência para desenvolver uma percepção como sujeito integrado na sociedade se desenvolver um conceito saudável e realista de si mesma. Importante lembrar que por outro lado sentimentos negativos deverá ser combatido. porque o impacto da separação poderá afetar a ambos. Para tanto é necessário que as pessoas que convivem com ela evitem sentimentos exagerados de proteção. o bebê no seu desenvolvimento emocional e nos pais a readaptação da entrada do bebê « diferente » em suas vidas.• Os profissinais de saúde atualmente entendem que a participação da mãe é importante.

porém pesquisas apontam um número significativo de deficientes que sofrem abuso e violência sexual. . buscando respeitar e conhecer melhor as necessidades desses indivíduos. • Em relação aos deficientes mentais consideram que possuem impulsos sexuais exacerbados ou são assexuados. Hoje tenta-se modificar a realidade.Sexualidade • Mitos e tabus marcam o tema da sexualidade da pessoa deficiente ao longo do tempo. ou efusivos demais em seus carinhos e ainda os que os vêem e os tratam como crianças. • Embora a sociedade geralmente veja o deficiente como um sujeito incapaz de despertar interesse sexual. outros os acham ingênuos.

ao isolamento social e até à depressão. aos medicamentos e à dificuldade de comunicação verbal. à auto-estima negativa. . Barreiras físicas: dizem respeito aos cuidados com a higiene pessoal. Barreiras sociais: dizem respeitto à discriminação e ao preconceito social que repercute no convívio social. 3. • Barreiras que o deficiente encontra na questão da sexualidade: 1. 2. seu comportamento corporal ser compreendido como conotação erótica tornam-no vulmerável ao outro.• Dificuldade em relação à comunicação verbal. aos comportamentos estereotipados. afastando-o da interação com outros jovens. ao tédio em virtude de restrições físicas. o pouco conhecimento corporal. Barreiras psicológicas: dizem respeito a visão social de que são pessoas pouco atraentes.

• Nas mulheres com deficientes mentais. a fertilidade é possível e os riscos genéticos de gerar bebês com a mesma Síndrome é de 50%. quando diz respeito a pessoa com deficiência envolve uma discussão bastente polêmica. geralmente os deficientes necessitam de ajuda de familiares. Nos homens. com aumento na probabilidade de aborto. . alguns são inférteis ou com quantidade reduzida de espermatozóides. pois pressupões condições físicas. • A maternidade e patermidade. emocionais e econômicas.

porque leva a participar da sociedade como cidadãos. inclusive as pessoas com deficiência. . para que no futuro ele possa se sentir seguro no desempenho de uma função e garantir um emprego que gere seu próprio sustento.Trabalho • O trabalho é fator de integração social forte. • É importante que se enfatize a importância da escola na capacitação e treinamento do deficiente. que todos devem ter acesso.VI. e estabeleça realização pessoal inserido no mundo do trabalho.

6. O direito a iguais oportunidades de participação está consagrado na Declaração dos Direitos Hmanos. 3. 2. sem excluir aquelas que apresentam deficiência de qualquer tipo. . 5.• A preparação deve envolver: 1. • Atividade da vida diária Competência social e emocional Habilidades psicomotoras Informações básicas de comunicação e expressão Informação profissional Atividades ocupacionais e profissionalizantes. 4. e deve ser estendida a todas as pessoas.

devem ser destinadas a pessoas com deficiências. Não se ausentar do posto por longo tempo. . Ter aparência adequada. sem justificativas sólidas. 3. • Habilidades sociais da pessoa com deficiência mental para o trabalho: 1.• A Lei nº 8. Responder a instruções e executá-las 5. Ainda são poucas as empresas que cumprem as leis. Ter aparência adequada. escrita ou sinais).112 ( 11 de dezembro de 1990) e a de nº 8. e 2% a 5% de cotas de vagas em presas com mais de cem funcionários. 4. respectivamente . 2.213 ( 2 de julho de 1991) determinam que 20% de vagas para concursos públicos . Ter comunicação expressiva (verbal.

Garantia dos cuidados legais e sociais. .Promoção de saude física.VII. O envelhecimento biológico precoce das pessoas deficientes. 4. 5. 3. 6. Adequação das expectaticas das famílias em realçaão à pessoa deficiente e suas próprias aspirações. Promoção de saúde física.Envelhecimento • 1. 2. 7. Propostas: É necessária maleabilidade e flexibilidade para lidar com dificuldades do envelhecimento. A necessidade de apoio e orientação aos cuidadores em relçaão ao planejamento do envelhecimento.

escolar e social. Mudança na mentalidade a respeito da velhice. Implementação dos recursos multiprofissionais de atendimento ao deficiente idoso e seus cuidados. 4. 3. Mudanças de paradigmas no contexto familiar.Desafios 1. 2. . Investimento em estudos e pesquisas sobre as peculiaridades do envelhecimento na pessoa deficiente mental.

Centros de saúde especializados. em todas áreas de conhecimento. Programas sociais. 4. grupos de comunidades integração de pessoas idosas.Perspectivas 1. de 2. Capacitação de professores para atendimento e apoio das pessoas deficientes mentais. deficientes ou não. 3. . Propostas de centros sócio ocupacionais voltados para o deficiente idoso.

• Pessoas com deficiência na agenda política e no orçamento das três esferas de governo. . • Ampliar o atendimento em todos os serviços da comunidade com qualidade e garantia de não discriminação. projetos e ações efetivas para o conjunto das pessoas com deficiência. • Fortalecer o controle social (Conselhos de Direitos e Conferências) e a participação das pessoas com deficiência nas propostas e tomada de decisõa.VIII. programas.Desafios no Brasil • Transformar a legislação em planos.

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