O METODO NO MARXISMO

MATERIALISMO DIALETICO E MATERIALISMO HISTORICO

O Método no Marxismo
Materialismo Dialético • A dialética: explica ou tenta explicar o movimento da matéria. • Hegel desenvolveu o conceito de dialética, esta noção baseou-se na idéia de que tudo contem em si próprio as sementes para a sua própria destruição, mais que uma nova forma surgiria das cinzas resultantes daquela destruição.

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Materialismo Dialético • Duhring a firma que a primeira e mais importante proposição do ser é a exclusão da contradição. O contraditório é uma categoria que não pode pertencer senão a uma combinação de pensamentos e não a uma realidade qualquer, ou seja, a contradição é um absurdo e não pode dar-se por conseqüência no mundo real, só se da no pensamento • Engels o refuta ao considerar as coisas e os fenômenos em movimento, no cambio, na sua vida e das outras e não como fez Duhring que considera as coisas em repouso e sem vida, cada uma ao lado da outra e assim não tropeça com contradição nenhuma

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Materialismo Dialético • Ou seja o movimento mesmo é uma contradição, quando um corpo se move está em seu lugar e ao mesmo tempo em outro lugar, num só e ao mesmo momento. Essa é uma contradição objetiva real não limitada ao pensamento • A vida mesma consiste ante todo em que um ser em cada instante é o mesmo e não obstante é outro

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Materialismo Dialético Assim a explicação marxista da dialética fundamenta-se como afirmaria Lênin nas três leis básica da dialética A contradição: explica que o motor do desenvolvimento radica na própria contradição O transito dos câmbios quantitativos a qualitativos e vice-versa: explica o modo a forma em que se produz o desenvolvimento A negação da negação: explica o caráter progressivo do desenvolvimento Nesta ultima estão inseridas as outras duas. Estas leis não atuam isoladamente e cada uma explica uma qualidade do movimento da natureza, da sociedade e do pensamento

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Materialismo dialético • Em Marx a dialética é aplicada na sua analise da sociedade (via materialismo histórico) ao afirmar que toda(s) a mudança social é materialista. Isto significa que à medida que as relações estabelecidas pelos homens no processo de produção, a tecnologia etc; se desenvolvem conduziram a mudanças na organização social, nas crenças e nos valores. Assim ele explica a evolução da sociedade através do(s) modo(s) de produção.

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• • Materialismo Histórico A definição clássica dos postulados e princípios fundamentais do materialismo histórico encontra-se na obra Contribuição à Critica da Economia Política, pagina 5 – 6.Ed. 3a SP. 2003. Martin Fones; Desprende-se daí que o interesse primordial para Marx era a sociedade como um todo e mais especialmente o processo de transformação social; Isto é visava descobrir as verdadeiras inter-relações entre os fatores econômicos e não-econômicos na totalidade da existência social Chegando à conclusão de que a chave da transformação social esta nos movimentos do modo de produção, sendo assim Marx analisa a Eco. Política a partir das leis que governam as modificações no modo de produção e desnudar a lei econômica do movimento da sociedade moderna tornou-se o objetivo ao que dedicou sua vida

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• Assim remontou os conflitos (contradições) históricos decisivos às suas raízes no modo de produção, descobrindo que eles eram os conflitos ou contradições de classes; • No Manifesto Comunista (1847) destacou (..) “A historia de toda a sociedade que ate hoje existiu é a historia da luta de classes” (...). As forças econômicas atuantes se manifestam em conflitos de classe sob o capitalismo, bem como sob as formas anteriores de sociedade. Segue-se que as relações econômicas essenciais são as que formam a base e se expressam na forma de conflitos de classes. São esses os elementos essenciais que devem ser isolados e analisados pelo método da abstração; • Isto foi utilizado por Marx para criticar aos economistas clássicos, porque entendia que “O Capital é a potencia econômica da sociedade burguesa que domina tudo”, ou seja, “a relação entre o trabalho assalariado e o capital determina o caráter total do modo de produção”

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• No próprio Manifesto Comunista destacou: (..) A sociedade como um todo divide-se cada vez mais em dois grandes grupos campos hostis, em duas grandes classes que se enfrentam – a burguesia e o proletariado (...). • Essa relação deve constituir o centro da investigação: o poder de abstração deve ser empregado para isolá-la à sua mais pura forma, para permitir que possa ser submetida à mais cuidadosa analise, livre de todas as perturbações que nada lhe dizem ao respeito, • Selecionando (Marx) as formas de relação entre o capital e o trabalho que surgem na esfera da produção industrial como as mais significativas da moderna sociedade capitalista; • Sendo O Capital o ponto de partida da Economia Política de Marx, escrito com uma alta doses de abstração, o que significa, analisar um numero relativamente pequeno de aspectos da realidade

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• Cabe a Marx o mérito de separar ou diferenciar radicalmente uma lei histórico social de uma lei natural, ou seja, o desenvolvimento social é visto como um processo histórico natural dependente das ações dos homens; • Por tanto as leis enunciadas no Capital não devem ser interpretadas como previsões diretas do futuro, sua validade é relativa ao nível de abstração ao que foram escritas e à proporção das modificações que deverão ocorrer quando trazidas a um plano mas concreto ou real; • O ponto de partida do materialismo histórico é o ser (a existência social), isto é, o ser é o primário e a consciência social o secundário esta ultima é reflexo mas ou menos correto ou desfigurado da existência social, ou seja, a consciência social nunca poderá ser idêntica ao ser social em primeiro lugar porque esta não esta determinada pela consciência e segundo, porque não o abrange por completo • Isto colocado significa que não é a consciência social a que determina o regime de vida social como pensam os idealistas, senão o contrario: o ser social determina em ultima instancia a consciência social, as idéias, as aspirações e objetivos dos homens e das classes sociais.

O Método no Marxismo
Materialismo Histórico • O Ser social na obra de Marx significa a vida material da sociedade, a produção e reprodução. Forma parte do ser social: a produção social e as condições necessárias para ela incluída a reprodução dos próprios homens, o sistema de relações sociais que os homens estabelecem entre si no processo de produção, os aspectos materiais da vida das famílias classes e nações e outras formas de comunidade humana; • O ser social é o primário: porque existe fora e independente da consciência social dos homens, a consciência social é o secundário porque constitui o reflexo da sua existência social. SER SOCIAL ≠ CONSCIENCIA SOCIAL

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Materialismo Histórico • A idéia que esta por atrás desse raciocínio de Marx é que os homens realizam conscientemente o processo de produção pero daí não pode-se inferir que tenham sempre consciência do caráter das relações sociais que estabelecem no processo de produção, da direção em que mudam estas relações nem das conseqüências sociais de ditos câmbios. • O anterior significa que uma coisa é a produção como um processo vital de subsistência e outras as relações econômicas que se estabelecem nesse processo as quais não dependem da sua escolha ou desejo consciente, senão do grau de desenvolvimento da produção alcançado.

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Materialismo Histórico Engels ao definir o desenvolvimento social como um processo histórico natural argumentou: (...) a história faz-se de tal modo que o resultado final decorre sempre dos conflitos que se estabelecem entre muitas vontades individuais, cada uma das quais é o resultado de multidão de condições de existência particulares. E, pois, de um conjunto inumerável de forças que se entrecruzam, de um grupo infinito de paralelogramas de forças que dão em conseqüência uma resultante – o acontecimento histórico –, que, por sua vez, pode ser encarado como produto de uma força única, que, como um todo, atua inconscientemente e involuntariamente. Pois o que um deseja tropeça com a resistência oposta por outro, e o resultado de tudo isto é algo que ninguém desejava. Assim, toda a história transcorreu até hoje sob a forma de um processo natural e submetido, também, em sua essência, às mesmas leis de movimento. Não se deve, porém, deduzir que as diferentes vontades individuais sejam iguais a zero, pelo fato de que elas não alcancem o que desejam, mas se fusionem numa espécie de média geral, de resultante comum. Cada uma delas visa um objetivo a que a impelem sua constituição física e uma série de circunstâncias exteriores que, em última instância, são circunstâncias econômicas (condições particulares, suas, ou condições gerais da sociedade); e todas elas contribuem para a resultante comum e acham-se, portanto, incluídas dentro delas. (...) Carta de Engels a Joseph Bloch, 21 e 22 de Setembro de 1890

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Para quem não entendeu: • Alem da vontade, dos fins, dos desejos e das aspirações dos homens, condicionados por seus interesses sociais ou individuais, estes últimos ao plasmar-se tanto nos seus atos como na vivencia do dia a dia da vida social chocam entre si, se entrelaçam e entram em contradição uns com outros e como resultado ocorre com freqüência que raramente se alcance o desejado; • O choque de inumeráveis ações e aspirações de milhões de pessoas tem conduzido com freqüência a resultados que ninguém poderia prever e aos que ninguém aspirava. Por exemplo a 2da guerra mundial de 1939-45 tinha como objetivo aniquilar a URSS como país socialista e restabelecer o domínio mundial do capitalismo. Que resulto na realidade? A derrota do fascismo e a consolidação das posições do sistema socialista

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Materialismo Histórico • Toda lei expressa um nexo social objetivo, necessário e estável, relações entre fenômenos e processos. As leis sociais formuladas pelo materialismo dialético e outras ciências sociais expressam um nexo estável e repetido dos fenômenos e processos sociais; • Engels definiu as leis econômicas não como leis eternas da natureza, senão como leis históricas que aparecem e desaparecem (...) para nós nenhuma destas leis, porquanto expressam relações puramente burguesas não é mas antiga que a sociedade burguesa moderna. As leis que tem vigor em grau maior ou menor para toda a historia precedente expressam unicamente relações que são comuns a toda a sociedade baseada na dominação de classe e na exploração de classe.

O Método no Marxismo
• Por tanto as leis enunciadas no Capital não devem ser interpretadas como previsões diretas do futuro, sua validade é relativa ao nível de abstração ao que foram escritas e à proporção das modificações que deverão ocorrer quando trazidas a um plano mas concreto ou real;

O CAPITAL
INDICE RESUMO DOS TRÊS LIVROS

O Capital: Resumo dos três livros
O que hoje se conhece como O Capital esta formado por um total de 17 seções distribuídas em três livros ( o primeiro, publicado por Marx em 1867; o II e o III editados por Engels depois da morte de Marx em 1885 e 1894 respectivamente. Livro I: O PROCESSO DE PRODUCAO DO CAPITAL I. Seção Primeira: Mercadoria e dinheiro II. Seção Segunda: A Transformação do dinheiro em capital III. Seção Terceira: A produção de mais valia absoluta IV. Seção Quarta: A produção de mais valia relativa V. Seção Quinta: A produção de mais valia absoluta e relativa VI. Seção Sexta: O salário VII. Seção sétima: O processo de acumulação do capital

O Capital: Resumo dos três livros
O Livro II: O Processo de circulação do capital I. Seção Primeira: A metamorfoses do capital e seu ciclo II. Seção Segunda: A rotação do capital III. Seção Terceira: A reprodução e circulação do capital no seu conjunto Livro III: O processo global da produção capitalista I. Seção Primeira: A transformação da mais valia em lucro e da taxa de mais valia em taxa de lucro II. Seção Segunda: A transformação do lucro em lucro médio III. Seção Terceira: A lei da queda tendêncial da taxa de lucro IV. Seção Quarta: Transformação do capital-mercadoria e capital monetário em capital de comércio de mercadorias e capital de comércio de dinheiro (capital comercial) V. Seção Quinta: Divisão do lucro médio em juro e lucro do empresário. O capital portador de juros. VI. Seção Sexta: Metamorfose do sobrelucro em renda fundiária VII. Seção Sétima: Os rendimentos e suas fontes